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Edição 32

A Revista do Taxista www.revistataxi.com.br

Cabo de guerra Nova padronização visual dos táxis enfrenta resistência na categoria

Claudio Gulizia Shopping Tatuapé

Manutenção

Pneus: uma ferramenta de trabalho impescindível

Guias e Roteiros

Museus que contam histórias diferentes

e mais

Mantenha a boa forma física e mental jogando snooker Air bag e ABS agora são itens de série


A revista do Taxista

EXPEDIENTE

Diretoria

Edição 32

U

A polêmica da padronização visual

m intenso debate está tomando todo o segmento taxista acerca da padronização visual decretada pelo DTP - Departamento de Transporte Público, e que deve ser adotada por todos os táxis paulistanos. De um lado, a prefeitura argumenta que está agindo em defesa dos passageiros e dos próprios motoristas, uma vez que a ação coibiria a atuação de clandestinos na cidade.

operativas - muitas delas com mais de 30 anos - vêm sofrendo com a colocação das novas faixas. Esse reclamo ganha relevância diante das ações que estão em curso na cidade em protesto à padronização, como o abaixo assinado que o sindicato da categoria está realizando junto aos taxistas da cidade, bem como a página da internet “Repúdio à Faixa de Táxi”, criado pelo taxista Vagner Cardozo.

Do outro lado, motoristas autônomos, associações e cooperativas argumentam que a mudança não tem atingido o objetivo inicial e, mais que isso, tem provocado prejuízos à categoria, tanto pela falta de divulgação do processo, que faz com que passageiros confundam táxis comuns com táxis especiais, ou ainda pela desvalorização que as marcas das associações e co-

Contudo, vale lembrar que existem motoristas que também têm manifestado o seu apoio às novas faixas, enxergando na proposta da municipalidade uma alternativa realmente eficaz contra os clandestinos. Diante da polêmica, o melhor caminho a ser seguido pelos envolvidos no debate é manter a tranquilidade e buscar um consenso que possa atender ao desejo da maioria.

Boa viagem e boa leitura. Os Editores

Adilson Souza de Araújo Davi Francisco da Silva Fábio Martucci Fornerón Isabella Basto Poernbacher (editora@portodasletras.com.br)

Redação Editor Waldir Martins MTB 19.069

Edição de Arte Carolina Samora da Graça Mauro Bufano Reportagem Arnaldo Rocha, Estela Guerreiro, Marina Schmidt e Miro Gonçalves Fotografia de Capa Davi Francisco da Silva Fotografias Davi Francisco da Silva Projeto Gráfico Editora Porto das Letras Revisão Naira Uehara

Publicidade Diretor Fábio Martucci Fornerón publicidade@portodasletras.com.br

Assessoria jurídica

Paulo Henrique Ribeiro Floriano

ESPAÇO DO LEITOR

Comentários e sugestões sobre a Revista Táxi! e sua cidade Sombra e água fresca

Prezado Leopoldo

Não sou taxista, mas também trabalho como autônomo e ao ler a matéria “Sombra e água fresca”, imediatamente lembrei-me da minha mulher, que é professora da rede pública e todo ano briga comigo para que eu possa reservar uns dias para viajar com a família. É uma situação complicada, porque se não trabalho, não ganho e isso compromete a vida da família. Também não acho que valha a pena entrar no cheque especial e no cartão de crédito para gozar as férias. Este ano combinamos que vamos tentar organizar e economizar durante o ano para reservar um dinheiro para as férias no ano que vem. Leopoldo Nascimento

O primeiro passo para que possamos superar os desaf ios da nossa vida prof issional é estabelecer metas e colocar mãos à obra para realizá-las. Se planejarem antecipadamente, poderão ter clareza do investimento necessário, e de como devem se organizar na administração dos gastos no trabalho e em casa, para garantir as tão sonhadas férias. Atenciosamente, A redação

Comercial Suporte Administrativo Ana Maria S. Araújo Silva Bruna Donaire Bissi, Jayne Andrade Assinaturas e mailling assinatura@portodasletras.com.br

Impressão Wgráfica

Tiragem

20.000 exemplares Distribuição Gratuita edição 32 , é uma publicação da Editora Porto das Letras Ltda. Redação, publicidade, administração e correspondência: Rua do Bosque, 896, casa 24, CEP 01136-000. Barra Funda, São Paulo (SP). Telefone (11) 3392-1524. E-mail revistataxi@portodasletras. com.br. Proibida a reprodução parcial ou total dos textos e das imagens desta publicação, exceto as imagens sob a licença do Creative Commons. As opiniões dos entrevistados publicadas nesta edição não expressam a opinião da revista. Os anúncios veiculados nessa revista são de inteira responsabilidade dos anunciantes.


sumário Cabo de guerra

capa 14

Mundo Táxi

A nova padronização visual dos táxis enfrenta resistência

Preparado para rodar Eles percorrem milhares de quilômetros e não deixam de ser uma ferramenta de trabalho imprescindível

24 Toque feminino na história do automóvel

tÁxi! EDIÇÃO 32

Agenda O que vai agitar a metrópole nas próximas semanas

Guias e Roteiros A história que nem todo mundo vê

Marcha a Ré

Marcha Ré

4

Cabo de guerra A nova padronização visual dos táxis enfrenta resistência

SP Táxi: estruturação e inovação

A história que nem todo mundo vê

30

Preparado para rodar

Mundo Táxi

Guias e roteiros Museus e memoriais apresentam temas que vão da história do crime à democratização do país

Manutenção Capa

Manutenção

10

Mais informações e serviços para o taxista

Sem a efetiva participação das mulheres talvez a história do automóvel tivesse que rodar muitos quilômetros a mais para se tornar uma realidade

Toque feminino na história do automóvel

Volante Seguro Air bag e ABS agora são itens de série

Lazer e Cultura Mantenha a boa forma com snooker

Perfil Taxista O feminino em defesa da vida

Roda Solta Curiosidades e humor

06 10 14 19 24 26 30 34 36 40 42


Mundo

Economia comprovada

partir de abril, os carros novos, cujos modelos participaram do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBE Veicular), são obrigados a incluir o selo com resultados obtidos na avaliação feita pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) em parceria com o Conpet (Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural / Petrobras).

A etiqueta indica a eficiência energética do automóvel e a tabela, que classifica os carros por categoria, varia de “A” (mais eficiente) a “E” (menos eficiente). O objetivo da adoção compulsória dos selos é oferecer parâmetros comparativos para que o consumidor possa optar por modelos mais econômicos na hora da compra. O PBE Veicular foi lançado em 2008. Da avaliação atual (tabela 2012), participam

oito montadoras - Fiat, Ford, Honda, Kia, Peugeot, Renault, Toyota e Volkswagen - e 157 versões de 1051 modelos, que correspondem a 55% do volume de vendas no mercado nacional (Fenabrave 2011 acumulado até novembro). Até 2011, eram 67 modelos. Entre os carros médios, o melhor desempenho foi alcançado pelo Renault Logan Authentique Expression 1.0 16V, com classificação “A”, e o pior ficou com o Kia Soul Flex 1.6, que recebeu a classificação “E”. Os carros grandes apresentaram um desempenho melhor com o Ford Fusion Hybrid 2.5, o Honda Civic 1.8, o Renault Fluence 2.0 e

também o Toyota Corolla 1.8 alcançando a nota “A”. O sedã Toyota Camry, ficou com nota “E”. O Fiat Doblò foi o único analisado entre as minivans e teve nota “C”. Os resultados estão disponíveis em http:// pbeveicular.petrobras.com.br e basta clicar o ícone Tabela de Consumo. Divulgação

A

Táxi

Divulgação

Divulgação

Aferição de taxímetros

6

tÁxi! EDIÇÃO 32

O

s proprietários de táxis de São Paulo têm até o dia 20 de abril para realizar a aferição dos taxímetros junto ao Ipem (Instituto de Pesos e Medidas). A verificação segue o mesmo padrão do ano passado e será realizada no Autódromo de Interlagos. As aferições devem ser agendadas de acordo com o cronograma estabelecido pelo órgão. Os taxistas devem agendar a aferição pela internet, na página www.ipem.sp.gov. br, onde também é possível imprimir a Guia de Recolhimento da União (GRU). Após o seu pagamento, a guia deve ser apresentada, no dia programado, junto com os demais documentos exigidos: alvará de estacionamento fornecido pela Prefeitura Municipal; certificado de propriedade do veículo, e certificado de verificação do Ipem-SP, referente ao exercício de 2011.

O Ipem-SP reforça que, durante o período de aferições, todos os serviços do órgão estarão disponíveis em Interlagos, com exceção das transferências de nome e de veículos, que permanecem na Delegacia Regional Leste (Rua Secundino Domingues, nº 415, Jd. Independência). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 2154-5065. Cronograma Período

Categoria Final do veículo da placa

27/02 a 28/02

Especial e Luxo

Todos

29/02 a 08/03

Comum

01 e 02

09/03 a 19/03

Comum

03 e 04

20/03 e 26/03 a 02/04

Comum

05 e 06

03/04 a 11/04

Comum

07 e 08

12/04 a 20/04

Comum

09 e 00


Mundo

Táxi

O

Depar tamento de Transpor tes

prefeitura.sp.gov.br/sor teioponto/ e no

Públicos (DTP) vem realizando

Diário Of icial da Cidade de São Paulo, por

os sor teios para contemplar os

meio de Edital de Convocação. Os sor te-

taxistas que se candidataram a uma das

ados são informados por car ta e também

4.702 vagas aber tas em 1.298 Pontos

por e-mail para os que forneceram o en-

Privativos de Táxis. O sistema de escolha

dereço eletrônico.

é baseado em resultados da Loteria Fe-

Os taxistas contemplados têm o prazo

deral e per to de 1,5 mil prof issionais já

de 30 dias corridos, a par tir da publica-

foram contemplados. Os sor teios segui-

ção do resultado do sor teio no Diário Of i-

rão de forma sequencial e ininterrupta,

cial, para protocolar na sede do DTP (Rua

até se esgotarem todas as vagas, limi-

Joaquim Carlos, 655, Pari) a intenção à

tando-se a um máximo de 20 concursos.

vaga no ponto e apresentar os documen-

A relação de contemplados por ponto

tos exigidos, como Alvará de Estaciona-

é publicada na página https://www3.

Divulgação

Sorteios de vagas em pontos já contemplaram perto de 1,5 mil taxistas

mento de Táxi e Condutax.

Encontro em Brasília discute redução de impostos Divulgação

R

Divulgação

O deputado Carlos Zarattini defende a redução de impostos para associações e cooperativas

Para o presidente da Artasp, Luiz Maranhão, a categoria precisa ser ouvida 8

tÁxi! EDIÇÃO 32

epresentantes de associações de rádio táxis de todo o Brasil participaram no último dia 29 de fevereiro de um encontro realizado em Brasília, com o objetivo de buscar alternativas para viabilizar a aprovação da medida provisória MP 552/11, e do projeto de Lei 1314/11, de autoria dos deputados federais Carlos Zarattini (PT-SP) e Edson Santos (PT-RJ), que, entre outros temas, propõem o fim da contribuição ao PIS/PASEP e à COFINS, para as associações e cooperativas de táxi. Segundo Luis Maranhão, presidente da Artasp - Associação das Rádio Táxis de São Paulo, o evento representou um passo de suma importância para a categoria, pois, além de levar a reivindicação dos trabalhadores, abriu espaço para a articulação de uma associação de cunho nacional, capaz de congregar as rádio táxis de todo o país. “Foi um grande encontro, que mostrou a força do nosso seg-

mento. Tivemos a participação de rádio táxis de todos os estados da Federação, que representam mais de 200 mil táxis, responsáveis pelo transporte de cerca de 40 milhões de pessoas ao mês, e que precisam ser ouvidos”, argumentou. Para o deputado Carlos Zarattini, que participou da manifestação das rádios, as associações e cooperativas apenas repassam para os motoristas os valores recebidos e, por isso, não deveriam sofrer a incidência das contribuições sociais sobre os valores pagos pelos usuários. No entanto, atualmente, ao se reunirem em associações ou cooperativas, passam a arcar diretamente com tais contribuições sociais. “É preciso mudar a lei, pois essa discriminação tributária não tem nenhum sentido. O transporte de passageiro efetuado pelo taxista associado ou cooperado é idêntico àquele prestado quando o profissional atua de forma independente”, finaliza.


De olho na

manutenção

Divulgação

Preparado para rodar

Por Miro Gonçalves

Eles são o elo entre o carro e o asfalto, percorrem milhares de quilômetros e não deixam de ser uma ferramenta de trabalho imprescindível

Quando se trata de pneus, há pontos mais importantes a serem considerados, entre eles, o modelo adequado para cada automóvel e a satisfação das necessidades do condutor. “É o que chamamos de equilíbrio de performance: a obtenção dos melhores resultados deve oferecer o máximo de desempenho”, detalha a 10

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gerente de marketing e produto para América do Sul da Michelin, Claudie Duvivier.

Divulgação

P

ela importância que os pneus representam no seu negócio, os cuidados na hora da compra, durante o uso e manutenção nunca são excessivos, lembrando que com o uso adequado eles podem durar mais, sem comprometer o desempenho e a segurança. “O consumidor brasileiro já compreende que o preço é apenas um dos componentes a ser levado em consideração na hora da compra”, avalia César Maldonado, gerente de serviços ao consumidor da Continental Pneus.

Assim, a busca pela excelência deve vir em primeiro lugar e o motorista deve lembrar-se do ditado popular: o barato pode sair caro! “O consumidor deve optar por pneus novos, nada de recauchutado ou o chamado remold”, argumenta Rodrigo Carneiro, diretor comercial da Distribuidora Automotiva Abouchar. O serviço do fabricante também ganha pontos extras na hora da escolha. José Carlos Quadrelli, gerente geral de engenharia de vendas da Bridgestone do Brasil, chama atenção para a garantia e ao suporte oferecido antes, durante e após a compra pelo fabricante, além da importância da qualidade da matéria-prima empregada e a coleta e destinos adequados dados aos pneus descartados.

Para Quadrelli, da Bridgestone, garantia e suporte do fabricante são diferenciais importantes


Evite o desgaste Tudo bem que quanto mais eles rodam,

manutenção

Divulgação

De olho na

Preserve o seu pneu 1. Calibre os pneus semanalmente de acordo com a indicação do manual do fabricante do veículo

menos tempo levam para atingir os limites de segurança estabelecidos pelos fabricantes, mas a excessiva quilometragem ainda

2. Faça o rodízio de pneus. Veículos com pneus radiais a cada oito mil quilômetros rodados e veículos com pneus diagonais a cada cinco mil quilômetros

não é o principal fator que compromete a vida útil dos pneus. “Essa percepção não é correta. A questão da durabilidade está di-

3. Evite a sobrecarga no veículo. Excesso de peso compromete a estrutura do pneu e aumenta o risco de danos ou de alterações estruturais importantes

retamente ligada à manutenção adequada”, alerta Maldonado. “Os cuidados que os taxistas devem ter não são muito diferentes do que os da maioria dos condutores, mas é preciso que eles façam avaliações mais frequentes”, completa o gerente de marketing da Goodyear, Vinicius Sá.

Rodrigo Carneiro, da Abouchar: o barato pode sair caro! O consumidor deve optar por pneus novos

Divulgação

“Existem várias tecnologias voltadas para garantir maior performance e reduzir o consumo de combustível, além da preocupação com o meio ambiente”, afirma Carneiro. “No caso da Pirelli, marca que a Abouchar representa, a linha Green Performance oferece todas estas vantagens: os pneus reduzem a resistência de rolamento, promovem economia de combustível e redução de poluentes”, detalha. Reduzir o gasto enérgico é uma unanimidade entre as fabricantes. A Continental Pneus destaca as tecnologias Ecoplus e 4ª Geração Sílica como opções que reduzem o Para Vinicius Sá, da Goodyear, taxistas devem fazer avaliações mais frequentes

Tecnologia a favor dos pneus Economia, durabilidade e sustentabilidade são as atuais preocupações das fabri-

12

consumo de combustível, alem dos modelos da linha Noise Breaker, cujo desenho especial reduz ruídos, e ainda o modelo WWI, que indica a necessidade de substituição para manutenção da performance em terreno molhado.

cantes de pneus. A Michelin destaca o pneu

A Bridgestone e a Goodyear vão além e

verde (linha Energy) como uma das mais re-

enfatizam modelos que eliminam a neces-

centes inovações tecnológicas da empresa.

sidade de estepe. “Os pneus Run Flat (Brid-

O modelo oferece maior durabilidade e me-

gestone), mesmo furados ou com avarias,

nor consumo de combustível, favorecendo o

percorrem uma distância de até 80 km a

meio ambiente com a redução de poluentes

uma velocidade de 80 km/hora”, exem-

emitidos na atmosfera. O Fuelmax, da Goo-

plifica Quadrelli. A tecnologia empregada

dyear, também acompanha essa tendência e

em pneus da Goodyear (Run On Flat - ROF)

graças à menor resistência de rolamento do

também favorece mobilidade e aposenta

pneu, consome menos combustível.

o estepe.

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4. Faça a manutenção preventiva de todo o veículo. Amortecedores, molas, freios, rolamentos, eixos e rodas atuam diretamente sobre os pneus 5. Utilize as medidas de pneus e rodas indicadas pelo fabricante do veículo 6. Confira se é necessário efetuar o balanceamento, o alinhamento (a cada 5 mil quilômetros) ou o rodízio dos pneus (a cada 5 mil quilômetros) 7. Caso seja necessário trocá-los, confira as especificações no manual do fabricante respeitando sempre o desenho da banda de rodagem, o índice de carga e o símbolo de velocidade recomendados 8. Se for necessário trocar apenas dois pneus, eles devem ser sempre colocados no eixo traseiro do automóvel 9. Utilize o pneu indicado para cada tipo de solo. Rodar na cidade com um pneu destinado ao uso em terra (fora de estrada) provocará perdas no consumo de combustível, na estabilidade e na durabilidade das peças do veículo 10. Observe periodicamente o indicador de desgaste da rodagem (TWI). Este indicador, existente em todo pneu, mostra o momento certo para se efetuar a troca. O limite de profundidade do sulco do pneu é de 1,6 milímetros 11. Não permita o contato do pneu com derivados de petróleo ou solventes 12. Evite a direção agressiva, com freadas fortes e mudanças bruscas de direção. Nunca ignore a existência de lombadas, buracos e imperfeições de piso 13. Troque também a válvula. Um desajuste na válvula pode causar o esvaziamento gradativo do pneu, provocando desgaste e deformações 14. Lembre-se de checar periodicamente o estado de seu estepe Fonte: Bridgestone e Continental


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13


Davi Francisco

Especial de Capa

Cabo de guerra

Por Marina Schimidt

A nova padronização visual determinada pelo DTP para os táxis paulistanos tem recebido críticas de diferentes setores da categoria. Mas, também existem aqueles que aprovam a medida riada com o objetivo de “uniformizar” os táxis de São Pau-

C

“Já percebi pessoas dispostas a pegar o táxi e que acabaram não

lo, a lei que estabelece o novo visual dos carros na cidade

chamando quando viram a faixa”, afirma Joaquim Manoel Pissar-

acabou dividindo opiniões e criando uma polêmica que

ra. “A prefeitura alega que a faixa facilita a identificação de longe,

não deve ser esgotada em pouco tempo. De um lado, uma expressi-

mas isso não é verdade”, argumenta. “O meu carro estava parado

va parcela dos taxistas demonstra insatisfação com a decisão. De

na frente de um hotel e o recepcionista do local acabou chamando

outro, a Secretaria Municipal de Transportes (SMT) defende que

um táxi que estava na rua”, detalha o taxista. “Há passageiros que

a medida é benéfica para os usuários e para os próprios taxistas

perguntam se o valor da tarifa é diferente ou se é carro especial”.

permitindo maior controle e fiscalização na categoria.

14

Nas ruas, a quantidade de carros com a faixa, em menor núme-

Para acirrar ainda mais o debate, taxistas afirmam que os clien-

ro, gera dúvidas nos usuários. “Eu já vi esses carros (com as fai-

tes estão confusos. “Meu Corolla foi recusado na Paulista”, quei-

xas), mas não sabia definir porque eles eram diferentes”, afirma

xa-se Geraldo da Graça Cunha. “Eu estou sendo rejeitado por causa

o farmacêutico Fernando Augusto Ferraz. “Nunca tive problemas

da faixa, porque muitos passageiros pensam que é carro de rádio

em identificar um táxi, não sinto falta de mais uma sinalização

táxi”, explica. Cunha adesivou o táxi após comprar um novo veí-

além das que eles já possuem”, acrescenta. Apesar disso, ele pon-

culo, que ainda não foi pago. “Eu estou perdendo corridas e tenho

dera que o novo visual agrada, mas que não facilita e nem dificulta

contas para pagar”.

na hora de chamar um carro.

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Especial de Capa Obrigatoriedade Quando a lei foi sancionada, em agosto de 2011, apenas os detentores dos novos alvarás liberados pela prefeitura estavam obrigados a colocar a faixa para iniciarem suas atividades. Na época, foram concedidas 1,2 mil liberações, mas em dezembro uma mudança surpreendeu os taxistas. “O processo para implantação da faixa também está estranho”, avalia o taxista Fábio Rodrigues. “Não há padronização das decisões. No meu caso, fui obrigado a fazer a adesivação quando mudei de categoria, de rádio para comum. Na vistoria, fui informado que meu carro estava descaracterizado”, acrescenta. Em nota, a SMT reforça que “para os 32.602 alvarás mais antigos, a determinação é adotar o novo visual nos casos de substituição do veículo ou na troca de categoria (comum, rádio, especial e luxo)”. Ainda de acordo com o órgão, a regra foi alterada “com o objetivo de melhorar e facilitar a visualização do veículo para o usuário, que, na ausência da identificação visual no táxi comum autônomo, ficava com dúvida quanto à legalidade do transporte”. Também contrário à implantação da faixa, Natalício Bezerra, presidente do Sindi-

cato dos Taxistas Autônomos de São Paulo, diz que não há nada que justifique a exigência. “Se disserem que é para coibir os carros frios (ilegais), eu digo que é mentira, pois esses são os primeiros a colocar as faixas nos carros”, alega.

taxistas não foram ouvidos”, confirma Be-

Como estratégia para tentar reverter essa situação, o Sindicato dos Taxistas está realizando nos pontos da cidade uma intensa coleta de assinaturas de motoristas contrários à padronização para, em seguida, enviar ao

foi contrária”.

Prefeito Gilberto Kassab. De acordo com o presidente da categoria, até o fechamento dessa edição já haviam sido coletadas aproximadamente 17 mil assinaturas, e a expectativa é chegar até 25 mil. “Vamos levar ao prefeito”, afirma Bezerra. “Se não houver solução, vamos nos reunir para fazer uma manifestação maior de repúdio à faixa”, prevê. “Eu tenho respeito pela administração e pela população, que é muito importante para nós. Só gostaríamos que as autoridades também nos respeitassem”, conclui.

Queixas em comum Uma queixa comum entre motoristas e re-

zerra. “Eu fui chamado uma vez pelo Departamento de Transporte Público (DTP), não pela SMT; perguntaram a minha opinião e eu fui contra”, comenta. “Passei as informações para a assembleia e a categoria também O presidente da rádio táxi Vermelho e Branco, Antonio Carlos de Souza, também participou de reuniões com os órgãos responsáveis, mas afirma que não houve diálogo. “Isso foi imposto, de cima para baixo”, revela. Seguindo a mesma atitude do presidente do sindicato, Souza levou ao grupo as primeiras informações sobre o novo visual. “A categoria não quer aprovar. A assembleia é o poder maior da Vermelho e Branco e ela disse não, indeferiu”. Apesar das reclamações, a SMT declarou por e-mail que “a adoção do novo visual foi precedida de estudos técnicos e incluiu uma pesquisa de opinião entre taxistas, além de conversas com todas as representações da categoria na cidade de São Paulo”.

presentantes do segmento é a de que os mais

O quadriculado em amarelo e preto não

interessados no assunto, os próprios taxis-

é um mero detalhe. Assim pensa a maioria

tas, não foram ouvidos ou que a opinião

dos taxistas consultados pelo colega de pro-

deles não foi considerada. “Realmente os

fissão Vagner Cardozo. Inconformado com

Davi Francisco

a decisão, ele resolveu buscar apoio para a campanha que intitulou de “Repúdio à Faixa de Táxi”. “Eu fiquei indignado com a atitude do prefeito e senti a necessidade de me manifestar contra essa medida que só nos prejudica”, comenta. Cardozo começou, então, a percorrer os pontos da cidade, onde fotografa taxistas segurando uma faixa em que, além de atestar o apoio à campanha, é feito um pedido ao prefeito para que revogue a lei, que posteriormente é postado em uma página na internet , especialmente criada para a campanha (www.repudioafaixadetaxi.com.br). O presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos, Natalício Bezerra, se diz contrário à medida que, em sua opinião, não resolve o problema dos clandestinos

“Eu visitei mais de cem pontos e são todos contrários à implantação da faixa”, detalha.

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Especial de Capa Davi Francisco

o valor da marca construída por cada um desses grupos de trabalhadores ficou comprometida devido à dificuldade dos passageiros conseguirem identificar as diferentes empresas. “A identificação dos carros ficou uma bagunça e tornou-se um problema para nós”, explica o presidente da Vermelho e Branco. “Nós temos 37 anos de identificação, que representa uma marca”, revela Souza. “Nosso passageiro conhece a Vermelho e Branco e agora eles começam a questionar se há algum problema”, afirma. “Muitos contratos foram feitos pela preferência dos nossos clientes e eles não podem identificar o nosso carro”, acrescenta. Inconformado com a padronização, o taxista Vagner Cardozo iniciou a campanha “Repúdio à Faixa de Táxi”, e passou a visitar pontos de táxi em busca de apoio para sua iniciativa cipal característica da frota paulistana, a modernidade. “Temos uma das frotas mais modernas do mundo. Nossos taxistas são cuidadosos, a cada dois anos trocam de carro, logo que acabam de pagar um já estão investindo em um novo, mas a faixa desvaloriza o carro”, comenta Bezerra. “A gente compra um carro bom e confortável porque também gostamos de carro, mas desse jeito dá até desgosto”, diz Rodrigues, que usa um Fiat Doblô para trabalhar e um Uno para uso pessoal.

Frota defasada

O valor de uma marca

No debate entre aqueles que são contrários à medida e aqueles que são favoráveis, algumas questões vêm à tona. Uma delas se refere justamente à prin-

Por parte das associações e cooperativas de rádio táxis, existe ainda outra queixa que julgam ser ainda muito relevante nesse processo de padronização visual dos carros:

Para o presidente da Coopertax, o argumento se aplica a todas as rádio táxis. “Hoje o usuário não reconhece mais as rádios”, avalia. “Temos casos de taxistas que ficam parados diante do cliente e não são reconhecidos”, completa. “Não que nós sejamos contra a identificação, só que nós, das rádio táxis, já temos identificação há mais de 30 anos, e a faixa compromete o nosso trabalho”, argumenta.

Davi Francisco

“Concordo que tem que haver identificação nos táxis, mas isso pode ser feito no interior do veículo, com a numeração do taxista e o telefone para reclamação, essas informações podem vir atrás do banco do condutor e do passageiro e também em cima do porta-luvas”, argumenta. “A única coisa que eu desejo é que essas reivindicações cheguem ao prefeito e que ele revogue essa decisão”, continua Cardozo. ”Ele tem que ouvir a categoria e nós podemos trabalhar em conjunto”.

O cooperado da rádio táxi Vermelho e Branco, Francisco Nogueira de Santana, relata que a confusão dos passageiros tem sido frequente. “Eu já passei por várias situações em que clientes conveniados à Vermelho e Branco não reconhecem meu carro como sendo da empresa”, diz. “O porteiro de um prédio não me deixou entrar porque o cliente disse que estava aguardando um carro vermelho e branco. Estamos perdendo a nossa identidade”, lamenta Santana.

A cooperativa de táxi especial Vermelho e Branco reclama com relação à desvalorização sofrida pela marca com a adoção do novo visual 16

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Especial de Capa Davi Francisco

Os profissionais contrários à implantação da faixa enumeram uma série de razões que tornam a decisão um problema para os taxistas: dificuldades com os clientes, falta de informação e orientação sobre o procedimento, incertezas sobre a idoneidade das empresas que fazem a adesivação (incluindo garantias de que o serviço será bem feito e aprovado na vistoria) e falta de diálogo entre os órgãos competentes e a categoria. Para o taxista do Shopping Tatuapé, Cláudio Gulizia, a nova padronização também

Em defesa da padronização Embora as reclamações se sobressaiam, elas ainda não representam a opinião total do segmento. Há taxistas que vêm essas reclamações como uma característica da transição. “Tem muitos colegas que falam que ficou horrível, eu não, acho que ficou legal”, defende o taxista Cícero Ferreira Lima, que colocou o adesivo quando trocou de carro, em dezembro.

Daniel Sales, presidente da Coopertax, afirma que os passageiros não conseguem mais identificar as diferentes cooperativas e associações dos pontos mais reforçados pela SMT, mas mesmo Lima, que é favorável à faixa, acredita que não é possível impedir a atuação de carros clandestinos apenas com a medida. “Se for só pela faixa, o clandestino faz o mesmo processo que eu ou qualquer outro taxista”, comenta. “É preciso que haja também fiscalização para verificar se os carros que estão com a faixa são regularizados”, esclarece Lima. Diferente da maioria dos taxistas, eles dizem que a colocação da faixa não desvaloriza o carro. “O taxista roda com o carro três

anos e já atinge 200 mil km, então a desvalorização é normal, faz parte, ninguém vai querer pagar o preço de tabela”, diz Lima. “Depois de tirar a faixa é só polir o carro que fica normal”, explica Cassimiro. “Eu fiquei com adesivo da rádio por quatro anos e levei 15 minutos para polir, não tive problema nenhum”, lembra. Enquanto o debate continua acalorado, motoristas que são contra a proposta seguem se articulando para conseguir sensibilizar a prefeitura, no sentido de encontrar um ponto em comum para estabelecer a nova cara dos táxis paulistanos. Davi Francisco

não agradou. “Troquei o carro em dezembro e fui obrigado a colocar o adesivo. Uns quatro passageiros me perguntaram se era de frota e outros dois que perguntaram se seria mais caro. Não há padronização, os carros estão com cores diferentes. O amarelo muda, dependendo do local em que foi feito o serviço. A instalação está sendo feita em qualquer lugar, com material ruim. A faixa do meu carro está descolando e daqui a alguns meses vou ter que refazer o serviço”.

Geraldo Cassimiro, cooperado da Chame Táxi também é favorável à faixa. “Eu gostei tanto que coloquei antes de ser obrigado a me adequar”, afirma. Tanto ele como Lima admitem que os passageiros estranham a mudança, mas reforçam que isso não chega a ser um problema para eles. “Alguns perguntam se é táxi especial, mas eu explico que é uma lei e que futuramente todos os carros serão assim”, conta Lima. “Eu estou orientando meus clientes e digo que é uma segurança, pois a medida acaba com os clandestinos”, argumenta Cassimiro. A questão da regularidade dos carros é um 18

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Favorável à nova padronização, Geraldo Cassimiro foi um dos primeiros motoristas a adotar as faixas em seu carro


O que vai agitar a metrópole nas próximas semanas

eventos em março Confira a agenda dos principais eventos da cidade que é tudo de bom! Programe-se para aproveitar o melhor de São Paulo. Para mais informações, acesse o site: visitesaopaulo.com

quinta

1 a 3 de março 6ª EXPOCOSA Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi

01

2 e 3 de março FA SÃO PAULO - 72ª FEIRA DE JÓIAS FOLHEADAS, PRATA, AÇO, BIJUTERIAS E ACESSÓRIOS DE MODA Local: WTC Convention Center

6 a 8 de março FIELD SERVICES LATIN AMERICA 2012 Local: Sofitel São Paulo

06 8 a 11 de março FEIPESCA -FEIRA INTERNACIONAL DE PESCA ESPORTIVA Local: Expo Center Norte

6 a 9 de março EXPO REVESTIR - FEIRA INTERNACIONAL DE REVESTIMENTOS / 10º FÓRUM INTERNACIONAL DE ARQUITETURA E CONSTRUÇÃO Local: Transamerica Expo Center

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quinta

sexta

4 de março VI MEIA MARATONA INTERNACIONAL DE SÃO PAULO Local: Largada - Pça Charles Miller

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terça

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1 e 2 de março 6º CONGRESSO DO DESC - DEPARTAMENTO E SERVIÇOS CREDENCIADOS Local: Maksoud Plaza Hotel

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domingo

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01 a 03 de março 08 a 10 de março 15 a 17 de março 1º RM NOW! Local: Tryp Itaim

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sexta

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Uma parceria com o taxista e um serviço a mais para o passageiro

8 a 10 de março 2º CONGRESSO DO DEPARTAMENTO DE IMAGEM CARDIOVASCULAR DA SBC/ XVII CONGRESSO MUNDIAL DE ECOCARDIOGRAFIA E TÉCNICAS ALIADAS Local: Hotel Transamérica São Paulo

9 a 11 de março NEUROJOVEM - 5º ENCONTRO DE NEUROCIRURGIÕES JOVENS DO ESTADO DE SÃO PAULO / 1º CONGRESSO BRASILEIRO DE ABORDAGENS CIRÚRGICAS Local: Universidade Nove de Julho - UNINOVE

8 a 10 de março SIMASP - 35º SIMPÓSIO INTERNACIONAL MOACYR ÁLVARO Local: Maksoud Plaza Hotel

09 8 de março 5º MOBILE INTELLIGENCE 2.0 Local: Pullman São Paulo Ibirapuera

9 a 11 de março IMAGINE - X ENCONTRO DE RADIOLOGIA E DIAGNÓSTICO POR IMAGEM DO INRAD Local: Centro de Convenções Rebouças

8 a 10 de março ENERGIA RENOVÁVEL - EXPOSIÇÃO E CONGRESSO INTERNACIONAL DE ENERGIA RENOVÁVEL Local: Transamerica Expo Center

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eventos em março 10 e 11 de março THE UNION SECOND EDITION Local: Palácio das Convenções do Anhembi

12 e 13 de março 6º WEB EXPO FORUM Local: Centro de Convenções Frei Caneca

sábado

terça

12 a 16 de março FIEPAG – 21ª FEIRA INTERNACIONAL DE PAPEL E INDÚSTRIA GRÁFICA Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi

13 e 14 de março 11ª CONFERÊNCIA QUESTÕES CONTROVERSAS EM PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO Local: Blue Tree Premium Paulista

11 12 a 16 de março BRASILPACK - 8ª FEIRA INTERNACIONAL DA EMBALAGEM / EXPOGRAFICA - FEIRA INTERNACIONAL DA INDÚSTRIA GRÁFICA, PAPEL & TECNOLOGIA / FLEXO LATINO AMERICA - 4ª FEIRA INTERNACIONAL DE FLEXOGRAFIA Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi

quarta

quinta

12 a 16 de março FEINCO - IX FEIRA INTERNACIONAL DE CAPRINOS E OVINOS Local: Centro de Exposições Imigrantes

10

12 a 15 de março 24ª FEIRA 1 A 99 BRASIL Local: Expo Center Norte

domingo

segunda

10 e 11 de março SALÃO DO ESTUDANTE - 19ª FEIRA DE INTERCÂMBIO E CURSOS NO EXTERIOR Local: Centro de Eventos São Luis

13 e 14 de março CONFERÊNCIA MEGA PONTES CONSTRUÇÃO, REVITALIZAÇÃO E MANUTENÇÃO DE PONTES E VIADUTOS Local: Golden Tulip Paulista Plaza

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13 a 15 de março SAP FORUM 2012 Local: Sheraton São Paulo WTC Hotel

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14 a 16 de março 4º REAL ESTATE INVESTMENT WORLD Local: Renaissance São Paulo Hotel

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sexta

15 e 16 de março FÓRUM DE SECRETARIADO, ASSISTENTES E ASSESSORES Local: Golden Tulip Paulista Plaza

13 a 15 de março FEBRACE - FEIRA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS E ENGENHARIA Local: Escola Politécnica da Universidade de São Paulo

15 a 17 de março 5º BRASIL GOLF SHOW 2012 / FÓRUM DE PALESTRAS / WORKSHOP DE TURISMO Local: Hotel Transamérica São Paulo

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15 a 17 de março 12º CONGRESSO DE CIRURGIA ESPINHAL Local: Maksoud Plaza Hotel

13 e 14 de março 10º FÓRUM PANROTAS - TENDÊNCIAS DO TURISMO 2012 Local: Centro Fecomercio de Eventos

15 de março 39º SENAC MODA INFORMAÇÃO Local: Palácio das Convenções do Anhembi

16 e 17 de março HORMOGIN - 18ª JORNADA DE HORMONIOTERAPIA EM GINECOLOGIA Local: Centro de Convenções Rebouças 16 e 17 de março SIIENF - III SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE INFORMÁTICA EM ENFERMAGEM Local: Matsubara Hotel

16 e 17 de março II SIMPÓSIO EURO BRASILEIRO DE NEUROLOGIA Local: Sofitel São Paulo


eventos em março

sábado

20 a 22 de março CBT - 3º CONGRESSO BRASILEIRO DE TÚNEIS E ESTRUTURAS SUBTERRÂNEAS / SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOUTH AMERICAN TUNNELLING - SAT 2012 Local: Centro Fecomercio de Eventos

21 a 23 de março SIBRAD - XI SIMPÓSIO BRASILEIRO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR Local: Renaissance São Paulo Hotel

quarta

22 e 23 de março 37º ENCONTRO COMERCIAL BRAZTOA Local: Centro de Convenções Frei Caneca

22 a 25 de março EROTIKA FAIR - 19ª FEIRA INTERNACIONAL DE PRODUTOS E SERVIÇOS PARA O MERCADO ADULTO Local: Palácio das Convenções do Anhembi

21 a 23 de março 8ª ABRADILAN FARMA & HPC Local: Transamerica Expo Center

22 a 25 de março PET SHOW 2012- 2ª FEIRA INTERNACIONAL DE ANIMAIS E PRODUTOS PET / SIMPET - II SIMPÓSIO SOBRE ANIMAIS DE COMPANHIA E PRODUTOS PET / CONIFEL - CONGRESSO INTERNACIONAL DE FELINOS Local: Centro de Exposições Imigrantes

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terça

20 a 23 de março KITCHEN & BATH EXPO - 7ª FEIRA INTERNACIONAL DE PRODUTOS E ACESSÓRIOS PARA COZINHA E BANHEIRO Local: Transamerica Expo Center

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segunda

17 e 18 de março EXPOBELTA 2012 - FEIRA E FÓRUM E FEIRA DE ESTUDOS INTERNACIONAIS E INTERCÂMBIO Local: Centro de Convenções Frei Caneca

22 de março 2º SEMINÁRIO FEBRABAN SOBRE GESTÃO DE CONTINUIDADE DE NEGÓCIOS Local: Intercontinental São Paulo

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sábado 23 a 25 de março ALLIANCE FITNESS 2012 - 6º CONGRESSO BRASILEIRO DE PERSONAL TRAINING / WABC BRASIL - 4º CONGRESSO BRASILEIRO DE NATAÇÃO INFANTIL / 5º SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE GESTÃO DE ACADEMIAS Local: Centro de Convenções Rebouças

24 a 27 de março HAIR BRASIL - 11ª FEIRA INTERNACIONAL DE BELEZA, CABELOS E ESTÉTICA / 11º CONGRESSO INTERNACIONAL DE ESTÉTICA HAIR BRASIL Local: Expo Center Norte

23 de março 12º MIX ABERJE DE COMUNICAÇÃO INTERNA E INTEGRADA Local: Pullman São Paulo Ibirapuera

23 a 25 de março XIII SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CIRURGIA PLÁSTICA Local: Sheraton São Paulo WTC Hotel

24 e 25 de março ADJ - 15º CONGRESSO ANUAL DA ASSOCIAÇÃO DE DIABETES Local: APCD-Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas

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eventos em março 26 a 28 de março 2ª CONFERÊNCIA DA INDÚSTRIA FLORESTAL LATINO AMERICANA Local: Hotel Transamérica São Paulo

domingo

26 a 30 de março GIFE - 7º CONGRESSO NOVAS FRONTEIRAS DE INVESTIMENTO SOCIAL Local: Sheraton São Paulo WTC Hotel

26 a 28 de março F.O. LIGHTS - 8ª CONFERÊNCIA ANUAL DE AÇÚCAR E ETANOL Local: Renaissance São Paulo Hotel

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segunda terça quarta

sábado

27 de março 4º WORKSHOP MUNDO AGAXTUR Local: Centro de Convenções Frei Caneca

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27 a 31 de março FEICON BATIMAT - 20ª SALÃO INTERNACIONAL DA CONSTRUÇÃO / SP INFRAESTRUTURA - 2ª FEIRA DE PRODUTOS E SERVIÇOS PARA OBRAS DE INFRAESTRUTURA Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi

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27 e 28 de março FÓRUM HSM GESTÃO E LIDERANÇA Local: Teatro Alfa - Hotel Transamérica

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quinta sexta

26 a 28 de março TRADETECH BRAZIL Local: Tivoli São Paulo Mofarrej

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28 a 30 de março GEDUC - X CONGRESSO BRASILEIRO DE GESTÃO EDUCACIONAL / II CONGRESSO INTERNACIONAL DE GESTÃO EDUCACIONAL / 5º FÓRUM DE GESTÃO DE PESSOAS / 1º FÓRUM DE EMPREGABILIDADE E CARREIRA DO ALUNO / VIII JORNADA DE MARKETING EDUCACIONAL Local: Maksoud Plaza Hotel

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27 de março SEHLIPA - 1º SEMINÁRIO DE HOSPITALIDADE DO LITORAL PAULISTA Local: Uniesp - Campus Guarujá

28 e 29 de março VITAFOODS SOUTH AMERICA Local: Centro de Convenções Frei Caneca

30 e 31 de março JORNADA UROLÓGICA DE VERÃO Local: Sofitel Jequitimar Guarujá

30 de março a 1 de abril 8º GAMEWORLD 2012 / GAMEWORLD BUSINESS Local: Centro de Convenções Frei Caneca

29 de março V CONGRESSO DE CRÉDITO & COBRANÇA Local: Tivoli São Paulo Mofarrej

Agenda de eventos: O São Paulo Convention & Visitors Bureau é uma Fundação sem fins lucrativos mantida pela iniciativa privada, sua missão é promover, captar, gerar e incrementar eventos que aumentem o fluxo de visitantes a São Paulo. As datas e locais dos eventos podem ser alterados, consulte sempre a agenda de eventos no site do São Paulo Convention & Visitors Bureau: visitesaopaulo.com - atendimento@visitesaopaulo.com 22

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Uma parceria com o taxista e um serviço a mais para o passageiro


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Divulgação

Guias & Roteiros

Centro de Memória do Circo

Por Arnaldo Rocha

A história que nem todo mundo vê

A capital paulista concentra de tudo um pouco e essa versatilidade é estendida aos museus da cidade, passando por temas que vão da história do crime à democratização do país

F

ugindo dos principais museus da cidade, há uma infinidade de possibilidades que são espaços inusitados e curiosos e podem ficar restritos a um público muito específico. De um ponto a outro, o que prevalece sempre é a descoberta e, no roteiro que sugerimos nesta edição, elas conseguem promover sensações variadas, que vão do horror ao encantamento. Na rota do crime Que o crime não compensa, todo mundo já sabe, mas quem imagina ser possível estar cara a cara com artefatos e imagens de crimes sinistros sem correr o menor risco? No Museu do Crime é possível saciar a curiosidade por esse assunto, desde que você não seja do tipo que se impressiona muito. O local, além de preservar histórias de crimes que ficaram famosos, guarda o acervo da polícia civil e sua história. No acervo, constituído de documentos, instrumentos e objetos policias e de criminosos, é possível observar a mala que deu origem ao famoso crime da mala, ocorrido em 1928, a história do Bandido da Luz Vermelha, entre outras preciosidades. 24

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Museu da Polícia Civil - Museu do Crime Praça Prof. Reinaldo Porchat, 219 - Cidade Universitária - Butantã Terça a sexta-feira, das 13h às 17h Tel.: 11 3468-3360 / Entrada gratuita


Memorial da Resistência Há espaços que impressionam não só pela capacidade de nos transportar para outros períodos históricos ou situações, mas por fazer com que essa experiência seja intensa. O trabalho de reconstrução do espaço que abrigou o Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops/SP) contou com depoimentos de pessoas que estiveram presas no local durante a Ditadura Militar e vale a pena ser conhecido. O Memorial da Resistência leva ao público não só a informação preservada sobre o período, mas coloca-a nos mesmos ambientes em que os presos políticos estiveram. Entre as salas e

celas disponíveis para visita, é possível conferir os espaços praticamente como os presos os encontraram há décadas, além de ouvir depoimentos gravados por sobreviventes.

Memorial da Inclusão

Memorial da Inclusão Memorial da América Latina Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 Portão 10 - Barra Funda Tel.: 11 5212-3700 www.memorialdainclusao.sp.gov.br Entrada gratuita

Outro lugar que favorece a empatia e que traz à tona uma questão importante é o Memorial da Inclusão. Instalado dentro do Memorial da América Latina, conta com centenas de documentos que relatam a história do movimento social da pessoa com deficiência. Comunicação, direitos, sociedade e esportes são alguns dos eixos que o espaço destaca. Mas no final, as salas acabam tratando de lutas, conquistas, avanços e superação, embora ainda haja muito por fazer.

A cidade da TV Não importa a sua idade, certamente você já ficou fascinado diante de um aparelho de tevê. O poder que a telinha tem de nos transportar para outro mundo é sua principal característica, mas percorrer a história dela é algo que não se faz em qualquer lugar. E se é para chegar à origem dessa história, uma visita à Cidade da TV é obrigatória. Localizado em São Bernardo do Campo, o espaço foi cuidadosamente escolhido. Está alojado na mesma região que serviu como primeira cidade

Memorial da Resistência Largo General Osório, 66 - Luz Terça a domingo, das 10h às 17h30 Tel.: 11 3335-4990 / www.pinacoteca.org.br Entrada gratuita

cenográfica da televisão brasileira: a Vila Redenção, utilizada pela novela “Redenção”, da TV Excelsior – no ar de 1966 a 1968 (até hoje a mais longa telenovela do país). Na Cidade da TV, o visitante embarca em uma espécie de túnel do tempo, que começa com a primeira transmissão de rádio da história e termina com uma divertida brincadeira em uma TV Interativa. Bonecos em tamanho real das principais personalidades da televisão, cenários e objetos também fazem parte da visita.

Cidade da TV - Cidade da Criança Rua Tasman, 301 - Centro - São Bernardo do Campo - SP Diariamente, das 9h às 17h Tel.: 11 4330-9080 (Cidade da Criança) 11 4330-6248 (Cidade da TV) www.museudatv.com.br/cidadedatv

Paulo. O espaço preserva um acervo documental, composto de livros, filmes, músicas, peças teatrais e esquetes de palhaços. Fora isso, mantém um acervo de depoimentos de memória oral de artistas circenses.

Memória do Circo E para não deixar de lado o encantamento dos picadeiros, a sugestão é o Centro de Memória do Circo, inaugurado em 2009 pela Secretaria Municipal de Cultura de São

Mas o grande destaque são os arquivos de duas famílias de circo: a do Circo Nerino, que existiu entre 1913 e 1967, e a do Circo Garcia, entre 1928 e 2003. O Centro de Memória do Circo promove, ainda, o Café dos Artistas, em que artistas e empresários circenses se reúnem. A reunião acontece toda segunda, mas em março haverá uma apresentação para o público no dia 26, às 16h.

Memorial do Circo - Avenida São João, 473 Galeria Olido Segunda a sexta, das 10h às 20h Sábados, domingos e feriados, das 13h às 20h. (Não abre as terças) Tel.: 11 3397-0177 tÁxi! EDIÇÃO 32

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Táxi Davi Francisco

Mundo

Presidente da São Paulo Táxi, Vilson Bardela

Por Miro Gonçalves

SP Táxi: estruturação seguida de inovação Prestes a completar duas décadas, a São Paulo Táxi vive um momento de estabilização e desenvolvimento

C

om 250 unidades associadas e 60 funcionários, a associação funciona 24 horas e busca desenvolver-se através de uma administração coerente que, em primeiro lugar, pretente co-

Superando desafios Vilson Bardela, 61 anos, é taxista há 16 anos e assume, pela terceira vez, a presidência da SP Táxi. “De 2001 a 2004 eu fui presidente, depois fiquei um tempo afastado da associação. Voltei em 2008 e na eleição de 2010 fui escolhido para ser presidente novamente”, conta. “Quando assumi a presidência em 2010, o principal problema que encontrei foi financeiro. Pegamos a gestão em uma situação bem crítica”, lembra. Bardela sempre tra26

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locar a casa em ordem para, a partir daí, seguir rumo ao crescimento sustentável. A expectativa é que em dois anos a frota seja ampliada em 50%. Enquanto esse objetivo é perseguido, a equipe busca inovação e solidez.

balhou para a SP Táxi, desde que se tornou taxista e conhece bem os passos dados pela associação desde o surgimento. “Toda rádio táxi passa pela dificuldade que é conseguir se estruturar no começo; mas quando assumimos em 2001, a situação estava mais controlada”, destaca. A pior fase da SP Táxi foi no início da gestão de 2010, quando a associação corria o risco de encerrar suas atividades, conta Bardela. “Graças ao esforço das unidades, que acreditaram e deram um voto

de confiança para gente, conseguimos sair do sufoco”, relata. “Os últimos dois anos foram bastante complicados pela parte financeira, porque serviço, estava até sobrando [para os associados]”. “Agora estamos bem controlados e preparados para dar seguimento ao trabalho, focados na parte gerencial”, revela o presidente. O objetivo é buscar mais associados e implantar melhorias, desde a gestão administrativa, até a implementação de inovações tecnológicas que favorecem os trabalhos das unidades.


Mundo

Táxi

Trânsito e impostos Alcançar estabilidade e iniciar um processo de crescimento é função administrativa que depende do empenho do grupo e também da organização do trabalho. “Se você não tiver um controle gerencial fiel da situação, acaba trabalhando apenas para atender ocasiões imediatas”, detalha Bardela. Mas a regra não vale para todo e qualquer problema. Como todas as outras associações de rádio táxis paulistanas, a SP Táxi tem no trânsito um de seus maiores desafios a serem superados. “O trânsito é um problema grave. O prazo que a gente tinha há cinco anos, que era um tempo médio de atendimento de 10 minutos, hoje praticamente dobrou. E isso mesmo que o taxista esteja na área de solicitação”, revela. “No contrato nós já informamos o cliente sobre o prazo. Eu não consigo mais atender em menos de 20 minutos, só em horários não convencionais, das 11h às 15h”, acrescenta. Há, ainda, outro grave problema a ser enfrentado pelas empresas de rádio táxi, sob pena de inviabilizar o trabalho no futuro: o excesso de impostos e taxações. “A gente está pagando uma gama de impostos que é absurda. Se forem somados todos os impostos mais a manutenção, o custo para traba-

“O trânsito é um problema grave. O prazo que a gente tinha há cinco anos, que era um tempo médio de atendimento de 10 minutos, praticamente dobrou. Vilson Bardela lhar em uma rádio está girando em torno de 30% do faturamento do taxista”, queixa-se. Bardela prevê a redução de associados com o passar do tempo se a situação não for avaliada. “Se não for feita alguma coisa ainda este ano, a migração de taxistas de associações indo para ponto vai ser grande”, conta. “O número de rádio taxistas não aumenta há 10 anos”, revela. Logo nas primeiras semanas deste ano, o presidente da SP Táxi foi surpreendido com a saída de dois associados. “Eles optaram por ir para o ponto para não pagar tantos impostos”, relata. Experiência aplicada ao bem comum Outra característica marcante no traba-

Focada para conseguir a melhor performance, a Associação São Paulo busca investir em novas tecnologias 28

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lho no atual trabalho de gestão da SP Táxi é aproveitar dos diferentes talentos e competências de seus componentes, para conferir maior qualidade ao serviço prestado pela associação. Antes de se tornar taxista, Bardela foi gerente de faturamento hospitalar, atuação que tem um diferencial sobre a área de administração. “A experiência anterior faz muita diferença para o cargo que eu ocupo hoje”, conta. “Existe grande diferença entre as duas áreas, mas conhecendo cada uma eu posso mediar melhor as situações e, no final, uma experiência ajuda a outra”, assume o presidente. O diretor administrativo da SP Táxi na gestão 2010/2011, João Carlos Teixeira Felix, que há oito anos atua como taxista, foi outro exemplo desse tipo de trabalho. Formado em análise de sistemas, cursou faculdade, mas nunca trabalhou na área. Durante sua gestão pode se envolver com a organização da associação, modernizando o processo de gestão. “Eu participava do conselho deliberativo e, como interessado também pelos assuntos da associação, comecei a ajudar na parte administrativa”, revela Felix. “O meu objetivo foi contribuir para facilitar a vida dos taxistas e cortar gastos desnecessários. Para isso, fizemos uma revisão de toda a parte de infraestrutura tecnológica, inclusive com mudança de alguns prestadores de serviço e adoção de equipamentos mais modernos que resultaram em melhores condições para os motoristas e menos gasto com manutenção”, finalizou o ex-diretor administrativo.


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Marcha Uma viagem ao passado do

a ré transporte urbano

Toque feminino na história do automóvel Sem a efetiva participação das mulheres, talvez a história do automóvel tivesse que rodar muitos quilômetros a mais para se tornar uma realidade Digital Cat

haviam percorrido distâncias superiores a 20 km. Coube então a Bertha provar, ousadamente, que o marido estava enganado.

A força e determinação da mulher Em uma manhã de agosto de 1888, ela e os dois filhos, Eugène (15 anos) e Richard (14 anos), iniciaram uma aventura que terminou por atestar a viabilidade do Benz Motorwagen 3: percorreram 104 km, de Mannheim a Pforzheim. O bilhete deixado para o marido avisava que estavam indo “visitar a vovó em Pforzheim”. Durante essa que foi a primeira viagem de automóvel da história, Bertha encontrou inúmeras dificuldades, desde falta de combustível a problemas mecânicos, mas foi capaz de solucionálos e provar que a invenção estava pronta para rodar.

Criar, inovar e pilotar Bertha Benz foi quem, ousadamente, realizou os testes que comprovaram a viabilidade do primeiro automóvel movido a combustão: o Benz Motorwagen nº 3

E

las ocupam posição de destaque na sociedade atual. São mães, esposas e trabalhadoras, chegando a assumir cargos de liderança e confiança. Tudo isso não é recente ou mesmo uma novidade, o que você talvez não tenha percebido ainda é que as representantes do sexo feminino também devem ser lembradas a cada quilômetro que você roda com seu carro. Sim, elas também contribuíram para que essa invenção se tornasse viável.

Desde o primeiro carro Considerado o inventor do primeiro automóvel movido à combustão, Karl Benz 30

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Por Marina Schmidt

contou, desde o início, com o apoio e a intensa participação da esposa durante todo o processo de construção do primeiro carro. Bertha Benz familiarizou-se tanto com a iniciativa do marido que chegou a compreender o processo mecânico do veículo. Em 1885 a invenção estava pronta. E Bertha, claro, não deixou de testá-lo, tornando-se a primeira mulher da história a dirigir um automóvel, a 13 km/h. Ainda assim, Karl Benz recusava-se a iniciar a produção de carros, pois, achava que eles não estavam prontos para comercialização, uma vez que os modelos criados até 1888 não

Embora fosse a primeira mulher a colaborar com o desenvolvimento do automóvel, Bertha não seria a última. Desenvolvido entre 1893 e 1903, o primeiro automóvel americano, o Duryea, recebeu uma inovação fundamental criada por uma mulher: Mary Anderson inventou o para-brisa e aumentou a segurança do carro. Até 1923, 175 mulheres registraram patentes de invenções relacionadas aos veículos, semáforos e sinalizações de trânsito. A primeira mulher habilitada a dirigir um automóvel foi a Duquesa Anne d’Uzès, em 1898, na França. Ela também foi a primeira mulher a ser advertida por exceder o limite de velocidade - conduzia o veículo a 15 km/h, quando o permitido era 12km/h!


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Volante

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Por Miro Gonçalves

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Divulgação

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Air Bag e ABS exigidos por lei Até o ano de 2014, todos os automóveis produzidos no Brasil devem sair com Air Bag e freios ABS como itens de série

A

s exigências para que as montadoras de automóveis passem a incluir o sistema de antitravamento de rodas (conhecido como ABS) e o Air Bag como itens de série foram estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito - Contran e estão detalhadas nas resoluções 311 e 380, que determinam a obrigatoriedade desses equipamentos.

Alexandre Martins Xavier

As novas regras colocam em evidência um tema cada vez mais importante: a segurança no trânsito. “Vemos com bons olhos essa obrigatoriedade”, afirma André Horta, analista de segurança viária do Centro de Experimentação e Segurança Viária - Cesvi Brasil.

Vale ressaltar ainda que as determinações do Contran deixam a cargo das montadoras a escolha dos modelos de automóveis que irão receber os novos equipamentos de segurança, até que toda produção seja contemplada com estes novos itens.

Uso correto do air bag Contudo, mais do que dispor desses equipamentos, é importante saber fazer uso deles. “O air bag é um dispositivo de segurança passivo, porque age logo após o impacto. Ele funciona junto com o cinto de segurança para evitar uma lesão maior do condutor ou do passageiro”, esclare Horta.

André Horta, analista de segurança da Cesvi Brasil, vê com bons olhos a obrigatoriedade 34

Em nota, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores - Anfavea afirma que “tais resoluções vêm em favor da segurança do trânsito e contam com o integral apoio da Anfavea e da indústria automobilística brasileira”. Sobre um possível aumento no valor dos automóveis, provocado pela adequação às exigências, a Anfavea esclarece ainda que os custos serão avaliados por cada fabricante.

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Não basta contar só com o air bag, adverte o analista. “É preciso ter uma postura correta dentro do carro, senão o disparo do equipamento pode ocasionar lesões piores do que as do acidente”. Entre os cuidados que condutores e passageiros devem ter, ele destaca: sempre usar o cinto de segurança, sentar-se

corretamente a uma distância de 30 a 40 centímetros do painel do carro, não colocar os pés no painel e não transportar no banco da frente crianças menores de 10 anos ou pessoas que necessitem de cuidados especiais.

Vantagens do ABS O sistema de antitravamento das rodas também tem impacto significativo na garantia de segurança ao volante. “O ABS é conhecido tecnicamente como um dispositivo de segurança ativo, ele impede que as rodas do carro travem durante uma frenagem, permitindo que o condutor consiga desviar de uma colisão”, explica Horta. Em estudo realizado pela Cesvi Brasil, a maior parte dos condutores participantes não conseguiu evitar o travamento das rodas em uma frenagem de emergência usando um carro sem o dispositivo. Em carros equipados com o equipamento, a maioria obteve sucesso na manobra, mesmo aqueles que nunca haviam usado o ABS. Cronograma de implantação de sistema antitravamento (ABS) e air bag nos veículos saídos de fábrica (Automóveis e caminhonetes) 01 de janeiro de 2012

30%

01 de janeiro de 2013

60%

01 de janeiro de 2014

100%


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Rena Lombardero

Lazer & Cultura

Snooker, o esporte que favorece a mente e o corpo

C

om mais de 130 anos de história, a sinuca

diano, promovendo a sensação de relaxamento, ela

(ou snooker, em inglês) foi elevada ao pata-

favorece o alongamento corporal, a concentração e

mar de esporte em 1988. Mas a ascensão não

faz com que o jogador caminhe bastante”, destaca

representou um isolamento social, pelo contrário, o

a campeã brasileira de sinuca Silvia Taioli, 45 anos.

esporte figura entre os mais democráticos. Basta que

Uma hora de partida representa a queima de 250

haja dois ou mais jogadores e uma mesa apropriada

calorias, mas para sentir os benefícios da prática,

para que o jogo aconteça. Em relação ao preparo fí-

ela sugere que o esporte seja praticado duas vezes

sico ela também é pouco exigente, o que admite que

por semana, por cerca de duas horas. “É um esporte

quase todo mundo esteja apto a praticá-la. Por outro

de baixo impacto, que não requer preparo, mas que

lado, os benefícios para a saúde não são poucos.

pode influenciar o jogador a praticar outras ativida-

“Além de permitir que a pessoa se desligue do coti-

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tÁxi! EDIÇÃO 32

des esportivas”, defende.

Priscila Prade

Por Marina Schmidt


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Priscila Prade

Esportista, por que não? E se a intenção é começar na diversão e chegar ao nível de um profissional, saiba que, diferente de outros esportes, no snooker a idade não é um problema. “Uma pessoa com 50, 60 ou mais anos, pode se tornar competidor internacional”, exemplifica Paulo Dirceu Dias, 67 anos, ex-diretor técnico e vice-presidente da Confederação Brasileira de Bilhar e Sinuca (CBBS). Mas ele reforça que aquela sinuquinha no bar, uma das atividades mais populares e comuns no Brasil, está bem distante da atuação exigida de um participante dos rankings oficiais.

Priscila Prade

Como qualquer esporte, o snooker segue regras e elas são diferentes dos padrões da sinuca brasileira, jogada e conhecida somente aqui. “Implantamos o snooker no Brasil a duras penas. Rui Chapéu e Jesus - nomes famosos da sinuca nacional - não conseguiram nem passar na fase seletiva de uma competição internacional porque não conheciam adequadamente as regras oficiais do Snooker internacional. Depois da implantação das normas do snooker, houve um aprimoramento do esporte”, esclarece Dias. “Embora a nossa sinuca seja agradável, mais dinâmica e mais interessante para o público que assiste, ela é menos técnica que o snooker”, acrescenta. Lazer e saúde De toda forma, tanto o popular jogo sinuca, que se apoia na improvisação dos jogadores, como o snooker de regras internacionais, garantem a diversão e os benefícios para a saúde. Fica a critério do jogador decidir se vai apenas buscar uma diversão sem maiores compromissos ou um desempenho sério dentro da modalidade. Até os 40 anos, Dias se assemelhava à maioria dos praticantes da sinuca e jogava no improviso. “Eu procurei a federação e comecei a me envolver com as normas técnicas do jogo”, revela. Por isso, ele sugere aos que querem se aprimorar no esporte que procurem as federações de sinuca, para favorecer o aprendizado adequado.

Herry Lawford

Outra possibilidade para investir na prática esportiva correta é realizar aulas com professores especializados. Silvia Taioli é instrutora em clubes paulistanos, além de ser comentarista de Snooker e Pool do canal ESPN Internacional. Existem, ainda, casas de sinuca e snooker que contam com instrutores para os que querem ir além da diversão. “A pretensão é que a prática do snooker se popularize mais e se torne a mais jogada no Brasil”, afirma Dias.

Mesmo para quem deseja praticar como esporte a idade não é um problema no snooker 38

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Campeã brasileira de sinuca, Silvia Taioli atesta os benefícios da prática, que, além de proporcionar uma sensação de relaxamento, contribui com alongamentos do corpo e exercícios de concentração

Saiba mais: Livro: Snooker: tudo Sobre a Sinuca Autores: Sergio Faraco e Paulo Dirceu Dias Editora: L&PM Editores

Onde jogar: Atlanta Snooker Bar www.atlantasnookerbar.com.br Endereço: Rua Faustolo, 434 - Lapa Tel.: (11) 3871-1632 Boteco Taco Endereço: Rua Humaitá, 122 - Humaitá Tel.: (11) 2539-5109 Federação Paulista de Sinuca e Bilhar www.fpsb.com.br Endereço: Rua Américo Brasiliense, 2065 Chácara Santo Antônio Tel.: (11) 5181-0336 Tati Snooker Show www.tatisnooker.com.br Endereço: Avenida Santo Amaro, 1308 Vila Nova Conceição Tel.: (11) 3044-5325


Perfil Taxista Por Arnaldo Rocha

Uma profissional do táxi em defesa da vida animal Davi Francisco

até para o prefeito Gilberto Kassab o pedido para que meu táxi fique todo cor-de-rosa pelo menos na Copa do Mundo. Já tenho o interior do carro rosa, todo mundo que entra fala: ‘nossa que lindo, que meigo!’”, afirma.

Em defesa da vida animal Os animais, principalmente os cães abandonados e vítimas de maus tratos, são outra paixão presente na vida de Raquel. “É um trabalho de mais de 10 anos. Uma amiga morreu e deixou de herança 15 cachorros em casa e eu os adotei. O meu sonho hoje é montar um centro de reabilitação da vida animal e cuidar desses animais. Hoje tenho comigo dez cães, alguns cegos, outros mutilados, um com a coluna quebrada, outro que tem apenas um olho”, relata emocionada.

Articulada e combativa, Raquel é comprometida por completo com três causas fundamentais: garantir uma excelente condição de vida para sua filha, Gabriela Garcia Del Antônio; conquistar o direito de ter um táxi totalmente pintado na cor rosa, e construir um centro de reabilitação da vida animal. “Moramos eu, minha mãe, que é o amor da minha vida, e minha filha, que é meu anjo. Ela tem sete anos. Eu adoro trabalhar, mas o sábado eu dedico o dia pra minha mãe e para minha filha, aí somos só nós, as três Marias”, declara entre risos.

Um começo difícil Como muita gente que inicia na profissão, Raquel foi trabalhar em uma empresa de fro40

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ta antes de conseguir comprar o seu primeiro carro. “Não tinha ponto, batia lata e juntava as pratas, fui com a cara e a coragem. No primeiro mês batalhei e já consegui um ponto, o pessoal era muito legal, até hoje tenho amigos lá, mas fui assaltada. Então não quis mais ficar naquela região e desci pra 25 de março. Ali me apaixonei no meio daquele povo, aquela loucura, aquele trânsito e pensei: ‘é aqui que eu tenho que ficar’. Eu fundei aquele ponto. Briguei, consultei prefeitura, fiz tudo que eu tinha direito ali. E estou lá há 10 anos”, comemora.

A força do feminino Seguindo uma tendência presente em alguns países como Índia, Líbano e México, que contam com frotas de táxi cor-de-rosa, dirigidos exclusivamente por mulheres, Raquel também está apostando no universo feminino para alavancar o seu negócio. “O pessoal do Sindicato [dos Taxistas Autônomos] está me dando a maior força e já enviei

Davi Francisco

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ilha de mãe e pai taxistas, Raquel Garcia Del Antônio não teve dúvidas quando decidiu deixar o emprego que tinha na LBV - Legião da Boa Vontade e assumir o volante de um táxi. “Os meus pais são taxistas e desde pequena vejo eles chagarem em casa todo dia com um dinheirinho. Ao mesmo tempo, eu queria algo que me desse mais liberdade de ir e vir e poder fazer os meus horários, aí vim para a praça”, revela.

Enquanto não consegue concretizar seu centro de reabilitação, Raquel conta com o apoio de amigos e instituições para continuar sua luta em defesa da vida animal. “Sozinha é muito difícil e preciso de doações. Para banho e tosa o pessoal do Canil Bersaba, da Dra. Roseli Figueiredo, que fica na Vila Maria, me ajuda. Agora estou tentando participar do Programa do Gugu e também vou escrever para o programa do Luciano Hulk; quem sabe eles me ajudam a viabilizar o meu centro de reabilitação para cuidar dos bichinhos. Enquanto isso, seguimos cuidando deles da melhor forma possível”, finaliza.


Informaçþes: 11 3392-1524 email: pesquisa@portodasletras.com.br


Connection Consulting

Sampa Street

Augusta Cantada e festejada, a Rua Augusta é um dos logradouros mais característicos de São Paulo. Quem visita a cidade em busca de diversão a tem como destino certo. Mas antes de ser um dos endereços mais badalados da capital, ela foi apenas uma trilha de terra batida.

As primeiras informações documentadas da Rua Augusta datam de 1875, segundo o Arquivo Histórico da Prefeitura de São Paulo. Nesse período, ela começava na entrada da “Chácara do Capão” (altura da Rua Dona Antonia de Queiroz) e seguia até o topo do “Morro do Caaguaçu”, onde hoje está a Avenida Paulista. No mapa da cidade de 1897 ela já aparece com a atual denominação. Quem transformou a antiga trilha em rua foi o proprietário da “Chácara Capão”, o português Mariano Antonio Vieira. No interior de sua propriedade, Vieira abriria o bairro Bela Cintra e diversas outras ruas da região, como a Frei Caneca e a “Rua da Real Grandeza”, atual Avenida Paulista. De acordo com depoimentos da época, o proprietário decidiu abrir uma rua por onde deveriam passar os bondes elétricos, entre 1890 e 1891 (tempo em que os bondes paulistanos eram puxados por burros; os elétricos só começariam a ser usados a partir de 1900) e a Rua Augusta começava a se transformar em um ponto importante da cidade. Fonte: Arquivo Histórico de São Paulo

Quadrinho

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Curiosidades Barbeiro

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Roda Solta A origem da expressão “motorista barbeiro” remete há séculos passados, quando os barbeiros, além de realizar serviços de corte de cabelo e barba, também arrancavam dentes, cortavam calos, entre outras funções semelhantes. Por não serem qualificados, esses serviços não podiam ser considerados os melhores, gerando frustrações e o surgimento do termo “coisa de barbeiro” para designar a qualidade (péssima) do trabalho. A expressão foi criada em Portugal e aqui passou a ser usada para criticar os maus condutores.

Você sabia?

Reciclar papel é uma atitude que ajuda a diminuir o desmatamento. A cada 50 quilos de papel reciclado uma árvore deixa de ser cortada.

Piada

Um português queria ir à Alemanha, porém não sabia falar alemão. Conversando com um brasileiro, obteve a explicação de que na Alemanha não havia necessidade de se falar alemão, ele precisava, somente, falar pausadamente. O português gostou da ideia e pegou o primeiro voo para Berlim. Chegando lá ele foi para o ponto de táxi, fez sinal e o taxista parou. Quando embarcou, o português disse: - BOM DIA. E o motorista respondeu: BOM DIA. O passageiro solicitou: - ME LE-VE PA-RA O HO-TEL. - PO-IS NÃO, respondeu o motorista. O passageiro perguntou: - CO-MO É O SEU NO-ME? E o taxista respondeu: - EU ME CHA-MO MA-NO-EL. E O SE-NHOR? - EU ME CHA-MO JO-A-QUIM. O taxista continuou: - DE ON-DE O SE-NHOR É? O Português respondeu: - EU SOU DE LIS-BO-A E O SE-NHOR? SOU DE CO-IM-BRA, respondeu o motorista. Então, o taxista perguntou: JÁ QUE SO-MOS POR-TU-GUE-SES POR QUE ES-TA-MOS FA-LAN-DO EM A-LE-MÃO?


Revista Táxi - Edição 32  

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