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mycooprofar junho 2018

ANÁLISE DE MERCADO Genéricos: Vendas atingem recorde absoltuto VIH e Hepatites: Farmácias já podem realizar testes rápidos ESPECIAL SAÚDE Contraceção


SUPORTE BÁSICO


junho 2018

mycooprofar 04 Análise de Mercado

EDITORIAL

06 Especial Saúde 10 Especial Indústria Farmacêutica 13 Produtos Mercafar 13 Cosmética e Higiene Corporal 16 Diagnóstico 16 Dispositivos Médicos 18 Éticos

Desde a sua fundação que o Grupo Cooprofar-Medlog procura acrescentar valor ao negócio dos seus clientes, através de um esforço contínuo de melhoria e de uma postura flexível e versátil, moldando-se e adaptando-se às necessidades e desafios do presente e do futuro. Esta atitude proativa tem permitido antecipar soluções, desenvolvendo novos produtos e serviços inovadores, capazes de dar resposta às solicitações, cada vez mais complexas e exigentes, dos utentes das Farmácias. A permanente prossecução do acréscimo de valor não se cinge às questões relacionadas com a logística dos serviços prestados. O objetivo maior ultrapassa esta dimensão. Manter, estimar e promover verdadeiras relações de parceria e cooperação com os nossos clientes, este é o nosso desígnio.

19 Galénicos 19 Higiene Bebé 20 Higiene Oral 21 Homeopáticos 21 Med. Não Suj. a Rec. Médica 24 Med. Não Suj. a Rec. Médica - EF 24 Med. Vet. N. Suj. a Rec. Médica 24 Nutr. e Prod. à base de Plantas 25 Nutrição Infantil 25 Parafarmácia 26 Veterinária 26 Químicos

Para concretizar este pressuposto, o Grupo desenvolveu ao longo dos anos ferramentas como o Portal Cooprofar ou o Gadget, as Formações Cooprofar e as Ações de Proximidade, ou ainda, desde 2015, as Campanhas de Proximidade. Esta materialização dos princípios e valores do Grupo tem fortalecido e reforçado a relação de proximidade com as Farmácias. Com efeito, as referidas Campanhas de Proximidade têm sido marcadas por sucesso evidente e significativo, assumindo um papel fundamental para a valorização da Farmácia e do Farmacêutico na Comunidade, impulsionando o espaço Farmácia, enquanto agente promotor da Saúde, e não apenas como o local a que se recorre em momentos de doença ou necessidade de medicamentos. A aceitação e o impacto que estas campanhas têm tido, bem como o feedback positivo fornecido pelas Farmácias que connosco assumem o valor da Promoção da Saúde junto do Público, motivam-nos a fazer cada vez mais e melhor.

26 Puericultura 27 Breves

Por este motivo, a Cooprofar entende ser da maior justiça prestar o devido agradecimento e reconhecimento público a todos os nossos parceiros, que diariamente dedicam total empenho e devoção à promoção e concretização desta estreita relação de proximidade.

Prof. Doutor Delfim Santos Presidente da Direção

Administração e propriedade: Cooprofar Rua José Pedro José Ferreira, 200 - 210 4424-909 Gondomar T 22 340 10 00 F 22 340 10 50 cooprofar@cooprofar.pt www.cooprofar.pt

Direcção: Delfim Santos Coordenação Editorial: Natércia Moreira Publicidade assessoria@cooprofar.pt 22 340 10 21

Design e Paginação: Porto de Comunicação Distribuição: Gratuita Publicação: Mensal Tiragem: 1500 exemplares

AVISO: Os textos foram redigidos ao abrigo do novo acordo ortográfico. O período de vigência decorre entre 1 a 30 de junho, inclusive. Os valores indicados estão corretos, salvo erro tipográfico. Os preços e bonificações indicados estão sujeitos a alterações de acordo com as condições de mercado e não acumulam com outras campanhas em vigor.


Análise de Mercado

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Crescimento face ao período homólogo Crescimento Mercado abril 2018 vs. mês homólogo 15,8%

16 14

10

12,0%

11,8% 11,9%

12 9,9%

7,3% 6,0%

6

9,7

9,7%

9,4% 9,6%

9,2%

8 10%

11,2% 11,5% 11,7%

11,6% 11,0%

10,1% 7,4% 7,6% 6,2% 6,4%

4 4,9 3,9

2 Mar

Viseu

Mercado Total

Vila Real

Setúbal

Viana do Castelo

-8 -15%

Santarém

-6 -10%

Açores

-4

Porto

-2

Madeira

-3,2

Lisboa

Dez

Portalegre

Nov

Leiria

Out

Faro

Set

Guarda

Ago

Évora

Jul

Coimbra

Jun

Castelo Branco

Mai

Braga

% 0 Abr

Bragança

-5%

Fev

Beja

Jan

Aveiro

5%

-10 -12

Genéricos: Vacinação: Maior cobertura de Vendas atingem recorde absoltuto sempre contra a gripe em pessoas acima dos 65 anos... A venda de genéricos atingiu, nos primeiros três meses de 2018, um recorde absoluto em Portugal, alcançando já praticamente metade da cota do mercado. Segundo os números do Infarmed, a venda de medicamentos de marca branca já representa 48,2% do total de medicamentos vendidos em Portugal, números que podem traduzir uma "poupança para o Serviço Nacional de Saúde e para os utentes".

A vacinação no Serviço Nacional de Saúde resultou na maior taxa de cobertura vacinal contra a gripe em pessoas com 65 ou mais anos, tendo sido administradas no SNS mais de 1,2 milhões de vacinas contra a gripe. A diretora-geral da Saúde afirmou que “Portugal atingiu o maior número de vacinas contra a gripe no SNS, mais de 1 milhão e 200 mil, mais 354 mil vacinas do que na época 2015/2016”.

O Infarmed aponta como exemplo um medicamento de marca branca para o colesterol (estatina), que apenas no primeiro trimestre do ano representou uma poupança de praticamente três milhões de euros.

De acordo com Graça Freitas, o SNS “teve muitas vacinas” e a população aderiu à vacinação, explicando ainda que a atividade gripal foi “mais tardia do que na época anterior”, mas com uma maior duração, o que se refletiu nos números registados nas urgências.

Para a Autoridade do Medicamento, este aumento "deve-se à conjugação do empenho dos profissionais de saúde e de uma medida recente que introduziu um incentivo nas farmácias para promover a dispensa de genéricos”, aliado a um “maior conhecimento”, por parte de “doentes e cidadãos”, da “equivalência entre genéricos e outros medicamentos".

VIH e Hepatites: Farmácias já podem realizar testes rápidos As farmácias comunitárias estão, desde 9 de maio, autorizadas a vender testes rápidos de rastreio ao VIH/Sida e a hepatites B e C sem prescrição médica. No entanto, este processo só deverá arrancar na prática a partir do verão, uma vez que os profissionais terão de passar por um processo de formação que será coordenado pela Ordem dos Farmacêuticos.

... mas 1/5 das crianças não são vacinadas na idade recomendada

A formação dos profissionais das farmácias comunitárias e dos laboratórios de patologia clínica/análises clínicas, que também passam a poder fazer os testes rápidos, cujo resultado será conhecido em 15 minutos, deve "capacitar os profissionais para a realização dos testes em questão e interpretação dos resultados obtidos, informar sobre as características de desempenho destes dispositivos médicos de diagnóstico in vitro, requisitos do sistema da qualidade a aplicar nesta atividade, bem como requisitos de segurança na sua realização".

Por outro lado, segundo os últimos dados do Boletim do Programa Nacional de Vacinação, aos 13 meses, 15% das crianças não estavam protegidas contra a meningite meningocócica, o que denota a persistência de um atraso na vacinação que devia ser feita aos 12 meses de idade. Relativamente ao sarampo, que afetou Portugal com dois surtos em 2017, os números revelam que 16% das crianças com 13 meses ainda não estavam vacinadas.

No seguimento da publicação da circular normativa, a Ordem dos Farmacêuticos terá de definir como será feita a formação e a qualificação dos profissionais.

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Análise de Mercado

Bactrim: Infarmed garantiu acesso depois de retirado do mercado Depois de a Roche ter anunciado a descontinuação da produção do xarope pediátrico Bactrim em Portugal, o Infarmed anunciou que foi encontrada uma solução para restabelecer o "fornecimento regular" deste antibiótico.

Obesidade: Comparticipação de medicamentos fundamental para travar progressão

A Autoridade Nacional do Medicamento informou que a empresa que produz o medicamento se comprometeu a "uma solução de curto prazo, que consiste na distribuição de milhares de unidades de xarope nas farmácias hospitalares e comunitárias", restabelecendo assim o fornecimento regular do medicamento. "Para garantir uma boa gestão do 'stock' existente, o Infarmed vai emitir uma circular que determinará a utilização prioritária deste medicamento em crianças imunodeprimidas com infeção VIH/sida e cancro".

A Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO) defende que só uma "ação concertada" com profissionais de várias especialidades e medicamentos comparticipados pode travar o "grave problema" da obesidade, que afeta 22,3% da população.

A decisão inicial da Roche levantou constrangimentos e preocupações, particularmente porque a versão em xarope para uso pediátrico não tem alternativa no mercado.

A presidente da SPEO, Paula Freitas, defende a comparticipação de medicamentos para a obesidade como uma medida fundamental, tal acontece para outras doenças crónicas como a diabetes ou a hipertensão arterial. "Portugal foi um dos primeiros países a considerar a obesidade como doença. No entanto, até hoje nenhum fármaco para o tratamento da obesidade foi comparticipado", lamentou. E tendo em conta que a obesidade é "muito mais prevalente" nas classes mais desfavorecidas, o problema agrava-se. Estas pessoas "não têm acesso aos medicamentos", porque não os podem comprar. Mas "daqui a uns anos, o Serviço Nacional da Saúde vai pagar o tratamento das doenças e de todas as comorbilidades associadas à obesidade", que podiam ser evitadas se a doença fosse tratada na fase inicial.

Nova norma para apoiar a elaboração e controlo de normas farmacêuticas A direção da Ordem dos Farmacêuticos homologou a Norma Geral de Elaboração e Controlo de Normas Farmacêuticas, da autoria do Conselho Nacional da Qualidade (CNQ), que estabelece o modo como devem ser elaboradas, aprovadas e revistas todas as Normas Farmacêuticas do Sistema de Gestão da Qualidade da OF.

Malária: Medicamento para prevenção está esgotado, mas há alternativa

Esta norma abre a possibilidade de os membros da Ordem proporem e desenvolverem Normas Farmacêuticas, em diferentes áreas profissionais e sobre aspetos específicos do exercício profissional farmacêutico, disponibilizando-se para o efeito um modelo editável para submissão à apreciação do CNQ.

Um dos medicamentos para prevenir a malária está esgotado em Portugal, confirmou a Autoridade Nacional do Medicamento, que está a avaliar alternativas para o reabastecimento, mas avisa que existe outro fármaco disponível. A reposição de stock de mefloquina está prevista para 27 de julho, estando o Infarmed “neste momento a avaliar alternativas para o abastecimento do mercado com esta substância”.

Os objetivos centrais, segundo a OF, são: estabelecer regras para uniformização das Normas Farmacêuticas, facilitando a sua interpretação; diminuir o tempo que medeia a proposta de uma norma e a sua aprovação; permitir o fácil acesso ao acervo de normas da OF por parte de todos os sócios.

De acordo com o Infarmed, os medicamentos com mefloquina têm alternativa terapêutica na sua indicação principal (Atovaquona + Proguanilo), que pode ser utilizada e “não tem roturas notificadas”, ou seja, está disponível no mercado.

As Normas Farmacêuticas podem ser propostas por sócios individuais, por estruturas internas da própria OF, tais como, colégios, grupos de trabalho, conselhos consultivos ou qualquer entidade externa que integre o setor do medicamento ou esteja relacionada com as áreas profissionais tuteladas pela OF.

O Infarmed está a fazer um levantamento, junto de várias empresas, dos mercados onde o medicamento esteja disponível para proceder a uma autorização de utilização especial que garanta o abastecimento nesta fase de rutura.

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Especial Saúde

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Contraceção A contraceção tem como objetivo prevenir ou reduzir a propensão de uma mulher vir a contrair uma gravidez indesejada. Há vários métodos para atingir este objetivo, divergindo em termos de eficácia, duração, aplicação. Uma contraceção adequada a cada mulher é o melhor método para um bom planeamento familiar.

Principais Métodos Contracetivos Por norma, os métodos contracetivos podem ser divididos em métodos hormonais e métodos barreira.

Métodos Hormonais

Métodos Barreira

Pílula contracetiva

Preservativo externo / masculino

Adesivo contracetivo

Preservativo interno / feminino

Dispositivo intrauterino (DIU)

Diafragma

Sistema intrauterino (DIU hormonal) Contracetivo injetável Implantes subcutâneos Contracetivo de emergência

Métodos Hormonais A contraceção hormonal é habitualmente considerada como a mais adequada para mulheres jovens que querem viver a sua sexualidade, sem o risco de uma gravidez não desejada. As hormonas utilizadas na contraceção são responsáveis pela inibição da ovulação, impossibilitando uma fecundação e como tal, uma gravidez. Estas hormonas procuram imitar as hormonas normalmente libertadas pelos ovários das mulheres, ou seja, são semelhantes a essas hormonas, dificultando a conceção e a implantação do óvulo no útero. Entre os principais métodos hormonais, destacamos os seguintes:

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Pílula é o método mais usado pelas mulheres.

Vantagens

Desvantagens

• Contraceção assegurada, durante 28 dias;

• Pelo facto de ser de toma diária, é passível de esquecimentos. No caso de serem 2 ou mais comprimidos em falta, a eficácia fica comprometida;

• Regula o ciclo menstrual; • Pode diminuir as dores menstruais; • É de fácil uso e de fácil acesso; • Método temporário e reversível.

• Se a mulher vomita ou tem diarreia nas 3 ou 4 horas após a toma do comprimido diário, deve fazer a toma de outro comprimido para repor a dose hormonal prevista; • Pode ter efeitos secundários, pelo que deve apenas ser prescrita por um técnico especializado, e sempre tomada sob vigilância médica; • Não previne as Doenças Sexualmente Transmissíveis.

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Especial Saúde

DIU pequeno objeto de plástico muito flexível, que atua no útero, desencadeando uma série de reações adversas a uma gravidez.

Vantagens

Desvantagens

• Pode permanecer colocado até 10 anos, exigindo apenas um controlo anual;

• A sua aplicação e remoção devem ser sempre realizadas por um médico especializado;

• Método fácil, extremamente eficaz e de longa duração;

• Nem todas as mulheres podem utilizar o DIU;

• É usado internamente, pelo que não tem qualquer visibilidade;

• Pode levar a irregularidades menstruais;

• Pode ser usado aquando da amamentação, pois não tem qualquer influência no leite materno;

• Requer vigilância médica, principalmente em casos de mulheres mais expostas às contraindicações;

• Método temporário e reversível.

• Não previne as Doenças Sexualmente Transmissíveis.

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Anel Vaginal liberta hormonas de forma regular para a corrente sanguínea, atuando de modo similar ao da pílula contracetiva.

Vantagens

Desvantagens

• Contraceção assegurada, durante 28 dias;

• É necessário ser trocado a cada 3 semanas;

• Regula o ciclo menstrual; • É de fácil uso;

• Pode sair e colocar em causa a eficácia do método (o anel não pode estar mais de 3 horas fora da vagina);

• Por ser apenas colocado mensalmente, diminui o potencial de esquecimento;

• Por ser um método hormonal, não pode ser utilizado por todas as mulheres, tendo contraindicações;

• Método temporário e reversível;

• Não previne as Doenças Sexualmente Transmissíveis.

• É possível fazer o exame ginecológico sem retirar o anel.

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Contraceção de emergência também conhecida como pílula do dia seguinte, atua de forma antinidatória, por adiamento da ovulação e por espessamento do muco, sendo a forma de atuação dependente da altura do ciclo menstrual em que é utilizada.

Vantagens

Desvantagens

• Oferece proteção em caso de falha de outro método;

• Não é tão eficaz quanto o uso de contraceção consistente e regular;

• Se estiver a utilizar outro método, a contraceção de emergência não tem qualquer influência nesse método;

• É mais dispendioso que o uso de contraceção consistente e regular;

• De fácil aquisição e uso.

• Não previne as Doenças Sexualmente Transmissíveis.

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• Taxa de falibilidade relativa, consoante o método contracetivo a usar;


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Especial Saúde

Métodos Barreira Independentemente de serem de uso masculino ou feminino, estes métodos procuram essencialmente criar uma barreira física à passagem dos espermatozoides. Vantagens

Desvantagens

• Fácil utilização e fácil transporte;

• Grau de interferência que pode apresentar durante o ato sexual;

• Não requer qualquer ida ao médico, não implicando aconselhamento ou receita;

• Eficácia dependente do uso correto e consistente do método;

• Fácil aquisição;

• Alguns homens argumentam perda de sensibilidade na relação, bem como alergias;

• Não implica planificação;

• Uso único a cada relação.

• Não comporta qualquer risco para a saúde nem tem efeitos secundários; • Permite o controlo absoluto, por parte do homem, da contraceção; • Pelo facto de ser externo, permite um controlo de eficácia imediato; • Contraceção de curto prazo; • Previne e protege das Doenças Sexualmente Transmissíveis.

Contraceção no período pós-parto A contraceção depois de um parto é da maior importância para evitar uma gravidez não planeada, especialmente numa fase em que o organismo ainda está a recuperar e em que não está completamente preparado para um novo desafio.

Dúvidas habituais… Posso tomar a pílula estando a amamentar? Durante a amamentação pode utilizar um método de contraceção hormonal, mas apenas se não contiver estrogénios, visto que a pílula combinada com estrogénios e progesterona parece associar-se a uma diminuição na produção e a uma alteração na qualidade do leite materno. Quando devo começar a fazer um método contracetivo hormonal? Salvaguardando o referido anteriormente, por norma nos primeiros 21 dias após o parto há o risco de surgirem complicações tromboembólicas relacionadas com as alterações próprias da gravidez, pelo que é prudente esperar para que os fatores de coagulação normalizem e o início da contraceção hormonal não acarrete complicações. Posso fazer contraceção de emergência se estiver a amamentar? Sim, não existem restrições nem interferências com a qualidade do leite materno.

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Especial Indústria Farmacêutica

Brexit leva Portugal a duplicar avaliação de medicamentos inovadores A saída do Reino Unido da União Europeia forçou uma redistribuição das avaliações das autorizações europeias de introdução no mercado que estavam a ser avaliadas pelas autoridades britânicas. Neste contexto, Portugal passou a ser responsável pela avaliação, a nível europeu, de mais 28 medicamentos inovadores. Até agora, o país recebia, em média, 13 novos processos por ano.

EMA publica relatório das atividades A Agência Europeia do Medicamento publicou o Relatório Anual das atividades desenvolvidas ao longo do ano de 2017. O documento fornece uma visão geral do trabalho da EMA e destaca os principais marcos conquistados durante o ano passado, na proteção e promoção da saúde pública e animal na União Europeia.

O Infarmed informou ainda que este aumento de trabalho obrigará à contratação de pessoal especializado, com a Agência Europeia do Medicamento a enviar entre 15 a 25 milhões de euros para Portugal.

O relatório anual chama a atenção para alguns dos principais projetos e iniciativas da agência, incluindo a primeira audição pública, o lançamento do novo sistema EudraVigilance, o primeiro aniversário do PRIME (PRIority MEdicines) e o novo quadro estratégico e plano de ação para o meio académico. Além disso, o documento oferece uma visão geral das principais datas relacionadas com o Brexit e mostra as etapas que a agência tomou para se preparar para a saída do Reino Unido da EU, juntamente com a rede europeia de regulamentação de medicamentos.

Reações adversas: Mais de 220 mil entre 2000 e 2015

O relatório contém informações de interesse, incluindo estatísticas básicas que destacam os principais resultados dos procedimentos e atividades de regulamentação da Agência, bem como tendências e mudanças interessantes observadas nos últimos anos. Por último, inclui também reflexões de representantes dos parceiros e intervenientes da EMA e especialistas da EMA sobre temas de maior interesse em medicina e saúde, nomeadamente medicamentos personalizados, o papel da farmacovigilância na inovação e a colaboração entre reguladores, organismos de avaliação de tecnologias da saúde e organizações financiadoras de cuidados de saúde.

Segundo um estudo que analisou a base de dados dos Grupos de Diagnósticos Homogéneos (sistema de classificação de doentes), foram registadas em Portugal mais de 220 mil reações adversas a medicamentos em ambiente hospitalar, entre 2000 e 2015. Foram contabilizadas 15 milhões de hospitalizações nos 15 anos em análise, constatando-se que 5.8% dessas hospitalizações (860 mil) tinham no mínimo um evento adverso associado, e que 1.5% (220 mil) estavam associadas a pelo menos uma reação adversa a medicamento. O Infarmed alerta que "este número é seis vezes superior às notificações registadas no âmbito do Sistema Nacional de Farmacovigilância para igual período (34 mil notificações)", o que leva a concluir que se confirma "que a subnotificação de reações adversas a medicamentos em Portugal é uma realidade significativa".

Infarmed: Medicamentos roubados podem ir parar ao mercado negro

No estudo, os eventos adversos foram divididos em cinco tipos: incidentes na prestação de cuidados médicos ou cirúrgicos, complicações decorrentes de cuidados médicos ou cirúrgicos, intoxicações, reações adversas a medicamentos, e efeitos tardios. Os autores do estudo sublinham também que os eventos adversos mais comuns são as complicações decorrentes de procedimentos médicos ou cirúrgicos e reações adversas a medicamentos, ambos com uma tendência crescente de ocorrência desde o ano 2000. Entre 2000 e 2015, as complicações decorrentes de cuidados médicos ou cirúrgicos aumentaram 111%, os incidentes na prestação de cuidados médicos ou cirúrgicos aumentaram 120%, as reações adversas a medicamentos e efeitos tardios aumentaram 275%, e as intoxicações 27%.

O Infarmed tomou conhecimento do furto de vários medicamentos numa farmácia comunitária e alertou para o risco desses lotes serem vendidos de forma ilegal, afirmando que "não se pode afastar a possibilidade destes lotes poderem ser transacionados no circuito legal do medicamento". Em causa estão 40 lotes de medicamentos roubados de uma farmácia comunitária e sujeitos a venda mediante apresentação de receita médica. Alguns dos fármacos em causa são embalagens de Bialminal, usado no tratamento da epilepsia por exemplo, de Deca-Durabolin, de uso intramuscular e com indicação terapêutica para casos de osteoporose, e o Proviron, usado em casos de disfunção sexual, entre outros. "No caso de se verificar a deteção, cedência ou aquisição dos lotes dos medicamentos mencionados deverá ser solicitado certificado de análise ao fornecedor, de forma a poder determinar-se a autenticidade dos mesmos, devendo ainda ser comunicada qualquer suspeita de irregularidade", alerta a autoridade do medicamento. 10


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Especial Indústria Farmacêutica

Saúde Animal: Indústria farmacêutica cria nova associação As empresas de medicamentos veterinários criaram uma associação independente, deixando de estar representadas pela Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica.

EMA alerta que medicamento para o HIV não deve ser prescrito a mulheres grávidas...

O presidente da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica de Medicamentos Veterinários (APIFVET) afirmou que a criação da nova associação estava a ser planeada há algum tempo. "O medicamento veterinário e o medicamento humano estão cada vez a ter legislações mais diferentes, que se tocam nalguns pontos, mas cada vez menos. Achámos que estava na altura de ter uma voz própria (…) na saúde animal, na indústria de medicamentos veterinários", salientou. Segundo Jorge Moreira da Silva, “a nova associação permite-nos ter uma voz própria e não estar dependente de uma direção que congrega medicamentos humanos e medicamentos veterinário”, entre outros.

A Agência Europeia de Medicamento recomenda que não sejam prescritos medicamentos com dolutegravir, usado no tratamento do HIV, a mulheres que queiram engravidar, após os resultados de um estudo que aponta para possíveis defeitos na criança à nascença. Em Portugal, existem dois medicamentos que contém dolutegravir: Tivicay (contém apenas a dolutegravir) e Triumeq (que contém dolutegravir, abacavir e lamivudina). O Comité recomenda que enquanto decorrer a avaliação e como precaução os profissionais de saúde não devem prescrever Tivicay e o Triumeq a mulheres em idade fértil que estejam a tentar engravidar.

Resistência a antibióticos: Projeto do Porto financiado para criar novos fármacos Uma equipa da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto recebeu um financiamento de um milhão de euros de fundos comunitários para desenvolver novos fármacos que permitam inibir a resistência das bactérias aos antibióticos.

... e avisa que medicamento para miomas uterinos deve ser evitado em mulheres com problemas hepáticos Em paralelo, a EMA alertou que o medicamento Esmya, usado em tratamento pré-operatório e sintomas de miomas uterinos, não deve ser utilizado em mulheres com problemas hepáticos, após notificação de casos de lesões graves. Segundo o Comité de Avaliação e Risco em Farmacovigilância, foram detetados casos de lesões hepáticas graves, incluindo casos de insuficiência hepática aguda, que necessitaram de transplante, pelo que iniciou uma revisão do medicamento.

Segundo Nuno Azevedo, o grupo que lidera tem-se dedicado a estudar e a desenvolver métodos alternativos de tratamento antibacteriano, através do uso de "mímicos" de ácidos nucleicos (macromoléculas que formam o DNA e o RNA). A equipa pretende "desenhar moléculas compostas por esses mímicos, que se conseguem ligar ao ADN ou RNA do microorganismo em locais específicos, provocando a inibição de determinados genes essenciais à sobrevivência do microorganismo e levando, por consequência, à sua morte", disse. O projeto terá a duração de três anos, durante os quais a equipa procurará estabelecer a área de investigação, desenvolvendo as capacidades ao nível da tecnologia e logística.

O Comité informa que finalizou a revisão de segurança do Esmya, contendo acetato de ulipristale, e concluiu que este medicamento não deve ser utilizado em mulheres com problemas hepáticos e que antes de cada novo ciclo de tratamento deverão ser realizados testes da função hepática. A EMA recomenda também que o tratamento não deve ser iniciado se os níveis de enzimas hepáticas forem superiores ao dobro do limite normal. 11


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Cooprofar

Cooprofar entrega Prémios Forma+ e realiza formação sobre a Doença Oncológica No dia em que o Grupo Cooprofar-Medlog completou o seu 43º aniversário, foram anunciados os vencedores dos Prémios Forma+, cujo objetivo fundamental é distinguir as farmácias e os seus profissionais que apostam na diferenciação através da formação. Estes prémios são uma imagem de marca do rigor e da qualidade que têm pautado cada ação promovida pela Formação Cooprofar, desde 2004. Os cursos são estruturados de forma a tornar a Farmácia mais competitiva e empreendedora, permitindo aprofundar o seu conhecimento, suportar a mudança, aumentar a rentabilidade e acrescentar dinamismo ao negócio.

Nesta 4º edição, os distinguidos foram os seguintes:

Prémio Forma+ FARMÁCIA (Farmácia que realizou mais Formação Cooprofar)

Farmácia da Liga de Associações de Socorro Mútuo de Vila Nova de Gaia

Prémio Forma+ FARMACÊUTICO

Prémio Forma+ Valorização EQUIPA

(Farmacêutico que realizou mais Formação Cooprofar)

(Membro da Equipa da Farmácia que realizou mais Formação Cooprofar)

Carla Cristina Meleiro

Teresa Maria Lage Silva O programa contou também com uma ação de formação para as equipas das farmácias, no âmbito da campanha lançada pela Cooprofar - Cooperativa dos Proprietários de Farmácia sob o lema “Tempo é Vida – Diagnosticar cedo o cancro pode fazer a diferença!”, no sentido de alertar a população portuguesa para a importância de um diagnóstico precoce, enquanto fator diferenciador no sucesso das terapias e no combate ao cancro, demonstrando como a farmácia também pode ajudar nesta área. O auditório da Cooprofar, em Gondomar, esteve completo para assistir à intervenção do Prof. Doutor António Araújo, reconhecido oncologista português, sobre “O papel da Farmácia e as novas terapêuticas na doença oncológica”, onde foram abordados temas sobre como se encara na atualidade a doença oncológica, o papel das terapias alvo e da imunoterapia, como controlar os novos efeitos laterais e o papel da farmácia de ambulatório na doença oncológica.

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leucemia

Nova técnica para prever recaída

parkinson

App ajuda diagnóstico

hipertensão Atinge mais de 1/3 dos portugueses Um estudo do Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge revelou que mais de um terço dos portugueses sofre de hipertensão. A hipertensão é mais frequente nos homens, atingindo quase 40% da população masculina e 32% das mulheres portuguesas. A prevalência da hipertensão é mais elevada (62.6%) na população com “nenhuma escolaridade ou com o primeiro ciclo”, enquanto na população com “ensino superior” 15.5% sofrem de hipertensão.

Uma equipa de investigadores está a desenvolver uma aplicação para smartphones que auxilia os profissionais de saúde no diagnóstico precoce da doença de Parkinson. Recorrendo à camara fotográfica, a aplicação grava um vídeo de 15 segundos à cara utilizador, durante os quais é lançado um estímulo luminoso através do ecrã, com o objetivo de detetar alterações na dinâmica pupilar. Esta dinâmica altera-se quando indivíduos com Parkinson são expostos a estímulos externos, como é o caso dos estímulos luminosos.

vacinação Pfizer lança nova app

A Pfizer Vaccines lançou a app Vaximate, uma plataforma gratuita com um software tipo "dispositivo médico", que permite a gestão do processo de vacinação de toda a família, de uma forma prática e intuitiva. Entre as várias funcionalidades da app, a Vaximate permite que o utilizador aceda à informação sobre o Programa Nacional de Vacinação em vigor, tendo, ainda, a possibilidade de adicionar registos e gerir vacinas extra-PNV recomendadas pelo médico assistente.

poliomielite Várias doses numa injeção

Cientistas criaram uma vacina contra o vírus da poliomielite que pode ser dada em duas doses com uma só injeção, divulgou o Instituto de Tecnologia de Massachuse!s, nos Estados Unidos. A vacina criada foi 'encapsulada' num polímero biodegradável conhecido como PLGA e injetada em ratinhos. Os investigadores desenharam com este material nanopartículas capazes de libertar uma primeira dose da vacina no momento da injeção e uma segunda dose 25 dias depois da injeção.

Maior ameaça à saúde global Um estudo recente concluiu que em 2015 o uso conjunto de álcool e tabaco custou à globalidade da população mundial mais de 250 milhões de anos de vida saudável, aos quais se juntam mais algumas dezenas de milhões devido ao consumo de drogas ilícitas. De todas as substâncias, a que tem um maior peso na saúde humana é o tabaco, sendo as drogas ilícitas que têm o menor peso. Estimativas globais sugerem que quase um em cada sete adultos (15.2%) fuma tabaco e um em cada cinco relata pelo menos um consumo de álcool em grande quantidade no último mês.

Apoio à informação

Doenças do aparelho circulatório e tumores malignos foram os responsáveis por mais de metade das 110.970 mortes registadas em Portugal em 2016, segundo o Instituto Nacional de Estatística. As doenças circulatórias mataram mais mulheres, fazendo 32.805 vítimas (55.1%), do que homens, com a idade média de morte nos 81.1 anos. Em relação a 2015, houve uma pequena descida de 0.2%, mas mesmo assim perderam-se 47.923 potenciais anos de vida para as doenças circulatórias.

cancro

Células dão sinal de alarme prévio Investigadores portugueses acompanharam doentes com esófago de Barret, uma doença causada por refluxo gastroesofágico crónico, e detetaram uma anomalia nas células em fases pré-malignas de casos que degeneraram em cancro. Nas células saudáveis só existe um centrossoma. Mas antes do aparecimento do cancro algumas células começam a formar vários centrossomas. Este sinal de alerta pode servir como uma importante ferramenta de diagnóstico para este e outros tipos de cancro.

álcool e tabaco

doenças circulatórias biossimilares e tumores Responsáveis por metade das mortes em Portugal

Investigadores da Universidade de Stanford, no Reino Unido, desenvolveram uma técnica que lhes permitiu determinar, no momento do diagnóstico, se crianças com leucemia linfoblástica aguda teriam uma recidiva após o tratamento. O método examina as células cancerígenas uma de cada vez usando citometria de massa, tendo previsto a recaída com 85% de precisão, na amostra de pacientes examinada, uma melhoria significativa dos 66% de precisão alcançada pelo método de estratificação de risco usado no diagnóstico atual.

A Comissão Nacional de Farmácia e Terapêutica elaborou um folheto informativo sobre medicamentos biossimilares. O objetivo é fornecer informação resumida, podendo ser usado por profissionais de saúde como uma ferramenta de comunicação, no sentido de responder a questões que os doentes possam ter sobre estes medicamentos. Neste sentido informa que apesar de se poderem verificar “pequenas diferenças entre os diferentes lotes do medicamento biológico e entre o medicamento biossimilar e o seu biológico de referência, todos os medicamentos são avaliados antes de serem aprovados, de modo a garantir o acesso a medicamentos com elevados padrões de qualidade, segurança e eficácia”. 27

dgs

Lançada nova campanha de vacinação "Vale a pena vacinar!" é o conceito que preside à campanha de sensibilização do Programa Nacional de Vacinação, apresentada pela diretora-geral da Saúde, com o objetivo reforçar a mensagem de que só a vacinação pode proteger contra doenças. “Os portugueses até se vacinam. Não se vacinam é às vezes na altura certa e, portanto, não se protegem, às vezes, atempadamente. É para essa franja que nós estamos aqui a falar”, sublinhou Graça Freitas. A campanha recordou os efeitos de doenças como o tétano, a poliomielite, o sarampo e a tosse convulsa, que graças às vacinas estão controladas ou eliminadas.


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