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Estrela Matutina Boletim da Diocese de União da Vitória - Paraná | janeiro fevereiro de 2011

Série B | n° 156 | 12.000 exemplares

Campanha da Fraternidade 2011 9912261932/2010 - DR/PR

NESTA EDIÇÃO Acardi comemora o Natal com presépio vivo p. 6

Representantes da diocese participam de Escola Bíblica Catequética p. 06

Paróquia de Mallet inaugura Capela

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Cuidar das criaturas é amar o Criador

A imagem faz parte de uma Campanha da WWF, e representa as florestas como o grande pulmão da terra e mesmo assim sendo devastadas pelo desmatamento. “A Fraternidade e a Vida no Planeta” é o tema da Campanha da Fraternidade deste ano de 2011. O Hino da CF diz que “vai depender de nós” se as dores da natureza serão o “parto de um mundo novo”, ou meramente “agonia da terra”. Novamente a Igreja nos coloca diante do tema da Ecologia. Tema vasto, urgente e polêmico, tanto do ponto de vista da ciência quanto das políticas públicas que, em geral, tentam frear a destruição do planeta, sem mexer nos grandes interesses que estão por trás do consumo desenfreado, do lucro irresponsável, do uso de energias não renováveis e poluidoras, dos comportamentos insensatos. A nossa Igreja já tratou de temas ligados à ecologia nos anos

MIGALHAS DA PALAVRA

A Diocese de União da Vitória utilizando novas tecnologias para uma Nova Evangelização.

fonte: www.ibelieveinadv.com

9912261932/2010 - DR/PR Mitra da Diocese de União da Vitória

ESTRELA MATUTINA

anteriores, focando a defesa da vida, a importância da água, a questão da Amazônia, e outros assuntos afins, desde aquela Campanha da Fraternidade que tinha como tema “Preserve o que é de todos”, há mais de trinta anos. A consciência ecológica cresceu nos últimos anos, mas não o suficiente para que haja uma mudança tão grande de atitudes, que elimine o perigo de uma definitiva catástrofe planetária. Conversão urgente A Quaresma é ocasião, para os cristãos, para uma oportuna mudança de comportamento, uma renovação do

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compromisso com Deus e com a Igreja. A Campanha da Fraternidade sugere os pontos mais importantes e que carecem de conversão. Incentiva os cristãos a levarem a toda a sociedade essa mesma reflexão. Em se tratando de ecologia, a tentação é ficar em divagações sobre os grandes temas, como o aquecimento global, o efeito estufa e a morte das baleias. Tratando esses temas como algo distante de nós, empurramos as soluções para o governo, ou para alguma dessas ONGs especializadas em protestos, e paramos por aí. Outra dificuldade é entender qual é a ligação que há entre a ecologia e a religião. Eu não me lembro de nenhum penitente que tenha chegado à confissão dizendo

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2 Editorial

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assim: eu ofendi a Deus criador porque usei agrotóxicos de forma inadequada...”, “peço perdão porque cortei as árvores da beira do rio...” ou “peço perdão a Deus porque joguei lixo no rio...” Será que algum dos padres já ouviu isso na confissão? Mas, de fato, a soma dessas pequenas atitudes que destroem a vida é, sim, uma ofensa a Deus que criou tudo com tanto capricho. A falta de Deus e a destruição do mundo Não é novidade dizer que as pessoas, hoje, estão mais afastadas de Deus. A natureza não é mais vista como dom amoroso de Deus Criador, mas resultado do acaso que pode ter sido causado por uma explosão primordial. E, depois, a evolução explica tudo, e os segredos mais intrincados da biologia, da genética, da astronomia e até os meandros da alma humana vão sendo desvendados, de modo que tudo tem explicação, ou vai ter, sem precisar de Deus. E quando não há mais Deus, não há vida eterna, não há transcendência no horizonte do conhecimento humano. O homem se torna “dono” da natureza, a esgotar todos os seus recursos para proveito imediato. Pois, dizem os ateus, se a morte vai acabar com tudo, vamos aproveitar ao máximo o momento presente. “Se o meu modo de viver destrói o planeta, então que se acabe, ou então, os outros que cuidem, eu não quero nem saber...” Assim afirma Frei Clodovis, um religioso da Congregação dos Servos de Maria, experiente professor de Teologia. Diz ele que “no fundo da crise ecológica está a grande crise de sentido da vida”. A vida esvaziada no materialismo, sem a dimensão transcendente, leva ao grande “tédio da vida”, o desamor à vida. “De fato, se a minha vida não vale a pena, a vida da natureza vale menos ainda. Se não me amo e estimo, menos ainda eu amo e estimo o meio ambiente”, afirma Frei Clodovis. Daí, defende ele, o caminho necessário para a reflexão ecológica é a redescoberta de Deus Criador, diante do qual o ser humano é o centro da criação, e não meramente uma entre muitas formas de vida da

EXPEDIENTE

natureza, como prega o movimento ecológico ateu. Ele é o “guarda da Criação” e não o “dono do mundo”, com poder absoluto para usufruir e destruir. (cf Boff, C., in Revista Perspectiva Teológica, nº 118, pp. 343-362, 2010). Lição de casa Gostaria de incentivar as nossas comunidades a tomar a sério o estudo dos textos e subsídios da Campanha da Fraternidade, levando as reflexões e questionamentos a outros possíveis ambientes, fora das igrejas: escolas, associações profissionais, organismos de preservação do meio ambiente, meios de comunicação, vitrines das lojas. Vale tudo para dar mais amplitude à reflexão de um tema tão pertinente. A Quaresma é tempo oportuno também para reativar os grupos de reflexão que estão desativados. Este número do Estrela Matutina traz uma página central que pode ser destacada e levada para o grupo, com as reflexões propostas pela CF. Os conselhos e as lideranças dos movimentos procurem, a partir dos textos da CF, focalizar os temas que são mais próximos da nossa realidade diocesana. É preciso descobrir quais os pontos em que o nosso exame de consciência, aqui no território da diocese, deve se deter e confrontar com a proposta da Igreja. O fruto desse esforço de conversão deve aflorar numa liturgia expressiva, em que os símbolos e gestos correspondam a uma mudança de consciência para valer. Essa é a lição de casa que todos temos para este mês, ou para a vida toda. Algumas pistas De toda a riqueza que podemos encontrar nos textos da CF/2011, arrisco levantar alguns temas que considero bem próximos da nossa vida diária, e que podem servir para a troca de ideias nas comunidades e grupos, sobre o tema da ecologia: 1. Estilo de vida – Há gente que, diante dos problemas do meio ambiente, sempre acha

Proprietária: Mitra da Diocese de União da Vitória Rua Manoel Estevão, 275 União da Vitória -PR Fone/fax: (42)3522-3595 Editor: Dom João Bosco Barbosa de Sousa O.F.M. Diretor: Dom Walter Michael Ebejer O.P.

que encontrar soluções é tarefa para os outros. A Prefeitura, o Governo é que têm obrigação de cuidar. Claro que devemos, sim, exigir que o poder público faça a sua parte. Mas só teremos moral para cobrar, se cada um fizer sua parte. Que tal questionar o nosso estilo de vida? Podemos ter uma vida mais sóbria e simples, mais natural, menos consumista, mais responsável pela natureza? Podemos redefinir a nossa alimentação, valorizando os produtos naturais como os sucos, no lugar dos refrigerantes, hortaliças sem agrotóxicos? Podemos separar os materiais recicláveis? Desperdiçamos água? O que podemos mudar no nosso comportamento para ajudar nesse mutirão por um mundo melhor? 2. Exemplos para as crianças – As crianças de hoje serão as grandes beneficiadas, ou prejudicadas, pelos nossos atos de hoje. O que fazemos para que aprendam a cuidar do mundo, amar as criaturas e também o Criador? Deixamos essa tarefa de educar para a escola? Para a TV? O nosso exemplo pode ser seguido por elas? Que tal um concurso de redação, de desenho ou de mensagens feitas pelas crianças sobre o assunto? Será que os lojistas não poderiam ceder um espaço na vitrine para expor os melhores trabalhos? E a família costuma agradecer a Deus pelos alimentos, valorizando a oração das crianças na refeição? 3. O lixo nosso de cada dia – Esse é um grande problema, sobretudo dos aglomerados urbanos. É assunto que envolve necessariamente o poder público. Como podemos participar, como cidadãos, no trato dessa questão? É também um assunto para conversar em família, ou na comunidade: tratamos o lixo doméstico adequadamente? Podemos trocar o descartável pelo permanente? Como estão as áreas públicas a seu redor (praças, calçadas, córregos...) estão limpos? Há lixo esparramado? Que tal promover uma ação corretiva e educativa na comunidade? 4. Atos ilegais – Vivemos numa área

Redatores: Dom João Bosco Barbosa de Sousa Dom Walter Michael Ebejer Ana Letícia Sebben Geraldo Pereira Pe. Mário Fernando Glaab Pe. Charles Borg Pe. Frei Pedrinho Pe. Antônio Coelho (Portugal) Pe. Joviano Salvatti Francisco Marcelo S. de Lara

privilegiada, de natureza exuberante e bela. O que podemos fazer para preservar o que ainda temos? A legislação é severa quanto ao desmatamento, à caça, ao comércio ilegal e agressões ao meio ambiente. Mesmo assim, há quem faça errado quando não há fiscalização. Um cristão age certo só por medo da Lei, ou por consciência de cuidar da natureza? Não parece que quem pratica atos ilegais tem vantagens sobre os que agem corretamente? Quais as consequências da ganância sem regra? A comunidade colabora com as autoridades e órgãos públicos quando são feitas campanhas educativas, de preservação, de uso dos agrotóxicos, descarte de embalagens, etc? 5. Ações comunitárias – As ações individuais são importantes, mas as ações coletivas são mais eficazes. Uma intervenção em favor do meio ambiente, feita pelo grupo de jovens, por um grupo de vizinhos, pelos alunos da classe, pela comunidade da Capela, além de ser mais divertida, tem maior efeito educativo e tende a ser mais duradoura. O estudo, a tomada de consciência, a procura de ações concretas, são ações mais eficientes quando feitas em conjunto. Que experiências você conhece, que podem ser levadas ao grupo? Poderia comunicar as boas iniciativas da sua comunidade para serem colocadas no site da diocese, como inspiração para outros? Não posso deixar de lembrar, aqui, o meu querido São Francisco. Meu e de todos os que veem, como ele, as criaturas como expressão do amor de Deus. Patrono da Ecologia, ele nos ensina a cuidar, respeitar, amar, cultivar os dons de Deus, encantando-nos novamente com a beleza do mundo, onde cada criatura tem as marcas digitais de Deus.

Dom João Bosco Barbosa de Sousa, Bispo da Diocese de União da Vitória dombosco@dioceseunivitoria.org.br

A partir desta primeira edição de 2011, o Estrela Matutina começa a adotar o novo acordo ortográfico da língua portuguesa. Revisão: Fahena Porto Horbatiuk Diagramação e arte final: Ana Letícia Sebben Impressão: Helvética Composições Gráficas Ltda.


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Atividades de Março www.dioceseunivitoria.org.br

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“Igreja em missão iluminada pela Palavra de Deus”

Diocese de União da Vitória se prepara para X Assembleia Diocesana Leigos, religiosos, seminaristas, diáconos, padres e o Bispo da Diocese de União da Vitória, estão se preparando para a X Assembleia Diocesana, que será realizada no dia 19 de fevereiro, na Casa de Formação Cristã e terá como tema: “Igreja em missão, iluminada pela Palavra de Deus”.

Os propósitos da X Assembleia Diocesana causam entusiasmo desafiante: Ÿ consolidar a formação dos grupos de família que se encontrem para rezar Ÿ estudar e dialogar em torno da Palavra de Deus Ÿ renovar o ardor missionário de todas

as comunidades, pastorais e movimentos Ÿ expandir a mentalidade da formação

permanente, especialmente, por meio das escolas catequéticas paroquiais Ÿ dinamizar e organizar e vida litúrgica em suas amplas possibilidades Ÿ dar expressão concreta à fé pela

vivência da caridade por meio das pastorais sociais

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“A Palavra do Senhor permanece eternamente. E esta é a palavra do Evangelho que vos foi anunciada” (1 Pd 1, 25). Esta Palavra, que permanece eternamente, entrou no tempo. Deus pronunciou a sua Palavra eterna de modo humano; o ser Verbo fez-Se carne ( Jo 1,14) (Verbum Domini, n.1)”. Será no espírito dessas palavras do Papa Bento XVI que a Assembleia Diocesana buscará desenvolver seus trabalhos, ou seja, buscar-se-á experimentar e reafirmar a presença viva da Palavra de Deus na vida e missão da Igreja. A Palavra de Deus deve ser como que a “bússola” permanente, que garante a orientação segura e certa para o caminho da ação evangelizadora.

Calendário das atividades de março

18 a 20 20 22 26 26 e 27 30 Dom João Bosco durante sua exposição na Assembleia de 2010

Caberá aos participantes da Assembleia a discussão crítica dos eixos temáticos acima elencados, além de outros assuntos pertinentes, que poderão suscitar no desenrolar da Assembleia, para que, no final, possamos definir quais os principais focos de atuação eclesial, bem como os instrumentos, metas, metodologia, etc. Desde já queremos convocar a todos aqueles que deverão participar da Assembleia Diocesana, para que rezem pelo seu êxito e para que se deixem iluminar pela Palavra de Deus, a fim de que os rumos da ação evangelizadora possam ser construídos com segurança, zelo e empenho e os frutos sejam abundantes e permanentes.

por:

Pe. Sidnei Reitz Coordenador do Conselho Diocesano de Ação Evangelizadora - CDAE

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- 19h, Início do Curso de Teologia para Leigos, no SDRM - Reunião com os pais dos Seminaristas, no SDRM - 19h, Posse do novo Pároco, em Rio Azul, Pe. Xavier Panackalody - 20h, Aula Inaugural do IFTESAM - Formação para os Missionários da Diocese, na CFC - Encontro das Coordenações Diocesanas de Catequese, em Curitiba - Assembleia Regional dos Bispos do Paraná, em S. José dos Pinhais - Encontro da CRB, na casa das Irmãs Mensageiras do Amor Divino - Assembleia Regional do Cursilho Sul 2 e Paraná 1, na CFC - Encontro dos Diáconos e Esposas + Escola Diaconal, no SDRM - 14h, Reunião do Conselho Presbiteral - 14h, Encontro das Coordenadoras Paroquiais de Capelinhas, no SDRM - Encontro de Sementes de Alegria, na CFC - Reunião da Pastoral da Criança, Setor 280, em União da Vitória - Reunião do Clero + Equipe Diocesana de Catequese, em São João do Triunfo

Aniversariantes de março 06 09 12 17 17 22 25 27

- Aniversário de Ord. Episcopal de D. Walter Michael Ebejer - Aniversário de Ordenação do Pe. Alcione Zanin - Aniversário de Nascimento do Pe. José Levi Godoy - Aniversário de Ord. do Pe. Daniel Andrés Baéz Brizueña - Aniversário de Ord. Presbiteral do Pe. Joviano J. Salvatti - Aniversário de Nascimento do Pe. Kazimierz Dlugosz - Aniversário de Ordenação Episcopal de D. João Bosco - Aniversário de Nascimento do Pe. Jandir A. Vergopolan

Carta do leitor

Escreva

Nome Pe. Álvaro Alves Ferreira Filho Januaria, MG Trabalhando neste sertão do norte de Minas Gerais, tenho poucos recursos e, por isso, agradeço de coração o envio regular do jornal Estrela Matutina, cujos artigos usamos na formação de nossas lideranças e catequistas. Mais uma vez, renovo meus agradecimentos e recebam nossas orações e fraterno abraço.

Nossos endereços Rua Manoel Estevão, 275 Centro | Cx. Postal 237 União da Vitória - PR 84600.000

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4 Palavra de Vida

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Humildade

Palavra de Vida

“A multidão dos fiéis era um só coração e uma só É ali, no mais profundo do ser, que o homem precisa conhecer-se em sua autêntica dimensão. alma. Ninguém considerava suas as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum” (At 4,32)

A humildade humaniza! A pessoa humilde possui clara consciência de sua identidade. Reconhece seus méritos, mas sabe também de suas limitações, e por isso mantém-se vigilante e redobra a atenção para não cometer nenhuma imprudência. O arrogante, por reconhecer em si somente méritos, costuma ser displicente, e por causa disso, comete falhas graves, de consequências desastrosas. É a razão porque toda pessoa constituída em autoridade, seja em que setor for da sociedade, precisa ser humilde. A modéstia é um requisito indispensável para quem está em autoridade. Cultivar a humildade é condição básica para quem deseja exercer, com proveito, qualquer cargo. É preciso esclarecer, humildade nada tem a ver com aquela falsa conversa de quem confessa não prestar para nada. Tal postura não combina com a sã modéstia. Tem, sim, a ver com simulada soberba. Uma das formas disfarçadas de gente soberba é fingir rebaixar-se para ser mais valorizado e bajulado. Não há nada mais perigoso, e atrasado, para quem deseja exercer com proveito suas responsabilidades de que cercar-se de gente bajuladora. O adulador mente para tornar-se simpático ao superior. O bajulador distorce os fatos para tornar a realidade agradável ao chefe. E este, quando altivo e convencido, prefere acreditar nessa dissimulada apresentação. Passa a viver num mundo diferente, distante da realidade de seus pares e comandados. Bitolado em seus dogmas, não admite outra verdade a não ser a sua. E quando as coisas acontecem contrárias ao imaginado, não hesita em culpar os outros. Autoridade vaidosa nunca erra. Incapaz de admitir limitações e erros, o prepotente atribui a outros a culpa pelos contratempos e revezes. Esta é a realidade que se projeta nesta dolorosa situação das enchentes que, mais uma vez, arrasam várias cidades do país. Numerosas autoridades insistem em atribuir a fatores externos as causas para as calamidades que, com cruel regularidade, destroem vidas e patrimônios. Volume intenso de chuvas, ocupações inadequadas, irresponsabilidade cidadã com o lixo são os argumentos usados pelas autoridades para justificar as desgraças e livrar-se de culpa. Raro aparecer uma autoridade que assume sua responsabilidade nessas tragédias. Na região serrana do Rio de Janeiro não foi somente gente

pobre que construiu barracos nas encostas dos morros. Gente rica levantou ali condomínios de luxo, e certamente fizeram aquilo com a aprovação das autoridades competentes. Não se apresenta, contudo, nenhuma autoridade a reconhecer a falha. É um dos aspectos mais trágicos nestes sinistros, pois quando uma autoridade reconhece suas responsabilidades, começará a surgir a esperança de que, pelo menos no futuro, haverá mais cuidado. Mudanças começam a partir da admissão do erro. Mas enquanto as autoridades persistem em culpar somente fatores externos, as tragédias continuarão a acontecer. Como infelizmente comprovam as crônicas dos últimos janeiros. Autoridades erram. Afinal, são integradas por gente humana. E o humano é falível. Curiosamente, uma das mais nobres qualidades de um ser humano é reconhecer o seu próprio erro. Ao contrário do que se pensa, quando admite errar, o Homem não fica rebaixado, cresce em conceito. Cresce em maturidade. Cresce também em autoridade. Quem se reconhece limitado, deixa de ser vaidoso. Menos conven-cido, trata os outros, em especial os subalternos, com mais compreensão, reunindo infinitamente melhores condições para auxiliar os que erram. É digno de ocupar cargos de mando o sujeito que não se apraz em apontar falhas alheias, mas que se presta a promover. Entende-se porque a admissão da condição falha tem que darse, primeiro, no mais íntimo da alma humana. É ali, no mais profundo do ser, que o homem precisa conhecer-se em sua autêntica dimensão. Isso fará com que aja sempre com uma vigilância redobrada, exatamente para reduzir, em potencial, imprudências. Aprenderá ainda a dividir louros e desacertos. Se a maioria das autoridades políticas cultivasse mais a humildade, certamente menos desgraças aconteceriam. Mais vidas seriam poupadas. Mais patrimônios preservados. A humildade torna o Homem mais humano. Mais justo. Mais prudente! Mais irmão! por:

Pe. Charles Borg Vigário geral da diocese de Araçatuba charlsbg@terra.com.br

Esta Palavra apresenta um daqueles sumários (veja também 2, 42; 5, 12-16), nos quais o autor dos Atos dos Apóstolos nos faz conhecer, em linhas gerais, a primeira comunidade cristã de Jerusalém. Esta era caracterizada por um extraordinário vigor e dinamismo espiritual, pela oração e pelo testemunho, mas, sobretudo, por uma grande unidade: o sinal que Jesus indicara como sinal inconfundível e fonte da fecundidade da sua Igreja. O Espírito Santo era concedido no Batismo a todos os que recebiam a Palavra de Jesus. Sendo espírito de amor e de unidade, fazia de todos os fiéis uma coisa só com o Ressuscitado e entre eles, ultrapassando todas as diferenças de raças, de culturas e de classes sociais. “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava suas as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum” (At 4,32) Mas vejamos mais detalhadamente os aspectos desta unidade. Em primeiro lugar, o Espírito Santo realizava entre os fiéis a unidade dos corações e do pensamento, ajudando-os a vencer todos os sentimentos que a dificultam, na dinâmica da comunhão fraterna. De fato, o maior obstáculo à unidade é o nosso individualismo e o apego às nossas ideias, aos pontos de vista e gostos pessoais. É com o nosso egoísmo que se constroem as barreiras com que nos isolamos e excluímos aqueles que são diferentes de nós. “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava suas as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum” (At 4,32) Além disso, a unidade realizada pelo Espírito Santo refletia-se necessariamente na vida dos fiéis. A unidade de pensamento e de coração encarnava-se e exprimia-se numa solidariedade concreta, mediante a partilha dos próprios bens com os irmãos e as irmãs que passavam necessidades. Justamente porque era autêntica, não tolerava que na comunidade alguns vivessem na abundância, enquanto faltava o necessário a outros.

“A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava suas as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum” (At 4,32) Como podemos viver a Palavra de Vida deste mês? Ela sublinha a comunhão e a unidade, tão recomendadas por Jesus. Para podermos realizá-las, Ele deu-nos o seu Espírito. Se ouvirmos a voz do Espírito Santo, procuraremos, portanto, crescer nesta comunhão em todos os níveis. Antes de mais, no nível espiritual, vencendo as sementes de divisão que trazemos dentro de nós. Seria, por exemplo, um contrassenso querermos estar unidos a Jesus e, ao mesmo tempo, estarmos divididos entre nós, comportando-nos de uma forma individualista, indo cada um por sua conta, julgando-nos ou até excluindo-nos uns aos outros. É preciso, portanto, uma renovada conversão a Deus que nos quer unidos. Por outro lado, esta Palavra nos ajudarnos-á a compreender cada vez melhor a contradição que existe entre a fé cristã e o uso egoísta dos bens materiais. Ajudará-nos a realizar uma verdadeira solidariedade com todos aqueles que passam necessidades, embora dentro das nossas possibilidades. Além disso, sendo este o mês em que se celebra a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, esta Palavra nos impulsionará a rezar e a reforçar os nossos laços de unidade, de amor e de comunhão com os nossos irmãos às várias Igrejas, com quem temos em comum a única fé e o único espírito de Cristo, recebido no Batismo. Chiara Lubich uma colaboração de Frei Pedrinho


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Série Conversões www.dioceseunivitoria.org.br

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Série: Conversões para o Catolicismo - nº 38 e 39

De top model para Dirigente da “Modéstia na Moda” (Pure Fashion) “Já ouviu a história do filho pródigo? Eu sou irmã dele!” Assim gosta de se introduzir Leah Darrow, ex-Top Model, famosa estrela da TV Americana. Após experiências pelas quais passou como Top Model da indústria da moda e no universo da mídia, no meio da loucura e vaidade da cidade de Nova York, finalmente, Leah encontrou seu lugar na fé de sua infância, de que se havia afastado. Hoje ela confessa: “Satanás conseguiu me lograr bastante e me encontrei estragada no meio da vaidade e orgulho. Agora dei minha vida ao Senhor, e lhe peço para sempre ficar junto Dele”. Leah Darrow nasceu na aldeia de Norman em Oklahoma (Estados Unidos) em 1979; era a mais velha dos seis irmãos. Quando tinha 12 anos, sua família passou por uma experiência trágica, quando seu avô foi assassinado cruelmente. Naquele período sentiu profundamente a necessidade de Deus; só Ele podia oferecer conforto aos familiares e a ela, perante tamanho desastre. Após ter frequentado uma escola católica, ela continuou seus estudos de psicologia

na Universidade de Missouri – São Luis, onde se graduou em psicologia. Porém, após ter terminado com êxito seu curso, logo entrou no mundo da televisão e estreou no programa “Season 3” do “Hit reality, TV Show, America's Next Top Model”. Ela entrou de corpo e alma no mundo e na indústria da moda feminina. Mas não passou muito tempo, quando começou a se compenetrar da verdadeira natureza sugestiva da carreira que estava seguindo, na área da moda, e até onde ia ser levada.

a rapidamente e não somente se tornaram amigas, mas de imediato, para unir-se a ela nas atividades do “Pure Fashion”, Leah hoje agradece a Deus e a Nossa Senhora por tê-la feito encontrar Brenda Sherman, e continuar sua carreira com ela no mundo da moda. Sabe, hoje, que o que está fazendo, por certo agrada a Jesus e a Nossa Senhora, que ela sente tão perto dela em seus trabalhos. Leah hoje tem consciência de que a experiência não tão agradável de seu passado, não foi em vão. Após se arrepender, ela se considera, assim como aconteceu com o filho prodigo da parábola bíblica, ao se voltar para Deus (Pai). Agora só deseja compartilhar sua experiência com outras e fazer chegar uma mensagem positiva a favor da modéstia e pureza às moças e demais senhoras.

Hoje ela confessa: “Durante alguns anos, minha fé foi afastada e colocada de lado, até o dia em que, durante uma sessão de fotografia, quando não consegui aguentar mais; direcionei-me para Deus e para minha fé de outrora”. Entretanto, após ter presenciado a história da “Pure Fashion” (Modéstia da Moda) num programa da TV Católica EWTY, dirigido por Brenda Sherman, sentiu a urgência de comunicar-se e congratular-se com ela pelo programa e para informá-la de seu movimento “Pure Fashion”.

Hoje ela não se cansa de contar sua história passada, como após ter redescoberto Deus em sua vida, abandonou o mundo do pecado em Nova York e tornou-se a dirigente do movimento da Modéstia na Moda.

De sua parte, Brenda Sherman, contatou-

Nas conferências e contatos que organiza

para moças e senhoras, Leah as encoraja a serem confiantes em suas escolhas cristãs, e lideres competentes que vivam as virtudes da modéstia e da pureza Viver Feliz neste Mundo Louco Ela também utiliza muito o Facebook, o Twitter, seu 'blog' e seu celular para alcançar a todos com sua mensagem e proclamar o que Deus fez para ela, ao tirála da vida do pecado. Ela está convicta de que as mulheres precisam ficar sabendo que há mulheres que, como ela, erraram e conseguiram encontrar o bom caminho de volta ao Senhor. Leah está convicta de que a sociedade hodierna está desafiando as mulheres de todas as idades, para arrastá-las pelas correntezas da corrupção da cultura ocidental. Em suas conferências ela encoraja as mulheres a não desanimarem, e a se convencerem de que, se se converterem a Cristo, podem viver uma vida feliz no mundo louco de hoje. Fonte: Lehen is Sewwa, 10/04/2010 p. 03 - Malta.

Dos vampiros para os braços de Cristo - Conversão de Anne Rice Anne Rice é autora de uma série de romances sobre vampiros, que vendeu cerca de 100 milhões de exemplares pelo mundo afora. Alguns foram filmados por Neil, diretor ganhador do Oscar, e dele participaram protagonistas como Tom Cruise e Brad Pitt. Apesar de ter nascido numa família católica, em Nova Orleans, nos Estados Unidos, onde cresceu e, após ter lido autores existencialistas, e por causa de

especiais circunstâncias difíceis pelas quais passou, chegou a se persuadir que o mundo e a vida não teriam sentido algum; portanto tornou-se ateia e afastou completamente a fé e a Igreja de sua infância. Anne Rice, após 38 anos, durante os quais escreveu livros sobre os Vampiros num mundo sem Deus e sem escopo, após uma longa viagem repleta de conflitos internos, acordou e se

apercebeu da existência de um grande vazio em sua vida, voltou de novo para seu Deus e sua Igreja Católica. Em seu último livro publicado, tendo como titulo “Called Out of Darkness – a spiritual cofession” (Chamada das Trevas – uma confissão espiritual) ela escreve longamente sobre sua conversão e volta para Deus no seio da Igreja Católica. Sobre isso ela escreve: “Não vou abandonar jamais (a Igreja) e apesar dos escândalos e conflitos em seu seio, não pretendo, jamais, abandonar minha Igreja”. Ela se sente convicta de que não foi ela que buscou a Deus, mas Deus foi atrás dela. Ela escreveu que foi em 1998, durante uma visita que fez na Basílica de São Pedro, em Roma, com um grupo de católicos, durante a Missa, na altura da Comunhão, estourou chorando, de tanto que queria subir e comungar com os demais; mas tinha plena consciência de que não podia fazer isso, e por respeito à sua antiga religião, desistiu de comungar. Após essa viagem, retornou para os Estados Unidos e escreveu o romance mais raivoso, impostado num mundo absolutamente sem esperança de redenção, com uma meditação longa

sobre o Bem e o Mal. Foi após tudo isso que ela acordou para o vazio em sua vida, e lá se decidiu a mudar sua vida e voltar para Deus. Hoje ela escreve: “É duro ser ateia e afirmar que o mundo é um acidente e que tudo existe sem explicação; que a beleza do mar e a majestade do planeta simplesmente aconteceram por pura fortuidade e não criados por Deus. Para mim, voltar para Deus, em comparação com o que pensava anteriormente, era uma decisão fácil. De fato, isso não era para mim senão o reconhecimento da verdade”.

Fonte: Lehen is Sewwa, 14/03/2009 p. 03 - Malta. Artigo traduzido por: Dom Walter Michael Ebejer, O.P. Bispo Emérito de União da Vitória, PR


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Fatos em Fotos

Estrela Matutina

Janeiro - Fevereiro de 2011

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Abrigo São Francisco Representantes da Diocese celebra o Natal com presépio participam da Escola Bíblica vivo e presentes Catequética dos Emaús

“O Filho de Deus, quando veio ao mundo, foi acolhido e homenageado pelos mais pobres”. Foi assim que Dom João Bosco iniciou a celebração de Natal que reuniu os internos do Abrigo São Francisco e do Abrigo Frei Manoel, frades, funcionários, voluntários, amigos e benfeitores dessas instituições. O cenário era propício para a montagem de um presépio vivo, onde compareceram também o boi, o jumentinho, ovelhas e outros bichos. Todos

puderam contemplar, da forma como fez São Francisco pela primeira vez na cidade de Greccio, perto de Assis, a pobreza de José e Maria e o menino, que se comportou com muita calma e paz durante toda a celebração. Três Reis Magos, da ACARDI, ficaram orgulhosos e bem enfeitados, trazendo presentes a Jesus. Mas havia presentes para todos, trazidos pelas mãos abençoadas dos benfeitores.

Aconteceu de 13 a 16 de janeiro, no Instituto Nossa Senhora da Salette, em Curitiba, a primeira etapa da Escola Bíblica Catequética Emaús, organizada pela Coordenação Regional Sul II de Catequese, com a intenção de preparar catequistas formadores para as escolas diocesanas e paroquiais de catequese, propondo um desafio à nossa catequese, com um novo olhar para a evangelização. A Diocese de União da Vitória enviou, para participar do encontro, além do coordenador Diocesano da Catequese, Célio Reginaldo Calikoski, Pe. Rodrigo Reitz, pároco da Paróquia de São João do Triunfo e assessor Diocesano da Catequese, Rozilda Aparecida Cordeiro

Krol, da Paróquia Senhor Bom Jesus, de Rebouças, Márcio José Gobor, da Paróquia Senhor Bom Jesus de Rebouças, Ir. Eugênia Surmas, da Paróquia de São João do Triunfo e Marli Terezinha Polsin Brugnago, da Paróquia Sagrada Família de Nazaré, de União da Vitória. Foram dias de intensa formação e oração, em que todos puderam trocar experiências, com o objetivo de preparar formadores de catequese para as paróquias e para diocese, tendo a Iniciação à Vida Cristã e o caminho catecumenal como base dos trabalhos e objetivo primeiro de toda a ação catequética.


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Seminário Diocesano

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Seminário Diocesano Rainha das Missões inicia suas atividades O Seminário Diocesano Rainha das Missões dá início às suas atividades do ano letivo de 2011 contando com 34 seminaristas, 11 deles iniciando sua caminhada em preparação ao sacerdócio. As aulas iniciaram no dia 1° de fevereiro, com o intensivo curso de lógica, que se prolonga até o dia 14, quando então os cursos de Filosofia e Teologia começarão as suas atividades acadêmicas. Graças à colaboração dos benfeitores, o Seminário pôde contar com várias melhorias em suas instalações. A primeira delas foi a montagem de uma capela para oração particular e de pequenos grupos. Outra obra importante foi a reforma da cozinha e do refeitório. Tudo isso é motivo de Ação de Graças por parte da equipe de formação e de todos os outros membros do Seminário Diocesano, que espera poder continuar contando com as orações e colaboração dos benfeitores.

Na foto, os novos seminaristas, vindos de Marabá (PA), Estância (SE), Rebouças e Porto União.

Na foto, quem comanda a cozinha do Seminário Diocesano, Maria de Fátima Pinho e Geli Orlandi Duração do curso: três anos Aulas: terças e sextas-feiras, das 19h30 às 22h10 Carga horária: 650 horas/aula

Matrículas abertas para o Curso de Teologia para Leigos

Local: Seminário Diocesano Rainha das Missões Rua Castro Alves, n° 755 – União da Vitória

Visando oferecer uma oportunidade de aprofundar, formar e engajar leigos e leigas conscientes de sua missão eclesial, a Escola Teológica e Pastoral João XXIII, está disponibilizando um Curso de Teologia para Leigos, que já formou seis turmas, e está assim estruturado:

Matrículas: Na Cúria Diocesana

e nas secretarias paroquiais, de 17 de janeiro até o primeiro dia de aula Início das aulas: 1° de março de 2011

Sagrada, Catecismo da Igreja Católica e Compêndio do Vaticano II. A Escola oferece uma biblioteca para pesquisas e leitura.

Mensalidade: R$20,00 (se alguém comprovadamente encontra dificuldades em pagar, seu caso será considerado) Bibliografia indispensável: Bíblia

Se informe em sua paróquia! Muitas já têm o transporte para União da Vitória organizado para vir às terças e sextasfeiras.

Para mais informações Cúria Diocesana | (42) 3522.3595 Rua Manoel Estevão, 275 . União da Vitória . Paraná | seminário@dioceseunivitoria.org.br

Escritório de Advocacia Valdir Gehlen

Areia Terraplanagem Ferro

OAB-PR 8.765

Enio G. C. Nogara

Luciano D. Crespo

OAB-PR 13763A

OAB-PR 35036

Nelson João Pedroso

Cal Cimento Pedra

Bacharel

E-mail: valdir.gehlen@bol.com.br União da Vitória . Av. Profª Amazília . 376 . (42) 3522 2735

Tijolos BR-476 Km 1 . nº 268 - Próximo à Ponte do Arco - União da Vitória.PR 84600-000


8 Artigo

Janeiro - Fevereiro de 2011 www.dioceseunivitoria.org.br

Eis o Cordeiro de Deus – Cura, Senhor Em quase todas as questões, até nas de nossa fé cristã, somos tentados a torcer tudo a nosso favor. Isso é estranho. Meditando sobre os comportamentos que adotamos em nossas celebrações eucarísticas, que, sem dúvida, traduzem normalmente algo mais profundo, do que apenas sentimentos superficiais, resolvi compartilhar uma pequena reflexão. A mensagem de Jesus Cristo é a boa notícia de que Deus está conosco e nos convoca para a missão. Missão de transformar o mundo, colaborando na implantação do Reino de Deus. Reino esse, que é justiça, igualdade, fraternidade e vida. Essa boa notícia já é realidade na pessoa de Jesus de Nazaré e em todos os que acolhem o seu projeto. Claro, no entanto, é que ainda está em movimento de realização. Cada um dos seguidores do Homem de Nazaré necessita caminhar, lutar contra os próprios limites e viver na justiça e no amor. Jesus, com suas palavras e com os seus feitos, mostrou que o Reino só se torna realidade à medida que as pessoas o acolhem e com ele se comprometem. O compromisso consiste em falar e agir como Jesus agiu. Como cristãos, facilmente acolhemos o Cristo como Filho do Deus todo-poderoso, aquele que pode tudo, aquele que cura

todas as nossas dores; contudo, acolhê-lo como aquele que quer compartilhar sua missão doadora de vida, é mais difícil. Todavia, esse último aspecto é bem visível nas celebrações sacramentais, especialmente, na celebração eucarística. O visível pode, quando não se quer dar atenção a ele, permanecer como invisível. Não são poucos os que vão à missa porque querem determinada “graça”: sucesso na vida, cura de doenças, proteção para uma viagem, notas boas, rezar pelos flagelados de uma enchente, tempo bom... Mas, por outro lado, os que procuram unir a sua vida, a vida de sua família e da comunidade ao mistério da doação total de Jesus em prol da humanidade, buscando novas forças e inspiração para as lutas do dia-a-dia num mundo cheio de maldades, são sempre poucos. Chamou-me especial atenção um piedoso fiel que estava preocupado em acertar o momento exato para iniciar o canto de comunhão, quando faria o pedido: “Cura, Senhor, onde dói; cura, Senhor, bem aqui...”. Mas, parece que não ouviu a exclamação do presidente que, instantes antes, soou pelo templo: “Eis o Cordeiro de Deus – aquele que tira o pecado do mundo!”, apresentando a hóstia partida. Deveríamos saber muito bem que esse ato litúrgico tem a finalidade de nos envolver, o quanto for possível, no

mistério da partilha do Pão Eucarístico. Convite para que o acolhamos na humildade: “Não sou digno, mas dizei uma palavra...” Que palavra é essa? Não podemos duvidar que é a palavra do amor. O rito traduz de forma sacramental o mandamento de Jesus: “Amai-vos, como eu vos amei”. E, pode-se completar, acolhendo o mistério, seremos salvos. Penso que à medida que nos deixamos envolver pelo que celebramos, não podemos permanecer somente nos piedosos pedidos. O Corpo do Senhor partido e o Sangue do Senhor derramado não nos deixam indiferentes. Aquele que se aproxima da Eucaristia é salvo porque o amor do Senhor não o deixa avançar pelo caminho da vida, sem experimentá-lo

e vivê-lo com os irmãos, com a natureza e com todas as criaturas. O pedido de cura expressa, com certeza, grande confiança no Senhor que se doa; mas, talvez, não deveríamos passar tão rapidamente da resposta do “Cordeiro” para ele. A resposta ao convite do presidente, ao apresentar o pão partido, pode e deve ser mais degustada. “Não sou digno, mas dizei uma palavra” Ele, Jesus Cristo, diz sua palavra. Como? Entregando-se totalmente, esperando estabelecer comunhão. Isso é salvação.

por:

Pe. Mário Glaab Administrador paroquial paróquia N. Sra. das Dores

Salmo 17 (2-30) - Ação de Graças pela Salvação e pela Vitória - Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força, + minha rocha, meu refúgio e Salvador! 3= Ó meu Deus sois o rochedo que me abriga,+ minha força e poderosa salvação, sois meu escudo e proteção: em vós espero! 4- Invocarei o meu Senhor: a ele a glória! e dos meus perseguidores serei salvo! 5- Ondas da morte me envolveram totalmente, e as torrentes da maldade me aterraram; 6- os laços do inferno me amarraram e a

própria morte me prendeu em suas redes. 8= A terra toda estremeceu e se abalou,+ os fundamentos das montanhas vacilaram e se agitaram, porque Deus estava irado. 9= De seu nariz fumaça em nuvem se elevou,+ de sua boca saiu fogo abrasador, e carvões incandescentes, de seus lábios. 14- Trovejou dos altos céus o Senhor Deus, o Altíssimo fez ouvir a sua voz; 15- e lançando as suas flechas, dissipouos dispersou-os com seus raios fulgurantes.

16- Até o fundo do oceano apareceu, e os fundamentos do universo foram vistos,ante as vossas ameaças, ó Senhor, e ao sopro abrasador de vossa ira. 21- O Senhor recompensou minha justiça e a pureza que encontrou em minhas mãos, 22- Pois nos caminhos do Senhor eu caminhei,e de meu Deus não me afastei de minhas culpas. 26- Ó Senhor, vós sois fiel com o fiel, sois correto com o homem que é correto;

27- sois sincero com aquele que é sincero,mas arguto, com o homem astucioso. 28- Pois salvais, ó Senhor Deus, o povo humilde, mas os olhos dos soberbos humilhais. 29- Ó Senhor, fazei brilhar a minha lâmpada; ó meu Deus, iluminai as minhas trevas. - Junto convosco eu enfrento os inimigos, com vossa ajuda eu transponho altas muralhas.


edição 156

Refletindo com os Salmos www.dioceseunivitoria.org.br

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Comentário do Salmo 17 (2-30) Para este mês temos como reflexão o Salmo 17, o qual dividiremos em duas partes, deixando a segunda parte para a próxima edição. O Salmo 17 é colocado como um salmo de Ação de Graças, ou seja, de agradecimento, de reconhecimento e louvor a Deus por algo recebido. Dividindo esta primeira parte em três momentos, em um primeiro momento o salmista fala do seu amor a Deus vendo-o como um Deus forte, um refúgio do qual tudo nos protege. Essa visão de um Deus forte e poderoso é melhor expressa em um segundo momento, em que o salmista revela a presença de Deus na força que abala toda a terra, um Deus que se manifesta pela força da natureza. Seu poder, ao mesmo tempo em que assusta, também alegra pela proteção que nos favorece. Em um terceiro momento o salmista declara que a graça do apoio e da proteção divina que recebe é resultado de sua vida voltada sempre para Deus. “Ó

Senhor, sois fiel com o fiel, sois correto com o homem que é correto.” (v.26) O salmo 17 nos ajuda a pensarmos na importância da Ação de Graças, um costume raro em nosso cotidiano e em nossa vida de oração. É mais comum pedirmos do que agradecermos; eis então um convite a uma mudança de atitude. Independente de pedirmos uma graça a Deus, devemos sempre agradecer, agradecer pela vida, pela família, pela alimentação, pela saúde, porque não pelo sofrimento e, é claro, por um pedido atendido. Assim como é um princípio da educação, agradecermos a alguém por um favor a nós prestado, muito mais a Deus, que independente da situação em que estamos, nos sustenta na vida. Além da atitude de não agradecermos corremos o risco de uma atitude pior, muito bem retratada pela história contada pelo Padre Léo (in memoriam), da Canção Nova. “Um bêbado saía do boteco e se dirigia para sua casa. No

caminho, ao atravessar uma linha férrea, fica com um dos pés preso nos trilhos. Preocupado, o bêbado fica mais desesperado ainda ao escutar o apito do trem que se aproxima. Então, olha para os céus e roga a Nossa Senhora para que solte seu pé dos trilhos. Como troca de favor promete não mais trair sua mulher, não mais fumar e, como última tentativa, promete deixar de beber. Após jogar a garrafa de bebida no chão, seu pé logo se solta e o trem, segundos depois, passa diante dele. O bêbado, então aliviado, volta novamente os olhos para os céus e diz: Viu, Nossa Senhora, se não fosse eu retirar sozinho o pé dos trilhos, a Senhora não me teria ajudado.” No desespero, fazemos pedidos a Deus, e quando alcançamos a graça, fazemos cálculos racionais, acreditando que o resultado que recebemos foi obra do acaso, ou por sorte, uma coincidência ou somente por nosso próprio esforço e, não, por ajuda de Deus. Será que Deus não teria agido no próprio acaso que

acreditamos, ou em nossa consciência ou na do outro, para agirmos de tal forma, se tomássemos tal atitude e as coisas mudassem para melhor, para que conseguíssemos tal graça? Se Deus é forte para se manifestar de forma estrondosa na natureza, como diz o salmista, também é forte o suficiente para se manifestar de forma sutil, silenciosa, despercebida muitas vezes por nós. O Salmo 17 diz que Deus se manifesta em nossa vida, que revela sua vontade, que nos concede graças pelos nossos sentimentos, pensamentos, fatos acontecidos; aqueles que andarem pelos seus caminhos saberão ler os sinais. O que se espera de nós é, ao menos, a gratidão em reconhecer seu auxílio.

por:

Francisco Marcelo S. de Lara

Série: A Família e a Atual Problemática - nº 17

A Pornografia: o assassinato silencioso da Família - Novas pesquisas Novos estudos sobre os efeitos da pornografia mostraram que essa podridão desmancha a família, corrompe o sentido de uma sexualidade normal, e frequentemente é o fator maior de muitos divórcios. O autor americano do seguinte estudo declara firmemente que a pornografia é a matadora silenciosa da família. O estudo pesquisado tem o seguinte título: “The Effects of Pornography on Individuals, Marriage, Family and Community”. (Os Efeitos da Pornografia sobre os Indivíduos, Casamento, Família e Comunidade), do autor Patrick F. Fagon, PH.D., psicólogo e ex-deputado Assistente da Saúde e Secretário para Serviços Humanos. Ele é o autor e também Diretor do Centro de Pesquisas sobre o matrimônio e religião no Conselho de Pesquisa sobre a Família (FRC). Os Homens e a Pornografia O estudo comprova que os homens que se dedicam regularmente a ver

pornografia têm uma tolerância muito elevada à sexualidade anormal, inclusive do estupro, das agressões sexuais e da promiscuidade sexual. Homens casados presos à pornografia, confessam que atualmente sentem menos satisfação sexual nas relações com suas esposas, e ficaram emocionalmente menos atraídos por elas. As pesquisas também revelaram que os homens que usam regularmente a pornografia ou as mulheres com quem se relacionam pelo “Cybersex”, demonstram maior tendência à infidelidade. A Pornografia Incrementa a Infidelidade O pesquisador Estêvão Stack, da Universidade Wayne State, dirigiu pesquisas que acusaram que o uso de pornografia triplica a taxa das infidelidades matrimoniais. Os estudos do Conselho das pesquisas Familiares

(FRC) afirmam que os usuários da pornografia, consideram sempre mais que a instituição familiar e matrimonial os tolhe em sua atividade sexual, e creem, sempre menos, na importância da fidelidade ao casamento como instituição social e essencial; e duvidam também quanto a sua viabilidade como instituição para o futuro.

Tudo isso demonstra que, de uma maneira bem natural, diminui nesses homens a consciência da importância de terem e cultivarem bons relacionamentos familiares em seus lares. Conforme tais pesquisas, feitas por advogados que lidam com litígios matrimoniais (divórcio, separações, etc.), 68% dos casos de divórcios resultaram do envolvimento de


10 Santos do mês um dos cônjugues com um/a parceiro/a na Internet, enquanto calcularam que 56% se deixaram induzir, de uma parte ou de outra, porque eram pessoas obsessivamente interessadas nos websites pornográficos. A Pornografia e a Promiscuidade Sexual A pornografia, evidentemente, encoraja a permissividade sexual, dizem as pesquisas, e levam a um risco maior de ocasionar nascituros fora do casamento (filhos naturais), juntamente com doenças sexuais transmissíveis. Foi observado também o dobro de casos de depressões clinicas entre os usuários da pornografia

Janeiro - Fevereiro de 2011 www.dioceseunivitoria.org.br na internet, em comparação com os não usuários. Efeitos sobre os Adolescentes

no início, os adolescentes se sentem um tanto embaraçados e desgostosos com as cenas pornográficas, aos poucos, com a passagem do tempo, não ficam mais assim perturbados, após se exporem repetidamente a cenas pornográficas.

Igualmente, a pornografia pela Internet produz grandes efeitos sobre os adolescentes. Foi publicado que 70% dos jovens na faixa etária entre 15 e 17 anos encontraram acidentalmente material pornográfico enquanto estavam 'on-line', e disso tudo não contam a ninguém.

A classe de jovens com um nível mais elevado de uso de Internet e especialmente as conexões 'fast internet', foram encontrados mais propensos a usar da pornografia do que outros grupos.

Aqueles jovens que se encontraram casualmente com cenas dessa espécie, em seguida iniciaram uma busca mais frenética do que aqueles jovens que não foram expostos a esses aliciamentos. Se

Conforme Dr. Fagan, a pornografia solapa a consciência, promove a desconfiança entre os casados e desmoraliza milhares de mulheres jovens. Ele mantém firme sua posição, de que tais práticas não são

meramente uma modalidade de fuga; mas são como veneno emocional e racional. Os fatos mostram que quanto mais aumenta a pornografia, mais diminui a frequência dos matrimônios. A Pornografia é a assassina silenciosa da família. Fonte:Lehen is Sewwa, 06/03/2010 p. 01-21 - Malta por:

Dom Walter Michael Ebejer, O.P. Bispo emérito da diocese de União da Vitória

Santos, luzeiros para a humanidade 21 de fevereiro - São Pedro Damião, Bispo e Doutor da Igreja

6 de março - Santa Rosa de Viterbo, Virgem

São Pedro Damião, Cardeal e Doutor da Igreja nasceu pelos fins do ano 1006, ou em começo de 1007, em Ravena. Pedro perdeu os pais muito cedo e ficou debaixo das ordens de um irmão mais velho, que o tratava com muita dureza e sem a menor caridade. Tendo 10 anos, a sorte de Pedro melhorou. Um outro irmão, também de nome Damião, que era arcipreste em Ravena, recebeu-o em casa, introduzindo-o no estudo das ciências e foi para ele um pai carinhoso. Para mostrar-lhe a gratidão, Pedro adotou o cognome de Damião.

Nasceu em uma família humilde de Viterbo. Afirmam seus biógrafos que desde tenra idade já manifestava experiências místicas. Viveu asceticamente e se impunha severas penitências. Não se sabe muito bem o ano em que Rosa nasceu. Alguns biógrafos situam em 1234 ou 1235. Mais provável que tenha nascido em 1236, deduzindose, pois, que morreu em 1253, com 18 anos incompletos. Seus pais trabalhavam em um mosteiro de Clarissas, perto de sua casa, chamado São Damião. Desde cedo Rosa recebeu influência da espiritualidade Francisclariana em sua vida.

Tendo 28 anos, fez-se monge do eremitério de Fonte Avelana, na diocese de Faenza. Com dedicação a mais extremada trabalhou na sua santificação, lançando os alicerces de uma vida ascética, que não mais largou até à morte. Diversos outros mosteiros convidaram Pedro para pregações e para reformá-los em seu espírito. Morto o prior de Fonte Avelana, foi Pedro eleito seu sucessor. Como Superior, dirigiu toda a atenção à formação de um bom espírito ascético nas comunidades. Para esse fim, escreveu a biografia dos Santos Odilon, Romualdo, Domingos Loricato e Rodolfo de Eugúbio, que apresentavam aos monges exemplos perfeitos da vida religiosa. Grandiosa foi a atividade de Pedro

Damião na reforma religiosa, em muitas dioceses. Comissões dificílimas e bem melindrosas foram-lhe confiadas pelos Papas e sua prudência, energia e caridade conseguiram os mais brilhantes resultados. São Pedro Damião é enumerado entre as figuras clericais mais eminentes de todos os tempos. Foi grande como sábio, religioso, sacerdote e cardeal. Admiráveis e fora do comum eram-lhe os conhecimentos, principalmente da jurisprudência; admirável era a franqueza apostólica, com que profligava os vícios do tempo; admirável a austeridade e santidade de sua vida; admirável a piedade e zelo sacerdotal; admirável enfim, a dedicação incondicional à Santa Sé e o entusiasmo e atividade pela prosperidade da Igreja. O corpo do grande Santo descansa na Igreja dos Cistercienses, em Faenza. Leão XII deu a S. Pedro o título honroso de Doutor da Igreja.

Santa Rosa viveu na primeira metade do século XIII, em uma época de grande confrontos, de um lado surgia São Francisco de Assis, o irmão menor de todos, de outro, o imperador Frederico II, o grande estadista, que governava com mão-de-ferro. Há uma guerra de poderes, em um extremo o poder Espiritual, a Igreja; e de outro o mundo, o Imperador. Santa Rosa de Viterbo foi escolhida para ser a padroeira da Jufra do Brasil, sua festa litúrgica é dia 06 de março, o dia de sua morte, mas também pode ser comemorada no dia 04 de setembro, dia do seu translado para o mosteiro de Clarissas de Santa Rosa de Viterbo. No

dia da festa de Santa Rosa, a Jufra do Brasil comemora o DNJUFRA (Dia Nacional da Jufra). O Papa Inocêncio IV mandou exumar o corpo de Rosa, no dia 4 de setembro de 1257, e para a surpresa de todos, o corpo foi encontrado intato, quase como se ela estivesse viva. Rosa foi transladada para o mosteiro de Clarissa, chamado depois disso, mosteiro de Santa Rosa. A mensagem de Santa Rosa continua atual, plenamente válida e urgente: conversão, mudança de vida, fidelidade ao Evangelho e à Igreja, amor e paz.

Extração de Areia e Transportes Rodoviários Ltda telefone: (42) 3522-1635 | Km 491 BR 153 | Colônia Correntes - União da Vitória


edição 156

Intenções do Apostolado www.dioceseunivitoria.org.br

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rezemos com o Papa no mês de fevereiro

Intenções do Apostolado da Oração A Família, fundamento da sociedade

Doença e testemunho cristão

A importância da família

Se é verdade que existem doenças em todo o mundo, também é verdade que nos territórios tradicionalmente chamados terras de Missão, as doenças têm uma maior incidência, sobretudo na África, por várias razões, seja pela falta de higiene, pela escassez de água e também pela falta de assistência, já que escasseiam médicos e enfermeiros. Existem ainda os grandes lobis internacionai,s que impedem que haja ajudas por outros canais que não sejam os deles, já que isso lhes estragaria o negócio. Isto se aplica, sobretudo, ao caso da AIDS, mas também se pode citar a malária e tuberculose, que infelizmente se tornaram endêmicas, sobretudo em países africanos.

A família é o fundamento indispensável da sociedade de todos os povos e um bem insubstituível para os filhos, dignos de nascer para a vida como fruto do amor e da doação total e generosa dos pais. A família ocupa um lugar primário na educação e no crescimento harmonioso da pessoa humana. É uma verdadeira escola de humanidade e valores perenes.

Para que a família seja respeitada por todos em sua identidade e para que seja reconhecida a sua insubstituível contribuição a toda a sociedade.

Ninguém deu o ser a si mesmo. Recebemos a vida de outros, vida que cresce e amadurece com as verdades e os valores que aprendemos na relação e comunhão com os outros. Nesse sentido, a família, fundada no matrimônio indissolúvel entre um homem e uma mulher, expressa a dimensão relacional, filial e comunitária e é ambiente próprio, onde a pessoa humana pode nascer com dignidade e desenvolver-se de uma maneira integral.

[Intenção Geral do Apostolado da Oração]

Aquele que nasceu e cresceu num ambiente familiar saudável tem todas as garantias de vir a ser um cidadão útil à sociedade, pois a família está na raiz de uma vida digna e realizada. Por isso, se a família, como célula básica da sociedade, se debilita, toda a sociedade fica mais fraca. E a família se debilita quando não tem estabilidade nas suas relações afetivas. Neste caso, não só não será capaz de dar uma educação baseada nos valores humanos e evangélicos, como não poderá ajudar a sociedade. A família é o lugar onde se aprende a viver o amor incondicional, imagem do amor de Deus. Por isso, ela constitui um desafio difícil mas, ao mesmo tempo, aliciante, que faz dela um lugar de excelência de aprendizagem e preparação para a vida. Sobre essa importância da família, afirma o Concílio Vaticano II: “A família é a primeira escola das virtudes sociais de que as sociedades têm necessidade” (Gravissimum educationis, 3). A crise da família Em todos os tempos houve crises nas famílias, mas a que atualmente atravessa é certamente das mais graves dos últimos tempos. Com efeito, constatamos, particularmente na cultura ocidental, uma crise de identidade da família. A que é que, hoje em dia, podemos chamar “família”? Além do “modelo tradicional”, existem famílias monoparentais (viver só com o

pai ou a mãe), famílias fruto de “uniões de fato” (infelizmente tão comuns), viver com a mãe e segundo marido, etc. Hoje em dia até se pode ter pais homossexuais. O baixo nível de natalidade, que se verifica em tantos países ocidentais, é outro indicador da falta de confiança na vida, na sociedade e na família. Por isso nos interrogamos: Qual o papel do pai e da mãe? Que educação se deve dar às crianças? Como definir, hoje, a família? Para a maioria das pessoas, baseia-se na relação entre um homem e uma mulher, mas há quem defenda outros modelos, a que acabamos de nos referir. Sobre essa crise, declarou o Papa Bento XVI, no Encontro Mundial das Famílias, na cidade do México, em Janeiro de 2009: “O trabalho educativo da família vê-se dificultado por um enganado conceito de liberdade, no qual o capricho e os impulsos subjetivos do indivíduo se exaltam até se deixar cada um encerrado na prisão do seu próprio eu”. Como superar a crise? O mais importante para superar a crise que a família atravessa consiste em ter bem claro o papel da família. Sobre esse papel, afirmou o Papa atual, na Assembleia do Pontifício Conselho da Família, em 13 de Maio de 2006: “A família, fundamentada no matrimônio, constitui um “patrimônio da humanidade”, uma instituição social fundamental; é a célula vital e o pilar da sociedade, e isso diz respeito a todos os crentes e não crentes. Pede-se às famílias cristãs que deem o exemplo que se lhes pede, tanto no amor mútuo de homem e mulher, como no amor aos filhos e na educação deles, a fim de serem membros úteis à sociedade. Oremos intensamente este mês, juntamente com o Papa, por essa questão tão delicado e fundamental.

É certo que, sobretudo na África, não existe outra instituição que faça tanto pelos doentes e abandonados como a Igreja Católica, em inúmeras obras, como hospitais, centros psiquiátricos e tantas outras formas de ajuda. Mas é necessário que todo esse apoio se multiplique ainda mais, na quantidade e qualidade. No tratamento da doença não bastam os remédios que a ataquem, é também necessário ser uma presença amiga junto ao doente, sobretudo tratando-se de doenças terminais ou graves. Esta proximidade não deve traduzir-se em falsas consolações, como dizer à pessoa doente que foi Deus que lhe mandou a doença, ou que ela está sofrendo só agora, mas que no Céu não sofrerá mais. É certo que no Céu não se sofre, mas trata-se de levar uma palavra amiga a quem está sofrendo na terra. E a consolação daquele que sofre, no caso de ser cristão, consistirá em dizerlhe que não está só no seu sofrimento, que Cristo é solidário com ele, que Deus está sofrendo com ele, que aquele que sofre tem um lugar especial no coração de Deus. Com efeito, a experiência da doença, vivida a partir da fé, torna-nos capazes de descobrir a misericórdia de Deus, que está perto de nós, para nos dar a sua consolação.

Para que nos lugares de missão, onde é urgente a luta contra as enfermidades, as comunidades cristãs saibam testemunhar a presença de Cristo junto aos sofredores.

[Intenção Missionária do Apostolado da Oração] Na presença da doença, sobretudo de doenças mais graves, sentimo-nos desarmados e não encontramos as palavras adequadas e é nessas ocasiões que o silêncio respeitoso e compassivo é a melhor atitude que podemos ter. Oremos, neste mês, para que na África, e em todo o mundo, o serviço aos doentes seja vivido, por parte dos cristãos, como fruto da sua união com o Coração de Jesus. Esta intenção de oração recordanos a relação privilegiada que Cristo tinha com os doentes, que se encontra no coração do Evangelho.

por: Pe. António Coelho, s.j. Portugal

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12 Fatos em Fotos

Estrela Matutina

Janeiro - Fevereiro de 2011

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Capela de Santa Margarida é abençoada com festas e homenagens

Dia 23 de janeiro foi a data marcada pelos moradores de Dorizzon, Município de Mallet, para a inauguração da nova Capela, dedicada a Santa Margarida. O bispo diocesano, dom João Bosco, e o pároco, Pe. Francisco Adamczyk desataram a fita, na entrada da capela, que foi depois abençoada, como também o altar, durante a celebração solene da Santa Missa. Presentes

também o Superior Provincial dos Padres da Sociedade de Cristo, Pe. Casimiro Dlogosz, ex-pároco que acompanhou toda a construção, e também o Pe. Vassilio Burko, da Paróquia de São José, dos Ucranianos. O tempo bom também colaborou para o sucesso da inauguração e da festa que se estendeu pela tarde.

Comunidade da Paróquia São Sebastião Mártir comemora dia do Padroeiro Em festa, a paróquia São Sebastião Mártir comemorou, do dia 20 a 23 de janeiro, o dia do seu padroeiro. Uma missa solene, celebrada pelo pároco Pe. José de Jesus, deu início às festividades. Nos outros dias, houve celebrações da Palavra com bênção do Santíssimo e, para encerrar as comemorações do dia do Padroeiro, Pe. Jesus, Pe. José Antônio da Cunha, que estava de passagem por União da Vitória, paroquianos e benfeitores saíram em cavalgada, levando consigo a imagem de São Sebastião Mártir.

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ENCARTE A partir desse número do Estrela Matutina estará sendo publicado também um roteiro para os grupos de reflexão permanentes. Será um encarte a parte para que os grupos possam utilizar nos encontros dos grupos. Para começarmos será apresentado os roteiros preparados pela CNBB para esta Campanha da

Boletim da Diocese de União da Vitória - Paraná | janeiro fevereiro de 2011 Material de apoio para Grupos de Reflexão e preparo da Liturgia

Fraternidade, haja visto que toda a Igreja no Brasil estará também refletindo este tema. A partir da próxima edição do Estrela teremos aqui a reflexão de outros temas para que os grupos possam aprofundar a sua fé e o seu conhecimento a respeito dos ensinamentos da igreja. Esperamos com isso que seja

algo que possa ajudar os grupos a se manterem na ativa durante o ano todo e não somente quando estiver as vésperas do Natal. Por isso convide as pessoas que já fazem parte do seu grupo para que possam aproveitar esses subsidios que estarão a disposição aqui no Estrela nos encontros. Para aqueles grupos que

acabaram de desfazendo que seja um motivo a mais para começarem os encontros de novo. Pe. Joviano José Salvatti Assessor Diocesano da Liturgia Pe. Fabiano Bulcovski

Fraternidade nos Círculos Bíblicos Primeiro Encontro: Maravilhas da Criação TEMA: FRATERNIDADE E A VIDA NO PLANETA Texto bíblico: Rm 8,22 “A criação geme em dores de parto” Preparando o ambiente Colecionar figuras de paisagens, com animais e plantas variadas; expor grãos de cereais e frutas; providenciar o cartaz e outros materiais da Campanha da Fraternidade. Boas-vindas Receber carinhosamente quem chega, apresentando os que ainda não se conhecem. Deixar à vista o material que nos faz pensar na diversidade da natureza e solicitar aos participantes que tomem lugar em círculo à volta dos símbolos. Animador (a): Irmãos e Irmãs, sejam todos bem vindos para o encontro com a Palavra de Deus que fortalece nossa caminhada rumo à Fraternidade, O itinerário da fé que a Campanha da Fraternidade de 2011 nos propõe é da FRATERNIDADE E VIDA NO PLANETA. Nosso Planeta clama. Somos convidados a percorrer este caminho na abertura e na acolhida do apelo que Deus faz a cada um de nós. No espírito de prontidão, iniciemos cantando. Em nome do Pai. Em nome do Filho/Em nome do Espírito Santo. Amém. Animador (a): A CF deste ano nos convida a fazer uma longa viagem. Primeiro para dentro de nós mesmos, neste tempo da Quaresma, para conhecer nossos sentimentos, nossas atitudes, nosso jeito de viver. Somos também convidados a tomar conhecimento do nosso planeta com sua vida ameaçada. Teremos, neste itinerário da fé, como companheira e luz, a Palavra de Deus que certamente ecoará em nossos corações e iluminará nossas orações e decisões. Canto: à escolha Oração inicial: Senhor, Tu nos deste, uma linda casa, uma casa planetária, o grande lar de toda a humanidade. Com sabedoria nos cercaste de vida. E queres que cuidemos

bem dessa vida, neste planeta onde todos dependem de todos. Nós te louvamos pelo mistério grandioso da vida! Nós te reverenciamos por tua maravilhosa Criação! Ajuda-nos a sermos instrumentos de conservação da vida, agindo com responsabilidade e inteligência, para sermos dignos de um presente tão magnífico. Amém. Partilhando a vida Animador (a): Neste primeiro encontro vamos perceber a beleza de tudo aquilo que o autor da criação fez para nós. Ao contemplar a criação, somos convidados a perceber a variedade do ambiente que nos cerca, a sabedoria e criatividade com que o Autor da vida fez tantas maravilhas. Muitas vezes nem notamos, porque estamos acostumados demais com o milagre da vida. (Ao redor dos símbolos, conversar sobre a Campanha, mostrando o cartaz e o lema, mas também destacando como é bom estarmos unidos como Igreja, partilhando experiências, refletindo e combinando juntos o que podemos fazer para uma vida sempre melhor) Dinâmica de abertura do tema: Dividir o grupo em duplas. Um em cada dupla vai fazer de conta que é um alienígena recém-chegado de um planeta totalmente diferente e que nunca viu nada do que achamos tão comum aqui na Terra. O outro vai escolher uma das figuras com animais e plantas, ou uma fruta ou um grão de cereal e vai tentar explicar direitinho ao parceiro de outro planeta o que é aquilo, por que é importante, como nasce e cresce cada um desses produtos da vida terrestre, o que aquilo tem de especial. Depois, coletivamente, o grupo partilha o que percebeu nessa tentativa de ver como novidade algo que estamos acostumados a pensar que é uma coisa comum. Ouvindo a Palavra Animador (a): Desde o começo de sua história, o ser humano se viu cercado de um mundo variado que lhe despertava admiração. Ficava diante de rios, mares, ça

montanhas, florestas.., e se perguntava: como tudo isso apareceu? que sabedoria fez tudo isso existir? Hoje a ciência diz como funcionam muitas dessas coisas, mas a explicação só faz aumentar o nosso deslumbramento e a nossa reverência diante do Criador. A Bíblia começa com um poema que mostra o povo maravilhado diante do mundo, do planeta, do ritmo da natureza. É um texto que não pretende ser uma explicação científica, ninguém precisa brigar com a ciência por causa dessa bonita linguagem poética da Bíblia. O texto, na verdade, tem como objetivo algo bem maior e mais humano: mostra o nosso espanto e o nosso agradecimento a Deus pelo mundo em que ele nos fez nascer. Animador (a): O texto que vamos ouvir expressa o grande sonho de Deus no ato de criar e modelar o universo. Deus, ao organizar o mundo, coloca o ser criado ao lado do ser humano para viverem em perfeita harmonia, cada um na responsabilidade de embelezar o seu espaço. Preservar a natureza é questão do despertar da consciência de que fomos criados à imagem e semelhança de Deus para conviver e cuidar de tudo aquilo que Ele criou. A consciência ecológica e o sentido da missão faz parte do Projeto de Deus. Leitor (a) 1: O poema da Criação descreve a vitória de Deus contra todos os “males” simbolizados pelas trevas, pelas águas do abismo e pelo deserto (Gn 1,1). A ação criadora de Deus que “separa” as trevas da luz, as águas de cima das águas de baixo, a terra dos mares, transformando o deserto em prados e florestas, revela aos pobres e aos oprimidos que vale a pena confiar neste Deus capaz de derrotar todas as forças caóticas que produzem o medo e a morte. Leitor (a) 2: A bênção de Deus é dada a toda a criação. A humanidade recebe de Deus a superioridade para cumprir a missão de CUIDAR da Mãe Terra, para que ela seja fecunda e gere VIDA para todos. Leitor (a) 3: Pensar o planeta que geme de dores é pensar na diversidade de povos, culturas, plantas, animais que sofrem com a falta de cuidado e é pensar também nos diferentes jeitos de falar e de se relacionar com Deus. Cada povo tem seu jeito de

explicar sua relação com o CRIADOR. O que é lindo é que há sempre uma referência à VIDA e ao Senhor da Vida. Leitor 1: E Deus viu que era bom... Eram boas a luz, as tardes e manhãs, a sucessão do dia e da noite, as águas da chuva e da terra, as sementes e as plantas. O poema da criação foi escrito na época do exílio do povo na Babilônia. Lá, longe de sua terra e do templo, o povo da Bíblia começou a ver melhor como Deus estava presente em tudo e em qualquer lugar. Nós temos todas essas obras de Deus junto a nós hoje. Já percebemos como tudo isso é fantasticamente bom? Se faltasse alguma dessas coisas, o que aconteceria? Vamos ler na Sagrada Escritura o texto de Gênesis 1,1-3 1, que narra a criação do planeta. Refletindo a Palavra 1- O que diz o texto? 2- Como é descrita a criação? 3- De que você mais gostou no texto e por quê? 4- Qual é nossa missão com relação à preservação do planeta? Celebrando a Palavra que nos faz caminhar Animador (a): Diante do que vimos e ouvimos, vamos expressar nossa gratidão ao Deus da vida e da esperança pela obra de sua criação. Nosso planeta está aí, para ser cultivado e protegido, com tudo que Deus nos deu: rios, animais, plantas, terra, mar... Somos “gerentes” do planeta e devemos cuidar dele com admiração e inteligência. No fundo, é de nós mesmos que estaremos cuidando, porque o que nos cerca é indispensável à nossa vida. Somos responsáveis também pelo futuro: queremos que a Terra tenha jeito de jardim ou de terreno destruído que ameaça a vida? Se algo sair errado, a culpa não será das plantas nem dos animais, mas do habitante planetário que tem condições para mexer com tudo isso. Pelo que vemos à nossa volta, o que está sendo feito para “cultivar e guardar” o planeta? (deixar uns instantes em silêncio). Façamos agora as nossas preces espontâneas.


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Círculos Bíblicos

Animador (a): O salmo 8 nos mostra o ser humano consciente de sua responsabilidade. Só podemos dar glória ao nome de Deus quando respeitamos e protegemos o que ele criou (rezar ou cantaro salmo 8). Nosso compromisso de fraternidade (O/a animador/a motiva os participantes para que discutam e decidam o compromisso que deverá ser assumido individual ou comunitariamente). Oração final: Senhor, Tu nos chamas a viver em Fraternidade. Dá-nos, a perseverança na construção do mundo justo, solidário e fraterno. Queremos ser instrumentos de paz, solidários com os doentes e desesperançados, caminhar tendo como objetivo uma vida com gosto de paraíso. Ajuda-nos a ser comunidade unida, em que todos se ajudam mutuamente na missão e dá-nos a alegria de caminhar juntos, manifestando, assim, o teu Reino de Amor. Por Cristo, nosso Senhor. Amém. Canto final: à escolha. Tarefa para o próximo encontro: Cada um deve trazer notícias sobre uso correto e uso abusivo dos recursos do planeta. O (A) animador (a) pode distribuir alguns trechos do texto-base para estudo pessoal. Segundo Encontro Desperdício ou conservação e partilha? Preparando o ambiente Notícias de jornais, cartazes sobre o uso dos recursos da natureza, publicações que falem de consumo responsável, material reciclado, dados do Texto-Base, em forma de cartaz. Boas-Vindas Receber fraternalmente quem chega; recolher para expor o material que trouxerem, proposto como tarefa no encontro anterior. O próprio animador deve trazer material como, por exemplo: notícias de jornal, cartazes sobre o uso dos recursos da natureza, publicações que falem de consumo responsável, material reciclado, dados do texto- base em forma de cartaz etc. Animador (a): Irmãos e irmãs, sejam todos bem-vindos! Na alegria do Senhor, acolhemos cada um e cada uma na fraternidade. Cantemos com alegria. Eis o tempo de conversão/Eis o dia da salvação: Ao Pai voltemos, juntos andemos./Eis o tempo de conversão! H. Os caminhos do Senhor/são verdade, são amor: dirigi os passos meus:/em vós espero, Ó Senhor! M. Ele guia ao bom caminho/Quem errou e quer voltar. Ele é bom, fiel e justo:/Ele busca e vem salvar. (Sl 25) H. Viverei com o Senhor:/EIe é o meu sustento. Eu confio, mesmo quando/Minha dor não mais aguento. M. Tem valor aos olhos seus/meu sofrer e meu morrer: libertai o vosso servo/e fazei-o reviver! (Sl 116) H. A Palavra do Senhor/é a luz do meu caminho; Ela é vida, é alegria:/Vou guardá-la com carinho. M. Sua lei, seu mandamento/é viver a

Janeiro - Fevereiro de 2011 www.dioceseunivitoria.org.br caridade: Caminhemos todos juntos,/Construindo a unidade! (Sl 119) Animador: Invoquemos a Trindade Santa, colocando-nos na sua presença, acolhendo a misericórdia de Deus. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém! Canto: à escolha Oração inicial: Contemplamos, Senhor, o mundo em que vivemos, com suas dores e alegrias. Alimenta nossa esperança para sempre podermos nos animar mutuamente na defesa do planeta, da promoção da paz, da fraternidade e da justiça. Perdoa nossas falhas e reconduz nossos passos quando o caminho parecer difícil. Como os profetas que nos precederam, queremos anunciar os valores que resgatam a vida e conduzem ao teu Reino. Por Cristo, nosso Senhor. Amém! Partilhando a vida Animador (a): Dinâmica de abertura: Ao redor dos símbolos, vamos partilhar e comentar sobre as notícias trazidas pelo grupo. Depois elas podem ser arrumadas num cartaz ou painel, agrupadas sob títulos criados pelo grupo. Com uma das notícias pode ser feito o “jogo do por que' em que se aprofundam as causas do que aconteceu. Um exemplo de como se pode fazer esse jogo: Ÿ escolhe-se uma notícia. Por exemplo: Lixo acumulado polui o rio Ÿ primeira pergunta: Por que houve acumulação de lixo? talvez alguém responda, por exemplo: Porque as pessoas são irresponsáveis? Ÿ então se pergunta: Por que as pessoas são irresponsáveis? Ÿ uma resposta possível seria: Porque não pensam no bem comum? Ÿ então se faria a pergunta seguinte: Por que as pessoas não pensam no bem comum? Seguindo esse sistema, com uma pergunta sempre derivada da resposta anterior, viriam as outras perguntas (mais duas ou três), para o grupo perceber as causas mais profundas do que prejudica o planeta. Ouvindo a Palavra Animador (a): A Bíblia nos ensina que os dons de Deus são importantes e suficientes para garantir a vida, mas não podem ser mal usados nem desperdiçados, sem que apareça um resultado indesejável. Algumas vezes, desequilíbrios da natureza são interpretados como castigo. Hoje diríamos que, na maioria dos casos, eles são “consequência” de um abuso ou de uma ganância irresponsável. Um episódio da caminhada do povo pelo deserto pode nos ajudar a pensar sobre a moderação necessária no uso dos dons da natureza. O povo, com fome, recebe alimento do céu, mas vejamos com atenção como esse alimento deveria ser usado. Primeira leitura: Êxodo 16,13-18 (ler na Sagrada Escritura) Leitor 1: Cada um recolhia o que necessitava... Será que fazemos isso com os recursos da natureza (o nosso “maná” dado por Deus ainda hoje)? De que realmente precisamos? Sabemos ficar contentes com as necessidades básicas? Nesse texto, vemos que todos poderiam ter o necessário. Deus pede partilha igualitária, fraterna, responsável e agradecida. Como fazemos isso em nossa vida? (conversa livre

no grupo a partir desse questionamento) Animador (a): Mas sempre há aqueles que têm “olho grande”, ansiosos por acumular bens, ter mais, sem pensar no bem comum. O planeta tem recursos suficientes para as nossas necessidades, mas não para os nossos exageros e ambições. Uns não sabem a diferença entre uma atitude e outra; outros sabem, mas não se importam nem com os demais, nem com o futuro. E aí algo dá errado. A Bíblia nos ensina isso mostrando o que acontece com o maná acumulado, sem consciência do bem comum, e da própria natureza desse dom de Deus. Segunda leitura: Êxodo 16,19-30 (ler na Sagrada Escritura) Leitor 2: O maná guardado, colhido em exagero, bichou, apodreceu... Apodrecer é um símbolo das consequências do desperdício. O que queremos em excesso traz “podridão” para a vida, a nossa e a dos outros. Deus tinha planejado tudo direitinho para que a necessidade básica fosse atendida, tanto em relação à alimentação como ao descanso do sétimo dia, humanamente muito importante. Mas alguns são ambiciosos, insaciáveis, só querem acumular, ter mais. E o Senhor questiona: Até quando recusareis guardar meus mandamentos e minhas leis? Se fosse um texto escrito diante dos problemas planetários de hoje, provavelmente Deus perguntaria: Até quando vocês vão desrespeitar a natureza, destruir o planeta sem responsabilidade?(conversa no grupo, relacionando a última pergunta com o material apresentado no início do encontro) Animador (a): Depois da caminhada de vários anos pelo deserto, o povo chega à terra prometida. Deus quer seu povo vivendo bem. Mas a terra precisa ser bem repartida e bem cuidada. Não faz parte dos planos de Deus o acúmulo de fortunas e terras, nem o uso irresponsável desse novo lar conquistado pelo povo. Há normas para o uso da terra e para a recomposição das forças dos seres humanos. Terceira leitura: Êxodo 23,10-12 (ler na Sagrada Escritura) Leitor 3: De acordo com os recursos e o conhecimento daquele tempo, a terra deveria “descansar” para que nada faltasse a todos. Até os animais deveriam ter esse “descanso” e os pobres deveriam ser atendidos. Ou seja: ninguém deveria se apossar de tudo, nada deveria ser esgotado, explorado até o máximo de suas capacidades, para que tudo continuasse cheio de vida, produtivo. Hoje, esgotamos florestas, recursos minerais, deixamos rios sem condições de manter a vida dos peixes... É pecado? Sim, na medida em que prejudicamos a própria vida e contrariamos o projeto do Criador. Antes de tudo é falta de discernimento, de inteligência, porque estamos estragando o único mundo que nos foi dado para viver. Refletindo a Palavra 1- O que deveria ser feito para interromper esse tipo de devastação? 2- Segundo os textos, qual seria nossa missão em relação à vida do planeta? Celebrando a Palavra que nos faz caminhar A Palavra de Deus nos inspira a lutar por um planeta habitável, de forma responsável e

sustentável. Diante do que vimos e ouvimos, o que vamos expressar a Deus como gratidão por tudo o que ele fez por nós? (tempo para as orações espontâneas, pedindo a Deus a sabedoria, para nós e para todos os que tomam decisões sobre o uso dos recursos do planeta. Pode ser feita com o grupo em círculo, à volta das notícias usadas no começo do encontro). Concluir com a oração: Todos: Senhor, Deus de bondade e de misericórdia, queremos viver com intensidade a vida alicerçada no amor e na fraternidade. Ajuda-nos a conhecer a realidade que atinge nosso planeta e lutar pela defesa e dignidade da vida de todos os seres. Fortalece nossa fé e nossa decisão para estarmos sempre a serviço do teu projeto, que é o caminho da maior felicidade para todos. Por Cristo, nosso Senhor. Amém Nosso compromisso de fraternidade (O animador/a motiva os participantes para que discutam e decidam sobre a gravidade e a urgência dos problemas ambientais provocados pelo aquecimento global e ver o que poderá ser feito em defesa do planeta). Canto: à escolha Tarefa para o próximo encontro Trazer exemplos do que diz a propaganda, do que atrai as pessoas para o consumo supérfluo: anúncios recortados de jornais e revistas, frases anotadas de propaganda vista na TV. O animador pode distribuir partes do texto base para estudo pessoal. Terceiro Encontro As tentações que ameaçam o planeta

Preparando o ambiente exemplos do que diz a propaganda, do que atrai as pessoas para o consumo supérfluo: anúncios recortados de jornais e revistas, frases anotadas de propaganda vista na TV. Boas-vindas Receber carinhosamente quem chega e expor o material pedido como tarefa no encontro anterior. Animador (a): Irmãos e irmãs, sejam todos bem-vindos para mais um encontro de experiência e vida com a Palavra de Deus. É tempo da Quaresma e, mais uma vez, o Senhor nos reúne e, com sua bondade, mostra-nos o caminho da verdadeira conversão. Iniciemos em nome da Trindade: Em nome do Pai, Filho e Espírito Santo. Amém. Canto: à escolha: Oração: Sabemos que somos chamados, Senhor, como foi a humanidade desde o começo dos tempos. Chamados para cuidar da vida e cultivar esse planeta que nos deste. Também como os primeiros, estamos expostos à tentação de usar mal o conhecimento e destruir a vida feliz que planejaste para nós. Ajuda-nos, Senhor, a viver com alegria a missão de instrumentos do teu amor a serviço de toda a Criação. Amém! Partilhando a vida Dinâmica de abertura: Examinar em conjunto o material de publicidade trazido pelo grupo, analisando a linguagem e os argumentos que costumam ser usados pela propaganda. Depois, cada um escolhe um anúncio e, à semelhança da linguagem nele usada, compõe outro, desta vez anunciando um valor importante no cuidado com a


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natureza, na busca do bem comum, na construção de um futuro melhor. Animador (a): A natureza é ameaçada, especialmente, porque muitos acham que podem sair ganhando com isso. Devastamse florestas sem cuidado de conservação, porque, em curto prazo, sai mais barato. Usam-se montanhas de material descartável que não vai ser reciclado, porque, não enxergando longe, parece mais prático, mais confortável, largar tudo por aí, de qualquer jeito. Contribui-se para o aquecimento global porque parece cômodo não se importar com gases poluentes... e por aí vamos, trocando o planeta por falsas recompensas imediatas, sem perceber para que abismos caminhamos. O que vemos acontecer diariamente nessa direção? Por que muitas pessoas não se importam? Por que outras pessoas se esforçam para evitar esse tipo de comportamento? (conversa livre do grupo sobre as questões propostas) Ouvindo a Palavra Animador (a): Para todos, o mundo está cheio de propostas sedutoras que prometem grandes vantagens e ocultam os perigos que vêm junto. Deus, quando nos dá mandamentos, não está pedindo sacrifícios; está apontando o modo mais seguro de viver, o caminho que leva a um mundo melhor. Jesus entendia bem isso e foi capaz de rejeitar ofertas que, em linguagem simbólica, representam as tentações a que todo ser humano está exposto. Primeira leitura: Mateus 4,1-11 (ler na Sagrada Escritura) Leitor 1: A primeira oferta é apresentada sob a forma de pão. Representa as necessidades básicas de sobrevivência. Hoje, muito se argumenta a favor de certos processos de cultivo de vegetais e de uso do solo, que aumentam a produção, que dariam riqueza aos grandes donos de terra e empresas. Mas nem sempre se apresenta o custo disso em termos de cuidado com a terra e a vida, de respeito ao pequeno produtor. Não se vê a questão do ponto de vista global. Jesus diz: Não se vive somente de pão... Que valores consideramos importantes quando temos que cuidar das nossas necessidades básicas? (Resposta livre do grupo, talvez com o animador mostrando alguns dados do texto base) Leitor 2: A segunda tentação tem a ver com demonstração de prestígio. Jesus poderia se jogar do alto do templo, ser carregado pelos anjos... seria um sucesso e tanto! Mas não é isso que ele acha importante. Hoje os grandes poluidores são também os que sabem fazer maior propaganda daquilo que lhes interessa. Como poderíamos nos defender desse tipo de argumentação e nos informar melhor sobre o positivo e o negativo de cada tipo de empreendimento? (Conversa livre no grupo, talvez, com o animador mostrando alguns dados do textobase e destacando a necessidade de estar bem informado) Leitor 3: A última tentação engloba tudo: é ser dono do mundo, não importa a que custo. Cada pessoa, empresa ou país que se acha no direito de poluir o ar, sujar rios e mares, destruir florestas, acabar com o que garante a vida está se comportando como arrogante dono de algo que pertence a toda a humanidade. Os países mais poluidores são justamente os que se recusam a participar er

de um acordo mundial para diminuir a poluição. Jesus manda embora Satanás, símbolo de toda essa destruição. O que nós podemos fazer para dizer “não” a esse tipo de “roubo planetário”, feito por todos os que ignoram a necessidade de preservar a vida? (Conversa livre do grupo, talvez, com o animador mostrando alguns dados do texto base) Animador (a): Tudo o que fizermos para preservar a Criação é um ato de louvor ao Criador, além de ser uma atitude inteligente e proveitosa para nosso próprio bem. A sabedoria, muito valorizada na Bíblia, aponta-nos esse caminho, porque o que Deus deseja é ver sua magnífica obra ser preservada, bem cuidada, valorizada. Segunda leitura: Livro da Sabedoria 11,24-26 (ler na Sagrada Escritura) Leitor 4: Deus é o grande “amigo da vida”. Ele nos chama a ser assim também. Ser amigo de toda a vida no planeta é cuidar também de nós, que dependemos de tudo isso que foi criado para a nossa sobrevivência. Não dá para salvar o planeta todo de uma vez. Mas não poderíamos começar a pensar, agora mesmo, a partir de nossa casa e de nossa comunidade, em ações concretas de respeito e preservação da criação? (O grupo discute, sugere, escolhe as sugestões mais adequadas e alguém anota isso como proposta a ser trazida no próximo encontro) Refletindo a Palavra 1- O que os textos nos dizem? 2- Qual o ensinamento que o texto nos traz para continuar defendendo a vida do planeta, sempre que se fizer necessário? Celebrando a Palavra que nos faz caminhar Animador (a): Salomão, ao se ver diante da situação de ter que governar seu povo, faz uma prece pedindo o que ele considerava essencial, fundamental para dar conta de todo o resto. Todos nós, pelo Batismo, fomos chamados a ser — cada um a seu jeito, na sua própria condição de vida — sacerdote, profeta e rei. Ser “rei' é ter poder de decisão sobre alguma coisa. Cada um de nós pode organizar, comandar, transformar algo no território que sua ação consegue atingir. Por isso, de forma orante, podemos repetir a oração de Salomão (Sabedoria 9,14): Todos juntos: Ó Deus de meus antepassados e Senhor de Misericórdia. Que tudo fizeste com a tua Palavra, E com tua sabedoria criaste o ser humano Para dominar as criaturas que fizeste, Para governar o mundo com santidade e justiça E exercer o julgamento com retidão de coração, Dá-me a Sabedoria que se assenta contigo no teu trono E não me excluas do número de teus filhos. Animador (a): motiva para orações espontâneas a partir do que foi colocado como proposta de ação e conclui com a Oração do Pai-Nosso. Nosso Compromisso de Fraternidade A partir dos textos refletidos neste encontro, que compromissos queremos assumir? (Deixar o grupo escolher) Canto: à escolha

Quarto Encontro Construir em segurança Preparando o ambiente Folhas com desenhos ou figuras de casa, comunidade, mapa do Brasil e um globo terrestre. Boas-vindas Receber e acolher afetuosamente quem chega; expor em destaque as sugestões de ações concretas que surgiram no encontro anterior; providenciar quatro folhas com desenhos ou figuras de: a) nossa casa; b) comunidade; c) mapa do Brasil; d) globo terrestre. Animador/a: Irmãos e irmãs, sejam todos bem-vindos para o encontro da escuta da Palavra, da partilha e da vida. A fraternidade é uma atitude coerente, que nasce do reconhecimento do outro como ser humano e de sua dignidade. No espírito de prontidão e acolhida, iniciemos cantando. Em nome do Pai. Em nome do Filho /Em nome do Espírito Santo. Amém. Amém!Assim seja!Amém, assim seja! /Amém assim seja! Assim seja! Amém. Leitor 1: O grande objetivo da Campanha da Fraternidade deste ano é o de poder contribuir para o aprofundamento do debate e busca de caminhos de superação dos problemas ambientais provocados pelo aquecimento global e seus impactos sobre as condições da vida no planeta. Na verdade, a vida do planeta está ameaçada em toda parte do mundo. Daí a importância de unir os esforços de toda sociedade organizada na luta pelo bem comum. Sabemos que é uma luta árdua, mas unidos somos mais fortes. Canto: à escolha Oração inicial: Aqui estamos, Senhor, reunidos ao redor de tua Palavra. Damos-te graças porque cuidas de nós e nos orientas no caminho para uma vida melhor e mais segura. Ajuda-nos a viver com alegria, perseverança e empenho na defesa da vida do planeta que está ameaçado. Por Cristo, nosso Senhor. Amém. Partilhando a vida Animador (a): Através da canção popular com tema ecológico como, por exemplo: Asa Branca, de Luiz Gonzaga ou O progresso, de Roberto Carlos, convidar o grupo a reflexão da letra e da mensagem que ela traz. (dar tempo para as pessoas falarem) Dinâmica de abertura Em 4 grupos, analisar as sugestões de ações concretas propostas no encontro anterior, vendo como podem ser postas em prática, em 3 níveis de atuação: a) pessoal (correspondente à figura da casa); b) comunitário (correspondente à figura de comunidade); c) social (correspondente à figura do mapa do Brasil). Um resumo do que foi conversado será registrado abaixo de cada uma das 3 figuras. Animador (a): Alguém um dia criou uma parábola assim: Um operário estava perto da aposentadoria. Como último serviço, seu patrão lhe propôs a construção de uma casa. Ele poderia fazêla com total liberdade, usando o material que quisesse. O operário, ansioso para se livrar do serviço, faz a casa rapidinho, sem capricho, com o primeiro material que encontrou, sem se preocupar com solidez

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ou qualidade. Só quando a casa estava pronta é que ficou sabendo que ela era o presente que a firma ia lhe dar por tantos anos de trabalho... É uma parábola para pensar em tudo que construímos na vida. Se fazemos mal feito, ficamos envolvidos por algo que não tem qualidade. Isso vale também e, especialmente, para o planeta. Se cuidamos mal dele, estamos esquecendo que se trata da nossa própria casa, do espaço que garante a nossa vida e a dos outros. Ouvindo a Palavra Animador (a): Jesus também usou a casa como elemento de uma parábola sobre a vantagem de construir a própria vida com sabedoria e responsabilidade. Primeira leitura: Mateus 7,24-27 (ler na Sagrada Escritura) Leitor 1: Jesus estava anunciando que a vida deveria ser construída sobre o alicerce seguro da Palavra de Deus, dos valores do Reino. Muita gente quer construir sobre alicerces enganosos: egoísmo, desconsideração do bem comum, ambição, ganância, imprudência... Poderíamos aplicar essa reflexão à construção do futuro de nossa casa planetária. Que atitudes vão garantir que o planeta resista às tempestades produzidas pela ambição irresponsável de quem explora o planeta, sem considerar que ele é fonte preciosa de vida? (Conversa livre com o grupo; depois, embaixo da figura do planeta, o grupo escreve os “alicerces” (atitudes) que vão garantir um sólido futuro para nossa casa planetária) Animador (a): Para construir bem, como instrumento de Deus, é preciso cultivar os valores certos. Não basta rezar muito, ir bastante à igreja... e depois não se importar com a vida nem com os direitos do próximo. Pior ainda seria ter no coração uma prioridade absoluta que não é Deus, colocar a ambição acima da defesa da vida, da responsabilidade de cultivar e guardar o que Deus nos deu. Por isso, Jesus alerta sobre o que cada um tem como valor maior em seu coração. Ele diz: Segunda leitura: Mt 6,19-2 3 (ler na Sagrada Escritura) Leitor 2: Os “tesouros da terra”, muitas vezes conseguidos com prejuízo à natureza, podem nos levar a desprezar cuidados importantes. Nas grandes empresas isso vem junto com a ansiedade por lucro a qualquer preço. E em nossa vida particular, o que pode nos impedir de fazer o que é certo para o bem comum? (Conversa livre com o grupo). Refletindo a Palavra 1- Qual texto mais lhe chamou atenção? Por quê? 2- Onde estará ancorado o coração de quem acha que não vale a pena agir com responsabilidade diante do futuro do planeta? Celebrando a Palavra que nos faz caminhar Animador (a): A Palavra de Deus nos leva a perceber a importância de que fazer, em vez de só falar, é fundamental. Há muita gente que nem tem o apoio da fé, mas se envolve em boas obras, empenha-se na construção do bem comum. Temos que agradecer a


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Preparando a Liturgia

Deus, por tudo que essas pessoas fazem. Temos também que pedir perdão a Deus, quando nos acomodamos e ficamos só no discurso. Principalmente temos que nos abrir à força da graça que nos fortalecerá na disposição firme para construir uma vida melhor.

Janeiro - Fevereiro de 2011 www.dioceseunivitoria.org.br (Em círculo diante das folhas com as 4 figuras — a casa, a comunidade, o país, o planeta — convidar o grupo fazer preces espontâneas, a partir do encontro). Animador (a): Em comunhão com toda a Igreja que nesta Campanha da Fraternidade procurou mobilizar pessoas, comunidades,

Igrejas, religiões e sociedade para assumirem o protagonismo na construção de alternativas para a superação dos problemas socioambientais decorrentes do aquecimento global, vamos rezar, com fé e confiança, a Oração da Campanha da Fraternidade 2011. (p. 4)

Canto: à escolha Nosso compromisso de Fraternidade Ler as partes do texto-base selecionadas pelo animador. Imaginar o que desejamos para o nosso planeta nos próximos cem anos.

Encontro com a Palavra QUARTA-FEIRA DE CINZAS – ANO A (09/03/11) (A esmola, a oração e o jejum) Leituras: Jl 2,12-18 Sl 50(51), 3-4.5-6ª.12-13.14e 17 2 Cor 5,20-6,2 Mt 6,1-6.16-18 SUGESTÕES LITÚRGICAS: ·A cor litúrgica para esta celebração é a roxa. ·Poderia ser feito um mural específico para esta celebração com uma das frases: “Convertei-nos, Senhor” ou “Reconciliai-vos com Cristo” ou “A criação geme em dores de parto”. ·Preparar com antecedência as cinzas que serão abençoadas e colocadas sobre as cabeças. Lembrar que as cinzas devem ser feitas com os ramos abençoados na celebração do Domingo de Ramos. ·Ornamentar o espaço celebrativo com figuras de paisagens com animais e plantas variadas; grãos de cereais e frutas; o cartaz, manual e outros materiais da Campanha da Fraternidade. ·Na procissão de entrada, levar a cruz, as velas, e o Lecionário ou o Evangeliário, se a comunidade o possuir. Também poderia ser levado na procissão de entrada, o cartaz da campanha da fraternidade e as cinzas que serão abençoadas e distribuídas aos fiéis durante a celebração. ·Lembrar que durante a quaresma o espaço da celebração deve permanecer despojado, sem flores e ornamentos. ·Lembrar, também, que durante o tempo da quaresma não se reza nem se canta o Hino de Louvor e o Aleluia. ·Após a homilia, passa-se para o Rito das cinzas. O presidente da celebração reza a oração própria. Em seguida, em silêncio, asperge as cinzas com água benta. A seguir, os fiéis se aproximam para receber as cinzas. CANTOS APROPRIADOS: Além dos cantos da Campanha da Fraternidade, sugerimos os seguintes: ·Entrada: “Senhor, eis aqui o teu povo” ou “Convertei-vos, voltai a mim” ou “O povo de Deus” ou “Vinde, vinde todos, todos a Jesus”. ·Aclamação: “Palavras de Salvação” ou “Pela Palavra de Deus” ou “Fala, senhor! Fala Senhor! Palavra de fraternidade”. ·Ofertas: “Eis o tempo de conversão” ou “Um coração para amar”. ·Comunhão: “Eis que sou o Pão da Vida” ou “Bem-vindos à Mesa do Pai” ou “Não pode faltar a Palavra”. ·Despedida: “Pecador, agora é tempo” ou “Bendita e Louvada Seja” ou “Da bendita cruz, do Lenho Sagrado”.

1º Domingo da quaresma

2º Domingo da Quaresma

3º Domingo da Quaresma

Leituras: Gn 2,7-9; 3,1-7 Sl 50(51), 3-4.5-6ª 12-13.14-17 Rm 5,12-19 Mt 4,1-11

Leituras: Gn 12,1-4a Sl 32 (33),4-5.18-19.20.22 2 Tm 1,8b-10 Mt 17,1-9

Leituras: Ex 17, 3-7 Sl 94 (95),1-2.6-7.8-9 Rm 5,1-2.5-8 Jo 4,5-42

Ouvimos nesse final de semana a passagem do evangelho que nos apresenta Jesus sendo tentado no deserto pelo demônio. Um caminho seguro é apresentado por Jesus na superação de tudo aquilo que aparentemente nos dá segurança, mas que no fundo nos arrasta para longe de Deus.

Hoje nos é apresentado a Transfiguração do Senhor. É o momento em que Jesus convida alguns discípulos para ir até um monte.Ali se transfigura diante deles e aparece conversando com Moisés e Elias, ou seja, a Lei e os Profetas. A montanha na bíblia é lugar de oração, de encontro com Deus. E é nesse lugar que retirado Jesus vai com alguns discípulos para rezar. Enquanto Jesus estava rezando, ele entra em contato com o Pai, e o amor entre eles é tão grande que chega a alterar sua aparencia.

No evangelho de hoje nos é apresentado um encontro de Jesus com uma samaritana. Seria um encontro normal entre duas pessoas se não ouvesse entre judeus e samaritanos uma discórdia antiga. Os samaritanos eram vistos pelos judeus como impuros por conviverem com outros povos, principalmente os assírios. Durante a quaresma também nós temos a oportunidade de termos um encontro mais intimo com Jesus, um encontro que pode mudar radicalmente nossas vidas. Por isso pedimos que Ele nos dê sempre a água viva do amor.

SUGESTÕES LITÚRGICAS: ·A cor litúrgica para esta celebração é a roxa. ·Poderia ser feito um mural específico para esta celebração com uma das frases: “O pecado é grande? A graça é maior” ou “A criação geme em dores de parto” ou “A paz é o rumo certo”. ·Ornamentar o espaço celebrativo com figuras de paisagens com animais e plantas variadas; grãos de cereais e frutas; o cartaz, manual e outros materiais da Campanha da Fraternidade. ·Na procissão de entrada, levar a cruz, as velas, e o Lecionário ou o Evangeliário, se a comunidade o possuir. Também poderia ser levado o cartaz da campanha da fraternidade. ·Diante das tentações, a Profissão de fé seja a renovação de nossa aliança com o Deus vivo e verdadeiro, sustentados pela Palavra. ·Nas preces dos fiéis, a comunidade pode apresentar as tentações e dificuldades que enfrenta hoje. ·Preparar o ambiente da celebração, mantendo-o despojado, sem flores e enfeites, para garantir a centralidade do mistério que celebramos: colocar junto à cruz, em destaque, algumas pedras, galhos secos e cactos lembrando, a realidade do deserto. CANTOS APROPRIADOS: Além dos cantos da Campanha da Fraternidade, sugerimos os seguintes: ·Entrada: “Senhor, eis aqui o teu povo” ou “Convertei-vos, voltai a mim” ou “O povo de Deus” ou “Vinde, vinde todos, todos a Jesus”. ·Aclamação: “Palavras de Salvação” ou “Pela Palavra de Deus” ou “Fala, senhor! Fala Senhor! Palavra de fraternidade”. ·Ofertas: “Eis o tempo de conversão” ou “Um coração para amar”. ·Comunhão: “Eis que sou o Pão da Vida” ou “Bem-vindos à Mesa do Pai” ou “Não pode faltar a Palavra”. ·Despedida: “Pecador, agora é tempo” ou “Bendita e Louvada Seja” ou “Hino da CF 2008”.

SUGESTÕES LITÚRGICAS: ·A cor litúrgica para esta celebração é a roxa. ·Poderia ser feito um mural específico para esta celebração com uma das frases: “Este é meu filho amado, escutai-o” ou “Transfigurar a realidade” ou “A criação geme em dores de parto”. ·Ornamentar o espaço celebrativo com figuras de paisagens com animais e plantas variadas; grãos de cereais e frutas e materiais da Campanha da Fraternidade. ·Na procissão de entrada, levar a cruz, as velas, e o Lecionário ou o Evangeliário, se a comunidade o possuir. Também pode ser levado na procissão de entrada o cartaz da campanha da fraternidade. ·Poderia ser preparado e colocado à frente do ambão, um braseiro com incenso, para ajudar a remeter os participantes ao Evangelho como ponto alto do Rito da Palavra e momento de privilegiado de ouvir a voz do Filho amado. ·Nas preces, fazer a ligação com a Campanha da Fraternidade; afinal, o ser humano está desfigurando o rosto da criação. CANTOS APROPRIADOS: Além dos cantos da Campanha da Fraternidade, sugerimos os seguintes: ·Entrada: “Senhor, eis aqui o teu povo” ou “Convertei-vos, voltai a mim” ou “O povo de Deus” ou “Subindo no Monte Tabor”. ·Aclamação: “Palavras de Salvação” ou “Pela Palavra de Deus” ou “Fala, senhor! Fala Senhor! Palavra de fraternidade”. ·Ofertas: “Eis o tempo de conversão” ou “Um coração para amar”. ·Comunhão: “Eis que sou o Pão da Vida” ou “Bem-vindos à Mesa do Pai” ou “Não pode faltar a Palavra”. ·Despedida: “Pecador, agora é tempo” ou “Bendita e Louvada Seja” ou “Hino da CF 2008”.

SUGESTÕES LITÚRGICAS: ·A cor litúrgica para esta celebração é a roxa. ·Poderia ser feito um mural específico para esta celebração com uma das frases: “Cristo, água para a nossa sede de paz” ou “Cristo, água da fonte para a nossa sede” ou “A criação geme em dores de parto”. ·Ornamentar o espaço celebrativo com figuras de paisagens com animais e plantas variadas; grãos de cereais e frutas; o cartaz, manual e outros materiais da Campanha da Fraternidade. ·Na procissão de entrada, levar a cruz, as velas, e o Lecionário ou o Evangeliário, se a comunidade o possuir. ·O símbolo a ser valorizado hoje é a água. É conveniente colocar um pote ou recipiente grande em lugar de destaque. Na procissão de entrada, algumas pessoas poderiam trazer água e despejar neste recipiente maior. ·Poderia ser feita também uma réplica de um poço, com balde, e colada na entrada da Igreja ou em um lugar de destaque. CANTOS APROPRIADOS: Além dos cantos da Campanha da Fraternidade, sugerimos os seguintes: ·Entrada: “Senhor, eis aqui o teu povo” ou “Convertei-vos, voltai a mim” ou “Senhor, dá-me desta água”. ·Aclamação: “Palavras de Salvação” ou “Pela Palavra de Deus” ou “Fala, senhor! Fala Senhor! Palavra de fraternidade”. ·Ofertas: “Eis o tempo de conversão” ou “Um coração para amar”. ·Comunhão: “Eis que sou o Pão da Vida” ou “Bem-vindos à Mesa do Pai” ou “Não pode faltar a Palavra”. ·Despedida: “Pecador, agora é tempo” ou “Bendita e Louvada Seja” ou “Hino da CF 2008”.

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Estrela Matutina - Edição Fevereiro de 2011  

Boletim Informativo da Diocese de União da Vitória – Paraná – Brasil

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