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Celebrando a Vida

foto: Sidney Oliveira

Boa Vista | Ano I | Edição I | Trimestral: Janeiro/Fevereiro/Março de 2014

A reviravolta do ex-técnico de Lyoto MaChida. UFC

TURISMO

Missões

Pag 14

Pag 09

Pg 24

A primeira edição da revista Celebrando a Vida traz a incrível reviravolta do sensei Paulo Afonso, reconhecido lutador brasileiro que chegou ao topo, ganhou fama, dinheiro e uma vida sem propósitos que o levou ao fundo do poço.

Se você ainda não escolheu o lugar para viajar durante o feriado da Semana Santa, aí vai uma super dica: Serra do Tepequém.

Roraimense se prepara para cruzar oceanos a bordo da maior livraria marítima do mundo


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APOIO

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.com

PORTAL CRISTÃO DE NOTÍCIA

TNA

Transporte Nova Aliança Rua Macuxi, 110, Aparecida Fone: 95 3623-0958

Rua Acre, 838, bairro dos Estados Fone: 95 3623.6211 www.ibmsinai.com

facebook.com/Igreja-Batista-Monte-Sinai

@ib_montesinai


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Uma revista que chega para fazer amigos! Qual foi a última vez que você celebrou a vida? Alguns responderiam: Não tenho tempo para isso; tenho muito o que fazer; estou ocupado demais para essas coisas; você não conhece minha vida; não tenho nada para celebrar; estou muito cansado; entre outras possibilidades. Sabemos que somos parte de uma sociedade agitada com inúmeros compromissos, responsabilidades e desafios diversos, em que o tempo parece se tornar mais curto a cada dia, e as redes sociais tem se infiltrado em quase todas as nossas relações. Mas, mesmo sabendo de tudo isso, não podemos desistir de uma vida melhor e nos esquecer de celebrar a vida, pois ela passa rápido e precisamos desfrutar bem deste presente de Deus para todos.

Pastor Márcio Lugão

Diante deste desafio, nasce “Celebrando a Vida”, uma revista que vai ajudar você a estreitar sua relação com Deus, sem a utilização de um discurso religioso e com um foco todo especial em promover amizade com Deus e com aqueles que fazem parte, direta ou indiretamente, de nossas vidas. Tudo com uma abordagem menos formal, com temas relevantes e um estilo de comunicação também focado na amizade. Esta ideia surgiu após uma percepção de que as pessoas estão realmente cansadas de discursos e de ativismos. Todos precisamos de relacionamentos sinceros e de abordagens mais adequadas com a nossa vida real. A Revista “Celebrando a Vida” é uma iniciativa da Igreja Batista Monte Sinai, trazendo uma visão especial de Deus para a comunidade. O nosso Lema é: “Ser e Fazer amigos de Jesus”, e a nossa missão é: ajudar as pessoas a serem verdadeiros amigos de Jesus”. Faremos tudo com uma equipe muito competente e que já tem vivido este valor, a amizade, de forma prática. Um grande exemplo disto, é que todos somos voluntários neste projeto. Todos temos o compromisso de nos dedicar ao máximo para levar uma revista de qualidade, tanto na apresentação quanto em seu conteúdo, de tal maneira que você possa aproveitar cada detalhe e alcançar um nível de amizade com Deus e com as pessoas, excelente.

Expediente Quem Somos Uma revista trimestral da Igreja Batista Monte Sinai que tem a finalidade de levar aos leitores notícias de qualidade, atuais e relevantes, que possam ajudá-los a ter amizade com Jesus e o próximo, através de testemunhos, matérias sobre comportamento, arte, atualidades e artigos. Para anunciar ligue: 95 3623.6211 (horário comercial).

Idealizador Pastor Márcio Lugão

Jamile Carvalho Karla Pinheiro

Ministério de Comunicação Jamile Carvalho

Colaboração Délcia Costa Débora Pio Suzete Bezerra João Silva Ester Lugão Elizabeth Pinheiro

Coordenação Editorial Karla Pinheiro Jornalistas Luciene Sampaio

Fotografia Sidney Oliveira Aldinei Oliveira Jackson Sousa Reynesson Damasceno Projeto Gráfico e diagramação Marcos Borges

Impressão Gráfica Ióris Tiragem 2000 exemplares


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TEXTO | LUCIENE SAMPAIO

COFFEE HOUSE MUSIC

Celebre e faça amigos Quem tem amigos está condicionado a ter boa saúde. Segundo pesquisa da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, a solidão está ligada diretamente ao endurecimento das artérias, o que ocasiona pressão arterial elevada, inflamação no corpo, além de problemas relacionados a aprendizagem e a memória. Um mal que pode ser evitado qua ndo as pessoas resolvem compartilhar suas histórias, emoções, ideais, medos e sofrimentos. Por isso, para ter e ser amigo nada melhor do que se reunir e quebrar as barreiras e se permitir uma vida plena.

Em fevereiro foi realizada primeira edição de 2014 do Coffee House Music. Um momento descontraído regado a boa música, comida e muito bate papo com amigos próximos e também uma oportunidade para conhecer novas pessoas e estreitar os laços de amizades. A quadra da Igreja Batista Monte Sinai recebeu 200 pessoas que passaram momentos agradáveis numa noite de sábado. Do planejamento a realização do evento, 40 pessoas estavam envolvidas cuidando da ornamentação, montagem do palco, preparação das refeições, som e recepção. “Nosso objetivo

foi aproximar as pessoas para que os laços de amizades possam ser feitos e que perdurem após o encontro”, explicou Cláudio Lisias, coordenador do evento. A festa era para celebrar a importância da amizade para a vida das pessoas e ajudou muita gente a dar o primeiro passo em busca de ampliar os laços ou fortalecer os que já existiam. Para José Mário Ferreira, funcionário público, foi uma oportunidade de conhecer novas pessoas e desmitificar o conceito de reuniões nas igrejas. “Eu gosto muito de estar aqui, já é a segunda vez que participo desse encontro. É uma ótima oportunidade para conhecer pessoas”, afirmou Ferreira. A festa contou com a participação da cantora Joquebede Crispim e do músico Sirlei Crispim, além do cantor e compositor Gabriel Carreiro, que está se preparando para lançar o primeiro Cd, e apresentou algumas canções que fazem parte do novo trabalho.


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Karla Pinheiro | Mãe de Vitto, Vinicius e Matheus

Minha experiência com o desconhecido Quando tudo caminhava para um final triste, sem esperança e sem propósito, Deus se revelou a nossa família agindo de forma sobrenatural.

Em abril de 2003, nasceu o meu terceiro filho. Embora não planejado, desde o momento da confirmação da minha gravidez, comecei a amar esse ser que, anos depois, mudaria a minha vida completamente. Eram oito horas da manhã quando escutei o médico dizendo: Nossa que bebê robusto, parece um bezerrinho. Senti a mesma emoção dos filhos anteriores ao ver aquela pessoinha toda enrolada em uma manta, vindo para os meus braços. Naquele momento comecei a projetar o futuro dele como toda mãe coruja. Imaginei os primeiros passos, as palavrinhas, a escolinha, os amigos e a sensação de que um dia ele entraria pela porta da sala dizendo: Mãe! Passei no vestibular. Ou: trouxe a minha namorada para vocês conhecerem. Os meses foram passando e comecei a perceber algumas diferenças no desenvolvimento dele em relação aos outros. Ele não conseguia dormir, rejeitava os alimentos, não atendia aos nossos comandos e não esboçava nenhuma reação quando o chamávamos pelo nome ou pedíamos que pegasse uma bola ou qualquer outro objeto. Além disso, comecei a sentir falta da comunicação verbal.

Procurei a pediatra, relatei o que estava acontecendo e ela disse para eu não me preocupar, pois cada criança era uma criança. Resolvi então matricula-lo em um maternal. Três dias depois, a coordenação me chamou e disse que o comportamento dele era bastante estranho. No outro dia resolvi matriculá-lo na mesma escola dos irmãos para ver se a adaptação seria melhor. Duas semanas depois, quando fui pegá-lo, encontrei a professora transtornada dizendo que não tinha condições


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de se responsabilizar pelo meu filho, pois ele não se comunicava como as outras crianças, não suportava ser tocado e ficava o tempo inteiro no canto da sala alheio a tudo. Coloquei-o no colo, enquanto as lágrimas escorriam pelo meu rosto e fui para casa. Resolvi procurar um médico e ele me disse que era cedo para diagnosticar, mas que uma criança com dois anos que não dorme a noite é um sinal de anormalidade. Pediu que levasse ele de dois em dois meses para vê-lo. A situação foi se agravando e a nossa convivência em casa estava no limite do insuportável.

deficiência que sem o apoio da família acabam indo parar nas ruas, descalças quebrando as coisas e agredindo os outros. Pura ignorância. Não consegui procurar o profissional. Meses depois voltei a viajar em busca de um psiquiatra e ele foi diagnosticado como um autista de grau severo. Transformei-me em uma devoradora de livros sobre autismo. Li um relato de um pai que no desespero de salvar a família, construiu uma cela dentro de casa para manter o filho autista. Depois disso, tive a sensação de ter caído num poço escuro, não conseguia falar e passei muitas noites, procurando respostas. Meu marido durante todo o tempo, que chamo de redescobrimento, ficou em silêncio, acho que a dor era tanta que o calou.

Vitto com dois anos, não falava, quebrava tudo o que via pela frente, não atendia aos nossos comandos, não gostava de muito contato físico e em situações de Adaptamos a casa, pois ele se A sensação que irritação se autoviolentava. cortava. Abolimos os copos de tínhamos era que Tinha a impressão que a vidros e qualquer objeto que o mundo “normal” minha família estava se pudesse machucá-lo. Eu com nos rejeitava...” desintegrando, pois a essa 27 anos e o meu marido com 35 altura, os meus filhos já tivemos que reaprender a viver questionavam o fato do irmão não ser igual com algo totalmente desconhecido, inclusive aos irmãos dos coleguinhas. pela ciência, que até hoje considera o autismo um enigma. Em um dia de desespero, procurei outro pediatra. A médica disse que o meu filho tinha Os passeios foram interrompidos, as idas todas as características de uma criança autista aos aniversários de crianças e a restaurantes e me orientou a procurar um especialista em também, pois em locais com muitas pessoas Manaus. No outro dia estava lá com ele. meu filho se sentia agredido e começava a quebrar as coisas. A especialista nem deixou falar muito. Disse que não podia diagnosticar, mas que meu Era difícil explicar para os outros que nos filho realmente tinha todas as características olhavam horrorizados, pois apesar da de uma criança autista e que o autismo aparência ser normal - os autistas não tem era uma síndrome grave e incurável, que sequelas físicas, ele era uma criança especial. precisaríamos procurar um psiquiatra. Depois de um longo período de exclusão e Naquele momento senti o chão tremer, os para não prejudicar a vida dos meus dois meus sonhos desmoronaram, as minhas mãos outros filhos decidimos aos poucos retornar tremiam, suava frio e mal conseguia articular a rotina de lazer. as palavras. Parece que o ar faltava no peito e o meu corpo estava sendo dilacerado. Resolvemos levar o Vitto no Boa Vista Junina. Festa linda, cheia de gente e muitos A palavra psiquiatra me trouxe a mente, brinquedos, tudo para que tivéssemos uma a imagem de milhões de pessoas com


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noite perfeita. Após uns trinta minutos no local, Vitto ficou extremamente agitado pela profusão de cores e pessoas. Jogava-se no chão e, em virtude da medicação, já estava bem pesado e não conseguíamos controlálo nem tirá-lo do local. Rasgou a roupa e as pessoas começaram a se aglomerar a nossa volta. Quando conseguimos finalmente chegar ao carro, falei que íamos a um restaurante, meu filho mais velho olhou para mim e disse que não queria mais sair de casa. Algumas lágrimas caíram e ele disse que as pessoas a nossa volta fizeram comentários maldosos a respeito da situação e que ele não tinha pedido aquele irmão de Deus. Minha garganta entalou, o ar novamente faltou e nesse momento perguntou porque meu Deus? A sensação que tínhamos era que o mundo “normal” nos rejeitava, pois, escutava todo tipo de comentário e me resignava. Foi doloroso ouvir do médico que meu filho talvez não desenvolvesse afeto por mim, não fosse aprender a ler e escrever e pouco menos cursar uma faculdade. Quando tudo caminhava para um final triste, sem esperança e sem propósito, Deus se revelou a nossa família agindo de forma sobrenatural. Aceitei Jesus como meu único salvador, rejeitei as palavras do médico de que meu filho seria um incapaz e passei a orar incessantemente por um milagre. Deus não fez um milagre, mas vários na vida do meu pequeno gigante. Aprendo todos os dias com Vitto que, apesar de todas as dificuldades, luta bravamente para viver nesse mundo, apesar de parecer não pertencer a ele. Vitto está com 10 anos completos, estuda em uma escola regular excelente, aprendeu sim a ler e a escrever, faz compras online, anda de bicicleta, acessa vídeos no you tube e adora tecnologia. Avançou no relacionamento com os irmãos e apesar

de não ter desenvolvido totalmente a linguagem verbal, consegue se comunicar e tem um amor incondicional pelo pai. Freqüenta a escola bíblica, adora brincar com as outras crianças, fazer amigos e ir ao cinema assistir filmes em 3D. Entre dez mil mulheres, fui escolhida para criar esta criança e hoje em dia sinto falta de ar, só em pensar na ausência dele na nossa vida. Vitto me ensinou a ser mais gente, a cair e a levantar e principalmente a acreditar em um Deus vivo que pode mudar a minha e a sua história. Quando recebi o convite para falar de algo tão íntimo da minha família, o fiz por acreditar que existem muitas famílias que passam por esta situação e de alguma forma espero ajudá-las. Conviver com uma criança autista é um grande desafio para todos nós, mas descobrimos, que os laços que nos unem são indissolúveis e aprendemos a viver um dia de cada vez.


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TEXTO | DÉBORA PIO

Tendências outono/inverno 2014

Hits da Estação

Mal demos adeus ao verão e as tendências Outono/Inverno já estão sendo mostradas nas semanas de moda no exterior. Por mais que não tenhamos em Roraima inverno tão rigoroso em relação ao frio, podemos aproveitar peças e tecidos da estação, como o suede, as rendas, o neoprene, o tule e a seda. As cores da temporada podem variar dos tons pastéis que vão do nude, verde menta, ou malva aos tons cítricos, em especial, amarelo e laranja, passando pelo clássico preto e branco ou burgungy. Fecham a cartela de cores da estação: caramelo, canela, chocolate, café, azul royal ou marinho, verdes escuros, pink, cereja, magenta e os variados tons de cinza. O xadrez reaparece reinventado ou tradicional, com os quadrados escoceses cobrindo misteriosas propostas de renda tão diferentes como as de estilo “grunge”. Essa tendência se estende também aos sapatos e outros acessórios. Os tecidos com acabamento brilhante, textura escultural e estilo futurista podem ser vistos nas propostas casuais, ou combinações talentosas de materiais.

A delicadeza da renda junto a tecidos que traduzem leveza e sofisticação a qualquer produção será vista em várias peças. O couro vem com tudo, rico em detalhes e costuras aparente ou em peça com corte clássico. Nos pés os sapatos baixos, mocassins e sapatilhas estão para traduzir conforto e funcionalidade. Para quem não dispensa um bom salto, os bicos finos compõem o charme e deixam o look mais feminino. Agora é escolher o que combina com a sua personalidade e deixar fluir o seu estilo.


Pé na Estrada

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distância da capital Boa Vista. As cachoeiras e belas paisagens formam um cenário encantador para quem gosta de aventura e ecoturismo.

TEXTO | LUCIENE SAMPAIO

Serra do Tepequém um lugar para ecoturismo e aventura Se você ainda não escolheu o lugar para viajar durante o feriado da Semana Santa, aí vai uma super dica: subir a Serra do Tepequém, no município de Amajarí, cerca de 210 km de

Na Serra que abriga muitas histórias e lendas do auge do garimpo, o turista vai se deparar com belas paisagens, clima ameno e uma diversidade incrível de vegetação, lavrado ou mata densa. As cachoeiras mais famosas são: Paiva, Barata, Sobral e Funil. Todas possuem belezas inigualáveis e de tão belas temos a certeza que foram esculpidas pelo dedo de Deus. A vila do Paiva é o ponto de referencia para os visitantes e dispõe de infraestrutura: restaurantes, pousadas e guias. Para chegar até as cachoeiras será necessário resistência, mas no final a paisagem é recompensadora. Como chegar: Saindo de Boa Vista pela BR 174, sentido Venezuela e seguindo até a entrada da RR 203. Até lá são 97 km pela RR passando pela Sede do município do Amajari, Vila Brasil, até chegar no Trevo do Trairão. A partir daí são mais 10 km de subida de Serra até a Vila do Paiva.

NA PANELA

Bolo de macaxeira da vovó Duquinha Dona Duquinha chegou em Roraima há 61 anos. Cedo começou a trabalhar na roça produzindo arroz e macaxeira. Tudo que brotava da terra servia para o sustento dos seus cinco filhos. Além do mingau de arroz, da Maria Isabel de carne de sol e de outras delicias nordestinas, o bolo de macaxeira da vovó Duquinha deixou de ser apenas uma guloseima dos finais de tarde dos seus filhos e netos e passou a fazer sucesso entre os amigos. Conheça agora essa receita maravilhosa. Ingredientes: 2kg de macaxeira ralada 2 vidros pequenos de leite de coco 2 latas de leite moça 250 gramas de manteiga 2 xícaras de açúcar 1 pitada de sal 5 ovos

Modo de preparo Coloque numa tigela a macaxeira ralada como todos os ingredientes, mexa bem até obter uma massa uniforme. Passe manteiga em uma forma, coloque a massa dentro e leve ao forno por aproximadamente 1 hora. Porção para 15 pessoas.


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TEXTO | JAMILE CARVALHO e luciene sampaio

Uma igreja conectada a comunidade São várias as possibilidades de encurtar a distância e levar conhecimento, amor e entretenimento a comunidade a qualquer hora e em qualquer local do mundo. Além das ações presenciais, a Igreja antenada as novas tecnologias, tem investido na comunicação via internet para alcançar vidas. A Igreja Batista Monte Sinai tem investido em comunicação, transmitindo via internet, ainda que em fase experimental, as mensagens ministradas em suas programações, nas celebrações de quartasfeiras e domingos. Por meio do endereço eletrônico www.ustream. tv/channel/ibms-culto é possível acompanhar as mensagens. Além das mensagens via internet, a igreja possui ainda site, www.ibmsinai.com, uma página no Face, www.facebook.com/pages/IgrejaBatista-Monte-Sinai e Twitter, @ib_montesinai, estreitando cada vez mais o relacionamento. “É uma forma de nos aproximarmos mais da nossa comunidade e fazer novos amigos”, destaca Jéssica Miranda, colaboradora das redes sociais da igreja. Outra ferramenta de entretenimento que vem sendo utilizada e que vem recebendo muitas pessoas, com um resultado positivo, é o cinema na igreja, realizado todas as quartas-feiras. Nesse primeiro momento, estão sendo exibidos os episódios da minissérie “A Bíblia”, produção norte americana assistida por mais de 100 milhões de pessoas que narra a história das escrituras sagradas desde Gênesis até Apocalipse. Para

receber as pessoas a igreja instalou em seu templo um telão de cinema. Mais de 200 pessoas já assistiram os primeiros capítulos. A perspectiva hoje, segundo o pastor Marcio Lugão, é que a comunidade faça parte da vida comum da igreja, desfrutando de suas atividades, entre elas, o esporte. “Disponibilizamos a nossa quadra para a prática de vários esportes. Hoje mais de 70 crianças e adolescentes do bairro participam do futsal todas as quintas-feiras. Uma oportunidade de fazer novos amigos”, destacou o pastor. Com a finalidade de ampliar ainda mais o leque de serviços, a igreja oferece aconselhamento pastoral e atendimento psicológico. “Temos recebido uma demanda muito grande de pessoas que sofreram algum tipo de violência física, psicológica, moral e até sexual. Elas buscam a igreja antes dos órgãos públicos para receber orientações. Este é um novo desafio que temos pela frente, de orientar e ajudar essas pessoas”, informou o pastor Marcio Lugão. Na área da música, a igreja desenvolve atividades que despertam o interesse pelos instrumentos musicais. Todos os sábados são oferecidas aulas de violão popular, teclado e bateria com a participação de pessoas tanto da igreja quanto dos bairros próximos. Um dos trabalhos desenvolvidos é voltado para as crianças. A igreja acredita que elas são a geração que vai fazer a diferença e contribuir para uma


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sociedade mais focada no amor de Deus e no próximo. Elas recebem por meio de atividades lúdicas as mensagens abordadas nas celebrações dos adultos, todas com uma linguagem menos formal e bem divertidas, voltadas especialmente para a idade delas. Outra atividade que tem impactado a vida de muitas crianças da comunidade é o projeto Oanse (Obreiro Aprovado Não se Envergonha), que está em fase de reestruturação. A idéia é realizar este ano um evento a cada mês. Trata-se de um ministério infantil que busca aproximar crianças de Cristo por meio de histórias bíblicas, memorização das escrituras e jogos, baseados no livro de II Timoteo 2.15. “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a Palavra da verdade.” O Oanse já atendeu ao longo desses anos mais de 100 crianças, em sua maioria da comunidade. Essas são algumas das atividades promovidas pela igreja, com o objetivo de reunir pessoas que buscam fazer novas amizades e ter um relacionamento feliz com Deus e com o próximo, na visão de “ser e fazer amigos de Jesus”.

In s ight “Tudo enferruja, minhas medalhas estão todas enferrujadas, mas o troféu que Jesus nos dá é para sempre, não desgasta jamais”. Paulo Afonso, campeão mundial de Karatê e ex-técnico do Lyoto Mashida

“No mundo em que vivemos atualmente, perseverar e obedecer ao Senhor é imprescindível”. Luiz e Francy Conde

“Monte Sinai, uma igreja de visão, comunhão e compromisso com a obra do Senhor”. Jailson e Rose Miranda

Celebrando a Recuperação A igreja Batista Monte Sinai tem se preparado no decorrer dos meses de fevereiro e março por meio de uma série de mensagens para iniciar no mês de abril, o programa Celebrando a Recuperação, que nos ensina por meio da bíblia como superar problemas, dores, traumas e sentimentos mais profundos, como ira, depressão e compulsão. O programa é baseado em oito princípios fundamentados nas bem-aventuranças do livro de Mateus 5 e nos 12 passos dos Alcoólicos Anônimos e tem ajudado milhares de pessoas. Não perca essa oportunidade, participe. Mais informações pelo 3623-6211.

“Desde que começamos a freqüentar a Igreja Batista Monte Sinai percebemos que essa é uma igreja acolhedora”. Arnóbio e Mary Bessa

“Passamos por dias de batalha, porém somos mais que vencedores. Na tribulação adquirimos maturidade cristã.” Timóteo e Ângela Nunes.


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Geração Compromisso

TEENS

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Somos diferentes, mas não esquisitos!

Nascemos e vivemos em uma era “Pós-moderna”, diferente de todas as outras eras anteriores a nossa. Esta é uma era que ainda não conseguiram denominá-la e, isso, se reflete em nossa geração. Uma geração sem identidade, onde muitos de nós não sabemos quem somos. Estamos constantemente rodeados por pessoas, outdoors, propagandas e frases em redes sociais nos dizendo: Seja você mesmo. Mas quem na verdade somos? Temos grande dificuldade em responder essa pergunta honestamente e sem dúvidas, até porque somos adolescentes e esta é a fase de nossas vidas em que as escolhas feitas podem impactar o resto de nossas vidas, embora estejamos ainda aprendendo o que é a vida pra valer. Um dos fatores que dificulta encontrarmos esta resposta é a pressão. Pressão que vem das propagandas, televisão, revistas e coisas do tipo. Que ditam o que está e o que não está “na moda”, que ditam o que é ou não é descolado e, sendo assim, nos prendem à um padrão, muitas vezes, fora de nosso alcance.

Segundo Gary Ruskin, a propaganda é uma espécie de programa curricular - por sinal, o mais convincente nos Estados Unidos hoje. Ela ensina que a solução para os problemas da vida não está nos bons valores, no trabalho árduo ou nos estudos, e sim no materialismo e na aquisição de um número cada vez maior de bens de consumo. Pressão também de adultos, às vezes, até familiar, pois querendo o nosso bem, canalizam esta vontade de nos ver brilhar na vida influenciando-nos a realizarmos seus sonhos e não os nossos, ou exigindo de nós que saibamos nosso futuro cada vez mais cedo. Mas a pressão que mais nos influencia a não sermos quem realmente somos, ou melhor dizendo, a não buscarmos nossa real identidade e nos prendermos aos padrões ditados pelo mundo a nossa volta, é a pressão de nossos amigos, colegas de classe, pessoas com quem convivemos em nosso dia-a-dia. Um dia enquanto eu ‘dava’ uma olhada em meu feed no Facebook, li uma frase que me fez pensar bastante sobre meu dever e minha


ARTIGO

vida como uma adolescente cristã: “Fomos chamados para sermos diferentes, não esquisitos”. É incrível como a maioria de nós sofre desta crise de identidade, e mesmo assim não assumimos isto. O medo de admitir que não sabemos quem somos nos impede de darmos o primeiro passo em direção a nossa autenticidade e caráter. Parte do que somos é hereditário, porém, isso não se compara com a parte que vem de influência das pessoas que nos criaram e que estão a nossa volta, mas nada disso pode ser usado como desculpa diante daquilo que nosso Criador diz que somos. Eu não sei como tem sido para você esta busca, se você saberia responder claramente, sem pensar duas vezes, à pergunta: Quem é você? Mas sei que para mim não tem sido fácil, e pra falar a verdade é algo bem confuso, mas cada vez mais tenho percebido que não podemos responder esta pergunta sozinhos, que só podemos nos encontrar de verdade e saber quem somos e qual nosso propósito por meio Daquele que nos criou. Afinal, quem melhor do que Ele para nos mostrar quem somos?! E para saber o que Ele diz que eu sou, nada melhor que ouvir o que Ele tem a me dizer, através da Bíblia. Nela encontro as mais puras verdades, descubro que eu não sou o que dizem que sou,

mas eu sou o que Deus diz que eu sou: Amada; Escolhida; Filha de Deus; Amiga de Cristo; Livre; Herdeira; Luz do mundo e sal da terra; Reconciliada, Justificada; Perdoada e Salva. Sei também que tudo isso só é possível por causa de seu amor, e sei que quando eu acordo todos os dias, Ele me vê assim. Então é assim que eu também escolhi me ver. Continuo minha vida, escola, saídas, festinhas, cinema, amigos, me apaixono, choro, tenho meus dias ruins e tenho meus problemas também, mas no fim de tudo sei como meu criador me vê, e faço disso um alvo para minha vida, pois sou quem Deus diz que eu sou.

Ester Martins

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TEXTO | KARLA PINHEIRO

UMA VIDA SEM LIMITES

A reviravolta do ex-técnico de Lyoto Machida A primeira edição da revista Celebrando a Vida traz a incrível reviravolta do sensei Paulo Afonso, reconhecido lutador brasileiro que ao longo da carreira acumulou muitas vitórias no tatame, tanto no Brasil quanto no exterior. Chegou ao topo, ganhou fama, dinheiro e uma vida sem propósitos que o levou ao fundo do poço.

Aos 14 anos, Paulo Afonso deixou a pequena cidade de Acará no interior do Pará em busca do sonho de se tornar um grande lutador brasileiro. Ele tinha vontade de conhecer o mundo por meio do esporte. Mudou-se para Belém e começou a treinar karatê, boxe, kung fu e capoeira. Em pouco tempo, os resultados do esforço do jovem lutador começaram a ser percebidos, principalmente, após a conquista da faixa verde de karatê. Paulo Afonso passou a ganhar de todos os seus companheiros, inclusive, vencendo o seu próprio professor Mário Sérgio. O talento aliado ao esforço do menino fez com que o seu professor o levasse para treinar na academia Machida que pertencia ao pai do lutador Lyoto Machida. A academia era reconhecida no país inteiro. “Desde pequeno eu acreditava que podia ser campeão do mundo. Foi um processo de muito esforço, sonho e dedicação. Passei a vida me dedicando a esse sonho”, disse Paulo Afonso. Iniciava-se nesse período a conquista de muitas medalhas. Paulo ganhou em pouco tempo 5 campeonatos estaduais e 3 norte –nordeste. Em 1990 casou-se com Izabel e por indicação de Yoshizo Machida, pai de Lyoto,

passou a integrar a seleção brasileira de karatê. Foi para o campeonato mundial no Peru como reserva, no entanto, um dos integrantes da seleção se machucou e com isso Paulo teve a oportunidade de lutar, ficando em sexto lugar no mundial. A partir daí não parou mais. Foi quatro vezes campeão brasileiro de karatê e decidiu alçar vôo em outras modalidades como o jiu-jitsu. “Minha esposa sempre me acompanhava em tudo. Nos treinamentos, nas lutas e na rotina diária de esportista”, acrescentou Paulo. Além de tetra-campeão brasileiro, foi vicecampeão mundial na Itália e no Canadá e em 1996 conquistou o grande sonho ao ser campeão mundial de karatê nos Estados Unidos. Nessa época resolveu também começar a competir no boxe e foi campeão paraense e vice-campeão norte-nordeste dos pesos pesados. “Fui o primeiro karateca do Brasil a lutar no MMA, disputei oito lutas em um período que não se usava proteção nenhuma. Cheguei a quebrar meu dedo em uma luta”, acrescentou Paulo. Também começou a atuar como treinador de Lyoto Machida na seleção paraense de karatê, quando ele tinha aproximadamente 11 anos de idade. Paulo já era amigo da família Machida e levava o pequeno Lyoto aos treinos e aos jogos de futebol.


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O auge ea decadência Paulo Afonso chegou ao topo. Conseguiu alcançar todos os seus objetivos. Nada faltava. Tinha título, dinheiro, fama e vivia rodeado de muitos amigos e mulheres. “Quando cheguei no topo, descobri que era tudo vaidade. Senti uma ausência, um vazio muito grande tomou conta de mim”, disse Paulo. Segundo ele, para suprir essa “ausência” se jogou na vida, mas especificamente, em festas regadas a muitos amigos e mulheres. “Entrei em depressão, minha esposa descobriu tudo e resolveu separar”, acrescentou Paulo. Foi uma época difícil para o lutador, pois seu novo estilo de vida prejudicava sua imagem e sua carreira estava chegando ao fim. “Depois de três meses de solidão, eu já estava no fundo do poço, então resolvi pegar uma bíblia no quarto a ao abrir encontrei a fotografia de um dos meus filhos. Liguei para minha esposa e pedi para voltar para casa”, disse Paulo. Dois meses depois ele já estava quase voltando para a vida regada a festas, muitos amigos e mulheres. Nesse mesmo período, foi convidado para ir ao batismo de uma cunhada e mesmo relutante, pois achava que todo crente era safado e ladrão, resolveu ir à igreja. “Fui na igreja e sentei no último banco para poder ir embora logo. Tudo que o pastor

falava parecia que era pra mim. Então pensei: será que alguém falou para ele sobre a minha vida? Fui embora sem olhar para trás”, acrescentou Paulo. Uma semana depois, Paulo voltou a igreja e mais uma vez, tudo que o pastor falava parecia que era especificamente para ele. “Minha vontade era largar tudo e aceitar esse Jesus, mas pensava nas “boas” coisas do mundo, então recuava. Comecei a freqüentar um pequeno grupo e me assustei, pois pensei que ia encontrar um monte de gente esquisita ali. Ao invés de gente estranha, encontrei um bando de jovens bacanas, de cara limpa e muito felizes”, finalizou Paulo.


CAPA

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A reviravolta E quando tudo parecia está arruinado na vida do lutador, ele foi convidado a ir pela terceira vez a igreja. Segundo ele, desta vez o pastor falava tudo o que estava passando na sua vida, sua família, valores e moral. “Nesse dia tomei a minha decisão por Cristo. Não hesitei! Olhei para minha esposa que já estava desacreditada em mim e falei que a partir daquele dia iríamos todos os domingos à igreja”. Izabel disse que durante 10 anos lutou pela mudança do marido e uma coisa sabia: pior do que estava não poderia ficar. “Passado algum tempo, percebi que o

meu marido estava se transformando, e também tomei a mesma decisão de aceitar Cristo. Em seguida meus filhos e depois os alunos da academia, que reabrimos após a nossa conversão”, explicou Izabel. Começa então um grande plano de Deus para a vida dessa família.

Guerreiros da Paz Além de falar do amor de Jesus para os amigos e alunos da academia, Paulo iniciou um projeto chamado Guerreiros da Paz, que atende jovens carentes ensinando karatê e levando o amor de Jesus a essas pessoas. Paralelamente ao Guerreiros da Paz, iniciou um projeto de aconselhamento onde conta seu testemunho e ajuda casais em crise a desfrutarem de uma vida plena. Em 2007 participou de um treinamento da CBE (Coalisão Brasileira dos Esportes) no Rio de Janeiro para utilizar o esporte como ferramenta para fazer amigos para Jesus.

“Por meio do esporte ensino os valores da vida, disciplina e apresento Jesus às crianças. Ano passado fui para África do Sul participar de outro treinamento da ISC (International Sport coalizão) que também nos ensina a utilizar o esporte para alcançar vidas para Cristo”, acrescentou Paulo.


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CAPA

Deus passou a restituir tudo a Paulo. Com a ajuda de Deus retomou o esporte e passou a cuidar dos seus filhos, como pai, amigo e mentor.

não tinha nada, apenas vaidade. Para os atletas, digo que não transformem o desejo de vitória no tatame como alvo principal de sua vida. Nosso alvo é Jesus”, completou Afonso.

“Há 14 anos Deus tem me ensinado a ser um bom pai. Passei a treinar os meus dois filhos. O mais velho teve que dar uma parada ano passado por causa de um problema na coluna. O mais novo continua lutando e já foi campeão sul-americano e bi-campeão brasileiro . Agora vai disputar o mundial no Japão. Agradeço a Deus por ter me dado uma nova oportunidade de vida”, acrescentou PauloAfonso.

Além da academia Paulo permaneceu como treinador de Lyoto até ele se mudar para os Estados Unidos. Participou ativamente da preparação do atleta para as lutas do UFC 129 contra Randy Couture e UFC 140 na disputa do cinturão contra Jon Jones.

Há alguns anos, após as festas de carnaval Paulo Afonso sai pelas ruas da cidade de madrugada, mostrando aos filhos as pessoas bêbadas abandonadas na noite, na tentativa de mostrar a eles que a alegria que o mundo oferece leva a decadência. “Quero testemunhar do milagre que Jesus fez na minha vida. Ganhei o mundo e descobri que

“O objetivo de ir para os Estados Unidos como treinador ficou guardado em função do meu ministério. O que realmente me satisfaz é a minha vida em Cristo. Não posso abandonar o trabalho que Deus confiou a mim”, disse Paulo. “Hoje eu busco as pessoas e o exemplo de vida, a simplicidade. Antes eu buscava os holofotes. Descobri que tudo enferruja, minhas medalhas estão todas enferrujadas, mas o troféu que Jesus nos dá não desgasta jamais”, finalizou Paulo Afonso.

Palestra em Boa Vista Não deixe de participar das palestras e da clínica esportiva do sensei Paulo Afonso e da esposa Isabel, de 25 a 28 de maio na Igreja Batista Monte Sinai. Telefone para outras informações: 3623-6211

Contatos 91-81524480 91-32355886 91-91963010 91-88269780

(TIM) (FIXO) (VIVO) (OI)

títulos fonso l) Principais A idua v i aulo d e) (in de P ense e (Equip l) a r a ua ens ão p divid ) mpe eão para n a i c ( a e al Pent zes camp nordest ividu e) d n e i e t ( v r p Oito peão no rasileiro ro (Equi i B m e l a o i e) Tri-c -campeã eão Bras quip E ( o a amp o ican Tetr zes c ul-amer merican al e v o t a S i di O peão eão Pan pa Mun m a o p C Cam eão da C p Cam


>EntreAmigos<

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TEXTO | JAMILE CARVALHO

Pequenos grupos: uma ponte de relacionamento entre a igreja e as pessoas Os afazeres do dia a dia, os compromissos profissionais e o advento das redes sociais acabam tirando a possibilidade de nos aproximarmos das pessoas e termos um relacionamento de amizade com elas e com Deus. Pesquisas recentes apontam o relacionamento como essencial para a nossa sobrevivência e isto reflete uma verdade contida na Bíblia. Jesus entre os seus muitos discípulos escolheu 12, e com esse grupo vivenciou experiências e os ensinou a viver o amor na prática. Com base nesse contexto, a Igreja Monte Sinai implantou uma estratégia de multiplicação de conhecimento e aproximação da comunidade por meio de pequenos grupos. Essa tem sido uma das alternativas para estreitar cada vez mais os laços de amizade e um fator motivador para seguir em frente mesmo em meio a problemas e dificuldades enfrentadas na vida. A ideia é viver em comunidade, como nos tempos da igreja

primitiva, na Jerusalém do primeiro século, descrita em Atos dos apóstolos, onde a igreja cristã se reunia em dois momentos distintos. Primeiro na grande celebração no pátio do templo para conhecer a doutrina dos apóstolos e depois nas casas em pequenos grupos. A igreja possui grupos de no máximo 10 pessoas que se reúnem semanalmente em suas residências. Segundo Artur, o pequeno grupo é o lugar onde se encontram pessoas, dispostas a experimentar o perdão, cura, encorajamento, afirmação, confiança e coragem para obedecer a Cristo. “É lá que encontramos comunhão e edificação da nossa fé, juntos fortalecendo uns aos outros”. Várias são as experiências vivenciadas nos pequenos grupos. Um deles é o da pisicóloga Iraide Jussara Matos Vanderlei que desde o momento que decidiu participar das reuniões superou suas dificuldades emocionais. “Recebi um apoio incondicional dos amigos para superar a depressão. A experiência de grupo mudou

muito minha vida, em todos os aspectos, hoje eu consigo encarar os problemas sobre a perspectiva de Deus para minha vida e ainda consigo ajudar outras pessoas com a mesma dificuldade”. Janio Silva Duó é administrador. Para ele a experiência dos pequenos grupos é como alicerce, uma ponte de relacionamento entre a igreja e as pessoas. “As pessoas hoje tem uma certa resistência para irem à igreja, mas quando visitam um pequeno grupo, elas enxergam várias possibilidades de mudança de vida e esperança. Aqui é um local de comunhão, onde comemos, conversamos, cantamos e vivenciamos Jesus na prática”. E você que ainda não faz parte de um pequeno grupo, pode acessar o site www.ibmsinai.com/ pequenosgrupos e fazer uma visita. Não precisa ser membro da igreja, escolha um grupo de acordo com seu perfil, horário e dia mais adequado.


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ARTIGO

Suzete Bezerra | Consultora Empresarial

Empreendedorismo

A educação como agente de transformação empresarial Somente a educação é capaz de possibilitar ao ser humano o desenvolvimento profissional. Educar (do latim educare) significa extrair. Desenvolver pessoas não é apenas darlhes informações para que aprendam novos conhecimentos, habilidades e destrezas, mas torná-las eficientes no que fazem. É, sobretudo, na formação básica que o ser humano aprende novas atitudes, soluções, ideias, conceitos, que modifiquem seus hábitos e comportamentos. As organizações estão se dando conta disso. Os processos de desenvolvimento das pessoas (colaboradores) envolvem três etapas, que se superpõem: o treinamento; o desenvolvimento de pessoas; e o desenvolvimento organizacional. Na era da informação, o conhecimento passa a ser um recurso primordial. E se o conhecimento é fundamental, a produção do mesmo constitui a chave do desenvolvimento. Peter Drucker afirma que “tornar o conhecimento produtivo constitui hoje uma responsabilidade gerencial. Mais do que

isso, um desafio organizacional”. O que requer a aplicação prática do saber. O conhecimento só é bom quando é útil. Ou seja, o conhecimento precisa ser aplicado para criar uma diferença sensível: produzir resultados, melhorar processos, adicionar valor e gerar riqueza. Em um mundo cuja informação propaga-se rapidamente, quem larga na frente são as pessoas (colaboradores) capazes de acessála, interpretá-la e transformá-la, visando sempre a obtenção de um diferencial em seus serviços e/ou produtos. Torna-se necessário enfatizar, sempre, que os colaboradores constituem o principal patrimônio das organizações. São eles que fazem acontecer, seja produzindo, prestando serviços ou conduzindo os negócios. Lembrando que o treinamento constante é imprescindível em seu crescimento e desenvolvimento profissional.


ENTREVISTA

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Conversa Fr an c a com Márcio Lugão Ele é paraquedista, bacharel em teologia, baterista, tem 39 anos, como bom brasileiro é apaixonado por futebol, natural do Rio de Janeiro, filho de diácono e neto de pastor, casado com Evandra e pai de Ester, já rodou o mundo a bordo de um navio e trabalhou com vários projetos de implantação de igrejas em diversos lugares, dentre eles a Ucrânia. Conheça agora um pouco da trajetória do pastor Márcio Lugão.

Pastor Márcio e família durante missão na África

1.Fale um pouquinho da sua história: como foi a sua infancia, sua educação e a confirmação do seu chamado. Passei minha infância em Belfor Roxo no Rio de Janeiro, tenho boas lembranças dessa época e desde cedo me envolvi com a obra do Senhor. Aos 8 anos aceitei Jesus como meu único salvador e aos 11 anos recebi um chamado do Senhor para a obra pastoral. Aos 20 anos iniciei o seminário no Rio de Janeiro e pouco tempo depois me mudei para Brasília. Me formei e comecei a desenvolver um trabalho missionário. Fui gerente de segurança aeroportuária na Infraero por 7 anos e conciliava as minhas atividades seculares com a obra pastoral. Após esse período entendi que precisava me dedicar 100% a Jesus. Então iniciei um trabalho com Missões onde tive a oportunidade de coordenar 38 projetos nacionais e internacionais em países como Ucrânia, Cuba e África fomentando a Educação e levando o evangelho durante dois anos.

2. Como o senhor veio parar em Boa vista? Eu tinha acabado de chegar ao Brasil após dois anos a bordo do navio Logos Hope. Recebi dois convites paralelamente. Um para pastorear a Igreja Monte Sinai em Boa Vista e outro para atuar em uma igreja na Zona Sul do Rio de Janeiro. Sou carioca e minha família também, então minha vontade era voltar ao Rio. Em minhas orações Deus me direcionou para Boa Vista. Estranhamente só sentia paz no coração para vir à Roraima e não para voltar ao Rio. Agora estou aqui junto com minha família cumprindo os propósitos do Senhor para minha vida. Não posso esquecer da hospitalidade das pessoas, pois fui muito bem recebido em Boa Vista, já conheço um pouco da culinária e gosto muito, principalmente de Tambaqui.


Celebrando Celebrando a VIda a Vida − 22− 22

ENTREVISTA

3.O senhor passou dois anos em um navio fazendo um trabalho missionário. Como foi essa experiência? O Logos Hope é a maior livraria flutuante do mundo. Recebe milhares de visitantes em cada porto. Uma média de 5.000 por dia. São aproximadamente 400 pessoas vivendo a bordo, todos voluntários, cristãos, de 45 nacionalidades diferentes. O objetivo é levar conhecimento, ajuda e esperança para o mundo todo. Em dois anos, visitamos 24 países, dentre eles: Malásia, Cingapura, India, Sirilanka, Jamaica, Bermudas, Serra Leoa, Espanha, Líbia, Egito, Dubai, Abudabi e Finlândia. Durante o tempo que passamos no navio, eu trabalhei no controle do deck, na livraria e falava do amor de Jesus nas comunidades. Minha esposa coordenava a programação interna (atividades lúdicas, de lazer e estudo) dos tripulantes e minha filha estudava e brincava em inglês. O que mais me marcou foi a unidade das pessoas no navio. Não importava a nacionalidade e nem a denominação, todos estavam integrados em um só propósito. Percebi nessa viagem que não importa se o país é rico ou pobre, a necessidade humana é a mesma de amor, aceitação, objetivo, enfim de viver plenamente. Quando visitava as famílias dos vilarejos sempre usava uma camisa da seleção brasileira, pois todos independente da nacionalidade adoram futebol e, isso, facilitava muito o nosso trabalho, abrindo portas e corações. Também passamos um grande susto. Depois de alguns meses viajando, cruzando oceano e conhecendo todos os tipos de cultura, fomos surpreendidos por uma tentativa de ataque de piratas. E eu que achava que pirata era coisa de ficção... vivenciei isso. Por sorte o sistema de comunicação do navio acionou uma tropa russa que passava pelo local, os piratas interceptaram a conversa e fugiram.

4. Como o senhor percebe o papel da família em uma sociedade moderna, onde as pessoas passam boa parte do seu tempo no trabalho, conectadas a internet e as redes sociais? As pessoas precisam dedicar mais tempo aos relacionamentos pessoais e presenciais, pois a falta de qualidade em casa tem levado muitos casais a se divorciarem. O casamento está se tornando descartável, e isso, é muito perigoso. Para mim a desestruturação da sociedade está na deterioração da família. Família é vital para o ser humano.

5.A Bíblia é um manual de comportamento humano. Como esse livro sagrado pode ajudar a curar as feridas da alma, como a culpa, a solidão e a depressão, considerada o mal do século? Acredito que a bíblia é mais que isso! A bíblia ajuda as pessoas a compreenderem que Deus é relacional. Não é um ditador, com bastão na mão pronto para punir. Jesus antes de tudo quer ser nosso amigo. A bíblia nos revela quem é Deus e nos ensina a ter um relacionamento com ele. Deus nos vê como um todo, trata as nossas feridas, se há erro perdoa, e nos dá uma nova chance de celebrar a vida, garantindo que vai está presente em nossa caminhada até o final. Sei que a depressão, além de poder ser espiritual é uma doença física, mas Deus tem poder para libertar as pessoas dessas prisões, uma vez que, a intimidade com Deus gera paz e tranqüilidade aos nossos corações. As igrejas têm tratado desse assunto, e por isso iremos oferecer uma oficina chamada: Celebrando a Recuperação, que trata das culpas, medos e feridas que ainda precisam ser saradas.

“Eu evito ritos, porque a igreja precisa ser um ambiente favorável ao relacionamento com Deus”


ENTREVISTA

6. O senhor é muito jovem para uma sociedade acostumada com pastores mais velhos e formais. Quais os desafios de liderar uma igreja sendo tão jovem? Tenho 39 anos. Sou pastor há 12 anos, mas a minha vida inteira foi dedicada ao estudo do evangelho. Inicialmente, as pessoas se assustam, mas eu não ajo como se fosse o dono da verdade, sempre busco o diálogo e por isso as pessoas acabam me respeitando. Eu evito ritos, porque a igreja precisa ser um ambiente favorável ao relacionamento com

Celebrando a Vida − 23

Deus e o próximo. A religiosidade cria muitas barreiras. 7. Quem é o pastor Márcio Lugão na vida privada? O que o senhor gosta de fazer nas horas vagas, filmes, livros, viagens, cinema ou aconchego do lar? É um camarada comum que não se preocupa com status, que busca dar o seu melhor para sua família e para Deus. Gosto de futebol, de ver filmes e seriados como NCIS, CSI e House, de ler a bíblia, de passear ou ficar em casa com a minha esposa e filha.

Pastor junto com a esposa Evandra e a filha Ester embarcando no Logos Hope

8.Quais são seus planos para futuro a curto e longo prazo? Quero fazer um mestrado próximo ano, cuidar da minha saúde e conduzir os meus filhos (Esterzinha e a bebe que vai nascer) nos caminhos do Senhor. Quero contribuir com a obra de Jesus, tornando a igreja mais relevante para comunidade com ações

sociais, amando as pessoas, levando o evangelho da salvação, cumprindo o mandamento do senhor, sendo sal e luz, aonde quer que estejamos. Sonho em voltar a viajar pelo mundo levando conhecimento e esperança as pessoas e gostaria de tornar a Monte Sinai auto funcional, ou seja, mais desenvolvida em sua gestão ministerial.


TEXTO | JAMILE CARVALHO e LUCIENE SAMPAIO

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Além das fronteiras

Quando o mundo se torna pequeno O sonho de muitos jovens é viajar pelo mundo. Conhecer novos lugares, se surpreender com a diversidade cultural de cada povo, cruzando mares e continentes. E quando essa viagem se torna uma alternativa para aliviar o sofrimento humano e cuidar do próximo, a aventura é contagiante. Desde criança a roraimense Ioli Machado Franco decidiu que iria viver além das fronteiras. Em 2003, deixou os familiares em Boa Vista e foi para o Seminário Palavra da Vida no Pará, para estudar Teologia, com ênfase em missões. Em 2008 recebeu o convite para atuar como líder do projeto Radical Amazônia, da Junta de Missões Nacionais. Seu trabalho era dar assistência na área de

saúde, social e falar sobre o amor de Deus e o respeito ao próximo para às comunidades ribeirinhas que moram as margens dos rios e igarapés no interior da Amazônia. Nessas regiões, Ioli ajudava no atendimento básico de primeiros socorros, ministrava palestras sobre artesanato e culinária. Para chegar nas localidades remotas, viajava pelos principais rios do Amazonas, como o alto e baixo Solimões, Juruá, Madeira, Negro e Abacaxi de barco ou voadeira. “Foi um tempo de muito aprendizado, assim como ensinava eu aprendia muito com essas pessoas, consegui enxergar que o amor a Deus vai além de palavras, é preciso mostrar esse amor com

ações. Nesse período, mesmo em meio as dificuldades que enfrentávamos em terra ou em alto rio eu me apaixonei ainda mais por um Deus que age e cuida das pessoas por meio de minha vida”.

O sonho de visitar nações O tempo de cuidar dos povos da Amazônia acabou e os sonhos de visitar outras nações cresceu. Agora o novo desafio de Ioli é atravessar o oceano em um transatlântico missionário, o Logos Hope e ajudar os refugiados de guerra. Será uma experiência única, diferente das que já vivenciou. “É tudo muito novo, uma oportunidade de crescimento


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para começar um trabalho mais que desafiador, em outro país, falando outra língua. Será um choque cultural, mas estou feliz, principalmente, porque vou poder levar esperança para aquelas pessoas que saíram de uma situação desesperadora, de guerra”. O Logos Hope é um dos navios missionários da Operação Mobilização (OM) que foi criado para aportar nos lugares mais longínquos do mundo e cumprir o desejo de jovens e adultos a se aventurar pelo mundo ajudando as pessoas. Funciona como uma livraria flutuante, cheio de bíblias, materiais educacionais e recursos de treinamentos. Mas até o transatlântico, essa roraimense de fibra, ainda tem um

caminho de preparação longo pela frente. A capacitação está sendo realizada no Centro de Treinamento Missionário em São José dos Campos – SP. Nesse curso, Ioli está aprendendo inglês e participando de um intensivo de missões para ajudar a cuidar de crianças e mulheres refugiados de guerra.

para minha vida e oportunidade de crescimento”.

Enquanto se prepara, Ioli ministra cursos de liderança e treinamento para professores em uma congregação da Igreja Batista do Morumbi, na periferia de Jacareí, município da região metropolitana, localizado a leste da capital paulista. Os trabalhos são sempre aos finais de semana, já que durante a semana as atividades são intensas no Centro de Treinamento. “Aqui é bem diferente, um novo tempo de Deus

e vontade de anunciar Jesus nos quatro cantos do mundo. A Igreja Batista Monte Sinai é resultado desse trabalho missionário de Almir Guerra, de seis famílias voluntárias da igreja e de missionários americanos que ajudaram na construção do Templo.

TEXTO | JAMILE CARVALHO e luciene sampaio

Um projeto que nasceu no coração da Amazônia A Igreja foi organizada oficialmente em 1986, idealizada pelo pastor Almir Guerra, da PIB –RR, piauiense que sempre teve um coração missionário

O grupo se reunia em várias casas e realizava atividades recreativas com as crianças do bairro, como futebol, voleibol, teatro com fantoches, dentre outros. As atividades estreitavam ainda mais o relacionamento com os moradores e de casa em casa demonstravam o amor de Deus e sempre ofereciam uma palavra de esperança. “A princípio realizávamos várias atividades recreativas para as crianças e aos poucos os pais se aproximavam e participavam com os filhos. Estavam sempre acessíveis às nossas atividades. Eram momentos marcantes onde as pessoas tomavam a decisão de seguir um novo estilo de vida, firmados nos ensinamentos de Deus”, destaca Carmosina Bernardo de Souza, dona da casa onde eram feitas as primeiras reuniões.


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Da comunidade para comunidade Há 28 anos nascia no bairro dos Estados a Igreja Batista Monte Sinai. O bairro recém criado não possuía ainda infraestrutura e os moradores não desfrutavam de alguns serviços essenciais. A necessidade de contribuir com a mudança de vida das pessoas da comunidade impulsionou a igreja a implantar a primeira escola de educação infantil. A escola Arca de Noé funcionava no prédio da própria igreja, possuía três salas de aula e atendia cerca de 60 crianças. “A escola era mantida pela igreja que reconhecia a importância de investir no futuro dessas crianças ensinando-as a ler e escrever e reconhecendo sua importância na sociedade. Ensinávamos também a entender os valores cristãos e assim se tornarem adultos maduros e íntegros”, destacou Gerusa Almeida, a primeira gestora da escola. A escolinha contribuiu para a formação escolar de Eduardo Machado, que hoje está cursando Arquitetura e Urbanismo, em Manaus. “Muito bem-vinda a escolinha na época, ajudou muitas crianças que não possuíam, assim como eu, recursos financeiros para freqüentar um colégio

Eles também fazem parte desta trajetória... Ao fazermos o resgate da historia da Igreja Batista Monte Sinai, nos deparamos com homens e mulheres anônimos que contribuíram de forma significativa para o fortalecimento do evangelho em Roraima. Como está escrito no livro de Hebreus, são homens e mulheres de que o mundo não é digno deles.

particular. Agradeço de coração, pois hoje, além de ter sido alfabetizado, tive a oportunidade de conhecer Jesus, alguém que me ama, cuida de mim e sempre se importou comigo desde pequeno”. Além da escola havia a preocupação em capacitar as pessoas para ingressarem no mercado de trabalho. A Igreja firmou parceria com o Governo Federal para a implantação do Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral), criado no regime militar para alfabetizar adultos. Em outra parceria com a Legião Brasileira de Assistência LBA, instituição mantida pelo Governo Federal, a comunidade teve a oportunidade de aprender uma profissão e ganhar uma renda extra, com os cursos de culinária, corte e costura, bordado e datilografia. Valdenice dos Santos Pereira da Silva foi uma das monitoras voluntárias do Mobral. Ela explicou que na época ajudou a realizar um levantamento sobre a necessidade dessas pessoas no bairro. “Foi uma troca de experiência. Enquanto eu ensinava as disciplinas do curso os alunos me ensinavam um novo estilo de vida com Jesus,” afirmou Valdenice conhecida carinhosamente como Branca.

Cada uma dessas pessoas faz parte da história da Igreja que transformou a história de tantas famílias desse estado, algumas ainda continuam transformando: evangelista Flavio Provorte, pastores Almir Guerra, Raimundo Cardoso dos Santos, Valdir Soares da Silva, Bartolomeu de Almeida; famílias Silva Cheusa, Level de Almeida, Arcanjo Ferreira (Miguel), Santos Pereira (Lucimar) (in memorian), Brito Aires (Rosa) (in memorian), Almeida (Gerusa), Souza (Carmosina e Malaquias), Cruz (Francisca), Machado Franco (Francisca) (in memorian), Miranda (Jailson e Rose), Charles Guimarães, Ferraz (Pedro), e muitos outros....


ENTREVISTA

Celebrando a Vida − 27

João Silva | Profissional de Educação Física

DIGA NÃO À OBESIDADE Vamos aproveitar essa primeira edição da revista para falar sobre a obesidade. Palavra originaria do latim “obesitas” que significa excesso de gordura e denomina a pessoa que está com sobrepeso ou obesidade mórbida como “gordo”, com excessivo volume de gordura localizada no ventre e em outras partes do corpo. A obesidade pode ser divida em quatro categorias: nutricional (quando o indivíduo consome calorias em excesso, através da ingestão de alimentos ricos em açúcar e gordura), psicológica (causada por distúrbios ou condições psicológicas adversas como estresse, ansiedade, etc.), comportamental (que tem como origem erros de comportamento do indivíduo, como por exemplo, sedentarismo, falta de exercício físico, etc) e patrimônio genético (quando o individuo possui casos de obesidade na família). No Brasil a obesidade tanto de adultos como de crianças tem aumentado nos últimos anos. Segundo o Ministério da Saúde 48% da população está acima do peso e 14% com obesidade. Para ter uma melhor qualidade de vida é preciso ter uma alimentação saudável, eliminar os fast food, substituir refrigerantes por água e sucos de frutas natural e fazer exercícios físicos. A prática regular de exercícios físicos vem sendo apontada como importante ação na área de saúde pública e que auxilia e traz resultados positivos para diminuir a obesidade. Quem nunca ouviu dizer que atividade física faz bem à saúde? A relação entre atividades físicas, exercícios físicos, saúde, qualidade de vida e envelhecimento saudável vem sendo cada vez mais discutida e analisada cientificamente. É praticamente um consenso entre os profissionais da área da saúde que as atividades

físicas e os exercícios físicos contribuem de forma positiva para o processo de envelhecimento saudável e com uma melhor qualidade de vida do indivíduo. Mas há uma diferença entre atividade e exercício físico. A primeira tem relação com todo movimento produzido pelos músculos do nosso corpo e produz gasto energético. Ou seja, todo movimento que realizamos no dia a dia, como: lavar o carro, passear com o cachorro, varrer a calçada, entre outros. Exercício físico é definido como uma subcategoria da atividade física sendo uma seqüência de movimentos sistematizados, executados de forma planejada com tempo e intervalos programados, com um objetivo a ser atingido e orientado por um profissional de Educação Física. Por exemplo: um passeio ao ar livre é considerado uma atividade física, enquanto uma caminhada orientada é um exercício físico. Ambos trazem benefícios para a saúde, como o controle do peso corporal, perda de peso, diminuição da pressão arterial, redução do estresse, além de prevenir doenças como as cardiovasculares e o diabetes desde que seja regularmente realizado. Boa Vista com suas ruas largas, praças e parques pode ser considerada uma capital planejada para atividade física. São locais democráticos e privilegiados para a prática de atividades físicas e exercícios físicos, sendo freqüentados por um número grande de indivíduos que fazem desde atividades com baixo gasto energético até atividades como uma corrida exaustiva.


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Celebrando a vida