Memória Pet | Edição 01/2021

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Pets e a pandemia Em março a pandemia completou um ano, várias restrições foram impostas e novas formas de trabalho se tornarem necessárias, como o teletrabalho e o home office tornaram-se a opção para muitas pessoa em colaboração ao isolamento social. Os animais que até então tinham uma rotina passaram a encarar seus tutores mais tempo em casa e várias mudanças que trouxeram felicidade para alguns e indignação para outros, como podemos constatar no depoimento deles, neste Novo Normal.

Não está fácil, minha tutora resolveu virar a tia dos gatos e com a escassez de lares, ela está trazendo para casa, outros felinos abandonados, com a desculpa de que só é lar temporário, tenho que dividir tudo, até as caixinhas! Um absurdo! Leonardo, gato laranja,15 anos.

Estou um pouquinho mais gordo, meu tutor também, camos o dia todo entre comer petiscos e trabalhar, para ele e dormir para mim. Sinto falta de nossos passeios, mas parece que enquanto esta coisa estranha estiver acontecendo, vamos sair muito pouco, uma pena, até minhas necessidades tive que aprender a fazer num tapetinho, vida que segue! Eros, Setter, 5 anos

Agora é o dia todo falando conosco e querendo que respondamos, sinceramente, já cansamos, queremos e precisamos de nossos momentos a dois, mas isso só acontece quando cobrem nossa gaiola, total falta de romantismo, se é que humanos saibam o que é isso. En m, que tudo passe logo para termos os dias só nossos. Roni e Sara, calopsitas, 3 anos.

Eu sei que cheguei com uma nobre missão, ajudar esta pessoa a enfrentar a solidão do isolamento e faço tudo isso com muito talento e dedicação. Pulo o tempo todo, estou ensinando o desa-pego, durmo de conchinha, rosno, dou forte latidos, quando, raramente, saímos para uma voltinha, mostro como defendo a sua vida, enfrentando todos os outros cachorros que encontramos. Dagoberto, Pincher, 1 ano.

Sou tranquila, gosto de colo e é o que mais tenho no momento, vou sempre em quem está no sofá. Esta coisa que os humanos inventaram de car em casa só é cansativo porque não entendem que eu quero ir no colo e não que eles devem me pegar em qualquer m o m e nt o, m a s v o u a d m i n i s t r a n d o, aprendizado da paciência é a palavra que de ne este período para mim.

Eu estou adorando todos em casa, minha alimentação melhorou muito! Tenho quem me socorra na hora quando caio e co de ponta cabeça. Resolveram levar uma vida mais saudável com hortinha e hoje, minhas ervinhas e folhas são colhidas na hora para eu comer. Deveria ter sido sempre assim. Felizardo, jabuti, 24 anos.

Graciosa, coelha, 2 anos.

Eu gostava de me esconder quando todos chegavam em casa, agora não saem mais, está muito estranho. Mas, continuo me escondendo e cando lá até se desesperarem e quando me acham, corro para não me pegarem, está bem divertido esta gente toda à minha procura! Florbela, junto ao irmão Silvio, furão, 2 anos.

Eu não senti a tal diferença que outros pets têm comentado, todos estão em casa desde que me lembro como hamster, adoram car falando comigo como se eu fosse um bebê, limpam minha casinha três vezes ao dia assim como trocam a comida, entendo que sou o dono daqui e todos me servem, assim seja! Roni, hamster, 8 meses.