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ESTREIAS CINEMA

JACKIE JACKIE

DE

ESTREIA 9 DE FEVEREIRO

PABLO LARRAÍN

Duração: 1h 39min

COM NATALIE PORTMAN, PETER SARSGAARD, GRETA GERWIG, BILLY CRUDUP, JOHN HURT

O primeiro filme de Pablo Larraín em língua inglesa traz-nos Natalie Portman na pele de Jacqueline Kennedy, nos dias após o assassinato de JFK Meses após a estreia de Neruda no Festival de Cannes, Pablo Larraín regressa com Jackie. Os filmes partilham o facto de ambos se debruçarem sobre personagens reais, Pablo Neruda e Jacqueline Kennedy. Neruda, falado em espanhol, aborda a fuga do poeta chileno em 1948 devido ao seu envolvimento com o partido comunista. Jackie, o primeiro filme do realizador falado em inglês, aborda a reacção de Jacqueline Kennedy ao assassinato do seu marido, John F. Kennedy, em 1963, e a forma como decidiu escrever o legado do marido (e o seu) nas páginas da história dos Estados Unidos da América. Jackie, como o próprio titulo sugere, é um retrato intimo e pessoal de uma das primeiras-damas mais famosas do século XX. O filme olha para Jacqueline Kennedy, a mulher, exausta, enlutada, que procura uma forma de cimentar o legado de JFK, o símbolo, enquanto faz o seu luto por John F. Kennedy, o homem, e recupera de uma tragédia que ainda hoje atormenta o imaginário norte-americano.

Darren Aronofsky, realizador de O Wrestler e Cisne Negro e um dos produtores de Jackie, sugeriu o projecto a Larraín, que se apercebeu de quão envolta em mistério continua a estar a viúva de JFK. Em entrevista ao The Guardian, revela: “Jacqueline Kennedy é, possivelmente, a mais desconhecida das mulheres conhecidas do século XX, existem inúmeras biografias suas, mas ainda hoje ninguém sabe exactamente quem foi. Existe um mistério incrível à sua volta, que é sedutor e atraente.” Larraín aceitou o projecto na condição de que Natalie Portman fosse a protagonista, afirmando: “Era necessário alguém parecido, com a mesma elegância e sofisticação, que a Natalie tem, mas mais do que isso é olhar para ela e sentir que se passa algo dentro dela, que sabemos que está a acontecer, sem percebermos o que é. É como se estivesse prestes a explodir, mas sempre a controlar-se.” Embora este seja o seu primeiro filme à volta de uma figura feminina, e o realizador esteja fora do seu país, da sua história e da sua língua, percebemos logo nos primeiros instantes que este projecto é tão forte e tão marcante como Não ou O Clube. A banda sonora de Mica Levi é uma peça fundamental e Larraín escolheu a instrumentalista britânica (que havia sido responsável pela banda sonora de Debaixo da Pele, de Jonathan Glazer) justamente para que o espectador nunca se sinta demasiado confortável. Diana Cipriano

Prémios e Festivais: Festival de Veneza: Prémio Melhor Argumento Festival de Toronto: Prémio Platform Golden Globes: Nomeação para Melhor Actriz – Drama Prémios Screen Actors Guild: Nomeação para Melhor Actriz

10 JANEIRO | FEVEREIRO '17

Medeia Magazine - Janeiro / Fevereiro 2017  

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