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APRESENTAÇÃO

O livro SIC Provas na Íntegra São Paulo e Rio de Janeiro é uma coletânea de provas de Residência Médica aplicadas nesses dois estados, oferecendo ao candidato a oportunidade de avaliar os conhecimentos adquiridos em anos de estudo e adaptarse ao formato de cada prova. O volume contém mais de 5.400 questões em 60 provas na íntegra e pertence à Coleção SIC Intensivo 2012, que traz mais 7 obras: SIC Provas na Íntegra Brasil, SIC Questões Comentadas, SIC Resumão, SIC Provas na Íntegra e Questões Comentadas R3 Clínica Médica, SIC Provas na Íntegra e Questões Comentadas R3 Clínica Cirúrgica, SIC Resumão R3 Clínica Médica e SIC Resumão R3 Clínica Cirúrgica. São livros que contam com a assessoria didática de especialistas conceituados e experientes tanto em suas especialidades como em concursos médicos, características com as quais esperamos contribuir para garantir não só a sua vaga na Residência Médica, mas também uma sólida formação e uma próspera carreira.

Direção Medcel A medicina evoluiu, sua preparação para residência médica também.


ASSESSORIA DIDÁTICA

Clínica Cirúrgica André Ribeiro Morrone Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Especialista em Cirurgia Geral pelo HC-FMUSP e pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões. Especialista em Cirurgia Pediátrica pelo Instituto da Criança do HC-FMUSP e pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Pediátrica. Ex-Preceptor do Serviço de Cirurgia Pediátrica do Instituto da Criança do HC-FMUSP. Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da USP. Eduardo Bertolli Graduado pela Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC). Especialista em Cirurgia Geral pela PUC. Especialista em Cirurgia Oncológica pelo Hospital do Câncer A. C. Camargo, onde atua como médico titular do Serviço de Emergência e do Núcleo de Câncer de Pele e Dermatologia. Membro Adjunto do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. Instrutor de ATLS pelo Núcleo da Santa Casa de São Paulo. Título de especialista em Cancerologia Cirúrgica pela Sociedade Brasileira de Cancerologia. Ernesto Reggio Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Especialista em Cirurgia Geral e Urologia, e Mestre em Urologia pelo HC-FMUSP, onde foi preceptor na Divisão de Clínica Urológica. Professor colaborador da Universidade de Joinville (Univille). Research - Fellow Long Island Jewish Hospital - Nova York. José Américo Bacchi Hora Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia do Aparelho Digestivo pelo Hospital das

Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), onde foi preceptor da disciplina de Coloproctologia. Luciana Ragazzo Graduada pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Especialista em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), onde foi preceptora da disciplina de Cirurgia Vascular.

Clínica Médica Aleksander Snioka Prokopowistch Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Especialista em Clínica Médica e Reumatologia e Doutor em Reumatologia pelo HC-FMUSP. Médico assistente da Divisão de Clínica Médica do HU-USP. Durval A. G. Costa Graduado em medicina pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Especialista em Infectologia pelo Hospital Heliópolis. Doutorando em Doenças Infecciosas pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Médico Infectologista da Enfermaria de Moléstias Infecciosas do Hospital Estadual Mário Covas, de Santo André - SP. Fabrício Martins Valois Graduado em medicina pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Especialista em Clínica Médica no Conjunto Hospitalar do Mandaqui. Especialista em Pneumologia e Doutorando em Pneumologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), onde é Pneumologista do Grupo de Transplante Pulmonar. Professor da disciplina de Semiologia da UFMA.


Fernanda Maria Santos Graduada pela Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Especialista em Clínica Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e em Hematologia e Hemoterapia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP).

Natália Corrêa Vieira de Melo Graduada em medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Especialista em Clínica Médica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e em Nefrologia pelo HC-FMUSP. Doutoranda em Nefrologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

José Paulo Ladeira Graduado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Especialista em Clínica Médica, Medicina Intensiva e Medicina de Urgência pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Médico plantonista das Unidades de Terapia Intensiva do Hospital Sírio-Libanês e do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Rodrigo Antônio Brandão Neto Graduado pela Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC). Especialista em Clínica Médica, Emergências Clínicas e Endocrinologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), onde é médico assistente da disciplina de Emergências Clínicas.

Leandro Arthur Diehl Graduado em medicina pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Especialista em Endocrinologia e Mestre em Medicina e Ciências da Saúde pela UEL, onde foi docente de Endocrinologia e responsável pelos ambulatórios de Tireoide e Obesidade do Hospital das Clínicas. Membro da Comissão de Jovens Lideranças da SBEM e Membro Ativo da Latin-American Thyroid Society (LATS). Licia Milena de Oliveira Graduada pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e em Filosofia pela Universidade São Judas Tadeu (USJT). Especialista em Psiquiatria e em Medicina Legal pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental pelo AMBAN do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP. Título de especialista pela Associação Brasileira de Psiquiatria. Médica-assistente do Instituto de Psiquiatria no HC-FMUSP. Membro da comissão científica e do ambulatório de laudos do NUFOR (Núcleo de Estudos de Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo). Perita oficial do Juizado Especial Federal de São Paulo. Marcos Laércio Pontes Reis Graduado em medicina pela Universidade do Estado do Pará (UEPA). Especialista em Clínica Médica pela Santa Casa de Misericórdia do Pará. Especialista em Hematologia e Hemoterapia pela Casa de Saúde Santa Marcelina e Mestre em Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Ginecologia e Obstetrícia Fábio Roberto Cabar Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Mestre e doutor em Obstetrícia e Ginecologia pelo HC-FMUSP, onde é médico preceptor do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia. Título de especialista em Obstetrícia e Ginecologia pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Flávia Fairbanks Lima de Oliveira Marino Graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Especialista e mestre em Ginecologia pelo HC-FMUSP, onde foi preceptora de Internos e Residentes de Ginecologia. Especialista em Endometriose e Sexualidade Humana pelo HC-FMUSP. Título de especialista em Obstetrícia e Ginecologia pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Membro da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE), da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH) e da World Endometriosis Society (WES).

Pediatria Adriana Prado Lombardi Graduada em medicina e especialista em Pediatria pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade São Francisco. Especialista em Neonatologia pela Maternidade de Campinas. Pós-graduada em Homeopatia pela Escola Paulista de Homeopatia.


Vinícius Moreira Gonçalves Graduado em medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Especialista em Pediatria pelo Hospital Universitário Pedro Ernesto da UERJ. Mestre em Pediatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Título de especialista em Pediatria e Terapia Intensiva Pediátrica. Atualmente, professor assistente do Departamento de Pediatria da UERJ e médico do setor de Terapia Intensiva Pediátrica do Instituto Nacional do Câncer do Rio de Janeiro (INCA-RJ).

Epidemiologia Alex Jones Flores Cassenote Graduado em Biomedicina pelas Faculdades Integradas de Fernandópolis da Fundação Educacional de Fernandópolis (FEF). Mestre e Doutorando em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação em Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Epidemiologista responsável por diversos projetos de pesquisa na FMUSP e na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Epidemiologista do Centro de Dados e Assessor da Diretoria de Comunicação do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Colaborador do Laboratório de Epidemiologia e Estatística do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (LEE). Marília Louvison Especialista em Medicina Preventiva e Social pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Mestre e Doutora em Epidemiologia pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP). Médica da SES/SP - Coordenadora Estadual da Área Técnica de Saúde da Pessoa Idosa 2008.


ÍNDICE

SÃO PAULO 1 - 2010 – FMUSP - Faculdade de Medicina da USP ............................................................................... 23 2 - 2006 – FMUSP - Faculdade de Medicina da USP ............................................................................... 29 3 - 2012 – FMUSP-RP - Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto ............................................. 39 4 - 2011 – FMUSP-RP - Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto ............................................. 57 5 - 2010 – FMUSP-RP - Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto ............................................. 73 6 - 2009 – FMUSP-RP - Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto ............................................. 89 7 - 2008 – FMUSP-RP - Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto ........................................... 103 8 - 2007 – FMUSP-RP - Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto ........................................... 117 9 - 2006 – FMUSP-RP - Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto ........................................... 133 10 - 2010 – UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo ................................................................... 149 11 - 2006 – UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo ................................................................... 163 12 - 2005 – UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo ................................................................... 179 13 - 2012 – UNICAMP - Universidade de Campinas ............................................................................. 197 14 - 2011 – UNICAMP - Universidade de Campinas ............................................................................. 211 15 - 2010 – UNICAMP - Universidade de Campinas ............................................................................. 223 16 - 2007 – UNICAMP - Universidade de Campinas ............................................................................. 237 17 - 2005 – UNICAMP - Universidade de Campinas ............................................................................. 247 18 - 2012 – SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo................................................................. 261 19 - 2011 – SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo................................................................. 273 20 - 2010 – SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo................................................................. 287 21 - 2012 – ISCMSP - Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo ........................................ 299 22 - 2011 – HSPE-SP - Hospital do Servidor Público Estadual (baseada na prova) ............................... 313 23 - 2006 – HSPE-SP - Hospital do Servidor Público Estadual ............................................................... 325 24 - 2005 – HSPE-SP - Hospital do Servidor Público Estadual ............................................................... 335 25 - 2009 – HSPM-SP - Hospital do Servidor Público Municipal ........................................................... 349 26 - 2008 – HSPM-SP - Hospital do Servidor Público Municipal ........................................................... 359 27 - 2009 – CREMESP - Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo ................................ 367 28 - 2007 – HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS ................................................................................................... 383 29 - 2010 – HOSPITAL ALBERT EINSTEIN............................................................................................... 389 30 - 2012 – UNITAU - Universidade de Taubaté.................................................................................... 403 31 - 2012 – FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí ........................................................................... 415 32 - 2012 – FMABC - Faculdade de Medicina do ABC .......................................................................... 427


RIO DE JANEIRO 1 - 2012 – UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro.................................................................... 441 2 - 2011 – UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro.................................................................... 451 3 - 2010 – UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro.................................................................... 463 4 - 2009 – UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro.................................................................... 471 5 - 2012 – UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro................................................................ 483 6 - 2011 – UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro................................................................ 495 7 - 2010 – UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro................................................................ 507 8 - 2009 – UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro................................................................ 519 9 - 2007 – UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro................................................................ 529 10 - 2012 – SES-RJ/INCA/FIOCRUZ - CEPUERJ - Centro de Produção da Universidade do Estado do Rio de Janeiro ................................................................................................... 539 11 - 2011 – SES-RJ/INCA/FIOCRUZ - CEPUERJ - Centro de Produção da Universidade do Estado do Rio de Janeiro ................................................................................................... 551 12 - 2010 – SES-RJ - Secretaria de Estado da Saúde do Rio de Janeiro ................................................. 563 13 - 2009 – SES-RJ - Secretaria de Estado da Saúde do Rio de Janeiro ................................................. 573 14 - 2007 – FESP-RJ - Fundação Escola de Serviço Público ................................................................... 583 15 - 2012 – UFF – Universidade Federal Fluminense ........................................................................... 595 16 - 2011 – UFF – Universidade Federal Fluminense ........................................................................... 605 17 - 2010 – UFF – Universidade Federal Fluminense ........................................................................... 615 18 - 2009 – UFF – Universidade Federal Fluminense ........................................................................... 625 19 - 2012 – IFF - Instituto Fernandes Figueira ...................................................................................... 635 20 - 2009 – IFF - Instituto Fernandes Figueira ...................................................................................... 641 21 - 2010 – INCA-RJ - Instituto Nacional do Câncer.............................................................................. 649 22 - 2009 – INCA-RJ - Instituto Nacional do Câncer.............................................................................. 655 23 - 2012 – UNIRIO - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro ............................................. 661 24 - 2011 – UNIRIO - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro ............................................. 673 25 - 2010 – UNIRIO - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro ............................................. 685 26 - 2009 – UNIRIO - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro ............................................. 697 27 - 2012 – HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias ................................................................................ 709 28 - 2012 – UNIFESO - Centro Universitário Serra dos Órgãos ............................................................. 715


Sテグ PAULO


3

1. Uma mulher de 78 anos é trazida ao pronto atendimento pelo filho, referindo que ela apresentava esquecimento progressivo nos últimos 3 anos, além de não saber o dia da semana ou o mês. Há 3 dias, iniciou quadro de diminuição da concentração, agressividade e pensamentos incoerentes, com oscilação desses sintomas ao longo do dia. Ao exame clínico, apresentava-se corada, hidratada, afebril, eupneica, desorientada, com agitação psicomotora. Sem outras alterações no exame. A melhor opção terapêutica para o quadro agudo desta paciente é: a) anticolinesterásico b) anticolinérgico c) benzodiazepínico d) neuroléptico 2. Um paciente vem encaminhado para internação com história de lesões cutâneas avermelhadas e palpáveis nos membros inferiores há 5 dias, cada uma medindo entre 2 e 10mm com padrão salpicado, associada a dor abdominal tipo cólica e urina escurecida. Urina tipo I mostra proteinúria moderada e mais de 200 hemácias/campo microscópico. A função renal e os níveis de complemento são normais. A biópsia renal revela proliferação de células mesangiais com depósitos apenas de IgA e de C3 na área mesangial que se estende às alças capilares glomerulares. A Figura que melhor representa a incidência dessa doença pela faixa etária é: a)

2012 - FMUSP-RP

b)

c)

d)

Sic São Paulo

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2012 - FMUSP-RP d) taquicardia ventricular; iniciar com a permeabilidade de via aérea, ventilação efetiva com bolsa valva e máscara. Ao chegar o desfibrilador, dar 3 choques seguidos com 2J/kg e em seguida massagem cardíaca 97. Uma adolescente de 14 anos é levada ao serviço de saúde porque há 2 horas encontra-se sonolenta e taquipneica. Ao exame físico, apresenta-se letárgica, com FC = 100bpm, FR = 45irpm, PA = 110x70mmHg, escala de coma de Glasgow = 10. As auscultas respiratória e cardíaca são normais. A gasometria arterial revela: pH = 7,5, pO2 = 90mmHg, pCO2 = 20mmHg, bicarbonato = 16mEq/L, base excess = -9, Na+ = 140mEq/L, K+ = 4,5mEq/L, Cl- = 103mEq/L. O diagnóstico do(s) distúrbio(s) acidobásico(s) e sua causa provável são: a) alcalose respiratória aguda e alcalose metabólica; bulimia b) alcalose respiratória aguda e acidose metabólica do tipo ânion-gap aumentado; intoxicação salicílica c) alcalose respiratória aguda e acidose metabólica do tipo ânion-gap normal; intoxicação por antidepressivo tricíclico d) alcalose respiratória aguda compensada; crise de ansiedade 98. Um lactente de 6 meses é levado a um hospital terciário com história de febre e desconforto respiratório há 5 dias, com piora da dispneia às mamadas. Ao exame físico, apresenta-se: irritado, FR = 80irpm, FC = 180bpm, PA = 75x40mmHg, pulsos finos e tempo de enchimento capilar = 5 segundos. Ausculta pulmonar com sibilos expiratórios e estertores crepitantes difusos. O ritmo cardíaco é regular em 2 tempos, com bulhas hipofonéticas, sem sopros. A concentração plasmática da fração aminoterminal do peptídio natriurético do tipo B (NT-proBNP) é de 5.000pg/mL (N = até 125pg/mL). A radiografia de tórax encontra-se a seguir:

Após abertura de vias aéreas com colocação de coxim sob os ombros e fornecimento de oxigênio a 100% com máscara não reinalante, qual é a conduta adequada? a) fazer sequência de 3 aerossóis com salbutamol e brometo de ipratrópio b) administrar furosemida (1mg/kg em bolus) c) administrar soro fisiológico (5mL/kg em 15 minutos) e iniciar milrinona (0,4μ/kg/min) por infusão contínua d) administrar soro fisiológico (20mL/kg em 10 minutos) e iniciar antibioticoterapia com ceftriaxona 99. Com relação à imunodeficiência, pode-se afirmar que: a) as únicas manifestações clínicas das imunodeficiências primárias são infecções de repetição b) a hipogamaglobulinemia fisiológica geralmente se manifesta por infecções recorrentes respiratórias bacterianas, com necessidade frequente de antibioticoterapia c) o lactente apresenta proteção contra agentes infecciosos nos primeiros 6 meses de vida devido à transferência transplacentária de IgG e IgA, esta última muito importante na defesa de mucosas

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Sic São Paulo

d) as imunodeficiências humorais (de anticorpos) são frequentemente associadas a infecções de repetição por bactérias encapsuladas e enterovírus 100. A Figura a seguir demonstra a dinâmica de diferentes tipos (A a E) de insulina, em relação à sua meia-vida e ao pico de ação após injeção por via subcutânea:

Qual das opões seguintes contém as insulinas da classe dos análogos (obtidos por modificação da molécula de insulina)? a) A e C b) A e E c) B e C d) B e D

Gabarito 1

D

26

D

51

D

76

C

2

D

27

D

52

B

77

D

3

C

28

B

53

D

78

A

4

A

29

B

54

B

79

C

5

C

30

D

55

B

80

C

6

B

31

C

56

A

81

C

7

D

32

A

57

A

82

D

8

D

33

B

58

C

83

A

9

D

34

D

59

A

84

B

10

B

35

C

60

C

85

D

11

C

36

D

61

C

86

D

12

A

37

C

62

B

87

C

13

A

38

D

63

D

88

B

14

D

39

B

64

C

89

D

15

C

40

A

65

A

90

A

16

A

41

A

66

A

91

A

17

D

42

A

67

D

92

A

18

C

43

A

68

B

93

C

19

A

44

D

69

D

94

C

20

A

45

A

70

C

95

X

21

A

46

A

71

B

96

X

22

C

47

C

72

A

97

B

23

A

48 A / B 73

D

98

C

24

A

49

A

74

A

99

D

25

C

50

C

75

D

100

B

X - Questão anulada


10

1. Em relação ao aleitamento materno, é correto afirmar que: a) para retirar o recém-nascido da mama, a nutriz deve esperar que ele adormeça b) deve-se iniciar precocemente, a partir da 4ª hora de vida c) deve ser evitado nas mães que apresentaram sangramento >2 litros na parturição d) a pega deve ser com o recém-nascido apreendendo toda a aréola mamária e com os lábios evertidos e) no ingurgitamento mamário, devem ser indicadas compressas mornas nas mamas 2. O achado de onda T positiva em todas as derivações precordiais em uma criança de 45 dias de vida pode ser sinal de: a) normalidade para a faixa etária b) sobrecarga ventricular esquerda c) sobrecarga atrial esquerda d) sobrecarga biventricular e) sobrecarga ventricular direita 3. Um lactente de 2 meses apresenta, à ausculta cardíaca, sopro holossistólico rude (+++/6+) na borda esternal esquerda média, que pode corresponder a: a) estenose da valva tricúspide b) estenose valvar aórtica c) comunicação interventricular d) sopro funcional e) fístula arteriovenosa pulmonar

2010 - UNIFESP

a) b) c) d) e)

o zinco o cobre a vitamina C a vitamina E a vitamina B12

6. Um jovem de 16 anos apresenta história de adenomegalia cervical unilateral há 6 meses de crescimento progressivo e, nos últimos 2 meses, apresenta febre diária, emagrecimento e sudorese. O diagnóstico mais provável é: a) linfoma de Hodgkin b) linfoma de Burkitt a) neuroblastoma d) adenocarcinoma de parótida e) carcinoma de tireoide 7. Um menino de 12 anos é trazido ao pronto-socorro com história de falta de ar há 48 horas, cefaleia e desmaio. Ao exame, encontra-se ansioso, dispneico, pletórico, com estase venosa central. Além disso, recusa-se a deitar para o exame abdominal, e a ausculta pulmonar é limpa. Qual o diagnóstico mais provável? a) hipertensão intracraniana b) síndrome do mediastino superior c) ataque de pânico d) síndrome de lise tumoral e) crise de asma

4. A lactase é encontrada: a) nas microvilosidades dos enterócitos, especialmente na região da cripta b) nas microvilosidades dos enterócitos, especialmente no ápice da vilosidade c) na secreção pancreática e em menor quantidade na saliva d) na secreção pancreática em quantidade proporcional à lipase e) na secreção pancreática e nas microvilosidades dos enterócitos do ápice e da cripta

8. Um menino de 2 anos, com história de febre há 3 dias, acompanhada de coriza amarelada, tem irritabilidade há 2 dias e, há 1, Tax = 39°C. Recusa-se a deambular (chora) e, ao exame físico, apresenta dor às manobras de movimentação do quadril esquerdo. Qual o diagnóstico mais provável? a) febre reumática b) leucemia linfoide aguda c) artrite séptica d) necrose asséptica do quadril e) artrite idiopática juvenil

5. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o elemento que reduz o risco de recorrência da diarreia aguda e da diarreia persistente é:

9. Uma menina de 9 anos, com história de artrite no punho direito por 3 dias, seguida de artrite no tornozelo esquerdo com duração de 2 dias e artrite no joelho que também durou 2 dias, apresentou

Sic São Paulo

149 9


2010 - UNIFESP 123. Sobre as dislipidemias, assinale a alternativa correta: a) devem fazer parte da dieta: frutas, incluindo o abacate, hortaliças, óleos vegetais, sementes e castanhas e os cereais refinados b) o farelo de aveia é uma importante fonte de fibra insolúvel, portanto, auxilia o tratamento dietético da hipercolesterolemia c) a dieta deve ser hipossódica e conter até 20% de lipídios d) o paciente deve ingerir diariamente 80g de fibras entre solúveis e insolúveis, para efeito terapêutico e) o tratamento dietético na hipercolesterolemia prevê em torno de 60% de carboidratos, 15% de proteínas e 25% de lipídios, dos quais a gordura saturada não deverá ultrapassar 7% 124. Quais vacinas e número de doses a Associação Brasileira de Imunizações recomenda a uma adolescente de 15 anos e 4 meses, hígida, que recebeu as vacinas relacionadas a seguir? Ao nascimento – BCG. 2 meses – DTP + Hib, vacina oral contra poliomielite. 4 meses – DTP + Hib, vacina oral contra poliomielite. 6 meses – DTP + Hib, vacina oral contra poliomielite. 9 meses – contra sarampo. 12 meses – contra varicela. 15 meses – DTP + Hib, vacina oral contra poliomielite, Sarampo + Caxumba + Rubéola (SCR). 5 anos – DTP + Hib, vacina oral contra poliomielite, SCR, varicela. a) 3 doses da vacina contra hepatite B, 3 doses da vacina contra papilomavírus humano (HPV), 2 doses da vacina contra hepatite A, reforço da dupla adulto (dT) ou tríplice bacteriana do adulto (DTPa), 1 dose da vacina contra influenza e 1 dose da vacina antimeningocócica C conjugada b) 1 dose da vacina contra hepatite B, 2 doses da vacina contra influenza e reforço da vacina dupla adulto (dT) ou tríplice bacteriana do adulto (DTPa), 2 doses da vacina contra HPV e 2 doses da vacina antimeningocócica C conjugada c) 3 doses da vacina contra hepatite B, 3 doses da vacina contra HPV, 2 doses da vacina contra hepatite A, reforço da dupla adulto (dT), 2 doses da vacina contra influenza e 2 doses da vacina antimeningocócica C conjugada d) 3 doses da vacina contra hepatite B, 2 doses da vacina contra HPV, 2 doses da vacina contra hepatite A, reforço da dupla adulto (dT), 2 doses da vacina contra influenza e 2 doses da vacina antimeningocócica C conjugada e) 3 doses da vacina contra hepatite B, reforço da vacina oral contra poliomielite, 2 doses da vacina contra HPV, 2 doses da vacina contra hepatite A, reforço da dupla adulto (dT), 2 doses da vacina contra influenza e 2 doses da vacina antimeningocócica C conjugada 125. Ainda que arbitrário, é um procedimento comum o estabelecimento de intervalos de referência utilizando o intervalo central que comporta 95% dos resultados obtidos de uma população composta de indivíduos assumidamente normais. Por esse critério de “normalidade”, qual é a chance de um indivíduo normal ter um resultado alterado? a) 1 em 10 b) 1 em 5 c) 1 em 20 d) 1 em 95 e) 1 em 100

162 1 62

Sic São Paulo

Gabarito 1

D

26

C

51

D

76

D 101 A

2

E

27

3

C

28

B

52

D

77

E 102 B

D

53

C

78

E 103 C

4

B

29

5

A

30

E

54

B

79

B 104 D

B

55

X

80

B 105 E

6

A

31

B

56

E

81

A 106 D

7

B

32

C

57

C

82

A 107 B

8

C

33

E

58

C

83

C 108 E

9

D

34

D

59

A

84

B 109 A

10

E

35

A

60

B

85

E 110 C

11

C

36

A

61

D

86

D 111 C

12

B

37

E

62

E

87

A 112 D

13

A

38

D

63

C

88

E 113 B

14

D

39

C

64

B

89

D 114 E

15

E

40

B

65

A

90

C 115 A

16

C

41

X

66

D

91

B 116 A

17

E

42

B

67

E

92

A 117 E

18

X

43

C

68

C

93

D 118 E

19

B

44

C

69

B

94

E 119 B

20

E

45

E

70

C

95

C 120 C

21

E

46

E

71

A

96

B 121 D

22

D

47

D

72

E

97

A 122 B

23

C

48

C

73

C

98

C 123 E

24

A

49

B

74

C

99

D 124 A

25

C

50

A

75

D 100 D 125 C

X - Questão anulada


RIO DE JANEIRO


1

1. Uma mulher de 30 anos, tem radiografia de tórax que mostra nódulo pulmonar arredondado de aproximadamente 1,5cm em base do pulmão direito. A tomografia computadorizada confirma nódulo único, de igual tamanho, forma e localização, contendo calcificação central, sem linfadenomegalias. Exame físico normal. A conduta indicada é realizar: a) PPD b) biópsia do nódulo por agulha fina c) ressecção do nódulo d) novo exame de imagem em 3 meses 2. Após 4 meses de tratamento para tuberculose pulmonar, um homem de 40 anos apresenta melhora dos sintomas, mas persiste com pesquisa de BAAR no escarro positiva (+). A melhor conduta é: a) mudar para esquema alternativo b) manter tratamento em curso c) modificar a dose dos tuberculostáticos d) fazer cultura do escarro 3. A pseudotrombocitopenia pode ser causada quando o sangue é coletado em tubo com: a) heparina b) citrato de sódio c) antagonistas de protrombina d) EDTA 4. O achado mais específico de reperfusão coronariana após uso de trombolítico no infarto agudo do miocárdio é: a) pico precoce de CKMB b) taquicardia ventricular lenta c) redução do segmento ST d) alívio da dor precordial 5. A estatina de escolha para pacientes com disfunção renal acentuada em tratamento conservador é: a) sinvastatina b) atorvastatina c) rosuvastatina d) pravastatina

2012 - UFRJ

6. Uma mulher de 72 anos, 45kg e 158cm de altura, tem fratura distal do rádio, após queda da própria altura. Densitometria óssea (pelo método DEXA), há 40 dias: fêmur total escore T = -2,8 dp e Z escore = -1,1dp e na coluna lombar = L1-L4 T escore = -2,3dp e Z escore = -0,9dp. Exames laboratoriais: hematócrito = 36,6%, hemoglobina = 12,2g/dL, plaquetas = 190.000/mm³, leucócitos = 5.000/mm³ (contagem diferencial normal); ureia = 38mg/dL, fósforo = 2,5mg/dL; fosfatase alcalina = 149mg/dL; PTH intacto = 103pg/mL; cálcio urinário = 48mg/24 horas. O quadro sugere: a) deficiência de vitamina D b) osteoporose pós-menopausa c) doença de Paget d) hiperparatireoidismo primário 7. Um homem de 54 anos refere que há 8 meses sofre de dor lombar e em arcos costais, piorando com movimentos. Teve 3 episódios de infecção respiratória no período que demandaram tratamento com antibióticos. Hemograma recente mostrou anemia discreta. Não é tabagista, nem etilista. Exame físico inexpressivo. O diagnóstico provável é: a) hiperparatireoidismo b) polimiosite c) câncer de próstata metastático d) mieloma múltiplo 8. O uso de contraceptivo oral está associado a risco aumentado de câncer em: a) ovário b) endométrio c) cérvix d) mama 9. É fator de risco para a ocorrência de violência familiar: a) estrutura rígida e desigual de autoridade e poder atribuídos aos seus membros b) alto grau de autonomia com a perda dos valores e da estrutura familiar c) estrutura muito aberta, indutora de contatos externos de seus membros d) alta diferenciação de papéis com limites rígidos entre os seus membros

Sic Rio de Janeiro

441


2012 - UFRJ a) revisão da portaria de notificação compulsória de doenças, tornando de notificação imediata os casos graves e os óbitos por dengue b) estabelecimento da norma pela qual somente os casos confirmados laboratorialmente sejam alvos de notificação c) desenvolvimento de inquéritos sorológicos para investigação etiológica de síndromes virais respiratórias d) reunião com secretários de saúde dos estados com alto risco de epidemia de dengue 100. Com relação às Comissões Intergestores do SUS, pode-se afirmar que: a) não se relacionam com os Conselhos de saúde, já que são compostas por gestores do SUS b) foram criadas pela NOB-96 (norma operacional básica-96) para propiciar o debate e a negociação entre os níveis de governo c) as CIBs (Comissões Intergestores Bipartites) permitem adaptação das diretrizes nacionais do processo de descentralização no seu âmbito de atuação d) suas decisões se dão por votação em plenário, obedecendo à paridade entre os níveis de governo Gabarito 1

D

26

A

51

A

76

A

2

B

27

A

52

A

77

A

3

D

28

A

53

D

78

C

4

D

29

C

54

C

79

C

5

B

30

B

55

C

80

X

6

A

31

C

56

A

81

A

7

D

32

B

57

A

82

C

8

C

33

D

58

B

83

A

9

A

34

A

59

A

84

C

10

D

35

C

60

B

85

C

11

D

36

C

61

B

86

B

12

B

37

B

62

C

87

A

13

A

38

D

63

C

88

B

14

B

39

D

64

B

89

B

15

C

40

A

65

B

90

B

16

A

41

B

66

D

91

A

17

A

42

C

67

D

92

C

18

C

43

D

68

D

93

B

19

D

44

D

69

A

94

X

20

D

45

B

70

C

95

D

21

B

46

B

71

X

96

D

22

C

47

C

72

A

97

C

23

D

48

A

73

A

98

B

24

B

49

D

74

B

99

A

25

C

50

B

75

C

100

C

X - Questão anulada

450

Sic Rio de Janeiro


10

2012 - SES-RJ/INCA/FIOCRUZ

Enunciado para as próximas 2 questões: A.B.F., sexo masculino, 42 anos, comparece ao pronto-socorro com quadro de dor intensa no tornozelo direito, sente dor até ao passar o lençol com 8 horas de evolução. Informa já ter apresentado dor e edema em hálux esquerdo 2 meses antes, com melhora após 1 semana, tendo usado, à época, AINEs por conta própria. Nega febre, hiporexia. História de etilismo, 3 a 4 garrafas de cerveja por semana. Não faz acompanhamento médico regular. Ao exame: FC = 84bpm; PA = 150x90mmHg; Tax = 37,8°C; FR = 16irpm. Presença de edema, calor, rubor em tornozelo direito. Sem outras alterações ao exame físico. Exames laboratoriais: Hb = 14,6g%; Ht = 43%; VCM = 92; leucometria = 14.230 (segmentados: 72%, linfócitos: 21%, monócitos: 6%, eosinófilos: 1%); plaquetas = 323.000; ureia = 33mg/dL; ácido úrico = 6,2 (VR = 7 a 9,6); PCR = 86mg/dL; raio x do tornozelo direito: aumento de partes moles, sem outras alterações. 1. Com relação ao caso descrito, é incorreto afirmar que: a) é pouco provável diagnóstico de artrite gotosa aguda, visto que os valores de ácido úrico sérico se encontram dentro dos valores de referência b) a artrocentese propedêutica com solicitação de culturas e de pesquisa de cristais seria uma propedêutica bastante valiosa para diagnóstico específico do quadro descrito c) visto que o paciente apresenta-se subfebril, com leucocitose e aumento de PCR, o diagnóstico diferencial com artrite séptica deve ser considerado d) a cessação ou redução do etilismo seria um ponto importante para diminuir esses ataques de artrite apresentados pelo paciente em longo prazo 2. Ainda com relação ao caso descrito, é correto afirmar que: a) alopurinol é medicação importante para controle em longo prazo da doença do paciente e deve ser iniciado imediatamente para o mesmo b) colchicina 0,5mg de 1/1 ou 2/2h é opção bastante eficaz e com poucos efeitos adversos para o manejo do quadro do paciente c) em caso de o exame do líquido sinovial revelar a presença de cocos Gram positivos em cachos, o uso de ciprofloxacino 750mg VO de 12/12h por 4 semanas seria uma alternativa,

apesar de não ser a mais indicada, para o tratamento desse paciente d) esse paciente apresenta contraindicação absoluta ao uso de AINEs, visto que é etilista e se encontra com níveis pressóricos elevados 3. Com relação ao manejo de pacientes com sepse grave/choque séptico, de acordo com Survival Sepsis Campaign de 2008, todas as alternativas a seguir estão corretas, exceto: a) deve ser iniciada antibioticoterapia de amplo espectro na 1ª hora de reconhecimento da sepse, após coleta de culturas b) deve ser iniciada ressuscitação volêmica agressiva para pacientes em choque, com objetivo de manutenção de Pressão Arterial Média (PAM), acima de 65mmHg. Nos pacientes que não atingirem esses níveis pressóricos com o volume, deve ser iniciado prontamente vasopressor, noradrenalina ou dopamina, a última na dose acima de 10mg/kg, a fim de se atingir os níveis pressóricos recomendados. Os vasopressores devem ser infundidos preferencialmente por veia central c) deve ser mantido controle estrito de glicemia de forma a se evitar a hiperglicemia. Recomenda-se atualmente alvo de controle glicêmico com valores entre 80 e 110mg/dL d) nas primeiras 6 horas da fase quente da sepse, deve ser puncionada a veia central para mensuração da saturação venosa central ou venosa mista. Para pacientes com saturação venosa central <70% ou venosa mista <65%, depois de otimizada volemia, está indicado uso de dobutamina para melhorar a oferta de O2 para os tecidos 4. Com relação à endocardite bacteriana, todas as alternativas estão corretas, exceto: a) em pacientes com endocardite predominante de valva tricúspide, está indicada a anticoagulação, visto que esse paciente tem alto potencial para embolização para artéria pulmonar b) em pacientes com endocardite de prótese valvar, principalmente precoce, está fortemente indicada cirurgia de troca da mesma, visto que há forte potencial para complicações mecânicas c) na maioria dos pacientes com endocardite bacteriana, não se consegue encontrar um fator desencadeante como mani-

Sic Rio de Janeiro

539


2012 - SES-RJ/INCA/FIOCRUZ II - O valor-p é definido como a probabilidade de se obter uma estatística de teste igual ou mais extrema quanto àquela observada em uma amostra, assumindo verdadeira a hipótese nula. III - Em muitas aplicações da estatística, o nível de significância é tradicionalmente fixado em 0,05. Assinale a alternativa que apresenta a(s) afirmativa(s) correta(s): a) todas são verdadeiras b) I, III c) todas são falsas d) apenas III 98. Com relação ao manejo preventivo da tuberculose, analise as seguintes afirmativas e assinale: I - Todos os contatos dos doentes de tuberculose, incluindo vizinhos, prioritariamente dos pacientes pulmonares positivos, devem comparecer à unidade de saúde para exame. II - Após serem examinados e não sendo constatada tuberculose-doença, deve-se orientá-los a procurarem a unidade de saúde, em caso de aparecimento de sintomatologia respiratória. III - O BCG exerce notável poder protetor, protegendo os indivíduos da infecção tuberculosa. Assinale a alternativa correta: a) todas são verdadeiras b) apenas III é verdadeira c) I e III são falsas d) todas são falsas 99. Com o advento da Lei 9.656/98, houve vários avanços na cobertura do sistema complementar de saúde. É correto afirmar que, exceto: a) a cobertura de quimioterapia, radioterapia e hemodiálise passou a ser obrigatória nos planos com cobertura ambulatorial b) o tratamento de AIDS passa ser obrigatória e se o consumidor já era portador quando adquiriu o plano passa ser considerada doença preexistente c) os planos de saúde são obrigados a suprir seus usuários com todas as vacinas disponíveis d) o tratamento cirúrgico de obesidade mórbida passa a ser obrigatório 100. Visando melhor implantar e operacionalizar o SUS, foi criada a Comissão Intergestores Tripartite, que é composta por integrantes: a) da comunidade, do município e da secretaria do Estado b) do Ministério da Saúde, CONASS e CONASEMS c) dos Conselhos Municipais de Saúde, Secretaria Estadual de Saúde e Conselho Federal d) do PSF, Conselho de Saúde e Secretaria de Saúde Municipal

550

Sic Rio de Janeiro

Gabarito 1

A

26

B

51

A

76

C

2

C

27

A

52 D

77 D

3

X

28

C

53 D

78

4

A

29

A

54

A

79 D

5

A

30

A

55

B

80

A

6

C

31

B

56

C

81

C

7

X

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A

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82

A

8

B

33

B

58

A

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A

C

9

D

34 D

59

C

84

A

10

A

35

C

60

B

85

B

11

A

36

B

61

X

86

A

37 D

62

A

87

B

12 D 13

A

38

C

63

B

88

C

14

B

39

X

64 D

89

X

15 D

40 D

65

C

90

B

16 D

41

C

66

C

91

C

17 D

42 D

67

C

92

X

18

A

43 D

68

B

93

C

19 D

44 D

69

X

94

B B

20

45 D

70

B

95

21 D

B

46

B

71

C

96 D

22

C

47

A

72 D

97

A

23

B

48

C

73 D

98

X

24

C

49

C

74 D

99

C

25

C

50

A

75

C 100 B

X - Questão anulada


SIC SP e RJ