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DESPORTO /

Centro Hípico Quinta do Cabrito Gonçalo Fragoso é o rosto da Quinta do Cabrito, centro hípico localizado na União das Freguesias de S. Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo. Fomos ouvi-lo, enquanto primeiro responsável por este projeto, cabendo-lhe também um papel fundamental na formação de jovens cavaleiros e amazonas, bem como no treino de um conjunto de atletas que vão alcançando bons resultados em provas de equitação.

A Quinta do Cabrito é o centro hípico que abri há 17 anos, fruto de uma paixão, que são os cavalos. A Quinta tem evoluído muito em termos não só de instalações, mas também de resultados e ainda no que toca a comércio de cavalos.

Quem é Gonçalo Fragoso, responsável por este projeto de equitação?

Eu sou uma pessoa apaixonada por cavalos. Para mim a equitação é como que um refúgio em todas as ocasiões. Gosto de ver as pessoas que me rodeiam felizes, independentemente da minha relação com elas. Os próprios cavalos desenvolveram em mim uma maneira de ver o mundo, estou grato pelas coisas que tenho.

O Gonçalo é o único responsável pela formação e treino na Quinta do Cabrito?

A maior parte dos atletas (quer sejam cavalos ou cavaleiros) sou eu que os preparo. Contudo, numa primeira fase tenho um rapaz, um amigo de longa data, que se chama João Ferreira, que me ajuda a pôr os miúdos mais novos bem a cavalo, com uma boa colocação em sela. Numa fase mais avançada, a de competição, faço o meu trabalho juntamente com os meus alunos. Se há coisa que aprecio é ouvir o que eles têm para dizer, que é extremamente necessário nesta fase de que falo. Gosto de os fazer pensar pelas suas cabeças.

Quantos animais existem na Quinta? A quem pertencem?

Neste momento alojamos cerca de 40 cavalos, números redondos. Grande parte dos cavalos são de alunos, tenho também clientes que apenas investem (que não montam), clientes que confiam no meu trabalho e no progresso que poderei originar nos seus cavalos. E alguns são mesmo meus, tenho cavalos por conta própria.

Na equitação, o atleta é o animal ou quem o monta?

Quantos cavaleiros e amazonas praticam equitação na Quinta do Cabrito?

Temos cavaleiros e amazonas de todas as idades. Desde os 10 anos até aos 40. Metade da nossa equipa são miúdos que estão a começar com o João. No chamado nível de competição temos cerca de dez atletas, que nos representam pelo país fora. No total somos cerca de 25 pessoas a desfrutar – quer por lazer, quer por competição – da atividade equestre.

Em quantas provas, em média, participam no decurso de uma época?

Tentamos fazer um concurso por mês. Existem ocasiões especiais e como tal acabamos por desmarcar certos concursos que estão agendados, principalmente no período de testes. Em média participamos em doze concursos por ano.

Quais os resultados de maior destaque que têm alcançado?

Tive sorte nos talentos que encontrei, temos variadíssimos resultados. No que toca a juventude já tivemos campeões nacionais, vice-campeões nacionais, terceiros lugares… os nossos jovens, penso que já chegaram a todos ou quase todos os patamares. Nos concursos regulares não é costume entrarmos para ganhar, apostamos mais na formação dos nossos cavalos e cavaleiros, não quer dizer que não ganhemos excelentes prémios. Pessoalmente já tive bastantes classificações em provas.

A equitação não é um desporto de um só atleta, tudo funciona em conjunto. Sem um cavalo não podemos praticar, mas o cavalo sem nós certamente que não fará nada. Costumo comparar muitas vezes um conjunto (cavalo-cavaleiro) com um Centauro, quando estou a dar aulas falo muito nisso. As más línguas dizem que quem faz o desporto é o cavalo, mas, logo após a natação, a equitação é o desporto que mais músculos inclui. E não é só trabalho físico, mas também mental. O contacto com os animais e a interajuda que tem que existir entre o animal e o ser humano desenvolve capacidades como em nenhum outro desporto, tais como a concentração e a responsabilidade.

Quais são as características mais importantes para quem quer ter sucesso na equitação?

O mais importante num cavaleiro, tecnicamente falando, é o equilíbrio e a capacidade de agir, ou seja, um cavaleiro que não tem equilíbrio nunca obterá uma performance positiva, pois todo o controlo do cavalo está no equilíbrio do mesmo. A ca-

pacidade de agir é importantíssima, porque tudo na equitação acontece em frações de segundos, quando algo é necessário tem que ser realizado o mais rápido possível e associado a esta capacidade de agir vem a sensibilidade pois não basta bater com as pernas com força. Tudo tem que ser com conta, peso e medida. Não entrando nos termos técnicos, um cavaleiro tem que ser essencialmente calmo. Todas as nossas sensações são sentidas pelos cavalos, logo temos de estar calmos para a informação não ser mal interpretada.

A equitação é um desporto apenas para pessoas com bastante poder económico?

A equitação é um desporto pouco acessível, é uma realidade! Porém, aqui na Quinta tentamos ao máximo ter cavalos para que pessoas com menos posses financeiras possam usufruir da equitação. É impensável, para mim, negar esta relação (cavalo-cavaleiro) a alguém que tenha esta paixão. Cada aula aqui na Quinta são 10 euros. Obviamente que para um nível mais sério não funciona da mesma maneira. José Martinho Gaspar

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JORNAL DE ABRANTES / Junho 2019

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O que é o Centro Hípico Quinta do Cabrito?

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Jornal de Abrantes junho 2019  

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