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ENTREVISTA

Flytour Viagens comemora mais de 67 mil pacotes vendidos Anderson Masetto

abrimos as portas até agora. M&E - Isso está dentro das metas previstas? Michael Barkoczy - Sem dúvida. Eu diria que está muito dentro do nosso plano de metas para o primeiro ano de operação, uma vez que as vendas de forma efetiva entre julho e agosto.

M&E - Qual balanço você faz do primeiro ano de atividades da Flytour Viagens? Michael Barkoczy - Iniciamos no dia 21 de maio de 2012. Atrasamos um pouco, pois esperávamos começar entre janeiro e fevereiro. Quando lançamos o projeto em setembro de 2011 já tínhamos esta intenção, mas por conta do sistema lançamos em maio e começamos a fazer um road show de vendas pelo Brasil. Demoramos um mês e meio para fazer tudo. Isso significa que entramos na temporada de julho com ela quase toda vendida. Para mim a operadora começa a valer de verdade em janeiro de 2013. A verdade é que cada dia que passa o mercado começa a enxergar mais a Flytour como uma operadora que veio para ficar mo mercado.

M&E - Vender para todo o Brasil é uma das estratégias da Flytour Viagens? Michael Barkoczy - Acreditamos que uma operadora não pode atender apenas o estado de São Paulo. A Flytour Viagens foi criada para atender o Brasil inteiro. Estamos cada vez mais indo para outros mercados, com desempenhos muito bons em Minas, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e em todo o interior de São Paulo. Cada dia que passa vamos trazendo um estado novo para dentro da casa.

M&E - Como foram as vendas neste período? Michael Barkoczy - Trabalhamos a baixa temporada e o segundo semestre de 2012, que não foi bom para o Brasil. Todo mundo reclamou. Mesmo assim, fizemos boas vendas, com um total de 67.694 pacotes do momento em que

M&E - O que a Flytour Viagens está preparando para este segundo ano? Michael Barkoczy - Estamos com muitos planos. Agora vamos aumentar muito as vendas porque começamos a fazer block charters saindo de todo o Brasil. Esta foi uma mudança muito grande. Começamos a fazer um trabalho forte em outros estados para pulverizar as vendas.

M&E - Os road show que vocês fizeram tinham este objetivo? Michael Barkoczy - Sim. Isso faz uma grande diferença. Queremos que as outas agências enxerguem que tem alguém para contar como uma operadora globalizada. Só conseguimos captar isso quando começamos, junto com a equipe, a viajar pelo Brasil que oferece uma infinidade de oportunidades. Temos que sair atrás desses negócios. Cada vez que viajo vem um novo negócio. M&E - Você falou dos agentes de

M&E - Nesse caso a comissão será igual? Michael Barkoczy - Ainda não temos isso definido, mas poderá sim ser menor. Entendemos que hoje quando alguém compra através de um portal o agente não ganha nada, pelo contrário. Perde a venda. Queremos que o agente de viagens ganhe dinheiro junto com a gente. Com a Flytour ele vai ganhar sempre. Michael Barkoczy, presidente da Flytour Viagens

viagens. Qual foi o papel deles neste sucesso da Flytour Viagens? Michael Barkoczy - Em nenhum momento nos arrependemos de ter escolhido os agentes de viagens para serem os nossos vendedores e divulgadores. A verdade é que percebemos que eles estavam carentes e precisando de uma operadora que os apoiasse. E entendemos que a cada dia mais agentes começam a entender que a Flytour é uma opção que não vai concorrer diretamente com eles. Tudo que fazemos tem o propósito de atender o agente de viagens. Tudo que colocamos no portal é para eles. Hoje o cliente acessa e se quer comprar um pacote tem o geolocalizador, que ele pode entrar e escolher a sua agência de preferência. M&E - Mas vocês estão preparando um portal para o público final. Michael Barkoczy - Estamos preparando o site B2C direto ao público. Mas será um portal diferente. O cliente vai entrar e comprar, mas quando for fechar

M&E - Quais foram as principais dificuldades neste primeiro ano? Michael Barkoczy - A Flytour tem 38 anos de existência. É um nome extremamente forte e reconhecido, que tem um respeito muito grande em todo o mercado. A experiência para fazer uma operadora a gente tinha e quando temos isso aliado ao nome do grupo, fica tudo mais fácil. Já existia um respeito ao nome Flytour tanto dos hoteleiros como das companhias aéreas e dos agentes de viagens. Então, tivemos problemas? Eu diria que, graças ao nome da Flytour, não. M&E - Então, o que deu mais trabalho neste primeiro ano? Michael Barkoczy - O maior problema de todo mundo é conseguir fazer com que a tecnologia funcione. Para uma operadora não basta ter todos os produtos na prateleira e saídas de todo o Brasil. Isso é obrigação. Então a dificuldade hoje em dia é a tecnologia. Sem isso não se vai para lugar nenhum. Foi o mais complicado, mas hoje o nosso sistema é considerado pelos agentes como um dos melhores

do mercado. É difícil conseguir fazer isso em apenas um ano. M&E - A Flytour Viagens está ficando conhecida pelas festas. Fale um pouco desta estratégia. Michael Barkoczy - A nossa primeira experiência foi com a festa da Avirrp, no ano passado. Foi um sucesso total com a participação de mais de 1,8 mil agentes de viagens. Agora, junto com a Empetur, fizemos a festa da Aviestur e faremos novamente na Avirrp. A verdade é que o retorno é muito grande. Logo depois de cada evento deste as vendas sobem em pelo menos 20%. É um momento em que temos o contato com o agente, pois ele entende que estamos fazendo aquilo para ele e fazemos bem feito. Percebemos que ele sai feliz e isso faz com que a nossa marca seja lembrada por um bom tempo. E vamos continuar fazendo festas. M&E - Até agora todas essas festas foram no interior de São Paulo. É o principal mercado da operadora? Michael Barkoczy - A região já representa 30% das nossas vendas e compossibilidade de crescimento. O estado de São Paulo é o nosso principal mercado, com 60% do total das nossas vendas. Depois vem Minas Gerais, que é bem forte para nós, Distrito Federal e Rio de Janeiro. M&E - Qual foi o investimento para colocar a Flytour Viagens em operação? Michael Barkoczy - No início calculamos um investimento de R$ 40 milhões. Disso já consumimos cerca de R$ 15 milhões, principalmente em tecnologia. No entanto, já percebemos que cada dia que passa precisamos de menos investimentos porque a operadora começa a pagar os próprios custos. Já não acreditamos mais que vamos gastar toda esta quantia. Isso é uma vitória.

Junho de 2013 - 1ª quinzena

A Flytour Viagens entrou em operação no dia 21 de maio de 2012. No dia do aniversário de um ano da operadora o seu presidente, Michael Barkoczy, concedeu uma entrevista ao M&E para falar sobre o sucesso da empreitada, que encarou junto com o amigo e hoje vice-presidente da empresa, Clayton Armelin. Neste primeiro ano as metas foram atingidas, mas o executivo quer ainda mais e afirma que o mercado já percebeu que esta é uma operadora que chegou para ficar. Entre as estratégias, a venda exclusiva por meio dos agentes de viagens, saídas do Brasil inteiro e um sistema robusto. Veja abaixo a entrevista completa:

será necessário escolher um agente de viagens. Entendemos que ele é quem vai poder humanizar a nossa venda. Na hora da compra, o agente vai receber um comunicado para que ele possa fazer o pós-venda. Com isso começamos a humanizar um pouco a internet.

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Mercado & Eventos Edição 225  

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