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my cooprofar dezembro 2018

ANÁLISE DE MERCADO Vacina Meningite B: Custo adia inclusão no PNV Prevenção VIH: 240 pessoas já tomam medicação ESPECIAL SAÚDE Vacinação


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dezembro 2018

mycooprofar 04 Análise de Mercado 06 Especial Saúde 10 Especial Indústria Farmacêutica 12 Cooprofar 13 Produtos Mercafar 13 Cosmética e Higiene Corporal 16 Diagnóstico 16 Dispositivos Médicos 19 Éticos 21 Galénicos 21 Homeopáticos 21 Higiene Bebé 21 Higiene Oral 22 Med. Não Suj. a Rec. Médica 24 Med. Não Suj. a Rec. Médica - EF 24 Med. Vet. N. Suj. a Rec. Médica 24 Nutr. e Prod. à base de Plantas 25 Nutrição Infantil 26 Parafarmácia 26 Puericultura 26 Químicos 26 Veterinária 27 Breves

Administração e propriedade: Cooprofar Rua José Pedro José Ferreira, 200 - 210 4424-909 Gondomar T 22 340 10 00 F 22 340 10 50 cooprofar@cooprofar.pt www.cooprofar.pt

Direcção: Delfim Santos Coordenação Editorial: Natércia Moreira Publicidade assessoria@cooprofar.pt 22 340 10 21

EDITORIAL Boas Festas 2018 está a terminar. Foi um ano repleto de acontecimentos e momentos marcantes, que demonstraram de forma clara o vigor, a força e a capacidade do Grupo Cooprofar-Medlog. A nossa matriz de ação caraterizou-se pela diversidade e abrangência. Estivemos presentes em vários eventos de relevo do setor e para a nossa atividade. Lançamos duas Campanhas de Proximidade que alcançaram um enorme sucesso, com impacto em várias frentes, tanto no terreno, junto das farmácias, como na comunicação social e nos meios da saúde nacional. A primeira campanha, lançada em Abril, foi sobre as doenças oncológicas. Sob o lema “Tempo é Vida”, a campanha teve com objetivo alertar a população portuguesa para a importância de um diagnóstico precoce enquanto fator diferenciador no combate ao cancro. No último trimestre, a campanha “Sabia que o coração tem um limite? Não queira saber o seu”, pretendeu chamar a atenção para a problemática das doenças cardiovasculares, destacando a identificação dos sintomas e a prevenção, enquanto fatores diferenciadores. Neste contexto, organizamos diversas Formações. As formações Cooprofar percorreram o país de norte a sul, procurando sensibilizar e dotar as equipas de Farmácia das competências necessárias para perceber as dúvidas que os utentes mais frequentemente lhes colocam. Fiéis aos nossos desígnios da Experiência, Proximidade e Inovação, percorremos 2018 procurando estar sempre à frente do acontecimento, para que os nossos clientes e parceiros possam prestar serviços de acordo com o estado da arte em saúde. O ano ficou marcado por uma expansão dos serviços prestados pelas farmácias, merecendo natural destaque a publicação do diploma que prevê que as farmácias comunitárias possam começar a realizar testes rápidos de rastreio de infeção pelo VIH, hepatite B e hepatite C, sem necessidade de prescrição médica. Sabendo que a mudança faz parte do dia a dia, a Cooprofar criou as primeiras Formações com o tema “Rastreio de infeções virais na farmácia comunitária - Vírus da Imunodeficiência Humana, Vírus da Hepatite B e Vírus da Hepatite C”. Em 2018, o Grupo orgulhou-se ainda de anunciar, mais uma vez, a manutenção da Certificação do seu Sistema de Gestão, de acordo com as normas NP EN ISO 9001:2015 e NP 4457:2007, assim como a renovação da Certificação de acordo com a Norma Internacional SA8000:2014 Responsabilidade Social. Em matéria de Inovação, a Cooprofar não ficou por aqui. O ano ficou ainda marcado pela implementação de um novo processo relativo ao procedimento de Validação de Requisições de Substâncias Controladas, ferramenta que permite aos Profissionais de Farmácia desempenharem e cumprirem as suas tarefas de uma forma mais ágil e eficaz. No que diz respeito à Responsabilidade Social mantivemos o nosso fiel compromisso de apoio à comunidade em diferentes momentos e ações. Podíamos enumerar ainda mais eventos e acontecimentos, mas uma breve súmula não é suficiente para abraçar toda a atividade anual do Grupo Cooprofar-Medlog. Despedimo-nos de 2018 com a certeza de que desenvolvemos um trabalho de qualidade e que, graças a ele, pudemos acrescentar valor ao negócio dos nossos clientes e parceiros. Desejamos a todos um Feliz Natal, renovando votos para que 2019 seja um ano repleto de momentos positivos e que todos, sem exceção, possamos alcançar os objetivos a que nos propusermos.

Design e Paginação: Porto de Comunicação Distribuição: Gratuita Publicação: Mensal Tiragem: 1500 exemplares

AVISO: Os textos foram redigidos ao abrigo do novo acordo ortográfico. O período de vigência decorre entre 1 a 31 de dezembro, inclusive. Os valores indicados estão corretos, salvo erro tipográfico. Os preços e bonificações indicados estão sujeitos a alterações de acordo com as condições de mercado e não acumulam com outras campanhas em vigor.

Prof. Doutor Delfim Santos Presidente da Direção


Análise de Mercado

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Crescimento face ao período homólogo Crescimento Mercado outubro 2018 vs. mês homólogo 16 14

13%

12 10

11,1% 9,3%

8,6% 7,5%

8 10%

5,6%

7,8

4,7%

9,7%

9,5%

7,6% 7,5% 7,1%

6,7%

6,1% 6

9,7

9,3%

10,6% 7,8%

6,9%

5,7% 5,3%

4

6,4 4,9

Mercado Total

Viseu

Vila Real

Setúbal

Açores

Viana do Castelo

-8 -15%

Santarém

-6 -10%

Madeira

-4

Porto

-2 Lisboa

Dez

Portalegre

Nov

Leiria

Out -3,1

Faro

Ago

Guarda

Jul

Évora

Jun -3,9

Coimbra

Abr -3,2

1,5%

% 0 Bragança

Fev

Set

Castelo Branco

Jan -5%

2

2,6

Mai

Beja

3,7

Mar

Braga

3,9

Aveiro

5%

-10 -12

Vacina Meningite B: Custo adia inclusão no Programa Nacional de Vacinação A vacina mais cara para os pais portugueses, contra a meningite B, voltou a estar no centro das atenções da Direção-Geral da Saúde. A Sociedade Portuguesa de Pediatria e os próprios especialistas recomendam a proteção das crianças, mas o custo de uma imunização universal face à reduzida incidência da doença - em 2017, 10.33 por 100 mil habitantes abaixo dos 12 meses e 2.32 até aos quatro anos tem adiado a inclusão das doses no Programa Nacional de Vacinação. São já vários os países que asseguram a gratuitidade e os peritos portugueses decidiram voltar a reunir-se, ainda antes do fim ano. Dos grupos perigosos, o meningococo B é o único que não tem vacina garantida pelo Serviço Nacional de Saúde apesar de ser o mais predominante. Em 2016, 77.5% dos grupos de meningite em Portugal eram B. Transmitida por secreções respiratórias, a bactéria atinge crianças com menos de cinco anos, com um pico aos seis meses, levando à morte 5% a 14% delas e deixando 11% a 19% com sequelas como danos neurológicos, perda de audição ou amputações. Há também risco de infeção entre os adolescentes.

Profilaxia contra a Sida será alargada a adolescentes de risco em breve A profilaxia de pré-exposição (PrEP) para evitar o contágio do VIH para pessoas de risco, que funciona de uma forma semelhante à conhecida profilaxia para a malária, está a ser dada pelo Serviço Nacional de Saúde desde o início do ano, mas apenas a adultos. O problema, detalham os médicos que abriram a primeira consulta para dar a PrEP a adolescentes, no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, é que a atividade sexual não começa só depois dos 18 anos.

Vacina da Gripe: Mais de metade dos idosos já tomou

Tal como para os adultos, com os adolescentes a PrEP não será receitada a todos os que a queiram tomar, sendo necessária, nos hospitais públicos, uma consulta que confirme que o jovem tem comportamentos de risco, não se prevendo uma prescrição em massa mas, sim, apenas para certos casos.

Mais de metade dos idosos já se vacinaram na atual época gripal, segundo dados do “vacinómetro”, que é um projeto lançado em 2009 e que permite monitorizar em tempo real a taxa de cobertura da vacinação contra a gripe em grupos prioritários recomendados pela Direção-Geral da Saúde. Entre os grupos recomendados, a taxa de vacinação fica-se pelos 40%. O grupo das pessoas com mais de 65 anos é o que regista uma cobertura vacinal mais elevada, com 52.9%. Segue-se o grupo dos doentes crónicos, com 40.7% das pessoas já vacinadas. Os profissionais de saúde apresentam uma taxa de vacinação que se fica pelos 38%.

Em resposta a estas preocupações, a diretora do Programa Nacional para a Infeção VIH/Sida, Isabel Aldir, garante que está para breve a aprovação desta profilaxia anti-sida para quem tem entre 16 e 18 anos. A medida foi aprovada pela Agência Europeia do Medicamento, mas ainda não está regulamentada em Portugal. Os jovens não podem, ainda, receber o medicamento. Falta aprovação da Direção-geral de Saúde e do Infarmed.

A DGS também recomenda a vacina para as pessoas entre os 60 e os 64 anos, sendo que, neste caso, a taxa de vacinação está nos 23%.

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Análise de Mercado

Antibióticos: Maioria dos portugueses atribui falsas vantagens A proliferação de bactérias resistentes a antibióticos em virtude do consumo excessivo dos mesmos vai matar 40 mil portugueses até 2050, mas um Eurobarómetro revelado este mês mostra que está a falhar a consciencialização para o problema. A maioria dos portugueses continua a achar erradamente que os antibióticos matam os vírus (64%) ou que curam as constipações (55%).

... Consumo 7% acima da média europeia Um estudo do Centro Europeu para o Controlo e Prevenção de Doenças conclui que um em cada três doentes internados na Europa toma pelo menos um antibiótico enquanto está internado - a média europeia é de 33%, em Portugal é de 40%. Contudo, o consumo de antibióticos em meio hospitalar baixou 4.96% entre 2013 e 2017, segundo dados divulgados pela Direção-Geral da Saúde, que revelam também uma descida do consumo destes medicamentos em ambulatório.

Prevenção VIH: 240 pessoas já tomam medicação

Vai fechar a última farmácia privada a funcionar num hospital

Pouco mais de seis meses após o início das consultas para acesso à profilaxia pré-exposição (PrEP), o Infarmed contabiliza que 240 pessoas já têm acesso a esta estratégia de prevenção contra o VIH em Portugal.

Se o Governo não alterar a legislação aprovada em Novembro de 2016, a farmácia de venda ao público instalada no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, não abrirá mais as portas a partir de 2 de Abril de 2019. E a decisão parece estar tomada. O Ministério da Saúde justifica-se com o diploma que revogou o decreto-lei de 2009 - que estabelecia as regras para as farmácias comunitárias funcionarem em hospitais do Serviço Nacional de Saúde -, para dizer que, sem enquadramento legal, a farmácia deixa de funcionar com o fim do contrato de concessão. Sendo assim, a farmácia localizada neste hospital será a última a funcionar num hospital.

Por enquanto, o medicamento comercialmente conhecido como Truvada, é disponibilizado ao abrigo de um programa de acesso precoce (PAP), uma vez que ainda está a decorrer o estudo de impacto económico. Inicialmente, só 100 pessoas teriam acesso a esta forma de prevenção, disponibilizada pela empresa que produz o medicamento, mas, entretanto, o número de embalagens disponíveis foi alargado. O programa de acesso precoce termina no final do ano, mas não haverá risco de o medicamento, que também é parte integrante da terapêutica de quem já contraiu VIH, ficar indisponível como prevenção. Durante este período, já foram disponibilizadas 800 embalagens, de um total de 1264 disponíveis.

Lei da Canábis: Regulamentação até ao fim do ano

750 mil jovens vacinadas contra HPV

Aregulamentação da lei do uso da canábis para fins medicinais, desde o cultivo até à dispensa dos medicamentos em farmácia, deverá estar concluída até ao fim do ano, informação avançada pelo Infarmed.

Cerca de 750 mil jovens foram vacinadas contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) em Portugal nos últimos dez anos, valor que representa 86% do total de mulheres abrangidas. O custo deste programa de vacinação este ano foi de 6 milhões de euros. Os dados oficiais foram apresentados pela diretora-geral da Saúde na cerimónia que assinalou o 10º aniversario da introdução da terapêuti ca no Plano Nacional de Vacinação. 90% dos casos de cancro do colo do útero podem vir a ser prevenidos pela vacinação e neste momento, a taxa de cobertura é de 90% nas raparigas de 13 anos.

Para garantir a todos os portugueses que os medicamentos à base de canábis têm "qualidade, eficácia e segurança", o Infarmed está a desenvolver legislação para "a regulação de todo o circuito da canábis desde o cultivo até à dispensa que será em farmácias". O Infarmed apresentou a proposta de legislação ao Ministério da Saúde em setembro, tendo sido pedidos pareceres às organizações públicas e privadas que têm responsabilidades em Portugal sobre a proposta legislativa. 05


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Especial Saúde

Vacinação Mesmo quando a imunidade não é total, quem está vacinado tem maior capacidade de resistência na eventualidade da doença surgir.

As vacinas são o meio mais eficaz e seguro de proteção contra certas doenças.

Não basta vacinar-se uma vez para ficar devidamente protegido. Em geral, é preciso receber várias doses da mesma vacina para que esta seja eficaz. Outras vezes é também necessário fazer doses de reforço, em alguns casos ao longo de toda a vida. A vacinação, além da proteção pessoal, traz também benefícios para toda a comunidade, pois quando a maior parte da população está vacinada interrompe-se a transmissão da doença. [Fonte: SNS]

Plano Nacional de Vacinação O Plano Nacional de Vacinação (PNV) é da responsabilidade do Ministério da Saúde e integra as vacinas consideradas mais importantes para defender a saúde da população portuguesa. As vacinas que fazem parte do PNV podem ser alteradas de um ano para o outro, em função da adaptação do programa às necessidades da população, nomeadamente pela integração de novas vacinas.

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Especial Saúde

As vacinas que fazem parte do Plano Nacional de Vacinação: idades

vacinas e respetivas doenças

0

BCG (Tuberculose) VHB – 1ª dose (Hepatite B)

2 meses

VHB – 2ª dose (Hepatite B) Hib – 1ª dose (doenças causadas por Haemophilus influenzae tipo b) DTPa – 1ª dose (Difteria, Tétano, Tosse Convulsa) VIP – 1ª dose (Poliomielite) Pn 13 – 1ª dose (Streptococcus pneumoniae)**

4 meses

Hib – 2ª dose (doenças causadas por Haemophilus influenzae tipo b) DTPa – 2ª dose (Difteria, Tétano, Tosse Convulsa) VIP – 2ª dose (Poliomielite) Pn 13 – 2ª dose (Streptococcus pneumoniae)**

6 meses

VHB – 3ª dose (Hepatite B) Hib – 3ª dose (doenças causadas por Haemophilus influenzae tipo b) DTPa – 3ª dose (Difteria, Tétano, Tosse Convulsa) VIP – 3ª dose (Poliomielite)

12 meses

MenC – 1ª dose (meningites e septicemias causadas pela bactéria meningococo) VASPR – 1ª dose (Sarampo, Parotidite, Rubéola) Pn 13 – 3ª dose (Streptococcus pneumoniae)**

18 meses

Hib – 4ª dose (doenças causadas por Haemophilus influenzae tipo b) DTPa – 4ª dose (Difteria, Tétano, Tosse Convulsa)

5-6 anos

DTPa – 5ª dose (Difteria, Tétano, Tosse Convulsa) VIP – 4ª dose (Poliomielite) VASPR – 2ª dose (Sarampo, Parotidite, Rubéola)

10-13 anos

Td – Tétano e Difteria HPV * (2 doses aos 0 e 6 meses) – Infeções por Vírus do Papiloma Humano

toda a vida de 10 em 10 anos

Td – Tétano e Difteria

* Aplicável apenas a raparigas. | ** Aplicável a crianças nascidas a partir de 1 de janeiro de 2015.

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Especial Saúde

7 Perguntas e Respostas sobre Vacinação vacinas têm efeitos secundários? 1 As Apesar de seguras, as vacinas podem provocar algumas reações adversas, mas estas são normalmente de curta duração. As mais frequentes são inchaço, dor e vermelhidão no local da injeção, febre e mal-estar geral. Procure informar-se junto do seu médico ou do profissional de enfermagem na altura em que está a fazer a vacina ou, ainda, se tiver alguma reação intensa ou inesperada.

Quando devo vacinar-me? 2

A melhor forma de ficar protegido contra determinadas doenças é cumprir o calendário de vacinação recomendado pelo PNV. As crianças são as principais destinatárias, mas também abrange os adultos.

3 Onde posso vacinar-me?

Nos centros de saúde, hospitais e outros serviços de saúde devidamente autorizados.

O que é preciso para me vacinar? 4

Basta dirigir-se ao centro de saúde da sua área de residência e levar consigo o Boletim de Vacinas. Se por qualquer motivo não puder recorrer ao seu centro de saúde, dirija-se aquele que está mais próximo do local onde estiver. Não deixe de se vacinar.

custam as vacinas? 5 Quanto As vacinas que fazem parte do PNV são gratuitas. Quando devo vacinar os meus filhos? 6

As crianças devem ser vacinadas assim que nascem. Se o calendário for cumprido, pouco depois dos 6 meses de idade já estarão protegidas contra sete doenças de infância e aos 15 meses contra dez doenças. Se a criança não iniciou a vacinação durante o primeiro ano de vida, dirija-se o mais cedo possível a um centro de saúde.Nunca é tarde demais para se vacinar a si e aos seus filhos e existem dois calendários recomendados para a vacinação nestes casos.

outras vacinas para além das que constam do PNV? 7 Existem Sim. Consulte o seu médico assistente para uma avaliação da situação clínica e da necessidade efetiva de vacinação extra.

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Números sobre a vacinação Uma em cada cinco crianças em todo o mundo continuam a não ter acesso a vacinas;

Vacina da Gripe Em 2018, a vacinação contra a gripe teve início no dia 15 de outubro. O objetivo é sempre garantir uma melhor e maior proteção durante o período da epidemia de gripe que, em Portugal, habitualmente, tem início na segunda quinzena de dezembro. Este ano o Serviço Nacional de Saúde adquiriu mais de 1 milhão e 400 mil doses de vacina. A vacina é gratuita, sem necessidade de receita médica ou de pagamento de taxa moderadora, para os cidadãos com idade igual ou superior a 65 anos, pessoas residentes ou internadas em instituições, pessoas com algumas patologias definidas, bombeiros, guardas prisionais e reclusos, portadores de trissomia 21, fibrose quística, doença neuromuscular, défice de alfa-1 antitripsina, diabetes mellitus, doença do interstício pulmonar sob terapêutica imunossupressora, e ainda para pessoas que fazem diálise. Há ainda vacinas dispensadas nas farmácias com prescrição médica e com comparticipação de 37%. A receita médica emitida a partir de 1 de julho tem validade até 31 de dezembro de 2018.

Vacina do Sarampo O Sarampo é uma doença muito contagiosa que se transmite por via aérea e que pode causar problemas graves, sobretudo nas pessoas mais idosas e nas crianças. A única forma de a travar é através da vacinação. A vacina do sarampo só entrou no Plano Nacional de Vacinação em 1974 e na altura não preconizava as duas doses atualmente recomendadas, o que significa que quem nasceu na década de 70 pode estar sujeito a contrair a doença. Mesmo quem tem uma dose da vacina, ou as duas, não está livre de ser infetado com sarampo, embora com uma forma mais fruste e menos grave da patologia, com menores complicações e riscos associados. O melhor será consultar o boletim de vacinas, ou o seu centro de saúde, e garantir que tem a imunização em dia. Entre 2006 e 2014, Portugal tinha registado apenas 19 casos de sarampo. Por este motivo, em 2016, Portugal recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) um diploma que oficializava o país como estando livre de sarampo, até porque os poucos casos registados nos últimos anos tinham sido contraídos noutros países. No entanto, em 2017 e 2018 os números já ultrapassaram os casos registados em quase uma década. Portugal teve dois surtos simultâneos em 2017, que infetaram quase 30 pessoas e levaram à morte de uma jovem de 17 anos. A DGS recomenda que as pessoas verifiquem os boletins de vacinas e que, caso seja necessário, se vacinem contra o sarampo, recordando tratar-se de “uma das doenças infeciosas mais contagiosas podendo provocar doença grave, principalmente em pessoas não vacinadas”. É aconselhado a “quem esteve em contacto com um caso suspeito de sarampo e tem dúvidas” que ligue para a Linha Saúde 24 (número 808 24 24 24).

A cada 20 segundos, uma criança morre de uma doença que podia ter sido prevenida; A vacinação evita a morte de 2,5 milhões de crianças com menos de cinco anos, todos os anos; Segundo dados do Serviço Nacional de Saúde, entre 1956 e 1965 foram registadas em Portugal 2.625 mortes por tétano, 873 mortes por tosse convulsa, 316 mortes por poliomielite, e 1.457 mortes por difteria; Entre 2006 e 2015, houve 15 mortes por tétano, 8 mortes por tosse convulsa, nenhuma morte por poliomielite e difteria; São 5.271 mortes antes da implementação do Programa Nacional de Vacinação e 23 mortes depois.


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Especial Indústria Farmacêutica

Indústria Farmacêutica vale 2.3% do PIB

Diariamente há 30 reações adversas a medicamentos

A indústria farmacêutica representa 2.3% no PIB português tendo contribuído com 4.3 mil milhões de euros para a economia em 2016, o que representa um acréscimo de 1.5 mil milhões (53.5%) em relação ao ano 2000. Esta é uma das principais conclusões de um estudo sobre "O valor dos medicamentos em Portugal", elaborado pela associação do setor com a colaboração da consultora McKinsey. De acordo com o documento, a percentagem do PIB associado à indústria farmacêutica em Portugal é metade da espanhola e um terço menor do que a italiana.

Nos primeiros seis meses deste ano foram notificados 5385 casos de reações adversas a medicamentos em Portugal, uma média de 30 por dia. No ano anterior, foram 17 casos por dia, quase metade, num total de 6105 notificações, revela a Autoridade Nacional do Medicamento. Os casos mais severos relacionam-se com a utilização de substâncias inovadoras em doentes oncológicos. As reações em idosos, que representam um terço do total, prendem-se com a sua debilidade física e consumo abusivo de fármacos.

Os autores do estudo estimam que poderiam ser gerados "mais 2.2% do PIB (quatro mil milhões de euros) com investimento adicional" na indústria farmacêutica, alinhando assim Portugal com os países vizinhos.

O crescimento de notificações não significa que deva haver uma maior preocupação com a qualidade e segurança dos medicamentos. Reflete, antes de mais, um "aumento da literacia dos cidadãos", explicou Sofia Oliveira Martins, vogal do Conselho Diretivo do Infarmed. "Agora sabe-se como se pode reportar qualquer problema", declara. Em 2017, foi lançado o novo portal RAM (reações adversas ao medicamento) que simplificou o procedimento, tanto para profissionais como para utentes. Ainda assim, a maior parte das notificações continua a ser feita pela indústria e s depois por médicos e farmacêuticos.

O estudo concluiu que dois mil milhões são impacto direto no PIB através da produção, "research" e vendas de medicamentos nacionais e importados, e 1.1 mil milhões são o contributo indireto. Outra das principais conclusões ao nível do impacto económico é que a indústria farmacêutica gera cerca de 100 mil empregos, incluindo fornecedores ao longo da cadeia de valor e noutros lugares.

Para a responsável do Infarmed, "ainda há muito a fazer, pois estamos abaixo do expectável na notificação, segundo estudos internacionais". E porque é tão importante este conhecimento? "Os medicamentos são estudados em ensaios clínicos através de doentes selecionados e as reações podem acrescentar informação", salientou.

Aumento da despesa pública em fármacos rondou os 500 ME O aumento da despesa pública em medicamentos nos últimos três anos rondou os 500 milhões de euros, sendo “a maior prioridade” de aplicação de recursos financeiro no Serviço Nacional de Saúde, afirmou o Secretário de Estado da Saúde.“Apesar da existência, apesar da colaboração da indústria farmacêutica nesta componente de despesa pública, depois de tudo isso, os medicamentos foram de longe a maior prioridade de aplicação de recursos financeiros no Serviço Nacional de Saúde”, afirmou Francisco Ramos.

OE: Mais dinheiro para medicamentos em 2019

Sobre o estudo que revela que os medicamento inovadores evitaram 110 mil mortes em Portugal, o Secretário de Estado salientou que “traz evidência para cima da mesa sobre o real valor da tecnologia e o esforço exigido da sociedade”, defendendo que “no período em que a inovação terapêutica atravessa desenvolvimentos sem precedentes e onde os novos medicamentos constituem um desafio à sustentabilidade dos sistemas de saúde, importa desenvolver novos modelos e soluções”.

A despesa com medicamentos vai subir, segundo a nota explicativa do Orçamento do Estado 2019 do Ministério da Saúde. Em 2019 prevê-se gastar mais 189 milhões de euros com fármacos hospitalares, material de consumo clínico e medicamentos nas farmácias. 10


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Especial Indústria Farmacêutica

Medicamentos inovadores fazem poupar 560 M€ Os medicamentos que chegaram ao mercado nos últimos 25 anos, ou que se popularizaram nesse período, permitiram “poupanças de mais de 560 milhões de euros anuais no sistema de saúde, resultantes de menores taxas de hospitalização e prevenção de outros custos diretos”, conclui o estudo “O Valor do Medicamento em Portugal”. O trabalho salienta ainda a melhoria da qualidade de vida que estes fármacos trouxeram aos doentes, com mais de 110 mil mortes evitadas desde 1990. Um estudo da associação da indústria farmacêutica, desenvolvido em colaboração com a consultora McKinsey, analisou os impactos humanos e sociais que os medicamentos tiveram de 1990 a 2015 em oito doenças que afetam cerca de 20% da população em Portugal: VIH/sida, esquizofrenia, artrite reumatoide, diabetes, cancro do pulmão de células não pequenas, cancro colo-retal, insuficiência cardíaca crónica e doença pulmonar obstrutiva crónica. Só em 2016, demonstra a avaliação, os medicamentos inovadores "adicionaram 180 mil anos de vida saudável a Portugal, avaliados entre cinco a sete mil milhões de euros, quase metade da despesa farmacêutica total anual em Portugal (3.8 mil milhões de euros)”. Numa análise por doença, o estudo demonstra como os fármacos inovadores alteraram o curso de patologias com altas taxas de mortalidade como o VIH/Sida e o cancro colo-retal. No VIH, estima-se que a introdução dos antirretrovirais, em meados dos anos 90, permitiu salvar até 22 mil vidas. No cancro colo-retal, com a introdução em 2006 de inibidores de angiogénese, assistiu-se a uma diminuição do ritmo de progressão da mortalidade. Desde então, conclui a avaliação, terão sido evitadas cerca de 28 mil mortes. Na diabetes, cuja prevalência não para de aumentar, a introdução de medicamentos inovadores, desde 2002, permitiu evitar cerca de 250 mil anos de vida perdidos, por morte ou invalidez. Justificados os ganhos para as pessoas, sociedade e economia, o estudo aponta algumas prioridades para o futuro, nomeadamente a necessidade de acelerar o acesso aos medicamentos inovadores, simplificando os processos de aprovação pelo Infarmed, e garantindo orçamentos e recursos suficientes, bem como negociando contratos baseados nos resultados dos medicamentos.

Infarmed quer chegar às 10.000 notificações este ano

Bial lança novo prémio para descobertas na biomedicina

A diretora de Farmacovigilância do Infarmed afirmou que “esperamos chegar às dez mil notificações este ano”, lembrando que está a decorrer uma campanha europeia para sensibilizar os profissionais de saúde e os doentes para a notificação de reações adversas. Ainda neste âmbito, a Autoridade Nacional do Medicamento lançou também uma campanha para encorajar as notificações adversas em crianças e grávidas.

A Fundação Bial anunciou que vai lançar em 2019 a 1ª edição do prémio bianual BIAL no valor de 300 mil premiar descobertas científicas na área da biomedicina. As nomeações podem ser feiras a partir de 1 de janeiro de 2019 e prolongam-se até 30 de junho de 2019. O vencedor da primeira edição do BIAL Award in Biomedicine ser conhecido no primeiro trimestre de 2020.

“Por estranho que pareça, e pode parecer contraditório, quanto mais notificações tivermos, melhor conhecemos o perfil de segurança dos medicamentos e eles tornam-se cada vez mais seguros”, adiantou Fátima Canedo, reforçando que estas reações não se devem a problemas com fármacos. “Quando um medicamento é lançado no mercado vai abranger uma população que nunca esteve exposta a esse medicamento. Por esse motivo conhecem-se novos efeitos indesejáveis. E, por esse motivo, quanto maior for o número de notificações mais o medicamento se torna seguro, porque o Infarmed atualiza a informação ou recomenda materiais educacionais dirigidos aos profissionais e aos doentes sobre a forma como devem ser tomados ou prescritos os medicamentos”, explicou.

O prémio tem o objetivo de estimular as tendências atuais da saúde, que preconizam a ligação entre biologia, genética e medicina, em relação a fatores ambientais, bem como a personalização de tratamentos e estratégias terapêuticas. Luís Portela, presidente da Bial, afirmou que este prémio resume o compromisso da farmacêutica no reconhecimento e promoção da investigação científica publicada nos últimos. O júri vai ser composto por 14 elementos e presidido por Fernando Lopes da Silva, professor emérito da Universidade de Amesterdão e coordenador cientifico do programa de Engenharia Biomédica do Instituto Superior Técnico. 11


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Cooprofar

Ações de Formação sobre doenças cardiovasculares com adesão massiva No âmbito da campanha de proximidade recentemente lançada, sob o lema "Sabia que o seu coração tem um limite?", a Cooprofar organizou no mês de novembro duas ações de formação, em Viseu (dia 14) e em Vila Real (dia 27). Contando com palestras do Prof. Dr. João Lopes Gomes (Fundação Portuguesa de Cardiologia delegação Norte) e do Dr. Daniel Brás (Novartis), os dois momentos revelaram-se um enorme sucesso, com uma adesão acima das expetativas. Abordando a temática das doenças cardiovasculares, estas formações procuraram sensibilizar a equipa da Farmácia para as dúvidas mais frequentes dos doentes portadores de patologia cardíaca, munindo os Farmacêuticos das competências necessárias dar uma resposta célere e eficaz. Estas ações fazem parte de um plano maior, que contempla diversas formações. Para dezembro, estão agendadas mais duas ações, no dia 4, em Gondomar, e no dia 6, em Aveiro.

O Dia do Cuidador foi assinalado a 5 de novembro. Esta é uma data simbólica, mas que enaltece o significado e a importância, nomeadamente dos pais e mães envolvidos, num momento mais exigente das suas vidas, em que focam toda a atenção nos seus filhos durante os tratamentos, ficando para segundo plano o seu próprio bem-estar. Neste sentido, a associação ACREDITAR organizou nos serviços de Oncologia Pediátrica do Centro Hospitalar de São João, IPO Porto, Hospital Pediátrico de Coimbra, IPO Lisboa e Hospital do Funchal, algumas atividades destinadas aos pais e mães. Neste âmbito, a Mercafar apoiou esta ação cumprindo com a sua responsabilidade social, através do contributo de diversos produtos de saúde para a composição de kits que foram entregues neste dia.

MERCAFAR associa-se ao Dia do Cuidador

Cooprofar recebe alunos da Faculdade de Farmácia da UP, Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa e da Porto Business School A Cooprofar recebeu, no dia 9 de novembro, na plataforma logística de Alcochete a visita dos estudantes da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa. No dia 20 de novembro, na plataforma logística de Gondomar a visita dos estudantes da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto. Na semana seguinte, no dia 29 de novembro, foi a vez dos alunos da Pós-Graduação em Gestão de Operação (6ª edição) da Porto Business School conhecerem as nossas instalações. Procurando promover a proximidade e desenvolver sinergias com os seus parceiros, o Grupo tem procurado repetir de forma regular este acontecimento, que permite aos estudantes terem uma experiência e um contacto com a realidade diária da distribuição farmacêutica. Continuaremos a promover a partilha, como princípio chave para um crescimento integrado, mútuo e global, não apenas da Cooprofar, como de todos os seus parceiros e colaboradores. 12


gordura em excesso incapacita células de atacar tumores O excesso de gordura no organismo inutiliza as células do sistema imunitário que são capazes de atacar tumores, segundo um novo estudo publicado, que estabelece uma ligação entre obesidade e cancro. Investigadores da Trinity College de Dublin, concluíram que os sistemas de vigilância imunitária do organismo humano, que contem células conhecidas como "exterminadoras naturais", não conseguem funcionar quando há demasiada gordura. Além deste diagnóstico, o estudo avança potenciais tratamentos para reprogramar essas células e reiniciá-las, depois de identificar o efeito que a gordura tem no seu metabolismo e que as impede de atuar. Mais de 1.9 mil milhões de adultos sofre de peso a mais ou obesidade, condição que está por trás de quase metade de determinados tipos de cancro.

AVC 3.500 beneficiaram da Via Verde Apesar da diminuição de casos fatais, o AVC continua a ser uma das principais causas de morte em Portugal, sendo também a principal causa de morbilidade e de potenciais anos de vida perdidos no conjunto das doenças cardiovasculares. As primeiras horas após o início dos sintomas de AVC são essenciais para o socorro da vítima, pois é esta a janela temporal que garante a eficácia dos principais tratamentos. O principal conselho do INEM é de que se ligue imediatamente após os primeiros sintomas, como a falta de força de um lado ou boca ao lado. Desde a sua criação cerca de 35000 pessoas beneficiaram da Via Verde do AVC e do serviço prestado para um melhor tratamento.

cancro da mama Estatinas previnem alastramento As estatinas, medicação tipicamente prescrita para o tratamento do colesterol elevado e de condições cardíacas, poderão deter o alastramento do cancro da mama, indica uma nova investigação norte-americana. Experiências realizadas em células humanas e de ratos apuraram que as estatinas previnem a migração de tumores para órgãos como os pulmões, a próstata e o fígado, e dessa forma, reduzem o risco de morte, contudo, este medicamento não impede o aparecimento do tumor. Tal descoberta, aumenta igualmente a esperança que as estatinas possam ainda ser utilizadas em tratamentos atuais, de modo a aumentar a esperança média de vida dos doentes.

SwitHome Sistema para reabilitação após AVC

Tonic App

Uma solução tecnológica para reabilitação física de vítimas de acidente vascular cerebral (AVC), realizada em casa, com acompanhamento remoto por profissionais de saúde, vai começar a ser testada em dezembro, com doentes em hospitais. Denominado SwitHome, este sistema invovador é constituído por palmilhas inteligentes aliadas a dois interfaces – um ‘tablet’ e uma plataforma online de comunicação entre terapeuta e paciente.

Aplicação reúne conteúdos para profissionais de saúde A Tonic App, uma aplicação para telemóvel desenvolvida pela start-up portuguesa com o mesmo nome, ficou em segundo lugar na competição de aplicações médicas na feira anual de Saúde Medica 2018, em Dusseldorf. Esta aplicação, lançada no mercado no ano passado, constitui uma plataforma digital que reúne conteúdos e ferramentas para os profissionais de saúde e chega já a mais de sete mil médicos em Portugal. A agregação dos recursos que são úteis ao médico na prática clínica diária, bem como o papel de facilitador para outros agentes na área da saúde no contacto com os profissionais.

diabetes Influência negativa no sono A diabetes tipo 2 foi pela primeira vez relacionada com a função respiratória durante o sono, num estudo europeu que mostrou que a doença afeta negativamente a respiração durante o sono. O estudo realizado por investigadores de Lleida, na Catalunha, mostrou que os doentes com diabetes apresentam uma “arquitetura de sono alterada”, confirmando a diabetes como fator de risco para a parte respiratória. 27

antibióticos Mortalidade por bactérias resistentes Mais de 40 mil pessoas podem morrer em Portugal na sequência de infeções por bactérias resistentes a antibióticos até 2050, estimando-se que por ano morram acima de 1.100 portugueses, segundo um estudo divulgado pela OCDE. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico traça uma estimativa mundial dos efeitos da resistência a antimicrobianos a nível da mortalidade, morbilidade e custos económicos. Portugal exibe dos mais altos resultados de mortalidade no conjunto de mais de 30 países analisados, com 11.3 por 100 mil habitantes, apenas ultrapassada por Itália, com 18.2 e pela Grécia, com 14.8. Portugal apresenta valores de mortalidade anual que são quase o triplo da média dos países da OCDE e o dobro da média da União Europeia.

superbactérias Mau uso de antibióticos é a principal causa A Organização Mundial da Saúde advertiu que o consumo excessivo e o subconsumo de antibióticos são as principais causas de resistência antimicrobiana e do aparecimento de "superbactérias" mortais. A OMS alerta para o aumento perigoso do consumo de antibióticos em alguns países, mas também para o subconsumo noutras regiões, que levou ao aparecimento de bactérias mortais. Segundo a responsável da unidade de medicamentos essenciais da OMS, “o consumo excessivo e o subconsumo de antibióticos são as principais causas de resistência antimicrobiana".


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!"#$% &'(#)'*+*'*,%-./"* 0/",'*1%*$"%2%)#"* Em Portugal, a gripe sazonal foi responsável, em 2016/17, por cerca de 4500 mortes por ano. Por isso, a prevenção e a vacinação, feita nesta época do ano, são as melhores armas para a combater. A vacina contra a gripe não é obrigatória e a atual recomendação da OMS visa proteger as pessoas para as quais a doença constitui um perigo maior, ou seja, coloca ênfase na diminuição da mortalidade causada pela gripe e não na diminuição da sua incidência. A eficácia vacinal contra a infeção oscila entre 70 e 80% em adultos jovens e nas formas muito severas da doença é superior: ronda os 95%.

Doenças crónicas como cancro, diabetes, cardíacas ou os acidentes vasculares cerebrais são responsáveis por 7 em cada 10 mortes, causando 41 milhões de óbitos todos os anos, segundo a Organização Mundial de Saúde. O responsável da OMS sublinhou que é possível evitar 10 milhões dessas mortes até 2025 e que, no contexto dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os Estados-membros se comprometeram em reduzir o número de mortes em um terço até 2030. A OMS lançou, este ano, um Plano de Ação Global para estas doenças com 16 medidas, cujos implementação poderia ter um impacto de mais de 350 mil milhões de dólares no crescimento económico até 2030.

="1%,*1/3* >'",'(?76#(/3 <-%#@A%3*,'"('1'3* $'"'*B*1%*>%2%"%#"/ O presidente da Mesa da Assembleia Geral da Ordem dos Farmacêuticos, na qualidade de presidente da Comissão Eleitoral, agendou eleições para os Órgãos Nacionais, Regionais e Conselhos dos Colégios de Especialidade da Ordem dos Farmacêuticos para o dia 9 de fevereiro de 2019. As propostas de candidaturas aos diferentes órgãos sociais deverão ser entregues na Ordem dos Farmacêuticos até 20 de dezembro. “São farmacêuticos eleitores, e podem também ser candidatos aos órgãos da Ordem, todos os membros efetivos individuais com inscrição em vigor e quotizações regularizadas até três meses antes da realização do ato eleitoral”, lê-se no site da OF.

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<,*C/"67!'-*,'#3* 1%*DEF*1/3*'17-6/3

4/5%"67"'*1#,#)7#7* %,*89*$':3%3*1'*;< A cobertura vacinal do sarampo diminuiu em 12 dos 28 estados da União Europeia a partir de 2010, segundo um estudo da Comissão Europeia, que recorda que os surtos recentes da doença são consequência imediata de quebras de vacinação. A cobertura com a primeira dose de vacina do sarampo e rubéola decresceu na Bulgária, Croácia, Estónia, Eslováquia, Eslovénia, Finlândia, Grécia, Holanda, Lituânia, Polónia, Roménia e República Checa. Em Portugal, a vacina contra o sarampo faz parte do Programa Nacional de Vacinação, segundo o qual deve ser administrada aos 12 meses e aos 5 anos.

$/1%*2#"*'*6%"*7,'*2'(#)' Especialistas em dermatologia da Califórnia estão a estudar uma vacina contra esta doença que afeta mais de dois terços dos jovens de todo o mundo. Só em França a acne afeta cerca de 15 milhões de pessoas e é a principal razão da ida de adolescentes e jovens adultos ao dermatologista. Os investigadores da Universidade de San Diego revelaram que conseguiram isolar um anticorpo que pode ajudar a resolver o problema, atingindo a bactéria responsável pela acne e, assim, reduzir a inflamação das lesões. Mas não vale a pena correr a arrumar já a panóplia de cremes e outros produtos porque a vacina ainda está em fase de pesquisa.

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Mais de um quarto da população mundial tem níveis insuficientes de atividade física, sendo que em Portugal são mais de 40% os adultos com níveis de atividade abaixo do que é considerado recomendado para a saúde. Segundo um estudo da Organização Mundial da Saúde, 43.4% dos portugueses praticam atividade física considerada insuficiente, sendo mais elevada nas mulheres, com 48.5%, enquanto nos homens atinge 37.5%. Em todo o mundo são 1.4 mil milhões de pessoas que a OMS estima terem níveis insuficientes de prática de atividade física, o que as coloca em maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, demência e alguns tipos de cancro.

Os partos por cesariana quase duplicaram em todo o mundo em 15 anos, passando de 12% para 21% de todos os nascimentos. As análises apontam para uma elevada disparidade destas percentagens, sobretudo entre países desenvolvidos e em desenvolvimento e regiões menos desenvolvidas. Aliás, os estudos indicam que há cerca de 60% dos países do mundo que têm uma sobre utilização das cesarianas enquanto 25% têm uma subutilização. As recomendações internacionais apontam para as cesarianas devam ficar entre 10% a 15% dos partos. Em Portugal tem ultrapassado largamente estas recomendações, situando-se pelo menos desde 2005 sempre acima dos 30%. Nos 15 anos analisados, entre 2000 e 2015, Portugal passou de uma taxa de cesarianas de 27% para 32.3%, mas chegou a ultrapassar os 35% no ano 2011.

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/2H"#/ K%3(/5%"6'*$"/,#33/"'* Um estudo financiado pelas farmacêuticas AstraZeneca e Merck, que produzem o olaparib, revela uma taxa elevada de sucesso na não reincidência do cancro do ovário depois do tratamento com um comprimido. Um estudo agora publicado relata a investigação feita com 390 pacientes que já tiveram cancro do ovário e que foram submetidas a um teste, já depois de terem sido operadas e terem feito quimioterapia. A 260 mulheres com a mutação genética BRCA foi dada uma droga chamada olaparib, também conhecida como Lynparza, e a outras 130 foi dado um placedo. Das que receberam o placebo, apenas um terço não reincidiu ao fim de 3 anos. Às outras, mais de dois terços não voltaram a ter cancro passados 3 anos.

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My Cooprofar Dezembro 2018  

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