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ma critica social com recursos artisticos


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Introdução Só não vê quem não quer A escola da vida Wc a rua O país a arder “Tachos” Conclusão

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Introdução Desde já esclareço que este trabalho não é uma simples compilação de registos fotográficos mas sim um conjunto de mensagens de crítica social. Esta foi a forma que escolhi para reunir, as obras, mensagens que foram produzidas directamente nas ruas, de modo a que fosse possível “ transporta-las” junto com os locais de suporte. Este meu trabalho não deve ser nunca vinculado a qualquer movimento político, pois esta é apenas uma visão pessoal da sociedade que nos rodeia e dos aspectos que me provocam algum descontentamento. Quem sabe talvez seja um pouco ambicioso, mas é minha intenção despertar o público , para um olhar mais crítica dos problemas da nossa sociedade e quiçá encontrar soluções para esses mesmos problemas.


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Só não vê quem não quer Esta expressão tem uma perspectiva abrangente, não se pretende que incida apenas sobre um problema social especifico, mas sim que se constitua como um apelo aos cidadãos para “abrirem os olhos” aos vários problemas que estão presentes no seu dia a dia, e também ás paisagens que tantas vezes nos passam ao lado. As exigências constantes e rápidas com que a nossa sociedade nos confronta, levam-nos muitas vezes a não termos tempo para ver com clareza aquilo que nos rodeia.

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Mas nem sempre a condicionante é o tempo, por vezes o que acontece é que as pessoas não querem realmente ver os problemas que estão mesmo a frente dos seus olhos e neste caso concreto, a expressão “Só não vê quem não quer” não tem implícita a condição física mas sim a atitude cívica.


A escola da vida A escola da vida é uma critica ao que sucede nos dias de hoje nas escolas portuguesas, num período em que se fala tanto de insucesso escolar e se procuram soluções para este problema, tão vasto e ao mesmo tempo tão vago, pelo menos na forma como dele se fala, talvez se pudesse começar por criar condições para que o contexto escolar promovesse o desenvolvimento saudável dos jovens. Como é que não se resolvem problemas como o consumo de drogas nas escolas, que é uma realidade com a qual os jovens têm contacto cada vez mais cedo?

Não será verdade que nas escolas se aprende mais aquilo que não interessa do que o que é realmente importante? A falha total do sistema não será consequência da falha de outras pequenas coisas que assombram as escolas no seu dia a dia?


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WC a rua Este é sem dúvida outro problema do nosso país e tristemente uma marca de falta de civismo na sociedade actual. Foram inventadas casas de banho, sistemas de esgotos e canalização mas no entanto muitas vezes as ruas são autênticas casas de banho públicas. Para quê melhorar a nossa qualidade de vida se podemos viver como na idade media? Para quê sanitas, se temos paredes? O homem é sem dúvida um animal, que por vezes pode por em causa a sua racionalidade.

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O país a arder Este é mais um caso em que a racionalidade do homem pode ser posta em causa, como é possível com a constante referência à importância das florestas, dos espaços verdes e as mensagens de prevenção, existirem ainda pessoas, se é que assim se podem chamar, que fazem fogos florestais destruindo um bem essencial à nossa sobrevivência e à preservação do nosso planeta . Ao contrário do que poderíamos pensar na maioria das vezes os fogos que assolam o nosso país são propositadamente provocados, por uma pessoa ou um grupo delas, quer por interesses económicos quer por outros, igualmente inqualificáveis.

Mas que pessoas são estas que no final de contas estão simplesmente a destruir aquilo que pertence a todos? Se não preservarmos o que é nosso quem o preservará? Facto é que graças às falhas da nossa justiça, este tipo de crime raramente é punível.


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“Tachos” Infelizmente no que diz respeito a “Tachos” o nosso país está bem familiarizado com este fenómeno e neste caso concreto não estamos a falar de culinária, que por acaso também é uma grande referência de Portugal, mas sim dos tachos políticos, que infelizmente são uma constante no nosso país.

O mais grave é que é um problema que apesar de termos conhecimento da sua existência, fechamos os olhos e não o denunciamos. E, os infractores graças a nossa despreocupação social e à sua falta de carácter, estão sempre a ser beneficiados, usando e abusando, da boa fé e da ingenuidade do povo.

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Conclusão Este trabalho mostra bem qual a atitude do nosso país e do nosso povo, a falta de civismo das pessoas que governam mas também das que são governadas e ainda a falta de iniciativa para tentar mudar alguma coisa! O sistema não funciona e não se tenta fazer nada para mudar isso! Fechar os olhos é realmente mais fácil. Sim, talvez estes sejam pequenos problemas em relação aos inúmeros que por ai existem, mas por algum lado devemos começar a tentar mudar!

Este trabalho não é realmente a solução para os problemas do nosso país, mas se for pelo menos uma forma de demonstrar o meu descontentamento em relação a certos problemas que nele existem e apelar a certas pessoas a reagirem, já se constitui como um bom serviço comunitário.

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# João Miquelina # DesignV # Design de Comunicação


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