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CONSTÂNCIA

REPORTAGEM

Festival Rock na Vila com Blasted Mechanism e Piruka. P. 27

Pomonas Camonianas evocam poeta maior. P. 10

Colinas do Tejo, o reencontro com a vida na natureza. P. 8

SUPLEMENTO

Nesta edição ESTAjornal, jornal laboratório do curso de Comunicação Social da ESTA

/ JORNAL DE ABRANTES / Abrantes / Constância / Mação / Sardoal / Vila Nova da Barquinha / Vila de Rei / Diretora Patrícia Seixas JUNHO 2019 / Edição n.º 5580 Mensal / ANO 119

/ DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

// XIV GALA ANTENA LIVRE & JORNAL DE ABRANTES

Uma noite mágica!

P. 11 a 14

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VILA DE REI


A ABRIR / FOTO OBSERVADOR /

EDITORIAL /

José Nascimento

“Na estrada que liga S. Facundo às Arreciadas, no concelho de Abrantes, os eucaliptos projectam-se para cima da estrada, quase até metade da via, tal como mostra a fotografia. Há três anos que ando a alertar para este perigo, mas não se vê resposta da autarquia ou de outra autoridade. Esta berma da estrada continua a não ser limpa, ameaçando de morte os viajantes em caso de incêndio florestal”.

Patrícia Seixas DIRETORA

Maio foi um mês recheado de emoções fortes. E junho não vai ficar atrás. Começo este Editorial por dizer ao leitor que nesta edição do Jornal de Abrantes, temos, pela primeira vez, três cadernos destacáveis. Mas já lá vamos... temos que falar da 14ª Gala Antena Livre & Jornal de Abrantes. Mais uma noite mágica que, este ano, aconteceu a 11 de maio. As emoções estiveram ao rubro e o aplauso final que se sentiu no Auditório da Escola Dr. Manuel Fernandes, faz-nos ter força para começarmos já a preparar a próxima. Obrigada a todos! Ainda na Gala, não posso deixar de referir o anúncio de que, no dia 21 deste mês de junho, vai juntar-se à Media On uma marca que mexe com os sentimentos de todos por aqui. Falo, claro está, da Rádio Tágide. A rádio online vai ser mais um projeto que estamos a construir para si, com a marca “A rádio dos bons velhos tempos”. Desfrute e divirtase tanto como nós. Passamos ao mês de junho. Mês de Santos Populares e de festas, muitas festas. Nesta edição, conheça por dentro tudo o que vai acontecer em Abrantes, de 12 a 16, nas Festas da Cidade 2019. Com o concerto da Dia da Cidade a regressar aos Mourões, esta é a grande novidade deste ano. Contamos-lhe tudo num destacável de oito páginas. Aqui ao lado, de 8 a 13 de junho, a Feira do Tejo vai animar o Parque Ribeirinho em Vila Nova da Barquinha. Um evento que aposta em várias formas de arte, para além da música. Mostramos-lhe ainda, num destacável de quatro páginas, o Roteiro ARTejo com o qual pode descobrir 11 obras de arte “plantadas” por todo o concelho barquinhense. Por fim, a colaboração inestimável dos alunos do curso de Comunicação Social da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes. O ESTAjornal mostra, ao longo de oito páginas, o trabalho desenvolvido pelos futuros colegas. Para conhecer ainda nesta edição o que se vai passar no Rock na Vila, o festival que anima Vila de Rei nos dias 7 e 8 de junho. E de 8 a 10 de junho, Constância volta a celebrar o Poeta Maior. As Pomonas Camonianas regressam à vila com a já habitual Feira Quinhentista, para além de muitas outras atividades. Como dá para perceber, não vão faltar motivos para sair de casa este mês. Até porque lhe damos a conhecer mais um projeto de Turismo Rural e Ambiental situado na freguesia de Mouriscas, concelho de Abrantes. As novidades são muitas mas vou deixar que as descubra ao longo das 48 páginas do seu Jornal de Abrantes. Espero que se divirta a lê-lo como nós nos divertimos a fazê-lo. Aproveite as Festas!

ja / JORNAL DE ABRANTES

Paulo Delgado

Mais de um mês após o último despiste de um camião na Estrada Nacional 118, mais propriamente nas curvas de Tramagal, os rails de proteção ainda não foram substituídos. Apesar das várias “visitas” dos funcionários da IP – Infraestruturas de Portugal ao local, a tarefa parece ser de difícil execução. Mas basta um pesado, ou mesmo um ligeiro, colocar ali uma roda para o acidente voltar a acontecer.

PERFIL / Idade:

Uma música:

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Não há uma música, há o Sérgio Godinho!

Viagem que o marcou:

Maceió – Brasil, pela negativa pois tive contacto com uma realidade de extrema pobreza em algumas regiões agrícolas.

Um livro:

Ensaio sobre a cegueira – José Saramago

O que mais e menos gostas na tua localidade:

Gosto da qualidade de vida que se pode sentir mas não gosto de não poder estar cá a desfrutar dela por não haver emprego.

Um país a visitar: Um momento importante: / Carlos Aparício / Arreciadas -

Abrantes. Informático

O nascimento do meu irmão mais novo. Um recanto diferente na região:

Toda a Vila de Constância. É uma espécie de vila encantada.

Turquia Se fosse presidente da Câmara, o que faria:

Voltava a olhar para o centro histórico da cidade. É urgente revitalizá-lo.

FICHA TÉCNICA Direção Geral/Departamento Financeiro Luís Nuno Ablú Dias, 241 360 170, luisabludias@mediaon.com.pt. Diretora Patrícia Seixas (CP.6127), patriciaseixas@mediaon.com.pt Telem: 962 109 924 Redação Jerónimo Belo Jorge (CP.1907), jeronimobelojorge@mediaon.com.pt, Telem: 962 108 759, Ana Rita Cristóvão (estagiária), anaritacristovao@mediaon.com.pt, Carolina Ferreira (estagiária). Colaboradores Carlos Serrano, José Martinho Gaspar, Paulo Delgado, Teresa Aparício, Paula Gil, Manuel Traquina. Cronistas Alves Jana e Nuno Alves. Departamento Comercial. comercial@mediaon.com.pt. Design gráfico e paginação João Pereira. Sede do Impressor Unipress Centro Gráfico, Lda. Travessa Anselmo Braancamp 220, 4410-359 Arcozelo Vila Nova de Gaia. Contactos 241 360 170 | 962 108 759 | 962 109 924. geral@mediaon.com.pt. Sede do editor e sede da redação Av. General Humberto Delgado Edf. Mira Rio, Apartado 65, 2204-909 Abrantes. Editora e proprietária Media On - Comunicação Social, Lda., Capital Social: 50.000 euros, Nº Contribuinte: 505 500 094. Av. General Humberto Delgado Edf. Mira Rio, Apartado 65, 2204-909 Abrantes. Detentores do capital social Luís Nuno Ablú Dias 70% e Susana Leonor Rodrigues André Ablú Dias 30%. Gerência Luís Nuno Ablú Dias. Tiragem 15.000 exemplares. Distribuição gratuita Dep. Legal 219397/04 Nº Registo ERC 100783. Estatuto do Jornal de Abrantes disponível em www.jornaldeabrantes.pt. RECEBA COMODAMENTE O JORNAL DE ABRANTES EM SUA CASA POR APENAS 10 EUROS (CUSTOS DE ENVIO) IBAN: PT50003600599910009326567. Membro de:

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JORNAL DE ABRANTES / Junho 2019


ENTREVISTA /

“Abrantes é uma cidade onde as pessoas se podem sentir seguras” // Daniel Marques, comissário da Polícia de Segurança Pública, foi comandante da esquadra de Abrantes nos últimos sete anos. Aos 32 anos, deixa a cidade para assumir o comando da esquadra de Torres Novas.

// Desde jovem com interesse na área da segurança, chegou à cidade florida vindo da Amadora, em 2012, numa altura em que a criminalidade e o sentimento de insegurança predominavam.

// Em sete anos, acredita que muito mudou e considera que hoje Abrantes é um concelho onde as pessoas “se podem sentir seguras e contar com a polícia”. Carolina Ferreira

Que cidade é que encontrou quando chegou a abrantes?

melhores, é um dado estatístico, e isso deve-se, sem dúvida ao trabalho da PSP”.

“Cheguei a Abrantes em agosto de 2012, vindo da Amadora, e nessa altura a cidade vivia, ao nível criminal, alguma instabilidade. O sentimento de insegurança estava potenciado e havia a necessidade urgente de resolver alguns problemas criminais e poder devolver à população o sentimento de tranquilidade e de segurança que não era o ideal, e foi isso que fizemos. Os focos de criminalidade que existiam, entre 2013 e 2016, foi a nossa principal preocupação”.

Em sete anos, qual foi o melhor momento para si?

“Em sete anos, os melhores momentos que tivemos foram situações de serviço ao nível de processos criminais que, com muito trabalho e esforço, e com prejuízo até para a vida pessoal de muitos agentes, foram desenvolvidos e que acabaram dando frutos. O reconhecimento desse trabalho foi aquilo que mais me orgulhou e me motivou e a todos os elementos para que todos os dias tentássemos fazer mais e melhor. São esses os momentos que levo daqui: o relacionamento com os elementos e os sucessos profissionais que o grupo conseguiu”.

Quais foram as principais dificuldades que encontrou na esquadra de Abrantes?

“As principais dificuldades prendem-se, sobretudo, ao nível da gestão dos meios, que em todas as organizações são finitos. Para quem tem que gerir, os meios são sempre insuficientes. Contudo, nós não trabalhamos sozinhos: a PSP tem uma estrutura dinâmica e podemos contar com o apoio da divisão onde que estamos inseridos. Muitas das vezes dizia-se que a polícia poderia não ter meios. Os meios da esquadra de Abrantes não são limitados, nós temos um efetivo fixo e estável porque, sempre que foi necessário, recorremos à divisão policial de Tomar que, pontualmente, nos ia reforçando, e também ao Comando Distrital de Santarém. Recordo-me dos policiamentos às festas da cidade e de algumas situações de investigação criminal onde, inclusive, a Unidade Especial de Polícia estava presente. Portanto, a polícia atua como um todo e não localmente. Os meios que nós dispomos localmente são aumentados sempre que necessário”.

Como foi o contacto com a população e com as restantes entidades municipais ao longo destes anos?

“Ao longo destes anos, nós fizemos um trabalho muito afincado

E qual foi o pior momento?

/ O comissário Daniel Marques destaca que, atualmente, Abrantes é dos municípios do Médio Tejo melhores classificados no índice de criminalidade

“O pior momento que tivemos cá, foi, sem dúvida, o suicídio de um elemento policial com arma de serviço.”

e incisivo no policiamento de proximidade. Aproximarmo-nos das pessoas e tornar a polícia num parceiro presente na vida das pessoas. A população é o primeiro ator no desenvolvimento da segurança pública porque são muitas vezes os nossos olhos e os nossos ouvidos e quanto mais nós nos conseguirmos aproximar e quanto mais estreita for a relação, beneficiamos muito com isso. É sempre uma preocupação nossa cultivá-la de forma a que as pessoas possam diariamente estar em contacto connosco e trazer-nos informação e isso sempre foi trabalhado. Quanto às instituições, tivemos como parceiros privilegiados a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia que, dentro das ações que fomos fazendo, foram sempre correspondendo às nossas necessidades. E nós às deles, porque também localmente o trabalho é

feito em rede, as instituições necessitam sempre uma das outras. O trabalho não é só da PSP, é de todos os atores que contribuem para a segurança da cidade”.

A seu ver, como é que está o panorama atual da cidade atualmente?

“Já passaram sete anos e fomos resolvendo as questões prementes ao nível da criminalidade. Hoje em dia, Abrantes consta no mapa da segurança e isso em muito se deve aos agentes que compõem a esquadra, pessoas, nalguns casos, em que a idade já pesa mas que nunca perderam o brio profissional, tecnicamente são agentes muito bons e são os principais responsáveis pelo estado da segurança na cidade que temos hoje. Na altura, talvez fôssemos dos municípios do Médio Tejo com pior índice de criminalidade por mil habitantes e hoje somos dos

“O pior momento foi, sem dúvida, o suicídio de um elemento policial com arma de serviço. Um elemento nosso que, numa hora triste, decidiu pôr fim à vida. Foi o pior momento que tivemos cá”.

Que cidade de Abrantes é que deixou?

“Em termos gerais, creio que Abrantes, neste momento, é uma cidade recomendável, onde as pessoas se podem sentir seguras e onde podem efetivamente contar com a polícia, que irá continuar a desenvolver um serviço em prol do cidadão e com acompanhamento diário e presente. O trabalho que foi feito até agora irá continuar a ser desenvolvido”.

O que é que Abrantes significa para si?

“Terei sempre um carinho muito especial por Abrantes, uma vez que passei cá uma parte da minha vida profissional. É uma cidade muito especial (…) que irei sempre guardar (…) e a quem reservo um enorme carinho”. Ana Rita Cristóvão

Junho 2019 / JORNAL DE ABRANTES

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REGIÃO / Sociedade

O problema social de Abrantes é o envelhecimento da população

/ Renato Bento, ao lado de Celeste Simão e Manuel Jorge Valamatos na abertura das Jornadas que engloba cerca de seis dezenas de instituições e que tem um núcleo executivo mais curto, de sete instituições. É, aliás, neste núcleo reduzido que são definidos os assuntos que depois vão à comissão mais alargada para poderem ser debatidos. Celeste Simão aproveitou as jor-

nadas para deixar no ar a necessidade de se refletir sobre todos os conselhos municipais que existem e vão existir. A vereadora explicou que pediu para lhe fazerem o levantamento das instituições e dos representantes destas nos diversos conselhos municipais que legalmente têm de existir.: educa-

65 anos da Escola Industrial de Abrantes No âmbito das comemorações dos 65 anos da Escola Industrial e Comercial de Abrantes (EICA), Escola Secundária nº 1 e Escola Secundária Dr. Solano de Abreu (ESSA), o Agrupamento de Escolas nº 1 de Abrantes, ao qual a escola pertence, irá realizar uma conferência, subordinada ao tema “65 anos, a escola de ontem e a escola de hoje”, com um painel de convidados, antigos alunos, funcionários e professores, bem como atuais, gente com memória e afeto pela escola que frequentaram ou ainda frequentam. O evento terá lugar no auditório da Escola Secundária Dr. Solano de Abreu, no dia 4 de junho, a partir das 14.30 horas. O Diretor do Agrupamento convida a comunidade a estar presente e a participar.

Jerónimo Belo Jorge

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O maior problema, ou desafio, social do concelho de Abrantes é o envelhecimento da população. Esta preocupação resulta do estudo sobre as questões sociais de Abrantes e que foi apresentado no dia 22 de maio, no arranque da Jornadas Sociais de Abrantes. João Fermisson, o coordenador do Plano de Desenvolvimento Social de Abrantes, explicou ao Jornal de Abrantes que esta é a grande preocupação das questões sociais de Abrantes e atravessa a população mais idosa, mas também os jovens e todas as instituições. Quando ao futuro, João Fermisson defende que “a forma como temos de olhar para este problema não pode ser a mesma como olhávamos há 10 ou 20 anos atrás. É esta transformação que está a ser feita e que vai ser feita nos próximos anos.” Esta temática já tinha sido lançada pela vereadora Celeste Simão, porquanto a Câmara Municipal de Abrantes é uma das entidades parceiras de um conselho social

ção, social, juventude, segurança, e brevemente, saúde. Ora nestes conselhos muitos dos membros têm assento em todos ou quase todos, pelo que se anda constantemente em reuniões. Toda a gente tem tanta coisa para fazer que temos de “criar estratégias para melhorar as desvantagens que ocorrem com a realização de tanto conselho municipal”, defendeu a vereadora. Celeste Simão abordou também o Plano de Desenvolvimento Social do concelho com algo imaterial que representa uma estratégia ou, se quisermos, um chapéu para aglutinar todas as ações feitas neste domínio no território. As jornadas sociais de Abrantes contaram com a presença de Renato Bento, diretor do Centro Distrital de Segurança Social, que evocou, por mais que uma vez, a necessidade de as instituições poderem trabalhar em rede e terem de contrariar a lógica até aqui existente de “cada um tem a sua quintinha, da capelinha”. Estas jornadas concelhias tiveram um Conselho Local de Ação Social (CLAS) aberto ao público, uma conversa sobre as associações que promovem atividades financiadas pela autarquia, entre abordagens sobre a colaboração na abordagem social.

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JORNAL DE ABRANTES / Junho 2019


REGIÃO / Mação “Rotas de Mação” já tem três PR prontos a serem percorridos

Percursos em condições de avançar PR (Pequena Rota) 9 Rota do Brejo e dos Bandos – 10,6 km PR13 Rota do Poço das Talhas, em Queixoperra – 10,7 km PR14 Rota da Ortiga 2 – 14,8 km / Rotas de Mação é um projeto com 16 PR por todo o concelho

de todos este projeto”. Trata-se de “juntar num só documento um conjunto de rotas que podem vir a ser implementadas um pouco por todo o concelho, em todas as freguesias”, explicou Vasco Estrela, presidente da Câmara Municipal de Mação.

Em cada local, em cada freguesia, “juntaram-se pessoas que se voluntariaram para poderem desenhar e fazer essas rotas, com a colaboração dos presidentes das Juntas de Freguesia, com as associações e entregaram à Câmara

Patrícia Seixas PUBLICIDADE

Foi aprovado por unanimidade em reunião do Executivo da Câmara Municipal de Mação, realizada a 24 de maio, o Projeto “Rotas de Mação”. Leonel Mourato, da freguesia de Ortiga, “foi o grande dinamizador

um caderno de encargos, um draft, para a Câmara poder levar o projeto por diante”. O projeto “Rotas de Mação” foi apresentado a 16 de maio e “tem um conjunto de rotas muito interessantes por todo o concelho e a Câmara aprovou a validação das propostas para as começar a implementar paulatinamente”. Vasco Estrela adiantou que o projeto vai avançar já com “três dessas Rotas que eles definiram e cujo objetivo é, até 2022, ter o conjunto das 16 Rotas implementadas no concelho”. O autarca considera o projeto “extremamente importante para dinamizar o turismo

natureza e as nossas potencialidades”. Quanto aos percursos que já estão em condições de avançar, Vasco Estrela disse tratarem-se do PR (Pequena Rota) 9 – Rota do Brejo e dos Bandos, com uma distância de 10,6 km, o PR13 – Rota do Poço das Talhas, em Queixoperra, com 10,7 km e o PR14 – Rota da Ortiga 2, com um percurso de 14,8 km. Os percursos já estão sinalizados, prontos a serem utilizados e “a ideia é, aos poucos, serem implementados pela Câmara, Juntas de Freguesia, associações e as pessoas”. Para Vasco Estrela este é “um projeto quase comunitário em todo o concelho”. Quanto às restantes Rotas que se prevê venham a ser implementadas em breve, são o PR1 – Rota de Mação (12,8 km); PR2 – Rota do Penhascoso (10,1 km); PR3 – Rota da Ortiga 1 (10 km); PR4 – Rota das Matas (14,5 km); PR4.1 – Rota das Matas (2,7 km); PR5 – Rota dos Envendos (16,7 km); PR6 – Rota do Carvoeiro (18,9 km); PR7 – Rotas Casas da Ribeira / Caratão (13,8 km); PR8 – Rota dos Santos e Bandos (13,2 km); PR10 – Rota de Cardigos (12,7 km); PR11 – Rota da Amêndoa (10,9 km); PR12 – Rota da Aboboreira (10,5 km); PR15 – Rota da Ladeira (7,3 km); PR16 – Rota do Bando de Codes (4,6 km).

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REGIÃO / Sardoal

/ Piscina descoberta encerra a 1 de setembro para obras

/ Mais de dez anos depois, o edifício da Sarplás vai voltar à atividade

Jerónimo Belo Jorge PUBLICIDADE

Buijnink instala-se na Sarplás e piscina da vila vai para obras

A empresa Buijnink Internacional adquiriu as instalações da antiga Sarplás, em Sardoal. A informação foi avançada pela autarquia a 21 de maio, o dia em que foi assinada a escritura com a entidade bancária que detinha o imóvel. Miguel Borges, presidente da Câmara Municipal de Sardoal, para além de ter confirmado ao Jornal de Abrantes o negócio, acrescentou que a empresa ponde-

ra começar a laborar já em em outubro com 50 trabalhadores. Esta informação deixou os autarcas de Sardoal satisfeitos, tanto mais que, com os níveis de desemprego no concelho baixos, a entrada de trabalhadores de outros locais pode criar mais valias para a economia da vila e até, quem sabe, novos residentes. Miguel Borges explicou ainda que a empresa já labora em Portugal e prevê, no Sardoal, cortar ramos de eucalipto, “os chamados ramos ladrões” que vão depois para contentores de frio para serem exportados para diversos países da Europa, onde são utilizados para arranjos de flores. Depois, acrescentou, numa zona florestal vão aliviar o material combustível. A Buijnink Internacional conta com 11 anos de existência, centrando as suas atividades no setor da

extração de cortiça, resina e apanha de outros produtos florestais, exceto madeira. A Sarpás, Fábrica de Plásticos de Sardoal, pediu insolvência em Março de 2007 deixando, na altura, 52 pessoas no desemprego. Entretanto nesta mesma semana, na reunião do executivo municipal o presidente Miguel Borges informou a vereação que a piscina municipal, de ar livre, vai, este ano, fechar mais cedo a época balnear. A piscina encerrará a 1 de setembro para entrar em obras. Trata-se de uma candidatura efetuada pela autarquia a um programa de apoio, exclusivamente, com fundos nacionais e que prevê obras no valor de 314 mil euros com um investimento de 100 mil euros por parte da Câmara de Sardoal. Mas como têm um prazo de execução físico e financeiro limitado a seis meses, a piscina vai, este ano, ter de encerrar mais cedo para que a intervenção esteja concluída em Abril. Aliás, segundo o autarca, o prazo é mesmo muito apertado. Miguel Borges explicou que a intervenção visa a eficiência energética, de bom uso dos recursos hídricos. “Há perdas de água do tanque, vai haver mudança de equipamento de filtragem e até os balneários serão alvo de requalificação”.

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JORNAL DE ABRANTES / Junho 2019


REGIÃO / Sociedade

MACFIRE – Gestão de Ocorrências vai usar dados do SIRESP

/ “É fundamental que se tenha a localização exata onde é que estão os operacionais, os carros de bombeiros e os meios” - Miguel Pombeiro

mento da aplicação, estendendo-se o uso da mesma a todos os Corpos de Bombeiros do distrito. Nesta fase, e através deste protocolo pretende-se que os dados da ANEPC, de todos os rádios SIRESP, possam ser incorporados no sistema MACFIRE – Gestão de Ocorrências - operacionalizando

ainda mais o sistema de suporte à decisão no distrito de Santarém. “Queremos que este sistema MACFIRE – Gestão de Ocorrências, já com a georreferenciação de todos os meios, possa estar disponível a todos os corpos operacionais, em concreto aos bombeiros que estão na frente de fogo, que vão poder através de uma aplicação acrescentar elementos e dar informação para o centro de comando”, afirma Miguel Pombeiro, Secretário Executivo da CIM do Médio Tejo, salientando que “é fundamental que se tenha online a localização exata onde é que estão os operacionais, os carros de bombeiros e os meios”. No âmbito da preparação do dispositivo para 2019, foi realizada uma apresentação do projeto na Secretaria de Estado da Administração Interna com vista a ser solicitado o acesso aos dados (localização) dos rádios SIRESP-GL, evitando assim o custo na aquisição/ aluguer de localizadores. No decorrer do processo, foi também realizada uma reunião

no passado dia 18 de abril, nas instalações da ANEPC, com vista à operacionalização da cedência dos dados dos rádios SIRESP-GL. O ano passado, foi atualizada pela CIM do Médio Tejo, a aplicação tecnológica de sistema de informação geográfica, a qual proporciona o apoio à decisão, uma vez que permite aos operacionais no terreno “o desenho” nos dispositivos móveis, em tempo real, do que estão a observar no teatro de operações. Já a CIM da Lezíria do Tejo efetuou a aquisição de 2 drones equipados com câmara de vídeo e câmara térmica, permitindo fazer um reconhecimento aéreo do teatro de operações. Nesta fase, e após aprovado o protocolo que prevê a operacionalização da cedência dos dados dos rádios SIRESP-GL, Miguel Pombeiro refere que é possível que o sistema MACFIRE – Gestão de Ocorrências - esteja pronto a partir do mês de junho, sendo “um projeto em desenvolvimento, onde vamos acrescentando cada vez mais valências”. PUBLICIDADE

O Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo aprovou, no dia 9 de maio, a minuta de protocolo a celebrar com a ANEC, com a CIM do Médio Tejo, a CIM da Lezíria do Tejo e o Município de Mação para a Gestão de Ocorrências, no âmbito da cedência de dados da aplicação SIRESP-GL. Recorde-se que na sequência dos grandes incêndios de 2017, foi executado no ano de 2018 a implementação de um projeto piloto a nível distrital, no âmbito da criação de sistema de suporte à decisão no combate aos incêndios florestais em articulação com o Comando Distrital de Operação e Socorro (CDOS) de Santarém, o denominado MACFIRE (Mac de Mação, Fire de fogo). O MACFIRE – Gestão de ocorrências foi operacionalizado em concertação com o CDOS de Santarém, as duas CIM do Distrito de Santarém (Médio Tejo e Lezíria do Tejo) e o município de Mação. Desde então, o processo tem vindo a possibilitar um maior desenvolvi-

Junho 2019 / JORNAL DE ABRANTES

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Reportagem /

//COLINAS DO TEJO

Reencontrar ritmos perdidos, amar a natureza, viver a vida Ir ao encontro das Colinas do Tejo é mergulhar no mundo rural e florestal da freguesia de Mouriscas. Temos de passar os lugares de Cascalhos e depois o Casal dos Cordeiros e a Rua da Bica. Temos de perder o alcatrão e, por um caminho estreito, fazer mais uns metros seguindo os postes de cimento da luz até encontrarmos os dois únicos pedaços de cimento do complexo turístico. São os portões das Colinas do Tejo. É, claro está, uma colina, que depois de subirmos ao topo podemos descer, passar a linha de caminho de ferro da Beira Baixa, para encontrarmos as águas calmas do Tejo. Terá sido este percurso simpático que num simples olhar levou João Eduardo Gouveia e a mulher, Paula, a ficarem apaixonados e a decidir que era mesmo ali que iriam implementar a ideia de criar um espaço de turismo agro-florestal cem por cento amigo do ambiente. “Podíamos ter ido para a Lousã ou Mangualde, onde herdei propriedades, mas este foi eleito o local perfeito para o projeto. E o tempo deu-nos razão”, explicou ao JA João Gouveia à porta das suas “colinas”. Já lá

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vão cinco anos quando decidiram criar o projeto. João contou que foi um processo simples, tinham de ter água, floresta e possibilidade de uma vida sustentável. Depois reuniram com as três autarquias e a de Abrantes, de acordo com os seus planos municipais, liderada, na altura, por Maria do Céu Albuquerque, foi a que deu as melhores garantias. “Como a Paula (aponta para a mulher) tem raízes ali no Souto pareceu-nos a melhor opção”, justificou o ex-professor e vereador em Alcácer do Sal e agora empresário turístico. As colinas assentam no turismo ambiental em espaço agro-florestal. Tem duas casas de madeira totalmente amovíveis, ou seja, sem fundações ou ligações à terra. Cada casa está equipada com quarto, casa de banho, e cozinha/sala. Têm todas as comodidades de uma qualquer unidade turística. Fogão, frigorífico, micro-ondas só não tem televisão e ar condicionado. “As casas foram feitas com madeira que veio da Rússia e a sua disposição permite, mesmo no pino do verão com 40º graus, abrir as janelas e de forma natu-

JORNAL DE ABRANTES / Junho 2019

ral arrefecer o interior”, contou João, mostrando de seguida, com orgulho, a vista que se tem quando se abrem as janelas da sala: O rio Tejo no seu esplendor e mata, zona rural. Lá mais para diante pode ver-se a chaminé da Central do Pego. Mas não inviabiliza a paisagem natural. Fora das duas casas, as redes presas às oliveiras e as mesas e cadeiras, de madeira, numa esplanada com vista para o rio convidam a uns finais de tarde fantásticos. “Este projeto foi todo desenvolvido com capitais próprios e pretende ser auto-sustentável”, sublinha João Gouveia que acrescenta já estar a produzir azeite totalmente biológico das oliveiras da propriedade. “Criamos programas para a apanha da azeitona, que é moída no lagar da cooperativa das Mouriscas, pelo que criamos riqueza local”, destacou com a ressalva de que muitas vezes encaminham grupos para os restaurantes da zona, O Castiço e o Serralves em Mouriscas, o Aquapolis em Abrantes ou o Bigodes na Ortiga. Descendo a colina, de volta à entrada, encontramos as árvo-

res de fruto que vão crescendo, já plantadas pelo João e equipa. Há um outro edifício de casas de banho, mini-bar que dá apoio a toda a zona de campismo: “Já aqui tivemos grupos e escolas a acampar com atividades ligadas à natureza ‘selvagem’ e temos vários desportos de lazer”, explicou apontado ainda as bicicletas de BTT que qualquer cliente pode usar. Depois também tem nos kayakes outra possibilidade mil visitantes, de atividades: “Aqui é possível em cinco anos, construir um kayak, temos essa visitaram as Colinas experiência. Podemos consdo Tejo, local onde truí-lo de acordo com todas as é possível construir normas de segurança e ir ali ao um kayak e Tejo fazer as experiências ou até experimentá-lo mesmo fazer canoagem”, salienno rio Tejo tou João Gouveia apontando o pequeno lago das rãs, a horta onde crescem as favas, o palco para a música ao vivo ou ainda o círculo do fogo de campo. “Temos tradições muito ligada aos Celtas que assinalamos, como os equinócios. É uma coisa pouco normal, um fogo de campo no meio do nada, onde se contempla o céu e se ouvem apenas os ruídos da natureza”. Saindo das Colinas do Tejo, João leva-nos pelo circuito mais selvagem de acesso à outra parte da propriedade, entre a linha do comboio e as águas do Tejo. Passamos um ribeiro onde está uma ponte de madeira e onde se assinala a passagem da grande Rota do Tejo. Depois, uma outra ponte de troncos feita por jovens. Entre canas e arbustos entramos na zona que está a ser

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trabalhada. Toda limpa, cheia de socalcos com árvores. Foi ali que construíram a cabana na árvore, uma plataforma que não “magoa” as árvores onde está encostada. “Temos a nossa praia fluvial que agora não é praia desde que construíram o travessão para a Central. Tínhamos areia até à água e agora temos a água logo aqui”, lamentou o empresário garantindo que vai avançar com a criação da praia e de condições para ter ali um rebanho de ovelhas. Já sobre a poluição prefere não adiantar muitos comentários, mas garante que a água não tem comparação com a que tivemos há um ou dois anos. As Colinas do Tejo tiveram, segundo disse, mais de dez mil visitantes em cinco anos, entre atividades lúdicas e dormidas. Trata-se de uma unidade para turistas amigos do ambiente e com poder de compra, que procuram cantos e recantos como locais de inspiração. “Já tivemos músicos norte-americanos, artistas de circo da Europa, e já tivemos clientes de todos os continentes e atividades como descidas do rio, retiros de ioga, caminhadas, caminhadas silenciosas, ou as festas do equinócio”. Entrar nas Colinas do Tejo é sair do corre-corre quotidiano e poder recuar no tempo. O tempo em que o homem vivia em sintonia com a natureza e a usava de forma sustentável e sem agressões. Jerónimo Belo Jorge


Sofia Silva Mota tomou posse dia 22 de maio como diretora da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA). Doutorada em Línguas e Literaturas Românicas Comparadas, assume pela segunda vez a direção da ESTA, depois de um primeiro mandato iniciado em 2015. A cerimónia de tomada de posse abriu com um discurso feito pelo presidente do Instituto Politécnico de Tomar (IPT), João Freitas Coroado, que disse começar-se agora “o início de um novo ciclo” e em que admitiu esperar “pela finalização das novas instalações, para dar unidade à Escola”. O presidente do IPT disse que a nomeação de Sofia Mota foi “baseada na experiência e trabalho desenvolvido no quadriénio passado” e destacou a “dedicação e empenho da doutora Sofia na condução da ESTA”, sendo “neste novo ciclo a pessoa indicada para implementar as transformações que se impõem para responder às exigências e compromissos”. Após o momento de tomada de posse por parte da diretora, foi tempo de proferir algumas palavras e anunciar novidades. Sofia Mota agradeceu a “prova de confiança” dada e admite que vê na sua recondução “o reconhecimento do trabalho que levei a cabo no meu anterior mandato”, salientando que “importa redefinir rumos, alavancar novas estratégias e criar oportunidades”. A diretora da ESTA defende que a escola deve “procurar responder aos desafios da nossa sociedade moderna” sendo capaz de “propiciar o acesso a uma oferta formati-

va atual, versátil e em consonância com as necessidades da sua região de influência”. Fez-se ainda um balanço dos últimos quatro anos da ESTA: 9 CTeSP criados, duas licenciaturas reestruturadas e quatro novas Pós-Graduações. 54% dos docentes são doutorados e 33% especialistas e houve um aumento de 10% no número de estudantes e de 57% de estudantes 1º ano/1ª vez. Depois do balanço, as novidades. Em resultado de “uma relação mais estreita com a Câmara Municipal de Abrantes”, deu-se a criação do pelouro do Ensino Superior, atribuído à vereadora Paula Grijó. Mas não só. A diretora da ESTA apresentou o Plano de Ação para o novo mandato, dando conta dos objetivos estratégicos que quer ver cumpridos. Um plano que admite ser “ambicioso e exigente” e que pretende: criar um Gabinete de Estudos e Estratégias da ESTA, integrando “elementos das forças vivas e do tecido empresarial da região”; criar cursos de curta duração, CTeSP ou formações pós-graduadas; a criação do Gabinete de Apoio Educativo da ESTA, a reintrodução da figura do tutor, a criação de Prémios de Mérito, bem como a melhoria do acesso dos estudantes a consultas médicas e ainda a “criação de uma nova residência de estudantes”, visando combater o abandono escolar e potenciar a integração dos estudantes na cidade de Abrantes. Fomentar a internacionalização é outra das propostas e, para isso, vão ser criados dois mestrados Erasmus Mundus, nas áreas

/ Este é o segundo mandato de Sofia Mota à frente da ESTA

/ Diretora da ESTA, Sofia Silva Mota, e Presidente do IPT, João Coroado da comunicação e das tecnologias informáticas, bem como a aposta nas formações à distância. E importa também fortalecer as relações com a comunidade. Para isso, Sofia Mota propõe-se a “estabelecer ligações mais efetivas” e anunciou que “a Câmara Municipal de Abrantes prepara-se para lançar obras de construção no

Parque Tecnológico Tagus Valley, dando continuidade ao projeto de instalação que se iniciou com a construção dos laboratórios ESTA em 2015”. Novas instalações que, para a diretora, vão dar “novo fôlego e motivação à comunidade académica”. A criação da ESTA TV, a redução do consumo de papel, a

criação de igualdade de oportunidades e erradicação da violência, bem como a promoção de uma vida saudável e o enriquecimento pessoal dos estudantes são outros dos objetivos definidos para o novo quadriénio, que adivinha um futuro “intenso e trabalhoso, mas ultrapassável se contar com o compromisso, inteligência, disciplina e motivação de uma comunidade académica da ESTA unida e coesa, capaz de ultrapassar divergências em prol de uma instituição mais dinâmica ao serviço da comunidade”. Em declarações ao Jornal de Abrantes, a diretora da ESTA conta que os desafios “são imensos, vamos ter que trabalhar muito na questão do reajuste das ofertas formativas e na consolidação da oferta que já dispomos”. Um trabalho já iniciado que “agora convém reforçar”. Diz ainda que “a motivação é toda”, tendo “noção da exigência que impõe uma direção de escola” e admite que ganhou, ao longo dos últimos anos “algum estofo para levar avante os próximos quatro anos” à frente da ESTA. Ana Rita Cristóvão PUBLICIDADE

Sofia Mota tomou posse como diretora da ESTA

Carolina Ferreira

REGIÃO / Sociedade

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REGIÃO / Constância

Constância evoca Camões e a sua época durante três dias sica e declamação de poemas. No sábado, ao longo de todo o dia tem lugar um concurso de pintura ao ar livre: “As cores de Constância”. E acrescenta-se a exposição destes trabalhos na antiga cadeia. Estas Pomonas arrancam, no entanto, na sexta-feira, com muitas atividades orientais, de onde se destaca uma workshop de como usar o “Sari”, atuação do grupo Ekvat da casa de Goa, pinturas “Henna”, danças tradicionais orientais, entre outras. O desporto também marca presença com a realização de uma prova de orientação noturna no sábado, em que a concentração está programada para as 23 horas no parque de campismo. Nos três dias do evento, entre as 15 e as 23 horas, realiza-se a Feira Quinhentista com a venda de frutos e flores, principalmente os muitos que o poeta refere na

/ As Pomonas continuam a ter nos alunos o grande pilar dos eventos sua obra, dinamizado pelos alunos do 8º ano. Neste âmbito vai existir também uma taberna quinhentista para “matar” a sede aos visitantes. Também no sábado e no domingo a praça Alexandre Herculano recebe a já tradicional Feira de Antiguidades e Velharias. Já agora pode ficar a saber que a “Pomona” era a divindade que presidia à florescência das plantas

e ao crescimento dos frutos. O seu nome tem a mesma origem etimológica de pomo (fruto carnudo) e de pomar. “Era-lhe consagrado um bosque, chamado Pomonal, situado na estrada de Roma a Óstia, onde se lhe prestava culto”. E revela a autarqia na história deste evento que “Camões, poeta maior do renascimento dos valores clássicos, evoca com frequência as divinda-

des gregas e romanas e, de entre estas, Pomona. E refere-se, por outro lado, a uma imensa variedade de flores e de frutos que ela protegia”. As Pomonas Camonianas, atuais, são uma organização da Câmara Municipal de Constância, com o apoio do Agrupamento de Escolas do Concelho e da Associação Casa-Memória de Camões. Jerónimo Belo Jorge PUBLICIDADE

Pelo 24º ano as Pomonas Camonianas voltam a animar a vila de Constância de 8 a 10 de junho, com muitas atividades culturais e musicais e com uma componente muito forte da comunidade escolar. No dia 10 de junho, Dia de Portugal e de Camões, as evocações acontecem ao logo do dia com destaque para a tarde, às 17 horas, altura em que vai acontecer uma conferência na Casa Memória de Camões com Carlos Ascenso André, professor da Universidade de Coimbra. Este evento volta a ter uma componente muito forte do agrupamento escolar de Constância. Sábado haverá teatro, às 21:30 horas, com “A chegada de Camões a Constância”, pelo grupo de teatro Tomem Lá, dos alunos do 8º e 9º anos de escolaridade. Os alunos estão envolvidos numa mão cheia de outras atividades nos dois dias, entre mú-

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ESPECIAL / Gala Antena Livre / Jornal de Abrantes //14.ª GALA ANTENA LIVRE E JORNAL DE ABRANTES:

A noite das noites da região Pode uma noite ter tantos momentos mágicos que, num perfeito sucessivo de partes, se torne perfeita?! Sim, pode! Viveu-se na noite de 11 de maio de 2019, uma noite assim. Não apenas mágica, não apenas única, não apenas especial! Foi particularmente brilhante! Excelentes homenageados, surpresas muito felizes. Um hino à região. A todos nós!

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noite abriu de olhos postos no futuro, pelo menos da guitarra. Uma excelente atuação do Ensemble de Guitarra dirigido por Pedro Ferreira. O Ensemble está integrado num projeto de intervenção mais alargado que nasceu de um protocolo de colaboração entre o Agrupamento de Escolas Nº2 de Abrantes, a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém e a Sociedade Artística Tramagalense. Estiveram em palco os músicos Tomás Esteves, Lúcia Dias, João Sebastião e Maria Dias. Os apresentadores Miguel Pequeno e Alexandra Pimentel abriram o desfile de Galardões com o Desporto tendo o prémio distinguido o Sport Abrantes & Benfica. Entregou o Galardão Nuno Pedro e recebeu o Presidente da Direção, Paulo Neto, que refere tratar-se de um clube regional, que mesmo indo beber à casa mãe, persiste num trabalho de serviço coletivo pelo desporto, pelos atletas e pelos adeptos, para a cidade e a região, ao longo de toda a sua existência, de mais de um século. Seguiu-se a Cultura. O Galardão Cultura foi entregue ao Museu MDF de Tramagal. O MDF tem como objetivo recuperar e conservar a memória da Metalurgia tramagalense, do seu grande impulsionador Eduardo Duarte Ferreira e, como foi referido no vídeo, da própria “aldeia industrial” que foi o Tramagal. Recorde-se, ainda, que o projeto mereceu o título de “Melhor Museu do Ano 2018” pela Associação Portuguesa de Museologia. A jornalista da TVI Patrícia Matos, também ela filha de Tramagal, entregou o prémio ao Presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Valamatos que chamou a técnica da Câmara que se dedica, percebeu-se, com toda a alma ao MDF, Lígia Marques. Valamatos referiu que este Museu “é uma história quer só está a começar agora”. A noite foi pautada por projetos daqui, do interior, mas com um trabalho que vai além fronteiras, como que a dizer-nos que não é o sítio, se é interior ou não, é a devoção que se dedica aos trabalhos que ajuda no seu sucesso. Por falar em sucesso, para a Jorbi (Vieira e

/ Galardão Comunicação Nacional, Fernando Correia: “Há sempre espaço para novos projetos”

Graça), liderada por Jorge Baeta, foi o Galardão na área Empresa. A entrega do Galardão coube ao Enólogo, Nuno Falcão Rodrigues, proprietário da Quinta Casal da Coelheira. Recebeu Jorge Baeta que falou de uma empresa pequena, relativamente recente mas que tem tido uma grande expansão e fantásticas parcerias, aqui e além fronteiras. De facto, criada em 2009, a Jorbi produz para Portugal e também, pelo menos, para Espanha, Polónia e Itália. A boa qualidade do seu produto é reconhecida a ponto de as suas bicicletas terem sido escolhidas para equipar este ano a emblemática equipa italiana da “Amore Vita”. Seguiu-se um momento muito interessante, igualmente engraçado, ao jeito do primeiro galardoado da noite na área Música Nacional. Sim, leu bem,

o primeiro. Foram dois os distinguidos nesta área. Ao palco foi chamado para receber o Galardão o músico David Antunes. Entregou o Vereador da Câmara de Abrantes, Luís Filipe Dias. Depois de um forte abraço, já de galardão na mão, David Antunes referiu que, imagine-se, foi o primeiro prémio que recebeu. No seu jeito de ser, a disfarçar a emoção com o humor confessou que não saber o que fazer “se calhar quando chegar ao 4.º prémio já mando um representante mas hoje não sei o que fazer”. Acabou por aproveitar a deixa do piano em palco e que o melhor era ir cantar. David Antunes referiu então que, tendo alcançado a carreira que desejava, o seu grande sonho é criar uma música daquelas que chegam às pessoas e ficam na cabeça de todos, de forma

intemporal, num para sempre feliz. É o que lhe desejamos! Decorreu, então, mais um momento musical da noite protagonizado por David Antunes. Tocou a música que escreveu recentemente “Tarde Demais” e quando terminou, duas filas atrás de mim, Simone de Oliveira gritou “Bravo”!!! Sim, Simone de Oliveira. Leu bem. Simone de Oliveira foi, efetivamente, a segunda galardoada na área “Música Nacional”. O galardão foi entregue pela Diretora-adjunta da Media On, Susana Dias, a uma Simone que não quer ser Dona nem Senhora e que em palco disse “Chamo-me Simone e canto cantigas”. Muito ovacionada, de pé, a “eterna namorada de Portugal”, aos 81 anos, referiu que a sua maior riqueza são a família e os amigos e, claro, ter po-

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ESPECIAL / Gala Antena Livre /Jornal de Abrantes

dido ter a carreira que teve. Atualmente Simone acompanha, sempre que pode, David Antunes nos seus concertos e o que poderia ser uma dupla improvável é, afinal, duplamente feliz, como comprovaram, sem margem para dúvida, no momento musical que protagonizaram de seguida. Passou-se depois a um momento muito importante da noite, o Galardão Educação, um brinde ao futuro do país. Um momento, atenção, que foram três! Sim, é possível pois esta Gala é de toda uma região! Na Educação foram distinguidos os Cursos de Cozinha e Pastelaria das Escolas de Mação, Constância e Abrantes. Entregaram os galardões os Presidentes das três Câmaras, respetivamente Vasco Estrela, Sérgio Oliveira e Manuel Valamatos. Subiram ao palco para receber os prémios os Diretores das três escolas que lecionam estes cursos, José Almeida, do Agrupamento de Escolas de Mação; Olga Antunes, de Constância e João Quinas da EPDRA, de Mouriscas – Abrantes. Sendo o turismo um dos campos da revitalização desejada do interior é a este desafio que respondem os vários cursos de cozinha e pastelaria que estão a criar oportunidades únicas, práticas, inovadoras e concretas aos nossos jovens. Por falar em inovadoras, o momento seguinte da noite brindou exatamente a Inovação. O Galardão nesta área foi entregue pela Secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, Maria do Céu Albuquerque. Recebeu o prémio Paulo Pereira da Silva, da Renova. De facto, o papel higiénico era tudo menos um material nobre. Contudo, com base num trabalho metódico de criatividade inteligente, o papel higiénico da Renova tornou-se num produto da moda e mesmo uma forma de arte. Paulo Pereira da Silva, ao receber o Galardão referiu sentir humildade, alegria e honra. Agradeceu a Abrantes, onde cresceu e iniciou a sua formação. Sublinhou que uma empresa no interior de Portugal pode ir onde quiser referindo que sucesso da Renova é renovar-se constantemente, fruto do trabalho de uma equipa, não só seu. Concluiu dizendo que acredita

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1. Galardão Desporto: Sport Abrantes e Benfica 2. Galardão Música Nacional: David Antunes 3. Galardão Inovação: Paulo Pereira da Silva 4. Galardão Educação: Cursos de Cozinha e Pastelaria de Constância. Abrantes e Mação

muito no poder das marcas e no talento das pessoas! O Galardão Responsabilidade Social foi entregue este ano aos ciclistas Nuno Gomes e Daniel Simões. O galardão foi entregue por José Martinho Gaspar aos dois praticantes de ciclismo que têm sabido juntar à sua prática desportiva uma dimensão de cidadania e solidariedade com causas para as quais querem a nossa atenção e o nosso contributo. Quilometro a quilometro têm conquistado apoios com os quais apoiam quem precisa e quem merece. Por fazer do ciclismo um ato de responsabilidade para com a sociedade mereceram, também eles, esta distinção. Um dos momentos grandes e aguardados da Gala Jornal de Abrantes e Antena Livre é aquele que distingue toda uma vida. O Galardão Personalidade Carreira foi este ano atribuído à incontornável e encantadora Helena Bandos (ver caixa) Recebeu o Galardão das mãos da professora e sua grande

Galardão Carreira - Helena Bandos Helena nasceu em Cabinda Angola. Veio miúda para Portugal e foi-se fazendo gente aqui e ali até fazer de Abrantes o seu sítio no mundo. Fez o ensino básico numa aldeia perto do Porto, depois estudou em Guimarães. Diz que Guimarães nos anos 50 não é a mesma de hoje em dia, souberam fazer ali uma bela cidade. Rumou a Coimbra para a Faculdade onde se dedicou ao estudo da História. Terminados os estudos foi dar aulas. Este 1 ano em Moura, agora no Alentejo. Dali subiu ao Ribatejo e, em Abrantes, na Solano de Abreu, deu aulas durante 34 anos. Nos primeiros 6 anos lecionou Português, depois voltou à sua História. Casou entretanto com um antigo colega de Coimbra, natural de Envendos - Mação e tiveram 3 filhos, 1 rapaz e 2 raparigas. Enquanto professora, porque acredita que os professores devem

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ser exemplo e motivação em tudo na vida, formou um grupo de teatro na escola. A política entrou-lhe entretanto na vida porque “queria mudar o mundo”. E ainda quer. Porque acredita que é possível quando diz que “podemos mudar sempre um pouco, nem que seja tocar a vida de uma pessoas, fazê-la perceber que é mui-

to bom estar vivo”. Ainda acredita, também, que a política pode mudar o mundo, “há políticos que querem trabalhar e nós temos que ser cidadãos responsáveis e fazer também por isso”. fascinada pelos Gregos e pela forma como cultivavam o ser-se em sociedade, admiravam a Polis, e o dever de se pagar a quem governa, porque está a trabalhar para o todo. Ainda em Coimbra pertenceu ao Coral das Letras e porque gostava mesmo de cantar, já em Abrantes, foi procurar saber onde o podia fazer e entrou no Orfeão. Foi presidente por duas vezes e acabou por sair para se dedicar àquele que tem sido, há 20 anos, o seu projeto de vida. Dar vida ao teatro em Abrantes, o que faz com muito gosto há 20 anos, “sem nunca parar”, adverte. O grupo de Teatro Palha de Abrantes encena 1 ou 2 peças por ano, às vezes mais. São 15 a

20 pessoas, entre atores e técnicos, dedicados ao projeto. Estava sedeado no edifício Carneiro, agora vão ocupar 2 salas na antiga Escola das Hortas. Dia 8 de junho o espaço será inaugurado. Numa das salas querem criar um espaço com 50 lugares para que as pessoas tenham ali um espaço de cultura. Querem ter uma programação mensal, com pelo menos 1 evento por mês, porque as pessoas merecem. Na noite da Gala “gritou”, na sua forma bem disposta e simpática, por um Centro Cultural em Abrantes. Diz que está à espera do Euromilhões para o fazer ela. A par desse sonho, porque Abrantes merece, o Grupo de Teatro é aquilo a que se dedica de coração. Sobre projetos novos diz que “quando nos dedicamos a algo de que gostamos, não vale a pena andara inventar mais”. Agora só quer continuar a “espalhar o teatro”.


ESPECIAL / Gala Antena Livre /Jornal de Abrantes Amiga Teresa Aparício. Seguiu-se mais um momento improvável na noite. Joana Margarida Carvalho e Jerónimo Belo Jorge, que guiavam entretanto a noite, desceram à plateia e voltando-se para os colaboradores do grupo Media On convidaram “como quem não quer a coisa” os cronistas Dr. Gago e Margarida Togtema para um momento musical. Que foi muito bom, como muitas situações inesperadas, que se revelam surpreendentes! Já referimos momentos inesperados, a noite foi pautada por um sucessivo de momentos especiais, todos eles. Mas a sala não estava preparada para o que a noite ainda reservava. Subiu ao palco Luís Ablú Dias, proprietário, diretor e visionário da Media On que integra o Jornal de Abrantes e a Antena Livre. Na Gala anterior Ablú Dias era um colaborador da rádio e, como referiu ao subir ao palco, se há uma ano atrás lhe dissessem que ia estar em palco, diria que estavam loucos. Mas, como referiu, a vida, a região e projetos que, por vezes, têm que se agarrar assim o ditaram. E, dizemos nós, ainda bem que assim foi. Que assim é! Luís Ablú Dias chamou então também para o palco Paulo Delgado. Juntos, referiram que dia 21 de junho o grupo lançará um novo projeto. Foi então que as 300 pessoas na sala, mais os ouvintes que acompanhavam a Gala em antenalivre.pt ficaram a saber que no mês que vem a marca, o nome, o projeto de comunicação, a escola, a casa que acolheu tanta gente. A história e a memória, a Voz da Rádio Tágide será resgatada. Sim, é verdade, a Media On vai dar um novo espaço à Rádio Tágide, em radiotagide.pt. Nascerá dia 21 de junho, perdão, a Tágide renascerá dia 21 de junho e a emoção foi geral na sala e em muitos corações. Na voz off da noite estavam Patrícia Seixas e Luís Delgado. Ela de voz embargada, ele de voz muda, chorou de feli-

cidade. Emoção e felicidade marcaram esta novidade. E que novidade. Calada desde 2014, em 2019 a Rádio Tágide volta a ter voz. A Media On forma assim a tríade perfeita, não sei se sagrada, mas consagrada naquilo que é um projeto cheio de força e de pessoas que querem dar aos outros, sempre, boas notícias! Ablú Dias referiu que a decisão ficou mais fácil por trabalhar com pessoas fantásticas. O seu mérito, ressalvemos, será sempre o de crer, de acreditar! Convenhamos, Jornal de Abrantes+Antena Livre+Rádio Tágide é a soma de todos os bens! Pela região! E que todos agradecemos. Mas se espera o caro leitor que a noite tinha culminado ali, espante-se. A noite foi uma sucessão de momentos altos. E faltava um. Terminámos com o Galardão Comunicação Nacional. Que foi entregue pelo Administrador da Media On, Luís Ablú Dias ao incomparável Homem da Rádio, Fernando Correia! Jornalista, comentador de rádio e televisão, professor, pai, marido, sportinguista e, antes de tudo, dono de uma voz única! Iniciou a sua carreira de comunicador aos 19 anos na Emissora Nacional (EN), corria o ano de 1958. Atingiu a categoria de locutor de 1ª classe, em 1966. Tem um currículo extenso, impressionante e difícil de igualar. É também autor de vários livros sobre o desporto e a rádio. Diário de Sombras (2013) é a sua obra-prima. Um comunicador por natureza, com uma voz que todos os portugueses reconhecem, o galardoado referiu em palco que agradece muito ao universo a voz que tem “pois, pela voz, não tenho idade”! A par da voz, uma inteligência e sentido de humor peculiares dão a este homem um saber ser com quem apetece estar e, referindo ficar louco quando vê um microfone, prometeu prolongar o serão. E temos a certeza que teria sido uma maratona interessante. Fernando Correia referiu que em Portugal por muitos ano havia a mania de prestar homenagens após a morte das pessoas e ainda bem que isso mudou “pois este prémio não me serviria de nada se já estivesse morto”! Deu os parabéns à Media On, pela Gala, pelo trabalho, pelos projetos referindo que “há sempre espaço para novos projetos”! O momento musical que fechou a noite coube ao vencedor da primeira edição do The Voice Portugal, Denis Filipe. A Gala Jornal de Abrantes Antena Livre não é só a Gala da região, é uma noite que nos traz saber, exemplo, orgulho pelos homenageados. Na noite que se viveu neste 11 de maio de 2019 percebi muita emoção, sim, mas o que notei, o que me chamou mesmo a atenção, foi a força de cada ovação quando os homenageados era identificados. O público vibrou a cada nome com tal força de palmas que se sentia mesmo cá dentro. Cada ovação parecia afirmar: Boa, é isso mesmo! Assim, a jeito de conclusão, dizer à equipa da Media On: Parabéns! Acertaram em cheio! Obrigado!

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2 1. Galardão Responsabilidade Social: Nuno Gomes e Daniel Simões 2. Galardão Empresa: Jorbi-Vieira & Graça 3. Galardão Cultura: Museu MDF 4. Parte da equipa MediaOn 5. Simone de Oliveira a deslumbrar em palco

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Vera Dias António Fotos por Cátia Sofia Luís

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ESPECIAL / Gala Antena Livre /Jornal de Abrantes ALTO PATROCÍNIO

APOIOS

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PARCERIAS


ESPECIAL / Festas de Abrantes

Festas de Abrantes 2019: O Centro, a Cidade e os “Mourões” Com modelo semelhante aos anos anteriores, as Festas de Abrantes apontam a três palcos no centro da cidade, às tasquinhas no jardim da República e ao concerto do Dia da Cidade no relvado dos Mourões, em Rossio ao sul do Tejo. É de resto a grande novidade de 2019. São dias de muita música, atividades desportivas e culturais e, acima de tudo, de muita animação. As cerimónias oficiais vão acontecer no Castelo com o destaque para o RAME (Regimento de Apoio Militar de Emergência) e para a sua ligação à comunidade.

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ESPECIAL / Festas de Abrantes

Não era número dois por acaso Com um modelo de Festas semelhante aos anos anteriores, a grande novidade é o regresso dos concertos aos Mourões. Com 100 dias de presidência, Manuel Jorge Valamatos abriu a porta das suas ideias e revela que a grande obra que gostaria de deixar era a definição da nova ponte sobre o Tejo no concelho. Quais são os destaques e as mudanças para as Festas da Cidade, as Festas do Concelho 2019?

Não há grandes mudanças. Quando esta equipa tomou posse o programa das festas já estava em marcha. Há aqui duas ou três coisas que fomos corrigindo, mas não tem a ver com o facto de sermos uma equipa nova. É pelo facto das circunstâncias. O que me parece mais relevante é o concerto do dia 14 de junho que fizemos três anos seguidos no Castelo será feito no Aquapolis Sul. Vamos voltar aos Mourões.

Vai ser mesmo no relvado?

Sim, mesmo no relvado. Este ano já com o espelho de água a funcionar, como todos sabemos. Voltámos a ter boas condições para ter um concerto no Aquapolis Sul, já que durante alguns anos não o fizemos porque tivemos o açude em baixo, houve obras na ponte (…) e depois também voltámos a ter o concurso de cavalos que bateu em cima das festas. Não são coisas compatíveis. O concerto vai sair do Castelo por questões fundamentalmente de acessibilidade. O Aquapolis é muito mais acessível. E o castelo é muito curto para tanta gente que quer ver este concerto, que é único. As pessoas foram percebendo que estes concertos, nos últimos três anos, são únicos. O TIM faz 40 anos de carreira e a Mafalda Veiga faz 30. Há uma grande expetativa em torno deste concerto que não se vai repetir em Portugal…

E o fogo de artificio?

Será similar com aquele dos últimos três anos, do Castelo. Talvez um bocadinho mais acentuado, um bocadinho mais relevante, mas sem ser aquele fogo de artificio que já foi em tempos, de meia hora. Isso não vai acontecer. É um fogo de artifício simples, que acompanhará o concerto, e que na parte final terá ali um momento de mais entusiasmo.

Em termos globais, as festas, os moldes são idênticos? Ou seja, centro da cidade, mas a saída de tudo do castelo...

Sim e não. Nós vamos fazer as cerimónias oficiais no Castelo, no dia 14 de manhã. Estamos empenhados em ter uma cerimónia muito digna, com muita envolvência também emocio-

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nal, é sempre um momento em que de alguma forma felicitamos os nossos trabalhadores que fazem 25 anos e aqueles que se reformaram (…) e este ano com ênfase muito vincado, dirigido ao RAME (Regimento de Apoio Militar de Emergência). Queremos, de alguma forma, homenagear, valorizar o trabalho do RAME no nosso território que depois tem um espectro nacional. É uma mudança também de paradigma na forma de olhar para a atividade do exército.

Estacionamento. o Vale da Fontinha e os circuitos de autocarros de Alferrarede e do estádio voltam a funcionar?

Vamos voltar a fazer dois circuitos. De Alferrarede para Abrantes e do Rossio que apanha depois ali as Barreiras do Tejo para Abrantes. O movimento

da Cidade Desportiva para o centro da cidade não funcionou, não vamos voltar a repetir. Vamos ter circuitos de Alferrarede para o centro , e do Rossio, Barreiras do Tejo para o centro. No dia 14, vai ser um bocadinho ao contrário: Os autocarros vão funcionar do centro para os Mourões e depois vice-versa. As pessoas podem estar aqui nas Festas a jantar, podem apanhar o autocarro para o concerto, e depois regressar outra vez ao centro.

Mas já vai ter o parque de estacionamento do Vale da Fontinha?

Vamos ter o Vale da Fontinha operacional para receber as viaturas. Vai ser uma bolsa muito importante de apoio às nossas festas e nessa altura já vai estar disponível. Os trabalhos podem não estar totalmente concluídos para o fim a que se destina, mas este efeito de

apoio às festas, vai estar ali com grande força, capaz de dar essa ajuda.

Como é a vivência das festas, o cidadão Manuel Jorge Valamatos e o presidente de Câmara. Há, ou vai haver diferença?

Não. Sempre vivi as festas com muito entusiasmo, mesmo antes de estar na vida autárquica. Sempre estive ligado ao associativismo. Passava as festas a servir nas tasquinhas. Portanto, essa altura é que era mais difícil porque reconheço o trabalho extraordinário que as nossas associações fazem na dinamização das tasquinhas (…) é um orgulho, um gosto enorme ver as nossas associações em nove tasquinhas, a dinamizar aquilo que são as nossas festas. Também enquanto vereador sempre tive muito preocupado que tudo corresse bem e sempre preocupado em criar as melhores condições


ESPECIAL / Festas de Abrantes para que todos pudessem festejar da melhor maneira e é assim que me encontro também nesta altura.

uma transição nos Serviços Municipalizados para um dos meus colegas vereadores assumir a presidência. Isso ainda não aconteceu porque estamos na reta final do abastecimento de água ao sul do concelho. São muitos quilómetros de conduta, do açude para o Crucifixo e Alvega. Eu e os vereadores Luís Dias e João Gomes, entendemos que não era o momento para fazer mudanças. Depois das contas destas empreitadas fechadas, aí pensaremos na transição nos Serviços. Não é muito importante ser o presidente dos Serviços. Nesta equipa, o importante é estarmos nos sítios certos para tomar as decisões.

Estamos com 100 dias da sua presidência da Câmara. Que balanço é que se pode fazer destes três meses?

Positivo. Eu acho que que no fundo, de alguma maneira, isto acaba por vir ao encontro do que foi a minha experiência ao longo destes anos. É esta lógica de democratização do concelho. O nosso concelho é muito grande, a minha experiência ao longo da minha vida enquanto vereador teve muito ligação de proximidade com as juntas de freguesia, até porque durante muitos anos estive à frente do Gabinete de Apoio ás Freguesias. Aquilo que eu sinto é que nós precisamos de democratizar o concelho. Precisamos de olhar para a cidade e para o que ela nos dá, mas depois, olhar também para o concelho de forma muito equilibrada e equitativa…

Senhor presidente, qual a primeira grande obra que gostaria de lançar?

… como é que isso se faz?

Faz-se com proximidade. Procurando ouvir e estar atento àquilo que são os problemas de cada um, dos diferentes lugares. Faz-se indo aos locais. Indo lá e verificando o que está a acontecer. Por toda a minha experiência, e da equipa da qual faço parte, é isso que temos procurado. Não é que não tivéssemos feito antes. Estamos a tentar reforçar essa atitude e esse pensamento. Estamos preocupados com uma maior aproximação às freguesias, aos seus presidentes e equipas. E com isso criar estratégias para fazer um trabalho mais equitativo, mais bem distribuído pelo concelho. Um exemplo disto são os contratos interadmnistrativos com as freguesias, o concerto do 25 de Abril em S. Facundo, a Assembleia Municipal em Mouriscas. O concelho é muito grande e temos muitas freguesias, com muita especificidade.

O programa eleitoral é o mesmo, porque foi uma equipa que foi sujeita a votos, mas em termos de estratégia há alguma alteração e uma adequação a este novo presidente?

Eu estive também na construção de um plano estratégico. Eu e todas as pessoas que fazem e fizeram parte da equipa. Os planos são apenas um plano, são uma perspetiva. Depois, no dia a dia vamos corrigindo aqui e ali, mesmo que não tivéssemos mudado de presidente. Nem tudo o que está no plano é executado porque entretanto há coisas que mudam. Também há muitas coisas que vamos fazendo que não estão no plano. É um pensamento que temos de ir ajustando...

… mas há a sensibilidade de cada um dos elementos?

Há sensibilidades pessoais que têm mais a ver com questões mais práticas do que com questões do pensamento. Em termos de pensamento não há grandes mudanças. As mudanças são mais do ponto de vista operacional. Como é que as coisas se põem marcha. Quanto tempo é que demora. Qual a primeira prioridade. É isso que tem de mudar, mais do que o pensamento. O

Há uma obra que, num futuro próximo, para nós é muito importante: a futura travessia do Tejo, a nova ponte. Estamos a tentar perceber a sua localização (...) Quando construímos a lista, o facto de eu estar em número dois indiciava já que, se acontecesse, era eu quem teria de assumir a presidência (…) Aquilo que eu sinto é que nós precisamos de democratizar o concelho. Precisamos de olhar para a cidade e para o que ela nos dá, mas depois, olhar também para o concelho de forma muito equilibrada e equitativa.

Partido Socialista habituou os abrantinos a uma ideia muito bem estruturada para desenvolvimento do concelho. E tem-no provado ao longo dos anos. Há uma matriz que nos identifica. Depois, do ponto de vista prático, até os vereadores da oposição acabam por muitas vezes estar em sintonia connosco pelas questões de funcionalidade e operacionalidade. O que é que pretendo dizer com isto? Uma coisa é o pensamento e depois, outra coisa, é o pragmatismo.

A presidência caiu-lhe nas mãos ou seria expectável que a antecessora pudesse ter outros voos durante o decorrer do mandato?

Eu acho que não era número dois por acaso. Quando construímos a lista, o facto de eu estar em número dois indiciava já que, se acontecesse, era eu quem teria de assumir a presidência, se reunisse condições físicas e mentais. Antes do início do mandato começou a perspetivar-se a possibilidade de a ex-presidente poder sair e de como é que nos colocaríamos perante esse facto. Foi uma transição normal. Também com uma decisão minha, obviamente. E percebi que os meus colegas estavam comigo e com vontade de fazer parte desta equipa nova, avançámos com garra e determinação.

100 dias depois da tomada de posse, sente-se bem?

Sinto. Sinto porque digo sempre aquilo que penso. Não gosto de magoar ou ofender quem quer que seja, no entanto digo aquilo que penso. Sou um homem livre que tenta fazer o melhor pela comunidade e foi isso que me trouxe até aqui e que me faz ter energia para levar o mandato até ao fim.

Dos Serviços Municipalizados, que mantém a presidência do conselho de Administração, continua o objetivo de abastecer todo o sul do concelho a partir do Castelo de Bode?

Sim, mantenho esse desígnio. Eu gostava muito de já podermos ter feito

Há uma obra que, num futuro próximo, para nós é muito importante: a futura travessia do Tejo, a nova ponte. Estamos a tentar perceber a sua localização e alguns pormenores. Não é uma obra do Valamatos, é umas décadas de políticas porque ela promove o nosso concelho. A ligação a Ponte de Sor e ao sul. Pode ser uma revolução nas acessibilidades do nosso concelho. Já estamos a trabalhar. Já pedimos reuniões ao ministro e ao secretário de Estado que tutelam estas áreas e vamos procurar sinergias com os autarcas nossos vizinhos para lutar pelos interesses da nossa região. Seria muito bom vê-la lançada nos próximos tempos. Faltam dois anos e meio para o final do mandato, ficaria muito satisfeito se deixasse o processo, até lá, fechado e arrumado de acordo com os nossos interesses. Ficaria muito satisfeito.

O grande projeto do Castelo, resultante do concurso internacional de ideias, vai mesmo avançar?

Nestes três meses uma das coisas que fizemos foi um contrato com a Junta de Freguesia de Abrantes e estamos já a fazer uma revolução no jardim do Castelo. Já tem outra cara e já não nos envergonha. Depois há três coisas em torno do Castelo. O MIAA (Museu Ibérico de Arqueologia e Arte), que não podemos descurar. É um processo de grande volume financeiro que queremos fechar para podermos respirar. Depois temos o edifício Carneiro que vai acolher o espólio do escultor Charters de Almeida. Esse edifício vai-se cruzar, nas traseiras, com o jardim do Castelo, por isso já estamos a falar ali numa nova linguagem. Em terceiro lugar a igreja de Santa Maria do Castelo, de onde vamos tirar todas as peças para o MIAA. Estamos a falar de um investimento da ordem dos 300 mil euros para a transformar no Panteão dos Almeidas. Há um conjunto de coisas a acontecer que seguramente vão obrigar até a repensar o próprio projeto vencedor do concurso de ideias para o Castelo. O planeamento é uma coisa e a vida acaba por nos conduzir para outras ideias, para outras concretizações. Há muita coisa a acontecer. Mas tem de haver equilíbrio. E temos de democratizar o território pois há muitas outras freguesias a necessitar de intervenções. Vamos com bom senso, de forma mais equilibra e mais sustentada Jerónimo Belo Jorge.

Junho 2019 / JORNAL DE ABRANTES

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ESPECIAL / Festas de Abrantes

Castelo de Bode: a fonte de água para todo o concelho O Castelo de Bode é o grande reservatório de água que abastece uma parte da população através da EPAL e abastece todo o norte do concelho de Abrantes. Com a sua captação e a Estação de Tratamento construídas, em 2002, em Cabeça Gorda, os Serviços Municipalizados de Abrantes continuam com o objetico de abastecer todo o concelho a partir do Castelo de Bode. O objetivo dos Serviços Municipalizados é levar a água do Castelo do Bode até ao maior número de reservatórios do concelho, aumentando, desta forma, a fiabilidade dos sistemas de tratamento e criar soluções alternativas às existentes, com captações subterrâneas. A norte do rio Tejo, o sistema de Castelo do Bode, desde que entrou em funcionamento a Estação de Tratamento de Cabeça Gorda (20 de outubro de 2002), foi passando a ser a primeira opção de abastecimento de água para as localidades da freguesia de Martinchel, da antiga freguesia de Aldeia do Mato, da freguesia de Rio de Moinhos e das antigas freguesias de Alferrarede, S. João e S. Vicente. Estão ainda previstas infraestruturas novas e intervenções noutras existentes, no

sentido de otimizar o funcionamento integrado do sistema. Para assegurar o abastecimento a sul do concelho foi executada a conduta adutora desde a zona da Samarra, na cidade, até ao açude no rio Tejo, onde havia sido deixada conduta que permite a abastecimento ao sul do concelho. Para além dum troço comum que faz adução desde o açude a Vale das Donas, onde se encontra o reservatório que abastece o Rossio ao Sul do Tejo, foi construído um adutor desde esse lugar até S. Miguel do Rio Torto com continuidade para o Tramagal. Também a partir de Vale das Donas foi executado o troço adutor que assegura o abastecimento ao Pego e Concavada onde se liga ao adutor que já vem servindo o sistema de Alvega e que inclui a execução do reservatório da Burra. As empreitadas de adução de Vale das Donas ao Tramagal e Vale das Donas a Concavada representam um investimento global de 2,6 milhões de euros, financiados pela União Europeia a 64%. Da conduta que vai abastecer o Tramagal está prevista uma ramificação para chegar ao Crucifixo.

Da conduta para Concavada está prevista derivação para S. Macário e Arreciadas e ainda para a estação de tratamento reservatório do Pego. A partir do reservatório da Burra, no Pego, está previsto um troço muito importante já que permitirá abastecer progressivamente Barrada, S. Facundo de onde, através de condutas já instaladas, será possível fazer chegar a água captada em Castelo do Bode a Vale das Mós e Bemposta. Também e a partir de Concavada está em estudo a viabilidade de poder ser assegurado o abastecimento a Mouriscas. Os Serviços Municipalizados têm desenvolvido várias campanhas junto da população. A 22 de março, no Dia Mundial da Água, promoveram visitas dos alunos do 4º ano de todo o concelho à Estação de Tratamento como forma de sensibilizar os mais novos para o uso eficiente da água. Dias depois, foram visitadas diversas escolas do ensino básico do sul do concelho onde foi passada a mensagem sobre a qualidade e a segurança de se poder beber água da torneira.

/ Visita às escolas do concelho sobre o uso eficiente da água

Meio milhão por ano para o associativismo O associativismo é uma marca forte da sociedade e da organização das comunidades, quer seja no desporto, juventude, cultura ou nas áreas sociais e de apoio solidário. Mesmo com alguma crise no associativismo, patente, aqui e ali, pelas dificuldades em haver sempre cidadãos interessados em manter as suas organizações em atividade, a verdade é que o concelho mostra vitalidade no seu tecido associativo. Fruto desta vitalidade é o olhar que se têm com os programas de apoio às associações. Olhando para os últimos quatro anos, a autarquia tem vindo a conceder apoios, através do seu programa FinAbrantes, às associações que, em atividade, se candidatam. Não basta existir, é necessário haver uma candidatura, minimamente organizada e documentada. Meio milhão de euros tem sido a verba orçamentada e distribuída pelas cinco medidas. A saber, a medida 1 na área cultural; medida 2 para apoio à atividade desportiva de lazer e competição; a medida 3 apoia a atividade regular das associações juvenis; a medida

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4 de apoio às respostas sociais e aos projetos de intervenção comunitária; e a medida 5 destinada a apoiar eventos. Em cada uma destas medidas, exceto no desporto, cujo valor tem como base o número de participantes, há montantes máximos por candidatura. Na cultura o teto é de 7 mil euros, na juventude 2 mil, na área social 10 mil e para os eventos 7 mil. Olhando para os últimos quatro anos, o FinAbrantes tem apoiado sempre um número superior a 120 projetos em todas as medidas, e em 2019 os projetos culturais tiveram apoios de 149 mil euros (28 associações), o desporto 176 mil euros (32 associações), a juventude 18 mil euros (10 associações), a área social 82 mil (15 associações) e os eventos 72 mil euros (35 candidaturas). O concelho de Abrantes tem, segundo dados da autarquia, 204 entidades registadas das quais 79 já foram financiadas pelo programa de apoio ao associativismo. O FinAbrantes apresenta-se como um programa participado e atrativo; um exemplo prático de boa gover-

JORNAL DE ABRANTES / Junho 2019

2016

2017

2018

2019

Medida 1 – Cultura

142.578,01 €

153 013,07 €

143 969,53 €

149.789,92 €

Medida 2 – Desporto

185.807,00€

192 105,60€

183 842,50€

176 790,00€

Medida 3 – Juventude

22.270,59 €

18 550,00 €

16 080,00 €

18.724,90 €

Medida 4 - Social

94 595,54 €

109 904,20 €

86 385,03 €

82.583,42 €

Medida 5 – Eventos

81 015,61€

70 244,76€

71 057,60 €

72.810,84 €

Total

526.266,75€

543 817,63€

501 434,66€

500 699,08€

nança local; estimula a inovação e a criatividade; reforça a coesão territorial; Incrementa práticas de cidadania, a intervenção comunitária e o diálogo intergeracional; fomenta o espírito crítico; elogia o voluntariado; Incentiva as práticas culturais, desportivas e recreativas; combate a pobreza, a desertificação

e a exclusão social; e conduz a práticas de decisão participadas. Face às regras que as associações têm para apresentar todos os anos as candidaturas, o programa tem o acompanhamento técnico do município, incentiva a inovação e a qualidade nas candidaturas que são apresentadas, aumenta o ri-

gor nas atividades e nos eventos, otimiza e rentabiliza os recursos, melhora o conhecimento do tecido associativo do concelho, melhora a coordenação dos eventos por parte do município e valoriza as parcerias e as capacidades de autofinanciamento por parte das associações.


ESPECIAL / Feira do Tejo

Vamos à festa? De 8 a 13 de junho, Vila Nova da Barquinha vai estar em festa. A Feira do Tejo regressa para mais uma edição, com tasquinhas, marchas populares, artesanato, animação de rua, desporto, música, exposições... Acima de tudo, “uma grande mostra das atividades de artistas, de artesãos e das

gentes da terra e também uma aposta em espetáculos diferentes, que potenciam outros públicos e que pretende mostrar às pessoas outras formas de arte”. Vamos à festa?

8 de junho | sábado

08h30 | Concentração na sede do Vespalmourol – junto à Praça de Touros Caminhada Solidária com Vespa a favor da Beatriz Morgado 09h00 | Largo 1.º de Dezembro IV Passeio Trilha Milhas 10h30 | Parque Ribeirinho Yoga no Parque 14h00 | Largo 1.º de Dezembro 17.ª Concentração Vespalmourol 14h00 | Aquagym 3º Festival de Escolas de Natação Barquinha 2019 15h00 | Parque Ribeirinho Abertura oficial da XXXIII Feira do Tejo 15h00-17h00 | Parque Ribeirinho Os Vanguardistas da Pintura: Rãm Bram e Pi Cazo - Animação de Rua 15h30-18h30 | Parque Ribeirinho Workshop de Canoagem 16h00-20h00 | Parque Ribeirinho Ateliês Infantis | Insufláveis 16h00 | Parque Ribeirinho Agostinho e Felicidade - Animação de Rua - Boca de Cão 18h00-21h00 | concentração junto Centro Cultural Passeio Fotográfico “Almourol Click” 18h45 | Parque Ribeirinho Alforria - Animação de Rua - Boca de Cão 19h00 | Palco Ribeirinho Ricardo Costa – música 19h00 | Parque Ribeirinho Trail de Stº António 19h00-21h00 | Parque Ribeirinho Os Vanguardistas da Pintura: Rãm Bram e Pi Cazo - Animação de Rua 21h00 | Palco Santo António Festival de Folclore 22h30 | Palco Principal HMB – música 00h00 | Palco Ribeirinho Groov3 IN – música

9 de junho | domingo

08h30 | concentração junto Centro Cultural II PEETI TRAIL “Seguir trilhos com pais e filhos” 09h00 | Largo 1.º de Dezembro 17.ª Concentração Vespalmourol 10h00 | concentração junto Centro Cultural Visita guiada ao Parque de Escultura de Arte Contemporânea

Novo Tejo - Intervenção Artística por Marília Aquino 19h00 | Parque Ribeirinho Agostinho e Felicidade - Animação de Rua - Boca de Cão 19h00 | Palco Ribeirinho Pedro Dyonysyo & Banda – música 20h00-22h00 | Parque Ribeirinho Os Vanguardistas da Pintura: Rãm Bram e Pi Cazo - Animação de Rua 22h00 | Palco Principal Noite de Glória com Carlos Barquinha e os 100Stress – música com artistas do concelho 00h00 | Palco Ribeirinho SEDE - Tributo ao Rock Português – música

11 de junho | terça

10h30 | Parque Ribeirinho Yoga no Parque 15h00 | CITA Inauguração da exposição “Império Divino no Médio Tejo” 15h30-18h30 | Parque Ribeirinho Workshop de Canoagem 15h30 | Parque Ribeirinho Agostinho e Felicidade - Animação de Rua - Boca de Cão 16h00-20h00 | Parque Ribeirinho Ateliês Infantis | Insufláveis 16h00 | Centro Cultural Entrega Diplomas FOS + atuação diversas turmas 16h00 | Palco Santo António Demonstração de Ballet e Kempo 18h00 | Parque Ribeirinho Novo Tejo - Intervenção Artística por Marília Aquino 18h00 | Parque Ribeirinho Toque de Caixa - Animação de Rua Boca de Cão 19h00 | Palco Santo António Demonstração de Hip-Hop da Academia de Danças Moderna/ Urbanas 19h00 | Palco Ribeirinho Down Reverse – música 20h00-22h00 | Parque Ribeirinho

Os Vanguardistas da Pintura: Rãm Bram e Pi Cazo - Animação de Rua 22h30 | Palco Principal INSOMNIO | Teatro de rua - Teatro do Mar 00h00 | Palco Ribeirinho Astro Dogs – música

10 de junho | segunda

09h00 | concentração junto Centro Cultural Passeio da Memória 10h30 | Parque Ribeirinho Yoga no Parque 14h00-18h00 | CEAC Pintura jovem no atelier do CEAC 15h00 | Parque Ribeirinho (Campo Desportivo) Comemoração do Dia Nacional do Mini-Basket 15h30-18h30 | Parque Ribeirinho Workshop de Canoagem 15h30 | Parque Ribeirinho Agostinho e Felicidade - Animação de Rua - Boca de Cão 16h00 | Palco Santo António Grupo de Cantares do CUR 16h00-20h00 | Parque Ribeirinho Ateliês Infantis | Insufláveis 18h00 | Parque Ribeirinho

19h00 | Palco Ribeirinho Guardiões do Palco – música 19h00 | concentração junto Centro Cultural Caminhada dos Artistas - Percurso Ribeirinho 22h00 | Palco Principal Alive - Tributo a Pearl Jam – música 00h00 | Palco Ribeirinho Som pa’tudo – música

12 de junho | quarta

18h00 | CEAC Apresentação de vídeos dos alunos do CEAC 19h00 | Palco Ribeirinho Grupo Cantar D’Amigos da OTA – música 20h00-22h00 | Parque Ribeirinho Os Vanguardistas da Pintura: Rãm Bram e Pi Cazo - Animação de Rua 21h00 | Palco Santo António Marchas Populares ABSURDIUM - CUSTOM CIRCUS | Teatro de rua 00h00 | Palco Ribeirinho Kontra Relógio – música

13 de junho | quinta

09h00 | Praça da República Hastear da Bandeira 10h00 | concentração junto Centro Cultural Visita guiada ao Parque de Escultura de Arte Contemporânea 15h30-18h30 | Parque Ribeirinho Workshop de Canoagem

16h00-17h00 | Parque Ribeirinho Mascotes Parade 16h30 | Centro Cultural Entrega prémios Concurso “Meu Querido Santo António” 17h00 | Centro Cultural Apresentação da Escola de Música de VN Barquinha 18h00 | Largo 1.º de Dezembro A Grande Floresta | Teatro de rua Teatro do Mar 18h30 | Igreja Matriz Vila Nova da Barquinha Missa em Honra de Stº António, seguida de Procissão 19h00-20h00 | Parque Ribeirinho Mascotes Parade 19h00 | Palco Ribeirinho Arregaita – música 20h00-22h00 | Parque Ribeirinho Os Vanguardistas da Pintura: Rãm Bram e Pi Cazo - Animação de Rua 21h00 | Aquapalco Danças de Salão - CIR Ex-Tuna 22h00 | Palco Principal Orquestra Ligeira do Exército – música

Horário

Dias 8, 9, 10 e 13: 15h00-24h00 Dias 11 e 12: 18h00-24h00

8 a 13 junho | Galeria do Parque Exposição “Projeto Artejo” (15h00-21h00)

8 a 13 de junho | Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha

Exposição do concurso “Meu Querido Santo António“ - Paróquia Stº António VNB

Batismo a Cavalo – Clube Hípico Margens do Tejo Parque Ribeirinho dias 08, 09 e 13 de junho: das 16h00 às 18h00 dias 11 e 12: das 18h00 às 20h00

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ESPECIAL / Feira do Tejo

“A aposta em espetáculos diferentes que pretendem mostrar outras formas de arte” A Feira do Tejo está de regresso ao Parque Ribeirinho de Vila Nova da Barquinha, de 8 a 13 de junho. A marcar pela diferença, está a aposta nas artes, no teatro e nos espetáculos de rua. A animação musical também está garantida com os HMB e um espetáculo com artistas do Concelho. As tasquinhas, o artesanato, o desporto e as exposições também são garantias de mais um grande evento. Marina Honório, vereadora da cultura, conta-nos como é vivida a Feira do Tejo. A Feira do Tejo já se implementou como a grande festa da Barquinha?

contabilizados. Falamos dos funcionários e de toda a logística que é necessária para estes dias, quer na sua preparação, quer para depois.

Sim. A Feira do Tejo é o nosso grande evento anual. Para além de termos outros eventos, é um evento participado por toda a comunidade, pelas associações do concelho, por várias instituições e é o nosso evento, é a nossa grande mostra em Vila Nova da Barquinha. Vamos ter o fim-de-semana e dois feriados, com grande animação, muita arte, mais uma vez dedicado à arte, ao teatro e à animação de rua.

Como é que a cidadã Marina Honório vive estas festas?

Com grande orgulho. Orgulho de ver o envolvimento das pessoas, dos residentes do nosso concelho. Acho que existe um orgulho generalizado nas festas, não só pelo seu enquadramento, pelo espaço em si, o Parque Ribeirinho, que potencia a realização das festas e é, só por si, um espaço de excelência e que nos enche de orgulho todos os dias. Depois, por ver toda esta dinâmica que existe entre as pessoas, as associações, a vontade de participar e de mostrar o seu trabalho e também na receção de quem nos visita nestes dias. Acho que, de facto, as pessoas são bem recebidas e isso transmite-se de pessoa para pessoa durante as festas.

Nota-se que há uma aposta clara em projetos diferentes, para além dos grandes concertos. Para se demarcarem da oferta que existe na região?

Não dizia para demarcar mas sim para afirmar a Barquinha como um território de arte e ir ao encontro também do âmbito das festas desta própria marca da Barquinha e da vivência que aqui está instalada atualmente. Vila Nova da Barquinha faz uma grande aposta no domínio das artes, quer pelo CEAC, quer através das suas associações nos eventos que tem ao longo dos anos, quer na própria escola porque este ano também tivemos a parceria com o Agrupamento de Escolas e com a associação CIEC, na primeira Vila da Arte e da Ciência. Temos ainda as nossas residências artísticas, a nossa Galeria de Santo António e temos muitos artistas neste momento também a residirem e a fazerem vida em Vila Nova da Barquinha. Tudo se conjuga na nossa Feira do Tejo, uma grande mostra das atividades destes artistas, dos artesãos e das gentes da terra. Daí também esta aposta em espetáculos diferentes que potenciam outros públicos e que pretendem mostrar às pessoas outras formas de arte.

Tasquinhas e artesanato, como é que vai ser este ano?

Vamos ter na mesma as tasquinhas, bem como a mostra de artesanato nos stands das festas. Serão 58 stands de artesanato e oito stands de restauração.

O envolvimento das associações é de extrema importância...

Sim. As associações são, de facto, algo essencial para a realização da Feira do Tejo. Temos praticamente todas as associações do concelho envolvidas quer no programa, quer depois na realização de outras atividades fora da Feira

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JORNAL DE ABRANTES / Junho 2019

É visível que há cada vez mais gente no concelho. A estratégia do turismo em Vila Nova da Barquinha está consolidada?

“Existe um orgulho generalizado nas festas (…) toda esta dinâmica entre as pessoas, as associações, a vontade de participar e de mostrar o seu trabalho”

do Tejo, como o passeio “Vespa Almourol”, o Trail do grupo de cicloturismo, caminhadas....

Essencialmente na parte desportiva?

Sim, uma grande parte na vertente desportiva e as restantes associações na vertente cultural, inseridas no programa das festas.

Quanto ao orçamento da Feira do Tejo para a edição deste ano...

O orçamento anda sempre por dentro do valor normal dos cento e poucos mil euros de custos diretos, porque depois temos sempre os custos indiretos que não são

A estratégia está, digamos, que a ser implementada. Não digo que está consolidada porque não a vejo de forma ainda fechada. Existe um longo caminho a percorrer, quer na afirmação de alguns produtos turísticos e na sua estruturação, quer no alcance de outros públicos. Mas desde o final do ano passado, é notório o caminho que se fez, nomeadamente com a abertura do Centro de Interpretação Templário (CITA) e da biblioteca arquivo. De facto, acho que é uma aposta ganha, não só para o município de Vila Nova da Barquinha mas também para toda a região do Médio Tejo. Temos notado nos últimos meses, o crescer do número de visitantes ao CITA e é algo que alavancou a estratégia que há muito se ambicionava, a de trazer os visitantes desde o Castelo de Almourol até ao centro da vila. Um dos grandes problemas do nosso concelho era que os visitantes iam até ao Castelo de Almourol mas não vinham conhecer a vila. Agora, é muito agradável ver os números a aumentar. Existe aqui uma grande parceria entre o Município, o Exército e a Junta de Freguesia de Tancos e, com a criação do bilhete único, obriga-nos a potenciar aqui também o CITA. De facto, é essa a estratégia. Patrícia Seixas


Nas páginas centrais desta edição do ESTAJornal publicamos uma Infografia sobre as Festas de Abrantes produzida pelos alunos do Mestrado de Design Editorial do Instituto Politécnico de Tomar em parceria com os alunos da Licenciatura em Comunicação Social. Abraçando a temática da cidade, os restantes artigos dão destaque a locais emblemáticos, como o Café Chave d’Ouro (p. 3) e a Biblioteca Municipal (p. 2), a um espaço que mais recentemente tem vindo a ganhar adeptos, a Casa de Chá Anita Gulosa (p. 3), e à defesa do Rio Tejo (p. 3). Na capa, destaque para o segundo mandato da diretora da ESTA, Sofia Mota.

JUNHO DE 2019 EDIÇÃO N.º 47 www.estajornal.ipt.pt Gratuito · Periocidade Trimestral DIRETORA: HÁLIA COSTA SANTOS DIRETORA ADJUNTA: RAQUEL BOTELHO

ESTA com novos desafios para os próximos quatro anos • Sofia Mota preparada para segundo mandato como diretora da ESTA • “Todos nós temos interesse em ter uma escola melhor” INÊS GARCIA ESTA D COMUNICAÇÃO SOCIAL

Tudo estava a postos para o início da tomada de posse. Os membros executivos do Instituto Politécnico de Tomar, os convidados e toda a comunidade da ESTA estavam nos seus lugares prontos para ouvir Sofia Silva Mota a apresentar o seu plano de ação para os próximos quatro anos. Após um primeiro mandato, assume novamente o cargo de diretora da ESTA. João Coroado, recentemente eleito presidente do Instituto Politécnico de Tomar (IPT), deu início à cerimónia, sublinhando o gosto em estar a dar posse a Sofia Mota, completando, assim, a sua equipa de diretores de escolas. “Esta nomeação foi sustentada na experiência e no trabalho desenvolvido durante o quadriénio passado. A professora Sofia Mota sempre demonstrou dedicação e empenho.” Sofia Mota tinha a caneta na mão, pronta a assinar o papel que comprova que será diretora da ESTA por mais quatro anos. Ouviram-se palmas, trocaram-se cumprimentos. DuranPUB

te cerca de 20 minutos, Sofia Mota apresenteu o seu plano de ação para os próximos quatro anos, que conta com novas propostas de projetos inovadores (como a ESTA TV), uma maior promoção da inovação pedagógica (com novas ofertas formativas, nomeadamente dois Erasmus Mundus) e o fortalecimento das relações da escola com a comunidade, através de um compromisso social e cultural. À margem da cerimónia, a diretora da ESTA agora reconduzida mostrava-se confiante: “Já tenho uma experiência de quatro anos e deu para perceber quais é que eram os objetivos para atingir, o que deveria ser alterado. E, sobretudo, reposicionar a Escola na comunidade, era um trabalho que era muito urgente fazer. Agora é continuar este trabalho e ‘arregaçar as mangas’ para fazer da nossa Escola a melhor Escola.” Eugénio Pina d’Almeida, primeiro diretor da ESTA e, até há pouco tempo, presidente do IPT, não tem dúvidas sobre os próximos tempos: “A ESTA tem futuro. Conheço a Doutora Sofia há muitos anos, conheço a sua capacidade de trabalho, conheço muito bem o seu empenho

e dedicação. A ESTA vai ter um futuro risonho, promissor.” Para além das novas instalações da ESTA, que estarão prontas em dois anos, e de uma nova residência para estudantes, a direção da Escola promete uma escola mais sustentável, com novos projetos, de forma a unir não só a comunidade escolar como melhorar a relação entre a ESTA e a região: “ Os objetivos que apre-

sentei são todos muito ambiciosos, portanto, vão implicar que todos nós, a academia, nos juntemos para a persecução desses objetivos. Todos nós temos interesse em ter uma escola melhor.” Sobre as novas instalações da ESTA, João Coroado afirma: “O nosso objetivo é que daqui a dois anos estejamos a inaugurar. O projeto está feito e submetido, estamos em conversa-

ções com a Direção Geral do Ensino Superior. A Câmara é um parceiro absolutamente fundamental neste projeto e, nas reuniões que nós temos tido, o nosso horizonte é daqui a dois anos.” É de relembrar que a ESTA assinala este ano o seu 20º aniversário e que as mudanças realizadas na instituição têm sido vistas com agrado por parte de alunos e docentes.n


Cultura 02

JUNHO 2019

ESTA JORNAL

“A biblioteca é uma maneira de falarmos com os nossos anciãos, porque eles estão todos aí, nos livros” A Biblioteca de Abrantes viu os anos mudarem-lhe o nome e a localização. Nasceu, renasceu e mantém-se. Com muita história e estórias à mistura, vai se afirmando cada vez mais junto da sua comunidade RITA PEDROSO ESTA D COMUNICAÇÃO SOCIAL

As portas de vidro registam a passagem de, em média, quase duas centenas de pessoas todos os dias. São números que condizem com a importância deste que é um dos pontos mais emblemáticos da cidade. E situado em pleno centro da cidade, justamente. “Muito bom dia, como está?” Do lado de trás de algo que se assemelha a uma secretária, mas mais sofisticada, são as palavras amáveis de Berta. A sua função é múltipla: informar, registar requisições e, sobretudo, “dar uma imagem positiva e simpática”. Esta última não considera que seja “um trabalho” porque assim o é “por natureza”. Regra geral, o corredor que se segue à receção exibe exposições diferentes todos os meses. Umas de sensibilização, outras de livros ou fotografias. Há uma frase que, passem os meses que passarem, é comum a todos as exposições. Está ao fundo, gravada na parede: “O mais importante na vida é ser-se criador, criar-se beleza”. A citação é de António Botto, poeta que dá nome a esta Biblioteca Municipal. A estrutura alta, os arcos, as pilastras e o claustro, que se anuncia nas traseiras, não enganam: é um edifício antigo. Recue-se até ao século XV. Tempo em que o primeiro conde de Abrantes, D. Lopo de Almeida, fundou este que foi, outrora, o Convento de São Domingos. Os anos e os séculos passaram-se. A sua utilização começou a ser escassa e, somada ao seu valor patrimonial, foi motivo mais que suficiente para a Biblioteca aqui se fixar. E já lá vão 25 anos. Não foi neste espaço, ainda assim, que nasceu a Biblioteca de Abrantes. Com localização desconhecida, estima-se que em 1933 o Estado Novo encerrou aquela que terá sido a primeira, criada por uma sociedade filantrópica. A ordem era de que a Câmara Municipal teria a obrigação de guardar todos os livros e mantê-la fechada. Mas não foi o que aconteceu: passados dois anos reabriu, recarregada de novos livros, e desde então nunca mais fechou portas, embora o número da porta não tenha sido sempre o mesmo. Entre muitos avanços e recuos, em 1961 assinava-se um protocolo com a Fundação Calouste Gulbenkian. E, mais tarde, nos anos 80, o Estado apresenta um projeto que pretende reavivar a leitura pública através de bibliotecas modernas. Era então

a oportunidade de Abrantes se assumir. E assim foi: “Passamos de ser um município com um projeto excluído, a ser o primeiro município com assinatura de um contrato-programa com o Ministério da Cultura”, sublinha o diretor da BM, Francisco Lopes. Está aqui “desde o século passado”. Não deixando para trás os seus hobbies favoritos – a agricultura e a jardinagem – em 1987 agarrou este cargo que conta ser “intenso”. Mas, apesar de intenso, a preocupação é clara e prazerosa: servir a comunidade. “É preciso tentar perceber quais são as necessidades dos nossos utilizadores reais e também dos potencias, que são igualmente importantes. Tentamos perceber o porquê de as pessoas que não vêm e tentar fazer que venham”, explica. As apresentações de livros são, incontestavelmente, as atividades de maior atração. Também para isso há o especial cuidado de “dar a conhecer figuras mediáticas, mas não só. Há que criar um misto de ofertas: o

que já se conhece e o que é preciso que se descubra. Neste setor trata-se, muitas vezes, de trabalhar para minorias”. E foi com esta tese, de se trabalhar para minorias, que se criou a BIABiblioteca Itinerante de Abrantes. Visita 31 lugares diferentes, no mínimo, uma vez por mês. Consciente da possibilidade de encontrar apenas meia dúzia de utilizadores nestas pequenas localidades, este projeto já contabiliza dezenas e dezenas de anos. “É muito perigoso permitirmos que existam gerações de crianças que, depois de saírem da escola, não tenham mais contacto com um livro. Acontece nestas comunidades mais isoladas porque não há nenhuma espécie de oferta. Podemos ignorar tranquilamente, em princípio não nos vão pedir contas, mas ninguém consegue calcular o prejuízo em termos de desenvolvimento, primeiramente pessoal e depois social, que decorre do facto de lermos menos”, sensibiliza Francisco.

Por aqui diz-se que é impossível falar-se da Itinerante sem se falar do senhor José Dinis. Querido entre os abrantinos, foi encarregado durante vários anos e “responsável por muitos se tornarem leitores e, até, escritores”. Existem exemplos concretos: “Encontrei o José Luís Peixoto e ele disse-me: “tenho uma pena enorme de lá não estar, mas se puderes diz publicamente que sou escritor por causa dele, porque comecei a ler lá. Era das Galveias e a itinerante ia lá”, concretiza. No espaço fixo, ultrapassado o corredor, espreita, na esquina, a Bebeteca- salinha colorida que recebe atividades pontuais. Ao centro, de baixo, vislumbra-se toda a escadaria, de madeira escura, que dá acesso aos pisos cimeiros. Os primeiros degraus param num andar intermediado – entre o rés-do-chão e o primeiro. É a secção do Fundo Local e dos Periódicos: uma sala relativamente pequena, quando comparada a outros espaços da biblioteca, que se resume a jornais, revistas e documentos antigos, religiosamente guardados. Dois jovens, que deverão andar na casa dos 70, completam o cenário. Um deles chama-se José Fernandes e está por cá todos os dias. Regra geral, vem ler o Diário de Notícias e “passar um bocado”. Maria João Pinto, funcionária responsável por este espaço, confirma: “Estes senhores estão cá sempre. Os idosos são os que mais frequentam.” Três ou quatro degraus depois mora a Sala de Leitura, já no primeiro andar. Aqui, exibe-se uma imensidão de livros devidamente organizada por temáticas. Várias estantes são intercaladas com mesas destinadas aos utilizadores, onde uns leem, outros estudam, e muitos usam os por-

táteis. Mas onde o silêncio é quem manda. Na direção do último piso a escadaria toma um feitio diferente. A forma como se divide em jeito arqueado quase que faz lembrar a famosa biblioteca de Hogwarts, do mundo de fantasia de Harry Potter. A divisão está entre a secção de Leitura Infantojuvenil e a secção Multimédia, embora num espaço comum. Puffs e banda desenhada de um lado; computadores, DVD´s e CD´s do outro; e uma secretária ao centro, ocupada pela Dona Ana. Serve a biblioteca há 32 anos, mas lembra-se de como tudo começou: “Quando comecei a trabalhar, no antigo espaço, havia só uma sala. Tinha jornais, livros e o sítio onde atendíamos as pessoas. 90% era Fundação Gulbenkian, 10% da Câmara”. Os tempos são outros, o mundo evoluiu e temos pela frente uma Era Digital. Quanto a isso, a posição de Ana Reis é firme e despreocupada: “Uma coisa é mexer e ter contacto com o livro. Um livro na mão é completamente diferente. Vir estudar à biblioteca, por exemplo, tem outro sabor. As novas tecnologias têm coisas boas, mas o prazer de estar numa biblioteca boa faz toda a diferença.” Entre as coisas boas das novas tecnologias, está a “motricidade” do Vítor. Ele é, aos olhos da Dona Ana, a mascote da cidade. Quando para aqui vem ocupa, incontornavelmente, o computador número 2. “Não sabe ler nem escrever e não sabia mexer num computador, hoje é autónomo. Vê séries portuguesas, desenhos animados e ouve música pimba. Mas a parte gira é a motricidade das mãos que ele não tinha, não conseguia agarrar no rato. Ele melhorou muito connosco e com o computador”, diz. Somado ao senhor Vítor, outras tantas coisas fizeram de todos estes anos “excelentes”. “Eu gosto do que faço e acho que isso se nota. Temos metas, temos números para apresentar, mas eu não trabalho para números, trabalho para pessoas. Eu gosto de estar com pessoas. Dá-me imenso prazer ter a sala cheia… trabalhar para as pessoas é o mais importante”, termina, com lágrimas nos olhos. Do colorido da Bebeteca, passando pelos escritores da Biblioteca Itinerante e terminando no último piso, com a emoção da Dona Ana, muitas estórias destes que não são só 25 anos. “Nas sociedades tradicionais admiramos a sabedoria dos anciãos. E acho que a biblioteca é uma maneira de falarmos com os nossos anciãos, porque eles estão todos aí, nos livros. São simultaneamente uma memória daquilo que de melhor a humanidade fez e ao mesmo tempo um espelho do seu tempo”, remata o diretor, Francisco Lopes. n


Festas de Abrantes 03

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Na década de 40 Iniciou-se o culto da flor e de Abrantes como Cidade Florida.

12 de julho de 1940

25 de maio de 1951

A Câmara Municipal de Abrantes conquistou a primeira Secção (as planas ajardinadas) na primeira Exposição Nacional de Floricultura, realizada em Lisboa, com a premiação do jardineiro municipal, Simão António, que recebeu 250$00.

Câmara Municipal realizou o primeiro concurso da Janela Florida.

Ano 14 de junho de 1916

20 de maio de 1951

9 a 14 de junho de 1994

Abrantes é elevada à categoria de Cidade. O Dia da Cidade, 14 de Junho, é feriado municipal.

A Liga dos Amigos de Abrantes levou a efeito a realização de um concurso da Janela mais Florida e inaugurou um posto de leitura ao ar livre no Jardim da República.

Os moldes atuais das festas foram implementados em 1994, de 9 a 14 de junho. Desse modo, as festas da cidade passaram a ter palco principal na Esplanada 1º de Maio, integrando no evento as feiras de artesanato e da flor e as comemorações do dia da cidade.

fonte: Historiador José Martinho Gaspar

Infografia: Alunos de Mestrado em Design Editorial


Festas de Abrantes 04

JUNHO 2019

Mapa das

Castelo Branco A23

Atividades Festivas

Estação de comboio Castelo Branco

ABRANTES

Castelo

Miradouro

Espaços de Lazer

Restaurantes

Estadias

Unidades de Saúde

Instituiçôes Públicas

Universidade

Programa:

Praça Raimundo Soares 23h00 Dj BRIX

DIA 13

Jardim da República 20h00 Semáforo Praça Barão da Batalha 22h00 Academia de Músicos de Abrantes com o convidado Miguel Gameiro Praça Raimundo Soares 23h30 Melech Mechaya 00h30 Dj Calado

DIA 14 — 103.º DIA DA CIDADE

Aquapolis 09h00 Torneio Pesca Desportiva 10h00 Torneio Futebol de praia Torneio Voleibol de praia

Largo João de Deus 10h00-13h00 | 18h00-22h00 Ateliê de pintura, Chapelaria e coroas, Jogos Tradicionais Gigantes, Pinturas faciais e Figuras animadas

Cruz Vermelha Portuguesa

Estação de comboio Abrantes

Ponte de Sôr N2

Sandes & Sopas Jardim da Piscina Municipal

Hotel Conforto Latino

DIA 12

Praça Barão da Batalha 22h00 Orquestras de Guitarras, Coro e Orquestra Sinfónica do Liceu (Agrupamento de Escolas n.º 2 de Abrantes)

N

Estação de comboio Entroncamento

Instituições Religiosas

Jardim da República 20h00 Arraial popular Carlos Pinto, Fernando Forte e Carlos Catarino

Estação de comboio Alferrarede

Torres Novas A23

Legenda: Cafés / Pastelarias

ESTA JORNAL

Luna Hotel Turismo Abrant’Inn

11h00/17h30 Dr. White – Espetáculo de bolas de sabão gigantes Jardim da República 20h00 Projeto Viver a Música Aquapolis 22h00 Mafalda Veiga, Tim, 3 Bairros, Orquestra Sinfónica Ibérica

Jardim da República 15H00 Torneio de Sueca 20:00 Xaral’s Dixie

Praça Raimundo Soares 23h30 Moullinex DJ SET 00h30 Dj Ana Isabel Arroja

Alameda Carlos Lopes 18H00 Demonstração Show Motorizado – Perícia, Rally, SSV, Todo o Terreno, Drift, Trial

17h00-19h00 Ateliê de danças 14h00 Descida do Açude - Campeonato Nacionalde Carrinhos de Rolamentos

DIA 15

Praça Barão da Batalha 22:00 Festa M80

15 E 16. JUNHO ABRANTES NA DIAGONAL

Largo João de Deus 10h00-13h00 | 17h00-22h00 Laboratório de ciência, Jogos Tradicionais Gigantes, Pinturas faciais, Figuras animadas 11h00/17:30 Mr. Palito e o seu show de circo Centro Histórico 14h00 Downhill Urbano Horário: 14h30/16h - Treinos Livres 16h30 – 1.ª Descida 18h00 – 2.ª Descida 15h00 – Rio Tejo Estação de Canoagem de Alvega 15h00 Festival de Canoagem Percurso 7Kms Inicio: Praia da Marambana Fim: Mouriscas

Praça Raimundo Soares 23:30 KWANTTA 00:30 DJ Amarelo

DIA 16

Centro Histórico 09h00 Passeio Chapa Amarela Largo João de Deus 10h00-13h00 Ateliê de reciclagem e preservação do ambiente, Jogos Tradicionais Gigantes, Pinturas faciais, Figuras animadas 16h00 Jogo de sensibilização ao uso da água da torneira

Oficina dos Sabores

Centro Histórico Quatro partidas simultâneas, de Sagres, Vila Real de Santo António, Bragança e Caminha em bicicleta Chegada dia 16 — 18h00-20h00 Jardim da República 20h00 Drama & Beiço Praça Barão da Batalha 22h00 Tributo a Carlos Paião

EM SIMULTÂNEO:

Centro Histórico Feira de Artesanato e Design Urbano Dia 13| 18h00 – 24h00 Dias 14 e 15| 15h00 – 24h00 Dia 16 |15h00 – 22h00 Espaço Doçaria Dia 13 | 18h00 – 24h00 Dias 14 e 15 | 15h00 – 24h00 Dia 16 | 15h00 – 22h00

Jardim da República Tasquinhas gastronómicas Dia 12 | 18h00 - 02h30 Dias 13. 14. 15 e 16| 12h00 - 02h30 Farturas e pipocas Dia 12 | 18h00 – 02h30 Dias 13. 14. 15 e 16 |12h00 – 02h30

EXPOSIÇÕES:

Centro histórico Olhares por Abrantes exposição de fotografia quARTel da Arte Contemporânea de Abrantes Coleção Figueiredo Ribeiro Sob o Signo de Saturno Pedro Valdez Cardoso Museu Municipal D. Lopo de Almeida A Representação da Figura Humana ao Longo da História ParqueTejo O Parque em Macro II Serralves em Abrantes Ateliê tradições Largo João de Deus A Arte de entrelaçar


Festas de Abrantes WWW.ESTAJORNAL.IPT.PT

SABIA QUE

05

O Alcaide

1

PRAÇA BARÃO DA BATALHA A Antiga Praça da Palha de Baixo onde em tempos distantes se fazia o mercado da palha para os animais, acolhe agora um grupo de esculturas de bronze, da autoria de Óscar Guimarães, que simboliza o espaço de convívio entre várias gerações.

2

PRAÇA DA REPÚBLICA (Jardim da República) O Monumento aos Mortos da Grande Guerra (1914-1918) foi o primeiro a ser esculpida em cimento e ferro em Portugal. Em 1942 iniciouse a campanha “Abrantes, Cidade Florida” e esta praça passou a ser mais um dos espaços verdes da cidade, sendo-lhe atribuída a designação popular de Jardim da República.

3

PRAÇA RAIMUNDO JOSÉ SOARES MENDES Antiga Praça do Concelho, era o centro político e comercial de Abrantes. Nela pode apreciar-se a Fonte das Três-Marias, de Óscar Guimarães, que simboliza uma outra que antes ali existia, os painéis comerciais de azulejos do Séc. XIX e o edifício dos Paços do Concelho.

4

LARGO DR. RAMIRO GUEDES O Largo Dr. Ramiro Guedes é marcado por um painel composto pelos marcos históricos da cidade ou que tiveram influência determinante na sua vida. Aqui também marca presença uma fonte e uma escultura que simbolizam o Culto da Flor.

5

LARGO 1.º DE MAIO Conhecida por, no passado, albergar feiras anuais e mercados semanais, deve o seu nome ao facto de ter sido palco da manifestação abrantina a favor da República, no dia 1 de Maio de 1974. Aqui é ainda possível visualizar alguns vestígios da fortificação da cidade.

6

PRAÇA D. FRANCISCO ALMEIDA Aqui é possível observar uma bonita paisagem sobre a cidade e sobre o rio Tejo e, ainda, encontrar a estátua D. Francisco de Almeida, primeiro vice-rei da Índia, filho do primeiro Conde de Abrantes.

6 Praça D. Francisco Almeida Igreja de São Vicente

Castelo de Abrantes

Capela de Sant'Ana

O Xafariz Teatro São Pedro

Jardim do Castelo Portugal Câmara Municipal

Gelataria Liz Bizoca

La Bodeguita Grelha Nova

3 Praça Raimundo Soares

Santa Isabel

Anita Gulosa

Confeitaria Palha de Abrantes

Praça Barão da Batalha 1

Guloseima

Mimosa 4U Alojamento

Igreja de São João Baptista

4 Largo Dr. Ramiro Guedes

O Pelicano

2 Praça/Jardim da República Biblioteca Municipal António Botto

Escola Superior de Tecnologia de Abrantes

5 Largo 1.º de Maio

Serviço de Finanças

Sabores da Cascata

Aquapolis

Hospital Doutor Manoel Constâncio

fonte: câmara municipal de Abrantes

Miradouro São João


Festas de Abrantes 06

JUNHO 2019

DOCES REGIONAIS

Quantidade de anos em que os espaços foram usados como palcos das festas da cidade

Palha de Abrantes Ingredientes

Paços Concelho

1

Jardim República

1 2

1ºMaio

Água

Açúcar

Ovos

Farinha

Fervura

Gemas desclaradas

3

Ramiro Guedes

Preparação Na preparação, todos os ingredientes fervem na calda num ponto de açúcar, e de modo a obter os fios de ovos, as gemas são desclaradas através de um funil regador. Na hora da montagem, coloca-se na forma de papel a folha de hóstia, o creme de ovos, os fios de ovos, e por fim vai ao forno.

Mistura

ESTA JORNAL

4

Aquapólis

5

Francisco Almeida Raimundo Soares

7

Castelo

7 8

Barão Batalha

Cozedura

Evolução do orçamento destinado pela autarquia para as festas da cidade

Tijeladas

Ingredientes

valores em euros

Limão

Sal

Canela

Açúcar

Ovos

fonte: Informação recolhida nos jornais dos últimos dez anos

250000

225 000

Farinha

Preparação Todos estes ingredientes são misturados. Depois temos as tigelas no forno a 350 graus em barro cru, e com um doseador despejamos o preparado já com as tigelas quentes, e vão ao forno durante 15/20 minutos.

200000

170 000 150000

Mistura

Separação

Cozedura

100000

Não deixe de experimentar também...

Limas

Castanhas de doce de ovos

50000

Broas

95 000

95 000

2012

2013

100 000

2014

2015

2016

2018 Ano

2017

NOTA: Não há valores entre 2015 e 2017

Receitas cedidas pela Pastelaria “Tágide Gourmet”

QUINTA DO POUCHÃO

CASA ANADIA

Para além da produção do azeite Cabeço das Noroegas, esta propriedade, que remota ao século XVIII, dedica 50 hectares à produção de vinho.

Um azeite feito com extração a frio e por processos mecânicos, distingue-se pela sua grande qualidade e sabor frutado suave.

Caminho do Pouchão

CASAL DA COELHEIRA Tramagal

Desde 1989 que o Casal Da Coelheira tem vindo gradualmente aumentado a sua qualidade inquestionável, ganhando reconhecimento em inúmeros concursos nacionais e internacionais.

QUINTA DA PARRADA São Miguel do Rio Torto

Estes vinhos apresentam uma alta qualidade que resulta da junção das melhores práticas tracionais com a tecnologia mais avançada.

Alferrarede 

CABEÇO DAS NOGUEIRAS Pucariça

Este azeite tem vindo a destacarse pelos prémios obtidos em várias competições nacionais e internacionais.

ZÉ BAIRRÃO Vale das Mós

Frutados e com aromas a amêndoa e a maçã, são uma marca registada já há dez anos e todo o processo de fabrico é tradicional.

OUROGAL

São Miguel do Rio Torto

O azeite Ourogal fornece aos seus consumidores embalagens funcionais e sofisticadas.

VAL ESCUDEIRO Bemposta

Val Escudeiro proporciona aos seus consumidores um azeite virgem extra de excelente qualidade.

GALLO

São Miguel do Rio Torto

Um dos mais famosos azeites nacionais e a terceira marca no ranking mundial, o azeite Gallo apresenta uma enorme gama de variedades para todos os gostos.

VILA DE REI

MAÇÃO

VILA NOVA BARQUINHA

SARDOAL

CABEÇO DAS NOGUEIROS

CONSTÂNCIA

SOFALCA

Surge em 1926 de um negócio familiar cujo proprietário era Ernesto Estrada. Começou a chamar-se Sofalca em 1966 pelas mãos dos proprietários Ernesto, Mário e João Estrada. É uma empresa 95% sustentável e é pioneira na criação de soluções naturais e ecológicas. Atualmente 85% dos seus produtos destinam-se ao mercado externo.A empresa tem vindo a apostar em novas estratégias e novas marcas, como é o caso da Blackcork, que nasceu em 2014 em parceria com o Designer Toni Grilo. A Blackcork transforma o aglomerado de cortiça da Sofalca em mobiliário contemporâneo.

N

TOMAR

QUINTA DO POUCHÃO

CASA ANADIA

RIO TEJO

CASAL DA COELHEIRA

GAVIÃO

ABRANTES OUROGAL

GALLO

QUINTA DA PARRADA

VAL ESCUDEIRO

CHAMUSCA

ZÉ BAIRRÃO

SOFALCA

PONTE DE SÔR

fonte: Informação recolhida em sítios da Internet dos produtores e empresas

PRODUTOS REGIONAIS


Restauração 07

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Tranquilidade é ‘Chave d’Ouro’ na hora de um bom café Há 85 anos ao serviço da comunidade abrantina, o café ‘Chave d’Ouro’ é visto como um estabelecimento de referência na cidade. Filipe Gomes é proprietário do espaço há mais de 30 anos, procurando sempre que os clientes se sintam “tranquilos” na hora de um bom café.

RAFAEL GRAU ESTA D COMUNICAÇÃO SOCIAL

Quem desejar um café e um momento de repouso, em Abrantes, deve procurar a Praça Barão da Batalha. Numa das esplanadas, por baixo de grandes chapéus de sol brancos, Filipe Gomes, de 58 anos, está apressado a levar cafés e garrafas de cerveja refrescantes. Os cabelos até aos ombros, volta e meia empurrados para trás com a mão, revelam uma figura praticamente inconfundível junto dos abrantinos. Igualmente atarefada está Telma Dias, o grande apoio de sempre. A simpatia e a boa disponibilidade dos proprietários para com os clientes perfumam o ar agradável que se respira naquele café. Entramos no Chave D’Ouro, estabelecimento histórico e emblemático da cidade de Abrantes. “Inaugurado em 1934”, bem antes do nascimento de Filipe Gomes e dos seus próprios pais, foram eles que, “em 60, tomaram o espaço…” Nascido um ano depois, conta que o seu envolvimento no café, enquanto jovem adolescente, era a ajudar a sua mãe: “A responsabilidade pelo estabelecimento só aconteceu após o falecimento do meu pai, em 1986.” Naquela altura, sentiu que deveria virar a página e escrever uma nova história ilustrada de outra forma, dando uma cara nova ao espaço, “sem alterar o desenho original”. Hoje, as paredes espelhadas a toda a volta e a disposição da mobília de cores acastanhadas dão a sensação de grande profundidade. As mesas de madeira com superfícies em

mármore fazem tilintar os vidros das garrafas e as porcelanas das chávenas que são servidas ao longo do dia. “O que é que vai ser?” é pergunta sempre dirigida a quem entra no ‘Chave’. E de pronto lhe é trazido “o pequeno-almoço, se ainda não o tiverem tomado, um café, um chá, uma refeição ligeira”. A tranquilidade é ‘Chave D’Ouro’ num estabelecimento com reconhecimento e referência na cidade. Filipe Gomes diz que “desde sempre, neste espaço”, procurou que “fosse um local onde as pessoas pudessem sentir-se tranquilas”. Aquelas que chegam pela primeira vez a Abrantes, como os estudantes da ESTA, de imediato são apresentadas ao “Sr. Filipe” e à “Dona Telma”. Durante a semana, à hora de almoço, “ainda é o pessoal trabalhador” e pessoas mais velhas que aproveitam para tomar café antes de iniciar o período da tarde, como fazem Maria de Lurdes Carvalho e Fernanda Aparício, na esplanada, à conversa. Dizem que aquele é um local “espetacular” e

“ ”

Quem está no café por volta das dez da noite percebe que o convívio é feito ao redor das mesas

“acolhedor”, “um sítio onde a pessoa sabe que é bem recebida e se sente em casa”. Recordam com entusiasmo alguns momentos marcantes: “Venho ao Chave há uns 60 anos” – diz Maria de Lurdes Carvalho. E apontando com o indicador esquerdo para a varanda do segundo piso do estabelecimento recorda-se de “umas eleições em que eles falaram de uma destas janelas… algo que fez história, nessa altura”. Fernanda Aparício completa, lembrando as “tardes de poesia, de leitura e conversas interessantes” que o Chave D’Ouro recebia e que fizeram parte da sua juventude. Quem está no café por volta das dez da noite percebe que o convívio é feito ao redor das mesas, normalmente ocupadas por chávenas de café e/ou duas ou três cerveja. Em reunião, jovens e clientes mais velhos vão-se juntando para aproveitar a companhia e o espaço acolhedor. A televisão está sempre ligada e, se não estiver a dar futebol àquela hora, os canais de informação e de cultura geral são as opções que muitas vezes prendem os olhos da clientela ao ecrã em cima, encostado a uma das paredes, junto ao balcão. Ainda assim, Filipe Gomes lamenta que alguns importantes serviços na cidade tenham sido deslocados para a periferia. Hoje, “o grande problema na zona do centro histórico é que temos poucas pessoas a viver.” Refere também que já não existe “a hora de café”, como antigamente. “Agora, com a tecnologia, através dos telemóveis e dos computadores, as pessoas mandam mensagens umas às outras para se encontrarem. No meu tempo, ninguém telefonava a ninguém. O ponto de encontro era no café, onde se encontravam pessoas de todas as classes, os pequenos grupos de café, as tertúlias…” Filipe Gomes defende que “quanto mais estabelecimentos houver, mais gente frequenta essa zona”, não a deixando “morrer”. O Chave d’Ouro promete estar de portas abertas e “surpreender quando houver disponibilidade” para festas e ocasiões de maior convívio no espaço, que são “benéficas” para se ter o café “cheio” e “maior lucro”, mas que não permite uma aproximação tão forte dos próprios clientes quanto estes estão acostumados. O recado fica dado: “Detesto ficar nervoso e criar rotinas, gosto que as coisas sejam descontinuadas…” n

O doce aroma de Abrantes JOANA FELÍCIO ESTA D COMUNICAÇÃO SOCIAL

O aroma adocicado já paira no ar mal viramos a esquina para o Largo Doutor Ramiro Guedes, no centro histórico da cidade de Abrantes. Mesmo na esquina, depois de subir alguns degraus, encontra-se a Anita Gulosa – Casa de Chá. De ambiente acolhedor, aroma convidativo e um sorriso por detrás do balcão, com que se brinda cada nova chegada ao estabelecimento. Corria o ano de 2016 quando Ana Matos decidiu embarcar nesta doce aventura. “Sempre adorei tudo o que é doçaria, culinária e, por outro lado, sou muito aventureira. Comecei a pensar nisto quando a minha filha era pequenina, porque tinha mais tempo disponível para pensar no projeto, e só cinco anos depois é que decidi avançar” - começa por contar Ana, a proprietária do estabelecimento. Anita é o nome pelo qual Ana sempre foi carinhosamente tratada desde pequena. “Quando era miúda eu era de facto muito gulosa. Saltava para os armários dos meus avós frequentemente, eles tinham sempre doces e guloseimas para mim lá guardados e trepava até lá chegar. O meu avô estava-me sempre a chamar Anita gulosa e, pronto, ficou este o nome. Além de me pertencer, é também uma forma de homenagear os meus”, confidencia. Apesar de se chamar Casa de Chá, este estabelecimento não tem apenas chá na sua carta. Apresenta também diversos bolos, a maioria feitos por Ana, crepes, waffles, batidos, sumos naturais e gelados entre muitas outras coisas para adoçar o paladar. “Tento sempre apostar em produtos de qualidade, em produtos diferenciados das outras casas que estão aqui à volta e tentei apostar, essencialmente, num ambiente diferente”, explica a “Anita do avô”. “É um espaço onde as pessoas se podem reunir, às vezes até em grupos, pois não havia hipótese noutros estabelecimentos aqui na zona.” “Os waffles com a bola de gelado e com o topping por cima são excelentes, sem dúvida os melhores”, comenta Patrícia

Diogo, que é cliente na Anita Gulosa. “No início não achava que iríamos ter tanto sucesso com os crepes e com os waffles. Achei que os produtos chave da casa seriam outro tipo de produtos e não esses, mas a tendência revelou-se essa”, confessa Ana entre risos típicos da sua boa disposição. A hora de almoço também é muito movimentada neste espaço. Existem menus de almoço, que combinam comida saudável com uma infusão de ervas, que pode ser consumida quente ou fria. “O chá e o almoço são muito bons. É um espaço acolhedor, pode-se estudar em paz enquanto comemos um bom lanche”, elucida Ana Santos, cliente habitual do espaço, enquanto arruma os talheres no prato após a sua refeição. A decoração conta também com elementos que remetem ao próprio nome, casa de chá. Na lateral do balcão podemos observar um bule e uma chávena de louça. Os chás são uma grande aposta da Anita. Há dois ou três chás que se destacam, mas há um mais especial. “Era um chá que o meu fornecedor tinha, mas houve uma restruturação na empresa e esse chá foi eliminado. Eu tinha a lista de ingredientes dessa infusão e consegui arranjar ali a combinação perfeita.” É o ‘Oriente Português’, “uma combinação maravilhosa de ervas tradicionais e especiarias”. Não é novidade que uma casa não se faz apenas de produtos, quem dá a cara ao público também tem que ter uma motivação especial e um certo dom para envolver os clientes. Podemos dizer que Ana Matos tem esse dom: “Sempre gostei muito de trabalhar com o público. Outras experiências profissionais que tive anteriormente sempre foram em contacto com o público.” Margarida Paulino, frequentadora do espaço, confirma que “o atendimento aqui é muito bom, as pessoas que cá trabalham são muito simpáticas”. A hora de almoço aproxima-se a passos largos e Ana tem que ajudar a servir as refeições. O doce aroma característico da Anita Gulosa paira no ar e, pelo que parece, esta doçura de estabelecimento veio para Abrantes e está para ficar. n


Sociedade 08

JUNHO 2019

“O rio é de todos, o rio não tem partido” Arlindo Consolado Marques ou “Guardião do Tejo”, como é conhecido, tem dado a cara pela defesa do rio que o viu crescer. Foi no Facebook que este guarda-prisional de 53 anos denunciou a poluição existente no Tejo, apontando o dedo a grandes empresas. Foi ameaçado e foi processado. Teve medo, mas não desistiu. Já foi distinguido várias vezes, nomeadamente com o Prémio Nacional do Ambiente. Para além do apoio das pessoas em geral, conta com o apoio de vários responsáveis políticos. INÊS GARCIA ESTA D COMUNICAÇÃO SOCIAL

Qual a sua ligação com o Tejo? Eu nasci aqui na Ortiga e desde pequeno que ia para o Tejo, foi lá que aprendi a nadar e a pescar. Eu só tirei o 9º ano e não gostava lá muito da escola, então, ia para lá. Posso dizer que já quase estive para morrer duas vezes no rio. Mas também há uma ligação da minha família: o meu avô era pescador, tinha um barco e pescava durante a noite e a minha mãe e a minha tia iam para as aldeias vender. A nossa vida era o Tejo. Quando decidiu denunciar a poluição do Tejo? Até 2013, finais de 2014, eu nunca notei nada de especial no Tejo. Nos finais de 2014 eu comecei a notar que havia uma espuma escura à superfície e com cheiros a químico. Eu, amadoramente, sempre tive uma máquina. Comecei a registar nas minhas redes sociais e comecei a ver que havia muitas pessoas a seguirem os vídeos e, daí, foi até nunca mais parar. Enquanto havia espuma e água negra e não morria peixe as pessoas ainda iam estando, o pior foi quando em maio de 2015, aqui nesta barragem (Barragem de Belver), vi muitos peixes mortos. Os operadores da barragem não me deixaram filmar, mas eu agarrei num pau e filmei aquilo. Então disparou um alarme a nível do país. Como foi todo esse processo? Os deputados deram uma grande ajuda porque vieram aqui, fizeram um relatório. Os elementos da Polícia de Investigação vieram tirar os focos de poluição do rio Tejo, desde Constância até Vila Velha de Rodão. Nesse relatório dizia que uma das grandes causadoras era a CelTejo, mas não muito a acusar. Se era a CelTejo, interessava provar que era a CelTejo. Não era só tirar umas imagens sem identificar o local. Se não chegava ir à internet buscar, então cheguei ali e identifiquei os tubos da fábrica, foi um filme viral. Depois fui lá filmar mais vezes. O pior é que eu e os pescadores dizíamos que era a CelTejo. Quais são para si as principais consequências da poluição? Prejudicou todo o ecossistema, prejudicou os pescadores. Houve uma altura em que o peixe começou a saber bastante mal e as pessoas dei-

“ ”

Neste caso que mexia com milhões, eu, Arlindo, incomodava muitas pessoas.

xaram de pescar. Outra consequência grave disto, e onde se nota que o grau de poluição era severo, foi quando num dia de 30 graus eu pedi ao pastor para levar as ovelhas ao rio. Elas chegaram lá e voltaram para trás. Não chegaram a beber. Todos fomos prejudicados, para não falar na agricultura, os campos de Almeirim e Alpiarça eram todos regados com esta água. O que melhorou desde que denunciou a situação? Passaram três anos e isto começou a melhorar, até o dia 24 de janeiro de 2018. O ministro do Ambiente veio

várias vezes aqui ao rio, veio aqui falar que os responsáveis. Como estavam todos identificados disse que se ia resolver, mas era mentira. Ele a dizer que estava bom, eu a dizer que estava mal. E eu fazia as imagens. Aí eu comecei a ter alguma notoriedade e vieram os órgãos de comunicação social, primeiro os regionais depois os grandes. As pessoas viram que tinha razão e eu sozinho não era nada. Na sequência das suas denúncias, a CelTejo colocou-o em Tribunal e foi criado o movimento “Somos Todos Arlindo”. Como se sentiu por ter o apoio de tanta gente? É importante. Dá força para a gente continuar porque se me perguntarem se foi fácil aguentar, não foi fácil. As pessoas aliaram-se a mim, com o “Somos Arlindo”, a própria ProTejo criou o crowdfunding. Os cidadãos, sem eu conhecer, estão conosco, estão com o ambiente. Foram doando dinheiro e consegui 13 mil euros para me defender e é esse dinheiro que estou a usar. É muito bom as pessoas estarem comigo. Como foi enfrentar os processos judiciais? Queriam que eu pagasse para cima 250 mil euros, quem é que tem 250 mil euros? Eu ganho entre 1000 a 1200 euros por mês, não chega para

pagar. Isso foi puro terrorismo, eles sabem que não tinha como pagar. Até posso adiantar que no processo eles tinham ‘devido ao réu ser guarda-prisional, devido ao seu poder económico’, mas eles estavam a gozar comigo. Foi para me abalar e conseguiram, conseguiram abalar-me durante umas semanas. Depois eles aliaram-se. Estas grandes empresas têm bons advogados, que são os melhores da praça, e eu sabia que isto ia dar pano para mangas. E tenho mais processos. Alguma vez se sentiu em perigo por denunciar a poluição? Já senti medo, tenho de afirmar que já. Já pensei que qualquer dia podia acontecer-me alguma coisa. Cheguei a andar com uma arma dentro do bolso para defesa pessoal porque neste caso que mexia com milhões, eu, Arlindo, incomodava muitas pessoas. Mandei para alguns meios de comunicação social que, caso me aconteça alguma coisa, eu responsabilizo a empresa A, a empresa B e a empresa C. Já sofri um ataque ao meu carro, um ataque à minha pessoa. Pode acontecer de um momento para o outro. Cheguei a filmar, com uma câmara presa ao carro, para que, se alguém me agredisse, eu pudesse ter uma prova.

ESTA JORNAL

Sempre sentiu que teve apoio político? Sinto. Eles deram uma grande ajuda, falaram na causa, o meu nome foi falado muitas vezes na Assembleia da República por todos os partidos políticos, todos me deram força. Eu tinha de ir para tribunal com este processo. Sem pedir nada a ninguém, ia com o juiz Carlos Alexandre, com o deputado Duarte Marques, do PSD, com o deputado Carlos Matias, do Bloco de Esquerda, com o deputado André Silva, do Partido PAM. Os políticos estavam comigo. Isso é sempre muito importante porque eles é que têm o poder para decidir e para fazer mudar as coisas, porque uma pessoa isolada não era nada. O Rio é de todos, o Rio não tem partido. Como se sentiu quando foi distinguido? Recebi o Prémio Nacional do Ambiente, muitas moções, por exemplo a Câmara Municipal de Mação deu-me o Prémio Cidadania. Vou receber um prémio a Espanha. Já perdi as contas de quantos foram e isso quando eu for a julgamento é muito importante. Como ambientalista, o que acha dos movimentos que tem havido para defender o ambiente? Eu acho muito importante, principalmente os estudantes. Os mais jovens antes não olhavam muito para o ambiente. Mas é muito importante que se mobilizem, como se movimentaram a nível mundial por causa do aquecimento global. É muito importante, para mim que, vou fazer 54 anos, e é muito importante para os jovens. Tem de se começar a olhar para isto de uma maneira totalmente diferente porque isto se calhar não aguenta. Eu acho que nunca se falou tanto em ambiente. Acha que está luta está longe do fim? A luta pelo rio Tejo está a ganhar uma nova vida, mas sim não posso dizer. É verdade que em natureza tem uma coisa boa, ela vai se regenerar, mas não vai ser em dois ou três anos, pode demorar 11, 12 ou 13 anos. Usou as redes sociais para denunciar a poluição. Acha que nestes casos são úteis para chegar a mais gente? Sem as redes sociais eu não tinha conseguido passar a informação, penso que os portugueses nunca saberiam o que se estava a passar. A própria rede social, por incrível que pareça, fez com que a própria Comunicação Social lá fosse, eles usam muitas vezes as minhas imagens. As redes sociais têm muita importância em tudo, não só no Tejo, mas também para convocar uma manifestação. Considera-se um influenciador? Eu acho que sim. E é bom, pode ser que apareçam mais Arlindos. Esta é uma zona que atrai muita gente no verão devido às Praias Fluviais. Neste momento há perigo para as pessoas? Agora, como isto está, podem ir. O Alamal, no concelho do Gavião, já teve bandeira azul, mas, devido a estes problemas, foi retirada. Este ano não sei o que pensar, está tudo muito melhor, mas não temos caudais. Mas aos poucos as pessoas vão e este ano já se vão notar muitas diferenças. n

FICHA TÉCNICA | DIRETORA: Hália Costa Santos DIRETORA ADJUNTA: Raquel Botelho REDATORES: Inês Garcia, Joana Felício, Rita Pedroso, Rafael Grau PROJETO GRÁFICO: José Gregório Luís PAGINAÇÃO: João Pereira | TIRAGEM: 15000 exemplares IMPRESSOR:Unipress Centro Gráfico, Lda PROPRIETÁRIO: Instituto Politécnico de Tomar MORADA: Estrada da Serra, 2300-313 Tomar EDITOR: Licenciatura em Comunicação Social da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes SEDE DA REDAÇÃO: Rua 17 de Agosto de 1808, 220-370 Abrantes


ESPECIAL / Feira do Tejo

/ Noah, o Barqueiro – Obra de Violant e Carlos Vicente, na freguesia de Tancos

/ Vertigo – Obra de Violant, na freguesia de Vila Nova da Barquinha

ARTejo – O encanto de um roteiro de obras de arte Foram apresentadas oficialmente, a 18 de maio, as 11 obras do Projeto Artejo, em Vila Nova da Barquinha. Um projeto artístico com a comunidade, promovido em parceria com a Fundação EDP, integrado no ARTE PÚBLICA Fundação EDP, um programa com âmbito nacional e orientação para territórios de baixa densidade, como instrumento de inclusão social. Foi ainda apresentado o Roteiro ARTEJO, uma publicação que dá a conhecer os artistas e as intervenções realizadas no município no âmbito do Projeto Arte Pública Fundação EDP. Com um mapa do território, qualquer visitante pode agora deixar-se guiar pelo concelho e partir à descoberta das obras de arte espalhadas pelas quatro freguesias. Fernando Freire, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, falou de um projeto “que demorou um ano” e em que “foram ouvidas as respetivas comunidades, envolvendo artistas e as populações, como convém, e depois priorizando os espaços onde agora podemos apreciar estas pinturas, arte em azulejo e baixos relevos”. “Uma panóplia de construção de arte que tem muito a ver com o território onde estão integradas, no sentido de cativar as gentes e descentralizar cultura” para as restantes freguesias do concelho, afirmou o autarca. Já Margarida Pinto Correia, da Fundação EDP, acredita que a arte pública pode mudar a face de um concelho, “até porque a nossa proposta para o país em geral e para o mundo rural, especificamente, foi pela dinamização de zonas em abandono, não necessariamente em abandono civilizacional mas em desagregação. Caso que, definitivamente, não é o de Vila Nova da Barquinha. Uma das grandes validades desta ferramenta é a de atrair pessoas, ser pretexto para outras conversas

e também para aumentar a auto-estima local”, porque, como referiu, no caso de Vila Nova da Barquinha “há várias dinâmicas que convergem mas há outras zonas do país onde instalamos arte pública que não tinham mais nada”. Com sucesso garantido em Vila Nova da Barquinha, Margarida Pinto Correia disse que a experiência a nível nacional “está a ser muito diferente em cada zona porque em todas o mel funcionou, ou seja, em todas criámos polos de atração que são agora um bom pretexto para mobilizar pessoas a visitar e que, normalmente, nunca lá iriam”. Margarida Pinto Correia, afirmou ainda que, em Vila Nova da Barquinha, o Artejo “é batota da boa”. E explicou que isso acontece porque relativamente ao impacto em Vila Nova da Barquinha, disse não conseguir ter uma perceção real, devido à dinâmica do próprio concelho. “Este é um dos nossos projetos mais difíceis de fazer avaliação direta de impacto porque não dá para medir se, de hoje para amanhã, a economia local se dinamizou e a população local se foi alterando na sua disponibilidade porque aqui está tudo integrado, faz parte de um processo mais vasto do que nós”. Artejo, um projeto no qual participaram os artistas Alexandre Farto (Vhils), Carlos Vicente, Manuel João Vieira e Violant, num total de 11 obras de arte pública executadas em Vila Nova da Barquinha, Atalaia, Praia do Ribatejo e Tancos e cujo roteiro está agora disponível. Está também patente a exposição que documenta a realização do projeto, bem como trabalhos de fotografia de Pérsio Basso e Carlos Vicente, vídeos de João Marques Alves e desenhos de Carlos Vicente e Violant. Patrícia Seixas Fotos por Carolina Ferreira

/ Ausência – obra de Violant com a Univ. Sénior da Praia do Ribatejo, na freguesia de Praia do Ribatejo

/ Vila de Oleiros – obra de Vhils, em baixo relevo, na freguesia de Atalaia

/ Margarida Pinto Correia e Fernando Freire na inauguração do Roteiro ARTejo

/ Quase Banda Desenhada – obra de Manuel João Vieira, pintura sobre azulejo, em VN da Barquinha Junho 2019 / JORNAL DE ABRANTES

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Castelo de Almourol e CITA numa só visita Inaugurado a 18 de novembro de 2018, o Centro de Interpretação Templário de Almourol (CITA), funciona no piso 1 do Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha e contempla uma sala de exposição permanente, um espaço para mostras temporárias e uma sala de projeção de filmes sobre a temática dos Templários. Medalhões, moedas, esporas e diversos objetos em metal descobertos nas escavações de 1898 no Castelo de Almourol podem ser apreciados no CITA. A coleção integra um “acervo único no país”, em termos de história templária, e abrange ainda peças do espólio municipal, como uma espada, elmos, marcos templários, fatos de proteção em malha cota e réplicas de imagens originais em túmulos. Marina Honório, vereadora da cultura na Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha fala dos visitantes do CITA e afirma que “desde as famílias que vêm passar um fim-de-semana, vão ao Castelo e visitam o CITA, desde excursões

Pérsio Basso

ESPECIAL / Feira do Tejo

À descoberta da história Templária organizadas que fazem o mesmo percurso, ao turista que já vem procurar sobre a temática dos templários e vem mesmo no encalço e na certeza que aqui encontra algo diferenciador”. Para além do CITA, existe ainda a Biblioteca-Arquivo do Centro de Interpretação de Almourol. Um equipamento que visa promover o acesso à informação necessária ao desempenho das funções de ensino, investigação, educação e extensão cultural da comunidade. “Quando os visitantes entram na Biblioteca-Arquivo, ficam espantados com o espólio que lá temos, com a documentação e também com a informação que está no CITA, tão bem descrita, devido ao acompanhamento do curador, o professor Manuel Gandra, na rea-

/ Com um único bilhete, os visitantes visitam o Castelo de Almourol e o Centro de Interpretação Templário de Almourol

Praça da República e Ninho de Empresas dão nova cara ao Centro Histórico A Praça da República, às portas dos Paços do Concelho de Vila Nova da Barquinha, está de cara lavada. Para o presidente da Câmara Municipal, Fernando Freire, a praça conta com uma nova visão “de modernidade, com uma nova filosofia. Libertámos a praça das árvores, foi colocada iluminação e esplanadas com proteção para o sol. Esta zona vai ser toda pedonal, os veículos vão deixar de passar, para que as pessoas possam aproveitar as esplanadas e divertirem-se”, adiantou o presidente. A remodelação da praça mais emblemática da vila foi um investimento de cerca de 287.356 euros + IVA. Mesmo ao lado, no Largo José da Cruz, em frente à Loja do Cidadão, e com as obras em bom andamento, está a nascer o Ninho de Empresas. Um edifício “preparado para receber todo o tipo de negócios, desde as indústrias criativas porque mesmo dentro das salas existem pontos de

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JORNAL DE ABRANTES / Junho 2019

Patrícia Seixas

Pérsio Basso

/ A Praça da República foi entregue aos transeuntes. Sem carros e com espaço de esplanadas, é mais um local de lazer na vila. água e está preparado para instalação de bancadas necessárias a essas indústrias, mas poderá ir até a empresas no ramo da tecnologia

lização daquele espaço em termos científicos e históricos. Ficam espantados com a maneira como está descrita a história, como está feito o enquadramento da nossa região na história e também com itens que temos em exposição, que estão muito bem conseguidos”, explica a vereadora. A estratégia do Município, “que está a resultar”, passa pelo bilhete único que dá acesso à visita ao Castelo de Almourol e ao CITA. “Nós esperamos que estes números disparem. É essa a nossa estratégia”. Marina Honório garante que “vamos continuar a trabalhar para potenciar mais o CITA a nível intermunicipal, para potenciarmos a visitação de toda a história templária na região. Com Ferreira do Zêzere e Dornes, também com Tomar e com o Convento de Cristo, faz todo o sentido que assim seja”. Manuel Gandra, o curador, considera que “os templários são um tema universal”. O objetivo é que o CITA “se transforme numa referência em termos de informação e da profundidade do estudo a realizar, não só em termos de Portugal, mas em termos universais. Em Portugal, é o único [centro de interpretação] do género”. Já Fernando Freire, presidente da Câmara Municipal, refere que “o CITA e a Biblioteca-Arquivo ficarão abertos ao público e à disposição da investigação, da educação e contribuirão para o desenvolvimento científico e cultural da sociedade como um todo”.

porque também estará preparado para isso. Vamos fazendo o caminho com calma”, explicou a vereadora Marina Honório.

O novo Ninho de Empresas ainda não tem regulamento, algo que irá ser aprovado em breve, mas já tem interessados. “E são bastantes”, garantiu Marina Honório. “A nossa questão, no domínio artístico é mesmo essa. Como temos as Galerias de Santo António, como o CIAAR – Centro de Interpretação de Arqueologia do Alto Ribatejo também abriu o seu espaço à instalação de outros negócios e tem a sala de coworking onde até está funcionar o CTeSP com o IPT no âmbito da Proteção Civil e já tem todo o espaço ocupado, não têm mais nenhuma sala... várias pessoas já se dirigiram à Câmara, nomeadamente no domínio artístico, a dizer que se pretendem instalar em Vila Nova da Barquinha. Querem saber qual o espaço que a Câmara tem para eles, mas vão ter que aguardar mais um pouco para poderem concorrer a instalarem-se no Ninho de Empresas”.

Com a área cultural a crescer em Vila Nova da Barquinha, questionámos se o concelho quer ser uma capital da cultura permanente. “Acho que vai ser uma Vila da Cultura e da Arte permanente”, respondeu a vereadora. O Ninho de Empresas terá uma área bruta total de 674m2, e será constituído por 10 gabinetes, três espaços de coworking, uma sala de reuniões, uma sala de formação, uma zona de convívio/copa, uma sala de empreendedorismo e secretariado, uma sala de Gabinete de Inserção Profissional e uma loja de produtos endógenos, bem como espaço de lazer/convívio interno. O objetivo do espaço é “incentivar pessoas singulares e coletivas a iniciar ou desenvolver áreas empresariais que possam trazer mais emprego e rendimento ao concelho”, defendeu o presidente Fernando Freire. Patrícia Seixas


ESPECIAL / Festas de Abrantes

TagusValley: O centro de inovação e incubação de empresas O Parque Tecnológico do Vale do Tejo é o centro empresarial de Abrantes. Fica situado nas antigas instalações da Quimigal, em Alferrarede, onde está paredes meias com um polo de formação do Instituto do Emprego e Formação Profissional, com os laboratórios da A. Logos ou o núcleo da Nersant, Associação Empresarial da Região de Santarém. Não é um centro industrial ou um parque de construção de pavilhões para empresas, mas antes um centro embrionário de empresas. O TagusValley aponta a sua base de trabalho no apoio à inovação, a empresas de base tecnológica, ou ao nascimento de novos projetos empresariais. Olhemos então para as várias componentes do TagusValley e os serviços que podem “oferecer” para a criação de empresas inovadoras. O Ide-Ação dá acesso a programas de apoio a projetos inovadores e de base tecnológica, desde a ideia à formação da empresa. O Inov.Linea é um centro de transferência de tecnologia alimentar. É um serviço de apoio à inovação focado na aplicação de novas tecnologias, desenvolvimento de novos produtos e técnicas

/ O TagusValley é o embrião para o nascimento e crescimento de novas empresas ou ideias inovadoras. inovadoras no processamento e conservação de alimentos. É nesta área que surge o Food Fab Lab. Trata-se de um espaço pré-licenciado, com equipamento e tecnologia dedicados à transformação de alimentos hortofrutícolas ou cárnicos. O produtores podem

aqui ensaiar ideias que tenham, para apresentar novas ofertas ao mercado. O Inov.linea disponibiliza também equipamentos e processos inovadores para a conservação do seu produto. Poderá acrescentar os testes com recurso a painéis de provadores por forma a testar os

produtos agro-alimentares. Depois, surge a outra fase que permite dar apoio às empresas como o acesso a financiamento, incentivos à criação de emprego qualificado, plantas de arquitetura e por aí fora. Trata-se da fase de explorar. No TagusValley tem ainda a ofi-

cina de novos produtos que podem ajudar desenvolver novos produtos, identificar novas tendências de mercado, validar a sua ideia e testar o seu processo em escala piloto. O Line.IPT é outro centro de investigação vocacionado para as empresas, sendo o seu principal objectivo o desenvolvimento de novos produtos, tecnologias e processos, visando sempre a melhoria dos produtos/ processos já existentes. Há ainda uma componente de outros serviços de apoio às empresas como na área de eletrotecnia, consultadoria técnica e financeira, serviços de mecânica entre outros. Um do exemplos mais recentes é o prémio conquistado por Guilherme Assunção e Alexandre Carrança no âmbito do programa Arrisca C, da Universidade de Coimbra, e em que o Tagus Valley é um dos parceiros. Trata-se do projeto Rescue Pyx desenvolvido pelos jovens e cuja empresa vai ter a possibilidade de ser incubada, durante um ano, no Parque Tecnológico do Vale do Tejo assim como ter acesso ao programa de criação de emprego qualificado.

O turismo da Nacional 2 aos Caminhos do Tejo A Estrada Nacional 2 (EN 2) é considerada a grande estrada que atravessa o país e que ganha contornos de rota turística. De Chaves a Faro são 738 quilómetros, 35 municípios com as suas singularidades, cultura, flora, fauna, topografia e as gentes do interior do País. A Nacional 2 passa pelo interior das povoações, de Trás-os-Montes ao Algarve, e liga paisagens tão diferentes como as vinhas do Douro, as planícies do Alentejo ou as praias do sul do país. Acaba por ser comparada com a “Route 66”, porque à semelhança do que acontece com a estrada norte-americana, também rasga o país de uma ponta à outra. E esta via apresenta um potencial turístico enorme na região que passa por Abrantes, vinda de Vila de Rei e indo até Ponte de Sor. Apesar de Portugal não ser um país de grandes dimensões, a EN 2 apresenta-se como a terceira estrada mais extensa do mundo, a seguir à rota 66 dos Estados Unidos da América (EUA) e à rota 40 da Argentina. Se a Nacional 2 atravessa o país de norte a sul, o Tejo atravessa-o de leste, de Espanha até à costa marítima. E é no Tejo que avança um novo percurso turístico intitulado Caminhos do Tejo. Tem cerca de 45 km, e está traçado entre Alve-

ga e o concelho de Constância. O seu traçado está marcado nos dois sentidos, de acordo com as normas da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal. Este percurso acompanha o rio Tejo e desenvolve-se, maioritariamente, em caminhos agrícolas e florestais de terra batida, com passagens construídas sobre as muitas ribeiras que se constituem como afluentes do maior rio da Península Ibérica. Ao longo do seu percurso aparecem vários equipamentos de apoio, nomeadamente, espaços de lazer e de repouso, parques de campismo, estações de caminho-de-ferro e estações de caravanismo. Este percurso foi idealizado para ser percorrido a pé ou de bicicleta. Ainda neste âmbito turístico a marcação do percurso também permite que o rio Tejo seja percorrido em canoa, de forma autónoma, por praticantes com experiência média. Estão identificados os locais em que o acesso ao rio está facilitado, nomeadamente a Estação de Canoagem de Alvega, o parque ribeirinho Aquapolis, a rampa de acesso do açude insuflável de Abrantes, o cais de Constância a norte e a sul. Neste sentido, a 30 de junho vai poder conhecer este caminho com

um trail de 22 km’s (partida de Alvega), uma prova de BTT com 28 km’s (partida de Mouriscas), duas partidas de Constância, uma das quais no troço de Tramagal (5,4 km’s) e com chegadaprevista para o Parque Tejo. Tanto o Caminho do Tejo como a EN 2 podem permitir uma visita ao Parque Tejo, na margem Sul do Aquapolis. Este espaço integra o

Centro de Interpretação do Tejo, cuja exposição permanente proporciona uma exploração interativa através de equipamentos multimédia. Tem um simulador interativo, que permite recriar um voo virtual em zepelim ao longo do rio Tejo, no seu percurso pelo concelho de Abrantes, e por uma parede virtual que possibilita aceder a informação temática sobre a natureza, história

e cultura do Tejo. Mas este espaço não é apenas cultural e pedagógico. Apresenta condições para receber campismo e caravanismo, numa área de quase três mil metros quadrados e capacidade para 300 utilizadores com pontos de água e luz, banhos de água quente e espaços adaptados para utilizadores com mobilidade reduzida.

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ESPECIAL / Festas de Abrantes As Festas de Abrantes apresentam como grande novidade o regresso dos grandes concertos ao relvado dos Mourões, em Rossio ao Sul do Tejo. Porque já não há obras e porque, como diz na entrevista a este “Especial” o presidente da Câmara de Abrantes, já voltou a haver espelho de água no rio. Este concerto com Tim e Mafalda Veiga volta a ser único e a ter o fogo de artifício “entrelaçado” no concerto, como acontecia nos concertos anteriores. As festas saem este ano do Castelo,

Dia 12

20:00 – Jardim da República Arraial popular com Carlos Pinto, Fernando Forte e Carlos Catarino 22:00 – Praça Barão da Batalha Orquestras de Guitarras, Coro e Orquestra Sinfónica do Liceu (Agrupamento de Escolas nº 2 de Abrantes) 23:00 - Praça Raimundo Soares DJ BRIX

Dia 13

20H00 – Jardim da República Semáforo 22:00 – Praça Barão da Batalha Academia de Músicos de Abrantes com convidado Miguel Gameiro 23:30 – Praça Raimundo Soares Melech Mechaya 00:30 – Praça Raimundo Soares Dj Calado

Dia 14 – Dia da Cidade (103º ) 9H00 - Aquapolis (margem norte) Torneio Pesca Desportiva Organização: Centro Recreativo Cultural de Barreiras do Tejo 10H00 – Castelo Cerimónias Oficiais do Dia da Cidade 10H00 - Aquapolis (margem norte) Torneio Futebol de praia Torneio Voleibol de praia 10:00 – Espaço Família – Largo João de Deus

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JORNAL DE ABRANTES / Junho 2019

na totalidade, ficando a praça Raimundo Soares, ou largo da Câmara, ocupado pelos jovens. Será a praça mais irreverente a todos os níveis. Terá bandas, DJ’s e as associações juvenis. Depois a Barão da Batalha volta a receber os espetáculos “do dia”, o Jardim da República assume-se como uma espécie de “coração” das festas com as associações e as suas tasquinhas e os arraiais populares. De resto, como pode ler neste programa, são muitas as atividades

Até às 13:00 | 18:00-22:00 Ateliê de pintura, Chapelaria e coroas, Jogos Tradicionais Gigantes, Pinturas faciais e Figuras animadas 11:00 e 17:30 Dr. White – Espetáculo de bolas de sabão gigantes 20:00 – Jardim da República Projeto Viver a Música 22:00 – Aquapolis – Margem – Rossio ao Sul do Tejo Mafalda Veiga + Tim + 3 Bairros + Orquestra Sinfónica Ibérica 23:30 – Praça Raimundo Soares Moullinex DJ SET 00:30 Dj Ana Isabel Arroja

Dia 15

10:00 – Espaço Família – Largo João de Deus Até às 13:00 | 17:00-22:00 Laboratório de ciência, Jogos Tradicionais Gigantes, Pinturas faciais, Figuras animadas 11:00 e 17:30 Mr. Palito e o seu show de circo 14h00 – Centro Histórico Downhill Urbano – Grande Prémio “A Caminho do Tejo” Horário 14h30/16h Treinos Livres; 16h30 – 1ª Descida; 18h00 – 2ª Descida; 15h00 – Rio Tejo Festival de Canoagem

musicais, culturais e desportivas. Tem ainda uma mão cheia de exposições com um destaque, o largo João de Deus tem, este ano, um espaço tradições com “A arte de entrelaçar”. Realce ainda para a bolsa de estacionamento na “Tapada do Fontinha”, cuja obra se encontra concluída, e para a possibilidade de deixar o carro em Alferrarede ou no Rossio e vir para as festas no circuito especial de autocarros que vão funcionar nestes dias para facilitar o acesso às Festas.

15h00 Concentração na Estação de Canoagem de Alvega 15H15 Partida da Praia de Marambana 15H30 Inicio das descidas 18h00 Chegada às Mouriscas Percurso: Inicio: Praia da Marambana Fim: Mouriscas Dificuldade: fácil (7Kms) Organização: Casa do Povo de Alvega Inscrições // Informações Data Limite: 11. junho 15H00 - Jardim da República Torneio de Sueca Organização: Casa do Benfica em Abrantes 18H00 - Alameda Carlos Lopes – Cidade Desportiva Demonstração Show Motorizado – Perícia – Rally – SSV – Todo o Terreno – Drift - Trial Organização: Clube Aventura e Motorizado do Pego 20:00 – Jardim da República Xaral’s Dixie 22:00 – Praça Barão da Batalha Festa M80 23:30 – Praça Raimundo Soares KWANTTA 00:30 – Praça Raimundo Soares DJ Amarelo

Dia 16

09h00 - Centro Histórico Abrantes Passeio Chapa Amarela Organização: ACCA – Associação Amigos Chapa


ESPECIAL / Festas de Abrantes Amarela 10:00 – Espaço Família – Largo João de Deus Até às 13:00 Ateliê de reciclagem e preservação do ambiente, Jogos Tradicionais Gigantes, Pinturas faciais Figuras animadas 16:00 Os SMA convidam: “Eu confio na Água da torneira e tu?“ - Jogo de sensibilização ao uso da água da torneira 17:00-19:00 Ateliê de danças 14h00 - Descida do Açude Campeonato Nacional de Carrinhos de Rolamentos

15 e 16. junho

Abrantes na Diagonal Quatro partidas simultâneas, de Sagres, Vila Real de Santo António, Bragança e Caminha em bicicleta com hora prevista de chegada no dia 16 entre as 18h00 e 20h00, no Centro Histórico 20:00 – Jardim da República Drama & Beiço 22:00 – Praça Barão da Batalha Tributo a Carlos Paião

Em simultâneo:

Feira de Artesanato e Design Urbano (centro histórico) Dia 13| 18h00 – 24h00 Dias 14 e 15| 15h00 – 24h00 Dia 16 |15h00 – 22h00 Espaço Doçaria (centro histórico) Dia 13 | 18h00 – 24h00 Dias 14 e 15 | 15h00 – 24h00 Dia 16 | 15h00 – 22h00 Tasquinhas gastronómicas (Jardim da República) Dia 12 | 18h00 - 02h30

Dias 13. 14. 15 e 16 12h00 - 02h30

Farturas e pipocas (Jardim da República) Dia 12 | 18h00 – 02h30 Dias 13. 14. 15 e 16 |12h00 – 02h30 Exposições: Centro histórico Olhares por Abrantes – exposição de fotografia quARTel da Arte Contemporânea de Abrantes – Coleção Figueiredo Ribeiro Sob o Signo de Saturno - Pedro Valdez Cardoso Museu Municipal D. Lopo de Almeida A Representação da Figura Humana ao Longo da História ParqueTejo O Parque em Macro II – Serralves em Abrantes Ateliê tradições Largo João de Deus A Arte de entrelaçar

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REGIÃO / Sociedade

16ª edição do Festival Rock na Vila está quase aí Dias 7 e 8 de junho, o Parque das Feiras de Vila de Rei acolhe mais uma edição do Festival Rock na Vila, uma iniciativa organizada pelo município que promete chamar até ao concelho milhares de visitantes vindos dos quatro cantos do país. Este ano, o cartaz conta com as atuações dos ContraSenso, Protest & Survive e Piruka na noite de 7 de junho, para além da animação na tenda eletrónica com DJ Silver Fox e DJ Kadiv. Já na noite de 8 de junho, Paradigma, Gordo e os Indecentes e Blasted Mechanism deslocam-se até ao ponto mais central de Portugal para dar música aos vilarregenses.. O festival encerra com atuações do DJ Fernando Alvim e do DJ R3AKTIV. A principal novidade desta edição é a inclusão de um espaço de street food, onde os festivaleiros vão ter acesso a uma diversificada oferta de produtos alimentares. Mas não só. Nesta 16ª edição podem contar também com o espaAF CA_CAMPANHA AGRICULTURA_IMPRENSA PI 210x285mm_.pdf

Uma das bandeiras deste festival é a entrada livre, que se estende ao campismo.

/ Pelo festival já passaram nomes como Linda Martini, Da Weasel, Clã e David Fonseca ço de campismo e parque de merendas remodelado, rede de wifi gratuita e a introdução de copos reutilizáveis, tudo para que a experiência possa ser usufruída ao máximo e, ao mesmo tempo, seja promotora da consciencialização das pessoas ao nível da proteção 1

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do ambiente. Em entrevista ao Jornal de Abrantes, o vice-presidente do município, Paulo César Luís, deu conta de que o público pode esperar “um extraordinário cartaz” com novos projetos musicais, todos nacionais, com estilos que vão do hip hop ao

reggae, do rock ao punk, num ambiente familiar e “com muita animação, que caracteriza o Festival Rock na Vila”. Uma das bandeiras deste festival é a entrada livre, que se estende ao campismo, e a disponibilização de “um conjunto de infraestruturas de apoio aos campistas e aos festivaleiros gratuitas, assim como os balneários e instalações sanitárias” e ainda as churrasqueiras perto das tasquinhas, conta Paulo César, que considera importante as melhorias

impostas para que as pessoas possam “ter melhores condições para socializar”. E desengane-se quem pensa que o público-alvo do Rock na Vila são apenas os jovens. O vice-presidente de Vila de Rei conta que o cartaz “procura satisfazer um conjunto de necessidades musicais que as pessoas procuram (…) desde os 7 até aos 77 anos”, havendo também espaços dedicados às crianças, com insufláveis e touros mecânicos, para que “todas as faixas etárias possam desfrutar do festival”. Outro dos objetivos do festival é “trazer até Vila de Rei aquilo que não se fazia e dar hipótese ao vilarregense de não ter de se deslocar para fora do concelho para ter oferta cultural”, procurando ainda, diz Paulo César, “dar cultura, através de um conjunto de atividades que realizamos no próprio recinto”. O Rock na Vila, considerado um eco evento, tem também disponível um kit oficial, composto por uma t-shirt e um porta-chaves de pescoço, que podem ser encomendados e posteriormente levantados no recinto do festival, pelo preço de 10 euros. Com um ambiente que considera ser “alucinante”, Paulo César defende que está tudo a postos para “mais uma grande edição do festival”. Ana Rita Cristóvão

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REGIÃO / Sociedade RSA comemora 30º aniversário e anuncia ampliação da empresa

/ A empresa RSA vai já na terceira geração e é administrada por Emídio, João e Luís Batista

/ Projeto de ampliação das instalações da empresa

vestindo a camisola da empresa nos bons e maus momentos, ao ponto de nos conseguirmos manter sempre ativos”. Admite que a maior dificuldade tem sido “a burocracia do nosso país, que nos asfixia”, mas realça que a RSA continua a “investir em pessoas, equipamentos, tecnologias e instalações, que permitam melhorar os nossos processos produtivos, condições de trabalho que dignifiquem a nossa atividade e o nosso contributo de ação social e ambiental com a comunidade, instituições e organizações”. Em declarações ao Jornal de Abrantes, Delfina Batista falou sobre um “grande projeto de ampliação para instalações contíguas às atuais instalações”. Vão ser dois pavilhões que “consistem na requalificação das instalações onde começámos inicialmente. É uma zona que precisa de ser recuperada, onde vamos construir duas grandes áreas cobertas”. Com o projeto de arquitetura já aprovado, o projeto pretende requalificar 20.000 metros quadrados, que vão ser impermeabilizados, bem como a instalação de

equipamentos de transformação de resíduos para “melhorar os processos de triagem, aumentar a rentabilidade e a valorização dos metais e diminuir os depósitos em aterro, e dessa forma contribuir para um ambiente mais sustentável”. O prazo de execução da obra é estimado em um ano, mas Delfina Batista admite que, no final do ano, “gostaríamos muito de já ter as obras feitas”. Também presente na cerimónia esteve o presidente da Câmara Municipal de Abrantes que agradeceu publicamente o trabalho da RSA, uma empresa que considera ser “muito importante em Abrantes e que nos últimos anos tem sido distinguida”. Manuel Jorge Valamatos admitiu que o município está “muito atento àquilo que vai ser o crescimento da RSA, num investimento superior a 7 milhões de euros”, em que a Câmara Municipal contribuirá com a “isenção de taxas urbanísticas e outras na ordem dos 100 mil euros”. A ampliação envolve a criação de “mais de 10 postos de trabalho”, acrescentou. Ana Rita Cristóvão

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A RSA - Reciclagem de Sucatas Abrantina SA comemorou, no dia 24 de maio, 30 anos de atividade, com um evento nas instalações, em Alferrarede. A comemoração contou com os dois fundadores da empresa, Emídio e João dos Santos Batista, que descerraram a placa representativa dos 30 anos da empresa, após a bênção por parte do cónego José da Graça. O discurso de 30 anos coube a Delfina Batista, membro da empresa que já vai na terceira geração. A responsável considerou o momento “histórico” e mostrou gratidão pelo presente que se encontra alicerçado num passado “de trabalho, relações de confiança” ao qual tem “enorme orgulho, nos nossos fundadores, que deram das suas vidas tudo a esta empresa ao longo de mais de 50 anos, quando começaram a atividade na mesma localidade, na época chamada ‘Olho de Boi’ ”. Falou também da capacidade dos fundadores em “motivar os seus sete filhos, que os começaram a acompanhar nos anos 80, e que se mantêm, assim como muitos colaboradores que permaneceram por dezenas de anos,

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REGIÃO / Vila de Rei

Empresa francesa de recuperação de viaturas ‘pão de forma’ vai instalar-se em Vila de Rei Uma empresa de importação, exportação e reparação automóvel vai instalar-se no concelho de Vila de Rei. A cedência dos lotes para a implementação da empresa foi aprovada por unanimidade na reunião ordinária da Câmara Municipal na segunda-feira, dia 20 de maio. A empresa vai adquirir dois lotes na zona industrial de Vila de Rei, entre a empresa de mármores e a Tnelis. Num será implementado um pavilhão para o desenvolvimento da atividade (oficina) enquanto no outro vão ser albergadas as viaturas para venda. A empresa já criada ‘Cláusula Perfeita - Unipessoal, Lda’ vai dedicar-se à compra de veículos automóveis antigos e de coleção, efetuar a sua recuperação ou reconversão e posteriormente a sua venda. Em declarações à Antena Livre e

/ A cedência dos lotes para a implementação da empresa foi aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal

ao Jornal de Abrantes, o presidente do município de Vila de Rei, Ricardo Aires, explica que o trabalho da empresa consiste fundamentalmente em “transformação de carros e eles são especializados na transformação de, por exemplo, os Volkswagen conhecidos como ‘pão de forma’ e noutros tipos de carros”. O responsável pela empresa é “um empresário francês, que vai começar a fazer o projeto e vai começar a laborar, em princípio, ainda no final deste ano”, anunciou o autarca que avançou estar neste momento “a negociar a concretização”. Os carros são importados dos Estados Unidos e exportados depois para o mundo inteiro, em especial para França. A implementação da empresa no concelho vai criar, inicialmente, quatro postos de trabalho “mas depois, com o desenvolvimento do negócio, pode aumentar”, afirma Ricardo Aires que destaca ainda a proximidade com a Estrada Nacional 2 e o custo do terreno como fatores de decisão do empresário em escolher Vila de Rei: “Vila de Rei é um concelho que tem neste momento boas vias de comunicação - o que pode ser uma vantagem para a empresa”. Ana Rita Cristóvão

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Município de Vila de Rei atribuiu bolsas de mérito a alunos do secundário

Carolina Ferreira

A abertura das respetivas candidaturas A Câmara Municipal de Vila de Rei, reunida a 20 de maio de 2019, distinguiu cinco decorre a partir do dia 1 de junho até ao dia alunos do ensino secundário com bolsas de 1 de julho de 2019. Informa o município que as candidaturas mérito relativas ao ano 2018/2019. Na cerimónia, que abriu a reunião ordi- às Bolsas podem ser efetuadas no Gabinete nária de Câmara, o presidente do município, de Ação Social e Educação do Município de Ricardo Aires, destacou que a atribuição das Vila de Rei, mediante preenchimento do bolsas resulta da avaliação dos alunos feita respetivo formulário. Ainda aprovada por unanimidade foi uma “pelo Ministério da Educação”, sendo dadas pelo município e respetivo agrupamento es- listagem provisória de bolsas de estudo para o ensino superior a oito alunos do concelho, colar. Presente na cerimónia, a Diretora do Agru- sendo que nesta atribuição, para além de pamento de Escolas de Vila de Rei, Margarida existir uma ponderação de notas, o critério Guimarães, refere que estas bolsas são “si- principal de atribuição tem que ver com, nal de que [os alunos] estudaram bastante”. segundo explicou o vice-presidente do muJá Ricardo Aires disse ser “um orgulho” o nicípio, Paulo César, “o cariz mais social”. Ana Rita Cristóvão trabalho feito pelos alunos e afirmou que a atribuição das bolsas de mérito servem para que os alunos “continuem a ser um orgulho, e esperamos que continuem com boas notas para bem do nosso concelho”. Ainda na reunião de Câmara, o executivo municipal aprovou, por unanimidade, a abertura das candidaturas para atribuição de duas bolsas de mérito a alunos do ensino superior do concelho / Presidente do município e diretora do Agrupamento de relativas ao ano letivo Escolas de Vila de Rei entregam bolsas de mérito 2018/2019.

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REGIÃO / Sociedade

Tancos: Regimento de Paraquedistas celebrou 63º aniversário Carolina Ferreira

/ O Regimento de Paraquedistas ultrapassou a marca do 46.400 paraquedistas formados ao longo de 63 anos

pelo orgulho que tive em tê-los sob o meu comando enquanto forças nacionais destacadas na República Centro Africana (RCA)”. O Almirante Silva Ribeiro referiu que “ao longo de 63 anos muito mudou, mas não mudou o valor do soldado paraquedista” e prova disso é a atuação a nível internacional, destacando o envio, daqui

a três meses, de uma nova unidade para a RCA. Depois de um momento de homenagem aos mortos em combate, também o comandante do Regimento de Paraquedistas, coronel paraquedista Hilário Dionísio Peixeiro, fez uma alocução alusiva à cerimónia, tendo distinguido a inauguração, há 63 anos, de uma “nova fase da evolução das unidades de combate portuguesas, um recurso militar de excelência ao dispor do Estado”. Hilário Peixeiro destacou a “abnegação e bravura” das tropas paraquedistas, que diz serem “modernas, ao nível do melhor que existe a nível mundial” e que serviram a pátria “nos teatros de operações africanos da guerra do Ultramar, nos Balcãs, em Timor, no Afeganistão, no Iraque, no Mali e na RCA”. O comandante do RParas salientou ainda a passagem da marca “dos 46.400 paraquedistas formados ao longo de 63 anos” e relembrou as tropas a “olhar para história como uma inspiração” para levar avante

a prece paraquedista: “Que nunca por vencidos se conheçam”. Seguiu-se a imposição de condecorações e o desfile das forças em parada, bem como das dezanove associações de antigos paraquedistas representadas na cerimónia. O Dia do Regimento de Paraquedistas contou com uma demonstração aeroterrestre e terrestre, com tropas paraquedistas a descer dos céus e a realizar exercícios exemplificativos do dia a dia naquele regimento. Outro dos momentos que torna todos os anos o evento especial é a reunião de antigos boinas verdes no almoço de confraternização. Foi com esse intuito que Fernando Gomes, de 68 anos, veio até Tancos. Integrou o BCP 21 em 1969, foi para Angola oito meses depois de entrar no RParas e compareceu à cerimónia na esperança de “ver os amigos que já não vejo há muito tempo” e de recordar os tempos de paraquedista. Ana Rita Cristóvão

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O Regimento de Paraquedistas comemorou o seu 63º aniversário no dia 23 de maio, numa cerimónia que trouxe até ao polígono militar de Tancos milhares de antigos boinas verdes. A cerimónia militar deste ano, na mítica parada Alferes Paraquedista Mota da Costa, perante os Estandartes das Unidades Paraquedistas que serviram a pátria e dos militares que guarnecem atualmente o RParas e os Batalhões de Paraquedistas, contou com a presença, na tribuna de honra, do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Almirante António Manuel Fernandes da Silva Ribeiro, acompanhado pelo chefe do Estado-Maior do Exército, General José Nunes da Fonseca. O chefe do Estado-Maior da Armada referiu que o momento tem “grande significado para o Exército e para a história militar de Portugal” sendo também “um motivo de grande satisfação pessoal, pelo carinho que nutro pelos paraquedistas, e de enorme regozijo profissional,

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REGIÃO / Sociedade

“Dragões” apagam 84 velas e apostam num futuro risonho “A Comissão Administrativa tudo faz, porque temos o apoio dos sócios do Clube”, afirmou António Santos que acrescentou que, na semana seguinte iria haver, “nesta mesma Toca, uma Assembleia Geral para discutir e aprovar as contas do período de julho de 2017 até 31 de dezembro de 2018 e onde também discutiremos o futuro do Clube”. António Santos anunciou que as perdas foram “estagnadas” e que “estão reunidas as condições para criarmos uma nova Direção” pois, como afirmou, “nós, como Comissão Administrativa, prometemos aos sócios recuperar o Clube, organizar o Clube e, quando estivesse tudo

calmo, iríamos chamar os mais jovens, porque isto tem que ter massa humana e temos que chamar a juventude a participar no Clube”. E desafiou esses mesmos jovens “para que se aproximem da Comissão Administrativa e que se apresentem a lista diga para dar continuidade àquilo que nós iniciámos a 21 de janeiro”. Presente na comemoração do 84º aniversário dos Dragões de Alferrarede, esteve o presidente da Câmara Municipal de Abrantes. Manuel Jorge Valamatos agradeceu aos Dragões de Alferrarede “pelo trabalho que tem feito ao longo destes 84 anos. É muito tempo, são muitas vidas e muita gente que

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O Clube Desportivo e Recreativo de Alferrarede «Os Dragões» nasceu a 10 de maio de 1935 e passa agora por uma fase de reestruturação. A 10 de maio de 2019, cerca de 230 pessoas juntaram-se na Toca do Dragão para celebrar o aniversário do Clube e para dizer “presente” no apoio que a coletividade precisa por parte da sua comunidade. António Santos, que lidera a Comissão Administrativa que atualmente dirige os destinos do Clube, disse que “esta moldura humana mais não é do que a profecia de acompanhar os Dragões e tê-lo no coração”.

se cruzou neste mundo durante todas estas décadas. Um Clube que é uma referência do desporto regional e até a nível nacional”. Quanto à situação atual que o Clube vive, o autarca referiu que “precisam da nossa ajuda, precisam da nossa atenção e nós estamos muito atentos e vamos tentar ajudar (…) para que haja aqui um processo para os próximos tempos”. No final, o presidente da Câmara agradeceu “a todos os que fizeram os Dragões de Alferrarede e a todos os que querem fazer com que os Dragões seja um Clube de referência no nosso concelho, na nossa região e até no nosso país”. O jantar comemorativo contou ainda com uma participação especial de um grupo de peregrinos de Marvão, que pernoitava nas instalações do Clube, e que fez questão de se juntar à festa, trazendo quadras e canções que fizeram levantar os convivas. Uma festa bonita para comemorar uma data bonita e que venham mais 84...

/ São 84 anos de uma história que ainda está a ser escrita.

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De olhos postos no futuro

De relembrar que o Clube Desportivo e Recreativo de Alferrarede «Os Dragões» não participou na última temporada no campeonato de futebol sénior. Essa situação vai mudar sendo “uma realidade já na próxima época”, avançou José Seixas Carlos, elemento da Comissão Administrativa. Neste momento, os Dragões já contam com “18 elementos inscritos no Clube e ainda estamos em final de época. Esta também é uma situação que nos orgulha porque têm sido as pessoas a virem ao nosso encontro. E isto só acontece quando há pessoas credíveis à frente das instituições”. Para a próxima época, o dirigente diz que “não queremos ganhar nada, queremos ser candidatos a...”, falando da constituição da equipa e anunciando que Nuno Miguel será o treinador que vai dirigir os Dragões. Patrícia Seixas


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Toni e a águia Vitória foram dois dos convidados de honra do 25º aniversário da Casa do Benfica que mais despertaram as atenções dos benfiquistas, que se juntaram a 10 de maio na Quinta das Oliveiras, em Alferrarede O troféu Cosme Damião para a melhor Casa do Benfica, recebido a 21 de março, ocupava lugar de destaque ao lado do púlpito onde os dirigentes falaram à nação benfiquista de Abrantes e região. Presentes na festa estiveram ainda o vice-presidente Domingos Almeida Lima, o responsável das Casas do Benfica, Jorge Jacinto, e o presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos. Se Toni despertou inúmeras conversas com adeptos, já a águia Vitória ganhou no campeonato das fotografias para as redes sociais ou apenas para mais tarde recordar. O vice-presidente do Benfica, Domingos Almeida Lima, elogiou a Casa do Benfica de Abrantes, destacando o seu trabalho em prol do Benfica e do desporto, principalmente do atletismo e deixou um desafio: “Deixo o desafio ao senhor presidente da Câmara para agendar uma reunião com o Jorge Jacinto (coordenador das Casas do Benfica) para avaliar a possibilidade de ser criada em Abrantes uma casa 2.0 (dois ponto zero). Já antes Jorge Jacinto tinha feito as referências aos atletas da Casa do Benfica que por vezes ficam à frente dos do Benfica. Mas

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Casa do Benfica em festa salientou que no final o que interessa é que é o Benfica que fica a ganhar. Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara de Abrantes que, ficou a saber-se, vem de uma família totalmente dos Belenenses sendo o único Benfiquista, destacou também a importância da Casa do Benfica enquanto representante do Sport Lisboa e Benfica e enquanto coletividade que promove também o desporto. Mas foi com Toni que os muitos benfiquistas presentes recordaram alguns momentos de glória, com o antigo jogador a deixar um recado: “O Seixal é muito importante, mas não chega. Temos de continuar a olhar à volta e a ir ao encontro das grandes promessas. Tivemos agora a jornada europeia e podemos olhar para a qualidade daquelas equipas que grande parte defrontou as portuguesas. O Benfica com Ajax e Eintracht, o Sporting com o Arsenal e o Porto com o Liverpool”. Toni revelou que as apostas do Seixal são um filão, mas que é uma fornada de bons jogadores. Que não pode haver ilusão de ser o Seixal a dar tudo à equipa principal. Já o presidente da Casa do Benfica, Carlos Martins fez as honras da casa, acolhendo os convidados e todos os benfiquistas inscritos para o jantar. Foi uma noite de paixão clubística e de muita conversa sobre a fase final do campeonato, duas semanas antes da festa do título. Jerónimo Belo Jorge

/ Toni, Carlos Martins e Domingos Almeida Lima num dos momentos da festa vermelha Junho 2019 / JORNAL DE ABRANTES

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REGIÃO / Sociedade

BNI Estratégia comemorou 8 anos

OPINIÃO /

Tarde demais José Alves Jana FILÓSOFO

S / Os 26 empresários que constituem o BNI Estratégia apontam a um maior crescimento Em 8 anos de existência em Abrantes, o BNI Estratégia gerou nas suas redes de negócios quase 17 milhões de euros de negócios. Atualmente, com 26 membros de outras tantas áreas de atividade, o grupo Estratégia do Business Network Internacional (BNI) chegou, em meados de maio, ao valor de 16.895.946 euros de negócios gerados através do grupo que assumem a troca de referências o mote fundamental para fazer movimentar as suas empresas. Estes valores de negócios gerados no seio do grupo faz parte da estratégia de cada uma das empresas que nas reuniões pedem contactos dos decisores de empresas ou outras instituições. Como funcionam em rede de contactos, um contacto gerado é, à partida, fidedigno e “meio caminho andado” para abrir portas. Mas trata-se apenas isso: abrir portas. Depois cada empresa terá de apresentar os produtos ou negócios. Caso uma abertura de porta resulte num negócio, o empresário deverá depois agradecer publicamente, nas reuniões, com referência ao valor global fechado. Como o objetivo é abrir portas a negócios para os parceiros há o principio das retribuições. Ou seja, todos recebem e todos oferecem possibilidades. Por exemplo, o Jornal de Abrantes sabe que na reunião de dia 17 de maio um dos empresários agradeceu um contacto de há mais de um ano de um elemento do BNI de

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outra localidade, mas que resultou num negócio superior a 1,2 milhões de euros. Nessa mesma reunião os 26 empresários registaram 96 referências, das quais 55 externas e 41 internas, 13 visitas, 47 encontros, oito formações e 156 mil euros de negócios gerados. Daniel Campos, presidente do BNI, destacou que as relações que se criam são relações de confiança, desta forma, ao “indicar uma referência a um cliente meu estou a dizer-lhe que pode confiar”. Como objetivo de crescimento o líder do BNI apontou a meta de atingir os 30 elementos para ter um grupo a gerar cada vez mais negócios. A vereadora da Câmara de Abrantes, Paula Grijó, destacou, numa intervenção curta, as relações de parceria entre empresários e pediu para olharem para a autarquia como outra parceira. Paula Grijó deixou ainda o convite para que uma destas reuniões se possam realizar no Parque Tecnológico para que os empresários possam conhecer os vários projetos que ali estão a ser desenvolvidos, nas áreas da maquinaria, automação ou inteligência artificial. Já Vasco Estrela, presidente da Câmara de Mação, agradeceu o trabalho feito pelos empresários, com menção especial para os do seu concelho, e também deixou a janela aberta para que algumas reuniões do BNI possam acontecer no seu território. Depois do jantar de aniversá-

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rio, Domingos Chambel, empresário e vice-presidente da Nersant, apareceu para fazer uma pequena intervenção sobre empreendedorismo. E para uma plateia de homens e mulheres de negócios, o dirigente da associação empresarial deixou a nota principal de que investidor e empreendedor são coisas distintas e que ter dinheiro não significa ser bom empreendedor. Aliás, foi mais longe ao dizer que há muitos e bons empresários, mas nem todos são empreendedores. Deixando um exemplo simples do que é ser empreendedor, Domingos Chambel, afirmou que “um empresário pergunta quantos operários são necessários para desenvolver um novo produto, os diretores respondem cinco e o empresário devolve-lhes o desafio de o fazerem com 4,8 operários. Isto é ser empreendedor”. Na sua intervenção revelou ainda a falta de escala que muitas e boas empresas lusas enfrentam nos negócios concorrenciais com concorrentes de outros pontos da Europa. O BNI Estratégia foi fundado, em Abrantes, em Maio de 2011, está presente em 74 países de todos os continentes, e tem mais de 251 mil empresários “associados”. O princípio básico da organização assenta na construção de relações de confiança “em ambiente estruturado e profissional promovendo a criação de negócios entre todos os seus membros”. Jerónimo Belo Jorge

abemos hoje que o cérebro humano é plástico: é moldado pela atividade vivida, que lhe dá forma criando as redes neurais específicas dessas atividades. Sim, há uma herança genética que nos dá a estrutura de base, o hardbrain, e há a organização funcional do cérebro pela vida vivida, o softbrain, que nos faz ser o que em particular somos. É isto que a ciência nos vem dizendo. Mas se isto é verdade, há conclusões – terríveis! – a tirar. Somos responsáveis por dar forma (formação: ação de dar forma) ao cérebro das nossas crianças. Como? Pelas oportunidades de vida que elas têm e deixam de ter. É pelas experiências que as crianças e jovens hoje vivem – na família, na escola, nos vários contextos sociais – que estão a ganhar forma os adultos de amanhã. Daí a pergunta inevitável: que estamos a fazer às nossas crianças e aos nossos jovens? Entre o muito de bom que também fazemos, estamos a envenenar devagarinho as nossas crianças com demasiados sal, açúcar e alimentos errados. Alarme: “30% das nossas crianças e jovens já são obesos”, com todos os problemas de saúde física e psíquica que isso acarreta. E ninguém se incomoda? Estamos a deixá-los expostos a horas excessivas e mutiladoras de televisão, telemóvel, computador e tablet. Estamos a truncá-los com muitas horas de sono não dormidas. Estamos a mutilá-los – mutilá-los! – com uma enorme falta de movimento corporal, de vida ao ar livre, de riscos vividos em ambiente natural. E não há alarme público? Muitas das nossas crianças vivem em lares pobres de vida emocional e de relações interpessoais. Porque os pais vivem sobrecarregados de trabalho e responsabilidades, e presos à televisão, ao computador, ao telemóvel. A forma como as crianças vivem os primeiros anos faz com que elas se tornem seguras, ousadas, curiosas, criativas, empreendedoras, felizes… ou o contrário. E o que elas são hoje, depende muito do que os adultos são com elas e para elas.

Se alguém pensa que exagero, pergunte aos especialistas das várias áreas. À medida que vivemos, as novas experiências são interpretadas à luz das experiências anteriormente vividas. Por isso, as vivências dos primeiros anos de vida têm uma importância decisiva: tornam-se modelo, critério de decisão. Como as da adolescência, em que a criança se reestrutura por dentro para se tornar o adulto que vai ser. David Antunes cantou na Gala Antena Livre o seu próximo tema, “Tarde demais”. E contou que lhe surgiu a partir de um momento em que a filha chamava por ele, mas ele tinha “outras coisas importantes” a capturar-lhe a atenção. Até que a filha desistiu, foi-se embora. Então, ele despertou. E veio avisar-nos: “Só damos valor quando é tarde demais”. Dia 1 de Junho é Dia da Criança. Os outros dias do ano são aqueles em que, dia a dia, damos às nossas crianças e aos nossos jovens – poucas e pobres? – oportunidades de se fazerem os adultos que hão de ser. Há aqui muito trabalho político e de cultura parental a fazer. É terrível, sim, mas sobretudo maravilhoso o poder (incerto!) que temos na vida das nossas crianças e dos nossos jovens. E quando lhes damos o melhor de nós, eles saberão fazer frutificar o que lhes demos. Esta é a hora, para que não seja “tarde demais”.

As vivências dos primeiros anos de vida têm uma importância decisiva: tornam-se modelo, critério de decisão.


REGIÃO / Sociedade OPINIÃO /

Teresa Aparício

Largo General Avelar Machado

Nuno Alves MESTRE EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS nmalves@sapo.pt

E

ste pequeno largo situa-se a poente da Praça Barão da Batalha e, ao centro num canteiro relvado, encontra-se o busto, em bronze, do general Avelar Machado. Está no coração do centro histórico e por ali passam diariamente muitos abrantinos, que para ele olham distraídos, mas já poucos sabem quem foi esta figura abrantina e o que fez de notável para ter direito a este memorial. José Alves Pimenta de Avelar Machado nasceu em Rossio ao Sul do Tejo, a 8 de Novembro de 1848 e faleceu a 23 de Abril de 1909. Fez uma carreira militar brilhante na arma de engenharia, onde chegou a atingir o posto de general. Graças aos bons serviços prestados obteve algumas das mais altas condecorações nacionais e estrangeiras como a Ordem de Santiago de Espada, a Grã-cruz de Isabel a Católica e foi deputado pelo círculo a que Abrantes então pertencia, durante quase vinte anos. Foi neste cargo que, movendo a sua considerável influência, conseguiu muitos melhoramentos não só para o nosso concelho, mas também para os de Constância, Sardoal, Mação e outras regiões do distrito. No que a nós diz respeito, o que o tornou objecto de grande estima e gratidão por parte dos abrantinos, foi sem dúvida o facto de ter conseguido, junto do governo central, a autorização e as verbas necessárias para o abastecimento de água potável a esta então vila, já na altura com um considerável número de habitantes. A escassez de água potável em Abrantes era antiga, pois as melhores fontes situavam-se a alguma distância, em terrenos por vezes difíceis e desnivelados. Havia entre outras a Fonte dos Pastores, para os lados de Abrançalha, a Fonte do Aipo perto do que é hoje a zona desportiva, a Fonte de S. Caetano nas barreiras do Castelo e este precioso líquido era transportado em cântaros, à cabeça de mulheres que faziam dessa tarefa profissão e que depois o vendiam a quem podia pagar o esforço e tempo despendi-

A

dos. Daí a razão de ser desta quadra popular muito conhecida: Abrantes é boa terra Dá de comer a quem passa Mas quem não levar dinheiro Nem água lhe dão de graça. Para abastecer Abrantes, foi encontrada uma nascente abundante e de boa qualidade, no sopé do monte, na Chainça, mas era preciso elevá-la a cerca de 400 metros de altitude, o que foi conseguido graças à construção de uma central térmica, a chamada fábrica da água, uma das mais potentes e modernas da altura. Os abrantinos ficaram tão contentes com este melhoramento que, quando da sua inauguração, em Outubro de 1891, saíram á rua e organizaram festejos que perduraram na memória de todos os que neles participaram. Embora militando em partidos diferentes, o general Avelar Machado colaborava com frequência com o Dr. Solano de Abreu, nomeadamente quando este foi presidente da associação que esteve na

origem do Montepio Abrantino, cujo edifício se situa próximo. E foi também este ilustre abrantino que, no fim da década de vinte do século seguinte, teve a iniciativa de organizar uma subscrição pública com o fim de angariar fundos para a construção deste busto de Avelar Machado, cuja execução é da autoria do escultor Ângelo Teixeira e o pedestal é de Raul Lino, a cuja traça se deve também o edifício conhecido por Assembleia, que ladeia este largo. Os abrantinos colaboraram generosamente e a inauguração teve lugar a 27 de Junho de 1929, estando presentes na cerimónia figuras ilustres da época, como o Ministro da Justiça. No discurso inaugural, Solano de Abreu, que sempre pugnara para que não fosse esquecida a memória de um homem que fora tão significativo para a região, não poupou elogios à sua obra. Assim se conhecem os grandes Homens, que são capazes de ultrapassar as suas pequenas divergências e, praticando a Política com maiúscula, conseguem conjugar esforços em prol do bem comum.

s eleições para o Parlamento Europeu são, sem dúvida, o momento político do ano e constituem-se como um verdadeiro desafio à sensatez e bom senso. É hoje evidente que o descontentamento popular com o poder político se deve ao “sequestro” do Estado por interesses corporativos e cartéis partidários de forma a capturarem e monopolizarem, em benefício individual ou conjunto, os poderes político e económico. Em sentido oposto, com promessas fáceis em tempos difíceis, o populismo político sobe agora à ribalta, ignorando o bom senso e prometendo aquilo que todos querem ouvir. Pela primeira vez na história democrática da Europa, corre-se o risco de se eleger para os comandos da Europa forças políticas anti-europeias que tudo apostam na implosão do Projeto Europeu. No panorama português, forças à esquerda e à direita, cada vez mais populistas, continuam a crucificar o Euro como a fonte de todo o mal mas esfregam as mãos quando os fundos europeus nelas caem; advogam um referendo à permanência na União Europeia mas gritam a Bruxelas por ajuda quando o Estado português não dá mais. Continua-se a fazer campanha ignorando e convidando a ignorar a verdadeira realidade histórica portuguesa: Portugal, enquanto país, não tem recursos económicos suficientes para existir. Desde o início, Portugal viveu sempre de recursos alheios. Fazer parte da Europa e pertencer ao Euro permite-nos ter acesso aos fundos europeus,

Ao longe, Bruxelas exportar para o mercado europeu sem restrições alfandegárias e ter acesso a crédito a custos muito mais baixos. Porém, pelo seu valor, o Euro é uma moeda muito forte para a economia portuguesa. Muitos advogam a saída do Euro por retirar competitividade às nossas exportações e porque, pertencer ao Euro, é abdicar da nossa soberania em questões de política monetária em favor do BCE. Apesar de a desvalorização da moeda permitir um fôlego de ar momentâneo em economias fragilizadas, não resolve problemas estruturais a longo prazo. Manter esta prática, seria atirar-nos para uma divisão económica onde se compete pelos baixos salários e por um conjunto de práticas económicas que apenas empobrecem os trabalhadores. Quem defende estas medidas contudo, continua a ignorar que em vinte anos de moeda única, teria sido fundamental focar o discurso numa profunda reforma da nossa economia e não na eterna culpabilização do Euro. No fim de contas é sempre mais fácil encontrar culpados do que admitir a culpa.

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NOMES COM HISTÓRIA /


DESPORTO /

Centro Hípico Quinta do Cabrito Gonçalo Fragoso é o rosto da Quinta do Cabrito, centro hípico localizado na União das Freguesias de S. Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo. Fomos ouvi-lo, enquanto primeiro responsável por este projeto, cabendo-lhe também um papel fundamental na formação de jovens cavaleiros e amazonas, bem como no treino de um conjunto de atletas que vão alcançando bons resultados em provas de equitação.

A Quinta do Cabrito é o centro hípico que abri há 17 anos, fruto de uma paixão, que são os cavalos. A Quinta tem evoluído muito em termos não só de instalações, mas também de resultados e ainda no que toca a comércio de cavalos.

Quem é Gonçalo Fragoso, responsável por este projeto de equitação?

Eu sou uma pessoa apaixonada por cavalos. Para mim a equitação é como que um refúgio em todas as ocasiões. Gosto de ver as pessoas que me rodeiam felizes, independentemente da minha relação com elas. Os próprios cavalos desenvolveram em mim uma maneira de ver o mundo, estou grato pelas coisas que tenho.

O Gonçalo é o único responsável pela formação e treino na Quinta do Cabrito?

A maior parte dos atletas (quer sejam cavalos ou cavaleiros) sou eu que os preparo. Contudo, numa primeira fase tenho um rapaz, um amigo de longa data, que se chama João Ferreira, que me ajuda a pôr os miúdos mais novos bem a cavalo, com uma boa colocação em sela. Numa fase mais avançada, a de competição, faço o meu trabalho juntamente com os meus alunos. Se há coisa que aprecio é ouvir o que eles têm para dizer, que é extremamente necessário nesta fase de que falo. Gosto de os fazer pensar pelas suas cabeças.

Quantos animais existem na Quinta? A quem pertencem?

Neste momento alojamos cerca de 40 cavalos, números redondos. Grande parte dos cavalos são de alunos, tenho também clientes que apenas investem (que não montam), clientes que confiam no meu trabalho e no progresso que poderei originar nos seus cavalos. E alguns são mesmo meus, tenho cavalos por conta própria.

Na equitação, o atleta é o animal ou quem o monta?

Quantos cavaleiros e amazonas praticam equitação na Quinta do Cabrito?

Temos cavaleiros e amazonas de todas as idades. Desde os 10 anos até aos 40. Metade da nossa equipa são miúdos que estão a começar com o João. No chamado nível de competição temos cerca de dez atletas, que nos representam pelo país fora. No total somos cerca de 25 pessoas a desfrutar – quer por lazer, quer por competição – da atividade equestre.

Em quantas provas, em média, participam no decurso de uma época?

Tentamos fazer um concurso por mês. Existem ocasiões especiais e como tal acabamos por desmarcar certos concursos que estão agendados, principalmente no período de testes. Em média participamos em doze concursos por ano.

Quais os resultados de maior destaque que têm alcançado?

Tive sorte nos talentos que encontrei, temos variadíssimos resultados. No que toca a juventude já tivemos campeões nacionais, vice-campeões nacionais, terceiros lugares… os nossos jovens, penso que já chegaram a todos ou quase todos os patamares. Nos concursos regulares não é costume entrarmos para ganhar, apostamos mais na formação dos nossos cavalos e cavaleiros, não quer dizer que não ganhemos excelentes prémios. Pessoalmente já tive bastantes classificações em provas.

A equitação não é um desporto de um só atleta, tudo funciona em conjunto. Sem um cavalo não podemos praticar, mas o cavalo sem nós certamente que não fará nada. Costumo comparar muitas vezes um conjunto (cavalo-cavaleiro) com um Centauro, quando estou a dar aulas falo muito nisso. As más línguas dizem que quem faz o desporto é o cavalo, mas, logo após a natação, a equitação é o desporto que mais músculos inclui. E não é só trabalho físico, mas também mental. O contacto com os animais e a interajuda que tem que existir entre o animal e o ser humano desenvolve capacidades como em nenhum outro desporto, tais como a concentração e a responsabilidade.

Quais são as características mais importantes para quem quer ter sucesso na equitação?

O mais importante num cavaleiro, tecnicamente falando, é o equilíbrio e a capacidade de agir, ou seja, um cavaleiro que não tem equilíbrio nunca obterá uma performance positiva, pois todo o controlo do cavalo está no equilíbrio do mesmo. A ca-

pacidade de agir é importantíssima, porque tudo na equitação acontece em frações de segundos, quando algo é necessário tem que ser realizado o mais rápido possível e associado a esta capacidade de agir vem a sensibilidade pois não basta bater com as pernas com força. Tudo tem que ser com conta, peso e medida. Não entrando nos termos técnicos, um cavaleiro tem que ser essencialmente calmo. Todas as nossas sensações são sentidas pelos cavalos, logo temos de estar calmos para a informação não ser mal interpretada.

A equitação é um desporto apenas para pessoas com bastante poder económico?

A equitação é um desporto pouco acessível, é uma realidade! Porém, aqui na Quinta tentamos ao máximo ter cavalos para que pessoas com menos posses financeiras possam usufruir da equitação. É impensável, para mim, negar esta relação (cavalo-cavaleiro) a alguém que tenha esta paixão. Cada aula aqui na Quinta são 10 euros. Obviamente que para um nível mais sério não funciona da mesma maneira. José Martinho Gaspar

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JORNAL DE ABRANTES / Junho 2019

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O que é o Centro Hípico Quinta do Cabrito?


CULTURA / Perpetuar a memória de Camões nas Pomonas Camonianas Nos dias 8, 9 a 10 de junho, Constância recebe as XXIV Pomonas Camonianas, um evento cultural que pretende homenagear Camões, a época em que o épico viveu e a sua ligação à vila. A Cerimónia de abertura do evento, no dia 8 às 15:00, no Parque de Merendas, contará com um apontamento musical dos alunos do Ensino Articulado de Música. Durante a tarde, junto ao Monumento a Camões, decorrerão atuações dos alunos dos jardins de infância do concelho e das crianças da creche da Santa Casa da Misericórdia de Constância. Pelas 21:00,

Festival Rock na Vila nos dias 7 e 8 de junho

o Jardim-Horto de Camões recebe uma “Noite do Oriente” com um espetáculo de dança e música. No dia 9 de junho, a Praça Alexandre Herculano e a Avenida das Forças Armadas acolhem a Feira de Antiguidades e Velharias, entre as 9:00 e as 20:00, sendo que, junto ao Monumento a Camões, a animação terá início pelas 17:30 com a atuação dos alunos do 1.º ciclo do concelho e dos alunos da Universidade Sénior. Pelas 21:30, no anfiteatro dos rios será recriada a chegada de Camões a Constância e pelas 00:00 terá início a prova de orientação noturna.

No 10 de junho, Constância celebra Camões e a sua relação com o poeta, realizando, pelas 15:00, uma deposição de coroas de flores junto ao Monumento a Camões, seguindo-se, uma hora depois, um momento de danças renascentistas. Na Casa-Memória de Camões terá lugar, às 17:00, uma conferência subordinada ao tema “O Poeta em busca de si e da sua epopeia”, pelo professor Carlos Ascenso André. Para encerrar as Pomonas Camonianas decorrerá, pelas 19:00, junto ao Monumento a Camões, um momento de danças acrobáticas.

Constância

16 de junho – Passeio Pedestre pela “Grande Rota da Prata e do Ouro” – Lapa, 9:00

O Festival Rock na Vila regressa a Vila de Rei nos dias 7 e 8 de junho, naquela que é a sua décima sexta edição e que reúne o melhor da musical nacional. Além do cabeça de cartaz, Piruka, a primeira noite do Festival conta com as atuações de ContraSenso, Protest & Survive e dos DJs Silver Fox e Kadiv. Blasted Mechanism, Paradigma, Gordo e os Indecentes, DJ Fernando Alvim e DJ R3AKTIV animam a segunda noite do evento. Organizado pelo Município de Vila de Rei, o Rock na Vila tem entrada livre e o campista é gratuito.

Workshop “Entre o Gesto e a Arte” em Mação

AGENDA / Abrantes Até 16 de junho – Exposição “Sob o signo de Saturno”, de Pedro Valdez Cardoso - Quartel da Arte Contemporânea – Coleção Figueiredo Ribeiro Até 30 de agosto – Exposição “Parque em Macro II”, da Fundação Serralves – Parque Tejo 7 de junho a 27 de julho – Exposição “Fernando Namora: Nave de Pedra – Andarilhagens por terras de vários matizes” – Biblioteca Municipal António Botto 8 de junho – Academia de Mercado com Hugo Dunkel e EPDRA – Mercado Municipal, 10:30 12 a 16 de junho – Festas de Abrantes 22 de junho – Academia de Mercado – Receitas com mel com Colmeicentro – Mercado Municipal, 10:30 27 de junho – Baile com DJ Kid Kat e Carlos Catarino – Parque Urbano de São Lourenço, 10:00 30 de junho a 7 de julho – 180 Creative Camp – Centro histórico

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No dia 9 de junho, no Instituto Terra e Memória em Mação terá lugar, das 10:00 às 17:00, o workshop  “Entre o Gesto e a Arte”, uma iniciativa de experimentação artística e tecnológica. As inscrições são limitadas a 20 participantes e podem ser realizadas através do email museu@cm-macao.pt ou do telefone 241 571 477. A organização do workshop é da Câmara Municipal de Mação, Museu de Arte Pré-Histórica de Mação, Instituto Terra e Memória em parceria com a Cátedra Unesco Humanidades e Gestão Integrada do Território, Cidades da Aprendizagem.

4 e 5 de junho – Visitas noturnas ao Borboletário “O outro lado da vida das borboletas” - Parque Ambiental de Santa Margarida, 20:30 8, 9 e 10 de junho – Pomonas Camonianas

Mação 9 de junho – Workshop “Entre o Gesto e a Arte” - Instituto Terra e Memória, 10:00 às 17:00 10 de junho – Comemoração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, 11:00 16 de junho – Passeio Pedestre “Pais e Bebés”

Sardoal Até 9 de junho – Exposição “Projeto Capela 2019” – Cá da Terra Até 9 de junho – Exposição “Paixão”, pintura de Emília Nadal - Centro Cultural Gil Vicente

22 de junho - Workshop “Trabalhar o Couro” com Rui Daniel – Cá da Terra, 15:00 28 de junho a 6 de julho – IV Encontro Internacional de Piano – Centro Cultural Gil Vicente

Vila de Rei Até 21 de julho – Exposição coletiva de fotografia de André Ferrão, Daniel Vintém, Hugo Bastos, Nuno Teixeira e Vasco Rafael Carvalho – Museu Municipal 7 e 8 de junho – 16.º Festival Rock na Vila 9 de junho – “Os quintais nas praças do Pinhal” – Largo do Mercado Municipal, 9:00 às 16:00

Vila Nova da Barquinha Até 15 de setembro – Exposição “Projeto Artejo” – Galeria do Parque

9 de junho – Bodo – Praça da República

2 de junho – Ciclo de Jazz com Kaleidoscópio – Centro Cultural, 21:00

15 de junho – Marchas Populares – Av. Heróis do Ultramar, 21:00

8 a 13 de junho – Feira do Tejo 2019 – Parque Ribeirinho

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SAÚDE / CHMT tem nova viatura para Hospitalização Domiciliária

Manuel Duarte Técnico de saúde ambiental

Qualidade da Água no Médio Tejo

O Centro Hospitalar do Médio Tejo recebeu uma nova viatura para as deslocações das equipas da Unidade de Hospitalização Domiciliária (UHD), à residência dos doentes tratados por esta nova Unidade. Segundo o CHMT, a Unidade de Hospitalização Domiciliária está a funcionar desde 19 de dezembro de 2018, já realizou mais de 592 visitas e já percorreu mais de 18000 quilómetros. Em quatro meses de atividade, a UDH no Centro Hospitalar do Médio Tejo avaliou 82 doentes e prestou cuidados de saúde no domicílio a 45 doentes. Atualmente, a equipa da Unidade de Hospitalização Domiciliária é constituída por um médico, três enfermeiros (a tempo inteiro), uma assistente social e uma farmacêutica. A equipa conta ainda com a colaboração de assistentes técnicos e assistentes operacionais. A funcionar 24 horas por dia, 365 dias por ano, a hospitalização domiciliária garante o mesmo nível de tecnologia, qualidade e segurança nos cuidados ao doente do que o internamento convencional.

É preocupação da Unidade de Saúde Pública do Médio Tejo a vigilância da qualidade da água … A maior parte da água existente no planeta é salgada (97%), restando apenas uma porção muito pequena (3%) de água doce. Desta, pequena porção (2%) encontra-se nos glaciares congelada, o que significa que não pode ser utilizada para consumo, mas com o aquecimento global não deverá faltar muito. Mas a quantidade de água potável é muito menos (1%). Localiza-se no subsolo, nos rios e noutros cursos de água. E o homem ainda a poluiu. Sabemos que os rios, os nascentes e os lagos são poluídos pelo homem através dos efluentes de resíduos líquidos domésticos, industriais, pecuários, etc. A agricultura intensiva obriga a utilização de grandes quantidades de adubos azotados que, por infiltração, contaminam os lençóis freáticos do subsolo e os lagos através das escorrências. No Médio Tejo, os serviços da Unidade de Saúde pública, através dos Técnicos de Saúde Ambiental, no ano de 2018, efetuaram 348 análises de água para determinação dos parâmetros microbiológicos (Bactérias coliformes, Escherichia coli Enterococos intestinais, Clostridium perfringens, etc) e 182 análises para determinação dos parâmetros Físico-Químicos, (Nitratos, nitritos,

condutividade Etc.) num universo de 109 Sistemas (sistema de abastecimento público de água que compreende a captação, o tratamento, a elevação, o transporte, o armazenamento, a distribuição e a utilização da água). Destes, a maioria teve apreciação de conforme nas análises microbiológicas (86%) e nas análises Físico – Químicas. A apreciação de “conforme” foi de 88%. A água é um recurso natural tão importante que se encontra presente em praticamente todas as atividades humanas.

Vítor Falcão N: 15-01-1946 F: 24-05-2019

Agradecimento A família de Vítor Falcão agradece a presença de todos os que ajudaram a suportar a sua morte, homenageando a sua vida. Foi um pai presente, atento e dedicado que soube transmitir aos filhos e netos os verdadeiros valores pelos quais os homens se devem governar. Foi um marido carinhoso, amigo e cúmplice que tudo fez para que a harmonia familiar não fosse uma causa a conquistar mas uma certeza. Foi um homem de causas, de uma dedicação sem limite a tudo o que se entregava e um amigo do seu amigo. Foi um exemplo e uma força da natureza. Onde quer que esteja, e homens como ele não morrem, será sempre a nossa referência e tudo faremos para o perpetuar.

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JORNAL DE ABRANTES / Junho 2019

Diariamente, perdemos em média 2,5 l de água por dia, pelo suor, pela respiração, pela urina e pelas fezes. Assim, para manter o equilíbrio, devemos ingerir, bebendo ou comendo, a mesma quantidade de água potável por dia. Devemos comer, diariamente, frutos e vegetais, devido à elevada quantidade de água existente na composição desses alimentos. Desta forma, pelo descrito atrás, podemos beber a água que corre nas nossas torneiras.

/ A Unidade de Hospitalização Domiciliária já realizou mais de 592 visitas PUBLICIDADE

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Jornal de Abrantes junho 2019  

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