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EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA ......................................................................................................................... 3 CONCEITOS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA...................................................................................................... 3 CARACTERÍSTICAS DA EAD.......................................................................................................................... 4 2 HISTÓRICO A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO MUNDO E NO BRASIL NUMA ABORDAGEM EDUCACIONAL E NORMATIVA ................................................................................................................................................. 9 2.1 Panorama da EAD no mundo ......................................................................................................... 9 2.2 As cinco gerações de tecnologias na Educação a Distância ....................................................... 17 2.3 História do EAD no Brasil.............................................................................................................. 23 2.4 Regramento Legal da Educação a Distância no Brasil ................................................................ 29 2.4.2 Sistema de Universidade Aberta ............................................................................................... 32 2.5 Considerações .............................................................................................................................. 34 REFERÊNCIAS ................................................................................................................................... 35 GRUPO C – VANTAGENS E DESVANTAGENS DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA ...................................................... 36 Vantagens: ...................................................................................................................................................... 37 1. A democratização do Ensino. ................................................................................................................. 37 2. O estudante não precisa se deslocar até a Instituição de Ensino. ......................................................... 37 3. O aluno estuda no lugar e horário em que se sentir mais à vontade. ..................................................... 37 4. Autonomia com relação à organização do tempo para os estudos. ....................................................... 37 5. O aluno passa a ser o protagonista do processo de aprendizagem, ou seja, passa a ser o centro desse processo. .................................................................................................................................................... 37 6. Possibilidade de ter contato com um número maior de colegas pertencentes a diferentes localidades e culturas. Facilidade de interação com professor e colegas a qualquer momento. ..................................... 38 Desvantagens: ................................................................................................................................................ 39 1. Os alunos que moram longe dos polos presenciais precisam deslocar-se para outras cidades. ........... 39 2. Não é possível estudar apenas quando se quer .................................................................................... 39 3. Perde-se um pouco do relacionamento pessoal e há empobrecimento da troca direta de experiência proporcionada pela relação educativa entre professor e aluno. ................................................................. 39 4. Cria-se uma dependência muito grande em relação à tecnologia. ......................................................... 40 5. Oferta de cursos de baixa qualidade por instituições ―oportunistas‖. ..................................................... 40 6. Há preconceito no mercado de trabalho em relação aos profissionais que têm formação totalmente a distância. .................................................................................................................................................... 40 7. Em determinados cursos, há a necessidade de o aluno possuir elevado nível de compreensão de textos e saber utilizar os recursos de multimídia. ....................................................................................... 40 8. A retroalimentação ou o ―feedback‖ e a retificação de possíveis erros podem ser mais lentos, embora os novos meios tecnológicos reduzam estes inconvenientes. .................................................................... 40 9. Corre-se o risco da homogeneidade dos materiais instrucionais – todos aprendem o mesmo conteúdo, por um só pacote instrucional, conjugado. ................................................................................................. 41 10. Não tem intérprete de língua de sinais visto que o idioma é oficial no Brasil e, segundo o IBGE, o país tem mais de cinco milhões de pessoas surdas. ......................................................................................... 41 11. Ainda não disponibiliza recursos para contemplar o público cego e/ou cego-surdo. ............................ 41

Bibliografia........................................................................................................................................... 42 GRUPO D - DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS ENTRE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E PRESENCIAL ( TEXTO FINALIZADO) ................................................................................................................................................................ 43 Referências: ........................................................................................................................................ 47 GRUPO E. ................................................................................................................................................. 47 5. FERRAMENTAS PARA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA ........................................................................................ 47 5.1. A IMPORTÂNCIA DA ESCOLHA DAS FERRAMENTAS EM EAD. ............................................ 48 5.2. EXEMPLOS DE FERRAMENTAS EM EAD. ............................................................................... 50


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5.3. Reflexo da Tecnologia, do Conteúdo e Acesso NAS FERRAMENTAS de EAD ........................ 58 CONCLUSÃO...................................................................................................................................... 59 Referências Bibliográficas: .................................................................................................................. 60 EAD E PRESENCIAL. APROXIMAÇÕES, CONCEITOS E CONTEXTUALIZAÇÃO. ................................................... 61 Referências Bibliográficas: .................................................................................................................. 62 O espaço físco ................................................................................................................................................ 63 A instituição..................................................................................................................................................... 63 O planejamento dos processos ....................................................................................................................... 63 A aprendizagem autônoma ............................................................................................................................. 63 O papel das mídias digitais ............................................................................................................................. 64 Os conceitos de Distância e Presença. .......................................................................................................... 64 Distância econômica ....................................................................................................................................... 64 Distância transacional ..................................................................................................................................... 64 Distância temporal .......................................................................................................................................... 65 O conceito de presença .................................................................................................................................. 65 Telepresença .................................................................................................................................................. 65

Referências Bibliográficas: .................................................................................................................. 66


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Educação a distância

Conceitos De Educação A Distância Conceitualmente a definição de EAD é polêmica, pois literalmente se lê nas suas siglas um significado de Educação a distância ou Ensino a Distância, no entanto, segundo Moran (2002) ―na expressão ensino a distância a ênfase é dada ao papel do professor (como alguém que ensina a distância). O autor prefere a palavra "educação que é mais abrangente, embora nenhuma das expressões seja perfeitamente adequada." Para Moran (2000), essas expressões não dão conta da complexidade que se trata essa modalidade de ensino: (...) educação a distância é o processo de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, no qual professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente. Apesar de não estarem juntos, de maneira presencial, eles podem estar conectados, interligados por tecnologias, principalmente as telemáticas, que se referem ao conjunto de tecnologias da informação e da comunicação resultante da junção entre os recursos das telecomunicações (telefonia, satélite, cabo, fibras óticas, etc) e da informática (computadores, periféricos, softwares e sistemas de redes), como a Internet. Mas também podem ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax e tecnologias semelhantes. Grande parte de referencial teórico disponível refere-se a uma modalidade de educação em que alunos e professores estão separados pela distância e algumas vezes pelo tempo. No entanto, de acordo com Keegan (1980) o que define EAD seria muito mais complexo que somente o tempo e a distância, para isso apresentou seis elementos básicos que sustentam a sua definição de EaD: - separação física entre professor e aluno, que a distingue do ensino presencial;


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- influência da organização educacional (planejamento, sistematização, plano, projeto, organização dirigida), que a diferencia da educação individual; - utilização de meios técnicos de comunicação, usualmente impressos, para unir o professor ao aluno e transmitir os conteúdos educativos; - previsão de uma comunicação bilateral, onde o estudante se beneficia do diálogo, e da possibilidade de iniciativas bilaterais; - possibilidade de encontros ocasionais com propósitos didáticos e de socialização; - participação de uma forma industrializada de educação, que, se aceita, contém o gérmen de uma radical distinção dos outros modos de desenvolvimento da função educacional. Segundo García Aretio (2002), citado por Ferreira (2002), o processo de educação a distância pode ser definido como um diálogo didático entre professor e aluno, no qual o aluno, normalmente, está localizado em um espaço diferente daquele em que o professo se localiza. Além disso, o autor afirma que este processo se caracteriza pelo fato de que o aluno aprende de forma independente, cooperativa e colaborativa entre pares. O DECRETO Nº 5.622, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2005, já nas suas disposições gerais aponta para o entendimento de educação a distância como uma modalidade educacional. Sendo que a especificidade de tal modalidade refere-se à mediação pedagógica que se dá via meios e tecnologias de informação e comunicação, mesmo quando professores e alunos estejam separados geográfica ou temporalmente. Neste sentido, Moore e Kearsley (1996 apud MAGALHÃES, 1997) afirmam que a educação a distância pode ser entendida como um processo de aprendizado mais planejado e abrangente ocorrendo em locais que diferem daqueles considerados tradicionais. Os autores também chamam atenção para o fato de que este processo requer que o projeto do curso, os métodos de ensino e de comunicação, bem como os sistemas de organização e de administração sejam especiais e específicos. Diante do exposto, é possível verificar a complexidade que conceituar essa modalidade de ensino abrange, perpassando por metodologias, concepções pedagógicas,que vão além das dimensões do espaço e do tempo. Para entender um pouco mais sobre esta modalidade é importante considerar que se trata de um processo de ensino-aprendizagem com características específicas, que diferem daquelas apresentadas pelo modalidade de ensino presencial, como pode-se observar a seguir.

Características da EAD Na Educação a Distância (EAD), pode-se destacar, entre outras características, a flexibilidade e autonomia, que podem permitir que o estudante organize seu tempo para realização das atividades demandadas por essa modalidade de ensino. Tais características podem facilitar o


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acesso à aprendizagem, principalmente levando-se em consideração as demandas impostas na vida do homem contemporâneo. Keegan (1991) cita os seguintes elementos centrais para caracterização da Educação à Distância: a) Separação do professor e aluno no espaço e/ou tempo. b) Controle do aprendizado realizado mais intensamente pelo aluno do que pelo professor. c) Comunicação entre alunos e professores é mediada por documentos impressos ou alguma forma de tecnologia. O encurtamento da distância ao acesso à educação é uma das motivações para utilização desta modalidade de ensino e trabalho. Desvinculada da necessidade da presença física constante, a relação entre professor/aluno e aluno/aluno, na EAD, também pode gerar grandes resultados de aprendizagem. A interação entre esses personagens, vinculada ao acesso a documentos e alguma forma de tecnologia, proporciona aproximação nas discussões, gerando expansão do conhecimento, independente do local onde os integrantes desse processo habitam. Segundo Santos (1999) citado por Carvalho (2009, p.24.), são componentes essenciais de um sistema de educação a distância: a) o aluno, considerado o elemento principal do processo de aprendizagem, sendo uma preocupação central do sistema a de conseguir sua motivação, possibilitando-lhe habilidade para analisar e aplicar o conteúdo instrucional ensinado; b) o professor, o qual se torna um facilitador do processo de aprendizagem, utilizando-se de sua competência e estilo de ensino, ainda que usando de pouco ou nenhum contato face-aface; c) o facilitador, que, mesmo podendo não dominar o conteúdo didático do curso, responsabiliza-se pela facilidade de operação dos equipamentos da sala, por recolher tarefas e até por motivar a classe, dando um toque mais pessoal e humano, reduzindo, assim, o afastamento professor/aluno; d) o monitor, o qual, obrigatoriamente, deve ter conhecimento sobre o conteúdo didático do curso, para poder responder dúvidas dos alunos, corrigir exercícios, interagir com os estudantes e efetuar feedbacks; e) o suporte técnico, compreendendo o pessoal responsável por todos os aspectos técnicos relacionados com o sistema de EAD, que vão desde a operação e manutenção dos equipamentos, configuração de softwares (programas de computador, ou ―aplicativos‖ e suas licenças) e monitoração dos canais de comunicação, criação de material didático, incluindo


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programação, projeto visual, aspectos pedagógicos e apoio aos estudantes no relacionado ao sistema e seu uso; f) o suporte administrativo, envolvendo o pessoal responsável pelo gerenciamento de matrículas, produção e distribuição de material, aquisição de material didático, processamento de notas e gestão de pessoal em geral; g) os administradores, que são encarregados pela gestão do sistema de EAD, incluindo decisões sobre equipamentos, formatos, contratação de pessoal, políticas, prioridades, cursos; h) o conteúdo didático, que compreende todas as referências primárias de informação materializada sob as mais diferentes formas: páginas Web, livros e apostilas, arquivos de vídeo, etc.; i) o sistema de suporte ao material didático, que consiste em um sistema com funções de conversão de arquivos de vários formatos para o formato do sistema, auxílio à edição de conteúdo, facilidades para disponibilização de material on-line, facilidades para criação de testes, provas e avaliações, facilidades para disponibilizar recursos de comunicação, configuração de cursos; j) o sistema de gerenciamento de aprendizagem, composto por módulos que envolvem funções para o controle do acesso ao curso, para gerenciar matrículas, registrar acessos dos alunos ao material, suporte à comunicação (chat, news, e-mail interno, listas), registrar freqüência dos alunos, acesso ao conteúdo didático e mediar a interação instrutor-aluno e aluno-aluno; k) a mídia, que engloba os meios de comunicação através dos quais são trocadas informações entre o professor e os alunos e entre os próprios alunos, tais como a internet, vídeo/teleconferência, rádio, entre outros. Ainda que vários atores estejam envolvidos no processo de ensino/aprendizagem a distância, de acordo com Belloni (1999), na EAD, o sucesso depende do aluno, na maioria das vezes, da sua motivação e das condições de estudo. De qualquer forma, apesar de o aluno ser considerado o protagonista deste processo, é relevante ressaltar que o ensino a distância baseia-se no princípio de que qualquer pessoa é capaz de aprender por si só (autoaprendizagem) desde que tenha um acesso em materiais de instrução de alta qualidade pedagógica, suficientemente compreensíveis e atrativos. Na autoaprendizagem e importante o envolvimento do aluno com o texto impressos (módulos e vídeos), no contexto (escola) e com vista à aplicação (atividades em sala de aula) (GUTIÉRREZ; PRIETO, 1994). Outra característica do ensino a distância está relacionada ao fato de esta modalidade de ensino também proporciona a oportunidade de fazer cursos com perspectivas de formação e reciclagem, possibilitando o contato com estudantes de diferentes classes de sociais, culturais e econômicas. Destaca-se que os cursos de educação à distância tem aproximadamente 1 / 3 dos custos da educação presencial, possibilitando que os indivíduos de classes menos


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favorecidas tenham acesso em cursos de graduação e aperfeiçoamento profissional. Portanto, também em função de seu baixo custo, esta modalidade permite a inclusão social de indivíduos com baixo poder aquisitivo, sem estar, contudo, restrita às classes socias mais baixas. Além disso, a evolução das tecnologias permite que o ensino encontre os mais lugares distantes, alcançando, muitas vezes, pessoas que não teriam acesso à educação. Dentro dessa perspectiva, as TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) possibilitam que ocorra o ensino-aprendizagem da EAD. Isso sugere novas maneiras de produção de materiais pedagógicos/educacionais, diferentes ferramentas de metodologias de trabalho educativo a distância e um novo perfil de professor e aluno. Ao analisar o contexto da EAD em relação às Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), Belloni (1999) recorda que a educação é e sempre foi um processo complexo que utiliza a mediação de algum tipo de meio de comunicação como complemento ou apoio à ação do professor em sua interação pessoal e direta com os estudantes. A internet, então, funciona como instrumento de mediação, colocando à disposição de discentes e docentes serviços bastante conhecidos, implementados por meio de protocolos de comunicação e integrados em um documento hipertexto ou página Web, tais como: correio eletrônico (e-mail), serviço de hipertextos conhecido como www (World Wide Web) e o serviço de transferência de arquivos. A múltipla interação (aluno / professor, aluno / aluno, aluno / tutor) e mediada pelas tecnologias interativas possibilita que os alunos recorram a diferentes materiais didáticos para que ocorra aprendizagem. De posse desses materiais, cada indivíduo contribui com seus conhecimentos e habilidades através da interação com o grupo. A interação pode ocorrer tanto de maneira síncrona, como assíncrona. São denominadas síncronas a interação que exigem a participação do usuário num momento pré-determinado, em razão da participação conjunta de vários alunos ou da participação de um coordenador ou professor. Na relação síncrona o aluno deixa de ser um mero receptor de informação ou assimilador de conteúdos como acontece nos cursos presenciais e passa a um construtor de saberes através da interação em tempo real. Já a comunicação assíncrona acontece independente de tempo e espaço físico, mas o trabalho se consolida em um mesmo ambiente virtual. As soluções assíncronas pressupõem que o participante possa utilizar a ferramenta no horário que melhor lhe convier, razão porque este tipo de solução é mais adequado para abordagens que envolvam um ensino mais individualizado. Nesse contexto, uma EAD contribui para formação de habilidades para o independente trabalho e um esforço auto-responsável do estudante. Segundo Moco (2009), essa característica tem sido muito valorizada em países da Europa e os melhores profissionais formados nessa modalidade de ensino são disputados no mercado, pois sabem se organizar e resolvem problemas inesperados com agilidade além de saberem trabalhar com mecanismos de múltipla comunicação.


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Indicamos para leituras complementares os vídeos abaixo a seguir nesses links: VÍDEO COM PIERRE LEVY http://www.youtube.com/watch?v=08rVXi55yjE?&feature=related) O QUE É E-LEARNING? ( http://www.youtube.com/watch?v=7RFbCtIl?-kI&NR=1 ) Referências: A Inclusão social Através da EAD no Brasil. Disponível em http://www.scribd.com/doc/4146478/A-INCLUSÃO-SOCIAL-ATRAVES-DA-EAD-NO-BRASIL. Acesso em 05 de maio de 2010. ABED. II Epistola de São Paulo Sobre Educação a Distância. Disponível em http://www2.abed.org.br/institucional.asp?Institucional_ID-28. Acesso em 05 de maio de 2010. BELLONI, Maria Luiza. Educação a distância. Campinas, SP: Autores Associados, 1999. CARVALHO, Mario César dos Santos de. Capacitação de professores para atuação no curso de graduação em administração, modalidade a distância, da EAD/UFRGS. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialista em Educação a Distância), SENAC, Porto Alegre, 2009. COUTO, Maria Elizabete Souza Couto. A Educação a Distância (EAD): Características e Estruturação de hum Curso de Formação Continuada de Professores. v. 2, n. 3, dez. 2006. Disponível em: 2010/05/05 KEEGAN, D. (1991): Foundations of distance education. Londres, Routledge. MORAN, José M. et al. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica . São Paulo: Papirus, 2000. MORAN, José Manuel. O Que É Educação a distância. 2002. <http://www.eca.usp.br/prof/moran/dist.htm>. Acesso em 4 de maio de 2010.

Disponível

MORAN, José Manuel. Não EaD UM é "fast-food". Disponível http://www.escolanet.com.br/sala_leitura/ead_nofastfood.html. Acesso em 04 mai.2010.

em

em

Moore, M.G. Earsley & K, G (1996). Distância de educação: uma visão sistêmica. Belmont. CA: Wadsworth Publishing Company. PRADO, Luís Alberto. Educação a Distância Como Instrumento Para a Inclusão digital. Disponível em http://telebrasil.org.br/artigos/outros_artigos.asp?m-555. Acesso em 04 mai.2010.


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Revista Educação a Distância nrs. 05/04, Dez./93-Abr/94 Brasília, Instituto Nacional de Educação a Distância, pp. 25/07: http://www.rau-tu.unicamp.br/nou-rau/ead/document/?view=3 . Acesso em 05 de maio de 2010 Revista Nova Escola n º 227, Nov/2009 São Paulo, Ed. Abril pp. 52-5

2 Histórico a Educação a Distância no Mundo e no Brasil Numa Abordagem Educacional e Normativa A prática da Educação a Distância tem sido vinculada cada vez mais com uma perspectiva educacional metodológica, que assim como, no ensino presencial, reconhece na interação pedagógica, o foco das aprendizagens. Para Saraiva (1996), essa modalidade de ensino se efetiva com eficácia, a partir do momento em que consegue se garantir que o seu processo de utilização ocorra através de uma comunicação bilateral educativa efetiva. Significa compreender que uma proposta de ensino a distância vai muito além da simples disponibilização de materiais para os alunos "fisicamente distantes". Moran (2002) complementa afirmando que ―a educação a distância é o processo de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, onde professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente‖. Sobretudo, trata-se desta maneira, de um importante desafio que exige um fazer pedagógico atento por parte dos docentes e tutores, instigando e provocando o aluno na construção do seu conhecimento, mediando a interação e colaboração entre os colegas, a fim de superar a distância física e promover um ambiente pleno de aprendizagem. Por isso, necessita-se compreender a Evolução Histórica da Educação a Distância, visualizando as diversas mudanças e transformações a partir do contexto mundial, que por sua vez, repercutiram no contexto nacional brasileiro, colaborando e formatando o entendimento atual desta modalidade de ensino. Da mesma forma, é importante relacionar os estágios de evolução tecnológica e de como as tecnologias vem sendo utilizadas como ferramenta para transmissão das informações, influenciando em cada momento histórico, a transformação da sociedade, e em particular, a evolução das concepções pedagógicas em Educação a Distância, bem como do ordenamento legal da mesma, em nível nacional.

2.1 Panorama da EAD no mundo A EAD, no cenário mundial passou por diversas transformações, entre elas apresenta-se as mais significantes, conforme quadro-síntese a seguir.


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ANO

EVENTO

1728

A Gazeta de Boston, em sua edição de 20 de março, oferece num anúncio: "material para ensino e tutoria por correspondência".

1833

O número 30 do periódico sueco Lunds Weckoblad comunica a mudança de endereço, durante o mês de agosto, para as remessas postais dos que estudam "Composição" por correspondência.

1840

Um sistema de taquigrafia a base de fichas e intercâmbio postal com os alunos e criado pelo inglês Isaac Pitman.

1843

Funda-se a Phonographic Correspondence Society, que se encarrega de corrigir as fichas com os exercícios de taquigrafia anteriormente aludidos.

1856

Em Berlim, a Sociedade de Línguas Modernas patrocina os professores Charles Toussain e Gustav Laugenschied para ensinar francês por correspondência.

1858

A Universidade de Londres passa a conceder certificados a alunos externos que recebem ensino por correspondência.

1873

Surge, em Boston, EUA, a Sociedade para a Promoção do Estudo em Casa.

1883

Começa a funcionar, em Ithaca, no Estado de Nova Iorque, EUA, a Universidade por Correspondência.

1891

Por iniciativa do reitor da Universidade de Chicago, W. Raineu Harper, é criado um Departamento de Ensino por Correspondência. Na Universidade de Wisconsin, os professores do Colégio de Agricultura mantém correspondência com alunos que não podem abandonar seu trabalho para voltar as aulas no campus. Nos Estados Unidos são criadas as Escolas Internacionais por Correspondência.

1894

O Rutinsches Fernelehrinstitut de Berlim organiza cursos por correspondência obtenção do Abitur (aceitação de matrícula na Universidade).


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1903

Julio Cervera Baviera abre, em Valência, Espanha, a Escola Livre de Engenheiros. As Escolas Calvert de Baltimore, EUA, criam um Departamento de Formação em Casa, para acolher crianças de escolas primárias que estudam sob a orientação dos pais.

1910

Professores rurais do curso primário começam a receber material de educação secundária pelo correio, em Vitória, Austrália.

1911

Ainda na Austrália, com a intenção de minorar os problemas das enormes distâncias, a Universidade de Queensland começa a experiência para solucionar a dificuldade.

1914

Na Noruega, funda-se a Norst Correspndanseskole e, na Alemanha, a Fernschule Jena.

1920

Na antiga URSS, implanta-se, também, este sistema por correspondência.

1922

A New Zeland Correspondence School começa suas atividades com a intenção inicial de atender a crianças isoladas ou com dificuldade de freqüentar as aulas convencionais. A partir de 1928, atende também a alunos do ensino secundário.

1938

No Canadá, na cidade de Victória, realiza-se a Primeira Conferência Internacional sobre a Educação por Correspondência.

1939

Nasce o Centro Nacional de Ensino a Distância na França (CNED), que, em princípio, atende, por correspondência, a crianças refugiadas de guerra. É um centro público, subordinado ao Ministério da Educação Nacional.

1940

Na década de 1940, diversos países do centro e do leste europeu iniciam esta modalidade de estudos. Já por estes anos os avanços técnicos possibilitam outras perspectivas que as de ensino meramente por correspondência.

1946

A Universidade de Sudafrica (UNISA) começa a ensinar também por correspondência.

1947

Através da Rádio Sorbonne, transmitem-se aulas de quase todas as matérias literárias da Faculdade de Letras e Ciências Humanas de Paris.


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1951

A Universidade de Sudafrica, atualmente única Universidade a Distância na África, dedica-se exclusivamente a desenvolver cursos a distância.

1960

Funda-se o Beijing Television College, na China, que encerra suas atividades durante a Revolução Cultural, o que acontece também ao restante da educação pós-secundária.

1962

Inicia-se, na Espanha, uma experiência de Bacharelado Radiofônico. A Universidade de Dehli cria um Departamento de Estudos por Correspondência, como experiência para atender aos alunos que, de outro modo, não podem receber ensino universitário.

1963

Surge na Espanha o Centro Nacional de Ensino Médio por Rádio e Televisão, que substitui o Bacharelado Radiofônico, criado no ano anterior. Inicia-se, na França, um ensino universitário, por radio, em cinco faculdades de Letras (Paris, Bordeaux, Lille, Nancy e Strasbourg) e na Faculdade de Direito de Paris, para os alunos do curso básico. Duas instituições neozelandesas se unem (Victoria University of Wellington e Massey Agricultural College) e formam a Massey University Centre for University Extramural Studies da Nova Zelândia.

1968

O Centro Nacional de Ensino Médio por Rádio e Televisão da Espanha se transforma no Instituto Nacional de Ensino Médio a Distância (INEMAD).

1969

Cria-se a British Open University, instituição verdadeiramente pioneira e única do que hoje se entende como educação superior à distância. Inicia seus cursos em 1971. A partir desta data, a expansão da modalidade tem sido inusitada.

1972

Cria-se em Madri, Espanha, a Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED), primeira instituição de ensino superior a suceder a Open University, em nível mundial.

1974

Criada a Universidade Aberta de Israel, que oferece, em hebreu, cerca de quatrocentos cursos em domínios variados.

1975

Criada a Fernuniversitatt, na Alemanha, dedicada exclusivamente ao ensino universitário.


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1979

Criado o Instituto Português de Ensino a Distância, cujo objetivo era lecionar cursos superiores para população distante das instituições de ensino presencial e qualificar o professorado.

1988

O Instituto Português de Ensino a Distância da origem a Universidade Aberta de Portugal.

Fonte: UFOP, 2001, p. 1. Quadro 1 - Linha de tempo da EaD no mundo desenvolvido pelo Núcleo de educação aberta e à distância da Universidade Federal de Ouro Preto De acordo com Pereira e Moraes (2009) e para a maioria dos autores estudiosos da área (SARAIVA, 1996; NiISKIER, 1998; MOORE; KEARSLEY, 2007, LITTO; FORMIGA, 2008), a Educação a Distância é muito antiga. Conforme os mesmos, a primeira tecnologia que permite a Educação a Distância é a escrita, mais especificadamente, a tecnologia tipográfica e, logo após, amplia expressivamente o alcance da Educação a Distância. Mais recentemente, as tecnologias de comunicação e telecomunicações, especialmente em sua versão digital, estendem ainda mais as dimensões de atuação e as possibilidades desta modalidade de ensino. Logo, pensar quando e onde surgiu a educação a distância, de acordo com as fontes históricas, faz voltar-se ao século XV, quando Guttemberg, na Alemanha, inventou a imprensa, com a composição de palavras através de caracteres móveis. Entretanto, Pereira (2007) relata que existem notas sobre o uso do ensino a distância desde a Grécia Antiga, seguida por Roma, onde habitualmente os povos trocavam informações, notícias, de localidade para localidade através de documentos escritos, sendo esta prática contributiva para o desenvolvimento econômico e social da comunidade, surgindo assim, o desenvolvimento da correspondência. Desta forma, n a antiguidade é possível considerar tanto as cartas de Platão, quanto as Epístolas de São Paulo, como marco do pioneirismo nas formas de educação a distância . Para fazer uso dos seus ensinamentos sobre o cristianismo, o personagem bíblico São Paulo disseminava-os por meio de correspondências com novos grupos de simpatizantes do movimento religioso cristão. De acordo com Netto (2004 apud PEREIRA, 2007, p. 8), " estas ' cartas' são conhecidas até os dias de hoje, e seus nomes de 'batismo' correspondem a cada comunidade, como Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, Tessalonocenses, Timóteo, Filêmon e Hebreus." Para Piaget (1976) todos os homens são inteligentes e é essa capacidade intelectual que impulsiona a busca de respostas para as inquietantes buscas do conhecimento. Sabe-se que a comunicação e a transmissão de informações datam desde os tempos mais remotos. Mas sozinho, o homem não garante o desenvolvimento da inteligência. Por isso, faz-


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se necessário contar com a natureza, as pessoas, os fluxos e as redes para a promoção da troca, ou seja, o homem depende da interação. Particularmente, como lembra Maia e Mattar (2007, p. 21), "foi a partir da invenção da comunicação escrita, que a educação se libertou no tempo e no espaço. Com a escrita, não era mais necessário que as pessoas estivessem presentes no mesmo momento e local, para que houvesse comunicação. Daí em diante, qualquer desenvolvimento relacionado às práticas comunicativas permitiram essa interação entre os homens, culminando com o desenvolvimento da tipografia." Com o advento da tipografia, o livro impresso aumentou significativamente a abrangência da Educação a Distância, visto que, depois do aparecimento dos sistemas postais modernos, rápidos e confiáveis, o mesmo tornou-se o foco do ensino por correspondência, deixando de ser disseminado em forma de cartas.

De qualquer forma, o livro, seja manuscrito, seja impresso, representa o segundo estágio da Educação a Distância, independentemente de estar envolvido no ensino por correspondência, à medida que pode ser adquirido em livrarias e por meio de outros canais de distribuição, assumindo assim, uma primeira forma de Educação a Distância em massa. Após, com o surgimento do rádio, da televisão e, mais recentemente, o uso do computador como meio de comunicação, surge a possibilidade de uma nova dinâmica, introduzindo assim, cada um desses, um novo componente à Educação a Distância. Segundo Neto apud Saraiva (1996) o primeiro marco da educação a distância formal (haja vista na antiguidade termos registros de formas de educação a distância informal) data de um anúncio publicado na Gazeta de Boston, em 20 de março de 1728, pelo professor de tipografia Cauleb Phillips. Faz parte do corpo do texto do referido anúncio: "Toda pessoa da região, desejosa de aprender esta arte, pode receber em sua casa várias lições semanalmente e ser perfeitamente instruída, como as pessoas que vivem em Boston". Em virtude disso, m uitas pessoas conseguem aprimorar seu nível de conhecimento, a partir da oportunidade de receber os cursos por correspondência em suas casas. Mas, o desenvolvimento de uma ação institucionalizada da Educação a Distância tem seu início na metade do século XIX, impulsionada pelo desenvolvimento dos meios de transporte e comunicação, como trens e correios (MAIA e MATAR 2007, p. 23). Em Berlim, no ano de 1856, por iniciativa de Charles Toussaint e Gustav Langenscheidt ocorre a criação da primeira escola de línguas por correspondência. Já no ano de 1873, em Boston, Anna Eliot Ticknor ocorre a fundação da ―Society to Encourage Study at Home‖. Em 1891, Thomas J. Foster, em Scarnton (Pennsylvania), iniciando com um curso sobre medidas de segurança no trabalho de mineração, o ―International Correspondence Institute‖. Ainda no mesmo ano, 1891, na Universidade de Wisconsin, é aprovada uma proposta vinda dos professores de um curso por correspondência, na extensão universitária. Um ano depois, em 1892, ocorre a criação de uma


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Divisão de Ensino por Correspondência, no Departamento de Extensão da Universidade de Chicago, por iniciativa do Reitor William R. Harper, que já havia experimentado a utilização da correspondência para preparar docentes de escolas dominicais. Percebe-se assim, que algumas iniciativas começavam a incrementar e valorizar a educação a distância, até àquela época, apresentada apenas na modalidade presencial. No século XX, o movimento de consolidação da EAD começa a se expandir. Conforme Willian Harper (1886) apud Araújo e Maltez (1997), a ―instrução através da correspondência será maior que aquelas da academia e que o número de alunos da primeira modalidade, será muito maior.‖ Ainda, nos anos de 1894 e 1895, em Oxford, por iniciativa de Joseph W. Knipe que, através de correspondência, prepara um grupo de seis, e logo após, de trinta estudantes para o Certificated Teacher’s Examination, iniciam-se os cursos de Wolsey Hall. Em 1898, em Malmoe (Suécia), Hans Hermod, diretor de uma escola que ministra cursos de línguas e cursos comerciais, publica o primeiro curso por correspondência, dando início ao famoso Instituto Hermod. Aliado a essa expansão, o desenvolvimento e aprimoramento dos serviços de correio, transporte e tecnologia no campo da comunicação, foram cruciais para o desenvolvimento da EAD. Para Pereira e Moraes (2008), o rádio está disponível desde o início da década de 20, quando a KDKA de Pittsburgh, torna-se a primeira emissora de rádio comercial a operar. O rádio permitia que o som, em especial a voz humana, fosse levado a localidades remotas. Assim, a parte sonora de uma aula, com o rádio, pode ser transferida para espaços distantes. Já a televisão comercial está disponível desde o final da década de 40. Ela permitiu que a imagem fosse, simultaneamente com o som, levada a localidades também remotas. Assim, neste momento, uma aula inteira, englobando os seus componentes audiovisuais, passa a ser transportada no espaço e no tempo. O primeiro computador foi revelado ao mundo em 1946, mas só depois do surgimento e do uso maciço de microcomputadores (no final de 1977) que os mesmos começam a serem vistos como tecnologia educacional, a partir de um projeto desenvolvido por militares e cientistas nas Universidades Americanas (ARPANET), na década de 60. Segundo Pereira e Moraes (2008) ―esse marco foi o estopim do que alguns autores conceituam como a transformação da sociedade tecnológica, a terceira revolução industrial, sociedade da informação, sociedade do conhecimento, sociedade pós-moderna, globalização ou mundialização do capital‖. Desde então, outras formas de organização do mundo do trabalho vão se desenvolvendo e produzindo - ao mesmo tempo e de forma contraditória - abundância e escassez, riqueza e miséria, num cenário de crescente violência, vigilância e controle, sobretudo após os ataques aos EUA em 2001.


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Todavia, o computador passa a permitir que o texto seja enviado e extraido com facilidade a localidades remotas. O correio eletrônico consente que as pessoas se comuniquem assincronamente (sem necessidade da presença no mesmo instante da emissão da mensagem), com extrema rapidez. Mais recentemente, o aparecimento de ―chats‖ ou ―batepapos‖ permite a comunicação síncrona entre várias pessoas. E, mais importante, a Web permite não só que seja agilizado o processo de acesso a documentos textuais, mas hoje abrange gráficos, fotografias, sons e vídeo. Ainda, a Web viabiliza que o acesso a todo esse material seja feito de forma não linear e interativa, baseado na utilização da tecnologia de hipertexto. Portanto, a interação, centrada no computador, de todas essas tecnologias como um só meio de comunicação, dá acesso à realização de conferências eletrônicas, envolvendo componentes audiovisuais e textuais. Entretanto, foi a partir das décadas de 1960 e 1970, que a teleducação, embora mantendo os materiais escritos como sua base, passa a incorporar, articulada e integradamente, o áudio e o videocassete, as transmissões de rádio e televisão, o vídeotexto, o videodisco, o computador e, mais recentemente, a tecnologia de multimeios, combinados com textos, sons, imagens, mecanismos de geração de caminhos alternativos de aprendizagem (hipertextos, diferentes linguagens), instrumentos de uma fixação de aprendizagem com feedback imediato, programas tutoriais informatizados, etc. Assim, o International Council for Correspondence Education, criado em 1938 no Canadá, passou a denominar-se, em 1982, International Council for Distance Education. Muito mais do que uma simples mudança de nome, reflete o reconhecimento de um processo histórico que, apesar da enorme e marcante influência da correspondência, absorve as contribuições da tecnologia, produzindo uma modalidade de educação capaz de contribuir para a universalização e a democratização do acesso ao saber, do contínuo aperfeiçoamento do fazer, da ampliação da capacidade de transformar e criar, ou seja, de uma modalidade que pode ajudar a resolver as questões de demanda, tempo, espaço, qualidade, eficiência, eficácia. Enquanto, na América Latina, a Instituição pioneira no uso da videoconferência, no início da década de noventa, é a Universidad del Valle (Univalle), na Colômbia. A Univalle procurou, com financiamento próprio e internacional, realizar comunicações videográficas (envio de vídeos de computador a computador). Essa experiência mostrou que apesar das dificuldades inerentes às comunicações telefônicas e os problemas didáticos para o ensino, o emprego dessa tecnologia é factível. No México, as Universidades de Guadalajara y a Universidad Nacional Autónoma realizaram com êxito o uso das videoconferências, tanto no país como no exterior, sobretudo com a Universidade Estatal de Pennsylvania. O Instituto Tecnológico e de Estudios Superiores de Monterrey (ITESM), no México, realiza cursos de atualização profissional, sobretudo na medicina, e isso em grande escala. O ITESM conta com vasta rede de campus colocados em comunicação via satélite. Por meio dessa tecnologia, os professores podem comunicar-se tanto pela via do vídeo, como do correio eletrônico e outros meios. Outra experiência é a realização de projetos compartilhados, tais como o da Asociación Televisiva Iberoamericana (ATEI), mediante o uso compartilhado do satélite espanhol Hispasat.


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A evolução das tecnologias conduz essa modalidade de educação a um novo estágio de desenvolvimento, uma vez que suas ferramentas potencializam a comunicação dialógica entre os sujeitos envolvidos no processo educativo, ampliando a interatividade o compartilhamento de saberes e a construção coletiva do conhecimento. Venício Lima (2001), apud Moraes e Pereira, (2009) coloca que as tecnologias da comunicação se dividem, quanto à natureza, em velhas e novas. As velhas mídias como a imprensa, cinema, rádio e televisão aberta são as que possibilitam a unidirecionalidade e a massificação. Já as novas mídias, com base na informática, possibilitam a comunicação de muitos a muitos. A interatividade, no entanto, só é plena dentro dos modelos comunicacionais da cultura e do diálogo, pois nos outros modelos (manipulação, persuasão, função, informação, linguagem, mercadoria) ocorre um discurso monológico e não interativo.

2.2 As cinco gerações de tecnologias na Educação a Distância Historicamente, as operações em educação a distância evoluem por quatro gerações vinculadas ao desenvolvimento das tecnologias de produção, distribuição e comunicação : primeiramente, o Modelo por Correspondência , baseado na tecnologia da impressão; em segundo, o Modelo Multimídia , baseado em tecnologias impressas e audiovisuais; em terceiro, o Modelo Teleaprendizagem , mediante aplicações das tecnologias de telecomunicação que fornecem oportunidades para a comunicação sincrônica; e por último o Modelo de Aprendizagem Flexível , caracterizado pelo envio online do material via internet. Conforme a abordagem de Taylor (2001), a quarta e a quinta geração da EAD já estão emergindo baseadas na exploração mais aprofundada de novas tecnologias, visando potencializar as vantagens dos recursos da web. Porém, a quinta geração assume como um Modelo de Aprendizagem Flexível e Inteligente devido às características das tecnologias: a flexibilidade, materiais altamente refinados, troca altamente interativa e redução significativa dos custos associados ao provimento de acesso aos processos institucionais e ao ensino online. Com isso, a educação a distância ganha novas perspectivas, através da aprendizagem com as tecnologias interativas. Nesse sentido, Taylor (2001) apresenta um comparativo da estrutura conceitual dos Modelos de educação a distância no transcorrer do desenvolvimento das tecnologias como ferramentas implicadas para o processo de ensino e aprendizagem, conforme quadro a seguir.

Modelos de Educação a Distância e Tecnologias de

Características das Tecnologias de Distribuição Flexibilidade

Materiais

Distribuição

Custos


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Distribuição Associadas

1ª GERAÇÃO Modelos por Correspondê ncia

2ª GERAÇÃO Modelo Multimídia

3ª GERAÇÃO Modelo de Aprendizage m por Conferência

4ª GERAÇÃO Modelo de Aprendizage

Altamente Refinados

Interativa Avançada

Institucio nais Variáveis Zero

Tempo

Local

Ritmo

- Impresso

Sim

Sim

Sim

Sim

Não

Não

- Impresso

Sim

Sim

Sim

Sim

Não

Não

- Rádio

Sim

Sim

Sim

Sim

Não

Não

- Vídeo

Sim

Sim

Sim

Sim

Não

Não

- Computador basEaDo no ensino (CML/CAL/IMM)

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Não

- Vídeo interativo

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Não

- Áudioteleconferência

Não

Não

Não

Não

Sim

Não

Videoconferênci a

Não

Não

Não

Não

Sim

Não

Comunicação áudio gráfica

Não

Não

Não

Sim

Sim

Não

TV/Rádio e Áudioconferência

Não

Não

Não

Sim

Sim

Não

- Multimídia interativa (MM) on-line

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim


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m Flexível

- Internet basEaDa no acesso ao recurso WWW

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Comunicação Mediada por computador

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Não

- Multimídia interativa online

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

- Internet – recursos WWW

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

- Computador usando sistema de respostas automáticas

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

- Acesso ao portal do campus para processos e recursos

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

5ª GERAÇÃO Modelo de Aprendizage m Flexível Inteligente

Fonte: TAYLOR, 2001, p.3 apud PEREIRA, 2003, p. 208. Quadro 2 - Modelos de Educação a Distância e Tecnologias de Distribuição Associadas conforme Características das Tecnologias de Distribuição

Com o propósito específico de situar no tempo, cada uma das gerações da EAD, retoma-se alguns aspectos históricos já apontados ao longo do texto. Para Pereira (2003), a primeira geração teve sua origem no século XIX, com a criação de instituições, em diferentes países, que ofereciam cursos por correspondência. Os materiais escritos continuam a ser utilizados em larga escala, até os dias atuais. A sua finalidade concentra-se fundamentalmente em possibilitar o acesso à educação, especialmente aos setores da população que tiveram negadas oportunidades educacionais anteriores. A produção e distribuição centralizada dos materiais de aprendizagem na forma impressa, se recomendada pela economia de escala que origina, apresenta limitações, essencialmente do


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ponto de vista pedagógico, dada à escassa ou nula interatividade entre a instituição e os alunos. A segunda geração desenvolve-se desde o início da década de 1970, logo após a criação da Open University britânica. A sua ênfase, como a geração anterior, consiste na democratização do saber, pela oferta de uma segunda oportunidade de estudos à população adulta. Do ponto de vista social, ambas as gerações têm se constituído num meio essencial para tornar disponível o conhecimento às populações de países com extensos territórios que, muitas vezes, por essa razão, não tinham acesso às instituições escolares convencionais. A característica básica da segunda geração trata-se da promoção da mediação pedagógica utilizando diversos recursos de mídia. Assim, os materiais escritos passaram a ser acompanhados por emissões radiofônicas, de televisão ou apresentação de vídeos. Nos moldes da geração anterior, o sistema de produção do modelo multimídia desenvolve-se de forma centralizada, em regime de economia de escala. As tecnologias não são interativas, exceto da aprendizagem assistida por computador e do vídeo interativo. A terceira geração, correspondente ao Modelo de Aprendizagem a Distância por Conferência, utilizada em pequena escala desde o final dos anos 1980, caracteriza-se pelo potencial interativo das novas tecnologias da informação e da comunicação, inclusive para prover oportunidades de comunicação sincrônica. A inserção das novas tecnologias em ambientes de aprendizagem alteram a natureza da educação a distância da geração anterior, e possibilita a emergência de um novo paradigma na educação. A quarta geração compreende um modelo que tem sido adotado para atender segmentos específicos da sociedade, em especial no ensino superior, a exemplo das Universidades dos Estados Unidos, onde o sistema de aula remota foi amplamente adotado. Note-se que, nesse modelo, se perde a flexibilidade de tempo, de local e de ritmo, uma vez que as sessões sincrônicas obrigam também à fixação de um espaço adequado, onde as facilidades para a realização de conferências estejam instaladas. De acordo com Taylor (2001 apud DIAS; LEITE, 2010, p. 15) ―a quinta geração da EAD tem o potencial de dar o grande salto na economia de escala e na eficácia de custo associada. Além disso, a implementação efetiva da tecnologia da quinta geração de EAD provavelmente não transformará apenas a EAD, mas transformará também a experiência dos estudantes relacionada a ela‖. Diante da velocidade e profundidade das mudanças torna-se imprescindível citar a aceleração crescente do processo de aprendizagem, pois grandes desafios precisam ser superados, e o primeiro deles está em explorar pedagogicamente o potencial interativo/comunicativo das tecnologias da informação e da comunicação disponíveis no tempo presente. As tecnologias alteram para sempre a forma de produzir/interagir com o conhecimento e novas concepções/teorias da aprendizagem serão necessárias nesse espaço virtual que está possibilitando a construção de uma nova cultura. A EAD é um fato na realidade nacional e está


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legalmente integrada ao sistema de ensino. É urgente, no entanto, que a implementação das propostas voltadas para essa área não menosprezem todo esse potencial que as TICs apresentam. A título ilustrativo pode-se representar as gerações da seguinte maneira:

Fonte: Ana Laura Benachio.

É perceptível a importância das TICs, pois estas rompem definitivamente com o conceito de espaço fixo e também de tempo. A mobilidade nos permite ver e informar o tempo todo e a todos. Duarte (apud DIAS; LEITE, 2010, p. 114), afirma que ―nosso desafio é descobrir como usar as tecnologias móveis para fazer com que o estudo seja tão parte do dia a dia que sequer seja percebido como estudo.‖ A utilização de dispositivos móveis na educação cria um novo conceito que chamamos de ―aprendizagem com mobilidade‖ sendo caracterizada pelo uso de dispositivos móveis que, utilizando-se da convergência tecnológica, disponibiliza comunicação e informação instantânea via texto, imagem, vídeo, além de recursos de gerenciamento, como agenda e notícias, por exemplo. Tudo isso via web. Com isso, as tecnologias interativas têm um papel fundamental, porém, muitas pesquisas precisam ser desenvolvidas para que novos métodos e técnicas para aplicação das tecnologias


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interativas na educação sejam criados e validados, e para que outros já existentes sejam aprimorados. No que se refere aos paradigmas de aprendizagem, ao longo de quase 180 anos, a terminologia da modalidade de educação conhecida genericamente no Brasil como EAD, embora seja a denominação mais usual, já é considerada ultrapassada e relativa ao antigo modelo, conforme pode ser verificado no quadro a seguir.

TERMINOLOGIA MAIS USUAL

PERÍODO APROXIMADO DE DOMÍNIO

· Ensino por correspondência

Desde a década de 1830, até as três primeiras décadas do século XX

· Ensino a distância; educação a distância; educação permanente ou continuada

Décadas de 1930 e 1940

· Teleducação (rádio e televisão em broadcasting)

Início da segunda metade do século XX

· Aprendizagem a distância; aprendizagem aberta e a distância

Final da década de 1960

· Aprendizagem por computador

Décadas de 1970 e 1980

· E - learning; aprendizagem virtual

Década de 1980

· Aprendizagem flexível

Virada do século XX e primeira década do século XXI Fonte: ?????

Quadro 3 - Terminologia da modalidade de educação

Neste século, por influência da terminologia inglesa, e traduzindo a atual sociedade da informação e do conhecimento, predomina a terminologia aprendizagem flexível. Até quando será utilizado este termo? A resposta está condicionada ao avanço da tecnologia da informação ou mídia do conhecimento, e a aceitação entre os usuários aprendizes. Com o lançamento do selo postal, em meados do século XIX, a experiência marcante do ensino por correspondência na Grã-Bretanha recebe através dos Correios um grande instrumento facilitador. O determinismo espaço/tempo característico de uma educação


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tradicional, que caracterizava o espaço físico formal da Escola, como o único local de aprendizagens, começava a ceder, através da superação da rigidez física de ambiente sediador de aprendizagens. Portanto, é no contexto de uma educação rígida e formal que surge o ensino por correspondência, liberando alunos e professores, monitores e aprendizes da exigência do espaço escolar. Dessa forma começava ser possível estudar e aprender em ambientes diversificados. No entanto, o significativo avanço da liberação espacial só se completa com o aperfeiçoamento dos meios de comunicação. Se o selo postal representava um enorme avanço quanto à liberação do espaço, temos na evolução dos meios de comunicação e das mídias de informação, a liberação de uma segunda variável: o tempo. A educação, até então fenômeno genuinamente sincrônico, torna-se viável em qualquer lugar e tempo ou de forma assíncrona. A EAD, atravessa o século XX, incorporando novos meios de comunicação, até a Internet proporcionar a grande explosão, na virada do século XXI, quando por meio do e-learning a EAD adquire o atributo atual da flexibilidade com plena interatividade.

2.3 História do EAD no Brasil Maia e Mattar (2007, p. 24), relatam que em um primeiro momento, que no Brasil a EAD seguiu, o mesmo movimento internacional. Paula (2007), em sua visão contemporânea sobre a educação a distância, relata que os cursos por correspondência para ofícios foram o marco de referência, como é o caso do curso de datilografia, onde o mesmo oferecia profissionalização por correspondência para datilógrafo no Jornal do Brasil em 1891. No entanto, a EAD só teve o seu início considerado no Brasil em 1904, com a implantação das "Escolas Internacionais", representando organizações norte-americanas, mas o curso não logrou êxito, devido as dificuldades dos correios na época. Alves (1998) aponta que nessa época havia uma crise na educação nacional e, para confirmar tal afirmação, apresentou a citação do relatório de 1906, realizado pelo Dr. Joaquim José Seabra, Ministro da Justiça e Negócios Interiores (que abrangia a Educação), ao Presidente da República, onde o mesmo citava: "O ensino chegou (no Brasil) a um estado de anarquia e descrédito que ou faz-se a sua reforma radical, ou preferível será aboli-lo de vez". Diante de tal fato, é incontestável afirmar de que a educação a distância teve seu início em um momento conturbado da educação brasileira, pois esta recebia pouco incentivo e não era tão valorizada pelas próprias autoridades educacionais e órgãos governamentais. "Outro considerável marco na história do EAD foi a criação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, idealizada por Roquete Pinto, entre 1922 e 1925, e de um plano sistemático de utilização educacional da radiodifusão como forma de ampliar o acesso da população à educação. Eram oferecidos cursos de português, francês, silvicultura, literatura francesa, radiotelegrafia e telefonia." (MAIA; MATTAR, 2007, p. 24).


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Este marco foi fundamental para o desenvolvimento de outras iniciativas que considerassem e valorizassem as tecnologias como instrumento pedagógico, como a Comissão Cinema Educação, em 1927, e, posteriormente, em 1932, a inclusão de propostas da utilização de recursos de rádio, cinema e impressos na Educação Brasileira no Manifesto da Escola Nova. Em 1937, foi criado o Serviço de Radiodifusão Educativa – SINRED, pelo Ministério da Educação, que se expandiu pela região nordeste do país, impulsionando o Movimento de Educação de Base em 1956. Este Movimento tinha como objeto a alfabetização de jovens e adultos através do rádio. Neste período, ainda, surgiu os Institutos Educacionais especialmente dedicados ao oferecimento de cursos a distância, por correspondência. São eles: o Instituto Rádio Técnico Monitor, de 1939, dedicado prioritariamente aos cursos técnicos como de construção de Rádio caseira e o Instituto Universal Brasileiro (IUB), de 1941, que se dedica ao oferecimento de cursos profissionalizantes, como auxiliar de contabilidade, fotografia, inglês dentre outros. (ALVES, 1998; MAIA; MATTAR, 2007). Ainda, em paralelo, o Sistema ―S‖, composto dentre outros por SENAC e SESC, fundaram na década de 1940 a Universidade do Ar, no Rio de Janeiro e São Paulo, com o objetivo de oferecer cursos comerciais radiofônicos. Em 1950 já atingia 318 localidades e 80 alunos. Em 1973, iniciam os cursos por correspondência. Desenvolve-se, com esta iniciativa, o papel do monitor nos cursos de EaD, vez que o aluno tinha que estudar nas apostilas e corrigir os exercícios com o auxílio dos monitores. A Universidade do Ar durou até 1961, entretanto, o Sistema ―S‖ continua até os dias atuais participando com intensidade da EaD. (ALVES, 1998; MAIA; MATTAR, 2007. A partir da década de 60 é que se encontram registros de programas de EAD, inclusive sendo possível citar o Programa Nacional de Teleducação (PRONTEL), que se encontrava na estrutura do Ministério da Educação e Cultura, a quem competia coordenar e apoiar a teleducação no Brasil. Este órgão foi substituído, anos depois, pela Secretaria de Aplicação Tecnológica (SEAT), que foi extinta. Ainda nas décadas de 60 e 70, nessa trajetória de avanços tecnológicos, foram incorporados novos instrumentos para servirem à educação a distância, tais como áudio, videocassete, televisão, videotexto, computador e, mais tarde, tecnologia de multimeios. Neste sentido cita-se: Fundação Brasileira de Educação, Fundação Padre Anchieta, Fundação Educacional Padre Landell de Moura, TVE do Maranhão, TVE Ceará. Em 1970, o Ministério da Educação e Cultura, através da Portaria 408, institui a obrigatoriedade de transmissão gratuita de 5 horas semanais de programas educativos pelas emissoras comerciais de rádio e televisão. Para a capacitação de professores a Associação Brasileira de Tele-Educação, criada em 1971, promoveu algumas ações. Nesta mesma década logo foi contemplado, o ensino pela televisão de cursos de 1º e 2º graus, atualmente ensino fundamental e médio. Em 1992, ocorre a criação da Coordenadoria Nacional de Educação a Distância, na estrutura do MEC e, a partir de 1995, a Secretaria de Educação a Distância.


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Alves (1998) ainda relata o surgimento do Instituto Universal Brasileiro, ocorrido em 1941, com o objetivo de formação profissionalizante. O SENAC - Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, inicia suas atividades em 1946 e desenvolve, no Rio de Janeiro e São Paulo, a Universidade do Ar, que em 1950 já atingia 318 localidades, somando 80 alunos. Em 1973, inicia-se os cursos por correspondência. Em 1992, ocorre a criação da Coordenadoria Nacional de Educação a Distância, na estrutura do MEC e, a partir de 1995, a Secretaria de Educação a Distância. Saraiva (1996) elenca alguns dos principais projetos que pontuam a trajetória da teleducação no Brasil: a Marinha utiliza ensino por correspondência desde 1939; o Instituto Universal Brasileiro, sediado em São Paulo com filiais no Rio de Janeiro e Brasília, como entidade de ensino livre, oferece cursos por correspondência. Foi fundado em outubro de 1941 e pode ser considerado como um dos primeiros do país; o Informações Objetivas Publicações Jurídicas (IOB), com sede em São Paulo, desenvolve em todo o país, através do ensino por correspondência, desde a década de 70, um programa destinado a pessoas que estão na força de trabalho, com predominância em ocupações da área terciária e de serviços; Projeto Minerva, transmitido pela Rádio MEC, com convênio entre o MEC, a Fundação Padre Landell de Moura e Fundação Padre Anchieta, com apoio de material impresso, permitiu a milhares de pessoas realizarem seus estudos básicos e dedicava-se, especilamente, a inclusão social de adultos. Este projeto vigorou até 1980; o Sistema Avançado de Comunicações Interdisciplinares (Projeto Saci) é concebido e operacionalizado, em caráter experimental, de 1967 a 1974, por iniciativa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Tinha como objetivo estabelecer um sistema nacional de teleducação, com o uso do satélite, programas de rádio, televisão e material impresso; a Universidade de Brasília (UnB) registra uma experiência de mais de quinze anos em EAD através de cursos de extensão, iniciada em 1979, oferecendo mais de 20 cursos, seis dos quais traduzidos da Open University. Esses cursos são utilizados por pessoas de todos os estados. Muitos deles têm, além dos alunos regularmente inscritos, um número muito grande de participantes, uma vez que alguns fascículos começam a ser veiculados por jornais de várias capitais e pela revista editada pela UnB; Fundação Roberto Marinho (FRM) vem desenvolvendo vários programas. Inicialmente, o Telecurso do 2º Grau e o Supletivo do 1o Grau (televisão e material impresso adquirido em bancas de jornal) prepararam milhares de alunos para os exames supletivos. Os programas são transmitidos em recepção livre. A FRM concebe e produz a série Telecurso 2000,


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composto por 1.140 programas televisivos, para 1º e 2° graus, em convênio com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Senai e Sesi de São Paulo; Um salto para o futuro, produzido e veiculado pela Fundação Roquete-Pinto, destinado à atualização de professores.O programa utiliza multimeios (material impresso, rádio, televisão, fax e telefone), que tem o objetivo de aprofundar os conteúdos trabalhados no programa. Esse programa foi incorporado à programação da TV Escola (Canal educativo da Secretaria de Educação a Distância do MEC). A partir de 1993, multiplicam-se os congressos e seminários sobre EAD, atraindo grande número de pessoas. O assunto passa a ser discussão obrigatória na agenda dos educadores. Em 1995, cria-se a Fundação da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed). O ano de 1995 marca o lançamento da TV Escola, programa concebido e coordenado pelo MEC, em âmbito nacional. Seu objetivo é o aperfeiçoamento e a valorização dos professores da rede pública, bem como, a melhoria da qualidade do ensino, por meio de um canal de televisão dedicado exclusivamente à educação. (SARAIVA, 1996). Nos anos 2000, inicia-se um novo estágio na EAD, vinculado ao oferecimento de cursos de graduação e pós-graduação a distancia, previstos na LDB 9394/96 que estimulou a prática da criação de Consórcios Educacionais, reunindo um certo número de Instituições de Ensino para o oferecimento regular e contínuo destes cursos, como CEDERJ (Consórcio Centro de Educação a Distância do Estado do Rio de Janeiro – 2000, a UniREDE (Universidade Virtual Pública do Brasil – reunindo 70 Universidade Federais), Projeto VEREDAS (da Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais – 2000), RICESU (Rede de Instituições Católicas de Ensino Superior – 2001), UVB (Instituto Universidade Virtual Brasileira- Rede Brasileira de Educação a Distância – 2000) e UAB (Universidade Aberta do Brasil) (MAIA; MATTAR, 2007). Finalmente, com o surgimento das tecnologias de informação e comunicação, facilitando de forma ágil e dinâmica o processo de educação a distância, temos essa modalidade de ensino disseminada em todas as partes do mundo, com especial destaque à Internet que rompeu definitivamente as barreiras físicas e geográficas na educação. A seguir, apresenta-se o quadro-resumo da EAD no cenário brasileiro. ANO

EVENTO

1923

Fundação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.

1936

Doação da Radio Sociedade do Rio de Janeiro ao Ministério da Educação e Saúde.

1937

Criação do Serviço de Radiodifusão Educativa do Ministério da Educação.


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1959

Inicio das escolas radiofônicas em Natal (RN).

1960

Inicio da ação sistematizada do Governo Federal em EAD; contrato entre o MEC e a CNBB: expansão do sistema de escolas radiofônicas aos estados nordestinos, que faz surgir o MEB – Movimento de Educação de Base –, sistema de ensino a distância não-formal.

1965

Início dos trabalhos da Comissão para Estudos e Planejamento da Radiodifusão Educativa.

1966 a 1974

Instalação de oito emissoras de televisão educativa: TV Universitária de Pernambuco, TV Educativa do Rio de Janeiro, TV Cultura de São Paulo, TV Educativa do Amazonas, TV Educativa do Maranhão, TV Universitária do Rio Grande do Norte, TV Educativa do Espírito Santo e TV Educativa do Rio Grande do Sul.

1967

Criada a Fundação Padre Anchieta, mantida pelo Estado de São Paulo com o objetivo de promover atividades educativas e culturais através do rádio e da televisão (iniciou suas transmissões em 1969); constituída a Feplam (Fundação) Educacional Padre Landell de Moura), instituição privada sem fins lucrativos, que promove a educação de adultos através de Teleducação por multimeios.

1969

TVE Maranhão/CEMA – Centro Educativo do Maranhão: programas educativos para a 5" serie, inicialmente em circuito fechado e a partir de 1970 em circuito aberto, também para a 6ª série.

1970

Portaria 408 – emissoras comerciais de rádio e televisão: obrigatoriedade da transmissão gratuita de cinco horas semanais de 30 minutos diários, de segunda a sexta– feira, ou com 75 minutos aos sábados e domingos. É iniciada em cadeia nacional a serie de cursos do Projeto Minerva, irradiando os cursos de Capacitação Ginasial e Madureza Ginasial, produzidos pela Feplam e pela Fundação Padre Anchieta.

1971

Nasce a ABT – inicialmente como Associação Brasileira de Tele–Educação, que já organizava desde 1969 os Seminários Brasileiros de Teleducação atualmente denominados Seminários Brasileiros de Tecnologia Educacional. Foi pioneira em cursos à distância, capacitando os professores através de correspondência.

1972

Criação do Prontel – Programa Nacional de Teleducação – que fortaleceu o Sinred – Sistema Nacional de Radiodifusão Educativa.


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1973

Projeto Minerva passa a produzir o Curso Supletivo de 1º Grau, II fase, envolvendo o MEC, Prontel, Cenafor e secretarias de Educação.

1973-74

Projeto SACI conclusão dos estudos para o Curso Supletivo "João da Silva", sob o formato de telenovela, para o ensino das quatro primeiras séries do lº grau; o curso introduziu uma inovação pioneira no mundo, um projeto – piloto de tele – didática da TVE, que conquistou o prêmio especial do Júri Internacional do Prêmio Japão.

1974

TVE Ceará começa a gerar tele–aulas; o Ceteb – Centro de Ensino Técnico de Brasília – inicia o planejamento de cursos em convênio com a Petrobras para capacitação dos empregados desta empresa e do projeto Logus II, em convênio com o MEC, para habilitar professores leigos sem afastá–los do exercício docente.

1978

Lançado o Telecurso de 2 Grau, pela Fundação Padre Anchieta (TV Cultura/SP) e Fundação Roberto Marinho, com programas televisivos apoiados por fascículos impressos, para preparar o tele-aluno para os exames supletivos.

1979

Criação da FCBTVE – Fundação Centro Brasileiro de Televisão Educativa/MEC; dando continuidade ao Curso "João da Silva", surge o Projeto Conquista, também como telenovela, para as ultimas séries do primeiro grau; começa a utilização dos programas de alfabetização por TV – (MOBRAL), em recepção organizada, controlada ou livre, abrangendo todas as capitais dos estados do Brasil.

1979 a 1983

É implantado, em caráter experimental, o Posgrad – pós-graduação Tutorial à Distância – pela Capes – Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Ensino Superior – do MEC, administrado pela ABT – Associação Brasileira de Tecnologia Educacional – com o objetivo de capacitar docentes universitários do interior do pais.

1981

FCBTVE trocou sua sigla para FUNTEVE: Coordenação das atividades da TV Educativa do Rio de Janeiro, da Radio MEC-Rio, da Radio MEC-Brasília, do Centro de Cinema Educativo e do Centro de Informática Educativa.

1983/1984

Criação da TV Educativa do Mato Grosso do Sul. Inicio do "Projeto Ipê", da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e da Fundação Padre Anchieta, com cursos pura atualização e aperfeiçoamento do magistério de 1º e 2º Graus, utilizando–se de multimeios.


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1988

"Verso e Reverso – Educando o Educador": curso por correspondência para capacitação de professores de Educação Básica de Jovens e Adultos/ MEC Fundação Nacional para Educação de Jovens e Adultos (EDUCAR), com apoio de programas televisivos através da Rede Manchete.

1991

O "Projeto Ipê" passa a enfatizar os conteúdos curriculares.

1991

A Fundação Roquete Pinto, a Secretaria Nacional de Educação Básica e secretarias estaduais de Educação implantam o Programa de Atualização de Docentes, abrangendo as quatro séries iniciais do ensino fundamental e alunos dos cursos de formação de professores. Na segunda fase, o projeto ganha o titulo de "Um salto para o futuro".

1992

O Núcleo de Educação a Distância do Instituto de Educação da UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso), em parceria com a Unemat (Universidade do Estado do Mato Grosso) e a Secretaria de Estado de Educação e com apoio da Tele-Universite du Quebec (Canadá), criam o projeto de Licenciatura Plena em Educação Básica: 1º a 4º series do 1º grau, utilizando o EAD. O curso é iniciado em 1995.

1996

Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Regulamenta a EaD no Brasil Fonte: TELEBRASIL, 2010.

Quadro 4 - EAD no cenário brasileiro

2.4 Regramento Legal da Educação a Distância no Brasil A primeira legislação brasileira a tratar da modalidade EAD foi a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 4024/1961. Em sua reconstrução, formatada pela Lei Federal nº 5692/1971, dez anos depois, foi inserido um capítulo específico sobre o ensino supletivo, afirmando que ele poderia ser usado em classes (modalidade presencial), ou mediante a utilização de rádio, televisão, correspondência (modalidade EAD), demarcando um momento conjuntural brasileiro em que conviviam em mesmo contexto temporal, a primeira e segunda gerações históricas da EAD. Mais tarde em 1996, o país conheceu uma nova LDB e, então, a EAD passou a ser possível. Portanto, regulamentada no Brasil em 20 de dezembro de 1996, na lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394/96 (artigo 80) foi sancionada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, pelo ministro da Educação Paulo Renato e com Darcy Ribeiro, um dos nossos mais importantes antropólogos, como relator, que define a Educação a Distância como uma ―modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e


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comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos‖. Tal fato representou um avanço, uma vez que possibilitou o funcionamento dos cursos de graduação e pós graduação, assim como na educação básica, desde o ensino fundamental ao médio tanto na modalidade regular, como na de jovens e adultos e educação especial. A lei também admitiu de forma indireta, os cursos livres ou de formação continuada, concebidas como aprendizagem não - formal, sendo reconhecidos como experiências de tal formato, os ministrados pelas chamadas universidades corporativas e outros grupos educativos. Todavia, as dificuldades, passaram a existir nas disposições infralegais, conforme posicionamento de Moreira Alves (2007): "... temos uma Constituição Federal ótima em termos de educação; a LDB é boa, eis que permite, entre outras vantagens, a liberdade dos projetos pedagógicos. O grande problema ocorre com os atos normativos inferiores: os decretos não são bons; as portarias em grande parte são ruins; e há resoluções e pareceres desesperadores." Nos dias atuais, enquanto vivemos a 5.ª geração da Modalidade EAD, o texto normativo regulamentador, mostra-se ainda bastante carente, dificultando inclusive a implantação de programas de mestrado e doutorado, por ausência de normas regulamentadoras. Com relação a EAD no Ensino Superior, o Decreto que regulamenta o Art. 80 da Lei 9394/96, de 5.622/2005, de 19.12.2005 e revoga os Decretos 2494/98 e 2591/98, com normatização definida na Portaria Ministerial 43/2004, assim como, a Resolução n.º 1/2001 do CNE/CEB e outras normatizações subseqüentes regulamenta-se a Pós Graduação Latu e Strictu Sensu na modalidade EAD. ( vide Quadro 5) Como avanço do texto legal, o mesmo autor cita uma portaria do MEC que passa a admitir a adoção parcial da EAD em cursos de graduação superior, independente de credenciamento da instituição, destacando como forte avanço, uma vez que inaugura um marco na história de voto de confiança nas universidades, centros universitários e faculdades, para que os programas fossem implementados sem o prévio consentimento oficial. Através da retrospectiva histórica legal na EAD, considera-se necessário cada vez mais, aprimorar o diálogo existente entre o governo, tanto nas esferas federal, como estadual, alinhavando um Regime de Colaboração entre os sistemas, na oferta da EAD, entre as entidades representativas do setor e as Universidades, para aprimoramento da legislação, a favor da garantia de uma Educação a distância, regida pelas tecnologias de informação e comunicação (as TIC) e para a organização de uma Comunidade Virtual de aprendizagem colaborativa e interacionista. Abre-se uma porta muito grande neste sentido, no Brasil, a partir de 2006, com o Sistema de Universidade Aberta.

Lei 9394/96


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Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Art. 80 trata da Educação a Distância Resolução nº 1, de 26 de Fevereiro de 1997 Fixa condições para validade de diplomas de cursos de graduação e de pós-graduação em níveis de mestrado e doutorado, oferecidos por instituições estrangeiras, no Brasil, nas modalidades semi-presenciais ou a distância. Decreto n.º 2.494, de 10 de fevereiro de 1998 Regulamenta o Art. 80 da LDB (Lei n.º 9.394/96). Portaria n.º 301, de 7 de abril de 1998 Normatiza os procedimentos de credenciamento de instituições para a oferta de cursos de graduação e educação profissional tecnológica a distância. Decreto n.º 2.561, de 27 de abril de 1998 Altera a redação dos artigos 11 e 12 do Decreto n.º 2.494. Resolução CNE/CES nº 1, de 3 de abril de 2001 Estabelece normas para o funcionamento de cursos de pós-graduação. Portaria nº. 4.059, de 10 e dezembro de 2004 Substitui a portaria 2.253/01 que normatizava os procedimentos de autorização para oferta de disciplinas na modalidade não-presencial em cursos de graduação reconhecidos. Portaria nº 4.363, de 29 de dezembro de 2004 Dispõe? sobre a autorização e reconhecimento de cursos seqüenciais da educação superior. Decreto n.º 5.622, de 19 de dezembro de 2005 Regulamenta o art. 80 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Portaria Normativa nº 2 , de 10 de janeiro de 2007 Dispõe? sobre os procedimentos de regulação e avaliação da educação superior na modalidade a distância. Portaria Normativa nº 40, de 12 de janeiro de 2008 Institui o e-MEC, sistema eletrônico de fluxo de trabalho e gerenciamento de informações relativas aos processos de regulação da educação superior no sistema federal de educação. Decreto nº 6303, de 12 de dezembro de 2007 Altera dispositivos dos Decretos nos 5.622, de 19 de dezembro de 2005, que estabelece


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as diretrizes e bases da educação nacional, e 5.773, de 9 de maio de 2006, que dispõe sobre o exercício das funções de regulação, supervisão e avaliação de instituições de educação superior e cursos superiores de graduação e seqüenciais no sistema federal de ensino. Fonte: MEC, 2010. Quadro 5 - Evolução Legal da EAD no Brasil.

2.4.2 Sistema de Universidade Aberta Com a criação da British Open University, instituição verdadeiramente pioneira e única do que hoje se entende como educação superior à distância, datada de 1969, registrando o início do funcionamento de cursos dois anos seguintes em 1971, repercute em todo o mundo a difusão da Modalidade EAD, e o Brasil não fica à margem da discussão. Alguns parlamentares brasileiros, entusiasmados pelo novo modelo, apresentam projetos de lei para que tivéssemos uma instituição de ensino superior semelhante a do Reino Unido. A primeira proposição de texto legal a respeito data de 1972, mas acaba sendo arquivada por reconhecimento de falta de mérito, uma vez que o texto não abordava o intuito social específico de criação de uma universidade aberta, mas sim a permissão de frequencia livre em cursos de nível universitário. Em 1978, surge efetivamente a iniciativa de ser instituída a Universidade Aberta, por meio do projeto de lei n.º 1878. A proposta enfatizava que se entende por "Universidade Aberta a instituição de nível superior, cujo ensino seja ministrado através dos processos da comunicação a distância." O projeto foi bem aceito no legislativo, sendo encaminhado para o Conselho Federal de Educação, que opinou que a "implantação do sistema entre nós, se é aconselhável, deve ser iniciativa do MEC." O parecer do Colegiado, conclui pelo aguardo de normatização sobre o assunto, partindo de um grupo de trabalho organizado para este fim. O desenvolvimento do projeto pelo referido grupo não surte efeito positivo, sendo que o projeto da Universidade Aberta acaba por ser arquivado. Dois anos mais tarde, o mesmo deputado reapresentava a matéria, ocasionando novo arquivamento. Outras tentativas igualmente frustradas são feitas, pela insistência do posicionamento do CFE de que a criação de um sistema tão complexo e original de ensino superior exigiria planejamento lúcido e rigoroso conhecimento das pessoas encarregadas. Apenas em 2005, o Executivo toma a iniciativa de criar um novo sistema, designando-lhe de Universidade Aberta do Brasil (UAB), sendo criado pelo MEC, no âmbito do Fórum das Estatais pela Educação. Na verdade, não é uma Universidade propriamente dita, mas sim um consórcio de instituições públicas de Ensino Superior.


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De acordo com Blois (2006, p. 6) "seu propósito é sistematizar as ações, programas, projetos e atividades pertencentes às políticas públicas voltadas para a ampliação e interiorização da oferta do ensino superior gratuito e de qualidade no Brasil." Segundo dados da CAPES de 2009, atualmente, 88 instituições integram o Sistema UAB, entre Universidades Federais, Universidades Estaduais e Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFETs). De 2007 a julho de 2009, foram aprovados e instalados 557 pólos de apoio presencial com 187.154 vagas criadas. Dessa maneira, o Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) tem como prioridade a formação de professores para a Educação Básica. Para atingir este objetivo central a UAB realiza ampla articulação entre instituições públicas de ensino superior, estados e municípios brasileiros, para promover, através da metodologia da educação a distância, acesso ao ensino superior para camadas da população que estão excluídas do processo educacional de implantação, execução e formação de recursos humanos em educação superior a distância. Tendo como base o aprimoramento da Educação a Distância, o Sistema UAB visa expandir e interiorizar a oferta de cursos e programas de educação superior. Para isso, o sistema tem como base, fortes parcerias entre as esferas federais, estaduais e municipais do governo. Portanto o objetivo do sistema UAB é desenvolver a modalidade de educação a distância, com a finalidade de expandir e interiorizar a oferta de cursos e programas de educação superior no País, além de ampliar o acesso à educação superior pública levando tais cursos às diferentes regiões do país. É objetivo, também, oferecer cursos superiores para capacitação de dirigentes, gestores e trabalhadores em educação básica dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e apoiar a pesquisa em metodologias inovadoras de ensino superior respaldadas em tecnologias de informação e comunicação. Além disso, pretende-se atingir objetivos sócio-educacionais com a colaboração da União com entes federativos, e estimular a criação de centros de formação permanentes por meio dos pólos de apoio presencial. O Sistema Universidade Aberta do Brasil - UAB não propõe a criação de uma nova instituição de ensino, mas sim, a articulação das já existentes, possibilitando levar ensino superior público de qualidade aos municípios brasileiros que não possuem cursos de formação superior ou cujos cursos ofertados não são suficientes para atender a todos os cidadãos. Finalmente, faz-se necessário considerar que a UAB não remonta em sua gênese aos princípios estruturais da Open University, a qual serviu de modelo inspirador. Para a Universidade Inglesa, o termo aberta se aplica à universidade em vários sentidos. Primeiramente, no sentido social, uma vez que se dirige a todas as classes sociais, permitindo que as pessoas possam completar seus estudos, conforme a realidade de seus tempos e espaços. Em segundo lugar, do ponto de vista pedagógico, na medida em que a matrícula à Universidade está aberta a todo indivíduo maior que 21 anos, independente da apresentação de certificado de instrução anterior e qualquer exame de admissão. Chama-se "aberta" no sentido de que seus cursos, desde à época da geração do rádio e televisão, na oferta EAD,


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estão abertas ao interesse e apreciação do público em geral. Estas considerações, portanto, não ilegitima a iniciativa brasileira, ao contrário, vem ao encontro da garantia de maior acesso à educação superior.

2.5 Considerações Conhecer o passado permite que sejam estabelecidas conexões para melhor entendimento da própria existência, pois o descobrimento das origens só vem a acrescer na ampliação dos saberes e proporciona melhor entendimento do que se vivencia no presente, desta forma este estudo proporcionou melhor entendimento sobre as premissas envolvidas na própria construção e evolução da EAD. Vários foram os adventos históricos apresentados que corroboraram com a evolução e expansão da EAD e pode-se afirmar ser surpreendente a descoberta de fatos históricos que, além de marcarem épocas e gerações, refletiram no desdobramento desta modalidade de ensino que tem ganhado, a cada dia, mais espaço e credibilidade junto aos seus atores. Ao se delinear a cronologia da EAD, observou-se que seu surgimento veio de tempos idos, muito remotos, tempos estes que nem se imaginava haver indícios de sua existência, a qual foi confirmada através de manuscritos que remontam desde a Idade Antiga, caminhando juntamente com a evolução do próprio homem. A troca de cartas entre as pessoas era dada como uma forma de se passar conhecimentos as pessoas que se encontravam distantes. O surgimento da imprensa, de novos canais de comunicação como rádio, televisão e Internet vieram dar maior dinamismo na disseminação do conhecimento, proporcionado o aprimoramento da própria educação da humanidade. O uso intensivo das TICs promoveram maior velocidade e amplitude na transmissão do conhecimento, como exemplo cita-se a própria tecnologia de convergência que possibilita, além de acesso aos diversos tipos de mídias, a facilidade da mobilidade. Os recursos da internet multiplicam-se a cada dia, mídias sociais e comunidades colaborativas são criadas de forma exponencial, constituindo a chamada Sociedade do Conhecimento, possibilitando às pessoas trocarem informações para aprimorarem seus conhecimentos, os quais vêm sendo cada vez mais desejados pelas organizações. As prerrogativas da era do conhecimento são envolvidas pelo uso contínuo das redes de hipertexto e tecnologia, onde cresce a sociedade de informação e conhecimento, sociedade que deseja interatividade, troca de informações e ter novas experiências para ampliar suas capacidades e o que se espera desta sociedade é que sejam observados princípios e metas de inclusão, diversidades e identidades culturais, respeito às diferenças, sejam elas sociais e/ou econômicas e participação social. Várias foram as iniciativas de pessoas e instituições no desejo de que a educação pudesse chegar a lugares longínquos, da criação de programas de rádio e tvs a própria formatação de programas educacionais que pudessem ser irradiados a muitos lugares. Assim como evoluiu a forma de comunicação e tecnologia, evoluiu a forma de ensino, desenvolvendo-se modelos de aprendizagem, métodos, didática, ambientes de aprendizagem,


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todos estes voltados para dar maior acessibilidade as pessoas entusiastas do saber. Ainda há grandes desafios a serem enfrentados pela EAD, entre eles a quebra de paradigmas do "aprender a aprender "pois, apesar de todas as facilidades da EAD, é preciso que as pessoas tenham novas posturas e desejem se desprender dos antigos ou padronizados modos de aprendizados. Ser um ator da EAD, seja como aluno, tutor ou professor exige que novas posturas e modelos mentais sejam desenvolvidos, pois são agentes ativos no processo de disseminação e acesso ao conhecimento. Finalmente, tecnologia, pessoas e educação são indissociáveis a uma nação que deseja se reconhecida por sua capacidade evolutiva e somente serão capazes de tirar proveito desta nova modalidade de ensino - EAD, as pessoas e organizações que souberem se preparar para isso.

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Grupo C – Vantagens e Desvantagens da Educação a Distância A Educação a Distância (doravante EaD) apresenta uma série de vantagens, mas também algumas desvantagens. Entretanto, nem sempre o que é visto como vantagem por uns é visto do mesmo modo por outros, pois, por ser uma modalidade ainda em processo de consolidação, são muitos os fatores que influenciam a análise do que pode ser considerado vantajoso ou não quando se pensa em EaD. Assim, procuramos elencar algumas vantagens e desvantagens que envolvem essa modalidade de ensino, partindo de experiências pessoais na área e também de textos teóricos que tratam do assunto em tela.


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Vantagens: 1. A democratização do Ensino. A EaD oferece condições aos moradores de lugares distantes, afastados dos centros comerciais e das metrópoles, de terem uma perspectiva de futuro pessoal e profissional por meio do contato com o conhecimento. E para que isso ocorra é necessário que se tenha apenas um computador e uma conexão à Internet. Ademais, a EaD proporciona o acesso ao conhecimento para aqueles que por algum motivo não podem/puderam frequentar os cursos ministrados no espaço da sala de aula convencional, isto é, o ensino presencial.

2. O estudante não precisa se deslocar até a Instituição de Ensino. Atualmente, principalmente nos grandes centros urbanos, o tempo que as pessoas perdem no trânsito a fim de se locomoverem de suas casas para o trabalho e/ou do trabalho para a escola/universidade, por exemplo, vem aumentando significativamente. Por isso, não perder tempo para ir e voltar da Instituição de Ensino todos os dias é uma grande vantagem para o aluno que estuda a distância.

3. O aluno estuda no lugar e horário em que se sentir mais à vontade. Além de ―ganhar‖ tempo por conta de não precisar se deslocar para estudar, o aluno pode escolher o local que julgar mais favorável à sua aprendizagem, ou seja, essa possibilidade de formação fora do contexto da sala de aula torna possível a permanência do aluno em seu ambiente profissional, cultural e/ou familiar. Além disso, o aluno pode se dedicar ao estudo num momento em que ele esteja mais disposto e motivado. A ausência de rigidez quanto aos requisitos de espaço, tempo e ritmo favorece a aprendizagem, posto que cada indivíduo tem o seu ritmo de aprendizagem.

4. Autonomia com relação à organização do tempo para os estudos. A maioria das pessoas que procura um curso a distância possui uma vida bastante agitada e cheia de compromissos profissionais e pessoais. Em virtude disso, é de grande importância para esse perfil de aluno não precisar se comprometer com horários pré-estabelecidos e ter a possibilidade de se conectar e poder realizar as tarefas, ler textos e participar de fóruns nas horas do dia mais favoráveis à sua rotina.

5. O aluno passa a ser o protagonista do processo de aprendizagem, ou seja, passa a ser o centro desse processo. O aluno a distância abandona o papel de mero recebedor de informações e assume uma postura mais responsável em relação à própria aprendizagem. Se devidamente motivado pelo professor / tutor, ele passa a ser um aluno pesquisador, autodidata, inquieto, que interage mais com seus colegas e professores/tutores, construindo, dessa forma, coletivamente, o conhecimento. O aluno torna-se sujeito ativo de sua formação, isso ocorre porque estudar a


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distância exige desenvolvimento da iniciativa, da capacidade de pesquisar e de selecionar fontes confiáveis. Daí considerarmos que a EaD também estimula o desenvolvimento do senso analítico e crítico.

6. Possibilidade de ter contato com um número maior de colegas pertencentes a diferentes localidades e culturas. Facilidade de interação com professor e colegas a qualquer momento. Normalmente a turma de um curso de EaD é heterogênea e transcultural, o que possibilita o desenvolvimento da capacidade de aceitar a diversidade, conviver com as diferenças e estabelecer relações cordiais com a diversidade cultural, respeitando-a e contribuindo para a harmonia do grupo. Segundo Maia e Mattar (2007 , p.?????? ), " a manipulação das mídias permite ampliar o diálogo entre alunos e professores e, em consequência, diminuir a distância transacional e a sensação psicológica de separação, gerando um senso de comunidade‖. Incentivo à criatividade e experimentação. Além de configurar-se como instrumento facilitador de inserção à tecnologia da informação, a EaD, segundo o filósofo francês Pierre Lévy, é um setor em que há experimentação constante. É na EaD que é experimentado o maior número de novidades ao mesmo tempo técnicas e pedagógicas, porque há a necessidade de se acompanhar a velocidade das inovações tecnológicas. Os professores têm um perfil diferenciado. O papel do professor de cursos a distância é diferente do que o de um professor de cursos presenciais. O primeiro assume um papel de motivador e mediador do processo de aprendizagem dos seus alunos, pois ele não mais transmite conteúdos acabados, antes incentiva as discussões e a construção do conhecimento por parte de cada integrante da comunidade virtual de aprendizagem. Alunos tímidos têm maiores possibilidades de participarem das discussões. A interação a distância, por meio de fóruns e chats educacionais, por exemplo, amplia de forma significativa as chances de alunos tímidos manifestarem suas opiniões, o que provavelmente não aconteceria num contexto presencial. Configura-se como educação inclusiva e social. Pessoas surdas, por exemplo, têm acesso à aprendizagem quando conhecem o português estruturado ou quando disponibilizam de intérprete de língua de sinais. Pessoas com deficiência física grave ou alguma paralisia podem estudar, concluir o ensino médio, a


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graduação e até mesmo fazer uma pós-graduação por conta da mínima necessidade de deslocamento até o local de estudo. Facilita tanto a formação inicial como a formação continuada de professores, principalmente os da rede pública. Esses professores têm a possibilidade de fazer um curso de graduação ou pós-graduação a distância, o que oferece condições de obterem maior qualificação. Nesse sentido, a EaD tornou-se, de certa forma, uma educação popular.

Desvantagens: 1. Os alunos que moram longe dos polos presenciais precisam deslocar-se para outras cidades. Para serem reconhecidos pelo MEC, os cursos de graduação e pós-graduação devem ser semipresenciais. Por isso, são planejadas algumas atividades presenciais, como avaliações, trabalhos em grupo e videoconferências. Além disso, apenas metade dos cursos tem acervo virtual, enquanto a maioria dispõe de biblioteca tradicional, o que obriga os alunos a irem até os polos para consultar/emprestar livros. Esses deslocamentos configuram-se como dificuldade para aqueles que moram muito longe dos polos.

2. Não é possível estudar apenas quando se quer A indisciplina pode representar o fracasso de um aluno que se propõe a realizar um curso a distância, pois, para nessa modalidade, é necessário ter capacidade de gerir o próprio processo de aprendizagem. Não se pode estudar apenas quando se tem vontade ou postergar a realização das tarefas. Apesar de as atividades estarem disponíveis para serem realizadas em qualquer local e horário, há prazos a serem cumpridos, textos a serem lidos, discussões a serem realizadas. Além disso, também há atividades síncronas, que exigem certo planejamento da parte do aluno para estar online (ou até mesmo presencialmente) em determinadas ocasiões. Portanto, é preciso ter responsabilidade e comprometimento para não cair na armadilha de ―deixar para amanhã o que se pode fazer hoje‖.

3. Perde-se um pouco do relacionamento pessoal e há empobrecimento da troca direta de experiência proporcionada pela relação educativa entre professor e aluno. Essa limitação em alcançar o objetivo da socialização ocorre em virtude das escassas ocasiões para interação pessoal dos alunos com o docente e entre si. Essa é uma desvantagem principalmente para os mais jovens, pois esse público necessita de uma formação que envolva socialização, contato mais direto com o outro. Em relação ao contato professor e aluno, normalmente, os cursos a distância têm turmas muito grandes, o que faz com que essa relação nem sempre se dê de forma adequada. Além disso, algumas disciplinas exigem uma maior


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interação com o professor, como no caso das que envolvem cálculos. Também pode ocorrer limitação em alcançar os objetivos da área afetiva/atitudinal, assim como os objetivos da área psicomotora.

4. Cria-se uma dependência muito grande em relação à tecnologia. Dependência da infraestrutura computacional, como o acesso à internet e o processamento de servidores. E essa tecnologia muitas vezes não funciona plenamente. Sem contar que a utilização de alguns recursos e ferramentas não é satisfatória para aqueles que não possuem uma conexão rápida à internet, por exemplo.

5. Oferta de cursos de baixa qualidade por instituições “oportunistas”. Pelo fato de a EaD ser considerada por muitos uma novidade, observa-se grande proliferação de cursos no mercado, porém nem todos apresentam um padrão de qualidade adequado. Ademais, muitas vezes, não são investidos os recursos necessários, já que a implantação de cursos a distância tem custos iniciais muito altos e os serviços administrativos são, geralmente, mais complexos do que no ensino presencial. Algumas Instituições, inclusive, ministram curso na modalidade a distância sem fazer distinção do que é ministrado no presencial.

6. Há preconceito no mercado de trabalho em relação aos profissionais que têm formação totalmente a distância. Na maioria das vezes, esse preconceito é motivado pelo desconhecimento de todas as leis, normas e regras que orientam e balizam a EaD.

7. Em determinados cursos, há a necessidade de o aluno possuir elevado nível de compreensão de textos e saber utilizar os recursos de multimídia. 8. A retroalimentação ou o “feedback” e a retificação de possíveis erros podem ser mais lentos, embora os novos meios tecnológicos reduzam estes inconvenientes. O EaD exige muito mais tempo e envolvimento tanto de alunos como de professores, especialmente o tempo para comunicação entre aluno e professor, durante o processo de aprendizagem, na resolução de dúvidas. Enquanto em uma sala de aula presencial, a dúvida do aluno pode ser expressa pela fala, por gestos, apontamentos de parágrafos de livros, desenhos e esquemas. no modelo de comunicação virtual, essas dúvidas devem ser expressas de outras formas, fazendo -seuso da descrição textual, esquemas diagramáticos e citações bibliográficas comentadas. Enfim, leva-se bem mais tempo para a elaboração de uma dúvida, no modelo virtual, do que no modelo presencial. Por parte do professor, o mesmo acontece. Além de ser mais demorado compreender a dúvida do aluno, o professor leva bem mais tempo para elaborar o seu retorno ao aluno, principalmente quando as dúvidas envolvem diferentes conteúdos inter-relacionados.


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Portanto, a disponibilização, por parte das instituições de ensino, de ferramentas tecnológicas diversificadas, que permitam e facilitem a comunicação das dúvidas entre os professores e alunos, e o pleno domínio dessas ferramentas por parte dos envolvidos (professores e alunos) é um fator determinante para o sucesso do ensino a distância.

9. Corre-se o risco da homogeneidade dos materiais instrucionais – todos aprendem o mesmo conteúdo, por um só pacote instrucional, conjugado. 10. Não tem intérprete de língua de sinais visto que o idioma é oficial no Brasil e, segundo o IBGE, o país tem mais de cinco milhões de pessoas surdas. Para as pessoas surdas, o português é a segunda língua. A estrutura gramatical do português é muito diferente da estrutura da língua nativa dos surdos (libras), porque enquanto o português é oral-auditivo a libras é espaço-visual. Logo o processo de ensino-aprendizagem deste idioma fica comprometido, porque a estrutura linguística é específica. Dessa forma, diante das dificuldades que o aluno surdo encontra na estruturação da Língua Portuguesa, no uso da leitura e escrita como meio de comunicação, e do direito estabelecido de se ter acesso aos conteúdos curriculares por meio da utilização da língua de sinais, fica evidente que o fato de não se ter intérprete de libras em EaD é uma desvantagem. Entretanto, já começam a surgir recursos que auxiliam na compreensão do conteúdo de textos em português, convertendo páginas da Internet em português para a Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS.

11. Ainda não disponibiliza recursos para contemplar o público cego e/ou cego-surdo. Existem 3 público específicos, a saber: o surdo, o cego e o surdo-cego. É considerado surdo-cego o indivíduo que apresenta surdez e também dificuldade visual e tem necessidade de utilizar, para a comunicação, recursos como a possibilidade de configurar o ambiente para ―somente texto‖ a fim de evitar a confusão visual causada pela demasia de informações. Outro recurso importante é o de aumento de letras. Para o público cego, a ajuda precisa vir de programas que leiam em voz alta cada palavra escrita numa página de internet. Para o público cego a ajuda vem de um programa que lê em voz alta cada palavra escrita numa página de internet . Como não pode ver o cursor do mouse, o deficiente visual navega pelos links das páginas usando apenas o teclado - apertando a tecla Tab ou a seta para baixo.Entre as dezenas de opções hoje em dia, o mais popular é o Jaws. Aos surdos o Player Rybená® permite tornar o ambiente da Internet acessível para a Comunidade Surda. Funcionando como um tradutor, auxilia na compreensão do conteúdo de textos em português. Este programa é capaz de converter qualquer página da Internet ou texto escrito em português para a Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS.


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Com este recurso no sítio os usuários poderão selecionar com o mouse qualquer parte do texto do portal e ver a tradução em LIBRAS por intermédio de um simpático desenho animado. Em suma, segundo uma entrevista de Maria Cristina Baeta Neves (especialista em educação a distância do Departamento Nacional do Senac), "Destacar quais as principais vantagens da EAD é muito difícil, pois cada caso é um caso. É preciso se ter muito cuidado com certas afirmações, porque se para um determinado caso uma decisão pode ser vantajosa, em outro, essa mesma decisão pode ser exatamente o contrário. No entanto, acredito que uma das vantagens indiscutíveis da EAD seja que ao se mudar a forma de estudar, está-se mudando também a forma de se aprender. Somada à vivência no ensino presencial trazida pelo aluno, o estudo por meio de uma EAD de qualidade certamente lhe propiciará maiores possibilidades de desenvolver outras habilidades até então pouco desenvolvidas. Por exemplo, devido às suas características, a EAD tem mostrado uma excelência no desenvolvimento da autonomia do aluno maior do que aquela demonstrada no ensino presencial." Dessa forma, ao lidar com vantagens e desvantagens da EaD, não podemos deixar de considerar o exposto por Moran (2007, p.73): O importante, como educador, é acreditarmos no potencial de aprendizagem pessoal, na capacidade de evoluir, de integrar sempre novas experiências e dimensões do cotidiano e aceitarmos nossos limites, nosso jeito de ser, nossa história.

Bibliografia ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini. Educação à distância no Brasil: diretrizes políticas, fundamentos e práticas. Disponível em: http://cecemca.rc.unesp.br/cecemca/EaD/artigos/atigo%20Beth%20Almeida%20RIBIE.pdf . Acesso em 04/05/2010. FARIA, Elaine Turk (Org.). Educação presencial e virtual: espaços complementares essenciais na escola e na empresa/. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2006. HAGUENAUER, Cristina. Educação à distância e internet. Disponível http://www.latec.ufrj.br/portfolio/at/3%20ead%20e%20internet%201.pdf . Acesso 04/05/2010.

em: em

LÉVY, Pierre. Trecho de entrevista. Disponível http://www.youtube.com/watch?v=08rVXi55yjE?&feature=player_embedded. Acesso 04/05/2010.

em: em

MAIA, Carmem; MATTAR, ABC da EaD: a educação a distância João. hoje. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.


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MARTINS, Ana Rita; MOÇO, Anderson. Educação a Distância: vale a pena entrar nessa? Nova Escola. Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-inicial/vale-penaentrar-nessa-educacao-distancia-diploma-prova-emprego-rotina-aluno-teleconferencia-chat510862.shtml. Acesso em 04/05/2010. MORAN, José Manuel. A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. São Paulo: Papirus, 2007. http://www.educacaopublica.rj.gov.br/jornal/materias/0097.html. Acesso em 04/05/2010 . http://www.feneis.org.br/page/Usher.asp http://mundoestranho.abril.com.br/tecnologia/pergunta_287927.shtml http://www.repositorio.seap.pr.gov.br/arquivos/File/material_didatico_EaD/Vantagens_desvanta gens_EaD?.pdf. Acesso em 04/05/2010 .

Grupo D - Diferenças e Semelhanças Entre Educação a Distância e Presencial ( texto finalizado) "As novas tecnologias não só estão presentes em todas atividades práticas contemporâneas (da medicina à economia), como também tornam-se vetores de experiências estéticas, tanto no sentido de arte, do belo, como no sentido de comunhão, de emoções compartilhadas. Embora esse fenômeno não seja novo, ele parece radicalizar-se nesse fim de século. Trata-se de uma sociedade que aproxima uma técnica (o saber fazer) do prazer estético e comunitário "(LEMOS, 2007, p.17). O mundo passa por grandes avanços em todos os campos, e as novas tecnologias têm sido fundamentais para modificar a forma pela qual passamos a ver e interagir com o mundo. No que tange a educação, o processo não se deu de maneira diferente. A educação se moderniza a cada dia. Na atualidade, educadores e pesquisadores voltam seus olhos para a educação à distância, discutindo sua validade, limitações e, principalmente, fazendo comparações com a educação presencial. O que se percebe é que a grande oferta de cursos nesta modalidade tem se tornado um atrativo para grande parte da população. Entre os atrativos citados está o custo mais baixo em relação a um curso presencial e a flexibilidade de horário para os estudos. Entretanto, antes de optar por esta modalidade de ensino, é necessário que alunos e professores levem em consideração as semelhanças e diferenças entre a EAD e a educação presencial, para assim decidir qual delas se adéqua melhor ao seu perfil.


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Uma das maiores diferenças entre educação virtual e presencial pode ser cultural, pois ainda é muito latente o "pré-conceito" a respeito da educação virtual. Há uma grande dose de desconfiança quanto a qualidade e idoneidade dos cursos oferecidos na modalidade virtual. Atentos a essas discussões, traremos, neste tópico, comparações entre essas duas modalidades de ensino. Podemos citar como principais diferenças: O espaço físico: enquanto professores em cursos presenciais e alunos tratam do conteúdo do curso em uma sala de aula tradicional, com cadeiras, lousas e portas fechadas, na EAD a escolha do ambiente fica a critério tanto dos professores quanto dos alunos. O conteúdo disponibilizado pode ser acessado de qualquer lugar do planeta, bastando para isso, um computador conectado à internet; Recursos utilizados: se fizermos uma análise da evolução dos recursos utilizados efetivamente pelos professores na educação presencial, veremos que houve pouca alteração, resumindo-se basicamente na troca das lousas verdes com giz coloridos para o quadro branco com marcadores. Os mais ousados adotam o uso de um DVD, retro-projetor ou um projetor. Na educação a distância, porém, é imprescindível a utilização de novas tecnologias de comunicação; esta é uma constatação inicial que não se pode deixar de fazer. Em conseqüência dessa relação (ou dependência), a EAD pode ser definida em função da tecnologia predominante no momento, e tornou-se atualmente sinônimo de educação via Internet, on-line, virtual e outras expressões semelhantes (PONTES, 2010, p.4). Na educação presencial, é possível ao aluno terminar um curso mesmo que não tenha aprendido a escrever em um quadro ou a utilizar uma transparência. Na educação a distância atual, o aluno é obrigado a interagir com o meio utilizado, o que torna a aprendizagem múltipla, pois além do conteúdo aprende-se ainda a usar novas tecnologias; Aulas assíncronas: O horário escolhido pelo professor e pelos alunos não precisa ser o mesmo. Manhãs, tardes, noites, madrugadas e feriados podem ser utilizados por ambos os lados; Postura do professor: No que se refere à produção de conteúdo e relacionamento com os alunos, é semelhante nas duas modalidades. Na educação a distância, talvez mais do que na presencial, o professor precisa ter grande parte de sua atenção voltada para a organização e disponibilização do conteúdo, a fim de não transformar o curso em um bicho de sete cabeças, que pode ser motivo para a desistência de muitos alunos. Cabe ainda ao professor, rever sua postura em cursos EAD pois, diferentemente da maioria dos cursos presenciais, o conteúdo não pode ser transmitido aos alunos fechado nele mesmo. O conteúdo deve ser construído com a contribuição dos alunos, expondo suas dúvidas, experiências e resultados de pesquisas, e assim costuma ter resultados superiores quando comparado ao conteúdo proposto unicamente pelo mestre;


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Postura dos alunos: em EAD os alunos são motivados a adotarem uma postura ativa diante do que está sendo proposto. Diferentemente do que ocorre em cursos presenciais, nos quais a passividade é solicitada em muitos casos para que o conteúdo pré-planejado seja ministrado na íntegra. O tratamento do conhecimento: Em EAD, o ensino e a aprendizagem ocorre de professor para alunos, de alunos para professores, e de alunos para alunos. Vemos aqui uma perfeita aplicação do desenvolvimento humano não apenas de forma interacionista de Piaget, mas também em uma perspectiva sócio-interacionista de Vygotsky. Enquanto ocorre a interação dos participantes com o conhecimento construido, adquirindo ou expandindo suas habilidades nas novas tecnologias, observa-se o desenvolvimento pela interação social destes. Devido a uma acessibilidade abrangente do curso, dele fazem parte, alunos e professores dos mais variados lugares do planeta. Cada um com seus costumes, história de vida e experiências, o que enriquece significativamente o aproveitamento de todos. Há aqueles que pressupõem que EAD não difere substancialmente do ensino presencial (caráter o "virtual" do EAD não sendo considerado uma diferença suficientemente importante). Por isso, argumentam que, se o ensino presencial é bom, e é possível ensinar a distância, então devemos nos valer dessa oportunidade. O ensino (presencial ou a distância) é uma atividade triádica que envolvem três componentes: aquele que ensina (o ensinante), aquele a quem se ensina (vamos chamá-lo de aprendente), e aquilo que o primeiro ensina ao segundo (digamos, um conteúdo). Para quê o ensinante ensine o conteúdo ao aprendente não é hoje necessário que estejam em proximidade espaço-temporal, ou seja, que não estejam no mesmo espaço e no mesmo tempo. O caráter "pessoal" de um relacionamento hoje, independe da proximidade no espaço e no tempo. É possível, atualmente, manter relacionamentos extremamente pessoais, e mesmo íntimos, a distância, usando os meios de comunicação disponíveis, que envolvem o texto, o som e a imagem (estática e em movimento). Por outro lado, a mera contigüidade espaçotemporal não garante um relacionamento que seja pessoal. As classes enormes que existem em algumas escolas levam a um relacionamento extremamente impessoal, apesar da proximidade no espaço e no tempo . Muitas vezes, nesses contextos, o ensinante nem sequer sabe o nome de seus aprendentes, e desconhece totalmente as suas características individuais, que são extremamente relevantes para um ensino eficaz. O quadro abaixo resume as principais diferenças entre a educação a distância e o ensino presencial: Educação a distância

Educação presencial

Distanciamento físico

proximidade física


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Flexibilidade em relação a horários, tempo, ritmo, local e estilo de aprendizagem

Limitação de local, horários, tempo e ritmo

Processo de comunicação mediado pelas TICs

Processo de comunicação direto, cara-a-cara

Maior presença da comunicação bidirecional

Maior presença da comunicação unilateral

O aluno como centro do processo de ensino-aprendizagem (estimulado a expor / atuar / interagir durante a maior parte do tempo)

Professor como centro do processo de ensino aprendizagem (expõe durante a maior parte do tempo)

Recursos didáticos representam fontes de informação principal

Recursos didáticos são utilizados como apoio para a exposição do professor

Além das habilidades escritas, o aluno desenvolve habilidades no uso de tecnologias digitais

O aluno desenvolve habilidades de expressão oral e escrita

O aluno tem mais tempo para refletir sobre as questões discutidas nas aulas antes de elaborar as respostas para o professor

Em geral, o aluno responde ao professor no momento em que é questionado

O ensino a distância pode ser entendido como ma forma de aprendizado na qual as ações do professor e aluno estão separadas no espaço e no tempo

O ensino presencial é caracterizado por possuir, necessariamente, salas de aula físicas, ocupadas por professores e alunos ao mesmo tempo

Gestão de equipes - na modalidade a distância é responsabilidade das instituições, que organizam equipes multidisciplinares para definir propostas pedagógicas de acordo com sua filosofia, missão, pressupostos didáticos pedagógicos vigentes, amparados nos referenciais científicos e tecnológicos, atendendo à legislação vigente

Gestão de equipes - na educação presencial, convencional, tradicional, o processo de ensino e aprendizagem é de responsabilidade dos professores, organizadores e responsáveis pela elaboração e construção dos planos de ensino e de aulas


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O processo de ensino e aprendizagem se organiza através do contato entre o professor e aluno de modo indireto, por meios tecnológicos. A organização didática e pedagógica deve ser planejada de modo que os alunos assumam uma construção autônoma do processo de aprendizagem sem a presença física do professor

Obriga o contato direto entre o educador e o educando estabelecido em um local, geralmente a sala de aula. A partir desse encontro ocorre o processo de ensinoaprendizagem. O professor é o mediador num processo partilhado de construção do conhecimento, organizando os conteúdos e estratégias de ensino criando um ambiente favorável a aprendizagem

Referências: Artigos sobre Educação Online - As diferenças entre on line and tradicional classroom education. Disponível em: < http://educationportal.com/articles/The_Differences_Between_Online_and_Traditional_Classroom_Educations? ?.html > Acesso em: 06 maio 2010. CHAVES, Eduardo O C. Tecnologia na Educação, Ensino a Distância, e Aprendizagem Mediada pela Tecnologia: Conceituação Básica. Disponível em: < http://www.chaves.com.br/TEXTSELF/EDTECH/EAD.htm > Acesso em: 06 maio 2010. LEMOS, André. Cibercultura, tecnologia e vida social contemporânea cultura na. 3.ed. Porto Alegre: Sulina, 2007. PONTES, Elicio. Novas Tecnologias e Educação a Distância. Universidade de Brasília. Disponível em: < http://www.conferencia.ce.gov.br/palestrantes/educacao_distancia_tecnologias_educacionais.p df .> Acesso em: 06 maio 2010.

Grupo E. 5. Ferramentas para Educação a Distância Estamos em uma era onde a educação exige constantes atualizações e respostas imediatas, não mais delimitadas pela sala de aula. Neste panorama uma incorporação de Novas Metodologias, Técnicas e mídias em Educação a Distância viabilizam o desenvolvimento de cursos elaborados, bem como a intenção de superar uma separação física existente entre professor e aluno e procurando melhorar a eles entre interatividade.


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Podemos dizer que a educação não é mais unidirecional, visto que a informação circula de forma bidirecional, colaborativa e interdisciplinar e que as tecnologias quebram barreiras geográficas e temporais. Os ambientes virtuais de ensino e aprendizagem são baseados no uso do computador como um recurso digital com o objetivo da aprendizagem, um espaço de aprendizagem virtual com o uso da Internet. Um ambiente de ensino e aprendizagem com interações tanto do professor como dos alunos, simultaneamente onde quem organiza as ideias e seleciona as ferramentas que serão melhores utilizadas para a interação: o professor. Os Ambientes Virtuais de Ensino e Aprendizagem possuem muitos recursos e atividades (denominados funcionalidades) que podem facilitar a aprendizagem do aluno, possibilitando interatividade e motivação. A esses recursos podemos chamar ferramentas de EAD. Quando falamos em FERRAMENTAS em EAD é importante diferenciar os recursos de comunicação que possibilitam uma troca de ideias, informações e conhecimentos de forma rápida e eficiente. Atualmente uma das formas mais difundidas de promover atividades de aprendizagem com o apoio da internet é o uso de ferramentas de comunicação e cooperação e a interatividade entre educandos e educadores. Neste caso os estudantes, por iniciativa própria ou incentivados pelo educador, utilizam: • FERRAMENTAS ASSÍNCRONAS: comunicação realizada em tempos diferentes, não exigindo uma participação simultânea dos envolvidos. Os alunos e professores podem ou não estar reunidos em um mesmo local ao mesmo tempo, o que resulta em maior flexibilidade de interação e acompanhamento. As ferramentas assíncronas mais utilizadas são: Correio eletrônico (e-mail), fórum (fórum de discussão, de dúvidas), Diário de Bordo, wiki, twitter, blogs. • FERRAMENTAS SÍNCRONAS: a comunicação é realizada em tempo real, exigindo uma instantânea participação de todos os envolvidos. Como ferramentas síncronas mais utilizadas, citamos: chats (bate-papo), videoconferência, MSN Messenger, Google Talk, Skype. A utilização de outros recursos tais como CDROMs, pen drive, DVDs, fitas de vídeo e materiais impressos, é uma forma de complementar e auxiliar os alunos com maior dificuldade de acesso à Internet. Dessa forma, a inclusão de outros recursos para os cursos virtuais facilita, em alguns casos, o acompanhamento dos alunos que têm dificuldades em suas conexões com a Internet.

5.1. A IMPORTÂNCIA DA ESCOLHA DAS FERRAMENTAS EM EAD. O Quadro teórico-filosófico da Teoria da Atividade Sócio-Histórica-Cultural (TASHC) TEM um Mediação Como Princípio básico e salienta Que qualquer atividade humana É Instrumentos mediada por. Para isso o Homem constrói Instrumentos FERRAMENTAS Que funcionam Técnicas como, Que São usadas parágrafo Controlar A Natureza como, por exemplo, martelo um, e OS signos, Como FERRAMENTAS psicológicas representam simbolicamente Que O Mundo como exemplo concreto, uma linguagem.


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Para Vygotsky (1934-1987) O USO Destes Instrumentos Como mediadores Entre o Homem EA Natureza OU Entre o Homem EO Próprio Homem Seu Papel térios fundamental em Desenvolvimento sócio-histórico. Porém um Mediação Não Acontece aleatoriamente, O Homem apropria-se dos Elementos da Natureza e em OS transformações Objetos Que Serao por sua vez Utilizados NA SUAS Satisfação de Necessidades, no entanto, tão Estes Instrumentos PASSAM um valor de UM ter sócio-histórico QUANDO OS mesmos São incorporados AO Humano Fazer sabre. Ou Melhor, QUANDO O homem retorna A esse Instrumento NAS próximas Vezes figado Que uma Necessidade MESMA. Porém, para quê Essa apropriação e transformação dos Elementos da Natureza em Instrumentos ocorra É preciso Homem Que o tenha construido saberes A respeito Deste Elemento. Saberes possibilitem Que A relação com Desse Elemento como um par Características ideais Satisfação da Necessidade emergente atividade na. A construção Destes saberes e fruto de Uma Construção sócio-histórico-cultural. São Esses Movimentos mentais, saberes apoiados em sócio-Históricos-culturais, o Homem Que Leva um APRENDIZAGEM E AO desenvolvimento. Como no caso do aluno Que Aprendeu uma distinguir um bis Pesquisar Qualidade do Produto de Pesquisas SUAS. Nas palavras de Duarte (2001, 120): "A Possibilidade do Desenvolvimento Histórico e Gerada Justamente Pelo Fato de Que uma apropriação Objeto DE UM (transformando-o em Instrumento), pela objetivação da atividade humana Nesse objeto e conseqüente inserção NA SUA Gera atividade social, atividade e nd nd Consciência do Homem, Novas Necessidades e Novas Forças, faculdades e Capacidades ". Nenhum Ambiente de EAD um Mediação da Sé Por meio de ferramentas geralmente divididas em Duas Categorias: síncronas e assíncronas. A Comunicação síncrona É Realizada em tempo real, exigindo Participação simultânea de Todos os ENVOLVIDOS Como nos Bate-papo CONFERÊNCIAS e. A Comunicação assíncrona É Realizada em Diferentes tempos E não Exige um ENVOLVIDOS Participação simultânea (em tempo real) dos. Os Participantes Estar Não permite como Reunidos não Ou mesmo local ao mesmo tempo, resultando em Maior Flexibilidade de interação e acompanhamento. Como exemplo de ferramenta assíncrona, temos: e-mail e fórum de discussão. Como FERRAMENTAS de ensino uma distancia de São Uma alternativa, Não Para quem disponibiliza da educação formal, Mas se Tornou Uma Modalidade de Ensino de Qualidade Que Possibilita uma Aprendizagem de UM NÚMERO Maior de Pessoas. Antes o EaD Não tinha credibilidade era polémico Assunto UM e trazia muitas divergências, Mas Hoje Esse tipo de ensino VEM Conquistando o Espaço Seu. Porém, Não É uma Modalidade de Ensino Que determinação o Aprendizado, Seja ELA à Distância presencial OU Aprendizagem se Tornou Hoje Sinônimo de esforço e de Dedicação CADA UM, e neste sentido uma EaD vista DEVE Ser Como Possibilidade de inserção social, não PROPAGAÇÃO Conhecimento individual e coletivo, e TAL COMO NA PoDE ajudar Construção de Uma Sociedade Mais Justa e igualitária.


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5.2. EXEMPLOS DE FERRAMENTAS EM EAD. O Quadro teórico-filosófico da Teoria da Atividade Sócio-Histórica-Cultural ( TASHC ) Tem uma Mediação Como Princípio básico e salienta Que qualquer atividade humana É Instrumentos mediada por. Para isso o Homem constrói Instrumentos FERRAMENTAS Que funcionam Técnicas como, Que São usadas parágrafo Controlar A Natureza como, por exemplo, martelo um, e OS signos, Como FERRAMENTAS psicológicas representam simbolicamente Que O Mundo como exemplo concreto, uma linguagem. Para Vygotsky (1934-1987) O USO Destes Instrumentos Como mediadores Entre o Homem EA Natureza OU Entre o Homem EO Próprio Homem Seu Papel térios fundamental em Desenvolvimento sócio-histórico. Porém um Mediação Não Acontece aleatoriamente, O Homem apropria-se dos Elementos da Natureza e em OS transformações Objetos Que Serao por sua vez Utilizados NA SUAS Satisfação de Necessidades, no entanto, tão Estes Instrumentos PASSAM um valor de UM ter sócio-histórico QUANDO OS mesmos São incorporados AO Humano Fazer sabre. Ou Melhor, QUANDO O homem retorna A esse Instrumento NAS próximas Vezes figado Que uma Necessidade MESMA. Porém, para quê Essa apropriação e transformação dos Elementos da Instrumentos em Natureza ocorra É preciso Homem Que o tenha construido saberes A respeito Deste Elemento. Saberes possibilitem Que A relação com Desse Elemento como um par Características ideais Satisfação da Necessidade emergente atividade na. A construção Destes saberes e fruto de Uma Construção sócio-histórico-cultural. São Esses Movimentos mentais, apoiados em saberes sócio-histórico-culturais, o Homem Que Leva um APRENDIZAGEM E AO desenvolvimento. Como no caso do aluno Que Aprendeu uma distinguir Pesquisar bis A qualidade do Produto Pesquisas de SUAS. Nas palavras de Duarte (2001, 120): "A Possibilidade do Desenvolvimento Histórico e Gerada Justamente Pelo Fato de Que uma apropriação Objeto DE UM (transformando-o em Instrumento), pela objetivação da atividade humana Nesse objeto e conseqüente inserção NA SUA Gera atividade social, atividade e nd nd Consciência do Homem, Novas Necessidades e Novas Forças, faculdades e Capacidades ". Segundo Vygotsky, a Aprendizagem da Sé Na zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) e pela interação do Indivíduo com o Meio e do Indivíduo Outros indivíduos com. Por meio da EAD uma interação PoDE Também se dar Máquina Entre e OU Indivíduo, Melhor dizendo, entre uma Possibilidade criada anteriormente professor da UM POR, de Que o Indivíduo interaja, Fazendo USO OU assíncronas de ferramentas síncronas, com indivíduos Outros, Por meio de filmes , Escritos de textos orais OU, Imagens, etc, ou seja, se aproveitado Bem, Que Possível e Um Espaço de Aprendizagem em EAD Seja OU Tão rico Mais do Que Uma sala de aula Lousa Apenas existam onde, giz, professor e alunos da UM sentados Atrás do Outro, Uma Vez Que O primeiro Espaço PoDE Ser complementado Por meio dos Instrumentos com Uma série de Recursos Que podem facilitar e Colaborar com uma Aprendizagem, no entanto esse mês um Espaço Não dispensa Presença Atenta Que professor


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de hum Saiba Quais São as Necessidades de Que SEUS alunos e, acima de tudo, Saiba Como utilizar Esses Instrumentos parágrafo Supri-las. A Interligação Entre professor e aluno da Sé Por meio de Tecnologias, Principalmente como telemáticas, Como a Internet, em especial uma hipermídia, Mas Também PoDE Ser Utilizado o Correio, o rádio, a Televisão, o vídeo, o de CD-ROM, telefone o , o fax, O celular, o iPod, O caderno, Entre outras Tecnologias semelhantes. A Educação a Distância (EaD), Nas últimas décadas Passou uma Fazer parte das atenções pedagógicas, surgiu da Necessidade do preparo profissional e cultural de Milhões? de Pessoas Que, Por Vários Motivos, nao podiam freqüentar hum Estabelecimento de ensino presencial, e com Evoluiu como Tecnologias Disponíveis em CADA momento histórico, pois influenciam Quais O ambiente educativo Sociedade EA. Nenhum Ambiente de EAD um Mediação da Sé Por meio de ferramentas geralmente divididas em Duas Categorias: síncronas e assíncronas. A Comunicação síncrona É Realizada em tempo real, exigindo Participação simultânea de Todos OS ENVOLVIDOS. A Comunicação assíncrona É Realizada em Diferentes tempos E não Exige um ENVOLVIDOS Participação simultânea (em tempo real) dos. Os Participantes Estar Não permite como Reunidos não Ou mesmo local ao mesmo tempo, resultando em Maior Flexibilidade de interação e acompanhamento. Ferramenta

para quê serve

Aspectos positivos

Aspectos Negativos

Email

Forma de correspondência digital Enviada Pela Rede Internet.

Excelente Veículo n Notificar Pessoas Sobre a Disponibilidade de Informação Novas OU repassar um Conhecimento comunidades.

Apesar de o e-mail Dar um Aparência de Ser Instantaneo, É UM elemento essencialmente Meio de Uma via. QUANDO Pessoas que utilizam o parágrafo Conversas manter síncronas, a Tecnologia torna-se enfadonha, sem demoras POIs Envio e Recebimento de Mensagem CADA tendem fazer um Diálogo interferir nd Natureza colaborativa do Processo.

Wiki

Textos Cooperativos escrever.

Permite, de uma Criação de Trabalhos em grupo Criativos.

O Texto Produzido em muitas ocasiões podera apresentar Uma redundância.


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Blog

Contração de Web e log, log UM significando (registro) na Web (um em Texto na Internet. Meio de Publicidade Pessoal Acessível Que reflete uma Personalidade do autor

Pôde Diariamente atualizado ser.

Questionário

Avaliar O que foi aprendido Durante o Curso

O próprio Ambiente avaliar PoDE As respostas certas OU Como erradas Através de Respostas préconfiguradas Junto AO questionário. Ex: Questões? de múltipla ESCOLHA, falso OU Verdadeiro, etc

Lições

Disponibliza o Conteúdo de forma Flexível e interessante. Conciste de hum Numero de Páginas Onde CADA Termina normalmente Uma Pergunta Uma COM UM NÚMERO e de Possíveis Respostas. Dependendo da resposta de escolhida Pelo Avança-se Para a

Caso tram de Uma questão descritiva (descrição longa, texto UM Como), o professor Deverra analisar e avaliar manualmente uma Questão


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Página OU seguinte retornase um parágrafo anterior. Fórum

É UM RECURSO Que possobilita uma inserção de Mensagens e Vários UM Diálogo Entre Participantes nenhuma Ambiente. Como podem Mensagens visualizadas Diversas Formas de Ser, COM OU SEM Anexo.

Possibilita Uma Maior Flexibilidade e interação. Um parágrafo Elemento principal uma interação e comunicação dos alunos e professores possibilitando EAo alunos Trocas enguias de ideias e / professores ou.

Glossário

A ferramenta Glossário Permite, Que OS criem e atualizem Participantes Uma Lista de Definições Como em Dicionário UM.

É Uma ótima ferramenta QUANDO OS Estão os alunos aprendendo vocábulos Novos. É Uma ferramenta Flexível, podendo Ser apresentada Definições de Diversas.

Tarefas

Consiste Descrição OU NA enunciado de um Ser Uma atividade desenvolvida Pelo Participante, Que PoDE Ser em Formato

Caso o fórum Seja programado geral Fórum como, de Todos os Participantes podem UM Adicionar novo Tópico de discussão Como quiserem. Este ato PoDE dificultar uma leitura, Sendo Que Vão Para muitos Adicionar novo Tópico parágrafo UM Assunto Que Já tenha Sido Iniciado em Outro Tópico postado anteriormente.

Aceita em qualquer Definição. Por isso uma Necessidade das Definições serem avaliadas Pelo professor e autor do Pelos Colegas do item.

Este Instrumento Incluí uma Possibilidade de descrever um Tarefas serem realizadas offline.


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Enviada Servidor AO digital do curso Utilizando a Plataforma. Alguns exemplos: redações, Projetos, Relatórios, Imagens, etc AVALIAÇÕES do Curso

Contém ALGUNS Tipos de questionários de Avaliação de cursos, parágrafo Ambientes Específicos Virtuais de Aprendizagem.

Favorece uma Reflexão Sobre os Processos de Aprendizagem Durante o Curso.

Diários

Corresponde A uma atividade de reflexão orientada moderador hum por. O Pede ao professor estudante Que reflita hum Sobre Certo EO Assunto estudante anota como Progressivamente reflexões SUAS, aperfeiçoando uma Resposta.

O professor PoDE COMENTÁRIOS Adicionar feedback e de AVALIAÇÕES CADA uma anotação Diário não.

Materiais

São de Todos os Tipos de Conteúdos Que Serao apresentados nenhum Curso.

Documentos arquivados sem Podem Ser Servidor, páginas criadas com o editor do


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serviço universal de textos OU Arquivos de Outros sites visualizados nenhuma Ambiente do curso. Pesquisas de Opinião

Sirva parágrafo Fazer Pesquisas de Opinião rápidad, parágrafo estimular uma reflexão Tópico Sobre um, n º Adiar Entre sugestões Dadas Para a Solução de Problema UM OU um par obter permissão de utilizar dos Dados Pessoais Pesquisas em alunos do professor.

Este Instrumento de Permite Uma atividade simples muito. O professor Elabora Uma Pergunta com Diversas opções de Resposta.

FTP

Disponibilização de Arquivos Contendo Áudio, texto, vídeos Imagens OU

Permite, o Envio de Vários Arquivos AO Além de tempo Mesmo Mais Uma Transferência Rápida.

- Clientes de FTP Pagos OU licenciados: É cobrada uma Licença Pelo Fabricante Antes da Instalação e podera Ser de Custo alto, visto um Complexidade do software. - Clientes de FTP Pagos OU licenciados: É cobrada uma Licença Pelo Fabricante Antes da Instalação e podera Ser de Custo alto, visto um


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Complexidade do softwar Oficina

É Uma atividade de Avaliação Entre pares (participantes) com Uma Vasta gama de opções.

Os Participantes podem avaliar OS Projetos de Outros Participantes e Exemplos de Modos em Diversos Projeto. Este Instrumento Também organiza o Recebimento EA Distribuição Destas AVALIAÇÕES

Site de Relacionamento

Sirva parágrafo discutir temas Através das comunidades, Fazer parte de clube de amigos, reencontrar Antigos Amigos, Contatos Profissionais estabelecer, Troca de Informação, conhecimento em Transformar Informação, etc

Manter Contato com Amigos Através de fotos e Mensagens, pessoas Mais Conhecer e amigos reencontrar Novos. Oportuniza AO Usuà ¡rio Conhecer Outras Pessoas Que estejam em busca de Relacionamento Contato UM OU afetivo profissional, criar comunidades Participar OU on-line de

Site Muito Público, OS Todos Estão os cadastro uma mostra, grande Números de fakes e spam APARECER Que podem, inúmeras comunidades sem as barbatanas e propósito, Publicidade grande de Produtos e Serviços nsa recados / scraps, QUANTIDADE falsos de PERFIL, pouco de Falta de Privacidade, etc


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Várias delas parágrafo discutir temas ATUAIS, n Decidir com autonomia Interagir Quem Quer, Oportunidade de inserir links de currículo ATUALIZAÇÃO, e Formação profissional e proporcionar uma Inclusão digital. Comunicação síncrona Ferramenta

para quê serve

Aspectos positivos

Aspectos Negativos

Bate-papo (Bate papo)

Troca de Mensagens em tempo real.

Permite, de uma Realização de Uma discussão textual via web em Modalidade síncrona. Estar inserido em Podendo UM Ambiente Virtual de Aprendizagem com Instrumentos Para a revisão eA Administração das discussões, com dia e hora "determined previamente.

Confusão Entre Informação QUANDO Para muitos enviam textos Participantes OS SEUS AO Mesmo tempo.

Teleconferência

Interação em tempo real com microfone de USO, webcam, chat e slides.

Aproxima Mais os participantes, Através de Contato visual e auditivo.

Usualmente Exige o Uso de banda larga, mais ainda se Houver webcam e streaming ENVOLVIDOS de Voz.


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FERRAMENTAS de Interação Segundo Loyolla e Prates, OS Tipos de interação Desejada Entre os Participantes (professores / tutores e alunos com alunos com aluno) ou Entre Participantes e Informação (professores / tutores com Informação e Informação com alunos) e um fator primordial n Elaboração e Sucesso do curso . O Entendimento Adequado Destes Tipos de interação É Que Permite, A escolha adequada do ferramental de Suporte Tecnológico Que AO Curso. É Pelo Uso de hum ferramental Tecnológico de interação Adequado Que se obtém uma otimização do Aprendizado dos alunos, AO direcioná-los um interagirem Entre si e com o material didático formativo e informativo de uma MANEIRA obterem-se Os objetivos desejados Para o Curso / disciplina . Para muitos dos casos de cursos Fracasso de uma advém Distância do USO inadequado de ferramental de interação. É importante salientar Que OS Ambientes de Suporte Para a Educação a distância, Por Mais Que ofereçam FERRAMENTAS Que propiciem um Cooperação, nao irão conseguir sozinhos Que OS SEUS Conhecimentos alunos construam se tiverem Não Uma Equipe interdisciplinar Que se acompanhe, Tanto Quanto professores alunos. Pois o Acompanhamento e o Ponto fundamental Para o Funcionamento dos Ambientes eA Construção da Aprendizagem. Diante da interação e dinâmica Crescente nsa visual Mais Diversos Meios de Comunicação, se preza Também Pela Necessidade de Uma interface Mais Agradável e provocante NAS FERRAMENTAS Utilizadas em EAD. A pós-modernidade COM SUA Apreciação Estética da Vida, também Exige Uma Qualificação Artística, Algo "belo" em Meio AO Desenvolvimento do Aprendizado. Por isso, a Nova Geração com acostumada como Imagens, vídeos e animações Visuais tornou-se Extremamente exigente também, Sendo Que Necessário como FERRAMENTAS Utilizadas em contenham na educação si ESTA dinâmica visual. Ter FERRAMENTAS em Ambientes Ricos Interativas Importante é, Mas o Mais importante estarem E Os Profissionais Preparados Estes utilizar um par Recursos Fim de como promover interações, cooperações de TODOS OS ENVOLVIDOS Aprendizagem No processo de ensino e virtual.

5.3. Reflexo da Tecnologia, do Conteúdo e Acesso NAS FERRAMENTAS de EAD QUANDO mencionamos como devemos FERRAMENTAS de EAD, necessariamente, considerar uma relevância da Tecnologia nd melhora do Aprendizado. No entanto, Não Podemos Mais Adicionar relevância e valor à Tecnologia AO MoDo? Como um Utilizamos Para o Aprendizado. A tecnologia do Computador Somada à Web Permite, nsa COMBINAR Diferentes mídias como Quais permitem uma interação dos alunos com o Conteúdo e Entre Si - Como É Que Uma


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ponte une OS alunos à Capacidade de Recriar e dar novo substantivos, de forma colaborativa, um Conteúdos anteriormente criados. É a obra de autores UM passando Por transformações Pelos olhares e nuances de Novos e Outros co-autores. Ao Conjunto de mídias empregadas Nessas transformações damos o Nome de multimídia e Sua Eficácia dez instrucional Sido discutida HÁ UM Longo tempo. A multimídia agregar valor Pode, Mas Simplesmente multimídia Adicionar a Um Programa de Aprendizado ruim Não o Melhor Fara. Desta forma, a inserção de multimídia Uma boa não DEVE Não e-learning, jamais, Eliminar Necessidade de um sólido UM Conteúdo OU Por Trás do valor dela o design instrucional desempenha vital Que AO Moldar o Mídia da OSU. Ótima sem Instrução multimídia PoDE Ser Mais Eficaz Que ótima multimídia sólido design instrucional sem. Outro Fato Que Ser UM DEVE forte aliado como Em FERRAMENTAS EAD É um Acesso de Velocidade de download e Que, em menor grau Maior OU UM Ser PoDE Problema Para a multimídia à Medida Que a "Internet transportar tenha largura de banda Suficiente Parar e facilitar o Acesso Rápido A TODOS OS Elementos de mídia. No entanto, no Brasil, como Meio Conexões? de Banda Larga Por significativamente aumentado TEM. Segundo o site Teleco, em 2002 o País Tinha 526,000 acessos Banda Larga. Em 2009 Chegou um NÚMERO Esse 7.705.000. Assim, como FERRAMENTAS de EAD Serao Mais eficazes Quanto Mais fortes FOREM e simbióticas como Combinações e Relações Entre tecnologia ", Conteúdo e Acesso".

CONCLUSÃO Como FERRAMENTAS de ensino uma distancia de São Uma alternativa, Não Para quem disponibiliza da educação formal, Mas se Tornou Uma Modalidade de Ensino de Qualidade Que Possibilita uma Aprendizagem de UM NÚMERO Maior de Pessoas. Antes o EaD Não tinha credibilidade era polémico Assunto UM e trazia muitas divergências, Mas Hoje Esse tipo de ensino VEM Conquistando o Espaço Seu. Porém, Não É uma Modalidade de Ensino Que determinação o Aprendizado, Seja ELA à Distância presencial OU Aprendizagem se Tornou Hoje Sinônimo de esforço e de Dedicação CADA UM, e neste sentido uma EaD vista DEVE Ser Como Possibilidade de inserção social, não PROPAGAÇÃO Conhecimento individual e coletivo, e TAL COMO NA PoDE ajudar Construção de Uma Sociedade Mais Justa e igualitária. <! - @ Page (margin: 2cm) P (margin-bottom: 0,21 centímetros) Percebe-se que muitas FERRAMENTAS colaborativas Disponíveis Como Estão os despontando Soluções Importantes potencializar Para as Estratégias de Aprendizagem e ensino. Muitas Destas Tecnologias Estão os prontas e Disponíveis na Internet para quê Acesso tenham Todos. Delors, 2006, P 186.


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Inovações como Marcam Que todo o século XX, Quer se fazer tram disco, do rádio, da Televisão, da gravacao do audiovisual, da informática UO da Transmissão de Sinais Por eletrônicos via hertiziana, POR Cabo Satélite Por OU, revestiram Uma Dimensão Não puramente tecnológica, Mas essencialmente econômica e social. A Maior parte Destes Sistemas tecnológicos, hoje miniaturizados EA PREÇO Acessível, invadiu Uma boa dos lares parte do Mundo industrializado e E Utilizada UM NÚMERO CADA Por Vez Maior de Pessoas (...). Tudo leva um CRER Que o Impacto das Novas Tecnologias ligadas AO Desenvolvimento das Redes Informáticas vai se Ampliando Muito rapidamente um todo o Mundo. Indiscutivelmente, professores OS permite como Aperfeiçoamento Buscar e analisarem Cuidado com OS Recursos tecnológicos Disponíveis, poderem parágrafo adequá-los AO Projeto pedagógico e poderem usufruir parágrafo Dessa ferramenta valiosa Que É uma Educação a Distancia. Ensinar constante ATUALIZAÇÃO expressão é uma excepção e isso Depende Muito do profissional. Dias e Leite (2010, p.92) destacam que "não importa a distância física. Quanto maior a comunicação entre alunos e professores, menor a distância entre eles". Portanto, Buscar Conhecer Melhor Que o como de FERRAMENTAS oferecem EAD e Uma Oportunidade Que o profissional da área de Conhecimento TEM Seu ampliar e preparar-se par a atender alunos de Necessidades SEUS.

Referências Bibliográficas: CARNEIRO, Mara LF Instrumentalização Para o Ensino a Distância. Porto Alegre: Editora UFRGS, 2009. DELORS, Jacques. Educação: um tesouro UM descobrir. 10 ª edição. São Paulo: Cortez Editora, 2006. DIAS, Aparecida Rosilâna; LEITE, Lígia Silva. Educação a Distância: Da Legislação ao pedagógico. Petrópolis: Vozes, 2010. DUARTE, N. (2001). VIGOTSKI e "o Aprender a Aprender": apropriações neoliberais Às CRÍTICAS E PÓS-Modernas da Teoria vigotiskiana . 2 ª ed. Campinas: Autores Associados. ROSEMBERG, Marc J. Além do e-Learning. (Pág 343) ROSEMBERG, Marc J. (2002). e-Learning "Estratégias Para a Transmissão do Conhecimento nd era digital". (Pág 50) VYGOTSKY, L. S. (1934/1999). Pensamento e Linguagem . São Paulo: Martins http://www.webopedia.com/quick_ref/history_of_blogging.asp http://www.cinted.ufrgs.br/renote/fev2003/artigos/querte_ambientes.pdf


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http://www2.abed.org.br/visualizaDocumento.asp?Documento_ID=51 http://www.teleco.com.br/blarga1.asp http://discovirtual.terra.com.br/help.htm # 08 http://www.orkut.com/About.aspx http://tele1.dee.fct.unl.pt/rit2_2004_2005/teo/2_web.pdf http://www.homehost.com.br/artigos/comparativo_de_clientes_de_ftp-029.html Conforme a Abordagem de Taylor (2001), a quarta EA quinta Geração da EAD Já Estão os emergindo baseada nd Exploração Mais aprofundada de Novas Tecnologias, como Visando potencializar Vantagens dos Recursos da teia. Porém, a Quinta Geração assumir UM Como Modelo de Aprendizagem Flexível e Inteligente devido Às Características das Tecnologias: a Flexibilidade, materiais refinados Altamente, Altamente Troca interativa e Significativa Redução dos Custos Associados AO provimento de acesso em EAo Institucionais e Processos AO ensino online. Com isso, a Educação a distância Ganha Novas Perspectivas da Aprendizagem Através baseada NAS Tecnologias Interativas. Nesse sentido, Taylor (2001) ABORDA UM Na Tabela Abaixo comparativo da Estrutura conceitual dos Modelos de Educação a distância não transcorrer do Desenvolvimento das Tecnologias Como FERRAMENTAS implicadas Para o Processo de Aprendizagem e ensino.

EAD e Presencial. Aproximações, conceitos e contextualização. Segundo Piaget: A aprendizagem, em geral, é provocada por situações externas e ocorre somente quando há, da parte do sujeito, uma assimilação ativa: ―toda a ênfase é colocada na atividade do próprio sujeito, e sem essa atividade não há possível didática ou pedagogia que transforme significativamente o sujeito‖ O autor nos diz ainda que o conhecimento não é uma cópia da realidade, nem simplesmente olhar, fazer uma cópia mental ou imagem de um acontecimento: "conhecer é modificar, transformar o objeto, compreender o processo dessa transformação e, consequentemente, compreender o modo como o objeto é construído" . Telepresença Papert , fala da necessidade de que nos ambientes de aprendizagem sejam colocados, à disposição do sujeito, ferramentas para ajudar a aprender, objetos para pensar com. Nesse contexto, podemos falar de ambientes presenciais-físicos de aprendizagem e Ambientes Virtuais de Aprendizagem.


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Um ambiente presencial-físico de aprendizagem se caracteriza pela presença física dos sujeitos envolvidos no processo educativo, num mesmo tempo (síncrono) e no mesmo espaço geográfico. Numa cultura da aprendizagem, o foco do processo educacional está na construção do conhecimento, na aprendizagem, no desenvolvimento de competências e habilidades. Há um respeito ao ritmo de desenvolvimento do sujeito, pois se acredita que a aprendizagem é um processo coletivo, significado individualmente pelo sujeito a partir das construções/significações anteriores. O espaço educacional deve ser de cooperação, gerando respeito mútuo e solidariedade interna, um espaço onde todos podem participar, interagir para construir conhecimentos. O processo educacional é centrado na atividade do aprendente em interação com o objeto do conhecimento e demais sujeitos, na identificação e resolução de problemas, onde o professor é o mediador e coparticipante. O conteúdo é construído na criação de redes de informação, o que incentiva a atividade do sujeito, a autoria e o desenvolvimento da autonomia.

Referências Bibliográficas: PAPERT, Seymour. A Máquina das crianças : repensando a escola na era da informática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. PIAGET, J. Desenvolvimento e aprendizagem. Tradução de: SLOMP, Paulo Francisco. In: LAVATTELY, C. S. http://gpedunisinos.files.wordpress.com/2009/07/tcapi3f.pdf Grupo D: diferenças e semelhanças entre educação a distância e presencial EAD e Presencial. Aproximações, conceitos e contextualização. Educação, Distância e Presença O termo Educação - referente à formação integral do ser humano - não se restringe ao procedimental/operacional ou somente ao cognitivo (ao conhecimento por si). Essa palavra também abrange aspectos atitudinais, comportamentais, éticos, valorativos. Encerra, além do ―saber fazer‖ e do ―saber conhecer‖ o ―saber conviver‖ e o ―saber ser‖. Há educadores que defendem a idéia de que, sendo a educação fruto do diálogo, da colaboração, da troca ampla e contínua de idéias e experiências, e sendo tal interação plenamente possibilitada — e até potencializada — pelos meios tecnológicos dos quais dispomos nos dias de hoje, a educação a distância não é somente possível, mas desejável, viável e eficaz.


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Há uma grande diversidade de opiniões de acadêmicos, pesquisadores e pedagogos da EAD quanto ao ―espaço fisco/distância‖, ―a instituição‖, ―o planejamento dos processos‖, ―a aprendizagem autônoma‖, ―o papel das mídias digitais‖.

O espaço físco Para muitos autores, o que caracteriza a educação a distância é a separação espacial entre professores e alunos. A EAD é estabelecida quando o professor não está no mesmo espaço geográfico (físico) que seus alunos. Essa distância é reduzida por meio dos recursos didáticos, das tecnologias e dos meios de comunicação utilizados como suporte para a aprendizagem. A simples presença física do professor na sala de aula não garante a efetividade da troca comunicativa e do diálogo entre o professor e seus alunos. A partir de nossas experiências como estudantes, podemos lembrar muitas situações nas quais não tivemos qualquer tipo de diálogo ou interação significativa com alguns de nossos professores que se limitavam a ―dar aula’ a cumprir o seu papel de transmissores de conteúdos, sem se importar de fato com quem estava ali, sentado à sua frente, esperando ser ―iluminado‖.

A instituição Para Keegan, ―surfar‖ na internet ou assistir sozinho a programas educativos de televisão não corresponde à educação a distância, pois não envolvem uma instituição de ensino que se responsabilize pela totalidade do processo de aprendizagem a distância. Keegan também aponta como condição do estabelecimento da EAD, a presença de outros instrutores - além do professor - envolvidos com o processo de ensino-aprendizagem, tais como designers, programadores, diretores de TV, redatores, revisores e outros profissionais.

O planejamento dos processos A EAD é uma modalidade avessa à improvisação, exigindo muito esforço por parte da instituição, dos professores e dos demais envolvidos no planejamento das técnicas de ensino e no desenvolvimento dos materiais didáticos, de modo que, a aprendizagem seja realizada plenamente quando o professor não estiver ao lado do aluno na sala de aula.

A aprendizagem autônoma Um dos aspectos mais marcante da EAD na questão da aprendizagem é o papel desempenhado pelos alunos na sua formação integral à distância, aliado ao relativo grau de autonomia concedido ao aluno no processo de aprendizagem, tornando-o responsável pela aquisição do conhecimento. É uma nova relação professor/aluno, mais adequado às propostas pedagógicas contemporâneas, centradas no aluno e na aprendizagem e não apenas no ensino e no professor.


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O papel das mídias digitais Com a rápida difusão das novas mídias digitais, como a multimídia e a internet, o surgimento de novas TICs, novas concepções de EAD surgiram, fazendo com que a própria noção de distância fosse revista. Conceitos essenciais com o de virtualidade, o de interação e o de redes contribuem para essa renovação da idéia de educação à distância, deslocando o foco da separação espacial entre alunos e professores para o da mediação. Atualmente, fala-se em ―aprendizagem em rede‖ em ―ensino distribuído‖ em ―ambientes virtuais de aprendizagem‖ e, até mesmo, na aprendizagem possibilitada pelo advento de uma ―inteligência coletiva‖ que emerge do mundo digital virtual.

Os conceitos de Distância e Presença. A idéia de distância é um dos aspectos mais importantes para a caracterização da conceituação clássica de EAD. Na Wikipédia distância corresponde ―a medida da separação de dois pontos e que assim é sempre uma medida positiva‖ (WIKIPEDIA, 2008). O Houaiss afirma que distância é ―um espaço muito grande que separa dois seres, dois lugares ou dois objetos‖ (HOUAISS, 2008). No entanto estes conceitos impõe limites ao entendimento da área. Existem tipos diferentes de distância que tem importância para a ação educacional que estamos estudando. Assim como há a distância geográfica, a separação espacial entre dois ou mais agentes educacionais, que geralmente são os professores e os alunos, existem a "d istância econômica", "distância transacional" e a "distância temporal".

Distância econômica A distância entre o aluno da periferia e o centro de estudos pode ser grande se considerarmos o que representa, no orçamento doméstico desse aluno, o valor gasto com o transporte de sua casa até o local onde estuda.

Distância transacional Existe também a distância presente no espaço escolar presencial. Trata-se da distância de relacionamento ou da distância transacional, entre o professor e seus alunos. Pensando nessa distância, logo nos vem à cabeça a clássica figura do ―doutor’ do professor catedrático inacessível que dava aulas do alto de seu pedestal, sem jamais abrir qualquer janela para o diálogo


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com seus alunos. Há ainda os modelos das grandes turmas, neles o aluno é apenas mais um membro da platéia a desempenhar o simples papel de receptor passivo das informações que o professor envia. O tamanho da turma não é uma condição para existir a distância transacional. Mesmo em turmas pequenas, nas quais o professor ainda segue metodologias expositivas responsáveis por afastá-lo dos alunos, as distâncias também podem ser muito grandes.

Distância temporal Existe também a distância temporal. O termo ―distância‖ é geralmente usado para indicar lapso de tempo entre dois momentos ou fases, indo além do espacial. A educação a distância envolve formas nas quais alunos e professores não estão somente separados no espaço, mas também no tempo. A escrita, por exemplo, é uma forma pela qual nos comunicamos com alguém que pode estar fisicamente distante de nós, não só no sentido espacial/geográfico, mas também temporalmente. Por meio da escrita, podemos ler autores que viveram há centenas ou milhares de anos antes de nós. Muitas outras distâncias merecem nossa atenção, como as comunicativas, culturais, sociais, políticas, filosóficas, religiosas e muitas outras. Educadores e instituições que desejam trabalhar com educação à distância devem considerar todas as formas de distância que podem ajudar ou dificultar a aprendizagem nessa modalidade.

O conceito de presença O outro lado da mesma moeda é o conceito de presença, que muitas vezes é entendido como o antônimo direto da palavra distância: não se pode estar presente, quando se está ausente. Se refletirmos a respeito desse tema, podemos concluir que os dois termos não devem ser entendidos como excludentes entre si. A presença não exclui distâncias. Os meios de comunicação de massa e, mais recentemente, as mídias digitais viabilizaram um conceito que pode ter representado uma contradição ou uma impossibilidade lógica para muitos. Trata-se da ―telepresença‖.

Telepresença Papert , fala da necessidade de que nos ambientes de aprendizagem sejam colocados, à disposição do sujeito, ferramentas para ajudar a aprender, objetos para pensar com. Nesse contexto, podemos falar de ambientes presenciais-físicos de aprendizagem e Ambientes Virtuais de Aprendizagem. Um ambiente presencial-físico de aprendizagem se caracteriza pela presença física dos sujeitos envolvidos no processo educativo, num mesmo tempo (síncrono) e no mesmo espaço geográfico.


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Numa cultura da aprendizagem, o foco do processo educacional está na construção do conhecimento, na aprendizagem, no desenvolvimento de competências e habilidades. Há um respeito ao ritmo de desenvolvimento do sujeito, pois se acredita que a aprendizagem é um processo coletivo, significado individualmente pelo sujeito a partir das construções/significações anteriores. O espaço educacional deve ser de cooperação, gerando respeito mútuo e solidariedade interna, um espaço onde todos podem participar, interagir para construir conhecimentos. O processo educacional é centrado na atividade do aprendente em interação com o objeto do conhecimento e demais sujeitos, na identificação e resolução de problemas, onde o professor é o mediador e coparticipante. O conteúdo é construído na criação de redes de informação, o que incentiva a atividade do sujeito, a autoria e o desenvolvimento da autonomia.

Referências Bibliográficas: PAPERT, Seymour. A Máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. PIAGET, J. Desenvolvimento e aprendizagem. Tradução de: SLOMP, Paulo Francisco. In : LAVATTELY, C. S. PETERS, O. Didática do ensino à distância: experiências e estágio da discussão em uma visão internacional. São Leopoldo-RS: Editora Unisinos, 2001. http://gpedunisinos.files.wordpress.com/2009/07/tcapi3f.pdf http://www.portalava.com.br/ava/


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