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Distribuição gratuita - venda proibida

Outubro de 2013

Edição 23 - Ano 3 Publicação Mensal

www.folhadecampinas.com.br

Brasil precisa diminuir custo logístico, diz diretor do CIESP

FOTO: DENNI HARLEM

Segundo o Diretor do CIESP Campinas (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), José Nunes Filho, é necessário rever as políticas públicas, para gerar crescimento no país, reavaliando o sistema tributário, diminuindo a burocracia, além de aumentar incentivos fiscais. Assim é possível melhorar a competitividade no mercado, tanto nacional como, internacional. Mas como anda a carruagem, a expectativa para o próximo ano é que não mude o cenário, pois se trata de ano eleitoral. É preciso investimentos mais fortes do governo, como aumentar a malha ferroviária e rodoviária, principalmente no norte e nordeste do Brasil, além da necessidade de ampliar os portos, assim "desafogaria" o porto de Santos. ESPECIAL | PÁGINA 6

Estética Dentária Animais

Desfile Ju Mori

Implantes, estética do sorriso e recuperação A humanização excessiva ou a falta de limites pode Estilista Juliana Mori apresentou as peças da da autoestima estão entre os fatores que mais estar diretamente relacionada com os distúrbios nova coleção primavera-verão da sua grife, atraem a terceira idade. de comportamento dos animais de estimação. em noite de glamour no Casarão. SAÚDE | PÁGINA 5

ANIMAL | PÁGINA 7

MODA | PÁGINA 11

Sob os trilhos da história

Campinas adere à campanha de mobilização na luta contra o câncer de mama e ilumina principais pontos da cidade em rosa, como: Paço Municipal, Torre do Castelo e Reservatório São Gabriel. CIDADE | PÁGINA 5

Novos Distritos

DIVULGAÇÃO

Foto: Gilberto de Biasi / Acervo / MIS Campinas

Outubro Rosa

Foto: Cedoc/RAC

Circulando pelas ruas por cerca de meio século, os bondes fizeram parte da história de Campinas e de seus moradores. O transporte, movido à tração animal e à eletricidade deixou saudades.

Prefeitura de Campinas é favorável à descentralização administrativa da região do Ouro Verde e Campo Grande.

Reativação do VLT

MEMÓRIAS | PÁGINA 8

DIVULGAÇÃO

Veículo leve sobre trilhos, meio de transporte que foi considerado um “fracasso” na década de 90, volta a ser assunto de pauta oficial. CIDADE | PÁGINA 6

Música Clássica Foto: Marcelo Cássio

CIDADE | PÁGINA 6

V i o l o n i s t a brasileiro faz três apresentações na França para divulgação do seu atual trabalho “Variações Brasileiras”. CULTURA | PÁGINA 10


Campinas - Outubro de 2013 - Edição 23 - ano 3

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Expediente Editorial

Passado e Futuro O que foi e o que será. Dois significados, dois tempos distintos. Enquanto um sai de cena, levando consigo as lembranças, o outro chega renovando esperanças e trazendo novas oportunidades. Esses sentidos opostos, que parecem – à primeira vista – tão distantes e diferentes um do outro, podem, em muitos casos, se juntarem para compor um mesmo tempo, o presente – o hoje. As próprias manifestações, cada vez mais recorrentes pelo país, são exemplo daquilo que podemos, vulgarmente, classificar como “déjà vu” – termo da língua francesa que significa algo como

“já visto”. Pessoas indo às ruas protestar por melhorias, exigindo um governo mais honesto e transparente não é um assunto ultrapassado. Ao contrário, vem se fazendo atual. E, apesar disso, existem aqueles que ainda se surpreendem e sentem-se ameaçados por essa “livre” forma de expressão – quando na verdade deveriam temer o atual modelo daquilo que o governo e o sistema definem como “democracia”. Nesse mês de outubro, faz exatos 25 anos que a Constituição Federal Brasileira de 1988, também conhecida como a Constituição Cidadã, foi promulgada no país. Como escre-

veu na primeira edição impressa da Lei Maior o Sr. Dr. Ulysses Guimarães “É a constituição coragem”. Sem dúvida a constituição de 1988 concretizou a superação do povo brasileiro após uma era de regime autoritário que suprimiu no país o regime das liberdades públicas. E apesar das mudanças proporcionadas pela Constituição, o Brasil ainda está muito aquém do que deveria ser, principalmente levando em conta os direitos fundamentais – e a pergunta que se faz necessária é “até quando?”. Em seu artigo 7º, inciso 4º, prevê que o salário mínimo deve ser suficiente para

garantir a "moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social" do trabalhador e de sua família. As manifestações demonstram a insatisfação da sociedade por não serem respeitados os seus direitos básicos, teoricamente garantidos pela Constituição. Temos uma saúde caótica, uma educação lastimável, um judiciário atravancado que favorece àqueles que podem contratar os grandes escritórios de advocacia, um congresso nacional que deixou toda a sociedade pasmada ao manter no cargo um parlamentar condenado à pri-

são, mantendo todos os benefícios como moradia funcional, assessores etc., tudo pago por nós, contribuintes, e ainda um poder executivo que governa através de medidas provisórias exercendo o seu poder de forma ditatorial e ferindo o principio maior da democracia. Temos uma das maiores tributações do mundo, onde a parte produtiva, empresários e trabalhadores, são esfolados em seus salários e ganhos, para sustento de uma máquina governamental corrupta e ineficiente. Até quando pacientes ficarão a espera de leitos, com falta de remédios e sem atendimento de

qualidade nos hospitais; problemas como a fome, a falta de investimento na educação, desvio de dinheiro público, sistema de transporte precário, entre tantos outros assuntos, serão pautados de campanha em campanha, transferidos de governo para governo, em busca de uma resolução eficaz? Se pararmos para pensar, é possível nos depararmos com cenas e ações em nosso cotidiano que nada mais são do que um reflexo do passado e um vislumbre do futuro. Afinal, tudo aquilo que existe e conhecemos tem um ponto de partida, um início, um porquê de ser.

Opinião Foto: Divulgação

Jamais aposentar-se da Vida Vivemos uma época de constante progresso material. Entretanto, não se verifica o correspondente avanço no campo da ética e do Espírito. Resultado: males como a fome, a violência e o desrespeito à Natureza perduram. E lamentavelmente as pessoas da terceira idade também são atingidas pela frieza dos sentimentos humanos. É verdadeiro crime não se reconhecer o valor dos irmãos idosos. Neste período da vida, mais do que nunca se fazem merecedores do carinho e da solidariedade dos mais moços, num justo reconhecimento à contribuição que legaram à sociedade. Na Legião da Boa Vontade (LBV) não se acredita em velhice como sinônimo de coisa deteriorada. Ninguém é velho quando tem um bom e grande ideal. Pode não mais carregar um piano, não mais passear de motocicleta. Se

possui, porém, ânimo dentro de si, é jovem. As pessoas a certa altura da vida precisam, com raras exceções, aposentar-se de seus empregos, mas não o devem fazer com relação à vida. Devem ir à luta enquanto puderem respirar. A LBV mantém com o seu extenso trabalho de promoção humana e social, lares de amparo aos velhinhos e espaços saudáveis de convivência. Neles os vovôs e vovós são tratados com muito amor e, o que é melhor, aprendem que nunca é tarde para colaborar com suas experiências, em prol de uma humanidade mais feliz, pois é a força dos bons exemplos que inspira as novas gerações a vencerem os obstáculos da existência terrena. (...) Pode parecer um paradoxo. Todavia, o país que desampara os seus idosos não crê no futuro da sua mocidade. Que é a nação, além de seus compo-

Expediente

nentes? Havendo futuro, os moços envelhecerão. Viverão mais. Contudo, também irão aposentar-se... Uma convicção arraigada do gozo imediato das coisas é a demonstração da descrença no amanhã. E há os que ainda moços pensam: “Vamos viver agora, antes que tudo acabe! E os que conseguiram resistir tanto, que se danem...”. Não há exagero algum aqui. É o que também

se vê. Tem-se a impressão de que alguns daqueles que desfrutam do vigor da juventude ignoram a possibilidade de alcançar a decrepitude. Mas poderão chegar lá... Não existe futuro sem moços. Também, não o há sem os idosos. Temos de aliar ao patrimônio da experi-

ência dos mais velhos os ossos secos da visão a energia dadivosa do Profeta Ezequiel. dos mais moços (...). O nosso planeta tem Lutamos por um de receber o sopro esmundo que ofereça piritual da Vida, pois oportunidades para é rico e muito amplo, todos. E isto não é im- com espaço suficiente possível. Impossível é para todo mundo. (...) continuar como está: a terrível paisagem José de Paiva Netto - Jornadas almas ressequidas lista, radialista e escritor pela indiferença ao www.boavontade.com amor de Deus, como

Expediente Diretor Executivo Márcio Carvalho

Leila Oliveira Marcella Marrara

Colaborador Futebol Interior

Editora Responsável Ana Carolina Menani MTB/SP: 72644

Colunistas Angélica J. Carvalho Carmen Janssen José Paiva Neto Juliana Mori J. Petermann Ronald Santiago Rui Tomás

Criação e Diagramação Letícia Araújo

Jornalistas Adriano Bonfim Ana C. Menani Denni Harlem

Cartunista Fabiano Carriero Comunicação e Desenvolvimento Antônio Medeiros

Depto Comercial Carolina Sperandeo

O Folha de Campinas é uma publicação mensal.

Redação e Publicação MCJ Editora e Distribuidora Ltda Depto Administrativo Tiragem dessa edição Av. Bueno de Miranda n° 89 Giulia Argentini 10 mil exemplares Vila Industrial - Campinas/SP F: (19) 3272-3684 Contato com a redação (19) 3272-3758 Anuncie no Jornal redacao@folhadecampinas.com.br comercial@folhadecampinas.com.br

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Artigo Você é feliz no trabalho? Segundo o International Stress Management do Brasil (ISMA-BR), 76% das pessoas estão infelizes no trabalho. Nunca tivemos tantos palestrantes motivacionais, livros de auto-ajuda e gestores debatendo o assunto felicidade no ambiente corporativo. Ser feliz (ou infeliz) está em alta. Mas por que será que a felicidade é uma das pautas do momento? Passamos mais de 10h por dia no trabalho, então por que não tornamos isso prazeroso? De acordo com uma pesquisa da revista inglesa Management Today, funcionários infelizes produzem 40% menos. E para a empresa Gallup, estes mesmos insatisfeitos podem custar à economia americana até US$ 350 bilhões de dólares por ano em perda de produtividade. Várias são as queixas: tarefas em excesso, carga horária elevada, ambiente de trabalho desfavorá-

vel, chefia ruim, entre outras. Conforme o estudo da consultoria Great Place to Work (GPTW), o salário não é a principal causa da insatisfação - e sim a qualidade de vida e o desenvolvimento pessoal. O funcionário precisa se sentir em evolução constante e saber que a organização o ajuda nesse propósito pessoal. A geração Y (nascidos entre o final da década de 70 e meados dos anos 90) está determinada a ser feliz. Ela deseja menos horas de trabalho, mais qualidade de vida e foco na realização pessoal. Não é a toa que empresas como Google e Facebook viraram o sonho de consumo desta geração, porque elas permitem que o profissional seja quem ele é além de avaliá-lo pelos resultados e não pela roupa que veste ou quaisquer outros quesitos. Muitas empresas já oferecem benefícios que contribuem para a felicidade de seus

Foto: Divulgação

Felicidade como estratégia de gestão

funcionários como horários flexíveis, creche, academia de ginástica, cursos diversos, aulas de yoga, etc. No entanto, tudo só gera felicidade se vier junto com cultura respeitosa. Se o líder não cumpre com os valores da empresa, não é acessível e não respeita a qualidade de vida das pessoas, como os liderados serão felizes? A organização que entende que o seu funcionário é o seu maior patrimônio reterá os melhores ta-

lentos do mercado. O profissional feliz contagia a equipe e trata bem os clientes – reflexo do clima de dentro da empresa. Existe uma máxima no mundo dos negócios que diz: as pessoas fazem negócios com pessoas que gostam. Quem não prefere se relacionar com pessoas felizes? Fazer o que se gosta é o primeiro passo para ser feliz. Se você não projeta a sua vida, alguém irá projetar para você. E talvez você não

goste da idéia que eles têm de felicidade. Fundamental alinhar as expectativas do funcionário e da empresa, por esse motivo, contratar profissionais com os valores da cultura da organização é imprescindível. Líderes devem deixar de lado a vaidade e ouvir mais. Permitir que os colaboradores tomem decisões. Estas são algumas formas de atrair talentos e manter as pessoas engajadas

Investir na felicidade do funcionário é cuidar da saúde da empresa. E as organizações terão que se adaptar às novas gerações, pois elas serão intolerantes com a infelicidade atual. As melhores empresas têm feito da felicidade a estratégia de gestão e a receita para o sucesso. Ronald Santiago é empresário e administrador, especialista na área de vendas e marketing


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Artigo

Casais - Como sobreviver à infidelidade?

No Brasil, as pesquisas mostram que os homens traem mais do que as mulheres, apesar de a infidelidade feminina ter aumentado nos últimos anos. Historicamente, eles aprenderam a separar sexo de amor. Por outro lado, elas foram educadas para fazer sexo com amor, por isso não entendem quando um homem diz que ama a sua mulher, apesar de tê-la traído. Alguns homens justificam suas escapadas como uma consequência de crises pessoais, de relacionamento ou como uma forma de

Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de Lei de nº 7.672/2010 popularmente conhecido como “Lei da Palmada”. Num primeiro momento o nome dado a ele pode causar estranheza, pois a ideia defendida é fixar exatamente o oposto do sentido da palavra palmada. Esse projeto teria por finalidade alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/1990), visando justamente à proibição de castigos físicos e tratamentos cruéis ou degradantes na educação de crianças e adolescentes. Sob o prisma do projeto, entende-se por castigos físicos as ações que causem dor ou lesão, ainda que de natureza disciplinar ou punitiva, desferidas por pessoas que

quebrar a monotonia criada pela rotina. Embora as mulheres também traiam por aventura ou atração física, a maioria alega que trai por carência afetiva, por estar se sentindo desprezada pelo parceiro. O fato é que desejo sexual não tem a ver com compromisso, mas com a nossa autonomia e fantasias e ambos os sexos podem trair pelos mais diversos motivos. A infidelidade é um assunto carregado de dor e significado e costuma afetar, profundamente, a autoestima daquele que se sente traído, causando

a erosão do relacionamento. O acordo foi rompido e a confiança quebrada. Como resgatá-la? Todo relacionamento de longo prazo têm seus momentos críticos, isso é normal. Mas, as pessoas têm muita dificuldade para conversar e tentar solucionar, em conjunto, os problemas que surgem na relação, o que acaba levando ao afastamento emocional e, em alguns casos, à infidelidade. Embora a infidelidade esteja, muitas vezes, relacionada à dinâmica do casal, aquele que foi infiel

tem grande responsabilidade pelo seu ato. E, se ele foi descoberto e quer reconquistar a confiança do outro, vai precisar ter um posicionamento muito claro, no novo acordo que for estabelecer com seu par amoroso. Além de comprometimento e paciência para esperar que o outro recupere a autoestima e a confiança perdida. A intervenção terapêutica não é garantia de salvação de relacionamentos, mas pode ajudar o casal a reestruturar a relação e os sentimentos. Por outro lado, se aquele que foi traí-

do quiser resgatar a expectativas das pesrelação,vai ter de se soas mudam com o esforçar para superar tempo, vai ajudá-los a situação e uma hora, a ter uma visão mais encerrar esse episó- realista sobre os reladio. Se não é possível cionamentos afetivoesquecer o que acon- -sexuais e, contribuir teceu, tirar o apren- para que ambos sejam dizado da experiência mais atentos às necespode ajudar a fortale- sidades amorosas do cer a relação. outro. Ou seja, ambos deEsse pode ser o cavem assumir a sua minho para o casal, na parte do que foi vivi- tentativa de reconsdo, conjuntamente, de truir o vínculo. Caso bom e de ruim, sem a contrário, é melhor ilusão de que a rela- partir para outra. ção vai recomeçar do zero. Afinal, o casal já Carmen Janssen tem uma história de Sexóloga, escritora, vida e, provavelmenconferencista e te, a fase da paixão já psicoterapeuta passou. internacional. Aprender a ter www.carmenjanssen.com.br consciência de que as

Lei da Palmada: Bater educa?

deveriam cuidar, tratar, educar e vigiar a criança ou o adolescente. O tratamento cruel ou degradante caracteriza-se pela conduta dessas pessoas que resultem em humilhação, ridicularização ou grave ameaça a esses menores. A polêmica envolvendo a matéria acabou por impedir diversas vezes as votações nas Comissões de Constituição e Justiça (CCJ’s), inclusive por falta de quórum. Desde o ano de 2010 ainda não foi aprovado em definitivo. Alguns deputados defendem que por se tratar de um direito individual, deve passar por votação no Plenário e a discussão se prolonga. Lamentavelmente ainda existem pessoas que acreditam ser correta e eficaz a forma

agressiva de educar. Esses indivíduos que consideram acertado esse costume arcaico, que inclusive, viola os direitos individuais das crianças e adolescentes, deveriam se informar das várias possibilidades existentes para discipliná-las com formas não violentas de educação. A mentalidade das pessoas passou por diversas mudanças dos tempos, tornando-se mais evoluída com relações às diretrizes de educação. Os valores da sociedade moderna igualmente sofreram metamorfose, caminhando num sentido mais justo, ao passo que a ideia de educar com pancadas tornou-se ultrapassada. Há que se ponderar que em determinados casos, algumas crianças e adolescentes não

reconhecem o limite entre o desejo e a possibilidade, sendo necessária alguma forma de sanção para coibir os abusos, assim como ocorre com outras leis punitivas destinadas para qualquer cidadão. Todavia, castigos corporais e tratamentos cruéis ou degradantes não devem ser permitidos. Existem inúmeras formas de punir uma criança ou um adolescente sem que haja agressão. Uma alternativa seria, por exemplo, que os pais tirassem temporariamente um brinquedo que a criança tanto gosta de brincar, ou no caso dos adolescentes, não permitir um passeio desejado etc. O projeto tem o intuito de proteger os direitos individuais da criança e do adolescen-

te. Da mesma forma, tem como finalidade evitar que os casos de violência doméstica dessa espécie sofram crescimento. Contudo, o tema encontra dificuldade em virtude da questão punitiva destinada aos pais ou qualquer pessoa que seja responsável pela criação e educação desses menores e que inflijam os castigos proibidos. Entretanto, o projeto visa incentivar a utilização de políticas públicas, como a realização de campanhas educativas, inclusão no currículo escolar em todos os níveis dos conteúdos relativos aos direitos humanos para prevenir as formas de violência e para informação dos próprios protegidos, além do incentivo às práticas pacíficas de reso-

lução de conflitos que envolvam a criança e o adolescente. Sendo assim, o presente artigo tem o intuito de defender o projeto, pois a alteração garante o direito dos protegidos pelo ECA a serem educados e cuidados sem o uso de castigos físicos, moderados ou imoderados. Porém, no caso de lesões corporais graves, o responsável é punido de acordo com o Código Penal. O projeto visa uma mudança cultural, pois a violência contra crianças e adolescentes, infelizmente, ainda tem sido admitida mascarada como recurso pedagógico. Dra. Angélica Jovani de Carvalho é advogada e conciliadora do Juizado Especial Cível da Comarca de Campinas 1ª VARA.

Campinas oferece vacina Enade aponta desempenho contra catapora de graça ruim nos cursos da RMC Vacina tetraviral protege a criança também contra o sarampo, caxumba e rubéola Desde o dia 1º de outubro, a Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria de Saúde, passou a disponibilizar a vacina contra varicela em todos os Centros de Saúde da rede. A imunização para a doença, mais conhecida como catapora, começou a fazer parte do Calendário Nacional de Vacinação e todas as crianças com 15 meses de idade devem ser vacinadas. A vacina tetraviral, além de proteger contra a catapora, imuniza às crianças contra os vírus do sarampo, caxumba e rubéola. “A introdução da vacina contra varicela associada à tríplice viral é uma importante medida de prevenção da doença nas crianças, reduzindo inclusive o número de hospitalizações”, explica a coordenadora do Programa de Imunização do mu-

nicípio, Maria Alice Satto, que reforça que crianças nascidas a partir de 1º de junho de 2012 que tenha recebido ao menos uma dose de tríplice viral pode ser vacinada. A varicela é uma doença aguda, altamente contagiosa e se caracteriza pelo aparecimento de lesões cutâneas, podendo ocorrer febre moderada. A transmissão acontece por contato direto, por meio de gotículas e aerossóis nasofaringe. A vacinação facilita na prevenção de ocorrências de surtos, principalmente em ambientes como escolas e creche. A vacina é segura e gratuita. Mais orientações podem ser obtidas com os profissionais nas unidades básicas de saúde.

Somente 7,2% das carreiras avaliadas obtiveram o conceito máximo atribuído

Entre os 137 cursos de educação superior da Região Metropolitana de Campinas avaliados na edição 2012 do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), 35 tiveram notas abaixo do nível considerado satisfatório pelo MEC – esse valor corresponde a 25,5% do total. Por outro lado, outras dez faculdades da RMC, ou seja, 7,2%, obtiveram nota máxima na avaliação. Os resultados foram divulgados pelo Ministério da Educação no dia 7 de outubro. O exame criado pelo governo federal possui escala de 1 a 5. Os cursos com notas 1 e 2 estão abaixo da média esperada, pois é necessário que a nota seja igual ou superior a 3 para ser considerado satisfatório. Na região, aproximadamente 9 mil alunos, dos 11,1 mil inscritos, realizaram a prova – havendo abstenção de 19,6%. Entre os cursos que ficaram com nota igual ou menor que 2, dez são de administração, seis de tecnologia, cinco de direito, cinco de publicidade e propaganda e quatro de ciências contábeis. Já entre os

que atingiram nota máxima, cinco são de tecnologia, três de administração, um de direito e um de jornalismo. Ainda houve um curso de administração de Sumaré ficou sem conceito por não ter estudantes participantes da avaliação. Segundo os dados do Ministério da Educação, entre as faculdades melhor avaliadas da região uma é pública, de Americana, e as outras nove são privadas. Já na lista das 35 com desempenho insatisfatório, todas são de instituições pagas. Enade é uma prova aplicada pelo governo federal para verificar o aprendizado de estudantes de graduação, ingressantes e formandos – de acordo com o conteúdo programático de cada curso. Além disso, ele também avalia a qualidade dos cursos e das instituições, sendo obrigatório para quem for selecionado e indispensável para a emissão do histórico escolar. Cada curso é avaliado a cada três anos.


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Saúde

Melhor Idade combina com Saúde e Vaidade

Odontologia vê mudança no perfil da população que busca por tratamentos de estética bucal um convívio social pleno”, explica. O Cirurgião dentista conta que a saúde bucal costuma ser afetada por alterações causadas principalmente por cáries, gengivites, mal posição e formação dos dentes e ossos dos maxilares, entre outros males, e que podem

Por Leila de Oliveira

de digestão. Ele ainda ressalta que a técnica evoluiu significativamente nos últimos anos, e contempla procedimentos voltados especificamente a essa faixa da população. “A técnica de implantes osseointegráveis, voltada à terceira idade, possibilita a reabilitação de perdas dentais

em 48 horas, por meio do tratamento chamado terceira dentição imediata”, analisa. Segundo o especialista, é importante destacar que quem possui próteses ou restaurações antigas também deve procurar atendimento odontológico periodicamente, para que estas

possam ser trocadas ou polidas. Os avanços da medicina parecem estar em consonância com esse novo perfil da população idosa do país, que usufrui do acesso a bens e serviços, e se estabelece, cada vez mais, sob um novo contexto social.

Contato:

Clínica Campinas Smile Center: Rua Alberto Sarmento, 586 - Castelo Campinas-SP. Fone: (19) 3241-1840 www.campinassmilecenter.com.br

Rogério Capela/PMC

Segundo o último censo do IBGE, o envelhecimento da população segue acelerado, levado pelo aumento da expectativa de vida, o que indica que o número de idosos no Brasil vai quadruplicar até 2060. A mudança na estrutura etária brasileira afetará diretamente vários setores, em especial o da saúde. A Odontologia está entre os setores da medicina que busca acompanhar essa tendência, levada pelo aumento na procura por implantes e outros tratamentos estéticos em pessoas acima dos 60 anos. O especialista e Doutor em Implantodontia, Eder Magno Ferreira de Oliveira, responsável técnico pela clínica de odontologia Campinas Smile Center vê com naturalidade a mudança no perfil desses pacientes. “A mudança na aparência dos dentes esta entre os vários impactos sentidos pelo corpo, com o passar dos anos. A estética do sorriso, ao lado de uma boa saúde bucal, remete à jovialidade, eleva a auto-estima e confere confiança ao paciente, permitindo

até evoluir a perdas dentárias. Neste caso, a técnica de implante dentário, segundo Oliveira, representa um tratamento eficiente: o primeiro benefício é uma mastigação eficiente, o que repercute em maior aproveitamento dos alimentos, refletindo melhora no processo

Foto: Divulgação

leilaoliveira@folhadecampinas.com.br

O especialista e Doutor em Implantodontia, Eder Magno Ferreira de Oliveira, é o responsável técnico pela Clínica Campinas Smile Center

Outubro Rosa

Mobilização na luta contra o câncer de mama causa mais frequente de morte de mulheres no mundo e no Brasil, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares. Em 2012 foram diagnosticados aproximadamente 53 mil novos casos da doença, e, em 2012, somente no país, morreram cerca de 13 mil mulheres. As mortes, segundo os médicos, são causadas pelo atraso no diagnóstico, já que a chance de cura é de 95% quando a doença é descoberta na fase inicial. Segundo Everardo de Carvalho Cordeiro Filho, médico da Agência Nacional de Vigilância Nacional (ANVISA), professor de medicina da PUC e articulador do movimento Outubro Rosa em Campinas, esse tipo de câncer é um dos que atingem mais rapidamente estágios avançados. “Em questão de um ano o câncer pode atingir toda a região

da mama da mulher e gerar metástases, por isso é a segunda causa de morte entre as mulheres do Brasil. Já o câncer de colo do útero, por exemplo, pode demorar entre 10 e 15 anos para apresentar uma evolução significante”, afirma. A chave para a redução desses índices é o acesso à informação, por isso, o movimento visa promover ações e eventos que chamem a atenção da população. Com esse intuito, durante a noite, os monumentos públicos da cidade como o Paço Municipal, a sede da Sanasa, a Torre do Castelo (cartão-postal de Campinas que pertence à empresa de saneamento), os reservatórios Alto Taquaral, São Gabriel e Nova Campinas ficarão iluminados de rosa. A cor remete ao laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama.

Foto: Edivaldo S. Alves

Reservatório São Gabriel

Foto: Edivaldo S. Alves

Paço Municipal fica diferente este mês Foto: Edivaldo S. Alves

O movimento “Outubro Rosa”, conhecido internacionalmente pela mobilização na luta contra o câncer de mama, também está acontecendo no Brasil. O objetivo é conscientizar as mulheres sobre a importância do diagnóstico e do tratamento precoce da doença. Em Campinas os voluntários do “Outubro Rosa” atuarão em diversos pontos da cidade. Eles farão visitas domiciliares, e a escolas e instituições. Serão ministradas palestras em empresas, arrastões em Shoppings Centers e atuação em locais de grande circulação de pessoas, como o Aeroporto Internacional de Viracopos e a Rodoviária. Toda a mobilização é desenvolvida com base em dados que preocupam os profissionais da saúde e as militantes da causa: o câncer de mama é a segunda

Apoiadores: Prefeitura Municipal de Campinas, Femama, PUC-Campinas, Instituto Avon, Grupo Rosa e Amor, Rádio CBN, GM7, Thema Relações Públicas & Imprensa, Sociedade Brasileira de Mastologia, Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas, Agência Desafio. Torre do Castelo, cartão Postal da cidade de Campinas, está rosa


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Cidade

Ouro Verde e Campo Grande se tornarão Distritos O projeto teve início ainda em 2009 quando foi coletada cerca de 20 mil assinaturas nas duas regiões Por Adriano Bonfim afbonfim.bonfim@gmail.com

A região sudoeste e noroeste de Campinas serão os mais novos distritos da cidade. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) autorizou a realização de um plebiscito, para a criação dos dois novos distritos: Ouro Verde e Campo Grande. O pedido foi encaminhado pela Câmara Municipal, a partir da aprovação de um decreto legislativo, proposto pelo vereador Rafa Zimbaldi (PP) e aprovado por unanimidade. Segundo o vereador, o projeto teve início em 2009 com a coleta

de aproximadamente 20 mil assinaturas nas duas regiões. Em abril de 2010 ocorreu a vistoria técnica pelo IGC (Instituto Geográfico e Cartográfico) que promove os estudos geográficos relacionados à Divisão Administrativa e Territorial do Estado de São Paulo. Logo após, foi enviado à Câmara e depois para o TRE, onde tramitava desde maio de 2012. A consulta popular ocorrerá em 5 de outubro, junto com o 1º turno das Eleições de 2014 e não terá custos, já que utilizará a estrutura das eleições do ano que vem, comentou o vereador. O vereador disse

ainda, que a Prefeitura é favorável à descentralização administrativa e que faz estudos para implantar ao menos duas subprefeituras na cidade, mas que o orçamento de cada uma delas ainda não foi definido.

20 mil assinaturas

aproximadamente foram coletadas nas duas regiões De acordo com o vereador Rafa Zimbaldi, os novos distritos terão subprefeituras, unidades administrativas com orçamento próprio para investir no bairro. Como distritos, estas regiões passam a ser também atrativas para investimentos

Foto: Cedoc/RAC

no comércio, indústrias, prestadores de serviços, correio, cartório, oferecendo oportunidades para que seus moradores possam trabalhar mais próximo de suas residências, além de garantir desenvolvimento à região. Para o advogado e perito Somadas, as duas regiões possuem cerca de 400 mil habitantes Somadas, as duas judicial, Alexandre ver problemas ponturegiões têm cerca de Siolin, é viável ter ais e de urgência. Com a criação dos 400 mil habitantes. A mais distritos, pois os serviços públicos des- distritos terá também cidade de Campinas tas regiões serão am- um representante le- possui hoje quatro pliados e melhorados. gal e as cobrança serão distritos: Barão GeralDisse ainda que a ad- mais eficiente para so- do, Joaquim Egídio, ministração terá mais luções necessárias, co- Sousas e Nova Aparecida. autonomia para resol- mentou o advogado.

Brasil tem custo logístico mais caro do Mundo

Malha rodoviária e ferroviária brasileira impedem crescimento do país, diz Diretor do CIESP Campinas Por Denni Harlem denniharlem@hotmail.com

O Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) anunciou que é preciso mudanças na economia brasileira, para gerar competitividade nacional e internacional. “Somos reféns da falta de competitividade nacional, por falta de modernização do Brasil”, disse o diretor da entidade, José Nunes Filho. Seria necessária uma infraestrutura moderna, investindo nas vias de escoamento da produção brasileira, com menor burocracia, tributos e gerar incentivos fiscais. Segundo o diretor, precisamos ter uma política mais atualizada. “Ficamos limitados para termos um maior crescimento industrial”, afirmou. Isso não é somente um problema da região, mas do país

inteiro. “Por exemplo: se eu mandar uma carreta de soja, que sai do Centro-Sul do país para a China, o frete rodoviário seria de U$$ 125 por tonelada. Já nos Estados Unidos, a mesma carreta saindo da cidade de IIinois, para a China, o frete sairá por U$$ 24”, explicou Nunes Filho. No entanto, a expectativa para o ano que vem não é nada animadora, segundo o diretor, pois se trata de ano eleitoral e a tendência é que as mudanças não ocorram.

"Somos reféns da falta de competitividade nacional" Exportações As exportações da nossa região, divididas em setores industriais, no acumulado do ano, se mantiveram concentradas em poucos seto-

res, sendo quatro deles responsáveis por mais de 60% de todas as exportações: Fabricação de veículos, reboques e carrocerias (20,5%); Fabricação de produtos químicos (18,9%); Fabricação de máquinas e equipamentos (12,6%) e o de Fabricação de produtos alimentícios (11%). Importações As importações não apresentaram alterações significativas no acumulo no ano, em relação ao mesmo período de 2012, com quatro setores importando mais de 75% do total das importações: Fabricação de equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos (30,1%), Fabricação de produtos químicos (25,7%); Fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (10,7%)

e Fabricação de máquinas e equipamentos (9,9%). O setor de Fabricação de farmoquímicos e farmacêuticos aumentou suas importações em 79,6% no acumulado do ano. Podemos dar um destaque para a Argentina, que cresceu 116,4% em relação ao mês de agosto do ano passado.

Foto: Denni Harlem

Coletiva de imprensa com o Diretor do departamento de Comércio Exterior do CIESP Campinas Anselmo Riso Foto: Allen Morrison

De volta ao Futuro

Campinas busca reativar VLT, sob clima de desconfiança da população Por Leila de Oliveira leilaoliveira@folhadecampinas.com.br

Concebido na década de 90 pelo ex-prefeito de Campinas e então governador de São Paulo, Orestes Quércia, o VLT (veículo leve sobre trilhos), foi o primeiro projeto do tipo no Brasil. Circulou em Campinas entre 1990 e 1995, mas ainda é lembrado pela população como o maior fracasso da cidade em criar um sistema alternativo de transporte e pelo desperdício de US$ 120 milhões de dinheiro público. Desde seu inicio, o VLT parecia fadado a não dar certo. Dentre as várias razões está a falta de integração do projeto com o sistema de transporte da cidade e à má localização das estações, que acabou comprome-

tendo a demanda de público pelo serviço. Quase duas décadas depois, o projeto de um trem urbano para Campinas está de volta à pauta oficial, pelo prefeito Jonas Donizette (PSB), que propôs ao Ministério das Cidades um pré-projeto de viabilidade técnica e econômica sobre a implantação da rede sobre trilhos, que deverá ligar o Aeroporto Internacional de Viracopos e o Centro de Campinas. Recentemente, durante a visita da presidenta Dilma Roussef à cidade, o prefeito formalizou, publicamente, o pedido de ajuda de R$ 1,094 bilhão do governo federal para o projeto, e mais R$ 25 milhões para a construção de vias nos bairros Taquaral, Jardim Chapadão, Jardim Quar-

to Centenário e Jardim Eulina, num total de R$ 1,119 bilhão em recursos. Ao mirar o transporte coletivo, a administração pública se volta para um dos maiores gargalos da atualidade nas grandes cidades: a mobilidade urbana. Em Campinas, dados oficiais do Detran relatam o crescimento de 5,14% na frota de veículos entre julho de 2012 e de 2013, e apontam que com 849 mil veículos e cerca de 1,1 milhão de habitantes, a cidade tem quase um carro por pessoa, o que impacta em paralisação do trânsito, desperdício de tempo e combustível e em problemas ambientais. Entretanto, especialistas no assunto defendem como opção mais adequada aos problemas no

transporte coletivo dos grandes centros urbanos os investimentos em ônibus, ou BRT´s (Bus Rapid Transit),veículos articulados que trafegam em vias específicas. A justificativa baseia-se na capacidade dos ônibus na locomoção de passageiros por hora e por faixa, em detrimento do VLT, cuja implantação somente se viabilizaria caso viesse a atender ao transporte de milhões de passageiros por dia, devido ao seu alto custo por quilômetro e de implementação. Segundo a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), a cidade tem cerca de 650 mil usuários do transporte público, que valem-se dos 1.169 veículos, de cerca de 200 linhas de ônibus em ope-

O VLT em ação, na estação do Parque Industrial

ração, nos dias úteis. Por meio de sua assessoria, a autarquia informou que através do recebimento da verba de R$ 339 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento da Mobilidade Urbana (PAC II), Campinas já conta com um projeto de BRT (Bus Rapid Transit), em fase de implantação, voltado principalmente à população das regiões do Ouro Verde e do Campo Grande. Quanto ao questionamento sobre a viabilidade e legitimi-

dade do projeto de R$ 1,094 bilhão para a reativação do VTL, o órgão alega que apesar de não ser possível dimensionar a demanda pelo serviço, o projeto está em consonância com as futuras transformações no cenário social e econômico da cidade, por conta da ampliação do aeroporto de Viracopos e do crescimento populacional do município.

Fontes: EMDEC Blog Amigos da CPTM


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Especial Animais

É a cara do Dono?

Foto: Divulgação

Especialista relaciona distúrbios de comportamento de animais domésticos à humanização excessiva por parte de seus donos Por Leila de Oliveira leilaoliveira@folhadecampinas.com.br

Segundo registros históricos, a origem da relação entre o cachorro e o homem, na forma como conhecemos hoje, data de 100 mil anos atrás, quando caçadores resolveram alimentar os filhotes de lobos que ousavam se aproximar dos acampamentos da época. Passado tanto tempo, talvez seja o momento de discutir esta relação. A mistura de excesso de mimo e falta de limites é – ao contrário do que se pensa – extremamente maléfica aos peludos, de acordo com o adestrador e especialista em comportamento animal, André Stancantti, dono da empresa Adestra Campinas. Com quase 20 anos de experiência na área, Stancatti explica que a relação saudável entre o animal e a família está ligada a qualidade da prole de filhotes, à administração da questão disciplina X prazer, e sim, às características pessoais do dono, maior responsável pelo erro da humanização em excesso.

De Campinas, André Stancatti concedeu uma entrevista para esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto: Folha de Campinas: Se o animal doméstico é o “espelho do dono”, está no proprietário a origem dos distúrbios de comportamento do animal? Stancatti: Guardadas as proporções, na maior parte dos casos os problemas surgem a partir do dono, e aqui se aplica o conceito da energia, ou simbiose: O padrão da personalidade do dono, em relação a do animal, afeta diretamente a relação dos dois. Essa influ-

S: Eu entendi esse conceito ao longo dos anos de convivência com cachorros e outros animais domésticos. O exemplo mais prático é um que todos conhecem pelo conselho: “Não sinta medo que o animal percebe”. Ninguém exala cheiro nessa determinada situação, o que ocorre é que o animal percebe sua vibração de medo, e reage à ela. O mesmo se aplica à insegurança, carência, ou, num exemplo positivo, vira um perfil de equilíbrio saudável, por meio do dono.

FC: De que forma a falta de limites e excesso de mimo afetam "O animal percebe o comportamento dos animais dosua vibração de mésticos? medo, e reage à ela" S: Quando o cachorro ou gato perência é visível através da cebe que ele é o dominanobservação da personali- te, seu comportamento dade do dono, em geral muda, resultado de um tão inseguro, agitado e traço do DNA dos aniestressado quanto seu mais de matilha. O ideal animal. Mais perceptí- é que ele identifique, na veis que nós, os animais casa, alguém que ele veja absorvem de forma in- como líder. Na falta de tensa esse tipo de influ- uma figura que impoência, de informação. nha limites, ele vence a FC: Explique melhor: parada. Num ambiente

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F: 3272-3758

André Stancantti, proprietário da Adestra Campinas, especialista em comportamento animal

doméstico, onde não há disputa por alimento ou área, essa vitória se traduz em comportamentos imprevisíveis, como choros, indisciplina, agressividade e obsessão pelo dono. FC: A dependência emocional do animal pelo dono costuma ser apreciada pelos proprietários, que entendem como demonstração de extremo afeto... S: É outro erro. Essa atitude reflete falta de controle sobre o animal, que vê o dono como “pro-

priedade”. No fundo, todo animal quer ter um amo, um líder, e o exercício dessa liderança passa pelo respeito à condição do animal. Cachorro tem que passear, ter seu espaço pra dormir e obedecer à algumas regras. Como muitos vivem em apartamentos, eu recomendo a castração como medida inicial de prevenção a comportamentos arredios, principalmente para gatos. FC: Em geral, as pessoas buscam momentos agradáveis e de descontração na companhia do ani-

mal de estimação. Até que ponto a importância do comando deve ir sem que atrapalhe esse objetivo? S: É importante ter a consciência de que o cachorro é um animal, e tem que ser respeitado como tal. Dormir na mesma cama que o dono, ser mantido no colo por longos períodos, privado de passeios e da companhia de semelhantes são atitudes contrárias à sua natureza. Da mesma forma que não queremos ser cachorro, ele também não quer ser gente.


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Memórias

Matéria publicada junto ao Jornal Vila de Campinas

Bondes Campineiros: sinônimo de paixão e nostalgia Esta condução chegou a cruzar as ruas de Campinas por mais de meio século sem perder o charme Por Marcella Marrara

Um meio de transporte considerado sinônimo de charme, elegância e nostalgia, por quem teve a oportunidade de viajar em seus trilhos – sem exceção. Este mês o jornal Folha de Campinas vai resgatar um pouco da história dos bondes, ilustre personagem que cruzou ruas e mais ruas de Campinas por mais de meio século.

cidade. Claudia Esmeriz, funcionária pública de Campinas e escritora do livro “Nos trilhos dos bondes”, retrata em sua obra que a chegada da eletricidade dos bondes provocou uma verdadeira reviravolta nos velhos costumes campineiros. O município era muito apegado ao passado e teimava em permanecer com suas tradições românticas, orgulhos de Foto: Acervo MIS Campinas

sua elite. Nesta época, Campinas era muito divertida, a rotina de sua população era recheada de corridas de cavalos, piqueniques no bosque, bailes, patinação, teatro e principalmente os jogos de futebol (que começavam a chegar à cidade), e pra isso essas pessoas utilizavam o bonde como meio de locomoção.

Foto: Acervo MIS Campinas

As linhas A linha dos bondes elétricos, em seu inicio, tinha um percurso curto que passava pelas ruas General Osório até a rua Augusto César (hoje avenida Júlio Mesquita) no Centro de Convivência Cultura, conhecido na época como Jardim Público. Em sua segunda fase, oito bondes circulavam pela cidade que trafegavam nas linhas: Cidade, Frontão (Cambuí), Guanabara, Fundão – que fazia o caminho do cemitério da saudade até a Vila Industrial, passando pela avenida João Jorge e pela porteira do Capivara (atual viaduto Miguel Vicente Cury), Vila Industrial – que na verdade era servida por duas linhas por conta de sua grande concentração de população, e a Estação – única linha circular e que tinha o preço mais acessível. A escritora Claudia, explica que devido o grande aumento de fá-

Linha Botafogo em sua última viagem em maio de 1968

as proximidades da Igreja São José. Moradora da Vila Industrial há mais de 20 anos, Renata Maria Gonçalves, 71, aposentada, conta que a rotina na época dos bondes era Foto: Acervo MIS Campinas

Inaugurado em 25 de Setembro de 1879, anos após o surto de febre amarela que devastou a cidade, o bonde de tração animal, chegou à Campinas para criar um novo e belo capítulo na história da cidade. A primeira saída triunfal desse mais novo meio de transporte foi recebida calorosamente, com direito a fogos de artifício e multidão agitando bandeirolas pelas ruas. Neste dia, além do cocheiro que assumia com o seu chicote as redias dos pares de cavalos que guiavam os veículos, o condutor, uma banda e a diretoria composta pelo presidente da Câmara e outras autoridades civis, inauguraram os 4 carros que eram compostos por bancos que acomodavam 20 pessoas. Mais tarde apelidados carinhosamente de “caixinhas de fósforo”, os bondes puxados por animais foi consolidado como um sucesso e transportavam diariamente centenas de pessoas. Ainda sem pontos definidos, o condutor parava onde quer que a pessoa estivesse, bastava o passageiro dar um sinal. Em 1880, um ano após sua inauguração, os bondes campineiros vendiam, em média, 45 mil bilhetes mensalmente – tendo em vista que a população campineira da época já chegava a 15 mil pessoas. Mas como tudo tem um final, os bondes evoluíam conforme o crescimento da cidade e, em 1910, os veículos de tração animal foram recolhidos, dando espaço para os bondes elétricos da Companhia Campineira de Tração, Luz e Força. Assim como na chegada dos bondes a Campinas, essa mudança foi motivo de muita festa para os usuários do meio de transporte, não só pela novidade mais também pelos benefícios trazidos para a

Bondão na Estação Fepasa em 1950

bricas em Campinas nesta época, a maior concentração de pessoas era na Vila Industrial. “A população de classe média da

mitido, mas quem disse que tínhamos medo de algo?” se diverte contando. Renata lembra também que a cidade girava em torno dos bondes, “na minha época a cidade começava no Liceu Salesiano, passava pelo centro e acabava no balão da Vila Teixeira, justamente por onde passavam as linhas do bonde”, completa. A linha IX do Botafogo, conhecida bonde do Ginásio (Culto à Ciência), era o bonde mais divertido, segundo a escritora Claudia Esmeriz. Nele os estudantes se penduravam nos estribos e, apesar de proibido, o local era a sensação dos jovens. A espera era toda no largo da Catedral e meninos e meninas flertavam durante todo o trajeto com seus cabelos ao vento. “Nas paradas dessa linha a diversão era descer do bonde e aguardar a sua saída, pular nos estribos em movimento e não ouvir as broncas do cobrador” acrescenta Claudia. O bairro Bonfim, também tinha sua linha, a VIII, que seguia o mesmo itinerário do Botafogo e passava também pela Andrade Neves antes de parar próxima a atual Suleste. As linhas Guanabara, Taquaral, Cambuí e Bosque eram as mais utilizadas aos finais de semana para os passeios. Nely Torres Bambini, 84, conta que os passeios nos bondes tinham uma vista privilegiada e muito bela. “Eu usava os bondes de dia de semana para ir ao colégio e aos finais de semana para passear, um trajeto

muito diferente “Faziamos tudo de bonde, colégio e passeio, vivíamos andando pelos estribos dos bondes, por mais que não fosse per-

que eu não me esqueço é o bonde que passava pela escola de cadetes, um passeio maravilhoso. Iamos ao bosque, também de bonde, para levar pão aos patos que viviam na lagoa e ao Taquaral sempre íamos para andar de pedalinho” relembra. Salvador Flório, aposentado, 86, recorda que utilizava os bondes para ir da estação para sua casa quando chegava de Casa Branca. “O que mais me recordo é dos valores do transporte que eram bem mais em conta do que são hoje, era mais demorado, mas toda a espera compensava com as belas vistas que tínhamos durante todo o percurso. Eu gostava muito de andar de bonde”, recorda. Tudo tem seu fim Com o tempo os bon-

des foram se aprimorando, passaram por modificações e melhorias, e as linhas cortavam a cidade em todos os cantos. Os veículos eram sempre elegantes e limpos. “Modelos de asseio para todo e qualquer serviço de bondes do país, o que estava de acordo com o bom nome de que Campinas levava, de cidade limpa e higiênica”, relata Claudia em seu livro. Mas como nada é para sempre, como já dito, a cidade cresceu e as linhas de bonde que antes cruzavam toda a cidade,

viagens sem custo algum para os passageiros. Estudantes e professores do Culto à Ciência fizeram homenagens, aquele meio de transporte que os levava diariamente ao colégio. Serenatas foram feitas, enfeitaram todos os bondes e a mesma banda musical que recebeu os bondes tocou em seu fim. A grande festa, que para muitos foi chamada de funeral, foi patrocinada pela Rádio Educadora, pelo Jornal Diário do Povo e a Casa Lord. Centenas de pesFoto: Gilberto de Biasi Acervo / MIS Campinas

Bonde de tração animal na Barão de Jaguara

cidade era composta em sua maioria pelos operários das fábricas, e a Vila Industrial era um local no qual se encontravam muitas pessoas, por isso era servida de duas linhas de bonde, para dar conta do transporte desses moradores”, completa. Além das duas linhas que cortavam as ruas da cidade, existiam um misto de locomotivas a vapor que percorriam 33 quilômetros do Mercado Municipal de Campinas à fazenda das Cabras no distrito de Joaquim Egídio. Esta linha além de fazer o transporte de passageiros, levava em seus trilhos cargas e animais. Chamado de Cabrita, o misto de bonde e vagões deu espaço para os bondes elétricos que passaram a circular em toda a extensão, após a compra do Ramal Férreo Campineiro pela Companhia de Tração, Luz e Força que já tinha contratos com os bondes da cidade até o final da década de 60. Em 1954, Campinas recebe a criação da Companhia Campineira de Transportes Coletivos, que em cerca de 10 anos já tinha 14 linhas de bondes pelas quais trafegavam 30 carros. Nesta época as linhas I e II cobriam o percurso Cidade – Vila Industrial. Um chamado de Via José Paulino, que passava pela Avenida Salles de Oliveira ao lado da Igreja do Rosário; já o segundo bonde era denominado de Via Hipódromo que corria pelas ruas General Osório, Andrade Neves até chegar a Salles de Oliveira voltando para

Bonde que cruzava a 13 de maio x Francisco Glicério em 1953

já não davam conta de acompanhar o desenvolvimento de Campinas. As empresas de ônibus começaram a operar e os números de carros também aumentaram, muitos reclamavam do congestionamento causado pelos bondes, sem contar as ruas em que os veículos andavam na contra mão dos automotores. No início de 1964, o primeiro golpe contra os bondes foi dado, as empresas de ônibus incentivaram seus motoristas a pararem os coletivos sobre os trilhos dos bondes, impedindo a sua passagem. As empresas defendiam essas paradas como conseqüência de problemas mecânicos. Outro dos principais motivos que golpearam os trajetos do bonde foi o custo e a falta de peças para manutenção, devido ao momento em que o forte do transporte eram os ônibus e os carros particulares. A gota d’água para os bondes foi o vencimento do contrato firmado entre a Companhia Campineira de Transportes Coletivos com a prefeitura, a empresa que também mantinha o serviço de ônibus, resolver acabar com os bondes na cidade. Despedida Na noite do dia 24 de maio de 1968 aconteceu a despedida dos bondes. Do mesmo jeito que os bondes foram recebidos com festa, foi a sua despedida. Claudia que reuniu diversos fragmentos sobre este triste dia, conta em seu livro que os bondes fizeram suas últimas

soas aplaudiam e atiravam rosas pelas janelas por onde os bondes passavam. Quanto mais próximo os veículos se aproximavam da Avenida Francisco Glicério, maior era a aglomeração nas calçadas para ver a última viagem do bonde. A última ação do motorneiro após parar o meio de transporte no largo do rosário foi subir sobre o teto do carro e retirar a alavanca de contato do fio e dobrá-la ao teto. Todos ao descerem do bonde se uniram com a multidão que apreciava a última passagem dos carros pelas ruas de Campinas e em um ato de revolta, tristeza e rancor depredaram os carros, arrancando pedaços de madeira e das cortinas como se fossem relíquias. E assim, depois de rodarem por Campinas por 56 anos e transportarem mais de 1 bilhão de passageiros, os bondinhos puxados a animais, na Campinas conservadora e romântica, e os bondes elétricos que desfilaram pela bela e grande cidade, se despedia da moderna Campinas dos arranha-céus. Para Allen Morrison, pesquisador PHD em uma Universidade de Nova York, em um depoimento transcrito no livro de Claudia Esmeriz conta que por todos os lugares que passou pela América Latina, o Brasil é o único que sem exceção encontrou pessoas que tem saudades dos bondes que desapareceram. “É um fenômeno extraordinário que não se pode explicar”.


Divulgação

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Lazer TIRAR O CAVALO DA CHUVA NÚPCIAS Foto: Rui Tomás

O enlace da linda Flávia Bonetti Cogo com o jovem Henrique Trefiglio Tomaz foi maravilhoso e marcado de muitas emoções. O buffet estava divino e a decoração da festa parecia coisa de cinema, de deixar qualquer um de boca aberta. O Henrique deu grande exemplo de amor a sua Flávia e de superação por ter se acidentado dias antes do casamento. LA VITA É BELLA !

Henrique Trefiglio Tomaz e Flávia Bonetti Cogo Foto: Rui Tomás

Foto: Arquivo Pessoal

Como ninguem é de ferro, Luciana Barbosa e Alexandre T. Ferreira, na companhia dos amigos Flávio e Luciene não pensaram duas vezes em afivelar as malas para curtir por uns dias na bela e charmosa Italia. Os dois casais se encantaram não só pela beleza das cidades onde passaram, como também, a gastronomia italiana. Vinhos dos melhores rótulos e os tradicionais antepastos fizeram parte do cardápio destes “bons vivants”. É isso ai...quem pode, pode !

Pode ir tirando seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair hoje! No século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. Contudo, o convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: "pode tirar o cavalo da chuva". Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.

Thalita Carauta (a Janete do Zorra Total da Globo)

NEM TUDO QUE RELUZ É OURO

INSOLÊNCIA Flávio, Luciene, Alexandre T. Ferreita e Luciana Barbosa Foto: Rui Tomás

FALTA DE EDUCAÇÃO Está cada vez mais complicado frequentar as salas de cinemas dos shoppings em Campinas por causa da falta de educação de certas crianças e adultos, que insistem em importunar quem realmente quer curtir o filme. Eles não desligam seus celulares, colocam os pés sobre a cadeira, falam alto e dão risadas fora de hora como se ali fosse o quintal da sua casa. Outro dia fui assistir a um filme no Shopping Galleria e atrás de mim sentou um bando de marmanjos que não paravam de conversar. Em dado momento me virei e dei um presta atenção em todos, mas sem sucesso, isso porque o grande barato deles era mesmo fazer algazarra, numa tremenda falta de respeito com quem pagou caro para ver o filme. As pessoas devem entender que ser intolerante não significa ser grosso ou mal educado e sim, não ser otário dos outros. Augusto Rodrigues, Marketing cultural da CPFL e Álvaro Cotomacci, Vice Cônsul da Itália

Foto: Rui Tomás

Foto: Rui Tomás

Eike Batista já não está entre os homens mais ricos do mundo. Pra quem até pouco tempo ostentava uma fortuna calculada em mais de 30 bilhões de dólares, hoje amarga pouco mais de US$ 73 milhões, o que ainda é uma soma formidável. Há muito tempo eu já dizia à meia boca que o Eike ia cair no maior colapso das fortunas pessoais do mundo. Queres ser rico? Pois não te preocupes em aumentar os teus bens, mas sim, diminuir a tua cobiça. Inteligente é o homem que sabe valorizar o que tem, sem perder a ambição, e sem adquirir a ganancia.

João Mello e Maria Luiza

Outro dia, na belíssima exposição “O Legado” de Leonardo Da Vinci, promovida pela CPFL, uma cena me chamou à atenção pela falta de educação e respeito de uma senhora que se diz profissional de imprensa e que na verdade, não passa de uma aventureira da área. Acontece que este escriba e outros jornalistas e fotógrafos estávamos aguardando para entrevistar e fotografar os organizadores do evento, quando sem menos esperar e de maneira grotesca esta “insolente” senhora salta à frente dos verdadeiros profissionais de imprensa, ignorando-os como se ela fosse à estrela do evento. Já não é a primeira vez que esta senhora “mal educada” faz isso. A ignorância é uma das piores características que alguém pode ter, procure manter sempre a educação. Cena imperdoável!!!


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Cultura

Let's Play That Outono ao som da vitarra

Foto: Divulgação

Por J. Petermann

entre a viola caipira e a guitarra elétrica, promovido pelo conhecido violeiro-rocker Pedro Moreira, o Pinho. O violeiro de Três Corações, Minas Gerais, passou por Campinas nos anos 80/90, tocando rock e blues, depois voltou para às Gerais, onde tomou gosto pela viola de 10 cordas , fundou uma revista em homenagem ao instrumento e ganhou projeção nacional no cenário caipira. Agora, o músico retorna aos seus gêneros originais – rock e blues –, mas com um instrumento criado por ele mesmo: a vitarra, produzida pelo luthier Cristiano Valério, e com pintura de outro luthier, Othon Arruda. “Resolvi criar um instrumento que me desse as mesmas possibilidades de uma guitarra. Apesar de ser apaixonado pela viola caipira, sentia a necessidade de ‘engrossar’ o som por meio de efeitos e pedais, daí a ideia de criar um instrumento próprio”, explica Pedro Moreira.

Pedro Moreira tocando vitarra, invenção que mistura a viola caipira e a guitarra elétrica

Pedro faz questão de ressaltar que a ideia não é totalmente dele. “Em São Paulo há um músico que utiliza um instrumento de 10 cordas eletrificado em seu trabalho, porém com uma aparência bem diferente

da que eu criei. Agora, o nome vitarra e o instrumento de cinco cordas posso afirmar que foram criações minhas. Se existe, não tenho conhecimento”, completa. Outro destaque do lado de dentro é o ter-

ceiro disco do poeta multifacetado Nilson Ribeiro, que está com cria nova: o CD “Tudo Assim como Está”. “Tudo Assim como Está”, vem com canções inéditas compostas nas andanças dos últimos Foto: Divulgação

As águas chegam trazendo um outubro das monções em várias cores. Para alguns rosa, como a da campanha de prevenção ao câncer de mama, para outros blues, com sua escala pentatônica menor e há o gris dos céus carregados. Do lado de fora, David Bowie lista os seus 100 livros preferidos, que inclui biografias, gibis, clássicos como “1984”, “Lolita” e “A Rua”. Foi notícias em jornais, sites e blogues do mundo todo. E o Corearte – depois de 7 anos em Barcelona, Catalunha – parte para Lyon, França, com o Festival de Corais, dirigido por Carlos Sesca. O evento ocorre de 12 a 16 de outubro e o concerto de abertura será na famosa Cripta de Fourvière. O Brasil receberá o Corearte em 2014! Informações no site http://www.corearte.es Do lado de dentro, os destaques ficam para a invenção da vitarra, um cruzamento

cinco anos e traz um time de músicos tarimbados como Sérgio Turcão, que também responde pelos arranjos e direção musical; Pratinha, Jyca Henrique Torres, Helder Samara, Nenê Silva, Lazinho Batuck, Bruninho Boo, Renan Alonso e Gustavo Souza. As cantoras Taïs Reganelli, Fernanda D’Andrea, Vera Fuzaro, Malula Wonsik (também conhecida como a filha do Nilson Ribeiro) e Bárbara Basilone (filha de um exímio violonista que trocou as 6 cordas pela magistratura) também fazem duetos com Nilson Ribeiro no álbum. Quem quiser contratar o show ou comprar o CD é só procurar o poeta no facebook – https://www.facebook. com/nilribeiro63 J. Petermann é jornalista e escritor @jpetermann1

"Tudo Assim Como Está", é o terceiro disco do poeta multifacetado Nilson Ribeiro

TOME NOTÍCIAS - O Rumos Itaú Cultural está com inscrições abertas. Inscreva

- Dia 23/10 começa a “I Conferência Brasileira de Turismo Criativo", em Porto Alegre - http://www.turismocriativobra-

seu projeto em www.itaucultural.org.br/rumos

sil.com.br

- E também com inscrições abertas estão os editais PROAC da Secretaria de Estado da Cultura. Acesse www.cultura.sp.gov.br e procure o item PROACSP – Incentivo a cultura, mas não deixe pra última hora.

- A Feira do Livro de Frankfurt, Alemanha, comprova para Alemães e visitantes de todo o mundo por que o Brasil já é o nono mercado editorial do planeta, segundo estudo da Asso-

- As inscrições para o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura vão até o dia 15 de outubro. Corra!

- 4 mil tablets e 200 notebooks foram adquiridos pela Prefeitura de Joinville, Santa Catarina e já começaram a ser distribuídos às escolas = inclusão digital.

ciação Internacional de Editores de Livros.

Foto: Marcelo Cassio

Música sem Fronteiras Ricardo Pauletti conta seu início na música clássica e sua recente apresentação em Paris

Por Ana Carolina Menani ana_menani@folhadecampinas.com.br

A relação entre Ricardo Pauletti e a música começou desde muito cedo. Os primeiros passos foram influenciados, positivamente, pelo pai – músico amador, percussionista e amante da música clássica. Com ele aprendeu a admirar o estilo erudito, os chorinhos e os arranjos musicais; a ouvir Pixinguinha, Villa Lobos, Bach, Mozart, Beethoven, entre outros; e a não criar preconceitos quando se trata de música de qualidade. “Penso que a boa música é atemporal, independente de popular ou erudita”, explica Pauletti.

Mais tarde, aos 8 anos de idade, conheceu o Maestro Alberto, responsável pela disciplina de música no colégio São José em Itajaí, Santa Catarina, e o apreço – que já existia pela arte musical – começava a se tornar um interesse de fato. “Ele também desenvolvia atividades extra curriculares, como aulas de flauta doce, canto coral e fanfarra, e eu participava de tudo. Acho que a junção das atividades do maestro no colégio e a paixão pela música do meu pai, fizeram a fórmula que me despertou para a música”, recorda. A partir de então a música tornou-se parte da

vida de Pauletti e, consequentemente, seu interesse pelo ramo musical aumentava a medida que ele crescia. Aos 11 começou a tocar violão como autodidata; aos 15 foi estudar violão erudito na Pró-Arte de Itajaí; participou de práticas de choro em cursos ministrados nos festivais musicais da cidade; aprendeu a essência da música flamenca no tempo em que estudou violão na Espanha. Hoje, aos 42 anos, além de professor do Conservatório de Música Popular de Itajaí, ele é violonista, compositor, arranjador e está com o projeto para o seu terceiro

Ricardo Pauletti (violão), Mário Júnior (bateria) e Rafael Petry (acordeon) em turnê na França

CD aprovado pelo Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura, da Fundação Catarinense de Cultura. Com o nome “Choro de Faia”, seu novo disco, que será inteiramente dedicado ao choro, já está com os arranjos e composições prontos e a previsão é que ele comece a ser produzido no início do ano que vem. “Pretendemos estar com esse disco pronto até abril de 2014, para podermos o quanto antes circular com ele", explica.

Por enquanto o violonista segue fazendo shows para divulgação do seu atual trabalho, o CD "Variações Brasileiras” – produção que foi contemplada pelo Edital de Apoio ao Intercâmbio Cultural da Fundação Cultural de Itajaí, no qual o prêmio viabilizou a compra das passagens aéreas para uma turnê de apresentação na França. “Eu enviei o material do Variações Brasileiras para o Club du Choro de Paris, e a Maria Inês Guimarães, presidente do Club e

da Cebramusik, se interessou de imediato. Ela nos enviou a carta nos convidando para realizarmos um workshop e o concerto”. Ao todo foram três apresentações no país (Paris, La Rochelle e Bordeaux). Esse ano Pauletti ainda se apresentará no Sesc de Jaraguá do Sul, Sesc de Florianópolis, Sesc de Chapecó e Sesc de Tubarão. Mais informações e datas de shows podem ser conferidos no seu site oficial (www.ricardopauletti.com).


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Moda

Juliana Mori apresenta nova coleção primavera-verão

Estilista se inspirou na cultura Maori para compor as peças mostradas em desfile no Casarão O Casarão, espaço de eventos localizado no bairro Gramado, em Campinas, foi palco do desfile da segunda coleção primavera-verão da grife Ju Mori, produzida pela estilista Juliana Mori. O evento aconteceu no dia 2 de outubro e contou com a presença de cerca de 150 convidados. As 20 peças que compõem a coleção mostraram elementos da cultura dos índios Maori, primeiros habitantes da Nova Zelândia – país onde ela viveu durante a sua graduação. Eles foram sua inspiração para desenhar as peças, que incluem calças, saias longas, regatas, pantalonas que viram saias, short-saia, vestidos curtos e longos. “Os Maori foram os índios, os primeiros habitantes que viviam naquele território antes da chegada dos

europeus. Sua cultura é riquíssima e muito inspiradora”, afirma. A coleção foi confeccionadas com tecidos leves como rami com seda e algodão, linho, poliamida, algodão puro e algodão com seda. Nas peças, ela explorou formas geométricas, que estão em alta na temporada, e cores relacionadas à natureza. Os desenhos que apareceram nos tecidos foram desenvolvidos por Gustavo Sacco, tatuador brasileiro especializado em arte Maori, e fazem referência às tatuagens no corpo e no rosto, aos trabalhos manuais com trançados, e às pinturas abstratas daquele povo. “Quis reverter os rituais e as tatuagens nas estampas. Já as formas geométricas, usei tanto na estamparia, como na modelagem das roupas”, explica a estilista.

Na paleta de cores usada estão verde-água, off-white, coral, azul marinho, mostarda, marrom e dourado. Este foi o único quesito no qual a profissional não seguiu completamente a cultura Maori, que tem o vermelho, o branco e o preto como suas principais cores. “Optei por incluir tons que, além de estarem em alta no verão, se harmonizam entre si”,justifica. As cores relacionadas à natureza estiveram presentes em calças pantalonas que viram saias, saias longas, regatas, shorts-saia, vestidos curtos e longos. Verde-água, off-white, coral, azul marinho, mostarda, marrom e dourado apareceram nas peças confeccionadas em rami com seda e algodão, linho, poliamida, algodão puro e algodão com seda.

O público também elogiou os acessórios que compuseram os looks, que incluíram colares, brincos, pulseiras e anéis, feitos em madeira, vidro derretido, barbante e corda – produzidos pela artesã campineira, Rosa Maria Bernal. As camisas da nova linha de camisaria da grife Ju Mori também foram mostradas em primeira mão no desfile. Todas as peças podem ser adquiridas pelo site da estilista ou através das consultoras de moda que a representam na região de Campinas. A partir da última semana de outubro, todas as criações de Juliana também poderão ser provadas no ateliê que ela e sua sócia, Yumi Tuleski, irão inaugurar no Casarão. Informações: Karina Fusco - Assessora

Foto: Jefferson de Souza

As cores relacionadas à natureza estiveram presentes no desfile

Detalhe para os desenhos da estampa desenvolvidos por Gustavo Sacco, os looks que compõem a coleção primavera-verão mostraram elementos da cultura dos índios Maori, primeiros habitantes da Nova Zelândia

Fotos: Jefferson de Souza

Sobre a estilista Juliana Mori Juliana Mori é colunista no Jornal Folha de Campinas. Graduada em Design Gráfico e em Artes Plásticas pelo Whitecliffe College of Arts and Design, em Auckland, na Nova Zelândia, e tem curso de especialização em Moda pela London Fashion School, de Londres. Começou a carreira atuando como assistente da estilista Karen Walker, do New Zealand Fashion Week, e no Brasil, já atuou como produtora de moda, cool Hunter. Em 2011 desenvolveu sua marca de roupas infantis, batizada de "Dorothy" e em dezembro de 2012 lançou sua grife de moda feminina “Ju Mori”. Saiba mais em (www.byjumori.com) Foto: Jefferson de Souza

Sócias, Yumi Tuleski (esq.) e a estilista Juliana Mori (dir.) comemoram o lançamento da coleção primavera - verão


Campinas - Outubro de 2013 - Edição 23 - ano 3

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Entretenimento Horóscopo - Outubro Áries (21/03 – 19/04) Relacionamentos, parcerias, busca de conciliação e acordo são temas importantes aos arianos em outubro. O desafio será encontrar o ponto de equilíbrio, num momento em que há muitas mudanças na individualidade ariana.

Câncer (22/06 – 22/07) Casa, família, imóveis e relacionamentos são temas enfatizados aos cancerianos em outubro. Um belo momento para perceber que lar é uma casa com alma, não basta se refugiar no seu “mundinho".Um ciclo pode estar chegando ao final em família.

Touro (20/04 – 20/05)

Leão (23/07 – 22/08)

Saúde, qualidade de vida, trabalho, parcerias. Mais amor e beleza, por favor, no seu cotidiano. Mesmo porque os conflitos serão intensos. E têm como foco principal os relacionamentos, a sua maneira de estar com as pessoas e de perceber os resultados de suas relações, em todos os aspectos.

O mês enfatiza a capacidade de se comunicar, de se expressar, de aprender, de ouvir pontos de vista distintos, de promover soluções conciliatórias e justas. Ouça mais, imponha menos. Virgem (23/08 – 22/09)

Amizades, contatos com grupos, empresas, formação de alianças e rede de apoios, questionamento sobre a sua “turma” e ideais. Outubro pede que os sagitarianos promovam relacionamentos em que cada pessoa está consciente do seu papel no âmbito coletivo.

© Revistas COQUETEL 2013

Número especial pelo qual clientes contatam a ouvidoria de 13a letra empresas

Rio que cruza a regi- Insetos de Número de ão metro- cobertura pecados politana de córnea capitais São Paulo Lista

"Brecam" o veículo Assim, em espanhol Grande (?), ator mineiro Segurou

São João de (?), município do RJ

Conteúdos dos textos O outro mundo

Desmoronar; desabar Orelha, em inglês Proibição Cantor de "Adoro Amar Você"

Extensão de sites russos Aparelho eletrônico como o Nintendo Wii

Doença infecciosa que causa coceira

(?) Jaime, o Nando de "Malhação" Dedicação

Maurício Ricardo, chargista fluminense

(?)-5, caça dos EUA

Casa; moradia Time de Alagoas

Poder, em inglês Leão, em inglês

Humor Fogo, em tupi

Próximo Muito extensa

Função inicial de Maria na casa da família Trapp, em "A Noviça Rebelde" (Cin.)

Parte aconchegante do corpo da mãe (pop.)

(?) Refaeli, modelo israelense Interjeição gaúcha de espanto

Nutriente abundante na banana e na batata (?) Bolena, rainha

Rute, em relação a Noemi (Bíblia)

3/así — bar — can — ear. 4/lion — marc — tatá. 8/potássio. R U I R M A R C

B S T R E E I O S T E L O E T U E A R L O E O G A M E F J D I AT O A N T A C A N I L O N B H O A N O R A

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Capricórnio (22/12 – 19/01) Carreira, parcerias, ambições, propósitos profissionais, contratos e acordos são temas enfatizados ao longo do mês para os capricornianos. Grandes desafios envolvendo a vida profissional, familiar e a individualidade. Velhos objetivos já não têm mais o sentido que antes tinham. Aquário (20/01 – 18/02) Espiritualidade, conhecimentos, estudos, viagens, leis, ética e justiça são temas de outubro aos aquarianos. Questões legais, culturais, que envolvem viagens, parcerias, reflexões não somente sobre as leis humanas, mas metafísicas que regem a vida. Outubro é para enxergar e ir mais longe. Peixes (19/03 – 20/03) Intimidade, sexualidade, sentido de parceria, união de recursos, compartilhar de sentimentos. Outubro pede a consciência do que precisa ser mudado, eliminado. Questões relacionadas a negócios, investimentos conjuntos, taxas ou heranças podem estar em pauta.

Jogo dos Sete Erros

PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS

(?) Jacobs, estilista Estabelecimento no qual se ensina música e canto Rural (o clube) Otis Redding, cantor dos EUA Quadril; cadeira

Outubro é para os escorpianos o limiar entre um velho e um novo ciclo. Representa um período de colheita do que foi feito desde o seu aniversário no ano passado. E também da conscientização do que precisa ser limpado. Desapego, aliás, é a palavra do mês. Sagitário (22/11 – 21/12)

Talentos, habilidades, recursos materiais, valores emocionais e negócios são temas enfatizados em outubro aos virginianos. Mês importante para compreender que você precisa desenvolver novos valores, que lhe aproximem mais das pessoas.

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Outubro é o seu mês, com fortes desafios emocionais, nos relacionamentos e de desapego. Você já vem lidando com essas demandas, mas outubro é para você o auge deste processo. Hora de se posicionar, de parar com a indecisão, principalmente nos relacionamentos e na vida familiar, doméstica. Escorpião (23/10 – 21/11)

Gêmeos (21/05 – 21/06) Mercúrio, o seu regente, está em outubro completamente mergulhado nas águas profundas de Escorpião. Delas você emergirá renascido, mas deverá estar atento ao que essas águas emocionais e psicológicas revelarão.

Libra (23/09 – 22/10)

Resposta


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