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Extensivo Aplicado Volume 7


AUTORES

Kátia Tomie Kozu Graduada pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos (FCMS). Especialista em Pediatria pelo Hospital Brigadeiro. Especialista em Reumatologia Pediátrica pelo Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Mestranda em Pediatria pelo HC-FMUSP.

Marcela Asanuma Odaira Graduada pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos (FCMS). Especialista em Pediatria pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Título de especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Título de especialista em Alergia e Imunologia pela Sociedade Brasileira de Alergia e em Imunopatologia Médica pelo Hospital Albert Einstein.

Alex Jones Flores Cassenote Graduado em biomedicina pelas Faculdades Integradas de Fernandópolis da Fundação Educacional de Fernandópolis (FEF). Mestre e doutorando em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação em Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Epidemiologista responsável por diversos projetos de pesquisa na FMUSP e na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Epidemiologista do Centro de Dados e Assessor da Diretoria de Comunicação do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Colaborador do Laboratório de Epidemiologia e Estatística do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (LEE).

Edson Lopes Mergulhão Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Especialista em Medicina Preventiva e Social pelo HC-FMUSP. Pós-graduado em Administração Hospitalar e de Sistemas de Saúde pela Fundação Getulio Vargas (EAESP-FGV).


APRESENTAÇÃO

Sabe-se que o estudante de Medicina que opta pela especialização tem enfrentado, a cada ano, maior dificuldade no ingresso em um programa de Residência Médica de qualidade. Também é notável que a garantia de êxito desse desafio depende, quase exclusivamente, de um material direcionado e que traga segurança ao candidato. E essa garantia se reforça apenas quando o estudo conta com um apoio didático ainda mais objetivo e de maior complexidade. A Coleção Extensivo Aplicado foi idealizada justamente para preencher essa lacuna. Os casos abordados retratam situações reais, estimulando assim o raciocínio e habilidades em anamnese e condutas. Os 7 livros da coleção são compostos por casos clínicos das 5 áreas básicas da Medicina. Ou seja, são dirigidos tanto a formados quanto a recém-formados que visem ao aprimoramento constante e ao sucesso no processo seletivo e na especialidade desejada.

Direção Medcel A medicina evoluiu, sua preparação para residência médica também.


ÍNDICE

Casos Clínicos - Pediatria Respostas - Pediatria

Casos Clínicos - Epidemiologia Respostas - Epidemiologia

17 59

95 134


Pediatria


11.

PEDIATRIA

Uma criança de 6 meses é trazida ao serviço de emergência pela avó, que conta que há 3 dias se iniciou um quadro de coriza com febre baixa e tosse. O quadro piorou e hoje o menino ficou muito “cansadinho”. Foi atendido na unidade básica de saúde, onde realizou radiografia de tórax (Figura a seguir) e recebeu inalação com soro fisiológico. Como não houve melhora, foi encaminhado ao hospital. Você avalia a criança e nota que ela está taquidispneica e agitada.

a) Com estes dados, qual é a sua hipótese diagnóstica?

Você leva este paciente à sala de emergência, o examina e o monitora. A criança está pálida, desidratada, taquidispneica e taquicárdica, com batimento de asa de nariz, tiragem subcostal, FR = 70irpm, FC = 170bpm, PA = 90x50mmHg, SatO2 = 95%. AR: MV diminuído bilateralmente com sibilos inspiratórios e expiratórios e estertores subcrepitantes difusos. ACV: BRNF 2t sem sopros. O eletrocardiograma mostra este traçado:

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Extensivo aplicado Caso 14 a) Rinite alérgica e deficiência de IgA. Rinite alérgica: é a inflamação da mucosa de revestimento nasal, caracterizada pela presença de 1 ou mais dos seguintes sintomas: congestão nasal, rinorreia, espirros, prurido e hiposmia. A deficiência da imunoglobulina A (IgA) é a mais comum dentre as imunodeficiências congênitas conhecidas, e sua prevalência média é de 1:700 nascidos vivos. Os pacientes podem apresentar-se clinicamente assintomáticos, com quadros de infecções de repetição graves principalmente em vias aéreas superiores e inferiores e, também, aparelho gastrintestinal. A deficiência seletiva de IgA é definida, segundo os critérios de Ammann & Hong, como IgA sérica menor do que 5mg%, sendo normais as outras imunoglobulinas, a imunidade celular e a produção de anticorpos. O diagnóstico é realizado após os 4 anos, pois no início da vida os níveis desta imunoglobulina são fisiologicamente baixos. As outras imunoglobulinas (IgG e IgM) devem ter níveis normais para a idade. b) A classificação segundo a lV Diretriz Brasileira para o Manejo da Asma é persistente moderada devido a sintomas diários (tosse noturna diariamente, VEF1 60 a 80% do previsto). Intermitente

Persistente Leve

Moderada

Grave

Sintomas

Raros

Semanais

Diários

Diários ou contínuos

Despertares noturnos

Raros

Mensais

Semanais

Quase diários

Necessidade de beta-2 para alívio

Rara

Eventual

Diária

Diária

Limitação de atividades

Nenhuma

Presente nas exacerbações

Presente nas exacerbações

Contínua

Exacerbações

Raras

Afeta atividades e Afeta atividao sono des e o sono

VEF1 ou PFE

≥80% predito ≥80% predito

60 a 80% predito

≤80% predito

Variação VEF1 ou PFE

<20%

>30%

>30%

<20 a 30%

Frequentes

Classificar o paciente sempre pela manifestação de maior gravidade. Pacientes com asma intermitente, mas com exacerbações graves, devem ser classificados como tendo asma persistente moderada. - VEF1: Volume Expiratório Forçado no 1º segundo; - PFE: Pico de Fluxo Expiratório. Fonte: IV Diretrizes Brasileiras para o Manejo da Asma.

c) Objetivos no tratamento da asma: - Controle adequado dos sintomas; - Prevenir exacerbações;

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Epidemiologia


Extensivo aplicado

6. Uma paciente de 21 anos, parda, ensino médio completo, nascida no Maranhão em

30.11.1987 e residente em Niterói (centro) há muitos anos, é admitida na maternidade (gestação de 20 semanas) do Hospital Universitário Antônio Pedro no dia 26.07.2009, às 22h20, com história de febre, mialgia e tosse há 5 dias. Nas últimas 24 horas, queixou-se de falta de ar. Ao exame, dispneica e agitada; raio x com condensação; e suspeita de influenza H1N1. Às 23h30, apresentou piora do quadro respiratório, com hipoxemia importante. Foi intubada, e foi iniciada ventilação mecânica (1h30). Apresentou PCR às 6h30, que evoluiu com assistolia e óbito às 8h30 do dia 27.07. Preocupado com a epidemia de influenza, o médico responsável pelo caso consulta o site do Ministério da Saúde e encontra boletim com o seguinte gráfico: Proporção de atendimentos por síndrome gripal em relação ao total de atendimentos nas unidades sentinela do SIVEP Gripe. Brasil, até SE 30/2009

a) Qual é o nome que se dá ao processo epidêmico ocorrido no gráfico mostrado? Quais os parâmetros para esta definição? Justifique.

b) O que representa 2 desvios-padrão neste gráfico? Justifique.

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Extensivo aplicado mento. Nesse estudo, embora os pesquisadores tenham especulado a possibilidade, a associação estatística não foi evidenciada.

Caso 18 a) O médico regulador da Central de Regulação do SAMU, pois concentra o conhecimento das unidades de saúde da região, o tipo de atendimento prestado por elas, a capacidade de atendimento de cada uma e o número de leitos disponíveis por especialidade, sendo, portanto, a maior autoridade sanitária na região em caso de urgência (catástrofe). b) A organização da Rede de Atenção às Urgências tem a finalidade de articular e integrar no âmbito do SUS todos os equipamentos de saúde, objetivando ampliar e qualificar o acesso humanizado e integral aos usuários em situação de urgência nos serviços de saúde de forma ágil e oportuna, e deve ser implementada gradativamente, em todo o território nacional, respeitando os critérios epidemiológicos e de densidade populacional. Constituem a base do processo e dos fluxos assistenciais de toda a Rede de Atenção às Urgências o acolhimento com classificação do risco, a qualidade e a resolutividade na atenção, que devem ser requisitos de todos os pontos de atenção. c) SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência)

UPA (Unidade de Pronto Atendimento)

FN/SUS (Força Nacional do SUS)

Atenção Básica em Saúde

Melhor em casa

CAH (Componente de Atenção Hospitalar)

Promoção, prevenção e vigilância à saúde SE (Sala de Estabilização) SOS Emergências

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Coleção Extensivo Aplicado Vol. 7  

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