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Estrela Matutina Boletim da Diocese de União da Vitória - Paraná | novembro de 2011

Série B | n° 165 | 13.000 exemplares

Comunidade de Comunidades 9912261932/2010 - DR/PR

NESTA EDIÇÃO Dom João Bosco participa de encontro de bispos na Itália e visita Polônia p. 7 e 8

Só em comunidade se pode viver a proposta cristã fonte: CNBB

9912261932/2010 - DR/PR Mitra da Diocese de União da Vitória

Leia mais na página 11 Em uma Carta Apostólica, o Papa Bento XVI anunciou a sua decisão de proclamar um “Ano da Fé”, com início em 11 de outubro de 2012 e o término na Festa de Cristo Rei, em 24 de novembro de 2013. A finalidade, a oportunidade, e o modo de celebrar este ano, ele o expõe nesta carta, intitulada “Porta Fidei”...

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Formar um grupo de terço foi a alternativa encontrada por alguns homens da paróquia Nossa Senhora do Rocio que, desde junho, se reúnem todas as quartas-feiras, às 20h, para rezar.

Junto com este número do Estrela Matutina, as nossas 25 paróquias estarão recebendo os livretos da Novena de Natal. Por esta razão, não há o encarte que vinha sendo distribuído nos meses passados, com os roteiros para as reuniões de grupos. Aproveito, então, esta ocasião, para refletirmos sobre a vida cristã vivida

MIGALHAS DA PALAVRA

A Diocese de União da Vitória utilizando novas tecnologias para uma Nova Evangelização.

ESTRELA MATUTINA

nos pequenos grupos que se reúnem em torno da Palavra de Deus, que na nossa Diocese se chamam GRPs, ou Grupos de Reflexão Permanente. Permanentes, nem todos são, pois muitos grupos acontecem somente no tempo de preparação para o Natal. Outro tanto se reúne nas semanas da Quaresma, em grupos, preparando a Páscoa do Senhor. Nosso desejo, no entanto, é que, a partir de agora, com

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a Novena de Natal e, a partir da Quaresma do ano que vem, com novos roteiros, os grupos sejam, de fato, permanentes e possam trazer o alimento da Palavra a todos os nossos irmãos. Esse é desejo da nossa Igreja que tem, como uma das “urgências” da ação evangelizadora, tornar-se cada vez mais uma “IgrejaComunidade de Comunidades”. Esta

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2 Editorial

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expressão, consagrada pelo documento de Aparecida, e expressa nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil (DGAE), foi ratificada pela Assembleia Geral da Igreja do Paraná, como um desejo comum de todas as dioceses paranaenses. Pessoa e Comunidade É contraditório, mas vivemos um tempo de agudo individualismo. E ao mesmo tempo as pessoas buscam intensamente tomar parte de diversas formas de comunidades. A vida urbana, a concorrência no trabalho, os apelos publicitários, o deslocamento para longe da família, a busca do sucesso individual, a violência e o medo, empurram o indivíduo a fechar-se em si mesmo. É expressivo o fenômeno da solidão, da depressão, a pobreza de relacionamentos. Por outro lado, a busca de formar grupos e comunidades virtuais e reais é também uma realidade. Aí estão as redes sociais, as tribos jovens, as associações de diversos interesses, como exemplo de comunidades. Para a experiência cristã, não há dúvida de que a comunidade é essencial. Sem ela, a participação de muitos cristãos se torna fria e ocasional, e são muitos os que se aproximam da Igreja, apenas quando precisam dos sacramentos como o batismo, o casamento ou missa para os falecidos. Os pequenos grupos oferecem aos fiéis uma oportunidade de convívio fraterno, vínculos profundos, afetividade, entreajuda, lugar de verdadeira acolhida, proximidade com relação aos enfermos, além do encontro vivo com a Palavra de Deus e a oração. Por isso é necessário promover a formação dos pequenos grupos permanentes de reflexão e vivência, que não substituem a participação nas celebrações litúrgicas, antes a complementam e enriquecem. Rede de comunidades A palavra “rede” está muito ligada à

EXPEDIENTE

experiência dos apóstolos de Jesus. Eram pescadores. As redes lhes traziam o alimento e a inclusão no grupo social. Jesus não os tirou dessa atividade, mas lhes deu outra visão: convidou-os a serem pescadores de homens (Lc 5,10). A rede não é uma metáfora ultrapassada. Pelo contrário, hoje se fala em “redes”, mais do que nunca. O mundo, que já se comunicava pelas grandes redes de televisão e notícia, agora tornou-se mesmo uma rede mundial, através dos computadores. Nessa rede se unem as pessoas pela informação, pelo entretenimento, pelos costumes, perto mercado e pela economia globalizada. E a Igreja que foi a primeira e maior rede de comunidades, hoje se enrosca, muitas vezes num isolamento desconcertante. Exemplos existem e são trágicos: uma diretoria de Capela que se acha independente da Paróquia, para tomar decisões; um grupo de Pastoral que não se renova e não se abre a novos participantes, um Movimento eclesial que promove suas atividades e não participa das promoções da Paróquia, uma equipe litúrgica que “toma conta” de um horário de missa, como propriedade sua, grupos que ocupam espaços exclusivos e se referem a eles como “nossa sala”, “nosso armário”, “nossas coisas”, são alguns exemplos de quem está fora de sintonia com o mundo, hoje em rede. Como seria bom se entendêssemos a Igreja como uma comunidade de comunidades, onde não há espaço para ciúmes e competições entre grupos, onde o planejamento é participativo e se pratica a partilha dos recursos. Carismas diversos, mas uma só família. Assembleia do Povo de Deus A recente Assembleia do Povo de Deus, do Paraná, realizada no final de setembro (dias 23 a 25), retomou como prioridade regional a “Renovação Paroquial: por uma paróquia discípula, missionária e profética”. Nessa Assembleia repercutiram as “cinco urgências” da Ação Evangelizadora, tais como

Proprietária: Mitra da Diocese de União da Vitória Rua Manoel Estevão, 275 União da Vitória -PR Fone/fax: (42)3522-3595 Editor: Dom João Bosco Barbosa de Sousa O.F.M. Diretor: Dom Walter Michael Ebejer O.P.

foram propostas nas Diretrizes Gerais, aprovadas para todo o Brasil, em maio passado: a urgência de sermos uma Igreja Missionária; a urgência de formar cristãos iniciados nos mistérios divinos; a urgência de tomar como alimento frequente a Palavra de Deus; a urgência de tornar a Igreja uma comunidade de comunidades; a urgência de estar a serviço da vida plena para todos. Sobretudo, nesta Assembleia, se acentuou muito o ponto de partida de toda a ação evangelizadora, que é voltar a Jesus Cristo, conhecê-Lo profundamente, estar com Ele, no diálogo da oração e no convívio fraterno. Sem essa experiência viva de um encontro pessoal e comunitário com Cristo, nossas ações, na Igreja, se tornam meros exercícios inúteis, moralismo vazio, tradição sem alma, e até mesmo a caridade se reduz a simples filantropia. Os Grupos de Reflexão Permanentes, a setorização da paróquia em pequenas unidades de oração e vivência, os movimentos e pastorais buscando formar uma verdadeira rede de comunidades são o caminho para realizar, de forma mais efetiva, esse encontro com Cristo, que está presente “onde dois ou mais se reúnem em seu nome”. Não é fácil passar de uma pastoral centralizada na Matriz e Capelas, onde os fiéis vão buscar a oração e o atendimento, para uma ParóquiaComunidade de Comunidades, espalhadas por todo o seu território, servindo a todos e dando frutos de caridade. Mas, adverte o Documento de Aparecida, “ninguém pode se isentar de dar esses passos”. (cf DGAE, 101). Quero incentivar nossos leitores, e também os Conselhos Paroquiais da Ação Evangelizadora, em comunhão com seus párocos, a considerar, neste mês, algumas iniciativas nesta linha do crescimento dos grupos e pequenas comunidades nas Paróquias e Capelas. Aí vão algumas sugestões:

1.Que tal incentivar, a partir das

Redatores: Dom João Bosco Barbosa de Sousa Dom Walter Michael Ebejer Ana Letícia Sebben Geraldo Pereira Pe. Mário Fernando Glaab Pe. Charles Borg Pe. Frei Pedrinho Pe. Antônio Coelho (Portugal) Pe. Joviano Salvatti Francisco Marcelo S. de Lara

Novenas de Natal, a formação dos pequenos grupos (de sete a dez famílias), com o intuito de continuar como grupos permanentes. Nossa diocese já teve muito mais Grupos de Reflexão Permanentes, hoje inativos. 2. A setorização da Paróquia pode ter como ponto de partida as Capelinhas, ou outras formas de associação, como os movimentos e atividades comunitárias. 3. Os ministros, catequistas, equipe missionária, lideranças jovens e outros que tiveram chance de uma formação doutrinal mais ampla, sejam convidados a coordenar e acompanhar novos grupos, sendo fermento para o crescimento da comunidade. 4.Os movimentos e grupos de espiritualidade não se fechem somente entre seus próprios membros, mas procurem abrir-se à comunidade toda, numa fecunda integração e participação. 5. Uma reunião de representantes e animadores dos grupos, com orientações práticas e o registro dos locais e número de participantes dos grupos, ajudará no aprimoramento e no crescimento dessa forma de ser ParóquiaComunidade de Comunidades. . O Regional Sul II planeja preparar, para o início do próximo ano, mais exatamente para a o tempo da Quaresma, uma nova publicação com roteiros de encontros para os pequenos grupos, que devem se sentir motivados a continuar nesse caminho proposto pela nossa Igreja. Aproveitar o momento da graça, unir fé e vida, participar de corpo e alma, ouvir e corresponder ao apelo de Cristo, é isso que peço a Deus para as nossas comunidades. por:

Dom João Bosco Barbosa de Sousa Bispo diocesano dbosco@dbosco.org

O Estrela Matutina adota o novo acordo ortográfico da língua portuguesa. Revisão: Fahena Porto Horbatiuk Diagramação e arte final: Ana Letícia Sebben Impressão: Helvética Composições Gráficas Ltda. estrela@dioceseunivitoria.org.br


edição 165

Crônica www.dioceseunivitoria.org.br

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Notícias e atividades da Diocese de União da Vitória

outubro de 2011 1 a 08 de outubro de 2011 – A Semana Nacional da Vida e o Dia do Nascituro foram lembrados no portal da Diocese e também na primeira página do Estrela Matutina. Os textos de reflexão e cartazes foram distribuídos na reunião do Clero, com sugestões para que as paróquias pudessem celebrar esse evento com proveito. 2 de outubro de 2011 – São Francisco de Assis foi comemorado na Associação Casa de Apoio Restauração Divina (ACARDI) reunindo Frades e Irmãs, Seculares, Jovens franciscanos, além de benfeitores e amigos daquela instituição. A tradicional bênção dos animais do campo e de estimação foi feita, sob os olhares alegres dos idosos e enfermos acolhidos no Abrigo. Houve missa e procissão com a imagem do Santo, em meio à natureza exuberante que circunda a casa. Um lanche, partilhado entre os benfeitores e internos, bem ao gosto da simplicidade franciscana, foi servido no final. 6 de outubro de 2011 – Os secretários e secretárias paroquiais tiveram o seu segundo encontro do ano, nas dependências do Seminário Diocesano, dividindo o tempo entre oração, orientação sobre as Diretrizes da Evangelização e questões administrativas. Participaram os Padres Cláudio Braciak e Sidnei José Reitz, e também as secretárias da Cúria, Rose B. Lau e Rita de Cássia Schwab. Os encontros semestrais, além de passar informações e orientações importantes, permitem aos funcionários das paróquias um entrosamento fraterno, necessário ao bom desempenho de suas funções. 12 de outubro de 2011 – As oito paróquias de União da Vitória, em conjunto, pela segunda vez, prepararam a homenagem para a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, com procissão saindo da Catedral, e Missa no Ginásio Isael Pastuch. A procissão e a missa foram transmitidas pela Rádio Educadora. Dom João Bosco, recém-chegado da Polônia, presidiu a celebração. 15 a 16 de outubro de 2011 – Foi preparado um ELMI (Encontro de formação de Líderes Missionários Infantis) para os pequenos coordenadores da Infância missionária,

As crianças e coordenadores no Radinho para coroinhas, que aconteceu na Casa de Formação Cristã, nos dias 22 e 23 de outubro.

da Diocese de União da Vitória. O encontro contou com a presença de 38 participantes, entre crianças e assessores. O ELMI, foi assessorado pela Assessora da Infância e Adolescência Missionária do Regional Sul II, Elaine Machado. As Santas Missas foram presididas por Pe. Frei Pedrinho, no sábado, e pelo bispo Diocesano Dom João Bosco, no domingo. 17 a 18 de outubro de 2011 – Reuniuse na Casa de Retiros do Mossunguê, em Curitiba, a Presidência do Regional Sul II e os Coordenadores Diocesanos da Ação Evangelizadora. Da nossa diocese participaram Dom João Bosco, como Presidente do Regional e o Pe. Sidnei José Reitz, como Coordenador Diocesano. Foram feitos encaminhamentos da Assembleia do Povo de Deus, e também um estudo sobre a atuação dos Coordenadores Diocesanos e do Secretariado Regional. Já em função o novo Secretário, na pessoa do Pe. Mário Spaki, de Ponta Grossa. Foi muito lembrado o Pe. Reginaldo Lima, que por dois meses exerceu a função de Secretário do Regional, falecido no dia 14 de outubro, em Maringá.

Pe. Reginaldo Lima

20 de outubro de 2011 – Uma palestra na 11ª Jornada da Pastoral da Saúde levou Dom João Bosco a Concórdia, SC. O evento, promovido anualmente pelo Hospital São Francisco, dirigido pelos Padres Camilianos, reuniu cerca de mil participantes. Dom João Bosco anunciou como tema: “Evangelho Urgente! a Vida corre Perigo”, ligando a ética ambiental e o valor da vida com as “urgências da evangelização”, segundo as Diretrizes da CNBB.

25 a 27 de outubro de 2011 – Dom João Bosco participou do Conselho Permanente da CNBB em Brasília, juntamente com outros Presidentes e representantes dos Regionais e também os bispos das Comissões Episcopais de Pastoral da CNBB. Esta última reunião do ano já tem como preocupação traçar a pauta da Assembleia Geral dos Bispos, que está marcada para os dias 18 a 27 de abril próximo, em Aparecida.

22 e 23 de outubro de 2011 – Coroinhas Servos do Amor de Deus na Igreja, esse foi o tema do Radinho para coroinhas, que aconteceu na Casa de Formação Cristã sob coordenação das Irmãs Mensageiras do Amor Divino (MAD) e dos leigos MAD, de Curitiba. No sábado, Pe. Frei Pedrinho celebrou a Santa Missa. No domingo, o bispo Dom João Bosco esteve presente no encontro, celebrando a Santa Missa.

27 de outubro de 2011 – A Reunião Mensal do Clero, do mês de outubro, foi transferida de São Mateus do Sul para General Carneiro. O objetivo foi facilitar a presença do assessor convidado, Mons. Matthias Jacobus Andreas Ham, Mestre em Teologia Espiritual e Psicologia Clínica, pela Pontifícia Universidade Gregoriana, de Roma. Mons. Matthias tem trabalhado com a formação dos novos padres e também aspectos psicoespirituais da vida presbiteral.


4 Artigo

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Calendário das atividades de dezembro 03 03 04

- 09h, Crismas na Paróquia de General Carneiro - 19h, Crismas na Paróquia de Santo Antonio do Iratim - Encontro de Confraternização e encerramento das atividades dos Serranos de União da Vitória, em São Mateus do Sul 10 - 15h, Crismas na Paróquia de Mallet 10 e 11- MAD, Confraternização e Retiro de Compromissos dos Missionários Diocesanos, na CFC 11 - 09h, Crismas na Paróquia de Paulo Frontin 11 - 15h, Crismas na Paróquia do Limeira 11 - 19h, Crismas na Paróquia do Rocio 15 - Confraternização do Clero 16 - 19h, Crismas na Paróquia N. Sra. do Perpétuo Socorro, em São Mateus do Sul 17 - 09h, Crismas na Paróquia N. Sra. do Perpétuo Socorro, em São Mateus do Sul 17 - 15 e 19h, Crismas na Paróquia São Mateus 18 - 09 e 15h, Crismas na Paróquia de Vila Nepomuceno, em São Mateus do Sul 18 - 19h, Crismas na Paróquia de Antonio Olinto 21 - Reunião da Pastoral da Criança, setor 280, em U. da Vitória 25 - Natal

Aniversariantes de dezembro 08 08 08 08 10 11 13 13 19 20 26 27

- Nascimento de Dom João Bosco Barbosa de Sousa - Ordenação do Pe. Ermildo Vicente Krasovski - Ordenação do Pe. José Chipanski - Ordenação do Pe. Silvano Surmacz - Ordenação do Pe. José Levi Godoy - Ordenação do Pe. Maximino Vicenci - Nascimento do Pe. Fabiano Bulcoski - Nascimento do Pe. José Chipanski - Nascimento do Pe. Zdzislaw Nabialczyk - Ordenação do Pe. Ivo Jablonski - Nascimento do Pe. Emílio Bortolini Neto - Ordenação do Pe. Emílio Bortolini Neto A todos os aniversariantes de novembro e dezembro as nossas orações e o desejo de muita paz, saúde e alegria.

Nossos irmãos falecidos Todos nós, com maior o menor intensidade, lembramos de nossos parentes, amigos e conhecidos que já não estão mais conosco: os falecidos. Isso é próprio de cada ser humano; aliás, se estamos na história é porque tantos outros influenciaram nessa própria história. Ninguém cai do céu como um meteoro, mas vem por sua família, por seus antepassados. Mesmo sabendo que viemos de Deus e a Deus retornaremos, sabemos também que Deus nos deu e dá a vida, junto, e por meio dos demais seres humanos. A lembrança que temos de nossos defuntos não fica no abstrato, mas nos leva a expressões bem concretas. Os cemitérios são confirmação disso. Contudo, não somente eles. Quem de nós não cultiva a memória de seus entes queridos mortos guardando lembranças deles, como fotografias, objetos que eram seus e, principalmente, rezando por eles? Entre nós católicos, o costume de oferecer missas pelos falecidos está muito enraizado. No Dia dos Finados, dois de novembro, ao visitar as sepulturas dos falecidos, levando flores e coroas, todos fazem orações; fazem memória do que era a vida com eles e, o que é a união em Cristo também hoje. As orações e as missas nas intenções dos falecidos se revestem de um sentido único. No imaginário comum, ou da grande maioria dos crentes, as

orações têm por finalidade “lembrar” a Deus de que determinado finado merece o perdão de seus pecados e ser acolhido no céu. Aquele que reza, e mais ainda o que oferece a missa, sente-se como um “advogado”, defensor de alguém que quer receber a recompensa. Nas missas que manda rezar ele traz para o seu lado a paixão, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, para que, assim, contando com esse valor infinito, o pedido ser reforçado e atendido. Não se duvida da boa intenção e do ato caritativo empreendido pelo orador e pedinte. Mas não seria possível esclarecer e aprofundar um pouco mais em que poderia consistir uma verdadeira oração pelos mortos? Partindo do princípio de que Deus ama a todas as pessoas indistintamente, e que quer que todos se salvem, será necessário lembrar a Ele de que não deve esquecer-se dos nossos queridos falecidos? Não deveríamos ir um pouco além e, entregá-los, de nossa parte, totalmente nas mãos desse Deus que é amor infinito? O que poderia ser concretamente essa entrega? Sem dúvida, Deus é o primeiro interessado na salvação de todos os seres humanos. Ele faz tudo para ter todos e cada um sempre consigo. O que impede, de nossa parte, a acolhida da salvação de Deus em toda a sua plenitude, é a nossa finitude, a nossa incapacidade de corresponder com amor sem reservas ao amor total de Deus. Então, ao rezar

por alguém ou fazer memória dele, muito mais do que lembrar a Deus o que lhe convém fazer pelo defunto, aquele que ora deve dispor-se a, na comunhão com todos os seres humanos, especialmente com os falecidos, vencer os obstáculos das limitações e lutar para construir uma realidade mais conforme os desejos do próprio Deus. Isso é, concretamente, trabalhar para que a maldade diminua e que o bem aumente. Rezar por um falecido pode consistir em assumir o compromisso de continuar as lutas que ele enfrentava; melhorar o que ele não conseguiu levar a termo: sanar as consequências de seus erros e aperfeiçoar suas virtudes. A oração propriamente dita consiste apenas no momento em que esse compromisso é atualizado, mas não se restringe ao momento, somente. Como verdadeiro gesto de amor para com o ente já falecido, nada melhor que seguir seus bons exemplos, levando-os adiante; fazendo-os melhor ainda, e ser grato por tudo. Mas, e as missas em sufrágio dos defuntos? Nada contra; tudo a favor! Bem entendido, todavia. Na celebração eucarística, em Jesus Cristo e com Jesus Cristo, fazemos memória de toda a nossa história – passada, presente e futura – e a apresentamos ao Pai. Nessa memória, justamente por ser em Jesus Cristo, oferecemos a Deus o que de melhor temos: a doação total de Jesus de Nazaré para que o mundo tenha vida. O importante é estar ciente de que nós

estamos juntos com Ele ao oferecer o melhor (de nada adianta “mandar rezar uma missa” se não se participa dela verdadeiramente!). Somos envolvidos no mistério de amor de Cristo e, nele também podemos amar, pois ele é o caminho que nos conduz ao verdadeiro amor. Quando então, durante a Eucaristia, trazemos para a memória os defuntos, estamos comungando em Cristo também com eles. Aproveitamos o momento de especial comunhão de amor para nos enriquecermos todos na acolhida do amor de Deus. Participando com os finados do mistério da entrega total de Cristo – amor até as últimas consequências – dispomo-nos de modo único, a construir um único corpo, o Corpo de Cristo, também com os que já partiram. Portanto, ao visitar os cemitérios pela passagem do Dia dos Finados, ao contemplar as cruzes plantadas nas sepulturas, lembremo-nos de rezar por todos os falecidos; mas lembremo-nos também que rezar é muito mais do que repetir palavras – é compromisso de vida. Lembremo-nos também que as cruzes, na sua simbologia, vão além da morte e que apontam para a vitória do amor, a Ressurreição; ou ainda, a acolhida nos braços do Pai.

por:

Pe. Mário Glaab


edição 165

Série Conversões www.dioceseunivitoria.org.br

Série: Conversões para o Catolicismo - nº 49

A Conversão de Guillermo Marquez De homossexualidade convicta à fidelidade moral Católica “Courage International” é o nome de uma organização para o apostolado e ministério católico visando ajudar pessoas que se sentem atraídas para outras do mesmo sexo. A finalidade desse ministério é para ajudar os associados a viver uma vida casta apesar de sua condição moralmente ambígua, segundo os ensinamentos da Igreja Católica acerca da homossexualidade, chegando assim a dedicar sua vida a Cristo mediante seu serviço em favor dos outros. Essa organização “Courage International”, se encontra estabelecida em diversos países, especialmente nos Estados Unidos. O ramo de língua espanhola, que tem base operacional em Cuernavaca, Morelos, abraça os países de cultura espanhola, portanto denominada “Courage Latino”. Essa inclui o México, EL Salvador, Guatemala, Argentina, Colômbia, Espanha e Venezuela. O coordenador de “Courage Latino”, no estado mexicano de Queretaro, é Guillermo Marquez. Numa entrevista que deu a “Catholic News Agency”, ele relatou a historia de sua conversão. Sua Vida Pretérita Ele confessou que anteriormente, ele estava associado a um grupo formado de homossexuais que advogava o casamento gay, entre pessoas homossexuais do mesmo sexo, portanto, frontalmente contra a doutrina da Igreja acerca da homossexualidade. Entretanto, aos poucos, ele começou a perceber que não podia sentir-se em paz com Deus e com a Igreja, enquanto vivesse ativamente sua homossexualidade. Marquez confessa: “Deus, por meio do aconselhamento que me foi dado por

alguns sacerdotes meus conhecidos, levou-me a reconhecer que a vida sexual ativa, até com uma única pessoa do mesmo sexo, não podia me tornar feliz”. Ele continua narrando que, aos poucos, começou a perceber que quanto mais conseguia cortar relações homossexuais que cultivava, tanto mais se sentia feliz, em paz consigo mesmo. Exatamente isso que o induziu aos poucos a sentir-se obrigado a viver uma vida casta, apesar das dificuldades que enfrentava. Caminho para a normalidade Em seguida, Guillermo começou a amadurecer espiritual e emocionalmente. Após ter participado de um retiro espiritual, sentiu que precisava começar nova vida. Admite Marquez: “Esse retiro era-me muito importante, porque enquanto estava em pleno caminho espiritual, na descoberta da castidade, o retiro foi ocasião para finalmente descobrir o que estava buscando; de fato, encontrei o apostolado do “Courage Latino”, formado por pessoas de um mesmo ideal e aspirações que eu tinha: de chegar a crer em Cristo e em sua Igreja”. Portanto ele se associou à “Courage Latino” que o convenceu que a Igreja Católica não rejeita ninguém, nem afasta as pessoas homossexuais. Ele se convenceu de que perante a Igreja pessoas homossexuais são apenas pessoas com uma atração para outras do mesmo sexo. Os dois caminhos Marquez afirma: “Conheço os dois caminhos, sei que o caminho assim chamado estilo de vida «gay» não consegue tornar ninguém contente com

sua vida. Esse caminho é de tal natureza repleta de falta de segurança, medo, insatisfação, profundo vazio interior, raiva, e, em muitos casos, promiscuidade, adição sexual, pornografia, drogas e álcool, e uma insaciável busca da felicidade amorosa, mediante relacionamentos que levem para lugar nenhum. Marquez insiste em deixar claro que “Courage Latino” condena radicalmente qualquer forma de discriminação social injusta, abuso, ofensa ou agressão contra pessoas homossexuais: atitude que jamais pode ser tolerada em nenhum grupo, mais ainda entre os cristãos. “Courage Latino” é fiel ao ensinamento da Igreja Católica, e nos ajuda a vivermos uma vida cristã melhor e mais santa. Fonte – Lehen is-Sewwa, Malta - 30 de abril de 2011, pág. 03. traduzido por:

Dom Walter Michael Ebejer, O.P. Bispo emérito de União da Vitória

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Vocação: “um dom para servir” Há muitos que confundem vocação com profissão. Os dois conceitos, porém, são distintos. A profissão, de fato, tem sua origem na escolha da pessoa que busca uma realização profissional, a partir de suas inclinações, capacidades e estudos. A vocação é, em vez disso, antes de tudo, um convite que Deus faz à liberdade pessoal, como aprendemos das histórias vocacionais presentes na sagrada escritura. Nelas recorrem sempre os refrãos “não tenhais medo” ou “eu estarei contigo”, como demonstração do fato que quem chama, no caso Deus, se compromete plenamente com quem é chamado, isto é, a pessoa ou o povo todo. Na visão bíblica, há também toda uma série de circunstâncias e pessoas que permitem o acontecer de uma vocação, que, sem perder sua origem do alto, ao mesmo tempo, não recusa servir-se dos fracos instrumentos desta terra. O anúncio do evangelho precisa de evangelizadores, a messe precisa de operários, a missão se faz, sobretudo, com homens e mulheres consagrados por toda a vida à obra do evangelho, dispostos a ir a todo mundo, para levar a salvação. “Como o pai me enviou, eu também vos envio” (Jô 20,21), disse Jesus. A iniciativa é sempre de Deus. Vai-se em nome dele e por um projeto que não é nosso: construir “novos céus e nova terra” em todos os povos e culturas, por meio do anúncio, do diálogo religioso e da promoção humana. “Acolha o chamado de Deus em sua vida, respondendo com generosidade; eis-me aqui, Senhor, pra fazer tua vontade”. por:

Valdeni J. P. dos Santos 1° ano de Filosofia


6 Artigo

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Série: A Família e a atual problemática - nº 24 2ª parte

Filhos de Divorciados – profundamente lesados Pareceres de psicólogos e peritos sobre os efeitos negativos do divórcio Testemunhos tirados de um Relatório publicado pelo “Center for Marriage and Families” do New York Institute for American Values. Nesta edição, publicamos a segunda parte do artigo.

Um Grupo de Professores das Universidades de Pensilvânia e Nebraska (USA), conduziram suas pesquisas com 1.500 meninos e meninas, filhos de divorciados que tinham entrado em segundas núpcias. O que foi que encontraram? 1) Que os filhos ficam traumatizados quando são transferidos de um progenitor para outro, ou, como nos expressamos vulgarmente, ficam que nem uma bola de fogo, que passa de uma mão para outra. 2) Quando crescerem, tornam-se as pessoas mais propensas a sofrer de ansiedade e depressão. 3) Essas se tornam expostas ao risco de repetirem as experiências conjugais negativas vividas por seus próprios pais, ao apressarem seu casamento, e ainda seu divórcio. Os Professores Furstenberg e Cherlin Resultou de seus estudos que 15% dos filhos de casais divorciados, antes de alcançarem a idade de 18 anos presenciaram seus progenitores casarem de novo; portanto esses filhos não ficam conhecendo o que é a estabilidade matrimonial. E o que presenciaram, assim, eles mesmos imitarão.

A Psicóloga Emily Coles Wagner

Confusão Sexual

“A ideia que o segundo casamento pode dar mais certo do que o primeiro é uma ilusão e fábula. Pode, sem dúvida, haver exceções, porém os motivos e as razões que fracassaram o primeiro casamento, vão se repetir e chegam a fracassarem o segundo matrimônio”.

- Os adolescentes provenientes de famílias não integrais passam a ter um risco maior de se lançarem ao sexo e ao sexo desenfreado. “Casar de novo apresenta certos riscos quanto ao direcionamento e monitoramento eficaz dos comportamentos juvenis e à transmissão de valores que desencorajam os relacionamentos sexuais precoces”.

Professor Psicólogo Lary Bumpass da Universidade de Wisconsin (USA) “Trinta e sete por cento das segundas núpcias (dos divorciados) se desintegram num período de dez anos, porque o divórcio se torna hábito”. Do Relatório publicado pelo “Centre for Marriage and Families”, que faz parte do “New York Institute for American Values”. - O relatório se chama “As estruturas familiares e resultados da educação das crianças” declara que as crianças que foram criadas em famílias onde não havia ambos os genitores casados, futuramente vão manifestar conduta negativa em cinco áreas: a) Na escola: “Separação marital está associada a uma incidência mais elevada de uma conduta antissocial dos rapazes nas salas de aulas. Estudantes desse tipo de família se ausentam da escola e se afastam da escola cedo”. b) Fumo, álcool e drogas: Adolescentes provenientes de tais famílias são mais propensos a se jogarem no fumo, nas drogas e no consumo de álcool. A pesquisa mostra, de outro lado, que quanto maior for a coesão entre filhos e pais, maior se manifesta a força coibidora do fumo e de drogas.

Delinquência “Ser criado numa família de um só genitor, ou com um padrasto ou madrasta, quando se tem apenas 10 anos de idade, chega a dobrar as possibilidades de um adolescente ser preso até chegar a 14”. “Meninos provenientes de famílias onde não havia pai biológico, correm maiores riscos de serem arrestados (por terem problemas com a justiça)”. Problemas Psicológicos “As crianças que foram criadas, sem os genitores casados, correm maior risco de ter uma taxa elevada: a) de estresse, b) de depressão, c) de ansiedade, d) de terem uma baixa autoestima quando se tornarem jovens (adolescentes); o divórcio dos pais exerce efeitos negativos durante a infância a adolescência e a vida adulta”. A conclusão da pesquisa acima é uma: Precisa-se fortalecer as Famílias – apoiar o casamento Dr. Michael Katz – um psicólogo clinico em Southfield, Michigan, escreve no “Washington Post” (cf. o “National Catholic Register”, de 11 de março, 2001).

Ele trabalha com filhos de divorciados há mais de 30 anos, e diz: “Essas crianças demonstram quatro comportamentos clássicos de comportamento negativo: 1) são excessivamente mentirosos, 2) alcançam baixo rendimento (na escola), 3) negam a responsabilidade por suas próprias ações, e 4) têm dificuldade para concentração. Elizabeth Marquandt, em seu novo livro “Entre dois mundos: a vida íntima de crianças de divorciados”, dá-nos as seguintes informações: Ela se baseia sobre as pesquisas realizadas pelo Sociólogo Norval Glenn, entre 1.500 crianças mais adultas. Ela mesma fez 70 entrevistas; ela é mãe e perita, formada, no Instituto para os Valores Americanos. Ao ser perguntada pelo “National Catholic Register”, de 18 de dezembro de 2008, se as crianças de pais divorciados, quando adultas, elas mesmas chegam a se divorciarem. Ela respondeu com as estatísticas em mãos: “A taxa de divórcios entre filhos de divorciados, em seu primeiro casamento, é de 60%”. Isso quer dizer que 60% das crianças de pais divorciados quando chegam a casar, elas mesmas se divorciam. - A psicóloga Judith Wallerstien da Universidade John Hopkins ( U.S.A.), fez um estudo, durante os últimos 25 anos, entre 130 meninos e meninas, filhos de casais divorciados; e confessou: “não sei o que acontecerá com eles ao alcançarem a idade de 60; o sofrimento e o medo de um menino de quatro ou cinco anos é tão grande, que deixa uma ferida durante toda sua vida, que às vezes se torna como que um câncer.


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Série Família www.dioceseunivitoria.org.br

Aqui seguem alguns resultados de sua pesquisa: 1) 50% dessas crianças tiveram problemas com drogas e alcoolismo antes de completarem 15 anos. 2) 25% não completaram seus estudos de 2º grau. 3) 40% precisaram de um psicólogo por causa de problemas de identidade. 4) 66% chegaram a se divorciar, como seus genitores. Noruega:- Bjorn Ola Oustad, norueguês, escreveu um artigo no “Malta

Independent”; de 27 de abril de 1997, com o título “O Preço do Divórcio”. Ele começa assim: “Eu venho de um país, Noruega, onde se tornou uma epidemia”. A taxa do divórcio em 1960 era de 10%; hoje está quase 50% (isto no ano de 1997). Observa que o preço que os noruegueses estão pagando por essa situação está-se tornando mais evidente por causa dos efeitos psicológicos, sociais e econômicos. Isso inclui os traumas nas crianças, a

criminalidade, o abuso com drogas, e os custos carregados pelos serviços de apoio social. Após tudo lido, examinando este artigo e refletindo, nós (no Brasil) quem gostaria de ver o divórcio se tornar uma epidemia (estamos próximos)? Como viver numa epidemia de fracassos de matrimônios, com tais problemas afligindo praticamente grande parte da população dos jovens? A sociedade brasileira conseguiria suportar e superar?

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Fonte – Lehen is-Sewwa, Malta 1º de novembro de 2008, pág. 12/13.

traduzido por:

Dom Walter Michael Ebejer, O.P. Bispo emérito da diocese de União da Vitória

Em Assis, com os bispos franciscanos

Dom João Bosco participa da 11ª Jornada da Pastoral da Saúde, em Concórdia, SC

Encontro de Bispos reúne franciscanos, na Itália

Nara Rux / Hospital São Francisco.

PASTORAL DA SAÚDE

Ética ambiental e valor da Vida - foi o tema da 11ª Jornada O Hospital São Francisco, da cidade de Corcórdia, SC, sob a orientação dos Padres Camilianos promoveu, no dia 20 de outubro, mais uma Jornada da Pastoral da Saúde, com mais de mil participantes de todo o Estado de Santa Catarina, e também de outros Estados. Foi a décima primeira edição de um evento ecumênico, que tem por finalidade oferecer formação e orientação para um grande número de voluntários que trabalham em hospitais e grupos paroquiais, servindo e evangelizando os enfermos. O tema desta jornada foi “A ética ambiental e o Valor da Vida”. Também havia um grupo de participantes da nossa Diocese, liderados pelo Pe. Antônio Kolodzieiski, capelão do Hospital Regional. O culto ecumênico, no início, foi realizado sob a presidência do Bispo Diocesano, Dom Frei Mario Marquez, além de pastores, sacerdotes e religiosos, como também o envio dos

servidores da Pastoral Familiar, no final da tarde. A palestra principal foi proferida pelo Superior Provincial dos Camilianos, o Padre Léo Pessini, doutor em Bioética. Dom Frei João Bosco contribuiu com uma palestra intitulada “Evangelho Urgente! A vida corre perigo”, mostrando que a ética ambiental e o valor da Vida declinam, quando o mundo se afasta de Jesus Cristo e do Evangelho. Daí a urgência de evangelizar, como propõem as “cinco urgências” mencionadas nas Diretrizes Gerais da Igreja no Brasil. O programa previa uma outra palestra de Pe. Maximino Vicenci, da nossa diocese, porém, na falta dele, dom João Bosco aceitou colaborar. Muito animados, sob o comando musical de Irmã Lourdes Pessini (tia do Padre Léo) os presentes participaram com alegria, e ouviram os testemunhos vocacionais do Pe. Davi Finger e outros sacerdotes e religiosos.

Os bispos da Ordem dos Frades Menores, do ramo a que pertence Dom João Bosco, são mais de cem, em todo o mundo. E todos foram convidados para um encontro fraterno, na cidade de Assis, bem perto da pequenina igreja que São Francisco conheceu quando estava em ruínas, e reconstruiu com suas mãos, para ali viver junto com seus primeiros companheiros, carinhosamente chamada pelos frades de Porciúncula. O encontro teve a participação de quatro cardeais, uns 60 arcebispos e bispos franciscanos, e aconteceu de 26 a 29 de setembro. Nos dois primeiros dias, o programa previa mais palestras e debates. Entre os palestrantes, estava Frei Giacomo Bini, que foi Superior Geral da Ordem, e outra colocação foi feita pelo Cardeal brasileiro, Dom Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo e até o ano passado Prefeito da Congregação Romana para o Clero. O assunto dos dois conferencistas foi “O Relacionamento entre a Igreja e a Ordem”, visto sob pontos de vista

diversos: Frei Giacomo focou “a Ordem em comunhão com a Igreja”; já dom Cláudio expôs “o que a Igreja espera da Ordem”. Os dois dias seguintes foram de visita aos lugares onde são Francisco viveu: o conventinho de São Damião, onde viveu Santa Clara e suas primeiras irmãs; a Basílica de Santa Clara; Fonte Colombo, onde São Francisco escreveu a Regra; Greccio, onde aconteceu o primeiro presépio, preparado por são Francisco. Entre uma visita e outra, houve celebrações bonitas: na Igrejinha da Porciúncula, na Catedral de Assis, com as Irmãs Clarissas, e, finalmente, em Roma, na Basílica de São Pedro, já encerrando o encontro. Como estamos no ano comemorativo dos 800 anos da aprovação da Regra de Santa Clara, não faltaram homenagens. Assistimos a um belo teatro, um musical intitulado Clara di Dio, apresentado por jovens da cidade de Assis. Ficamos maravilhados.


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Palavra de Vida

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Messe grande

Palavra de Vida

Cristão é quem se faz próximo, mesmo tendo apenas migalhas para oferecer. Importa oferecê-las com carinho.

“Segue-me” (Mt 9, 9)

Admirável lição advém de um grupo de alunos. Reporta-se que estudantes de uma escola em Brasília optaram usar todo dinheiro destinado para realizar a festa da formatura da turma para ajudar na cirurgia de um colega que sofria de uma deficiência visual. Eloquente exemplo de solidariedade e de companheirismo. O gesto do grupo sensibilizou as demais pessoas e entidades envolvidas no tratamento do rapaz. O cirurgião abriu mão de seus honorários. Uma rede de TV custeou o traslado do paciente. A direção do hospital nada cobrou pela internação do jovem. E um laboratório doou as fibras ópticas usadas na cirurgia. O gesto deste anônimo grupo de jovens confirma que, para realizar obras objetivamente benéficas, não são necessárias complicadas articulações. Nem custosas campanhas. Basta um coração sensível e generoso. É relativamente fácil realizar grandiosas obra,s quando se tem prestígio e dinheiro. Admirável mesmo é quando gente simples e com recursos parcos consegue feitos fantásticos. Exemplos não faltam a exaltar esta sensibilidade criativa. Repara-se no sensacional fenômeno alcançado pela Pastoral da Criança. Recorrendo à casca de ovos, frutas e legumes, essa gente voluntária salva a vida de milhares de crianças, não somente no Brasil, mas pelo mundo afora. Tão simples que parece iniciativa banal, mas, objetivamente, genial. A genialidade não está somente no invento, mas principalmente na capacidade de compadecer-se do outro, a ponto de querer fazer algo substancial por ele. Na origem está a convicção na capacidade que cada um possui para enfrentar desafios, mesmo que pareçam insuperáveis. É livrar-se da equivocada mentalidade de que grandes desafios se resolvem com mirabolantes milagres. Essa ilusão induz muita gente acomodar-se. Como milagres não acontecem sob encomenda, muita gente se contenta em lamentar-se, justificando sua indiferença, alegando falta de verba e de apoio. É fato, a compaixão legítima é criativa. Profundamente incomodada, a alma compassiva quer tornar melhor a vida de quem sofre. Põe a mão na massa e age. Com tenacidade busca e encontra a solução adequada. Quantos feitos heroicos registrados na história remetem a começos humildes, humanamente sem expressão e

visibilidade. O próprio cristianismo nasceu na Galileia, região pobre e menosprezada pelos próprios judeus, e a partir de um grupo de pescadores, que não passariam pelo mais elementar teste de seleção. Passa o mundo por grandes e doídos desafios. Sente-se a urgência de soluções eficientes e saídas rápidas. Simultaneamente, percebe-se, vigorosamente difusa, a equivocada mentalidade de que a solução está com os outros, com os governos, com os donos do dinheiro. Claro, as autoridades, em todos os níveis, têm as suas responsabilidades e graves deveres. No entanto, transferir para outros a solução dos desafios é cômodo demais. Cada cidadão deve sentir-se responsável pelo destino do irmão. É a mensagem fundamental, de resto, da vida nova pregada pelo Senhor Jesus. É nova no sentido de uma radical guinada em favor do semelhante, um comprometimento que nunca se esgota. Esse interesse genuíno e desinteressado pelo outro é o maior contributo, o grande sinal que o cristianismo deve dar à humanidade. Cristão é quem se faz próximo, mesmo tendo apenas migalhas para oferecer. Importa oferecê-las com carinho. É o genuíno interesse que cura o outro, que renova e salva sua vida. A conclusão é lógica demais. Indigesta. Os desafios continuam ingentes e multiplicando-se, porque a maioria das pessoas prefere ficar na indiferença. Tem ouvidos, mas prefere não ouvir os clamores dos outros. O dogma maior da cultura moderna é cuidar de si. O outro que se arranje. Aquela turma de anônimos alunos enxergou diferente. Compadeceu-se e partiu para a ação. Migalhas possuíam, mas as colocaram, sem remorso, à disposição do colega. Devolveram-lhe a vista, principal e incalculável benefício. Sua comovente solidariedade os levou a realizar uma obra que ultrapassa suas parcas economias mas, certamente, fez com que saboreassem uma alegria que jamais caducará. Criativa e eficaz é a genuína compaixão! por:

Por Chiara Lubich

Enquanto saía de Cafarnaum, Jesus viu um cobrador de impostos chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos. Mateus exercia um trabalho que o tornava odioso aos olhos do povo e o igualava aos agiotas e exploradores, que se enriquecem às custas dos outros. Os escribas e os fariseus colocavam-no no mesmo nível dos pecadores públicos, tanto que censuravam Jesus por ser “amigo de publicanos e de pecadores” e por comer com eles (cf. Mt 11,19; 9,1011).

Foi numa manhã gelada de inverno, em Trento, Itália. Minha mãe pediu à minha irmã caçula que fosse buscar o leite, a dois quilômetros de casa. Mas fazia frio demais, e ela não teve coragem. Também minha outra irmã recusou-se a ir. Então eu me adiantei: “Mamãe, eu vou!” Ao dizer isso, peguei a garrafa e saí. A meio caminho aconteceu um fato especial: tive a impressão de que o Céu se abrisse e que Deus me convidasse a segui-lo. “Entregue-se inteiramente a mim”, é o que percebi no coração.

Contrariando toda convenção social, Jesus chamou Mateus a segui-lo e aceitou o convite para almoçar na casa dele, como faria mais tarde com Zaqueu, chefe dos cobradores de impostos de Jericó. Quando pediram que Jesus explicasse essa atitude, Ele disse que viera para curar os doentes e não os que têm saúde, e que viera chamar não os justos, mas os pecadores. Também dessa vez seu convite era dirigido justamente a um deles:

Era o chamado explícito, ao qual quis responder imediatamente. Falei sobre isso com o meu confessor, que permitiu a minha doação a Deus para sempre. Era o dia 7 de dezembro de 1943. Nunca serei capaz de descrever o que se passou no meu coração naquele dia: Eu tinha desposado Deus! E Dele eu podia esperar tudo.

“Segue-me!” Jesus já havia feito esse chamado a André, Pedro, Tiago e João, às margens do lago. O mesmo convite Ele dirigiria depois, com outras palavras, a Paulo, na estrada de Damasco. Mas Jesus não se limitou àqueles chamados; no decorrer dos séculos, Ele continuou a chamar para si homens e mulheres de todos os povos e nações. E chama ainda hoje: Ele passa pela nossa vida, encontra-nos em diferentes lugares, de diferentes modos, e faz-nos ouvir novamente o seu convite a segui-Lo. Jesus chama-nos a estar com Ele, porque deseja estabelecer um relacionamento pessoal; ao mesmo tempo, convida-nos a colaborar com Ele no grande projeto de uma nova humanidade. Ele não se importa com as nossas fraquezas, os nossos pecados, as nossas misérias. Ele nos ama e nos escolhe do jeito que somos. É o seu amor que nos vai transformar e dar forças para responderlhe e a coragem para segui-lo, como aconteceu com Mateus. E, para cada um de nós, Ele tem um amor particular, um projeto de vida e um chamado. É algo que percebemos no coração por meio de uma inspiração do Espírito Santo, ou mediante determinadas circunstâncias, ou por um conselho ou orientação de alguém que nos quer bem... Embora se manifeste nos modos mais diferentes, a mesma palavra continua ecoando:

Pe. Charles Borg

“Segue-me!” Essa palavra não se refere apenas ao momento em que decidimos a nossa opção de vida. Dia após dia, Jesus continua a dirigi-la a nós. “Segue-me!”: é o que Ele nos parece sugerir diante dos deveres cotidianos mais simples; “Segue-me!”, naquela provação a ser abraçada, naquela tentação a ser superada, naquele serviço a ser executado… Como podemos responder concretamente ao seu apelo? Fazendo o que Deus quer de nós no momento presente, pois cada instante contém sempre uma graça especial. O nosso empenho para este mês, portanto, será entregar-nos à vontade de Deus com decisão; doar-nos ao irmão e à irmã que devemos amar; doar-nos ao trabalho, ao estudo, à oração, ao repouso, à atividade que temos de desempenhar. Será aprender a escutar, no profundo do coração, a voz de Deus que fala também pela voz da consciência, dispostos a sacrificar tudo para atuar naquilo que Ele deseja de nós, em cada momento, e que essa voz nos revelará. “Faz que te amemos, ó Deus, não só cada dia mais – porque podem ser pouquíssimos os dias que nos restam –; mas faz que te amemos em cada momento presente, com todo o coração, toda a alma e todas as forças, naquilo que é a tua vontade”.

“Segue-me!”

Vigário geral da diocese de Araçatuba charlsbg@terra.com.br

Lembro-me de quando também eu percebi esse chamado de Deus.

Esse é o melhor sistema para seguir Jesus.


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Fatos em Fotos

Estrela Matutina

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DOM JOÃO BOSCO, NA POLÔNIA

Dez dias para conhecer um pouco da cultura e das paisagens da Polônia, berço de muitas das famílias da Diocese de União da Vitória e região Estando já na Itália, para o encontro dos bispos franciscanos, ficou mais fácil acolher ao convite dos Padres da Sociedade de Cristo, que atuam em quatro paróquias da nossa Diocese (Santana, Cruz Machado, Mallet e Rio Claro do Sul). O Superior Provincial, Pe. Casimiro Dlugosz, foi quem preparou o roteiro, aproveitando as suas férias na Polônia, e proporcionou a Dom João Bosco um programa de visitas que mostrasse a cultura, a religiosidade, e também as belezas naturais do país.

- Kracóvia, que foi a arquidiocese onde trabalhou Papa João Paulo II, ali fica também o Santuário da Divina Misericórdia, devoção inspirada por Santa Faustina Kowalska;

Lichen, o Santuário da Santa Cruz, onde há uma relíquia que seria de fato um pedaço da Cruz de Cristo, o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, com belos entalhes de madeira, próximo de Zakopane.

As principais cidades Como eram poucos dias, as cidades visitas foram apenas: - Varsóvia, a capital; - Poznan, onde fica a Sede Geral da Congregação da Sociedade de Cristo;

Celebração no Santuário da Misericórdia

- Zakopane, cidade turística nas montanhas do sul da Polônia;

- Czestochowa, onde se encontra o grande Santuário de Nossa Senhora de Monte Claro;

Familiares do Pe. Cassimiro Belezas naturais O outono traz à paisagem o amarelo e o vermelho das folhas que começam a secar e cair das árvores, formando um colorido muito bonito, diferente da nossa paisagem tropical.

Zakopane

Dom João Bosco celebrando no Santuário de Monte Claro

- e, por fim, Kielce, a cidade natal do Padre Casimiro, onde moram seus pais e estão muitos de seus amigos de infância. Ali estava também, nos últimos dias de férias, o Pe. Zdzislaw, pároco de Santana, Cruz Machado. A partir destas cidades, outros lugares foram visitados, como grande Santuário Mariano de

Cores de Outono


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Estrela Matutina

Fatos em Fotos

www.dioceseunivitoria.org.br FESTA FRANCISCANA NA ACARDI

PROJETO SAVES DIOCESANO

Frades e amigos celebram padroeiro São Francisco de Assis

Kairós acontece em mais duas paróquias da diocese

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Jovens da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Rio Azul O dia 2 de outubro foi de festa e alegria na Acardi, quando amigos, benfeitores, familiares, voluntários, a juventude franciscana e os frades das Acardi I e II celebraram o dia de São Francisco de Assis. A festa começou com a Santa Missa, acompanhada por uma procissão que seguiu até a entrada do abrigo, onde foi inaugurado um novo ambiente com uma imagem de São Francisco de Assis. Como de costume, a comunidade presente levou seus animais de estimação para receberem a bênção franciscana. A festa foi encerrada com uma confraternização compartilhada por todos que levaram lanches para serem divididos, gerando unidade e comunhão entre a comunidade de amigos.

Aconteceram o 7º e 8º KAIRÓS, nas Paróquias São João Batista, em São do Triunfo, dia 02, e na paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Rio Azul, dia 9. Reuniram-se os integrantes dos grupos de jovens de toda a paróquia, no salão paroquial para mais um encontro animado pela banda SAVES. Os encontros iniciaram às 9h, com a Santa Missa presidida pelos párocos. Depois, algumas dinâmicas foram preparadas para animar ainda mais o encontro e gerar interação entre os jovens, além de palestras ministradas pelos seminaristas que coordenam o projeto Saves diocesano. O encontro contou aproximadamente, nas duas paróquias, com 380 jovens.

REUNIÃO DE SECRETÁRIOS PAROQUIAIS

Secretários paroquiais recebem orientações sobre Ação Evangelizadora Como o costume, aconteceu na última quinta-feira, dia 6, a segunda reunião anual das secretárias. Após a boa vinda a todos os representantes, vindos de quase todas as paróquias da diocese e um momento de oração guiado pelo padre Cláudio Braciak, as secretárias e secretários receberam orientações sobre a administração das paróquias, especialmente sobre as novas Diretrizes da Ação Evangelizadora.

Sidnei José Reitz, a secretária da Cúria, Rose Burzinski Lau, falou sobre o IPVA. Logo após o almoço, a secretária da Cúria, Rita de Cássia Schwab, repassou alguns comunicados, discutiu sobre as principais dificuldades encontradas nas secretarias paroquiais e explicou, sanando dúvidas, sobre certidões negativas necessárias, documentos da Receita Federal, fundo de garantia, INSS, entre outros assuntos.

Após as orientações da manhã, com o Pe.

Na foto, Pe. Sidnei fala aos secretários paroquiais.

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Ano da Fé www.dioceseunivitoria.org.br

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Papa Bento XVI anuncia que Ano de 2013 será o “Ano da Fé” Em uma Carta Apostólica, o Papa Bento XVI anunciou a sua decisão de proclamar um “Ano da Fé”, com início em 11 de outubro de 2012 e o término na Festa de Cristo Rei, em 24 de novembro de 2013. A finalidade, a oportunidade, e o modo de celebrar este ano, ele o expõe nesta carta, intitulada “Porta Fidei” (A Porta da Fé), datada de 11 de outubro passado. Daqui a um ano, no dia 11 de outubro de 2012, se celebra o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II, e também os 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica. Ainda naquele mês de outubro, estará acontecendo o Sínodo dos Bispos, que terá como tema “A Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã”. Não se trata de oportunismo repentino, dada a grande vaga de ateísmo que assola o

· A PORTA DA FÉ (cf. At 14, 27), que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma. Atravessar esta porta implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira. Este caminho tem início no Baptismo (cf. Rm 6, 4), pelo qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e está concluído com a passagem através da morte para a vida eterna, fruto da ressurreição do Senhor Jesus, que, com o dom do Espírito Santo, quis fazer participantes da sua própria glória quantos crêem n'Ele (cf. Jo 17, 22). Professar a fé na Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – equivale a crer num só Deus que é Amor (cf. 1 Jo 4, 8): o Pai, que na plenitude dos tempos enviou seu Filho para a nossa salvação; Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mistério da sua morte e ressurreição; o Espírito Santo, que guia a Igreja através dos séculos enquanto aguarda o regresso glorioso do Senhor. Por que um Ano da Fé? ·O Papa afirma que já trazia no coração esse desejo de propor uma redescoberta do caminho da fé: “Durante a homilia da Santa Missa no início do pontificado, disse: «A Igreja no seu conjunto, e os Pastores nela, como Cristo devem pôr-se a caminho para conduzir os homens fora do deserto, para lugares da vida, da amizade com o Filho de Deus, para Aquele que dá a vida, a vida em plenitude. Sucede não poucas vezes que os cristãos sintam maior preocupação com as consequências sociais, culturais e políticas da fé do que com a própria fé, considerando esta como um pressuposto óbvio da sua vida diária. Ora um tal pressuposto não só deixou de existir, mas frequentemente acaba até negado”. “Pareceu-me que fazer coincidir o início do Ano da Fé com o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II poderia ser uma ocasião propícia para compreender que os textos deixados em herança pelos Padres Conciliares, segundo as palavras do Beato João Paulo II, «não perdem o seu valor nem a sua beleza. É necessário fazê-los ler de forma tal que possam ser conhecidos e assimilados como textos qualificados e normativos do Magistério, no âmbito da Tradição da Igreja. Sinto hoje ainda mais

mundo, sobretudo a Europa. Com sua estatura espiritual e intelectual privilegiada, o papa sabe que esta etapa da história do mundo, e da cultura, que em muitos aspectos se opõe à fé, tem raízes profundas que, há meio século, o Concílio Vaticano II procurou compreender e encontrar respostas. Homem de fé, ele próprio, crê num novo florescimento da fé, dom de Deus ao mundo. Depende de nós acolher e fazer frutificar. Para nós brasileiros, o ano de 2013 será um ano especial, em razão da Jornada Mundial da Juventude, ocasião em que o Papa virá ao Rio de Janeiro, encontrar-se com os jovens do mundo inteiro. Aqui estão citados alguns pensamentos tirados da Carta Apostólica “Porta Fidei”.

intensamente o dever de indicar o Concílio como a grande graça de que beneficiou a Igreja no século XX: nele se encontra uma bússola segura para nos orientar no caminho do século que começa”. As dificuldades pelas quais passa a Igreja ·Se no tempo do Papa Paulo VI houve grandes convulsões políticas e sociais, este nosso tempo não é diferente. Bento XVI se refere às convulsões de hoje, Igreja santa e pecadora, necessitada de purificação, penitência e renovação: “Nesta perspectiva, o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo. No mistério da sua morte e ressurreição, Deus revelou plenamente o Amor que salva e chama os homens à conversão de vida por meio da remissão dos pecados (cf. At 5, 31). Para o apóstolo Paulo, este amor introduz o homem numa vida nova: «Pelo Baptismo fomos sepultados com Ele na morte, para que, tal como Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela glória do Pai, também nós caminhemos numa vida nova» (Rm 6, 4). Em virtude da fé, esta vida nova plasma toda a existência humana segundo a novidade radical da ressurreição. Na medida da sua livre disponibilidade, os pensamentos e os afetos, a mentalidade e o comportamento do homem vão sendo pouco a pouco purificados e transformados, ao longo de um itinerário jamais completamente terminado nesta vida. “ Descobrir de novo a alegria de evangelizar ·O Papa enfatiza que evangelização é um ato de amor. Não é simplesmente por uma necessidade deste momento da história. Evangelizar é a tarefa da Igreja, sempre. “É o amor de Cristo que enche os nossos corações e nos impele a evangelizar. Hoje, como outrora, Ele envia-nos pelas estradas do mundo para proclamar o seu Evangelho a todos os povos da terra (cf. Mt 28, 19). Com o seu amor, Jesus Cristo atrai a Si os homens de cada geração: em todo o tempo, Ele convoca a Igreja confiando-lhe o anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo. Por isso, também hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor

duma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé. Na descoberta diária do seu amor, ganha força e vigor o compromisso missionário dos crentes, que jamais pode faltar. Com efeito, a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria. A fé torna-nos fecundos, porque alarga o coração com a esperança e permite oferecer um testemunho que é capaz de gerar: de facto, abre o coração e a mente dos ouvintes para acolherem o convite do Senhor a aderir à sua Palavra a fim de se tornarem seus discípulos.” Como será o Ano da Fé ·O Papa Bento XVI sugere um percurso, um caminho que ajude a celebração do Ano da Fé. Deverá ser publicada uma nota da Congregação para a Doutrina da Fé, sobre isso. Mas o Papa Bento XVI salienta alguns pontos: “Nesta feliz ocorrência, pretendo convidar os Irmãos Bispos de todo o mundo para que se unam ao Sucessor de Pedro, no tempo de graça espiritual que o Senhor nos oferece, a fim de comemorar o dom precioso da fé. Queremos celebrar este Ano de forma digna e fecunda. Deverá intensificar-se a reflexão sobre a fé, para ajudar todos os crentes em Cristo a tornarem mais consciente e revigorarem a sua adesão ao Evangelho, sobretudo num momento de profunda mudança como este que a humanidade está a viver. Teremos oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas

famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre. Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrarão forma de fazer publicamente profissão do Credo.” “Desejamos que este Ano suscite, em cada crente, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança. Será uma ocasião propícia também para intensificar a celebração da fé na liturgia, particularmente na Eucaristia, que é «a meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força. Simultaneamente esperamos que o testemunho de vida dos crentes cresça na sua credibilidade. Descobrir novamente os conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada, e refletir sobre o próprio ato com que se crê, é um compromisso que cada crente deve assumir, sobretudo neste Ano. A importância do Catecismo da Igreja Católica ·O Catecismo foi um pedido do Concílio, que o papa João Paulo II fez publicar, declarando-o “norma segura para o ensino da fé, instrumento válido e legítimo a serviço da comunhão eclesial”. “Para chegar a um conhecimento sistemático da fé, todos podem encontrar um subsídio precioso e indispensável no Catecismo da Igreja Católica. O Ano da Fé


12 Ano da fé deverá exprimir um esforço generalizado em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da fé, que têm no Catecismo da Igreja Católica a sua síntese sistemática e orgânica. Nele, de fato, sobressai a riqueza de doutrina que a Igreja acolheu, guardou e ofereceu durante os seus dois mil anos de história. Desde a Sagrada Escritura aos Padres da Igreja, desde os Mestres de teologia aos Santos que atravessaram os séculos, o Catecismo oferece uma memória permanente dos inúmeros modos em que a Igreja meditou sobre a fé e progrediu na doutrina para dar certeza aos crentes na sua vida de fé. Assim, no Ano em questão, o Catecismo da Igreja Católica poderá ser um verdadeiro instrumento de apoio da fé, sobretudo para quantos têm a peito a formação dos cristãos, tão determinante no nosso contexto cultural.» Olhar para Jesus Cristo, Maria e os Apóstolos “Ao longo deste tempo, manteremos o olhar fixo sobre Jesus Cristo, «autor e consumador da fé» (Hb 12, 2): n'Ele encontra plena realização toda a ânsia e anelo do coração humano. A alegria do

Novembro de 2011 www.dioceseunivitoria.org.br amor, a resposta ao drama da tribulação e do sofrimento, a força do perdão face à ofensa recebida e a vitória da vida sobre o vazio da morte, tudo isto encontra plena realização no mistério da sua Encarnação, do seu fazer-Se homem, do partilhar conosco a fragilidade humana para a transformar com a força da sua ressurreição. N'Ele, morto e ressuscitado para a nossa salvação, encontram plena luz os exemplos de fé que marcaram estes dois mil anos da nossa história de salvação.” “Pela fé, Maria acolheu a palavra do Anjo e acreditou no anúncio de que seria Mãe de Deus na obediência da sua dedicação (cf. Lc 1, 38). Ao visitar Isabel, elevou o seu cântico de louvor ao Altíssimo pelas maravilhas que realizava em quantos a Ele se confiavam (cf. Lc 1, 46-55). Com alegria e trepidação, deu à luz o seu Filho unigénito, mantendo intacta a sua virgindade (cf. Lc 2, 6-7). Confiando em José, seu Esposo, levou Jesus para o Egipto a fim de O salvar da perseguição de Herodes (cf. Mt 2, 13-15). Com a mesma fé, seguiu o Senhor na sua pregação e permaneceu a seu lado mesmo no Gólgota (cf. Jo 19, 25-27). Com

fé, Maria saboreou os frutos da ressurreição de Jesus e, conservando no coração a memória de tudo (cf. Lc 2, 19.51), transmitiu-a aos Doze reunidos com Ela no Cenáculo para receberem o Espírito Santo (cf. Act 1, 14; 2, 1-4).’ 'Pela fé, os Apóstolos deixaram tudo para seguir o Mestre (cf. Mc 10, 28). Acreditaram nas palavras com que Ele anunciava o Reino de Deus presente e realizado na sua Pessoa (cf. Lc 11, 20). Viveram em comunhão de vida com Jesus, que os instruía com a sua doutrina, deixando-lhes uma nova regra de vida pela qual haveriam de ser reconhecidos como seus discípulos depois da morte d'Ele (cf. Jo 13, 34-35). Pela fé, foram pelo mundo inteiro, obedecendo ao mandato de levar o Evangelho a toda a criatura (cf. Mc 16, 15) e, sem temor algum, anunciaram a todos a alegria da ressurreição, de que foram fiéis testemunhas.”

fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente, de tal modo que uma consente à outra realizar o seu caminho. De fato, não poucos cristãos dedicam amorosamente a sua vida a quem vive sozinho, marginalizado ou excluído, considerando-o como o primeiro a quem atender e o mais importante a socorrer, porque é precisamente nele que se espelha o próprio rosto de Cristo. Em virtude da fé, podemos reconhecer naqueles que pedem o nosso amor o rosto do Senhor ressuscitado. «Sempre que fizestes isto a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40)”. O Papa conclui sua Carta Apostólica confiando o Ano da Fé a Maria Santíssima: “À Mãe de Deus, proclamada «feliz porque acreditou» (cf. Lc 1, 45), confiamos este tempo de graça”.

A fé deve nos conduzir à caridade “O Ano da Fé será uma ocasião propícia também para intensificar o testemunho da caridade. A fé sem a caridade não dá

Leia o texto na íntegra, no site da diocese:

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Teólogo Queiruga no Brasil Mais uma vez o grande teólogo Prof. Dr. Andrés Torres Queiruga, de Santiago de Compostela (Espanha), autor de vários livros que convocam a um “repensar” a teologia, esteve no Brasil. Dessa vez em Porto Alegre, na ESTEF (Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana) que comemora 25 anos de existência com um ciclo de conferências teológicas. A Queiruga couberam os dias 19 a 21 de setembro. Ele tratou do tema “Repensar a Teologia: Criação e Cristologia”, satisfazendo a carga horária de 24 horas. As conferências foram muito apreciadas e discutidas pelos mais de 160 participantes. Eram teólogos dos mais diversos níveis: professores, padres, pastores, religiosos e estudantes. Da diocese de União da

Vitória, como ex-professor do IFTESAM, estava presente ao evento o Pe. Mário Glaab, por sua própria iniciativa. Queiruga sentiu-se muito à vontade entre os gaúchos, e transmitiu sua mensagem de ânimo e coragem para o serviço teológico no mundo atual que, segundo ele, precisa de homens e mulheres realmente santos e preparados, tanto intelectual quanto humanamente. A sociedade hodierna exige cada vez mais pregadores preparados e comprometidos. Parabéns à ESTEF pelo seu jubileu de prata e pela louvável iniciativa em trazer Queiruga que, durante três dias, compartilhou sua vasta experiência e sabedoria com os amantes da teologia no Sul do Brasil.

Queiruga ao lado de Frei Faustino que está com o microfone.

Pe. Mário Glaab

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EVD - Equipe

Vocacional Diocesana

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Santos do mês www.dioceseunivitoria.org.br

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Santos, luzeiros para a humanidade 1º de dezembro - Santa Bárbara

31 de dezembro - São Silvestre

Santa Bárbara merece ser comemorada pela vasta popularidade que alcançou na hagiografia cristã, figura muito destacada na Igreja primitiva.

O calendário civil encerra-se com a comemoração de São Silvestre Papa. Mais do que o ano civil, ele encerra na história da Igreja uma época importante e inicia uma nova era. Durante três séculos a Igreja de Deus ficou exposta às mais cruéis perseguições. O Império Romano empregava todo seu poder para aniquilar a Igreja de Cristo, considerada inimiga da causa pública. Os seus membros morriam aqui e ali, mas a Igreja continuava a viver e a se estender, pois o sangue dos mártires era semente de novos cristãos.

Existem vários relatos históricos do seu martírio, mas todos redigidos alguns séculos depois de sua morte e já incluindo elementos lendários. Trataremos aqui os dados mais prováveis de sua existência. Bárbara era uma jovem de origem oriental, provavelmente de Nicomédia, na Ásia Menor, pertencendo a uma família de certa posição social. Escondida dos pais, fanáticos pagãos, conseguiu instruir-se na religião cristã. Devia ter tido especiais dotes de beleza e inteligência, porque seu pai Dióscoro, depositava nela esperanças de um casamento honroso. Mas Bárbara apresentava indiferença às solicitações do pai, até que este descobriu sua condição de cristã. Ficou, então, furioso, e seu amor paterno se transformou em ódio desumano. Ameaçou-a com torturas e, finalmente, denunciou-a ao prefeito da província, Martiniano. O coração da jovem Bárbara sentia-se dilacerado entre amores opostos: o dos pais, de uma parte, e o de Cristo, amor supremo. Aqui verifica-se o que está no Evangelho segundo Mateus 10, 34-36. Bárbara suportou o processo com firmeza e altivez cristã, protestando sua fidelidade a Cristo, a quem tinha consagrado sua virgindade. Era o tempo do imperador Maximiano, nos primeiros anos do século IV. O juiz, vendo a obstinação da jovem cristã em professar a fé, mesmo depois de aplicadas cruéis torturas, pronunciou a sentença de morte. O próprio pai, Dióscoro, furioso em seu cego paganismo, decepcionado em

seus interesses, num excesso de barbárie, prontificou-se para executar a sentença. Atirou-se contra a filha, que se colocou de joelhos em atitude de oração, e lhe decepou a cabeça. Logo após ter executado a própria filha, desencadeou uma tempestade, e o pai caiu morto ao ser atingido, brutalmente, por um raio. O culto de veneração a esta santa do Oriente passou para o Ocidente, sobretudo, Roma, onde, desde o século VII, se multiplicaram as igrejas e oratórios dedicados a seu nome. Encontra-se em nossa Diocese de União da Vitória-Paraná uma bela imagem majestosa desta santa, tendo 34 metros de altura, construída em 2004, localizada em Bituruna no ponto mais alto da cidade. Ela é invocada como protetora contra a morte trágica e contra os perigos de explosões, de raios, etc. Santa Bárbara geralmente é apresentada com uma palma, significando o martírio, um cálice como símbolo de sua proteção em favor dos moribundos e, ao lado,uma espada, instrumento de sua morte. Santa Bárbara, rogai por nós!

Por fim o Império Romano se curvou diante de Cristo. Silvestre viu o suplício da cruz ser abolido e viu os cristãos confessarem livre e francamente a sua fé. Silvestre pertencia ao clero romano, ocupava um cargo de importância e teve de oculta esse fato durante as últimas perseguições. Mas soou finalmente a hora da vitória. Constantino Magno, em 313, com o edito de Milão, dava liberdade plena ao Cristianismo. Após um tempo, o novo papa escolhido para dirigir a sorte da Igreja foi Silvestre. Coube a ele a grande tarefa de, por meio de sábias leis, introduzir a religião cristã na vida dos povos, dando-lhes formação concreta e definitiva. A paz externa estava assegurada. Não menos dura foi a batalha para lhe garantir a paz interna. Logo se processaram no seu interior duas grandes heresias que exigiram a ação prudente e vigilante do Papa Silvestre: o donatismo e o arianismo. Os donatistas, na África, pregavam uma Igreja só feita de justos; no momento em que a Igreja tolera em seu seio pecadores, termina de ser a verdadeira Igreja de Cristo. Mas quem pode identificar os justos de verdade? Pior foi a heresia do arianismo, que reduzia Cristo a uma simples criatura de Deus, inferior ao Pai. Contra essas duas

heresias, o Papa Silvestre tomou atitude enérgica. A dos donatistas foi condenada no Concílio de Arles, o próprio Santo Agostinho a condenou, na África. Contra o arianismo foi convocado o Concílio de Niceia no ano 325. Não podendo ir pessoalmente, o papa mandou dois representantes, e deu-se a proclamação oficial de que Cristo, Filho de Deus, é “consubstancial ao Pai, Deus de Deus, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro”, como rezamos no creio niceno-constantinopolitano. Além dessas louváveis defesas da fé, o Papa Silvestre organizou também externamente a Igreja de Roma. Com a ajuda do imperador foram construídas a Basílica de São Pedro sobre o túmulo do mesmo Apóstolo, a Basílica Lateranense com a residência do papa, e a Basílica de São Paulo Apóstolo. Durante vinte e um anos Sivestre governou sabiamente a Igreja, dando grandíssimas provas de prudência e sabedoria. Morreu em 31 de dezembro de 335, pranteado e venerado como santo. São Silvestre, rogai por nós!

Ismael Cabral da Luz, 1° ano de Filosofia

Extração de Areia e Transportes Rodoviários Ltda telefone: (42) 3522-1635 | Km 491 BR 153 | Colônia Correntes - União da Vitória


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Novembro de 2011 www.dioceseunivitoria.org.br

- ano B - dezembro de 2011

Vivendo a Liturgia Junto com este número do Estrela Matutina, as nossas 25 paróquias estarão recebendo os livretos da Novena de Natal. Por esta razão, não há o encarte que vinha sendo distribuído nos meses passados, com os roteiros para as reuniões de grupos.

2ºDOMINGO DO TEMPO DO ADVENTO – ANO B - (04/12/11) (João Batista) SUGESTÕES LITÚRGICAS ·A cor litúrgica para esta celebração é a roxa. ·Poderia ser feito um mural específico para esta celebração com uma das frases: “Endireitai as estradas do Senhor” ou “Preparemos o caminho”. ·Na procissão de entrada, levar a cruz, as velas, e o Lecionário ou o Evangeliário, se a comunidade o possuir. Também poderia ser levada na procissão de entrada a segunda vela do advento.

3ºDOMINGO DO TEMPO DO ADVENTO – ANO B - (11/12/11) (Testemunho de João Batista)

SUGESTÕES LITÚRGICAS ·A cor litúrgica para esta celebração é a roxa ou rosada. ·Poderia ser feito um mural específico para esta celebração com uma das frases: “No meio de nós está aquele que vós não conheceis” ou “Procura-se uma

4ºDOMINGO DO TEMPO DO ADVENTO – ANO B – (18/12/11) (Anunciação)

SUGESTÕES LITÚRGICAS ·A cor litúrgica para esta celebração é a roxa. ·Poderia ser feito um mural específico para esta celebração com uma das frases: “Eis que conceberás e darás à luz um filho” ou “ Deus pede o nosso sim” ou “Deus procura uma casa”. VIGÍLIA DO NATAL DO SENHOR (MISSA DA NOITE) – 24/12/11 SUGESTÕES LITÚRGICAS ·A cor litúrgica para esta celebração é a branca. ·Poderia ser feito um mural específico para esta celebração com uma das frases: “Nessa noite santa Deus vem

·Nos ritos iniciais, após a saudação inicial e antes do ato penitencial, pode se fazer o acendimento da segunda vela da coroa do advento com a seguinte oração: “A luz de Cristo que esperamos neste Advento enxugue todas as lágrimas, acabe com todas as trevas, console quem está triste e encha nossos corações da alegria de preparar sua vinda neste novo milênio!”. ·Lembrar que durante o tempo do advento se usam as flores e os instrumentos musicais com moderação. ·Nos últimos anos, muitas comunidades eclesiais, influenciadas pela onda consumista das festas natalinas e de final de ano, estão assumindo o costume de enfeitar suas Igrejas bem

antes de o Natal chegar. Em pleno Tempo do Advento, que é “um tempo de piedosa e alegre expectativa pela vinda do Senhor”, enfeitam suas Igrejas com flores, pisca-pisca, árvores de natal, presépio e outros motivos natalinos, como se já fosse Natal. Não fica bem! Não se influencie pelos símbolos consumistas da nossa sociedade. Evite-se enfeitar a Igreja com motivos natalinos durante o Advento. Vamos deixar o Advento ser Advento e o Natal ser Natal. Enfeites natalinos dentro da Igreja só quando o Natal chegar. Então, sim! Com certeza, a festa será melhor! Sobretudo se houve na comunidade uma preparação espiritual adequada. ·Lembrar ao povo que no próximo

luz” ou “João: apontando o caminho”. ·Na procissão de entrada, levar a cruz, as velas, e o Lecionário ou o Evangeliário, se a comunidade o possuir. Também poderia ser levada na procissão de entrada a terceira vela do advento. ·Nos ritos iniciais, após a saudação inicial e antes do ato penitencial, pode se fazer o acendimento da terceira vela da coroa do advento com a seguinte oração: “A luz de Cristo que esperamos neste Advento enxugue todas as

lágrimas, acabe com todas as trevas, console quem está triste e encha nossos corações da alegria de preparar sua vinda neste novo milênio!”. ·Lembrar que durante o tempo do advento se usam as flores e os instrumentos musicais com moderação. CANTOS APROPRIADOS ·Entrada: “Das alturas orvalhem os céus” ou “O Senhor está pra chegar”. ·Aclamação: “Palavras de Salvação”

·Na procissão de entrada, levar a cruz, as velas, e o Lecionário ou o Evangeliário, se a comunidade o possuir. Também poderia ser levada na procissão de entrada a quarta vela do advento. ·Outra sugestão, é que uma mulher grávida poderia levar na procissão de entrada a quarta vela do advento, e colocá-la na coroa para ser acendida no momento adequado. ·Nos ritos iniciais, após a saudação inicial e antes do ato penitencial, pode se fazer o acendimento da quarta vela

da coroa do advento com a seguinte oração: “A luz de Cristo que esperamos neste Advento enxugue todas as lágrimas, acabe com todas as trevas, console quem está triste e encha nossos corações da alegria de preparar sua vinda neste novo milênio!”. ·Lembrar que durante o tempo do advento se usam as flores e os instrumentos musicais com moderação.

fazer morada entre nós” ou “Luz de um menino pobre que nos torna ricos”. ·Lembrar de preparar o presépio. Que ele seja, o quanto possível, expressão de nossa fé cristã e de nossa cultura. É muito significativo construir o presépio em mutirão. Se houver árvore de natal, colocar nela frutos de nossa terra e outros símbolos que expressem nossos sonhos e esperanças. O presépio deve

ser simples como foi simples e pobre a manjedoura onde Jesus nasceu. ·Na procissão de entrada, levar a cruz, as velas, e o Lecionário ou o Evangeliário, se a comunidade o possuir. ·Nesta celebração, voltam os símbolos com cantos alegres, flores, instrumentos, etc. ·O Natal é a festa da Luz. Seria

CANTOS APROPRIADOS

domingo, será feita a Coleta Nacional da Campanha da Evangelização. CANTOS APROPRIADOS ·Entrada: “Senhor, vem salvar teu povo” ou “O Senhor está pra chegar”. ·Aclamação: “Vai falar no Evangelho” ou “Palavras de Salvação” ou “ Aleluia! Aleluia! Aleluia! Ó Senhor abre os ouvidos”. ·Ofertas: “A nossa oferta apresentamos no altar”. ·Comunhão: “Vem ó Senhor, com o teu povo caminhar” ou “O Senhor vem ao nosso encontro”. ·Despedida: “Como o sol nasce da aurora”.

ou “ Aleluia! Aleluia! Aleluia! Ó Senhor abre os ouvidos”. ·Ofertas: “A nossa oferta apresentamos no altar” ou “Um novo dia, mais vida e esperança” ou “Deus ama os pobres”. ·Comunhão: “Vem ó Senhor, com o teu povo caminhar” ou “Convertei-nos ó Senhor do mundo inteiro”. ·Despedida: “Como o sol nasce da aurora”.

céus” ou “O Senhor está pra chegar”. ·Aclamação: “Palavras de Salvação” ou “ Aleluia! Aleluia! Aleluia! Ó Senhor abre os ouvidos”. ·Ofertas: “A nossa oferta apresentamos no altar” ou “Um novo dia, mais vida e esperança”ou “Deus ama os pobres”. ·Comunhão: “Vem ó Senhor, com o teu povo caminhar” ou “Convertei-nos ó Senhor do mundo inteiro”. ·Despedida: “Como o sol nasce da aurora”.

·Entrada: “Das alturas orvalhem os importante valorizar o círio pascal na Vigília do Natal. Isso ligaria mais a Festa do Natal à festa da Páscoa. ·Após a proclamação do Evangelho, poderia ser feita uma pequena encenação de Natal, ou uma pequena procissão levando a imagem do menino Jesus até o presépio. ·Depois da oração pós-comunhão poderia ser lida uma pequena


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Orando com os Salmos www.dioceseunivitoria.org.br

mensagem ou cantado algum canto natalino. ·A equipe de Liturgia poderia preparar uma pequena lembrança (que poderia ser um cartão) de Natal para ser distribuída para a comunidade ao final da celebração.

SOLENIDADE DO NATAL DO SENHOR (MISSA DO DIA) – 25/12/11 SUGESTÕES LITÚRGICAS ·A cor litúrgica para esta celebração é a branca. ·Poderia ser feito um mural específico para esta celebração com uma das frases: “A grande notícia: Ele está no meio de nós” ou “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós”. ·Na procissão de entrada, levar a cruz, as velas, e o Lecionário ou o Evangeliário, se a comunidade o possuir.

CANTOS APROPRIADOS ·Entrada: “Hoje é dia da gente se encontrar” ou “É Natal de Jesus” ou “Reis e nações se amotinam” ou “Nasceu-nos hoje um menino”. ·Aclamação: “Proclamação do Natal”

·Nesta celebração, valorizar os símbolos com cantos alegres, flores, instrumentos,o presépio, etc. ·O Natal é a festa da Luz. Seria importante valorizar o círio pascal na Vigília do Natal. Isso ligaria mais a Festa do Natal à festa da Páscoa. -Após a proclamação do Evangelho, poderia ser feita uma pequena encenação de Natal, ou uma pequena procissão levando a imagem do menino Jesus até o presépio. ·Depois da oração pós-comunhão poderia ser lida uma pequena mensagem ou cantado algum canto natalino.

Salmo 24 = Senhor meu Deus, a vós elevo a minha alma, em vós confio: que eu não fique envergonhado e nem triunfem sobre mim os inimigos! - Não se envergonha quem em vós põe a esperança, mas sim, quem nega por um nada a sua fé. - Mostrai-me ó Senhor, vossos caminhos, e fazei-me conhecer a vossa estrada! = Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus de minha salvação; em vós espero, ó Senhor, todos os dias! - Recordai-me, Senhor meu Deus, vossa ternura

Comentário do Salmo 24 Como o título do salmo nos aponta, o salmista em sua oração, faz um pedido de perdão a Deus e, ao mesmo tempo, deposita seu voto de confiança, a confiança de ser perdoado, de ter uma nova chance. Percebemos que o salmista está sofrendo por erros que cometeu, que por algum motivo tomou outros rumos na vida, outras atitudes que não eram conforme os ensinamentos divinos. Arrependido dessas atitudes, ele se volta novamente para Deus lhe pedindo em primeiro lugar o perdão. Ele deposita em Deus a confiança de ser perdoado e pede que Ele não lembre de seus pecados cometidos nos passado. Esse gesto é uma das grandes provas do amor de Deus por nós: Deus não fica

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ou “Aleluia! Quem diria” ou “Aleluia! No Princípio era a Palavra”. ·Ofertas: “Cristãos, vinde todos” ou “Natal de Jesus” ou “Longe distante de casa”. ·Comunhão: “Chegou a hora de sonhar de novo” ou “Deus nos espera em

Belém” ou “No presépio pequenino” ou “Da Cepa brotou a Rama”. ·Despedida: “Noite Feliz” ou “Resplandeceu a Luz sobre nós” ou “Então é Natal” ou “É preciso parar”.

·A equipe de Liturgia poderia preparar uma pequena lembrança (que poderia ser um cartão) de Natal para ser distribuída para a comunidade ao final da celebração.

“Natal de Jesus” ou “Longe distante de casa”. ·Comunhão: “Chegou a hora de sonhar de novo” ou “Deus nos espera em Belém” ou “No presépio pequenino” ou “Da Cepa brotou a Rama”. ·Despedida: “Noite Feliz” ou “Resplandeceu a Luz sobre nós” ou “Então é Natal” ou “É preciso parar”.

CANTOS APROPRIADOS ·Entrada: “Hoje é dia da gente se encontrar” ou “É Natal de Jesus” ou “Reis e nações se amotinam” ou “Nasceu-nos hoje um menino”. ·Aclamação: “Proclamação do Natal” ou “Aleluia! Quem diria” ou “Aleluia! No Princípio era a Palavra”. ·Ofertas: “Cristãos, vinde todos” ou

Pe. Joviano Salvatti, Paróquia Nossa Senhora Aparecida e Czestochowa Assessor de Liturgia

- Prece de perdão e confiança

e a vossa compaixão que são eternas! - Não recordeis os meus pecados quando jovem, nem vos lembreis de minhas faltas e delitos! - De mim lebrai-vos, porque sois misericórdia e sois bondade sem limites, ó Senhor! - O Senhor é piedade e retidão e reconduz ao bom caminho os pecadores. - Ele dirige seus caminhos na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho. - Verdade e amor são os caminhos do Senhor para quem guarda sua aliança e seus preceitos

remoendo, relembrando nossas faltas. É o que a Igreja nos diz quando nos aproximamos do sacramento da confissão: o pecado por Deus perdoado, é esquecido, pois para Deus não interessa mais o que você fez no passado, mas que você se arrependa dos erros e que a partir de agora tenha uma vida nova. Por isso que, após termos nos confessado e recebido o perdão de Deus pela absolvição dada pelo padre, não devemos mais ficar preso ao passado, mas aproveitar a nova oportunidade que Deus nos dá; o que vale é a vida nova. O salmista acredita nessa compaixão divina quando nosso arrependimento é de coração. "Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e a vossa compaixão que são eternas!" Além da confiança no perdão, o salmista pede que Deus o conduza a partir de agora por bons caminhos, pois sabe que

- Ó Senhor, por vosso nome e vossa honra perdoai os meus pecados que são tantos! - Qual é o homem que respeita o Senhor? Deus lhe ensina os caminhos a seguir - Será feliz e viverá na abundância, e os seus filhos herdarão a nova terra. - O Senhor se torna íntimo aos que o temem e lhes dá a conhecer sua aliança. - Tenho os olhos sempre fitos no Senhor, pois ele tira os meus pés das armadilhas. - Voltai-vos para mim, tende piedade, porque sou pobre, estou sozinho e infeliz!

- Considerai minha miséria e sofrimento e concedei vosso perdão aos meus pecados! - Olhai meus inimigos que são muitos, e com que ódio violento eles me odeiam! - Defendei a minha vida e libertai-me; em vós confio, que eu não seja envergonhado! - Que a retidão e a inocência me protejam pois em vós eu coloquei minha esperança! - Libertai, ó Senhor Deus, a Israel de toda angústia e aflição!

- Aliviai meu coração de tanta angústia, e das minhas aflições me libertai!

Ele é a verdade, que conhece o que é justo e correto para seguirmos e assim vivermos bem. "Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos e fazei-me conhecer a vossa estrada!"..."Deus lhe ensina os caminhos a seguir. Será feliz e viverá na abundância..." Desse salmo podemos pensar duas coisas: Uma delas é de trabalharmos nosso coração para o perdão. Quantas vezes não conseguimos perdoar, ou por orgulho, não queremos perdoar. Essa atitude traz prejuízo a todos e angústia a quem não perdoa. Jesus dizia: Devemos perdoar não somente sete vezes, mas setenta vezes sete, ou seja, sempre. Perdoar faz bem. Outra questão que devemos pensar é sobre os caminhos, atitudes certas que devemos tomar. Muitos erros cometidos pelo salmista, assim como por nós,

certamente foram por acreditar estar fazendo algo certo, mas seguindo os próprios pensamentos. Nossos pensamentos podem muitas vezes nos enganar. Percebemos que nem sempre sabemos o que é o certo, por isso a necessidade de pedirmos as luzes do Espírito Santo e termos assim a chance maior de "acertarmos". Buscar estar próximos de Deus, certamente, nos dará mais segurança e tranquilidade. "Tenho os olhos sempre fitos no Senhor, pois ele tira os meus pés das armadilhas", diz o salmista. Busquemos também nós a sabedoria divina.

por:

Francisco Marcelo S. de Lara


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Fatos em Fotos

Estrela Matutina

Novembro de 2011

XXIII Assembleia do Povo de Deus discute sobre Diretrizes da Ação Evangelizadora no Paraná A XXXIII Assembleia do Povo de Deus, que é convocada pela presidência da CNBB do Paraná (Regional Sul II), neste ano discutiu sobre a aprovação das Diretrizes Regionais da Ação Evangelizadora (ação pastoral), com o objetivo de auxiliar as dioceses na elaboração de seus planos pastorais. O encontro, cujo tema foi “Por uma paróquia renovada à Luz da Verbum Domini e das Diretrizes Nacionais”, aconteceu de 23 a 25 de setembro, na Casa de Retiros Nossa Senhora do Mossunguê, em Curitiba, e envolveu a presidência do Regional, bispos das 18 dioceses do Paraná, coordenadores diocesanos da Ação Evangelizadora, além de coordenadores de pastorais e movimentos em âmbito de estado. Dom João Bosco Barbosa de Sousa falou na abertura dos trabalhos da Assembleia sobre as Diretrizes, distribuindo um material de apoio que reuniu os editoriais do Estrela Matutina, uma série que

discutiu propostas de ação pastoral. Da diocese de União da Vitória, estiveram presentes nas atividades de sábado e domingo, os padres Sidnei e Rodrigo Reitz, a Irmã Gilene da Silva Rodrigues e o coordenador da catequese, Célio Calicoski.

“Por uma paróquia renovada à Luz da Verbum Domini e das Diretrizes Nacionais”, foi o tema da 23ª Assembléia do Povo de Deus, que aconteceu dos dias 23 a 25 de setembro, em Curitiba. No detalhe, Dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário geral da CNBB e quem assessorou a Assembleia.

A Assembleia foi assessorada pelo secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner, que explanou sobre o objetivo das novas Diretrizes Nacionais da Igreja do Brasil (DGAE - de 2011 a 2015), aprovadas na última Assembleia Geral dos Bispos da CNBB, em maio deste ano, com ênfase nas cinco urgências pastorais. “As novas Diretrizes não são um plano, mas orientações práticas e teóricas acerca da realidade da Igreja do Brasil. As Diretrizes vêm orientar regionais e dioceses na formulação de seus Planos de Ação Evangelizadora (planos pastorais)”, esclareceu.

Comunidade de União da Vitória celebra dia de Nossa Senhora Aparecida com procissão e Santa Missa

No dia 12 de outubro, na Catedral Sagrado Coração de Jesus, em União da Vitória, aconteceu a comemoração do dia de Nossa Senhora Aparecida. A celebração começou com a procissão que saiu da Catedral, em direção ao Ginásio Municipal Isael Pastusch. Contando com a companhia de padres e fiéis de todas as paróquias de União da Vitória,

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Dom João Bosco presidiu a Santa Missa, enfatizando a importância do exemplo de Maria na caminhada de nossa vida. Todos que participaram saíram cheios de alegria e vida, dispostos a dizer sim no seu dia a dia, a exemplo de Nossa Senhora.

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Estrela Matutina - Edição Novembro de 2011  

Boletim Informativo da Diocese de União da Vitória – Paraná – Brasil

Estrela Matutina - Edição Novembro de 2011  

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