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Distribuição gratuita - venda proibida

Julho de 2013

Edição 21 - Ano 3 Publicação Mensal

Campinas completa 239 anos em tempos de protestos e mobilizações DIVULGAÇÃO

As mobilizações que ganharam corpo em quase todas as capitais brasileiras e tinham, inicialmente, o foco no reajuste do preço da passagem do transporte público, logo se transformaram no maior apelo social por reforma política das últimas duas décadas. Em Campinas a grande adesão ao movimento se deu principalmente pela rede social Facebook, e cerca de 50 mil pessoas foram efetivamente às ruas. Luis Augusto Baggio, Secretário de Segurança e o advogado Luis Renato Vedovato especialista em Direito Internacional e Direito Público comentam da manifestação e o poder público. A agente de desenvolvimento local Marcela Moreira, o cientista político Pedro Lemos e o médico e psiquiatra Dr. Joaquim Motta criador do GEA – Grupo de Estudos sobre o Amor exprimem suas ideias sobre as mobilizações e as reivindicações. ESPECIAL | PÁGINAS 6 e 7

Indústria Comércio BRT

O diretor da CIESP Regional Campinas, José Nunes Filho, comenta sobre esse período de manifestações, no sentido de como essa realidade se reflete na indústria.

ApresidentedaAssociaçãoComercialeIndustrial de Campinas (ACIC), Adriana Flosi, expõe sobre o padrão da população consumidora de Campinas e os rumos do comércio.

O Secretário de Transportes e Presidente da EMDEC Sérgio Benassi fala sobre o assunto mobilidade urbana e a situação do processo licitatório do BRT.

ECONOMIA | PÁGINA 5

ECONOMIA | PÁGINA 5

CAMPINAS | PÁGINA 5

Moda Golas

Bem de Família

Memória DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

Em 1935, defronte ao Cemitério da Saudade é erguido em Campinas o Monumento, mausoléu de 33 bravos defensores Muitos julgados se posicionam de maneira da democracia, sendo inovadora para atingir a função social destinada nove campineiros, o No inverno as golas podem dar um toque especial. Juliana Mori dá dicas à proteção do bem de família. chamado Monumento de como esse detalhe pode valorizar um look. ARTIGO | PÁGINA 3 Constitucionalista, com MODA | PÁGINA 11 um soldado de bronze à frente altivo com seus dois metros e meio.

John Boyd Dunlop

Gastronomia

BRUNO L. CHIAROTTI

As tendências da cozinha em Campinas hoje refletem uma cozinha sofisticada e brasileira. Os chefs Laurent Suaudeau e Antônio Batista falam sobre o assunto.

RAQUEL DE CARVALHO

MEMÓRIA | PÁGINA 14

RAQUEL DE CARVALHO

GASTRONOMIA | PÁGINA 8

Psicopatas DIVULGAÇÃO

A avenida John Boyd Dunlop é mais extensa de Campinas estendendo-se da Vila Teixeira à região do Campo Grande sendo um dos principais eixos da cidade. Até poucos anos possuía apenas pista Eles estão espalhados por todos os lugares e sempre causando sofrimento simples, incompatível com o crescimento daquela região. às pessoas. O melhor antídoto é o conhecimento. ARTIGO | PÁGINA 3

SOCIAL | PÁGINA 10


02 Campinas - julho de 2013 - Edição 21 - ano 3

Expediente Diretor Executivo Márcio de Carvalho Jornalista Bruno Luporini Chiarotti Colunistas Carmen Janssen e Angélica J. Carvalho Colunista Social Rui Tomás Colunista de Moda Juliana Mori Fotografias Raquel Carvalho Criação e Diagramação Nathalia Afonso Cartunista Fabiano Carriero Comunicação e Desenvolvimento Deborah Vilela Depto. Comercial Antonio Medeiros Redação e publicação MCJ Editora e Distribuidora - Av. Bueno de Miranda, nº 89 Vila Industrial - Campinas - S.P. TEL ( 19) 3272 3684 Contatos Email's REDAÇÃO: redacao@folhadecampinas.com.br COMERCIAL: comercial@folhadecampinas.com.br SITE: WWW.FOLHADECAMPINAS.COM.BR

Editorial

Liderança e representação A realidade em relação ao estilo de vida, consumo, poupança, crescimento da população está em cheque atualmente. Tradicionalmente no Brasil espera-se que os poderes guiem os passos do cidadão rumo os próximos números de pesquisas e especulações políticas. Fato é que existem especulações em demasia contrapondo uma estagnação real. Muitas bandeiras foram levantadas em prol de uma economia forte, blindada, tão intocável que seria um absurdo pensar em crise, porém, fortes investimentos em consumismo, liberando crédito para tudo e para todos é esconder o sol com a peneira. Uma economia sólida exige um alicerce seguro, exige educação de qualidade, sistemas de transporte coerentes com

o crescimento das cidades e investimentos em tecnologia, pesquisa e novas visões para o consumo, pois não adianta expandir a classe média sem uma visão de longo prazo para a manutenção qualitativa da mesma. Se esses passos não forem dados na direção certa continuaremos com a economia estagnada, medo da inflação cada vez mais real, juros e impostos que sugam o dinheiro e o fazem desaparecer em promessas. Unindo essa perspectiva aos protestos e sentimento de insatisfação generalizada. Do mesmo modo que o governo precisa de mais coerência, as opiniões pessoais também precisam de coerência. Alguns pontos básicos ainda necessitam de esclarecimento. Por exemplo, muitos partidos esquerdistas saem às ruas

desde muito antes dos levantes começarem, e exigir que os movimentos sejam apartidários é contra o sentimento âmago da manifestação, ora, os partidos perderam muito de sua representatividade e isso deve ser repensado, os partidos devem se reciclar e arejar seus ideais, assim como a população de um modo geral deve acreditar no que diz, pois se a máxima das redes sociais é verídica “o gigante acordou” significa que o rico, pobre, anarquista, esquerdista, direitista, apartidário, católico, evangélico, gordo, magro, negro, branco, índio, asiático, erudito, analfabeto, todos acordaram. Seria ilógico que o país que se orgulha, com toda a razão, de ser um gigante miscigenado se mostre homogêneo nas ruas. O poder do Estado está

ERRATA Na edição de junho/2013 na coluna Giro Mix (pg. 13) houve um erro de ortografia no tópico Falta de Higiene – Foi publicado como ... alvarás caçados sendo que o correto seria alvarás cassados.

na berlinda, se o lema da Polícia Militar é “servir e proteger” então atitudes enérgicas hão de serem repensadas, do mesmo modo que o anonimato de alguns manifestantes, uma vez que na própria constituição é proibida a não identidade de quem se manifesta, abrindo brecha para o Estado demonstrar sua força. Enfim, se a madrugada é mais escura pouco antes do amanhecer, então que cada um dentro de sua função pratique sua cidadania com ética e desejo convicto de mudança, pois no fim somos todos brasileiros pagadores de impostos e responsáveis pela liberdade do outro, do contrario será apenas mais uma briga de lados fazendo à manutenção do poder pelo poder. Bruno L Chiarotti 


03 Campinas - julho de 2013 - Edição 21 - ano 3

O psicopata pode morar na sua casa!

Psicopatas não são doentes mentais, pelo contrário, são muito conscientes de seus atos

Eles estão espalhados por todos os lugares e sempre causando sofrimento às pessoas. É difícil identificá-los. O melhor antídoto é o conhecimento. Quando se fala em psicopatas a maior parte das pessoas ainda associa a imagem de criminosos violentos e assassinos em série. Embora muitos psicopatas sejam assassinos, nem todo assassino é psicopata e nem todo psico-

pata é assassino. Psicopatas não são doentes mentais, pelo contrário, são muito conscientes de seus atos. A psicopatia é um transtorno de personalidade antissocial e de acordo com estudos neurocientíficos é um defeito cerebral que tem um forte componente genético, é uma falha no sistema límbico (parte do cérebro responsável pelas emoções). As conexões cerebrais que

fazem a pessoa sentir empatia pelos outros, não funcionam no psicopata. Ele(a) é insensível e sua principal característica é a total falta de sentimento de culpa ou arrependimento, quando comete um delito. Inteligentes e extremamente individualistas, os psicopatas geralmente são sedutores, simpáticos e manipuladores. Eles usam essas “qualidades” para conseguir tudo o que que-

rem. Sua missão de vida é aproveitar-se da humanidade custe o que custar. São indivíduos capazes de destruir a vida de uma pessoa sem sentir um pingo de remorso. Sua estratégia, eliminar todos os obstáculos. E não adianta tentar consertá-lo, o cérebro dele não é capaz de responder. Aquele que tem um grau mais leve de psicopatia é o camarada enganador que sacaneia as pessoas para tirar vantagem delas. Ele se diverte com isso, não paga as próprias dívidas por opção, seduz mulheres carentes para conseguir dinheiro e depois desaparece, finge que é médico ou diz ser especialista de alguma área do conhecimento sem nunca ter feito sequer nenhuma formação ou especialização. Na empresa é aquela pessoa que puxa o tapete de todo mundo para conseguir uma promoção, torna a vida das pessoas um inferno e até rouba a empresa. É aquele cara conhecido como “esperto”, que vive para satisfazer, exclusivamente, as próprias necessi-

dades. Ele não vai te matar, mas ele é um psicopata! O difícil é provar, pois por ele ser muito carismático ninguém vai acreditar em você. Os psicopatas podem se disfarçar de cartomantes, líderes religiosos que se enriquecem à custa dos fiéis, podem estar entre os políticos, falsos empresários, entre tantas outras variações. Ou seja, ele pode morar na sua casa! Por outro lado, o psicopata assassino não tem a menor dificuldade para matar. Ele é cruel e se diverte com a humilhação e o sofrimento da vítima. Assassino ou não, o psicopata é sempre frio e calculista e totalmente indiferente aos sentimentos alheios, não tem laços familiares nem com a própria família, mas pode fingir sentimentos com maestria se isso lhe convier. Fique atento e afaste-se dele! O psicopata costuma apresentar uma tendência à crueldade desde a infância. Alguns são crianças extremamente cruéis e com

frequência causam sofrimento físico a pequenos animais, são agressivos e na escola, humilham colegas e professores, eles têm péssima adaptação social e dificuldade para seguir regras. Se essas manifestações aparecerem repetidas no comportamento do seu filho, é preciso buscar ajuda psiquiátrica para encontrar as possíveis soluções.

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POR CARMEN JANSSEN

CARMEN JANSSEN É SEXÓLOGA, PSICOTERAPEUTA E ESCRITORA. - WWW.CARMENJANSSEN.COM.BR 

Bem de família - inovações jurisprudenciais acerca da impenhorabilidade POR DRA. ANGÉLICA JOVANI DE CARVALHO comercial, fiscal previdenciária ou de outra natureza, contraída pelos cônjuges, ou pelos pais ou filhos que sejam seus proprietários e nele residam, salvo nas hipóteses previstas nesta Lei”. Além disso, a Súmula 364 do STJ aduz que o imóvel pertencente a pessoas solteiras, separadas e viúvas também são abrangidos pela impenhorabilidade. Não é imprescindível que seja o único imóvel, mas sim que ele seja destinado à moradia da entidade familiar. Sendo assim, a jurisprudência tem caminhado no sentido de que a interpretação legislativa acerca da norma específica não pode ser considerada de maneira estritamente literal, devendo ser conceituada de maneira ampla, de tal forma que classifique como impe-

nhorável o bem que objetive o resguardo da família. Contemplados pelos mais novéis entendimentos, podemos vislumbrar recentes decisões em diferentes sentidos, mas ambos flexibilizando o entendimento da impenhorabilidade do bem de família. Favorecendo e ampliando a impenhorabilidade, destaca-se a decisão da 3ª Turma da Corte do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que entendeu haver a possibilidade de a impenhorabilidade recair sobre mais de um imóvel a ser considerado bem de família. É o caso quando houver a separação dos membros da família. "Firme em tal pensamento, esta Corte passou a abrigar também o imóvel de viúva sem filhos, de irmãos solteiros e até de pessoas separadas judicial-

mente, permitindo, neste caso, a pluralidade de bens protegidos pela Lei 8.009". "O conceito de entidade familiar deve ser entendido à luz das alterações sociais que atingiram o direito de família", afirmou o ministro Villas Bôas Cueva, relator do recurso no STJ que culminou nessa decisão. Por outro lado, a decisão da 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT/RJ), uma das mais inovadoras decisões, permitiu a penhora do bem de família para satisfazer crédito trabalhista (que reconhecidamente tem natureza alimentar) desde que frustradas todas as tentativas de bloqueio de valores. Necessário também que haja a possibilidade de o empregador acionado adquirir nova moradia com o valor excedente, ou

seja, o imóvel deve ser avaliado em valor superior à dívida trabalhista e deverá haver saldo para aquisição de um novo para a família residir. A impenhorabilidade prevista na Lei seria então estendida contra débitos trabalhistas, fiscais e de execução civil. Portanto, não se pode olvidar que devemos valorizar o admirável trabalho dos juristas brasileiros, pois é notável que estão sempre atentos às alterações legislativas e orientações jurisprudenciais, zelando por estarem atualizados e adequados à realidade social, financeira e cultural em que vivemos, buscando sempre a melhor solução quando há conflitos de interesses, onde existem direitos oponíveis uns aos outros, para que a solução

mais justa prospere.

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O tema sobre impenhorabilidade que recai sobre o bem de família aborda pontos polêmicos, sobretudo porque atualmente muitos julgados tem se posicionado de maneira inovadora para atingir a função social que se destina à proteção do bem de família. Amparada por legislação específica, qual seja, Lei 8.009/1990, a impenhorabilidade encontra respaldo no direito à moradia que se inspirou no princípio constitucional da Dignidade da Pessoa Humana, cláusula pétrea do nosso ordenamento jurídico, sendo direito inerente a todos. O artigo 1º da referida lei, dispõe que: “o imóvel residencial próprio do casal, ou de entidade familiar, é impenhorável e não responderá por qualquer tipo de dívida civil,

DRA. ANGÉLICA JOVANI DE CARVALHO É ADVOGADA E CONCILIADORA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE CAMPINAS - 1ª VARA 


04 Campinas - julho de 2013 - Edição 21 - ano 3

A luta do povo pela duplicação da John Boyd RAQUEL DE CARVALHO

POR ANTONIA ALZENIRA DA SILVA

A duplicação da John Boyd Dunlop, uma obra longa que atravessou todos os governos, nas décadas de 1980 e 1990. Foi feita em etapas, sem seguir um cronograma lógico e linear

Nasceu em Dreghorn, North Ayrshire, Escócia em 5 de fevereiro de 1840 e morreu em Dublin em 23 de outubro de 1921. Foi um inventor escocês fundador da empresa de pneumáticos que leva seu nome, Dunlop Tyres. Ele nasceu em uma fazenda em Dreghorn, North Ayrshire, e estudou medicina veterinária na Dick Vet, pertencente à University of Edinburgh, profissão que ele exerceu em casa durante quase dez anos, mudando-se então para Belfast, onde é agora a Irlanda do Norte, em 1867. Ao perceber as dificuldades de seu filho em pilotar um triciclo, o veterinário escocês John Boyd Dunlop não imaginava estar a um passo de uma invenção que revolucionaria os transportes do mundo inteiro. O desconforto do seu filho em mover as rodas de madeira maciça, duras e que trepidavam no chão, deu a Dunlop a brilhante ideia do pneu como o conhecemos hoje. Foi então que Dunlop criou o "pneumático": composto de uma câmara de borracha cheia de ar para ser colocada no triciclo do seu filho. A invenção deu tão certo que Dunlop patenteou de imediato a sua ideia e começou a desenvolvê-la num empreendimento comercial, fundando o que dois anos depois ficou conhecida como a Dunlop Pneumatic Tire Co.

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John Boyd Dunlop

Entre 1980 e 1982, cresceu muito a população da região, devido ao processo de migração, o que tornava necessária a melhoria no tráfego e o aumento das linhas do transporte coletivo. Os bairros que mais recebiam novos moradores eram os do “fundão” como eram chamados o Valença, o Maracanã, o Novo Maracanã e o Campina Grande. Eu ainda era menina, e também vim com minha família morar nesta região. Esses bairros eram os que mais sofriam, pelo fato desse trecho da avenida não ser asfaltado. Quando chovia, os moradores tinham que andar cerca de três a quatro quilômetros até chegarem à Ponte do Piçarrão, para pegar o ônibus . A avenida já recebia o nome pomposo de John Boyd Dunlop, Ela foi inaugurada em 1953,. Contudo, a sua estrutura ainda era a mesma de 1910, tempo em que era utilizada para transporte com carro de boi, e servia uma po-

Contudo, o trecho de dois quilômetros que vai do Parque Itajaí ao Campina Grande só foi asfaltado no ano de 2003 por meio do Orçamento Participativo, no governo da prefeita Izalene Tiene (PT). O então administrador da AR-13, Osmair de Oliveira, salienta que o asfalto foi feito por mulheres: “Quem fez do Itajaí até o Campina Grande foi a regional. [...] Foi a obra mais longa em extensão e a mais curta em período [...]. Elas eram da frente de trabalho. Como vieram mais mulheres na época, eu convidei, não, elas me intimaram a deixar elas trabalharem”. No final da década de 1980, a empresa de ônibus Viação Campos Elíseos passou a ser chamada de Viação Urca, porém o proprietário da empresa era o mesmo. Nesse período, os ônibus já entravam nos bairros, todos sem asfalto. Por isso, a empresa começou a pressionar a Prefeitura e se recusava con-

História extraída do livro : “Memórias do Campo Grande – Uma história de lutas e religiosidade na região às margens da John Boyd Dunlop”

Entre 80 e 82, cresceu a população da região, o que tornava necessária a melhoria no tráfego e o aumento das linhas do transporte coletivo John Boyd Dunlop Ltd. (a empresa de pneus mais antiga do mundo), que construiu fábricas pelo mundo e originou uma das marcas mais famosas da história. Hoje, a mesma preocupação que Dunlop teve com o conforto e segurança de seu filho está nas motos, carros de passeio, caminhões e ônibus de seus usuários em todo o mundo. Dunlop associou sua patente a William Harvey Du Cros, em troca de 1.500 ações na empresa resultante, e acabou não fazendo qualquer grande fortuna por sua invenção. Casou-se com Daisy Greville, Condessa de Warwick, que supostamente foi inspiradora da canção popular Daisy Bell. Em 2005 foi incluído no Automotive Hall of Fame. 

pulação unicamente rural. Era uma estradinha estreita, mal cabia o ônibus. Às margens do caminho, em algumas áreas, havia plantações de eucalipto, onde estão localizados hoje o Parque Itajaí e o Floresta. Em outras, era mato, capim. Caminhar por esta via era um grande desafio. Nas madrugadas, o trajeto longo e escuro era assustador. “A estradinha era da morte mesmo”, lembra Elpídio de Souza que, durante anos, foi um dos motoristas que fazia a linha de ônibus Centro-Campo Grande. De volta à década de 1980, depois de muita pressão da população, exigindo o asfalto, e também da empresa de ônibus que não queria mais fazer essa linha, a Prefeitura realizou o asfaltamento da avenida no trecho que vai da ponte do Piçarrão até, onde anos depois, seria o Parque Itajaí.

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Esse trecho da Dunlop permaneceu sem asfalto até final de 1982, aproximadamente. Houve alguns protestos, assim como diversas celebrações O asfalto na parte da John Boyd, que vai do campus 2 da PUC até a ponte do Jardim Rossin, foi feito pela empresa Pirelli, quando a fábrica foi instalada às margens da via. Contudo, era um percurso bastante perigoso. Não havia sinalização nem iluminação e havia muitos buracos. Em algumas partes, a pista era mais estreita, uma vez que a enxurrada ia desgastando as margens e levava parte do asfalto, já que não havia sarjeta nem galerias pluviais.

RAQUEL DE CARVALHO

A luta na John Boyd teve início pelo asfaltamento, uma vez que o trecho que vai da Ponte do Piçarrão, nas proximidades do Jardim Rossin, até o Jardim Campina Grande não era asfaltado, como recorda Padre Ferraro: “passada a ponte do Rossin, você tinha uma estrada de chão, que era do tempo em que lá só passava carrinho, carroça ou charrete. Então, o povo dizia que ele queria ir e voltar para o trabalho vivo. Então a prioridade foi a luta pela duplicação da John Boyd Dunlop, ou pelo menos pelo asfaltamento”. As manifestações começaram na década de 1980, logo após a chegada das primeiras famílias.

tinuar colocando seus ônibus para circular, devido ao prejuízo por causa da condição das vias dos bairros e, principalmente, da John Boyd. Embora a empresa reclamasse das condições das vias, as dos ônibus que circulavam nessa região também eram de péssima qualidade. Para piorar, criaram a empresa de ônibus Tugran. Segundo Souza, o dono da Tugran era o mesmo da Campos Elíseos. Essa empresa foi montada com ônibus velhos, refugos do transporte coletivo Eram ônibus reformados, apenas com pintura para disfarçar a ferrugem. Quebrar, furar pneu, cair vidro, faróis, escapamentos era normal. A situação foi tão gritante que, em 1989, a população chegou ao extremo da reivindicação: queimaram quatro ônibus num único dia, embora a comissão pró-duplicação nunca

apoiara atos de vandalismo. Dada a situação, as atenções da imprensa local se voltaram para a região, o que forçou a Câmara de Vereadores a criar a Comissão Especial de Inquérito (CEI) do transporte coletivo, conhecida também como a intervenção da Tugran. Nesse período, em resposta à grande pressão popular, o prefeito Jacó Bittar reativou uma empresa municipal que havia sido extinta em 1980: a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), que passou a ter por objetivo gerenciar o transporte e o trânsito. Era a primeira empresa pública de transporte coletivo em Campinas, inclusive, com uma frota de veículos. O período em que Emdec foi responsável pelo transporte coletivo do Campo Grande foi, talvez, o melhor período do transporte para a região. Eram ônibus novos, com bancos estofados, que circulavam num intervalo bem menor que os anteriores. Esse período, porém, foi muito curto. Em 1993, com o Magalhães Teixeira voltando para a administração municipal, parte do transporte coletivo da Emdec foi privatizado, mantendo-a apenas como uma empresa que gerencia o trânsito. Veio, então, para a região a Viação Santa Catarina (Visca) que até tinha ônibus de boa qualidade. Mas, o aumento do número de usuários frente à baixa quan-

tidade de carros circulando, fazia com que os horários não fossem cumpridos e os ônibus vivessem lotados. Ou seja, a região voltou a uma situação muito parecida com a década passada. Em 2000, a Visca diminuiu os investimentos em Campinas. Nesse período, surgiu em Campinas o Transporte Alternativo, os chamados perueiros. Um caos ainda maior no transporte se instalou na região. Nesse mesmo ano, foi concluída a duplicação da John Boyd Dunlop, uma obra longa que atravessou todos os governos, nas décadas de 1980 e 1990. Foi feita em etapas, sem seguir um cronograma lógico e linear. Um exemplo disso é que um dos primeiros trechos a serem duplicados foi a extensão que vai do início do Parque Valença até o Parque Itajaí, trajeto quase final da via. Essa obra também contou com diversas licitações, diversos contratos com empresas diferentes, o que provocou a demora de execução e o custo exorbitante. Foram mais de 20 anos até que os moradores vissem a avenida duplicada ANTONIA ALZENIRA DA SILVA É MORADORA NA REGIÃO CAMPO GRANDE DESDE MAIO DE 1980. AINDA CRIANÇA, ACOMPANHAVA AS MANIFESTAÇÕES PELA DUPLICAÇÃO DA JOHN BOYD DUNLOP. 


05 Campinas - julho de 2013 - Edição 21 - ano 3

Campinas busca novo financiamento para elaborar projeto de ônibus rápido Opção escolhida para melhorar o sistema de transporte público e desafogar o trânsito o BRT (Bus Rapid Transit) já tem verba definida, mas sequer conta com um projeto básico. O processo de contratação da empresa fracassou e a secretaria de Transportes já solicitou à Caixa Econômica Federal uma verba extra para custear o projeto. Os corredores exclusivos de ônibus irão ligar as regiões do Campo Grande e Ouro Verde ao Centro. No último dia 20, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) recebeu três propostas para elaborar o projeto: todas ficaram acima do teto estipulado de R$ 4 milhões. Inicialmente, uma das empresas de consultoria chegou a orçar o trabalho em R$ 14,8 milhões. A oferta mais barata foi de R$ 6 milhões, 50% acima do oferecido pela Emdec. Não há uma data exata de quando a nova seleção de empresas irá ocorrer. Quando o valor for definido e publicado no Diário Oficial do Município,

serão mais 15 dias para que as empresas apresentem as propostas. O prazo estipulado pelo Ministério das Cidades para que o projeto básico seja apresentado e aprovado termina no dia 30 de outubro. Caso contrário, o dinheiro já aprovado será destinado a outros projetos. “Já encaminhamos o pedido à Caixa, demonstramos que é necessário um valor acima do que foi liberado inicialmente. Deve ficar na faixa de R$ 7 milhões, R$ 8 milhões. Eu calculo que perdemos um mês (com esta pendência). Mas não vamos perder o prazo” diz o secretário de Transportes, Sérgio Benassi. Serão investidos R$ 340 milhões nas obras. O anúncio do repasse da União ao município ocorreu em abril de 2012, mas o financiamento da Caixa, de R$ 197 milhões, só foi aprovado no último dia 11 de junho, em sessão extraordinária na Câmara dos Vereadores. A prefeitura irá arcar com R$ 45 milhões e os demais R$ 98 milhões foram liberado pelo Orçamento Geral da União (OGU). As obras fazem

parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) do governo federal. “O projeto básico terá todo o detalhamento da obra, um trabalho de engenharia mesmo. Ali será mostrado o que será necessário desapropriar, em qual faixa será construído o corredor e uma outra série de detalhes” completa o secretário. Serão três anos de intervenções em vias públicas. Desde o ano passado, 15 veículos do BRT já fazem o percurso entre as regiões e o Centro. Mas, sem os corredores exclusivos, são poucas as melhorias sentidas pela população. A previsão é que o tempo de viagem no trecho de 17,8km, do Campo Grande ao Centro, tenha redução de 31%; do Ouro Verde ao Centro, a redução prevista é de 26%, em um trecho de 14,4km. Além da pista exclusiva para os ônibus, estão previstas estações de transferência fechadas e plataformas em nível, com embarque e desembarque pela porta esquerda do veículo. 

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Projeto básico em Campinas precisa ficar pronto até 31 de outubro

BRT (Bus Rapid Transit) foi a opção escolhida para melhorar o sistema de transporte público e desafogar o trânsito de Campinas. Serão investidos R$ 340 milhões nas obras. O anúncio do repasse da União ao município ocorreu em abril de 2012, mas o financiamento da Caixa, de R$ 197 milhões, só foi aprovado. em junho de 2013. A prefeitura irá arcar com R$ 45 milhões e os demais R$ 98 milhões foram liberado pelo Orçamento Geral da União (OGU) .

Economia na RMC tem déficit da balança e aumento de demissões

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Dados divulgados pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) mostram números expressivos, como o saldo da balança comercial do Brasil para o mês de maio que foi superavitário em US$ 759 milhões ou 74,4% inferior ao mesmo período de 2012, quando o saldo foi de US$ 2.96 bilhões. A CIESP Regional de Campinas atende 19 municípios e constatou que no mês de maio último os três setores industriais mais afetados com a diminuição da exportação foram os de fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (-41,5%), fabricação de produtos químicos (-17,5%) e fabricação de máquinas e equipamentos (-11,5%). Esse cenário é resultante de um forte aumento nas importações, 4,6%, e uma queda brusca de 17% nas exportações. Outra análise apresentada pelo relatório é de que as importações de bens de consumo como um todo subiram 21,4% e as de bens intermediários, 5,4%, porém as importações de bens de capital caíram 10,8%, sugerindo ainda que o Brasil mais exporta empregos do que importa tecnologia. No âmbito analítico sobre a variação do nível de emprego industrial, enquanto em abril havia sido registrado aproximadamente 50 contratações, em maio houve cerca de 300 demissões, no acumulado do ano já são 450 demissões. A sondagem industrial mostrou que houve tendência positiva para níveis de estoque e valor de vendas; enquanto indicadores como volume de produção, lucratividade e investimentos apresentaram tendência negativa. Para 44% das

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Dados levantados por sondagem da CIESP e opinião da presidente da ACIC revelam como está a situação econômica hoje na região de Campinas

Adriana Flosi

José Nunes Filho empresas sondadas houve perda de lucratividade. Em entrevista, o diretor da CIESP Regional Campinas, José Nunes Filho, comentou a situação de forma geral e também foi questionado sobre esse período de manifestações, no sentido de como essa realidade se reflete na indústria. Em destaque as principais declarações: Sobre as manifestações Tudo isso é bom para a indústria, pois o povo está cansado dessa elite que se formou em Brasília. Esse ano já foram arrecadados mais de 720 bilhões em impostos, para onde foi esse dinheiro? Se perdeu no empreguismo, má gestão, corrupção. O sistema democrático deve ser respeitado, a população descobriu que paga muito e não tem quase nada de volta. Podemos dizer que o povo não é contra a Copa, é contra pagar duas vezes por uma.

Sobre soluções a médio prazo para a Economia A situação econômica atual é terrível, para tentar reverter essa situação é necessário modernizar os portos, os aeroportos, as ferrovias. A culpa dessa má gestão é que as coisas são feitas por políticos e não por técnicos. E dentro do âmbito político é preciso uma reforma política séria, tem que acabar com os projetos de poder e dar prioridade para projetos de governo de fato. Mesmo porque não há fiscalização, tem gente da ditadura militar ainda no governo que está encarapitado há muito tempo e isso desacredita qualquer sistema. Sobre a indústria hoje Dentro da indústria cada um faz a sua parte, mas infelizmente o que acontece no Brasil afeta diretamente a região como os problemas da alta carga tributária, infra-estrutura que não tem, a falta de mão de obra qualificada, educação, excesso de burocracia, esses fatores tiram toda a compe-

titividade da economia nacional. E fica difícil apesar dos esforços. Comércio e varejo de Campinas Em entrevista, a presidente da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC), Adriana Flosi, expôs informações sobre o padrão da população consumidora de Campinas - apresentando o segundo maior IPC (índice de preços ao consumidor) do estado de São Paulo, atrás apenas da capital, o município aparece em décimo lugar no ranking nacional do índice de potencial de consumo. É possível afirmar que o poder de consumo no comércio de Campinas provém principalmente da classe média, que vem sendo ampliada. Hoje, a classe C representa 53% do total do consumo. Sobre o aumento dos preços decorrentes da inflação A inflação impacta de formas diferentes nos dois setores (indus-

trial e comercial), mas o comércio, sem dúvida, é o mais afetado e de maneira direta até pelo fator mencionado na resposta anterior: 53% dos responsáveis pelo consumo pertencem à classe C, que, pressionada pela inflação, reduz não somente as compras de itens básicos como também de outros artigos. Em contrapartida, é importante frisar que políticas de desonerações fiscais como a realizada pelo governo sobre o IPI de produtos da linha branca, as reduções nas taxas de juros e a redução da tarifa de energia elétrica, que entrou em vigor em 24 de janeiro, são ações que estimulam as compras e aquecem o setor. Já na indústria, tais medidas – positivas e negativas – demoram um tempo maior para serem sentidas. Sobre os impostos e carga tributária O Brasil é um dos países com maior carga tributária do mundo. Isso é um fato. Acreditamos que a Lei n.º 12.741/12 (lei que especifica aproximadamente a quantidade de impostos atribuídos a cada produto no ato de compra) chega ago-

ra como uma forma de conscientizar o consumidor sobre o quanto os governos interferem na composição dos preços, o que será um exercício de cidadania para futuras cobranças em investimentos sociais e em infraestrutura. Mas, para o empresário, pouca coisa mudará. Cabe ao segmento buscar aperfeiçoamento contínuo afim de tornar seu negócio a cada dia mais competitivo. Buscar estratégias e ferramentas capazes de oferecer soluções inteligentes e criativas para se destacar no mercado.

Sobre os modelos e rumos que o mercado varejista de Campinas podem seguir Os novos rumos do comércio e da indústria seguem para um modelo de gestão pautado pelo Capitalismo Consciente, adotado na condução dos negócios das mais modernas empresas do mundo. O indiano Raj Sisodia, professor de Marketing e Negócios da Universidade de Bentley (Boston, EUA), consultor e co-autor do best-seller O segredo das empresas mais queridas, afirma que o ponto de partida para o Capitalismo Consciente é pensar “por que o meu negócio existe?” e “o que o meu negócio está fazendo para o mundo ficar melhor?”. As empresas devem ser guiadas por um conjunto de valores que promovam a prosperidade por meio da interligação de toda a cadeia de valor, permitindo que as metas financeiras sejam atingidas de maneira justa e equilibrada. Aliado a esse modelo de gestão, é de extrema importância investir na valorização e capacitação profissional dos colaboradores, abrir canais de comunicação com o consumidor – e nesse sentido o varejo cada vez mais tende a ser multicanal, no qual a loja virtual e as mídias sociais somam-se à loja física. 


06 Campinas - julho de 2013 - Edição 21 - ano 3

Campinas completa 239 anos

Planejamento da Prefeitura e mobilidade urbana A prefeitura de Campinas disponibiliza em seu site tabelas referentes ao ‘licitômetro’, dados referentes às licitações municipais, com os valores disponíveis para as secretarias no ano de 2013. O valor total disponível é de 37,3 milhões de reais, sendo as três primeiras secretarias: Serviços Públicos com R$ 10,9 milhões previstos, Segurança Pública com R$ 7,4 milhões e Saúde com R$ 6,9 milhões. Vale ressaltar que apesar de contatado diversas vezes o Departamento de Comunicação não agendou entrevista com fonte oficial para confirmação dos dados expostos no site e avaliação da gestão do primeiro semestre de governo. Em entrevista, o Secretário de Transporte e Presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC), Sérgio Benassi, esclareceu a situação do processo licitatório para o BRT (Buss Rapid Transit), que são ônibus biarticulados de média capacidade que funcionam adequadamente em corredores de transporte coletivo. O teto do valor da licitação era de 4 milhões de reais, preço considerado muito abaixo pelas empresas concorrentes e, assim, não foi possível se firmar acordo em junho passado. A EMDEC entrou com pedido junta à Caixa Econômica Federal par alterar o teto que deve passar para 8 milhões, valor que é considerado ideal para o funcionamento do sistema. O prazo para o sistema entrar efetivamente em funcionamento é 30 de outubro desse ano. Serão dois corredores de ônibus que permitirá o funcionamento do novo sistema de transporte, interligando os terminais Ouro Verde e Vida Nova ao corredor John Boyd Dunlop, corredores que devem compreender 15km e 17km, respectivamente. O novo sistema atenderá cerca de 300 mil passageiros. Porém, para Benassi o ideal seria Campinas ter ao menos nove corredores de ônibus. Para o secretário, sobre o assunto mobilidade urbana, foram tomadas no Brasil decisões erradas acerca das prioridades no transporte, como o excesso da produção automobilística e sucateamento do transporte ferroviário. “O Brasil se desenvolveu fazendo opções que hoje cobram seu preço. As cidades cresceram de forma desestruturada e hoje temos que fazer um esforço enorme para tentar reverter a situação”. Hoje a cidade de Campinas tem cinco estações de trens inutilizadas com uma malha férrea inativa. Se estivesse em operação e com um sistema adequado de circulação de

trens, “os gastos com licitação e transporte cairiam pela metade”. Mas a realidade mostra que as decisões anteriormente tomadas nos trazem a um cenário onde 800 mil carros circulam com emplacamento de Campinas, mostrando a disparidade e desarticulação do transporte, “há o foco de expandir e investir no aeroporto de Viracopos, porém não tem um metro de via para transporte confortável das pessoas até lá”, completa. Se o país estivesse em pleno crescimento, similar aos 8% da economia chinesa, com todos os órgãos públicos trabalhando em prol do desenvolvimento, levaríamos de quatro a cinco anos para Campinas ter um transporte público de qualidade. Ainda na esfera hipotética, levando em consideração a desarticulação entre as esferas governamentais, poderíamos supor para o Brasil cerca de dez anos de desenvolvimento para alcançarmos um transporte público de qualidade, ou seja, não é em apenas um mandato que o representante público pode resolver os problemas, “por isso que os políticos devem fazer política de Estado e não de partido, com políticas de subsídios radicais para uma transformação efetiva. Além de definir o que é prioridade, se é a indústria automobilística ou o transporte público que merece mais atenção”, afirma Benassi. Sérgio Benassi completou a entrevista afirmando que para o segundo semestre deste ano, além de todas as operações ligadas à EMDEC, a intenção é ampliar e garantir o funcionamento do sistema BRT.

A manifestação, o poder público e as reivindicações A Constituição Federal esclarece o que é de direito do cidadão, no âmbito das manifestações, livrando o assunto de polêmicas e acusações indevidas, pois em seu artigo V afirma que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”, tem-se no parágrafo XVI: “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”, há uma ressalva a ser feita que aparece no quarto parágrafo: “ é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”. Na quinta-feira, dia 20 de junho, foi possível ver cerca de 100 pessoas encapuzadas atirando pedras e rojões contra a prefeitura, ao que a guarda

municipal respondia com bombas de efeitos moral, bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta. A Rua Benjamin Constant ficou coberta de vidros e houve muita confusão, a maioria dos manifestantes gritava para que o grupo parasse de atacar a prefeitura. O evento que era de conhecimento público a pelo menos três dias, não contava com banheiros químicos, ambulâncias ou qualquer assistência que se encontra corriqueiramente em eventos de grande porte. No caso específico da prefeitura, a Guarda Municipal agia conforme sua responsabilidade, que é a proteção do patrimônio; e a Polícia Militar que, em tese, deve garantir a segurança dos manifestantes, em momentos de conflito não distinguiu vândalo de manifestante pacífico. Esses temas viraram polêmica e impasse. O advogado especializado em Direito Internacional e Direito Público, Luis Renato Vedovato, diz que há falta de preparo por parte da polícia: “A estrutura do estado, da guarda, tem que estar preparada para garantir o direito à manifestação. E garantir o direito das pessoas de não sofrerem violência. Mas o que parece é que se cem pessoas se reunirem para destruir a cidade elas vão conseguir”. O Secretário de Segurança Luis Augusto Baggio comentou que “de fato parte do contingente sofre com a falta de treinamento, e por isso temos planos para melhor qualificação da guarda”. Está previsto para o segundo semestre o lançamento do plano Seu guarda, Seu amigo que vai tentar aproximar a Guarda Municipal da comunidade, e em relação à Polícia Militar ela “é uma das melhores polícias do mundo, são 100 mil homens no Estado de São Paulo, é um exército muito bem treinado”, completa Baggio. O efetivo da PM em Campinas é de aproximadamente 1.500 homens; e da Guarda Municipal, 700 homens, com salários de R$3.500 em média. Sobre os casos de abusos de poder Vedovato explica que o policial pode não fazer uso da força: “quando o policial está sendo mandando para fazer ‘a’ ou ‘b’ e alguma dessas situações viola o direito ele pode optar por não fazer. Mas a violência foi generalizada e isso acontece porque não houve punição no passado, principalmente com os agentes torturadores na ditadura”. Há o problema dos saques e depredações de estabelecimentos comerciais, causados por pessoas infiltradas que aproveitam-se das manifestações para cometer crimes. Essas ações devem ser impedidas, uma vez que deslegitimam as intenções dos manifestos.

A grande adesão ao movimento se deu principalmente pela rede social Facebook

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as agendas do governo.

Segundo pesquisa do IBOPE, 89% não se sentem representados por partidos

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A quinta-feira, 20 de Junho de 2013, foi marcante na história de Campinas. As mobilizações que ganharam corpo em quase todas as capitais brasileiras naquela semana e tinham, inicialmente, o foco no reajuste do preço da passagem do transporte público, logo se transformaram no maior apelo social por reforma política das últimas duas décadas. A grande adesão ao movimento se deu principalmente pela rede social Facebook, a página do evento na cidade contava com mais de 77 mil confirmações na quinta-feira e por volta de 50 mil pessoas foram efetivamente às ruas. Segundo pesquisa do IBOPE, 62% dos manifestantes souberam do evento no Facebook, 29% souberam por meio de outras redes sociais e 28%, por amigos. Dentre os manifestantes ouvidos, 94% acreditam que irão alcançar a reivindicações desejadas. Ainda no ambiente numérico, 89% não se sentem representados por partidos. Existe o problema da violência, do confronto entre polícia e manifestantes, da depredação do patrimônio público e privado e também o problema do sensacionalismo. O fato é que os confrontos existem e assustam a classe média, porém, em classes sociais mais baixas a repressão é constante, a violência que se vê nos protestos é banal para muitas pessoas que vivem nas periferias das grandes cidade. O caos urbano se instalou há muito tempo com falta de planejamento urbano, educação de qualidade, infra-estrutura adequada, saúde de qualidade e a não descentralização do poder no sudeste. Os protestos são violentos tanto quanto o poder público é repressor, buscando soluções de aparência governista e populista, que ainda não dão certeza de uma efetiva reforma tributária e política. O fato também é que os partidos perderam representatividade e a desconfiança, tanto com relação ao poder público quanto à mídia, é grande. Afinal, em julho a arrecadação de impostos passará de 800 bilhões de reais, é o mesmo que dizer que cada brasileiro até agora pagou mais de 4 mil reais de imposto, valor que não paga um mês de salário de um vereador de Campinas, que ronda os R$ 6.600,00. Esses números transparecem com muita clareza onde o poder público deve mudar. Porém, esses assuntos, pela dimensão dos protestos e dos problemas de Estado, encontram-se em âmbitos complexos, qualquer julgamento está fadado à superficialidade e incerteza. É necessário dividir o assunto em alguns segmentos. Em seu aniversário, Campinas vive um momento de transformação, mas a sociedade tem que acompanhar e refletir sobre questões que ultrapassam

77 mil confirmações na quinta-feira e por volta de 50 mil pessoas foram efetivamente às ruas

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POR BRUNO LUPORINI CHIAROTTI

O evento que era de conhecimento público a pelo menos três dias, não contava com banheiros químicos, ambulâncias ou qualquer assistência

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Insatisfação com o preço da passagem de ônibus mostra sociedade insatisfeita com o poder público em todos os níveis e abre discussão para uma nova era democrática

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em tempos de protestos, incertezas e estagnação

Na quinta-feira, dia 20 de junho, foi possível ver cerca de 100 pessoas encapuzadas atirando pedras e rojões contra a prefeitura


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Campinas - julho de 2013 - Edição 21 - ano 3

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Há o problema dos saques e depredações de estabelecimentos comerciais, causados por pessoas infiltradas

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A Guarda Municipal agia conforme sua responsabilidade, que é a proteção do patrimônio

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Boa parte da população ocupou e vem ocupando as ruas nos últimos dias

Como se vê, definitivamente, as manifestações não são somente por causa dos vinte centavos iniciais

Reivindicações e pres- ruim, então a população também tem que mudar são popular sua postura enquanto ciBoa parte da população dadã”. Moreira reforça a ocupou e vem ocupando idéia de que “para mudar as ruas nos últimos dias. as estruturas desiguais de As reivindicações são inú- nosso país precisaremos meras, porém o assunto de todo mundo, organideve ser tratado de forma zado em partido ou não, específica para que o Es- mas que tenha uma vontado, juntamente com a tade e um compromisso sociedade civil, comece a verdadeiro com a consformular soluções viáveis trução de um país justo e para os problemas elen- sustentável”. cados. Para a agente de O fato é que os partidos desenvolvimento local, não são a única forma de membro do PSOL e que representação das pesdesde 2000 acompanha soas no poder, também e participa de manifesta- existem as ONG's, proções populares, Marcela jetos sociais, e o ato de Moreira, “a grande vitória acompanhar as instâncias destas mobilizações foi fa- e foros locais, votar em zer as estruturas de poder decisões, cobrar diretano país tremerem, além mente dos vereadores e de resgatarem a legitimi- representantes públicos dade das mobilizações. É aquilo que foi prometido legítimo protestar, é legí- em juízo de campanha. timo questionar. Ocupar Há no Brasil o costume as ruas voltou a ser direi- do político fazer política to do povo. Mesmo que pensando em campanha, a grande mídia quisesse em agradar os partidos inicialmente criminalizar, aliados e se fortalecer ela teve que voltar atrás, dentro da hierarquia púaté para não perder sua blica, porém, essa postulegitimidade”. ra não constrói um país E no sentido de come- melhor, não enxuga as çar a resolver os proble- folhas de pagamento, o mas levantados pelas que inviabiliza projetos manifestações o cientista e melhorias em todo o político Pedro Lemos co- sistema. Sobre a idéia de menta: “As coisas não são plebiscito, as questões fáceis no sentido das deli- de ordem da reforma berações formais nos três política têm de ser mais poderes, onde as deci- transparentes e possíveis: sões de governo passam “Acredito que o plebiscito por várias mãos”. Marce- deveria perguntar sobre la Moreira afirma que "é a instalação ou não de preciso avançar numa uma Assembléia Nacional democracia participativa, Constituinte. Elegeríamos com transparência e con- deputados constituintes, trole social. Uma reforma que ficariam 8 anos inelepolítica que vá além da, gíveis, e que discutiriam e necessária, reforma elei- votariam uma verdadeira toral, que altere as estru- Reforma Política, não só turas de participação da uma Reforma Eleitoral. Essociedade em todos os tes deputados poderiam níveis”. até ser eleitos por fora As mobilizações não re- dos partidos. A ideia não fletem exatamente toda a exclui os partidos, mas sociedade, pois se foram dá a possibilidade de que 50 mil pessoas às ruas em personalidades, represenuma cidade de quase um tantes populares, possam milhão e cem mil habi- estar presentes. Além de tante, esse número, ape- atender uma reivindicasar de grande, representa ção das ruas”, diz Moreira. menos de 5% dos habiO sentimento da autantes, caracterizando sência do Estado se expliuma sociedade silenciosa, ca pela acomodação da que assiste a tudo tentan- classe política, como afirdo refletir sobre o futuro ma Lemos, “a classe podo país, isso para Lemos lítica se acomodou, pois caracteriza uma socieda- passaram a atuar de uma de acostumada: “Nós so- forma muito coorporatimos uma sociedade que va, o poder pelo poder. O vem do clientelismo e pa- poder público se apartou ternalismo, que cria uma da sociedade. Os partidos cidadania passiva, espe- políticos não respondem rando que o outro resolva a 80% da juventude hoje”, por você, essa sensação é “e eles, os políticos, não

conseguiam fazer direito seu trabalho, porque antes apenas havia uma pressão econômica, a pressão popular começou agora e deve estabelecer um equilíbrio” completa Luis Vedovato. Mais contundente, Marcela ressalta que “somente a mobilização popular garantiu uma reunião entre o executivo e o legislativo. E tiveram que deixar a arrogância de lado para ouvir as pautas das reivindicações”. Como se vê, definitivamente, as manifestações não são somente por causa dos vinte centavos iniciais. Mesmo que fossem, pensar em reduzir as tarifas de transporte é pensar em reestruturação urbana, planejamento e mobilidade. O estudante do segundo ano de história da UNICAMP, Rodrigo Kenji, que a seis anos participa apartidariamente das manifestações, comenta também sobre a existência prévia e continuada das manifestações, “não é porque agora a classe média acordou que antes estava tudo parado, os movimentos sociais e os partidos de esquerda há muitos anos estão nas ruas”. A tradição de ocupar as ruas deve se sustentar para que o poder público não governe sozinho e o que é de direito da população seja colocado em primeiro plano para a melhoria do sistema como um todo, assim completa Pedro Lemos: “A sociedade não pode esmorecer, ela tem que estar acordada e atenta ao que acontece para fiscalizar ainda mais o governo”.

Outra opinião As manifestações vieram em um momento no qual a sociedade busca sanar seus problemas em uma sociedade que necessita de estrutura para se sustentar. Uma crise econômica que alcançou o bolso de todos e as medidas em prol do consumismo fizeram o cidadão gastar mais, a classe média aumentou e mesmo assim a economia se mostra estagnada. Sobre esse tema o médico psiquiatra e criador do Grupo de Estudos

sobre o Amor (GEA) Dr. Joaquim Motta diz que “o ser humano precisa se manifestar, levar sua discórdia para ser debatida e ouvida, ainda mais em uma cidade com o nível de universidades e politização que temos, por isso seria estranho se não houvesse esse espaço de manifestação”. Sobre o papel do consumismo nas sociedades contemporâneas, é possível uma reversão desse quadro, se é preciso um Brasil mais consciente enquanto Estado, também é preciso encarar as aflições e estresses de uma sociedade voltada ao trabalho e pagamento de contas e impostos: “Nós como seres humanos somos sempre carentes, incompletos e incompletáveis, se o humano vem bem amado de berço, tende a se tornar um ser humano melhor, se não esse amor tem que ser reposto. O indivíduo apesar de sentir a carência não a reconhece, então, pelo consumismo ele busca o comodismo quantitativo, busca se proteger pelo patrimônio e bens adquiridos. Seja um iate ou mesmo uma bicicleta. Então em uma classe econômica mais baixa se briga por coisas mais baratas e na classe mais elitizada as pessoas brigam por empresas, de todo modo as pessoas brigam num anseio de ser equipar materialmente para se sentirem mais seguras, o que é um equívoco e não tem sentido”. Um argumento diferente que incita a reflexão sobre um ciclo de consumo que poderia ser saudável se visasse mais a qualidade de vida, a garantia de melhores hospitais; transporte urbano eficiente, diminuindo o estresse gerado pela necessidade de se deslocar nos grandes centros urbanos; melhores escolas, gerando uma compreensão de realidade mais factível do que basear as políticas econômicas em consumo e serviço, que são efêmeros e não ajudam a melhorar a condição na qual vive o cidadão, e que de fato depende de um Estado mais presente e responsável. 


08 Campinas - julho de 2013 - Edição 21 - ano 3

Gastronomia internacional se faz com ingredientes nacionais

As tendências da cozinha em Campinas hoje refletem uma cozinha sofisticada e brasileira

“É dificil hoje em dia falar em cozinha internacional, pois existe uma tendência cada vez mais forte de valorização dos produtos locais, que é uma coisa na qual eu sempre acreditei muito, quando a gente começou na década de 1980 a usar a mandioquinha, o quiabo, o próprio tucupi em 81, 82, eu acho que isso é uma tendência, quer dizer, há uma relação cada vez maior entre a cozinha e a pequena produção de um insumo de qualidade”, assim começa o discurso de Laurent Suaudeau renomado chef francês que aos 17 anos já integrava a cozinha do chef Michel Guerard em seu restaurante em Provence. Na década de 1980, com apenas 23 anos, veio ao Rio de Janeiro para chefiar a cozinha do restaurante Le Saint-Honoré, no Hotel Méridien. Em 1991 muda-se para São Paulo e conduz a cozinha de seu restaurante Laurent até 2000, quando funda a Escola das Artes Culinárias Laurent, atual ícone do aprendizado técnico na área da culinária. Seu conceito preza pelos pratos que tenham sim uma boa aparência, mas principalmente sejam consistentes e gostosos. Isso se confirmou na degustação que ocorreu no hotel Royal Palm Residence, restaurante Matisse, com uma panelinha de cogumelo, bacalhau fresco, paleta e costela de cordeiro e a sobremesa mil folhas. Preservar o paladar e fazer da cozinha a sua cozinha, essa

é a principal tendência na gastronomia dos proximos anos, pois tudo vem da terra e dela deve obter o sabor natural, assim explica Laurent: “Eu acredito muito que tudo que tem relação com a proteína bovina, a tendência de desenvolvimento em laboratório, e pensar que a parte agro do hortigranjeiro e frutigranjeiro consiga se preservar com relação à terra”. Cozinha internacional que usa produtos brasileiros. Experiências que viraram moda e hoje ajudam a construir uma marca Brasil de culinária, mas ainda assim em muitos mercados os produtos nacionais não são encontrados com tanta abundância, como explica o chef Antônio Batista, “Por incrível que pareça uma iguaria do Nordeste encontra dificuldades para chegar ao mercado do Sudeste, as vezes a gente tem acesso mais facilitado a produtos importados do que produtos brasileiros. Eu acho que esse é um filão que poderia ter uma logística melhor, contornando a problemática do transporte, porque produtos nacionais são sempre transportados pelos caminhões. Isso gera dificuldade. Assim como falou o Laurent a nossa cozinha regional é muito rica, no NE encontramos o tucupi, no centro oeste já tem o pequi, tem uma particularidade regional e isso deve ser explorado”. Existe a tradição do gosto, do paladar que vem de família, que se perpetua por gerações.

Os regionalismos em um país continental, onde a mesma lingua portuguesa é dita de diversas formas e sotaques, o mesmo acontece com a comida, preparada e entendida de diversas formas. O que interessa afinal não é de onde vem mas o que se sente ao comer determinado prato, “. É uma complexidade, a gente não pode determinar que uma cozinha é o padrão. O que tem de ser relevante é a execução, pra fazer uma cozinha da Amazônia, faça bem feita, do Pará, bem feita. Pra fazer a cozinha do estado de SP, chamada de ítalo-caipira hoje em dia, faça bem feita. Eu acho que essa é a tendência primordial” afirma Laurent. E hoje o mercado aceita experimentação e novidades. O público campineiro conhece mais da cozinha do mundo, e com muitos produtos internacionais a disposição, não fica restrito apenas as tradicionais cozinhas italianas e ítalo-caipira. Essa é a realidade do jovem Chef Lucas Batista, com 23 anos comanda a equipe do restaurante de tapas Esquenica “A cozinha espanhola não é sofisticada como a francesa ou a italiana com vários molhos, a cozinha espanhola tem por base batata, cogumelo, tomate também, mas é uma coisa mais apimentada, mais viva com relação à cores. Então a gente trabalha com bastante vermelho, bastante amarelo. É muito mais um show a apresentação do que a cozinha

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Prato feitos pelo chefe francês , Laurent Suaudeau

Outro prato feitos pelo chefe francês , Laurent Suaudeau

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Antonio Batista e Laurent Suaudeau

francesa que é mais técnica e detalhista”. Também há a realidade do novo chef, tanto pela idade mas principalmente para lervar a essência da técnica e dos ingredientes para o prato “ele tem que amar aquilo que ele faz, amar mais cozinhar do que o glamour que a profissão aparentemente traz, ele tem que ser bem humorado, gostar mesmo de estar ali, se não sua equipe nunca irá respeitá-lo” afirma Cristina Roseo, gerente de alimentos e bebidas do Vitória Hotel. Então para quem quer se tonar um chef o principal ingrediente é amar o que faz, assim como em qualquer outra prossição. Um cozinheiro recem formado ganha de R$1.500 a R$3.000, podendo, com muitos anos de experiência, assumer o papel de chef executivo, aquele que se responsabiliza pelo gosto, qualidade, que é responsável se houver alguma intoxicação, esse profissional ganha entre 12 a 20 mil reais. Para abrir um restaurante a receita é um pouco diferente, dinheiro, bastante, quantias que podem chegar em milhões de reais para abrir e manter um negócio. Evidente que para ter bons pratos o restaurante prima por ser à la carte, onde há espaço para desenvolver e servir pratos requintados. Uma coisa, que é o lucro e outra que é a qualidade são complementares “Um bom planejamento financeiro é importantíssimo, se você colocar o lucro financeiro em primeiro lugar, pode abaixar as portas. Você precisa ter o prazer do lucro pessoal, atender bem as pessoas e depois o lucro financeiro vem. Amor, carinho e disponibilidade. é preciso estar 100% disponível” completa o chef André Otero, que trabalha no Instituto Gastronômico (IGA) desde a sua fundação em 2009. Comer bem todo mundo gosta, cabe agora valorizar nossos pratos e perceber que cozinhar bem exige muita mais compreensão e sabor do que o nosso tradicional feijão com arroz. 

BRUNO LUPORINI CHIAROTTI

BRUNO LUPORINI CHIAROTTI

POR BRUNO LUPORINI CHIAROTTI

O chef Laurent Suaudeau


09 Campinas - julho de 2013 - Edição 21 - ano 3

Duas criaturas maravilhosas, Gabriela Portela Siqueira e Aguinaldo Alves

NA TELONA No próximo dia 03 o CineFlix Galleria acontece a pré estreia do filme “Truque de Mestre” com grande elenco. Na mesma seção acontece também a exibição de “Fragmentos” que é o Curta rodado em Campinas e conta a história de um rapaz rico e bem de vida , mas sua vida está prestes a mudar quando encontra na rua com um velhinho que carrega um molho de chaves bem antigas. Dai em diante ele fica observando fotos da cidade antigas e ainda visitando museus e prédios históricos e quando sai em busca de algo que nunca imaginou que poderia encontrar. A direção é de Marcos Craveiro e produção da MC Produções. No elenco estão Danilo Bueno como Rodrigo e Isval Marques de Pinho como o velhinho.

RUI TOMÁS

Um trio super querido, Dr. Alexandre T. Ferreira, Luciana Barbosa e Bianca

Beto Mian e sua Claudia Portovedo em noite gastronomica

DIVULGAÇÃO

O “Mago dos Magos” Richard Tihany e Gabriel Rapasse

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TABLADO II E já que o assunto é a peça "Doidas e Santas", este colunista teve o prazer da companhia de Cissa Guimarães, Giusepe Oristanio e Josie Antello num delicioso almoço oferecido pelo Restaurante Badebec. A coluna Giro Mix agradece ao João Melo, gerente deste conceituado restaurante e sua equipe, pelo carinho que nos atendeu.

TALHERES II Outro lugar onde se come do bom e do melhor em Campinas é no restaurante K´Xopas. O Restaurante K´Xopas oferece pratos com excelente padrão de qualidade, e diversas opções de bacalhau, parmegiana de mignon, risoto (funghi, abobrinha e alho poró), escalopes e medalhões ao funghi e ao molho madeira, etc. No período da noite o K´Xopas oferece deliciosas sopas e aos sábados uma feijoada de dar água na boca. O K´Xopas fica na Rua Coronel Quirino, 1345 – Cambui – Fone: (19) 3721-6899 / 3388-34. Este eu conheço e indico!

RUI TOMÁS

TABLADO I Foi no Teatro Brasil Kirin, em Campinas, que a atriz Cissa Guimarães, Giusepe Oristanio e Josie Antello estiveram apresentando neste ultimo final de semana a peça "Doidas e Santas". A peça é um retrato da mulher moderna e o texto foi construído por Regiana Antonini a partir das crônicas do livro de Martha Medeiros, além de outras histórias divertidas que a própria autora viveu. Quem assistiu à peça gostou, e quem ainda não assistiu perdeu a grande oportunidade de curtir o trabalho destes três grandes talentos da TV, cinema e teatro.

URNA Depois de uma disputa super concorrida, Paulo Eduardo Bohrer Ziggiatti acaba de ser eleito o novo presidente do Tenis Clube de Campinas e seu vice será Hamilton Caviola. Parabéns aos novos gestores!

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QUINTA NOBRE Como já é de praxe, o conceituado advogado e “Bon Vivant” Carlos Alberto Rodrigues de Souza reune, pelo menos uma vez por mês, um seleto grupo de amigos para uma tarde de boa musica, conversa fiada e boa gastronomia. Este encontro foi batizado de “Dia da Preguiça” e geralmente começa no inicio da tarde e vara a noite. Bebidas importadas, muita cerveja, caipirinha e a tradicional galinha caipira ao molho com polenta, compunham o cardápio. O fogão foi pilotado pelos chef´s Toni e Tercílio Antônio Chiquetti. Quem soltou a voz foi a dupla Roberto e Odon Nascimento com um repertório variado e na percussão ninguém menos que José Carvalho. Outro que deu uma palhinha foi o cantor e compositor Ednardo Nunes, primo de Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, conhecido simplesmente por Belchior, o cantor.

TALHERES I Se você é um apreciador da boa gastronomia, não pode deixar de degustar o que o restaurante Mataroboi tem para oferecer. Churrasco de carnes nobres, uma variedade de saladas e ainda, doces caseiros de encher os olhos e aguçar o paladar daqueles que não se preocupa com a balança. O restaurante Mataroboi fica na Rua Sacramento, 855 – Guanabara – próximo ao Clube Fonte São Paulo – Campinas - fone: (19) 3236- 3141. Vale a pena conferir!

RUI TOMÁS

UM MUNDO MÁGICO Depois de muitos anos sem apresentar no Brasil, o Tihany Spetacular Circus chegar a Campinas totalmente renovado e oferecendo um grande espetáculo. Da cenografia à trupe integrada por artistas de 23 nacionalidades, das novas tecnologias à estrutura com mais de 200 toneladas de equipamentos, o Tihany chega para mostrar por que é sucesso internacional e considerado o maior circo da América Latina e um dos melhores do mundo. Segundo historiadores, o Circo Tihany foi fundado pelo húngaro Franz Czeisler em abril 1954 na cidade de Jacareí, interior de São Paulo e que agora é comandado por Richard Tihany, herdeiro de Franz e o novo “Mago dos Magos”. Ele encanta a plateia com números surpreendentes: desaparece um helicóptero em três segundos e faz sumir misteriosamente 40 bailarinas num piscar de olhos. Seu magnetismo é impressionante! “Nossos artistas são recrutados em festivais internacionais de locais como Monte Carlo, Paris, China e Moscou – e são reconhecidos entre os melhores do mundo. Para os espetáculos de dança, o circo pesquisa algumas das mais tradicionais instituições do gênero, como o balé Bolshoi, da Rússia, e a Academia Real de Dança, na Inglaterra”, conta Richard, diretor executivo e ilusionista do Tihany Spectacular. O Circo Tihany está instalado no Kartódromo do Taquaral com apresentações de terça a quinta: 20h00 – sexta, sábado e feriado: 16h00 e 20h00 – domingo: 11h00, 15h00 e 19h00. Imperdivel!!!!

João Melo com o ator Giusepe Oristanio e as atrizes Cissa Guimarães e Josie Antello

Danilo Bueno está no elenco do curta “Fragmentos” direção de Marcos Craveiro


10 Campinas - julho de 2013 - Edição 21 - ano 3

Monumento Constitucionalista

A última trincheira Oitenta e um anos separam a deflagração de duas épocas de brasileiros que ainda lutam por um Estado mais justo

Em 1935, é erguido em Campinas o Monumento, mausoléu de 33 bravos defensores da democracia

consciência social não ficou encostada no travesseiro sonhando novos tempos. Foram às ruas, e São Paulo despertou, com raiva, desejo e revolta. São Paulo tinha orgulho e esperança, muitos estados o apoiavam em sua caminhada ruma ao Rio de Janeiro para depor o ditador. Porém, repressão, prisões, ameaças e os movimentos foram desarticulados. Então nasce mais uma manhã paulista. Cair da tarde e avenida ainda lotada, e a praça ostenta a vontade do individuo que quer ser mais cidadão. Em 23 de maio de 1932 quatro jovens, com suas armas, caminham até a sede do Partido Popular Paulista, os governistas a sua espera. Turvou a bandeira quando os jovens foram mortos, e eram eles

Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, deles e por eles surge o movimento M.M.D.C. Não só o sangue deles lavou a visão do que iria acontecer. As bandeiras e chamados estavam em todas as partes. Dia nove de julho explode a guerra civil. A cidade de Mogi Mirim, tomada pelas tropas getulistas, com seus aviões ‘vermelhinhos’, é base para os ataques á Campinas. Aqui, aviões adaptados não obtêm êxito contra os bombardeios. O Centro e parte do bairro Bonfim tremem junto com os habitantes aterrorizados. Como nesta época os aviões não tinham tecnologia suficiente para ataques noturnos, grande parte da população, que morava nas regiões centrais próximas à importante estação

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Caminhando pelas ruas viram as esquinas as pessoas, as bandeiras e os sonhos. Andando pelo tempo que ficou em mãos ansiosas. Ergue-se o povo em nome do Brasil. Em 1930 houve uma revolução, muitas promessas, e um governo provisório estava regente. Porém Getulio Vargas se apossou do assento. Dissolveu o governo em pó e prisão. Tomou para si o nome da pátria e impôs uma ditadura. Nenhum Estado tinha autonomia, em São Paulo quem tomava conta da ordem getulista era o interventor tenente João Alberto Lins de Barros. Excesso de informação sobre os lados da política, a demora para consolidar o que é de direito do povo, as mentiras em forma de campanhas e a

A guerra durou até dois de outubro daquele mesmo ano. Em Campinas foram lançadas mais de 57 bombas deixando dois mortos, 31 feridos e 11 mutilados

ferroviária, passava os dias escondida no Bosque Dos Jequitibás para só a noite retornar para casa. Os campos de pouso campineiros eram alvos constantes de bombardeios, primeiro o campo de pouso localizado dentro do Hipódromo do Jockey Clube e depois o da fazenda Chapadão (Amarais) foram reduzidos, assim por quatro dias e noites centenas de voluntários aplanaram uma área de 50 mil metros quadrados e com hangares improvisados e uma estradazinha, em 20 de setembro de 1932 surge a base aérea de Viracopos. Hoje símbolo orgulhoso de Campinas. Um pouco antes, no dia 7 de setembro, nasce outra manhã, uma manhã cívica em plena guerra civil. Túnel da Mantiqueira, ali estavam encurralados os paulistas, acima no terreno, fechavam o cerco a tropa getulista de Minas Gerais. De repente se levanta bravo homem, protegido pela bandeira nacional, e caminha calmamente sobre a trincheira, os getulistas observam tudo atônitos, até que com a bandeira hasteada em uma arvore, surge um corneteiro a entoar a marcha batida em continência à bandeira. Os paulistas se levantam todos prestando continência à bandeira, do outro lado os mineiros fazem exatamente o mesmo. Por três minutos eram todos brasileiros. A guerra durou até dois de outubro daquele mesmo ano. Em Campinas foram lançadas mais de 57 bombas deixando dois mortos, 31 feridos e 11 mutilados. Um dos mortos, apenas uma criança de nove anos, que no Largo da estação Paulista se soltou da mãe para ver o avião passar e este quando passou deixou uma bomba acabar com os sonhos da infância. Os brasileiros não venceram nas armas, mas venceram pela pressão, pelo desgaste, e impossibilidade de sustentar um país, ainda mais após a derrocada econômica de 1929, com uma guerra civil. Em 1934 surge à constituição, e um país democrático acorda. O governo presta contas à população sobre o dinheiro gasto e o devolve, até recibos são emitidos, mostrando respeito à democracia e ao povo.

RAQUEL DE CARVALHO

RAQUEL DE CARVALHO

POR BRUNO LUPORINI CHIAROTTI

O Monumento Constitucionalista, com sete metros de altura, 16,6 metros de comprimento e quatro metros de largura, com um soldado de bronze à frente

É certo que em 1937 tudo não passava de uma ilusão heróica e se encerra com a Ditadura do Estado Novo, ainda com Getulio Vargas. Antes, em 1935, é erguido em Campinas o Monumento, mausoléu de 33 bravos defensores da democracia, sendo nove campineiros, o Monumento Constitucionalista, com sete metros de altura, 16,6 metros de comprimento e quatro metros de largura, com um soldado de bronze à frente, ali, altivo com seus dois metros e meio, protegendo a nossa história, a democracia. Esta ali para nos lembrar dos 135 mil brasileiros que se levantaram por um Estado de Direito justo, dos mais de 800 paulistas mortos. Está ali como símbolo de que um dia jovens estudantes pegaram em armas e se uniram aos Homens da Força Pública (antiga Policia Militar) e juntos tentaram construir um país. A história é cíclica, e disfarçada de coincidências

repete o refrão de mudança e liberdade nos ouvidos dos estudantes, da classe média, do empresário, do lojista, do brasileiro. Mês de julho é aniversário de Campinas e do inicio da batalha, que em nossos tempos se mostra novamente, e é pelo mesmo principio: democracia. Que venham as mudanças, sem golpes de estado, regimes totalitários após o clamor das ruas. Que entendam as pessoas, de todas as classes, da mídia e do governo que não importa uma ou outra opinião, importa que nós sejamos de fato brasileiros e assim todos nós merecemos a constituição. E principalmente, o Monumento Constitucionalista, está na Avenida da Saudade para nos lembrar que ele deve ser a última trincheira, e não apenas uma de muitas que virão. Amanhece um novo tempo de oportunidades. Bom dia paulista, hoje é seu dia!

Poema de Guilherme de Almeida "Não é túmulo, é berço; é sementeira de um ideal, caminho do futuro, pista, rastro de herois na terra campineira. Sôbre eles, cor a cor, listra por listra, eternizou seu vôo esta bandeira, petrificou-se o pavilhão paulista. Bandeirantes, por vós, nesta jazida, velam as pedras, que esta morte é vida!" 


11 Campinas - julho de 2013 - Edição 21 - ano 3

As golas podem dar um toque especial aos looks de inverno POR JULIANA MORI As golas foram inspiradas nos cremes e caldas da alta gastronomia. Algumas maiores têm o mesmo efeito de uma calda, seja doce ou salgada, que dá o toque final da apresentação do prato ou sobremesa. Blusas de golas podem ser usadas apenas com uma saia ou uma calça básica, pois a gola já faz o detalhe da roupa, desfazendo, assim, a necessidade de ousar nos acessórios. Mas, por outro lado, ficam lindas também se usadas por baixo de casacos ou sobretudos, afinal a sobreposição é algo que devemos explorar sem medo. Portanto, a principal dica é, na hora de comprar uma blusa ou casaco, tenha um olhar mais atento às golas.

A blusa pode ser colorida ou até lisa, bem básica, e ganhar um efeito especial com uma gola mais cheinha, com recortes ou com alguns detalhes, como pelos sintéticos, plumas, paetês, bordados, apliques, pedras e botões diferenciados. Na moda feminina, as golas podem ser um interessante detalhe

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tintas, parecendo até que são peças diferentes. De um lado, ela é larga e alta, o que dá um caimento semelhante a um lenço e, se a peça for virada de cabeça para baixo, a gola se ajusta no quadril como uma barra larga e na parte de cima a blusa fica com decote canoa, mostrando o ombro. Outro quesito que vale a pena considerar é se o tipo da gola favorece ou não o tipo físico de cada pessoa. No inverno, as golas altas são a melhor opção, porque, além de chiques, esquentam e compõem o look. Para quem tem o pescoço mais curto ou o rosto mais aredondado, as altas e justas devem ser evitadas, pois elas engordam e achatam a silhueta. Nesse caso, é melhor optar pelas golas largas porque elas alongam a silhueta. Já para quem tem pescoço longo e rosto fino, qualquer tipo de gola cai bem. Na coleção inverno da minha grife feminina Ju Mori, batizada de “Moda, Cor e Sabor”, explorei bastante este item, de forma que peças simples ganharam efeitos especiais.

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Na moda feminina, as golas podem ser um interessante detalhe capaz de valorizar uma peça ou até mesmo um look inteiro. A blusa pode ser colorida ou até lisa, bem básica, e ganhar um efeito especial com uma gola mais cheinha, com recortes ou com alguns detalhes, como pelos sintéticos, plumas, paetês, bordados, apliques, pedras e botões diferenciados. Elas podem ser encontradas em distintos formatos, como a básica redondinha, babador, Peter Pan, que é como um colarinho mais comportado e romântico, marinheiro, polo e rolê. Sem contar a infinidade de alturas e comprimentos que podem ter. A assimetria é outro recurso muito interessante para valorizar a gola, dando à peça ares de charme e sofisticação, podendo ser usada com um look mais discreto para o dia ou então em uma composição mais caprichada para a noite. Há ainda peças que podem ser usadas de dois lados, tendo, assim, duas golas e duas composições totalmente dis-

Sobre Juliana Mori Juliana Mori é graduada em Design Gráfico e em Artes Plásticas pelo Whitecliffe College of Arts and Design, em Auckland, na Nova Zelândia, e tem curso de especialização em Moda pela London Fashion School, de Londres. Começou a carreira atuando como assistente da estilista Karen Walker, do New Zealand Fashion Week, e no Brasil, já atuou como produtora de moda e Cool Hunter. Em 2011 desenvolveu sua marca de roupas infantis, batizada de "Dorothy" e em dezembro de 2012 lançou sua grife de moda feminina “Ju Mori”, que já está em sua coleção de inverno. Em 2013 também começou a atuar no segmento festa, desenhando e produzindo roupas personalizadas. Saiba mais em www.byjumori.com ou www.facebook.com/byjumori 


12 Campinas - julho de 2013 - Edição 21 - ano 3

Horóscopo

Julho

Áries (21/03 - 19/04) Este é um momento do ano propenso a maior envolvimento com assuntos familiares e ajustes em questões do lar. Evite que más lembranças interfiram na disposição para novos momentos afetivos, especialmente na vida amorosa.

Câncer (22/06 - 22/07) O período do aniversário é sempre um divisor de águas no ano por apontar mais oportunidades para realizar objetivos e dar andamento a assuntos que apresentam dificuldades de solução. Momento importante para a direção de assuntos materiais.

Libra (23/09 - 22/10) Novas prioridades profissionais tendem a tomar sua atenção neste período, com oportunidades para reconhecimento e para lidar com responsabilidades diferentes. Ainda assim, há tendências a contratempos com necessidade para algumas revisões.

Touro (20/04 - 20/05) A época do ano é propicia para se envolver com novos estudos e se aprofundar em conhecimentos que há tempos tem interesse e que favoreçam seu trabalho. Possibilidades para se dedicar a papéis relacionados a assuntos materiais. Nas relações, sua maneira de se expressar terá maior impacto.

Leão (23/07 - 22/08) O momento é especial para refletir sobre valores e se vale a pena cultivar certos costumes. Boa hora para exercitar mais posturas solidárias, desde que não se culpe ou se exceda em sacrifícios por quem não mereça. A partir do dia 22, o Sol ingressa em seu signo, influência especial para reconhecimento e novas etapas para projetos. Sua autenticidade estará mais intensa na vida amorosa.

Escorpião (23/10 - 21/11) Bom momento para aperfeiçoar conhecimentos que ajudarão em ações ligadas a trabalho. O contato com pessoas à distância, planos de viagens ou atividades que envolvam vínculos com outros lugares deverá ser mais frequente em seu dia a dia. Na vida amorosa, a troca de informações culturais será um bom artifício diante de paqueras ou novas conquistas.

Gêmeos (21/05 - 21/06) Este é um período de atenção especial com as finanças, especialmente com questões ligadas a projetos e com ganhos associados a trabalho ou negócios que possua. Período importante para uma reflexão sobre valores diante de suas relações e observar o que as pessoas que estão ao seu redor consideram importantes, até para lidar melhor com alguns assuntos junto às mesmas.

Virgem (23/08 - 22/09) O convívio com amizades tende a ser mais intenso, retomando contatos ou conhecendo novas pessoas. Cuide para que a preocupação com projetos - especialmente profissionais e materiais – não provoque atitudes precipitadas. Mês importante para mais cuidado com a comunicação junto aos familiares.

Palavras Cruzadas

Sagitário (22/11 - 21/12) Período importante para revisões em assuntos financeiros e temas materiais, áreas da sua vida mais propensas a contratempos neste período mensal. É uma época do ano mais indicada para ponderar e pesquisar do que para agir diante de tais temas. São grandes as chances para esclarecer e ajustar parcerias no trabalho. Na vida amorosa, há tendências para desvendar assuntos e esclarecer sentimento.

Capricórnio (22/12 - 19/01) Este é o período em que o Sol está em Câncer, ou seja, o momento do ano associado ao seu signo oposto, possibilitando mais convivências com pessoas diferentes e dedicação maior aos assuntos de quem gosta. É um momento de teste para aceitar as diferenças e não agir de maneira radical, especialmente no convívio com familiares. Na vida amorosa, seja paciente com costumes de quem mais convive. Aquário (20/01 - 18/02) O momento é para motivações no trabalho que tendem a maneira de lidar com alguns assuntos e com as relações deste meio. Hora de valorizar as despesas mais essenciais na rotina, especialmente com as coisas domésticas e com cuidados mais essenciais para si, como a saúde. Peixes (19/03 - 20/03) Um pouco mais de ousadia e criatividade será trunfo em desafios profissionais. O meio familiar tende a ser marcado por ajustes em questões financeiras e materiais, além de momentos especiais na relação com filhos - caso tenha - ou com parentes mais novos. Será essencial expressar mais os sentimentos na vida amorosa, mas com atenção para não exagerar em posturas dramáticas.

Jogo dos Sete Erros

Humor

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