Page 20

ESPECIAL / Feira do Tejo

“A aposta em espetáculos diferentes que pretendem mostrar outras formas de arte” A Feira do Tejo está de regresso ao Parque Ribeirinho de Vila Nova da Barquinha, de 8 a 13 de junho. A marcar pela diferença, está a aposta nas artes, no teatro e nos espetáculos de rua. A animação musical também está garantida com os HMB e um espetáculo com artistas do Concelho. As tasquinhas, o artesanato, o desporto e as exposições também são garantias de mais um grande evento. Marina Honório, vereadora da cultura, conta-nos como é vivida a Feira do Tejo. A Feira do Tejo já se implementou como a grande festa da Barquinha?

contabilizados. Falamos dos funcionários e de toda a logística que é necessária para estes dias, quer na sua preparação, quer para depois.

Sim. A Feira do Tejo é o nosso grande evento anual. Para além de termos outros eventos, é um evento participado por toda a comunidade, pelas associações do concelho, por várias instituições e é o nosso evento, é a nossa grande mostra em Vila Nova da Barquinha. Vamos ter o fim-de-semana e dois feriados, com grande animação, muita arte, mais uma vez dedicado à arte, ao teatro e à animação de rua.

Como é que a cidadã Marina Honório vive estas festas?

Com grande orgulho. Orgulho de ver o envolvimento das pessoas, dos residentes do nosso concelho. Acho que existe um orgulho generalizado nas festas, não só pelo seu enquadramento, pelo espaço em si, o Parque Ribeirinho, que potencia a realização das festas e é, só por si, um espaço de excelência e que nos enche de orgulho todos os dias. Depois, por ver toda esta dinâmica que existe entre as pessoas, as associações, a vontade de participar e de mostrar o seu trabalho e também na receção de quem nos visita nestes dias. Acho que, de facto, as pessoas são bem recebidas e isso transmite-se de pessoa para pessoa durante as festas.

Nota-se que há uma aposta clara em projetos diferentes, para além dos grandes concertos. Para se demarcarem da oferta que existe na região?

Não dizia para demarcar mas sim para afirmar a Barquinha como um território de arte e ir ao encontro também do âmbito das festas desta própria marca da Barquinha e da vivência que aqui está instalada atualmente. Vila Nova da Barquinha faz uma grande aposta no domínio das artes, quer pelo CEAC, quer através das suas associações nos eventos que tem ao longo dos anos, quer na própria escola porque este ano também tivemos a parceria com o Agrupamento de Escolas e com a associação CIEC, na primeira Vila da Arte e da Ciência. Temos ainda as nossas residências artísticas, a nossa Galeria de Santo António e temos muitos artistas neste momento também a residirem e a fazerem vida em Vila Nova da Barquinha. Tudo se conjuga na nossa Feira do Tejo, uma grande mostra das atividades destes artistas, dos artesãos e das gentes da terra. Daí também esta aposta em espetáculos diferentes que potenciam outros públicos e que pretendem mostrar às pessoas outras formas de arte.

Tasquinhas e artesanato, como é que vai ser este ano?

Vamos ter na mesma as tasquinhas, bem como a mostra de artesanato nos stands das festas. Serão 58 stands de artesanato e oito stands de restauração.

O envolvimento das associações é de extrema importância...

Sim. As associações são, de facto, algo essencial para a realização da Feira do Tejo. Temos praticamente todas as associações do concelho envolvidas quer no programa, quer depois na realização de outras atividades fora da Feira

20

JORNAL DE ABRANTES / Junho 2019

É visível que há cada vez mais gente no concelho. A estratégia do turismo em Vila Nova da Barquinha está consolidada?

“Existe um orgulho generalizado nas festas (…) toda esta dinâmica entre as pessoas, as associações, a vontade de participar e de mostrar o seu trabalho”

do Tejo, como o passeio “Vespa Almourol”, o Trail do grupo de cicloturismo, caminhadas....

Essencialmente na parte desportiva?

Sim, uma grande parte na vertente desportiva e as restantes associações na vertente cultural, inseridas no programa das festas.

Quanto ao orçamento da Feira do Tejo para a edição deste ano...

O orçamento anda sempre por dentro do valor normal dos cento e poucos mil euros de custos diretos, porque depois temos sempre os custos indiretos que não são

A estratégia está, digamos, que a ser implementada. Não digo que está consolidada porque não a vejo de forma ainda fechada. Existe um longo caminho a percorrer, quer na afirmação de alguns produtos turísticos e na sua estruturação, quer no alcance de outros públicos. Mas desde o final do ano passado, é notório o caminho que se fez, nomeadamente com a abertura do Centro de Interpretação Templário (CITA) e da biblioteca arquivo. De facto, acho que é uma aposta ganha, não só para o município de Vila Nova da Barquinha mas também para toda a região do Médio Tejo. Temos notado nos últimos meses, o crescer do número de visitantes ao CITA e é algo que alavancou a estratégia que há muito se ambicionava, a de trazer os visitantes desde o Castelo de Almourol até ao centro da vila. Um dos grandes problemas do nosso concelho era que os visitantes iam até ao Castelo de Almourol mas não vinham conhecer a vila. Agora, é muito agradável ver os números a aumentar. Existe aqui uma grande parceria entre o Município, o Exército e a Junta de Freguesia de Tancos e, com a criação do bilhete único, obriga-nos a potenciar aqui também o CITA. De facto, é essa a estratégia. Patrícia Seixas

Profile for mediaon

Jornal de Abrantes junho 2019  

Jornal de Abrantes junho 2019  

Profile for mediaon
Advertisement