My Cooprofar Abril 2022

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Especial Saúde O seu sono é pesadelo?

04. Análise de Mercado

Farmácias podem ficar sem stock de medicamentos mais baratos 06. Especial Cooprofar

Criar Valor para as Farmácias 13. Especial Saúde

O seu sono é um pesadelo? 17. Prevenção: Saúde e Bem-Estar

Conjuntivite: Prevenir e Tratar

21. Indústria Farmacêutica

Farmacêuticos brasileiros adaptam manual de vacinas da OF 23. Breves

Envelhecimento saudável: não chega aos 10%


anossacasa

COOPROFAR

As portas da Cooprofar estão abertas quinzenalmente para todas as Farmácias. A Direção está disponível para ouvir sugestões e necessidades, partilhar conhecimento, ideias e projetos, para trabalhar em prol do futuro.

09 de maio gondomar agende a sua reunião através dos seguintes meios:

qr code

cooprofar@cooprofar.pt

968 904 747

COOPROFAR farmácia

Com_016_Out2021


Suporte O foco na Farmácia está na génese da nossa Cooperativa e, naturalmente, diferencia a forma como traçámos e implementamos a nossa estratégia. Apoiamos o trabalho diário nos valores fundamentais da colaboração, na mobilização e no envolvimento das Farmácias. Este mês demos um passo significativo para o cumprimento da nossa missão com o lançamento da nova Política Comercial, que responde às necessidades de cada Farmácia. Com condições comerciais mais competitivas, abre portas a todas as boas parcerias e vem aportar valor para todas as Farmácias, das mais pequenas às maiores. Assumimos com os cooperadores o compromisso de efetivar a proximidade, gerando uma rede de suporte que possibilite à Farmácia ganhar disponibilidade para o seu papel essencial – o serviço à população. Para efetivá-la estamos, neste momento, a desenvolver serviços de suporte ao negócio da farmácia, potenciadores de rentabilidade, eficiência, controlo de gestão e disponibilidade para o utente, que lançaremos em breve. Como sempre, disponibilizamos uma equipa dedicada, com profissionais certificados e com experiência, que garantem um serviço que prima pelo rigor e transparência. A terminar destacamos que no próximo mês de maio se realiza a Assembleia Geral Ordinária, um momento institucional determinante no que é a essência de uma Cooperativa – o poder de decisão dos Associados. Apelamos, por isso, à participação de todos. Estamos a construir a cooperativa forte e inclusiva que as Farmácias precisam.

Adiministração e Propriedade: Cooprofar Rua Pedro José Ferreira 200-210 4424-909 Gondomar T 223 401 000 | F 223 401 050 cooprofar@cooprofar.pt www.cooprofar.pt

Direção: Hélder Mesquita Coordenação Editorial: Natércia Moreira Publicidade: assessoria@cooprofar.pt Design/Paginação: Cooprofar Distribuição: Gratuita Publicação: Mensal Tiragem: 1500 ex.


Análise de Mercado

Crescimento Mercado fevereiro 2022 vs. mês homólogo

30 25

20

12

15

9

10,2% 11,1%

16,4%

15,1% 12,9% 11,5% 9,0%

11,4% 10,8% 11,4% 11,0% 10,3%

11,6%

14,3%

12,6%

11,0%11,1%

8,7%

8,0%

6,8%

8,8%

-12

-20

-15

-25

-30

Bruno Sepodes nomeado Co-Chair da Emergency Task Force da EMA

Bruno Sepodes, Vice-Presidente do Comité dos Medicamentos de Uso Humano (CHMP) da Agência Europeia do Medicamento (EMA) e Figura do Ano dos Prémios Almofariz 2021, foi nomeado pelo Management Board da EMA como Co-Chair da Emergency Task Force (ETF), grupo de trabalho que se torna assim uma estrutura permanente da EMA, em resultado do trabalho desenvolvido durante a pandemia de covid-19. A presidência é partilhada com Marco Cavaleri da EMA, que assume também o lugar de Co-Chair. Rui Vilar, farmacêutico, do Infarmed I.P, é outro português presente, que se encontra em representação do grupo de coordenação dos procedimentos descentralizados e de reconhecimento mútuo (CMDh). A ETF desempenhará as suas funções de órgão consultivo e de apoio, independentemente das funções dos comités científicos da Agência no que respeita à autorização, supervisão e farmacovigilância dos medicamentos em causa e a ações regulamentares conexas destinadas a garantir a qualidade, segurança e eficácia desses medicamentos. Entre as suas responsabilidades estão: fornecer pareceres científicos sobre o desenvolvimento de produtos destinados a serem utilizados durante uma emergência de saúde pública, rever dados científicos, fornecer recomendações sobre a utilização de medicamentos não autorizados e coordenar estudos independentes de eficácia e monitorização da segurança. Espera-se que a ETF comece a operar ao abrigo das novas regras a partir de meados de abril. A criação da ETF resulta da publicação do regulamento que reforça o papel da EMA na preparação e gestão de medicamentos e dispositivos médicos passou a ser aplicável a partir de 1 de março de 2022 (Regulamento (UE) 2022/123 do Parlamento Europeu e do Conselho de 25 de janeiro de 2022). 04

Mercado Total

Viseu

Vila Real

Setúbal

Viana do Castelo

Açores

Santarém

Porto

Madeira

Lisboa

Portalegre

Leiria

Guarda

Faro

Évora

Coimbra

Bragança

Beja

-9 -15

Castelo Branco

-6

-10

Braga

DEZ

NOV

OUT

SET

AGO

JUL

MAI

JUN

ABR

MAR

FEV

JAN

0 -3

Aveiro

3

5

0

9,8%

6

10

-5

14,0%

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Farmácias podem ficar sem stock de medicamentos mais baratos Os medicamentos mais baratos podem desaparecer das farmácias devido ao aumento dos custos de produção, situação agravada pela guerra na Ucrânia e que está a diminuir drasticamente as margens (já curtas, no caso destes fármacos) de comercialização.

As empresas farmacêuticas estão a pedir revisões excecionais dos preços – perante a impossibilidade legal de os aumentarem – e preparam-se para apresentar propostas ao Governo, uma vez identificadas as situações mais críticas. “Com os aumentos que estamos a ver, em termos de energia, transportes, dificuldades de abastecimento, mão de obra e um custo final tabelado, a margem pode deixar de interessar”, alerta António Chaves Costa, vogal tesoureiro da Apifarma (Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica). Os medicamentos que correm o maior risco de desaparecerem, diz, são os mais baratos, com pouco volume de vendas e nos quais existe dificuldade em garantir matéria-prima. Tal cenária prejudicaria não só os doentes (obrigados a optar por fármacos mais caros) mas também o Estado (que teria de desembolsar mais verba para comparticipações). Agora, a indústria farmacêutica defende que se deve agilizar a revisão excecional de preços, ao invés de os tramites do processo conforme prevê a lei, um procedimento “burocrático e moroso”, que poderia demorar um ano.

Portugal doa mais de 400 mil vacinas à Arménia

Portugal doou mais de 400 mil vacinas, contra a covid-19, da Pfizer, à Arménia, no âmbito de uma iniciativa da União Europeia (UE) de apoio aos países da Parceria Oriental. De acordo com comunicado do Governo da Arménia, estas 400.140 vacinas constituem o primeiro lote a chegar a este país ao abrigo do novo regime financiado em cerca de 35 milhões de euros pela UE, estando prevista uma segunda remessa para o próximo mês. Esta doação insere-se no quadro de cooperação entre a UE e vários países vizinhos a leste (Parceria Oriental), que permitiu criar em dezembro de 2021 um programa de partilha de vacinas financiado pela UE, coordenado pela Polónia e ao qual Portugal aderiu. Até final de fevereiro, foram doadas mais de 15 milhões de doses aos países da Parceria Oriental, através do mecanismo de partilha de vacinas da UE e da plataforma COVAX, liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por diversos parceiros internacionais.

A Neuraxpharm nomeia Monica Torrecilla como Country Manager para Portugal

Esta nomeação pretende fortalecer a equipa de gestão em Portugal, com o objetivo de construir uma posição forte no mercado no sul da Europa. Monica Torrecilla possui uma licenciatura em farmácia pela Universidade de Barcelona e um MBA pela ESADE. Tem mais de 20 anos de experiência na indústria farmacêutica, com vários anos em vendas e marketing. Antes de se juntar à Neuraxpharm, foi Product Manager na Wyeth e liderou a Business Unit Consumer Health Care na Bausch & Lomb. Foi Head of the Oncology Business Unit na Boehringer-Ingelheim de 2010 a 2015, tendo ocupado vários cargos de gestão na empresa, desde 2002. Na sua posição atual de Marketing Manager, na Neuraxpharm em Espanha, onde está há cinco anos, foi fundamental para definir a estratégia e a seleção de produtos para o lançamento inaugural da Neuraxpharm Portugal, coliderando as operações comerciais desde o início da empresa no final de 2019. Nesta nova função, vai focar-se na expansão da empresa, acrescentando ao atual portfólio sobre esquizofrenia e distúrbios do sono, os novos lançamentos sobre epilepsia e depressão.

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Criar

Valor

para as Farmácias

Queremos continuar a construir uma cooperativa forte, capaz de servir bem os interesses dos cooperadores e de contribuir para a sustentabilidade das Farmácias.

Hélder Mesquita Presidente do Conselho de Administração Analisando o contexto atual, constatamos a rápida transformação e evolução de todo o Setor para fazer face a alterações profundas da vivência em sociedade. Na Cooprofar temos de garantir que a nossa evolução cumpre o compromisso assumido com os Associados e contribui efetivamente para a sustentabilidade e rentabilidade dos negócios da Cooprofar e das Farmácias. P: Perante um cenário externo de ainda maior incerteza e marcado pela insegurança sentiu, em algum momento, a necessidade de reformular a estratégia? R: Até este momento não sentimos essa necessidade. É certo que não somos alheios aos fatores externos e, se necessário, reajustar-nos-emos, salvaguardando a sustentabilidade e o alinhamento com o rumo traçado para o futuro. Estamos a trabalhar para cumprir o compromisso assumido com os Associados e os Clientes. A evolução e aprendizagens induzidas pela pandemia e o diálogo com as Farmácias nas ações d’a nossa casa, vincaram a convicção de que as entregas diárias são determinantes para garantir o serviço à população. Este é um ponto chave a trabalhar, que não podemos descurar. Sem dúvida que existe uma preocupação acrescida da nossa parte que, diariamente, andamos de norte a sul do país e vemos os custos de transporte aumentar de forma muito significativa, em especial por representarem cerca 06

de 1/3 do custo do nosso serviço de distribuição. Acompanhamos com muita atenção a evolução desta problemática e, se for imperativo agir, fá-lo-emos tomando medidas transparentes, entendíveis e transversais a todos os clientes. P: Têm sido reiterados os objetivos de proximidade efetiva com as Farmácias e de contribuição para a sustentabilidade dos seus negócios. À data, de que forma estão a materializar estes objetivos? R: Assumimos desde o início que pretendemos dar um novo ímpeto à relação entre a Cooprofar e as Farmácias trabalhando, em particular, no desenvolvimento contínuo da colaboração e a relação de proximidade com todo o Setor. Isto gera naturalmente ações a diversos níveis. Este mês demos um passo significativo para o cumprimento desta missão, com o lançamento da nova Política Comercial, com condições comerciais mais competitivas ajustadas à realidade das farmácias, das maiores às mais pequenas. Fizemo-lo comunicando de forma transparente e transversal, em conformidade com os princípios pelos quais nos regemos. Esta direção continua e continuará a cumprir o seu plano de uma cooperativa forte, unida e olhando sempre para os interesses dos seus associados.


P: A transição energética é um imperativo atual. Qual a posição adotada pela Cooprofar neste caminho pela sustentabilidade? R: Na génese da cooperativa está um conjunto de valores dos quais destaco a responsabilidade social e seu papel na comunidade. Por essa razão, as questões relacionadas com a sustentabilidade energética e ambiental serem algo primordial para esta direção. Esta é uma preocupação central e por isso temos vindo a desenvolver um profundo trabalho na redução de custos e otimização de processos, que resultem em maior eficiência. Fazemo-lo encontrando soluções amigas do ambiente.

Pretendemos chegar mais além… colmatar falhas, superar desafios colocados por fatores externos.

Destaco, por exemplo, e após obras para colmatar uma grave penetração de humidade, o pleno funcionamento dos painéis solares existentes na cobertura. Assim conseguimos satisfazer a 100% as nossas necessidades de eletricidade em horário de pico. Com este investimento diminuímos a nossa pegada ecológica e melhoramos a nossa conta de exploração. Mais adianto que estamos a analisar a possibilidade de alargar este investimento a outros armazéns.

José Miguel Sousa Tesoureiro do Conselho de Administração

Encontramo-nos, ainda, a realizar testes com veículos elétricos. Uma análise ponderada e bem sustentada, no sentido de identificar oportunidades de contribuir para o ambiente, ressalvando sempre a sustentabilidade financeira para a Cooprofar e para as Farmácias. A descarbonização está na nossa mesa de trabalho. É uma reflexão contínua que passará pela aposta em soluções mais ecológicas e eficientes para a atividade e pela criação de sinergias na rede de Distribuição Farmacêutica.

…mobilização é a palavra que encontro para descrever o que ambicionamos junto dos Associados.

P: Para além do desenvolvimento de serviços e soluções para as Farmácias qual é, neste momento, o grande objetivo da Cooperativa? R: Queremos que as Farmácias se queiram envolver na vida da cooperativa, na estratégia, nas decisões, que sintam verdadeiramente o que é a nossa casa. Neste momento, mobilização é a palavra que encontro para descrever o que ambicionamos junto dos Associados. No decorrer das ações que levamos a cabo nos últimos meses, nomeadamente das ações descentralizadas d’a nossa casa, temos assistido a uma evolução muito positiva neste sentido. Tal demonstra o reconhecimento, por parte das Farmácias, da importância da colaboração estreita e do conhecimento mútuo para a resposta adequada às suas necessidades e, acima de tudo, para o alcance de resultados. Continuaremos a realizar este tipo de ações e a incentivar o envolvimento das Farmácias. Aproveito para agradecer a todos os envolvidos a partilha de experiências e de valiosos contributos. É gratificante verificar que nesta nova Cooprofar as Farmácias participam, envolvem-se e fazem-se ouvir.

Rita Domingues Vogal do Conselho de Administração 07


Testemunhos Farmácias

Farmácia Beirão Rendeiro - Caminha “Trabalhamos com a Cooprofar praticamente desde o início da Farmácia Beirão Rendeiro. Numa altura em que precisá-vamos de muita ajuda a Cooprofar foi um dos pilares que nos apoiou e ajudou a crescer. Hoje em dia tanto a Farmácia Beirão Rendeiro como a Cooprofar são empresas de referência no sector e para isso muito contribuiu este nosso trajeto comum. A nossa relação com a Cooprofar está assente em pressupostos comerciais, como não poderia deixar de ser, mas a nossa preferência e fidelidade está muito ligada a um histórico de relação com quase 30 anos em que a Confiança e a Lealdade tiveram um papel muito importante. Para isto muito contribuíram todas as pessoas que compõem a empresa, desde as várias direções, aos responsáveis financeiros, aos gestores de clientes, ao pessoal do Call Center e de armazém e ao último elo de ligação desta cadeia, os motoristas que todos os dias nos visitam com boa disposição. A forma como pro-activamente nos contactaram para rever/melhorar condições sem nenhum pedido recente da nossa parte mostra bem a forma de estar da empresa no mercado e os seus valores intrínsecos. Resta-nos desejar que passem mais 30 anos de novas conquistas e crescimento para ambas as empresas sempre com a Cooprofar como nosso fornecedor preferencial.”

Farmácia Pinheirense - Bemposta “Somos uma farmácia localizada no concelho de Oliveira de Azeméis, na freguesia do Pinheiro da Bemposta. A nossa existência tem já várias décadas, vinte das quais ligadas à Cooprofar como fornecedor. Devido à excelente relação, à confiança e ao respeito desenvolvidos, esta cooperativa tornou-se o principal distribuidor desta farmácia. Desejamos que continue a desenvolver o distinto trabalho, com a proximidade que nos habituou.”

08


Testemunhos Colaboradores

Ana Paula Azevedo De Castro

Logística Interna – Controlo de Stocks “O meu nome é Paula Castro e trabalho na empresa há 19 anos. No decorrer destes anos tive oportunidade de desempenhar várias funções onde enfrentei novos desafios e evoluí profissionalmente, num processo de aprendizagem contínua. O meu foco é ajudar a empresa a cumprir a sua missão, 365 dias do ano. O meu muito obrigado à Cooprofar por fazer parte deste grande capital humano.”

Leandro Rodrigues Pereira Gestor de Clientes

“Olá o meu nome é Leandro e sou gestor de clientes da Cooprofar na zona de Vila Real, Bragança, Viseu e Guarda desde maio de 2021. Até aqui a experiência na Cooprofar tem sido um desafio constante, todos os dias são dias diferentes, no entanto tornam-se mais fáceis graças a todos os que trabalham para que a Cooprofar seja uma referência

quer

como

Cooperativa

Farmacêutica

quer

como

Distribuidor Farmacêutico. Por fim deixar uma palavra de agradecimento e apreço às pessoas que trabalham diariamente nas farmácias, que fazem das farmácias um prestador de saúde de excelência e que vêm na Cooprofar o parceiro ideal para que isso aconteça.”

João Nuno Loureiro Carregosa De Sousa Serviço de Apoio ao Cliente “Olá, o meu nome é João Sousa O meu percurso no Grupo Cooprofar Medlog, começou em 2005 Desde início que faço parte do Serviço de apoio ao cliente (S.A.C). Dentro

deste

serviço

desempenho

várias

funções,

desde

o

tratamento de devoluções como parte integrante da equipa de Campanhas.

É

um

setor

que

me

ajudou

a

evoluir

tanto

profissionalmente como em termos pessoais, para isso também contribuiu o ambiente familiar da Empresa, com destaque para os colegas de trabalho. Destaco estes últimos 2 anos, apesar das dificuldades a Cooprofar esteve sempre ao nosso lado.” 09





Especial Saúde

Ter um bom sono é um sonho possível!

A importância da higiene do sono da criança

Um bom sono é muito importante para um desenvolvimento saudável. Ter um padrão de sono adequado na infância é um alicerce que favorece a continuação de um sono de qualidade na idade adulta. 1. É importante ter tempo de convívio com os pais no fim do dia e manter uma rotina previsível na hora de deitar. 2. A criança deve ser deitada sonolenta, mas ainda acordada. Assim, aprende a adormecer sem a presença dos pais (ganha autonomia e consegue adormecer sozinha durante a noite). 3. Os contactos a meio da noite devem ser breves e monótonos, mantendo a criança na sua cama. 4. A utilização de objetos de transição (boneco ou manta, por exemplo) pode ser útil para crianças pequenas que não se sentem seguras sem a presença dos pais. 5. Fazer sestas adaptadas à idade e ao desenvolvimento da criança, evitando que estas sejam muito prolongadas ou tardias (exceto em crianças muito pequenas).

Ritmo Circadiano O ritmo dos períodos de sono e vigília do nosso dia a dia é-nos imposto por um relógio biológico, localizado numa região do nosso cérebro chamada hipotálamo, sob a influência de fatores internos e externos. Um importante fator externo é a luz do dia, que à medida que vai diminuindo com o entardecer, estimula a produção de melatonina (hormona responsável pela necessidade de dormir). No adolescente, a secreção desta hormona ocorre mais tardiamente durante a noite.

Ninguém consegue sobreviver sem dormir e o seu cumprimento regular é imprescindível para um desenvolvimento saudável a nível físico, mental e intelectual. 13


Especial Saúde Função do Sono Embora o sono corresponda a um período de diminuição do estado de consciência e menor mobilidade física, o nosso organismo mantém uma intensa atividade, que permite o crescimento e desenvolvimento do sistema nervoso central (SNC), o restabelecimento de vários sistemas, a recuperação de energia, o assegurar de várias funções hormonais (como, por exemplo, a hormona do crescimento) e a capacidade de defesa às infeções. O desenvolvimento do SNC é fortemente influenciado pelo sono e, por isso, os bebés precisam de mais tempo para dormir. Durante o sono, é filtrada toda a informação recebida pelo nosso cérebro o que facilita o processo de reter as memórias mais importantes. A capacidade de concentração, a aprendizagem, o controlo das emoções e a impulsividade são também influenciados pela qualidade e quantidade do sono.

Duração do Sono A duração, continuidade e profundidade do características que influenciam a qualidade do sono.

Idade

(inclui sestas)

14 a 17 horas

4-11 meses

12 a 15 horas

1-2 anos

11 a 14 horas

3-5 anos

10 a 13 horas

6-13 anos

9 a 11 horas

14-17 anos

8 a 10 horas

18-25 anos

7 a 9 horas

Higiene do Sono

Quando o sono da criança ou adolescente é comprometido por se deitar tarde, ou acordar muito cedo ou por ter sono muito interrompido, o tempo total de sono fica diminuído em relação ao necessário ao seu desenvolvimento.

1. Horário regular de sono.

são

Tempo recomendado

0-3 meses

Consequências da redução de sono

sono

2. Rotina da hora de deitar. 3. Ambiente do quarto sossegado, escuro e com temperatura amena. 4. Equipamentos eletrónicos desligados 1 horas antes de adormecer. 5. Deitar sem fome.

Dormir bem para bem acordar!

6. Evitar de alimentos ou bebidas com estimulantes nas várias horas que antecedem o sono. 7. Evitar ingerir líquidos em excesso nas horas que antecedem o sono. 8. Não praticar atividades vigorosas nas 2 horas que antecedem a hora de deitar.

14


Especial Saúde ENURESE. O seu filho ainda faz chichi na cama? A capacidade de reter a urina durante algum tempo ocorre habitualmente até aos 3-4 anos, primeiro durante o dia e depois durante a noite. Fazer chichi na cama pode ser considerado normal até aos 5 anos. Pode tornar-se um problema se ocorre duas ou mais vezes por semana e/ou a criança tem mais de 5 anos. Neste caso, designa-se Enurese.

Como podem os pais ajudar a criança? 1. Abordar o assunto com naturalidade 2. Não repreender ou castigar a criança 3. Reduzir a ingestão de líquidos a partir do entardecer 4. Evitar bebidas com cafeína a partir do meio da tarde 5. Promover o treino da bexiga (estimular micções regulares durante o dia e antes de deitar, esvaziando a bexiga) 6. Felicitar a criança sempre que não tiver feito chichi na cama 7. Elaborar um calendário com registo dos dias em que a criança acorda seca

O seu filho não tem culpa dos “deslizes” noturnos! As crianças não fazem chichi na cama porque querem, por birra ou porque são preguiçosas. Acontece involuntariamente, estando muitas vezes relacionada com um atraso na maturação dos mecanismos ligados à capacidade de concentrar e reter a urina durante o sono. São várias as razões apontadas: bexiga mais pequena, produção de um grande volume de urina durante a noite, sono mais profundo, ou até mesmo fatores genéticos. Os fatores psicológicos raramente são causa, mas podem ser uma consequência desta situação. Enurese primária: Nunca ter deixado de fazer chichi na cama até aos 5 anos de idade. Enurese secundária: Voltar a fazer chichi na cama depois de, pelo menos, 6 meses sem o fazer.

Quando se deve procurar ajuda médica? No caso da enurese primária, a situação mais cedo ou mais tarde tende a resolver-se – 15% das crianças em cada ano que passa. A situação deve ser abordada na consulta de vigilância de saúde infantil a partir dos 5-6 anos. No caso da enurese secundária, o caso deve ser avaliado em consulta médica com brevidade, qualquer que seja a idade.

Terapia medicamentosa

Quando as medidas comportamentais são insuficientes e há consequências significativas para a criança, pode ser necessário recorrer a terapia medicamentosa. O medicamento mais utilizado é um substituto da hormona antidiurética que, tomado algum tempo antes de deitar, diminui a quantidade de urina produzida durante a noite. Pode ajudar a reduzir de forma significativa a ansiedade gerada pelo risco de um “deslize noturno”.

Alarme

É um dispositivo específico com um sensor de humidade que é colocado na roupa interior da criança, e emite um som quando deteta urina. Pretende-se que a criança acorde progressivamente mais rápido, até não necessitar de ser alertada pelo ruído mas sim pela sensação de plenitude da bexiga.

Vamos dormir sobre o assunto? Fontes: Portal Associação Portuguesa do Sono; Portal Sleep Health Foundation; Portal Hospital da Luz.

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Prevenção Saúde e Bem-Estar

Conjuntivite: Prevenir e Tratar A estação impulsionadora das alergias está de volta e, com ela, todas as precauções no combate à conjuntivite. Conjuntivite alérgica A conjuntivite alérgica pode ser sazonal (pólen, especialmente no período da primavera) ou aparecer durante o ano todo (poeiras e pelos de animais). A alergia ao pólen provoca, com alguma frequência, inflamação simultânea da conjuntiva e do nariz, denominada por rinoconjuntivite ou febre dos fenos. A conjuntivite primaveril também conhecida por conjuntivite sazonal está associada a queixas nasais e faríngeas, sendo o alergénio habitual o pólen.

Conjuntivite viral

A alergia ocular afeta entre 20% a 25% da população portuguesa e pode atingir todas as faixas etárias.1

A conjuntivite viral é originada por um vírus e a evolução é específica de acordo com o microrganismo causador. Muitas vezes, a inflamação da conjuntiva apenas constitui uma manifestação de uma infeção como a gripe, a rubéola ou o sarampo. Neste caso, a evolução acompanha o desenvolvimento da infeção que lhe deu origem. O diagnóstico é habitualmente clínico. Os adenovírus provocam, geralmente, infeção das vias respiratórias e são um dos agentes mais frequentes causadores de conjuntivite viral. A transmissão pode ser feita por contacto direto ou através de outro tipo de objeto contaminado, como toalhas ou lenços, por exemplo. Tem uma duração média de 8 a 15 dias, podendo em alguns casos ser superior.

Conjuntivite bacteriana

A conjuntivite bacteriana é um processo inflamatório da conjuntiva bulbar ou tarsal, causada por um agente bacteriano, podendo ser uni ou bilateral. É uma entidade frequente, autolimitada, benigna e ocasionalmente pode ser grave. Tem como causas o estafilococus áureos, o estreptococus pneumoniae, o hemofilus influenza e a clamídia. A secreção é mucopurulenta, amarelada e muito espessa, aderindo-se de tal forma às pálpebras que, por vezes, é difícil a sua extração. A alergia ocular afeta entre 20% a 25% da população portuguesa e pode atingir todas as faixas etárias.

1

17


Prevenção Saúde e Bem-Estar

A transmissão ou contágio pode ser efetuada através do contacto com as secreções do doente contaminado. Enquanto a pessoa contaminada tiver sintomas pode ocorrer transmissão da doença.

Alguns problemas de visão, como erros refrativos caso não possuam uma correção adequada, também podem causar conjuntivite (através do esforço excessivo do aparelho ocular e consequente inflamação da conjuntiva).

Sintomas Vermelhidão ocular | Comichão | Secreção transparente ou esbranquiçada O principal sinal da conjuntivite é o olho com aparência avermelhada. Em casos mais severos, podem associar-se inchaço e descamação da pele das pálpebras, lacrimejo e aumento da sensibilidade à luz. • Os sintomas de conjuntivite alérgica incluem olhos lacrimejantes, prurido ocular e peri-ocular ligeiro, sensação de queimadura e secreção conjuntival aquosa e são, frequentemente, acompanhados de congestão nasal e sensibilidade à luz. • Os sintomas da conjuntivite viral incluem lacrimejo, olho vermelho, sensação de corpo estranho, fotofobia e edema palpebral. • Os sintomas de conjuntivite bacteriana incluem ardor ou "sensação de areia nos olhos", fotofobia (sensibilidade à luz), hipovisão (diminuição da visão) e secreções purulentas (pús).

Medidas Preventivas Quem tem conjuntivite infeciosa deve controlar a sua transmissão e prevenir uma reinfeção, através de gestos simples: 1. Evitar compartilhar itens pessoais, como lenços, toalhas de mão ou lenços de papel. 2. Cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar e evitar esfregar ou tocar nos olhos. 3. Lavar as mãos com frequência, principalmente em locais públicos. 4. Manter um antisséptico para as mãos sempre por perto e usar com frequência. 5. Limpar com frequência superfícies como bancadas, maçanetas de portas, torneiras e telefones compartilhados com um material antisséptico. 6. No caso de uso de lentes de contato, seguir as instruções do oftalmologista para cuidar e substituir as lentes, usar as soluções de lentes de contato de forma adequada ou considerar mudar para lentes de contato diárias. 7. Ainda no caso de uso de lentes de contato, é recomendado usar óculos de proteção ao nadar, para proteção de contaminações por bactérias e outros micro-organismos presentes na água, além do cloro, e outras substâncias que podem causar irritações nos olhos. 8. Antes de tomar banho, é sugerido remover as lentes de contato para evitar a contaminação das mesmas.

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Prevenção Saúde e Bem-Estar Tratamento Conjuntivite alérgica: Alguns colírios para conjuntivite alérgica como lubrificantes, podem ajudar a diminuir os sintomas. Aplicar compressas húmidas frias nos olhos é uma importante forma de “tratamento caseiro”, o que é bom para aliviar o desconforto causado pela inflamação. Os anti-histamínicos orais, podem oferecer um maior alívio, embora, possam provocar olho seco.

O tratamento deve ser sempre monitorizado por um oftalmologista, podendo incluir: anti-histamínicos e anti-inflamatórios. Os colírios esteroides podem ser usados nas formas mais graves. Conjuntivite viral: Na maioria dos casos, a conjuntivite viral prolonga-se por vários dias e não é necessário o uso de medicamentos. A aplicação de uma compressa fria e húmida nos olhos várias vezes ao dia pode aliviar os sintomas. O tratamento é realizado com colírios de anti-inflamatórios não esteroides e nas formas mais intensas ou graves o tratamento deve ser realizado com corticoides. Normalmente são associadas lágrimas artificiais, no sentido de aumentar o conforto ocular. O tratamento deve ser realizado enquanto a sintomatologia perdurar, normalmente, entre 8 e 15 dias. Conjuntivite bacteriana: Na conjuntivite bacteriana, o tratamento passa pela utilização de colírios antibióticos, anti-inflamatórios e para dar mais conforto podem ser associadas lágrimas artificiais. O tratamento da conjuntivite bacteriana deve ser realizado enquanto houver sintomatologia, entre uma a duas semanas. A conjuntivite bacteriana, caso não seja tratada, pode permanecer durante 10 a 14 dias, podendo esta duração ser substancialmente reduzida, com tratamento adequado.

Fontes: Portal Saúde Online; Portal Lusíadas; Portal allaboutvision; Portal Farmácias Portuguesas; Portal Saúde e Bem-estar.

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Indústria Farmacêutica

Vacinas à base de glicoproteínas podem ajudar a reduzir taxa de não vacinados contra a covid-19

Estas vacinas são uma alternativa para as pessoas que, por várias razões receiam as vacinas baseadas em material genético. As vacinas contra a covid-19 à base de glicoproteínas e vírus inativados vão proporcionar uma outra escolha, especialmente às pessoas que por várias razões receiam as vacinas baseadas em material genético. Havendo escolha entre estes três tipos de vacinas, talvez o número de vacinados seja superior no futuro.

Mais investigação sobre a canábis medicinal Em declarações à agência Lusa, Marília Dourado coordenadora do Centro de Estudos e Desenvolvimento dos Cuidados Continuados e Paliativos da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) - considerou que a canábis “tem muitas potencialidades”, pelo que é necessário investir na investigação para as identificar e para confirmar conclusões de alguns trabalhos que surgem e “que não têm robustez suficiente”. “Não vale nada o que vou dizer sem haver uma confirmação, mas, em potência, [a canábis] poderá ter o impacto positivo na doença oncológica, porque há autores que dizem que estas substâncias podem, por exemplo, bloquear o crescimento das células cancerígenas ao inibirem as vias de transmissão de sobrevivência e de proliferação celular”, revelou. Além disso, pode “inibir a produção de novos vasos e, portanto, ao impedir a angiogénese, vai dificultar a metastização”. “Há outros [estudos] que dizem ainda que também tem um efeito muito importante na ativação da apoptose de células cancerígenas, poupando aquelas que são as células normais, o que pode ser a cereja no topo do bolo”, sublinhou. A coordenadora do Centro de Estudos e Desenvolvimento dos Cuidados Continuados e Paliativos da FMUC salientou que produtos terapêuticos à base de canábis já são usados em doentes oncológicos, nomeadamente no tratamento de náuseas e vómitos induzidos pela quimioterapia.

Farmacêuticos brasileiros adaptam manual de vacinas da OF

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) do Brasil anunciou, no seu portal, que adaptou o manual produzido pela Ordem dos Farmacêuticos (OF) de Portugal sobre “Administração de Vacinas e Medicamentos Injetáveis por Farmacêuticos – Uma Abordagem Prática”, coordenado pelas farmacêuticas portuguesas Gabriela Plácido e Mara Guerreiro, às quais se juntam agora, na versão brasileira, as farmacêuticas Josélia Frade e Beatriz Lott. Este foi lançado no passado dia 23 de março, durante a 67ª Reunião Geral dos Conselhos Regionais e Federal de Farmácia e contou com a participação do bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Helder Mota Filipe. A parceria foi comemorada pelo presidente do CFF, Walter Silva Jorge João. “É com enorme satisfação que o CFF estabeleceu parceria com a Ordem dos Farmacêuticos de Portugal para tornar possível a adaptação desse conteúdo”, indicou, no comunicado divulgado. No portal da OF, o bastonário da OF considera que esta colaboração é um “episódio de sucesso” e que deveria ser replicada em outras áreas e de impacto relevante para a atividade dos farmacêuticos.

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Breves

Envelhecimento saudável: não chega aos 10% Os idosos portugueses foram os que tiveram piores resultados num estudo que avaliou o envelhecimento saudável em pessoas com 70 anos ou mais de cinco países europeus. O trabalho, que recrutou em cinco países mais de 2 mil idosos sem doenças crónicas incapacitantes e sem grandes limitações físicas e que na parte portuguesa foi coordenado pelo reumatologista José Pereira da Silva, do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, concluiu que os idosos mais saudáveis são os da Áustria e da Suíça.

Tratamentos de PMA alargados para mulheres até 50 anos com doença grave Até agora, o financiamento público para iniciar os tratamentos estava limitado aos 40 anos, para todas as mulheres. O acesso a tratamentos de procriação medicamente assistida (PMA) vai ser alargado, no SNS, a mulheres até aos 50 anos com doença grave e que tenham concretizado a criopreservação de ovócitos antes dos 40 anos de idade, adianta uma circular conjunta da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Aumento de mortes por tuberculose na Europa

Farmacêuticos ucranianos disponíveis para integrar colegas refugiados A OF identificou mais de duas dezenas de farmacêuticos a trabalhar em Portugal com nacionalidade ucraniana e/ou naturais da Ucrânia, falantes da língua, todos disponíveis para participar num programa extraordinário de apoio à integração profissional de colegas conterrâneos que tiveram de abandonar o país por causa do conflito armado entre a Ucrânia e a Rússia, adquirindo assim o estatuto de refugiado. A exercer em quase todos os distritos e áreas profissionais, estes farmacêuticos portugueses com raízes ucranianas têm diferentes experiências pessoais e profissionais. Helder Mota Filipe indicou que está em contacto com o Ministério da Saúde e com as restantes Ordens profissionais da área da Saúde, para regulamentação de um regime excecional e transitório para reconhecimento de qualificações de profissionais de saúde provenientes da Ucrânia.

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) considerou hoje preocupante o aumento das mortes por tuberculose na Europa, mas lembra que estes dados devem ser “contextualizados e interpretados” e aponta o atraso no diagnóstico por casa da pandemia de covid-19. Segundo o relatório do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado na quinta-feira, a tuberculose causou cerca 21 mil mortes na região europeia da OMS em 2020, o primeiro aumento de óbitos registado em mais de duas décadas.

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