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Fé auxilia no tratamento de pessoas com dependência química

Jovens se afastam da igreja ao ingressar na universidade

SETEMBRO E OUTUBRO DE 2013

Elas seguem ao Senhor sem deixar a beleza de lado

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Somos irmãos Cristãos acreditam que a palavra de Deus e o Espírito Santo incubem-se de facilitar a comunhão entre pessoas desconhecidas


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Parem com esta rivalidade, em nome de Jesus

DEZ DICAS PARA O SEU LAR “Que proveito terá o homem, ou a mulher, se ganharem o mundo inteiro, mas perderem suas próprias famílias?” 1. Estabeleça a linha de comando de Deus. A Bíblia nos ensina que, para o cristão, Jesus Cristo é o cabeça do lar.

N

os países do oriente como Palestina, Israel, Afeganistão. Religiosos declaram guerras em nome de Deus. Muitos pensam como uma pessoa pode iniciar uma guerra e matar o próximo para defender suas convicções religiosas, mas será que essas guerras não são semelhantes com as rivalidades entre as igrejas no Brasil? As guerras iniciam-se por causa das diferenças ideológicas e as rivalidades também são travadas pelas diferenças. Por exemplo, os membros da Igreja “A” não cumprimentam as pessoas da Igreja “B”, por causa das diferenças. No entanto, a palavra de Deus diz: “Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação. Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros”, explica Apóstolo Paulo no livro de Romanos. Segundo o Dicionário Michaelis, rivalidade significa concorrência entre duas pessoas ou coletividade que pretendem alcançar o mesmo objetivo, ou melhor, quando um grupo ou um indivíduo entra em guerra ou em rivalidade a tendência é os dois perderem ou um sair menos machucado do que outro. Será que é utópico enxergar a Igreja “A” ajudando a Igreja “B” ou as duas juntas cuidando das pessoas marginalizadas pela sociedade? Isso não é utopia, mas um mandamento de Jesus Cristo. Ele disse: “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes”. Percebe-se que amar ao próximo é o segundo maior mandamento que um cristão deve seguir. Desta forma, as guerras e rivalidades cessarão, pois as diferenças doutrinárias e ideológicas são pequenas perto do grande mandamento de Jesus Cristo. Quando as pessoas tiverem essa unidade, as pequenas diferenças nunca serão capazes de destruí-las. Nesta edição queremos enfatizar esse grande mandamento e resgatar os princípios bíblicos esquecidos ou distorcidos no decorrer dos anos pelos cristãos. Leia mais sobre este assunto na página 18.

2. Obedeçam ao mandamento de amarem-se mutuamente.

POR ANDERSON MAZZEO

Billy Graham

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3. Demonstrem aceitação e apreciação a cada membro da família. 4. Os membros da família devem respeitar a autoridade de Deus sobre eles e a autoridade que Deus delegou através da linha de comando. 5. É importante que haja treinamento e disciplina no lar - e não somente para o cão da casa! 6. “Curtam-se” mutuamente e separe tempo para que a família toda possa conviver e desfrutar da presença um do outro. Quantidade de tempo é qualidade de tempo. 7. Não cometa adultério. Adultério destrói o casamento, sendo pecado contra Deus e contra o cônjuge. 8. Cada membro da família deverá trabalhar para o benefício mútuo da família como um todo. Os filhos devem ter tarefas a serem cumpridas, e a eles deve ser passado que o trabalho enobrece e traz realização. 9. Orem e leiam a Bíblia juntos. Nada poderá unir mais a família do que esse hábito, além de ser a melhor defesa existente contra as investidas de Satanás. 10. Deve haver uma preocupação genuína em cada um dos membros da família, quanto a salvação uns dos outros. Isto deve estender-se além da família imediata, como avós, tios, primos e agregados. “Não há como ser um “sucesso” aos olhos de Deus, se nossas famílias forem desajustadas e bagunçadas.”

SITE www.revistase7e.com.br

E-MAIL revistase7e@gmail.com

A Revista Se7e é um produto da empresa MAZZ Editora e Propaganda direcionada para todos os Londrinenses, principalmente, os evangélicos da cidade e região com o objetivo de tratar assuntos religiosos de forma jornalística, discutir assuntos da atualidade sob o ponto de vista bíblico para informar os evangélicos, fortalecer os princípios da crença e evangelizar. Jornalista Responsável: Anderson Mazzeo. Jornalistas Colaboradores: Ana Paula Garbiate, Reinaldo César Zanardi. Diagramação e Projeto Gráfico: Anderson Mazzeo. Periodicidade: Bimestral. Contatos Comerciais: (43) 9926-4073 ou (43) 33426768. Endereço eletrônico: revistase7e@gmail.com Mídia Social: facebook.com/revistase7e. Agradecimentos: Sandra Paula Mazzeo, Adalton Tomaz, Angela Lima, Vanderlei Frari, Wilson Dedin, Vlademir José da Silva, Jean Carlos Takara, Eric Gomes do Carmo, Higor Ferreira, Rita de Fátima Paula, Maria Aparecida Vargas Santos, José Soares da Rocha, Vagner Aparecido Martins, Fabiana Maria Tomé Silva, Vanuza Araújo Fernandes, Ivanir Carolina Lembi, André Dedin, Vera Lúcia Jorge Dedin. Créditos Textos: Drogas: Jesus ajuda na recuperação, por Anderson Mazzeo e Ana Paula Garbiate. Jovens se afastam da igreja ao ingressar na universidade, por Anderson Mazzeo. O Evangelho rompe fronteiras culturais, por Anderson Mazzeo. Música, luz e som na caixa, por Anderson Mazzeo e Ana Paula Garbiate. Evangélicas sim, fashions também, por Ana Paula Garbiate. Coluna Social, por Anderson Mazzeo. 20 anos de CEDV, por Anderson Mazzeo. Créditos Fotos: Página. 01 – Diego Medrano (www.sxc.hu). Página. 02 – Divulgação. Páginas. 4 e 5 – Vlademir José da Silva, Anderson Mazzeo, Wesley Ferreira Oliveira (www.sxc.hu), Clara Rosa. Páginas. 6 e 7 – Renata Cabrera. Páginas. 8, 9, 10 e 11 – Anderson Mazzeo. Páginas 12, 13 e 14 – Anderson Mazzeo, Wilson Dedin (arquivo pessoal), Divulgação. Página. 16 – Wesley Ferreira Oliveira (www.sxc.hu). Página. 17 – Adalton Tomaz (Arquivo Pessoal). Páginas. 18, 19, 20, 21, 22 e 23 – Vlademir José da Silva (Arquivo pessoal). Páginas. 24 e 25 – John Nyberg (www.sxc.hu). Páginas. 26 e 27 - Higor Ferreira (Arquivo Pessoal). Página. 28, 29, 30 e 31 – Anderson Mazzeo. Páginas. 32, 33, 34, 35, 36 e 37 – Clara Rosa (divulgação). Páginas. 38 e 39 - Divulgação.

REVISTA

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VIDA DE PASTOR Conheça a vida pessoal do pastor José Soares da Rocha. Pág. 28

SEJA CRISTÃO Música para adorar a Deus ou para confortar o homem?

SOCIAL Festas, shows, aniversários. As igrejas promovendo o Reino de Deus

ESPECIAL Nesta edição, a revista “Se7e” faz uma reflexão sobre a essência da frase “A paz do Senhor irmão”, um cumprimento muito utilizado entre os Evangélicos. Pág. 18


JOVENS EM CRISTO Como lidar com as diferenças ideológicas na universidade sem desistir de Deus. Pág. 6

O PODER DA PALAVRA A dependência química é considerada uma doença incurável pela sociedade médica e os testemunhos demonstram que a fé auxilia o tratamento. Pág. 15

HISTÓRIA Um Ministério que nasceu nos parreirais de uvas de Guaravera e atinge proporções jamais imaginadas. Pág. 10

MODA Nada de “Ivones” nem de “donas Dolores”, as evangélicas são bonitas e elegantes. Pág. 32


dos jovens cristãos se distanciaram da igreja ao ingressar na universidade

“O jovem tem de ter as convicções religiosas sólidas”

Jovens se afastam da igreja ao ingressar na universidade Estatísticas apontam que 58% dos jovens cristãos se distanciam das atividades religiosas no período acadêmico


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Sandra dos Santos Paula conta que: “O embate de pensamento é normal numa universidade, mas o que me constrangia era a inaceitação de minhas ideias”


A

família é a primeira instituição social a qual o ser humano passa a pertencer. Nela a criança aprende os hábitos e os valores dos pais e familiares como linguagem, ideologias, histórias, tradições e crenças. Por isso, o lar tende a ser um lugar harmonioso e com poucos conflitos ideológicos. A segunda instituição social que a pessoa passa a frequentar é a igreja. Geralmente esse hábito tem início já na infância e, por isso, na maioria das vezes é uma escolha feita pelos pais. Nessa instituição, o indivíduo também não costuma ser confrontado, pois os princípios ali ensinados são, normalmente, os mesmos transmitidos anteriormente pelos pais. O tempo vai passando e o indivíduo cresce. Inicia a vida acadêmica e assim a escola, pode ser considerada a terceira instituição a qual ele passa a fazer parte. No ambiente escolar o ser humano passa a ampliar o grupo de amigos e começa a conhecer outras formas de pensamentos. Apesar disso, ainda assim não costuma passar por significativas contestações ideológicas. Depois disso vem a vida adulta e é aí que o indivíduo ingressa naquela que podemos intitular como a quarta instituição social, a universidade. O ambiente universitário é conhecido como um local estimulante à liberdade de pensamentos, indagações, opiniões e reflexões. Nesse momento, o jovem pela primeira vez passa a ser confrontado. Tudo o que ele aprendeu até então, através das instituições anteriores, é colocado à prova e os valores que antes eram considerados como verdades absolutas agora passam a ser questionados. Tudo isso para instigálo ao exercício da reflexão. Nesse momento, os confrontos de ideias podem influenciá-lo e induzi-lo a tomar decisões até então impensadas como se afastar da crença religiosa. Uma pesquisa realizada por Steve Hernderson, presidente do Instituto Christian Consulting for Colleges and Ministries, apontou que cerca de 58% dos jovens cristãos nos Estados Unidos se distanciaram da igreja ao ingressar na universidade. Essa tem sido uma prática comum também entre os jovens brasileiros,

como explica Vanderlei Frari, professor de Teologia sistemática. “Na universidade, o jovem enfrenta embates das suas crenças com as correntes de pensamentos que, geralmente, são contrárias àquilo que está acostumado a ouvir. Não encontrando uma fundamentação mais sólida para explicar sua fé, o jovem cristão acaba se afastando das suas convicções.” Frari também destaca que apesar desse visível afastamento do jovem cristão em relação à igreja no período universitário cabe às comunidades criarem mecanismos para ajudá-lo nesta fase e mantê-lo presente. De acordo com o teólogo, a universidade não é a responsável por esses problemas, e sim, o despreparo das pessoas. “O jovem tem de ter as convicções religiosas sólidas, caso contrário será bombardeado e essa falta de convicção levará a aceitação de outras ideias que são opostas aos conceitos bíblicos. Acredito ser esse o papel da igreja: firmar essa convicção no coração do jovem de forma racional para que ele possa também ter argumentos concretos para explicar a sua fé”, ressalta Frari. Sandra dos Santos Paula é um exemplo de jovem convicta em sua fé. Formada em Serviço Social em 2007, ela comenta a existência desses confrontos ideológicos e nos descréditos religiosos entre os jovens durante a fase universitária. “O embate de pensamento é normal numa universidade, mas o que me constrangia era a inaceitação de minhas ideias, consideradas por eles, crendices, por se embasar na Bíblia”. Outro obstáculo na vida do jovem cristão, nessa fase, é conseguir conciliar família, igreja, universidade e emprego. O excesso de atividades deixa o indivíduo cansado, consequentemente, ele prioriza o que é mais cobrado pela sociedade, como a universidade e o emprego. Essa foi outra dificuldade que Sandra teve que superar na época de universitária. “Queriam que eu diminuísse meu trabalho ministerial, mas não desisti. Porque se era necessário arrumar tempo para tantas coisas, não poderia deixar de lado a igreja. Um estudante, hoje em dia, precisa ter muita organização para conciliar todas as atividades, sem jamais perder o foco em Jesus”, relembra Sandra.


A Comunidade Evangélica Deus Vivo, comprometida com a palavra de Deus e com a missão que Jesus deixou, comemora 20 anos de ministério neste mês de agosto. Conheça a trajetória desta comunidade até os dias de hoje. Uma história que nasceu nos parreirais de uvas de Guaravera e atinge proporções jamais imaginadas pelo fundador Wilson Dedin.


Igrejas distribuídas em diversas localidades

“Wilson Dedin é um pastor, um pai e um amigo. Da mesma forma, sua esposa que me acolheu com muito carinho”, declara Ivanir Carolina Lembi REVISTA

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P

astor e fundador da Comunidade Evangélica Deus Vivo (CEDV), Wilson Dedin, trabalhou durante 12 anos no cultivo de uvas e foi nessa época que ele ouviu a voz do Senhor chamando para uma grande obra. “Enquanto eu cuidava de um parreiral de uva, lembro-me que ouvi uma voz falar: Meu servo, o que você faz neste lugar? Eis que estou te chamando”, detalha Wilson Dedin. Essa experiência aconteceu no início da sua fé e ele ainda não sabia que era a voz do Senhor. Por isso perguntou, “quem está falando?” Mas nada aconteceu e continuou trabalhando. De repente, a voz falou novamente: “O que você faz neste lugar? Vou tirar você daqui e você vai fazer minha obra”. Wilson Dedin explica que esse fato ocorreu por volta das 9h da manhã e ele começou a chorar. No final da tarde, retornou para sua casa e contou para a esposa, Vera Lúcia Jorge Dedin, o que havia ocorrido no parreiral, mas ainda não compreendia exatamente o que se passara. Quando anoiteceu, Wilson Dedin foi ao monte orar, juntamente, com o seu irmão Natalino Dedin e outros amigos. “Ninguém sabia de nada, quando Natalino Dedin foi tomado pelo Espírito Santo em revelação e disse: “Meu servo, fui eu, O Senhor, quem falou contigo e estou chamando-o para pregar a minha palavra”, explica Wilson Dedin. Nesse período, ele começou a pregar nos distritos de Paiquerê, Guaravera, Irerê, São Luiz e nas fazendas vizinhas. Por volta do ano de 1988, começou a cuidar de algumas igrejas e foi quando iniciou o seu ministério pastoral. Dois anos depois, profetas falavam sobre o seu grande chamado, ele so-

nhava com a obra e sentia o seu coração “arder” por pregar A Palavra de Deus. Porém, ele protelava o chamado, pois entendia o tamanho da responsabilidade. “Isso durou 2 anos e 8 meses falando “não” ao Senhor, pois eu pensava que não tinha condições de receber este chamado para estar à frente de um ministério, mas o Senhor continuava insistindo neste propósito”, revela o pastor Wilson Dedin. Familiares começaram a perceber que o pastor Wilson Dedin realmente

1986

fora escolhido para cuidar de uma grande obra. Por isso, Luiz Carlos Dedin, irmão do pastor, incentivou-lhe a pregar na garagem de uma casa no Jardim Santa Rita, uma antiga mecânica de motos com 24 m2. Pastor Wilson Dedin complementa: “Em agosto de 1993, mudeime para a casa e comecei a pregar na garagem ao lado, ainda com um pouco de resistência, mas Deus começou a confirmar, pois logo as pessoas foram chegando e os milagres acontecendo”. Dia 12 de setembro de 1993 é a data

1994

Wilson Dedin e Vera Lúcia Jorge Dedin aceitaram Jesus Cristo como o seu Salvador numa tarde de domingo, às 14h, no distrito de Guaravera

O ministério compra um terreno de 3600m2 no Jardim Portal dos Ramos e inicia a construção da atual sede da CEDV

1988

Ele começou a pregar nos distritos de Paiquerê, Guaravera, Irerê, São Luiz e nas fazendas vizinhas. Por volta do ano de 1988, começou a cuidar de algumas igrejas e foi quando iniciou o seu ministério pastoral.

1993

Dia 12 de setembro de 1993 é a data considerada legalmente como o início da CEDV


considerada legalmente como o início da CEDV. A missionária Ivanir Carolina Lembi conheceu a Igreja nesta época e congrega até hoje no mesmo local. Ela lembra que tudo era muito simples. “Uma caixa de som, com um único microfone, um fio curto, um chão bruto com alguns buracos, 15 bancos pequenos de pinos que comportavam no máximo 4 pessoas e as paredes pintadas com cal branca. No entanto, a simplicidade não impedia a presença do Espírito Santo”. Nessa época, Ivanir passava por um

1996

momento muito difícil com sua família e revela que “Wilson Dedin foi um pastor, um pai e um amigo. Da mesma forma, foi sua esposa que me acolheu com muito carinho”. Emocionada, ela conta que recebeu mais apoio do pastor e da sua esposa do que da sua própria família. “Eu agradeço a Deus, primeiramente, pois tudo o que tenho foi Ele que me deu. Também sou muito grata por tudo o que eles fizeram por mim. A CEDV é, para mim, uma família”, ressalta Ivanir. Muitas pessoas foram chegando e a

garagem ficou pequena em questão de um mês. Por isso, Natalino Dedin doou a casa para o seu irmão vender e construir uma Igreja maior. Ele comprou um terreno no Jardim Leonor, na Rua Pinheiros, 428 e construiu a primeira Igreja da CEDV, mas no tempo de um ano e meio a Igreja ficou pequena de novo. No final de 1994, compraram um novo terreno de 3.600 m2 no Jardim Portal dos Ramos, local onde funciona a atual sede, e venderam o salão onde funcionava a Igreja do Jardim Leonor para construir o novo espaço. Vera Lúcia Jorge Dedin conta que primeiro construíram uma casa no terreno para eles morarem e depois levantaram a sede com 240 m2. “Na época, o local era deserto, com poucos vizinhos. Eu e as crianças ficávamos até com um pouquinho de medo quando o pastor saía para fazer visitas pastorais ou outros compromissos da obra. No entanto, sempre reconheci o seu ministério e aprendi, desde muito cedo, com a minha mãe, a ser uma mulher auxiliadora”, explica Vera. Depois de três anos, a sede ficou pequena novamente e foi necessário duplicar o espaço. A Igreja foi construída pelo mestre de obra Jordelin Souza Santos e alguns auxiliares como: o pastor Wilson Dedin e seus filhos Marcelo, Adriano e André; seus irmãos sanguíneos Pedro, Luiz e Natalino; alguns membros da igreja, por exemplo, Roberto Tomé e Sérgio Franco. André Dedin conta como ajudou na construção da sede. “Ainda pequeno, de bicicleta, levava marmita para o meu pai e os meus tios. Também, ajudava levar os tijolos, carregar areia e auxiliar no que fosse preciso, juntamente, com os meus outros irmãos”.

2010

A CEDV inaugura o CETRO com o objetivo de promover ensino bíblico ao corpo de Cristo

Início do programa Mensagem da Cruz pela Rádio Difusora, 17 anos de transmissão

2013

Rádio Harmonia Gospel (AM-1400)

REVISTA

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Atualmente, a sede da CEDV possui sala para as crianças, cozinha, refeitório, salão de festa, escritório, casa do zelador, um amplo estacionamento, quadra de esporte com quase 700 m2, estúdio de rádio, piscina de batismo. Tudo isso sem visar, exclusivamente, o conforto ou a beleza, mas primando por um local agradável para Adorar a Deus, receber as novas ovelhas do Senhor e auxiliar as demais Igrejas distribuídas em várias localidades. A CEDV possui 32 templos distribuídos pela cidade de Londrina e em outros locais como Cambé, Arapongas, Curitiba, Ibiporã, Terra Boa, Ortigueira e Paranavaí. Além dessas cidades, outros países como Chile, Portugal e Angola foram também contemplados com uma CEDV. Uma Igreja comprometida com a Palavra de Deus e com a missão de transmitir a mensagem de salvação que Jesus Cristo deixou. Por isso, todos os pastores, obreiros e membros estão empenhados para que essa missão seja cumprida. Para alcançar esse objetivo, o Ministério investe em várias áreas como: aberturas de novos templos, atingindo todas as regiões de Londrina e outras localidades do mundo; veículos de comunicação tais como rádio e site, na Rádio Difusora (AM-690) com o programa diário Mensagem da Cruz, e neste ano a Igreja locou a Rádio Harmonia Gospel (AM-1400); projetos como Centro de Treinamento (CETRO), objetivo de promover ensino bíblico ao corpo de Cristo; projetos sociais tais como Doações de Cestas Básicas, Campanha de Arrecadação de Roupas, Exercícios para Idosos e Saúde Preventiva; trabalhos voltados para todos os membros da família como chá de mulheres, jantar de casais, encontro de varões, acampamentos para jovens e atividades recreativas para as crianças; evangelismo de rua, levando a Palavra de Deus pessoalmente para várias pessoas; Missões Transculturais como a missionária Tatiana Marcela de Souza que saiu de Londrina para fazer missões na Bolívia, hoje, ela se prepara na base Missão Horizonte para

Pastor Wilson Dedin apresenta o programa Mensagem da Cruz pela Rádio Difusora desde 1996. Neste ano, a CEDV locou a Rádio Harmonia Gospel (AM-1400). Na foto abaixo, Jurandir Brizola e convidado

evangelizar nos países localizados na janela 10X40. O pastor Wilson Dedin revela que está feliz com a realização de todos esses projetos, mas a sua maior alegria não se encontra em conquistas materiais. “A minha felicidade não está na aquisição de novos templos ou na realização de novos projetos, pois tudo isso é pequeno perto da presença do Senhor. Também fico muito feliz quando vejo pessoas aceitando Jesus Cristo como seu Salvador e vidas transformadas, por intermédio da Palavra de Deus. Esse é o maior milagre que podemos contemplar”, declara Wilson Dedin. Por isso, muitas pesso-

as marcarão presença nos dias 23, 24 e 25 de agosto para agradecer a Deus e adorá-Lo por todos os projetos realizados e todas as vidas alcançadas nesses 20 anos de Comunidade Evangélica Deus Vivo. SERVIÇOS ANIVERSÁRIO DE 20 ANOS DE CEDV Preletor: Pr. Claudio Gama - RJ Tema: Olhai para a figueira e para as demais árvores Data: 23, 24 e 25 Horário: às 19h Local: Rua Carlos Pavan, 677 Jd. Portal dos Ramos


Drogas: Jesus ajuda na recuperação Comunidades terapêuticas utilizam o Evangelho como uma das ferramentas para auxiliar pacientes a permanecerem abstêmios

O

número de dependentes químicos tem aumentando cada vez mais, isso porque os jovens estão começando a usar drogas cada vez mais cedo. O vício pode começar numa simples brincadeira entre amigos. Geralmente, iniciam experimentando o álcool nos bares e baladas com os colegas. Muitas vezes, depois disso vêm o cigarro - muitos fumam para permaneceram num determinado grupo – em seguida podem vir outros tipos de entorpecentes. Uma simples brincadeira pode gerar consequências para o resto da vida. Mais tarde, o problema é conseguir se livrar da dependência gerada pela substância química. Selma Frossard Costa, assistente social e doutora em educação, explica que o álcool é a porta de entrada para as outras drogas, a que gera o maior número de vítimas fatais e a mais difícil de ser tratada. As consequências começam a aparecer com o tempo e vão desde o âmbito social como brigas familiares, desemprego, solidão e até mesmo o desgaste físico com a debilidade do organismo, perda de peso, comprometimento mental, distúrbios e outras enfermidades. Atualmente, milhares de pessoas estão nessa situação e não conseguem sozinhas ficarem abstêmias da substância. Por isso, famílias, amigos ou o próprio doente devem procurar setores especializados para ajudar no tra-

tamento. Em Londrina essas pessoas podem contar com a ajuda do Conselho de Álcool e Drogas que oferece atendimento pelo Caps, atendimento ambulatorial, grupos de ajuda mútua. As comunidades terapêuticas também auxiliam no tratamento desses doentes. No município existem cinco: Morada de Deus, Projeto Londrina viva (Prolov), Restaurando Vidas da Dependência Química (Revide), Centro de Recuperação de Dependentes Químicos e Alcoolista (Credequia) e o Ministério de Recuperação de Vidas (Resgate). O Ministério Evangélico Pró-vida (Meprovi) que, atualmente, trabalha com atendimento ambulatorial já atendeu durante 20 anos internamentos e pretende em breve retornar a assistência residencial. Algumas comunidades terapêuticas têm outras ferramentas que auxiliam no tratamento do dependente químico como o uso da fé ou Evangelho no processo de recuperação. “Segundo a Bíblia, o ser humano é corpo, alma e espírito. Por isso, é necessário trabalhar todas as áreas, isto é, um profissional que cuide do corpo como médico, nutricionista; outro que cuide da alma como o psicólogo; outro que cuide do espírito como um pastor”, explica o pastor Adalton Tomaz. E assim, não por acaso existem vários trabalhos publicados que mostram a influência da espiritualidade no tratamento de doenças (Espiritualidade baseada em evidências).

Percebe-se que a fé e a crença desempenham um grande papel na terapia e que a espiritualidade pode ser uma grande aliada no processo de reabilitação de qualquer tipo de doença, inclusive a dependência química. “A ciência tem compreendido que, aqueles que estão envolvidos numa espiritualidade têm uma prosperidade maior no processo do tratamento e ficam por mais tempo em abstinência”, diz Tomaz. Existem algumas comunidades terapêuticas, com princípios cristãos, que trabalham a dependência química não somente como uma doença física, mas também como uma influência maligna. Nessas comunidades as fases de tratamento são semelhantes às demais que utilizam a fé como tratamento auxiliar. O dependente químico passa pela triagem com assistente social, psicólogo e um pastor para identificar as necessidades de cada um. O tratamento tem a duração de nove meses, divididos em três fases: A primeira contempla o processo de desintoxicação, na qual o paciente só recebe medicamento se o médico receitar e inicia-se a reinserção familiar. Na segunda, ocorrem a inserção de atividades como artesanato, oficinas, serviços domésticos. Na terceira e última fase, é trabalhada a reinserção profissional. Nela os pacientes trabalham no horário comercial e retornam à noite para o abrigo.


O pastor Tomaz explica que para aqueles que desejarem o Evangelho é apresentado ao paciente desde o início do tratamento. “Procuramos saber se o paciente quer ser tratado por métodos cristãos, depois a capelania vai desenvolver um trabalho de libertação, pois acreditamos na existência de uma influência maligna por trás da questão da drogadição. Nós cremos nisso, porque a palavra diz que satanás veio para matar, roubar e destruir. O inimigo usa alguns artifícios como a droga para destruir o ser humano.” Depois da primeira fase de libertação e de desintoxicação o paciente começa ser discipulado e a conhecer Jesus Cristo e percebe em sua misericórdia e amor incondicional um amigo capaz de ajudá-lo a resistir às drogas, pois muitos dizem não conseguir sozinho. Diante disso, o pastor cita o Evangelho de João 8:32,36 na qual “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” e “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente series livres”. Segundo a Classificação Internacional de Doenças (Cid-10), a dependência química é considerada uma doença incurável. Por isso, não existe ex-dependente, mas sim dependente químico abstêmio. No entanto, Tomaz explica que as Comunidades Terapêuticas não utilizam o termo “doença incurável” ou “dependente químico abstêmio” e sim a palavra libertação, pois essas terminologias desestimulam o paciente a prosseguir o tratamento. “Deus liberta, mas a libertação não quer dizer ausência de vontade, não quer dizer que você nunca mais vai lembrar daquilo que outra hora você fazia. Ser liberto, quer dizer que agora o indivíduo não está sobre o domínio do inimigo e tem forças, pela graça de Deus, para resistir à droga”, acredita o pastor. Angela Lima, gerente de Saúde Mental da Secretaria Municipal da Saúde de Londrina, explica que os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) trabalham a dependência química não como uma doença genética ou hereditária, mas como uma escolha, ou seja,

O vício pode começar numa simples brincadeira entre amigos, geralmente, iniciam experimentando o álcool nos bares e baladas com os colegas

o paciente tem essa doença, mas tem a possibilidade de escolher o tratamento e ter controle sobre o vício. Ela comenta que caso a dependência química fosse tratada como uma doença sem cura poderia paralisar ou desestimular a busca pelo tratamento.

Ela explica que todos os setores que trabalham com o dependente químico lidam com a diversidade humana. Por isso, tratamentos auxiliares são bem vindos. “O melhor tipo de tratamento é a diversidade, pois lidamos com a pluralidade de casos”, destaca Angela.


Pastor já foi dependente químico Adalton Tomaz, hoje pastor na Igreja Presbiteriana Central de Londrina, foi dependente químico durante 16 anos, e é por conhecer bem de perto a realidade de usuário que há mais de cinco anos trabalha no auxílio à recuperação de dependentes químicos. Tomaz conta que tudo começou ainda na adolescência, por pura curiosidade. “Queria saber como era experimentar maconha. Depois dela fui para a cocaína e o crack”, relembra. Essa experiência ocorreu quando ele ainda tinha 13 anos e nessa mesma época, além de usuário, ele também passou a vender a droga. Com apenas 15 anos, já ia para a Bolívia buscar cocaína para ser vendida no Paraná. Com pesar, ele relembra das dificuldades dessa fase da vida. “Foi uma época de dor e angústia. A sociedade e a minha família me viam como uma pessoa marginalizada. Parecia não haver esperanças.” Nesse período Tomaz chegou a buscar ajuda e passou por algumas internações, mas segundo ele, não obteve êxito. A história de vida dele começou a mudar em uma de suas prisões. “Quando fui preso pela quinta vez, dentro da prisão eu disse a Deus que se me libertasse eu iria pregar o Evangelho. Quando eu resolvi abrir meu coração a Jesus e conhecê-lo através do Evangelho, o milagre aconteceu”. Esse milagre ocorrido há mais de 11 anos fez com que, a partir de então, Tomaz passasse a dedicar a nova vida a pregar a palavra de Deus levando pessoas de várias classes a conhecer Jesus e através dele alcançar a libertação. Para aqueles que ainda se encontram na luta contra, o vício o pastor, por experiência própria, incentiva-os a não desistir. “Foi um processo difícil, doloroso, mas é possível sim sair da dependência química. É difícil, mas não impossível porque a própria Bíblia diz que aquilo que é impossível para o homem é possível para Deus.”

Além de trabalhar no Meprovi, o pastor Tomaz e alguns jovens da Igreja Presbiteriana Central utilizam o humor para conscientizar os presos na “Semana do Encarcerado” PEL II - 2012

Tomaz trabalha no auxílio à recuperação de dependentes químicos REVISTA

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“Aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê”

“O Evangelho é universal e o reino de Deus é para todas as nações”


O Evangelho rompe fronteiras culturais Para cumprir o segundo e maior mandamento de Deus, o EspĂ­rito Santo incumbe-se de promover a comunhĂŁo entre os povos REVISTA

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uando uma pessoa entra numa denominação evangélica pela primeira vez, ela depara-se com um grupo que vai ao seu encontro e eles cumprimentam: “A paz do senhor irmão”. O indivíduo fica surpreso no primeiro momento, porque lhe chamaram de irmão? Aliás, fica intrigado, pois desconhece de onde vem tanta intimidade. O pastor Wilson Dedin relata a experiência vivida no início de sua conversão. “Lembro-me que, no dia do meu batismo tinham várias pessoas de etnias e estados diferentes. Uma delas, disse-me [a paz do senhor irmão]. Pensei. Como pode um japonês chamar outro de irmão? Pois não tínhamos nenhum laço sanguíneo. Porém, hoje, vejo que o Evangelho proporciona esta união em Cristo Jesus, ou seja, somos o corpo e reino de Deus.” Alguns acreditam que a pronúncia irmão seja coincidência, hábitos de uma comunidade, um jargão ou porque o brasileiro é receptivo. Porém, a palavra irmão demonstra o nível de intimidade com o próximo. Esse fenômeno é perceptível também em outros países. O pastor Vlademir José da Silva, que passou 60 dias em Angola, na África, se diz impressionado com a receptividade daquela nação, ou melhor, pode testemunhar ainda mais como o Evangelho unifica e anula toda barreira cultural que possa impedir a comunhão com o outro. “ Quando entramos na igreja duas pessoas vieram, pegaram minha maleta e levaram até o púlpito. No momento, assustei, mas depois me explicaram que é um ato de carinho com os visitantes.” Ele explica ainda que essa não foi uma ação isolada. “ Quando fui pegar a Bíblia, para pregar, eles tiveram a mesma atitude. Em todos os lugares, era muito amor com os pregadores, pastores e visitantes. Na minha vida, nunca vi um tratamento como esse. No princípio, não entendia aquele amor, mas o

O pastor Vlademir José da Silva preparando os irmãos para o batismo no mar, em Angola

senhor me explicou, por meio da Bíblia, ou seja, a palavra de Deus diz: pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. [1 Jo 4:20]”, explica Silva. Alguns críticos acreditam que es-

sas ações intimidade ocorram apenas entre povos subdesenvolvidos. No entanto, tal fenômeno de irmandade acontece também no Japão, país desenvolvido e de cultura antiga. Diácono e ministro de louvor durante cinco anos no Japão, Jean Car-


los Takara, relata que os japoneses são reservados e fiéis as suas crenças, pois procede de uma cultura milenar e que, por isso, é difícil um japonês converter-se ao Evangelho. No entanto, segundo o diácono, quando um oriental aceita Je-

sus como o seu salvador, é para o resto da vida e esse fenômeno, da conversão, contribui para o rompimento de toda distância afetiva. “Os japoneses, cristãos, recebem muito bem os visitantes. Após o culto, eles promovem uma recepção com comi-

das típicas. Os orientais gostam do modo que os brasileiros adoram a Deus, pois é difícil a igreja japonesa ter banda e nós tínhamos. Isso os agradava e sempre nos convidavam para louvarmos em outras igrejas”, relembra Takara. REVISTA

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A comunhão não acontece por acaso Segundo o sociólogo francês Michel Maffesoli - conhecido por suas análises sobre a teoria pós-moderna da comunicação e o conceito da tribo urbana - a sociedade é segmentada e as pessoas se agrupam em volta de algo em comum. Podemos considerar como sendo esse “algo comum” a palavra de Deus, a linguagem e a linha ideológica. Assim todos esses fatores contribuem para aproximação entre os Evangélicos de nações diferentes. De acordo com o pastor Wilson Dedin o Evangelho é universal e o reino de Deus é para todas as nações. Ele acredita que o Espírito Santo é o responsável por facilitar essa união e a comunhão entre os povos. “Quando vamos para outra nação com o coração cheio de amor e com o desejo de fazer as pessoas conhecerem a Jesus Cristo, o Espírito Santo se incumbe de romper todas as barreiras culturais e de permitir que as pessoas sejam acessíveis.” Existe de fato certa facilidade de comunicação e afetividade entre os Evangélicos, mas qual é a finalidade dessa intimidade, ou melhor, será que objetivo dessa comunhão é só para ficar restrito dentro das igrejas? Igreja é a tradução da palavra grega evkklhsia. Essa palavra é constituída de duas outras palavras gregas que são “ek” preposição (fora de) e “kaleo” verbo (chamar ou convocar). Portanto, a essência do significado da palavra evkklhsia é “chamados ou convocados para fora”. Logo, tal união ou intimidade não é casual, mas um direcionamento de Deus, para que todos tenham o mesmo objetivo e foco que é cumprir o “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura”, (Mc 16:15).

O pastor conta que foi bem recebido nas duas vezes que visitou Angola, na Africa


As nações devem compartilhar experiências Cada nação tem um modo de adorar, cultuar e servir a Deus. Nenhum país é melhor que o outro, mas cada um, por intermédio da graça de Deus, desenvolve uma habilidade específica. Existem nações que louvam mais a Deus e outras que enfatizam mais o ensinamento da palavra. O pastor Vlademir José da Silva pode participar de outras experiências de adoração a Deus durante missão evangelística na Angola, na África. Durante o tempo em que esteve no país pode observar algumas necessidades e especificidades daquela nação. Umas das percepções de Silva foi a de que Brasil e a Angola têm muito a ensinar e aprender um com o outro. “O apóstolo Paulo aconselhou a igreja a não se afastar da simplicidade que há em Cristo Jesus e os cristãos angolanos são doutores em buscar a Deus na simplicidade. Seria interessante trazer isso para as igrejas brasileiras, a simplicidade de adorar a Deus. Nós, brasileiros, também queremos cooperar com aquela nação, desejamos fornecer literaturas bíblicas, pois, em Angola, o acesso é muito difícil”, destacou Silva. O diácono e ministro de louvor Jean Carlos Takara também pôde participar de novas experiências de fé durante os cinco anos em que viveu no Japão. Nesse período, ele diz que percebeu que os Evangélicos daquela nação também têm muito a compartilhar. “Percebo que, naquele país, as pessoas têm fidelidade ao reino de Deus. Quando o pastor propunha algum tipo de trabalho na igreja, a maioria se disponibiliza para ajudar.” No entanto, segundo Takara, ainda falta à igreja no Japão realizar trabalho bíblico voltado de modo especial para jovens, casais, homens e mulheres, assim como já ocorre nas igrejas brasileiras. “O Japão tem essa necessidade, de organizar e efetuar atividades para um público específico”, destaca.

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Música, luz e

som na caixa Pastores e membros concordam com a utilização dos ritmos musicais nos cultos, desde que o conteúdo não perca o princípio bíblico


anos Maria Aparecida Vargas Santos confessa que curti os louvores da atualidade

“Os fiéis procuram um ‘cardápio’ com diferentes estilos visando satisfazer a própria vontade”


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op, rock, samba, axé, forró e até música eletrônica. Esses são alguns ritmos inseridos nas igrejas com a finalidade de transmitir o Evangelho por intermédio da música. Outro objetivo é atender os diversos gostos dos fiéis, principalmente os jovens e, assim, atrair novos seguidores. John H. Amstrong, editor da revista Reformation na Revival, utilizou para denominar esse fenômeno a expressão “McAdoração” . Para ele, boa parte da adoração moderna pode ser comparanda a um lanche popular, uma produção industrial, na qual os fiéis procuram um “cardápio” com diferentes estilos visando satisfazer a própria vontade. O pastor Eric Gomes do Carmo, responsável pelo Setor de Adoração e Culto da Primeira Igreja Batista de Londrina, compartilha em alguns aspectos da opinião de Amstrong. Do Carmo analisa que a indústria fonográfica cristã tem produzido em larga escala visando basicamente o lucro. Por isso, que se encontra música com vários recursos e pouco conteúdo e que cabe às pessoas saberem diferenciar aquilo que é bom. “Em nossas celebrações, procuramos músicas que o conteúdo seja para glorificar e exaltar o nome de Deus, pois existem muitas letras que colocam o homem como o centro”, destaca o pastor. Ele explica ainda, que a música existe no contexto bíblico desde o princípio como expressão de louvor a Deus. Para ele, a variedade de ritmos não é um problema, desde que o louvor não perca os princípios bíblicos. “No culto principal de nossa igreja, as músicas são mais tradicionais, pois é uma celebração que reúne várias faixas etárias, de crianças até idosos. Numa reunião de jovens, admite-se uma variedade maior de ritmos musicais”. O cantor Higor Ferreira considera que essa variedade musical seja uma ferra-

menta a mais para levar o jovem até a igreja e, por isso, se diz favorável à utilização de diferentes instrumentos musicais como forma de louvor. “Algumas pessoas têm preconceito com certos instrumentos, sobretudo os de percussão, mas toda musicalidade, tudo aquilo que a gente colocar em nossa vida em primeiro lugar como adoração a Deus é importante. O verdadeiro louvor é aquele que comove o coração de Deus, porque ele recebe nossa adoração e não importa em qual instrumento ou ritmo”, conclui o jovem. Instrumentos clássicos eram os mais utilizados O pastor Eric Gomes do Carmo explica que o fenômeno da utilização de instrumentos e ritmos musicais “mais brasileiros” nas igrejas no Brasil é algo recente. Ele relembra que na época de garoto as igrejas usavam basicamente instrumentos clássicos como órgão ou piano. Na igreja em que frequentava no Rio de Janeiro o principal instrumento utilizado para os louvores era o órgão. De acordo com ele essa transformação teve início em meados da década de 1970, graças a um grupo musical carioca. “Houve um avanço nessa área com o grupo Vencedores por Cristo, no Rio de Janeiro. Eles começaram a levar para a rua música com uma caracterização mais brasileira em termos de instrumentos musicais. Essa musicalidade vinha com instrumentos que não eram comuns nas reuniões e cultos das igrejas tradicionais como bateria, guitarra, contrabaixo, violão”, ressalta do Carmo. A partir daí, segundo ele, aos poucos as igrejas começaram a utilizar uma identidade musical mais nacional. “Passou a se utilizar uma musicalidade mais brasileira, com composições de brasileiros e também com outros instrumentos”, conclui o pastor.


Higor Ferreira é cantor gospel e evangeliza, principalmente, os jovens por meio do louvor. Segundo ele, os instrumentos e os ritmos musicais são apenas acessórios para transmitir o Evangelho

A igreja precisa atingir mais os jovens Para aqueles fiéis que viveram a “época de ouro” dos instrumentos e louvores clássicos, a mudança musical é vista com certa resistência. A comerciante Rita de Fátima Paula Simões, 46, há mais de 16 anos na igreja, diz que não se sente atraída pelos ritmos atuais. “Eu particularmente não gosto muito desses louvores mais modernos, prefiro aqueles mais antigos com melodias mais suaves.” Apesar disso, ela considera que essa nova forma de louvar também tem sua importância. “Hoje em dia está tão difícil trazer o jovem para a igreja e eu acredito que os jovens gostam mais dessa nova forma de louvar e desde que o poder de Deus esteja agindo isso é o que importa.” Integrante da igreja há mais de 30 anos, Maria Aparecida Vargas Santos, 54, considera favorável essa mudança nas formas de adoração e, assim como Rita, concorda que uma das principais vantagens dessa transformação musical é poder atrair os jovens. “O público mais velho geralmente prefere louvores mais calmos, mas eu me adapto fácil às mudanças, então particularmente eu gosto. É interessante porque a igreja precisa atingir mais o público jovem e essa é uma maneira porque eles gostam desses tipos de músicas”, conclui Maria.

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Pastor Rocha ‘abre sua vida’ para a revista Se7e Sabe aquela pergunta que você nunca fez ao seu pastor como filme preferido, lugar que sonha conhecer, um medo, presente inesquecível. Então, esta é uma oportunidade de você saber mais sobre a vida pessoal dele.

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ilho de Eufrásio Soares da Rocha e Maria Pacífica da Rocha, José Soares da Rocha nasceu no dia 12 de outubro de 1954 na cidade de Douradina, Mato Grosso do Sul. Casado há mais 34 anos com Elza Maria de Lima da Rocha, tem dois filhos, uma nora e dois netos. José Soares da Rocha se converteu em dezembro de 1974 ao participar de um culto na Igreja Presbiteriana Independente Renovada, em Douradina e o batismo ocorreu em março do ano seguinte. Em 1976 ingressou no Seminário Presbiteriano Renovado em Cianorte (PR) onde concluiu o curso de Teologia em 1978. No ano seguinte iniciou os trabalhos pastorais em

Pirapozinho (SP) onde permaneceu durante dois anos até assumir novo trabalho na cidade de Paraguaçu Paulista, no mesmo estado. Em 1982 recebeu convite para trabalhar com o pastor Amaral Camargo, então Presidente Nacional da Presbiteriana Renovada do Brasil em Assis (SP) onde trabalhou por seis anos. No ano de 1988, o pastor José Soares da Rocha assumiu novo trabalho, dessa vez, em Bauru cidade também paulista na qual permaneceu por quatro anos antes de se mudar para Londrina (PR) em 1992, onde permanece até hoje como pastor titular da Primeira Igreja Presbiteriana Renovada de Londrina.


mais de

anos apaixonado pela sua esposa Elza Maria de Lima da Rocha

Rocha conta qual foi a situação mais difícil que já enfrentou como Pastor

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Prime i em um ra pregaçã por ce a casa, sob o: “Foi em D extrem rca de 10 m a luz de la ouradina, in M m amen te tím utos, apesa parina, li S S em 1975 i d r o d .” e Situa treme l. 121 e falei Músic ç r muit a “Em P ão mais d o por Barros que mais ifícil q irapoz s e r gosta . conse i u n e h já o, S : Rend l ido es filho d ho quando P, em 1980 enfrentou M tou, d c f l e o o u i d m m u i e cham ma fa r o e a e Alin n de qu n P t a d stor: o uma ado à mília s e te m o m a i s e e o f il d p r i e a a h b n comig u r o r i e t n g o e s d i r ã q e d o p j o p u e o a m o r e r d 2 i t c m e u o n r 0 ív 0 e i ro n aciden aquela r u presbít azendo a m senho e to , L 9 , d i a d o n e l : “ D i a 1 5 e e i n co l n ascim d para e te próximo união) aca ro, Neemia triste notic r, Prato .” e n to d e b prefer culto le, posterio a President ara de mo s (que esta ia o meu v f r r e ido: C segun únebre no d mente para Prudente. rer em um a arneir C g T o do an i o i r a a assad r pref o de p seguinte sua espo ve que con ave erida: o. . Isto a sa e re astora tar B r a P a s to n a d c c lizar o ontec o, foi o L r u eu gar qu muito felicid quem vo difícil no meu e sonh c !” a em D e u s , a d e d e t ra b ê a d m i ra o conhe L ugar cer: A c i d a d R e v e re n d o a l h a r a o l a u s e e s p e l h q u e mazô m D e de A Abel A d a o a o : u i d s nia “ r a e T g I g re j a i d ssis d um gr m a ra o s ta d ve a ina, M o e l P a n e C r 1 S n d e 9 a i . s d e 82 a 1 r m b i te r i V e : m p re g a e a “ h r M e r o meu go ( con me inh 98 an onde d nasci.” verti, o có s sobrinho a terra na a d e s p o r e l o q u e n a Re n o va d 6 . N a é p o c i n m e m o r i m d e r a a a r t e , m e e i d p g , t )n oB re s o o n d s , m i n h a ta l , denom o de sua cheio d e fui b i o E s p í ra s i l . H o m i d e n te d a a M i i n n e a l t h e atizad greja ç or via le ã p a s to r e o g r e s i n o , co n s e g u c t u a l i d a d i t o S a n t o e m s a n t o , d , o sít e e m conhe e e po exper amigo io ia ser de fé, cer Isr de sua vid i s e R s i a n o q ç , m t m ã u a a e a o e e o pon igo e s , co m a : l te r m i d “ e e D e m a n eu lguma t ro co 1 to o n s cida 997. Além d s me deu o n ã o v a l , m a n d o d e q u a n d e u n o ca s m p a n h e i r o d a d o f i co ou me e o . Fo m u me O s d e e q ue go lugare e Israel, pu privilegio u doe f ilho p cham esque o s g ra s de s histó t n a a P a t escar. de faz ricos d conhecer a min stor. Você cer. Primei r e me dis e e já em ndes er qua s e o Egit h r e a é s a t : d o ado ndo t fam “N ua m biblio o.” em um t e ca s í l i a q u e d e u f i l h o p a ã o p u d e t e s co i s a s q u F i l m t r meu f epois e e e rá s u s e m n t p o e r p nhu r, já eferid o livre u n e ra q a”. Se o: Pro : l.” g u n d a u e e u m o r co m u n i q u m va de r P e : e r r i “ o a Q f gram o u e ro q minha Versíc g o . u e vo princi as de TV Porqu ulo bíblico cê p r e palme e dele sida o que v nte o que gosta d pois, a ocê m e por e Bom d a l Progr ele ete e ia Bra e assistir: i amas “ sil da rname , e para ele s gosta: “R F q Globo Telejornais, o s n a u m ão zenda te. Am e Se nã .” ém!” todas as c anos 11:36. e outr jamais as o foss s os do oisas; e Geogr gênero istiria: Big glória afia, s pastor, qu Prese Brothe , . eria u e n r Bras m pro profissão estud te inesque il, A fessor Livro t o c e s ria: “G no Sem ível: “E .” de cab L a n o m g s i nário to mu ni.” 1 eceira 9 7 6 o em Ci ito de : Pode Canto anorte custeio do r atrav sm r (a) p pelo ir U é s m d a man a oraç referi mão A eus ia: Est ão, de do (a) ntônio alar o : Aline E.M. B Justi s dedo ounds Barros Um m s da m . . edo: N ão. adar e m águ Um le as pro ma de funda decisã vida: s. o”. “Sob o fogo d a afliç ão nã o devo tomar

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Evangélicas sim, fashion também! O crescente aumento no número de Evangélicos tem impulsionado a moda voltado exclusivamente para o setor


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ada de “Ivones” nem de “donas Dolores”. As recentes personagens interpretadas pelas atrizes Kika Kalache e Paula Burlamaqui em novelas globais de grande sucesso, em nada se assemelham à realidade das mulheres evangélicas, nem nos atos, muito menos no modo como se vestem. É o que explica Vagner Aparecido Martins, gerente comercial da marca Clara Rosa, de Cianorte. “Sem sombra de dúvidas a maneira como as personagens se vestem em nada tem a ver com a realidade. Até quem não é evangélico já percebeu que fora das telas isso não existe.” Martins ainda enfatiza que essa disparidade entre o que é apresentado na TV e a realidade é tão absurda que cita como exemplo, Ana Paula Valadão, um dos maiores nomes da música gospel na atualidade e um dos guarda-roupas mais cobiçados pelas mulheres em geral. “Hoje temos uma parceria e vestimos a cantora. Recebo muitos contatos de pessoas que não são evangélicas, mas que desejam se vestir igual a ela, devido ao alto padrão de nossos tecidos na maioria importados e do caimento de nossas roupas”, explica Martins. A grife Clara Rosa foi criada há

Nada de “Ivones” nem de “donas Dolores”. Em nada se assemelham a realidade das mulheres evangélicas

10 anos e hoje é uma das principais marcas do ramo que trabalha exclusivamente com moda evangélica. Os proprietários que também são evangélicos decidiram criar a confecção justamente pela dificuldade em encontrar roupas de qualidade e adequadas à religião. Hoje além da Clara Rosa na qual são efetuadas venda para representantes em todo o país, com maior destaque para os estados de São Paulo, Minas Gerais, além do Paraná, a empresa também é responsável pela Rettroz, que correspondem a lojas de pronta entrega cituadas em Maringá e Cianorte. O gerente comercial explica ainda que a empresa trabalha com coleções de inverno e de verão e para agradar o público sempre com roupas da moda a grife conta com dois estilistas e três modelistas na equipe de criação. “Nossas peças não têm decotes e a maioria das saias são abaixo do joelho. Além disso, todas as nossas roupas possuem mangas ou boleros para acompanhar a peça. Não confeccionamos calças nem shorts”, ressalta Martins. Para ele, um dos principais desafios do ramo da moda evangélica é manter-se atento às necessidades específicas do setor que cresce significativamente a cada ano. “Estamos sempre ligados no que acontece entre os Evangélicos, pois temos que lançar sempre algo que agrade nossas clientes. Levando em conta, por exemplo, que existem certas igrejas em que elas não usam nenhum tipo de maquiagem ou acessórios, temos então que deixa-las belas somente a partir de suas roupas.”


A grife que veste a cantora Ana Paula Valadão é Clara Rosa, criada há mais de

As principais lojas especializadas em Londrina são Silmar Confecções e Flor De Aniz Confecções

As roupas são menos decotadas, sem transparência e saias mais longas


“É difícil você achar modelos da moda, sem ser simples” Fabiana Maria Tomé Silva durante quatro anos foi proprietária de uma loja de roupas voltada exclusivamente para o público evangélico. Também evangélica, ela conta que a ideia surgiu devido a um fato comum a muitas mulheres evangélicas, a dificuldade para encontrar roupas que agradassem. “É difícil você achar modelos da moda, que sejam bonitos sem ser simples. Então a gente foi atrás de coisas diferentes pelo fato do público não ter opção.” Essa mesma dificuldade sentida por ela, também era vivida por outras mulheres, tanto que as clientes não eram apenas evangélicas, mas também de outras religiões. Segundo ela, as maiores dificuldades que enfrentou enquanto logista foi a questão das pessoas não estarem acostumadas com os valores da exclusividade. “A maioria das modelagens que você encontra nas lojas são roupas cavadas, abertas atrás, decotadas, transparentes e, geralmente, mais baratas. A moda evangélica é mais complicada, porque envolve a questão do comprimento de não ser muito colada. Então essas roupas mais fechadas, exclusivas são confeccionadas com tecidos de maior qualidade por serem feitos por grifes e isso em comparação às demais roupas acaba encarecendo a peça”, comenta Fabiana. Apesar de recentemente Fabiana ter vendido a loja devido aos planos de uma possível mudança de cidade, ela continua sofrendo menos na hora de comprar roupas para uso pessoas. “Ainda tenho cadastro então ligo direto e compro por atacado a preço de fábrica. Se precisar comprar em Londrina até acho roupas sim, mas é bem mais complicado.” E é por saber dessa dificuldade e devido ao crescimento desse setor que, para não deixar amigas e clientes na mão que apesar de vender a loja, Fabiana continua atuando no ramo da moda evangélica, agora com um trabalho ainda mais exclusivo. Agora ela realiza atendimento personalizado levando a moda até a casa das clientes. A grife Clara Rosa produz roupas de qualidade e adequadas para as mulheres evangélicas


Em dia com a moda e com o espelho A estudante Vanuza Araújo Fernandes faz parte da Congregação Cristã no Brasil há mais de 28 anos e como a maioria das mulheres em geral gosta de estar por dentro das tendências que fazem sucesso no mundo da moda, mas nem por isso, descuida das doutrinas religiosas. Ela diz que normalmente as igrejas passam ensinamentos de como os fiéis devem se comportar, incluindo o modo de se vestir. Por isso, segundo ela, a preocupação maior das evangélicas na hora de comprar roupas é em relação ao comprimento das saias e vestidos e aos decotes. “Procuro comprar roupas modernas, mas observando o comprimento e se não são muito transparentes. Acho que é possível juntar as duas coisas: vestir roupas modernas e comportadas.” Para Vanuza a preocupação em vestir-se bem, não é uma exclusividade dela, pois considera que de um modo geral as evangélicas estão se vestindo de forma mais moderna, mesmo mantendo as tradições. “É possível valorizar outros detalhes das roupas, ser elegante nos looks e, ao mesmo tempo, manter a discrição”, destaca. Em relação a lojas especializadas em moda evangélica, Vanuza considera a proposta interessante, porém, diz não ter tanta dificuldade na hora de ir às compras. “Dificilmente compro roupas em lojas especializadas. Acho que muitas lojas têm roupas adequadas para mulheres evangélicas, compro em qualquer loja. Acho bonita, quero pra mim e compro. Simples assim!”, conclui Vanuza.

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E-MAIL revistase7e@gmail.com

39 anos A Primeira Igreja Presbiteriana Renovada de Londrina comemora 39 anos de existência na cidade de Londrina nos dias 27 e 28 de agosto. No primeiro dia, o culto começará às 20h e o preletor será o pastor Roberto Bráz. O encerramento vai acontecer um pouco mais cedo às 19h30 com a presença do pastor Adilton Ap. da Silva, ministrando A Palavra de Deus. Também, nesta edição, Pastor Rocha ‘abre sua vida’ para a revista Se7e, leia mais na página 28.

Um dia pra Jesus Você que é médico, dentista, massagista, cabeleireiro, manicure, advogado, psicólogo, fonoaudiólogo ou maquiador venha ser um missionário voluntário. No dia 31 de agosto, a Igreja Metodista Central realizará o projeto social “Um dia para Jesus”. A ação social vai acontecer nas dependências da Igreja das 10h as 18h. Para mais informações pelo telefone (43) 3336-6015

No dia 18 de agosto, o Ministério Infantil e o Grupo de Ensino surpreenderam a todos com uma homenagem aos pais. Em um café da manhã feito especialmente para comemorar o dia deles na Igreja Metodista Central. O evento recebeu aproximadamente 170 pessoas e o dia foi marcado com momentos de adoração, testemunhos e canções onde pais e filhos interagiram juntos.

SEMANA DE CLAMOR

Lançamento Oficial

Prepare o seu coração e reserve os dias 29/07 a 04/08 em sua agenda para a Semana de Clamor que acontecerá das 19h as 20h, na Igreja Presbiteriana Central de Londrina, no Centro de Adoração.

No dia 24 de agosto, Higor Ferreira vai lançar o seu primeiro CD “Em Teus Átrios” na Igreja O Brasil Para Cristo – Rua Constantino Paschoal, 171, Cinco Conjuntos. O evento começara às 20h e a entrada é franca.

Nani Azevedo esteve na Igreja Assembleia de Deus em Londrina no dia 27 de junho. O templo ficou lotado e todos aprenderam um pouco mais com a Palavra de Deus e adoraram ao Senhor junto com Nani Azevedo. O cantor falou com exclusividade com a revista Se7e. “Eu tenho uma história muito linda vinculada com o Norte do Paraná e retornar para esta região é uma grande alegria. Quero deixar uma palavra para todos os londrinenses: Nunca desista dos seus sonhos, pois o seu milagre vai chegar”. Vejam mais fotos no site da Revista Se7e www.revistase7e.com.br


No dia 10 de julho aconteceu o aniversário da 1ª IPI de Londrina. Os membros da igreja e os convidados se reuniram no anfiteatro Rev. Jonas Dias Martins para celebrar os seus 75 anos de existência. Pastor Messias Anacleto Rosa, coordenador da comissão organizadora das festividades, relembrou a história da Igreja e ressaltou a importância do Rev. Jonas Dias Martins, que por longos anos pastoreou as ovelhas da 1ª IPI de Londrina. Na sequência, louvor e adoração com o Pr. Adhemar de Campos. A celebração encerrou com o hino oficial da Igreja, “O pendão real”, e uma rajada de fogos que coloriu o céu.

ACAMPAMENTO DE MULHERES A Primeira Igreja Batista em Londrina promove um Acampamento exclusivo para as mulheres nos dias 30, 31 e 01 de setembro, na chácara Canaã. O tema do encontro é “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”, 2 Coríntios 5:17. Inscrições com a Patrícia pelo e-mail: pati-eric@hotmail.com ou pelos fones (43) 3028-7170 - (43) 9171-7179.

Encontro de Casais A Igreja do Nazareno realiza o 1º Encontro de Casais com o tema: “Somos Um”. O evento acontecerá nos dias 7 e 8 de setembro. As vagas são limitadas, por isso, compre logo o seu convite. Mais informações com o pastor Daniel pelo telefone (43) 9992-0971.

A conferência de igrejas em células chegou à 10ª edição, em parceria com as Igrejas Batista da Glória, Comunidade da Graça e Nova Aliança. O evento aconteceu nos dias 25, 26 e 27 de julho com a presença do Pastor Eddy Leo, autor de vários best-sellers. O dia 11 de agosto foi outra data muito especial para a Igreja Nova Aliança, pois aconteceu o culto de celebração dos 50 anos da Comunidade. As fotos mostram mais. REVISTA

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Sete é o número da

perfeição de Deus

ê c o v a r a p a t i e f r e ép

e

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Londrina é a terceira maior cidade do sul do país com mais de 500 mil habitantes

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Revista se7e - 01