My Cooprofar Novembro 2020

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novembro 2020

04. Análise de Mercado

Antibióticos: Menos 1,1 milhões de embalagens vendidas 08. Especial Covid-19

Como se faz uma vacina 10. Especial Saúde

Diabetes

16. Indústria Farmacêutica

Genéricos pouparam 362M€ 19. Breves

Pneumonia: Médicos defendem vacina gratuita para idosos



Prof. Doutor Delfim Santos Presidente da Direção

EDITORIAL

Um esforço geral em prol de um bem maior, a Saúde de todos. O contexto atual de Pandemia provocou profundas alterações no dia a dia da população. Neste sentido, o Grupo Cooprofar-Medlog não fica indiferente às circunstâncias atuais e, fruto da verdadeira colaboração e preocupação com a Saúde de todos, associou-se a iniciativas que visam este fim. No presente ano foram adotadas medidas excecionais e específicas da vacinação contra a gripe. O Programa de Vacinação SNS Local, promovido pelo Ministério da Saúde, teve como objetivo a disponibilização de cerca de 200 mil doses de vacina contra a gripe, a cidadãos com mais de 65 anos, para administração em Farmácia. A execução da iniciativa foi possível graças também à colaboração das entidades de distribuição farmacêutica que se associaram. É com orgulho que afirmamos que a Cooprofar garantiu a 100% a concretização da entrega às Farmácias das quantidades determinadas no âmbito do protocolo, num total de mais de 27 mil doses. Outra iniciativa à qual nos associamos surgiu da colaboração da ADIFA com os seus Associados, da qual a Cooprofar faz parte, e em parceria com as Associações de Farmácias, resultou na criação da plataforma ADIFA Farma2Home. Através desta plataforma, as Farmácias podem solicitar o serviço de entrega ao domicílio de medicamentos e produtos de saúde para os seus utentes aos seus Distribuidores habituais. Nesta fase piloto, o projeto encontra-se disponível para as Farmácias localizadas nos concelhos do Porto e Viseu. No âmbito da colaboração e da preocupação pela Saúde de todos, a Cooprofar já havia integrado mais no início do ano, a Operação Luz Verde, um serviço de âmbito nacional, criado no âmbito da ADIFA, que assegura a entrega de Medicamentos dispensados em regime ambulatório hospitalar numa Farmácia da preferência do Utente. Foi com todo o empenho que abraçamos, desde o primeiro momento, esta iniciativa que cresce diariamente e que, neste momento, ajudou já mais de 5000 pessoas. A bem da Saúde de todos mantenhamo-nos atentos, cautelosos e cumpramos as medidas de prevenção e segurança, pois a Saúde prevalece sobre tudo neste momento.


Análise de Mercado

Crescimento Mercado setembro 2020 vs. mês homólogo

6

5,3 4,5

-20%

-20,2

DEZ

NOV

-4

-3,8

1,3

Viseu

Vila Real

1,5

0,9

Mercado Total

Viana do Castelo

1,7

Setúbal

-0,3

Madeira

0,0

0,4

Santarém

Faro

Évora

-0,6

Coimbra

Beja

Bragança

-6,3 -4,4

SET

JUL

-4,4

-2

OUT

0,5

JUN

AGO

ABR MAI MAR

1,3

JAN FEV

5,5

Braga

Aveiro

% 0 20%

0,0

1,2

Açores

0,6

Porto

1,2

Portalegre

40%

1,2

Lisboa

1,0

Leiria

2,6

2

50,5

Guarda

3,0 2,3

60%

Castelo Branco

4

-3,4

-6

Antibióticos: Menos 1,1 milhões de embalagens vendidas O consumo de antibióticos registou uma descida, nos primeiros oito meses deste ano, na ordem dos 22%. Entre janeiro e agosto de 2020, foram dispensadas menos 1,1 milhões de embalagens deste tipo de medicamentos, quando comparado com igual período do ano anterior. A redução do consumo de antibióticos tem sido uma tendência nos últimos cinco anos e é um dos objetivos das autoridades de saúde, mas nunca a descida tinha atingido esta dimensão. Um dos motivos para a quebra deve-se ao facto de estarmos a viver um período de pandemia, que obrigou ao confinamento, ao distanciamento social e ao uso de máscara. As pessoas estiveram assim menos expostas às infeções bacterianas, àquelas que se transmitem sobretudo por gotículas, pela boca e pelo nariz. De resto, as pessoas também foram menos aos hospitais, nomeadamente às urgências, e aos centros de Saúde, o que minimizou a possibilidade de prescrição de antibióticos.

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Farmácias com 150 mil doses de vacina contra a gripe O Governo chegou a acordo com as associações de farmácias, no fornecimento de vacinas contra a gripe para administração aos utentes com mais de 65 anos. Na rede de farmácias existentes em território nacional ficam assim disponíveis “pelo menos, 10% do contingente de vacinas adquiridas pelo SNS”, o que corresponde a cerca de 150 mil doses da vacina. ”O recente acordo alcançado entre o Governo e as associações de farmácias é um marco histórico na relação entre Serviço Nacional de Saúde e as farmácias comunitárias. Pela primeira vez, as farmácias integram a rede de unidades de saúde onde os portugueses podem receber gratuitamente a vacinação contra a gripe”, afirmou a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, Ana Paula Martins.

GRIPE Autarquias apoiam a vacinação contra a gripe

Vacina gratuita também para imunodeprimidos

Os Municípios associam-se ao Programa SNS Vacinação Local com o propósito de reforçar a cobertura vacinal na sua população de 65 ou mais anos. A vacinação nas farmácias permite a muitos munícipes terem acesso à vacina na farmácia próxima de sua casa, com segurança, evitando deslocações e libertando tempo aos profissionais dos centros de saúde para outras necessidades do sistema de saúde.

A vacina da gripe será, este ano, gratuita também para as pessoas imunodeprimidas. O alargamento consta de uma norma publicada pela DGS. Além disso, também os estudantes em estágios clínicos no SNS estão abrangidos pela gratuitidade. Referindo-se aos imunodeprimidos, a norma aborda tipos de situações, entre as quais: infeção por VIH; asplenia ou disfunção esplénica; quimioterapia imunossupressora; terapêutica com fármacos biológicos e outros medicamentos; ou tratamento com corticóides sistémicos por mais de um mês em determinadas doses, especificadas no documento.

Nestas circunstâncias, o Município suportará 90% do valor equivalente às administrações, após as 50 por farmácia.

Medicamentos Hospitalares: Mais doentes podem levantar na farmácia Os doentes de cancro da mama e esclerose múltipla do Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto, podem levantar os medicamentos cedidos pelo hospital numa farmácia próxima de casa, evitando deslocações mensais de vários quilómetros. É o alargamento do projeto Farma2Care, que começou em dezembro do ano passado, para os doentes com VIH. Vários hospitais do país já avançaram com projetos-piloto idênticos e, em junho, o Ministério da Saúde criou um grupo de trabalho para estudar um modelo para implementar em todo o país. 5


Análise de Mercado

VACINAÇÃO PNV recupera e iguala 2019

Rutura de stock obriga a fasear vacina HPV

Com “pequenas oscilações” provocadas pela pandemia entre março e maio, o Programa Nacional de Vacinação recuperou, igualando em julho as taxas de cobertura vacinais do período homólogo.

O novo Programa Nacional de Vacinação inclui as vacinas da meningite B para todas as crianças até um ano de idade e a do vírus do papiloma humano para os rapazes com dez anos. No entanto, “atendendo ao contexto de pandemia covid-19, os serviços de saúde darão prioridade à vacina MenB, uma vez que a maior incidência da doença ocorre nos primeiros dois anos de vida”, destacou a Direção-Geral da Saúde.

”Em julho atingimos as mesmas coberturas do mesmo semestre de 2019”, afirmou, Teresa Fernandes, coordenadora do PNV. As taxas de cobertura das diferentes vacinas andam entre os 98% e os 99% para crianças e jovens até aos 18 anos. As grávidas também mantiveram a vacinação e a taxa de cobertura da vacina do HPV a partir dos 12 anos, atingiu os 89% em julho.

A DGS acrescentou, contudo, que “devido à escassez internacional de vacinas contra HPV e no atual contexto, será dada prioridade à vacinação dos rapazes que nasceram no primeiro semestre de 2009.

VIH/Sida: Farmácias venderam 3345 testes desde setembro de 2019 Desde que foram disponibilizados pela primeira vez, em setembro de 2019, as farmácias já venderam 3345 unidades de autoteste de deteção do VIH/Sida. O rastreio é feito a partir de uma gota de sangue e o resultado é conhecido em 15 minutos. Custa, em média, 24,60 euros. Os dados, da Associação Nacional de Farmácias, mostram que a maioria das vendas ocorreu nos primeiros meses: em outubro foram vendidas 387 unidades de autoteste; no mês seguinte, foram 402 unidades. Desde janeiro que as vendas diminuíram, mas foi entre março e abril - com o início da pandemia - que caíram a pique.

Bastonária: Jovens farmacêuticos devem ser aproveitados A bastonária dos Farmacêuticos defendeu que os jovens que vão para a farmácia têm “um capital de qualidade e qualificação” que deve ser aproveitado pelo sistema de saúde sob pena de se desperdiçar uma parte importante de “juventude qualificada”. “Os farmacêuticos que vão para a farmácia e que nós formamos durante muitos anos nas nossas universidades, têm um capital de qualidade e de qualificação que tem de ser aproveitado pelo sistema de saúde, porque senão estamos a deitar fora uma parte importante da nossa juventude qualificada, e isso não faz nenhum sentido”, considerou Ana Paula Martins. Para a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, “é fundamental” ter uma regulamentação para o exercício profissional e para a valorização do ato farmacêutico. 6


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Especial Covid-19

Como se faz uma vacina Fase III: Esta é considerada a etapa mais importante na produção da vacina. É aqui que se testam milhares de pessoas, onde se determina a sua segurança e eficácia. É também a fase mais longa, pode durar até 4 anos.

Tradicionalmente, este processo demora em média entre 10 e 15 anos e começa pela sequenciação genética do novo coronavirus. Em janeiro, investigadores chineses divulgaram o genoma do SARS-CoV2. As farmacêuticas começaram logo a desenvolver vacinas.

Após serem ultrapassas as 3 fases de teste, passamos à penúltima fase na produção de uma vacina. Aqui entram as entidades reguladoras, a Agência Europeia do Medicamento e a Agência Americana para a Segurança Alimentar e do Medicamento.

De seguida é necessário definir a composição da vacina. No laboratório seleciona-se o antimónio (molécula estranha ao organismo) que desencadeia uma resposta imunitária, neste caso, uma amostra do vírus.

São estas agências que avaliam a segurança e a eficácias das vacinas para serem comercializadas.

Para este vírus há 4 métodos diferentes: O clássico, com o vírus inanimado, que produz uma resposta no organismo. É o caso da vacina chinesa da Sinovac;

Na última etapa dá-se a produção em massa e a distribuição. Neste caso, as farmacêuticas vão começar a produzir a vacina antes de conhecer a sua eficácia, ou seja, produzem por sua conta e risco. As vacinas são transportadas sobretudo de avião para cada país e aí serão armazenadas em frigoríficos, entre os 2 e os 8ºC, até que se dê início à vacinação.

Vacinas de vetor viral, um vírus que não causa doença e transporta um gene do SARS-CoV2, como é o caso da AstraZeneca; Com base em proteínas, ou seja, com partes do vírus SARS-Cov2 como é o caso da Sanofi Pasteur; Com informação genética, o RNA, ou seja, instruções que dirigem as células do corpo para produzirem proteínas para prevenir ou combater doenças, como é o caso da Pfizer ou da Moderna.

Quais são as vacinas que vão chegar a Portugal?

Entra depois numa fase pré-clínica, quando se iniciam os testes em animais (ratos e macacos). Dá uma ideia de qual vai ser a resposta nos humanos. É nesta fase também que se permite aos investigadores fazerem adaptações.

Para assegurar uma produção suficiente de vacinas na União Europeia, e também o seu acesso a todos os Estados-membros, a Comissão Europeia aprovou uma estratégia conjunta para a aquisição de vacinas. A CE assinou contratos com a Astra- Zeneca (assegurando 300 milhões de doses), com a Sanofi-GSK (outros 300 milhões) e com a Janssen da Johnson & Johnson (200 milhões). Há também negociações com a CureVac, a BioNTech-Pfizer e a Moderna. As vacinas destas seis farmacêuticas são as que deverão chegar a Portugal.

A quarta etapa, considerada uma das mais importantes nesta produção, é quando começa a ser testada em pessoas e encontra-se dividida em três fases: Fase I: Testa-se um grupo com 20 a 50 voluntários, e avalia-se a segurança, os efeitos secundários e a dosagem (1 ou 2 doses); Fase II: Alargam-se os testes a um grupo na ordem das centenas. Começam a avaliar-se a eficácia da vacina. Esta fase pode levar até 2 anos;

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Diabetes O que é a Diabetes? A Diabetes é uma doença metabólica crónica, que pode ter várias causas e que se caracteriza pelo aumento dos níveis de glicose (açúcar) no sangue. A passagem da glicose do sangue para o interior das células é feita através da atuação da insulina, uma hormona produzida pelo pâncreas. A Diabetes ocorre precisamente quando o pâncreas não é capaz de produzir esta hormona em quantidade suficiente, ou quando a insulina não atua de modo eficaz. Perante este cenário, o organismo entra em hiperglicemia, ou seja, a glicose acumula-se no sangue, deteriorando progressivamente os vasos sanguíneos. Esta doença pode afetar qualquer pessoa, no entanto a exposição a fatores de risco pode aumentar a probabilidade do seu aparecimento.

Principais tipos de Diabetes Diabetes Tipo 1

Diabetes Gestacional

Desenvolve-se geralmente em crianças, adolescentes ou jovens, podendo, contudo, também aparecer em adultos e até em idosos. Neste tipo de diabetes o pâncreas deixa completamente de produzir insulina. Por essa razão, a única maneira de tratar a Diabetes tipo 1 é administrando insulina.

Pode ocorrer durante as últimas fases da gravidez, embora geralmente desapareça com o nascimento do bebé. As mulheres que têm este tipo de diabetes têm maior propensão para virem a desenvolver diabetes tipo 2 numa fase mais tardia da sua vida.

Diabetes Tipo 2

Outros tipos específicos

É a forma mais frequente de diabetes (9 em cada 10 diabéticos são do tipo 2). Surge em qualquer idade, mas é mais frequente nas pessoas adultas com peso a mais. Neste tipo de diabetes, o organismo produz menos insulina e a insulina faz menos efeito (chama-se a isto “resistência à insulina”). É tratada com medidas de alteração do estilo de vida e comprimidos. Com o passar dos anos, também precisa da administração de insulina.

Existem outras causas de Diabetes, mas que são muito mais raras do que as anteriores. É o caso da diabetes causada por certos medicamentos, traumatismos abdominais graves, formas genéticas raras, entre outras.

Fonte: Fundação Portuguesa de Cardiologia

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Como diagnosticar? Pode ser uma pessoa com Diabetes:

O diagnóstico da Diabetes é feito através dos sintomas que a pessoa manifesta e é confirmado com análises de sangue. Os sintomas relacionados com o excesso de açúcar no sangue aparecem, na diabetes tipo 2, de forma gradual e quase sempre lentamente. Por isso, o início da diabetes tipo 2 é muitas vezes difícil de identificar. Os sintomas mais frequentes são a fadiga, poliúria (urinar muito e com mais frequência) e sede excessiva. Nas análises encontramos uma quantidade de açúcar no sangue aumentada (hiperglicemia) e aparece açúcar na urina (glicosúria).

Se tiver uma glicemia ocasional de 200 mg/dl* ou superior, numa análise em qualquer momento do dia, mas acompanhada de sintomas de hiperglicemia; Se tiver uma glicemia em jejum (8 horas) de 126 mg/dl ou superior em 2 ocasiões separadas de curto espaço de tempo.

Fonte: Fundação Portuguesa de Cardiologia

População de Risco Pessoas com antecedentes familiares da doença Pessoas com excesso de peso ou obesidade Pessoas sedentárias Mulheres que tiveram filhos com um peso à nascença igual ou superior a 4kg Fonte: Fundação Portuguesa de Cardiologia

Sintomas da Diabetes Vontade frequente de urinar Sede constante Fome constante Secura da boca

Comichão no corpo Cansaço Visão turva

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Prevenção A prevenção e o controlo da Diabetes envolvem cinco pontos importantes: 1. Conhecer bem a Diabetes; 2. Adotar uma alimentação saudável e equilibrada; 3. Praticar exercício físico de forma regular; 4. Controlar periodicamente os níveis de glicemia no sangue; 5. Tomar a medicação quando prescrita pelo médico.

É importante que o diabético conheça bem o seu tipo de Diabetes, só dessa forma pode cumprir e melhorar o tratamento. Embora a Diabetes não tenha cura, um bom controlo da glicemia vai permitir que tenha uma vida perfeitamente normal e saudável. A forma como lida com a sua doença será o principal fator de sucesso no seu tratamento.

Controle a sua alimentação Uma alimentação saudável e equilibrada faz parte do tratamento das pessoas com diabetes, em conjunto com a atividade física e a medicação (antidiabéticos orais ou insulina). Os principais objetivos da alimentação de uma pessoa com diabetes são: obter um bom controlo da glicemia,

Pratique exercício físico O exercício é também uma forma eficaz de prevenir complicações da Diabetes e de controlar os níveis de glicemia. Quando faz exercício está a estimular o seu pâncreas a produzir insulina e, por outro lado, como está a exercitar os músculos, eles precisam de energia. Deste modo, também está a

colesterol, triglicéridos, pressão arterial e atingir e manter um peso saudável, de forma a prevenir o aparecimento das complicações da diabetes. Para ajudar a controlar estes fatores de risco, recomenda-se a redução da ingestão de gordura e sal e o aumento da ingestão de fibra.

aumentar a utilização de glicose pelos músculos impedindo que esta se acumule no sangue e aumente a sua glicemia. Para comprovar isto pode fazer um teste simples: efetuar a medição da glicemia antes e depois de fazer exercício.

Fonte: Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal

O que é a Pré Diabetes? É o termo usado para identificar as pessoas que possuem risco elevado de desenvolver diabetes. É uma forma ou um estado intermediário entre a normalidade e a diabetes do tipo 2 no adulto. No entanto, sabe-se que nem todos irão deixar a condição de pré-diabético para se tornar um diabético. A melhor maneira de identificar a pré-diabetes é através do doseamento da glicemia. Em termos de valores de referência, a Pré Diabetes verifica-se quando a glicemia de jejum se encontra

entre 100 e 125 mg/dl (anomalia da glicémia em jejum), ou quando o valor de glicemia na segunda hora do teste de sobrecarga oral à glicose (administrada glicose com água) está entre 140 e 199 mg/dl (tolerância diminuída à glicose). É importante que periodicamente controle os seus valores de glicemia, o que lhe vai permitir avaliar se os cuidados que tem são eficazes e suficientes para prevenir o aparecimento da Diabetes.

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Diabetes em números Pelo mundo... De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de pessoas com Diabetes subiu de 108 milhþes em 1980 para cerca de 500 milhþes em 2018. Estima-se que, apenas no ano de 2016, 1,6 milhþes de mortes foram causadas diretamente pela Diabetes, sendo que outras 2,2 milhþes de mortes foram atribuídas à glicose elevada do sangue. A OMS prevê que, atÊ 2045, a Diabetes afetarå perto de 645 milhþes de pessoas.

15,8 12,8

18 16 14 12 10 8 6 4 2 0

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Percentagem

TAXA DE PREVALĂŠNCIA DE DIABETES DE ADULTOS POR PAĂ?S | 2015

a

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Fonte: Health at a Glance 2017. Idades 20-79 anos diagnosticados com DM1 e DM2.

Em Portugal‌ A incidĂŞncia da Diabetes tem vindo a aumentar de ano para ano. Dados de 2019 dĂŁo conta de que Portugal regista entre 60 mil a 70 mil novos casos de Diabetes todos os anos, a maioria do tipo II. Segundo dados da DGS, a prevalĂŞncia da Diabetes em Portugal, na população com idades entre os 25 e os 74 anos, ĂŠ de 13.3% Estima-se que a Diabetes afete mais de 1 milhĂŁo de portugueses, enquanto a PrĂŠ-Diabetes afetarĂĄ cerca de 2 milhĂľes, sendo que diariamente sĂŁo diagnosticados cerca de 200 novos doentes com esta doença em Portugal. O mais recente relatĂłrio da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento EconĂłmico (OCDE) sobre saĂşde indicou Portugal como o paĂ­s da Europa com a mais alta taxa de prevalĂŞncia de Diabetes. O seu tratamento e o das suas complicaçþes representam cerca de 10% da despesa em saĂşde, o que corresponde a cerca de 1% do PIB nacional.

PREVALÊNCIA DA DIABETES E DA HIPERGLICEMIA INTERMÉDIA 20-79 ANOS, EM PORTUGAL | 2015

13,3%

59,3%

2,7% 14,3%

27,4

10,4%

Fonte: Adaptado Prevadiab, 2015

Diabetes

AGJ + TDG

Hiperglicemia intermĂŠdia

TDG

Normoglicemia

AGJ

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Indústria Farmacêutica

Portugal é o 8º país da UE com mais farmacêuticos por habitante De acordo com um relatório divulgado pelo Eurostat, Portugal é o 8º país da União Europeia (UE) com mais farmacêuticos por habitante. Segundo os dados revelados, em 2018 Portugal tinha 91 farmacêuticos por cada 100 mil habitantes. Este número representa uma ligeira subida face a 2017, ano em que havia 90 farmacêuticos. Aliás, os números têm vindo a subir desde 2010, altura em que havia cerca de 72 farmacêuticos por cada 100 mil habitantes. Nos países com mais farmacêuticos encontra-se Malta com 128 por cada 100 mil habitantes, seguido da Bélgica (124) e da Itália (119). No polo oposto da tabela encontra-se a Holanda, onde há apenas 21 farmacêuticos por 100 mil habitantes.

Genéricos pouparam 362 milhões de euros em 2020 Os medicamentos genéricos dispensados nas farmácias comunitárias pouparam este ano ao Estado e às famílias 362 milhões de euros. Os dados foram divulgados pela Associação Nacional das Farmácias e Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos e Biossimilares que lançaram um contador online “para a consulta do valor da contribuição dos medicamentos para a economia”. De janeiro de 2011 a agosto deste ano, os medicamentos genéricos geraram poupanças superiores a quatro mil milhões de euros, o que representa um crescimento de 4,3%.

Comissão Europeia adquire 500 mil doses de medicamento Remdesivir A Comissão Europeia assinou um contrato de 70 milhões de euros com a empresa farmacêutica Gilead para fornecimento de 500 mil doses do antiviral remdesivir, o primeiro medicamento autorizado na União Europeia para a Covid-19. Este novo contrato surge após um anterior efetuado entre a Comissão e a farmacêutica Gilead para assegurar 33.380 doses de tratamento de Veklury, que têm sido distribuídos em toda a UE e no Reino Unido desde agosto. O objetivo é que, com as novas doses adquiridas, se consiga “cobrir as necessidades imediatas desde agosto até outubro, para assegurar que os pacientes graves recebam os tratamentos”, adianta o executivo comunitário. 14


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UNICEF vai adquirir mais de mil milhões de seringas A UNICEF quer adquirir mais de mil milhões de seringas até ao final de 2021 para possibilitar o lançamento de campanhas de imunização em massa assim que as vacinas contra a Covid-19 estejam disponíveis. “Vacinar o mundo contra a doença Covid-19 será em breve uma das tarefas mais gigantescas da história da Humanidade, e teremos de avançar o mais rápido possível assim que as vacinas possam ser produzidas”, declarou a diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore. “De forma a avançarmos mais rápido, no futuro, precisamos de avançar rapidamente agora“, frisou a representante, precisando que, até ao final de 2020, a UNICEF pretende adquirir e armazenar 520 milhões de seringas em zonas que irão possibilitar uma rápida e mais económica mobilização.

PARKINSON Bial investe 110,7M€ nos EUA em projetos de investigação A Bial criou uma filial nos EUA para desenvolvimento de terapias para a doença de Parkinson e comprou os projetos de investigação nesta área à norte-americana Lysosomal Therapeutics, num investimento estimado até 130 milhões de dólares. Em conferência de imprensa, o presidente executivo da empresa farmacêutica portuguesa disse que a nova Bial Biotech Investments Inc. – com sede em Cambridge, Massachusetts, nos arredores da cidade de Boston, considerado um “hub” mundial de investigação nas áreas da saúde e da biotecnologia será “um centro de excelência de inovação dedicado à doença de Parkinson”, focado no desenvolvimento de terapias para mutações genéticas associadas a esta patologia neurodegenerativa.

Novartis: Combate à Covid-19 precisa de mais do que vacinas As vacinas por si só não serão suficientes para combater a Covid-19, disse o CEO da Novartis, Vas Narasimhan. Segundo o gestor, os tratamentos também desempenham um papel crucial. É provável que os fornecimentos significativos de vacinas altamente eficazes não estejam disponíveis até ao fim do próximo ano, de acordo com Narasimhan, que liderou o desenvolvimento da antiga unidade de vacinas da Novartis antes de ser vendida para a GlaxoSmithKline há cinco anos. Mesmo quando essa vacina estiver no mercado, disse o executivo, provavelmente não protegerá todos, como é o caso da gripe sazonal. Os investigadores também vão precisar de tempo para observar se as vacinas funcionam de forma diferente para jovens e idosos, explicou. 15


Indústria Farmacêutica

Vacina Covid-19 Comissão Europeia assina acordo com Johnson & Johnson A Comissão Europeia concluiu um contrato com a farmacêutica belga Janssen, do grupo norte-americano Johnson & Johnson, para permitir que a potencial vacina para a covid-19 desenvolvida pela companhia chegue a 200 milhões de europeus. Em comunicado, o executivo comunitário dá conta da aprovação deste contrato, que já é o terceiro que a instituição conclui com empresas farmacêuticas que estão em fases avançadas no desenvolvimento de vacinas para o novo coronavírus. “Assim que se comprovar a segurança e a eficácia da vacina contra a covid-19 (da belga Janssen), o contrato permite que os Estados-membros adquiram vacinas para 200 milhões de pessoas”, tendo ainda “a possibilidade de adquirir vacinas adicionais para mais 200 milhões de pessoas”, explica a Comissão Europeia.

CureVac inicia segunda fase de ensaios clínicos A empresa farmacêutica alemã CureVac anunciou ter iniciado a segunda fase de ensaios clínicos da sua vacina experimental para a covid-19. “Um primeiro participante foi vacinado” através da aplicação da tecnologia patenteada da CureVac, baseada em moléculas de RNA de mensageiro encontradas no corpo humano, informou o laboratório. O estudo será conduzido no Peru e Panamá e terá um total de 690 participantes. Os primeiros dados completos desta fase em pessoas mais idosas, que estão em maior risco, são esperados “no quarto trimestre” deste ano, disse a CureVac.

Pfizer inclui adolescentes no ensaio clínico de vacina A farmacêutica norte-americana Pfizer modificou novamente o protocolo para o ensaio clínico da sua vacina contra o novo coronavírus, com o objetivo de incluir participantes entre os 12 e os 15 anos. A empresa divulgou que recebeu a permissão por parte da agência norte-americana do medicamento, para incluir na fase avançada do estudo da sua vacina jovens adolescentes entre os 12 e os 15 anos. A Pfizer, com sede em Nova Iorque, tinha como plano original a participação de 30 mil pessoas no ensaio clínico da vacina contra a covid-19, mas em setembro aumentou a participação para 44 mil. 16


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Breves ESQUIZOFRENIA 25 mil hospitalizados

SÉPSIS Potencial proteção em antibióticos

ENFARTES Mulheres cada vez mais novas afetadas

O enfarte agudo do miocárdio está a aumentar entre as mulheres, principalmente nas idades mais jovens. Esta é a perceção da APIC, a propósito do Dia Mundial do Coração.

Uma equipa de investigadores portugueses descobriu que um determinado grupo de antibióticos também confere proteção contra a sépsis, além de ajudar no controlo direto da infeção, levantando a possibilidade de serem usados como tratamentos adjuvantes.

PSIQUIATRIA

RECLAMAÇÕES

Aumento de consultas

Centros de Saúde descartam doentes

A principal porta de entrada do SNS mantém-se praticamente fechada para milhares de utentes. Por causa da pandemia, os centros de saúde continuam a exigir o agendamento de consultas, pedidos de receitas e outros atos por telefone e email, mas há centenas de queixas de falta de resposta.

PLANO NACIONAL DE VACINAÇÃO Duas vacinas incluídas

A Direção Geral da Saúde já emitiu a norma que inclui no PNV as vacinas da meningite B para todas as crianças até um ano de idade e a do vírus do papiloma humano para os rapazes.

Os hospitais públicos portugueses registaram 25.385 hospitalizações por esquizofrenia ou outras perturbações psicóticas num período de oito anos, de 2008 a 2015.

PNEUMONIA

As consultas de psiquiatria e psiquiatria da infância e da adolescência subiram nos primeiros meses do ano em Portugal, ao contrário do que aconteceu em outros países, segundo o diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental.

Médicos defendem vacina gratuita para idosos

A campanha da vacinação contra a gripe, recomendada principalmente para as populações de maior risco, já arrancou, mas os especialistas defendem que estas pessoas também deviam ser vacinadas contra a pneumonia

…mas só com recomendação técnica

A ministra da Saúde, Marta Temido, disse que só com recomendação técnica será introduzida no PNV a vacina contra a pneumonia.

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SNS Sugerida gestão por instituto autónomo

O polo para a competitividade da saúde Health Cluster Portugal recomenda a criação de um instituto autónomo para explorar a gestão do Serviço Nacional de Saúde, num estudo da autoria do ISEG/EY.


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