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mycooprofar dezembro 2017

ANÁLISE DE MERCADO 2018: 7 mil medicamentos descem de preço Gripe: mais de 1 milhão de vacinas desde outubro Especial Saúde Compra de medicamentos online


dezembro 2017

mycooprofar 04 Análise de Mercado

EDITORIAL Refletir o presente, projetando o futuro

06 Especial Saúde 10 Especial Indústria Farmacêutica 12 Report 14 Produtos Mercafar 14 Cosmética e Higiene Corporal 17 Dispositivos Médicos 18 Éticos 20 Galénicos 20 Higiene Bebé 20 Higiene Oral 21 Med. Não Suj. a Rec. Médica 24 Med. Não Suj. a Rec. Médica - EF 24 Med. Vet. N. Suj. a Rec. Médica 24 Nutr. e Prod. à base de Plantas 25 Nutrição Infantil 25 Veterinária

Com o aproximar do final do ano, é tempo de refletir sobre que foi feito em 2017. Que metas foram alcançadas, que resultados foram atingidos, até onde nos trouxeram e, por fim, para onde nos levam e quais os desafios que se perspetivam. Foi um ano repleto de atividades, focadas nos clientes, parceiros e colaboradores do Grupo. Idealizámos e criámos três campanhas de proximidade, abordando diversos temas, nomeadamente a polimedicação, a obesidade e a valorização das farmácias e dos farmacêuticos. Organizámos seminários e fóruns de debate, sob os temas “Saúde centrada no doente – O papel da farmácia na rede de Saúde”, “Gestor Farmacêutico 3.0” e “Desenhar o Futuro: Fórum de Discussão sobre Grandes Desafios e o Futuro das Farmácias Comunitárias”. Participámos em fóruns relevantes do setor, como a Expofarma, principal feira do setor farmacêutico em Portugal, o 20º Congresso da APLOG, que este ano se debruçou sob “Logística 360° num Mundo em Transformação”, ou ainda o “Business Camp - Market Research & Business Development”, promovido pela nowScience, uma rede de formação, investigação e inovação em Ciências da Saúde. Envolvemo-nos e apoiámos iniciativas da comunidade tanto de caráter científico, como no caso do Portal de Infocosméticos ou o Workshop “Adesão à Terapêutica e Planos Terapêuticos”, como de caráter social, com a continuidade das parcerias com instituições como a Fundação Nuno Silveira em Gondomar ou a Cercima no Montijo, entre outras. Sob a égide da Formação Cooprofar, organizámos ao longo do ano diversas ações e formações, sobre temáticas como nutrição desportiva, suporte básico de vida, administração de vacinas e medicamentos injetáveis, ou ainda fundamentos de gestão essenciais como contabilidade, fiscalidade, tesouraria e decisões financeiras.

26 Parafarmácia 26 Químicos 26 Puericultura

Também em 2017, assistimos com grande orgulho e satisfação ao reconhecimento da Cooprofar enquanto Entidade Formadora, através da certificação oficial atribuída pela DGERT, que consagrou a Cooprofar nas seguintes áreas de educação e formação: comércio; gestão e administração; ciências farmacêuticas. Foi o reconhecimento de 12 anos de Formação Cooprofar, pela qual passaram mais de 10.000 formandos, que puderam adquirir conhecimentos e competências que lhes permitiram acrescentar dinamismo e valor ao seu negócio.

26 Diagnóstico 26 Homeopáticos 27 Breves

É neste sentido que agora projetamos 2018. Continuar a investir em proximidade, enquanto fator verdadeiramente diferenciador, que nos permitirá, mais que valorizar o papel da farmácia e acrescentar valor ao negócio dos nossos clientes, dotando-os de ferramentas e competências para suportarem a mudança e superarem os desafios do futuro, cooperar com eles no posicionamento da farmácia enquanto porta de entrada fundamental no sistema nacional de saúde e na promoção da saúde junto do consumidor. É com este posicionamento que temos crescido, ano após ano, consolidando o estatuto da Cooprofar enquanto líder e referência no mercado nacional da logística em Saúde. Estamos preparados para, lado a lado com as Farmácias e os seus profissionais, enfrentar mais um ano com a mesma expetativa e ambição. Queremos continuar a vencer obstáculos e a crescer de forma sustentável. Despedimo-nos assim de 2017, desejando a todos um Bom Natal, renovando votos para que 2018 seja um ano repleto de momentos positivos e que todos possamos, juntos e em cooperação, alcançar os objetivos a que nos propusermos.

Administração e propriedade: Cooprofar Rua José Pedro José Ferreira, 200 - 210 4424-909 Gondomar T 22 340 10 00 F 22 340 10 50 cooprofar@cooprofar.pt www.cooprofar.pt

Direcção: Delfim Santos Coordenação Editorial: Natércia Moreira Publicidade assessoria@cooprofar.pt 22 340 10 21

Design e Paginação: Porto de Comunicação Distribuição: Gratuita Publicação: Mensal Tiragem: 1500 exemplares

AVISO: Os textos foram redigidos ao abrigo do novo acordo ortográfico. O período de vigência decorre entre 1 a 31 de dezembro, inclusive. Os valores indicados estão corretos, salvo erro tipográfico. Os preços e bonificações indicados estão sujeitos a alterações de acordo com as condições de mercado e não acumulam com outras campanhas em vigor.

Prof. Doutor Delfim Santos Presidente da Direção


Análise de Mercado

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Crescimento face ao período homólogo Crescimento Mercado outubro 2017 vs. mês homólogo 12 10

8,9%

8

11

10%

6,9% 5,4%

6 4,8

5% Fev

3,5

3,8 3,4

Jun

Abr

4

Ago

2

Set

5,1%

4,7% 4,7%

3,9%

3,7%

5,0%

4,6%

3,8%

3,2%

2,8%

3,8% 2,4%

1,4%

1,1%

5,0%

3,7%

3,4%

0,7%

Mercado Total

Viseu

Vila Real

Seteúbal

Açores

Porto

Madeira

Viana do Castelo

-8 -15%

Santarém

-6

Leiria

-4

Portalegre

-5,5

-10%

Faro

-2

Lisboa

-5,2

Guarda

Dez

Évora

Nov

Coimbra

Out

Castelo Branco

-0,6

Braga

-0,7

-1,8

Bragança

Jul

Mai

Beja

Mar

Jan -5%

Aveiro

% 0

-10 -12

2018: 7 mil medicamentos descem de preço...

... e não podem baixar mais do que 10%...

... e genéricos com revisão de preços suspensa

No próximo ano sete mil medicamentos vão ficar mais baratos, fruto da revisão anual de preços. A poupança estimada é de 30 milhões de euros, conseguida sobretudo com os medicamentos de marca.

De acordo com a portaria da aplicação do regime de revisão anual de preços dos medicamentos sujeitos a receita médica e medicamentos não sujeitos a receita médica comparticipados “não pode resultar uma redução do Preço de Venda ao Público (PVP) máximo superior a 10% em relação ao PVP máximo em vigor”. Neste sentido, o “mecanismo excecional” criado pelo Ministério da Saúde, que já foi usado em 2017 e vai ser mantido no próximo ano.

Além deste mecanismo excecional, em 2018 ficará igualmente suspensa a revisão anual do preço de venda ao público máximo de medicamentos genéricos, bem como a revisão anual dos preços máximos de aquisição dos medicamentos genéricos pelos estabelecimentos e serviços do Serviço Nacional de Saúde.

A Autoridade Nacional do Medicamento revela que “o universo de medicamentos a serem revistos no mercado de ambulatório seja de cerca de 5000 e no mercado hospitalar cerca de 2000” e que “a estimativa de poupança – calculada com base nos medicamentos com maior volume de vendas – com a revisão anual de preços para 2018 é de 30 milhões de euros”, mais 7,5 milhões do que a previsão para este ano.

Este teto à descida do preço dos medicamentos visa o equilíbrio na revisão dos preços, no que respeita a grandes reduções que possam vir a ocorrer, correspondendo assim aos compromissos assumidos pelo governo no acordo celebrado O Infarmed explica que as poupanças calculadas com a indústria farmacêutica. “poderão não se traduzir numa diminuição da despesa”. Por um lado, por causa do “dinamismo do mercado, com a introdução de novos medicamentos”. Por outro, porque “as poupanças obtidas servirão também para financiar a entrada dos novos medicamentos, designadamente inovadores”, garantindo o acesso dos doentes a novas terapêuticas.

No entanto, excluem-se desta suspensão os medicamentos genéricos cujo PVP máximo é superior ao PVP máximo do medicamento de referência que em 2018 ficarão sujeitos à revisão anual, segundo a portaria publicada. Neste caso, aplicam-se as regras que prevêem que “o PVP máximo dos medicamentos genéricos deve ser reduzido, até ao valor correspondente a 50% do preço máximo, administrativamente fixado, do medicamento de referência com igual dosagem e na mesma forma farmacêutica”. O Infarmed estima que são 330 genéricos a ter o preço revisto em 2018. Segundo os dados, da monitorização dos medicamentos em ambulatório, em julho o preço médio de uma embalagem de genéricos custava cerca de sete euros.

10% dos portugueses não compraram medicamentos prescritos Um em cada dez portugueses não compraram medicamentos prescritos pelo médico por motivos financeiros no ano passado, segundo um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. Portugal surge acima da média dos países da OCDE nesta matéria, uma média que está nos 7,1%, e poucos países da União Europeia descritos no relatório estão na mesma situação.

saúde tinha sido positivo, com uma taxa anual de 2,2 por cento. A despesa em saúde em Portugal situa-se nos 8,9% do PIB, quase alinhado com a média da OCDE de 9%.desde 2014. Em 2016, a média cresceu um pouco mais — para 2,16 embalagens por mil habitantes. Nos hospitais, o consumo de antibióticos está a descer há três anos, mas o problema em Portugal é o recurso excessivo a antibióticos de muito largo espectro e fim de linha, como os carbapenemes, que são usados quando outros deixaram de funcionar porque as bactérias se tornaram multirresistentes.

Quanto à evolução da despesa global em saúde per capita dos países, Portugal surge como um dos três países que teve uma redução. Entre 2009 e 2016, a taxa anual de crescimento foi negativa em 1,3%. No período anterior, de 2003 a 2009, o crescimento da despesa global em 04


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Cessação tabágica: 725M€ na comparticipação

Análise de Mercado

Antidepressivos: 1.9 milhões de portugueses compraram pelo menos uma embalagem

O Estado gastou, até setembro, 725 mil euros na comparticipação do medicamento "Champix", o mais popular para a cessação tabágica. Desde 1 de janeiro, o Serviço Nacional de Saúde passou a suportar em 37% a compra deste medicamento, o que contribuiu para um aumento da procura: em janeiro foram vendidas 2668 embalagens do medicamento, número que disparou para 4481 em março, tendo-se fixado, desde então, sempre na ordem das quatro mil embalagens/mês.

O uso continuado de antidepressivos “tem mais risco do que benefício para a saúde” e “a eficácia a longo prazo” do consumo de benzodiazepinas e “não está demonstrada”, sendo que criam dependência com facilidade, segundo a Coordenação Nacional da Estratégia do Medicamento e dos Produtos de Saúde. Ainda assim, e apesar de há muitos anos os especialistas apontarem para os riscos do consumo destes medicamentos, em 2016, 1,9 milhões de utentes portugueses adquiriram pelo menos uma embalagem de medicamentos destinados sobretudo ao tratamento das perturbações de ansiedade e insónia e 800 mil tomaram-nos diariamente.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, até setembro foram vendidas 36250 embalagens deste medicamento, o que representou um encargo de 725.062 euros para o SNS, 0,8% dos custos totais. Estima-se que, até ao fim do ano, a comparticipação ascenda a um milhão de euros.

O consumo de benzodiazepinas — usadas nas perturbações da ansiedade e em casos de insónia — verifica-se sobretudo no género feminino (70%) e nas faixas etárias entre os 55 e os 79 anos. Mas, de acordo com o dito documento, também se verifica uma “utilização significativa” de benzodiazepinas em crianças: nos rapazes até aos nove anos e nas raparigas a partir dessa idade.

O Champix tem um contrato de limite de encargos para o SNS de 1,1 milhões de euros no primeiro ano e de 1,6 milhões no segundo, sendo que a farmacêutica Pfizer terá de reembolsar o SNS caso o valor seja ultrapassado.

Ordem dos Farmacêuticos alerta para desinvestimento na Saúde

A utilização das benzodiazepinas tem-se mantido em Portugal superior à de outros países, com um consumo diário por 1.000 de 114 em 2015. Em 2016 baixou para 80 DHD, mas continuou a estar no topo, pelo menos dos países com dados disponíveis.

A bastonária da Ordem dos Farmacêuticos alertou para o impacto do desinvestimento na saúde, que se traduz em indicadores do relatório Health at a Glance 2017 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico.

Gripe: mais de 1 milhão de vacinas desde outubro

Para Ana Paula Martins, “isto é claramente um reflexo da enorme desigualdade em Portugal, porque não é só no acesso aos medicamentos que as pessoas têm dificuldades. Com o grande desinvestimento no Serviço Nacional da Saúde, registado nos últimos anos, a grande instabilidade em relação aos próprios regimes de convenção e, apesar das medidas tomadas, com impactos negativos no preço dos medicamentos, os portugueses continuam a não conseguir comprar os medicamentos que, inclusive, têm dos preços mais baixos da Europa”.

Mais de um milhão de vacinas contra a gripe foram administradas pelo Serviço Nacional de Saúde desde outubro, o que representa mais 19% face ao mesmo período do ano passado. O Estado comprou para a época gripal atual 1,4 milhões de vacinas, que este ano passaram a ser também gratuitas para as pessoas com diabetes e para os bombeiros que tenham recomendação para a vacina, a juntar aos grupos que já as recebiam gratuitamente nos centros de saúde, como os idosos.

Segundo a bastonária, “apesar dos sinais de alguma recuperação, continuam a sentir-se os efeitos devastadores de uma crise devastadora que atingiu o setor. Isto não se corrige de um dia para o outro nem de um ano para o outro”, alertou, acrescentando que “por alguma razão somos também um dos países com maior consumo de antidepressivos”.

Além destas disponibilizadas pelo SNS, as farmácias dispõem de 600 mil doses de vacinas para venda.

Países de referência para a revisão dos preços Os países que vão servir de referência para a revisão e autorização dos preços dos novos medicamentos, em 2018, já estão escolhidos: Espanha, França e Itália, segundo a portaria publicada. É o preço médio praticado nestes países que vai servir de base para os preços em Portugal. Anteriormente a comparação era realizada com os preços praticados em Espanha, França e Eslováquia.

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Especial Saúde

Compra de Medicamentos

ONLINE

A internet é um veículo facilitador de Atualmente estima-se que mais de 50% dos medicamentos comercializados online são falsificados, ou seja, não oferecem qualquer garantia de qualidade, segurança ou eficácia. Estes medicamentos são, maioritariamente, produzidos em laboratórios clandestinos, por organizações criminosas e muitas vezes fabricados graças à exploração laboral.

comércio à escala global, mas que muitas vezes é difícil

Entre as contrafações frequentemente detetadas encontram-se os produtos com presença de substâncias tóxicas ou não autorizadas para consumo humano; sem qualquer substância ativa, ou presente em doses erradas; ou ainda com contaminação decorrente de condições de armazenamento deficientes.

de controlar pelas autoridades. Está assim criado o contexto

Os analgésicos são uma das classes de medicamentos mais comprada, mas há medicamentos para as dores crónicas, aparelho cardiovascular, tensão arterial, produtos nutricionais, psicofármacos, disfunção erétil, emagrecimento, ou até para doenças graves como tuberculose e cancro.

para potenciar a compra e venda de

Os Estados Unidos são o país de origem da maior parte dos analgésicos. No caso dos medicamentos para a disfunção erétil, as encomendas vêm sobretudo da Índia ou de Singapura. Já relativamente aos medicamentos para emagrecer, os principais remetentes são o Brasil, a Índia e a China.

medicamentos online.

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Especial Saúde

Milhões de doses apreendidas todos os anos Segundo dados oficiais, em 2013, a União Europeia apreendeu 3.690.786 medicamentos ilegais, o que corresponde a um valor de cerca de 12 milhões de euros.

ilegais. O valor estimado da apreensão é de cerca de 42,6 milhões de euros. Nas alfândegas foram detetados produtos ilegais e contrafeitos para o tratamento da dor, epilepsia, disfunção erétil, antipsicóticos, suplementos diatéticos e outros produtos na área da nutrição.

Em 2014, só em Portugal, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos da Saúde (Infarmed) emitiu 5.731 pareceres relativamente a medicamentos ilegais, resultando na apreensão de 23.834 embalagens, correspondentes a 476.829 unidades possivelmente medicamentosas. Recentemente, a operação internacional Pangea X, que juntou autoridades aduaneiras e autoridades nacionais do medicamento de 123 países, apreendeu mais de 25 milhões de doses de medicamentos

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Em Portugal, a ação que envolveu o Infarmed e a Autoridade Aduaneira, foram controladas 7.363 encomendas, das quais 79 foram apreendidas. Segundo o balanço das autoridades, "foi possível impedir a entrada de 6686 unidades de medicamentos ilegais com um valor estimado de 11.337 euros". As autoridades referem que a nível global resultaram desta ação, que durou uma semana, "1.058 investigações, tendo sido suspensos mais de três mil anúncios de produtos farmacêuticos ilícitos através de plataformas de redes sociais e foram encerrados 3584 websites".


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Especial Saúde

Ameaça Crescente De acordo com os dados do relatório elaborado pelo Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência e pela Europol, o mercado de medicamentos na "Darknet" é volátil, com vendedores e compradores a mudarem rapidamente de plataforma quando são descobertos e requer conhecimentos tecnológicos que faltam às autoridades. Os mercados da ‘Darknet’ são comparáveis a outros serviços de transações, como o eBay ou a Amazon, mas os seus utilizadores conseguem manter o anonimato usando programas como o Tor, um dos mais conhecidos, que filtra os dados de cada utilizador e passa-os por milhares de servidores diferentes, impossibilitando a sua localização. Entre 2011 e 2016, as maiores fatias da venda de drogas pela ‘Darknet’ efetuada dentro da União Europeia provieram da Alemanha (26,6 milhões de euros), o Reino Unido, (20.3 milhões) e Holanda (17,9 milhões).

A importância e o papel da farmácia

Como identificar os sites autorizados?

Os medicamentos existem para tratar e melhorar o estado de saúde, mas devem ser tomados conscientemente e com supervisão de um profissional de saúde. A farmácia assume um papel fundamental, devido à sua relação de proximidade e confiança com os utentes, na promoção da prevenção e toma consciente de medicamentos. O farmacêutico é um profissional com formação e especialização na área da Saúde, cuja relação com os utentes permite conhecer o contexto e o historial de cada um, possibilitando a prestação de um serviço e de uma assistência personalizada e completamente adequada, caso a caso, pessoa a pessoa. A farmácia é o único local seguro e de confiança para obter aconselhamento, esclarecimentos e para comprar medicamentos sem correr qualquer risco que coloque em causa a saúde. Confiar no farmacêutico para obter informação e ajuda credível, adequada e adaptada exclusivamente a cada utente, é a melhor decisão no que toca à saúde de cada um.

Principais tipos de medicamentos ilegais disponíveis online

Saber onde comprar pode não ser tão simples quanto parece, principalmente porque há cada vez mais meios para falsificar autenticações e reproduzir logótipos. A partir de 1 de julho de 2015, passou a ser obrigatório que “as páginas na Internet de farmácias e locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica que ofereçam legalmente medicamentos para venda à distância a residentes noutros Estados Membros da União Europeia” possuam um “logótipo comum, que permite confirmar se o website da farmácia ou local de venda que oferece medicamentos para venda à distância se encontram devidamente licenciados”. Este logótipo permite aos consumidores “identificar os sites que operam legalmente” e assim se protegerem dos perigos da compra de medicamentos falsificados ou ilegais que constituem uma grande ameaça para a saúde pública. O logótipo possui um link para o website da autoridade competente do Estado Membro onde se encontra registado o website da farmácia ou local de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica que ofereçam legalmente medicamentos para venda à distância a residentes noutros Estados Membros da União Europeia. Ao clicar no logótipo, o utente vai ser reencaminhado para a lista entidades licenciadas para a venda de medicamentos online, onde deverá confirmar se a entidade em questão se encontra licenciada, completando assim o processo de verificação.

Disfunção erétil Analgésicos Produtos nutricionais Psicofármacos Controlo da tensão arterial Emagrecimento Dores crónicas Aparelho cardiovascular Tuberculose Cancro

O logótipo é confiável quando o utente, após clicar no mesmo, for redirecionado para a referida lista e proceder à confirmação da existência do website onde pretende adquirir os medicamentos.

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Especial Indústria Farmacêutica

Dívida: Pagamento extra de 400 milhões insuficientes A indústria farmacêutica afirma que o pagamento extra previsto para o fim do ano é insuficiente e que a dívida será ainda maior do que no ano passado. Ou seja, os 400 milhões que vão receber deverão deixar por pagar mais 120 milhões do que o montante (de 780 milhões) que ficou a descoberto no cheque de 2016. Neste sentido, no fim de dezembro o Governo terá cerca de 1300 milhões em medicamentos adquiridos e ainda por pagar. A todos os fornecedores estavam por liquidar dois mil milhões de euros. Os consumos foram todos superiores — mais cirurgias, medicamentos e novas tecnologias — e o subfinanciamento que existe na Saúde reflete-se no pagamento aos fornecedores.

Reações adversas: 12.300 notificações desde 2012 Mais de 12.300 notificações de reações adversas a medicamentos chegaram, nos últimos cinco anos, ao organismo que regula o setor, com os cidadãos a realizarem apenas 8% das participações, segundo o Infarmed.

Testes Infarmed: Não há diferença de qualidade entre genéricos e de marca

Nos primeiros nove meses deste ano registaram-se 4.200 notificações de reações adversas, das quais 1.924 oriundas de profissionais de saúde e utentes e 2.274 da indústria.

"Os medicamentos genéricos comercializados no mercado nacional têm qualidade. O número de recolhas resultantes da deteção laboratorial de problemas de qualidade é baixo e não há diferenças entre remédios genéricos e de marca no que respeita à recolha de lotes", estas são as principais conclusões tendo em conta os resultados da supervisão laboratorial efetuada pela Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde.

Em 2016 foram notificadas 5.698 reações adversas a medicamentos. Os dados de 2015 são semelhantes, com 5.690 reações notificadas. Do total de notificações de reações adversas no ano passado, mais de 4.400 dizem respeito a reações consideradas graves. Em termos nacionais, das cerca de 5.700 reações adversas a medicamentos registadas, mais de 2.700 foram notificadas pela própria indústria e mais de 2.900 pelos profissionais de saúde e também por utentes.

De acordo com informações no que "respeita ao controlo laboratorial efetuado pelo Infarmed, nos últimos dez anos, os medicamentos que apresentam não conformidades consideradas críticas são recolhidos do mercado, sendo esta percentagem de cerca de 1,5%", refere a mesma entidade que "esta percentagem de recolha é semelhante nos medicamentos genéricos e não genéricos".

Health Cluster Portugal: exportações e ensaios clínicos devem ser aposta

Entre 2007 e 2017, o laboratório do Infarmed analisou 11852 medicamentos, destes, 2395 eram genéricos e 2184 produtos de saúde (1070 dispositivos médicos e 1114 produtos cosméticos).

O presidente do Health Cluster Portugal, uma associação privada sem fins lucrativos que junta diversos atores do sector da saúde defendeu que as exportações e os ensaios clínicos devem ser as duas áreas de aposta para captar investimentos, tornando a saúde uma nova Autoeuropa para o país.

O laboratório do Infarmed participa com outras unidades de investigação de 25 países no Programa Europeu de Supervisão da qualidade de medicamentos. Em média são analisados mil medicamentos por ano e o Infarmed é um dos cinco que mais remédios tem testado.

Salvador de Mello recorda que o setor "tem tido um desempenho extraordinário, que hoje representa cerca de 5% do Produto Interno Bruto, que emprega pessoas muito qualificadas e que contribui significativamente para as exportações, com mais de 1400 milhões de euros". Em termos de exportações, "a expetativa é acabarmos 2017 com um valor superior a 1500 milhões de euros. Seria um excelente objetivo concretizar 2000 a 2200 milhões de euros em exportações em 2020". Refere ainda que outro objetivo importante "é o incremento dos ensaios clínicos. Temos todas as condições para sermos um destino significativo de ensaios clínicos. Hoje deveremos ter cerca de 45 a 50 milhões de euros de ensaios clínicos em Portugal e devemos ambicionar chegar muito rapidamente a 150 milhões por ano. Deveríamos assumir o objetivo de triplicar este valor entre cinco a sete anos", acrescentado que uma solução para a falta de recursos nesta área, "seria criar um centro que se constitua como balcão único que assuma a gestão e a promoção dos ensaios clínicos e que tenha flexibilidade para investir nesta área".

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Especial Indústria Farmacêutica

Astellas Pharma quer aumentar ensaios clínicos em Portugal A Astellas Pharma, segunda maior empresa farmacêutica no Japão e a 17a a nível mundial, segundo o director-geral, "o mercado português corresponde a cerca de 2% do mercado europeu". Para Filipe Novais, "uma companhia como a Astellas só sobrevive e cresce se apostar fortemente na I&D". Esta é uma vertente que também se realiza em Portugal, onde a empresa tem neste momento a decorrer, em diferentes hospitais do país, alguns ensaios clínicos de fase 3. A realização, em Portugal, de ensaios clínicos, assume particular relevância, também, por ser uma área em que a concorrência internacional é muito forte, "o que traduz uma melhoria muito significativa da realidade portuguesa em termos de processos e a qualidade dos profissionais de saúde envolvidos. Temos hoje profissionais muito bem qualificados, reconhecidos internacionalmente", salienta. O responsável português está confiante de que será possível, nos próximos anos, aumentar o número de ensaios clínicos realizados em Portugal com produtos de investigação da Astellas.

Medicamento avaliado em Portugal para UE Portugal e França foram pioneiros num novo sistema de avaliação de medicamentos, para efeitos de comparticipação, que permite que os resultados obtidos nos países envolvidos na análise sejam validados para todos os Estados membros. O fármaco testado é o Regorafenib, um medicamento inovador para o combate ao carcinoma hepatocelular, a forma mais comum de cancro do fígado. Segundo o Infarmed, o produto em causa, produzido por uma multinacional, vem "dar resposta a uma necessidade não satisfeita" no tratamento desta doença. Esta avaliação - que acontece após a aprovação do produto pela Agência Europeia de Medicamentos - é um processo, comum a todos os países, que consiste na comparação do novo produto com aqueles já presentes no mercado, tendo em vista decidir se o mesmo é ou não elegível para financiamento público. No passado, essa etapa teria de ser realizada individualmente pelas diferentes autoridades do medicamento dos Estados membros. Agora, o relatório final e as suas conclusões são considerados válidos para todos os que participam na rede. Fora desta avaliação fica o valor da comparticipação pública, o qual é confidencial e negociado diretamente por cada Estado membro com a empresa responsável pelo seu fabrico. O trabalho realizado em conjunto por Portugal e França insere-se no objetivo da rede europeia de avaliação de tecnologias da Saúde (EUnetHTA) de acelerar os processos de avaliação e financiamento estatal dos fármacos. Algo que, explicou o Infarmed, é particularmente importante quando estão em causa produtos que têm o potencial de contribuir significativamente para melhorar os prognósticos dos doentes.

OMS: nova diretora propõe parcerias para maior acesso a medicamentos Vontade política e parcerias para novas ações públicas podem tornar os medicamentos acessíveis a quem precisa. Esta é a proposta da nova diretora-geral para o acesso a medicamentos, vacinas e produtos farmacêuticos da Organização Mundial da Saúde (OMS). A brasileira Mariângela Simão explicou que há diversas maneiras de implementar acordos para uma distribuição mais justa de fármacos. “Pode ser por meio de mecanismos internacionais de acordo, que se chama Acordo Trips, uma resolução do comércio em relação à propriedade intelectual e saúde pública. Além disso, mecanismos como a licença compulsória que o Brasil fez em 2007, e que a Malásia fez recentemente para o medicamento da hepatite C. Então, há vários fatores que implicam em uma melhoria, porque causam impactos no preço.” A nova diretora-geral afirmou ainda que irá trabalhar também com os países de língua portuguesa na África, uma das prioridades da agência da ONU.

Autorizada comercialização do primeiro comprimido eletrónico As autoridades federais norte-americanas autorizaram a comercialização do primeiro comprimido eletrónico, capaz de indicar se o paciente o tomou e quando o tomou. Um sensor inserido no fármaco emite um sinal que permite determinar a hora e a data em que foi ingerido, informa a Administração de Medicamentos e Alimentos (FDA) em comunicado. Este sistema de rastreamento foi autorizado para um tratamento contra a esquizofrenia, manias agudas e trastorno bipolar. Trata-se do aripiprazol, comercializado sob o nome de Abilify desde 2002. A versão eletrónica chama-se Abilify MyCite. Uma vez ingerido, o seu sensor, composto de cobre e silício, emite um sinal elétrico ao entrar em contacto com os líquidos do estômago. Depois de alguns minutos, esse impulso elétrico é captado por um aparelho colocado sobre o tórax. Esse patch, que deve ser substituído todas as semanas, transmite, então, a informação para uma aplicação que permite aos pacientes comprovarem a ingestão do medicamento no telemóvel. Os pacientes também podem permitir o acesso dos seus médicos ao sistema através de um site. "É possível rastrear a ingestão de medicamentos receitados, pode ser útil para pessoas com doenças mentais", comentou Mitchell Mathis, diretor da divisão de tratamentos psiquiátricos do Centro de Pesquisa e Avaliação de Medicamentos da FDA. O Abilify MyCite é comercializado pelo grupo farmacêutico japonês Otsuka Pharmaceutical Co., enquanto o sensor e o patch são fabricados pela americana Proteus Digital Health. 09 11


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Report

Cooprofar promoveu aproximação entre meio académico e tecido empresarial A Cooprofar participou, enquanto patrocinador, no “Business Camp - Market Research & Business Development”, evento promovido pela nowScience, uma rede de formação, investigação e inovação em Ciências da Saúde, formada por estudantes e ex-estudantes da Universidade do Porto, que teve lugar no Complexo do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) e da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP). Dirigido a atuais e futuros Médicos, Farmacêuticos, Bioquímicos, Enfermeiros ou Biólogos, este “Business Camp” teve como principal objetivo interligar o conhecimento científico adquirido nos planos curriculares com as competências práticas essenciais e críticas para o sucesso profissional. Esta promoção de sinergias entre o meio académico e o tecido empresarial tem-se revelado fundamental e decisiva para aproximar dois contextos contíguos e dependentes, mas que muitas vezes encontram entre si demasiadas barreiras burocráticas e logísticas. Estes eventos têm contribuído para diminuir esta distância, tendo sido muito bem acolhidos pela comunidade científica e pelo mercado profissional. Prova disso é o facto de que todas as conferências e formações organizadas têm apresentado lotação esgotada. A Cooprofar tem sido, ao longo dos seus mais de 40 anos de atividade, uma das principais defensoras e promotoras da proximidade, enquanto fator chave para a criação de relações profissionais de confiança, capazes de atingir resultados positivos de forma sustentável. A participação neste evento enquadrou-se nesta filosofia e atitude.

Cooprofar participou na Gala da Inovação 2017, da Universidade do Porto A Cooprofar marcou presença na Gala da Inovação 2017, evento organizado pela Universidade do Porto (UP), que este ano abordou o tema “Engenho Humano”. O objetivo desta gala centra-se na valorização da inovação e do conhecimento, através da atribuição de prémios para as melhores ideias e projetos desenvolvidos num passado recente. Estes “Óscares para as grandes ideias”, reuniu mais de duas centenas de personalidades do meio académico e empresarial. A reitoria da UP sublinha que 23,4% da produção científica nacional tem origem na Universidade do Porto, por isso sente-se na “obrigação de transmiti-la para o mercado e gerar valor”, criando a ligação que tem faltado entre a produção de conhecimento e as soluções que as empresas necessitam.

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exames digitais Disponíveis em 2018 Os exames médicos vão ser todos digitais até ao fim do ano de 2018, através de uma ligação estreita entre as empresas que fazem exames clínicos, como laboratórios, e o SNS, revelou o presidente do organismo Serviços Partilhados do Ministério da Saúde. O SNS partilha, atualmente, “informação com os laboratórios online na área do cidadão”. O presidente da SPMS afirmou que este é “um projeto complexo: os convencionados estão a ligar os seus softwares aos do ministério, e falta-nos apenas uma peça jurídica, um despacho da tutela, para tornar obrigatória essa disponibilização”.

plano de saúde individual Para utentes com

sarampo

vários problemas Os utentes com vários problemas de saúde vão passar a ter um Plano Individual de Cuidados que vai permitir uma partilha entre todos os profissionais de saúde envolvidos de informações e de decisões de diagnóstico e terapêutica. Disponível no Portal do SNS, este projeto que deve ser generalizado a todo o país em 2019. Este instrumento serve para gerir o percurso do doente e para definir quais os objetivos a atingir para os vários problemas de saúde que tem, sendo que os próprios utentes vão ajudar a definir esse Plano.

Imunidade de grupo terminou

VIH/SIDA

A imunidade de grupo contra o sarampo, que protege vacinados e não vacinados, já não existe em Portugal devido à diminuição do número de pessoas imunes à doença nos últimos 14 anos, segundo dados do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. No último inquérito, a seroprevalência para o vírus do sarampo foi de 95,2%, mas o atual aponta para 94,2% de indivíduos imunes à doença.

Novos diagnósticos diminuíram

consultas

Portugal registou 1030 novos casos de infeção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) no ano passado, segundo um relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde. É um número bastante acima dos 841 novos casos reportados, em maio, pelo programa nacional para a infeção VIH, Sida e Tuberculose. Segundo a diretora do Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA e Tuberculose, a discrepância de casos é justificada pelo desfasamento na introdução dos dados no programa de vigilância.

Demoram em média 15 minutos As consultas nos centros de saúde portugueses duram em média 15 minutos, o que torna Portugal um dos 10 países que mais tempo disponibiliza nas consultas de medicina geral e familiar. Um estudo internacional sobre a duração média das consultas de cuidados de saúde primários concluiu que Portugal está em 10º lugar numa avaliação a 67 países quanto ao tempo médio nas consultas, com uma duração média de 15,9 minutos.

reparações de tecidos

cancro do pâncreas

Nova abordagem terapêutica Uma equipa do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S), no Porto, propôs uma nova abordagem terapêutica na área da medicina regenerativa, que consiste no uso de um novo biomaterial injetável, que poderá ser usado como tratamento para a isquemia. Uma vez injetados, estes biomateriais são absorvidos pelo corpo e “despertam” as células de tecidos danificados, para que se promova aí a reparação das lesões. A estes biomateriais podem juntar-se células do próprio doente para acelerar o processo de regeneração.

Estudo visa melhorar diagnóstico A Europacolon Portugal vai realizar em 2018 um estudo a nível nacional que visa aumentar a perceção dos médicos de medicina geral e familiar sobre o cancro do pâncreas, a fim de melhorar o diagnóstico precoce da doença. Será o "primeiro estudo nacional destinado a compreender a sensibilização existente sobre o cancro do pâncreas". O estudo vai decorrer entre 01 de janeiro e 31 de dezembro do próximo ano.

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web summit Mini frigorífico para medicamentos A ‘startup’ vencedora do concurso para empresas em fase inicial na conferência de tecnologia Web Summit, já tem 8.700 pré-reservas para o 'mini frigorífico' portátil para medicamentos, que vai custar cerca de 150 euros. O criador afirmou que a percentagem de pessoas que usa este tipo de medicação com necessidade de armazenamento no frio está a aumentar em todo o mundo, vincando que o equipamento se dirige a vários tipos de doenças, entre as quais cancro e esclerose múltipla. Este equipamento, que é recarregável, permite resolver esse problema e também monitorizar a temperatura da medicação e ainda avisa o paciente para tomar os medicamentos.


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My Cooprofar Dezembro 2017  

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