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O INFORMATIVO DO VALE

31 de agosto de 2012

www.mazup.com.br

fotos Luca Lunardi

#106

A vez dos

jovens de fĂŠ


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31 de agosto de 2012

Ovelha jovem Cada vez mais os jovens se engajam na fé para se livrar do vazio e se apegar em algo mario e menos fugaz do que a ficada de uma noite só

Pastoreando o rebanho O Brasil está seguindo uma tendência americana. Vendo seu rebanho juvenil migrar para as religiões evangélicas. Segundo o pastor Wagner Calheirana, da Cristo Vive, essa é uma proposta de vida sadia que agrupa pessoas e forma comunidade de jovens sedenta por ideais que não sejam apenas sexuais. “Aqui existe música, dança, arte circense. A igreja descobre talentos”. Não é uma fé que condena. Os pastores estão conectados a modernidade e contemplam as necessidades da juventude dando alimento espiritual mas sabendo que há sim, necessidades humanas. A igreja também prepara os jovens para o mercado de trabalho. Com o apoio do pastor e a convivência entre os integrantes, os fiéis envolvem-se em atividades que dão lazer e prazer e aprender a investir tempo e a pensar em um futuro sadio, longe de relacionamentos que não dão certo. Eles são ativos, vão aos cultos duas vezes por semana e prezam por filosofias de vida que libertam, mas não engessam. Filosofia que está impressa na Bíblia: “Tudo posso, mas nem tudo me convém”.


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31 de agosto de 2012

texto: Andréia Rabaiolli conteudo@mazup.com.br

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m dia Rita Lee cantou: “Filha, você é a ovelha negra da família”. A juventude evangélica muda o mantra e se engaja numa fé que liberta. Louvando a Deus, eles se distanciam das drogas e maus relacionamentos. A nova fé tem uma atração especial para a galera. Não é nada “quadrada”: música, encontros, dança e rock gospel. Muitos jovens se conhecem e começam a namorar nos ambientes dos cultos. Em Estrela, a Comunidade Cristo Vive congrega jovens de Lajeado, Arroio do Meio, Estrela e Santa Clara do Sul. São 180 estudantes de 16 a 28 anos que preferem dedicar os sábados ao rock gospel do que as baladas regadas a energéticos. Sem nenhuma culpa. No fundo, eles nutrem um sentimento de libertação. “Nós temos uma maneira diferente de aproveitar a vida. Eu diria que esta é uma maneira sadia”, diz Alexandra Kern de 17 anos que há cinco meses conheceu seu namorado na igreja e comenta estar apaixonada. Reconhece ser um namoro diferente para os padrões vigentes da sociedade, mas não menos gratificante. Ela ainda nem beijou seu namorado. É que para um jovem evangélico, existe o período da “corte”, assim como nos contos de fada em que o príncipe encantado faz a corte para a sua amada. Só que dentro da igreja, a corte equivale a um período de reza e oração para pedir a Deus um sinal de que a pessoa é a certa. Alexandra ainda está nesse período. “Em breve queremos noivar. O primeiro beijo será dado no dia do casamento”. Ela se sente assim, como nas fábulas porque tem certeza de que desde pequena foi preparada para casar. Então, você já sabe, né? Namoro evangélico tem que segurar a ansiedade. O primeiro beijo de Alexandra só será dado no altar. Para muitos é um teste de paciência, para ela é um privilégio.

O que faz Alexandra * Lê a Bíblia todos os dias * Mantém a serenidade * Assiste pouca televisão e quando o faz vê filme e notícias. Não vê novela * Usa internet * Gosta de rock e reggae gospel, música que escuta pela internet * Quer fazer vestibular de fotografia * Quer ajudar a população da África

“Nós somos constituídos de corpo, alma e espírito. E a gente não alimenta o espírito” (Alexandra, 17 anos, jovem de fé evangélica)

Rock gospel Alexandra cresceu na igreja. Há dez anos frequenta os cultos, aprendeu a dançar gospel e se liga no reggae que tanto a embala nas tardes de sábado. Hoje no Vale do Taquari, 120 mil pessoas são evangélicas. Nos Estados Unidos, 80% da população é batizada na igreja. Por isso, aqueles filmes em que o estilo gospel se sobressai segue a tendência por aqui. “Tem reggae e country gospel. Mas não tocam nas rádios. Algumas músicas são difíceis de achar. Por isso eu procuro na internet”, diz a garota que está concluindo o Ensino Médio e pensa em seguir a faculdade de fotografia. “Eu adoro a luz e as cores”. Perceptiva e madura para a idade, Alexandra presta atenção no cotidiano da vida, na alma e no espírito. Ela diz que não é apenas o corpo que o homem deve alimentar. Por isso os encontros nas igrejas servem para o alimento espiritual mas também com os encontros da ga galera. “Eu me sinto feliz. Minha mãe escol escolheu por mim ao me trazer quando p era pequena. Mas ficar aqui foi uma opção m minha”. Ela poderia muito bem ter pegado a rota das baladas e bares. Mas ela pensou. E o vazio? Depois que o efeito da bebid passa, a carência volta. Após o bebida praze momentâneo ter sido preenchiprazer do, o “oco” retorna. Então, a igreja contemp suas necessidades. “Sou seretempla na”. D Depois de se formar, Alexandra quer se e engajar em um projeto grandioso, ccom suas fotografias, quer montar uma instituição e arrecadar fundos para ajudar a população da África e de Cub Cuba. Não basta ser jovem, tem que ter uma missão de fé.


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Madre Bárbara recebeu o último ! o s u a l p A o l a v r Inte

O projeto Intervalo Aplauso 2012 encerrou suas atividades em grande estilo, no Colégio Madre Bárbara, em Lajeado. Em meio à distribuição do chocolate, som e muita diversão, os alunos elegeram a garota mais popular no colégio e o cara que mais se puxa nos estudos. Os títulos ficaram com Amanda Spengler e Roger Klaus! Quer ver mais fotos? Acesse mazup.com.br O projeto Intervalo Aplauso é uma das parcerias do Mazup com a Vonpar Alimentos. Agora, bora aguardar a edição 2013!


Caderno Mazup do dia 31.08, ed 106