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IMPRESSO ESPECIAL CONTRATO Nº 9912208223/2008 ECT/DR/RJ ASSOCIAÇÃO DA IGREJA METODISTA

DEVOLUÇÃO GARANTIDA CORREIOS

Publicação mensal da Igreja Metodista no Estado do Rio de Janeiro – 1ª RE Ano XXXVII • Nº 426 • novembro/dezembro de 2011

Metodismo Ordem Diaconal: formação e regulamentação Página 5

Nacional Carta do Colégio Episcopal reage à corrupção Página 7

Região Palestras e oficinas atraem 300 pessoas em encontro da 3ª idade Página 8

Novas metas e desafios para o exercício da missão

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Concílio Regional tratará do desempenho da Igreja Metodista em todo o Estado do Rio de Janeiro

ob o tema Discípulos e Discípulas no Caminho da Missão Cumprem o Mandato Missionário de Jesus, o 40º Concílio Regional, que acontece a cada dois anos, tratará do desempenho da Igreja como um todo no Estado. O Concílio se inteira da caminhada nos diferentes níveis de atuação da Igreja e estabelece novas metas e desafios para continuidade do exercício da missão. Mais uma vez, com vistas para o alvo de levar o Evangelho para cada pessoa do Estado, uma Igreja para cada bairro e um grupo de discipulado para cada rua, a Primeira Região manterá o foco em um milhão de discípulos, proposta que teve início

Sociedade e Igreja unidas pelo desarmamento

Região Boas práticas na área de ação social recebem Prêmio Isac Aço Página 8

Região Mais de 2 mil Juvenis reunidos em evento Página 12

no último concílio, em 2009. Segundo o bispo Paulo Lockmann, “essa experiência não é só nossa”. A Igreja Metodista da Coréia, em 1970, tinha 70 mil membros. E hoje tem 1.850.000. “Em um Estado como o nosso, com cerca de 10 milhões de pessoas que não conhecem Jesus como Senhor e Salvador, Deus pôs essa obra também em nossas mãos. Dessa forma, o Concílio deverá propor meios e caminhos para ajustar as a fim de alcançar esse objetivo”, declarou bispo Lockmann. Veja também artigo que explica o Projeto de Gestão Estratégica Missionária 2012-2021 para a Primeira Região Eclesiástica. Página 4.

D

Ao lado do Viva Rio, Igreja apoia campanha de Entrega Voluntária de Armas

e acordo com especialistas, episódios envolvendo mortes provocadas por porte ilegal de armas mostram que, apesar de o país ter uma legislação considerada rígida, o governo não consegue impedir o acesso a armas de fogo. Segundo dados oficiais, o Brasil é o país onde mais se mata no mundo, com mais de 34 mil casos só em 2010. Conforme informações do sociólogo Antônio Rangel Bandeira, coordenador do projeto de controle

de armas, da ONG Viva Rio, mais de 4 milhões de armas estão nas mãos de delinquentes, e cerca de 5 milhões, nas mãos de cidadãos de bem, mas ilegalmente. A Igreja Metodista tem apoiado todas as campanhas pelo desarmamento. Segundo os organizadores do projeto, a participação dos evangélicos tem sido fundamental para o sucesso dos trabalhos. “A mensagem de paz da Igreja foi o principal motivo que levou o Viva Rio a buscar essa parceria”. Página 6.


E M M E M ÓR IA

E DITO RIA L

Focados na salvação de vidas

O

país está diante de um grande desafio: desarmar a população. Depois do episódio de São Caetano (SP), em que um aluno de 10 anos de idade feriu a bala a professora e em seguida se matou, constatamos que até crianças têm acesso a armas de fogo no Brasil. Os dados, de fato, assustam. Segundo informações oficiais, lideramos a lista dos países onde mais se mata no mundo. Só em 2010, foram 34 mil casos. Entendemos esses números quando tomamos conhecimento de que mais de 4 milhões de armas de fogo estão nas mãos de delinquentes, e cerca de 5 milhões portadas ilegalmente por cidadãos comuns. As Forças Armadas e as polícias, por sua vez, têm apenas 10% dos 16 milhões de armamento que circula no território nacional. Compreendendo o drama desses números, a ONG Viva Rio liderou a Campanha Desarme Brasil, assim como aconteceu em 2005 e 2008, a fim de fazer valer o Estatuto do Desarmamento, criado em 2003. Sob a coordenação do sociólogo Antônio Rangel Bandeira, até o fechamento desta edição, já haviam sido recolhidas cerca de 25 mil armas e mais 84 mil munições no país. Para o sucesso dessa proposta, a ONG conta sempre com a participação da sociedade. A Igreja Metodista da 1ªRE, por exemplo, além de divulgar as fases da campanha no site, fez uma enquete em que se constatou, infelizmente, uma maioria desfavorável ao desarmamento. Voltamos, então, aos números. Segundo o Relatório de Redução dos Homicídios no Brasil do Ministério da Saúde, de 2003 para 2006, já com o Estatuto em vigor, o índice de morte por armas de fogo foi reduzido em mais de 23 mil vidas. Numa iniciativa de colaborar com o desarmento, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) também instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito, a CPI das Drogas, presidida pelo deputado Marcelo Freixo. De fato, a corrupção ainda alimenta o tráfico de armas no Estado. Oportunamente, o Colégio Episcopal, em sua Carta Pastoral, publicada na página 7, convoca a sociedade a enfrentar esse mal. “O Colégio Episcopal da Igreja Metodista, comprometido com os valores do Evangelho e sua própria história de defesa da moralidade administrativa e ética cidadã, une-se aos brasileiros e brasileiras empenhados em extirpar o pecado social da corrupção nas estruturas de poder”, diz o documento. Salvar vidas também é o foco do Concílio Regional. Sob o tema Discípulos e Discípulas no Caminho da Missão Cumprem o Mandato Missionário de Jesus, a 40ª edição do evento tratará do desempenho da Igreja no Estado como um todo focando na conquista de um milhão de discípulos, caminhada que teve início no último encontro em 2009. Essas e outras matérias publicadas nesta edição reforçam o interesse da Igreja Metodista da Primeira Região no bem-estar da sociedade, voltado, sobretudo, para salvação de vidas. Boa leitura! NÁDIA MELLO EDITORA

Publicação mensal da Igreja Metodista na 1ª Região Eclesiástica Fundado em maio de 1973

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Ano XXXVII nº 426 Rua Marquês de Abrantes, 55 – Flamengo 22.230-061 – Rio de Janeiro – RJ Tel.: (21) 2557-3542 / 3509-1074 Fax: (21) 2557-7048 avante@metodista-rio.org.br www.metodista-rio.org.br

Cristo, esperança de Eternidade “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11.25)

m 30 de outubro, a Igreja Metodista do Brasil perdeu um de seus bispos, Adolfo Evaristo da Souza, responsável pela Região Missionária do Amazonas (REMA). Homem simples, cheio de amor pelas vidas e comprometido com a Missão de Deus. A temática central de suas conversas e pregações era a santidade bíblica. Creio que o Senhor estava purificando-o mais e mais para levá-lo para a morada eterna. Durante o velório, vários testemunhos mencionaram as marcas que esse homem de Deus deixou nas vidas pelas quais passou, o zelo missionário no desenvolvimento da Missão e o empenho em seguir em frente com a obra do Senhor, dando sempre o melhor de si. O seu sepultamento ocorreu na véspera do feriado de Finados. Durante todo o velório, orações de gratidão a Deus foram feitas pela vida do bispo Adolfo, e muitos hinos de louvor, entoados, formando um lindo coral. Todos adoravam em harmonia. Fiquei pensando na alegria, no sorriso e no entusiasmo do bispo Adolfo quando, muitas vezes, observei-o cantando. Refletindo nisso, pensei na forma

como Jesus lidava com a morte. Ele também chorou. Em João 11.35, sentiu a dor de Marta e Maria por terem perdido o seu irmão Lázaro. Suas entranhas se comoveram pela amizade que tinha pelo amigo que havia partido. A grande sensibilidade de Jesus fez com que, em sua forma humana, se identificasse com a nossa dor. Encaramos o luto como a perda com lágrimas, dor. Afinal, laços são cortados, ausências sentidas, e saudades deixadas devido ao vazio que fica no espaço daqueles que se foram. No aspecto humano, esse vácuo não pode ser preenchido. “Deus se fez carne e habitou entre nós” Por isso, Jesus, como homem, avaliou todo o sentimento atribuído à essência humana e soube o que era a dor da separação, do luto. O Evangelho do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é a Boa Nova. Em meio à dor da perda, aponta para nós a saída. Ele abre uma nova perspectiva no lidar com a morte. Em João 11.25, Jesus afirma: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá”. Há uma promessa de Deus para nós por meio da vida de Jesus Cristo: a vida eterna! Chorar a perda de um ente querido é natural, pois não fomos feitos para a morte, e, sim, para a vida. Há um período para que a dor de uma separação seja amenizada. Durante essa fase, podemos contar com um grande amigo: o Espírito Santo.

O próprio Cristo afirmou: “E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja sempre convosco” (Jo 14.16). Logo a seguir, Ele ainda afirma: “Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros” (versículo 18). Ao passarmos pela vida ou morte, perdas ou conquistas, alegrias ou tristezas, aflições da vida ou momentos mais felizes, a Palavra do Senhor afirma que não estamos sozinhos. Por isso, nesses dias em que nos vieram à memória momentos de dores, tristezas e saudades, podemos trazer à memória o que realmente pode dar-nos esperanças: “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda a lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto nem pranto, nem dor porque as primeiras coisas passaram” (Ap 21.1-4). Amados irmãos e irmãs, a nossa esperança é acreditarmos nas promessas de Jesus. Que possamos nos preparar mais e mais para o grande encontro com o Mestre, e, em glória, rever nossos amados que partiram antes de nós. Com amor fraterno,

BISPO DA 1ª REGIÃO ECLESIÁSTICA

EDITORA E JORNALISTA RESPONSÁVEL

REVISÃO DA PALAVRA DO BISPO

Paulo Tarso de Oliveira Lockmann

Nádia Mello (MTb 19.333)

Filipe Pereira Mesquita

TIRAGEM: 10.500 exemplares

CONSELHO EDITORIAL

Os artigos são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do jornal ou da Igreja Metodista.

Ronan Boechat de Amorim (coordenador), Selma Antunes da Costa, Deise Luce de Sousa Marques, Pablo Massolar, Giselma Matos, Luciano Vergara e Nádia Mello.

E

Pra. Selma Antunes da Costa Secretária de Expansão Missionária da Primeira Região, representante da Cogean e membro do Conselho Editorial do Avante

REVISÃO DO JORNAL

Evandro Teixeira DIAGRAMAÇÃO / EDITORAÇÃO ELETRÔNICA

www.estudiomatiz.com.br ASSINATURA INDIVIDUAL:

ASSISTENTES DE REDAÇÃO

Camila Alves e Carla Tavares

R$ 20,00


PA L AV RA DO BI SPO

Socorro, Senhor!

“Socorro, SENHOR! Porque já não há homens piedosos; desaparecem os fiéis entre os filhos dos homens.” ( Sl 12.1)

E

screvi há cinco anos sobre esse Salmo. Recentemente, na abertura do culto de domingo a noite, na Igreja Metodista de Iguaba, o pastor Bruno Leonardo leu esse o mesmo Salmo no momento de invocação. Naquele momento, reacendeu no meu coração a indignação do salmista. Sim, indignado, não preocupado, pois preocupação dá e passa. Indignação é um clamor da alma e do espírito; Paulo sentiu isso ao chegar a Atenas. “Porém, não os encontrando, arrastaram Jasom e alguns irmãos perante as autoridades, clamando: Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui”, (At 17.6). Quando ouço o noticiário, fico assustado. Há mortes, roubos e corrupções por todos os lados neste país. Homens e mulheres que deveriam praticar a justiça, o direito e o bem do povo são acusados de prostituição e corrupção. Estamos acostumados com as denúncias. Isso virou rotina. E o que é pior: não nos escandalizam mais, pois se incorporaram ao nosso dia a dia. Nossa capacidade de indignação diminuiu, por isso não reagimos, e, com isso, fazemo-nos cúmplices. Afinal, “quem cala consente”. Precisamos levantar a bandeira da honestidade, do temor de Deus, e da vida íntegra e santa. Por isso, recomendo a leitura dos Salmos 11, 12, 14, 15 e 16. Precisamos urgentemente restabelecer com voz e testemunho profético a verdade da Palavra, o poder do Evangelho e a eficácia de uma vida com Cristo.

O que nos faz cristãos?

É o fato de que um dia nos reconhecemos como pecadores: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23). Sentimos nosso fracasso ao tentar vencer o pecado. Como Paulo, sofríamos os efeitos de uma vida dominada pelos impulsos de nossa carne. “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o

faz, e sim o pecado que habita em mim” (Rm 7.19-20). Assim que fomos atraídos pelo amor de Deus em Cristo, e a graça moveu nossos corações a receber a Jesus Cristo como Senhor e Salvador, nascemos de novo: “O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo” (Jo 3.6-7). Esta Salvação nos é dada pela graça, mediante a fé: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8-9). Por que estou recordando isso? Porque somos cristãos metodistas e sabemos que podemos esfriar na fé, e, sem perceber, perder a salvação. Como está escrito: “Portanto, se, depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixam enredar de novo e são vencidos, tornou-se o seu último estado pior do que o primeiro” (2 Pe 2.20). “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor” (Ap 2.4). Sim, temos que avaliar o efeito da nossa fé. Produz testemunhas e frutos do Espírito? O Brasil precisa muito ver vidas convertidas e transformadas. Há muitas pessoas no Brasil tocadas por Jesus, mas poucas realmente transformadas. Sejamos cristãos como ensinou Wesley: “Um metodista ama ao Senhor seu Deus com todo seu coração, com toda sua alma, com todo seu entendimento, e com todas as suas forças. Deus é a alegria do seu coração, e o desejo da sua alma, que clama continuamente: Quem tenho eu no Céu além de Ti? Não há outro em quem eu me compraza na terra. Meu Deus e meu tudo!1 Além disso, há o testemunho de um convertido no ministério de Wesley: “O barbeiro que me barbeava disse: ‘Senhor, eu louvo a Deus por sua causa. Quando o senhor estava em Bolton, a última vez, eu era o ébrio mais notável da cidade;

fui ouvi-lo pregar, fiquei perto da janela e Deus me feriu no coração. Então orei pedindo poder sobre o meu vício de beber, e Deus me deu mais do que eu pedira, tirou-me o desejo de beber; contudo, eu me sentia pior, sempre pior, até que no dia 5 de abril p.p. não me aguentava mais. Sabia que cairia no inferno naquele instante, se Deus não me socorresse; mas Ele me apareceu, e me fez saber que me amava; então senti a doce paz. No entanto, não podia eu dizer que tinha fé; mas ontem fez um ano que Deus me deu fé, e seu amor me tem transbordado o coração até agora.2

O que nos faz discípulos?

Primeiro, como a Palavra designa, discípulo é um aluno aprendiz. Quem é arrogante, não tem um coração quebrantado e ensinável, não consegue ser discípulo. Temos pessoas na Igreja, e ocasionalmente, no ministério, que não aprenderam as verdades básicas do Evangelho. Por exemplo, não perdoam quem as feriu. Essas pessoas carregam uma doença espiritual e emocional. Enquanto não forem libertas, não vão ganhar o céu (Mt 6.14). Outros não conseguem amar os inimigos. Pelo contrário, fazem tudo para aniquilá-los, seguem o caminho inverso de Jesus. Elas são amargas e pouco ensináveis. Segundo, o verdadeiro discípulo está sempre aprendendo. Tem sede de Deus, quer crescer nas coisas divinas: “Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.13-14). Wesley dá testemunho de irmãos que se tornaram discípulos diligentes: “Porém, à noite, fiquei completamente convencida da necessidade de uma mudança mais profunda. Sentia os restos do pecado em

meu coração e queria limpeza completa. Ansiava ser salva de todo pecado e limpa de toda injustiça. No momento em que Thomas Rankin estava pregando, o desejo aumentou muito. Depois me reuni com a sociedade. Na última oração, senti-me sobrecarregada com o poder de Deus. Percebi uma mudança inexplicável no mais profundo do meu coração. Desde aquele momento, não mais senti cólera, orgulho, mau-caratismo de nenhuma classe, nada contrário ao amor puro de Deus, que sinto continuamente. Não desejo outra coisa senão a Cristo e o tenho sempre reinando no meu coração. Não desejo nada. Ele é tudo o de que necessito no presente e para a eternidade.3 Hoje, a melhor maneira de conseguir isso é formando grupos de discipulado. Não dá para ser cristão frutífero com uma vida cristã madura, em constante crescimento, fora deste processo de santificação e evangelização que o grupo de discipulado propicia. Ali, mais do que em outros espaços de discipulado na igreja local, há oportunidade maior de se expor a vida que vivemos, sermos advertidos em amor a mudanças, e crescermos. Sim, como discípulos, vamos mais e mais sentindo a alegria de ser discípulo, e começamos a falar da nossa fé, trazendo vizinhos e familiares para experimentarem a vida com Deus e no seguir a Cristo.

O que nos faz discipuladores e evangelizadores?

É preciso deixar claro que nossa ênfase de discipulado são grupos de santidade, comunhão e multiplicação. Não dá para segurar o “bom perfume de Cristo”, tampouco os “rios de água viva que brotam dos corações dos discípulos e discípulas”.“Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (Jo 7.38). Assim que todo discípulo precisa se tornar um discipulador. Irmãos e irmãs, é essencial para a Igreja do Senhor cumprir o mandato missionário de: “ir e

fazer discípulos.” Nosso único objetivo é o de Deus: ir, salvar e discipular os perdidos: “[Pois o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las.] E seguiram para outra aldeia” (Lc 9.56). Deus nos criou, nos salvou, nos fez discípulos e discipuladores para sermos cheios e ungidos pelo Espírito Santo. A melhor maneira de ser santo é ter intimidade com o Deus Santo e seu Espírito. Nenhum discípulo ou discipulador pode ficar continuamente satisfeito sem a plenitude interior, a capacitação divina, o brilho, o fogo e o poder do Espírito. Não é possível passar o que não temos, nem ensinar sem a graça e o poder do Espírito Ensinador. Atenção! Cale-se diante d’Ele toda terra, só o Senhor é Deus e tem o caminho ao coração dos pecadores. “É belo e desafiador ver uma vida resplandecendo para Deus e sendo uma inspiração para outros. Isso proporciona fé às pessoas para crerem que Deus opera na vida daqueles a quem amam e nas situações que as preocupam. Dá-lhes a confiança de que Deus irá responder à oração e fazer com que outros desejem aproximar-se d’Ele e obedecê-Lo. Uma vida resplandecente é sempre uma bênção muito maior que a mesma vida sem a chama do Espírito.”4 Lembrem que é com discípulos e discipuladores que levaremos “o Evangelho para cada pessoa, um grupo de discipulado em cada rua e uma igreja em cada bairro ou cidade.” Deus nos abençoe! Bispo Paulo Lockmann

1

Wesley J. A - Perfeição Cristã. EUA:

Ed. Casa Nazarena de Publicações, 1981. p.18. 2

Wesley J. – Trechos do Diário de João

Wesley. São Paulo: Junta Geral de Educação Cristã, 1965. p. 88. 3

Barbosa J. C. – Adoro a Sabedoria

de Deus. Piracicaba: Ed. UNIMEP, 2002. p. 261. 4

Duewel, Wesley L. – Em Chamas

para Deus. São Paulo. Ed. Candeia. 1996. p. 13

O Brasil precisa muito ver vidas convertidas e transformadas. Há muitas pessoas no Brasil tocadas por Jesus, mas poucas realmente transformadas


R EG IÃ O

O

Um lugar de submissão ao Senhor

1ª RE se prepara para 40º Concílio focada no crescimento e na unidade da Igreja

Concílio é um lugar de missões e buscas, a fim de que a Igreja se torne um só coração, uma só alma. É acima de tudo, lugar de submissão ao Senhor Jesus”, lembrou o bispo Paulo Lockmann ao falar sobre o 40º Concílio Regional, que acontecerá de 24 a 27 de novembro, na Escola de Missões. Ele destacou também que a Igreja Conciliar nasceu com base nos princípios da Igreja Primitiva, registrados em

A

de Atos dos Apóstolos. Para exemplificar, o bispo citou o capítulo 6, quando a Igreja começou a ter dificuldades na distribuição dos recursos e bens das viúvas. Por conta disso, ela se reuniu para eleger os diáconos. Com a participação do povo e sob a liderança dos apóstolos, a Igreja encontrou caminhos para prosseguir na sua caminhada missionária. No capítulo 15 do mesmo livro, com a grande conversão dos gentios, a Igreja se reu-

nos diferentes níveis de atuação da Igreja e estabelece novas metas e desafios para continuidade do exercício da missão. Mais uma vez, com vistas para o alvo de levar o Evangelho para cada pessoa do Estado, uma igreja para cada bairro e um grupo de discipulado para cada rua, a Primeira Região manterá o foco em um milhão de discípulos, proposta que teve início no último concílio, em 2009. Segundo o bispo Paulo Lockmann, “essa

experiência não é só nossa”. A Igreja Metodista da Coréia, em 1970, tinha 70 mil membros. E hoje tem 1.850.000. “Em um estado como o nosso, com cerca de 10 milhões de pessoas que não conhecem Jesus como Senhor e Salvador, Deus pôs essa obra também em nossas mãos. Dessa forma, o Concílio deverá propor meios e caminhos para ajustar as estratégias para alcançarmos esse objetivo”, declarou bispo Lockmann.

Projeto de Gestão Estratégica Missionária 2012-2021: um grande desafio a ser alcançado

lcançar 1 milhão de discípulos. Quando? Iniciamos em março deste ano a arrancada para atingir este objetivo. De forma diferente das anteriores, trabalhamos junto às lideranças regionais e a Coream, preparando a base para disseminar por toda a Região a metodologia que nos permitirá, junto com pastores, líderes e membros de nossas igrejas, conquistar esta meta. Trata-se da inserção no dia a dia da Região de uma nova forma de gestão organizacional, que, com uma liderança atuante e o conhecimento técnico existente, concorrerá para vencer. Aparentemente, atingir 1 milhão de discípulos em 10 anos é uma marca difícil de ser alcançada. Entretanto, se conseguirmos transformar cada metodista num discipulador, facilmente alcançaremos a marca de 1 milhão. Bastará cada membro discipular um não crente a cada ano, ou seja, 10 discípulos em 10 anos e, consequentemente, a marca de 1 milhão pelos 100 mil discipuladores. O desafio passa a ser preparar 100 mil discipuladores e montar toda a estratégia para que os avanços conseguidos sejam mantidos.

Mas como fazer tudo isso acontecer?

4

niu para decidir sobre temas que iriam acelerar seu avanço missionário. Inspirados nessas narrativas, os delegados que estarão presentes no próximo Concílio deverão traçar os rumos da Igreja Metodista. Sob o tema Discípulos e Discípulas no Caminho da Missão Cumprem o Mandato Missionário de Jesus, o evento, que acontece a cada dois anos, irá tratar do desempenho da Igreja em todo no Estado. O Concílio se inteira da caminhada

Deixando de lado uma gestão com padronização mínima e controle sem foco em resultados e implantando na Região um modelo baseado numa visão sistêmica e com o suporte de um método para atingir os resultados desejados. E também com a utilização de ferramentas estatísticas e recursos tecnológicos atuais e adequados, além de investimento de impacto na formação, capacitação e treinamento de pastores, líderes e colaboradores. Utilizando a metodologia PDCA (Plan, Do, Check Act), em português, Planejar, Fazer, Verificar e Agi, na fase inicial. Primeiramente partimos para a definição de metas e a seguir a elaboração dos Planos que, uma vez executados, permitirão alcançá-las. As metas já foram definidas e desdobradas pelos 24 distritos da Região. Foram realizadas várias análises e levantamentos de dados regionais, um autodiagnóstico dos distritos e unidades de apoio (Secretarias Regionais juntamente com seus respectivos ministérios, federações e sede regional) e a análise SWOT [análise realizada do ambiente interno (forças e

fraquezas) e ambiente externo (ameaças e oportunidades]. O gráfico radar dos resultados do autodiagnóstico, apresentando uma média geral de 2,53 num total de 5 pontos possíveis, indica as várias áreas de interesse que necessitarão de atuação das unidades da Região, bem como 275 macroestratégias (ações) regionais que foram definidas pelas seis Áreas de Expansão Missionária (AEM) e três Áreas de Apoio Missionário (AAP) em que foi desdobrada a Região para desenvolvimento do PGEM.

Macroestratégias das AEMs e AAMs

Consolidamos as macroestratégias em 22 grandes medidas que, juntamente com as duas metas regionais (atingir 1 milhão de discípulos e 80% de discípulos em grupos até 2021), concluirão a Etapa de Formulação Estratégica Regional, que deverá ser submetida ao Concílio Regional em 25 de novembro. Esse processo foi desenvolvido pelo Grupo de Planejamento Estratégico designado pelo bispo Paulo Lockmann e coordenado pela Secretaria Executiva de Planejamento e Projetos. Nesse período, além das reuniões de trabalho do grupo, foram realizados três workshops, com a participação de titulares e/ou representantes das Superintendências Distritais, Secretarias Executivas Regionais, Federações, Coream e Unidades da Sede. O gráfico de metas ilustram o estabelecimento dessas metas ao longo dos próximos 10 anos, observando que o crescimento deverá ocorrer de forma geométrica (exponencial), considerando que a implantação do discipulado deverá ter um efeito multiplicador.

Metas

As metas devem ser atingidas pelo esforço de toda a equipe. Daí devem ser desdobradas até o nível da igreja local. As metas definidas foram as estratégicas. Torna-se necessário que essas sejam desdobradas. Por que isso? Numa organização, existem as atividades operacionais e as de melhoria. As atividades operacionais são geridas pelo sistema de gerenciamento da rotina do dia a dia que depende fundamentalmente da padronização dos processos e do orçamento. Os resultados da organização acontecem por meio desse sistema. Já as atividades de melhoria são de longo

prazo e anuais e integram o sistema de 1 REIM - Geral (média - 2,65)

1 REIM - Geral (média - 2,65) Ação Social

Responsabilidades Fiscais

Ação Social 3,5

Responsabilidades Fiscais 3,5 Processos 2,4 Processos

2,1

2,2

3,0 Ambiente Avaliação da Gestão Físico Igrejas

3,0 2,6

2,2

2,1

Ambiente Físico Igrejas

2,6 2,6

2,6 2,7

2,4 2,2

Pessoas - Estrutura

2,2 3,3

Pessoas - Estrutura Pastoral

3,3 MateriaisPastoral e Equipamentos Materiais e Equipamentos

Avaliação da Gestão Capacidade Produtiva

2,4 2,7

1,9

1,9 2,9

3,1 2,4

2,9

Capacidade Produtiva Comunicação

Comunicação Controle Bens Patrimoniais

Ensino Controle Bens Patrimoniais 3,1 2,9Estratégias Ministeriais Ensino

Finanças2,9

Finanças

Estratégias Ministeriais

1 REIM - Geral (média - 2,65) Ação Social

1.000.448

Ambiente Físico Igrejas 540.783

Responsabilidades Fiscais 110.364

Processos

Pessoas - Estrutura

Pastoral

3,5

137.955

2,2

2,1 193.137

3,0

Avaliação da Gestão

309.019

2,6 2,6

2,4 2,2 3,3

2,7

1,9

Capacidade Produtiva

Comunicação

2,4

Controle Bens Patrimoniais gestão estratégica da organização, tendo planos está programada para ocorrer até 3,1 como objetivo traçar os rumos futuros abril de 2012. 2,9 2,9 Materiais e ÉEquipamentos Ensino dos planos e os resultados da organização. sobre essa base que a A execução Finanças Estratégias Ministeriais organização deverá criar novas políticas, obtidos deverão ser acompanhados mennovos projetos e metas anuais. A partir salmente em reuniões padronizadas, com daí, deve-se desdobrar as metas para tosequencial definido, e obedecer a um crodos os níveis, até que todos tenham suas nograma rígido. A cada biênio o processo metas anuais. de desdobramento deverá se repetir. É um processo bastante trabalhoso O sistema em implantação é muito e que demanda muito treinamento, discipoderoso e traz, se levado a sério, um granplina e perseverança. Daí exigir da liderande avanço cultural e de foco em resultados ça uma participação mais ativa demonse seriedade na organização, sendo altatrando para a organização a necessidade, mente motivador para os participantes. priorização e sentido de urgência. Uma vez aplicado e apoiado por ações efiEsse processo de desdobramento das cazes de gente, atuação firme da liderança metas anuais e elaboração de planos dee desenvolvimento técnico adequados, deverá acontecer após o Concílio Regional e veremos alcançar o resultado desejado de se estenderá por todos os distritos, igrejas 1 milhão de discípulos em 2021. Sebastião Castro locais e unidades de apoio. A fase do desConsultor e Gestor Empresarial dobramento de metas e elaboração dos


E NTREV ISTA

Igreja Metodista e o diaconato

Livingstone dos Santos Silva, diácono, mestre em Educação e professor da UERJ e do Centro Universitário Metodista Bennett, fala sobre a formação e regulamentação da Ordem Diaconal na Igreja Metodista Avante: O que é Diaconato? Livingstone: Diaconato é um

ministério especial. A Igreja não se restringe apenas ao ministério da proclamação, mas a um ministério em relação ao mundo. Hoje o envolvimento da Igreja com a atividade secular é muito grande. Sendo assim, precisamos de administradores, assistentes sociais, advogados, psicólogos, comunicadores... Não temos que deslocar pastores para essas funções, mas profissionais que exercerão o serviço de diaconato. Avante: Embora o termo diaconia seja cada vez menos usual nas igrejas, o diaconato ainda é de suma importância para a missão? Livingstone: Com certeza. Na

verdade, houve uma preocupação com a formação do clérigo de forma geral. E a do diácono, de certa forma, foi abandonada, ocorrendo uma substituição, que qualifico como desvio de função: pastores que realizam o que seria um serviço diaconal. Avante: Existe um perfil específico para ser diácono? Livingstone: Sim. A pessoa

Livingstone: Precisamos de

profissionais das mais diversas áreas para atuarem na Igreja. Uma pré-condição seria ter formação em nível superior e posteriormente uma capacitação teológica por uma de nossas instituições. Avante:: Onde atuam os diáconos da Igreja Metodista? Existem áreas específicas para isso? Livingstone: De modo ge-

ral, eles atuam nas áreas onde a Igreja mantém atividades, como escolas, orfanatos e serviço social em geral. Atualmente, estamos preocupados com a área de administração, pois existe a necessidade de termos administradores profissionais, bem como advogados. Tudo isso visando ao melhor exercício da missão.

eu fiz parte, para discutir e propor um regulamento. Foi apresentada ao Colégio Episcopal uma proposta de regulamento, que foi aprovada, e está em fase de execução. Aqui na nossa Região Eclesiástica já estamos formando o primeiro grupo de diáconos da 1ªRE. Avante: Podemos afirmar que a regulamentação e a organização do diaconato é um fato? Livingstone: Sim. Por isso, es-

tamos atrás de profissionais dispostos a oferecerem as suas profissões e atividades ao trabalho e à missão da igreja.

Avante: Além do serviço, que outros aspectos relacionam as atividades do diaconato à fé cristã? Livingstone: Primeiro é a

questão da vocação, de por o dom a serviço da missão. O diácono é um profissional, formado nas mais diversas profissões seculares, que dedica a sua formação a obra de Deus como um todo. Avante: Como os profissionais das mais diversas áreas podem se formar diáconos ou diaconisas na Igreja Metodista? Livingstone: Já demos início

à primeira turma de Formação

de Diáconos e Diaconisas na Coordenação dos Núcleos de Capacitação Missionária, que funciona no Instituto Metodista Bennett. O curso está estruturado em 360 horas, com o estudo da doutrina, história, realidade social e trabalho de conclusão do curso. Para mais informações, os interessados devem entrar em contato pelo telefone (21) 2205-1210 ou pelo e-mail livingstone@utopia-edu. com.

Entrevista exibida pelo programa Vida & Missão

Avante: Onde se encontra o diaconato na história da Igreja Metodista? Livingstone: Vemos desde a

Igreja Primitiva a necessidade da atuação do diácono. As igrejas históricas, na sua maioria, mantiveram o diaconato, como a Igreja Luterana e a Anglicana. E a Igreja Metodista não poderia fugir a essa tradição. Tanto que, no início do metodismo, John Wesley utilizou os diáconos numa série de serviços especiais, inclusive no da proclamação.

precisa ter vocação para o serviço na Igreja. Afinal, o termo diácono significa serviço. E esse serviço é fundamental. Quando o diaconato nasceu na Igreja Primitiva, havia uma grande inquietação com a expansão da igreja, ou seja, os apóstolos não podiam se preocupar com a execução de outras tarefas, pois precisavam estar focados na expansão da Palavra.

Avante: No penúltimo Concílio Geral da Igreja Metodista, foi aprovada a organização e a regulamentação da Ordem Diaconal. O que mudou com a criação dessa Ordem? Livingstone: É preciso escla-

Avante: Hoje qual é a importância da formação do diácono? Como ela deve acontecer?

recer que, no Concílio Geral, realizado em 2007, foi formado um grupo de trabalho, do qual

Livingstone dos Santos Silva coordena o Cuso de Formação de Diáconos e Diaconisas na 1ª RE

N OV ID A DES & L ANÇ AMENTOS

Confraria da Esquina

A editora Multifoco lançou o livro A confraria da Esquina: O Que os Homens de Verdade Falam em Torno de Uma Carne Queimando, escrito pelo pesquisador e antropólogo metodista Rolf Malungo de Souza. O livro relata os simbolismos em torno de um simples churrasco de esquina no subúrbio carioca e tenta desvendar o universo masculino e seus reflexos sociais.

Loucamente apaixonado

O pastor Carlos Abreu, da Congregação Metodista em Cantagalo, Rio das Ostras, junto com sua família, gravou o CD Loucamente apaixonado. Esse trabalho faz parte de uma das ações do Ministério Voz que Clama, que também desenvolve projetos sociais. Com composições variadas que vão de baladas ao ritmo baiano, o foco principal é a adoração. Conheça mais o ministério pelo site www. vozqueclama.com.br

Bíblia com Enciclopédia

A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) lançou uma edição diferenciada e inovadora do livro mais lido e distribuído de todos os tempos. Tratase da Bíblia Sagrada com Enciclopédia, obra que, além da íntegra das Escrituras Sagradas, reúne uma enciclopédia bíblica com 228 páginas ilustradas. Por meio dessa publicação, o leitor terá a oportunidade de ler o Livro Sagrado e mergulhar nos acontecimentos da

época. A edição, com letra grande, está disponível nas duas traduções de Almeida, Revista e Atualizada e Revista e Corrigida, e na Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH). Contém, ainda, recursos como notas, referências, conteúdo da Bíblia e mapas.

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G er A l

Por um país desarmado

Viva Rio promove Campanha do Desarmamento contando com apoio de órgãos da Segurança Pública e da Igreja n Evandro Teixeira

D

epois do ex-aluno que invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste carioca, e executou 12 estudantes em abril, a discussão em torno do desarmamento tomou mais fôlego. E, logo no mês seguinte, teve início a Campanha do Desarmamento no Brasil. Em setembro, já na segunda fase do projeto, a sociedade foi surpreendida por outro episódio envolvendo um aluno. Na Escola Municipal de Ensino Professora Alcina Dantas Feijão, em São Caetano (SP), um menino de 10 anos feriu à bala a professora e em seguida se matou. De acordo com especialistas, esses episódios mostram que, apesar de o país ter uma legislação considerada rígida, o governo não consegue impedir o acesso a armas de fogo. Segundo dados oficiais, o Brasil é o país onde mais se mata no mundo, com mais de 34 mil casos só em 2010. Conforme informações do sociólogo Antônio Rangel Bandeira, coordenador do projeto de controle de armas, da ONG Viva Rio, mais de 4 milhões de armas estão nas mãos de delinquentes, e cerca de 5 milhões, nas mãos de cidadãos de bem, mas ilegalmente. As Forças Armadas e as polícias têm apenas 10% dos 16 milhões de armas que circulam no país. Ainda na opinião deles, o governo brasileiro precisa investir mais no Estatuto do Desarmamento aprovado em 2003, no controle da circulação de armas e em campanhas para incentivar a população a entregar os armamentos mantidos em casa. É aqui que entra a Campanha de Entrega Voluntária de Armas. Durante a Campanha, foi estabelecido um período de anistia: todo brasileiro que entregar sua arma não precisará se identificar nem declarar a origem do armamento. As crianças também estão incluídas. Segundo o Estatuto, é proibida a fabricação, venda, comercialização e importação de brinquedos, réplicas e simulacros de armas de fogos. Nesse caso, os pequeninos trocam armas de brinquedo por revistas infantis. Durante uma semana, muitas escolas e prefeituras promovem campanhas a favor do desarmamento infantil: as crianças são incentivadas a trocar suas armas de

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Recebendo armas e munição

brinquedo por gibis, livros infantis, brinquedos educativos, brindes e doces. Segundo Antônio Rangel, o Estatuto do Desarmamento é uma das leis mais avançadas nessa área. No entanto, ela continua sem ser implementada, em grande parte, porque contraria interesses poderosos de um mercado milionário. “Nossa lei é boa, e a lei dos EUA é ruim, mas continua tão fácil comprar arma aqui como lá. Infelizmente, continuamos escravos da dicotomia entre país real e país legal. As autoridades não cumprem a lei, e não acontece nada”, declarou. No entanto, uma boa notícia vem da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito, a CPI das Drogas, presidida pelo deputado Marcelo Freixo, que investiga o tráfico de armas no estado, colaborando com o desarmamento.

As primeiras campanhas

Em 2005, a Igreja Metodista na 1ª RE vestiu a camisa da Campanha. Segundo os organizadores do projeto, a participação dos evangélicos foi fundamental para o sucesso dos

trabalhos. “A mensagem de paz da Igreja foi o principal motivo que levou o Viva Rio a buscar essa parceria”, afirmaram, na ocasião, os coordenadores da ONG. Na primeira edição da campanha, a participação do povo de Deus tornou-se mais importante a partir do momento em que o número de brasileiros favoráveis ao desarmamento havia caído de 73,6% para 48% (entre março de 2004 e fevereiro de 2005). Contudo, nessa campanha, foram recolhidas 459.855 armas. Foi a segunda maior Campanha de Entrega de Armas no mundo, ficando atrás apenas da Austrália. Na Campanha de 20082009, mantendo o esquema do projeto, foram recolhidas mais de 40 mil armas. Em 2005, também foi criada a Rede Desarma Brasil – Segurança, Justiça e Paz. O objetivo é ampliar e melhorar a Campanha de Entrega Voluntária de Armas no Brasil. Mais do que isso, a Rede conseguiu agregar mais de 50 organizações de todas as regiões do país para concretizar ações pelo controle de armas. Muitas dessas instituições não trabalhavam diretamente com questões ligadas à Segurança Públi-

ca, e passaram a incorporar as discussões ao seu dia a dia. Este ano, a campanha vem sendo divulgada no site regional. Além de acompanhar cada etapa do projeto, a 1ªRE fez uma enquete para apurar a opinião dos internautas sobre o assunto. Os números, no entanto, revelaram uma maioria não favorável ao desarmamento: 70% (250 votos). Vinte e nove por cento (104 votos) se declararam a favor e 1% (5 votos) não opinou. A Campanha é desenvolvida em três etapas. A primeira fase envolve as Polícias Federal e Rodoviária Federal. A segunda conta com as Polícias Militar e Civil, além da Guarda Municipal. Na terceira, entra a sociedade civil por meio de ONGs, Igrejas e diversas instituições. Assim como aconteceu na edição passada, que contou com cerca de 400 evangélicos de diferentes denominações, a Campanha vive a expectativa do mesmo envolvimento. O sociólogo lembrou, no entanto, que a primeira destruição pública de arma de fogo aconteceu em 1999, no Maracanã, e reuniu 50 mil evangélicos. Nessa época, ainda não se discutia o Estatuto.

Ao longo da Campanha, órgãos ligados à Segurança Pública e entidades que apoiam o projeto abrem espaços para recebimento de armas e munições. Na entrega do armamento, a pessoa recebe uma indenização, que varia entre 100 e 300 reais de acordo com o tipo da arma. A campanha segue até 31 de dezembro. Depois disso, as entregas continuam sendo aceitas, mas sem direito a anonimato e indezinação. Até o fechamento desta matéria, segundo o coordenador da Campanha, haviam sido recolhidas cerca de 25 mil armas e mais 84 mil munições no país. Na segunda fase, novas peças publicitárias – filmes para TV e internet, site, spots de rádio, cartazes e mobiliário urbano – foram produzidas baseadas em depoimentos de pessoas que perderam familiares vítimas de arma de fogo. O site da 1ªRE registrou, ainda, os comentários dos internautas que participaram da enquete. “Sou a favor porque acredito que o mundo só está se deteriorando mais e mais. As pessoas acham que podem se proteger, mas só estão gerando mais mortes”, declarou Jaqueline de Souza Felizardo. Já D`Artagnan Mussi Filho manifestou-se contra a campanha: “Depois de entrar em vigor, a ‘derrotada’ Lei do Desarmamento, em vez de reduzir, aumentou a criminalidade. Com o desarmamento, estamos dando aos bandidos a certeza de que não encontrarão resistência”. Opiniões à parte, segundo o coordenador da Campanha, as medidas adotadas pelo Estatuto do Desarmamento repercutiram positivamente nas primeiras estatísticas após o lançamento desse documento, a partir de 2003. O número de homicídios chegou a cair nos primeiros anos de sua vigência. Em função desse Estatuto, pela primeira vez em treze anos, o número de mortes por arma de fogo caiu no país. Segundo o Relatório Redução dos Homicídios no Brasil do Ministério da Saúde, comparando as mortes por armas de fogo de 2003 para 2006, o número reduziu em mais de 23 mil vidas. De fato, um resultado positivo.


Á rea Nacional

Pelo enfrentamento da corrupção Por uma gestão pública e ação parlamentar proba, democrática e transparente em todos os níveis

olégio Episcopal C do Carta Pastoral à Igreja Metodista

os se aos brasileir a cidadã, uneic ét da e o a çã iv at up corr ministr moralidade ad pecado social da o ar arp ti ed ex ci so em penhados mobilização da o: e brasileiras em uma crescente de up s rr to co en de firmando posiçã s om õe m fim às aç Vivemos uras de poder, um ut r tr po es s de na o id o País no sent suas funções, s cidade civil de noss no exercício de onibilizando ao os sp ic di bl a, ic pú s bl te pú ão por agen executivo, arência da gest ção promovidas • Pela transp . tivas aos atos do ão la re aç s de õe s aç ra fe rm es as info nas diferentes dãos e cidadãs ro P a , ia ár ci di r nº 135/2010 tiva e Ju cutiva, Legisla Complementa xe ei E L s pú da ra s o fe to çã es en ta s en alizasegm O governo, na cessárias à mor la efetiva implem m alguns outros ne Pe co l, ão • ra iç de nd Fe co as ic o ia bl a, a Políc Limpa, com r de funções pú so eleitoral, motoria públic – Lei da Ficha tico no proces ocessar e afasta rá pr oc os m em gã o de ór ad to os up en , oc po içoam blicos, tem se Ao mesmo tem ção e ao aperfe ões meter delitos. aç co r ia de nc as nu ad de us ncia de imo em pessoas ac cionadas à denú têm se ocupad la re as en es tic o ís çõ al ad ta rn st vo jo E s e de lo em legislatide informaçõe nções públicas Pelo fim do sigi coro nas casas fu de • de de as a or lt nt up fa te rr e ssoas de inistrativa a natureza de co envolvendo pe probidade adm s, revelando um ta ci o, ilí uação, s tiv ta õe aç en ci es go der repr s os níveis de at po do to de a volvidas em ne em ur s ut va tr es mica em nossa a fim de que ção quase endê ou nacional. al o da Verdade du sã ta is es , om al C ip ic da un mento parações seja em nível m se façam as re Pelo estabeleci e • a, id ec o nh e co qu a, recente seja a nova ordem opinião públic nossa história cimento de um s oferecidas à le ia be nc ta om nú es ac de o e s ra pr na pa m se árias Percebe-se, der está quase justas e necess s esferas de po na o çã up rr co a. crime de social. co de influênci o crime: o tráfi tr ou de mador de o ad panh o poder transfor é o st ri C po à de s zo Evangelho ões contrárias anentes prejuí Cremos que o o sérios e perm e e denuncia aç ad , ad os us rd id ca ve ec a m br la te po ve io em que re Este binôm s setores mais Deus e caminho rias pecialmente ao ho es el m a, ir a ile os as ad br a cristã. ste movimento r aplic pulação à moral e à étic zerem parte de e poderiam se fa qu c. a et s os ta a, rs is ci cu od ên re et id a socieas m , prev pelo desvio de Conclamamos amento básico político e de um o ne ci sa cí , er ão ex aç uc do ica, ed da dignidade na saúde públ de construção m co o id solidária. et om rática, justa e ta, compr is oc od m et de M de ja da re scopal da Ig de defesa da O Colégio Epi ópria história pr a su m co e evangelho os valores do Em Cristo: rlos Lopes

Bispo João Ca Presidente do C

olégio Episcopal

go s Pereira do La Bispo Adonia Secretário do C

olégio Episcopal

O programa Vida e Missão é veiculado todos os sábados, às 10 horas, na CNT. 7


R egião

Focados no amor ao próximo

Encontro de Ação Social destaca boas práticas na área e defesa dos Direitos Humanos n Carla Tavares

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om o tema Aprendendo para melhor servir, a Secretaria de Ação Social realizou mais um Encontro Regional, em 10 de setembro, no Instituto Metodista Bennett. O evento reuniu representantes de ministérios e pastorais que desenvolvem projetos nessa área. Durante a programação, o secretário-executivo de Ação Social, pastor Edvandro Machado Cavalcante, falou sobre a importância do trabalho em favor do próximo. “Devemos lembrar que somos peça importante no desenvolvimento de uma sociedade sadia”, disse. O culto de abertura contou com a pregação do bispo Paulo Lockmann, que trouxe uma reflexão sobre o papel da Igreja como comunidade missionária a serviço do povo. “Todo enfermo físico ou espiritual é um alvo para a manifestação da glória de Deus. E nós somos o instrumento que Ele quer usar para executar essa tarefa” declarou. O bispo falou também sobre

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Mario e Anita Way receberam o prêmio

a importância de apresentar Cristo aos que necessitam de ajuda. “Quando pregamos, temos que nos dirigir ao coração das pessoas, quando fazemos o trabalho social, corporificamos essa mensagem. As pessoas precisam de alguém que lhes estenda as mãos, mas também precisam ouvir a mensagem do Evangelho”.

O encontro contou ainda com duas palestras. Um dos temas foi A Assistência Social Básica e Especial, ministrado pelo coordenador do Ministério de Ação Social da Igreja Metodista em Mutuá, Hélio Henrique Camilo. O outro assunto foi Dependência Química, ministrado pelo psiquiatra Jairo Werner, especialista em saúde mental. O evento ainda foi marcado pela entrega do Prêmio Bispo Isac Aço, homenagem feita àqueles que se destacaram no serviço social. “É sempre muito bom usarmos uma referência. Por esse motivo, criamos a premiação, pois queremos incentivar as pessoas a serem exemplo umas para as outras”, explicou o pastor Edvandro Machado, Seretário Executivo Regional de Ação Social. Os missionários Mário e Anita Way, do Instituto Central do Povo, receberam o prêmio. “Nosso lema é servir com amor. E meu convite é: ‘Vinde e aprendei’” afirmou Mário.

Homenageados com o Prêmio Bispo Isac Aço * Teóloga Maria da Fé Viana (Coordenadora da Pastoral de Combate ao Racismo); * Missionários Anita Betts e Mário Way; * Ronaldo Rodrigues Pereira (Diretor do Instituto Central do Povo, Instituto Metodista Ana Gonzaga e do Lar Metodista Ana Gonzaga); * Suenir Rocha (Secretária Executiva de Ação Social da 1º Região do ano de 2000 ao ano de 2010 – Membro do COREAM da 1ª RE); * AMAS de Irajá (Diretora da Creche Alda Maria de Sousa Vieira, Presidente do Conselho Diretor Regina de Lucia de Souza Ramos); * AMAS de Niterói – Diretora Cleunice de Queiroz Henriques Nery; * Nelly Matolla (Sociedade de Mulheres da Igreja do Catete); * Advogada Silvana Monte; * Médico Antônio Carlos Centelhas; * Pastora Ruth Silva (Coordenadora da Pastoral da Terceira Idade); * Bispo Paulo Lockmann; * Pastora Maria do Carmo (Coordenadora da Pastoral da Juventude em Conflito com a Lei); * Sociólogo Manoel Ribeiro (Gerente da Visão Mundial – Unidade Operacional Sudeste 1); * Keila Guimarães (Coordenadora da Pastoral Regional de Combate ao Racismo do ano de 1995 ao ano de 2000, Secretária Executiva de Ação Social da 1º Região do ano de 1996 ao ano de 2000, Coordenadora Nacional de Ação Social da Igreja Metodista do ano 2000 ao ano de 2007, compõem a equipe nacional do projeto Sombra e Água Fresca); e * Fundação Abrinq.

11º Encontro da Terceira Idade

Pastoral da Terceira Idade realizou de 14 a 16 de outubro o seu 11º encontro. O evento levou mais de 300 idosos à Escola de Missões. Todos puderam aprender a cuidar melhor do seu bem-estar físico, emocional e espiritual, por meio de palestras, oficinas e reflexões bíblicas. A quarta idade também foi lembrada durante o evento por intermédio da palestra da geriatra Emylucy Paradela, que explicou sobre os cuidados necessários para ter uma vida plena também nessa faixa etária, pouco conhecida entre os idosos. De acordo com uma pesquisa da Organização das

Nações Unidas (ONU), nas últimas décadas, houve uma mudança na estrutura demográfica que atenta ao crescimento da população idosa em todo o

mundo. Assim, surgiu a quarta idade, que corresponde aos idosos com mais de 80 anos. O bispo Paulo Lockmann também esteve presente no

evento, reforçando em sua reflexão bíblica a importância de ser ativo na obra de Deus, gerando frutos espirituais também na velhice. A Pastoral da Terceira Idade atua há 11 anos na Região e conta com a ajuda de diversos voluntários para dar continuidade ao trabalho de levar autonomia e bem-estar ao idoso. O 11º Encontro também contou com momento de louvor a Deus e de agradecimentos especiais por meio de algumas homenagens, entre elas, a do pastor aposentado. Este ano, o homenageado foi o pastor Itamar Alves Barbosa, formado em Teologia em 1972, ao lado do

bispo Paulo Lockmann. O pastor Itamar foi diretor do Lar Metodista Carlota Pereira Louro, em Três Rios, e pastoreou mais de 15 igrejas. Durante o tempo em que congregou no Distrito de Itaperuna, o reverendo congregou em cinco igrejas como superintendente distrital. Após Itaperuna, foi nomeado para Cabo Frio e aproveitou a oportunidade para fundar uma congregação no Bairro da Rasa. Por motivo de enfermidade, o pastor Itamar se aposentou há três anos, recebendo a devida homenagem da Pastoral da Terceira Idade, do bispo Paulo Lockmann e de todos os presentes.


R ef le x ão B í bli c a

O Mestre chegou e te chama (João 11) “Tendo dito isto, retirou-se e chamou Maria, sua irmã, e lhe disse em particular: O Mestre chegou e te chama” (Jo 11.28)

Onde estamos? A situação de Jesus Na narrativa da ressurreição de Lázaro, temos várias situações extremas que precisam ser consideradas para entendimento do texto. Primeiro, retornemos ao final do capítulo 10 de João, onde na festa da dedicação os religiosos judeus tentavam apedrejar Jesus. “Novamente, pegaram os judeus em pedras para lhe atirar.” (Jo 10.31). Em função de tal perseguição violenta, Jesus se esquiva das mãos de seus acusadores e literalmente foge de Jerusalém para a região do Jordão (Jo 10.40). É lá, então, que recebe o aviso de que Lázaro estava enfermo. A situação dos discípulos Entre os religiosos judeus e os discípulos, que são outros participantes no cenário do texto, há algumas diferenças: Estes não são letrados nas Escrituras Sagradas, nem nos comentários rabínicos como os religiosos; Aqueles eram homens que se vestiam bem. Os discípulos eram pobres, viviam e se vestiam modestamente, haviam inclusive recebido ordem de Jesus de não levarem duas túnicas. Os religiosos judeus viam Jesus como um profeta popular e um pretenso messias farsante: “Rodearam-no, pois, os judeus e o interpelaram: Até quando nos deixarás a mente em suspenso? Se tu és o Cristo, dize-o ? ? ???? (Jo 10.24). francamente.” Já os discípulos tinham convicção ser Jesus o enviado de Deus; Pedro confessara ser Jesus o Messias; eles tinham um chamado de Jesus. Havia entre eles também muito medo de serem presos e morrerem: “Então, Tomé, chamado Dídimo, disse aos discípulos: Vamos também nós para morrermos com ele.” (Jo 11.16).

A situação de Marta, Maria e Lázaro As irmãs Marta e Maria, com seu irmão Lázaro representam o povo simples que se reconhece carente de Deus, e que literalmente hospedam Jesus em sua casa. Em Betânia, em casa deles, Jesus fez seu lugar de descanso nas proximidades de Jerusalém. Eles tornaram-se a tipologia do que fora a viúva de Sarepta para Elias (cf. 1 Rs 17.8-24), e a Sunamita para Elizeu (cf. 2 Rs 4.8-37). A enfermidade de Lázaro e a ausência de Jesus, culminando com a morte do amigo enfermo, compõem uma cena que ilustra o sentimento da perda de um ente querido. Neste caso, não só para as suas irmãs Marta e Maria, mas também para Jesus, que chorou a morte do amigo. A hospitalidade deles para com Jesus, e a comunhão entre eles geraram laços profundos. Nessa experiência, aprendemos que ser íntimos de Cristo nos faz mais perto uns dos outros. Jesus aproxima as pessoas.

Da incredulidade para a fé Desolação, dor, saudade e lágrimas Este era o clima na família de Lázaro; suas irmãs choravam e sentiam profunda falta do mestre. A esperança fora embora. Mesmo com a aproximação de Jesus, o comentário de Marta era de desolação: “... se estiveras aqui, meu irmão não teria morrido...” A fé era sobre o passado “... estiveras...” O presente era desolação, ausência de esperança e de fé. Quando o Mestre chega Se no teu coração a esperança morreu, se os teus sonhos não se realizaram (ainda), ou se os teus castelos estão

desmoronando: Saiba que o Mestre está chegando. O que aconteceu quando Jesus chegou? Na casa de Lázaro, onde havia um sentimento de derrota, não havia alternativa: Lázaro estava morto e: “Então, ordenou Jesus: Tirai a pedra. Disse-lhe Marta, irmã do morto: Senhor, já cheira mal, porque já é de quatro dias.” (Jo 11.39). Como atuou Jesus para mudar o quadro desolador? Passou fé às pessoas. Primeiro aos discípulos, enquanto eles criam na vitória da morte sobre Lázaro e todos temiam morrer (Tomé disse vamos também para morrermos com ele...). Jesus dissera: “...e por vossa causa me alegro de que lá não estivesse, para que possais crer; mas vamos ter com ele.” (Jo 11.15). Quando Marta desolada dava como definitiva a morte de Lázaro: “... Se estiveras aqui meu irmão não teria morrido... (Jo 11.21). Ao que Jesus dá uma palavra de fé: “... Teu irmão há de ressuscitar...” (Jo 11.23). “... Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá...” (Jo 11.25). E, finalmente, quando Jesus junto ao túmulo ordena que tirem a pedra; Marta novamente desolada diz: “...Senhor, já cheira mal, porque já é de quatro dias...” (Jo 11.39). Jesus novamente dá uma palavra de estímulo à fé: “... Não te disse eu que, se creres, verás a glória de Deus?”

Restabelecendo a fé diante de um mundo tenebroso

A missão da Igreja é anunciar que Jesus está vivo, Ele venceu a morte. Num mundo marcado pela falta de esperança, desespero, violência e morte, cabe a nós anunciar a vida.

Mexeu com todos nós recordar os 10 anos do 11 de setembro em Nova Iorque, que o ex-presidente George Bush chamou de o Pearl Harbor do século 21. Aqui, perto de nós, em São Caetano do Sul (SP), um menino de 10 anos de idade atirou na professora e suicidou-se. No campo político, a presidente Dilma, em oito meses de governo, já afastou quatro ministros por suspeita de corrupção. Tornou-se banal o abandono de bebês por suas mães; As cracolândias se multiplicam nas grandes cidades brasileiras; há uma geração de jovens tendo sua vida destruída pelas drogas; e um verdadeiro infanticídio se perpetua entre nós. Enquanto isso, com euforia, a cidade do Rio de Janeiro “celebrou” o Rock in Rio , um festival organizado com dinheiro público, onde milhares de jovens são movidos pelas drogas e atraídos por apelos que estimulam muitas vezes o que há de pior na natureza humana. Retornamos à Sodoma e sua bestialidade moral que ofende o Deus-Criador. Diante deste quadro, acentua-se a necessidade de a Igreja entender: “... que Jesus não morreu somente para nos levar ao céu, mas para habitar em nós, e conceder-nos poder enquanto estivermos na terra...” “Então, eu disse: semeai para vós outros em justiça, ceifai segundo a misericórdia; arai o campo de pousio; porque é tempo de buscar ao SENHOR, até que ele venha, e chova a justiça sobre vós.” (Os 10.12). “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; (...) Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” (Mt 5.14, 16).

É fundamental e urgente que saiamos de nossos templos e cultos, cheios do poder do Espírito Santo, rumo a este mundo aflito e perdido. Da mesma forma que Jesus chegou a Betânia e fez imensa diferença, eles passaram da morte para a vida. Ou como o efeito que Paulo causou em Tessalônica: “Porém, não os encontrando, arrastaram Jasom e alguns irmãos perante as autoridades, clamando: Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui.” (At 17.6). Ou ainda João Wesley: “Pelos frutos conhecerei... a nuvem de testemunhos, que a este tempo experimenta o evangelho que prego, o evangelho que é o poder de Deus para salvação. O beberrão habitual de antes é agora temperado em todas as coisas. O libertino agora foge da fornicação. O que roubava, não rouba mais, mas trabalha com suas próprias mãos. Aquele que blasfemava ou jurava, talvez em cada sentença, aprendeu agora a servir ao Senhor e a regozijar-se nele com reverência. Àqueles antes escravizados a vários hábitos pecaminosos foram trazidos novos hábitos de santidade. Estes fatos são demonstráveis. Posso citar os nomes destes homens e seus respectivos endereços.” João Wesley impactou seu país, porque junto com o fervor na oração e na evangelização, recuperou a estratégia bíblica do discipulado e edificou, consolidou e enviou os discípulos para impactar a nação inglesa e o mundo. Isso também queremos fazer, e conto com cada pastor e pastora, irmão e irmã. Deus salve nossa nação. Bispo Paulo Lockmann 1

Ensley, F.G. – João Wesley O Evangelista –

São Paulo, Imprensa Metodista, 1992.

M ETO D ISM O NO MU NDO

Metodistas celebram com Eddie Fox eleição do bispo ao Concílio Mundial

O

s metodistas do Rio de Janeiro continuam celebrando a eleição do bispo Paulo Lockmann à presidência do Concílio Mundial. No domingo de 31 de outubro, um culto de gratidão a Deus foi realizado na Igreja de Cascadura. Na ocasião, esteve presente o diretor de Evangelismo do Concílio Mundial, reverendo Eddie Fox. O reverendo Fox traçou um paralelo da trajetória de John

Wesley com o trabalho que vem sendo realizado pelo bispo Lockmann no Rio de Janeiro. Fox destacou a paixão pela evangelização que o bispo Paulo Lockmann tem demonstrado em seu ministério. O avivamento também foi citado pelo reverendo Fox durante a cerimônia. Segundo ele, o comprometimento metodista com a doutrina, a disciplina e o Espírito de Deus são a chave para

que o avivamento seja alcançado. Ele admitiu que o bispo Paulo Lockmann pode contribuir com esse comprometimento ao redor do mundo. Durante sua passagem pelo Rio de Janeiro, o reverendo Eddie Fox também visitou o Instituto Central do Povo, no Morro da Providência. O representante de Evangelismo do Concílio Mundial ficou impressionado com o trabalho feito no local.

Eddie Fox intercede pela vida do bispo

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I gre jas em A ção

Momentos de comunhão e confraternização

Associação de Esposas de Pastores promove encontro anual na Escola de Missões

U

Testemunho

&Fé

m fim de semana muito abençoado”. Essa frase foi usada por Rose Mandú, presidente da Associação de Esposa de Pastores Maria José Dacorso Filho, para descrever o Encontro Anual de Esposa de Pastores, que aconteceu de 23 a 25 de setembro, na Escola de Missões, em Teresópolis (RJ), com a participação de 70 mulheres. O evento tem o objetivo de estreitar os laços entre as esposas de pastores, promovendo uma troca de experiências na qual uma possa dar apoio a outra. A responsabilidade de organizar o evento foi da vice-presidente da Associação, Dorcas Michelli, com auxílio de um comitê com quatro secretárias e duas tesoureiras. A primeira atividade foi um culto que teve a “comunhão” como palavra de ordem. “Foi um momento de muita alegria e confraternização. Durante a celebração, foram formados pares. Em seguida, foi feita a apresentação onde cada uma dizia o nome, a igreja e uma qualidade de sua amiga”, expicou Rose Mandú. Na manhã seguinte, após o devocional, a Palavra ficou por conta da psicóloga Gláucia Medeiros, que levou as mulheres a um momento especial. Durante o evento, a programação foi bem diversificada, com palestra sobre beleza, ministrada por Cláudia Assis, amigo oculto, sorteios de presentes e oficinas em que as mulheres tiveram a oportunidade de aprender a fazer um broche de fuxico para ser usado na reunião da noite. Durante o culto, a mensagem ficou sob a responsabilidade do bispo Paulo Lockmann, que falou sobre como gerenciar conflitos. O culto terminou com a celebração da Santa Ceia. No domingo, foi ministrada uma palestra sobre relacionamentos conjugal e sexual, ministrada pelo doutor Tércio Ribas e sua esposa, Vera. A presidente da Associação disse que o Encontro de Esposas de Pastores tem contribuído muito para enfocar a importância do acompanhamento da Familia Pastoral no exercício do ministério. “Nosso Deus nos proporcionou momentos especiais nesses dias. Tivemos a oportunidade de nos conhecer melhor, aprender mais da Palavra de Deus, que nos traz esperança, consolo, ânimo, fé, alegria e bênçãos. Valeu, esposas de pastores. Até o próximo ano”, finalizou Rose Mandú.

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Projeto Missões nos Campos trabalha com crianças e adolescentes da comunidade

Pilar recebe Prêmio Bispo Isac Aço Igreja Metodista na Baixada Fluminense é premiada por trabalhos na área social

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Metodista em Pilar foi uma das igrejas que receberam o Prêmio Bispo Isac Aço, entregue pela Secretaria Executiva de Ação Social, que valoriza pessoas e projetos voltados para a obra de Deus e o trabalho comunitário. “Para nós, é um prazer receber esse reconhecimento e essa vitória. Estamos trabalhando a cada dia para ajudar mais famílias que nos são apresentadas pelo nosso Senhor Jesus”, disse Sérgio Rodrigues, coordenador de Ação Social da igreja. O prêmio foi entregue aos metodistas de Pilar em consequência do trabalho desenvolvido pela igreja por meio do Projeto Missões nos Campos, que trabalha com crianças e adolescentes da comunidade desde 2009, usando o futebol como estratégia de evangelismo. O Missões nos Campos oferece de forma gratuita aos pequenos jogadores a oportunidade de treinar e aprender a Palavra de Deus, deixando-os menos ociosos. Alem disso,

dão a assistência à família desses menores. Em outubro, por exemplo, os pequeninos não ficaram de fora da programação da igreja. No Dia das Crianças, eles foram surpreendidos pelo ministério local com a distribuição de brinquedos. A entrega ocorreu em dois momentos. A primeira parte foi distribuída durante a Escola Dominical, após um lanche. A outra, nas casas das famílias mais necessitadas, em que os pais estão desempregados e não podem comprar um presente para seus filhos. Os metodistas de Pilar contaram com a ajuda de colaboradores e amigos na distribuição dos brinquedos e cestas básicas.

Outros projetos

Missões nos Campos não é o único trabalho social desenvolvido pela Igreja Metodista de Pilar. O Programa Mais Saúde é outra obra social de ação preventiva voltada para senhores com mais de 40 anos. O projeto é desenvolvido por meio de exercícios físicos, como ginás-

tica de alongamento e localizada. “Trabalhamos também a autoestima por intermédio de gincanas e dinâmicas durante as atividades. Iniciamos com um delicioso café da manhã para apresentação do projeto aos participantes”, explica o coordenador. O programa é desenvolvido com a ajuda de voluntários e funciona numa quadra comunitária do bairro. Recentemente, o líder da igreja, pastor Jorge Militino, foi convidado a participar de um programa na Rádio Popular (AM-1480) onde falou sobre o Projeto Missões nos Campos, que caminha para o seu terceiro ano de existência, e os demais programas sociais desenvolvidos pela igreja. “Falamos também dos nossos planos futuros. Com ajuda e orientação do nosso Deus, vamos ajudar preventivamente muitas pessoas”, disse Sérgio Rodrigues. Durante a participação na rádio, o pastor Jorge Militino também aproveitou para fazer uma reflexão bíblica com todos os ouvintes.

Metodista faz 100 anos Centenário de Antonio Matolla é comemorado na Catedral do Catete

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omentos de muita alegria e descontração. Esse foi o pano de fundo da comemoração do centenário de Antonio Matolla, que foi celebrado com um culto em ação de graças na Igreja Metodista do Catete. Após essa reunião de louvor, foi oferecida uma recepção para cerca de 400 convidados prestigiaram o aniversariante. O culto contou com a participação musical do Coral Tabernáculo e do cantor Felipe Del Vale. A mensagem foi pregada pelo bispo Paulo Lockmann, que mani-

festou uma enorme satisfação em participar desse momento histórico. Matolla foi homenageado pela família. Cada um dos filhos leu um texto para o pai. Na ocasião, o bisneto Pietro foi apresentado ao Senhor. Uma de suas netas representou o filho de Matolla, José Maria, já falecido. Momento de grande emoção. Pai de sete filhos, 10 netos e 11 bisnetos, Antonio Matolla nasceu em 17 de outubro de 1911, em Cataguases, Minas Gerais. Para a filha Nelly Matolla, a conversão do

pai, em 1948, foi uma bênção para a família. “É com muito prazer que realizamos esta comemoração dos 100 anos de meu pai. Desde que se converteu, a vida dele mudou radicalmente, largando a bebida, os jogos, o cigarro, passando a tratar minha mãe com mais amor e levando todos nós para a Igreja Metodista, onde permanecemos até hoje” contou Nelly. O aniversariante estava muito feliz e mal conseguia falar. Posou para todas as fotos com muito bom humor e alegria. Cercado de cari-

nhos e elogios, Matolla somente conseguiu dizer: “É muita emoção. Meu coração está disparado”. Membro ativo na Igreja Metodista do Catete desde 1979, já ocupou diversos cargos no decorrer de sua caminhada cristã e atualmente é secretário da classe Gideão, na Escola Bíblica Dominical.


I gre jas em ação I Notas

EBF em Pádua

n Em julho, a Igreja Metodista em Pádua realizou a tradicional Escola Bíblica de Férias (EBF) para cerca de 170 crianças. Este ano, as atividades se desenvolveram sob o tema Sinalizar o amor de Deus? Tô dentro. Utilizando uma figura do semáforo, em suas três cores, diversos conceitos e atitudes que ajudam as crianças a se tornarem bons cidadãos. Durante todo o dia, os pequeninos participaram de devocionais com músicas alegres e infantis, histórias, atividades em sala, pula-pula, piscina de bolinha, algodão-doce, pipoca, cachorro-quente e muito mais.

Central de Bacaxá

n A Igreja Metodista Central de Bacaxá recebeu a visita do casal de pastores Mércio Meneghetti e Inês Simeone Caorsi, da Igreja Metodista do Uruguai. O casal veio passar as férias de julho na cidade de Saquarema e aproveitou para visitar a igreja. Eles foram recebidos pelo pastor Jessé Brandão e sua esposa, Eledir Gomes. Em Montevidéu, o pastor Meneghetti atua como diretor de duas grandes Escolas Metodistas e sua esposa pastoreia a Igreja Central. Segundo o seminarista Francisco Canindé, os pastores mostraram-se pessoas simples e animadas, demonstrando alegria em conhecer a igreja e os irmãos metodistas brasileiros.

Conferência Regional do ILI

n O Distrito de Niterói realizou recentemente a 1ª Conferência Regional do ILI (Instituto Internacional de Treinamento de Liderança) na Igreja Metodista em Tribobó. O evento contou com 58 participantes da Catedral de Niterói, Pendotiba, São Francisco, Fonseca, Engenhoca, Várzea das Moças, Vital Brazil, Tribobó. ILI é um treinamento internacional que tem sido ministrado há três anos na Escola

de Missões, capacitando líderes para treinarem outros líderes. As aulas foram ministradas em dois módulos, nos dias 10 de setembro e 8 de outubro, com café da manhã, almoço, lanche e a entrega do certificado de conclusão.

Em setembro, uma das coordenadoras do GAAAG, Aline Vivas, deu uma palestra para os conselheiros tutelares do Estado do Rio, falando da importância da parceria entre a Igreja Metodista e o Fórum de Justiça da Comarca de Guapimirim. Os conselheiros ficaram entusiasmados e foram orientados a fortalecer o trabalho do Grupo em suas cidades.

2º Sarau na Vila

n Um grupo de jovens da Igreja Metodista de Vila Isabel promoveu em 24 de setembro a segunda edição do Sarau na Vila. A ideia foi incentivar expressões artísticas e culturais de diversas formas, como arte, cultura, pintura, louvor e adoração. Esteve presente o cantor, poeta e compositor de mais de 200 canções, Silvestre Kuhlmann. O evento contou ainda com a participação especial do cantor Eduardo Mano e do grupo musical Grãos da Terra, entre outros convidados. O grupo metodista tem uma proposta bem peculiar para resgatar o louvor, usando ritmos essencialmente brasileiros e recheados de uma profunda reflexão teológica. Os recursos arrecadados com a venda dos ingressos serão revertidos para o Projeto Reforço Escolar, que hoje atende 52 crianças.

Dia das Crianças

n A Igreja Metodista no Cabral, pastoreada por José Carlos Carriço Porto, sob a organização do ministério de Ação Social, realizou grande evento evangelístico na comunidade do Cabral, em Nilópolis, em comemoração ao Dia das Crianças. Todos partciparam recebendo a Palavra de Deus, literaturas bíblicas, Bíblias, bem como alimentos e presentes para as crianças. As organizadoras do evento, irmãs Rosane Barreto e Dayane Dourado, informaram que o evento atendeu aproximadamente 200 pessoas.

Festa na Roça em Aperibé

n Em agosto, a Igreja Metodista em Aperibé realizou a 5ª

A gincana ajudou a levar novos alunos para a Escola Dominical

Festa da Roça. Foram dois dias de brincadeiras, descontração e muito louvor. No segundo dia, equipes locais participaram do torneio de futebol pela manhã. À noite, a grande programação foi o Show Gospel Rural com a presença do pastor e cantor Wando Nascimento e da cantora Aline Santana. “Foram momentos memoráveis de louvor e adoração”, disse o pastor Reinaldo Santana. A Igreja Metodista em Aperibé fica localizada na Rua Malvina dos Santos Faria Lei.

São Fidélis para Jesus

n O município de São Fidelis, no norte do estado do Rio de Janeiro, recebeu mais um templo metodista inaugurado em outubro. O trabalho não é recente. Já completou sete anos. Nos últimos três anos, esteve sob a liderança do pastor Inácio Leal. Com muito trabalho, dedicação e o apoio financeiro da Sede Regional, houve a aquisição de um terreno de quase mil metros quadrados, no centro de São Fidelis. A membresia cresceu e hoje chega a 120 membros. Segundo o pastor, a igreja é muito conhecida no município e tem atraído os olhares dos vizinhos, agradecidos pela construção do templo. Para ele, essa obra é sinal de progresso: “As pessoas elogiam o nosso trabalho. Além disso, a prefeitura está revitalizando o local com novos postos de energia e a construção de uma praça”, ressalta o pastor.

Capacitação de mais líderes da Igreja em Tribobó reuniu mais de 5o metodistas

Redentor realiza Gincana

n Durante o mês de setembro, em comemoração ao Dia da Escola Dominical, a Igreja Metodista em Redentor realizou uma gincana. Foram separados dois grupos, Ebenézer e Cristo Vive, uma iniciativa do irmão Jeferson apoiada pelo pastor Adriano e a coordenação da Escola Dominical. Foram definidas várias tarefas, como levar à Escola Dominical visitantes e membros da igreja que ainda não eram alunos, responder perguntas relacionadas ao sermão do domingo anterior, compor jingles cuja letra falasse sobre a ED e muitas outras atividades que ajudaram a valorizar a Escola Dominical. As crianças participaram ativamente da gincana. Todos participaram presença no encerramento que foi seguido por um almoço.

Fórum do Conselho Tutelar

n Recentemente, foi realizado na cidade de Guapimirim (RJ), o XLVII Fórum Permanente da Associação Estadual de Conselhos Tutelares do Estado do Rio de Janeiro. Alguns metodistas de Guapimirim e São Gonçalo atuam como conselheiros tutelares e lutam com a Igreja Metodista pela garantia dos direitos da criança e do adolescente. A Igreja Metodista em Guapimirim também contribui com a realização das reuniões do Grupo de Apoio a Adoção Ana Gonzaga III em sua sede.

Touro mecânico foi uma das atrações

Festa Country em Itaipuaçu

n A Igreja Metodista em Itaipuaçu realizou no dia 10 de setembro mais uma Festa Country Gospel. Essa foi a 2ª edição do evento que já é conhecido na região do Recanto por suas brincadeiras, comidas típicas e apresentações musicais. Cerca de 250 pessoas aproveitaram a noite para se divertir na cama elástica e no touro mecânico. A novidade deste ano foi a participação do pastor e cantor Waguinho. O principal objetivo da festa country é propagar a Palavra de Deus. “Foi tremendo, para honra e glória de Deus, sete pessoas aceitaram Jesus”, disse Gustavo Duarte, coordenador do Ministério de Comunicação Social da Igreja. A Festa Country Gospel atraiu a atenção de Itaipuaçu e de algumas mídias locais. Com o sucesso do evento, o objetivo dos membros é inserir a tradicional festa da igreja no calendário oficial da cidade. “Contamos com apoio de diversos empresários da região, dos serviços de energia e segurança pública e o amor e contribuição de muitos irmãos de nossa igreja”, contou Gustavo.

Membros lotaram o templo de quase mil metros quadrados na noite de inauguração

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R egião

Festa dos Juvenis agita Cascadura

Cerca de 2 mil adolescentes comparecem e adoraram a Deus por meio da dança, música e teatro

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Jovens participaram ativamente das programações (acima) e estiveram atentos à mensagem bíblica (abaixo)

nimação e alegria são dois ingredientes indispensáveis em uma festa. Partindo desse princípio, a Federação Metodista de Juvenis organizou a 9ª Festa Regional de Juvenis da Primeira Região Eclesiástica, que aconteceu no dia 10 de setembro, na Igreja Metodista de Cascadura. Um dia memorável para as quase 2 mil pessoas que compareceram ao local. O culto de abertura, às 9h30, contou com a ministração do presidente da Federação Metodista de Juvenis, Lucas Magalhães, dando as boas-vindas a todos juvenis e alertando sobre “a importância de conhecer e prosseguir conhecendo o Senhor para vencer os obstáculos da vida”. A programação do evento foi variada, contando com a apresentação de diversos ministérios de louvor, dança e teatro como Raiz, Hadassa, Ilimitados, Nova Geração e Selah, entre outro que divertiram o

público. O pastor Luiz Daniel, do programa de rádio No Cenáculo, marcou presença fazendo a locução da festa. Além disso, os juvenis também tiveram a oportunidade de participar do 9º Torneio de Futsal, com a vitória da equipe do Distrito de Cascadura. O vice-campeonato foi para Realengo. Na parte da tarde, os juvenis se reuniram nas oficinas oferecidas durante a festa. A de Louvor foi ministrada pelo jovem Raphael; a de Dança, pelas jovens Luciana e Jéssica. Quem preferiu teatro recebeu orientações de Vinicius e Ludmila. A aula de malabares ficou por conta de Evandro e Silas, todos líderes do Ministério Jumemi. Além disso, a oficina de Liderança contou com a ministração do pastor Djalma Lima e a de Conselheiros sob a responsabilidade do pastor Paulo Welte, ambos líderes da Pastoral dos Juvenis. “O objetivo das oficinas é trazer ao juvenil a responsabilidade de usar o seu talento em prol do

Reino, além de incentivar outros a seguirem o Caminho de Cristo”, afirmou o pastor Paulo. O pátio da Igreja Metodista de Cascadura ficou lotado durante a programação. A liderança da igreja local contribuiu para que o evento fosse realizado com êxito. Também colaboraram para o sucesso da festa representantes da Secretaria de Educação Cristã, Pastoral dos Jovens, pastores e conselheiros. A entrada para a festa foi um quilo de alimento não perecível, que foi direcionado para a secretaria local. Também foi montado um restaurante e várias barracas de lanches com cachorro-quente, canjica, pipoca, sorvete, açaí e atrações apreciadas pelos juvenis, como foto maluca e caricatura. O encerramento aconteceu por volta das 16h, com encontro que contou com a participação do Ministério de louvor Resgatando a Noiva e a ministração da Palavra de Deus pelo bispo Paulo Lockmann.

Igreja Metodista lança Chama

Com o foco no “Ide de Jesus”, nova editora produzirá livros com conteúdo bíblico-teológico

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Igreja Metodista no Estado do Rio de Janeiro se prepara para o lançamento da Editora Chama. Uma empresa totalmente voltada para o segmento de publicações e que visa atender à demanda dos apreciadores de literatura com bom conteúdo bíblico/teológico. Editora Chama é uma nova marca, um novo conceito e selo editorial. É sua missão e visão atender ao “Ide de Jesus” por meio da produção de livros e publicações cristãs, com temas e abordagens

variados e com linguagem moderna, buscando, também, discutir assuntos da atualidade que permitam ao leitor uma análise reflexiva e evangelística. Para o lançamento da Editora Chama foi desenvolvida uma campanha com apoio da internet e das redes sociais, além das mídias da Igreja, como o programa Vida & Missão, o Jornal Avante e a Revista Fé e Nexo. O tema principal da campanha é a mistura inteligente de ingredientes como discipulado, evangelho, ardor

missionário, treinamento, bíblia, apologética cristã e ensino. Foi criado, também, o slogan “Prazer em Conhecer”, que nos remete ao prazer de adquirir o conhecimento de Deus e compartilhá-lo com o mundo. No site www.editorachama.com.br estarão acessíveis todos os títulos, com a possibilidade de várias formas de pagamento, entre elas boleto eletrônico e cartão de crédito, com entrega garantida para todo o território nacional.

Avante426 nov 2011  
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