Issuu on Google+

As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

Mélker Rúbio

1


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

Mélker Rúbio

2


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

Rua Amaro Bezerra Cavalcanti, 233 Vila Matilde São Paulo - SP 03513-010

Mélker Rúbio

3


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

To: Ilmo. Rafael Cavinato [Moreno, alto, bonito e Sensual, Graduado em turismo, curador de um Museu e com carisma suficiente pra me fazer gostar dele...]

Mélker Rúbio

4


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

PRÓLOGO

Há muito tempo, escrevi minha ultima carta, nesse tempo eu estava estudando em um colégio interno no interior do Paraná, numa terra montanhosa e fria, que no verão as manhãs marcavam 20° e no inverno 10° (negativos) . Nesse lugar, aprendi o que era sentir saudades, sofrer a ausência, amar em silêncio, trajar máscaras, mentir pra mim mesmo, sorrir teatralmente... E fui um ótimo ator... E nesse lugar longínquo e inóspito que escrevi minha primeira carta e a última... Durante dois anos escrevi inúmeras cartas, para amigos, para meus pais, para quem quer que pudesse ler meus textos chatos e sem nexo... E quando acontecia de receber a reciproca, remetia outra carta... Talvez uma tentativa de não se sentir só naquele lugar frio e assustador. Daquele tempo até hoje, Nove longos anos depois, não escrevi uma linha sequer de texto algum com o interesse de enviá-lo para alguém... Muito por culpa da internet... Outro tanto por conta da falta de motivação e a maior parte por falta do Destinatário ideal... Alguém que me faria ter vontade e pró-atividade de escrever algo... Até agora! Nessas próximas linhas, tentarei relembrar o que é escrever para alguém e quem sabe ter novamente o prazer de receber uma recíproca aprazível...

Mélker Rúbio

5


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

O PRINCIPIO DA ARTE!

Na verdade nem sei por que coloquei esse título de meia tigela, mas, no entanto acho que esse título vai me ajudar a começar a tecer alguma ideia do que escrever aqui nessa carta um tanto quanto estranha... rsrsr Pensei em começar falando de como é minha vida aqui na minha cidade, mas logo cheguei à conclusão que você ficaria entediado nas primeiras duas linhas... Então pensei em escrever sobre os meus hobbies, e logo percebi que sou a pessoa mais chata que já conheci... Então pensei em escrever sobre algas, chocolate quente e lápis coloridos... Droga, você já está entediado né? Então deixa começar a escrever algo de interessante... (avance para a próxima parte... gostei desse negócio de escrever um pouco em cada folha... assim parece que escrevi muito. Rsrsr {mesmo que signifique mais árvores mortas}).

Mélker Rúbio

6


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

AUTOBIOGRAFIA

Como esse título propõe, devo escrever algo sobre mim... Um Relato completo e conciso da grande jornada que foi e está sendo a minha vida antes que iniciasse essa empreitada de escrever uma simples carta, que se tornou quase um pré-livro... “Méo déos” como minha história é chata, vou tentar simplificar um pouco com a descrição que uso nas redes sociais... lá vai:

“Besta, Pseudo-Nerd, anti-social e chato; Adoro beijo na boca, seriados e brigadeiro; Blogueiro, Publicitário e Marqueteiro, estudante de publicidade e propaganda e amante da arte de fotografar... Um dia aprendo! Eterno aprendiz, ótimo ouvinte, exímio conselheiro, dedicado, dinâmico e nenhum pouco mentiroso. Eu Juro!” Agora que já tem uma leve noção de quem sou, vou tentar relatar alguma coisa de especial...

Nasci e vivi no estado do Mato Grosso até os meus 15 anos... Nesse período morei com meus pais, depois com meu pai e depois com minha mãe... E uma boa temporada com a minha vozinha, (que deus a tenha).

Mélker Rúbio

7


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

Mas desde pequeno, tinha comigo que meu lugar não era ali no Mato... Mato grosso! Na primeira oportunidade, juntei minhas tralhas e zarpei para o Paraná com a Cara e a Coragem... Ou só com a Cara mesmo... Nunca fui muito corajoso não... rsrsr Morei no Paraná durante oito anos e nesse tempo fui muito feliz, na verdade minhas melhores lembranças são do tempo que vivi no sul do país, e é desse tempo que me recordo em meus sonhos saudosos, e quando acordo deles, geralmente tenho lágrimas correndo face à baixo, um pouco de saudade, mas a maior parte delas e por pensar que todos que eu amava naquele lugar, já não se importam comigo... A explicação pode ser traduzida por homofobia em alguns lugares... Mas o importante dessa historia é que nesse tempo que morei na terra dos “Pés Vérmei”, viajei muito, aprontei muito, namorei pouco... :p Namorei uma menina e quase nos casamos... Eu era menino de Jesus, vivia na igreja, cantava e ministrava o louvor nos cultos de sábado à tarde e domingos a noite... Tive a oportunidade de participar da gravação de três CDs e viajei quase todo o país em Tournées para divulga-los e espalhar a “Mensagem da Salvação”, (é... naquele tempo eu acreditava que isso era verdade...). Tinha verdadeiros amigos, uns tão amigos que nos tratávamos como irmãos... Mas com uma pessoa eu não me dava muito bem... Com o verdadeiro Eu... Ou com o meu Status quo. Kkkk Decidi ir embora da minha vidinha perfeita e rodei o Brasil mais uma vez... Fui pra Minas, São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e acabei voltando ao Mato Grosso... Puts, tinha jurado a mim mesmo que nunca mais voltaria pra ele lugar maldito e olha onde eu estava... Novamente naquele lugar infernal... e quando digo infernal, refiro-me ao calor insuportável que somos obrigados a suportar... Mas Cuiabá, sem que eu pudesse controlar, se tornou o lugar da minha transformação, da minha grande descoberta... Foi nesse lugar horrendo

Mélker Rúbio

8


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

que finalmente descobri quem eu realmente era e aí começa realmente a minha história... Até aqui já tinha se passado 24 aninhos desde que um médico disse pra minha mãe: é macho! Quando cheguei a Cuiabá novamente, encontrei um amigo meu de infância, que me convidou pra passar um fim de semana na casa dele... Esse meu amigo, já havia me dito alguns anos antes que tinha se descoberto Gay e agora era casado com um menino, mesmo assim fui... Não sabia o que poderia me esperar naquele apto na longa noite que passaríamos relembrando do tempo de nossa infância e Tenra adolescência... Foi nessa noite que fui ter minha primeira conversa do gênero “Gay”, pela primeira vez na vida, pude falar dos sentimentos que me assombravam em meus sonhos, e das crises de identidade que me faziam gritar de desespero quando ouvia falar que Deus não gosta dos gays... E sobre o que é realmente ser isso... Aprendi os termos: Poc Poc, Barbie, Pão com Ovo, Aquer, Chuca, Passiva, Ativa, Elza, Dar uma de Nadir Figueiredo, Fritar, Acuendar, A diferença entre Travesti e Drag Queen, e que os gays não necessariamente pensam apenas em sexo... Eles também amam e também são pessoas normais... (isso eu não sabia que era possível) Acho que nessa noite, Nasci novamente... Agora sem mascaras e sem negação do “eu real”... Nunca mais me relacionei com uma menina... No entanto tive dois relacionamentos com meninos... O primeiro que me fez sofrer muito, era ciumento e não acreditava na minha total confiança nele... Dizia que se eu não era ciumento, era porque eu aprontava às escondidas... E o segundo relacionamento, que me fez o homem mais feliz da face da terra... Porém, na distância se revelou não tão profícuo. Acabou a menos de um mês, e ainda me dói a ideia de nunca mais tê-lo... Mas tenho certeza que sobreviverei...

Mélker Rúbio

9


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

Os dois relacionamentos me ajudaram a crescer na vida pessoal... E tenho certeza que hoje sou alguém muito melhor depois desses períodos de sofrimento... Ao menos agora sofro por algo real... Verdadeiro. Hoje tenho 28 anos e no fim desse ano corrente completo o 29º... E já me sinto velho! A genética da minha família não me ajudou muito, então já tenho poucos cabelos na cabeça, o sedentarismo me fez perder o corpo magro e esbelto e a pele não é mais aquela com textura de “Bumbum de Neném”. Em dois anos, serei um idoso já. Kkkkk dizem que um gay com 30 anos é equivalente a 60 anos no mundo hétero... Descobrirei isso em breve...

Mélker Rúbio

10


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

ANDARÍLHO DO MUNDO

Desde pequeno, tinha comigo que o lugar onde morava, não era o lugar onde desejaria morar... Sempre desejei conhecer outros lugares, outras pessoas, outros horizontes... Odiava estar preso em cidadelas e odiava mais ainda o jeito interiorano de ser... Nasci no mato, mas deveria ter nascido na metrópole... Na minha infância, meus pais se mudaram muito... Meu pai sempre trabalho na fabricação de joias de Ouro e por isso perseguia os garimpos de extração por todo lado... Conheci muitos lugares e nunca conseguia me apegar a nenhum deles... Até meus cachorros sofriam com isso... Às vezes quando a mudança era para algum lugar mais longínquo, precisávamos deixar os bichinhos para trás... Aquilo era de uma crueldade só, mas que eu poderia fazer? Apenas uma criança de poucos anos... Lembro-Me de um cachorro que tive quando eu tinha uns quatro anos... Um ano antes de a minha irmã nascer... Até então eu era o filho único do jovem casal... O cachorro se chama “Benge”, em homenagem ao Cão-Ator de um filme de Seção da Tarde... Acho que há muito deixou de passar... Mas meu cachorro era lindo! Tinha os pelos claros e longos, o focinho curto e o rabo bem ativo... Nunca parava quieto... Era meu companheiro de aventura... Juntos desbravávamos todos os cantos da pequena cidade de Aripuanã no extremo noroeste do Mato Grosso... Lugar lindo por sinal, tinha muitas cachoeiras e rios magníficos... O verdadeiro paraíso.

Mélker Rúbio

11


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

Mas com a separação dos meus pais, tive que me mudar para a capital com a minha mãe, e meu cachorro teve que ficar com sei lá quem, que nunca mais mandou notícias e sei lá eu o que fizeram com o meu animalzinho... Lá na capital, Cuiabá, morávamos minha mãe, minha irmã recém-nascida e eu... Mas como minha mãe precisava trabalhar, fomos enviados para São Pedro da Cipa, um vilarejo uns 100km de onde morávamos... Esse lugar era horrível... Com sua demografia limitada a uns cinco mil habitantes, o lugar era pacato, abandonado, sem recursos e perfeito para esconderijo de todo tipo de gente... Em contra partida, o quintal da casa da minha avó, era o mais perfeito quintal que qualquer criança poderia sonhar... Era quase um sítio de tão grande que era, e tinha todo tipo de árvores frutíferas e de espinhos... Troncos e morros, grama e barro... Tudo que uma criança travessa sonharia para uma tarde de sol... E como lá o inverno não tem rigor, todas as tardes do ano eram de um sol lindo e brilhante... Moremos nesse lugarejo por quase dois anos e lá vamos nós pra mais outra mudança, outro recomeço, uma nova vida... Era terrível ter que refazer todos os amigos e reconhecer todos os lugares da nova cidade... Mas também era uma aventura nova a ser enfrentada... Ah, quase esqueci... Essa nova cidade era a cidade que eu nasci... A cidade era tão velha que eu tinha nessa época seis anos e a cidade tinha seis e meio. Nos próximos 10 anos, alternei entre esse lugar, Juína, e a capital, Cuiabá. Morando ora com minha mãe, ora com meu pai... E assim fui crescendo em estatura e graça... E digo graça porque era um menino muito desengonçado... rsrs sério! Era um garoto espichado, com os braços longos e finos, as orelhas eram de Dumbo e os dentes de vampiro, o nariz tomava o rosto e os olhos maiores que os faróis da belina branca que meu pai tinha. Muito disso ainda tenho hoje, mas a barba e a idade amenizaram um pouco as discrepâncias do corpo... kkkkk Quando completei 16 anos, me achei suficientemente adulto para desbravar terrar mais longínquas que àquelas que estava cansado de

Mélker Rúbio

12


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

percorrer, fiz meus planos, contei o pouco dinheiro que tinha juntado e zarpei rumo ao Sul, pra onde as aves migram no inverno, lá poderia ter uma nova vida, ou apenas uma nova oportunidade de ser quem era, ou de descobrir isso... Fui parar no Paraná e por lá fiquei por quase 10 anos... Eu já falei desse período no capitulo anterior... Não vou me fazer repetitivo nesse... Mas a parte que não contei, darei continuidade aqui... Depois do tempo que morei no Paraná, na terra do Gelo e Fogo, na linda Maringá, que encanta todos que passam por lá, resolvi que precisava me encontrar com o divino e talvez assim me encontrar dentro de mim mesmo... Fui à busca de uma nova aventura e decidi que faria parta da uma trupe de Médicos voluntários, me debandei para Minas Gerais e fui fazer caridade na cidade de Caratinga – MG, a terra do Ziraldo e do Menino Maluquinho... Trabalhei igual um condenado à prisão nas minas de ouro no tempo do império, e nem tempo tinha mais de refletir em quem poderia me tornar, ou mesmo se alguém estava a me olhar de algum lugar no topo do universo... Toda aquela empreitada estava por se tornar vã e totalmente desnecessária... Mas como tinha feito um voto, continuei e depois de um tempo fomos para são Paulo... Passamos uma boa temporada, trabalhando na região de Interlagos, também na área perigosíssima do Capão Redondo e às vezes próximo ao Jabaquara... Depois de um tempo nesse lugar, fomos para o Rio de Janeiro, Terra maravilhosa, cheia de morros e favelas... A baía de Guanabara, uma imensidão de água que só não era maior que os desejos do desventurado ajudante de médico voluntário que vôs escreve... De toda a cidade do Rio de Janeiro, a única parte que gosto é da serra... a serra de Petrópolis que fica bem longe da cidade... Aquele lugar era sim um paraíso... Lembro-me de uma vez que estive lá visitando o Museu Imperial e quando a atriz que interpretava a princesa Isabel perguntou se gostávamos de

Mélker Rúbio

13


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

música e com isso descobriu quer na verdade éramos cantores Gospel e estávamos em tournée, chamou todos os funcionários e visitantes do museu e nos fez cantar a todos... Foi uma experiência incrível, pois muitas pessoas choravam, outras se abraçavam e algumas nos abraçavam... Fomos para ver o espetáculo e nos tornamos a atração principal... Nunca me esquecerei. Mas, a questão era que eu não gostava de morar no Rio e logo arrumei um motivo para desertar do voto de voluntário e fugi para o reduto que meu pai havia tomado para si lá no incólume estado do Pará. Dois meses lá, descobri que não era tão incólume assim, fomos assaltados e levaram aproximadamente R$ 200.000,00 em peças de ouro da loja do meu pai... Saí do Rio de Janeiro para me enfiar em um lugar onde quem mandava mais era quem possuía o facão maior e mais afiado. Outra coisa que me deixava louco, era a diferença cultural e a falta do que fazer em uma cidade que ficava a 400km da cidade mais próxima... E o acesso era por terra. Terra mesmo, estrada de chão, sem pavimentação, e que durante os seis meses de inverno (chuva) ninguém entrava ou saía da cidade... Sim lá só existem duas estações, inverno (chuva) e verão (calor). Na primeira oportunidade que tive, sumi daquele lugar grotesco e inóspito, e me debandei para a Capital do Mato Grosso... Cuiabá novamente... A terra onde o sol não dorme... Onde se acorda com o sol à 38º e vai dormir com ele à 42º. Um forno gigantesco que nos fazia arder dia e noite. Nessa cidade, que conhecia como a palma de minha mão, que tive minha tão buscada “epifania”... Tive o tal sonhado encontro com o meu Eu Real, onde pude compreender que sou o que sou e não depende da aprovação de ninguém para ser feliz, depois de descobrir tudo isso, pude deitar minha cabeça no travesseiro e ter uma bela noite de sono, com os meus sonhos eróticos, livre das acusações dogmáticas que me dilaceravam o peito e a mente. Em Cuiabá, me decidi por nunca mais ir embora, resolvi fixar raízes e por ali permanecer para o resto da vida... Busquei relacionamentos e tive dois. (já os citei também, mas posso voltar a falar deles, se faltar enredo. rsrsr).

Mélker Rúbio

14


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

Tudo parecia seguir conforme o combinado... Voltei à faculdade, curso de Publicidade e Propaganda... Curso que sempre sonhei em cursar, mas não tinha tido a oportunidade, até agora. Pois bem, voltei e até deixei o meu emprego de professor na prefeitura de Cuiabá para voltar a ser estagiário em um grupo de renome nacional... Um tiro do escuro, mas eu acredito que Correr riscos calculados é saudável... E assim o fiz. Aproximadamente seis meses depois de entrar nessa empresa, fui convidado a me mudar novamente... Agora iria morar no estado de Santa Catarina, em uma cidade à beira Mar, onde teria a oportunidade de estudar em uma das melhores universidades do Brasil e “Se pá” ter um futuro brilhante, longe daquele lugar quente e abafado. Mesmo tendo feito a promessa a mim mesmo, decidi que iria embora, a detrimento do relacionamento que havia contraído poucos meses atrás... Sabia que com o meu distanciamento, também estaria estampando um prazo de validade à minha razão de viver naquele momento... Mas eu estava focado em um futuro melhor, e isso não me fez repensar a decisão. No dia 5 de Agosto de 2011, partimos destinados à Itajaí – SC... Viajamos de carro e a viagem durou três dias... É claro que parávamos para dormir e é obvio que não poderia passar por Curitiba no Paraná, sem parar e apreciar as belezas que aquele lugar contém... Mas chegamos ao destino final do entardecer de um domingo chuvoso e com temperatura de 8°... Preciso falar do choque térmico que sofremos ao sair de Cuiabá com 40° e dois dias depois enfrentarmos 8° sob o sol? Mas quer saber? Eu adoro o frio... Adoro poder usar todas aquelas roupas e cachecóis e luvas e tudo o que posso usar no frio sem que me rotulem ou coisa e tal... rsrsrs E cá estou eu, a quase um ano da minha partida e chegada, vivendo nessa cidade, que no verão os outros passam férias...

Mélker Rúbio

15


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

INDAS E VINDAS DO CORAÇÃO

(Atenção, esse capitulo pode contar palavras de baixo calão, lágrimas ocultas e/ou termos saudosos que poderão lhe atingir sem que você possa controlar). Como já citei várias vezes, depois que me descobri gay e aceitei minha situação como algo imutável, fisiológico e único e exclusivamente da minha conta, deixei de tentar aparentar ser outra coisa e fui ser quem eu realmente sempre fui. É claro que não saí por ai aprontando, me oferecendo à todos e “Fazendo à Maldita” por onde passava, por conta do tempo que passei na igreja, minha vida era baseada em princípios éticos, portanto, mesmo sabendo que era gay, continuei vivendo minha vida da mesma forma, vestindo as mesmas roupas, ouvindo as mesmas músicas, vivendo a mesma vida... a diferença era que agora eu sabia quem era, sem ter que provar nada à ninguém. O tempo passou, e numa noite, quando uns amigos e eu estávamos saindo de uma pizzaria no shopping, encontrei uma amiga, que cantava no coral da universidade federal do mato grosso comigo, que estava sentada em uma choperia conversando com um amigo dela. O menino era moreno, magro, tinha o cabelo penteado de tal forma que parecia que estava todo espetado para cima... Tinha um alargador de 6mm em cada orelha e estava trajado com uma calça preta e uma camisa

Mélker Rúbio

16


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

branca, tal como aqueles meninos que gostam de moda grunge ou algo mais vintage... Quando o avistei fiquei até sem voz... O medi de cima a baixo e o cumprimentei com um “oi” e ele respondeu com um sorriso. Sorriso esse que mexeria com qualquer mortal que poderia existir na face da terra... Fui pra casa até atordoado, pensando naquela boca e na miragem que tinha tido. Na Segunda feira quando cheguei ao ensaio do coro, aquela minha amiga que estava com o menino do alargador, me chamou e perguntou assim: Ela: Mélker, Tu ti lembra daquele meu amigo do sábado? Eu: Obvio que sim, como não lembrar... Ela: Tu gostaste dele? Eu: Muito, sonhei as duas noites seguidas com aquela boca. Ela: Pois ele também gostou de ti, e quer seu telefone, posso passar?

Já pode imaginar o resultado né? Duas semanas após esse ocorrido, já estávamos namorando, viajamos para a minha cidade natal e passamos um feriadão por lá, passávamos muito tempo em casa, íamos ao shopping, cinema, choperia, boliche, fazíamos compras juntos e cozinhávamos... Tem coisa melhor? Assim foi o primeiro mês... Mas no segundo mês, algo aconteceu... O menino começou a ficar ciumento e a tolerância parece ter acabado... Já não era capaz de relevar as coisas que não concordavam e qualquer discordância da minha parte já era motivo de duras discussões e com direito a show pelo condomínio. Nosso relacionamento durou cinco meses... Mas o romance não passou o segundo... Voltamos outras duas vezes, mas não consegui ser o mesmo namorado que fui no inicio de tudo, quando ainda não estava machucado pelas duras e afiadas palavras do menino da boca linda.

Mélker Rúbio

17


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

Tinha prometido que nunca mais iria namorar... Aquela experiência já teria bastado o suficiente pra aprender que relacionamento não presta... Estaria a salvo sozinho... Um longo ano inteiro se passou e num certo sábado à noite, convidei alguns amigos do twitter para tomar um vinho na minha casa... Amigos que não conhecia pessoalmente, mas que pela web 2.0 eram praticamente presentes 24 horas... Vieram quatro deles e ficamos até às 3 da manhã conversando na varanda e rindo um do outro... Até que o clima pesou e eu resolvi dispersar a galera e ir pra cama... Sozinho claro. Kkkk Mas... Sempre tem um “mas” né? Mas... Naquela noite, fiquei me remexendo na cama e pensando em um dos distintos convidados da noite anterior... Um dos meninos que vieram à minha pequena Private, realmente mexeu comigo... Na verdade, nós já nos conhecíamos, virtualmente falando, havia uns dois anos e pouco... Mas pessoalmente ainda não tínhamos tido o prazer... E quando aconteceu de nos conhecermos pessoalmente, algo dele me agradou instantaneamente. Alguns dias depois, em uma conversa pelo MSN, o convidei para ver um filme na minha casa, e ele, depois de hesitar bastante, concordou e veio ter comigo, para ver o filme ingênuo... O filme começou, ele em um canto da minha cama e eu no outro... Conversamos bastante, ficamos em silencio por muito tempo e quando a coragem veio, dei um beijo nele... Foi o beijo mais mágico da minha vida... Isso foi no mês de novembro. Voltamos a nos ver no finalzinho de janeiro, quando as aulas voltaram... Ele precisava de um local pra guardar a moto, e como eu morava ao lado da universidade, logo me ofereci pra que ele guardasse na minha casa... Assim eu poderia vê-lo todos os dias... Era ótimo!

Mélker Rúbio

18


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

Mesmo ele estando na minha casa todas as noites, não tínhamos nada, aquele episódio do beijo, ficou naquela noite, e tínhamos nos tornados amigos... Mas em uma sexta feira, chuvosa e fria, ele estava gripado, e eu não o deixei ir embora debaixo da chuva... Ele só iria ficar pior... Coloquei-o pra dormir na minha cama, e no meio da noite ele acordou com o nariz congestionado e sem conseguir respirar... Foi quando eu o deitei no meu colo e apliquei um descongestionante nasal que eu usava com frequência e logo ele voltou a respirar... Mas continuou com a cabeça pousada no meu colo... Eu comecei a tocar seus lábios e suas maçãs do rosto, e ele me olhava do fundo dos olhos... Eu comecei a conversar com ele e perguntei: Será que esses lábios ainda são macios como o ano passado? (LOL) e ele respondeu: não sei... só se provar... :P Nesse momento começamos a nos beijar, no sofá da sala de casa e aquele momento era tão incrível e tão mágico que nada que pudesse acontecer ao redor pudesse atrapalhar... Desse dia em diante, fazíamos isso todos os dias praticamente... Mas não que isso significava que estávamos juntos... Apenas gostávamos de nos beijar e abraçar... Não tínhamos feito sexo até então... Isso demorou quase que dois meses pra acontecer... Ele tinha dito que não tinha interesse em relacionamento, e que desejaria que isso tudo ficasse entre as paredes do meu quarto... Não queria que ninguém soubesse, nem mesmo o outro garoto que morava lá em casa, e que ele tá havia “pegado” em tempos anteriores... Então fingíamos que éramos apenas amigos e quando todos estavam longe, nos beijávamos... just this! Mas cada vez mais as coisas começaram a ficar mais intensas, e não controlávamos o desejo um pelo outro... Até que em uma noite qualquer, pensamos que o outro menino tinha ido dormir e trancamos a porta do meu quarto e apagamos a luz... e quando de repente o outro garoto, que ficava o tempo todo conosco no meu quarto papeando e vendo tv, resolveu voltar pra lá e deu com a cara na porta, mas ele olhou na garagem

Mélker Rúbio

19


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

e viu a moto e deduziu tudo... Uma pessoa já sabia do nosso casinho... rsrsr Com mais um mês eu me mudei de casa e fui morar meio que sozinho, e ele continuou a guardar a moto na minha casa, agora na nova casa... E agora não tínhamos ninguém pra incomodar, portanto, tínhamos muito tempo para estar juntos, e ele até dormir comigo às vezes... Era muito bom. Eu saía do trabalho correndo, na ânsia de recebê-lo em casa antes de irmos pra faculdade, e às vezes até fazíamos coisinhas antes da aula... kkkkk Eu nunca havia tocado no assunto de namoro, visto que ele não queria relacionamento e eu também pouco estava importando com um voto verbal, mas nosso envolvimento estava muito intenso e em uma certa noite ele me interpelou e disse: “Eu sei que eu disse que não queria relacionamento sério, mas você se tornou uma pessoa muito especial pra mim e eu não consigo parar de pensar em você... tudo o que eu faço eu quero a sua presença e a meu ver isso já é um namoro... Mas por outro lado, eu sei que em agosto você vai embora para o Sul e eu não sei o que fazer... (isso era 29 de abril de 2011). Eu disse pra ele assim: “Veja bem, nós temos três ou quatro meses para sermos felizes juntos... temos duas opções, deixamos tudo como está ou poderemos começar algo e continuar depois que eu estiver morando no sul... você quem decide.”. Então ele me olhou nos olhos e me disse: Então Mélker Rúbio, você quer namorar comigo? Foi o momento mais mágico de toda a minha vida, nunca alguém tinha me pedido em namoro e eu me derreti por completo naquele momento... Parecia que todo o ceu se pintou de dourado e meu coração palpitava à velocidade da luz... Era o início oficial de nossa história...

Mélker Rúbio

20


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

Assumimo-nos em público, até nos beijamos em público... Meus amigos o acolheram como amigo também e os dele, que já eram meus amigos, nos apoiaram bastante... Foram três meses de puro amor... Ele me apresentou à família dele e eu à minha, momentos mágicos até a data que eu deveria ir embora... Mudarme para Santa Catarina... Tivemos nossa última noite, em um colchão de solteiro e nada mais... Todos os meus móveis já estavam a caminho da minha nova cidade e só o que tínhamos eram um colchão de solteiro e um lençol... Essa foi nossa despedida... Foi mágica, transcendental... Queria que aquela noite não terminasse nunca... Mas o dia amanheceu e eu embarquei para Itajaí... Fui vê-lo somente dois meses depois, quando ele veio me ver aqui no litoral e tivemos dias mágicos... Poucos mas mágicos... Em dezembro fui pra casa e passei quinze dias com ele... Não nos desgrudávamos, fiquei na casa dele. E no carnaval ele veio novamente pra cá... Mas depois disso algo mudou. Ele ficou diferente, começou a me tratar diferente, às vezes friamente, às vezes nem falava... Disse que o trabalho o estava deixando assim, que não estava suportando a distancia e que precisava de um tempo... Foi o começo do nosso fim... Sem nunca haver uma única discussão sequer... Choramos ao telefone e então decidimos que teríamos um tempo... Mas esse tempo foi agravando-se e logo já nem nos falávamos via redes sociais, e a decisão de sermos amigos, não estava dando certo... Até que um dia eu o chamei pelo Skype e ele me tratou com a maior frieza que nunca ninguém havia me tratado na vida... Sofri! Chorei muito, e tomei uma decisão... Cortar qualquer ligação que haja entre nós... Excluí das redes sociais e mandei um último e-mail dizendo o porquê de tudo aquilo... O e-mail foi no dia 29 de abril de 2012... Exatamente um ano após o dia mais mágico da minha vida... Até hoje quando vejo as milhares de fotos dele no meu pc ainda choro de saudades... Mas nada posso fazer...

Mélker Rúbio

21


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

A distância foi implacável com o nosso amor e a água do mar esfriou por completo nossa história... Ainda sonho com ele, tenho vontade de ligar, de mandar um e-mail, uma DM, mas me controlo, sei que da outra parte nem sequer um pensamento acontecerá... É a pior dor que eu senti e sinto...

Essa foi nossa última foto juntos... Tem outras, mas não posso mostrar... rsrsr

Mélker Rúbio

22


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

MINHA CIDADE

Itajaí – SC

Muito embora eu more aqui há apenas nove meses, vou tentar descrever essa cidadela bonitinha que é Itajaí... Com pouco mais de 150 anos, Itajaí não passa de uma cidade pequena e pacata... Embora seja a terceira economia do estado e tenha um dos maiores portes marítimos do país, Itajaí é uma cidade puramente comercial, aonde as pessoas vem trabalhar, mas mora em outras localidades... Próxima de grandes centros como Curitiba, Florianópolis, Joinville e Balneário Camboriú, Itajaí se destaca apenas pelas empresas que tem e pelo pior time do campeonato catarinense... O Marcílio Dias, time que joga o irmão do Neimar... (eu quero tchu, tcha tcha, tchu tchu, tcha) kkkk

Mélker Rúbio

23


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

A região do Vale do Itajaí é uma região muito rica em cultura e história... Não é preciso andar muito pra notar a miscigenação que existe por aqui... Mas as culturas que mais expoentes na região são as culturas alemãs e portuguesas... Desde Itajaí até depois da ilha de Florianópolis, a herança açoriana ainda é muito forte, desde o sotaque até as comidas, arquitetura, costumes familiares, etc... Também os alemães que dominam a região central do estado, na região de Blumenau, onde acontece anualmente a festa da Oktober Fest, a maior festa alemã fora da Alemanha... Além das outras culturas que migraram pra cá na intenção de viver bem... Pra se ter uma ideia a música que se ouve por essas bandas é: Pagode e Sertanejo.

Agora falando das praias, “DisasCraime” quantas praias lindas tem por aqui... Algumas em mar aberto que deixa as ondas muito bravas e outras de baia, que a agua é transparente a ponto de você estar com o corpo todo submerso e ver o dedão do pé... Realmente lindo...

Mélker Rúbio

24


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

Sem falar dos parques, das montanhas, mirantes, pousadas, etc... Só você vindo aqui pra conhecer tudo mesmo... É um lugar encantador... E dependendo com quem estiver, poderá ser até mágico... rsrsr

Mélker Rúbio

25


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

Foteenhas

Mélker Rúbio

26


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

Mélker Rúbio

27


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

JÁ CHEGA NÉ?

Você já deve estar cansado de tanta besteira que escrevi nessa minha carta né? Te avisei que não sabia escrever carta, quem sabe nas próximas eu melhores e mande apenas uma ou duas laudas. Rsrs Mas de uma coisa isso foi bom, ao te contar minha vida, pude revivê-la um pouquinho novamente... Claro que tem muitas outras coisas que não contei aqui, essas você descobrirá em outros momentos... Mas por enquanto já deu pra ter uma breve noção da pessoa que sou... Quando você, lá no blog, escreveu que gostaria de receber cartas com poemas ou histórias, talvez não fosse dessas cartas que você estava falando, mas esta ai uma carta de um fã... E como vc disse que queria receber poemas, lá vai uns poemas toscos que eu escrevia no tempo que era apenas um garotinho platonicamente apaixonado.

---<3---

Enquanto espero. Enquanto espero, As horas passam, A vida acontece, O tempo voa. Alguns se vão, Outros vem, Tudo muda, Tudo mesmo. E eu? Fico! Perco! Passo! Penso! Quero viver! Chega de esperar! Quero fazer! Quero alcançar! Vou voar! Vou Vencer!

Mélker Rúbio

28


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

---<3---

Rotina Ele acorda, abre o olho, olha para o teto branco paralelo a sua cama e pensa: Mais um dia! oh shit! O relógio é pontual. Pula da cama, saca a tolha, se enrola. Corre pro banho, demora no banho, se enrola! Ao menos o banho demorado é prazeroso. O relógio é pontual. Corre pra não perder a condução. O trabalho é rotina; A rotina é pontual. Deseja mudar a rotina; Mas ela sempre volta. É ou se faz de vítima? Dúvida! Quer ser protagonista. E é! Da própria história. Rotina! O relógio é pontual. O tempo ruge. O tempo é rotina; O relógio é rotina; A rotina é rotina; Viver é rotina; Viva a rotina!

---<3---

Mélker Rúbio

29


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

E Então? Te Vejo, Te meço, Te ouço, Te deixo. Me vejo, Me meço, Me meço. Me meço... Quero dizer, Vc fala, Eu Ouço, Vc não, Quero gritar, E Grito, Vc fala, Grito em vão. Desisto! E então?

---<3--Lágrimas A garganta seca. A Voz falha. Sem som, sem Fala. Só o que resta é a Lágrima.

Mélker Rúbio

30


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

---<3--Desperto! Olho pela janela e digo; Bom dia Dia, o que tem para mim hoje? E o Dia se emudece! Tenho Certeza que existe algo muito bom à minha espera, Mas preciso, por mim mesmo, encontrar o meu tesouro. Difícil? Sim, e muitas vezes doloroso, mas nunca impossível. Só preciso dar o primeiro passo, depois outro e outro. E assim, passo a passo, degrau por degrau, Sigo! Muitas vezes incompreendido, outras vezes rechassado; Mas sigo! Ora Cantando, Ora Chorando; Sigo! Bom dia Dia! Ainda resta o silêncio; Mas o brilho do sol me lembra do meu tesouro. E eu vou em busca dele todos os dias... Incansavelmente! Bom dia! ---<3--Sozinho Estando sozinho, pude parar e pensar na importância de se estar juntos. Estando sozinho, também percebi a importância de se estar só. Estando sozinho, reconheci erros e relembrei o passado. Estando sozinho, reorganizei meus pensamentos e identifiquei falhas. Estando sozinho, me descobri! me encontrei! me reconheci! Estando sozinho, percebi que sozinho estamos vulneráveis. Estando sozinho, senti falta da companhia. Estando sozinho, me senti sozinho. Estando sozinho, chorei de solidão. Sozinho!

Mélker Rúbio

31


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

---<3--Resumo Tentando me tornar uma pessoa sociável, companheira, amiga, dedicada, fiel... Acabei por me tornar uma pessoa preconceituosa, seletiva e arrogante. Hoje meu mundo se resume em 10 pessoas, Que ao fim, se resumirá em 01. Eu!

---<3---

Tá, não sou nenhum poeta e nenhum escritor, mas quando eu to meio “Assim,assim” escrevo essas coisas ai, lendo isso novamente até fiquei com dó das pessoas que liam meu blog quando eu escrevia isso... Faz bastante tempo que essa vontade de escrever se esvaiu de mim, nunca mais escrevi algo nesse sentido, acho que secou a fonte de tanta “melação”. Rsrsrs

Mas amigo lindo, espero que tenha se divertido com a minha “cartinha”, gostei de escrevê-la e espero receber a recíproca em breve... Não te conheço pessoalmente, mas pelo que já conversei contigo pela internet, sinto que tens um coração lindo... Um grande beijo no seu coração e venha logo me visitar, que já estou louco pra retribuir a visita ai na cidade grande... Te desejo toda a felicidade do universo e que todos os seus sonhos se realizem.

Mélker Rúbio

32


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

Mélker Rúbio

33


As Crônicas de Parângarico Tirimírruarô

Mélker Rúbio

34


Crônicas de Parângarico Tirimirruarô