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Revista da Igreja Metodista no Estado do Rio de Janeiro Nº 36 • Março de 2013

Laços de amor com frutos na missão Bispo Paulo Lockmann celebra 25 anos de episcopado e 39 de casamento

EDIÇÃO ESPECIAL

Veja as principais marcas da gestão do bispo da 1ªRE

A importância da esposa no ministério de um líder

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Evangelho e salvação integral na vida episcopal O cuidado com o ser humano, a pregação do Evangelho e a salvação integral acompanharam esse período de 25 anos em que o bispo Paulo Lockmann esteve à frente da Primeira Região. E pode-se dizer que foram alguns dos elementos responsáveis pelo crescimento significativo nesse período. No início de sua gestão, eram 125 igrejas espalhadas pelo estado. Atualmente temos mais de 400, incluindo os Campos Missionários. É inegável o espírito missionário na vida e liderança do bispo Paulo Lockmann. Sempre esteve voltado para missões, mesmo antes de ser eleito bispo. Ele atuou como Secretário Regional e Nacional de Missões e Evangelização, em 1976 e 1982 respectivamente. Na década de 90, logo no início do seu episcopado, Lockmann radicalizou na implementação das propostas do Plano Para a Vida e a Missão, e Dons e Ministérios, que tinham sido aprovadas pouco antes. Ele participou da elaboração e redação desses dois trabalhos. Para os bispo, duas questões eram claras: a

primeira, a de que tudo na Igreja precisa estar a serviço da missão; por isso, nossas igrejas precisavam estar abertas a semana toda a serviço do povo, indo ao encontro da comunidade; a segunda, os ministérios nas igrejas locais deveriam estar sujeitos aos dons para o serviço da missão e atuar como manifestações do Espírito Santo. De lá para cá, muitos foram os planos bienais propostos pela Região, mas, ao final do biênio de 2000-2001, concluiu-se que seria necessário ter um plano com um prazo maior, um planejamento estratégico de pelo menos 10 anos. Durante o biênio 2002-2003, foi feito um mutirão, envolvendo vários segmentos, e construído essa nova proposta, que foi aprovada no Concílio Regional de 2003. Nele, a ênfase básica é a grande comissão descrita em Mateus 28. 19-20 (Ide ... fazei discípulos, ... batizando-os ..., ensinando-os). O Concílio Regional de 2012 ajustou esse planejamento até 2021, no qual o discipulado tem sido a principal ênfase,

Nádia Mello

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Editora Nádia Mello (MT 19.333)

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Assistente de redação Camila Alves e Carla Tavares

Bispo da Primeira Região Eclesiástica Paulo Lockmann Conselho Editorial Ronan Boechat de Amorim – coordenador, Selma Antunes da Costa, Deise Marques, Nádia Mello, Pablo Massolar, Giselma Almeida e Luiz Daniel

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dando ao bispo o apoio para o sonho de um milhão de discípulos para a Região. Essa meta, nos últimos anos, motivou o engajamento da Igreja como um todo no Ide de Jesus e envolveu os metodistas em grupos pequenos de santidade e crescimento. Mas as estratégias que vêm sendo implementadas não menosprezaram valores como história, tradição e doutrinas metodistas. O bispo procurou orientar também, por meio de estudos bíblicos mensais e publicações, o seu corpo pastoral. Dessa forma, poderia acompanhar o crescimento de pastores e igreja saudáveis. Com essa estratégia, buscava ainda em todo o tempo o caminho da maturidade cristã, conciliando avivamento missionário, compromisso social, educação e discipulado (Leia ao lado as principais marcas da gestão do bispo Lockmann).¹

Revisão Evandro Teixeira Diagramação Estúdio Matiz Circulação: 11.000 exemplares. Esta publicação circula como suplemento do Jornal Avante, não sendo, portanto, distribuída separadamente.


Principais marcas da gestão de Lockmann Nessa homenagem aos 25 anos de episcopado do bispo, a revista Fé e Nexo destaca os trabalhos que fizeram de carreira ministerial desse homem de Deus uma caminhada cheia de bons frutos. Missão e Ministérios: Na década de 90, foi feita a implementação de dois documentos: Plano para a Vida e a Missão; Dons e Ministérios. Ambas enfatizavam a necessidade de a Igreja estar a serviço da missão.  Capacitação de obreiros: Foram realizados cursos e treinamento de evangelistas com a ajuda do Ministério de Ensino e Capacitação da Região. Desse programa, surgiu o livro escrito pelo bispo Paulo Lockmann em parceria com irmã Zélia Constantino: Seguir a Cristo – Manual de Discipulado. Planejamento estratégico: Foi estabelecido um planejamento estratégico de pelo menos 10 anos. Essa proposta foi aprovada em 2003 e ajustada no Concílio de 2012 para vigorar até 2021. Discipulado: A Primeira Região criou o Ministério Regional de Discipulado e um trabalho focado no ensino da Palavra, com a criação de grupos pequenos de santidade e estudo. O discipulado deu suporte à visão do bispo, abraçada pela 1ªRE, de levar um milhão de pessoas a Jesus. Metodismo histórico: A 1ª RE republicou obras do metodismo histórico que estavam esgotadas, como João Wesley, o Evangelista, A Experiência Religiosa de Wesley, Linha de Esplendor Sem Fim e Coletânea da Teologia de João Wesley, entre outros. O bispo procurou orientar também por meio de estudos bíblicos mensais aos pastores/pastoras e igrejas.

Seminários Integrados: São eventos bidistritais nos quais o bispo ministra para todos os líderes e pastores. Formação: Foram realizados também núcleos de formação teológica para leigos por meio dos quais são oferecidos cursos de evangelistas, professores de Escola Dominical e outros. Reuniões com pastores: Na Escola de Missões, são realizados retiros espirituais. Nesses encontros, a temática central é a prática do discipulado na igreja local.   Expansão: A Primeira Região obteve crescimento de cerca de 500%. Atualmente são mais de 468 igrejas e campos missionários, mais de  100 mil membros e cerca de 3.700 grupos de discipulado. O aumento de pastores/presbíteros também reflete esse crescimento. Presença metodista: quase todos os municípios do Estado do Rio de Janeiro possuem uma Igreja Metodista, faltando apenas três a serem alcançadas (Parati, Paty de Alferes e Laje do Murié). Diaconia: Ativação da Ordem Diaconal na Primeira Região. Escola de Missões: Criação e viabilização da escola de Missões e, mais recentemente, do Inform, a agência missionária da Igreja Metodista. E com o inform vem o envio dos primeiros missionários transculturais. Crianças: Organização do Departamento de Trabalho com Crianças, um dos mais ativos do Brasil e com larga produção de material.

Publicações: Criação do Ministério de Publicações na década de 90, que hoje vem se consolidando novamente na editora Chama. Fé na Comunicação: Montou uma estrutura de comunicação na 1ªRE, que resultou em maior projeção da Igreja. Transformação do boletim da Região no atual Jornal Avante; criação de um programa de TV, que permanece em nosso canal do youtube, com vídeos que alcançaram mais de 20 mil exibições; Criação de uma Fanpage, que já ultrapassou a casa de 8 mil usuários conectados, com um alcance semanal em média de 50 mil visualizações dos assuntos postados. Líderes saudáveis, igrejas saudável: Nos últimos anos, a Primeira Região Eclesiástica trabalhou em parceria com o Ministério de Apoio ao Pastoreio de Pastores/as (Mapi). Centenas de pastores participaram da clínica de Mentoria. Para o bispo Paulo Lockmann, uma igreja forte começa com bispos, superintendentes, pastores e pastoras saudáveis. ¹

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Dedicação ao estudo da Palavra de Deus marcou o ministério do bispo Paulo Lockmann

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Amor pelas Sagradas Letras Em sua vida ministerial, Lockmann sempre se dedicou ao estudo visando a uma boa formação, vindo a tornar-se escritor e membro da AELB

Desde que se propôs a seguir uma vida ministerial, bispo Paulo Lockmann sempre se demonstrou aplicado nos estudos, focado numa boa formação teológica. Isso fez com que ele viesse a acumular também os títulos de professor e escritor. O amor pelas letras rendeu-lhe, inclusive, o reconhecimento da Academia Evangélica de Letras do Brasil (AELB), que o recebeu como membro. Na vida de Lockmann, toda essa dedicação, além de fortalecer seu ministério, favoreceu sua projeção internacionalmente. Atualmente, ele é presidente do Concílio Mundial Metodista (CMM). No entanto, antes dessa eleição, ele fez parte do Comitê Executivo do CMM, foi membro do Comitê Mundial de Missões e liderou o Conselho de Igrejas Evangélicas Metodistas da América Latina e Caribe (Ciemal). Paulo Lockmann, natural de Porto Alegre, saiu do sul com pai, que era jornalista e fora convidado para dirigir o Jornal do Commercio no Rio de Janeiro. Pela segunda vez Paulo vinha à capital fluminense. Dessa vez para ficar. A família passou a residir no Leblon, bairro da zona sul carioca. No Rio de Janeiro, Lockmann deu continuidade aos estudos que começara em Porto Alegre, matriculando-se no Seminário César Darcoso Filho, onde se tornou bacharel em Teologia. Bispo Paulo Lockmann na Sede Regional no primeiro ano de episcopado

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Pastor, professor e escritor E não demorou muito para o bispo tornar-se professor no próprio Seminário. No entanto, ele nunca deixou de estudar. Também fez faculdade de Filosofia e obteve licenciatura em Novo Testamento pelo Instituto Superior de Estudos Teológicos (ISEDET), em Buenos Aires; licenciou-se em História, Estudos Sociais (ambos no Rio de Janeiro); especializou-se em Hebraico e Aramaico (ambos na Alemanha), e Teologia Paulina (EUA). Enfim, chegou ao doutorado em Teologia Bíblica. Quando voltou de Buenos Aires, ele retomou o trabalho como professor e a vida pastoral. Na mesma época, descobriu-se escritor e passou a produzir livros. Lockmann ainda deu aula em diversas instituições dentro e fora do Brasil, lecionando disciplinas como História da Igreja e Introdução da Bíblia, Exegese do Novo Testamento, Teologia do Novo Testamento e Apocalipsismo. Em janeiro de 1987, ele foi consagrado ao presbitério. Nove meses depois, o pastor, conferencista, professor e escritor foi eleito pela primeira vez bispo da Primeira Região. Talento literário Ser membro-fundador do Conselho Editorial da Revista de Interpretação Bíblica Latino-Americana (RIBLA) e da Revista de Estudos Bíblicos também está no seu currículo. Além disso, a entrada do bispo para Academia Evangélica de Letras do Brasil (AELB) foi o reconhecimento de seu talento literário. O nome dele foi aprovado por unanimidade pela comissão acadêmica e acolhido pela diretoria. Com isso, ele tornou-se o primeiro metodista aceito pela AELB. Na ocasião, Lockmann recebeu o estatuto da academia, a medalha e a flâmula re6

presentando o título de “imortalidade pelas letras”. Mais essa unânime aceitação se justifica. Ao longo do seu episcopado, o bispo lançou mais de 10 livros, dentre eles Paixão por Cristo, Paixão pela Vida; De Jesus a Nós, o Caminho do Discipulado; Cartas de a uma igreja missionária; O Prisioneiro do Senhor; Pelos Caminhos da Missão; Para que o Mundo Conheça Jesus Cristo!; Seguir a Cristo – Manual de Discipulado; e a série Pão da Vida. Ele também incentivou a publicação de obras sobre o Metodismo his-

timidamente, no início dos anos 90. Ele, inclusive, trabalhou dando cursos e treinamento para evangelistas, com a ajuda do Ministério de Ensino e Capacitação da Região. Lockmann destacou nesse esforço a contribuição da irmã Zélia Constantino, do professor Victor José Ferreira e seu filho Vitor Cláudio. Foi desse trabalho que nasceu seu livro em parceria com Zélia: Seguir a Cristo – Manual de Discipulado. No entanto, a partir de 2000, por conta das distorções trazidas pelo Movimento G-12, a Primeira Região re-

A entrada do bispo para Academia Evangélica de Letras do Brasil (AELB) foi o reconhecimento de seu talento literário. O nome dele foi aprovado por unanimidade pela comissão acadêmica e acolhido pela diretoria. Com isso, ele tornou-se o primeiro metodista aceito pela AELB tórico que já estavam esgotadas, como João Wesley, o Evangelista; A Experiência Religiosa de Wesley; Linha de Esplendor Sem Fim; e Coletânea da Teologia de João Wesley, sem contar os lançamentos de publicações com orientações pastorais e estudos bíblicos no sentido de resgatar os valores, a história e as doutrinas metodistas.

Incentivando a boa formação Assim como se dedicou a sua formação ministerial, bispo Paulo Lockmann sempre se demonstrou preocupado em garantir ensinamento cristão de qualidade para os metodistas da 1ªRE. E uma forma de assegurar isso é começar pela base, o discipulado. Bispo conta que o discipulado na 1ªRE começou

forçou a ênfase no discipulado, criando o Ministério Regional de Discipulado. Na ocasião, foi publicada uma cartilha, e organizados cursos de líderes de grupos pequenos. Vários módulos desses estudos foram publicados como livro e lições, na sua maioria, preparados pelo bispo. A Primeira Região também manteve diferentes programas de formação de pastores e laicatos. Por exemplo, reunião mensal com os pastores para refletir acerca dos documentos pastorais; retiros com pastores liderados pelo bispo com o fim de tratar da prática pastoral, doutrina e ênfase no discipulado; e seminários integrados. Foram criados núcleos de formação teológica para leigos, onde são oferecidos cursos de evangelistas, professores de Escola Dominical e outros. ¹


Ajudadora fiel e mãe dedicada Gláucia Lockmann fala sobre o casamento e a importância da esposa na vida ministerial de um líder

Aos 39 anos de matrimônio, Gláucia Lockmann relembra o momento em que Paulo Lockmann lhe pediu em casamento e a sua participação na caminhada do bispo até os 25 anos de episcopado. Em meio às obrigações envolvendo ministério e família, o casal hoje pode contar as bênçãos recebidas. Os filhos mais velhos estão casados e já lhes presentearam com netos, e o caçula está no terceiro ano de Teologia em São Paulo. Segundo a irmã Gláucia, Salmos 126.3 tornou-se o cântico predileto dos Lockmann: “Grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres”. Fé e Nexo: São quase 40 anos de casamento. A senhora poderia relembrar o momento em que o bispo Paulo Lockmann lhe pediu em casamento durante um passeio de barca? Gláucia Lockmann: Não éramos namorados ainda. Era nosso primeiro encontro e estávamos indo assistir um grupo de jovens cantar na Primeira Igreja Batista de Niterói. Na barca, ele perguntou: “Quer casar comigo?” Achei engraçado e perguntei: “Como assim? Nem namorados somos.” Ele então disse que queria mesmo era casar comigo. Disse que iríamos primeiro nos conhecer; depois daria a resposta. Ele morava no Leblon, e me levou em casa depois do culto. Na época, eu morava em Campo Grande, zona oeste do Rio. Quando chegou em casa, sua mãe o esperava acordada. Ele logo disse a ela: “Mãe, hoje conheci a moça que

Gláucia: Casamos bem rápido por

alguns motivos. Primeiro, tínhamos a certeza de que nosso casamento era plano de Deus. Segundo, pelo fato de ele ter sido nomeado naquela ocasião para Nova Iguaçu e Queimados. Até então Paulo era ajudante e pela primeira vez seria pastor titular. Achamos que seria melhor já irmos casados. Assim, em 23 de março subimos ao altar. Fé e Nexo: Ser líder de uma grande

Gláucia, ao lado do esposo e dos filhos, na época em que se mudaram para Alemanha, onde Lockmann aprofundou deus estudos

será minha esposa”. Ao que ela respondeu: “Então vamos orar e agradecer a Deus a esposa que Ele está te dando”. Lindo, não? Deus tocou o coração deles antes mesmo da minha decisão. Claro, um mês depois eu disse sim (risos). Quando começamos a namorar, o Paulo era ajudante na Igreja Metodista do Catete e eu, diaconisa nomeada em Jardim Novo, Realengo. Estava no meu segundo ano. Fé e Nexo: Do pedido de casamento

ao enlace matrimonial, foram apenas nove meses, um tempo relativamente rápido. O que fui decisivo nessa atitude de vocês?

igreja não é tarefa fácil. Mas qual deve ser a postura da esposa de um grande líder, a fim de que ela seja, de fato, uma ajudadora? Gláucia: A esposa de um líder precisa, antes de tudo, pedir a Deus bastante sabedora, pois ela vai precisar. Tem que ter uma postura equilibrada, fazer tudo para colaborar e evitar exigir demais do marido. Afinal, as exigências do cargo que ele ocupa, por si só, são demasiadas. O papel dela é ser companheira e um ombro amigo disposto a suportá-lo em suas necessidades emocionais e físicas. Muitas vezes, ela é a única pessoa com quem ele poderá dividir dúvidas e cansaço. Fé e Nexo: Ao longo de quase 40

anos, como vocês têm conciliado vida ministerial e familiar? Gláucia:: No início do casamento, foi mais difícil. Primeiro, estávamos nos conhecendo. Ele, gaúcho; eu, carioca e filha de pastor. Uma época difícil foi

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quando fomos para Buenos Aires onde ele foi fazer mestrado. Longe dos familiares e com três crianças: Guilherme, com 4 anos, e as duas meninas. Mas superamos esse momento. Deus abençoou, e Paulo conseguiu fazer tudo o que precisava. Fé e Nexo: Como a senhora encara

o fato de as famílias de líderes serem sempre vistas como modelo em tudo? Gláucia: Toda família cristã deveria ser modelo. No entanto, entendo que sempre é esperado da família pastoral um exemplo maior, quanto mais se ele for um líder. Fé e Nexo: Dessa união, vieram qua-

tro filhos. Como foi criá-los, em meio às obrigações ministeriais e familiares, conforme os ensinamentos bíblicos? Gláucia: Criamos nossos filhos dentro dos princípios bíblicos, mas sem exigir que fossem super-humanos. Sempre

O papel da esposa de líder é ser companheira e um ombro amigo disposto a suportá-lo em suas necessidades emocionais e físicas. Muitas vezes, ela é a única pessoa com quem ele poderá dividir dúvidas e cansaço passamos para eles que ser filhos de um líder, no nosso caso, um bispo, tinha seus ônus, mas também suas vantagens. Além disso, sempre os advertimos a serem agradecidos à Igreja que sempre nos deu – e tem dado – todo o suporte. Hoje agradeço muito a Deus pelos nossos filhos. O mais velho, Guilherme, casado, formou-se e hoje é diretor em uma empresa. Ele nos deu dois netinhos, Lucas e Nicholas. Nossa segunda filha casou-se e mora em Amsterdam. Ela têm um filhinho chamado Leon

Louis e, com o marido, é proprietária de um restaurante. Angela, nossa terceira filha, formada em veterinária e também casada, deu-nos dois netos: Samuel e Isabela. Por fim, Fernando Luiz, ainda solteiro, que está cursando o terceiro ano da Faculdade de Teologia em São Paulo. Todos estão firmes no Senhor. E essa é nossa maior felicidade. Nosso versículo predileto aqui em nosso lar é «Grandes coisas fez o Senhor por nós; por isso, estamos alegres», Salmos 126.3. ¹

Casal no acampamento Clay Alegria e gratidão em momento de celebração

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Cerimônia de casamento realizada pelo reverendo Messias Manoel


Toda famĂ­lia do casal reunida: filhos, netos, genros e nora

Paulo e GlĂĄucia: companheirismo e amor

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Um servo de Deus, acima de tudo Bispo Paulo Lockmann completa 25 anos de episcopado à frente da 1ªRE e colhe frutos de uma vida dedicada ao Senhor Um homem de fé, apaixonado por Deus e movido pela missão. Essas são algumas das marcas visíveis na vida e no ministério do bispo Paulo Tarso de Oliveira Lockmann, que, dos 65 anos, dedicou 43 à obra missionária. E assim como seu homônimo bíblico, que enfrentou lutas e perseguições para levar os ensinamentos de Cristo aos gentios, bispo Lockmann escreve sua história de perseverança e obediência ao Senhor Jesus. Este ano, ele completa 25 anos à frente da Primeira Região Eclesiástica do Rio de Janeiro. O fruto desse trabalho tem sua marca também fora do Brasil. Isso veio sobretudo com a eleição de Lockmann para a Presidência do Concílio Mundial Metodista. Para relembrar a trajetória de mais de duas décadas de episcopado, em 23 de março, na Metodista de Cascadura, foi marcado um culto em Ação de Graças. Na ocasião, o bispo e sua esposa, Gláucia Lockmann, também comemoram 39 anos de casamento.

Primeiros passos na fé Nascido em 28 de janeiro de 1948, na cidade de Porto Alegre (RS), Paulo Lockmann teve uma infância tranquila ao lado dos pais e dos três irmãos (Vera, Neuza e Valter). Sempre frequentou a Igreja Metodista com a mãe. No entanto, durante a adolescência, acabou se desviando, perLockmann foi consagrado bispo da Primeira Região em janeiro de 1988

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manecendo afastado dos caminhos do Senhor até vir para o Rio de Janeiro. Aos 18, foi servir na Brigada Paraquedista do Exército, na capital Fluminense. Convidado por um colega da corporação, foi a um culto na Igreja Metodista de Cascadura. Lá, no término da celebração, atendeu ao apelo do pastor e voltou verdadeiramente para Cristo. No dia seguinte, enviou uma carta para a mãe contando as boas novas e ainda uma revelação: havia sentido o chamado de Deus para se tornar pastor. Algum tempo depois, concluído o período de serviço militar, Paulo regres-

sou a Porto Alegre e iniciou o curso de teologia, que concluiu posteriormente no Rio de Janeiro no Seminário César Darcoso Filho.

Caminhada ministerial Juntamente com seus familiares, em 1970, frequentou a igreja de Copacabana, já no Rio de Janeiro, onde foi presidente dos jovens. No Concílio Regional de janeiro de 1972, foi consagrado diácono, assumindo como pastor ajudante do bispo Almir dos Santos, na igreja do Jardim Botânico. Já com a conclusão do curso de Teologia, em 1974 assumiu o


Abaixo, Paulo Lockmann (primeira fila, segundo da esquerda para direita) no grupo de discipulado de pastores, em 1977

Bispo em retiro com integrantes do Colégio Episcopal, em 2007

pastorado de tempo integral, sendo nomeado para as igrejas de Queimados e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. No Estado do Rio de Janeiro, passou também pelas igrejas de Jardim Botânico, Catete, Santa Teresa, Méier e Vieira Fazenda. E em São Paulo, pelas Igrejas de Santo Amaro e Vila Nova Cachoeirinha. Atuou ainda na Igreja Metodista de Canoas e na Igreja Institucional de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Bispo Paulo Lockmann sempre foi muito dedicado aos estudos e ao ministério. Além de pastor, tornou-se professor e escritor. No entanto, em 1987, aos 39 anos, o Senhor o chamou para um grande desafio: ser bispo da Primeira Região. A eleição aconteceu no 14º Concílio Geral, realizado no Instituto Metodista de Ensino Superior, em São Paulo. Ao longo desses 25 anos episcopado, ele chegou a ser presidente do Colégio Episcopal por duas vezes. Lockmann foi membro do Comitê Mundial de Missões, Comitê Executivo do Concílio Mundial Metodista, presidente do Conselho de Igrejas Evangélicas Metodistas da América Latina e Caribe (Ciemal) e vice-presidente do Concílio Mundial Metodista (CMM). Até ser eleito para presidente do CMM.

A Igreja dos últimos 25 anos Quando o bispo foi nomeado em 1988, faziam parte da Primeira Região 125 igrejas. Hoje são mais de 400 espalhadas por todo o Estado, incluindo os Campos Missionários. Ao iniciar seu episcopado, o bispo Lockmann encontrou uma Igreja dividida em 11 áreas ministeriais pastorais, como eram denominados os distritos. No lugar de superintendente distrital existia um coordenador pastoral, responsável por uma média de 15 igrejas, com exceção da Baixada Fluminense, que possuía 27 igrejas. Hoje são 24 distritos. O maior é Cabo Frio, totalizando 40 igrejas, contando os campos missionários e congregações. Atualmente são cerca de 100 mil metodistas. A franca expansão da Região em todos esses anos e o fortalecimento das ações missionárias devem-se às estratégias que refletem uma visão de fé em mudanças importantes no Rio de Janeiro, no Brasil e no mundo a partir do crescimento do metodismo. Nesses 25 anos da liderança do bispo Paulo Lockmann na 1ªRE, planos bienais importantes para os atuais resultados da Igreja foram implementados. Em todos eles e

Com o grupo de jovens de Nova Iguaçu e Queimados, para onde foi nomeado pela primeira vez pastor de tempo integral

no último Planejamento Estratégico, aprovado para caminhar com a igreja até 2021, o discipulado tem sido a grande ênfase, com um trabalho voltado para grupos pequenos como forma de envolver toda a Igreja na questão da santidade e do crescimento. Por tudo o que representa, Paulo Tarso de Oliveira Lockmann tem sido usado por Deus como exemplo, em todas as áreas de sua vida, para a atual e futura geração de metodistas.¹

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Uma visão: crescimento e salvação de almas Mais de duas décadas focadas na expansão do Reino de Deus e alcance de vidas para Cristo A Igreja Metodista do Estado do Rio de Janeiro, sob a liderança do bispo Paulo Tarso de Oliveira Lockmann, é parte da Igreja Metodista do Brasil, que está dividida em oito Regiões Eclesiásticas. O Rio de Janeiro corresponde a Primeira Região (1ªRE), que compreende a capital e mais 91 municípios fluminenses. No Estado do Rio de Janeiro, além das praias e pontos turísticos, que atraem pessoas de diversas partes do mundo, existe um número expressivo de vidas que ainda não conhece Jesus Cristo como Senhor e Salvador. E a Igreja Metodista tem se empenhado em esforços para levar a Palavra de Deus e realizar ações concretas em prol do Reino de Deus. Segundos as últimas estatísticas, em todo o território nacional cerca de 30% das Igrejas Metodistas estão localizadas no Estado do Rio de Janeiro. São mais de 400 espalhadas por cidades e bairros, somando cerca de 100 mil membros. Sob a gestão do bispo Paulo Lockmann, nessas duas últimas décadas, a Igreja teve um crescimento expressivo. Um marco nesse sentido foi a campanha lançada em 2007, durante Ato Profético, no Maracanãzinho, e ajustada em planejamento estratégico no último Concílio Regional em 2011, que visa alcançar um milhão de discípulos para Jesus até o ano de 2021. O sonho de um milhão de vidas rendidas aos pés de Jesus foi colocado por Deus no coração do bispo Paulo Lockmann, confirmado durante via-

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Paulo Lockmann foi eleito bispo no 14º Concílio Geral realizado no Instituto Metodista de Ensino Superior

gem à África do Sul e abraçado por toda a Igreja. “Creio que o Senhor realiza o impossível. O Deus da Bíblia é o Deus do impossível, e você é o espaço vivo no qual Ele quer realizar seus impossíveis”, disse o bispo na ocasião. Dentro dessa visão, o discipulado é uma grande ênfase, com um trabalho voltado para grupos pequenos como forma de envolver toda a Igreja na questão da santidade e do crescimento. Segundo o bispo, a Escola Dominical, o ministério com as famílias, reforço escolar, Evangemed e outros programas da Igreja também são partes fundamentais nesse processo. “Contando com todas essas estratégias, nossa grande meta tornou-se uma igreja metodista para cada bairro ou povoado de cada município. Estabelecemos um alvo de 15% de crescimento anualmente para cada igreja”, destacou o bispo. Nesse sentido, diver-

sas ações apontam para uma visão profundamente missionária para todas as cidades, e esse trabalho envolve todas as áreas de ação da igreja, que dão suporte ao gabinete episcopal na execução dos projetos focados no Ide de Jesus.

Áreas de apoio episcopal Algumas áreas auxiliam a caminhada missionária no Estado do Rio de Janeiro, como braços de ação do gabinete episcopal. São elas: Secretaria de Ação Social, Secretaria de Expansão Missionária, Secretaria de Educação Cristã, Ministério de Discipulado, Secretaria de Administração e Assessoria de Comunicação. A Secretaria de Ação Social atua por meio das seguintes pastorais: Combate ao Racismo, Combate ao Uso Indevido de Drogas, Juventude em Conflito com a Lei, Carcerária e Terceira Idade; Saú-


de Integral e Dando as Mãos, focando na inserção do desempregado no mercado de trabalho. A prioridade da Secretaria de Ação Social da 1ªRE tem sido o Reforço Escolar, implementado por quase todas as igrejas do Estado. O Reforço Escolar faz parte de um projeto nacional chamado Sombra e Água Fresca, que visa dar assistência a crianças que estão em situação de risco em todo o Brasil. “Nossas igrejas precisavam estar abertas a semana toda, a serviço do povo, indo ao encontro da comunidade. (...) Precisavam funcionar como manifestações do Espírito Santo, que concede dons para o serviço da missão”, disse certa vez bispo Paulo Lockmann. Da Secretaria de Expansão Missionária fazem parte os seguintes projetos: Voluntários em Missão, Projeto Missionário de Férias, Ministério da Família, Evangemed (projeto missionário que visa saúde integral para todos), e Ministério de Evangelismo e Missões, que tem por objetivo criar uma consciência missionária, aliando, fortalecendo e ampliando as possibilidades missionárias. Já a Secretaria de Educação Cristã vai além da Escola Dominical. O trabalho desse segmento envolve atividades dos Departamentos de Crianças;

No decorrer do seu ministério, o bispo consagrou um número significativo de homens e mulheres para a obra de Deus.

Sociedades de Juvenis, de Jovens, de Homens e de Mulheres, que também servem constantemente na missão. O Ministério de Discipulado tem avançado na missão de levar o Evangelho de Jesus para cada pessoa. Um grupo de discipulado para cada rua e uma igreja para cada bairro ou cidade do Rio de Janeiro. E isso tem acontecido por meio da capacitação de líderes em diversos polos de treinamento de discípulos e mestres, e de outros programas. A Secretaria de Administração é outro apoio muito importante. Ao longo

dos anos, ela tem buscado esforços para capacitar os líderes das igrejas locais nessa esfera. Já a Assessoria de Comunicação Episcopal tem a função de oferecer, por meio de veículos impressos (Jornal Avante e Revista Fé & Nexo) e audiovisuais (Programa de rádio No Cenáculo, rádio digital e programa Vida e Missão) todo o suporte de divulgação dos projetos da Primeira Região. Todo esse crescimento e pleno funcionamento dos projetos refletem o resultado de fé e uma liderança baseada numa vida de oração, confiança e amor a Deus. ¹

Todo esse crescimento e pleno funcionamento dos projetos refletem o resultado de fé e a uma liderança baseada numa vida de oração, confiança e amor a Deus

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Paixão evangelística que influenciou o mundo Dedicação à evangelização foi um dos pontos que favoreceram a eleição de Paulo Lockmann para a presidência do Concílio Mundial Metodista Em 2011, o bispo Paulo Lockmann assumiu a presidência do Concílio Mundial Metodista (CMM), o que é um marco para a história da denominação, já que é a primeira vez que uma liderança da América Latina está à frente dessa organização. O Concílio é composto por 78 igrejas metodistas em 136 países (dados ainda do Concílio realizado na Coréia, em 2006), sem contar aquelas denominações que não levam o nome metodista, mas adotam a mesma doutrina e visão, como a Igreja do Nazareno e o Exército de Salvação. A maior Igreja Metodista participando do CMM é a Unida dos Estados Unidos, que tem presença missionária em muitos países. O Concílio Mundial Metodista está organizado em ministérios, que são chamados de comitês, como Educação Cristã, Educação Teológica, Ação Social, Missões e Evangelização. O presidente do Concílio é uma espécie de modera-

dor dos vários ministérios ou comitês. “A Igreja Metodista no mundo é igual à Igreja Metodista local. No entanto, o Concílio Mundial não interfere na vida direta, em termos gerenciais, das igrejas que o compõe”, ressalta o bispo, destacando que o CMM tem propostas e mobiliza as igrejas, inclusive no sentido missionário, já que existem países nos quais não há Igreja Metodista.

Os desafios da CMM Uma das grandes propostas do Concílio Mundial Metodista é a luta contra a fome com a campanha Stop the Hungry (Parem com a Fome). Isso reforça o perfil da Metodista de desenvolver trabalhos de cunho social. Segundo o bispo Lockman, atualmente, não existe nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Coreia do Sul e até mesmo na África nenhuma grande causa social que os metodistas não estejam envolvidos,

junto com outros cristãos e até mesmo não cristãos. “Na Índia, a Igreja tem feito um trabalho grande em relação à questão das castas. Na África, existe uma violência muito forte contra a mulher, e nós estamos liderando campanhas contra isso”, enumera o presidente da CMM. Segundo ele, o testemunho metodista começa com a paixão evangelística para o comprometimento com a vida integral do ser humano. Dentro da magnitude do CMM, bispo Paulo Lockmann tem outro grande desafio a enfrentar. O Concílio, pela expressividade da comunidade metodista no mundo, tem participação em vários organismos mundiais. Na Organização das Nações Unidas (ONU), por exemplo, tem um comitê de Direitos Humanos no qual, ciclicamente, diferentes grupos cristãos têm assento. A área de ação social do Concílio participa desses diálogos de luta dos Direi-


Bispo Lockmann dedicou sua vida à fé, ao estudo e ao conhecimento das Escrituras. Ele é um homem aberto ao Espírito Santo e, por isso, Deus abençoará o seu ministério Eddie Fox tos Humanos tanto na ONU quanto em outras organizações da Europa. Outro desafio do Concílio é respeitar as culturas naquilo em que elas não contrariam o Evangelho. O bispo cita como exemplo o crescimento da igreja na África a partir da quebra do paradigma de um modelo europeu ou norte-americano de culto. “No Quênia, enquanto dirigida por ingleses, a igreja não crescia. Quando os negros assumiram, com a Revolução da Independência do Quênia, pulou de 7 mil membros para 400 mil em 10 anos”, revelou. O próprio bispo explicou o porquê dessa mudança: “Os negros assumiram e colocaram tambores e os instrumentos ligados à cultura deles dentro da igreja”. Obviamente, explicou Lockmann, existem coisas na cultura, como a exploração de mulheres, de crianças, que são reconhecidamente pecaminosas. No entanto, a maneira de vestir, se expressar e Ao lado, representantes do comitê executivo e outras lideranças do CMM

louvar a Deus deve estar de acordo com as características de cada povo. “Aprecio muito o culto típico, tradicional, do que jeito que fui criado. Entretanto, há bastante tempo, sei que aquele modelo de culto não comunica aos vários segmentos da sociedade brasileira”, avaliou, mencionando Wesley: “Os cultos podem e devem ser diferentes de acordo com os tempos e as épocas”.

Indicação e eleição de Lockmann O bispo Paulo Lockmann foi indicado à presidência do Concílio Mundial Metodista (CMM) por nove lideranças. Sua participação na organização e na estrutura do Concílio durante anos e o destaque dado na América Latina ao crescimento da Igreja Metodista no Rio de Janeiro favoreceram sua eleição para a presidência do CMM em 2011. Ele participou de uma reunião com a comissão de indicações e o comitê executivo. Nesse encontro, depois de entrevistar todos os candidatos, Lockmaan foi escolhido. “Houve a eleição prévia de organização da chapa oficial.

Fui o mais votado e, em seguida, entrou o nome da bispa Sarah Davis, para a vice-presidência. Essa chapa foi levada para o concílio, em Durban, e submetida ao plenário e, então, fui eleito”, relembra o bispo, que estará á frente do CMM até 2016. Em conversa com um dos bispos que o indicou, Lockmann ouviu que um traço do ministério episcopal foi que decisivo na sua escolha para presidente da CMM: a paixão evangelística. Esse pensamento foi compartilhado pelo pastor Eddie Fox, diretor do Comitê de Evangelismo do CMM e diretor do Instituto Metodista Mundial de Evangelismo. Em entrevista ao Programa Vida e Missão, enfatizou que, com a eleição do bispo Lockmann para a presidência do Concílio Mundial, algo muito importante está acontecendo para o movimento metodista no mundo. “Ele foi levantado por Deus para regar a semente de John Wesley”, frisou. Ele ainda observou que o bispo é um grande incentivo para que as pessoas sirvam ao Senhor. “Bispo Lockmann dedicou sua vida à fé, ao estudo e ao conhecimento das Escrituras. Ele é um homem aberto ao Espírito Santo e, por isso, Deus abençoará o seu ministério”, conclui o pastor Eddie Fox, empolgado. Em março, no Intituto Bennett, foi realizada reunião anual do Comitê Diretor Executivo do Concílio Mundial Metodista (CMM). O encontro reuniu cerca de 30 líderes, cada um representando o seu comitê. Essa programação foi definida durante encontro realizado nas dependências da Sede Regional do Rio de Janeiro, no final do ano passado. De acordo com o bispo, o objetivo foi avaliar a representatividade do CMM junto aos diferentes organismos, como a ONU, e também aprovar o orçamento e organizar as atividades desenvolvidas pela entidade. Leia matéria sobre essa reunião no Jornal Avante. ¹

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Igreja Metodista na Primeira Região Eclasiástica Culto em Ações de Graças pelo Jubileu de Prata de Episcopado e Bodas de Mármore (39 anos de enlace matrimonial) do Bispo Paulo Lockmann e Gláucia Lockmann

Igreja Metodista em Cascadura – 23 de Março de 2013 – 18h. 1. PROCESSIONAL Entrada do bispo Paulo Lockmann e seus familiares Entrada dos demais bispos e bispa Entrada das demais autoridades eclesiásticas e civis Entrada dos superintendentes distritais Entrada da Comissão de Liturgia

2. PRELÚDIO Big Band “Infinito Amor”

3. ACOLHIDA

Dirigente: Com muita alegria, reunimo-nos aqui para render graças ao Senhor por tudo o que Ele é e tem feito em nosso favor. Queremos celebrar o Deus da nossa salvação por intermédio desse culto em Ação de Graças pelo Jubileu de Prata de episcopado do bispo Paulo Lockmann e pelas Bodas de Mármore (39 anos de casado) dele com sua esposa, Gláucia Lockmann. Agradecemos a Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, que tem chamado o seu servo para essa nobre missão de episcopado há 25 anos, tendo-o desafiado e capacitado para liderar a Primeira Região Eclesiástica. Agradecemos também pelas vitórias alcançadas na sua vida conjugal ao longo desses 39 anos de casamento rendendo toda a honra e glória ao Senhor para todo o sempre.

4. CONVITE À ADORAÇÃO Salmo 100 Homens: Celebrai com júbilo ao SENHOR, todas as terras. Mulheres: Servi ao SENHOR com alegria; e entrai diante dele com canto. Homens: Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele que nos fez, e não nós a nós mesmos; somos povo seu e ovelhas do seu pasto. Mulheres: Entrai pelas portas dele com gratidão, e em seus átrios com louvor; louvai-o, e bendizei o seu nome. Todos: Porque o SENHOR é bom, e eterna a sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração. Hino 377: “Confiança em Cristo” – Hinário Metodista Brasileiro

5. CORAL DE CABO FRIO 6. ORAÇÃO DE ADORAÇÃO Reverendo Paulo Vieira

7. CONVITE À CONFISSÃO Dirigente: Irmãos e irmãs, reconheçamos, diante do Senhor, nosso pecado, e supliquemos ao Senhor o Seu perdão restaurador.

Todos: Senhor, Tu conheces nossa vida. Tu és o Senhor da vida e o supremo Juiz. Diante de Ti confessamos que não temos vivido plenamente de acordo com a Tua vontade. Por isso clamamos a Ti: Vozes masculinas: Senhor, tem misericórdia de nós. Venha derramar sobre a tua Igreja o seu perdão   Todos: Tua palavra e Tua exortação sempre têm sido claras: “Buscai primeiro o Reino e a sua justiça”. No entanto, confessamos que temos sido omissos em realizar a Tua vontade.   Vozes femininas: Nesse momento de profunda contrição, reconhecemos o nosso pecado.

11. HOMENAGENS

Dirigente: Muita pobreza, tristeza e solidão têm passado ao nosso lado e não percebemos que Tu estavas ali. Temos sido lentos em demonstrar amor ao nosso próximo. Todos: Senhor, tem misericórdia de nós. Por amor de tua infinita bondade, apaga as nossas transgressões.

8. ORAÇÃO DE CONFISSÃO

Leitura bíblica: Atos 1.4-8

Bispo José Carlos Peres

TODOS: E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes.

9. LOUVOR Hino 312: “Vencendo Vem Jesus” – Hinário Metodista Brasileiro Hino 296: “Eis-me Convosco” – Hinário Metodista Brasileiro Cânticos Rio de Deus Rompendo em Fé

10. OFERTÓRIO Crônicas 29.11-14 Tua é, SENHOR, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, SENHOR, o reino, e tu te exaltaste por cabeça sobre todos. E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e o dar força a tudo. Agora, pois, ó Deus nosso, graças te damos, e louvamos o nome da tua glória. Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos oferecer voluntariamente coisas semelhantes? Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos. Cânticos: Toda Sorte de Bênçãos

Bispos/Bispa Autoridades Eclesiásticas e Civis Federações

12. LEITURA BÍBLICA

13. MENSAGEM Bispo Carlos Alberto Tavares Alves – Rema

14. Cerimônia de Bodas de Mármore (39 anos de Casados ) 15. CÂNTICO Meu Tributo

16. MOMENTO DE CONSAGRAÇÃO E ENVIO

Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias. Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel? E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder. Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.

17. PALAVRA DO BISPO PAULO LOCKMANN E FAMILIARES 18. CÂNTICOS Te Agradeço Tu És Fiel

19. ORAÇÃO DE INTERCESSÃO PELO BISPO PAULO LOCKMANN E FAMÍLIARES 20. BÊNÇÃO APOSTÓLICA 21. POSLÚDIO

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