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MEA EXPRESSIONISMO

O expressionismo não foi um movimento homogêneo, mas de uma grande diversidade estilística: houve um expressionismo modernista (Munch), fauvista (Rouault), cubista e futurista (Die Brücke), surrealista (Klee), abstrato (Kandinsky). Embora nascesse na Alemanha, também foi percebido em outros artistas (Modigliani, Chagall, Soutine, Permeke) e americanos (Orozco, Rivera, Siqueiros, Portinari).

TACHELES

Na Oranienburger Straße, no centro de Berlim, existe um edifício centenário que assistiu ao passar da História contemporânea.


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EXPRESSIONISMO O expressionismo nasce nos primórdios do século XX, na Alemanha, por indivíduos que estavam mais interessados na interiorização da criação artística do que na sua exteriorização. Projectando na obra de arte o reflexo directo do mundo interior do artista. Apesar de o expressionismo ter chegado a várias tipologias da arte (fotografia, escultura, arquitectura) Contudo a sua primeira manifestação foi na pintura, ao mesmo tempo que o fauvismo francês, fato que tornaria ambos movimentos artísticos nos primeiros expoentes das chamadas "vanguardas". Mais que um estilo com características próprias, foi um movimento heterogêneo, uma atitude e uma forma de entender a arte que aglutinou diversos artistas de tendências variadas e diferente formação e nível intelectual. Surgido como reacção ao impressionismo, frente ao naturalismo e o caráter positivista deste movimento de finais do século XIX.


O expressionismo costuma ser entendido como a deformação da realidade para expressar mais subjetivamente a natureza e o ser humano, dando primazia à expressão dos sentimentos mais que à descrição objetiva da realidade. Entendido desta forma, o expressionismo é extrapolável a qualquer época e espaço geográfico. Assim, com frequência qualificou-se de expressionista a obra de diversos autores como Matthias Grünewald, Pieter Brueghel, o Velho, El Greco ou Francisco de Goya.

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Com as suas cores violentas e a sua temática de solidão e de miséria, o expressionismo refletiu a amargura que invadia os círculos artísticos e intelectuais da Alemanha pré-bélica, bem como da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e do período entre-guerras (1918-1939).


MEA Essa amargura provocou um desejo veemente de transformar a vida, de buscar novas dimensões à imaginação e de renovar as linguagens artísticas. O expressionismo defendia a liberdade individual, a primazia da expressão subjetiva, o irracionalismo, o arrebatamento e os temas proibidos –o excitante, demoníaco, sexual, fantástico ou pervertido. Pretendeu refletir uma visão subjetiva, uma deformação emocional da realidade, através do carácter expressivo dos meios plásticos, que tomaram uma significação metafísica, abrindo os sentidos ao mundo interior. Fiel reflexo das circunstâncias históricas em que se desenvolveu, o expressionismo revelou o lado pessimista da vida, a angustia existencial do indivíduo, que na sociedade moderna, industrializada, se vê alienado, isolado. Assim, mediante a distorção da realidade visavam impactar o espectador e chegar ao seu lado mais emotivo.


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TACHELES

Tacheles foi ocupado em 1990 por um grupo de artistas que ali fez florescer um dos centros de cultura moderna mais activos do mundo e que ainda hoje continua aberto


Construido em 1907 situado na Mitte Berlin, o Friedrichstraßenpassage foi inaugurado durante o Império Alemão como uma casa dedicada ao comércio. Na altura da sua edificação, espelhava a prosperidade alemã com uma arquitectura moderna e elementos clássicos e góticos. Contudo, os comerciantes instalados no edifício faliram pouco antes da Primeira Guerra Mundial e é desconhecida a utilização do actual Tacheles durante os anos da guerra (1914-1918). Nos anos 30 o edifício foi usado pelo partido nacional-socialista e chegou a ser o escritório principal da SS durante a Segunda Guerra Mundial os prisioneiros de guerra franceses chegaram a estar encarcerados no sótão do prédio. Durante a Batalha de Berlim (1945), uma das caves foi inundada pelos nazis e ainda hoje permanece debaixo de água.

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Apesar do uso intenso do edifício ao longo das décadas, as obras de restauro foram inexistentes e, como o governo tinha planos para a construção de uma estrada que atravessava aqueles terrenos, foi agendada a sua demolição. Em 1980, a cúpula foi retirada e o cinema fechou, mas o resto da demolição do edifício estava prevista apenas para 1990. No entanto, a 13 de Fevereiro de 1990 (dois meses antes da demolição e apenas quatro meses após a queda do muro de Berlim), o grupo artístico Künstlerinitative Tacheles ocupou o prédio (que estava vazio há meses), gerando a discussão acerca do valor histórico deste para a cidade de Berlim.

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MEA Hoje o Tacheles ainda não teve nenhuma obra de restauro (são visíveis as marcas da II Guerra), está pintado com graffiti coloridos e tem um jardim nas traseiras, onde os artistas expõem instalações durante o dia e abrem um bar-esplanada à noite. No interior, é um misto de pólo cultural cheio de vida urbana. Existem os estúdios dos artistas, um bar, uma discoteca, exposições, workshops, lojas de artesanato e muitos outros espaços que não podem ser descobertos numa só visita. O antigo edifício do início do século tornou-se o símbolo da arte urbana em ebulição que se vive em Berlim: uma cidade que só conheceu a sua verdadeira liberdade há vinte anos e que, desde aí, se tornou um centro de mistura de culturas e uma metrópole em constante mutação. É uma cidade milenar mas, ao mesmo tempo, uma jovem que saiu há pouco da adolescência e que se transforma a cada dia na direcção de uma maturidade cultural e de um encontro entre diferentes formas de ser e de estar.


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PHILL NIBLOCK

B.B. KING

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