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www.taxicultura.com.br

REVISTA

Leitura de Bo

Vocação para

Cultura

Andrea Matarazzo fala dos desafios da cultura e a importância de levar espetáculos e shows de qualidade para todos

Maragogi o Caribe no Brasil

Conhecida por suas fantásticas galés, a cidade combina uma natureza exuberante com uma excelente estrutura de turismo

Lanche também pode ser nobre Tradicionais lancherias da cidade escondem maravilhas para quem aprecia um bom sanduíche Edição 01


EXPEDIENTE

Diretoria Adilson Souza de Araújo Davi Francisco da Silva Fábio Martucci Fornerón Isabella Basto Poernbacher (editora@portodasletras.com.br) Redação Edição Waldir Martins MTB 19.069 Edição de Arte Flávio Francisco Rodrigues O Palácio das Indústrias, que hoje abriga o Catavento, foi construído entre 1911 e 1924 pelo escritório de Ramos de Azevedo

Assistente de Arte Carolina Samora Projeto Editorial Editora Porto das Letras Reportagem Fernanda Grandino, Gabriel de Servi, Camila Silva, Miro Gonçalves e Valéria Calixto

Editorial

Colaboradores Fernanda Monteforte, Fernando Lemos e Solange Tinelli

TÁXI Cultura – Leitura de Bordo A revista para o passageiro do Táxi

Fotografia Davi Francisco da Silva

A

Revisão Naira Uehara

o iniciar os trabalhos para viabilizar a primeira Edição da Revista Táxi Cultura, deparamo-nos com o tamanho do desafio que estávamos assumindo: levar a diversidade cosmopolita da metrópole paulistana para dentro do Táxi e, ali, em parceria com os milhares de motoristas que percorrem todas as regiões da cidade, estabelecer um diálogo entre a metrópole com seus diferentes paradigmas e um público muito específico e especial: os passageiros de táxi. Mobilizados por essa perspectiva, escolhemos para inaugurar as nossas páginas ninguém menos que o Secretário Estadual da Cultura, Andrea Matarazzo, que, em uma conversa franca e direta, falou acerca das inovações, propostas e programas que estão sendo levados à cabo pela pasta, no sentido de ampliar e democratizar o acesso à cultura pelas diferentes camadas da população. Como resposta a essa necessidade de levar cultura de qualidade para o maior número de

Fotografia de Capa Ariett Gouvea e Arquivo da Orquestra Sinfônica da Galícia

espectadores, trazemos também para os nossos leitores um pouco de um dos espaços culturais mais significativos da cidade, tanto por sua proposta, como pelo perfil de seus frequentadores, que é o Espaço Catavento - Museu da Criança. Mais que um museu, no Catavento os visitantes realizam um mergulho na construção do conhecimento e do saber humano. Abrangente no modo de abordar o universo cultural, a Táxi Cultura trata ainda de uma enorme variedade de temas como tecnologia, gastronomia, decoração, turismo, qualidade de vida, permitindo que o passageiro, na hora de enfrentar o trânsito da cidade, possa contar com uma leitura leve e descontraída, que vai muito além do congestionamento. Para finalizar, os leitores podem contar ainda com uma agenda rica e variada, com a programação de diferentes opções de shows, espetáculos, eventos, exposições e outras atrações que a cidade reserva aos paulistanos e também aos seus incontáveis visitantes.

Publicidade Diretor Fábio Martucci Fornerón Assessoria jurídica Paulo Henrique Ribeiro Floriano Comercial Suporte Administrativo Ana Maria S. Araújo Silva Mayara da Silva Dias Assinaturas e mailling (assinatura@portodasletras.com.br) Impressão Wgráfica Tiragem 20.000 exemplares Distribuição Gratuita

TÁXI CULTURA é uma publicação da Editora Porto das Letras Ltda. Redação, publicidade, administração e correspondência: Rua do Bosque, 896, casa 24, CEP 01136-000. Barra Funda, São Paulo (SP). Telefone (11) 3392-1524, Fax (11) 3392-5208. E-mail revistataxi@ portodasletras.com.br. Proibida a reprodução parcial ou total dos textos e das imagens desta publicação, exceto as imagens sob a licença do Creative Commons. As opiniões dos entrevistados publicadas nesta edição não expressam a opinião da revista. Os anúncios veiculados nessa

Boa viagem e boa leitura! Os Editores

revista são de inteira responsabilidade dos anunciantes.


SUMÁRIO |TÁXI CULTURA

06

08

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Onde fica?

Agenda

Agenda

Trilha Urbana

Especial

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Fique Ligado

32 30

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Bandeira Livre

34 32

20 16 36 36

São Paulo: um mundo todo Qualidade de Vida

Capa

Morar Bem

Tecnologia

Mundo Cão & Cia.

Charme e Beleza

Tecnologia

Morar Bem

Mundo&Cia

Horizonte Vertical

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22 18 38 38

Qualidade de Vida Bandeira LIvre

ESPAÇO LEITOR Para nós sua participação é fundamental. Para enviar suas críticas, elogios, sugestões ou comentários basta enviar um email para: leitor@taxicultura.com.br Assim que recebermos sua mensagem entraremos em contato para atender a sua solicitação.

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REVISTA TÁXI CULTURA|Março

Beleza

Capa


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Vocação para Cultura

Andrea Matarazzo fala dos desafios da cultura e a importância de levar espetáculos e shows de qualidade para toda população. Secretário destaca ainda a nova Virada Cultural Paulista e o projeto das Fábricas de Cultura.

38 08 Espaço Catavento: A casa da cultura e da ciência

O mundo da imaginação e do conhecimento encontra nesse espaço um local perfeito para cativar e encantar potenciais cientistas de todas as idades

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Lanche também Nunc sollicitudin, nisl id cur- Maragogi: bibendum at placerat vitae, sus tempor, lorem dui cono Caribe no Brasilultricies et ipsum. Sed non pode ser nobre sequat Conhecida tellus, et placerat mifantásticas galés, viverra lectus. Suspendisse por suas Tradicionais lancherias da cidade sem sit amet quam. éSuspendvitae maravilhas para a cidade o segundo polo turísticosit amet augue lacus, escondem isse mauris venenatis ligula. dequam Alagoas, com uma excelente quem aprecia um bom sanduíche estrutura de turismo.

Março | REVISTA TÁXI CULTURA

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ONDE

FICA?

A casa da arte em São Paulo

Os primeiros 10 leitores que identificarem a localização da foto acima ganharão um par de ingressos para o teatro. Sua resposta deverá ser enviada para o e-mail:

leitor@taxicultura.com.br

O resultado sairá na próxima edição junto com os nomes dos ganhadores.

Por Valéria Calixto

O prédio é formado por três pavimentos, com dois pátios internos de modo a garantir ventilação e iluminação. No primeiro piso localiza-se o saguão central, com altíssimo pé-direito e janelas voltadas para o interior.

Painel Di Cavalcanti

O grande painel Imprensa, de autoria de Di Cavalcanti, apresentado na Edição 21 da Revista Táxi, está instalado na fachada do Novotel Jaraguá, na Rua Martins Fontes, 71, no centro de São Paulo. O espaço é um ícone da arquitetura da cidade e já abrigou o jornal O Estado de São Paulo e a Rádio Eldorado. A partir da presente edição o desafio Onde Fica passa a ser divulgado na Revista Táxi Cultura.

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REVISTA TÁXI CULTURA|Março

GANHADORES Nilton Rosa

Juliana Prates

Mauro Bottan

Denilson Xavier

Richard Menezes

Roseli Neves Dias

Solange Domingues

Daniel Gouvea

Sandra Hebihara

Valeska Rister

E

sse espaço, onde hoje funciona um dos mais importantes museus de arte do Brasil, foi projetado por Ramos de Azevedo e Domiziano Rossi para ser a sede do antigo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. É o mais antigo museu de arte de São Paulo, fundado em 1905 e regulamentado como museu público estadual desde 1911. Uma reforma realizada nos anos 1990 colocou a instituição em um lugar de destaque na cena artística nacional, indicada como um dos mais dinâmicos centros de arte e cultura do país, integrando-se ao circuito internacional de exposições. Com um acervo de quase oito mil peças, um dos maiores e mais representativos de arte brasileira, conta a história da pintura brasileira dos séculos XIX e XX. Ainda merecem destaque entre as suas obras, a Coleção Brasiliana, formada por trabalhos de artistas que atuaram no Brasil, e a Coleção Nemirovsky, com um expressivo conjunto de obras primas do modernismo brasileiro.


Marテァo | REVISTA Tテ々I CULTURA

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Espaço Catavento

O Museu da Criança O mundo da imaginação e do conhecimento encontra no Catavento um local perfeito para cativar e encantar os potenciais cientistas de todas as idades Por Waldir Martins

Palácio das Indústrias

A medida exata de Educação e Cultura

Estudantes são a maioria dos visitantes

O

espaço interativo de artes, ciência e conhecimento, Catavento Cultural e Educacional, com suas duzentas e cinquenta instalações, distribuídas em um espaço de quatro mil metros quadrados, é fruto de uma muito bem sucedida parceria entre as Secretarias Estaduais da Cultura e Educação e permite aos seus visitantes lançar-se em uma verdadeira aventura pelo mundo do saber. Ao percorrer suas dependências, os visitantes, de forma sutil e divertida, são como que desafiados a irem deixando pelo caminho as ideias superficiais e preconcebidas que possuem acerca de ciência e tecnologia e entram em contato direto com o mundo da natureza e da experimentação científica, passando a interagir com a fantástica capacidade inventiva do ser humano. E as surpresas se multiplicam: é possível tocar um meteorito de verdade, encontrar Gandhi em uma escalada, conhecer o corpo humano por dentro, entender como funciona um gerador de energia ou ainda descobrir que o Sol, visto de perto, não é tão redondo como parece quando estamos na praia. Inovador em sua concepção e aberto à toda população, o espaço trabalha para democratizar o acesso de professores e alunos da rede pública estadual a bens e produções culturais e diversificar situações de aprendizagem. O sucesso é tão grande, que apenas no seu primeiro ano de funcionamento o Museu da Criança recebeu mais de 242.500 visitantes.

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ESPECIAL Diversidade e interatividade Tudo está presente: de um pequeno átomo às complexidades dos planetas do Sistema Solar e mesmo do universo; dos minúsculos insetos aos maiores animais do planeta; das transformações químicas às leis da física, e até as emergentes questões da sustentabilidade e preservação ambiental. E o melhor: tudo em uma linguagem expressiva, lúdica e interativa, com iluminação e sons diferenciados, que permite aos visitantes – particularmente às crianças e adolescentes - acompanhar detalhadamente cada situação apresentada. Para a professora Márcia Martins, que leciona para os níveis fundamental e médio da rede pública estadual, essa enorme diversidade contribui de forma expressiva na mudança de atitude dos jovens frente ao aprendizado. “É uma experiência incrível, que permite compreender com mais tranquilidade temas que, colocados de outra forma, poderiam gerar situações de resistência e bloqueio. Da apresentação do mundo da ciência para os pequenos, à discussão sobre os riscos decorrentes das escolhas sexuais para os adolescentes. É um banho de criatividade”, diz entusiasmada.

Santos, de seis anos. “Considero um programa cultural muito legal para o Matheus. A forma como as crianças podem interagir com os espaços e com as atividades despertam mesmo o desejo de aprender, e não só nas crianças. Adorei a parte do corpo humano e da exposição sobre as regiões do Brasil”, comenta. O projeto conceitual de desenvolvimento de toda estrutura do Catavento teve o apoio de diversas instituições: o Instituto de Astronomia da USP, que forneceu materiais e apoio técnico para toda a área do Universo; a Fundação Faculdade de Medicina entrou com a didática para a explicação das maquetes da instalação “Homem Virtual”, além dos filmes projetados na mesma seção; especializado em educação sexual, o Instituto Kaplan, por sua vez, desenvolveu a instalação sobre gravidez na adolescência e DSTs, enquanto a Escola Politécnica da USP criou o “Passeio Digital”, uma viagem em 3D pelas paisagens do Rio de Janeiro.

uma atração para adultos de qualquer idade

É possível tocar um meteorito de verdade, encontrar Gandhi em uma escalada e conhecer o corpo humano por dentro

O mundo em quatro segmentos Como se fossem atos de um mesmo espetáculo - onde o visitante participa ativamente - a viagem pelo Catavento é dividida em quatro diferentes eixos: o Universo, a Vida, o Engenho e a Sociedade. Cada uma delas conta com acervo de materiais didáticos formado por vídeos, painéis e maquetes, que tem na interatividade sua principal característica. Ideias simples, como reproduzir o chão da lua e permitir que o visitante coloque o seu pé sobre a primeira pegada do homem na lua – feita pelo do astronauta Neil Armstrong – o insere simultaneamente no mundo da história e da tecnologia. Apertar as estrelas que compõem a bandeira do Brasil e descobrir o Estado que ela representa, resulta em uma combinação de astronomia e geografia. Ou ainda, girar uma manivela e entender como funciona uma hidroelétrica ao fazer uma pequena cidade se iluminar. A fonoaudióloga Marisa Santos, 40 anos, de Florianópolis, soube do Catavento através da web e resolveu aproveitar a estada em São Paulo para visitar o lugar na companhia do filho Matheus

Mais história e tecnologia dentro do Catavento Seguindo sua vocação de ser um espaço dedicado à cultura, ciência e tecnologia, o Catavento Cultural e Educacional desde o início de janeiro incorporou o acervo do Museu da Tecnologia de São Paulo. No total são 36 equipamentos expostos na área externa do Palácio das Indústrias e em quatro áreas do Catavento (Auditório, Astronomia, Engenho e Educação). Na parte externa estão os equipamentos de grande porte como, por exemplo, a locomotiva Dübs, fabricada em 1888 na Inglaterra, e a Roda Pelton - turbina hidráulica construída para funcionar em desníveis de água de 1.000 metros de altura ou mais. Outro equipamento em destaque é o avião DC-3 (1936), que foi utilizado como cargueiro militar na Segunda Guerra Mundial. Para o Secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo, o Catavento é o lugar ideal para acolher essas peças e equipamentos, diretamente ligados à história e evolução da cidade de São Paulo. “O acervo poderá agora ser visitado pelo grande público que passa diariamente pelo museu, boa parte formado por crianças e jovens em idade escolar”, afirma o Secretário.

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ESPECIAL Um é pouco, dois é bom, três é melhor Idealizado para contribuir de forma ativa com o jovens e adultos com muitas das atrações do Mutrabalho de professores dentro da sala de aula, o seu. Organizam jogos de perguntas e respostas, Catavento pode exigir mais que uma visita para que demonstram experimentos de química, explicam o se possa ter um contato mais estreito com todas funcionamento e ajudam a manipular equipamenas suas atrações e possibilidades. Para isso, todas tos que comprovam as leis da física, são responas seções possuem entradas independentes e, se sáveis pela organização do cinema 3D, explicam as o desejo for esmiuçar o Universo, o visitante pode ilusões de óptica e muitas outras atividades. ater-se a esta área e voltar Além de toda essa estrutura à disem outra oportunidade para A diversidade posição dos visitantes, o Catavento conhecer o restante com contribui na mudança conta ainda com um auditório com 180 toda tranquilidade. O que é de atitude dos jovens lugares para palestras e cursos e um bastante recomendável. estúdio de TV de verdade. A visita ao frente à educação espaço é recomendada para crianças Se optar pela visita completa, a trajetória garana partir dos seis anos, mas é preciso te acesso às áreas livres do Palácio das Indús- dizer que o Catavento é uma atração para adultos de trias, o que areja o passeio e dá ao visitante a qualquer idade. Apenas a instalação sobre sexualioportunidade de apreciar a arquitetura monu- dade é restrita a adolescentes a partir de 13 anos. mental do prédio, construído pelo escritório de Ramos de Azevedo, entre os anos de 1911 Alguns destaques do Catavento: e 1924. • Uma maquete de 1,2m de diâmetro mostra detaA estudante paulistana Patrícia Jardim, 15 anos, faz parte do grupo de visitantes que já esteve no Catavento por diversas vezes. Agora, voltou mais uma vez, para acompanhar a sua prima Érica Ramos, de 12, que mora na cidade do Guarujá. “A primeira vez eu vim com meu irmão, que também já tinha vindo outras vezes. Tem muita coisa legal, mas o que eu mais gostei foi do Winchester [equipamento que ilustra como ocorre o fenômeno da eletrização dos corpos com cargas opostas], principalmente quando o experimento dá um estralo e as pessoas ficam gritando. É muito divertido”, afirma entre risos.

São quatro diferentes eixos: o Universo, a Vida, o Engenho e a Sociedade

Érica Ramos, por sua vez, viu as fotos do irmão se divertindo com as atrações e quis conferir pessoalmente. “Gostei da cadeira giratória que mostra como é o movimento dos planetas. Na hora fiquei tonta. É muito legal aprender ciência de um jeito mais divertido do que na escola. Quando voltar vou falar para a professora trazer o pessoal do colégio”, comemora.

Os educadores e a educação Mesmo com toda proposta de interatividade, o Catavento não prescinde de um personagem fundamental dentro de todo processo educativo: os educadores. São eles que facilitam a relação de

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lhes do Sol. Ao contrário do que percebemos, a superfície do Sol é repleta de rugosidades e estruturas granulares. • Dezenas de fibras ópticas simulam o céu de uma noite estrelada de inverno, em São Paulo. Os visitantes se acomodam em pufes e, com a ajuda de monitores, fazem o reconhecimento das principais constelações, utilizando uma carta celeste. • Com tecnologia desenvolvida pela Poli/USP, é possível fazer uma viagem aos planetas, às Luas do Sistema Solar e aos satélites artificiais que orbitam a Terra. • Fragmento de meteorito encontrado na Argentina. Acredita-se que ele caiu na Terra há cerca de 6 mil anos. Foi comprado em Paris, de um especialista no assunto. • O visitante se posiciona em uma marcação e tem a visão do Cruzeiro do Sul conforme a sua altura. Isso mostra que o desenho formado pelas constelações seria diferente se estivéssemos em outro lugar do Universo. • Uma série de botões pode ser acionada na Bandeira do Brasil para que o visitante descubra que Estado corresponde àquela estrela. • Uma caverna que reproduz as formações e sons comuns. • Aquários de água salgada, anêmonas, corais e peixes carnívoros e venenosos. • As estruturas do corpo humano podem ser vistas em imagens tridimensionais em um projeto realizado pela Faculdade de Medicina da USP. • Instalação com 700 borboletas amazônicas. • Canto dos pássaros: o visitante pode selecionar pássaros em uma tela de computador e escutar, com fones de ouvidos, os respectivos cantos.


ESPECIAL

Depoimentos Emi Fukushima, 42 anos, moradora da cidade de Porto Alegre: “Descobri o Catavento pesquisando sobre cultura na internet. Como meu filho [Murilo, 06 anos] gosta muito do museu da PUC de Porto Alegre, que apresenta semelhanças com o projeto do Catavento, resolvi vir conhecer”. Murilo Fukushima, 6 anos, aluno do colégio Santa Doroteia, em Porto Alegre: “Não gosto muito de estudar ciências, mas aqui tem bastante coisas para brincar. O que mais gostei foi de fazer a bolha de sabão em volta do corpo e a caverna do eco”.

Na parte externa estão obras como a locomotiva Dübs, fabricada em 1888 na Inglaterra, e o avião DC-3 (1936), que foi utilizado como cargueiro militar na Segunda Guerra Mundial.

Matheus Santos, 6 anos, aluno do colégio Adventista, em Florianópolis: “Achei tudo muito legal aqui”. Bianca Pinheiro Franco de Morais, 10 anos, aluna do colégio Emilie de Villeneuve: “Eu queria muito conhecer [o Catavento] desde que meu pai [Leonardo Franco de Morais, 34 anos, designer], me mostrou o site do Catavento. Estou adorando. A parte que mais gostei foi ficar dentro da bolha de sabão”.

SERVIÇO

Catavento Onde: Palácio das Indústrias – Parque Dom Pedro II, Centro – São Paulo/SP. Quando: De terça a domingo, das 9h às 17h (bilheteria fecha às 16h). Quanto: R$ 6,00 e meia-entrada para estudantes e idosos. Idade mínima para visitação: recomendado para crianças a partir de seis anos. Como chegar: maiores informações no site:

www.cataventocultural.org.br/mapas.asp Acesso por transporte público: estação de metrô Pedro II e terminal de ônibus do Parque Dom Pedro II. Estacionamento: capacidade para 200 carros. Até 3 horas (somente para visitantes do Catavento): R$ 5,00. Infraestrutura: acesso para pessoas com mobilidade reduzida.

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fique LIGADO

!

São Paulo trabalha por um turismo mais forte

Altino João de Barros, à esquerda, recebe uma homenagem da presidente Annie Morrissey

O São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPCVB) realizou na noite da última terça-feira, dia 15, no Catavento Cultural, a cerimônia de posse da diretoria executiva, reeleita para o biênio 20112012 e destacou seus projetos para fortalecer ainda mais o turismo na cidade nos próximos dois anos. A aposta da entidade, presidida pela britânica Annie Morrissey, é consolidar projetos já em andamento para ampliar o número de visitantes e fidelizar os eventos na metrópole. Uma das prioridades colocadas em destaque por Morrissey é intensificar os acordos com destinos parceiros, mobilizando outras entidades ligadas ao setor e estreitando parcerias com gestores de viagens e agências corporativas.

Iluminação na Paulista Desde dezembro passado, a Avenida Paulista ganhou um reforço na iluminação. Na verdade, foi um aumento de 425%. No entanto, essa maior capacidade para clarear o ambiente e as pessoas que lá transitam tem gerado opiniões controversas. Alguns gostaram muito e alegam que a avenida se tornou um lugar mais seguro: casais de namorados podem dar seus passeios até mais tarde, músicos e pedestres comuns também não precisam se preocupar

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com possíveis ataques de grupos de vândalos ou assaltantes, pois a iluminação inibe esse tipo de ação. Por outro lado, há também os amantes do charme e elegância de uma noite na Paulista iluminada por uma média luz amarelada. Para estes, essa claridade super produzida reduz o glamour e a história do lugar. Argumentam ainda que a segurança - que continua em falta - deveria ser feita por policiais e o dinheiro gasto nas obras deveria ser investido em regiões mais necessitadas.

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“A palavra-chave será cooperação. Desta forma, vamos agregar ofertas e valor aos visitantes e promotores/organizadores de eventos”, observa a presidente. Maior proximidade e mais benefícios A entidade planeja também buscar maior proximidade dos profissionais que formam a cadeia turística da cidade. Para isto, será criado um calendário de encontros com concierges, além de um importante aumento no número de treinamentos do Programa Bem Receber. Entre as prioridades estão os módulos de atendimento ao público GLS e a continuidade daquele voltado para os hábitos e costumes árabes. A diretoria executiva também promete mais benefícios aos visitantes. “O produto Desconto SP será modernizado, com ofertas em tempo real, além do envio de cartões-postais aos hóspedes pela internet”, revela Annie.


SP

TEM Por Camila Silva

Et placerat mi sem sit amet quam. Suspdisse.

O Cine Belas Artes ainda respira!

Depois de anunciar oficialmente o fim de suas atividades, o Belas Artes ganha uma sobrevida e busca alternativas para continuar de portas abertas

N

o dia 30 de dezembro de 2010, Flávio Maluf pediu a desocupação do seu imóvel localizado na Rua da Consolação, 2423. Mais do que inquilinos formais, Maluf está pleiteando despejar todos os paulistanos, que poderão perder os 68 anos de história do Cine Belas Artes. Tudo começou em 1943, quando a população ganhou o Cine Ritz. Moderníssimo, o espaço contava com três salas e tinha em sua programação clássicos da sétima arte. Mas foi no ano de 1967 que o Belas Artes ganhou seu nome definitivo.

Outra esperança para o Belas Artes é o Conpresp - Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental decidir pelo tombamento do prédio Na segunda sexta-feira de cada mês, o Noitão atravessa a madrugada exbindo três títulos diferentes para os frequentadores

Aderido ao sentido cosmopolita da metrópole, o espaço preza pela diversidade de títulos - independente da nacionalidade - incluindo em sua programação filmes premiados e polêmicos, além de abrir um importante e significativo espaço para as produções nacionais. “[A programação] varia do concorrente Blockbuster até o Oscar e às produções mais estapafúrdias. Isso sem contar com o clube de clássicos”, afirma Anna Martino, uma paulistana de 30 anos, que desde os 12 anos de idade frequenta as salas do Belas Artes.

Mais cinemas, menos Belas Artes Com o passar dos anos, São Paulo ganhou novas salas com programação alternativa, como o Cine Sesc e outros que tangenciam essa proposta, como o Espaço Unibanco de Cinema e o Cine Bombril. Em contrapartida, o Belas Artes entrava em decadência e perdia público, devido à falta de manutenção. No ano de 2002, pela primeira vez chegou-se a cogitar pelo encerramento de suas atividades. Foi então que o cineasta André Sturm entrou em cena e, no início de 2003, com o patrocínio

do Banco HSBC, realizou uma reforma e reinaugurou o cinema, que passou a exibir, em média, dez filmes por semana. Outra novidade idealizada para dar mais dinamismo e atrair novos espectadores foi o Noitão, onde os paulistanos podem aproveitar a madrugada da segunda sexta-feira do mês para conferir três títulos noite adentro. A sessão termina com um café da manhã, como uma recompensa aos cinéfilos que curtiram a maratona.

Novamente o começo do fim Em março de 2010, o Belas Artes perdeu seu patrocínio e novamente começaram rumores de que o cine fecharia as portas. Flávio Maluf pediu a desocupação do imóvel e não aceitou a proposta de R$ 1 milhão por um ano de aluguel, feita pelas produtoras de cinema Pandora e O2 Filmes. O cinema fecharia suas portas no dia 24 de fevereiro. Quando tudo parecia perdido, no dia 23 de fevereiro, André Sturm apresentou nova proposta para viabilizar o aluguel do prédio. O valor proposto ainda não atinge os R$ 130 mil mensais pretendidos por Maluf, mas, segundo Sturm, será avaliado pelos advogados do proprietário. Desse modo, o Belas Artes continuará funcionando normalmente por mais duas semanas. Outra esperança é o Conpresp - Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental - decidir pelo tombamento do prédio. Até lá é aproveitar, participar dos atos públicos em defesa do cinema e comprar os ingressos para a próxima sessão.

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Associação do Trade Turístico de Maragogi e Japaratinga

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BANDEIRA

LIVRE

Por Waldir MArtins

Maragogi

Com ecossistema incrível, Maragogi se transformou em um dos principais roteiros de todo nordeste brasileiro

O Caribe no Brasil

Conhecida por suas fantásticas piscinas naturais, a cidade é o segundo polo turístico de Alagoas e combina uma natureza exuberante com uma excelente estrutura de turismo

A

Costa dos Corais é uma Área de Preservação Ambiental, que cobre 135 km da costa do nordeste brasileiro, com reservas de Mata Atlântica, dotadas de faixas contínuas de coqueirais e muitas praias de areias finas e branquíssimas. Uma região que se estende do povoado de pescadores de Rio Meirim, distante 20 quilômetros ao norte de Maceió/AL, até a foz do rio Formoso, já no Estado de Pernambuco. Esse verdadeiro paraíso guarda maravilhas para os visitantes como piscinas naturais, rios, antigos engenhos, e ainda uma rica culinária à base de frutos do mar, manifestações folclóricas e artísticas, e um povo hospitaleiro que se rende ao prazer de bem receber.

A cidade de Maragogi Bem no coração desse ecossistema incrível está Maragogi, uma pequena cidade com aproximadamente 25 mil habitante, que se tornou um dos mais atraentes destinos turísticos de todo nordeste brasileiro.

uma perfeita combinação entre mar cristalino, areias finas, coqueirais e recifes

As razões para esse enorme sucesso são bem simples: uma perfeita combinação entre mar cristalino, areias finas, coqueirais e recifes, tendo como suporte uma excelente infraestrutura de hospedagem, onde os visitantes podem contar com dois dos maiores e mais modernos hotéis do Brasil: os resorts Salinas e Miramar.

Caso a o visitante busque encontrar alternativas de hospedagens mais simples e econômicas, também não faltam opções de pousadas bastante agradáveis, até mesmo de frente para o mar.

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BANDEIRA

LIVRE

Nas galés o visitante tem acesso a uma visão paradisíaca, com a exposição de enormes extensões de corais

As inacreditáveis Galés

Diversidade de roteiros

Além de todos esses atrativos, capazes de conquistar turistas de todas as partes do mundo, a cidade de Maragogi conta ainda com uma atração de beleza indescritível: são as Galés! Enormes piscinas naturais de águas translúcidas, repletas de peixes, localizadas a seis quilômetros da costa e acessíveis por catamarãs e lanchas que partem da praia central.

Apesar de fantásticos, os aquários das Galés não são as únicas atrações de Maragogi. A região oferece diversas outras encantadoras alternativas de roteiros. Quem chega para ficar por alguns dias, não pode deixar de visitar as praias de Burgalhau, Barra Grande e Ponta do Mangue, com suas águas azul-esverdeadas, sempre protegidas por coqueirais e com suas pequenas vilas de pescadores.

Esses belíssimos aquários, cujo nome teve como origem o grande número de barcos que naufragaram na região, representam um variado ecossistema formado por peixes, crustáceos, moluscos e corais das mais variadas espécies.

Localizada a 10 km de distância, a vila de Japaratinga também é certeza de um passeio imperdível. Com um litoral mais recortado, oferece um quadro perfeito, com uma bela paisagem formada por coqueirais, recifes e águas claras que também formam piscinas.

O paraíso ao alcance dos olhos Durante a visita é melhor que o turista procure chegar cedo e - se der sorte - em um dia de maré baixa, desse modo poderá ter acesso a uma visão paradisíaca, com a exposição de enormes extensões de recifes de corais. Além disso, poderá caminhar pela água transparente na altura dos joelhos e participar de uma partida de futebol disputada nos bancos de areia. Na maré alta as dificuldades são um pouco maiores e o visitante deverá cercar-se de cuidados na hora de se deslocar entre os corais, sob o risco de prejudicá-los. Contudo, em ambos os casos, o mergulho com snorkel ou mesmo cilindro é sempre possível – importante sempre estar acompanhado por guias experientes - em águas que chegam a ter até cinco metros de profundidade. Então o paraíso estará ao alcance dos olhos: recifes de corais intocados, peixes multicoloridos por entre as grutas, anêmonas do mar e diversos tipos de algas.

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Outras pequenas cidades da região como Barra de Santo Antônio e São Miguel dos Milagres possuem roteiros que incluem travessia de rio, visitas às ilhas e passeios em meio a prédios e construções históricas. No hotel-fazenda - Fazenda Marrecas os visitantes podem ficar em quartos que foram construídos onde antigamente era uma senzala.

Espírito de aventura Passear de bugue e explorar as muitas praias da região é outra atração imperdível em Maragogi. São 26 km de orla marítima, com sete praias ao norte e sete praias ao sul. Além de possibilitar uma vista única, o passeio de bugue permite paradas em bancos de areia e pequenas piscinas naturais. O percurso é 90% pelas praias, sendo que na maré baixa com o mar recuado em quase oitocentos metros pode-se ir muito próximo aos arrecifes de corais. A cidade ainda conserva características de uma vila de pescadores, e é assim que vive até hoje boa


Associação do Trade Turístico de Maragogi e Japaratinga

Gastronomia Frutos do mar Em toda a Costa dos Corais os frutos do mar são os ingredientes base dos mais diferentes pratos. Nos bares e restaurantes são várias as opções, desde robustas lagostas e camarões, às muitas espécies de peixes e moluscos, preparados e servidos das mais variadas formas. Bolo de Goma O tradicional Bolo de Goma é uma especialidade que se destaca na culinária de Maragogi. Preparada por famílias inteiras, a iguaria já é enviada para vários pontos do país e mesmo para o exterior. Feito de maizena, manteiga, leite de coco, ovos, sal e açúcar, é uma tradição herdada dos invasores holandeses. Bolachas de Maragogi Outra delícia que os visitantes podem saborear na região são as famosas bolachas de Maragogi - doces e salgadas. Fabricadas segundo receitas originais, lembram biscoitos amanteigados.

LIVRE

Associação do Trade Turístico de Maragogi e Japaratinga

parte da comunidade local. Na feira comunitária realizada aos sábados, os agricultores expõem seus produtos para vender aos moradores da vila. A forma pitoresca de como a feira é organizada e o desenrolar das negociações entre os feirantes e os clientes mostra uma típica feira de rua do nordeste brasileiro.

BANDEIRA

Quando ir A melhor época para visitar a região é durante o verão. Entre os meses de novembro e janeiro, o sol fica mais forte e o mar translúcido, ideal para mergulhar nas piscinas. Outubro é o melhor mês para a prática de esportes aquáticos que dependem de ondas, como surfe, windsurfe e kitesurfe. Entre abril e julho, a visita pode ficar comprometida por conta das chuvas constantes que caem na região e podem atrapalhar os passeios e a visita às Galés.

Apesar de fantásticas, as piscinas naturais não são as únicas atrações de Maragogi. As praias de Burgalhau, Barra Grande, Ponta do Mangue e Vila de Japaratinga são outras encantadoras alternativas de roteiros.

Como chegar De avião: Por Maceió ou Recife. Ambas capitais têm aeroportos e ficam a 125 km de Maragogi. Pode-se contratar um transfer em algum receptivo local do aeroporto para Maragogi, táxi ou alugar um carro.

Mais informações www.maragogionline.com.br www.maragogi.org.br www.maragogi.tur.br

De carro: Vindo de Maceió, acesso pela AL-101 Norte. Vindo de Recife, acesso pela BR-101 Sul (até Cabo) e PE-060. De ônibus: A empresa Real Alagoas (080061-0300) faz a linha Maceió x Recife, com parada em Maragogi Para circular: A melhor maneira de circular por Maragogi e pelas praias ao redor é de carro. Quem não está motorizado tem como opções o aluguel de bugue ou a contratação dos serviços das empresas de passeios.

Março | REVISTA TÁXI CULTURA

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Marテァo | REVISTA Tテ々I CULTURA

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SÃO PAULO

UM MUNDO TODO

Por Fernanda Grandino

Lanche também pode ser nobre Em diversas casas o paulistano pode desfrutar de verdadeiras maravilhas para quem aprecia um bom sanduíche

O

hábito de cortar pão e colocar dentro dele guarnições como queijo, carnes e verduras teve inicio na Inglaterra durante o século

XVII, graças ao lorde do almirantado Fourth Earl of Sandwich ou simplesmente - John Montagu.

ano de 1933 dentro do Marcado Municipal de São Paulo, iniciou suas atividades oferecendo sanduiches de copa e salame. Atualmente, administrado por Marco Antonio Loureiro, 53 anos, neto do fundador Jeremias

deixar as partidas pelo meio para poder alimentar-se,

Cardoso Loureiro, a casa é conhecida pelo país inteiro,

pedia aos criados que lhe preparassem algo de rápida

pelo seu fantástico sanduíche de mortadela.

ceu o sanduíche, que tem esse nome em homenagem ao seu nobre idealizador.

O prazer com uma certa urgência Esse é o principal segredo da popularidade do sanduiche: é rápido, fácil, versátil e pode substituir refeições tradicionais, sem deixar nada a desejar a quem quer que o consuma: não há alguém que não aprecie um belo lanche num momento de pressa ou simplesmente preguiça de preparar algo mais sofisticado. Em São Paulo, onde o ritmo frenético da cidade muitas vezes reduz o horário do almoço a uma breve pausa no expediente que, no geral, deve ser dividida em outras atividades, uma ótima pedida é encontrar uma lanchonete ou restaurante de confiança e saborear um sanduba com tranquilidade. Fiel ao título de Capital Mundial da Gastronomia, São Paulo - como não poderia deixar de ser possui alguns lanches que já fazem parte da história da cidade. REVISTA TÁXI CULTURA|Março

Negócio de família, o Bar do Mané, inaugurado no

Apaixonado pelo jogo de cartas, por não querer

execução e de degustação prática. Desse modo nas-

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O Bar do Mané e o lanche de mortadela

Contudo, o sucesso do lanche deve ser creditado ao senhor Manuel Loureiro – o Seu Mané - pai de Marco Antônio, que, nos anos 60, criou um lanche de mortadela diferenciado, com muito mais recheio, e rapidamente assumiu a liderança do cardápio. Tradicional, o sanduíche tem um preparo bastante simples: fatiar a mortadela fresquinha a olho e levar direto para o pão, para que não perca suas propriedades e sabor. Isso confere ao lanche toda sua atmosfera de artesanato. O cliente pode também optar por outros acompanhamentos como queijo e salada.

Bauru do Ponto Chic Outro ilustre sanduíche da cidade de São Paulo é o Bauru do Ponto Chic. Fundado por Odílio Ceccini em 1922, ano agitado na história da cidade, o Ponto Chic foi idealizado para servir de chopperia, onde amigos pudessem beber e conversar sem aborrecimentos. Por solicitação dos próprios clientes, a casa passou a servir uma variedade grande de sanduíches, mas nenhum se comprara ao Bauru.


SÃO PAULO

UM MUNDO TODO

O tradicional de mortadela do Bar do Mané

O América oferece alguns dos melhores burgers da cidade O principal sanduiche da casa foi criado pelo radialista Casemiro Pinto Neto, um freguês vindo da cidade de Bauru, no interior de São Paulo. Um dia, após ler um livreto sobre os nutrientes necessários para realizar uma alimentação balanceada, Casemiro pediu ao chapeiro que cortasse um pão, colocasse algumas fatias de rosbife, queijo derretido e tomate. O sucesso foi imediato. Pouco tempo depois um amigo provou o lanche e pediu ao chapeiro “Vê um igual ao do Bauru”. Com o passar do tempo o lanche ganhou o mesmo apelido do seu criador. Hoje o lanche servido no Ponto Chic é composto por 100g de queijo (proporções iguais de estepe, golda ou suíço e prato) derretidos em banho-maria, 70 gramas de rosbife, tomates e pepinos em conserva, dentro de um pão francês.

A nobreza do América Em sintonia com espírito cosmopolita de São Paulo, a Rede de Restaurantes América, desde a abertura de sua

O famoso bauru do Ponto Chic

primeira casa, em 1985, na avenida Nove de Julho – hoje são 14 lojas - faz um enorme sucesso, graças à qualidade de seus tradicionais burgers, considerados um dos melhores da cidade. Clássicos como o Great America e o Hot America estão no cardápio desde então. Mas nestes quase 26 anos muitos sabores passaram pela casa. Para deixar o seu cardápio exatamente ao gosto dos clientes, a rede anualmente realiza Festivais de Gastronomia, onde os próprios clientes participam, enviando as mais variadas receitas para o preparo de lanches e refeições. Algumas fazem tanto sucesso que entram definitivamente no cardápio. Um exemplo de sucesso é o Pub’s Burguer. Criado originalmente para participar de um dos festivais, atualmente é um dos lanches mais vendidos na rede e já entrou para o rol de clássicos do América. Inspirado nos pubs ingleses, o lanche leva cerveja em seu preparo, que entra para caramelizar as cebolas, conferindo um sabor todo especial.

Onde comer: Bar do Mané - Rua da Cantareira, 306 Parque Dom Pedro II - Rua E – Box 14 - (11) 3228 2141 www.bardomane.com.br

Ponto Chic - Largo do Paissandu, 27 Centro - São Paulo - SP - (11) 3222-6528 www.pontochic.com.br

America - Av. Nove de Julho, 5363 Jardins - SP - (11) 3708-3620 www.americaburger.com.br

Março | REVISTA TÁXI CULTURA

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QUALIDADE

DE VIDA

Por Fernanda Monteforte

Sob a ótica da emoção

Coloque um olhar atento nas suas emoções e descubra como conquistar importantes espaços de liberdade no seu dia a dia Fernanda Monteforte é consultora de qualidade de vida e ministra aulas do Método DeRose. fernanda.monteforte@metododerose.org

A arte da consciência

aprenda a desafiar os seus valores

A realização depende tanto da racionalidade quanto das emoções Administrar as relações interpessoais, saber trabalhar em grupo, ter capacidade de ouvir e de se colocar na posição de outros, são posturas fundamentais em uma sociedade cada dia mais interativa e ligada em rede.

S

ob a ótica da emoção a vida se torna mais bela. A literatura, a música, a pintura, o cinema e todas as manifestações artísticas encontram eco nas aspirações naturais e profundas do ser humano que, ao se aventurar no universo do sentir, ganha um afago n’alma. É o tempero, o aroma, o colorido da existência. Um sentimento bem conduzido pode impulsionar mudanças substanciais e se tornar uma grandiosa força para alavancar o desenvolvimento pessoal, desencadeando mais plenitude e sucesso, seja ele proveniente de um momento de prazer ou de dor.

Entretanto, para evoluir utilizando o termômetro da emoção, é muito importante não se confundir com ela. O autoestudo constante é essencial para percebermos que não somos aquilo que sentimos, mas que podemos selecionar e educar os sentimentos a fim de galgar a vitória.

Um potente meio para testar e fortalecer seu gerenciamento emocional é evitar confrontos e aprimorar-se em todos os relacionamentos interpessoais. Essa forma de conduta é digna das pessoas mais lúcidas, que topam assumir como desafio pessoal a proposta de vivenciar bons relacionamentos. REVISTA TÁXI CULTURA|Março

Valorize a integridade e a verdade, conquistar a confiança de sua própria mente é essencial à lucidez;

1)

2)

O amor, o orgulho, a agressividade, admiração, a ambição, a alegria, a raiva ou até mesmo a tristeza, entre outros sentimentos, podem constituir a primeira pedra de uma grande avalanche interna, onde a evolução provém da quebra de paradigmas. É da esfera dos sentimentos que surge o “momento mágico”, a coragem para assumir riscos e mudar.

Sem esse grau de lucidez, as emoções se tornam poderosas amarras que eclipsam o discernimento e atrasam o processo de desenvolvimento interno fazendo-nos repetir, repetir e repetir um mesmo comportamento.

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Algumas dicas para sublimar o emocional:

Tudo passa. Desfrute de uma emoção, boa ou ruim, sem se deixar iludir, cegar ou abalar por ela; Não reaja com crueza aos

3) sentimentos. Pare, respire,

pense, elabore antes de agir. Só assim conseguirá se libertar dos grilhões dos condicionamentos;

4)

Alimente seu emocional e intelecto com boa cultura, arte e beleza;

5)

Evite o confronto. Preserve com todas as suas forças os bons relacionamentos, com todas as pessoas, em todas as situações;

Prefira falar de ideias e não de pessoas;

6)

Se o coração palpitar e tiver aquela certeza interna, confie;

7)

Sensibilidade e força não são conceitos antagônicos. Seja forte, mas sem perder a ternura.

8)


AGENDA Maio Cinemas Museus

Censura Livre

Exposições

Centros Culturais

Dança

Público Alternativo Galerias Teatros Clássico Espectadores

Fotografia Infantil

Musicais

Internacional

Adulto

Putz Grill - 19 de março

Oficina: A cultura da cerveja - 25 de março

Iron Maiden - 26 de março

Festival de música conta com a presença de Shakira, banda norte-americana Train, Ziggy Marley, Fatboy Slim e da banda brasileira Chimarruts. A produção de alta qualidade técnica garantirá o mega palco, equipamentos super modernos e conforto para o público, que encontrará espaços VIPs, praça de alimentação e bares. Os ingressos vão de R$80,00 a R$500,00 dependendo do setor. Estádio do Morumbi – Dia 19 de março |Abertura dos portões: 15h00 | Horário do Show: 17h00 | Ingressos: www.livepass.com.br

Oficina ministrada por Pedro Alves Cardoso, professor do SENAC, trás apresentação da origem das cervejas e de seus estilos especiais, seguida de degustação orientada. É preciso se inscrever previamente no local a partir das 18h30 (28 vagas).

A banda visita novamente o Brasil, dessa vez graças a The Final Frontier World Tour 2011, turnê de divulgação de seu 15º álbum que passa por 6 cidades brasileiras. A banda Cavalera Conspiracy fará a abertura do show cujos ingressos variam de R$100,00 a R$350,00.

Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 | Fone 3397-4002 | Sala Zero.

Estádio do Morumbi – Dia 26 de março | Abertura dos portões: 15h00 | Horário do Show: 21h30 | Ingressos: www.livepass.com.br


AGENDA MARÇO

Negative Experience - 2 de março a 1 de maio O Negative Experience é um projeto experimental do fotógrafo Davilym Dourado em que os negativos são expostos a reagentes químicos, o que promove o rompimento da película do filme e a formação de novas imagens. Na mostra são expostas etapas do processo que foram fotografadas pelo artista e alguns dos resultados das “misturas” impressos digitalmente em papel de algodão. Visitação: de 02 de março a 1º de maio de 2011 | Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h |Local: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) - Galeria Florisbela – Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo (SP) | Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400 | Acesso para pessoas com necessidades especiais | Entrada: franca | Recomendação etária: livre

Pequeno Cidadão - 11, 12 e 13 de março

Paula Rego - a partir de 19 de março

Trupe Chá de Boldo - 24 de março

A banda formada por Arnaldo Antunes, Edgar Scandurra, Taciana Barros e Antonio Pinto aborda, nas 14 músicas que compõem seu álbum, temas do imaginário infantil como a satisfação do “futezinho na escola” e a hora de dizer “tchau chupeta”

Uma retrospectiva do trabalho de Paula Rego, importante artista contemporânea portuguesa, chega ao Brasil através de cerca de 110 obras suas que serão expostas na Pinacoteca do Estado de São Paulo a partir do dia 19 de março.Pinacoteca do Estado | Praça da Luz, 2 São Paulo, SP | Fone: 3324-1000

Com influências musicais muito diversificadas como Sidney Magal, Roberto Carlos, Caetano Veloso, Novos Baianos e Tom Zé, a Trupe Chá de Boldo divulga seu álbum “Bárbaro”. Quinta, às 21h30 | Censura 18 anos | R$16,00 inteira | R$8,00 usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante | R$4,00 trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes

Ingressos à venda pelo sistema INGRESSOSESC a partir do dia 01/03. | Dias 11/03, 12/03, 13/03 Sexta, às 20h, sábado e domingo, às 18h. Sesc Vila Mariana | R$24,00 inteira/ R$12,00 usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante/ R$6,00 trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes.

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REVISTA TÁXI CULTURA|Março

“Shakira e Iron Maiden são as principais atrações internacionais da cidade no mês de março.”


AGENDA

março

EVENTOS ...

Islã: Arte e Civilização - 18 de janeiro a 27 de março Com mais de 300 obras vindas de acervos como os do Museu Nacional de Damasco e Museu Nacional do Irã, 1400 anos da história do Islã é contada nessa mostra no Centro Cultural Banco do Brasil. Horário: Terça a domingo | 10h às 20h | Locais: Subsolo, térreo, 1º, 2º e 3º andares | Rua Álvares Penteado, 112 - Centro | Recepção/Informações: Terça a domingo, das 10h às 20h | Telefones: (11) 3113-3651/52 | Classificação: Livre | Entrada Franca Antes da Coisa Toda Começar - 17 de fevereiro a 3 de abril A nova produção da Armazém Companhia de Teatro apresenta texto inédito de Maurício Arruda Mendonça e Paulo de Moraes. É uma celebração do teatro como caleidoscópio das ações humanas sob a luz da proximidade da morte. Direção de Paulo de Moraes.

“Para comemorar a Semana da Francofonia, será exibido no Centro Cultural São Paulo, em parceria com o Consulado da França, um ciclo de cinema com recentes sucessos da cinematografia francesa.”

A banda formada por Arnaldo Antunes, Edgar Scandurra, Taciana Barros e Antonio Pinto aborda temas do imaginário infantil

Horários: Quarta a sábado, às 19h30 e Domingo, às 18h | Local: Teatro Rua Álvares Penteado, 112 - Centro | Ingressos: R$ 15 e R$ 7 (meia-entrada) Bilheteria/Informações: Terça a domingo, das 10h às 20h | Telefones: (11) 3113-3651/52 | Classificação indicativa: a partir de 16 anos | Consulte a bilheteria sobre a disponibidade de ingressos. Ocupação Haroldo de Campos H Láxia - 17 de fevereiro a 10 de abril Com o intuito de favorecer o diálogo entre novos artistas e aqueles que os inspiraram, o projeto “Ocupação” chega a sua nona edição homenageando o poeta Haroldo de Campos contando com instalações no espaço da Casa das Rosas e da sede do Itaú Cultural além de uma série de debates e leituras. Entrada franca. | Espetáculos, palestras, mesas-redondas e debates complementam a mostra.|ITAÚ CULTURAL | Terça a sexta, das 9h às 20h | Sábado, domingo e feriado, das 11h às 20h. | Av. Paulista, 149 | Fone: (11) 2168-1777 | www.itaucultural.org.br | CASA DAS ROSAS | Terça a sábado, das 10h às 22h. | Domingo e feriado, das 10 às 18h. | Av. Paulista, 37 | Fone: (11) 3285-6986 | www.casadasrosas-sp.org.br

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RADICAL 80 - 1 a 16 de março Seleção de filmes que retratam o radicalismo muito presente nas produções dessa década conturbada, de afirmação do cinema estadunidense. Em todos os dias da programação serão exibidos três filmes que abalaram os padrões referentes aos temas e a estética na produção cinematográfica, como “Sexo, mentiras e videotape” (EUA, 1989) e “O homem que virou suco” (Brasil, 1980). Todos os filmes terão legendas eletrônicas em português. Idade recomendada: 16 anos

Centro Cultural São Paulo | Rua Vergueiro, 1000 | Fone: 3397-4002 www.centrocultural.sp.gov.br

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Oficina: A arte da degustação de vinhos - 11 de março Oficina ministrada por Pedro Alves Cardoso, professor do SENAC, trás apresentação de conhecimentos básicos de vinhos do Velho e do Novo Mundo, seguida de técnicas de degustação e serviço. É preciso se inscrever previamente no local a partir das 18h30 (28 vagas) Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 (3397-4002) – Sala Zero. Banda Paralela - 11 e 18 de março Com muita irreverência e versatilidade os músicos da Banda Paralela, composta por cinco instrumentos de sopro e duas percussões, misturam elementos antagônicos como o antigo e o contemporâneo, comportado e divertido, para resgatar a tradição de bandas brasileiras. Dia 11 - 12h30 - Show ao meio-dia (aberto ao público) | Dia 18 - 19h - Show (aberto ao público) | Sextas - Sala Adoniran Barbosa centro Cultural São Paulo Março | REVISTA TÁXI CULTURA

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AGENDA

março Pedro Palerma e outras histórias - 12 de março a 1 de maio

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O espetáculo “Pedro Palerma e Outras Histórias” realizado pelo grupo Meninas do Conto, que comemora 15 anos, visita os Irmãos Grimm, Luis da Câmara Cascudo, Charles Perrault e Hans Christian Andersen e conta suas histórias aproveitando seus desdobramentos a partir do uso de artifícios de cena como música, adereços e interação com o público. Direção: Simone Grande /Duração: 50 minutos | Recomendado para crianças a partir de 4 anos | Temporada: de 12 de março a 1 de maio – sábados e domingos – 16h | Local: Teatro Alfa – Sala B – Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Sto. Amaro (Tel. 5693.4000) Site: www.teatroalfa.com.br | Preço: Crianças até 12 anos: R$12,00 - Adultos: R$ 24,00 | Estacionamento: Valet: R$12,00 e Self: R$8,00

Projeto ideal - 12 de março a 25 de maio

Reunindo trabalhos de 11 artistas de diversos países, a exposição “Projeto Ideal” chega ao Centro Cultural São Paulo. A proposta se organiza em torno de vários pontos de vista acerca do conceito de “ideal”. Centro Cultural São Paulo | Rua Vergueiro, 1000 (3397-4002). Piso Flávio de Carvalho.

Cabaré Zona de Riso - 13, 20 e 27 de março

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Baseando-se nos cabarés parisienses originais da década de 1880, em que artistas utilizavam o espaço como laboratório para testar novas intervenções artísticas, o Cabaré Zona de Riso do Centro Cultural São Paulo trás uma seleção variada de números marcados pelo humor. Direção: Marcelo Castro e William Amaral /Duração: 60 minutos | Classificação: 12 anos|Dias 13, 20 e 27 - domingos, às 20h | Local: Centro Cultural São Paulo Rua Vergueiro, 1000 - Espaço Cênico Ademar Guerra (lotação: 100 lugares). | Fone: 3397-4002

Semana da Francofonia: Ciclo de cinema contemporâneo francês 17 a 31 de março

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Para comemorar a Semana da Francofonia, será exibido no Centro cultural São Paulo, em parceria com o Consulado da França, um ciclo de cinema cultural com recentes sucessos da cinematografia francesa. Serão exibidos três filmes por dia, todos com legenda em português, entre eles “Medos privados em lugares públicos” (2006), “O fabuloso destino de Amélie Poulain” ( 2001) e “As Bicicletas de Belleville” (2003). Não recomendado para menores de 14 anos.

Super Night Shot com os Recrutas do Gob Squad - 17 a 27 de março

O grupo brasileiro Recrutas do Gob Squad busca viver os sonhos de pessoas anônimas que povoam a cidade, transportando-as para o mundo do cinema e utilizam a cidade como palco e set de filmagens. Capturam cenas do cotidiano e transformam em performance que é exibida uma hora depois da filmagem, sem qualquer corte ou edição, para o público no Grande Salão da Caixa Cultural São Paulo (Sé).

De quintas e sextas-feiras às 19h e sábados e domingos às 17h. | CAIXA Cultural São Paulo - Praça da Sé, 111 – Grande Salão. | Fone: 3321-4400

Pés Descalços - 19 de março a 8 de maio

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A história do encontro de um menino e uma menina numa caixa de areia de um parquinho é contada através desse espetáculo de teatro de animação. Voltada para o público infantil, aborda principalmente o tema das diferenças entre as pessoas. Recomendado para crianças a partir de 4 anos.

Sábados e domingos – 17h30 | Local: Teatro Alfa – Sala B – Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Sto. Amaro | Tel. 5693.4000 | Duração: 50 minutos | Preço: Crianças até 12 anos: R$12,00 - Adultos: R$ 24,00 Povos Indígenas no Brasil - 19 de março a 15 de maio

Das quase 225 culturas indígenas presentes no Brasil, 34 ilustram a mostra “Povos Indígenas do Brasil” com documentários e palestras, além de fotos de Rosa Gauditano.

Horário: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h. | Local: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) - Galeria Humberto Betetto- Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/ SP | Informações: (11) 3321-4400 | Classificação etária: livre| Entrada franca| Acesso para portadores de necessidades especiais

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REVISTA TÁXI CULTURA|Março

Das quase 225 culturas indígenas presentes no Brasil, 34 ilustram a mostra “Povos Indígenas do Brasil” com documentários e palestras, além de fotos de Rosa Gauditano.

Mais de 300 obras, de acervos como os do Museu Nacional de Damasco e Museu Nacional do Irã, contam 1400 anos da história do Islã no mundo


Marテァo | REVISTA Tテ々I CULTURA

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CAPA

Por Waldir Martins

Cultura

por vocação Andrea Matarazzo fala dos desafios da cultura e a importância de levar espetáculos e shows de qualidade para toda população. O Secretário destaca ainda a nova Virada Cultural Paulista e o projeto das Fábricas de Cultura

D

epois de percorrer as mais diferentes áreas da vida pública, passando por cargos como o de presidente da Cesp – Companhia Energética de São Paulo, Ministro das Comunicações do Governo Fernando Henrique e ainda Embaixador do Brasil na Itália, entre muitos outros, Andrea Matarazzo desenvolveu uma visão bastante ampla do Brasil e dos brasileiros. Ao assumir a Secretaria de Estado da

Cultura de São Paulo passou a coordenar uma série de ações que pretendem levar arte e cultura para todo interior do Estado e também implementar programas de excelência em comunidades da periferia da Capital. Em uma conversa aberta, franca e informal, Matarazzo contou para a Táxi Cultura um pouco sobre a sua trajetória e as propostas que tem à frente da Secretaria.


CAPA

Táxi Cultura: O Senhor é dono de uma trajetória bastante rica e diversificada, já tendo assumido diferentes cargos de diferentes áreas da administração pública. De onde vem essa vocação?

Andrea Matarazzo: O que determinou minha vocação para o setor público foi o convívio com o Cicílio Matarazzo. Um grande industrial, mas, ao mesmo tempo, com uma vocação para atender ao segmento público. Foi ele quem criou e financiou a Bienal de São Paulo, o Teatro Brasileiro de Comédia, o Museu de Arte Moderna, o Museu de Arte Contemporânea, entre outras iniciativas. Havia uma coisa que ele dizia e que me marcou muito: a pessoa só entra para história se fizer algo que esteja acima dos seus interesses.

Táxi Cultura: E qual a motivação hoje à frente da Secretaria de Estado da Cultura?

Andrea Matarazzo: O fato de ter passado por todas essas áreas proporciona um grande conhecimento. Além da formação familiar que tive, com oportunidades de viajar e conhecer muitas pessoas, os cargos que assumi no setor público me fizeram aprender muito sobre as adversidades e a diversidade do Brasil. Principalmente quando passei para a Secretaria de Subprefeituras, em que pude conhecer muito mais a cidade de São Paulo. Uma cidade como São Paulo é muito bem suprida em relação à cultura. Equivalente aos grandes centros do mundo: Londres, Paris, Nova Iorque. O problema é que aqui tudo é muito con-

centrado ao público A. E a intenção do Estado é ampliar a diversidade desse público. Primeiro é interiorizar a cultura, levá-la a todo Estado de São Paulo; esse é um ponto importante. Segundo, poder oferecer às pessoas que não têm acesso à cultura, às camadas menos favorecidas, esse mesmo tipo de programação. Uma das principais ações nesse sentido é a implementação das Fábricas de Cultura na periferia de São Paulo. São nove equipamentos de muita qualidade que estarão funcionando já a partir do meio do ano. Cada unidade terá oficinas culturais, exposições, cursos, e uma série de outras atividades.

Táxi Cultura: A essas ações não se soma a necessidade de formar novos públicos?

Andrea Matarazzo: As Viradas Culturais sempre recebem um número incrível de participantes. Nas oficinas culturais, todas as vagas são preenchidas. No projeto Guri, todas as vagas estão sempre lotadas. Hoje a sociedade já demanda cultura de uma forma muito intensa. Criar plateias é algo importante. Existe, por exemplo, um subsídio forte para aumentar o público de cinema e teatro. Oferecemos ingressos de teatro com preço popular para 12 espetáculos. No ano passado distribuímos 2,5 milhões de ingressos de cinema para alunos, policiais militares e civis, exatamente com o objetivo de criar platéias. O circuito cultural que fazemos por 70 cidades do Estado, onde, todo

Cultura e Educação O desafio de formar cidadãos

A cultura com o mesmo valor que a educação. “Uma coisa muito importante são as bibliotecas. Nós fizemos a biblioteca de São Paulo, no Parque da Juventude, onde era o Carandiru, com uma mudança de conceito na leitura”.

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CAPA

As Fábricas de Cultura vão transformar as regiões mais carentes da cidade.

mês, na mesma data, é apresentada uma atenção diferente. Mesma coisa com a Viagem Literária; todo mês um autor vai discutir sua obra com a população. Isso vai criando plateias e vai criando frequência. Levar o conhecimento com frequência termina por criar o interesse.

Táxi Cultura: Desse modo, a cultura tem na formação das pessoas a mesma importância do que a educação?

Andrea Matarazzo: Vejo a cultura como um componente na vida das pessoas, com o mesmo valor que a educação. Ela amplia o horizonte de acesso ao mundo.

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REVISTA TÁXI CULTURA|Março

A falta de cultura limita as pessoas. Nesse contexto, uma coisa muito importante são as bibliotecas. Nós fizemos a biblioteca de São Paulo, no Parque da Juventude, onde era o Carandiru, com uma mudança de conceito na leitura. Ela recebe 35 mil visitantes por mês. Mesmo público que recebe o Museu do Futebol, o Espaço Catavento Cultural, por exemplo. Porque ela foi concebida dentro desse novo conceito. Não apenas um local que sirva como armazém de livros. Mas um lugar moderno, confortável que crie um interesse na família toda. Tem jornais, revistas semanais, revistas em quadrinhos, livros, equipamentos multimídia, filmes nacionais, blockbusters norte americanos e até os grandes clássicos.


CAPA

atende hoje cerca de 50 mil crianças; formação musical, aí temos o Conservatório de Tatuí, a Escola Tom Jobim e o Festival de Campos do Jordão, e a profissionalização e difusão, com a Orquestra Jovem, a Jazz Sinfônica, a Orquestra do Teatro São Pedro, a Banda Sinfônica do Estado e, finalmente, a Osesp- Orquestra Sinfônica do Estado, que é hoje uma das 80 maiores do mundo.

Táxi Cultura: Além do projeto de distribuição de ingressos, o cinema conta com algum incentivo especial por parte da Secretaria?

Andrea Matarazzo: O Estado de São Paulo tem cerca de 650 municípios e somente 125 têm cinema. Para suprir essa carência desenvolvemos um programa que se chama Cinema na Cidade. O prefeito manda um projeto de um pequeno cinema e nós doamos o equipamento e uma caixa de filmes todos os meses. Já fizemos mais de 50 até agora e pretendemos fazer mais.

Táxi Cultura: Recebendo mais de 11 milhões de turistas por ano, existe na cidade de São Paulo um diálogo entre a Cultura e o Turismo? O público não é dirigido a nada, ele que escolhe o que quer ver e o resultado é um grande sucesso. A Biblioteca fica aberta aos fins de semana. Um coisa, aliás, que precisa mudar: a biblioteca não pode funcionar como uma repartição pública. Não pode fechar nos finais de semana e nem na hora do almoço. Agora estamos fazendo uma segunda biblioteca onde era a FEBEM do Tatuapé. Isso é outra coisa interessante, construímos a primeira onde era o Carandiru e agora a segunda no Tatuapé. Outra ação grande que temos é em relação à música. O Estado investe cerca de R$ 170 milhões em música. Entre iniciação, onde o projeto Guri

Andrea Matarazzo: Sem dúvida que sim. Hoje o turismo cultural em SP é um dos grandes pontos fortes de fluxo de pessoas na cidade. Nos museus, cerca de 30% dos visitantes são de fora do Estado. Inclusive de fora do País. O turismo cultural é um dos fortes vetores da atividade turística em São Paulo.

Táxi Cultura: Depois da crise financeira mundial houve uma redução do volume de investimentos nos programas de fomento à cultura, como o PROAC – Pro-

grama de Ação Cultural. Essa demanda já voltou ao normal?

Andrea Matarazzo: Já nos recuperamos, mas a demanda é muito maior do que a disponibilidade de recursos e sempre será. A qualidade da demanda é boa. São Paulo tem isso; você conta com uma quantidade imensa de agentes culturais, e a qualidade é muito boa também. Temos oferecido cursos de capacitação nas regiões mais distantes.

Táxi Cultura: O taxista é um ator fundamental dentro do cotidiano da cidade. Existe alguma ação direcionada no sentido de potencializar o seu papel como agente divulgador da Cultura?

Andrea Matarazzo: O taxista, de quem sou fã, pois uso muito táxi, é um elemento fundamental na divulgação de todas as atividades que se realizam na cidade, em especial em relação ao turismo. Ele deve ser um grande divulgador de tudo o que acontece na cidade. Queremos trabalhar nisso.

Táxi Cultura: Se hoje fosse o dia do seu desligamento da Secretaria de Estado da Cultura, quais metas gostaria de ter atingido?

Andrea Matarazzo: O projeto mais importante no momento são as Fábricas de Cultura. Elas vão transformar as regiões mais carentes da cidade. Cada unidade terá a capacidade para atender cerca de 5 mil crianças. Outras realizações seriam a conclusão da instalação do Museu de Arte Contemporânea no Ibirapuera; criação de diversas unidades da Pinacoteca do Estado em algumas cidades do interior e, principalmente, ter a cultura incorporada nas pessoas como um elemento transformador.

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MORAR

BEM

Por Solonge Tinelli

Construir e reformar

A arte de aliar conforto, beleza e sustentabilidade

R Solange Tinelli é designer de interiores e desenvolve projetos focados em sustentabilidade tinelli.desing@hotmail.com.br

ealizar uma obra dentro do prazo estipulado, com orçamento justo e ainda conseguir um resultado que agrade aos seus sentidos é um desafio que exige muitos cuidados. Questões como a criação e desenvolvimento de um projeto, escolha de materiais, funcionalidade e muitas outras podem tornar a sua vida um caos e comprometer a realização e até a viabilidade do seu sonho por uma casa linda e perfeita. Além disso, supervisionar o dia a dia de uma obra e o trabalho de profissionais de construção e acabamento nem sempre é a coisa mais simples do mundo. Uma alternativa para garantir um resultado dentro daquilo que você planejou pode ser a contratação de um arquiteto ou um designer de interiores. Eles são os profissionais habilitados para planejar ambientes de acordo com as expectativas e estilo de cada cliente, considerando critérios técnicos e artísticos, seja um projeto residencial ou comercial.

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Identificar cada detalhe Além das condições estruturais do local, para elaborar um projeto é preciso que o profissional possa estudar os hábitos e tendências das pessoas que utilizarão o espaço, bem como seu estilo, preferência de cores, materiais e outros detalhes que serão definidos em conversas entre o cliente e o profissional. Cada projeto possui uma especificidade própria que sempre deve ser considerada. Um espaço comercial como restaurante, café, loja, consultório e outros, deve impressionar positivamente seus clientes e parceiros, através de harmonia de cores, iluminação agradável, bom espaço de circulação e mobiliário com ergonomia adequada. O designer de interiores deve sempre ter uma leitura atenta das necessidades do seu cliente, para que possa contribuir ativamente para alcançar os melhores resultados. Isso também implica saber dizer não para propostas que não atendem adequadamente o conjunto do projeto


MORAR

BEM

A busca do projeto perfeito e ecologicamente correto

Para chegar à casa dos seus sonhos é preciso planejar cada ambiente

Questões como a criação e desenvolvimento de um projeto, escolha de materiais, funcionalidade e muitas outras podem tornar a sua vida um caos e comprometer a realização e até a viabilidade do seu sonho

Decoradores e arquitetos buscam sempre alcançar um equilíbrio de beleza, elegância e funcionalidade, com propostas que podem atender a um estilo mais clássico, moderno ou contemporâneo. Atualmente, além dessa busca por soluções práticas e confortáveis, a necessidade de um maior equilíbrio ambiental tem se imposto como um novo vetor a ser considerado na elaboração de um projeto ecologicamente correto.

Nesse contexto, além de apresentar um projeto de construção ou reforma, o designer contribui para inserir o seu cliente nesse novo paradigma de sustentabilidade, apresentando uma proposta de decoração sustentável e, além disso, participando da escolha correta de materiais alternativos, opção de móveis e produtos que proporcionem bem estar, além de benefícios ao meio ambiente.

Um mercado crescente Cada vez mais acessíveis aos consumidores, os materiais que apostam na sustentabilidade contam com uma crescente variedade de opções. Podemos contar

com bambu, ladrilhos hidráulicos que não são queimados, tintas com base de água, pastilhas de coco e outra fibras, telhas ecológicas feitas à base de fibra vegetal, torneiras com temporizador, válvulas inteligentes com dois tipos de acionamento para os vasos sanitários e ainda madeiras de origem legal. Outras alternativas de sustentabilidade podem ser encontradas em materiais de demolição, pisos desenvolvidos à base de pneus, lâmpadas econômicas, iluminação natural e mais uma infinidade de itens que contribuem de forma muito objetiva na preservação da natureza, sem perder nada no que diz respeito à qualidade e beleza dos ambientes, com um custo razoável favorecendo o orçamento final do projeto. Para chegar à casa dos seus sonhos é preciso planejar para cada ambiente, de modo a atender todas as necessidades de acordo com sua função, proporcionando conforto, bem estar e acolhimento para um agradável convívio da família, receber amigos ou realizar bons negócios. Morar bem é muito bom... melhor ainda se podemos fazer isso cuidando do meio ambiente.

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TECNOLGOGIA Por Fernando Lemos

Celulares comandados sem toques, apenas pelos gestos

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Fernando Lemos é estrategista nas áreas de educação e informática e coordena o projeto Tecnologia para Todos www.tecnologiaparatodos.com.br/

o evento Mobile World Congress, realizado em fevereiro na cidade de Barcelona / Espanha, foi lançado um protótipo de smartphone que é totalmente inovador. Tudo funciona como na maioria dos smartphones disponíveis hoje no mercado, mas a forma de uso é radicalmente diferente: suas funções podem ser acionadas apenas através de gestos com o corpo, sem que seja necessário tocar em suas teclas. A ideia é de 2008, mas somente agora saiu do papel. A tecnologia, que está sendo chamada de “Touch Free” é resultado de um projeto conjunto entre a empresa americana Texas Instruments e a israelense Extreme Reality.

Atender necessidades especiais Para aumentar as fotos armazenadas, por exemplo, basta movimentar o pulso da mão que está segurando o smartphone em um movimento rotatório. Ou ainda, para se operar o menu com as funções ou mesmo realizar e atender ligações, agora é possível fazer isso distante até 8 metros do aparelho apenas gesticulando com os braços. A inovação quebra um paradigma e, além de atender diretamente pessoas com necessidades especiais, pode ser a base para futuras ideias nesse segmento.

SERVIÇO ONE PASS inicia o market place de conteúdo da Google Concorrendo com a Apple, o Google passa a oferecer conteúdo

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Google é bastante reconhecido pelo seu serviço de buscas na web, segmento do qual foi líder por muito tempo. Mas agora com a concorrência crescendo, com o surgimento do BING e do aprimoramento de outros buscadores e novas tecnologias, a empresa passou a investir no mercado ainda não tão explorado, voltado para conteúdo digital em ambientes móveis.

PASS é um serviço que estará disponível apenas no Canadá, Estados Unidos, França, Alemanha, Itália e Inglaterra.

Por isso, a empresa está lançando nesse mês o novo serviço ONE PASS. A ideia é permitir que empresas possam oferecer revistas e jornais para serem consumidos em gadgets, como tablets e smartphones. Como ainda está em testes, o ONE

Concorrendo diretamente com a Apple, que agora além de aplicações também permite conteúdos na Apple Store, a Google traz o diferencial de cobrar um percentual muito menor pelas vendas de conteúdo no ONE PASS. Apenas 10% contra 30% da Apple.


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MUNDO

CÃO&CIA

Por Fernanda Grandino

Você já escolheu seu bichinho?

É praticamente impossível resistir aos olhos pidões e rabinhos que abanam freneticamente em vitrines de pet shops

A veterinária Maria Inês Nassif Baraúna, formada pela Faculdade de Medicina Veterinária da USP e há 23 anos atuando na área

Cães, gatos & Cia Sempre existe um ideal para você

Se sua casa for grande e com quintal, o cachorro pode ser uma boa pedida. Se morar em apartamento pode optar por um gato ou até por pássaros

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arece que os bichinhos nascem completamente treinados na arte da persuasão, e são completamente capazes de nos convencer em minutos e algumas cambalhotas desengonçadas - que levá-los para casa é a melhor escolha que podemos fazer em nossas vidas.

“Um bicho de estimação não é um brinquedo”

De fato, ter um animalzinho de estimação pode ser ótimo: os animais podem trazer vários momentos de alegria, e serem grandes companheiros. Porém, alguns aspectos devem ser levados em consideração antes de tomar a decisão de acolher um amiguinho animal. É importante ter em mente que animais têm necessidades específicas que devem ser atendidas para que tenham uma boa vida. Portanto, avalie quais são essas necessidades e qual é a sua possibilidade real de atendê-las, antes de levar o bicho para casa.

Cuidar exige tempo e disposição

Para começar, pense quanto tempo dispõe para cuidar do animal. Segundo a veterinária Maria Inês Nassif Baraúna, formada pela Faculdade de Medicina Veterinária da USP e há 23 anos atuando na área, para pessoas que passam muito tempo fora de casa, um cão pode acabar se tornando um problema. “Aqui na minha clínica, tenho um monte de clientes que usam o serviço de day-care, porque saem para trabalhar e têm pena de deixar o cachorro sozinho. Cães não podem ficar sozinhos, eles podem acabar destruindo sua casa e conseguindo uma multa de condomínio; pode ser muito sofrimento para ambas as partes.” diz. Segundo Maria Inês, quem tem um estilo de vida como esse, deve optar por animais mais independentes, como gatos, peixes, hamsters ou tartarugas.

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“O gato é extremamente independente. Faz suas necessidades no seu banheirinho, ele mesmo se lava, não precisa sair para passear, não tem cheiro, dorme o dia inteiro. É tão carinhoso e companheiro quanto o cachorro, mas te deixa mais livre pro caso de você resolver passar um final de semana na praia, por exemplo”. Ela também lembra a importância de escolher criadouros autorizados pelo IBAMA para comprar animais silvestres como as tartarugas, papagaios e araras.

Considere o espaço e o orçamento disponíveis

Outro ponto importante é considerar como é sua casa. Se for grande e com quintal, o cachorro pode ser uma boa pedida. Se morar em apartamento, o porte do animal deve ser menor. Se optar por um gato ou até por pássaros como a Calopsita, que podem ficar soltas, não deixar de colocar tela nas janelas, para evitar acidentes. Animais trazem despesas ao orçamento familiar e podem viver mais de 15 anos. Eles precisam de alimentação específica, banho, tosa, remédios, vacinas e visitas regulares ao veterinário. Portanto, uma calculadora também é peça fundamental para ajudar na decisão antes de assumir esse compromisso a longo prazo. Considerar se há alergias na família, características específicas do temperamento de cada espécie e de suas raças são aspectos que também precisam ser pesados, para que não ocorra situações em que você e o animal fiquem sofrendo e termine por se desfazer dele. “Um bicho de estimação não é um brinquedo”, lembra ainda a Dra. Maria Inês.


BELEZA

Por Fernanda Grandino

O cigarro deixa marcas profundas na pele

Cigarro X Pele Conhecendo o inimigo

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Os danos provocados pelo cigarro atingem tanto as camadas mais superficiais quanto as mais profundas e provocam o envelhecimento precoce Cada pessoa é um caso único. Se deseja realizar algum tipo de tratamento estético, procure clínicas especializadas

m um único cigarro estão presentes cerca de quatro mil toxinas - entre elas o alcatrão, o monóxido de carbono e a mais nociva delas, a nicotina - que afetam, não só de quem os fuma diretamente, mas também a todos os que ficam expostos a sua fumaça. No ranking dos inimigos da pele, o cigarro está em segundo lugar, perdendo apenas para as radiações ultra-violeta, e ainda assim, segundo Dra. Eveline Sebba, dermatologista da Rede Onodera, ao comparar alguém não fumante que, apesar de todas as recomendações feitas, eventualmente tome sol nos chamados horários de pico, e alguém que fume com grande frequência há bastante tempo, mas que siga as recomendações quanto aos cuidados com o sol, provavelmente a pele da segunda pessoa estará em piores condições do que a da primeira.

Da brasa à cinza Os danos provocados pelo cigarro à pele atingem tanto as camadas mais superficiais quanto as mais profundas, pois é responsável pela liberação de radicais livres lesionando as células e provocando o envelhecimento precoce dos tecidos. Além disso, o tabaco é responsável pelo aumento de proteínas que degeneram o colágeno da pele, diminuindo sua firmeza e viço e proporcionando o aparecimento de rugas profundas. Mas não é só isso. A nicotina provoca uma diminuição dos vasos sanguíneos e impede a oxigenação nas células da pele. “Um único cigarro determina vasoconstrição cutânea por mais de 90 minutos”, diz a Dra. Eveline. Quando a falta de oxigenação se torna crônica, são provocadas lesões das fibras elásticas e diminuição na produção do 38

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colágeno “A pele fica enrugada, flácida e com a aparência acinzentada”, explica.

Correndo atrás do prejuízo Por ocorrer de forma progressiva, o malefício do tabaco à pele é proporcional ao período e intensidade de exposição a ele. Para se livrar das marcas deixadas pelo vício em sua pele, é importante adotar um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada e prática de exercícios. Contudo, dependendo da intensidade dos traumas, pode ser recomendado que se procure alguns tratamentos estéticos, como peelings químicos, que visam a renovação cutânea, tratamento com o laser harmony, que renova a camada superficial da pele e promove melhoria na sua textura e pigmentação, preenchimento com ácido hialurônico, que diminui as rugas e sulcos profundos na face, e aplicação de toxina botulínica, que suaviza as linhas de expressão facial.

A importância de uma vida saudável É importante lembrar que cada pessoa é um caso único, portanto se você deseja realizar algum tipo de tratamento estético, procure clínicas especializadas que contem com ajuda de profissionais preparados e que irão estudar seu caso particularmente. E o mais importante, o primeiro passo para uma pele saudável, é manter distância do cigarro. “Todo tratamento em indivíduos fumantes tem resultados menores que os resultados esperados em indivíduos não fumantes. Enquanto a pessoa continuar a fumar, a produção de radicais livres continua aumentada”, alerta a Dra. Eveline.


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TRILHA

URBANA

Por Gabriel de Servi

A turma do Homem-aranha? Grupo de jovens que, mesmo sem super poderes, brincam de ‘andar’ pelas paredes da Selva de Pedra

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cena é inusitada. Um grupo de jovens com roupas largadas, ou sem camisa, correndo e pulando pelos prédios e construções da cidade. A primeira vista pode causar espanto e receio. Mas esses jovens estão longe de serem assaltantes ou vândalos. Eles são amantes do esforço físico e do desenvolvimento de agilidade do corpo. São praticantes de Le Parkour.

Totalmente urbano, o Parkour tem nas grandes cidades o cenário ideal para as manobras do esporte. e o número de adeptos está crescendo

Cursos Parkour Para quem quer praticar ou saber mais detalhes sobre o Curso de Parkour entre em contato com o Parkour Brazil através dos links: www.parkourbrazil.com www.flickr.com/photos/akirahka

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Tudo teve início na França, nos anos 80. David Belle, um bombeiro, a exemplo do pai, baseou-se em técnicas de resgate dos bombeiros franceses e também do exército para criar um conjunto de manobras físicas com o intuito de transpor obstáculos. A versão tupiniquim

Preconceito contra a prática Infelizmente, o Parkour ainda sofre um pouco de preconceito. Guardas municipais, seguranças de serviços públicos e particulares e muitas pessoas ainda não aceitam a imagem de um grupo de jovens saltando pelos cantos da cidade. “Constantemente somos abordados por seguranças do metrô e/ou guardas municipais. É uma prática idônea e com vários objetivos em seu treinamento: não queremos agir de má fé em nenhum momento”, afirma o instrutor. De toda maneira, o número de adeptos do Parkour continua aumentando. Akira acredita que o motivo desse crescimento é a prática ao ar livre, que sempre coloca novos desafios e possibilidades para os jovens praticantes.

“É basicamente um método natural de treinar o corpo para se tornar capaz de se mover com agilidade...”

Conhecido no Brasil somente como Parkour, a atividade envolve técnicas para ultrapassar obstáculos da maneira mais rápida e direta possível, utilizando-se de saltos, rolamentos no chão e escaladas. “É basicamente um método natural de treinar o corpo para se tornar capaz de se mover com agilidade, fazendo uso dos obstáculos que estão a nossa volta o tempo todo”, explica Leonard Akira, instrutor do Parkour Brazil, maior grupo em atividade no Brasil.

Totalmente urbano, o Parkour tem nas grandes cidades o cenário ideal para as manobras do esporte. “Estou ministrando treinos em São Paulo há quase 3 anos e até hoje sinto que São Paulo é um belíssimo lugar para se treinar Parkour”, diz Akira.

Força de vontade e coragem

Segundo o instrutor, para quem possui o desejo de fazer parte desse grupo, bastam duas coisas: força de vontade e um pouco de coragem. Contudo, para quem está se iniciando na prática, é fundamental buscar orientação profissional. Danilo Henrique da Costa, ou ‘Mizu’, 18 anos, é um exemplo de um jovem que descobriu o Parkour e praticamente o adotou como uma filosofia de vida. “Sempre me interessei pelo Parkour, especialmente por causa do condicionamento físico, mas tinha medo de me machucar”, afirma. “Decidi fazer um curso e gostei tanto, que, hoje não consigo me imaginar sem ele”, conclui.


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HORIZONTE

VERTICAL

O preço da passagem de ônibus, pelo péssimo serviço, deveria ser de graça

Crônicas de uma São Paulo que ninguém vê Por Ivan Forneron

UMA CHUVA QUE NÃO PASSOU

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ão é preciso que se fale nas tantas mudanças ocorridas nas últimas décadas: mudanças econômicas, políticas, sociais e culturais, algumas motivadas por necessidades legítimas e outras que atendem a interesses que favorecem a muito poucos. Pra ficar apenas no exemplo da cidade de São Paulo, que é o que nos cabe, o que se lamenta e o que também não pode ser calado, é que tantas mudanças não alcançaram uma qualidade de vida satisfatória, pelo menos não pra maioria dos seus habitantes. Basta um temporal como tantos que caíram sobre nós nas últimas semanas pra que possamos observar, do lugar onde estivermos, como a cidade se desorganiza, se desestrutura, paralisa, sucumbe e naufraga. As chuvas que temos tido confessam aos berros a cidade que em dias de sol fingimos não ver. Talvez seja a pressa do nosso umbigo que outra coisa não enxerga senão a própria vontade de cumprir sua carga horária de trabalho, chegar em casa em segurança e desfrutar dos nossos bens de consumo que amamos mais do que a nós mesmos. Mas se

nos esquecemos, a chuva insiste em nos lembrar, e se ela nos alaga é apenas pra mostrar que fizemos uma cidade impermeável, que não sabemos tratar nosso lixo, que consumimos demais, que não entendemos nada de urbanismo e que a nossa memória tem um preço. Pra ajudar, temos uma administração pública que se aproveita dessa nossa ignorância e falta de ação e prefere aumentar o preço da passagem de ônibus, que pelo péssimo serviço deveria ser de graça, e trata as consequências desastrosas da chuva como um acontecimento natural. Chover é natural, sim. Ficar ilhado e alagado, não! Estamos numa grande cidade, não há dúvida, embora cada vez mais cara. Mas não podemos nos esquecer dos nossos naufrágios anuais que transformam as ruas em rios indesejáveis carregando carros, toda a sorte de lixo e matando pessoas. Tudo perde o sentido diante da tragédia, e por mais complexa e ilógica que seja essa cidade, a maior parte dos nossos problemas tem solução. Ou discutimos e enfrentamos os grandes problemas ou nos tornamos mais cegos do que essas águas que nos engolem.

ruas se transformam em rios

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