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EXPO VIRTUAL Prodecks Serie Diamond

Erica Mizutani Marcos Freitas Lenda SOMOS Zizi Fernanda Terra Lokinho Marcelo MJP Marcelo xue

+ DEPOIMENTOS DE PROFISSIONAIS + MATÉRIA DE GUTO JIMENEZ


a importância do pro-model Fonte: Divulgação CBSk

O

PRO-MODEL (modelo profissional) é aquele produto vendido com o nome de um skatista profissional. O skatista participa do desenvolvimento dos produtos, sejam shapes, eixos, rodas, tênis, e até mesmo, peças de vestuário. Sua assinatura é o selo de qualidade, em que ele endossa tudo que for produzido com seu nome, e, é a garantia de que o consumidor está adquirindo mercadorias confiáveis. Infelizmente, o mercado brasileiro de skate atual não oferece muitas opções de promodels de shape. São pouquíssimas empresas que lançam models assinados, peça fundamental e que sofre grande desgaste durante a prática. Pela briga de concorrência de mercado, algumas empresas buscam os preços mais baixos para conquistar o consumidor final. Para chegar aos valores, usamse madeiras e resina de má qualidade, breve tempo de prensagem, insuficiente para colagem das lâminas, e, o mais importante, não contam com a aprovação de skatistas profissionais. Shapes de baixa qualidade retardam a evolução das manobras e aceleram a necessidade da compra de um novo. No balanço final, prevalece o ditado: o barato sai caro.


Erica Mizutani Pintura em estilo mosaico + técnica de colagem

Denis Buiu

Guilherme Zolin

“O

Rafael Gomes

Sandro Mineirinho

Willian Seco

promodel é importante para reconhecer que um atleta chegou ao nível profissional, tendo assim uma demanda por parte do público que aprecia este determinado skatista, sendo benéfico ao nome do atleta (que estará sendo reconhecido e pago por isso), ao patrocinador (que estará vendendo seu produto) e a indústria do esporte”. Lucio Mosquito, skatista profissional radicado nos E.U.A.


marcos freitas Técnica Mista

Rafael Cabral

Cara de Sapo

“M

Mamá

Per Canguru

Fábio Sleiman

uitas lembranças que tenho nesses 21 anos de skate estão ligadas a algum promodel! A primeira vez que vi um invert numa mini rampa (na minha casa em 1.989) o cara usava um shape do Rui Muleque, o primeiro shape que escolhi na loja foi um Léo Kakinho, o primeiro flip foi com o shape do Alexandre Ribeiro, a primeira e única vez na pista da ZN o Gugu usava um shape do Just e eu um do Xixo. Dá para contar a história do skate através do promodel e o meu orgulho é poder fazer parte dela. Chegar numa fase da sua vida de skatista e poder escolher milimetricamente cada curva do seu shape e estampar nele a arte que mais lhe agrada, para mim foi um sonho concretizado! Wagner Ramos


lenda

Pintura em caneta e lápis de cor

Alan Mesquita

“É

J.E. Anjinho

Cris Fernandes

Sandro Sobral

super importante para um skatista profissional  ter seu modelo de shape,  porque mostra realmente que ele subiu de categoria. É uma forma do mercado poder mostrar também que existe uma regra para se profissionalizar junto a CBSk. Senão qualquer skatista, amadores e iniciantes poderão fazer seus próprios modelos, o que faria do mercado, um mercado amador. Fábio Sleiman – skatista profissional


somos Pintura em papel machê

Humberto Beto

“U

Marcus Cida

Rodrigo Gerdal

César Gordo

Og de Souza

m promodel na carreira profissional de um skatista  é o carro chefe da sua imagem. Simplifica exatamente que tipo de skatista você é. Avaliza sua carreira oferecendo ao público a possibilidade de utilizar o mesmo que é utilizado por você que o desenvolveu. Cria-se  uma possibilidade maior de produzir shapes com uma melhor qualidade seja visual, seja técnica". Esteban Florio - skatista profissional argentino radicado no Brasil


zizi Técnica Mista

Bruno Aguero

Marcelo Kosake

“P

Michel Simonetto

Sérgio Negão

ara um skatista se considerar profissional de verdade, ele tem que ter seu nome assinado em um Deck. Isso mostra todo o respeito e a arte de um grande skatista”.  Sérgio Yuppie - skatista profissional downhill


fernanda terra Pintura com tinta à óleo

Diego Oliveira

Jorge Medeiros

“A

Juliano Lilica

Rodil Ferrugem

grande importância para marca e consumidor é que se está dando legitimidade para marca e aprovando o produto dela para o mercado". Cristiano Mateus - skatista profissional vertical


Fabiano Lokinho Colagem Mista

Adelmo Jr.

“A

Esteban Florio

Lincoln Ueda

Lucas Xaparral

valorização do promodel é de extrema importância, porque representa o profissional e é ele quem está fazendo a fomentação principal do esporte. Ele “quem está no topo da pirâmide servindo de exemplo, para que novos skatistas apareçam e fortifiquem cada vez mais o skate” Guilherme Gnomo - skatista profissional


Marcelo MJP Técnica Mista

Alex Carolino

“D

Wanderley Arame

Nilton Neves

Wagner Ramos

esde que eu comecei a andar de skate, me chamou atenção os nomes e os gráficos que tinham embaixo dos shapes. Rapidinho dá para lembrar nomes como Thronn, Beto or Die, Rui Moleque, que eram os modelos que tinham na época. E na época a gente não tinha tanta informação, e eu ficava viajando de como eram esses caras, como eles andavam, e aquilo me marcou e até hoje eu consigo lembrar. A maior preocupação que eu tenho com um model de shape, é que ele vai ser usado por um skatista que nem eu, que busca a qualidade e a evolução" Cesar Gordo, skatista profissional e sócio da Matriz Skateshop


marcelo xue Pintura com tinta à óleo vencida

Biano Bianchin

Otávio Neto

“U

Ricardo Porva

Renê Shiguetto

Marcio Tarobinha

m model de shape representa uma conquista para qualquer skatista, todo mundo sonha em ter seu nome estampado num shape, nada melhor que poder colocar um shape além de ter seu nome com um modelo sempre igual. Isso contribui muito para a evolução e auto-estima do skatista. Gui Zolin


“O

promodel faz parte da cultura do skateboard é uma pena que muitos empresários brasileiros não conseguem enxergar desta forma e essa ótima ferramenta de marketing. Isso acaba deixando os skatistas um pouco frustrados. Temos os melhores atletas do mundo, onde muitas vezes precisa viver nos E.U.A. para serem reconhecidos, temos  uma boa indústria de shape. Lá o mercado da exemplo como se deve fazer, o promodel de shape é um dos principais requisitos para um atleta ser profissional. É o ítem de desejo do skate, com diferentes modelos e gráficos e também é a peça que é trocada com maior constância. Precisamos ser mais profissionais (empresas e atletas) e acreditar mais nos promodels. Existe muita coisa por trás desta aparente simples madeira! Marcus Basler “Cida” – skatista professional

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nfelizmente o mercado não possui uma quantidade de marcas suficiente dando estrutura para servir a demanda de tantos talentos que surgem diariamente, tornando o assunto promodel bastante complicado. Eu acho que o promodel tem um papel muito importante na vida de um skatista, pois marca o início de uma nova era em sua carreira, como também  mostra o reconhecimento e respeito que uma marca adquiri ao longo do tempo por um trabalho realizado. O merecimento de um promodel sustenta a criação de ídolos que realmente precisamos, para evoluirmos e darmos continuidade na história do skate. Lincoln Ueda

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cho que no Brasil os shapes de profissionais tem que ser mais valorizado pelos próprios empresários, eles ainda acham que estão fazendo um favor de fazer um shape com o nome de  um atleta profissional e ainda acham que pagar 2 reias por shape vendido é muito. O pior é que eles nem percebem o quanto isso valoriza sua própria marca e trás respeito a sua empresa. Cris Fernandes – educador e skatista profissional


crescer e aparecer por Guto Jimenez

“O que você vai ser quando crescer?!” Todos nós já ouvimos essa pergunta algumas vezes em nossas vidas, seja de nossos pais, de vizinhos, professores, parentes e de praticamente todas as pessoas mais velhas que nos cercam quando somos crianças. Os nossos desejos vão se modificando à medida em que os tempos vão passando e as modas vão indo e vindo, em que tendências, pessoas e fantasias se formam em nossas mentes. Eu mesmo, nascido no início dos anos 60, já quis ser “astronauta”, como os homens que pousaram na Lua pela 1ª vez em 1969; também já quis ser “jogador da Seleção Brasileira”, como os heróis do tri em 1970; quis ainda ser “Sly Stone”, uma de minhas primeiras influências musicais do início dos anos 70, que aprecio até hoje. Afinal, o cara era estiloso, só andava com mulheres lindas e era puro talento; a minha falta de malícia infanto-juvenil não me permitiu perceber que o cara era tão genial quanto porra-louca, mas isso é uma outra história. A partir dos meus 13 anos, quis ser outra coisa. Quis ser “Bruce Logan”, “Baby Paul Cullen” e “Jay Adams”, e depois, já mais grandinho, fui me espelhar em Duane Peters, John Hutson, Steve Caballero, Rodney Mullen e Mark Gonzales. Essa onda de idolatria só teve um fim definitivo quando estive cara a cara com esse último, competindo na mesma bateria dele no Mundial de Münster em 1987; ele era humano, descendente de latino e skatista assim como eu, mas anos–luz separavam os nossos talentos e nossas habilidades em andar de skate. A ficha caiu e eu decidi desencanar de correr muitos campeonatos, e passei a buscar novos caminhos no skate, como jornalista, fotógrafo, locutor, radialista e militante do skate. Eu sou apenas um skatista mais velho, provavelmente mais do que você que lê isso aqui. Mas nós temos algo em comum: temos profissionais de skate que nos inspiram e nos emocionam. Ora, se isso acontece até hoje, quando vejo caras como Sérgio Yuppie, Bob Burnquist e Douglas Dalua andarem, que dirá naqueles tempos em que tinha metade, 1/3 ou metade da idade que tenho hoje em dia... Talvez nada disso tivesse sido possível se não fosse o “Logan Earth Ski” estampado embaixo do meu primeiro skate bom, ou se eu não olhasse de olho comprido pro G&S Warptail com o qual o meu ídolo local Flavio Badenes deslizava na Pirâmide. Talvez nada fosse me influenciar tanto se não fosse a simplicidade das listras transversais do shape do Duane Peters, da Santa Cruz, ou do símbolo kamikase de Christian Hosoi, da Sims. Talvez nada disso tivesse acontecido caso eu não tivesse desenvolvido o meu senso artístico apreciando as artes de caras como Wes Humpston nas cruzes da DogTown, Vernon C. Johnson nas caveiras da PowellPeralta ou a insanidade pop de Jim Philips nas tábuas da Santa Cruz. Da mesma forma, é muito provável que marcas como a Urgh e Lifestyle não


tivessem imortalizado um cara como o Billy Argel, que abriu as portas pra gente talentosa como Speto, Marcelo Barnero, Alexandre Sésper, Felipe Motta e tantos outros mostrarem seus talentos pro mundo. Certamente, nada disso teria sido possível se não fossem os pro models. E olha que só falo de tábuas de skate aqui, porque poderia citar também as primeiras rodas assinadas (Powell-Peralta, model do Stacy), o 1º eixo recomendado por um pro (Rick Blackhart, da Indy) ou o 1º tênis pro model (Natas Kaupas da Etnies). A lista é interminável, pois hoje em dia os pros assinam tudo: rolamentos, parafusos, relógios, jeans, óculos... Só que tudo começou quando skatistas profissionais passaram a desenvolver, assinar e recomendar tábuas de skate. No rastro disso não surgiram apenas artistas talentosos que fizeram os seus desenhos, mas também toda uma cadeia produtiva que gira em torno disso: projetistas de fôrmas de concave, profissionais de montagem (prensagem, corte & lixa, arte-finalistas) e de estamparia, responsáveis pelos adesivos e camisetas daqueles desenhos – e isso só nos pátios das fábricas. Fora delas, distribuidores e lojistas faziam esses produtos girar pelo mercado, e eles acabavam embaixo de nossos pés nos proporcionando todo o prazer que só quem anda de skate é capaz de sentir. Ultimamente, tem gente achando que é melhor comprar tábuas lisas do que investir num pro model, simplesmente porque “custam mais barato”. Nos últimos 15 anos, então, o que era uma “modinha” se disseminou e acabou se tornando tão nocivo quanto um parasita em sua barriga. Nem vou alongar aqui o quanto essa visão é estreita e limitada, até porque essa revista digital que você lê agora trata justamente disso; prefiro traçar uma analogia pra que você entenda melhor o que quero dizer. Goste-se ou não, todos já ouviram falar naquela rede de hambúrgueres conhecida no mundo inteiro, que tem um palhaço como garoto-propaganda. Muitos acham que seus produtos são caros, especialmente se comparados aos similares encontrados nas barraquinhas espalhadas pelas esquinas das grandes cidades. A rede de hambúrgueres conta com um departamento de desenvolvimento de produtos e outro de pesquisa de mercado, pra que os consumidores tenham o melhor produto possível; além disso, empregam dezenas de milhares de pessoas só no Brasil, não só nos empregos diretos nas lojas mas também nas fábricas de seus fornecedores, nos distribuidores dos produtos e nos seguranças que vigiam essas filiais. Nelas, você vê um ambiente mais limpo e asseado, de maneira a transmitir uma sensação de conforto na hora que o cliente se alimenta. Sem falar que a grande rede gera impostos, que ajudam a girar a roda econômica e social do país. E os similares das esquinas?! No Rio, esse tipo de sanduba é conhecido como “podrão” – algo que não precisa muito de explicação, né não?! Não há retorno algum à sociedade além da carne grelhada, pois a engrenagem social começa e termina no cara que vira o produto na chapa. Produto esse, aliás, de origem tão duvidosa que o máximo que transmite é uma péssima azia... sem falar que o grande benefício é no bolso do sujeito e olhe lá. É bem verdade que há questões muito sérias no mercado do skate, além desta das tábuas lisas. Há uma diversidade de modalidades em ascensão que parece ser ignorada pela mídia, enquanto que a mais popular delas encontra-se estagnada em


termos de mercado. A mídia especializada escrita local vive uma disputa comercial marcada por falcatruas e pela absoluta falta de ética, numa concorrência desleal sem precedentes no nosso país. Além disso, as skateshops vêm perdendo terreno a nível mundial pra revendedores de grandes redes de varejo, o que ameaça um dos núcleos de convivência do skate. Porém, nada se compara à covardia que se faz contra os pro models. Se você se acha “esperto” porque economiza umas merrecas quando compra uma tábua lisa, não se iluda: você está ajudando a dar um tiro de bazuca nos pés do mercado de skate. Se você se acha “malandro” porque economizou o dinheiro de duas ou três cervejas, olhe-se no espelho de novo agora – e verá um idiota te encarando. Desculpe se o meu tom te incomoda, mas o objetivo é esse mesmo. Há de se enxergar muito além do aparente “benefício” a curto prazo – no caso, a economia ínfima em reais. É preciso que se conheça o mal que esses parasitas fabricantes de tábuas lisas fazem ao mercado de um modo geral, pois o que se “ganha” comprando essas porcarias geralmente não compensa o prejuízo generalizado que essa “economia” pode causar. Nesse ano de 2009, fazem 34 anos que eu ganhei o meu primeiro skate, um Benrose tão tosco que me dá risos só em pensar; depois veio o Jammer, meu 1º skate importado, e economizei ao máximo pra poder comprar o tal Bruce Logan que mencionei lá em cima. Eu incentivei a indústria do skate mesmo sem o saber, já que os dois primeiros eram o que se chama de ”factory models” (os modelos de fábrica), mas depois que pisei num pro model pela primeira vez, senti a diferença na hora e vi que aquele tipo de produto era o que eu deveria usar dali em diante. Era mais caro, mas era MUITO melhor – e isso bastava pra mim. Em todos esses anos, eu JAMAIS botei meus pés numa tábua lisa. Eu faço questão de gastar um pouco mais e honrar o legado dos pros que me inspiram, além de fazer girar o mercado do estilo de vida que escolhi pra mim. Não sou exemplo de nada e nem modelo pra ninguém, mas uma coisa eu tenho de bom: sou consciente no que faço. Pense um pouco mais a fundo – e faça a coisa certa.

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