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ESEC - Escola Superior de Educação de Coimbra

Música, Arte e Multimédia

“O Sentido da Música Crítica-exposição

Paulo Araújo | 2008064 CDM1


Música, assim como qualquer outra arte, tem como “função” reflectir os sentimentos, visões e coisas particulares de quem cria ou executa. Nem sempre a mesma música é entendida pelo nosso subconsciente da mesma maneira, varia do momento em que a estamos a ouvir e do local, ou seja varia consoante o espaço e o tempo que é vivenciada. Não é porque nem sempre entendemos da mesma forma, que ela é desprovida de sentimento, valores ou outras afectividades. Acaba por surgir de duas formas, directamente, onde é a primeira sensação a ser captada e indirectamente, onde surge como elemento secundário aquando da visualização de um filme, apresentação teatral, entre outros. Ouvir o barulho do vento no meio do mato, o balançar dos galhos, o canto dos pássaros. Ouvir o barulho do mar. Ouvir o silêncio e persegui-lo até perceber apenas a minha respiração. Ouvir os batimentos de um coração. Ouvir uma gargalhada. Ouvir algo se aproximando, um carro, uma pessoa, um animal. Ouvir uma voz agradável ao telefone. Ouvir os avisos: o elevador, o telefone, a campainha, o microondas. Os sons incômodos também. O choro, o gemido, a cólera, a buzina, o barulho, o ruído, o motor do perfurador, do dentista, da furadeira, do talher na louça.


Relembremo-nos dos instantes de felicidade que encontramos ao ouvir. Uma palavra de conforto, um elogio, coisas bonitas. Quantas vezes o que precisamos é apenas ouvir aquilo que nos felicita, que nos comove, que nos convence, que nos conforta. E a música vem nos oferecer esse instante de felicidade, esse momento de plenitude, um instante de magia e de paz. Não sou músico, não estudei, não desenvolvi. Mas gosto muito dos instrumentos musicais, da guitarra, da bateria, do piano... Adoro música. E noto que adoro música porque é aí que encontro magia, encanto e energia. O que é o acto de cantar e de dançar senão um acto de libertação, de prazer, de delícia? Até mesmo quando ouvimos as músicas que nos fazem recordar, melancolicamente, fazendo-nos chorar porque nos lembramos de algo que falta. Até mesmo aí recorremos a ela para significar, para expressar e, porque não dizer, para ocupar por um instante aquilo que nos é vazio. A melodia penetra na mente e no corpo, flui, esvai-se e desdobra-se na alma, no humor, no estado de espírito. Por isso a música faz-me lembrar que eu estou vivo e que posso ser feliz. A música permite-me lembrar que viver faz sentido. “Music is my spiritual guide through life” por Paulo Araújo

Sentido da Musica - Paulo Araujo  

Unidade Curricular: Música, Arte e Multimédia