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Editorial

Índice

Amigo leitor, amiga leitora, esta é a edição inaugural da revista Novidades. Novidades traz uma nova proposta editorial para a comunidade brasileira no Japão, que é a de navegar junto com você no mundo digital. Novidades é voltada tanto para o empreendedor online, que já tem ou planeja iniciar um negócio virtual, quanto para o consumidor que prefere fazer compras com apenas alguns cliques. A revista Novidades também trará informações sobre tecnologias, novos recursos da internet, além do perfil de comerciantes brasileiros que estão se destacando na comunidade. Boa leitura.

Tecnologia

Por que ter um tablete?

Marketing

Alavancar as vendas na net

Perfil

Sérgio Kataguiri - My Brasil

CONTEXTONET

Negócios nas redes sociais

BLOG DA NEGA

A balada da Nega Maluca

Infos

Softbank, mapa virtual e mais

Expediente:

Diretora geral: Naomi Kushima

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Distribuição: Kuroneko Yamato Japan Post

Editor:

Antônio Carlos Bordin

Direção de arte:

AVISO:

Colaborador:

O conteúdo da revista, bem como artigos e anúncios publicados, são de inteira responsabilidade de seus autores. É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo da revista Novidades sem a devida autorização dos responsáveis.

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Revista NovidadeS é um produto Maxxi Japan LLC.

Felipe Takahashi Silvio Sugimati

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Redação:

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Edição 1 - Abril/2012

MaxxiJapan LLC.,

〒460-0002 Aichi-ken, Nagoya-shi, Naka-ku, Marunouchi 1-11-15 Katore Bldg. 4F Tel: 052-265-6997


tecnologia

Da redação

Talvez uma das coisas mais difíceis hoje seja controlar a vontade de seguir a multidão que compra as novidades tecnológicas lançadas no mercado. Que atire a primeira pedra quem nunca sentiu vontade de correr para a loja junto com a multidão para adquirir, por exemplo, um tablete. É verdade que muita gente levou para casa este equipamento por impulso, para depois analisar de que forma iria utilizá-lo. Mas há quem corra atrás das novidades com os pés bem cravados no chão. Muito antes dos tabletes fazerem o sucesso que fazem hoje, Silvio Mukudai, de Hamamatsu (Shizuoka), já havia comprado um. ‘’Comprei com o objetivo de ver como poderia usar o aparelho no meu trabalho’’, explica ele, que é professor de informática. Os primeiros modelos de tablete, claro, não tinham todos os recursos dos atuais. Mukadai cita que não tinham, por exemplo, o GPS (Sistema de Posicionamento Global por satélite), o que hoje seria motivo de encalhe do produto nas lojas.

Foto: Reprodução

As versões atuais, porém, correspondem às necessidades de Mukudai. “É possível projetar imagens em uma tela, através do tablete, ou mesmo em rede, para que os alunos acompanhem a aula”, disse, acrescentando que hoje ele segue o exemplo de um professor de japonês que usava este sistema para ensinar os alunos a escrever kanjis. “O tablete ajuda a tornar a aula mais interativa”, garante.

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Sem folga “Uso meu tablete para estudar e pesquisar muito”, conta a terapeuta naturista Aparecida Yeda Kaneda, de Chiryu (Aichi). Yeda disse que adquiriu o aparelho há quatro meses e que estuda temas relacionados à saúde em geral, estética e beleza, para se atualizar em seu cotidiano profissional.


Fotos: Reprodução

tecnologia

Enquanto que alguns gostam de jogar Paciência no iPad nos horários de folga, Yeda não dá folga ao tablete e entre um atendimento e outro, ou mesmo no trem, ela saca o equipamento da bolsa para se conectar com a internet e buscar os temas de seu interesse. “Leio sobre obesidade, disfunção da glândula tireoide, alimentação”, cita ela. O iPad 2 hoje ajuda a jovem Sarah Longatto Fuidio nas aulas de inglês que dá para adultos e crianças. Ela estuda Línguas Estrangeiras na Aichi Prefectural University (APU) e conta que o equipamento que virou febre entre muitos consumidores de tecnologia facilita a sua vida como professora. Antes de o iPad entrar em sala de aula, Sarah tinha que fazer como os demais professores vinham fazendo, isto é, trocar o CD segundo o conteúdo da aula a ser dada. “O iPad torna as coisas bem mais fáceis nessa hora, pois basta selecionar o CD na biblioteca do iPad”, cita Sarah.

Foto: Antônio Carlos Bordin

Quem acha que Sarah fica só nisso, está enganado. Onde estiver, Sarah também retira da bolsa o tablete para escrever para o seu blog sobre língua e cultura japonesa. O aparelho facilita sua vida também quando precisa gravar

Yeda usa o tablete para pesquisas.

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vídeos para as aulas de japonês. Todo talento da jovem professora pode ser conferido no blog www. faleemjapones.com. Portfólio no tablete Quando comprou o iPad 2, da Apple, o fotógrafo Rodrigo Mitsuru Utimura Herweg, de Toyota (Aichi), não imaginou que se livraria de um monte de problemas. “Antes do tablete eu tinha que carregar, além do equipamento, pastas e mais pastas com fotos e recortes de revistas para mostrar o material para os clientes. Além disso, havia o risco desse material impresso sofrer desgaste”, relata.  Com o novo iPad em mãos, pastas e impressos hoje são coisa do passado. Agora Rodrigo pode exibir para os clientes seu portfólio com mais qualidade. E tem mais: “Uso o tablete para dar aulas de fotografia, já que nele estão os arquivos das apostilas”, explica. Como os alunos usam equipamentos fotográficos de marcas diferentes e têm dúvidas quanto às funções das máquinas, Rodrigo não vacila e traz no iPad os manuais de cada equipamento para orientar os alunos. “Isso torna as aulas mais dinâmicas”, explica. E olha que Rodrigo havia pensado inicialmente em comprar o iPad para usar como agenda. E você? Por que comprou um tablete?


MARKETING

A PUBLICIDADE NO LUGAR CERTO

Da redação

Imagine você decidido a ir pescar no mar. Você nunca fez isso antes. Não pesquisou que isca usar, não sabe qual vara é melhor ou que peixe pretende fisgar. Aliás, nem sabe onde os peixes estão. Tudo que vier será lucro. Com certeza na volta terá que passar no mercado para comprar os peixes para o jantar. Agora imagine o mar como sendo a internet e você um empresário recém-chegado querendo encontrar o consumidor para o seu produto ou serviço. Onde você vai lançar a rede ou a isca na imensidão desse oceano? Que peixe quer pescar?

Para não perder tempo nem dinheiro, o empresário deve ter em mente o seguinte: “A palavra mais forte na internet é relevância”, explica o consultor de Web Marketing, Kleber Kakuda (kleber@ebrazilagency.com). “Você tem que saber vender o produto certo para a pessoa certa e não ficar dando tiros para todo lado”, acrescenta. Ferramentas A internet não funciona como nos filmes de ação, nos quais o herói atira a esmo e acerta os alvos. A rede mundial oferece as ferramentas certas para as necessidades de cada um. São elas: Google Adsense (gratuita), Google AdWords (paga) e a Otimização para Motores de Busca (SEO, em inglês Search Engine Optimization, que também é gratuita), para citar algumas. Você já deve ter visto em algum site ou blog links de publicidade de empresas brasileiras no Japão. Eles são resultado da Google Adsense. O dono do site adicionou essa ferramenta ao conteúdo que publica, pois ele ganha a cada clique dado nos links dos anúncios. Mas lembre-se que um destes anúncios online pode ser o da sua empresa. Para isso, você deve usar a ferramenta Google AdWords. Este é um serviço pago, isto é, o empresário adquire palavras-chave através de um leilão automático feito pelo Google, já que elas serão usadas por internautas nas buscas feitas na internet.

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Vamos supor que você venda veículos e quer a palavra-chave “carros” nas buscas. Por ser muito popular, pode ser que a palavra seja bastante disputada nos lances. “Mas se você compra uma palavra-chave e seu anúncio tem relevância em relação aos concorrentes, a tendência é de pagar menos para aparecer mais, pois para o Google o que importa é a qualidade”, explica Kakuda. Ajuda nas buscas Agora vamos supor que você faça uma pesquisa na internet. Vão aparecer dez resultados por página, sendo que os primeiros, obviamente, serão os mais relevantes. Em algum canto da página aparecerão links pagos, também conhecidos como resultados pagos, isto é, empresários – um deles pode ser você – que pagaram para seus anúncios estarem lá. Dependendo do desempenho destes links pagos, o Google poderá relacioná-los entre os primeiros resultados nas buscas orgânicas, explica Kakuda. A empresa online também deve contar com a ajuda do SEO para se situar melhor nas buscas.

Kleber Kakuda

Consultor de Web Marketing

“Com as palavras-chave essa ferramenta ajuda um site a ficar mais bem ranqueado. Mas entra nesse resultado também o peso do site, o número de acessos, entre outras coisas. Quem vê um site em primeiro nas buscas, vê apenas a ponta do iceberg, pois a parte que não aparece é feita de muito trabalho”, explica Kakuda. E quem está no mundo do e-commerce tem como saber como está o rumo dos negócios. Kakuda explica que há a ferramenta Google Analytics, que ajuda a mensurar as visitas ao site, de onde vêm mais visitas, quanto tempo os internautas permanecem no site. Assim, o dono do negócio pode reestruturar sua estratégia para conseguir alavancar as vendas. Redes Sociais Mas não adianta criar uma imagem bonita da empresa na net e deixar outros aspectos do negócio às moscas. É o que diz o publicitário Wilson Harada. “O site tem que estar bem estruturado, a empresa tem que ter bons preços para converter os acessos em venda. Mas há sites com sistemas de compras ruins. Se uma pessoa encontra um problema, ela não volta mais e ainda falará mal do site para outros internautas”, alerta.

Se o empresário faz o dever de casa, o próximo passo é fidelizar. “Para isso, não há nada melhor do que usar as redes sociais, como Facebook, que são gratuitas”, lembra Harada, citando um cliente próprio: o site www.tele-amigos.com, da loja The Amigos. “Em vez de publicar mensagens no Facebook sobre uma promoção de costela, por exemplo, publicamos 0 vídeo de uma receita de costela para quem vive no Japão. Quer dizer, é preciso publicar coisas relevantes”, explica. Para Harada, as redes sociais devem ser usadas, “mas com moderação”. Quer dizer, aparecer na internet não significa entupir as páginas destas redes com mensagens. O efeito pode ser contrário. As redes sociais podem colaborar não apenas para a empresa que deseja alavancar as vendas, mas também para atrair o público de sua área. É o caso das empreiteiras que precisam contratar pessoas para trabalhar em fábricas e outros tipos de empresas. “Poucas delas sabem usar a internet. Elas precisam de pessoas e estas pessoas hoje estão nas redes sociais”, afirma Ricardo Wakuta, do blog ­dinoslender.com. O custo de um negócio feito via internet, segundo Wakuta, é baixo. Ele conta que pessoas que trabalham em fábrica notam hoje que podem montar um negócio via internet, sem ter que gastar muito. “As pessoas estão lá, na internet, querendo encontrar algo. Se você oferece uma ferramenta, os brasileiros vão começar a fazer negócios”, analisa. Boa pescaria.

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pERfil

My Brasil investe forte em marketing

Da redação

Os brasileiros que residem no conjunto habitacional Kyuban Danchi, em Nagoya (Aichi), conhecem bem a loja My Brasil. Mas quem vê hoje o entra e sai de clientes não imagina o sufoco que o seu proprietário passou no início. “Comprei o espaço por ¥ 25 milhões, com a geladeira quebrada e o ar-condicionado velho. Fiquei um ano sem salário, passando aperto até na hora de comer”, conta Sérgio Issao Kataguiri, proprietário da My Brasil.

SÉRGIO ISSAO KATAGUIRI

PROPRIETÁRIO DA MY BRASIL

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Ele e sua família abriram a loja há cinco anos. Durante o dia atendiam aos clientes e à noite terminavam a reforma. Depois abriram ao lado o restaurante e pizzaria com o mesmo nome da loja e contrataram um brasileiro formado em gastronomia, o qual já trabalhou na Espanha e em Portugal. Nos primeiros anos a My Brasil vendia cerca de ¥ 30 milhões anuais. Hoje a loja chega a vender ¥ 250 milhões por ano, conta Kataguiri. Mas isso é resultado de muito trabalho, investimento em publicidade e tino comercial. Vendas via site Desde o início, Kataguiri já reconhecia a força da internet no mundo dos negócios e criou o site w ­ ww.mybrasilmercado.com. Hoje o endereço da internet representa 40% das vendas da empresa. “O site é uma espécie de braço direito. Sem ele, teria que abrir outra loja”, conta. Kataguiri revela também que gasta por mês cerca de ¥ 500 mil em ações de marketing, tanto para divulgar o


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Uma loja tem que ter um bom marketing e uma boa administração, que são a cabeça e o coração da empresa.

site quanto em outras formas de publicidade para manter o nome da loja na memória dos clientes. “Todo mês imprimimos de 20 a 30 mil panfletos e tenho um grupo que os distribui nos conjuntos habitacionais”, conta Kataguiri. E não é só o consumidor brasileiro que a My Brasil busca, mas outros estrangeiros também. É por isso que entre os 12 funcionários da empresa há um filipino, o qual fala tagalo e inglês, e um peruano que fala espanhol, português e inglês. Os demais também dominam o idioma japonês.

sempre um tempero especial. Mas para Kataguiri uma empresa não se mantém somente com o que oferece aos clientes. “Uma loja tem que ter um bom marketing e uma boa administração, que são a cabeça e o coração da empresa”, ensina. Para ele, o lojista também tem que ter jogo de cintura para estabelecer boas parcerias e assim comprar grande variedade de produtos. “E tem que vender bastante para conseguir fazer preços bons”, alerta.

Quando comprou aquele espaço no Kyuban Danchi, Kataguiri ouviu de muitas Nunca jogue Kataguiri aprenpessoas que o negócio deu nesses anos contra, pois você iria morrer em breve, que não pode fi- pode quebrar e os pois teria que enfrencar apenas na outros também. tar uma concorrência loja. Ele se atuamuito forte. “Consegui Trabalhe para liza frequentando o que tenho trabalhando feiras de alimen- atrair seu cliente. muito. Mas nesse ramo tos em busca de não adianta ficar brigannovidades. “Assudo com a concorrência. mi o compromisso de sempre trazer Nunca jogue contra, pois você pode algum produto novo para os nossos quebrar e os outros também. Trabaclientes. Mesmo que seja uma bola- lhe para atrair seu cliente”, aconselha. cha que já exista no mercado, mas de Mas quem acha que Kataguiri fica outra marca, ou água mineral por um apenas na loja, se engana. Ele tampreço mais baixo”, conta. bém reserva um tempo para o lazer. Açougue e assados Alguns dos pontos fortes da My Brasil são o açougue, onde Kataguiri, pessoalmente, se preocupa em cortar as carnes para entregas via takyubin, para que o cliente receba um produto de qualidade, e os assados, que são vendidos diariamente e que trazem 18

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Como gosta de dirigir, ele transporta pessoas para o aeroporto ou que precisam mudar de casa. “Faço isso pelo menos duas vezes por semana, mais pelo prazer que tenho de dirigir”, confessa, citando que muitas vezes pega a estrada de madrugada e, depois de realizado o transporte, inicia sua jornada na loja.


Foto: Divulgação

ContextoNet

Alex Santos (primeiro agachado à esq.) e alunos do workshop de fotografia

Negócios nas redes sociais Da redação

O princípio da rede social é possibilitar o contato entre pessoas de diferentes lugares, idiomas, culturas e, assim, favorecer o surgimento de amizades. Mas entre uma conversa e outra, muita gente notou que as redes sociais, como Facebook e Twitter, são também um campo aberto para o mundo dos negócios. Estas redes podem ajudar a divulgar produtos e serviços, bem como servir como ponto de apoio para profissionais ou empresas que já anunciam em mídias impressas. A Associação Ombro Amigo de Nagoya (Aichi) usa hoje o Facebook para divulgar seus cursos de massagem, de estética e de artesanato. ‘’Já postamos no Orkut e Twitter. Mas é no Facebook que temos tido algum resultado’’, explica uma das responsáveis pelo Ombro Amigo, Camila Suzuki. Através do perfil no Facebook as pessoas podem encontrar informa-

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ções sobre os cursos, seus valores e duração. Segundo Camila, de cada dez alunos pelo menos dois se matriculam após conhecerem o trabalho do Ombro Amigo pela rede social criada por Mark Zuckerberg. ‘’Anunciamos em mídia impressa, que dá mais retorno. Mas o Facebook serve como ponto de apoio’’, disse. O lado interessante disso tudo, segundo Camila, é que a rede social acaba sendo também uma fonte de belas surpresas. Residentes de províncias distantes como Gunma, Saitama ou Nagano, por exemplo, já entraram em contato com a associação em busca de informações. ‘’Duas pessoas de Nagano fizeram alguns dos nossos cursos e no Golden Week virá outra de Okinawa para fazer o curso intensivo de massagem’’, explica. Milagres das redes sociais.

PERFIL PARA JAPONESES O diretor da escola de idiomas Fisk, David Urbina, também está de olho nas novas fronteiras que as redes sociais abrem. Tanto é que a empresa contratou uma pessoa para manter atualizados os perfis da Fisk voltados para o público japonês no Facebook e no Twitter e para cuidar dos sites fisk.jp e fiskweb.com. Como estes perfis em japonês ainda são recentes, Urbina aguarda resultados mais concretos da divulgação dos cursos de inglês, espanhol e português. ‘’Mas o perfil do Facebook para os brasileiros é o que tem tido melhor resultado até agora’’, conta. Entenda-se como ‘’resultado’’ o grande apoio que a rede social tem dado na conquista de novos alunos, levando informação sobre as atividades da escola e servindo como ponte


ContextoNet

Foto: Cedida

(Gifu). Alex trabalha em uma fábrica de autopeça durante a semana e reserva os finais de semana para realizar os workshops de fotografia em seu estúdio.

Vanessa Nonaka

para novas amizades entre alunos. ‘’A maioria dos novos alunos diz que visitou também o perfil da Fisk no Facebook antes de decidir pela matrícula’’, disse. Conquistar novos clientes é uma arte que exige paciência, persistência e estratégia. Vanessa Nonaka Alcazar, de Inazawa (Aichi), sabe disso e oferece no Facebook os cursos de sabonetes e bolsas artesanais e de pintura em seda. ‘’Em alguns meses consigo ao menos quatro alunos através desta rede social’’, revela, citando que ainda conta com a ajuda do site vanessanonaka.com para divulgar seu trabalho. ‘’Todos os dias eu procuro postar fotos dos meus produtos, pois a divulgação no Facebook é importante. Isso ajuda a despertar o interesse nas pessoas de fazer os cursos’’, disse Vanessa, lembrando que costuma responder perguntas na rede social sobre a duração de cada curso e o valor do investimento a ser feito. ‘’Acredito que 70% dos meus clientes e participantes dos workshops que ministro cheguem através de redes sociais’’, afirma o fotógrafo profissional Alex Ricardo dos Santos, de Kani

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As postagens de Alex podem ser vistas com certa frequência no Facebook e Twitter, mas ele já enxergava essas formas de divulgação nos tempos áureos do Orkut. ‘’Acredito que hoje as redes sociais são o melhor meio de divulgação e interação direta com o cliente. Através dessas redes consigo mostrar meus trabalhos anteriores e divulgar os trabalhos futuros’’, afirma. ‘’Hoje a maioria das pessoas vive conectada praticamente 24 horas por dia e o contato com elas é constante. O vínculo com o cliente é tão grande que às vezes acaba virando uma amizade’’, explica. CONTRATOS O uso das redes sociais como meio de divulgação é algo tão sério que a agência Dália Comunicação, de São Paulo, oferece aos seus clientes a proposta de um contrato de administração de redes sociais por seis meses. ‘’Há casos pontuais em que negociamos apenas alguma ação promocional de prazo curto’’, explica o sócio-diretor Marcel Agarie. As divulgações nas redes sociais consistem em dar mais visibilidade aos sites dos clientes da Dália Comunicação, como uma pizzaria, agências especializadas em mídia e uma empresa de cosméticos. Há também a preocupação em fazer anúncios institucionais para divulgar a marca e até ações promocionais que visam promover a marca por meio de alguma premiação.

E os resultados destas ações têm sido bastante consistentes. ‘’Para você ter uma ideia, alguns dos nossos clientes tinham em média de 10 a 15 visitas por dia em seus sites. Com o nosso trabalho nas redes sociais, estes endereços passaram a ter mais de 300 acessos diários. Ou seja, alcançamos o objetivo de fazer nossos clientes terem mais visibilidade diante desta massa que circula pelas redes sociais’’, explica. Agarie é um profissional que acompanha a evolução da tecnologia aliada à comunicação. Para ele, as redes sociais se tornaram mais um canal de divulgação, mas não se limitam apenas a isto. ‘’Além da importância da divulgação é preciso ter uma resposta imediata das pessoas que interagem em tempo real com o seu perfil’’, ensina. O sócio-diretor da Dália Comunicação lembra que através das redes sociais é possível obter um quadro bem claro do que está ocorrendo no mercado. ‘’É possível analisar o que os consumidores estão achando do produto ou serviço, além de ouvir críticas, sugestões, fazer testes e perguntar para o seu consumidor direto sobre os seus serviços’’, relata. Ele cita que hoje é comum as pessoas consultarem amigos ou conhecidos nas redes sociais sobre algum produto ou serviço antes de adquiri-lo. ‘’Por isto, ficar atento para o que as pessoas estão falando sobre a sua empresa nas redes sociais e respondê-las o mais rápido possível é uma forma de transmitir credibilidade e garantir um espaço maior na hora de ser lembrado pelas pessoas’’, finaliza.


BLOG DA NEGA

Uma noite inesquecível Olá, amigas e gatinhos. Recebi um convite do proprietário do Rancho Babilônia (Orlando), de Oizumi (Gunma), para darrr o ar da minha graça em sua casa noturna. Eu disse: Se tiver chapeludo, eu estou dentro.

Se bobear eu vou lá e PIMBA. Pois os homens são todos iguais; só mudam a embalagem. Não podem ver uma moreninha com abundância na frente e na retaguarda que já viram o zóinho.

Aí eu me despinguelei com meu Nega Móvel de Aichi para Gunma. Levei mais ou menos 6 horas. Claro, cheguei lá cansadinha, mas feliz, pois sabia que à noite seria recompensada.

Não posso deixar de citar algo que adoro fazer. Sou a madrinha dos fotógrafos do nosso querido Portal Mie também. E naquela noite batizei um deles. O gatinho queria reagir, mas foi amolecendo, amolecendo, até que, já nos finalmente, ficou mais relaxado e saiu com um sorriso lindo de satisfação. Amei!! E a galera do Portal Mie também...

Geeente!! Tinha um gatinho chapeludo que tentou resistir, mas eu o peguei à força. Cavalo bravo. rsrss   É sempre assim. Eles lutam, mas no fundo gostam do calor humano da Neguinha aqui, que quase sempre vira um fogaréuuu. rsrsrs Lá estavam também minhas amigas, que vieram apenas para me prestigiar. Claro que tomaram certa cautela com seus namorados, pois a Neguinha estava solta no Salão.

Quero agradecer ao lobão do Orlando (Rancho Babilônia) pelo convite. Amei estar em Gunma. O ambiente da casa é familiar. É muiiito bom mesmo!!   Até uma próxima. Basta chamar que me despinguelo para Gunma de novo. Beijocas pra todos.

#NegaFone Você quer receber a visita da Nega Maluca em seu evento? Ligue para 080-4167-2627 (Softbank) ou negamaluca_jp@msn.com

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Nega e Poliana

O anfitrião Orlando, Nega e Nice

Fotos: Cedidas

O fotógrafo Carlos do Portal Mie

Nega atacando chapeludo

Mayumi (à dir.) e filha Edição 1 - Abril/2012

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infos

Os usuários podem comemorar, pois se espera que com a mudança o problema de queda nas ligações seja coisa do passado. A Banda Platina diz respeito a gama de ­frequências entre 700 e 900 Megahertz. Consta que as ondas de rádio nessas frequências têm alcance maior, o que deve favorecer a qualidade das ligações via celular.

Foto: Reprodução

O anúncio da alocação para a Banda Platina foi feito no início de março pelo Ministério dos Negócios Internos e Comunicações. A ­Softbank divulgou em seu site que o início das operações nessa faixa de frequência será a partir do dia 25 de julho.

Reconhecimento de voz tem falhas Um japonês postou na internet um vídeo no qual testa os sistemas de reconhecimento de voz dos celulares inteligentes da Apple (Siri), e da Docomo (Syabette Concier). O homem faz perguntas simples para ambos e o sistema da Docomo se saiu melhor, indicando que Siri compreende o japonês básico, mas ainda derrapa em questões mais complexas. Para conferir o vídeo, basta entrar no YouTube e inserir na barra de procura: 1FaeYavOLgc .

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Consulado no feriado O Consulado do Brasil em Nagoya (Aichi) funcionará nos dias 1 e 2 de maio, mas estará fechado nos dias 30 de abril e 3 e 4 de maio (segundo o calendário de feriados japoneses), que são parte da Golden Week. Nos dias 1 e 2 o horário de atendimento será das 9h às 13h. No site www. consuladonagoya.org/cgnagoya há as datas em que o Consulado fica fechado. Através do link “Contato Eletrô-

nico” o internauta pode tirar dúvidas quanto ao serviço que busca, sejam relativas a documentos, pedidos de formulários, atestados e outros. O contato através de e-mail pode evitar uma ida desnecessária ao Consulado. O site informa que a resposta é dada em até 2 dias úteis. O internauta também deve clicar no link “Perguntas Frequentes” e depois em ‘’Perguntas Gerais’’ para verificar quais os documentos que podem ser solicitados via correio.

Estradas online As fabricantes de carros Toyota, Nissan e Honda planejam criar um sistema online da malha rodoviária do país visando futuros desastres naturais. A informação foi dada na versão online do jornal Yomiuri, que citou como fonte a organização sem fins lucrativos ITS Japan. No ano passado houve interrupção do tráfego na região de Tohoku, após o terremoto seguido de tsunami. O sistema a ser criado indicará quais estradas estarão acessíveis ou não em caso de terremoto.

Foto: Cedida

Ligações da Softbank podem melhorar A companhia Softbank conseguiu junto ao Governo do Japão o direito de operar seus serviços de telefonia na frequência de 900 Megahertz, conhecida como Banda Platina.

Páscoa no Twitter A empresa Siamore, do Martins Group, de Gifu, criou uma marca própria de ovo de Páscoa, a ChocoShow. A divulgação do produto foi feita pelo presidente do grupo, Roberto Martins, em seu perfil no Twitter. Martins conta que usou chocolate suíço para fazer o ovo e que o recheio era de bombons Ferrero Rocher. Ele conta que fez os ovos devido aos pedidos de clientes e diante da pouca variedade do produto que chega do Brasil.


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