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ESTREIAS CINEMA

CAKE:

ESTREIA 19 MAR

UM SOPRO DE VIDA DE

DANIEL BARNZ

Dur: 102 min

COM JENNIFER ANISTON, ADRIANA BARRAZA, ANNA KENDRICK

Jennifer Aniston interpreta uma personagem que sofre de dor crónica e vive obcecada com o suicídio de uma mulher que mal conhecia Claire Simmons, interpretada por uma Jennifer Aniston pouco maquilhada, está a sofrer. A dor física é evidente nas cicatrizes que revestem o seu corpo e na forma como ela se apresenta diante de nós, estremecendo a cada passo, hesitante. Torna-se igualmente difícil para Claire esconder a sua dor emocional. Brusca ao ponto de despejar insultos lancinantes a torto e a direito, a raiva de Claire explode em quase todos os momentos de interacção: já se afastou do seu marido, dos amigos e até o grupo de apoio à dor crónica, que frequenta, já se viu obrigado a expulsá-la. A única pessoa que permanece firme na solitária existência de Claire é a sua empregada, Silvana (Adriana Barraza), que não sabe como lidar com a necessidade de álcool

YVONE KANE

e medicamentos da sua chefe. Mas o suicídio de Nina (Anna Kendrick), que faz parte do grupo de apoio aos doentes com dor crónica, desencadeia outra obsessão. Na procura de respostas sobre a morte de uma mulher que mal conhecia, Claire explora os limites entre a vida e a morte, o abandono e o desgosto, o perigo e a salvação. Ao infiltrar-se na vida do marido de Nina (Sam Worthington) e do filho que Nina deixou para trás, Claire acredita que encontrou a salvação. Na realidade, terá de se confrontar consigo mesma. A representação de Jennifer Aniston garantiu-lhe a nomeação para um Globo de Ouro na categoria de melhor actriz num filme dramático. Prémios e Festivais: Golden Globes – Nomeação para Melhor Actriz

Dur: 117 min

DE MARGARIDA CARDOSO EM EXIBIÇÃO COM BEATRIZ BATARDA, FRANCILIA JONAZE, GONÇALO WADDINGTON,

IRENE RAVACHE, SAMUEL MALUMBE

Margarida Cardoso revela a força de três mulheres no seu mais recente filme Depois da perda de sua filha, Rita, interpretada por Beatriz Batarda, volta ao país africano onde viveu na infância, para investigar um mistério do passado: a verdade sobre a morte de Yvone Kane, uma exguerrilheira e activista política. Nessa outra realidade geográfica, nunca revelada pela realizadora Margarida Cardoso, onde o progresso se constrói sobre as ruínas de um passado violento, Rita reencontra a velha mãe, Sara (Irene Ravache) - uma mulher dura e solitária. Enquanto Sara, uma médica de 60 anos, vive os últimos dias da sua vida procurando um sentido e uma justificação para os seus actos do passado, Rita embrenha-se num território marcado pelas cicatrizes da História e profundamente assombrado por fantasmas da guerra. Embrenha-se na procura do segredo de Yvone, mas todos os caminhos parecem leva-la à revelação da impossibilidade de uma redenção e à inevitabilidade do esquecimento. 14 MARÇO | ABRIL 2015

“As figuras revolucionárias femininas, como, por exemplo, a Josina Machel, são representadas como santinhas, sem corpo. Para mim, a Yvone Kane é, de certa forma, aquilo do que deveria ter sido representado da Josina Machel. Há um lado muito pudico dos revolucionários, como se as mulheres fossem perfeitas. Nem nos livros de história vamos saber quem verdadeiramente eram”, explicou a realizadora em entrevista ao portal informativo Rede Angola. Sara e Rita reacendem mágoas antigas e, na impossibilidade de se entenderem, acabam por seguir percursos distintos. Prémios e Festivais: Tallin Black Night Film Festival

Medeia Magazine 16 Março e Abril  

Dez obras ímpares, que testemunham o génio e a humanidade de Roberto Rossellini, estarão em exibição exclusiva na Medeia Filmes, em Lisboa a...

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