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Publicidade

Crónica Legislação e alterações na carreira dominam programa do congresso de higienistas orais SPODF celebra encontro anual e assinala 30º aniversário centrando-se nas novas tecnologias

Falamos com... Jorge André Cardoso, presidente da Comissão Organizadora do nono congresso da Sociedade Portuguesa de Estética Dentária

Imagens da medicina oral A M AXILLARIS publica uma secção de casos clínicos da autoria de Germán Esparza Gómez


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Destaques

maio 2016

Crónica

Ciência e prática Legislação e alterações na carreira dominam programa do congresso de higienistas orais.

Catarina Martinho Lesões de furca. Diagnóstico e tratamento.

António de Vasconcelos Tavares recebe diploma de professor emérito da Universidade de Lisboa.

SPODF celebra encontro anual e 30º aniversário “com os olhos postos” nas novas tecnologias.

Falamos com...

Victor Assunção Avaliação da história presente e passada de cárie dentária dos alistados da Escola da Guarda em Portalegre.

Ponto de vista Imagens da medicina oral

Jorge André Cardoso,

Adélia Ramazanova,

Germán Esparza Gómez

presidente da Comissão Organizadora do nono congresso anual da Sociedade Portuguesa de Estética Dentária.

Membro da Comissão Organizadora do congresso da Associação Portuguesa do Sono.

A MAXILLARIS publica uma secção de casos clínicos sobre medicina oral.


Sumário

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Crónica 10

Legislação e alterações na carreira dominam programa do congresso de higienistas orais.

11

SPODF celebra encontro anual e 30º aniversário “com os olhos postos” nas novas tecnologias.

12 14

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António de Vasconcelos Tavares recebe diploma de professor emérito da Universidade de Lisboa. Cerca de 170 estudantes e recém-licenciados assistiram às jornadas da Universidade do Porto.

Imagens da medicina oral 53

Falamos com… 18

A MAXILLARIS publica uma secção de casos clínicos da autoria de Germán Esparza Gómez.

Calendário de cursos

Jorge André Cardoso, presidente da Comissão organizadora do nono congresso da Sociedade Portuguesa de Estética Dentária: “Ninguém como a SPED deu tanto palco a oradores portugueses emergentes”.

56

Agenda de cursos para os profissionais.

Congressos e reuniões 60

24

Catarina Martinho: “Lesão de furca. Diagnóstico e tratamento”.

Ponto de vista

Calendário de congressos, simpósios, jornadas, encontros e exposições industriais nacionais e estrangeiras.

Adélia Ramazanova, membro da Comissão Organizadora do congresso da Associação Portuguesa do Sono: “Medicina oral do sono em destaque”.

Novidades da indústria 62

Produtos e equipamentos.

Ciência e prática 26

Victor Assunção: “Avaliação da história presente e passada de cárie dentária dos alistados da Escola da Guarda em Portalegre”.

Proprietário: Cyan Editores. Coordenador Edição Portuguesa: João Drago. portugal@maxillaris.com Publicidade: Maria João Miranda. comercialportugal@maxillaris.com Colaboradores: Gilberto Ferreira. João dos Santos. Maria Inês de Matos. Nuria Mauleón. Valéria Baptista Ferreira.

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MAXILLARIS MAIO 2016

Comissão Científica: Jaime Guimarães (diretor científico). Ana Cristina Mano Azul. Francisco Brandão de Brito. Gil Alcoforado. Isabel Poiares Baptista. José Bilhoto. José Pedro Figueiredo. Paulo Ribeiro de Melo. Susana Noronha.

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Notícias de empresas.

Edição online: www.maxillaris.com.pt Depósito Legal: M-44.552-2005. Assinatura anual: Portugal 35 €, resto 80 €. ISENTO DE REGISTO AO ABRIGO DO DECRETO REGULAMENTAR 8/99 de 9/6 art 12º nº 1ª

Tiragem: 6.100 exemplares

Consultor para a América Latina: Pérsio Mariani. REDAÇÃO (nova morada): Rua Francisco Sanches, 122, 2º 1170-144 Lisboa. Tel./Fax: 218 874 085.

• Periodicidade mensal. • MAXILLARIS não se responsabiliza pelas opiniões manifestadas pelos seus colaboradores. • Proibida a sua reprodução total ou parcial em outras publicações sem a autorização expressa e por escrito de CYAN EDITORES.


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O nosso contributo Há vários anos que a MAXILLARIS não poupa esforços no sentido de contribuir para o estímulo e, em certa medida, para a própria formação dos profissionais de Medicina Dentária, quer em tempos de crise quer em conjunturas mais favoráveis ao setor, como aquela que parece (finalmente) vislumbrar-se nos dias que correm. Provas disso são a jornada ibérica de carácter formativo que organizámos em setembro de 2013, em Troia, ou mais recentemente o encontro de jovens médicos dentistas que celebrámos no passado mês de março, em plena Expodental 2016, em Madrid (Espanha). O binómio cooperação-interação com os médicos dentistas foi, de resto, um dos desafios assumidos – em dose redobrada – por esta revista quando estreou, no início de 2015, a sua periodicidade mensal no mercado português. Desde então – e a título de exemplo – é notório o reforço do apoio que a MAXILLARIS tem dado aos congressos, às reuniões científicas e às jornadas anuais das diferentes sociedades científicas e organizações estudantis do setor. Com efeito, esta publicação assegura anualmente parcerias e/ou patrocínios com mais de uma dezena de entidades que realizam encontros regulares de interesse científico e formativo no âmbito da Medicina Dentária, na maioria dos casos através do patrocínio dos respetivos concursos de pósteres científicos, a cujos vencedores esta publicação atribui exemplares da sua Biblioteca Multimédia, composta por DVD’s sobre periodontia, implantologia, cirurgia oral e medicina oral. Além disso, os trabalhos vencedores são frequentemente publicados nesta revista. Neste contexto – de crescente cooperação com as organizações do setor –, é com particular satisfação que a MAXILLARIS se associa, de modo oficial, ao leque de patrocinadores científicos do XXV Congresso Anual da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), que irá decorrer entre os dias 10 e 12 do próximo mês de novembro, na Exponor (Porto). No ano em que se assinala o 25º aniversário do congresso da OMD, esta revista contribuirá para o programa do maior evento da área da saúde que se realiza em Portugal com o patrocínio de uma conferência de Germán Esparza Gómez, professor catedrático da Faculdade de Odontologia da Universidade Complutense de Madrid, especialista em Medicina Oral e membro da Comissão Científica da edição espanhola da MAXILLARIS. A partir desta edição, e até ao final do corrente ano, publicamos – ao abrigo da secção "Imagens da Medicina Oral” – uma série de artigos da autoria de Germán Esparza Gómez, que permitirão aos nossos leitores familiarizarem-se, com a devida antecipação, com o trabalho deste prestigiado profissional do país vizinho, com mais de 80 artigos científicos sobre Medicina Oral publicados em revistas internacionais e cerca de uma centena de cursos lecionados neste domínio da Medicina Dentária.

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MAXILLARIS MAIO 2016

EDITORIAL

Editorial

Editorial maio_Maquetación 1 29/04/16 12:31 Página 6


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Índice de anunciantes

ND indice mayo PT_Maquetación 1 28/04/16 16:54 Página 8

B. Braun Dental Care . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45 e 65 BTI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 CEOdont. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59

Administradores: - Marisol Martín. marisol.martin@maxillaris.com - José Antonio Moyano. moyano@maxillaris.com Diretor: Miguel Ángel Cañizares. canizares@maxillaris.com

Dentsply. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39 Douromed . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 etk . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 Euro Technew. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 Instituto Casan. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61 Ivoclar Vivadent . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 Klockner. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9

Subdiretor: Julián Delgado. julian.delgado@maxillaris.com Diretora Comercial: Verónica Chichón. publicidad@maxillaris.com Chefe Divisão Multimédia: Roberto San Miguel. webmaster@maxillaris.com Chefe Departamento Gráfico: M. Ángeles Barrero. maquetacion@maxillaris.com Coordenadora de projetos: Marta Esquinas marta.esquinas@maxillaris.com

Ledosa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55 Nordental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64 OMD . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 Oral-B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68 Procoven . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 Ravagnani Dental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 Roland DG . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67 Sidefarma. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 Voco. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32 a 35

Encartes:

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MAXILLARIS MAIO 2016

O HSS Portugal

Redatores: María Santos e Diego Ibáñez. redaccion@maxillaris.com Serviços Administrativos: Inmaculada Barrio. administracion@maxillaris.com REDAÇÃO ESPANHA: C/ Clara del Rey, 30, bajo. E-28002 Madrid Tel.: (0034) 917 25 52 45 Fax: (0034) 917 25 01 80 Edição online espanhola: www.maxillaris.com Comissão Científica (edição espanhola): Javier García Fernández (diretor científico). Armando Badet de Mena. Blas Noguerol Rodríguez. Emilio Serena Rincón. Germán Esparza Gómez. Héctor Tafalla Pastor. Jaime Jiménez García. Jaume Janer Suñé. Juan López Palafox. Luis Calatrava Larragán. Manuel Cueto Suárez. Marcela Bisheimer Chémez. Rafael Martín-Granizo López.


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Crónica

Cronica mayo PT_Maquetación 1 28/04/16 15:56 Página 10

Legislação e alterações na carreira dominam programa do congresso de higienistas orais O 16º congresso nacional da Associação Portuguesa de Higienistas Orais (APHO) realizou-se em Lisboa, nos passados dias 8 e 9 de abril, com um abrangente programa multidisciplinar que englobou as temáticas que marcam a atualidade dos profissionais de higiene oral. O encontro atraiu mais de 160 profissionais do setor e contou com a colaboração de um total de 13 oradores, que abordaram temas tão variados como a saúde oral na gravidez e na infância, mitos e atitudes no tratamento da pessoas com necessidades especiais, os desafios éticos-legais na prática profissional da atualidade ou a patologia do sono. “Demos uma grande importância ao inquérito de opinião que realizámos junto dos congressistas que participaram na edição do ano passado, e tentámos organizar um programa muito dirigido para essas opiniões”, esclarece Helena Amaral, presidente da comissão organizadora do congresso deste ano, adiantando que “o grande enfoque foi para a legislação que os higienistas orais têm de cumprir a nível da clínica privada, através da palestra que proferiu a engenheira Sónia Santos, e para as alterações que vão surgir ao nível da carreira dos técnicos de diagnóstico e terapêutica – à qual nós pertencemos –, assunto que foi tratado pelo sindicalista Almerindo Rego”. A presidente da comissão organizadora destaca ainda a presença de cerca de uma dezena de representantes da indústria dentária, a quem agradece o reiterado apoio a esta iniciativa da APHO, que se celebrou pelo segundo ano consecutivo como congresso autónomo, já que até 2014 enquadrava-se no programa do encontro anual da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária (SPEMD).

Helena Amaral, presidente da comissão organizadora do 16º congresso da APHO.

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MAXILLARIS MAIO 2016

Sessão solene de abertura do encontro dos higienistas orais, que decorreu em Lisboa.

À margem do congresso, Helena Amaral observa que a grande preocupação dos higienistas orais prende-se com as oportunidades de emprego, alertando para o facto de muitos profissionais desta área “já estarem a recorrer à emigração para países como a Bélgica, a Suíça e o Reino Unido”. A APHO espera que o projeto-piloto na área da saúde oral, anunciado pelo Ministério da Saúde, “possa abranger também a entrada de higienistas orais no Serviço Nacional de Saúde” e, de algum modo, atenuar a difícil conjuntura que estes profissionais enfrentam. Por seu lado, Fátima Duarte, presidente da APHO, durante a sua intervenção na sessão solene de abertura, recordou o papel ativo que o higienista oral desempenha no contexto global dos cuidados de saúde e destacou a cooperação que a associação fundada em 1989 – que representa hoje cerca de 600 higienistas em todo o país – mantém com os diversos interlocutores do setor da saúde oral. A MAXILLARIS associou-se pelo segundo ano consecutivo ao encontro dos higienistas orais, através do patrocínio do concurso de pósteres científicos, que contou com cerca de uma dezena de concorrentes. O trabalho premiado com a coleção de DVD’s da biblioteca multimédia desta revista – e que se publica nesta edição – intitula-se “Avaliação da história presente e passada de cárie dentária dos alistados da Escola da Guarda em Portalagre”. Tem como autores Victor Assunção, Henrique Luís e Luís Soares Luís.


Crónica

Cronica mayo PT_Maquetación 1 28/04/16 13:59 Página 11

SPODF celebra encontro anual e assinala 30º aniversário “com os olhos postos” nas novas tecnologias Nos passados dias 14 a 16 de abril, a 28ª reunião científica da Sociedade Portuguesa de Ortopedia Dento-Facial (SPODF) concentrou no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, mais de 200 profissionais do setor que tiveram oportunidade de assistir a um programa científico particularmente diversificado, subordinado ao lema “Tratamento ortodôntico integrado: estratégias de sucesso”. Para além dos temas que dominam a especialidade da ortodontia, o programa contou com o contributo de diferentes áreas da Medicina Dentária para a otimização dos tratamentos. “Paralelamente à atualidade ortodôntica, tivemos oradores de outros campos, embora sem perder de vista o contexto da estética e da era digital”, adianta à MAXILLARIS a médica dentista Inês Anselmo Assunção, presidente da comissão organizadora do congresso da SPODF, para quem o tema deste ano “foi precisamente escolhido com o objetivo de aliar todas as especialidades e todos os meios de diagnóstico que temos ao dispor. Quisemos perceber o seu funcionamento em termos digitais e aproveitar tudo o que temos ao nosso alcance para conseguir um melhor resultado de tratamento”. Inês Anselmo Assunção destaca a diversidade de conferencistas nacionais e estrangeiros que tornaram o encontro deste ano verdadeiramente multidisciplinar. “Tivemos oradores de várias zonas do mundo e de diferentes especialidades, que nos deram uma perspetiva diferente de vários aspetos da profissão”, sublinha. Com efeito, a SPODF trouxe a Portugal profissionais de países tão distintos como Israel e Estados Unidos ou Tunísia e Dinamarca, entre outros, que abordaram temas como o ortodontista como líder da equipa interdisciplinar do tratamento médico-dentário (Richard Roblee), a inclusão dentária (Stella Chaushu) ou a estética na ortodontia (Lars Christensen). Entre os oradores nacionais, destacou-se a participação de Afonso Pinhão Ferreira, antigo diretor da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto, que partilhou com os congressistas a sua vasta experiência clínica no domínio da ortodontia.

Inês Anselmo Assunção, presidente da comissão organizadora da 28ª reunião científica, e Américo Ferraz, presidente da SPODF.

Por outro lado, o congresso de 2016 “ficou marcado pela maior adesão de sempre de casas comerciais”, refere a presidente da comissão organizadora, acrescentando que “houve mesmo dificuldade em enquadrá-las no espaço que tínhamos disponível para a exposição da indústria dentária”. A organização do 28º congresso não deixou, naturalmente, de assinalar o 30º aniversário da sociedade científica que foi fundada a 11 de janeiro de 1986, em Lisboa, no mesmo ano em que Portugal aderiu à Comunidade Europeia. Trinta anos depois, Américo Ferraz, atual presidente da SPODF, considera que esta entidade “atingiu aquilo a que eu chamo a idade da maturidade”. Neste momento, constata, “Portugal tem uma situação estável em termos de ortodontia, temos a especialidade devidamente estabelecida, como acontece noutros países. Agora, há que desenvolver esta área e assegurar a continuidade do legado que nos foi deixado”. Por outras palavras, Américo Ferraz adianta que o atual desígnio passa por adaptar a SPODF aos novos tempos. “Estamos precisamente a proceder a uma adaptação em termos de multimédia, refiro-me à divulgação das nossas iniciativas e eventos através das redes sociais, à renovação do site”, revela o presidente da sociedade científica, acrescentando que este ano, pela primeira vez, “editámos uma revista em formato digital”. Em suma, “estamos a adaptar-nos às novas tecnologias, tendo em vista que a maioria dos nossos associados já as utilizam regularmente”, conclui. Inês Anselmo Assunção (ao fundo) durante a sua intervenção na sessão de abertura.

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Crónica

Cronica mayo PT_Maquetación 1 28/04/16 13:59 Página 12

António de Vasconcelos Tavares recebe diploma de professor emérito da Universidade de Lisboa O diploma de professor emérito da Universidade de Lisboa será entregue a António de Vasconcelos Tavares, antigo diretor da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (FMDUL), pelo reitor desta instituição de ensino superior, António Cruz Serra, numa cerimónia agendada para o dia 19 deste mês, no auditório Professor Simões dos Santos da FMDUL. O título de professor emérito da Universidade de Lisboa é atribuído, em situações excecionais, aos professores catedráticos ou associados, jubilados ou aposentados, em reconhecimento do mérito académico e da relevância da atividade científica. A atribuição deste título a António de Vasconcelos Tavares foi proposta pelo Conselho Científico da FMDUL em outubro de 2015, tendo sido posteriormente aprovada pela Comissão para os Assuntos Científicos do Senado da Universidade de Lisboa.

António de Vasconcelos Tavares.

Personalidade incontornável no meio da Medicina Dentária portuguesa, Vasconcelos Tavares licenciou-se em Medicina em 1969, obtendo posteriormente (1973) o título de especialista em Estomatologia. Em 1978 foi admitido por concurso como professor auxiliar da então designada Escola Superior de Medicina Dentária de Lisboa. Iniciada a sua carreira académica, frequentou o mestrado em Prostodontia Fixa e Implantologia no Instituto de Estomatologia e Cirurgia Maxilofacial da Faculdade de Medicina Pitié-Salpêtriére de Paris VI (França), exercendo aí posteriormente as funções de assistente estrangeiro e depois de professor convidado. Em 1994 defendeu na Faculdade de Medicina de Lisboa a sua tese de doutoramento, com o título “Implantes de alumina e de zircónia – estudo experimental comparativo”. Este trabalho, com grande impacto científico internacional ao demonstrar o potencial da utilização do zircónio como biomaterial passível de osteointegração, criou as condições para que mais tarde, em 1995, a Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa se candidatasse ao Programa Ciência e fundasse a primeira unidade de investigação na área da saúde oral. De 2002 a 2009 exerceu, com reconhecido mérito e dedicado empenho, as funções de diretor da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa. Destaca-se ainda o papel que exerceu na Reitoria da Universidade de Lisboa, primeiro como pró-reitor (de 2002 a 2009), depois como vice-reitor (de 2009 a 2013). O vasto currículo de Vasconcelos Tavares não se restringe à sua atividade como académico, cientista, docente clínico e dirigente universitário; é também reconhecido pela sua dedicação a causas de carácter associativo, social e filantrópico.

Portadores da diabetes com maior risco de contrair doenças orais A diabetes é uma das doenças com maior impacto na saúde oral, elevando exponencialmente o risco dos seus portadores contraírem cáries, gengivites, periodontites, disfunções das glândulas da saliva, doenças da mucosa e infeções orais e problemas na sensibilidade orofacial. No Dia Mundial da Saúde, que se assinalou no passado dia 7 de abril, a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) alertou os mais de um milhão de portugueses portadores de diabetes e os dois milhões que são pré-diabéticos para a necessidade de realizarem check-ups regulares de saúde oral. Por exemplo, o tratamento periodontal pode ajudar ao controlo metabólico da diabetes, essencial para a qualidade de vida dos doentes, recomendou a OMD.

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MAXILLARIS MAIO 2016


ANUNCIO_MAXILARIS_2016_IV_PORTUGAL.pdf

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10 | 11 | 12 | nov | 2016 | exponor | porto | portugal

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CONFERENCISTAS CONFIRMADOS ANDREW SPIELMAN | USA MEDICINA / CIRURGIA ORAL

GERMÁN ESPARZA GÓMEZ | SP MEDICINA / CIRURGIA ORAL

NICOLA WEST | UK DENTISTERIA

DOMINGO MARTÍN | SP ORTODONTIA

MITSUHIRO TSUKIBOSHI | JP TRAUMATOLOGIA E TRANSPLANTAÇÃO DENTÁRIA

PAULO KANO | BR PRÓTESE FIXA

EVA BERROETA | SP PRÓTESE FIXA

NELSON PINTO | BR REGENERAÇÃO ÓSSEA

WALTER DEVOTO | IT RESTAURAÇÃO ESTÉTICA

www.omd.pt/congresso


Crónica

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Cerca de 170 estudantes e recém-licenciados assistiram às jornadas da Universidade do Porto A 27ª edição das Jornadas de Medicina Dentária da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto (FMDUP), que se realizou nos passados dias 15 e 16 de abril, registou a adesão de cerca de 170 participantes, dos quais 140 frequentaram os cinco cursos hands-on integrados no programa deste ano. Num evento especialmente pensado para estudantes e médicos dentistas recém-licenciados, o programa científico contou com a presença de uma dezena de oradores convidados, nacionais e estrangeiros, especializados nos mais diversos domínios da Medicina Dentária. O primeiro dia ficou marcado pelas conferências de José Silva Marques (Reabilitação oral em pacientes operados e irradiados: desafios e limitações), Paulo Maia (Cirurgia oral e procedimentos invasivos em doentes com terapêutica anticoagulante), Adriano Figueiredo e Cristina Figueiredo (Cirurgia maxilofacial e ortodontia: a simbiose), Jesús Mena Álvarez (Ampliação em endodontia e cirurgia endodôntica) e Paulo Monteiro (Restaurações estéticas em dentes anteriores). Jaime Guimarães, diretor científico da MAXILLARIS, durante a conferência que proferiu nas jornadas A segunda jornada foi preenchida com as intervenções de Jeanda FMDUP. -Marc Dersot (Cirurgia periodontal de dentes inclusos para tratamento ortodôntico), Carlos Falcão (Paciente complexo em reabilitação oral: planificação e sequência lógica do tratamento interdisciplinar), Luís Pedro Ferreira (Controlo comportamental e criança problemática na consulta de odontopediatria), bem como de Jaime Guimarães, diretor científico desta revista, que abordou o tema “Reabilitação com implantes dos setores posteriores maxilares”.

No âmbito do programa científico estiveram ainda a concurso 31 pósteres, divididos em três categorias distintas: investigação, caso(s) clínico(s) e revisão bibliográfica. Ao abrigo deste concurso, foram premiados com exemplares da biblioteca multimédia da MAXILLARIS (composta por DVD’s sobre periodontia, implantologia, cirurgia oral e medicina oral) o trabalho de investigação "Alergia ao titânio: será o zircónio uma alternativa viável?", assinado por Ana Sofia de Sousa Moreira, Ana Patrícia Magalhães, Bruno Carvalho, Juliana Santos e Ana Portela; e o caso clínico intitulado "Lipoma intrabucal em íntimo contacto com o nervo mentoniano", da autoria de Hester de Oliveira Santos, Valeska Martins Reis, Mário Serra, Satiro Watanabe e Simone Sousa Sant'ana. A entrega dos prémios esteve a cargo do médico dentista Paulo Ribeiro de Melo, professor da FMDUP, dirigente da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) e membro da Comissão Científica desta revista.

Paulo Ribeiro de Melo entregou a Ana Sofia Moreira o prémio ao melhor póster de investigação, que contou com o patrocínio da MAXILLARIS.

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MAXILLARIS MAIO 2016

Honrando a sua já vasta tradição, a 27ª edição das jornadas “pautou-se pela excelência e pela qualidade”, sublinha Rúben Silva, presidente da comissão organizadora, para quem “esta iniciativa anual, que emerge de um esforço coletivo entre alunos finalistas, patrocinadores, docentes e funcionários da FMDUP, não teria sentido sem a adesão da comunidade académica e recém-licenciada em Medicina Dentária”. Rúben Silva apresenta assim, em nome da comissão organizadora, “um sentido agradecimento a todos os que participaram”.


Crónica

Cronica mayo PT_Maquetación 1 28/04/16 13:59 Página 15

Jornadas de prótese dentária acolheram mais de 200 participantes A terceira edição das jornadas de prótese dentária reuniu nos passados dias 8 e 9 de abril, na Escola Superior de Saúde Egas Moniz, com sede no Monte da Caparica (Lisboa), um total de 210 participantes, entre estudantes universitários, docentes e profissionais do setor. O encontro contou com a colaboração de 11 conferencistas, que abordaram temas bastante diversificados, tais como “Dissilicato de lítio como base para uma mimetização estética e funcional” (Paulo Pacheco), “Prótese total removível sobre implantes” (Demer Reame), ou “Clínica e laboratório e uma comunicação melhorada: restaurações estéticas personalizadas” (Carlos de Gracia), entre outros. As jornadas reuniram na Escola Superior de Saúde Egas Moniz, no Monte da Caparica (Lisboa), um total de 210 participantes. A organização das jornadas, a cargo de um grupo de estudantes da referida instituição de ensino superior, realça precisamente como marca desta edição a escolha do painel de oradores e a variedade dos temas tratados. Destaca-se em particular a última palestra das jornadas, proferida por José Ribeiro, e o impacto que a mesma teve entre os participantes, uma vez que nunca tinha sido apresentado um tema sobre regras e caminhos a seguir na área da prótese dentária e os procedimentos para legalizar laboratórios. “Pela diferença, pela novidade da apresentação e do tema abordado”, esta palestra foi, de acordo com a estudante Raquel Reis, membro da comissão organizadora, “uma das mais marcantes desta edição das jornadas”.

Por fim, a organização fez questão de agradecer à MAXILLARIS o apoio prestado na divulgação das terceiras jornadas de prótese dentária, “pois o seu contributo também nos ajudou a alcançar o sucesso”, conclui Raquel Reis.

José Ribeiro durante a original palestra que proferiu nas jornadas.

MAXILLARIS MAIO 2016

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Crónica

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Centro de Estudos Mundo a Sorrir celebra simpósio sobre Medicina Dentária No passado dia 16 de abril, a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, acolheu o primeiro simpósio sobre Medicina Dentária organizado pelo Centro de Estudos Mundo a Sorrir (CEMAS), que contou com a participação de mais de seis dezenas de profissionais do setor. O programa desta inédita jornada teve como protagonista o médico dentista Aris Petros Tripodakis, da Universidade de Atenas (Grécia), cuja intervenção se centrou nas áreas da prostodontia e da osteointegração. Moderado pelo médico dentista e professor universitário Gil Alcoforado, que dirige o centro de estudos da organização não governamental Mundo a Sorrir, o simpósio contou também com a colaboração dos conferencistas portugueses Mariana Alves, que fez uma abordagem ao “Tratamento de infeções endodônticas e patologia periapical”, e Nuno Guilherme, com o tema “Considerações para a reabilitação de implantes unitários na zona estética”. Por seu lado, o médico dentista José Frias Bulhosa, numa intervenção à margem do programa científico, deu a conhecer os contornos do CEMAS, criado com o intuito primordial de promover o desenvolvimento da investigação de temáticas relacionadas com a saúde oral e a inclusão social, bem como conferir suporte científico aos projetos da Mundo a Sorrir. De forma a atingir os objetivos a que se propõe, ambiciona dinamizar eventos e oportunidades que se traduzam pela sua qualidade e rigor científico. São exemplos disso o Prémio Mexia de Almeida e o novo simpósio CEMAS, que se pretendem afirmar como iniciativas de referência para a comunidade médica e científica.

Mundo a Sorrir alerta para a débil saúde oral dos idosos Metade da população idosa portuguesa não tem nenhum dente. Os dados são da organização Mundo a Sorrir, no âmbito do projeto “Sorrisos porta em porta” que, durante cerca de quatro anos, promoveu a melhoria dos índices de saúde oral, a diminuição do risco de infeções periodontais e patologias orais, bem como a prevenção de infeções ou patologias associadas a próteses dentárias na terceira idade. Este projeto, inovador em Portugal e na Europa, foi lançado em 2012 e associa-se ao novo consórcio Porto4Ageing, criado no âmbito da recente candidatura da região do Porto à classificação de “Sítio de referência europeu na área do envelhecimento ativo e saudável”. De acordo com o médico dentista Miguel Pavão, fundador e atual presidente da Mundo a Sorrir, “a grande maioria da população crê que a perda de dentes é uma consequência natural e inevitável da idade, ideia errada que deriva dos exemplos que temos de familiares e amigos idosos. A principal causa para este fenómeno é o culminar do pouco investimento em saúde geral e saúde oral, associado a uma reduzida rotina de cuidados de higiene oral”. Miguel Pavão considera que a saúde oral na terceira idade “é um problema negligenciado que influencia negativamente a qualidade de vida dos idosos e tem repercussões negativas na saúde geral”. É por isso que projetos como o “Sorrisos porta em porta” são tão necessários e é preciso continuar a apostar nesta população alvo, pois os mais de 15.000 beneficiários e 300 instituições abrangidos pelo projeto demonstram que “não podemos parar e, neste sentido, estamos a preparar uma nova candidatura para este fim”, revela o dirigente da Mundo a Sorrir. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, até 2025, a faixa etária que compreende os indivíduos com idade igual ou superior a 65 anos seja aquela com maior crescimento. A OMS deixa também o alerta para o facto de milhões de idosos espalhados pelo mundo não estarem a receber os cuidados orais necessários devido à falta de consciencialização dos governos para este problema.

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FALamos coM... Jorge André Cardoso, presidente da Comissão Organizadora do nono congresso anual da Sociedade Portuguesa de Estética Dentária (SPED)

Ninguém como a SPED deu tanto palco a oradores portugueses emergentes

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Falamos com... O nono congresso da Sociedade Portuguesa de Estética Dentária (SPED) vai decorrer nos próximos dias 9 e 10 de setembro, num hotel de Vila Nova de Gaia, ao abrigo da estratégia que tem caracterizado as edições anteriores deste encontro anual: um programa científico transversal a todas as áreas da Medicina Dentária e empenhado na interligação com os técnicos de prótese. O norte-americano Edward McLaren, um dos nomes influentes da estética dentária mais atual, será o “cabeça de cartaz” de um vasto leque de conferencistas que engloba profissionais experientes e oradores mais emergentes. Em entrevista à MAXILLARIS, Jorge André Cardoso, presidente da Comissão Organizadora, adianta as linhas que estão traçadas para o congresso da SPED.

Que expetativas deposita a comissão organizadora na presença de Edward McLaren como orador principal do programa científico? O doutor Edward McLaren é uma das maiores influências na estética dentária mais atual, nomeadamente na evolução da utilização de cerâmicas. Curiosamente, é o primeiro orador dos Estados Unidos a falar no congresso da SPED. Terá seguramente um estilo diferente do típico orador europeu, mas tem a mesma filosofia que a nossa sociedade científica defende: um respeito pelas abordagens minimamente invasivas e ampla comunicação entre clínicos e técnicos. A SPED sempre arriscou e trouxe novidades ao público português. Por vezes, é preciso alguém que nos mostre o que realmente precisamos de ver e ouvir, por muito estranho que possa parecer de início. Esse papel de "curador" assenta muito bem à SPED... e com muito orgulho de todos nós. Que outros conferencistas nacionais e estrangeiros vão marcar presença no encontro deste ano? Quando tivermos a lista completa, teremos todo o prazer em divulgar os nomes. Para já, posso adiantar que tentamos sempre que sejam de várias zonas do país, que seja uma mistura de oradores experientes e oradores mais emergentes. Na realidade, ninguém como a SPED deu tanto palco a oradores portugueses emergentes ao longo destes nove anos. E porque já há tantos e bons jovens portugueses, a SPED Rookies foi criada como entidade específica e com um congresso próprio, para lhes dar oportunidade de mostrarem o seu trabalho. Estão previstas inovações no programa geral (formativo, lúdico, etcétera) do congresso? Está garantida a excelente qualidade dos conferencistas, com uma referência mundial única, num local relaxado, em ótima altura do ano – setembro – e mesmo ao lado do mar... que mais se pode pedir? O público que segue a SPED tem sido muito fiel, e este congresso será sempre uma boa oportunidade para rever amigos num ambiente relaxante e com boa disposição.

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Falamos com... Embora os números possam refletir o sucesso, honestamente, já nos preocupou mais a quantidade de participantes. Interessa-nos muito mais o impacto positivo nos participantes do que os números

Quais são as suas previsões quanto ao número de participantes? Nos últimos anos, a SPED tem consistentemente ultrapassado os 350 participantes e acreditamos que isso será mantido. Para uma sociedade que vai fazer 10 anos, com o peso financeiro dos oradores que temos trazido e o nível de audiovisuais que apresentamos, é particularmente respeitável um sucesso destes. Mas embora os números possam refletir o sucesso, honestamente, já nos preocupou mais a quantidade de participantes. Interessa-nos muito mais o impacto positivo nos participantes do que os números. Espera-se um reforço da adesão de casas comerciais à exposição da indústria que decorre paralelamente ao congresso? Estamos muito agradecidos pela enorme ajuda dada pelas casas comerciais. Grandes e pequenas empresas, multinacionais e locais têm tido um papel fundamental no sucesso dos eventos da SPED. Mas isso acontece também porque o congresso atrai um grupo coeso de médicos dentistas relativamente diferenciados na reabilitação oral estética e que são extremamente procurados pelas casas comerciais. Obviamente, só esperamos um reforço dessa confiança.

Jorge André Cardoso considera que os representantes da indústria têm tido um papel fundamental no sucesso dos eventos da SPED.

A título pessoal, que objetivos espera ter alcançado no final da edição de 2016? A nível pessoal, o facto de se realizar em Espinho, onde nasci e onde vivo, naturalmente, faz-me sorrir. Mas a SPED sempre foi uma equipa. Que me lembre nunca houve decisões pessoais, mas sim sempre em conjunto entre os vários membros das direções e comissões organizadoras. Nesse sentido, queremos proporcionar um ambiente positivo, com palestrantes de elevado nível que raramente estão presentes no nosso país, e a preços de inscrição muito atraentes.

Perfil JORGE ANDRÉ CARDOSO é licenciado em Medicina Dentária pela Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto. É detentor do mestrado em Prostodontia e tutor convidado nos mestrados de Estética e Prostodontia no Kings College da Universidade de Londres (Reino Unido). É membro fundador da Sociedade Portuguesa de Estética Dentária O presidente da comissão organizadora do congresso deste ano exerce a sua atividade clínica privada na cidade de Espinho.

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Falamos com... Decidir ser intelectualmente Na sua opinião, que desafios se colocam atualmente na honesto com os colegas área da estética dentária? e com os pacientes será a opção Acho que o principal desafio coloca-se no campo mais compensadora que um jovem ético mais do que no cammédico dentista pode tomar. po técnico. Do ponto de A honestidade e a autenticidade vista tecnológico estamos a meio de uma revolução digivão voltar a “estar na moda" tal que vai trazer cada vez mais possibilidades, mas do ponto de vista ético tenho dúvidas que a evolução esteja a ser positiva. Decidir ser intelectualmente honesto com os colegas e com os pacientes será a opção mais compensadora que um jovem médico dentista pode tomar. A honestidade e a autenticidade vão Como antevê a evolução desta vertente da Medicina Dentária nos voltar a “estar na moda". Estou absolutamente seguro dispróximos anos? to e gostaria que os mais jovens assimilassem esta nova A estética dentária vai evoluir cada vez mais a nível tecnológico realidade que vai emergir. com ferramentas que irão simplificar e potenciar a arte e a inteliPara potenciar esta transição em Portugal seriam precisas gência dos clínicos e técnicos. Tenhamos nós sabedoria para mais referências positivas para os jovens e mais formação podermos aplicar esses desenvolvimentos nos nossos pacientes e específica nos aspetos éticos, organizacionais e emociopara termos, nós próprios, vidas profissionais e pessoais equilinais da nossa profissão. bradas e sustentáveis.

O presidente da comissão organizadora espera uma boa participação no congresso, tendo em vista que o público que segue a SPED tem sido muito fiel.

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Ponto de vista

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Adélia Ramazanova Licenciada em Medicina e Cirurgia pela Universidade de Santiago de Compostela (Espanha). Interna do Serviço de Estomatologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte. Membro da comissão organizadora do congresso da Associação Portuguesa do Sono. Lisboa.

Medicina oral do sono em destaque Nos dias 13 e 14 deste mês, a Associação Portuguesa de Sono, em colaboração com o Serviço de Estomatologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte, apresenta uma iniciativa centrada na medicina oral do sono. O evento, acreditado pela Ordem dos Médicos, terá lugar em Lisboa com a presença de um destacado leque de oradores nacionais e dois convidados estrangeiros, especializados em diversos domínios da medicina do sono. Teremos a honra de contar com a presença do doutor Roy Dookun, presidente e co-fundador da British Society of Dental Sleep Medicine, membro do conselho da European Academy of Sleep Medicine e Ludovic Baratier, engenheiro e inventor, presidente nas áreas de pesquisa e tecnologia da ResMed. O sono representa cerca de um terço das nossas vidas durante o qual decorrem funções importantes tais como a regulação hormonal, da frequência cardíaca, da pressão arterial, da consolidação da memória, entre outras. Este equilíbrio noturno pode ser alterado por diversas patologias, algumas das quais ainda pouco conhecidas.

Apesar do apoio ventilatório constituir a primeira linha de tratamento, apresentaremos alternativas para doentes não aderentes, demonstrando a transversalidade multidisciplinar e a importância da formação dos profissionais de saúde oral nesta área.

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O programa científico do primeiro dia prevê uma abordagem ao impacto da SAHOS na sociedade, desde a perspetiva do adulto à da criança, a avaliação do sistema estomatognático, visando a suspeita clínica da patologia, ou como determinadas características do crescimento craniofacial podem predispor à SAHOS, e ainda o tratamento com ventilação e dispositivos de avanço mandibular. Os trabalhos do primeiro dia culminarão com a conferência intitulada State of art (simpósio patrocinado pela ResMed) com as mais recentes inovações e guidelines internacionais.

Uma das patologias do sono cada vez mais diagnosticadas na atualidade é a Síndrome da Apneia Hipopneia Obstrutiva do Sono (SAHOS), que representará o foco central deste congresso

Uma das patologias do sono cada vez mais diagnosticadas na atualidade é a Síndrome da Apneia Hipopneia Obstructiva do Sono (SAHOS), que representará o foco central deste congresso. Esta patologia crónica caracteriza-se por episódios repetitivos de obstrução da via aérea superior, resultando en hipoxemia intermitente com dessaturação de oxigénio e microdespertares (American Academy of Sleep Medicine). A sua importância re side não só no risco cardiovascular associado quando não tratada, mas também no que respeita aos recursos de saúde utilizados. Importa ainda ressaltar a multidisciplinaridade no que respeita à avaliação, diagnóstico e tratamento destes doentes.

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O programa do congresso divide-se em duas vertentes, a teórica e a prática, com um curso hands-on, com doente real, impartido pelos convidados Roy Dookun e Ludovic Baratier.

No segundo dia de conferências aprofundaremos os conhecimentos sobre a fisiopatologia da SAHOS e o seu risco cardiovascular, conheceremos as provas complementares de diagnóstico no que se refere a imagiologia e teremos a perspetiva cirúrgica na abordagem terapêutica da patologia, terminando com um pequeno resumo da perspetiva futura orientada para a fenotipagem. Esta segunda jornada encerrará com a criação de um núcleo de trabalho na área da medicina oral do sono. O evento será ainda pautado por sessões de apresentação de pósteres, espaços para intercâmbio e discussão de experiências clínicas num clima mais informal, e o estímulo aos novos profissionais na área da investigação com atribuição de um prémio. Esta iniciativa pretende despertar uma maior atenção ao diagnóstico desta patologia e oferecer uma sólida formação teórica com possibilidade de aplicabilidade prática imediata. Convidamos todos os profissionais de saúde oral e aqueles que se dedicam à medicina do sono a partilharem connosco estes dois dias de atualização de conhecimentos.


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Ciência e prática

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Avaliação da história presente e passada de cárie dentária dos alistados da Escola da Guarda em Portalegre (Premiado como melhor trabalho de investigação do concurso de pósteres do XVI Congresso da Associação Portuguesa de Higienistas Orais, com o patrocínio da MAXILLARIS)

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Ciência e prática Victor Assunção. Higienista oral. Doutorado em Ciências e Tecnologias da Saúde (ramo de Higiene Oral) pela Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (FMDUL). Professor adjunto da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Portalegre. Professor auxiliar convidado da FMDUL. victorassuncao@essp.pt Henrique Luís. Higienista oral. Doutorado em Ciências e Tecnologias da Saúde (ramo de Higiene Oral) pela Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (FMDUL). Professor auxiliar da FMDUL. Professor adjunto convidado da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Portalegre Luís Soares Luís. Engenheiro de produção. Doutorado em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa. Professor adjunto da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Leiria. Portalegre.

Victor Assunção

Introdução A cárie dentária é uma doença crónica das mais comuns a nível mundial, estando presente em todas as populações afetando o ser humano ao longo da sua vida (Fejerskov, 2004). A doença descreve-se frequentemente como um processo físico e químico, que se produz na superfície dentária através de períodos de desmineralização e remineralização da superfície dentária, (Struzycka, 2014). Os fatores microbiológicos, genéticos, imunológicos, dietéticos, comportamentais e ambientais, interagem entre si e contribuem para o aparecimento e progressão da cárie dentária (Aas et al., 2008).

Para manter uma boa saúde oral, é necessário uma boa aderência aos comportamentos promotores de uma correta higiene oral. Apesar da importância da higiene oral, os recrutas aparentam ter dificuldades na realização da sua higiene oral de forma apropriada e eficiente (Buunk-Werkhoven et al., 2009). A prontidão dos soldados é muitas vezes baixa devido à necessidade de intervenções dentárias frequentes, o que pode levar à ausência no campo de batalha ou às tarefas atribuídas (Skec et al., 2006).

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Ciência e prática

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Os profissionais de saúde oral reconhecem que as avaliações de saúde e de higiene oral são de grande importância para o desenvolvimento de programas de saúde oral (Zadik, Zusman, Galor & Dinte, 2009). Além deste facto, a escolha do autocuidado por parte do recruta pode ser considerado como um aspeto importante nos comportamentos de higiene oral. Assim, as crenças e as atitudes de cada indivíduo para um bom comportamento de higiene oral podem ter um papel importante na manutenção de uma boa saúde oral (Levin & Shenkman, 2004), o que poderá levar a um menor número de tratamentos durante os treinos e destacamentos (Buunk-Werkhoven et al., 2009).

Objetivo Avaliar a história presente e passada de cárie dentária dos alistados da Escola da Guarda (GNR), através do Índice de Dentes Cariados, Perdidos e Obturados por dente (CPO-D).

Métodos Este trabalho consiste num estudo observacional e transversal, do tipo descritivo, com uma componente analítica.

Após o consentimento da Escola da Guarda/CIP (GNR) para a realização do trabalho, e obtido o pedido de autorização para participação através do consentimento informado e esclarecido, observaram-se os indivíduos para obtenção dos dados relativos à sua cavidade oral. Como instrumento de avaliação, utilizou-se o CPO-D de Klein, Palmer e Knutson (Klein, 1938).

Resultados Para a avaliação do CPO-D dos alistados (n = 274) observaram-se um total de 8.043 dentes, com uma média de 29 dentes por alistado. Observou-se que 6.545 dentes se encontravam sãos (81,37%), e a sua distribuição na cavidade oral pode ver-se na figura 1, onde se nota que o menor número de dentes sãos se verifica nos dentes molares, sendo os dentes anteriores inferiores os que apresentam um maior número de dentes sãos. O valor médio de CPO-D, e a contribuição média de cada um dos componentes observa-se na tabela 1. O componente obturado é o que mais contribui para o valor final de CPO-D.

Os critérios de inclusão foram os seguintes: • Ser alistado da Escola da Guarda/CIP (GNR). • Possuir idade igual ou superior a 19 anos e inferior ou igual a 69 anos. • Assinar o consentimento informado e esclarecido de participação no estudo.

Fig. 1. Distribuição do número de dentes sãos, por dente.

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Mínimo

Máximo

Média (dp)

Número de dentes cariados

0

10

1,25 (1,972)

Número de dentes perdidos

0

9

0,87 (1,582)

Número de dentes obturados

0

20

4,35 (3,647)

Índice CPO-D

0

22

6,46 (4,809)

Ciência e prática

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Tabela 1. Valores cefalométricos iniciais.

A maioria dos alistados (54,4%; n = 149) apresentava um valor de CPO-D menor ou igual a seis. Sendo o valor mínimo de zero e o máximo de 22, como pode observar-se na figura 2. O valor de CPO-D = 0 registou-se em 9,12% dos alistados (n = 25) e o valor mais elevado de CPO-D = 22 em 0,36% (n = 1) dos alistados, a moda do valor de CPO-D é de cinco. O valor de CPO-D = 0 registou-se em 9,12% dos alistados (n = 25) e o valor mais elevado de CPO-D = 22 em 0,36% (n = 1) dos alistados, a moda do valor de CPO-D é de cinco. O número de indivíduos livres de cáries é de 140 alistados (51%).

A distribuição do número de dentes cariados observa-se na figura 3. A assimetria entre os dentes posteriores e os anteriores é notória, revelando-se também clara a diferença entre os sextantes anteriores, sendo o sextante anterior superior o que apresenta maior número de dentes cariados. A arcada dentária superior apresenta um maior número de dentes cariados. Os dentes mais cariados, considerando os presentes na cavidade oral, são o 26, o 18, o 37 e o 38 com valores percentuais superiores a 10% dos dentes presentes cariados. O dente 33 apresentou-se sempre são, estando os restantes dentes anteriores inferiores entre os dentes menos cariados da cavidade oral com valores percentuais inferiores a 1%.

Fig. 2. Distribuição de valores de CPO-D em percentagem.

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Fig. 3. Distribuição do número de dentes cariados.

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A representação gráfica do número de dentes perdidos pode observar-se na figura 4. Da observação da figura verifica-se uma clara assimetria da distribuição de dentes perdidos, com um número mais elevado de perdas na mandíbula, sendo de salientar os primeiros e segundos molares como os dentes mais perdidos.

A representação gráfica dos dentes obturados pode observar-se na figura 5. Os dentes posteriores apresentam um maior número de obturações, com o primeiro molar em evidência como sendo o dente mais obturado. Os dentes superiores anteriores apresentam mais obturações do que os dentes anteriores inferiores.

Fig. 4. Distribuição do número de dentes perdidos.

Fig. 5. Distribuição do número de dentes obturados.

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Fotos cedidas pelo Centro de Formação de Portalegre da Escola da Guarda.

Fig. 6. A Escola da Guarda, assim como outras instituições de instrução militar, pode tornar-se num local privilegiado de educação para a saúde oral, onde os higienistas orais podem e devem desenvolver o seu trabalho.

Conclusões Este trabalho permitiu conhecer a história presente e passada de cárie dentária de uma população que apresenta poucos dados. A informação obtida indica um valor elevado de história de cárie, o que permite antever a necessidade de implementação de um programa de promoção de saúde oral. A Escola da Guarda, assim como outras instituições de instrução militar, pode tornar-se num local privilegiado de educação para a saúde oral, onde os higienistas orais podem e devem desenvolver o seu trabalho. Reconhecendo a proximidade da GNR com as populações de todo o país, o fato de receberem informação sobre saúde oral permitirá não só melhorar a sua saúde, como capacitar estes militares como agentes de divulgação de boas práticas de saúde oral na comunidade.

Bibliografia 1. Aas JA, Griffen AL, Dardis SR, Lee AM, Olsen I, Dewhirst FE, Paster BJ. Bacteria of dental caries in primary and permanent teeth in children and young adults. J Clin Microbiol. 2008; 46(4): 1407-1417.

5. Levin L, Shenkman A. The relationship between dental caries status and oral health attitudes and behavior in young Israeli adults. J Dent Educ. 2004; 68(11): 1185-1191.

2. Buunk-Werkhoven YA, Dijkstra A, Van der Wal H, Basic N, Loomans SA, Van der Schans CP, Van der Meer R. Promoting oral hygiene behavior in recruits in the Dutch Army. Mil Med. 2009; 174(9): 971-976.

6. Skec V, Macan JS, Susac M, Jokic D, Brajdic D, Macan D. Influence of oral hygiene on oral health of recruits and professionals in the Croatian Army. Mil Med. 2006; 171(10): 1006-1009.

3. Fejerskov O. Changing paradigms in concepts on dental caries: consequences for oral health care. Caries Res. 2004; 38(3): 182-191.

7. Struzycka I. The oral microbiome in dental caries. Pol J Microbiol. 2014; 63(2): 127-135.

4. Klein H, Palmer CE, Knutson JW. Studies on Dental Caries. Dental Status and Dental Needs of Elementary School Children. Public Health Rep. 1938; 53.

8. Zadik Y, Zusman SP, Galor S, Dinte AF. Dental attendance and selfassessment of dental status by Israeli military personnel according to gender, education, and smoking status, 1998-2006. Mil Med. 2009; 174(2): 97-200.

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PUBLIRREPORTAGEM

TRATAMENTO RESTAURADOR MINIMAMENTE INVASIVO COM FACETAS CONFECIONADAS NUM MATERIAL DE RESTAURAÇÃO À BASE DE CERÂMICA Mauricio Watanabe Mauricio Watanabe trabalha como cirurgião-dentista em São Paulo e é especialista em Periodontia e Cirurgia Bucomaxilofacial. Possui o grau de mestre em Prótese Dentária e ministra regularmente palestras sobre assuntos relacionados com a Odontologia Estética. Atualmente, é doutorando em Biomateriais na Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Araçatuba (Brasil).

Rua São Paulo, 648 - Centro Birigui-SP São Paulo (Brasil) mauriciowatanabe@yahoo.com.br

A estética é um aspeto que hoje ocupa um lugar de relevo na Medicina Dentária. Uma vez que um número cada vez maior de pacientes deseja um “sorriso perfeito”, requer-se cada vez mais dos profissionais a realização de restaurações de elevada estética e a otimização de situações naturais. As modificações das formas dos dentes com o intuito de obter um sorriso mais bonito e harmónico são procedimentos que podem efetuar-se rotineiramente, com previsibilidade e de forma segura. Para tal é preciso, porém, realizar o diagnóstico e planeamento do caso levando-se em conta os seus aspetos estéticos e funcionais. Também é essencial a utilização de técnicas minimamente invasivas, que preservem os tecidos dentários e as estruturas vizinhas, assim como de materiais dentários que apresentem a máxima estabilidade e biocompatibilidade possível. Uma opção de tratamento são as facetas a compósito indiretas. Caso clínico Um paciente, de 20 anos, pretendia melhorar a estética do seu sorriso (fig. 1). Ao exame clínico, constatou-se a presença de um diastema entre os incisivos centrais superiores (fig. 2). O paciente buscava uma solução rápida, sem que houvesse a necessidade de realizar um tratamento ortodôntico. Após analisar fotografias da face, constatámos a falta de uma curvatura harmónica da linha que passa ao longo dos bordos incisais dos dentes anteriores e das pontas de cúspides dos caninos. Assim, para conseguir um sorriso agradável, modificou-se a forma dos quatro incisivos superiores de maneira a obter uma curva-

tura suave do arco superior (fig. 3). Durante os movimentos de lateralidade, não havia contacto entre os dentes anteriores inferiores e os incisivos superiores, o que possibilitava aumentar o comprimento destes dentes. Por se tratar de um paciente jovem, era necessária uma técnica minimamente invasiva, então elegemos um procedimento que dispensava a realização de preparos. Escolhemos uma técnica indireta em que as restaurações são confecionadas com Admira Fusion (Voco), um material de restauração que não apresenta os monómeros tradicionais à base de metacrilatos, mas sim uma matriz cerâmica que o torna altamente biocompatível. O emprego de facetas indiretas confecionadas pelo próprio profissional é uma alternativa à utilização de facetas pré-fabricadas. Entre as vantagens de confecionar as facetas no consultório estão o baixo custo, a possibilidade de individualizar a anatomia dos dentes, uma menor espessura da linha de cimentação e uma melhor adaptação marginal. A confeção das restaurações indiretas torna-se mais fácil com o auxílio de um mock-up. No presente caso, a base para o mock-up confecionou-se com um silicone para modelos (Voco, fig. 4). Na sessão inicial já selecionámos a cor do material para as restaurações. Para isso, aplicámos e polimerizámos sobre a face vestibular de um dos dentes a serem restaurados uma pequena porção do material em cada cor possivelmente elegível. Após a comparação das cores, escolhemos a cor A1 (fig. 5).

Fig. 1. Paciente do género masculino, de 20 anos de idade, procurou tratamento dentário por motivos estéticos, devido à presença de um diastema entre os incisivos centrais.

Fig. 2. A vista intraoral mostra detalhadamente os posicionamentos dos dentes anteriores, bem como a morfologia dos mesmos.

Fig. 3. Notámos que era necessária uma intervenção nos quatro incisivos superiores para se atingir um resultado satisfatório.

Fig. 4. A opção de tratamento escolhida foi a realização de restaurações indiretas confecionadas sobre um modelo de silicone. Esta opção de tratamento mostra-se vantajosa com relação à aplicação da resinas diretas, pois permite individualizar e conseguir uma melhor adaptação marginal das restaurações.


Voco OK oct 2015 PT_Maquetación 1 28/04/16 15:49 Página 3

Fig. 5. Na sessão inicial, já selecionámos a cor aplicando uma pequena porção do material sobre o dente e procedendo à polimerização após regularizar a superfície com uma espátula metálica grande. No caso apresentado, selecionámos a cor A1.

Fig. 8. Sobrepondo a imagem das restaurações confecionadas e a fotografia do paciente, podemos prever a disposição e o tamanho dos dentes restaurados após a finalização do caso. Fig. 6. Aplicámos o material de restauração (Admira Fusion, Voco) diretamente sobre o modelo de silicone confecionado. Com o auxílio de espátulas, esculpimos os dentes respeitando a morfologia de cada grupo dentário. Neste caso, confecionámos as restaurações com o objetivo de estabelecer uma curvatura adequada da linha que liga as pontas de cúspides dos caninos e os bordos incisais dos dentes anteriores.

Fig. 7. Após a polimerização, removemos as facetas do modelo e realizámos o acabamento e polimento das mesmas com pontas de borracha de acabamento e polimento para restaurações cerâmicas.

Fig. 9. Com a imagem a preto e branco, é possível observar melhor a simulação.

Para a confeção do mock-up, assim como das facetas, o material de restauração aplicou-se sobre o modelo de silicone com o auxílio de uma espátula metálica (fig. 6). Nesta etapa, deve procurar seguir-se o planeamento realizado após a análise das fotografias, o qual previa aumentar o comprimento dos incisivos superiores. Após a fotopolimerização, realizámos o acabamento e polimento com pontas de borracha (fig. 7). Em seguida, fotografámos o modelo e, sobrepondo a imagem obtida com a do paciente sorrindo, verificámos se o tamanho e o arranjo dos dentes ficaram adequados (figs. 8 e 9).

As facetas adaptaram-se diretamente nos dentes do paciente (figs. 10 a 13). Uma das grandes vantagens desta técnica é a possibilidade de verificar, antes do término do tratamento, se o resultado corresponderá às expetativas do paciente. O paciente também pode visualizar as restaurações em posição e opinar sobre possíveis modificações. Depois de verificar a adaptação marginal e certificar-se de que o paciente estava satisfeito com a estética, preparou-se a colocação das facetas. Para a cimentação, escolhemos o adesivo Futurabond U (Voco) juntamente com o compósito fluido GrandioSO Flow (Voco) na cor A1.

Figs. 10 a 13. Prova da restauração do dente 21. Observe-se o eixo de inserção da restauração. Como não se realizaram preparos, este eixo deve observar-se com cuidado para se estabelecer uma sequência de cimentação das restaurações.


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Fig. 14. Utilizámos fios de afastamento 000 em todos os incisivos superiores.

Fig. 16. Dentes 11 e 21 após o condicionamento com ácido fosfórico e a secagem.

Fig. 15. Aplicação de ácido fosfórico a 37% durante 15 segundos em cada dente. Protegemos o dente adjacente com uma tira de poliéster.

Fig. 17. Restauração do dente 21. A superfície interna limpou-se utilizando um jato de óxido de alumínio.

Afastámos a margem gengival com um fio 000 (fig. 14) e, nos dentes, aplicámos ácido fosfórico a 37% durante 15 segundos (fig. 15). Após a remoção do ácido com um jato de água e a secagem das faces vestibulares condicionadas (fig. 16), aplicámos o adesivo, removemos o solvente com um jato de ar e fotopolimerizámos o adesivo durante

10 s. Nas superfícies internas das facetas, aplicámos um jato de óxido de alumínio (90 µm) a 60 lbf/pol² de pressão na face interna de cada elemento, com o intuito de limpar e asperizar a superfície. Visualizando a faceta contra a luz, observa-se o aspeto homogénio e limpo da sua superfície interna (fig. 17). Em seguida, aplicámos

Fig. 18. Depois de aplicar e secar o adesivo, utilizou-se o compósito GrandioSO Flow (Voco) na cor A1.

Fig. 19. Vista após a colocação da restauração. Removemos o excesso de material com uma sonda exploradora nº 5 antes de polimerizar o compósito.

o adesivo e um leve jato de ar, no interior da faceta. Espalhámos uma pequena quantidade de compósito fluido na superfície interna (fig. 18) e posicionámos a faceta sobre o dente correspondente (fig.19). Após remover o excesso de compósito que extravasou durante o assentamento, efetuámos a fotopolimerização.

Figs. 20 a 23. Diferentes vistas das restaurações finalizadas.

Fig. 24. Contacto entre os dentes anteriores superiores e inferiores durante o movimento protrusivo da mandíbula.


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Figs. 25 e 26. Após o ajuste das restaurações, não havia contacto entre os dentes anteriores superiores e inferiores durante as excursões laterais.

Figs. 27 e 28. Imagens das restaurações obtidas sob iluminação indireta. Podem observar-se os detalhes das mesmas.

Figs. 29 e 30. Vista vestibular e palatina em que se observa a curvatura harmónica do sector anterior.

Após a cimentação de todos os elementos, realizámos o acabamento e polimento das margens com lâminas de bisturi número 15 C e pontas de borracha para polimento. Imediatamente após este passo, observámos o aspeto final conseguido (figs. 20 a 23). O ajuste oclusal deve efetuar-se de forma que, durante o movimento protrusivo,

haja contactos homogéneos entre os incisivos inferiores e os incisivos centrais superiores (fig. 24). O ajuste também deve eliminar eventuais contactos entre as restaurações e os dentes inferiores durante os movimentos de lateralidade (figs. 25 e 26). Observando as restaurações sob luz indireta, por vestibular e lingual, pudemos verificar a boa

reprodução de detalhes e a boa integração estética das mesmas com as estruturas adjacentes (figs. 27 a 30). A comparação das imagens pré e pós-operatórias permite constatar uma evidente melhoria da estética dos dentes (figs. 31 e 32) e a influência positiva desta modificação sobre o sorriso do paciente (figs. 33 a 35).

Figs. 31 e 32. A comparação das imagens pré e pós-operatórias permite constatar uma evidente melhoria da estética dentária.

Figs. 33 a 35. Comparação do sorriso antes e depois do tratamento.

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Lesões de furca Diagnóstico e tratamento

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Ciência e prática Catarina Martinho Médica dentista. Aluna do curso de Especialização em Periodontologia da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (FMDUL). Assistente Convidada do Departamento de Periodontologia da FMDUL. catmartinho@hotmail.com Ana Ribeiro Soares Médica dentista. Aluna do curso de Especialização em Periodontologia da FMDUL. Cátia Ferreira da Silva Médica dentista. Aluna do curso de Especialização em Periodontologia da FMDUL. João Miguel Gomes Médico dentista. Aluno do curso de Especialização em Periodontologia da FMDUL. Helena Rebelo Médica dentista. Docente do curso de Especialização em Periodontologia da FMDUL. Lisboa.

Catarina Martinho

Introdução A periodontite é uma doença multifatorial, resultado de uma complexa interrelação entre os agentes infeciosos e os fatores do hospedeiro. O tratamento desta patologia envolve a raspagem da superfície radicular, de forma a criar um ambiente local que seja compatível com a saúde periodontal. Devido às suas características anatómicas únicas e à inacessibilidade relativa ao controlo de placa pelo profissional1 e pelo paciente2, os dentes multirradiculares representam um desafio para o clínico. Em pacientes susceptíveis à doença

periodontal, a perda de inserção nestes dentes pode envolver a área da furca3. A furca pode ser definida como a zona anatómica de um dente multirradicular na qual as raízes divergem. A invasão ou envolvimento desta zona anatómica é o resultado da “reabsorção patológica do osso alveolar de suporte dentro da área da furca”4. Apesar de dentes com envolvimento de furca poderem ser mantidos durante muitos anos, sob condições adequadas de manutenção, o tratamento de lesões de furca pode ser exigente e complexo5.

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Anatomia radicular dos molares Um profundo conhecimento da anatomia radicular molar é essencial para tomar decisões corretas relativamente ao diagnóstico e terapêutica. O complexo radicular de um dente é a parte que está localizada apicalmente à união amelo-cementária (CEJ), sendo normalmente coberto pelo cemento radicular6. Os molares superiores apresentam, de uma forma geral, um complexo radicular composto por três raízes, mesio-vestibular, disto-vestibular e palatina e nos molares inferiores é sempre composto por duas raízes, mesial e distal. O complexo radicular pode encontrar-se separado de forma completa ou incompleta. As estruturas de separação designam-se por sulcos radiculares ou projeções interradiculares7. A parte do complexo radicular que está localizada entre as raízes separadas denomina-se de furca7. A área da furca pode dividir-se em três partes: 1) o teto (fórnix); 2) a superfície imediatamente coronal à separação das raízes (tronco radicular), e 3) a área de separação das raízes8. A parte do complexo radicular que se estende entre a CEJ e a entrada da furca designa-se por tronco radicular6. As raízes divergem frequentemente em direção apical. O ângulo entre duas raízes designa-se por grau de divergência; no caso de um ângulo negativo, verifica-se convergência das raízes. Embora possa haver separação a nível cervical, as raízes podem fundir-se na parte apical do complexo radicular7.

Molares superiores Geralmente, o primeiro molar é, em todos os aspetos (coroa e raízes individualmente), maior do que o segundo molar que, por sua vez, é maior do que o terceiro molar. O primeiro e segundo molares apresentam, na maioria das vezes, três raízes: uma mesio-vestibular, uma disto-vestibular e uma palatina. A raiz mesio-vestibular encontra-se normalmente posicionada na

Fig. 1. Anatomia do complexo radicular.

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vertical, enquanto as raízes disto-vestibular e palatina são inclinadas. A raiz disto-vestibular projeta-se numa direção palatina9. As secções transversais das raízes disto-vestibular e palatina são normalmente circulares, sendo a raiz palatina mais ampla no sentido mesio-distal do que no sentido vestíbulo-palatino. A superfície distal da raiz mesio-vestibular apresenta uma concavidade com cerca de 0,3 mm de profundidade, o que confere à secção transversal desta raiz uma configuração de "ampulheta"10, 11. As três entradas de furca do primeiro e segundo molares variam em largura e estão posicionadas a distâncias diferentes da CEJ. Como regra geral, o primeiro molar tem um tronco radicular mais curto do que o segundo molar. No primeiro molar, a entrada de furca mesial localiza-se a cerca de 3 mm da CEJ, enquanto as entradas vestibular e distal a cerca de 3,5 mm e 5 mm apical à CEJ, respetivamente; o que implica que o fórnix seja inclinado12, 13. A entrada vestibular da furca é mais estreita do que as entradas mesial e distal14. O grau de separação entre as raízes e a sua divergência diminui gradualmente do primeiro para o terceiro molar. A raiz mesio-vestibular do primeiro molar situa-se frequentemente na arcada mais para vestibular do que a raiz disto-vestibular. Se a cortical óssea vestibular for fina, a raiz mesio-vestibular projeta-se frequentemente através da superfície externa do osso alveolar, podendo ocorrer fenestrações e/ou deiscências ósseas9.

Molares inferiores O primeiro molar é maior do que o segundo molar que, por sua vez, é maior do que o terceiro molar. No primeiro e segundo molares, o complexo radicular quase sempre inclui duas raízes, uma mesial e outra distal. A raiz mesial é maior do que a distal. A raiz mesial tem uma posição predominantemente vertical, enquanto a raiz distal se projeta distalmente. A raiz mesial também é mais larga no sentido vestíbulo-lingual e tem uma área de secção transversal maior do que a raiz distal9.

Fig. 2. Anatomia do primeiro molar superior.


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A secção transversal da raiz distal é circular, enquanto a raiz mesial tem uma forma de "ampulheta". Os sulcos e concavidades produzem-se frequentemente na superfície distal da raiz mesial. A concavidade distal da raiz mesial é mais pronunciada do que a da raiz distal10, 11, 15. O tronco radicular do primeiro molar é quase sempre menor do que o tronco dos segundo e terceiro molares, que são mais extensos e cujas raízes se encontram mais unidas. As entradas de furca do primeiro molar, à semelhança do primeiro molar superior, localizam-se a diferentes distâncias da CEJ. Assim, a entrada lingual encontra-se frequentemente mais apical em relação à CEJ (> 4 mm) do que a entrada vestibular (> 3 mm), pelo que o fórnix se encontra inclinado em direcção vestíbulo-lingual. Na maioria das vezes, a entrada da furca vestibular tem uma largura <0,75 mm, enquanto a entrada lingual tem uma largura >0,75 mm10, 11, 16. A posição das furcas difere no segundo e terceiro molares, localizando-se mais apicalmente do que no primeiro molar. O grau de separação e de divergência entre as raízes diminui desde o primeiro até ao terceiro molar17. Deve também ter-se em conta que a cortical óssea vestibular é mais fina no primeiro molar do que no segundo molar, pelo que fenestrações e deiscências ósseas são mais frequentemente encontradas na região do primeiro do que no segundo molar9.

Prevalência de lesões de furca A literatura existente sobre a prevalência de dentes com envolvimento de furca em pacientes adultos com periodontite é escassa. Bissada & Abdelmalek18 relataram uma incidência de 30,9% de molares com lesão de furca. Nevins & Cappetta19 relatam uma incidência de 26% na faixa etária dos 29-35 anos de idade e uma incidência de 70% na faixa etária dos 0-35 anos. Em pacientes com periodontite severa generalizada, a prevalência de molares superiores e inferiores com defeitos de furca foi de 90% e 35%, respetivamente20.

a

b

Fig. 3. Anatomia do primeiro molar inferior.

Becker et al.21 observaram uma incidência de 42,3% de envolvimento de furca em 560 molares. Um estudo de pacientes com doença periodontal de severidade variável revelou que cerca de 50% dos molares superiores apresentaram pelo menos uma furca com envolvimento profundo22. Num estudo retrospetivo de pacientes com doença periodontal agressiva ou crónica, os molares superiores diagnosticaram-se mais frequentemente com lesões de furca do que os molares inferiores (72% versus 50%)23.

Diagnóstico clínico e radiográfico Um diagnóstico preciso do defeito de furca é essencial para um adequado plano de tratamento. O diagnóstico inclui a avaliação: do grau de envolvimento de furca horizontal e vertical; do osso residual inter e perirradicular; e da morfologia radicular, no que respeita ao comprimento do tronco radicular, à área de entrada da furca e ao grau de divergência das raízes. Sem estas informações reunidas, a abordagem cirúrgica pode revelar achados inesperados, obrigando à necessidade de alterar o plano de tratamento intra-operatoriamente24,25. O diagnóstico geralmente baseia-se na avaliação clínica (com sonda de Nabers) e radiográfica (radiografias periapicais)26. Nos molares superiores, deve pesquisar-se a entrada das furcas vestibular, mesial e distal; e nos molares inferiores, as entradas vestibular e lingual27,28.

c

Fig. 4 a-c. a) Diagnóstico clínico; b) e c) diagnóstico radiográfico do envolvimento de furca vestibular de um primeiro molar superior direito.

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Fig. 5 a-b. a) Diagnóstico clínico do envolvimento de furca de um primeiro molar inferior direito; b) diagnóstico radiográfico do envolvimento de furca de um primeiro e segundo molares inferiores esquerdos.

As radiografias podem ajudar no diagnóstico de defeitos de furca, mas são de valor limitado se forem usadas de forma isolada, especialmente em defeitos ligeiros e moderados, uma vez que o envolvimento de furca é, na maioria das vezes, detetado clinicamente antes de existir evidência radiográfica25. As limitações de diagnóstico apenas com exame clínico também existem. Ross & Thompson20 relataram que o exame clínico isolado detetou envolvimento de furca em apenas 3% dos molares superiores e 9% dos molares inferiores. A combinação das avaliações clínica e radiográfica aumentou a deteção para 65% em molares superiores e para 23% em molares inferiores. Hardekopf et al.29 relataram uma associação significativa entre a “furcation arrow” radiográfica e defeitos de furca interproximais maxilares grau II e III. A associação para furcas mesiais foi de 19% para o grau I, 44% para o grau II e 55% para o grau III. As furcas distais apresentaram uma incidência de “furcation arrow” de 12% para o grau I, 30% para o grau II e 52% para o grau III. Estes autores também ressaltaram a importância de se correlacionarem os achados

radiográficos com a evidência clínica, de forma a realizar um correto diagnóstico.

Classificação de lesões de furca Têm sido propostas várias classificações de envolvimento de furca, com base no grau de penetração horizontal e/ou vertical da sonda25. No entanto, a classificação de Hamp et al.27 é provavelmente a mais universal, o que pode atribuir-se à sua simplicidade e à correlação entre os graus de severidade propostos e às situações clínicas comummente encontradas, facilitando a comunicação interprofissional para fins terapêuticos, sendo também a classificação mais utilizada em investigação periodontal5. Segundo Hamp et al.27, as furcas podem classificar-se em: 1) grau I - perda horizontal do tecido periodontal de suporte inferior a 3 mm; 2) grau II - perda horizontal de tecido periodontal de suporte superior a 3 mm, sem a sonda penetrar de um lado ao outro do defeito; e 3) grau III - defeito completo (a sonda de Nabers penetra de um lado ao outro).

Fig. 6. Representação esquemática da classificação de defeitos de furca segundo Hamp et al. (1975).

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Características anatómicas que predispõem ao envolvimento de furca e condicionam o resultado do tratamento São vários os fatores morfológicos associados às furcas e raízes que contribuem para a etiologia e para um prognóstico reservado de dentes com envolvimento de furca. Estes fatores incluem: a entrada da furca, o comprimento do tronco radicular, e a presença de concavidades radiculares, projeções de esmalte cervicais, pérolas de esmalte e sulcos25,30.

Entrada da furca A localização da entrada da furca nos molares superiores pode ter um papel importante no início do envolvimento de furca. A furca mesial localiza-se cerca de dois terços para o lado palatino do dente, enquanto que a furca distal situa-se na zona central do dente, caindo numa área interproximal, pelo que as crateras interproximais são as lesões ósseas mais frequentes31. O diâmetro da entrada da furca e a sua morfologia interna limitam o acesso de instrumentos para um desbridamento mecânico apropriado1,10,11,15,32,33,34,35,36,37. Segundo Bower et al.10,11, 81% de todos os diâmetros de entrada de furcas eram inferiores a 1 mm e 58% eram inferiores a 0,75 mm (63% dos molares superiores e 50% dos molares inferiores). Chiu et al.38 relataram achados semelhantes, onde 49% das entradas de furca apresentaram um diâmetro inferior a 0,75 mm. Tendo em conta que a largura das curetas convencionais varia de 0,70 mm a 1,1 mm, os autores concluíram que 58% das áreas de furca não poderiam ser corretamente instrumentadas. Além disso, Everett et al.32, Bower et al.11 e Svärdström & Wennström15 demonstraram que, mesmo quando o acesso à furca não é um problema, a presença de concavidades e sulcos na superfície interradicular torna difícil a realização de uma instrumentação apropriada e, em alguns casos, até mesmo impossível.

Comprimento do tronco radicular

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sendo os primeiros molares os mais acometidos por este tipo de lesões40,41. No entanto, os dentes com um tronco curto apresentam um melhor prognóstico após o tratamento, uma vez que a perda de suporte periodontal verificada é menor. Por outro lado, um molar com um tronco radicular longo e raízes curtas não é candidato a tratamento de ressecção radicular, uma vez que quando se constata invasão da área da furca nestes dentes, a perda de suporte periodontal é já muito avançada25.

Concavidades radiculares Outro dos fatores que compromete a eficácia do tratamento periodontal em lesões de furcas é a existência de concavidades ou depressões profundas. Bower et al.11 relataram uma incidência de 17-94% de depressões em raízes maxilares e 99-100% em raízes mandibulares. Num estudo em que se avaliaram os 50 primeiros pré-molares superiores, Booker & Loughlin42 relataram a presença de concavidades mesiais em 100% dos dentes. Em pré-molares superiores com duas raízes, os autores relataram a existência de uma concavidade na raiz vestibular em 100% dos dentes examinados. As concavidades radiculares também podem comprometer a capacidade do paciente em realizar uma correta higiene oral pela criação de áreas de difícil acesso para a remoção da placa bacteriana30.

Projeções de esmalte cervicais As projeções de esmalte cervicais (PEC) têm sido implicadas como fatores etiológicos em defeitos de furca devido à falta de inserção do tecido conjuntivo na superfície do esmalte43. A presença de PEC na área da furca associou-se a valores de índice gengival e índice de placa significativamente mais elevados30.

A área de superfície do tronco radicular dos molares inferiores e superiores corresponde a 31% e 32% da área total da superfície radicular, respetivamente14,16. Assim, a perda de inserção horizontal com invasão da furca compromete o tronco radicular, resultando na perda de um terço do suporte periodontal total do dente8,39. Esta situação afeta tanto o prognóstico como o tratamento do dente.

Vários estudos avaliaram a incidência das PEC e a sua relação com o envolvimento de furca. As observações clínicas de Masters & Hoskins44 revelaram uma incidência de PEC de 28,6% em molares mandibulares e 17% em molares maxilares, sendo que em mais de 90% dos casos, a presença de PEC em molares mandibulares relacionava-se com o envolvimento de furca.

A estreita relação entre a CEJ e a entrada da furca em dentes com um tronco radicular curto faz com que estes dentes sejam mais suscetíveis ao desenvolvimento de lesões de furca,

Bissada & Abdelmalek18 relataram uma taxa de incidência de PEC de 8,6% num estudo com 1.138 molares, com os molares inferiores a apresentarem uma incidência de PEC duas

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vezes superior aos molares superiores. Neste estudo, a associação entre PEC e envolvimento de furca foi de 50%. Os autores relataram a maior incidência de PEC no segundo molar inferior (14,8%), seguido pelo segundo molar superior (9,1%), primeiro molar inferior (7,8%) e primeiro molar superior (3,3%). Hou & Tsai45 relataram a presença de PEC em 68% dos pacientes, com incidência de 45,2% em molares. Dos dentes com envolvimento de furca, 82,5% tinham PEC, enquanto apenas 17,5% dos dentes sem envolvimento de furca tinham PEC. Numa análise morfométrica mais recente de 134 primeiros e segundos molares inferiores, Mandelaris et al.46 relataram que as PEC encontraram-se em 56,4% de todos os molares

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inferiores, sendo mais frequentemente encontradas em segundos molares do que em primeiros molares (61,7% e 38,3%, respetivamente) e por vestibular do que por lingual (61,9% e 50,8%, respetivamente). Pelo contrário, o estudo Leib et al.47 foi o único que não relatou qualquer associação entre PEC e envolvimento de furca.

Pérolas de esmalte A prevalência de pérolas de esmalte é inferior à de PEC. Moskow & Canut48 relataram uma incidência de 2,6%. Tal como as PEC, as pérolas de esmalte contribuem para a etiologia do envolvimento de furca por impedirem a inserção do tecido conjuntivo.

Fig. 7. Representação esquemática da pérola de esmalte e da projeção de esmalte.

a

b Fig. 8 a-b. Observação clínica (a) e radiográfica (b) de uma pérola de esmalte em palatino de um segundo molar superior esquerdo.

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Sulcos Têm-se descrito dois tipos de sulcos na furca: intermédios e vestibulares/linguais. Os sulcos intermédios fazem a ligação entre as raízes mesial e distal, e constituem-se principalmente por cemento. Os sulcos vestibulares/linguais constituem-se principalmente por dentina com sobreposição de finas camadas de cemento25. Everett et al.32 foram os primeiros a descrever a incidência de sulcos na furca, relatando uma incidência de 73% de sulcos intermédios em primeiros molares inferiores, dos quais 60% consideraram-se proeminentes. Os sulcos vestibulares/linguais encontraram-se em 63% dos molares inferiores. Burch & Hulen49 relataram uma incidência de sulcos de 76,3%. A existência de sulcos na zona da furca representa uma barreira para um controlo de placa e instrumentação radicular adequados. Hou & Tsai50 investigaram a relação entre sulcos intermédios e PEC com envolvimento de furca em 87 molares inferiores com lesões de furca. Os resultados deste estudo indicaram que 63,2% dos molares com envolvimento de furca tinham PEC e sulcos intermédios, sendo a prevalência em primeiros molares superior à dos segundos molares (67,9% e 54,8%, respetivamente). Também se observou uma diferença significativa nos parâmetros clínicos da doença (profundidade de sondagem, nível de inserção clínica, índices de placa e gengival) entre primeiros e segundos molares mandibulares com PEC e sulcos intermédios, relativamente aos molares sem estas alterações anatómicas.

Tratamento A fase inicial do tratamento consiste em instruções de higiene oral, extração de dentes perdidos, remoção de placa bacteriana e cálculo através de destartarização e alisamento radicular (DAR). Se necessário, a terapia inicial também deve incluir odontoplastia, para remover as proeminências de esmalte na área da furca, ferulização de dentes e tratamento endodôntico em lesões combinadas24. A ferulização torna-se necessária apenas se a mobilidade dentária interferir com a satisfação do paciente ou com a função mastigatória, caso se preveja que a mobilidade possa aumentar na sequência de intervenções cirúrgicas ou se estiverem planeados procedimentos regeneradores. Não há base científica para realizar ferulização de uma forma rotineira51. Quando o tratamento inicial se encontra concluído, deve realizar-se uma reavaliação após seis-oito semanas52, que inclui a repetição das medições clínicas (profundidade de sondagem (PS), hemorragia à sondagem (BOP) e envolvimento de furca). Esta abordagem consecutiva permite a cicatrização dos tecidos periodontais inflamados, redução da PS e BOP, estabelecendo 44

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uma nova inserção ou iniciando a regeneração dos tecidos periodontais. Se as condições periodontais na reavaliação revelarem ausência de bolsas residuais (PS ≤ 4 mm), envolvimento de furca ausente ou grau I, e ausência de BOP, deve apenas realizar-se uma remoção de placa bacteriana e cálculo supra e subgengival minimamente invasiva, e os pacientes deverão ser incluídos num programa de suporte periodontal com intervalos de três-quatro meses53. Relativamente às localizações que apresentem uma PS residual de 5 mm, devem submeter-se a retratamento não cirúrgico. No que diz respeito às localizações com PS residual ≥ 6 mm, estas necessitam de tratamento adicional, a fim de evitar mais perda de inserção ou mesmo a perda do dente54. Os dentes molares respondem menos favoravelmente ao tratamento periodontal não-cirúrgico do que os dentes unirradiculares55,56. Assim, molares com PS residual ≥ 6 mm, envolvimento de furca residual de grau II ou III que não sejam acessíveis à higiene oral, por parte do paciente, e que apresentem BOP necessitam de tratamento cirúrgico adicional24. O tratamento cirúrgico tem como objetivos: 1) melhorar o desbridamento em áreas não acessíveis durante a terapia inicial com uma abordagem não-cirúrgica; 2) eliminar a inflamação residual e parar a progressão da doença periodontal; 3) criar um ambiente favorável a um controlo adequado de placa bacteriana a longo-prazo; e, idealmente, 4) regenerar os tecidos periodontais, ou seja, estabelecer uma inserção periodontal incluindo osso alveolar, ligamento periodontal e cemento24. As várias modalidades para o tratamento de molares com envolvimento de furca mostram diferentes graus de sucesso. Os objetivos da terapia na área da furca são semelhantes ao de qualquer tratamento periodontal: travar o processo de doença e manter a dentição em saúde e função com uma estética apropriada. No entanto, as diferenças na morfologia da furca representam um desafio para a eficácia das diversas modalidades terapêuticas pelo que têm sido propostas abordagens de tratamento específicas25. A escolha do tratamento apropriado para cada situação depende de diversos fatores que devem ser avaliados de forma cuidadosa, nomeadamente: o grau de envolvimento; o ratio co roa/raiz e o comprimento das raízes; a anatomia/morfologia radicular; o grau de divergência das raízes; o valor estratégico do dente; a mobilidade residual do dente; a necessidade de tratamento endodôntico; os requisitos prostodônticos; a condição periodontal dos dentes adjacentes; a capacidade de manter um adequado controlo de placa; a disponibilidade óssea para colocação de implantes no local; as considerações económicas e o prognóstico a longo prazo25.


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Ciência e prática

Diversas modalidades terapêuticas, incluindo desbridamento mecânico não cirúrgico e cirúrgico, plastia da furca (odontoplastia), procedimentos de tunelização, resseção radicular (amputação radicular e hemisecção) e técnicas regenerativas têm sido propostas para estas áreas anatómicas3.

Desbridamento mecânico não-cirúrgico Vários estudos longitudinais têm estabelecido o desbridamento radicular como a chave para uma terapia periodontal bem sucedida. No entanto, observou-se uma eficácia reduzida no tratamento de dentes multirradiculares26,57. Alguns estudos avaliaram especificamente a resposta de áreas de furca ao tratamento mecânico não cirúrgico e relataram uma resposta clínica inferior relativamente a dentes sem furca56,58. Vários ensaios clínicos avaliaram a taxa de sobrevivência de molares com envolvimento de furca após tratamento não cirúrgico. Neste contexto, Hamp et al.27 relataram uma taxa de sobrevivência de 100% de molares com defeitos de furca de grau I, após cinco anos de observação. No estudo de Dannewitz et al., dos 54 molares incluídos, cinco tiveram de ser extraídos, o que corresponde a uma taxa de sobrevivência de 90,7%, após um período de observação que variou de cinco a 12 anos. A principal razão para a extração dentária não foi referida no estudo. Dos cinco dentes extraídos, três dentes apresentavam defeitos de furca de grau III, um dente tinha lesão de grau II e um dente tinha lesão de grau I no início do estudo23.

Plastia da furca (odontoplastia) A odontoplastia pode ajudar no tratamento de defeitos de furca grau I e grau II pouco profundos, pela redução da acumulação de placa bacteriana no período pós-operatório e por melhorar o acesso dos pacientes ao controlo de placa1,59. Contudo, a remoção excessiva de estrutura dentária pode resultar em hipersensibilidade, dano pulpar e aumento do risco de cáries radiculares24.

Desbridamento com acesso cirúrgico O acesso cirúrgico tem demonstrado melhorar a eficácia da remoção de cálculo, embora alguns depósitos possam ainda permanecer. Os procedimentos de desbridamento/eliminação de bolsas com acesso cirúrgico envolvem a realização de recontorno ósseo, de forma a criar um contorno ósseo fisiológico, e de retalho reposicionado apicalmente, de forma a reduzir a profundidade da bolsa27. Matia et al.34 compararam a eficácia da instrumentação manual e ultra-sónica com e sem acesso cirúrgico em 50 molares inferiores com prognóstico “hopeless”. Os resulta-

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dos demonstraram que o acesso cirúrgico foi mais eficaz do que a instrumentação fechada, tendo os dispositivos ultra-sónicos sido mais eficazes do que as curetas na instrumentação de furcas estreitas. Fleischer et al.1 relataram resultados semelhantes ao estudo anterior. O acesso cirúrgico e a experiência do operador mostraram ter influência sobre a eficácia da remoção de cálculo em zonas de furca, embora a remoção total do cálculo seja rara, com qualquer uma das abordagens testadas. Pelo contrário, Wylam et al.60 não encontraram nenhuma diferença estatisticamente significativa em relação à eficácia da remoção de cálculo, quando compararam a abordagem não cirúrgica e cirúrgica, tendo registado valores de placa e cálculo residual de 93,2% e 91,1%, respetivamente. Os resultados dos estudos mencionados ilustram a influência da morfologia radicular no resultado do tratamento. Mesmo quando o acesso não foi o principal problema, a presença de concavidades, sulcos e projeções de esmalte cervicais tornaram a instrumentação da área da furca bastante mais difícil1,34,60. Parashis et al.61 sugeriram que a utilização de brocas diamantadas em combinação com acesso cirúrgico é o método mais eficaz para a limpeza de áreas de furca.

Procedimentos de tunelização A tunelização é um procedimento utilizado para converter defeitos de furca grau II em furcas grau III, de forma a melhorar o acesso para a higiene oral por parte do paciente, sendo mais previsível quando realizado em dentes com um tronco radicular curto e uma divergência radicular favorável3,25. Vários estudos avaliaram a taxa de sobrevivência de dentes molares tratados com tunelização. Hamp et al.27 relataram que quatro dos sete (57,1%) molares com envolvimento de furca de grau III tratados com tunelização desenvolveram lesões de cárie ao longo de cinco anos de observação. Em três desses quatro casos, não foi possível a manutenção dos dentes, pelo que tiveram de ser extraídos, resultando numa taxa de sobrevivência global de 57,1%. Helldén et al.62 observaram resultados mais favoráveis. Numa avaliação de 149 molares com envolvimento de furca grau III tratados com tunelização, extraíram-se 10 molares (7%) e submeteram-se sete (5%) a uma ressecção radicular subsequente. A incidência de cárie radicular nos dentes remanescentes foi de 17%.


Little et al.63 relataram que três dos 18 (16,7%) dentes multirradiculares desenvolveram cáries durante um período médio de observação de 5,8 anos, levando à extração de dois desses dentes. Por conseguinte, relatou-se uma taxa de sobrevivência de 88,9%. Dannewitz et al.23 acompanharam 14 dentes durante a fase de suporte periodontal, sendo que um (7,1%) desses dentes acabou por ter de ser extraído, por razões não relatadas. A taxa de sobrevivência correspondente foi de 92,9%, após um período de observação médio de 107 meses. O aumento da exposição da superfície radicular após os procedimentos de tunelização associa-se a uma maior incidência de cárie. Por conseguinte, a aplicação tópica de flúor ou de vernizes de clorohexidina é normalmente necessária para minimizar o desenvolvimento de cárie na área da furca64. O facto da tunelização não necessitar da realização de tratamento endodôntico e reabilitação protética com coroa, faz com que seja uma alternativa conservadora e de baixo custo, válida para manter molares com uma perda de inserção severa na área da furca3.

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Ressecção radicular Os procedimentos ressectivos constituem outra alternativa para tratar molares com envolvimento de furca. A remoção cirúrgica da totalidade ou de parte da raiz do dente pode classificar-se como amputação radicular ou hemisecção, dependendo do manuseamento da coroa. A amputação radicular consiste na remoção de uma raiz de um dente multirradicular; a hemisecção refere-se à separação cirúrgica de um dente multirradicular, de tal forma que a raiz e a porção correspondente da coroa seja removida65. Este tipo de procedimentos encontra-se indicado nas seguintes situações: envolvimento de furca de classe II ou III; perda óssea severa envolvendo uma ou mais raízes; fratura, perfuração e reabsorção radiculares ou cáries radiculares profundas; proximidade radicular com dentes adjacentes; e fracassos no tratamento endodôntico ou canais inacessíveis. As contra-indicações são: suporte ósseo inadequado das raízes remanescentes ou fatores anatómicos desfavoráveis (tronco radicular longo, raízes fundidas); discrepâncias significativas na altura óssea interproximal adjacente; e quando as raízes remanescentes não se podem restaurar ou tratar endodonticamente25.

b Fig. 9 a-b. Primeiro molar superior esquerdo com furca vestibular e mesio-palatina tunelizada: a) vista vestibular; b) vista palatina.

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Fig. 10 a-c. a) e b) Primeiro molar inferior esquerdo com furca tunelizada; c) primeiro molar inferior direito com furca tunelizada.

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A ressecção radicular pode ser um procedimento valioso quando o dente em questão tem um alto valor estratégico ou quando existem problemas específicos associados às alternativas de tratamento, nomeadamente implantes dentários. Assim, esta opção terapêutica pode ser o tratamento de escolha quando a proximidade de estruturas anatómicas, como o seio maxilar ou o canal mandibular, limita a quantidade de osso disponível para a colocação de implantes dentários24. As taxas de sobrevivência relatadas nos estudos incluídos numa revisão sistemática variam de 57,9% a 100%, após um período médio de observação de 5-10 anos23,27,66,67,68,69,70,71,72,73. Nos casos que culminaram em extração dentária, as razões apontadas foram relacionadas principalmente com complicações endodônticas e fraturas radiculares e não com recorrência da doença periodontal3.

Técnicas regenerativas A introdução de métodos de enxerto ósseo74,75,76 e do conceito de regeneração tecidular77,78,79 ofereceu uma nova possibilidade para um melhor e mais previsível tratamento de dentes com envolvimento de furca. Diversos estudos avaliaram o uso de técnicas de regeneração tecidular guiada (RTG) no tratamento de defeitos de furca. A severidade das lesões de furca mostrou ter influência sobre o resultado da RTG80,81,82,83. A maioria dos estudos mostram resultados favoráveis em furcas de classe II mandibulares84,85, enquanto resultados menos favoráveis encontraram-se em defeitos mandibulares de classe III78,86 e defeitos maxilares de classe II87. Assim, em lesões de furca de grau II de molares inferiores observou-se uma melhoria na PS horizontal e em lesões de furca de grau II de molares superiores encontrou-se pouca ou nenhuma melhoria. A utilização de RTG em furcas vestibulares maxilares resultou em ganho de inserção e ganho ósseo, enquanto que nas furcas interproximais estas melhorias não se verificaram88. As lesões de furca de grau III não se podem previsivelmente encerrar através da utilização de RTG89. Usando os princípios da RTG no tratamento de molares com envolvimento de furca, diferentes autores relataram taxas de sobrevivência que variam entre 83,3% e 100%23,90,91,92. O ganho de inserção em defeitos de furca após RTG tem sido avaliado em estudos a longo prazo. Estudos de RTG

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relataram ganho horizontal no nível de inserção de 0,75 a 4,1 mm e de ganho ósseo horizontal de 0,2 a 4,5 mm82,83,93. A terapia com RTG pode transformar defeitos de furca de grau II em defeitos de grau I, o que é um fator benéfico pois molares com envolvimento de furca de grau I apresentam um melhor prognóstico a longo prazo do que molares com defeitos de grau II94. Relativamente ao uso de proteínas derivadas da matriz de esmalte (PDME) na terapia regenerativa de furcas, estão disponíveis apenas dados limitados na literatura e sem resultados a longo prazo (> três anos), impossibilitando a realização de meta-análises95. No entanto, os resultados clínicos do uso de PDME em molares mandibulares com envolvimento de furca de grau II vestibular parecem ser promissores, contudo o encerramento completo da furca só se consegue numa minoria de casos96,97. Em molares maxilares, os resultados não são tão favoráveis, o que se explica pelo mais difícil acesso e maior retenção de placa bacteriana durante o período de follow-up98,99. Um estudo clínico controlado, randomizado, multicêntrico comparou o tratamento de defeitos de furcas vestibulares de grau II em molares mandibulares com PDME e RTG81. Incluiram-se 45 pacientes com 90 defeitos de furca em molares contra-laterais, cada um deles tratado com uma das técnicas regenerativas. As avaliações realizaram-se na baseline, aos oito e 14 meses. Os resultados mostraram que ambas as modalidades de tratamento conduziram a melhorias clínicas significativas. A redução média da profundidade de furca horizontal foi de 2,8 mm no grupo PDME e 1,8 mm no grupo RTG. A frequência de encerramento completo de furca foi de 8/45 no grupo PDME e 3/45 no grupo RTG e o encerramento parcial (alteração de furca de grau II para grau I) foi de 27/45 em ambos os grupos. Assim, o uso de PDME mostrou uma redução mais significativa da profundidade de furca horizontal, um maior número de furcas com encerramento completo, bem como uma comparativamente menor incidência de complicações pós-operatórias (dor e edema). Das várias classes de envolvimento de furca, as furcas de grau II têm mostrado ser as melhores candidatas ao tratamento regenerativo, tanto com RTG como com PDME95. A introdução de fatores de crescimento, tais como plasma rico em plaquetas, fator de crescimento derivado de plaquetas e proteínas morfogenéticas ósseas na regeneração de furcas tem demonstrado resultados promissores em estudos pré-clinicos em animais experimentais. No entanto, a disponibilidade de dados de estudos clínicos em humanos é muito limitada95.


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d Fig. 11 a-d. Regeneração tecidular guiada num primeiro molar inferior direito com envolvimento de furca de grau II: a) radiografia pré-operatória; b) defeito ósseo observado intra-operatoriamente; c) após preenchimento do defeito com xenoenxerto e colocação de membrana de colagénio; d) radiografia pós-operatória aos seis meses de follow-up.

Conclusão As várias abordagens disponíveis para o tratamento de molares com envolvimento de furca têm apresentado diferentes graus de sucesso, indicando que a escolha da terapia depende de vários fatores interdependentes. A compreensão das características anatómicas e morfológicas das furcas e as limitações das características presentes são essenciais para o sucesso terapêutico.

Agradecimentos: A autora agradece a colaboração dos doutores António Carvalho e Francisco Brandão de Brito e do Professor Doutor Paulo Mascarenhas.

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Ciência e prática

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80. Jepsen S, Eberhard J, Herrera D, Needleman I. A systematic review of guided tissue regeneration for periodontal furcation defects. What is the effect of guided tissue regeneration compared with surgical debridement in the treatment of furcation defects? (2002). J Clin Periodontol; 29 (Suppl. 3): 103-116; discussion 160-102. 81. Jepsen S, Heinz B, Jepsen K, Arjomand M, Hoffmann T, Richter S, Reich E, Sculean A, Gonzales JR, Bodeker RH, Meyle J. A randomized clinical trial comparing enamel matrix derivative and membrane treatment of buccal class II furcation involvement in mandibular molars. Part I: study design and results for primary outcomes (2004). J Periodontol; 75: 1150-1160. 82. Bowers GM, Schallhorn RG, McClain PK, Morrison GM, Morgan R, Reynolds MA. Factors influencing the outcome of regenerative therapy in mandibular Class II furcations: Part I (2003). J Periodontol; 74:1255-1268. 83. Horwitz J, Machtei EE, Reitmeir P, Holle R, Kim TS, Eickholz P. Radiographic parameters as prognostic indicators for healing of class II furcation defects (2004). J Clin Periodontol; 31: 105-111. 84. Pontoriero R, Nyman S, Lindhe J, Rosenberg E, Sanavi F. Guided tissue regeneration in the treatment of furcation defects in man (1987). J Clin Periodontol; 14: 618-620. 85. Caffesse RG, Smith BA, Duff B, Morrison EC, Merril D, Becker W. Class II furcations treated by guided tissue regeneration in humans: case reports (1990). J Periodontol; 61: 510-514. 86. Pontoriero R, Lindhe J. Guided tissue regeneration in the treatment of degree III furcation defects in maxillary molars (1995b). J Clin Periodontol; 22: 810-812. 87. Metzler D, Seamons B, Mellonig J, Gher M, Gray J. Clinical evaluation of guided tissue regeneration in the treatment of maxillary class II molar furcation invasions (1991). J Periodontol; 62: 353-360. 88. Pontoriero R, Lindhe J. Guided tissue regeneration in the treatment of degree II furcations in maxillary molars (1995a). J Clin Periodontol; 22: 756-763. 89. Sanz M, Giovannoli JL. Focus on furcation defects: guided tissue regeneration (2000). Periodontol 2000; 22: 169-189. 90. Yukna RA, Yukna CN. Six-year clinical evaluation of HTR synthetic bone grafts in human grade II molar furcations (1997). J Periodontal Res; 32: 627-633. 91. Eickholz P, Hausmann E. Evidence for healing of periodontal defects 5 years after conventional and regenerative therapy: digital subtraction and bone level measurements (2002). J Clin Periodontol; 29: 922-928. 92. Eickholz P, Pretzl B, Holle R, Kim TS. Long-term results of guided tissue regeneration therapy with non-resorbable and bioabsorbable barriers. III. Class II furcations after 10 years (2006). J Periodontol; 77: 88-94. 93. Eickholz P. Prognostic and risk factors for periodontal regenerative therapy. In: Sculean A, editor. Periodontal regenerative therapy (2010). Berlin: Quintessence: pp. 231-240. 94. McGuire MK, Nunn ME. Prognosis versus actual outcome. II. The effectiveness of clinical parameters in developing an accurate prognosis (1996). J Periodontol; 67: 658-665. 95. Sanz M, Jepsen K, Eickholz P, Jepsen S. Clinical concepts for regenerative therapy in furcations (2015). Periodontol 2000; 68(1): 308-332. 96. Donos N, Glavind L, Karring T, Sculean A. Clinical evaluation of an enamel matrix derivative in the treatment of mandibular degree II furcation involvement: a 36-month case séries (2003). Int J Periodontics Restorative Dent; 23: 507-512. 97. Chitsazi MT, Farahani RMZ, Pourabbas M, Bahaeddin N. Efficacy of open flap debridement with and without enamel matrix derivatives in the treatment of mandibular degree II furcation involvement (2007). Clin Oral Investig; 11: 385-389. 98. Casarin RC, Del Peloso RE, Nociti FH Jr, Sallum AW, Sallum EA, Ambrosano GM, Casati MZ. A double-blind randomized clinical evaluation of enamel matrix derivative proteins for the treatment of proximal class II furcation involvements (2008). J Clin Periodontol; 35: 429-437. 99. Casarin RC, Ribeiro EP, Nociti FH Jr, Sallum AW, Ambrosano GM, Sallum EA, Casati MZ. Enamel matrix derivative proteins for the treatment of proximal class II furcation involvements: a prospective 24-month randomized clinical trial (2010). J Clin Periodontol; 37: 1100-1109.

MAXILLARIS MAIO 2016

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Maxillaris Normas_Maquetación 1 06/04/16 13:32 Página 1

Publique o seu artigo na MAXILLARIS

Regras de publicação dos artigos científicos: • Os artigos não podem ter sido editados em outra publicação. • O texto deve ser enviado em formato word (CD ou correio eletrónico). • O conteúdo não deve ser publicitário (não admitimos comparações entre produtos nem trabalhos destinados a exaltar as características de marcas comerciais), ainda que possam constar nomes de produtos ou aparelhos utilizados no decorrer do trabalho. • O artigo deve estar estruturado, no mínimo, em: introdução, desenvolvimento, conclusões e bibliografia. • A bibliografia deverá ser organizada respeitando a ordem em que for apresentada no texto (quando a ela se faça referência) ou por ordem alfabética, e indicada da seguinte maneira: Silverman E, Cohen M. The Twenty minute full strip up. J Clin Orthod. 1976; 10: 764. • Fotografias em formato jpg ou tif, escaneadas a 250/300 pixéis por polegada, com dimensões mínimas de 9 cm de largura. Caso não seja possível, poderão enviar-se os originais para ser escaneados na nossa redação. • Foto do primeiro autor (meio corpo ou corpo inteiro, de modo a poder ser recortada). • Nome, apelidos e titulação de todos os autores. • Correio eletrónico do autor, ao qual enviaremos a maqueta para revisão antes da publicação.

portugal@maxillaris.com Rua Francisco Sanches, 122, 2º. 1170-144 Lisboa. Tel./Fax: 218 874 085

Nota: após receção do artigo, este será enviado à nossa Comissão Científica para aprovação.


Esparza 107_Maquetación 1 28/04/16 16:03 Página 53

Imagens da medicina oral Caso clínico Germán Esparza Gómez Médico estomatologista. Doutorado em Medicina e Cirurgia. Professor titular de Medicina Oral no Departamento de Medicina e Cirurgia Orofacial da Faculdade de Odontologia da Universidade Complutense de Madrid (Espanha). medoral@infomed.es

Descrição do caso Mulher de 19 anos que visita a consulta apresentando várias úlceras dolorosas, menores de 1 cm, redondeadas, pouco profundas, que assentam em mucosa labial inferior, zona retrocomissural e fundos de vestíbulo. Teve sete ou oito surtos semelhantes ao atual nos últimos dois anos. As lesões duraram entre sete e 10 dias e curaram-se completamente. Não sabe a que se devem nem as relaciona com nenhum acontecimento em particular.

Úlcera em mucosa jugal, zona retrocomissural.

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Esparza 107_Maquetación 1 28/04/16 16:03 Página 54

Diagnóstico clínico: Imagens da medicina oral

estomatitis aftosa recorrente, forma menor

Comentários A estomatitis aftosa recorrente ou reincidente (EAR), também chamada aftosis oral recorrente ou simplesmente “aftas”, é uma doença crónica inflamatória caracterizada pela aparição de uma ou várias úlceras (aftas) dolorosas na mucosa oral, de histopatologia inespecífica, as quais persistem durante dias ou semanas e reincidem após períodos de remissão muito variáveis. É o processo que com mais frequência afeta a mucosa oral e no qual, ainda que se seja uma entidade conhecida desde há muito tempo, se envolvem diferentes fatores etiológicos, com demonstrações de que pode ter um substrato genético e imunopatológico. A causa, hoje em dia, ainda é desconhecida apesar das numerosas investigações realizadas. Considera-se que existem três formas clínicas diferentes, baseadas, fundamentalmente, no tamanho das lesões: forma maior (uma ou duas lesões maiores de 1 cm), forma menor (várias úlceras menores normalmente de 5 mm) e forma herpetiforme (numerosas úlceras, de 10 a 100 ou até mais, de entre 1 e 3 mm). A forma menor, como a do caso aqui apresentado, é a mais frequente e representa aproximadamente 80% de todos os casos. As úlceras ocasionam dor e resolvem-se em sete a 10 dias sem deixar nenhuma sequela. O diagnóstico da EAR é clínico, baseado na observação das lesões, e através da história clínica onde se reflete a aparição de úlceras a intervalos mais ou menos regulares de tempo. As provas de laboratório não acrescentam dados que ajudem ao diagnóstico e o quadro histopatológico é inespecífico, pelo que a biópsia só se justificaria para excluir outras doenças no caso de que surgissem dúvidas. Não é costume existirem problemas para realizar o diagnóstico diferencial da EAR, mas deveria estabelecer-se com os processos que podem apresentar erosões ou ulcerações múltiplas. O quadro que pode prestar-se a maior confusão é o herpes recorrente intraoral, sobretudo com a forma herpetiforme da EAR, mas neste caso as ulcerações são sempre secundárias à rutura de vesículas 54

MAXILLARIS MAIO 2016

típicas do processo viral e assentam em zonas de mucosa queratinizada: paladar e gengiva enxertada. A importância para o estomatologista e para o médico generalista reside na sua elevada prevalência, o desconforto que produz nos pacientes e na ausência de uma terapêutica específica que solucione o problema, o que obriga a utilizar tratamentos sintomáticos mas sem resolver o problema de base, que o máximo que conseguem é reduzir os sintomas e em alguns casos induzir períodos de remissão mais longos. Entre os múltiplos tratamentos que se utilizaram, os corticóides continuam a ser o pilar fundamental para o manejo dos surtos de lesões. No caso das formas menores de EAR, em princípio deve-se utilizar um tratamento tópico com corticóides de baixa potência: • Se as lesões estão limitadas a localizações precisas: acetónido de triamcinolona a 0,1% em orabase. Aplicar sobre as lesões três vezes ao dia depois das refeições desde o início até ao final do surto. • Se as lesões são múltiplas e dispersas, afetando várias localizações: acetónido de triamcinolona a 0,1% em solução aquosa. Enxaguar-se três vezes ao dia durante dois minutos após as refeições desde o início até ao final do surto. Se não se observa nenhuma melhoria, poderá tentar-se um tratamento tópico com corticóides de maior potência: • Propionato de clobetasol a 0,025% ou acetónido de fluocinolona a 0,1%, em orabase ou em solução aquosa dependendo da dispersão e localização das lesões, três vezes ao dia desde o início até ao final do surto. No caso de aftas em crianças, os corticóides devem evitar-se, inclusive os tópicos, e deve aplicar-se um tratamento com protetores locais da mucosa que não se absorvam: • Carbenoxolona em gel, aplicando-o sobre as lesões várias vezes ao dia enquanto estiverem presentes.


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Calendário de cursos

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ESTÉTICA

Equilibrio estético na reabilitação oral

Título de especialista em estética dentária

Luís Fonseca dirige nos próximos dias 1 e 2 de julho no seu laboratório Dental Artistry, em Lisboa, um curso sobre o equilíbrio estético na reabilitação oral. Compreender os Luís Fonseca. princípios básicos para conseguir um equilíbrio estético entre o dente e a gengiva é essencial para alcançar um sorriso atrativo. Partindo de uma estrutura de zircónio Zenostar, os participantes terão oportunidade de conhecer as técnicas de estratificação de cerâmica “Branca e Rosa”. Além disso, também vão poder manejar os novos maquilhadores da IPS Ivocolor, com os quais poderão conseguir efeitos intrínsecos e extrínsecos.

A CEOdont (Grupo Ceosa) prepara em Madrid (Espanha) uma nova edição deste curso. Eis o programa: • 1. Periodontia clínica na prática geral; 3 e 4 de junho. • 2. Cirurgia plástica periodontal; 8 e 9 de julho. • 3. Cirurgia mucogengival e estética; 16 e 17 de setembro. • 4. Restauração com compósito I; 14 e 15 de outubro. • 5. Restauração com compósito II; 25 e 26 de novembro. • 6. Capas de porcelana I; de 26 a 28 de janeiro de 2017. • 7. Capas de porcelana II; de 23 a 25 de fevereiro de 2017. • 8. Coroas de recobrimento total; 24 e 25 de março de 2017. • 9. Curso na Universidade de Nova Iorque; de 20 a 24 de junho de 2017.

Ivoclar Vivadent. icde.es@ivoclarvivadent.com - www.ivoclarvivadent.com

ESTÉTICA

CEOdont (Grupo Ceosa). (0034) 915 530 880 - cursos@ceodont.com - www.ceodont.com

ENDODONTIA

Curso de pós-graduação em estética dentária integrada

Título de especialista em endodontia

A Universidade do País Vasco (UPV), com sede na cidade espanhola de Bilbau, prepara um curso de pós-graduação na área da estética dentária integrada, dirigido pelo médico dentista Manuel Gómez. Esta formação inicia-se no próximo mês de setembro e termina em junho de 2017. Conta com a colaboração de reconhecidos especialistas em estética dentária integrada, designadamente Sydney Kina, Paulo F. M. Carvalho, Victor Clavijo, Cláudio Pinho e Murilo Calgaro, entre outros. Cada módulo será lecionado para um máximo de 12 alunos.

A CEOdont (Grupo Ceosa) prepara mais uma edição deste curso, orientado pelo médico dentista Juan Manuel Liñares Sixto. O programa inicia-se em setembro, em Madrid (Espanha), de acordo com o seguinte calendário: • 1. Abertura de câmara e preparação de condutos; de 22 a 24 de setembro. • 2. Instrumentação mecânica; de 20 a 22 de outubro. • 3. Obturação de condutos radiculares; de 17 a 19 de novembro. • 4. Res tauração após a endodontia; de 15 a 17 de dezembro.

UPV. (0034) 946 012 917 - cristina.garcia@ehu.es - www.ehu.es/esteticadental

CEOdont (Grupo Ceosa). (0034) 915 530 880 - cursos@ceodont.com - www.ceodont.com

IMPLANTOLOGIA

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ESTÉTICA

ODONTOPEDIATRIA

Atualização em prótese parcial removível, convencional e implantar

Tratamentos integrados em odontopediatria

As instalações da Ordem dos Médicos Dentistas em Angra do Heroísmo (Ilha Terceira, Açores)) vão acolher, no próximo dia 3 de setembro, um curso de atualização em prótese parcial removível convencional implantar, orientado por Maria Helena Figueiral, coordenadora do curso de especialização em Reabilitação Oral da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto (FMDUP).

A Malo Clinic Education realiza nos próximos dias 13 e 14 e 20 e 21 deste mês, nas suas instalações de Lisboa, um curso subordinado ao tema “Tratamentos integrados em odontopediatria”. Esta formação, que conta com o patrocínio da Dentina e da 3M, está dividida em dois módulos de um dia e meio. Pode ainda ser complementada com sessões de hands-on em coroas de aço e sedação consciente, sendo também possível a inscrição apenas nestas duas sessões.

OMD. 226 197 690 - formacao@omd.pt - www.omd.pt

Malo Clinic Education. 217 247 080 - education@maloclinics.com

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Calendário de cursos ANÚNCIOS CLASSIFICADOS Divulgue a sua oferta a mais de 6.000 profissionais do setor

ORTODONTIA

Pós-graduação em ortodontia

Preços Imobiliária e Equipamento* Oferta de emprego

A Ortocervera (Grupo CEOSA) prepara mais uma edição deste curso, orientado por Alberto J. Cervera, que se celebra em Madrid (Espanha) com os seguintes módulos: • 1. Cefalometria e diagnóstico; de 22 a 24 de setembro. • 2. Estudo da classe I; de 20 a 22 de outubro. • 3. Cimentado e biomecânica; de 17 a 19 de novembro. • 4. Estudo da classe II; de 15 a 17 de dezembro. • 5. Estudo da classe III; de 12 a 14 de janeiro de 2017. • 6. Diagnóstico multidisciplinar e introdução ao autoligado estético; de 9 a 11 de fevereiro de 2017. • 7. Biomecânica avançada multidisciplinar; de 9 a 11 de março de 2017. • 8. Ortodontia multidisciplinar; de 6 a 8 de abril de 2017.

MEDIDA

PREÇO

3,5 x 3,5 cm (1 mód.) 7,5 x 3,5 cm (2 mód.) 11,8 x 3,5 cm (3 mód.) 7,5 x 7 cm (4 mód.)

20 € 30 € 60 € 80 €

* Para compra e venda entre particulares. A redação da MAXILLARIS reserva-se o direito de adaptar o texto ao espaço do anúncio.

Ortocervera (Grupo Ceosa). (0034) 915 541 029 - cursos@ortoceosa.com - www.ortocervera.com

Preço Especial

ORTODONTIA

PEDIDO DE EMPREGO 3,5 x 3,5 cm (1 módulo)

apenas 12 €

Pós-graduação em técnicas ortodônticas avançadas A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) inicia no próximo mês de outubro o primeiro curso de pós-graduação em técnicas ortodônticas avançadas, que se desenrrolará por um período de 24 meses, até outubro de 2018. Este curso, inovador em Portugal, tem como principal objetivo contribuir para a formação pós-graduada em técnicas avançadas e diferenciadas em ortodontia como o sistema Invisalign e as técnicas auto-ligáveis. Serão abertas 12 vagas, sendo tratados 12 pacientes ao longo do curso, que terá como coordenadora Eva Mayo, detentora de uma larga experiência (mais de 500 casos tratados) e formação neste domínio.

Prazo próxima edição: dia 20 de maio (número de junho 2016)

FMUP. congressoortodontiafmup@gmail.com

ORTODONTIA

Escolha o seu espaço e envie-nos por:

Curso clínico de ortodontia A Construimos Sorrisos agendou para este mês, em Lisboa, a 14ª edição do curso clínico de ortodontia, sob a orientação das médicas dentistas Cristina Baptista e Ana Delgado. Com mais de 2.000 médicos dentistas formados na área da ortodontia ao longo das últimas duas décadas, a Construimos Sorrisos criou há 13 anos um curso interativo e inovador que se reflete no sucesso dos seus participantes.

fax: 218 874 085

correio: Rua Francisco Sanches, 122, 2º 1170-144 Lisboa

email: portugal@maxillaris.com

Dados:

Construimos Sorrisos. 213 012 134 / 917 392 608 formacao@construimossorrisos.pt - www.construimossorrisos. pt

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Nome, apelido, morada e nº contribuinte (ou sociedade e nº de pessoa colectiva).

Texto do anúncio a publicar e tamanho pretendido.

Copia do depósito ou transferência bancária realizada em nome de CYAN EDITORES, S.L., pelo valor da opção escolhida, para a seguinte conta corrente: Banco Popular Portugal, 0046-0021-00670006954-18


Calendário de cursos

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ORTODONTIA

Título de especialista em alinhadores invisíveis

Cursos práticos de periodontia

A CEOdont (Grupo Ceosa) organiza nos dias 27 a 30 de outubro um curso de especialista em alinhadores invisíveis, orientado por Andrade Neto. Esta formação é dirigida a todos os pós-graduados que queiram iniciar-se ou aperfeiçoar-se nesta área. Serão abordadas varias técnicas, desde os sistemas que realizam set-up de laboratório aos que utilizam alicates ou elásticos e botões, facilitando ao profissional um amplo conteúdo para a sua prática diária com alinhadores invisíveis. Ao concluir o curso, o aluno contará com apoio diagnóstico e de laboratório para os seus primeiros casos.

O Instituto Casan leva a cabo um novo ciclo de cursos práticos de periodontia, que decorre na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Ciências Médicas de Villa Clara, em Cuba, sob a orientação de Mitdray Corrales Álvarez, chefe do Serviço de Periodontia da referida faculdade cubana. Os participantes poderão realizar cirurgias periodontais ressectivas e regenerativas para o tratamento de bolsas periodontais, vestibuloplastias, usar biomateriais em periodontia e proceder a alongamentos coronários, etc.

CEOdont (Grupo Ceosa). (0034) 915 530 880 - cursos@ceodont.com - www.ceodont.com

Instituto Casan. (0034) 918 586 594 - info@institutocasan.net

VÁRIOS

VÁRIOS

Formação contínua sobre ética e deontologia

Curso hands-on de dentisteria estética

O Conselho Deontológico e de Disciplina da Ordem dos Médicos Dentistas leva a cabo, ao longo do ano, um curso sobre ética e deontologia com o fim de dar a conhecer aos médicos dentistas os princípios básicos e fundamentais que regulam o exercício da Medicina Dentária, através da apresentação e discussão de casos tipo, criando desta forma uma maior interatividade com os profissionais do setor. As próximas sessões de formação contínua neste contexto estão agendadas para os dias 17 de junho e 14 de outubro em Aveiro e Beja, respetivamente.

No dias 28 deste mês e 22 de outubro próximo, o médico dentista Cristiano Alves orientará em Lisboa e Coimbra, respetivamente, um curso hands-on de dentisteria estética, centrado nas restaurações diretas à base de cerâmica, pontes e coroas provisórias. Esta formação realiza-se no âmbito do programa de formação da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária (SPEMD) e conta com o apoio da Voco, que fornecerá alguns produtos da gama Admira Fusion para a realização de restaurações diretas à base de cerâmica.

OMD. 226 197 690 - formacao@omd.pt - www.omd.pt

SPEMD. secretariado@spemd.pt - www.spemd.pt

VÁRIOS

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PERIODONTIA

VÁRIOS

Curso de dor orofacial, DTM e bruxismo

Aplicação clínica do avanço mandibular para o tratamento do SAHS

A OrisEducare, com sede em Coimbra, organiza a partir deste mês um curso modular de dor orofacial (DOF), disfunção temporomandibular (DTM) e bruxismo, do diagnóstico ao tratamento. O curso é composto pelos seguintes módulos: • 1. Introdução à DOF e DTM; 20 e 21 deste mês. • 2. História clínica e exame físico do paciente; 24 e 25 de junho. • 3. Distúrbios musculares e articulares; 29 e 30 de julho. • 4. Bruxismo: tratamento das DFM e DOF; 23 e 24 de setembro. • 5. Reabilitação protética, ortodôntica e distúrbios do sono; 28 e 29 de outubro.

A Ortocervera (Grupo CEOSA) organiza este curso personalizado, ministrado por Mónica Simón Pardell em Madrid (Espanha), para o correto enfoque terapêutico dos transtornos respiratórios obstrutivos do sono. Este curso obedece ao seguinte programa: introdução ao SAHS, protocolo diagnóstico odontológico do SAHS, tratamento do SAHS, algorritmo do tratamento do SAHS, toma de registos e individualização de parâmetros para a confeção de um dispositivo de avanço mandibular (DAM), aplicação com casos práticos e curso personalizado.

OrisEducare. 239 826 740 - oriseducare@gmail.com - www.orisclinic.com/oriseducare

Ortocervera (Grupo Ceosa). (0034) 915 541 029 - cursos@ortoceosa.com www.ortocervera.com

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Congressos e reuniões

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Congresso anual da OMD regressa à Exponor

9º congresso da SPED realiza-se em setembro

Associação Portuguesa do Sono celebra congresso em Lisboa

A 25ª edição do congresso anual da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) vai ter lugar entre os dias 10 e 12 de novembro, na Exponor (Porto). O encontro da OMD caracteriza-se pela qualidade científica dos seus programas. Entre os conferencistas que já confirmaram a sua presença no congresso deste ano, destacam-se os brasileiros Christian Coachman e Waldemar Polido, os britânicos Nigel Pitts e Nicola West, os espanhóis Germán Esparza Gómez, Javier Gil Mur e Eva Berroeta, o italiano Federico Ferraris e o japonês Mitsuhiro Tsukiboshi.

A nona edição do congresso anual da Sociedade Portuguesa de Estética Dentária (SPED) está agendada para os dias 9 e 10 de setembro, no Porto. O programa científico deste ano terá como principal orador o norte-americano Edward McLaren, professor universitário e diretor do curso de pós-graduação em Estética Dentária da Universidade da Califórnia, com sede em Los Angeles (EUA). Entre os temas que serão debatidos no congresso da SPED, destacam-se os últimos avanços em matéria de estética, cerâmica, aderência e dentisteria digital. Na mesma ocasião, os representantes da indústria dentária exibirão as últimas novidades nesta área da Medicina Dentária.

O congresso da Associação Portuguesa do Sono vai ter lugar nos dias 13 e 14 deste mês, num hotel de Lisboa. Sob o tema genérico “Medicina oral do sono”, esta edição contará com a participação de dois oradores estrangeiros, designadamente Roy Dookun (Reino Unido) e Ludovic Baratier (França), que também serão os protagonistas de um curso hands-on, agendado para o segundo dia do encontro. Ao abrigo do programa científico, serão abordados temas como “Indicações e contraindicações do dispositivo de avanço mandibular” (João Lopes Fonseca), “Avaliação do sistema estomatognático” (Francisco Salvado) ou “Futuro: fenotipagem” (Adélia Ramazanova), entre outras abrangentes intervenções sobre este campo da medicina oral.

www.spedportugal.com

www.apsono.com

www.omd.pt

Reunião da SPPI Jovem celebra-se em julho

Peniche recebe em setembro congresso anual da SPO

SPEMD organiza no Porto o seu 36º congresso anual

A terceira reunião anual dos jovens associados da Sociedade Portuguesa de Periodontologia e Implantes (SPPI Jovem) vai decorrer no próximo dia 2 de julho, pela primeira vez em Lisboa. O evento deste ano, subordinado ao tema “Da teoria à prática”, terá como base uma partilha de experiências entre as várias referências nacionais e estrangeiras e os médicos dentistas mais jovens, certamente futuras promessas nas áreas da periodontologia e implantes. Está prevista uma área de exposição destinada às casas comerciais da especialidade.

O XXIII Congresso da Sociedade Portuguesa de Ortodontia (SPO) vai realizar-se de 29 de setembro a 1 de outubro, em Peniche. Os profissionais da área terão a oportunidade de atualizar os seus conhecimentos num cenário invulgar em congressos do setor, já que se trata da “capital do surf” em Portugal. Sob o lema “Desafiando o futuro na ortodontia do presente”, o congresso abordará os temas mais atuais desta especialidade e permitirá que conferencistas nacionais e estrangeiros divulguem as suas experiências nas mais diversas técnicas.

O próximo congresso da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária (SPEMD) vai realizar-se no Porto. A 36ª edição desta reunião científica médico-dentária está agendada para os dias 7 e 8 de outubro, na Fundação António Cupertino de Miranda. O programa científico da SPEMD, que se encontra em fase de elaboração, promete, de acordo com a organização, mobilizar uma vez mais largas centenas de profissionais de todos os quadrantes da Medicina Dentária, bem como dezenas de representantes da indústria do setor. www.spemd.pt

www.facebook.com/sppi.pt

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MAXILLARIS MAIO 2016

www.sportodontia.pt


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Congressos e reuniões Lisboa acolhe Meeting internacional sobre ortopedia funcional dos maxilares

Congresso anual da FDI realiza-se na Polónia

O Wilma Simões European Institute, em parceria com a Lisbon School of Functional Jaw Orthopedics, organiza nos próximos dias 23 a 25 de junho o seu primeiro meeting internacional dedicado à especialidade de ortopedia funcional dos maxilares. Este evento vai reunir em Lisboa médicos dentistas de países como Espanha, França, Reino Unido, Itália, Bélgica, Turquia, Brasil, Argentina, Peru, Venezuela, Colômbia e Chile, entre outros. Este instituto, com sede na capital portuguesa, tem por missão dotar os profissionais de Medicina Dentária com novas competências técnicas na especialidade de ortopedia funcional dos maxillares, promovendo e apoiando projetos de investigação.

O congresso anual da Federação Dentária Internacional (FDI) vai ter lugar nos próximos dias 7 a 11 de setembro, em Poznan (Polónia). Após uma série de edições na América Latina e no continente asiático, o principal encontro mundial do setor dentário, que em 2015 reuniu na Tailândia mais de 16.000 profissionais dos cinco continentes, regressa à Europa, assinalando a estreia da Polónia como país organizador do evento. O congresso da FDI contará, como habitualmente, com a presença dos mais prestigiados conferencistas da área da Medicina Dentária e com as últimas novidades de produtos e materiais da indústria internacional do setor.

www.wsei-meeting.org

congress@fdiworldental.org

DENTSPLY Implants World Summit Tour

Madrid organiza simpósio da Ivoclar Vivadent

O DENTSPLY Implants World Summit Tour, que se realiza ao longo deste ano e de 2017, vai decorrer na China, no Japão, nos Estados Unidos e na Europa. O encontro deverá mobilizar 5.000 profissionais do setor dentário de todo o mundo. O programa deste evento conta com a colaboração conjunta de cientistas e investigadores conhecidos mundialmente, e consistirá em palestras de oradores internacionais, bem como de conferencistas conhecidos a nível regional. Além disso, o World Summit Tour será uma boa oportunidade para os clientes e potenciais clientes da DENTSPLY Implants descobrirem o seu leque de soluções.

A Ivoclar Vivadent organiza no próximo dia 11 de junho, em Madrid (Espanha), o seu terceiro simpósio internacional de especialistas. Oradores de renome internacional partilharão a sua experiência nos tratamentos diretos e indiretos mais inovadores. As sessões terão como base as últimas evidências e investigações técnicas. O programa inclui conferências de 13 oradores que apresentarão os seus trabalhos, integrando-os com conceitos aplicados na clínica e no laboratório, nas restaurações estéticas e nos resultados dos últimos estudos clínicos. As apresentações deste simpósio internacional centrar-se-ão especialmente nos desenvolvimentos atuais mais relevantes.

www.dentsplyimplants.es

www.ivoclarvivadent.com/ies2016/

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Novidades da indústria

ND Novidades mayoPT_Maquetación 1 28/04/16 10:04 Página 62

Novo implante OsseoSpeed EV Profile

Material de restauração Admira Fusion

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937 083 146 – info@voco.com - www.voco.com

www.dentsplyimplants.com

Com o Admira Fusion, a Voco apresenta o primeiro material de restauração universal de base exclusivamente cerâmica. Isto é possível mediante a inovadora combinação da comprovada tecnologia de nanohíbridos e da tecnologia Ormocer, esta última desenvolvida em colaboração com o Instituto Fraunhofer para a Investigação de Silicatos. A base química utilizada é o óxido de silício, e não apenas para os enchimentos como também – eis o inovador resultado da investigação – na matriz de resina. Admira Fusion mostra o nível de contração de polimerização mais reduzido com diferença (1,25% do volume) e um stress de contração associado extremamente baixo. O sistema de restauração completa-se com Admira Fusion x-tra, que permite incrementos de até 4 mm com propriedades físicas completamente idênticas. Admira Fusion e Admira Fusion x-tra estão disponíveis em seringas giratórias e cápsulas para aplicação direta.

A DENTSPLY Implants lança a sua versão do OsseoSpeed Profile para o ASTRA TECH Implant System EV. Este implante, anatomicamente desenhado de forma única, elimina o habitual compromisso entre o nível de osso marginal e a estética em situações de cristas inclinadas. O desenho do implante resolve uma necessidad clínica: facilita a colocação quando há uma cresta inclinada e otimiza a sua posição para manter o suporte de osso marginal e a estética. O OsseoSpeed EV Profile apresenta todas as características básicas e bem documentadas do ASTRA TECH BioManagement Complex, inimitáveis e exclusivas.

Escovilhões Interprox 4G

Cleana-Tab, pastilhas para limpeza do autoclave 214 758 300 - www-labvitoria.pt

224 152 279/80 - encomendas@douromed.com - www.douromed.com

Os Laboratórios Vitória têm à disposição do setor Interprox 4G, uma nova geração de Interprox com uma ampla e inovadora gama de escovilhões interdentários que completam a higiene oral auxiliando a remoção do biofilme dentário dos espaços interproximais. Esta gama conta com dois fatores diferenciadores que vão fazer da limpeza interdentária uma experiência fácil e cómoda. Por um lado, uma maior ergonomia graças ao cabo antiderrapante que melhora a aderência e o conforto durante a escovagem, para uma maior eficácia na remoção do biofilme oral. Por outro, a flexibilidade sem “efeito de memória” do cabo e da cabeça permite o fácil acesso a todos os espaços interproximais. Interprox oferece uma ampla ga ma de produtos com oito modelos de diferentes tamanhos que se adaptam a todos os espaços interdentários, incluindo os es paços com 0,6 mm PHD. Este produto apresenta-se em formatos para diferentes necessidades: cónico, para espaços entre molares e pré-molares, e cilíndrico, para outros espaços interdentários.

Cleana-Tab são as novas pastilhas para limpeza do seu autoclave. Cada blister contêm 10 pastilhas especiais para a limpeza, descalcificação e desengorduramento da câmara de aço inoxidável no interior de autoclaves. Depois de esvaziar o autoclave, deixando toda a câmara livre, basta colocar uma pastilha na câmara e executar um ciclo normal. Esta é a maneira mais simples e eficaz dos profissionais do setor cuidarem do seu equipamento.

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Novidades da indústria

ND Novidades mayoPT_Maquetación 1 28/04/16 10:04 Página 63

Virofex, desinfetante de superfícies

IonoSelect, material de ionómero de vidro universal 937 083 146 – info@voco.com - www.voco.com

224 152 279/80 - encomendas@douromed.com - www.douromed.com

O material de ionómero de vidro universal IonoSelect é o primeiro a possuir as quatro principais indicações de um CIV: cimentações, restaurações, reconstruções de cotos e bases cavitárias. De acordo com o êmbolo escolhido para o corpo da cápsula, definem-se a composição pó/líquido na cápsula de aplicação e as indicações do material. Dessa forma, tem-se em mãos um material que pode ser utilizado quer para cimentações, quer para restaurações, reconstruções de coto ou bases cavitárias. IonoSelect convence tanto pelas suas características inovadoras e o seu amplo espetro de aplicações como pelo facto de poupar espaço no consultório, graças à conceção única da combinação dos êmbolos com as cápsulas. O IonoSelect na nova cápsula de aplicação da Voco é compatível com todos os aplicadores convencionais.

O Virofex é um novo desinfetante sem álcool, de superfícies de alto nível, que foi projetado para eliminar a necessidade de guardar recargas de grande dimensão, libertando espaço de armazenamento. O Virofex vem também acabar com o processo confuso do reenchimento de pequenas garrafas, com um simples cartucho selado e feito à medida. Cada cartucho contém exatamente o montante certo da solução concentrada necessária para um pulverizador de 500 ml de água. Este cartucho é inserido no gargalo da garrafa exclusiva do produto e fica automaticamente ativado. Cada embalagem de recargas contém 10 cartuchos de 8 ml e pode ser facilmente montada na parede com o adesivo próprio para o efeito. O Virofex não é inflamável, não contém químicos e não cheira a álcool ou outros biocidas prejudiciais. É ambientalmente amigável, rentável e simples de usar.

Nova seringa Prisma Gloss

Sistema de cimentação Variolink Esthetic www.dentsply.es

A DENTSPLY desenhou uma nova seringa para a pasta de polimento Prisma Gloss muito mais conveniente, que permite um manejo mais simples e um melhor controlo no momento de dispensar o material. A pasta de polimento de compósitos Prisma Gloss é conhecida desde há vários anos por melhorar a suavidade da superfície dos compósitos, proporcionando um elevado brilho final.

(0034) 913 757 820 - www.ivoclarvivadent.com

Variolink Esthetic é um compósito estético de polimerização dual e foto para a cimentação permanente de restaurações de compósito e cerámica, representando a nova geração de compósitos de cimentação estéticos Variolink. Caracteriza-se pela combinação de uma estética excecional com uma utilização intuitiva. Para assegurar a correta mimetização da restauração com a dentição, a Ivoclar Vivadent desenvolveu o sistema de cor “Effect”. Este sistema inclui cinco cores diferentes, as quais permitem uma cimentação de cor neutral, além da possibilidade de conseguir uma cimentação mais luminosa e escura da restauração. Em combinação com Adhese Universal e Monobond Plus, Variolink Esthetic assegura o sucesso clínico nas cimentações estéticas. Além disso, o compósito também pode usar-se com os adesivos Syntac e ExciTE F.

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Página empresarial

Empresa mayoPT_Maquetación 1 28/04/16 15:56 Página 64

Plataforma da Henry Schein disponível em inglês

Sistema Adhese Universal premiado nos EUA A conhecida publicação norte-americana "Dental Advisor" outorgou ao sistema de cimentação Adhese Universal, da Ivoclar Vivadent, a classificação de "excelente", com um rendimento clínico Sistema de cimentação Adhese Universal. de 99% num ano. Adhese Universal participou num estudo em que se utilizaram 83 restaurações diretas e indiretas. O adesivo usou-se para colocar restaurações de todo o tipo. Resultado: 99% das restaurações mantinham-se depois de um ano e 95% não apresentaram sinais de descoloração marginal. Além disso, não se reportou sensibilidade pós-operatória nos pacientes. Adhese Universal foi portanto premiado com as cinco estrelas da excelência pela “Dental Advisor”, a máxima classificação atribuida por esta publicação.

No outono de 2015 a Henry Schein lançou a plataforma online de e-learning em língua alemã “ConnectDental Campus”, que fornece se minários virtuais a pedido, seminários virtuais em direto e vídeos de instruções para fluxos ConnectDental Campus é uma plataforma de trabalho digitais de consultórios e laboraonline de e-learning. tórios. Desde o passado mês de abril, esta plataforma passou a estar também disponível em inglês. O conteúdo versátil de aprendizagem é facilmente acessível a qualquer momento e a partir de qualquer localização. A plataforma fornece conteúdos de alta qualidade com base em evidências, os quais se tornam igualmente interessantes para consultórios e laboratórios dentários.

(0034) 913 757 820 - www.ivoclarvivadent.com

www.connectdentalcampus.pt

Lyra Iberia estará presente no simpósio etk

Dentaleader participa em prova de BTT A Dentaleader esteve representada no evento de BTT Trilhos & Courelas 2016, realizado no primeiro fim de semana de abril em Vendas Novas, distrito de Évora. Esta prova, organizada pela Associação Desportiva Natura Trilhos, contou com mais de 700 inscritos, que podiam optar entre a participação na A equipa da Dentaleader que participou na prova. maratona de 60 km ou na meia maratona de 35 km. A associação desenvolve desde há cinco anos a sua atividade na área dos chamados desportos de aventura, nomeadamente BTT, canoagem, orientação e ori-BTT. Embora a prova não tivesse um caráter competitivo, a organização contabilizou os tempos e a equipa Dentaleader realizou os 35 km em menos de duas horas e 15 minutos.

Nos próximos dias 2 a 4 de junho, a Lyra Iberia estará presente no simpósio etk 2016, que terá lugar em Barcelona (Espanha). Este congreso propõe descodificar o complexo universo das no O simpósio etk 2016 vai decorrer em Barcelona (Espanha). vas tecnologias através do prisma de uma sociedade em busca de uma maior acessibilidade. Durante o simpósio, vão ser abordados todos os desafios, limites e expetativas que apresenta a implantologia digital. A Lyra Iberia estará presente neste evento com o objetivo de dar a conhecer o seu sistema digital a todos os profissionais interessados por esta tecnologia.

800 203 976 - www.dentaleader.com

info@lyra-solutions.com - http://www.symposium-etk.com/ES/

Casa Schmidt reforça apoio a estudantes de Medicina Dentária

PoGo converte-se em Enhance PoGo A DENTSPLY, com o fim de aproveitar de maneira mais eficaz o valor da marca e harmonizar a sua presença no mercado, decidiu unificar sob uma mesma designação os seus produtos Enhance e PoGo. PoGo é um sistema de polimento diamantaO novo invólucro do sistema de polimento Enhance PoGo. do de um só passo. Os discos, copas e pontas de polimento PoGo estão indicados como o passo final de polimento de restaurações de compósitos e compómeros adequadamente modeladas e acabadas.

A Casa Schmidt assegurou novamente a sua presença nas Jornadas de Medicina Dentária que se celebram este ano nas universidades do Porto, Coimbra e Lisboa. Os mais de 95 anos de experiência no setor dentário, juntamente com uma completa equipa de profissionais, permitem à Casa Schmidt A Casa Schmidt continua a fortalecer a sua dar um forte apoio à próxima geração de mérelação com os estudantes de Medicina Dentária. dicos dentistas. O patrocínio das jornadas das três referidas instituições de ensino superior fortalece a relação, a união e a confiança que a empresa pretende manter com os estudantes do setor dentário nacional.

www.dentsply.es

800 201 192 - geral@casa-schmidt.pt - www.casa-schmidt.pt

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Braun_Maquetación 1 28/04/16 09:37 Página 1

Tel. 214 368 200 - www.bbraun.pt Estrada Consiglieri Pedroso, nº 80 - Queluz de Baixo 2730-053 Barcarena

Carlos Melo Cabral, Business Unit Manager da B. Braun Dental Care

A B. Braun Dental Care apresenta-se no mercado dentário com uma oferta diversificada e centrada nas gamas de suturas, instrumental cirúrgico e desinfeção, entre outros produtos que irão proporcionar aos médicos dentistas “soluções inteligentes e seguras”. Quem o afirma é Carlos Melo Cabral, Business Unit Manager da marca, que traça nesta entrevista os objetivos globais para o mercado português do setor. Como justifica a aposta da B. Braun Dental Care no mercado nacional do setor dentário? A B. Braun Dental Care apresenta-se pela primeira vez no mercado dentário com uma unidade de negócio empenhada nos profissionais do setor e com ações específicas, tendo como objetivo divulgar o seu portefólio, aumentar a sua participação, presença e colaboração contribuindo assim para o desenvolvimento desse mercado. Quais são as principais gamas de produtos e/ou serviços que a empresa oferece aos profissionais de Medicina Dentária? A nossa marca apresenta-se no mercado dentário focada nas suas gamas de suturas, instrumental cirúrgico, desinfeção e consumíveis, com um programa de formação adequado às necessidades. Quais são os “produtos-estrela”da marca? Os “produtos estrela” da B. Braun Dental Care são fundamentalmente as suturas e o intrumental cirúrgico da conceituada marca Aesculap, da qual a B. Braun é detentora. Que novidades vão surgir no mercado nos tempos mais próximos? A empresa tem como missão desenvolver e apresentar soluções inteligentes e seguras que colmatem as necessidades dos médicos dentistas, promovendo a partilha de conhecimento “Sharing Expertise”.

Publirreportagem

Carlos Melo Cabral destaca o interesse da BBraun Dental Care em ter uma participação muito ativa na formação dos médicos dentistas.

A formação e/ou o apoio à investigação são áreas em que a B. Braun Dental Care prevê dar o seu contributo? A B. Braun Dental Care pretende ter uma participação muito ativa na formação dos médicos dentistas, nomeadamente com a realização de cursos teórico-práticos de cirurgia, validados pela Aesculap Academy, além de outras iniciativas de formação e investigação em parceria com universidades nacionais e estrangeiras. Na sua opinião, quais são os principais “trunfos” da empresa para ganhar a confiança dos profissionais do setor? A B. Braun é uma empresa com mais de 175 anos de história, presente em 64 países, com mais de 55.000 colaboradores, de origem alemã e líder de mercado, cuja qualidade dos seus produtos e serviços é reconhecida pelos profissionais do mercado dentário. A equipa da Dental Care é o trunfo que garante a confiança aos profissionais do setor, desde o primeiro contacto até ao acompanhamento pós-venda, sempre com o objetivo de desenvolver e solucionar as necessidades do mercado. Qual é o ponto da situação em termos de instalações físicas? A B. Braun Dental Care tem as suas instalações na sede da B. Braun Medical, Lda., localizada na Estrada Consiglieri Pedroso, nº 80, Queluz de Baixo, 2730-053 Barcarena. Que objetivos globais estão definidos pela BBraun Dental Care a médio ou longo prazo? A B. Braun Dental Care pretende ser reconhecida pelos médicos dentistas como o parceiro de eleição.


Página empresarial

Empresa mayoPT_Maquetación 1 28/04/16 15:57 Página 66

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GSK volta a marcar presença no congresso dos higienistas

Ivoclar Vivadent atualiza aplicação CNS

A GSK esteve mais uma vez presente no congresso anual da Associação Portuguesa de Higienistas Orais (APHO), que se realizou nos dias 8 e 9 do passado mês de abril, em Lisboa. A empresa figurou entre os patrociA GSK exibiu os seus mais recentes produtos nadores e expositores da 16ª edição no 16º congresso nacional dos higienistas orais. do encontro nacional dos higienistas orais, tendo aproveitado a ocasião para divulgar junto dos participantes alguns dos seus mais recentes produtos, tais como a pasta dentífrica Sensodyne Repair & Protect e o elixir bocal sem álcool Parodontax, para proteção diária das gengivas.

A popular aplicação multimédia CNS (Cementation Navigation System), da Ivoclar Vivadent, que orienta os profissionais nas suas cimentações, foi objeto de uma atualização, com os A aplicação CNS oferece uma orientação na seleção últimos produtos de cimentação da do melhor material de cimentação para cada caso. marca, nomeadamente o cimento estético Variolink Esthetic e o compósito de cimentação autoadhesivo SpeedCEM Plus. A aplicação CNS oferece tanto a médicos dentistas como a técnicos de prótese uma orientação na seleção do melhor material de cimentação para cada caso. Apresenta benefícios únicos como mais de 200 animações detalhadas com todos os materiais de cimentado da Ivoclar Vivadent, casos clínicos e uma extensa área de descargas com folhetos, documentação científica e instruções de uso.

214 129 500 - www.gsk.com

http://www.cementation-navigation.com/es

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Nordental divulgou novos equipamentos em show-room

A Nordental proporcionou aos visitantes uma enorme variedade de consumíveis e informações.

No passados dias 15 e 16 de abril, a Nordental lançou em formato show-room, o novo ortopantomógrafo digital Rotograph PRIME, assim como exibiu o modelo topo de gama da marca Vitali, o equipamento dentário V8 Touch. Estiveram também presentes no mesmo espaço outras marcas e os seus produtos, com destaque para Mgf Compressors, Bien-Air, Tau Steril e Carlo di Giorgi. Aproveitando a ocasião e o espaço, a Nordental proporcionou também aos visitantes uma enorme variedade de consumíveis e informações, disponibilizados pelos fabricantes, tais como NTI, Madespa, SDP, T&G, Zhermack, B.Braun e Dispotech, entre outros.

Este bem sucedido evento proporcionou aos participantes uma oportuna experiência e o contacto direto com todos os equipamentos expostos. A empresa agradece a todos os visitantes o interesse demonstrado pelos equipamentos, em especial no ortopantomógrafo digital Rotograph PRIME que apresenta um preço de Iançamento revolucio nário: 12.000€ + IVA.

Durante o show-room exibiram-se o novo equipamento dentário V8 Touch, da marca Vitali, e o ortopantomógrafo digital Rotograph Prime.

NORDENTAL - Equipamento e material dentário, Lda. - Tel. 229 952 558 - geral@nordental.pt - www.nordental.pt


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