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Arte, Produção e Diagramação: Alvaro Henrique N. Lopes

T253 Técnicas em enfermagem : passo a passo / Neuce Maria Bortolozo ... [et al.].- Botucatu, SP : EPUB, 2007. 216 p. ; 18 X 26 cm ISBN: 978-85-87098-71-9 1. Enfermagem - Técnica. 2 Enfermagem - Manuais, Guias, etc. I. Bortolozo, Neuce Maria. CDD- 610.73028 2


Autores: Neuce Maria Bortolozo Susane Bruder Silveira Gorayb Divanei Ap. Gimeniz Oliveira Campos Miriam Cristina M. Silva Paiva Ronaldo Lopes

Colaboradores: AndrÊa Gomes de O. Dias Neias Zamberlan Érica Cristina Rodrigues de Campos Geraldo Pesquero Serafim Maria de Lourdes Silva Rosana Jimenez Pavanelli Rosemary Fermiano

BOTUCATU 2007 3


Autores: NEUCE MARIA BORTOLOZO Enfermeira. Formada em dezembro de 1983 pela Universidade do Sagrado Coração de Jesus (USC) - Bauru. Especialista em: Gerenciamento em Enfermagem; Educação Profissional na Área de Saúde. Atualmente atua como Enfermeira da Comissão Permanente de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital das Clínicas - FMB - UNESP - Botucatu.

SUSANE BRUDER SILVEIRA GORAYB Enfermeira. Formada em dezembro de 1984 pela Universidade do Sagrado Coração de Jesus (USC) - Bauru. Especialista em: Administração Serviços de Enfermagem; Administração Hospitalar e Saúde Pública; Centro Cirúrgico. Mestre pelo Departamento de Cirurgia da FMB - Universidade Estadual Paulista - Julio de Mesquita Filho - FMB - UNESP - Botucatu. Atualmente atua como Enfermeira Responsável pelo Centro de Diagnóstico por Imagem do Hospital das Clínicas - FMB - UNESP - Botucatu.

DIVANEI APARECIDA GIMENIZ OLIVEIRA CAMPOS Enfermeira. Formada em dezembro de 1980, pela Universidade do Sagrado Coração de Jesus (USC) - Bauru. Especialista em: Administração Serviços de Enfermagem; Enfermagem do Trabalho; Licenciatura em Enfermagem. Atualmente atua como Enfermeira Supervisora Técnica da Seção de Ambulatório Materno-Infantil, Ortopedia e Neurologia do Hospital das Clínicas - FMB - UNESP - Botucatu.

MIRIAM CRISTINA MARQUES DA SILVA DE PAIVA Enfermeira. Formada em dezembro de 1984 pela Universidade do Sagrado Coração de Jesus (USC) - Bauru. Especialista em: Administração Hospitalar; Enfermagem em Saúde Pública. Atualmente atua como Diretora da Divisão Técnica de Enfermagem do Hospital das Clínicas - FMB UNESP - Botucatu.

RONALDO LOPES Enfermeiro. Formado em dezembro de 1989 pela Universidade do Sagrado Coração de Jesus (USC) - Bauru. Especialista em: Enfermagem em UTI. Atualmente atua como Professor do Curso de Enfermagem da Universidade do Sagrado Coração (USC) - Bauru.

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Colaboradores: ANDRÉA GOMES OLIVEIRA DIAS NEIAS ZAMBERLAN Enfermeira. Formada em dezembro de 1986 pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Mestra pelo departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias e Doenças Tropicais - Área de Infectologia da Universidade Estadual Paulista - Julio de Mesquita Filho - FMB - UNESP - Botucatu. Atualmente atua como Diretora da Divisão Técnica de Enfermagem do Hospital das Clínicas - UNESP Botucatu.

ÉRICA CRISTINA RODRIGUES DE CAMPOS Enfermeira. Formada em dezembro de 2004 pela Fundação Raul Bauhab - Jaú. Cursando Especialização em UTI. Atualmente atua como Supervisora Técnica da Seção de Enfermagem Cárdio/Tórax da Divisão Técnica de Enfermagem do Hospital das Clínicas - FMB - UNESP - Botucatu.

GERALDO PESQUERO SERAFIM Enfermeiro. Formado em dezembro de 1984 pela Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília, Faculdade de Medicina e Enfermagem. Especialista em: Educação Profissional na Área da Saúde. Farmacêutico. Formado em dezembro de 1984 pela Universidade do Sagrado Coração de Jesus (USC) - Bauru. Atualmente atua como Enfermeiro Assistencial da Seção Técnica de Quimioterapia do Hospital das Clínicas - FMB - UNESP - Botucatu.

MARIA DE LOURDES SILVA Enfermeira. Formada em dezembro de 1987 pela Universidade do Sagrado Coração de Jesus (USC) - Bauru. Especialista em: Administração dos Serviços de Saúde (Saúde Pública e Administração Hospitalar); Educação Profissional na Área de Saúde. Atualmente atua como Enfermeira da Comissão Permanente de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital das Clínicas - FMB - UNESP - Botucatu. ROSANA JIMENES PAVANELLI Enfermeira. Formada em dezembro de 1989 pela Universidade do Sagrado Coração de Jesus (USC) - Bauru. Especialista em: Administração Hospitalar. Atualmente atua como Diretora Técnica de Serviço Materno Infantil na Divisão Técnica de Enfermagem do Hospital das Clínicas - FMB - UNESP - Botucatu. ROSEMARY FERMIANO Enfermeira. Formada em Dezembro de 1998, pela Fundação Raul Bauhab - Jaú. Especialista em: Enfermagem em Obstetrícia. Atualmente atua como Coordenadora da UTI de Neonatologia da Divisão Técnica de Enfermagem do Hospital das Clínicas - FMB - UNESP - Botucatu.

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PREFÁCIO Um esforço coletivo que durou mais de uma década de levantamentos na literatura de enfermagem, reuniões semanais, debates, adaptações e revisões só poderia resultar nesta produção de grande importância para todos os profissionais de enfermagem. Já no início dos anos 90, um grupo de enfermeiros propõe à identificação das técnicas de enfermagem executadas no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp e a buscar na literatura o correspondente embasamento científico para as mesmas. A partir do conhecimento que foi sendo acumulado e da realidade da prática de enfermagem vivenciada, esses enfermeiros procederam às adaptações possíveis e necessárias, objetivando sempre a excelência do cuidado e sua atualização. Neste trabalho, é possível verificar o zelo dos autores com a adequação dos materiais e equipamentos envolvidos na execução das diferentes técnicas de enfermagem e com o modo de desempenho seguro. Isto é fundamental para uma assistência livre de riscos para pacientes e profissionais. Este livro é, portanto, fonte de referência para todos os profissionais de enfermagem, podendo ser acessado sempre que houver dúvida sobre a execução de determinada técnica, porque seu conteúdo é prático, detalhado e propício à atuação segura do profissional. Certamente muitos se beneficiarão da leitura e das consultas a esta produção. Heloisa Wey Berti 7


SUMÁRIO PREFÁCIO .......................................................................................................................... 7 (Parte I) TÉCNICAS EM ENFERMAGEM NO ADULTO ................................................15 Capítulo I AMBIENTE E UNIDADE DO PACIENTE Arrumação de cama fechada ou desocupada....................................................................16 Arrumação de cama aberta ou ocupada com paciente ambulante........................................17 Arrumação de cama aberta ou ocupada com paciente acamado..........................................18 Arrumação de cama de operado.......................................................................................19 Limpeza de unidade...........................................................................................................20 Limpeza terminal.......................................................................................................................20 Limpeza concorrente............................................................................................................ 21 Normas e técnicas de isolamento e precauções..............................................................22 Recomendação aos profissionais e alunos da área de saúde em casos de acidentes ocupacionais com material pérfuro-cortante e fluidos orgânicos..................................... 29 Capítulo II SEGURANÇA E MOBILIDADE Higienização das mãos.......................................................................................................32 Higienização cirúrgica das mãos.......................................................................................34 Enxugar as mãos após escovação...................................................................................35 Calçar luvas ........................................................................................................................36 retirar luvas...........................................................................................................................37 Posições para exames........................................................................................................38 Restrição no leito................................................................................................................42 Transporte e movimentação de pacientes.........................................................................44 Capítulo III HIGIENE E CONFORTO Higiene bucal........................................................................................................................48 protocolo de avaliação para higiene bucal - enxaguatório com sistema enzimático..............50 Higiene do couro cabeludo em pacientes acamados.........................................................51 Banho no leito.....................................................................................................................52 Colocar e retirar comadre e papagaio.................................................................................54 Lavagem externa masculina e feminina.............................................................................56 Higienização da bolsa coletora do estoma........................................................................58 Troca de bolsa de colostomia e ileostomia.........................................................................60 Tricotomia...........................................................................................................................62 Cuidados com o corpo pós-morte.....................................................................................63 Capítulo IV NUTRIÇÃO Alimentação via oral............................................................................................................66 Alimentação por sonda.......................................................................................................68 Verificação do volume residual gástrico..............................................................................69 Instalação NP (Nutrição Parenteral)...................................................................................70 11


Capítulo V SISTEMA CARDIO-RESPIRATÓRIO Aspiração traqueal e orofaríngea........................................................................................74 Reanimação cardiopulmonar..............................................................................................76 Cardioversão/desfibrilação................................................................................................79 Posição para colocação das pás: Ântero-apical......................................................................81 Gasoterapia.........................................................................................................................82 Cateter nasal.........................................................................................................................82 Máscara de inalação............................................................................................................83 Nebulização contínua.............................................................................................................83 Montagem e instalação do sistema de drenagem aspirativa.............................................85 Troca do selo d’água do frasco de drenagem torácica......................................................88 Capítulo VI MEDIDAS E PARÂMETROS Verificação de sinais vitais....................................................................................................90 Verificação de peso e estatura..............................................................................................93 Monitorização cardíaca...........................................................................................................94 Monitorização da pressão venosa central (PVC)....................................................................96 Monitorização da pressão arterial média (PAM)......................................................................98 Capítulo VII MEDICAÇÃO Cuidados gerais na administração de medicamentos........................................................102 Medicação ocular................................................................................................................103 Aplicação de colírio...............................................................................................................103 Aplicação de pomada...........................................................................................................103 Instilação nasal......................................................................................................................104 Instilação otológica..............................................................................................................105 Medicação oral.....................................................................................................................106 Medicação sublingual........................................................................................................108 Medicação vaginal.................................................................................................................109 Medicação retal......................................................................................................................111 Medicação intradérmica.......................................................................................................113 Medicação subcutânea.........................................................................................................114 Medicação intramuscular...................................................................................................115 Deltóide...............................................................................................................................116 Ântero-lateral da coxa.........................................................................................................116 Ventro-glútea..........................................................................................................................116 Dorso-glútea...........................................................................................................................116 Técnica em “Z”.....................................................................................................................116 Medicação endovenosa....................................................................................................118 Venóclise...........................................................................................................................120 Medicação endovenosa intermitente................................................................................122 Procedimentos de uso e manutenção de cateteres totalmente implantados..................124 Transfusão sangüínea......................................................................................................127 Tabela 1 - Dimensões de agulhas em relação às soluções e pacientes para injeções intramusculares, subcutâneas e intradérmicas.....................................................................130 Preparo de Nutrição Parenteral em capela de fluxo laminar............................................134 12


Capítulo VIII CURATIVOS Curativo de cateteres vasculares.......................................................................................138 Curativo de ferida e deiscência limpa e infectada.............................................................139 Curativo de drenos.............................................................................................................141 Curativo de traqueostomia.................................................................................................144 Retirada de pontos cirúrgicos...........................................................................................146 Capítulo IX TERAPÊUTICAS Aplicações frias....................................................................................................................148 Aplicações quentes...............................................................................................................150 Sondagem gástrica/enteral.................................................................................................152 Lavagem intestinal pela colostomia...................................................................................154 Retirada da sonda gástrica/enteral....................................................................................156 Sondagem vesical ............................................................................................................157 Cateterismo vesical feminino..............................................................................................157 Cateterismo vesical masculino..............................................................................................158 Cateterismo por cistostomia.............................................................................................159 Irrigação vesical....................................................................................................................161 Enteroclisma.......................................................................................................................162 Capítulo X COLETA DE MATERIAIS PARA EXAMES LABORATORIAIS Coleta de sangue venoso....................................................................................................166 Coleta de sangue para cultura (hemocultura)..................................................................167 Sistema a vácuo...................................................................................................................167 Sistema tradicional seringa e agulha................................................................................168 Coleta de sangue arterial (gasimetria)...................................................................................169 Coleta de urina para cultura, 24 horas e Tipo I.................................................................172 Coleta de fezes para exame parasitológico.......................................................................174 Coleta de fezes para cultura...............................................................................................175 Coleta de material por Swab............................................................................................176 Coleta de escarro.................................................................................................................177

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(Parte II) TÉCNICAS EM ENFERMAGEM INFANTIL..................................................179 Capítulo I HIGIENE Banho em criança..............................................................................................................180 Troca de fralda..................................................................................................................183 Limpeza do berço e incubadora.......................................................................................184 Capítulo II NUTRIÇÃO Alimentação por copinho.......................................................................................................188 Alimentação por mamadeira...............................................................................................189 Alimentação por sonda........................................................................................................190 Capítulo III MEDIDAS E PARÂMETROS Verificação de sinais vitais.....................................................................................................192 Antropometria......................................................................................................................195 Capítulo IV MEDICAÇÃO E COLETA Credeização............................................................................................................................198 Coleta de material para exames laboratoriais........................................................................199 Capítulo V CURATIVOS E FIXAÇÕES Cuidados com o coto umbilical...........................................................................................202 Curativo de cateter central..................................................................................................203 Fixação de cateteres.........................................................................................................204 Fixação de cânula de entubação orotraqueal....................................................................204 Fixação de cateter umbilical..............................................................................................204 Capítulo VI TERAPÊUTICAS Gasoterapia .........................................................................................................................208 Assistência de enfermagem em fototerapia.........................................................................211 Sondagem gástrica............................................................................................................212

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(Parte I)

TÉCNICAS EM ENFERMAGEM NO ADULTO

Capítulo I

AMBIENTE E UNIDADE DO PACIENTE

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ARRUMAÇÃO DE CAMA FECHADA OU DESOCUPADA 1. Definição: É o ato de revestir a cama hospitalar com roupa limpa para a recepção do paciente. 2. Finalidades: • Promover segurança e conforto; • proporcionar condições de higiene; • manter a unidade com aspecto agradável. 3. Material: • 3 lençóis; • 1 fronha. 4. Técnica: • Lavar as mãos, reunir o material e levá-lo à unidade; • colocar o material no assento da cadeira e esta aos pés da cama, do lado em que for iniciar a técnica; • afastar a mesa-de-cabeceira da cama para trabalhar com espaço; • colocar o estrado em posição horizontal; • colocar cada peça de roupa a ser usada, no encosto da cadeira na seguinte ordem: → fronha dobrada uma vez no sentido longitudinal; → lençol de cima dobrado duas vezes no sentido longitudinal. Quando colocado sobre a cama, as bordas livres deverão ficar para cima e coincidindo com o centro do colchão, bem como a bainha mais larga voltada para a cabeceira da cama. Dobrar uma vez no sentido transversal; → lençol móvel dobrado uma vez no sentido transversal e a seguir duas vezes no sentido longitudinal com a bainha larga voltada para dentro. Quando colocado sobre a cama, as bordas livres deverão ficar para cima, coincidindo com o centro do colchão e as bainhas voltadas para os pés da cama (se necessário); → lençol de baixo: dobrado da mesma forma que o lençol de cima; • colocar o travesseiro sobre o assento da cadeira; • estender o lençol de baixo em sentido longitudinal sobre o colchão; • manter cerca de quarenta centímetros de lençol na cabeceira para fixá-lo sob o colchão; • abrir o lençol, passando-o sob o colchão, esticando-o bem; • fixar com a mão espalmada o lençol sob o colchão, esticando-o bem; • colocar o lençol móvel, abri-lo e fixá-lo sob o colchão (se necessário); • estender o lençol de cima em sentido longitudinal sobre o colchão; • manter cerca de quarenta centímetros de lençol nos pés da cama para fixar sob o colchão; • abrir o lençol e deixar uma prega longitudinal ou transversal no meio do lençol, nos pés da cama; • prender o lençol sob o colchão, fazendo os cantos inferiores; • passar para o outro lado da cama e completar a arrumação do lençol de baixo, lençol móvel e lençol de cima; • colocar a fronha no travesseiro e recostá-lo na cabeceira da cama, de modo que a borda aberta da fronha fique voltada para o lado oposto ao da porta de entrada do quarto; • recompor a unidade; • lavar as mãos.

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Capítulo II

SEGURANÇA E MOBILIDADE

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HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS 1. Definição: A higienização das mãos se aplica tanto à lavagem das mãos, lavagem das mãos com anti-séptico, fricção das mãos com anti-séptico ou anti-sepsia cirúrgica das mãos. A lavagem das mãos é o simples ato de lavar as mãos com água e sabonete, visando à remoção de bactérias transitórias e algumas residentes, como também células descamativas, pêlo, sujidades e oleosidade da pele e é utilizada em áreas não críticas. A utilização de anti-sépticos propicia ação letal ou inibitória da reprodução microbiana, e deve ser realizada em áreas críticas e semi-críticas. 2. Finalidades: • Prevenir infecções; • evitar contaminação; • manter a higiene pessoal; • não contaminar outras pessoas. 3. Proceder à higienização das mãos: • No início e no fim do turno de trabalho; • antes de preparar medicação; • antes e depois do contato com pacientes; • antes e depois de manusear cateteres vasculares, sonda vesical, tubo orotraqueal e outros dispositivos; • entre os diversos procedimentos realizados no mesmo paciente; • após manipulação de material contaminado; • antes e após remoção de luvas; • após usar banheiro. 4. Material: • Sabonete líquido (com ou sem anti-séptico); • papel toalha; • pia; • água corrente.

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Capítulo III

HIGIENE E CONFORTO

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HIGIENE BUCAL 1. Definição: É o ato de promover higienização da cavidade bucal, retirando resíduos alimentares e outras sujidades. 2. Finalidades: • Limpar e conservar os dentes; • prevenir infecções; • combater infecções já instaladas; • prevenir efeitos da boca seca (xerostomia); • promover sensação de conforto, bem-estar e apresentação agradável. 3. Material: • Bandeja contendo: → Creme dental e/ou solução anti-séptica; → enxaguatório bucal com sistema enzimático (lactoperoxidase, glicose oxidase, lisozima e lactoferrina) que promove ação antibacteriana natural, auxiliando o sistema de defesa natural, proporcionando ao paciente conforto e bem-estar; → escova dental macia; → toalha; → cuba rim; → copo. • biombo. Em caso de pacientes inconscientes ou impossibilitados de realizar a sua higiene bucal, deverá ser acrescido o seguinte material: • Bastonetes; • lubrificante para os lábios (vaselina/saliva artificial); • luvas de procedimento; • máscara cirúrgica e óculos de proteção (quando houver grande quantidade de secreção). 4. Técnica: • Lavar as mãos; • reunir todo o material na bandeja, colocando-a na mesa-de-cabeceira; • explicar o procedimento e finalidades ao paciente; • proteger a unidade do paciente com biombo; • colocar o paciente em posição confortável, se permitido, elevando a cabeceira da cama ou virando sua cabeça para o lado; • colocar máscara, óculos de proteção e luvas; • proteger o tórax do paciente com toalha; • umedecer a escova (ou bastonete) com creme dental ou com solução anti-séptica; • aproximar a cuba rim sob o queixo do paciente; • solicitar ao paciente que abra a boca; • escovar os dentes e massagear a gengiva da arcada superior com movimentos de cima para baixo e da arcada inferior com movimentos de baixo para cima; • escovar a língua com movimentos suaves; • oferecer água para bochechar, solicitando ao paciente que a despreze na cuba rim; • oferecer a toalha para o paciente enxugar os lábios; • lubrificar os lábios do paciente; • recompor a unidade; • recompor o material; • retirar luvas, óculos e máscara; • lavar as mãos; • proceder às anotações no prontuário. 48


Capítulo IV

NUTRIÇÃO

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ALIMENTAÇÃO VIA ORAL 1. Definição: É o ato de suprir as necessidades nutricionais do paciente, através da ingestão alimentar por via oral. 2. Finalidades: • Suprir o organismo com substâncias necessárias para: → reconstrução dos tecidos; → fornecer energia para as atividades do organismo; → regular e estimular os processos fisiológicos. 3. Material: • Recipiente com dieta prescrita; • mesa de refeição; • talheres; • sabão; • bacia com água; • toalha. 4. Técnica: 4.1. Técnica para quando o paciente é capaz de alimentar-se sozinho: • Observar a prescrição da dieta alimentar; • lavar as mãos, proporcionar o ambiente adequado para a refeição considerando ordem, limpeza e odores; • oferecer o material para o paciente lavar as mãos; • desocupar a mesa-de-cabeceira; • colocar a bandeja com a dieta sobre a mesa-de-cabeceira e proteger a roupa do paciente com uma toalha no tórax; • elevar a cabeceira da cama, deixando o paciente confortável (quando as condições do paciente permitirem); • colocar a mesa de refeição de maneira adequada, sobre o leito; • colocar o recipiente com a dieta e os talheres sobre a mesa de refeição, ao alcance do paciente; • observar o paciente durante a alimentação (aceitação, quantidade); • retirar a mesa de refeição; • oferecer material para higiene oral e remover a toalha; • deixar o paciente em posição confortável; • recompor a unidade; • lavar as mãos; • proceder às anotações no prontuário. 4.2. Técnica para alimentação de paciente incapacitado de alimentar-se: • Observar a prescrição da dieta alimentar; • lavar as mãos; • proporcionar o ambiente adequado para a refeição, considerando ordem, limpeza e odores; • desocupar a mesa-de-cabeceira e colocar a bandeja com a dieta sobre a mesa; • elevar a cabeceira da cama, deixando o paciente em posição confortável (quando as condições do paciente permitirem); • proteger a roupa com uma toalha no tórax; • servir a dieta em pequena porção, vagarosamente; • limpar a boca do paciente, com o guardanapo ou toalha, sempre que necessário; • remover a bandeja da mesa-de-cabeceira; • fazer a higiene oral do paciente; 66


Capítulo V

SISTEMA CARDIO-RESPIRATÓRIO

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ASPIRAÇÃO TRAQUEAL E OROFARÍNGEA 1. Definição: É a remoção mecânica de secreção das vias aéreas superiores através da aspiração por sonda. 2. Finalidades: • Deixar permeável as vias aéreas; • melhorar trocas gasosas. 3. Material: • Sonda para aspiração estéril; • luva estéril; • aspirador; • ressuscitador manual (ambu); • ampola de SF 0,9%; • frasco de água destilada estéril; • frasco, copo descartável ou cuba redonda com água não estéril; • gaze estéril; • máscara; • óculos de proteção; • avental. 4. Técnica: 4.1. Técnica executada por 01 pessoa: • Lavar as mãos; • reunir o material e levar à cabeceira do leito do paciente; • explicar o procedimento e finalidade ao paciente; • colocar avental, máscara e óculos protetor; • abrir o invólucro da sonda pela extremidade onde se encontra o adaptador e conectála à extensão do aspirador; • calçar as luvas com cuidado para não contaminá-las; • segurar a extensão do aspirador com a mão não dominante e com a outra puxar a sonda do invólucro, sem contaminá-la; • ligar o aspirador com a mão não dominante; • inserir profundamente a sonda fechada na cânula endotraqueal, abrir a sonda e aspirar suavemente enquanto se retira a sonda da cânula, em movimentos rotatórios; • repetir a aspiração quantas vezes forem necessárias; • desconectar a sonda e desprezá-la; • lavar a extensão do aspirador, aspirando a água da cuba redonda, copo ou frasco; • retirar as luvas; • retirar avental, óculos e máscara; • deixar o paciente em posição confortável; • deixar a unidade em ordem; • levar o material à sala de utilidades; • lavar as mãos; • repor o material para a próxima aspiração; • proceder às anotações no prontuário. 4.2. Técnica executada por duas pessoas: • Quando possível, a técnica deve ser executada por duas pessoas, uma vez que, entre as aspirações, faz-se necessária a insuflação dos pulmões, através de ressuscitador manual (ambu) com oxigênio complementar. 5. Observações: • Não ultrapassar 15 segundos a cada introdução e retirada da sonda. 74


POSIÇÃO PARA COLOCAÇÃO DAS PÁS: ÂNTERO-APICAL • •

Posição ântero-apical: O eletrodo anterior deve ser colocado à direita da parte superior do esterno, abaixo da clavícula. O eletrodo de ápice deve ser colocado à esquerda do mamilo, com seu centro posicionado na linha médio-axilar. Figura 1

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Capítulo VI

MEDIDAS E PARÂMETROS

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VERIFICAÇÃO DE SINAIS VITAIS 1. Definição: É o ato de verificar a temperatura, pulso, respiração e pressão arterial do paciente. 2. Finalidades: • Obter informações sobre as condições físicas e emocionais do paciente; • fornecer informações de interesse diagnóstico e terapêutico; • permitir acompanhamento da evolução do estado do paciente. 3. Material: • Bandeja contendo: → Termômetro; → almotolia com solução de álcool 70%; → bolas de algodão secas; → estetoscópio; → esfigmomanômetro; → papel higiênico; → vaselina (somente para temperatura retal). • Detergente. 4. Temperatura: • Pode ser medida na axila, dobra inguinal, boca e reto. 4.1. Temperatura axilar: • Lavar as mãos; • explicar o procedimento ao paciente; • colocar o material na cabeceira do leito; • enxugar a axila do paciente com papel higiênico ou com a roupa do paciente; • embeber as bolas de algodão em álcool 70%, e friccioná-la no termômetro, fazendo a desinfecção em sentido único, do lado oposto ao bulbo até sua extremidade; • segurar o termômetro pelo lado oposto ao bulbo e sacudi-lo, até que o mercúrio esteja abaixo da marca de 35° C; • colocar o termômetro bem no côncavo da axila, de forma que o bulbo fique em contato com a pele; • colocar o braço do paciente sobre o tórax e pedir para que não o mexa; • deixar o termômetro por cinco minutos; • retirar o termômetro, realizar a leitura e anotar; • deixar o paciente confortável; • desinfetar novamente o termômetro com algodão e álcool 70%; • lavar as mãos; • proceder às anotações no prontuário. 4.2. Temperatura inguinal: • A técnica segue os mesmos passos da verificação da temperatura axilar, porém o local de colocação do termômetro é a prega inguinal. Geralmente é usada em recémnascidos, quando devemos manter sua coxa fletida sobre o abdome. 4.3. Temperatura bucal: • Lavar as mãos; • explicar o procedimento ao paciente; • levar o material à cabeceira do leito do paciente; • lavar o termômetro com água fria e detergente, enxaguá-lo e secá-lo em seguida; • embeber as bolas de algodão em álcool 70%, e friccioná-las no termômetro, fazendo a desinfecção em sentido único, do lado oposto ao bulbo até sua extremidade; • segurar o termômetro pelo lado oposto ao bulbo, sacudindo-o até que o mercúrio esteja abaixo da marca de 35°C; • solicitar que o paciente abra a boca e exponha a língua; 90


MONITORIZAÇÃO COM TRÊS ELETRODOS → Conexão negativa ⇒ branca → Conexão positiva ⇒ vermelha → Terra (G) ⇒ preto, verde ou marrom

Figura 3 3A

3B

3C

3D

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Capítulo VII

MEDICAÇÃO

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CUIDADOS GERAIS NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS 1. Verificar a prescrição médica. 2. Conferir cuidadosamente o rótulo da medicação (no mínimo 3 vezes): • Ao retirá-lo do armário; • ao retirar ou aspirar do frasco ou ampola; • ao recolocá-lo no armário ou desprezá-lo no lixo. 3. Observar: • Validade da droga; • dose e concentração; • aparência da solução: presença de grumos, precipitado, coloração diferente; • via de administração. 4. Preparar conforme técnica estabelecida. 5. Identificar na seringa: • nome do paciente; • leito; • medicação; • via de administração. 6. Conferir, com o paciente, seu nome, certificando-se que a medicação que será administrada é para ele mesmo. 7. Em pacientes inconscientes, conferir com o bracelete de identificação. 8. Administrar conforme técnica, utilizando EPIs (luvas e óculos). 9. Jamais usar medicamento de recipientes sem rótulos, sujos ou vencidos. 10. Descartar a seringa com agulha ou escalpe SEM DESCONECTÁ-LOS, no recipiente de pérfuro-cortantes. Descartar o algodão no saco branco. 11. Checar na folha de prescrição médica no horário correspondente, com caneta de cor diferente, colocando a rubrica de quem administrou. 12. Anotar na mesma folha ao final do plantão a fim de identificar quem preparou e administrou as medicações: o período trabalhado, o nome, a rubrica e o número do COREN. 13. Comunicar IMEDIATAMENTE ao médico e enfermeira quaisquer sinais que indiquem reações adversas ao medicamento administrado, tais como: prurido, sudorese, rubor, dispnéia, sonolência, qualquer tipo de desconforto respiratório ou circulatório etc. 14. Anotar no prontuário do paciente, na folha de anotações de enfermagem, quaisquer anormalidades observadas durante ou após a administração do medicamento, conforme referido no item anterior, assim como as providências tomadas e conduta médica estabelecida. 15. No caso de venóclise, preencher corretamente o rótulo de soro, inclusive com observações que, porventura, a solução requeira (Ex.: medicamentos que devem ser administrados em via única; que não podem ser administrados com outras medicações, fotossensível etc.) 16. Para uma administração correta, observar os cinco “certos” da medicação: 1. A medicação certa; 2. a dose certa; 3. a via certa; 4. a hora certa; 5. o paciente certo. 102


Capítulo VIII

CURATIVOS

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CURATIVO DE CATETERES VASCULARES 1. Definição: É o ato de realizar limpeza do cateter e limpeza e anti-sepsia do local de inserção do mesmo. 2. Finalidades: • Manter o local limpo e seco; • prevenir o aparecimento de infecção; • inspecionar e detectar sinais de infecção. 3. Material: • Soluções: → Anti-séptico (clorexidina alcoólica 0,5%); → benzina; → soro fisiológico 0,9%. • Bandeja contendo: → pacote de curativo estéril e tesoura; → pacotes de gaze estéril; → fita hipoalergênica ou película transparente; → cuba rim forrada com papel ou saco plástico para curativo. 4. Técnica: • Lavar as mãos antes e após a realização do procedimento; • desprender com auxílio de uma pinça e benzina a fita hipoalergênica e realizar a limpeza da pele; • proceder à limpeza do local de inserção e cateter com soro fisiológico 0,9% e secar; • fazer anti-sepsia do local da inserção do cateter com gaze embebida em solução anti-séptica com movimentos únicos e circulares; • desprezar a gaze; • colocar uma gaze dobrada em quatro no local da inserção do cateter; • fixar a gaze com fita hipoalergênica; • colocar data de realização do curativo na fita hipoalergênica; • deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem; • levar o material para a sala de higienização; • desprezar o lixo em local adequado; • lavar as mãos; • proceder às anotações no prontuário. 5. Observações: • Proteger o local de inserção com gaze e fita ou película adesiva transparente. As películas trazem a vantagem de serem impermeáveis, permitirem a visualização constante do ponto de inserção e trajeto da veia, além de proporcionarem boa fixação do cateter. • O ponto de inserção deverá ser inspecionado diariamente à procura de hiperemia, dor, calor, edema ou presença de secreção. • Quando a presilha do cateter venoso central não tunelado apresentar - se impregnada com sangue ou secreções, calçar luvas e limpar a parte interna com soro fisiológico 0,9%. • Troca do curativo: → Cobertura com gaze: a cada 48 horas ou quando estiver sujo, úmido, descolado e sempre que necessário; → Película transparente: a cada 7 dias ou sempre que estiver suja ou úmida (não utilizar gaze sob a película). → Promover a desinfecção da superfície onde será colocada a bandeja com o material de curativo. • Evitar falar durante a realização do curativo. • Nunca desprezar material contaminado no recipiente para lixo existente no quarto, desprezá-lo em local apropriado. 138


Capítulo IX

TERAPÊUTICAS

147


APLICAÇÕES FRIAS 1. Definição: Consiste na aplicação de frio sobre uma região corpórea. Pode ser seco, na forma de bolsa de gelo, e úmido, através de compressas frias. 2. Finalidades: • Minimizar a dor; • abaixar a temperatura; • diminuir a congestão e processo inflamatório; • conter hemorragias. 3. Bolsa de gelo: 3.1. Definição: É o ato de aplicar frio em uma região do corpo, através de bolsa impermeável com gelo. 3.2. Material: • Bandeja contendo: → recipiente com gelo picado; → bolsa de gelo; → fronha ou toalha. • biombo. 3.3. Técnica: • Lavar as mãos; • reunir o material; • aparar as arestas do gelo, passando-as na água; • encher a bolsa até a metade com pedaços de gelo; • retirar o ar da bolsa, fechando-a em seguida; • verificar vazamentos; • levar a bolsa e a toalha em bandeja, até a cabeceira do leito; • explicar o procedimento e finalidade ao paciente; • cercar o leito com biombo; • envolver a bolsa na toalha; • fazer a aplicação no local indicado pelo tempo necessário, observando as condições da pele; • renovar o gelo quando estiver derretido; • retirar a bolsa, enxugar o local, deixando o paciente confortável e o ambiente em ordem; • levar o material à sala de higienização; • lavar as mãos. 4. Compressas geladas: 4.1. Definição: É o ato de aplicar frio em uma região do corpo, através de compressas embebidas em água fria ou gelada. 4.2. Material: • Bandeja contendo: → 01 cuba com gelo; → 01 bacia com água gelada; → toalha; • biombo. 4.3. Técnica: • Lavar as mãos; 148


Capítulo X

COLETA DE MATERIAIS PARA EXAMES LABORATORIAIS

165


COLETA DE SANGUE VENOSO 1. Definição: É a retirada de sangue de uma veia para análise laboratorial. 2. Finalidades: • Auxiliar no diagnóstico; • conduzir a terapêutica. 3. Material: • Bandeja contendo: → seringa estéril; → agulha ou escalpe estéril; → garrote; → luvas; → bolas de algodão; → almotolia com álcool 70%; → recipiente apropriado para receber o sangue, devidamente identificado; → cuba rim; → papel toalha; → suporte para os recipientes. 4. Técnica: • Lavar as mãos; • explicar o procedimento ao paciente; • colocar a bandeja sobre a mesa-de-cabeceira; • colocar o paciente deitado ou sentado, apoiando o local a ser puncionado; • expor a área a ser puncionada para verificação das condições das veias; • posicionar o papel toalha sob o local da punção; • calçar as luvas; • fixar o garrote acima do local escolhido, sem compressão exagerada; • fazer a anti-sepsia local com algodão embebido em álcool 70% no sentido do retorno venoso. Usar movimentos firmes e únicos; • desprezar o algodão na cuba rim; • colocar o indicador da mão direita sobre o canhão da agulha, mantendo o bisel e a graduação da seringa voltados para cima; • fixar a veia, esticando a pele com o polegar esquerdo, solicitando ao paciente que não mexa o membro a ser puncionado; • inserir a agulha na pele, cerca de 1 cm abaixo do local pretendido para punção; • coletar a quantidade necessária de sangue para o exame; • soltar o garrote; • retirar a seringa com a agulha, fazendo leve pressão com o algodão embebido em álcool no local da punção; • escorrer o sangue pela parede do recipiente; • movimentar suavemente o frasco, caso haja anticoagulante; • observar se houve hemostasia no local puncionado; • desprezar o algodão na cuba rim; • colocar o paciente em posição confortável e o ambiente em ordem; • lavar as mãos; • encaminhar o material coletado ao laboratório; • proceder às anotações no prontuário. 5. Observações: • Observar a necessidade de jejum antes da coleta do sangue. • Após a punção em membros superiores, solicitar ao paciente para elevar o braço, sem flexioná-lo, pressionando o local puncionado. • Manter o local da punção bem iluminado. • Fazer uso de bolsa de água quente para facilitar visualização da rede venosa, se necessário. 166


171


(Parte II)

TÉCNICAS EM ENFERMAGEM INFANTIL Capítulo I

HIGIENE

179


BANHO EM CRIANÇA 1. Definição: É a higienização corporal com água e sabonete líquido neutro, executada pelos profissionais de enfermagem. 2. Finalidades: • Promover conforto e segurança; • estimular a circulação; • promover o relaxamento muscular; • evitar infecção cruzada; • possibilitar o exame minucioso da pele de todo o corpo da criança; • evitar contaminações. 3. Banho de Imersão: 3.1. Material: • Ducha com água morna; • sabonete líquido neutro; • vestuário da criança; • toalha macia; • pente ou escova de cabelo; • luvas de procedimento; • recipiente próprio para banho. 3.2. Técnica: • Lavar as mãos; • preparar a roupa da criança em ordem inversa ao uso; • colocar água no recipiente próprio e checar a temperatura com a face interna do antebraço; • proteger a superfície do colchão com a toalha; • colocar a criança sobre colchão; • conversar com a criança; • colocar luvas; • despir a criança; • segurar a criança em decúbito dorsal com a mão não dominante, passar o braço por suas costas, segurando-a firmemente pela axila, ficando a cabeça inteiramente apoiada no antebraço e punho; • apoiar as nádegas e coxas com a mão dominante; • imergir a criança lentamente na água iniciando pelos pés; • retirar a mão de apoio das nádegas e iniciar a limpeza do rosto, começando pelos olhos; • umedecer os cabelos; • passar sabonete nas mãos e ensaboar o cabelo da criança com movimentos firmes e circulares, sem forçar as fontanelas; • enxaguar os cabelos e penteá-los; • lavar toda a parte da frente do corpo da criança, incluindo axilas, virilhas e genitais; • virar a criança sobre o braço não dominante, segurando-a pela axila direita; • lavar as costas, nádegas e pernas; • retirar a criança da água, colocá-la sobre o colchão, secá-la e vesti-la; • deixar a unidade em ordem e a criança confortável; • retirar as luvas; • lavar as mãos; • proceder às anotações no prontuário. 4. Banho de Aspersão: 4.1. Material: • Ducha com água morna; 180


Capítulo II

NUTRIÇÃO

187


ALIMENTAÇÃO POR COPINHO (XÍCARA) 1. Definição: É o ato de administrar líquidos por via oral através de copinho ou xícara. 2. Finalidade: • Promover hidratação e nutrição. 3. Material: • Copinho ou xícara; • frasco com leite materno ou leite humano pasteurizado; • babador ou similar; • cadeira. 4. Técnica: • Lavar as mãos e reunir o material; • verificar a temperatura do leite, deixando cair algumas gotas do líquido no dorso da mão; • pegar a criança no colo e sentar-se confortavelmente; • colocar o babador ou similar sobre o tórax da criança; • apoiar a cabeça da criança na dobra do cotovelo, mantendo-a na posição ligeiramente ereta; • segurar o copinho ou xícara e aproximá-lo dos lábios da criança; • verter um pouco do leite de cada vez, bem lentamente; • dar tempo para a criança deglutir e deixe-a descansar a cada deglutida; • posicionar a criança verticalmente, de maneira confortável, até a eructação; • limpar a boca e retirar o babador ou similar; • acomodar a criança em decúbito lateral direito; • deixar a unidade em ordem; • proceder às anotações no prontuário. 5. Observações: • Verificar a quantidade de líquido prescrito. • Verificar se as narinas estão obstruídas. Se necessário, desobstruí-las para facilitar a respiração e deglutição. • Observar as reações da criança, tais como: cianose, tosse e dispnéia. Se necessário, interromper o procedimento.

188


Capítulo III

MEDIDAS E PARÂMETROS

191


VERIFICAÇÃO DE SINAIS VITAIS 1. Definição: É o ato de verificar a temperatura, pulso, respiração e pressão arterial da criança. 2. Finalidades: • Obter informações sobre as condições físico-emocionais da criança; • fornecer informações de interesse diagnóstico e terapêutico; • permitir acompanhamento da evolução do estado da criança. 3. Material: • Badeja com: → termômetro; → almotolia com solução de álcool 70%; → bolas de algodão secas; → estetoscópio infantil; → papel higiênico; → vaselina. • detergente. 4. Temperatura: • Pode ser medida na axila, dobra inguinal, boca e reto. 4.1. Temperatura axilar: • Lavar as mãos; • levar o material à cabeceira do leito da criança; • tocar a criança carinhosamente, explicando o que será feito; • enxugar a axila; • embeber as bolas de algodão em álcool 70%, e passá-las no termômetro, fazendo a desinfecção em sentido único, do lado oposto ao bulbo até sua extremidade; • segurar o termômetro pelo lado oposto e sacudi-lo, até que o mercúrio esteja abaixo da marca de 35°C; • colocar o termômetro bem no côncavo da axila, de forma que o bulbo fique em contato com a pele; • segurar o braço da criança sobre o tórax, não permitindo a mobilização do termômetro; • aguardar cinco minutos; • retirar o termômetro, realizar a leitura e anotar; • deixar a criança confortável; • desinfetar novamente o termômetro friccionando álcool 70%; • lavar as mãos; • proceder às anotações no prontuário. 4.2. Temperatura inguinal: • A técnica segue os mesmos passos da verificação da temperatura axilar, porém o local de colocação do termômetro é a prega inguinal; muito utilizada em crianças, quando devemos manter sua coxa fletida sobre o abdome. 4.3. Temperatura retal: • Lavar as mãos; • levar o material à cabeceira do leito da criança; • tocar a criança e explicar-lhe o que vai ser feito; • embeber as bolas de algodão em álcool 70% e passá-las no termômetro, fazendo a desinfecção em sentido único, do lado oposto ao bulbo até sua extremidade; • segurar o termômetro pelo lado oposto ao bulbo e sacudi-lo até que o mercúrio esteja abaixo da marca de 35°C; 192


Capítulo IV

MEDICAÇÃO E COLETA

197


CREDEIZAÇÃO 1. Definição: É a aplicação da solução de Nitrato de Prata a 1% na conjuntiva ocular do recémnascido. 2. Finalidade: • Prevenir a oftalmia gonocócica. 3. Material: • Solução de Nitrato de Prata a 1%; • conta-gotas; • gaze; • soro fisiológico 0,9%; • luvas de procedimento; • água destilada. 4. Técnica: • Lavar as mãos; • providenciar o material necessário e deixá-lo próximo ao recém-nascido; • calçar luvas; • manter o recém-nascido em decúbito dorsal; • limpar as pálpebras e os cílios com uma gaze embebida em soro fisiológico 0,9% e secar; • instilar uma gota do colírio em cada olho, evitando que atinja diretamente a córnea; • remover o excesso de colírio com gaze umedecida em água destilada (não usar solução salina); • retirar as luvas; • lavar as mãos; • proceder às anotações no prontuário. 5. Observações: • Proceder à instilação na primeira hora de vida do recém-nascido. • Evitar que a solução entre em contato com a pele, prevenindo queimadura.

198


Capítulo V

CURATIVOS E FIXAÇÕES

201


CUIDADOS COM O COTO UMBILICAL 1. Definição: São cuidados realizados com o coto umbilical até que se efetue a sua queda, nos primeiros dias de vida. 2. Finalidades: • Higiene local; • prevenir infecções e hemorragia; • acelerar a mumificação. 3. Material: • Bandeja contendo: → Álcool etílico a 70%; → cotonetes; → gazes. 4. Técnica: • Lavar as mãos; • reunir o material; • descobrir totalmente o abdome da criança; • apoiar o coto na mão espalmada e protegida com gaze; • aplicar o álcool etílico 70% na inserção e em toda a extensão do coto, evitando que o mesmo escorra pela pele do abdome; • rebater o coto para cima, habituando-o a esta posição, visando evitar a umidade pelo contato com fezes e urina; • vestir a criança e acomodá-la confortavelmente em sua unidade; • manter a unidade em ordem; • lavar as mãos; • proceder às anotações no prontuário. 5. Observações: • Examinar as condições do coto, observando sinais de sangramento e presença de secreção. • Examinar as condições da pele da região peri-umbilical, observando sinais de vermelhidão e calor. • Executar esta técnica após o banho e após a troca de fralda ou 04 vezes ao dia em berçário de alto risco. • Não tracionar o coto umbilical.

202


Capítulo VI

TERAPÊUTICAS

207


GASOTERAPIA 1. Definição: Consiste na administração de medicamentos, vapores ou gases, através das vias aéreas. 2. Finalidades: • Corrigir baixos níveis de oxigênio sangüíneo; • facilitar a expectoração; • minimizar desconforto respiratório; • administrar medicamentos. 3. Oxigenioterapia por cateter nasal: • Permite concentrações em torno de 44% de oxigênio. 3.1. Material: • Fluxômetro adaptado à fonte de oxigênio; • frasco umidificador; • extensão de borracha com intermediário; • água destilada; • cateter nasal; • fita adesiva hipoalergênica; • solução umectante; • gazes; • soro fisiológico 0,9%; • oxímetro (quando disponível); • esparadrapo. 3.2. Técnica: • Lavar as mãos; • reunir o material e levá-lo até a unidade da criança; • conversar com a criança; • acomodar confortavelmente a criança no leito; • conectar o fluxômetro à saída de oxigênio; • colocar água destilada no frasco umidificador até o nível indicado (2/3); • conectar o frasco ao fluxômetro; • abrir o invólucro do cateter nasal; • conectar o cateter nasal ao intermediário e a seguir conectar a outra extremidade da extensão à saída do umidificador; • medir o comprimento de cateter a ser introduzido da ponta do nariz até o lóbulo da orelha; • marcar o limite com uma tira de esparadrapo, determinando até onde o cateter deverá ser introduzido; • passar umectante na extremidade do cateter a ser introduzido, com auxílio de uma gaze; • higienizar as narinas com gazes embebidas em soro fisiológico 0,9% e verificar as condições anatômicas; • abrir o fluxômetro até obter a quantidade de litros prescrita por minuto; • introduzir o cateter lenta e suavemente, com movimentos rotatórios, pela narina, até o limite demarcado; • fixar o cateter com a fita adesiva; • deixar a criança confortável e a unidade em ordem; • levar o material à sala de higienização; • lavar as mãos; • proceder às anotações no prontuário. 4. Observações: • Trocar o frasco umidificador e o cateter nasal diariamente. • Trocar a água do umidificador sempre que atingir o nível mínimo em vez de completá-lo. 208


FIXAÇÃO DE SONDA OROGÁSTRICA

Figura 7

214


TÉCNICAS EM ENFERMAGEM PASSO A PASSO  

RELEASE Este livro reúne as técnicas de enfermagem adulto e infantil para os profissionais e alunos da área de saúde, servindo de guia e fon...

TÉCNICAS EM ENFERMAGEM PASSO A PASSO  

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