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São Paulo,11 de Dezembro de 2013-Quarta-Feira

NOTÍCIAS DIÁRIAS Governo quer usar terreno para evitar fila de caminhão em direção a porto Medida faz parte de ação para melhorar escoamento da safra agrícola. Ministra diz que terrenos públicos podem abrigar os caminhões. O governo federal quer incentivar proprietários de grandes terrenos às margens das rodovias que dão acesso aos principais portos do país a utilizar essas áreas como estacionamento de caminhões para evitar que o escoamento da safra no início do ano que vem volte a provocar as filas quilométricas de veículos, como as vistas em 2013. Essa é uma das medidas voltadas à melhoria do escoamento da safra que serão anunciadas no início da tarde desta quarta-feira (11), em Brasília, pelos ministros dos Transportes, Agricultura e da Secretaria de Portos. Apesar de ter potencial de evitar congestionamentos nas rodovias, essa ação não deve ser suficiente para reduzir o tempo de espera para descarregar carga no porto. A prioridade é o porto de Santos, o maior do país, e onde, em março passado, a fila de caminhões para descarregar a safra recorde de soja atingiu 30 quilômetros. Os atrasos nas entregas encarecem a carga e prejudicam os produtores brasileiros – ainda em março, houve notícias de que clientes da China cancelaram um pedido de 600 mil toneladas de soja por conta da demora no transporte. O anúncio de ações emergenciais para evitar o caos no escoamento da safra agrícola do país acontece um dia depois de o Tribunal de Contas da União (TCU) barrar o leilão de arrendamento dos primeiros terminais (áreas para movimentação de carga) em portos públicos, ou seja, administrados pelo governo. Na sexta-feira (6), a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que administra o porto de Santos, publicou uma convocação para encontrar interessados em transformar em estacionamento terrenos localizadas nas proximidades das vias Anchieta e Imigrantes, no planalto ou nas margens do Rodoanel Mário Covas, e na rodovia Piaçaguera-Guarujá, todas vias de acesso ao porto. A convocação estabelece a preferência por áreas superiores a 50 mil metros quadrados que não gerem impacto em rodovias ou na região urbana. Os


interessados têm até 20 de dezembro para responder e, a Codesp, outros 20 dias para aceitar ou negar o pedido. Como vai funcionar O plano é que esses bolsões tenham comunicação direta com a administração do porto de Santos, para que seja liberada a saída gradual dos caminhões para descarregamento. De acordo com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, os caminhoneiros ou transportadoras vão pagar pelo uso do estacionamento. Em entrevista ao G1, ela informou ainda que o governo tenta localizar terrenos públicos próximos a essas vias de acesso a portos para que também funcionem como local de espera pelos motoristas. Segundo a ministra, se se mostrarem viáveis para uso, essas áreas podem receber investimento do governo, como em terraplanagem, colocação de brita ou contratação de segurança, medidas necessárias para garantir o serviço. “O objetivo da medida é o caminhão só descer quando o terminal estiver em condições de despachar a carga [que ele transporta]. Isso é melhor para o caminhão, para a rodovia e para o porto”, disse Gleisi. A ministra também informou que serão adotadas ações para incentivar o uso dos portos durante a noite e madrugada. De acordo com ela, nesses horários ainda há folga nos terminais. “Mesmo tendo hoje o porto 24 horas, nós ainda não estamos com esses horários utilizados plenamente. Até o privado tem dificuldade, eles têm escala de prestação de serviços, de ordenamento do seu pessoal, e não conseguem mudar. Queremos incentivar o melhor uso dos espaços da madrugada, da noite, dos finais de semana”, disse a Gleisi. Investimento nos portos Em sessão nesta terça (10), o Tribunal de Contas da União (TCU) barrou o leilão de arrendamento dos primeiros terminais e criticou a qualidade dos estudos apresentados pelo governo e que servem como base para definir as condições para o leilão de 29 terminais em portos de São Paulo (Santos) e do Pará. Foram fixadas 19 condicionantes, que o governo terá que cumprir antes de publicar o edital de concessão. Inicialmente, o governo esperava leiloar esses 29 terminais até o final de 2013 mas, com a decisão do TCU, não há mais previsão de quando isso deve acontecer. Com os leilões, o governo espera elevar os investimentos nesses terminais, aumentar a qualidade do serviço e reduzir o custo principalmente para a exportação de produtos brasileiros. Fonte:http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/12/governo-quer-usar-terreno-para-evitar-

fila-de-caminhao-em-direcao-porto.html


Demanda por crédito cai 7,9% em novembro com alta de juros, diz Serasa A elevação dos juros diminuiu a demanda dos consumidores por crédito em novembro, segundo a Serasa Experian. De acordo com a empresa, o número de pessoas em busca de recursos diminuiu 7,9% no mês passado, na comparação com outubro. Sobre novembro do ano passado, houve queda de 5,5%. Em outubro, a demanda subiu 6,5% e, em setembro, caiu 9,8%.“O repasse das sucessivas elevações da taxa básica de juros (Selic) para o custo dos empréstimos, desencoraja os consumidores a expandir seus níveis de endividamento”, diz a empresa, em nota. No acumulado do ano até novembro, a busca por crédito cresceu 2,7%, o que mostra desaceleração ante o acumulado até outubro, quando o crescimento era de 3,6%. De acordo com a Serasa, além dos juros, o menor número de dias úteis em novembro – 23 – do que em outubro – 20 – influenciaram o resultado de novembro. A maior queda na busca por recursos ocorreu entre os consumidores de renda mais baixa. Entre aqueles que recebem até R$ 500 por mês e os que ganham entre R$ 500 e R$ 1.000 mensais o recuo foi de 8,9% e 8,7%, respectivamente. Entre os que ganham entre R$ 1.000 e R$ 2.000 mensais o recuo foi de 7,2% e para os que recebem entre R$ 2.000 e R$ 5.000, a queda foi de 6,8%. A queda para quem recebe entre R$ 5.000 e R$ 10.000 por mês foi de 6,5% e, para quem ganha mais de R$ 10.000 por mês, o declínio da demanda por crédito em novembro foi de 7,7%. Entretanto, de janeiro a novembro, os consumidores de menores rendimentos ainda lideram a expansão da demanda por crédito: alta de 9,4% para quem recebe até R$ 500 mensais e de 4,8% para aqueles que ganham entre R$ 500 e R$ 1.000 por mês. Para os consumidores com rendimentos mensais entre R$ 1.000 e R$ 2.000, o aumento acumulado de janeiro a novembro de 2013 da demanda por crédito foi de 0,8%. Já os consumidores das camadas de rendas mais altas têm sido menos dispostos a tomar crédito: queda de 1,6% para quem ganha entre R$ 2.000 e R$ 5.000 por mês; de 3,3% para os que recebem entre R$ 5.000 e R$ 10.000 mensais e de 2,6% para aqueles que ganham mais de R$ 10.000 por mês. Análise por região Em todas as regiões geográficas do país a demanda dos consumidores por crédito registrou variação negativa em novembro na comparação com outubro: Norte (-12,2%); Nordeste (-7,5%); Sudeste (-9,0%); Centro-Oeste (-6,5%) e Sul (-4,7%). No acumulado do ano, as regiões Norte e Nordeste registram as maiores taxas de crescimento da demanda: altas de 12,6% no Norte e de 9,1% no Nordeste. No Sul, a alta foi de 4,3%. A região Sudeste acumulou crescimento de apenas 0,1%. O Centro-Oeste é a única região que exibe queda, de 3,3%.


Fonte:http://www.valor.com.br/brasil/3368790/demanda-por-credito-cai-79-em-

novembro-com-alta-de-juros-diz-serasa

Em ano eleitoral, consumidor pagará mais pela energia Em pleno ano eleitoral, as tarifas de energia elétrica vão ficar mais caras ao consumidor. O rombo que a queda forçada nos preços de energia, em 2012, provocou no caixa das empresas do setor começará a ser coberto pelas contas de luz em 2014. O impacto é certo, mas o seu tamanho e o momento exato em que ele ocorrerá dependerão das chuvas no próximo ano e da região onde o está o consumidor. O reflexo será determinado também pelo resultado do leilão de energia já existente (A-1), marcado para terça-feira. Nele, as distribuidoras precisam contratar 6.000 MW médios, o equivalente a 15% do mercado regulado. Há dúvidas sobre se haverá oferta suficiente para atender completamente à demanda. Para atrair o interesse das geradoras, o governo impôs um preço-teto mais alto do que o praticado em outras tentativas de leilões de energia existente promovidas neste ano e que não tiveram oferta por parte das geradoras. Para o leilão da próxima semana, o preço-teto para contratos de um ano é de R$ 192 por MWh, ante cerca de R$ 120 por MWh dos contratos vigentes, em média. Assim, mesmo que o leilão seja um sucesso, o preço da energia para uma parcela significativa do mercado -o volume a ser contratado equivale a até 40% do abastecimento das residências do país- será mais alto em 2014. Já na hipótese de o leilão ser parcialmente bem-sucedido ou fracassado, a conta de luz ficaria ainda mais cara. Quanto ela encareceria é difícil prever, pois o volume que precisa ser contratado varia entre as distribuidoras. A Eletropaulo, por exemplo, precisa comprar cerca de 3,5% da carga que tem que entregar em 2014. Já a Copel, cerca de 30%, segundo estimativas do mercado. Dependendo da data de reajuste da distribuidora, o impacto pode ser sentido só em 2015. RISCOS Caso as distribuidoras não consigam contratar tudo o que precisam, elas terão de comprar energia no mercado de curto prazo a preços desconhecidos, elevando o risco de alta nas tarifas. Nesse mercado, o preço varia de acordo com a demanda, o volume de chuvas, o nível dos reservatórios das hidrelétricas e o número de térmicas ligadas. Hoje, o MWh nesse mercado está perto de R$ 300. O valor bem mais alto do que o praticado no leilão pode reduzir o apetite das companhias pelo certame, que conta ainda com um considerável risco político.


Por terem se recusado a renovar suas concessões, a estatal paulista Cesp e a mineira Cemig têm cerca de 2.000 MW médios disponíveis, segundo João Carlos Mello, presidente da Thymos Energia. Esse volume equivale a um terço do que precisa ser contratado na terça e, portanto, têm um peso importante no resultado do leilão. Comandadas por governos tucanos, as empresas fazem mistério sobre a sua participação. META FRUSTRADA As incertezas que pairam sobre o setor de energia elétrica têm origem na medida provisória 579, de 2012, que tinha o objetivo de reduzir as tarifas em 20%, em média. Mas alguns imprevistos minaram a promessa do governo. Além de algumas empresas não terem aceitado renovar suas concessões, a falta de chuvas levou ao acionamento das térmicas. "A redução de 20% prometida pelo governo virou 14% no final deste ano", diz Ricardo Savoia, diretor da Thymos. Nos próximos anos, esse percentual deve cair ainda mais. Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/12/1383856-em-ano-eleitoral-

consumidor-pagara-mais-pela-energia.shtml

Emprego na indústria sobe 0,1% em outubro e cai 1,7% em um ano O emprego na indústria brasileira subiu 0,1 por cento em outubro na comparação com setembro, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (11). A leve alta interrompeu uma sequência de cinco quedas seguidas do indicador. Entre maio e setembro, o emprego na indústria tinha acumulado baixa de 1,8%. Na comparação com outubro de 2012, o total de pessoas ocupadas na indústria registrou queda de 1,7%.O contingente de trabalhadores diminuiu em 12 dos 14 locais pesquisados. Trata-se do 25º resultado negativo consecutivo neste tipo de comparação, e a queda mais intensa desde setembro de 2012 (quando caiu 1,9% na comparação com setembro de 2011). De janeiro a outubro de 2013, o emprego na indústria teve redução de 1%, com taxas negativas em 11 dos 14 locais pesquisados. Comparando-se outubro deste ano com o mesmo período do ano passado, 13 das 18 atividades industriais pesquisadas tiveram queda no pessoal ocupado, com destaque para produtos de metal (-5,7%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-5,1%), máquinas e equipamentos (3,5%) e calçados e couro (-5,2%).


O número de horas pagas cresceu entre setembro e outubro (0,3%) e caiu nas demais comparações: outubro de 2013/outubro de 2012 (-2%), acumulado no ano (-1,1%) e acumulado de 12 meses (-1,1%). Já a folha de pagamento real caiu na comparação com setembro (-0,8%) e aumentou com relação a outubro de 2012 (1,2%), no acumulado do ano (2,3%) e no acumulado de 12 meses (3,7%). Fonte:http://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2013/12/11/empregona-industria-sobe-01-em-outubro-e-cai-17-em-um-ano.htm

Intérprete para surdo-mudos da cerimônia de Mandela era um impostor A cerimônia de homenagem a Nelson Mandela deixou indignados os surdosmudos da África do Sul que nesta quarta-feira denunciaram o intérprete dos discursos como um impostor e não conhecia a linguagem do sinais. "A comunidade de surdos-mudos da África do Sul está ofendida", afirmou o Delphin Hlungwane, intérprete oficial da Federação de Surdos da África do Sul. "Ele gesticulava e movia suas mãos em todos os sentidos. Não tinha gramática, não utilizava qualquer estrutura. Não conhecia nenhuma regra da linguagem. Não traduziu nada", acrescentou. "Não sabemos de quem se trata, ninguém o conhece. Ele apareceu nesta ocasião e não sabemos como", disse ainda. O caso do falso intérprete provocou polêmica na África do Sul e inúmeras interrogações. Os serviços de comunicação prometeram dar uma resposta a respeito. Fonte:http://noticias.terra.com.br/mundo/africa/nelson-mandela/interprete-para-surdo-mudosda-cerimonia-de-mandela-era-umimpostor,1159401d0bfd2410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

Descoberto vírus que força Android a fazer ligações sozinho A empresa de segurança Lookout descobriu um vírus para Android que é capaz de fazer ligações sem que o usuário perceba. É o MouaBad.p, descrito como evolução do Mouabad - que consegue controlar o envio de SMS. O malware é inteligente a ponto de esperar momentos de inatividade para fazer as ligações; ele ainda identifica quando o usuário retoma o aparelho e interrompe a chamada para não ser descoberto. A intenção é contatar números premium, gerando receita a quem controla o programa malicioso. É a primeira vez que a empresa de segurança descobre um vírus com esse tipo de habilidade.


Mas há algumas falhas no sistema. Ele não consegue modificar os logs de chamadas, então o usuário pode descobrir a infecção conferindo o histórico. Além disso, ele só funciona em aparelhos com Android 3.1 ou inferior e só opera em algumas regiões da China - não se espera que o golpe seja expandido, uma vez que os números para ligações teriam de variar conforme a região. Fonte:http://olhardigital.uol.com.br/noticia/39300/39300

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