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Comunicação e Ciência na Pós-Modernidade RACHEL SEVERO ALVES NEUBERGER

INTRODUÇÃO Na sociedade atual, o conhecimento se estabelece nas universidades, academias de ciência, associações científicas de caráter geral e por ramo de conhecimento, sociedades para o progresso da ciência, fundações para financiamento à pesquisa, entre outros, com financiamento público ou privado e sob normas específicas. Na segunda metade do século XX, além da interação maior

entre os cientistas de diferentes frentes, cresceu também o numero deles, que se situam, principalmente, nos Estados Unidos. Este momento, que ficou conhecido como Big Science. Esta visão mais coletiva do desenvolvimento da ciência é incentivada no que diz respeito à possibilidade de se aprimorar conceitos e tecnologias que beneficiem a sociedade.

RESULTADOS

GIA

LO METODO

foi trabalho e t n e s e r Op em com base o d a z li a a e r ibliografi b e d s a r leitu à área de relativa logia ão, tecno ç a ic n u m co . e ciência

CONCLUSÃO Para ser um indivíduo autônomo e um cidadão participativo em uma sociedade altamente tecnicizada deve-se ser científica e tecnologicamente alfabetizado e é válido salientar o ciberespaço, que se constitui como uma ferramenta de inteligência pós-moderna, permite que esta interação se dê mais furtivamente entre cientistas, entre cientistas e sociedade, entre cientistas e poderes públicos e privados ligados à ciência e à tecnologia.

Nota-se que o desafio da ciência e da tecnologia (que já se apresentam muito mais globalizadas em função inclusive das novas formas de interação pelos meios de comunicação) é, segundo a Unesco (2003), contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população, para o aumento do nível educacional e cultural da população, para a promoção de um cuidado maior com o meio ambiente e os recursos naturais. “Para alcançar esses objetivos, é necessário um novo compromisso de cooperação entre o setor público, as empresas de bens e serviços, os diversos atores sociais, bem como cooperação internacional na área de ciência e tecno-

logia, através, principalmente, do aumento dos recursos a serem alocados nas atividades de C&T e do aumento da demanda por conhecimentos científicos e tecnológicos gerados pelas atividades predominantes nas regiões” (UNESCO, 2003, p.11). O compromisso social citado pela Unesco abrange muitas formas e uma delas é, justamente, aquela possível por meio da interação feita através do ciberespaço. Afinal, quanto maior a possibilidade de intercâmbio de informações por meio da rede mundial de computadores, maior será a chance de verificações das “verdades científicas” e proposições de novas teorias.

Big Science - Termo usado por cientistas e historiadores da ciência para descrever uma série de mudanças na ciência, que ocorreu no industrial das nações durante e após a II Guerra Mundial. Qualidade de vida - Envolve o bem físico, mental, psicológico e emocional, além de relacionamentos sociais e também a saúde, educação, poder de compra e outras circunstâncias da vida. Cooperação - A cooperação opõe-se à competição. Os indivíduos podem organizar-se em grupos que cooperam internamente e, ao mesmo tempo, competem com outros grupos. Forma ideal de gestão das interações humanas. Ciberespaço – Espaço criado pela união de todas as bases de dados, das telecomunicações e das redes computadorizadas, envolvendo, também, o conceito de realidade virtual, a partir da cibernética. Verdades científicas – O conhecimento científico não é irrefutável e suas verdades são sempre provisórias, pois duram enquanto não são retificadas por uma nova teoria ou experiência.


Radio na Web Leange Severo Alves Rachel Neuberger

São várias as formas assumidas pelo rádio na internet. Entre elas estão os websites que não têm transmissão direta das emissoras; os rádios multimidiáticos, que exploram a internet paralelamente à emissão regular; os webradios exclusivamente on-line, com serviços próprios e as estações pré-programadas que convidam à personalização. Esse tipo de tecnologia está mudando a estrutura dos meios de comunicação de massa, expandindo as suas possibilidades. Essa alteração vai além das formas de organização e produção, pois propõe novas representações do mundo, com interpretações específicas, para atender às necessidades de uma nova sociedade de informação.

Discutir o rádio em função das novas tecnologias de informação e comunicação; Verificar as principais mudanças que ocorreram no rádio na fase de transição do analógico para o digital; Identificar as principais características do rádio digital; Pesquisar a nova linguagem do rádio na web.

Este trabalho partiu da leitura crítica do rádio e das suas principais características tanto no sistema analógico quanto digital, para verificar o quanto as novas tecnologias de informação e comunicação modificaram esse meio de comunicação de massa. Foi preciso também fazer uma revisão bibliográfica sobre a questão do ciberespaço, e da cibercultura, enfim de todo o espaço virtual do qual o rádio passou a fazer parte, Após, foram identificadas rádios na web que representam a situação desse meio na atualidade.

REFERÊNCIAS CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. São Paulo: Ed. Paz e Terra, 2002; CEBRIÁN, Juan Luis. A rede: como nossas vidas serão transformadas pelos novos meios de comunicação. Summus editorial, São Paulo, 1999. ; DIZARD, Wilson. A Nova Mídia: a comunicação de massa na era da informação. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000; LEMOS, André. Cibercultura, tecnologia e vida social na cultura contemporânea. Porto Alegre: Sulina, 2002; LÉVY, Pierre. Cibercultura. Editora 34. São Paulo, 1999; NEGROPONTE, Nicholas. A vida digital. São Paulo: Companhia das Letras, 2002; PRADO, José Luiz Aidar (org). Crítica das Práticas Midiáticas: da sociedade de massa às ciberculturas. Hacker Editores. São Paulo, 2002; WOLF, Mauro. Teorias das comunicações de massa. São Paulo: Martins Fontes, 2003

No rádio digital prevalece a característica da interação, que tem a ver com participação e com engajamento em ações. Essa interação digital é um tipo de relação tecno-social, que acontece não só em termos de objeto (computador ou ferramenta), mas também de informação (conteúdo). Hoje, instantaneidade, simultaneidade e globalidade são valores do mundo digital e sempre que se fala em comunicação de massa, é preciso ter em mente que é ela responsável pela produção e transmissão de formas simbólicas. De uma forma geral, o desenvolvimento da multimídia em função de seu caráter hipertextual e altamente interativo deu origem à hipermídia, que se estabelece em uma interface on-line. A hipermídia, portanto, permite o desenvolvimento do hipertexto digital, ou seja, uma narrativa com alto grau de interconexão, que cria novas maneiras de agir e interagir, enfim, novas formas de expressão.

O rádio está em fase de transição do sistema analógico para o digital, estabelecendo uma nova linguagem. O caráter uniforme do meio transformou-se em multimídia, assumindo tanto características sonoras quanto visuais, o que se caracteriza como uma nova discursividade. Enquanto o rádio tradicional utilizava como elementos da linguagem a fala, a música, os efeitos sonoros e o silêncio, o rádio digital desenvolveu sua própria gramática, com o uso da hipermídia.


Interfaces comunicativas ROBÉRIO MARCELO RIBEIRO

INTRODUÇÃO A compreensão e análise dos padrões comunicativos dos conteúdos linguísticos entre a América do Sul e a África possuem referenciais iguais e comuns. Um dos problemas antropológicos mais interessantes para o adequado conhecimento de determinadas formas culturais humanas é o relativo às características comunicativas da América do Sul e da África, sem perder de vista a realidade histórica que provocou uma série de situações especiais no contexto comunicativo e ainda sujeita a revisões quando se estuda as épocas anteriores

à chegada dos europeus nestes continentes. Sem referências a teorias etnográficas de problemas que extrapolam a pesquisa comunicativa, o interesse primordial é buscar entender as aproximações culturais anteriores à presença européia. O mundo imenso e profundo da cultura negra, cuja organização semiológica está presente desde o símbolo originário, às construções da atualidade, são mais compreensíveis com o exame do outro lado deste sistema aparente.

RESULTADOS

OGIA

METODOL

de campo Pesquisas no Parque realizadas os o Xingu, n Nacional d Quarup. rituais do

CONCLUSÃO Determinadas técnicas que gerenciam o trânsito de informações, a correspondência de específicas gestualidades corporais ou de verbalizações que concretizam mensagens inusitadas, foram transmitidas no decorrer do tempo,são utilizadas com perfeição ainda hoje e permeiam as interfaces de recepção e emissão da comunicação afro-americana.

O outro lado do oceano, em vez de dividir, unificou e aproximou sobremaneira estes dois territórios considerados incomunicáveis. De fato, esta vasta extensão líquida, considerada intransponível, poderia ser considerada um eficiente veículo de aproximação dos afro-americanos muito antes do que comumente se pensa. Isso resulta nos traços unificadores que acompanharam o desenvolvimento originário de sistemas codificados não verbalísticos nos dois continentes. Também é muito óbvio que valores iguais, tomados uniformemente, organizaram o processo comunicativo da América do Sul e

da África Ocidental, assumidos com as mesmas significações e denotados identicamente para serem inseridos no contexto que garantiu às mesmas idênticas funções simbólicas. Foram assim estabelecidas estruturas comunicativas comuns entre povos que, pelo consenso geral, haviam entrado em contato entre eles apenas com a chegada dos europeus. A veiculação das mensagens organizadas em rígidas estruturas intocáveis permite verificar de maneira indiscutível o paralelismo de uso e funções dos vários códigos especiais que se desenvolveram no processo significativo não-verbal ou simbólico.


Cartazes