Estrela Matutina - Edição Setembro de 2022

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3 64 s ano

Série B | Nº 282 | 10.000 exemplares

Boletim Informativo da Diocese de União da Vitória | Setembro de 2022

VOLTAM AS ROMARIAS AO SANTUÁRIO DIOCESANO

A nossa ‘Casa da Mãe’, Santuário Diocesano Nossa Senhora do Rosário, em Rio Claro do Sul, volta a nos acolher como devotos, romeiros e peregrinos com Maria no ‘caminho’ do seu Filho Jesus, no dia 09 de outubro. Organize sua caravana paroquial e venha participar desse evento diocesano que volta a acontecer. Confira a programação no cartaz ao lado e participe desse grande momento de fé da nossa Diocese!

AINDA NESTA EDIÇÃO

NOVAS PUBLICAÇÕES NA DIOCESE Padre Emílio lança livro em Prol do Seminário (Confira na pág. 07)

PSICOLOGIA SETEMBRO AMARELO Dar Atenção - Salva Vidas (Confira na pág. 11)

MÊS DA BÍBLIA Aprenda a fazer a Leitura Orante (Confira na pág. 12)


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Estrela Matutina - Editorial - Setembro de 2022 www.dioceseunivitoria.org.br

Entramos no mês de setembro, em que a meditação da Bíblia, Palavra de Deus, nos é incentivada de modo mais intenso, nos lembrando da importância de nos deixarmos guiar pelos mandamentos do Senhor, que nos conduz por caminhos de vida plena. Oportuno também neste mês em que na sociedade vivemos o ‘Setembro Amarelo’, uma campanha que alerta para a importância da atenção às pessoas, sabendo que muitos, por motivos diversos, podem em algum momento perder o sentido pleno da vida. A Palavra de Deus nos fala do amor que devemos ter para conosco e para com o outro, porque nossa vida é originária de Deus; é Ele o autor, o Criador; o Doador da vida. Ele espera que a cuidemos como um presente. Somos filhos de Deus, criados à Sua imagem. Nesses temas, trazemos um artigo do psicólogo Sérgio Gelchaki, na página 11, que trata sobre o valor da vida, e um texto do padre Joviano na página 12, comentando sobre o método da Leitura Orante, para a meditação da Palavra de Deus. Além do espaço da psicologia que proporcionamos neste ano em nosso Jornal, também começamos com alguns esclarecimentos sobre ‘As Leis da Igreja e na Igreja’, tratando de alguns Sacramentos, para que você possa melhor compreender o sentido de algumas normas colocadas pela Igreja. Nesta edição em especial, divulgamos também um dos vários livros publicados pelo padre Emílio, tendo o último, também o propósito com sua venda, de ajudar o Seminário Diocesano, o qual neste ano forma para a Diocese dois novos sacerdotes que serão ordenados no dia 10 de setembro e no dia 22 de outubro. Entre os fatos e notícias que frisamos como especial nesta edição, lembramos da colaboração de nossa Diocese com o Sínodo do Papa, concluindo a Síntese; as ações vocacionais que se deram em agosto; e também o Retorno das Romarias ao Santuário Diocesano, em outubro, dando aos fiéis a oportunidade de expressaram sua fé e devoção à Mãe de Jesus, como peregrinos. O mesmo Santuário que acolhe novamente as Romarias, recebeu em agosto os Missionários Diocesanos que retornaram com as Missões Populares, alimentando nos fiéis da Diocese a ‘chama’ da fé. Que à Luz da Palavra de Deus valorizemos cada vida, cada pessoa, cada ser, vendo o outro como nosso irmão, filho e filha de Deus.

Marcelo S. de Lara Editor-Chefe

Em Destaque Diocese finaliza a Síntese Diocesana do Sínodo 2023 nossas? A Diocese de União da Vitória recebeu com ale3 – Como e quando congria a convocação do Papa seguimos dizer o que é Francisco para colaborar importante para nós, na na preparação do Sínodo dos Bispos de 2023. nossa Diocese e na sociedade? Temos espaço de Por convocação de Dom participação na Igreja e na Walter Jorge, nosso Bispo sociedade? Diocesano, foi constituída a Equipe de Animação do 4 – Como nossas celebraSínodo para iniciar os trabalhos, conscientizando as ções inspiram e guiam paróquias, movimentos, nossas ações? Membros do CDAE em Reunião sobre a Síntese do Sínodo. pastorais e o povo em ge5 – O que favorece e o que ral da importância deste evento. Após uma primeira conversa, foi elaborado um dificulta a participação dos batizados na Igreja e na soprojeto de ação, utilizando-se de diversos materiais e ciedade? usando também sugestões de outras dioceses. 6 – O que favorece e o que dificulta nosso diálogo dentro No dia 10 de dezembro de 2021, Dom Walter Jorge fez a da própria Igreja e da Igreja com a sociedade civil (políabertura oficial do Sínodo na Diocese, com Celebração tica, economia, cultura, pobreza, etc.) Eucarística na Catedral, a qual contou com a presença da maioria do clero, e com lideranças das 25 paróquias da 7 – Como nossa comunidade eclesial convive com memDiocese. Na ocasião foram dadas as primeiras instruções bros de outras tradições e denominações cristãs? sobre a programação e o funcionamento dos trabalhos nas comunidades. Nas reuniões do CDAE (Conselho Dio- 8 – Como funcionam e como poderiam ser aperfeiçoacesano da Ação Evangelizadora), por duas vezes, houve das, as instâncias de comunhão da Igreja: Conselho Paexplicações e debates sobre o caminhar dos trabalhos. roquial de Pastoral, Conselho para Assuntos Econômicos Paroquial, Conselho Diocesano de Pastoral, etc.)? O Encerramento da Fase Diocesana do Sínodo em nossa Diocese se deu no dia 11 de junho deste ano, em um 9 – Como as decisões podem ser conjuntas e as responencontro de Dom Walter Jorge com vários clérigos e li- sabilidades assumidas? deranças leigas das dimensões, pastorais e movimentos. 10 – Como incentivar e fortalecer a formação para camiO Encontro constou de momentos de oração e partilha nharmos juntos (sinodalidade/comunhão)? das sínteses elaboradas nos 5 Setores Diocesanos. A partir delas foi por fim elaborada a Síntese diocesana. Na Louvamos a Deus por esta experiência tão rica de ouvir, parte da tarde, o Encontro foi encerrado com Missa na por um lado, as diversas vozes do povo em suas mais Igreja Catedral, presidida pelo bispo e concelebrada por variadas situações, e de, por outro, ouvir a voz do Esdiversos padres, contando com a presença daqueles que pírito Santo, que continuamente nos convida a estar e participaram da Reunião do CDAE, além de outros fiéis caminhar juntos. Que tudo isto sirva para que o Reino que se fizeram presentes. de Deus se faça sempre mais presente entre nós, e que o possamos levar A partir das sínteses setoriais, foi então elaborada a a todos os cantos síntese diocesana, dentro das Orientações recebidas da desta terra onde Equipe Nacional de Animação do Sínodo de 2023 da andarmos. CNBB. Aponte seu celular As Sínteses que vieram das paróquias e a construída com o leitor de QR pela Diocese se pautou nas 10 perguntas que vieram da Code no código ao Equipe do Sínodo, sendo as seguintes: lado e tenha acesso à Síntese da Dioce1 – Em nossa Diocese, quem são os que caminham juntos se, enviada para a e quem são os que parecem mais afastados? CNBB. 2 – Como ouvir aqueles que têm opiniões diferentes das

EXPEDIENTE

Editorial

Diretor Dom Walter Jorge Pinto

Redatores Dom Walter Jorge Pinto Pe. Alisson M. de Moura Pe. Emílio Bortolini Neto Pe. João Henrique Lunkes Pe. Joviano J. Salvatti Pe. Sidnei José Reitz Gustavo Santana Francisco Marcelo S. de Lara Sérgio Gelchaki

Impressão Gráfica Grafinorte - Apucarana/PR (41) 9 9926 1113

Editor-Chefe Francisco Marcelo S. de Lara

Diagramação e Arte Final Agatha Przybysz

Fundado em 15 de maio de 1958, por Dr. Mário José Mayer e Ulysses Sebben.

Proprietária Mitra da Diocese de União da Vitória Rua Manoel Estevão, 275 União da Vitória, PR Contato: estrela@dioceseunivitoria.org.br (42) 3522 3595

Tiragem 10.000 exemplares Revisão Pe. Abel Zastawny Francisco Marcelo S. de Lara


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Palavra do Bispo A MORTE, UMA ESTAÇÃO POR ONDE PASSA O TREM DAS NOSSAS VIDAS No dia 20 de agosto passado, meu pai se juntou à imensa multidão que teve sua vida ceifada pela Covid-19 ao longo desta pandemia que parece não ter fim. A despedida rápida obrigou a todos a correr contra o tempo, batalha que, infelizmente perdi, não conseguindo chegar para o seu sepultamento. Minha despedida presencial se deu num último abraço que lhe dei alguns dias antes, sem saber que seu fim estava próximo, quando então pude visitá-lo em minha cidade natal, na distante Minas Gerais. Homem simples, sem ambiciosas pretensões, viveu, sobretudo nos últimos 30 anos como aposentado, em paz consigo e com a vida, serenamente, como se a mesma fosse um fluir tranquilo, dia após dia, bastando a cada dia o seu cuidado, como bem ensinou Cristo. Portador de uma simpatia natural e capaz de boa conversa, conquistou muitos amigos, os quais se aproximavam dele já com um sorriso nos lábios, antecipando o quão agradável seria

“ Minha despedida

presencial se deu num último abraço que lhe dei alguns dias antes, sem saber que seu fim estava próximo [...]

aquele encontro, mesmo que breve. Meu pai morreu aos 83 anos e, por mais que pudéssemos nos julgar preparados para algum dia termos que enfrentar este momento, o mesmo nos pegou despreparados, como a morte sempre faz com todos, colocando questões ainda não totalmente respondidas, despertando sentimentos que irrompem com uma força incontrolável, que só cessa quando as lágrimas os tiverem regado de modo suficiente. Na verdade, não é fácil abrir as mãos e fazer a entrega daqueles que amamos no derradeiro momento de sua partida. A morte parece sempre uma violência ao desejo que se tem de vida sempre, de respirar, de se alegrar, de beber a existência até a última gota. Apesar de tudo isto, no entanto, pudemos experimentar que, para quem crê em Cristo Jesus, permanece a promessa a acalentar a alma: “aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (Jo 11,25). Assim, apoiados na fé cristã que professa a fé na ressurreição dos mortos, que crê que Jesus é Senhor sobre a vida e a morte, pudemos realizar aquela entrega tão difícil cheios de esperança, sabendo que na casa do Pai há muitas moradas (cf. Jo 14,2) e que, certamente, Ele acolheria nosso pai junto a si. A fé cristã naquela pátria definitiva, onde Deus será tudo em todos e onde Ele mesmo enxugará as lágrimas de todos os olhos (cf. Ap 21,4) nos guiou em meio à escuridão daquele momento, qual bússola a orientar-nos para além das nossas tristezas e humanas incertezas.

A Covid-19 ceifou muitas e muitas vidas até o presente momento. Hoje, partilho de perto a dor de tanta gente que teve que e n f r e n t á -l a em sua mais dolorosa manifestação. Talvez agora me sinta mais adequado para Walter José Pinto deixou a esposa, Maria Aparecida Padilha compreenPinto e 5 filhos, entre eles, nosso bispo Diocesano, Dom Walter der o drama Jorge Pinto. (Foto: Arquivo familiar) que ela traz, embora para muitos haja desdobramentos diferentes. Por ela, sentimos mais de Importa agora não me demorar nesperto que a morte tem rondado nos- ta estação por onde passa, inevitasas vidas e nos alertado que não velmente, o trem das nossas vidas, sabemos o dia e nem a hora em que pois a morte não foi feita para ser seremos chamados, como nos alerta cultuada. Há que se ficar nela apeCristo Jesus (cf. Mt 25,13). Cabe a to- nas o tempo necessário para as desdos nós ficarmos atentos, buscando pedidas e a completude do tempo vivenciar aquela solidariedade que que o luto sempre requer. Depois, o nos irmana a todos, levando-nos trem seguirá sempre adiante, em noaos cuidados do amor uns para com vas etapas da vida, até que um dia os outros, fortalecendo-nos para o chegue, ele mesmo, ao destino que combate que é o viver e a vitória so- Deus lhe preparou. bre as mazelas humanas. Cabe-nos também ficarmos atentos para o fato de que somos peregrinos nesta terra e que a nossa pátria definitiva não é aqui. Não sabemos o dia nem a hora, mas sabemos o Caminho, temos acesso à Verdade que liberta e a nossa vida está escondida na Vida Dom Walter Jorge Bispo Diocesano que é o próprio Deus, Cristo Jesus.


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Orando com os Salmos

Catequese

CATIVAR É NECESSÁRIO

Cântico dos Degraus Salmo 136 (137) Junto aos rios da Babilônia

Este cativeiro do povo deve-se entender como símbolo do nosso cativeiro espiritual (Sto. Hilário) Junto aos rios da Babilônia † nos sentávamos chorando, com saudades de Sião. 2 Nos salgueiros por ali penduramos nossas harpas. 1

Pois foi lá que os opressores nos pediram nossos cânticos; nossos guardas exigiam alegria na tristeza: “Cantai hoje para nós algum canto de Sião!” 3

Como havemos de cantar † os cantares do Senhor numa terra estrangeira? 4

Se de ti, Jerusalém, † algum dia eu me esquecer, que resseque a minha mão! 5

Que se cole a minha língua † e se prenda ao céu da boca, se de ti não me lembrar! Se não for Jerusalém minha grande alegria! 6

Glória ao Pai, ao Filho, e ao Espírito Santo Como era no princípio, agora e sempre. Amém!

Comentário do Salmo Como pode um cristão rezar este Salmo? Em primeiro lugar podese extrair dois elementos válidos: a nostalgia do peregrino, “exilado filho de Eva”, e a fidelidade a Jerusalém, cidade santa, mãe na terra, esperança celeste. Além disso, é necessário fazer uma transposição simbólica: Babilônia representava naquele século um poder hostil à salvação histórica operada por Deus; neste sentido, era uma espécie de encarnação do poder maligno hostil a Deus. Babilônia deixou de existir como potência histórica e passou para o Apocalipse como símbolo da cidade humana rebelde e hostil a Deus. É a presença e a ação do Maligno no mundo, continuando as hostilidades que se iniciaram no paraíso: esta

“cidade do mal”, capital do crime, não é uma realidade geográfica, mas pode estar em nosso meio, e até mesmo dentro de nós. Contra essa Babel simbólica pode o cristão rezar o Salmo, professando ao mesmo tempo sua fidelidade à cidade santa, com saudade da cidade celeste, invocando o triunfo da verdadeira salvação em todo o mundo. (Do livro: Salmos e Cânticos – A Oração do Povo de Deus – Paulus;1982).

Organizado por: Marcelo S. de Lara PASCOM

O Pequeno Príncipe, personagem de Antoine Saint-Exupery, tem um diálogo com uma raposa, onde eles conversam sobre cativar, o que é e como fazer: “Cativar é algo quase esquecido. Significa “criar laços”... - Criar laços? - Exatamente. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo... Minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Por favor... cativa-me! – disse ela”. Neste pequeno diálogo percebe-se a necessidade de cativar as pessoas. Na catequese também devemos cativar nossos catequizandos e catequizandas. Como fazer isso? Criando laços.

Jesus, em muitas passagens, nos mostra como cativar: “Deixai as crianças e não as proibais de vir a mim, porque delas é o Reino dos Céus” (Mt 19, 14). “Quem foi que me tocou?” Como todos negassem, Pedro e os que com ele estavam disseram: “Mestre, a multidão te aperta de todos os lados...” “Jesus replicou: “Alguém me tocou, porque percebi sair de mim uma força”. A mulher viu-se descoberta e foi tremendo e prostrou-se aos seus pés; e declarou diante de todo o povo o motivo por que o havia tocado, e como logo ficara curada.” (Lc 8,46-47). Na catequese uma das formas de cativarmos é a acolhida, não apenas a do início dos Encontros, mas como um processo onde se vê com o coração. O catequizando e catequizanda precisa ser querido, esperado, amado por nós. Outro momento para se cativar sãos as celebrações. Preparadas com criatividade e entusiasmo elas cativam. Portanto, acolhamos e celebremos com entusiasmo seguindo o exemplo de Jesus que, através da observação e questionamentos cativava a todos. Procuremos fazer com que nossos catequizandos e catequizandas esperem ansiosos e alegres pelos Encontros e Celebrações.

Para criar laços temos que conhecê-los; torná-los nossos amigos. Para isso precisamos saber o essencial questionando-os sobre seus gostos, brinquedos ou passatempo preferidos; perceber o som de sua voz, o que prefere colecionar. Quando soubermos detalhes podemos ver o essencial. A Raposa nos ensina um segredo: eis o meu segredo. É muito Célio R. Calikoski simples: só se vê bem com o coração. Coordenador da Pastoral Catequética O essencial é invisível aos olhos...


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Mais de 200 coroinhas participaram do Encontro, da Paróquia de Rio Azul A paróquia Sagrado Coração de Jesus, de Rio Azul, através da coordenação da Pastoral dos Coroinhas realizou um encontro com todos os coroinhas da paróquia no dia 07 de agosto, no Centro da Formação Paroquial. Participaram 230 coroinhas envolvendo matriz e comunidades acompanhados pelos seus coordenadores e também por alguns pais que estiveram presentes. Sendo agosto o mês vocacional, foi uma oportunidade importante para viver e celebrar a vocação como Dom de Deus no serviço da Igreja na missão do Cristo. O objetivo do encontro também, segundo o pároco, padre Mateus Lau

Nurak, foi reunir os coroinhas despertando neles alegria, coragem, ânimo e comunhão no serviço da liturgia. “Além de motivá-los a sentirem-se chamados a assumir o compromisso e viver a vocação dos batizados na Igreja, quisemos reanimar o serviço dos coroinhas nas comunidades, principalmente nesses últimos anos, um pouco parados devido a pandemia. Rezamos a São Tarcísio, padroeiro dos coroinhas, que interceda e os proteja”, disse o padre. O encontrou que ocorreu durante a tarde contou com a formação dada pelas irmãs Franciscanas da Sagrada Família de Maria, Irmã Barbara e Irmã Marina, de Curitiba, além de ter outras atividades como teatro do São Tarcísio e gincanas.

Mais de oitenta membros da RCC se reúnem para Retiro e Formação

Coroinhas da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, de Rio Azul, durante encontro

Pastoral da Educação dá os primeiros passos na Diocese No dia 06 de agosto, dia nacional do profissional da educação, aconteceu o primeiro encontro da Pastoral da Educação de União da Vitória. O encontro se deu na capela Nossa Senhora da Boa Morte, do Seminário Diocesano Rainha das Missões e contou com a presença de professores, outros profissionais da educação, do padre Renildo Vieira do Instituto Piamarta, do padre João Francisco Sieklicki, coordenador da Ação Evangelizadora na Diocese, e do seminarista Cristian Majolo Boniatti, responsável pela implantação da Pastoral da Educação em União da Vitória.

Junto com os participantes, no canto direito, padre João Francisco, assessor da RCC.

Após nove semanas de preparação, em cada Grupo de Oração, instruídos por Cleoni Train Santos Lima, do Ministério de Formação, mais de 80 membros da RCC reuniram-se na Casa de Formação, em União da Vitória, nos dias 20 e 21 de agosto, para a 2ª etapa formativa, com um Retiro de Experiência de Oração. As missas nos dois dias do encontro foram presididas pelo Padre João Francisco, assessor da RCC na Diocese. “Ouçamos o Senhor, pois, é feliz quem ouve a Palavra e a põe em prática”, motivava o padre nas celebrações. Os momentos do retiro tiveram as pregações de Jandira M. Sonego e Ivone M. Pasquali, que também ajudaram os participantes a buscarem ouvir o que Deus tinha para lhes falar. “Fomos levados a fazer essa experiência de silenciar e ouvir a Jesus. Ele nos falou: O que Eu quero mais é que sejam um, como, Eu e o Pai somos um. Buscar a Unidade, na vivência dos dons e Carismas, e servir na comunidade, a Igreja” testemunhou Cleoni, do Ministério de Formação do Movimento.

No início da manhã, o padre João Francisco conduziu um momento de espiritualidade com os educadores, pela leitura orante do texto de Jo 8,1-11, sobre a pecadora perdoada por Jesus, demonstrando como Jesus se coloca sendo o modelo de educador. Em seguida foi organizado grupos para que fosse refletido sobre quais as atuais demandas espirituais, psicológicas e práticas do mundo da educação, sobretudo das pessoas envolvidas no processo educacional, além de se pensar qual a expectativa que se espera da Pastoral da Educação. Em outro momento, o seminarista Cristian expôs o que é de fato e o que pretende esta Pastoral; seus objetivos; com quem trabalha, como se organiza e quais ações concretas acontecem onde ela está estabelecida. “Estamos com muita esperança que sejam dados novos passos na implantação desta Pastoral, para que ela atue cristãmente junto aos educadores e aos educandos, assim como nas Instituições como um todo, nas famílias e sociedade”, comentou ele. Interessados em participar da Pastoral podem entrar em contato pelo telefone (42) 99121-1660.

Além dos participantes, a organização do evento contou com o envolvimento da Coordenadora Diocesana da RCC, Rosalva Ritzmann Dalpra; do Ministério de música com Daniel e Sabrina dos Santos; do Diácono Permanente Clarito, da paróquia Sagrada Família; e de pessoas que ajudaram na decoração do ambiente e na cozinha. “Louvamos a Deus pelos que participaram e por todos que trabalharam para que o momento fosse ímpar. Tudo transcorreu de forma simples e harmoniosa”, agradeceu Cleoni. Que o Espírito Santo sustente a todos os membros da RCC na Graça da Unidade e no serviço ao irmão, à exemplo de Maria, Mãe de Deus e nossa.

Junto com os educadores, seminarista Cristian, perto da imagem, e padre Renildo, do Piamarta, no canto direito.


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Mês Vocacional é celebrado em Sintonia com a Jornada Regional pelas Vocações AÇÕES NAS PARÓQUIAS Como propostas do Regional Sul 2 da CNBB, em valorizar e divulgar as vocações existentes na Igreja, no mês de agosto foi vivida na Diocese a 1ª Jornada Regional Vocacional, com ações, celebrações, e em especial com a Récita do Terço Vocacional. Comunidades de nossas paróquias, como a paróquia São Carlos Borromeu, de Paula Freitas, Nossa Senhora do Rocio, de União da Vitória; Nossa Senhora das Graças e São José, de General Carneiro, e outras mais, se reuniram em algumas semanas para rezar com zeladoras de Capelinhas, famílias, crianças da Catequese, pelas vocações, pedindo a Deus que fortaleça os casais, sacerdotes, religiosas, seminaristas, diáconos, missionários e os inúmeros leigos e leigas, que vivem seu Batismo no serviço à Igreja de Jesus. Em São Mateus do Sul, a Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, organizou o Cerco de Jericó Vocacional, com início dia 13 de agosto, e encerramento dia 20. Cada dia um padre da Diocese, diocesanos ou religiosos presidiam a celebração falando de uma vocação específica. Junto com eles religiosos, religiosas, seminaristas, casais, se faziam presentes testemunhando a alegria de aceitar a vocação à qual sentiram-se chamados por Deus. Na programação do Cerco de Jericó, antes da missa, uma dezena do Terço era rezada pelas Vocações, uma ação que acontece antes de toda celebração. Ao final da Missa, o Santíssimo Sacramento passava pelos corredores para que o povo pudesse entregar seus pedidos, suas graças recebidas e adorar a Jesus na Eucaristia. Depois de exposto o Santíssimo ao final da celebração, grupos de Movimentos, Pastorais e Organismos rezavam o ‘Terço Vocacional’, e o Santíssimo ficava exposto durante todo o outro dia para que fiéis pudessem ter um momento com o Senhor e pedir pelas vocações, em sintonia com a Jornada Regional das Vocações do Regional Sul 2 da CNBB. AÇÕES COM SEMINARISTAS Também seminaristas diocesanos do Seminário Propedêutico tiveram momentos de conversa com pessoas que assumiram determinada vocação, como a Vida Matrimonial e a Vida Religiosa Consagrada, para, além de terem conhecimento daquilo que a Igreja ensina sobre a Vocação, ouvirem testemunhos de quem há anos vive a vocação que assumiu, ajudando-os a compreenderem a vida no dia a dia. No dia 11 de agosto, os coordenadores diocesanos do ECC (Encontro de Casais com Cristo), da paróquia Sagrado Coração de Jesus, de Rio Azul, Elisabete e Jaciel Surmacz visitaram o Seminário Propedêutico São João Paulo II, para uma conversa com os seminaristas, testemunhando a Vocação Familiar e o trabalho realizado pelo ECC na Diocese.

No dia 17 de agosto a fala foi do Padre Renildo Vieira, da Congregação Sagrada Família de Nazaré, Congregação responsável pelo Instituto Piamarta, em União da Vitória. Padre Renildo que neste ano completa 25 anos de sacerdócio e mais de 30 anos de vida religiosa disse que sua vocação surgiu em um momento de brincadeira com amigos. “Estava jogando bola com meus amigos e um deles me falou: ‘vou fazer um retiro vocacional’ e fiquei pensando em que estava falando. Passou alguns dias e isso ainda me inquietava. Algumas semanas depois, cheguei perto de minha mãe e falei que queria ser padre, ‘ela levou um susto! ’, disse ele com um riso. “E falei que precisava ligar para o Seminário de Matelândia e conversar com o Pe. Raimundo. Entramos em mais de 30 rapazes. Não sabia o que era padre diocesano ou religioso, mas estava lá. Foi a Vida Religiosa quem me escolheu, não eu”, testemunhou o padre. TRABALHO COM AS ZELADORAS DAS CAPELINHAS Ainda no mês de agosto, alguns encontros com Zeladoras das Capelinhas nas paróquias estiveram em sintonia com a 1º Jornada Regional Vocacional. O Movimento das Capelinhas na Diocese de União da Vitória tem um belo trabalho vocacional, no qual com as Capelinhas passando na casa dos fiéis diocesanos, auxiliam para que as famílias sempre lembrem de rezar pelas vocações e também de ajudar na formação dos futuros sacerdotes com a contribuição em dinheiro que deixam nas Capelinhas, a qual vai integralmente para o Seminário. Com o propósito de valorizar e motivar o trabalho do Movimento, a Equipe Formativa do Seminário, junto com os seminaristas, promove encontro nas Paróquias com os Zeladores e Zeladoras das Capelinhas levando formação espiritual, testemunho de vida dos seminaristas, prestação de contas dos investimentos na formação e celebração em ação de graças pelo valoroso empenho de cada membro do Movimento que acaba sendo um missionário das vocações. No dia 20 de agosto os padres do Seminário estiverem reunidos com as Zeladoras e Zeladores da paróquia São João Batista, em São João do Triunfo, em um encontro que se deu durante toda a manhã daquele sábado. No dia 21, o encontro foi com os membros do Movimento, da paróquia Sagrada Família de Nazaré, de União da Vitória, que durou também toda a manhã. Além das Capelinhas Vocacionais, lembramos também do Movimento Serra, outro Movimento na Diocese que reza e ajuda para que a oração seja uma força diante de Deus pedindo mais vocações para a Igreja.


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Padre da Diocese lança livro sobre N.S. Aparecida em prol do Seminário Diocesano O Padre Emílio Bortolini Neto, Vigário da Paróquia Santa Bárbara, Bituruna, está lançando um livro sobre N.S. Aparecida, cujo lucro será entregue ao Seminário Diocesano. O Estrela Matutina conversou com ele para saber um pouco mais sobre essa bela iniciativa. EM: Como se chama o livro e do que ele trata? PE: O título do livro é “A parecida”, assim mesmo, separado, porque, como diz o subtítulo, ele é uma “Leitura Orante que mostra as semelhanças que temos com nossa Padroeira”. Cada capítulo trata de um momento da história da imagem de Aparecida, recordando que ela foi quebrada, jogada ao rio, resgatada, acolhida na casa dos pescadores, etc, mostrando como esses fatos estão ligados a situações da vida humana, e rezando a partir disso. EM: Interessante! Poderia dar um exemplo? PE: Sim, claro. O fato de a imagem ter sido resgatada do rio pelos pescadores simboliza a situação de pessoas que são resgatadas dos vícios, da angústia, do desespero pelas mãos de familiares, amigos, instituições, que estendem sobre eles as redes da solidariedade, do Amor. Isso nos inspira a rezar pelos que fazem esse trabalho, para que nunca desanimem, mas também pelos que foram resgatados, para que sejam gratos e façam por outros o que alguém fez por eles, e pelos que ainda não foram resgatados, para que não percam a esperança. E tudo culmina num louvor a Deus, que, por Cristo e Sua Santa Igreja, nos resgata do pecado e nos concede uma vida nova. EM: Ótimo! Seus livros costumam ser acompanhados por músicas. Esse também é? PE: Sim, sim! São 14 canções, cada uma referente a um dos momentos da história da imagem. Uma delas já estava presente em outra obra minha, as outras 13 são inéditas. EM: As músicas são suas? Como podemos ouvi-las?

PE: Todas foram compostas e gravadas por mim, em meu estúdio caseiro, chamado “Nova Pangeia”, e mixadas por meu grande amigo Marco dos Anjos, da Whatever Records, de General Carneiro. Ao lado da letra da canção, existem 2 QR Codes, que levam a um vídeo do Youtube com a canção, numa versão cantada e outra instrumental, como se fosse um karaokê, para que o leitor possa cantar, colocar sua voz. EM: Bem interativo! PE: Sim, mas há mais uma interação. No final de cada capítulo há uma seção chamada “Sua vez”, com linhas em branco, para que o leitor possa fazer sua própria oração. As que apresento no livro são apenas as minhas, ou seja, os elementos da história que me inspiraram a rezar, mas cada leitor pode perceber coisas que eu não notei, enriquecendo assim a oração. Quem fizer isso, conquista o direito de colocar seu nome na capa como co-autor, pois aquele exemplar terá algo único, original. EM: E por que está cedendo os lucros para o Seminário? PE: Cuidar do Seminário é cultivar a esperança, é olhar para o futuro, é pensar a longo prazo, atitudes fundamentais na vida. Padres não surgem de improviso, mas de um processo longo e trabalhoso. Para que nunca nos faltem, precisamos estar sempre trabalhando e rezando pelas vocações. Essa foi uma forma que encontrei de dar uma contribuição, ainda que modesta. EM: Esse é o seu primeiro livro? PE: Não, é o oitavo. Escrevi três para Grupos de Reflexão Permanente, que foram usados em toda a Diocese, um sobre as pinturas da Igreja Matriz de Paulo Frontin, outro sobre União da Vitória (com 25 músicas em 2 CDs), outro sobre Porto Vitória (com 56 canções, em 3 DVDs) e um chamado “Leitura Orante da Vida”, no qual explico e dou exemplos do método que uso em todos eles. Esse último foi lançado em julho deste ano. Podemos falar sobre ele em outra oportunidade. Pe. Emílio Bortolini Neto, autor do livro “A Parecida”

EM: Muito obrigado. Que Deus abençoe essa iniciativa! PE: Amém! Que Deus abençoe todos os que a apoiarem também!

Paróquia de Rio Claro renova ânimo missionário com Missões Populares Fiéis da Matriz e das 18 Comunidades da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, de Rio Claro do Sul – Mallet, experimentaram nos dias 18,19 e 20 uma renovação do compromisso missionário enquanto batizados ao serviço do Reino de Deus, com as Missões Populares Diocesanas. As Missões tiveram início na quinta-feira,18 de agosto, com a missa de abertura presidida por Dom Walter Jorge, que deu ao final da celebração a Benção de Envio aos missionários, que iniciariam as visitas às casas levando conforto, amor e fé, além da benção sobre a casa, carros, alimentos e objetos. “Um clima festivo adentrou em toda a igreja. Notamos que cada capela se preparou para acolher os mais de sessenta missioná-

Seminarista Gabriel na Missãozinha, com as crianças.

rios. Era visível a alegria no rosto das famílias que nos acolhiam”, testemunhou uma das missionárias. Na sexta-feira, 19, padres da diocese celebraram missas e atenderam confissões nas comunidades. Após a celebração, os missionários realizaram encontros com as famílias. No sábado, dia 20, houve a “missãozinha” com as crianças, onde dinâmicas e conversas falavam do amor de Deus e da importância de se deixar conduzir por Ele. “O nosso sol é Jesus, e ele é a luz que brilha em nós, não tenhamos medo de ir em busca do irmão, por que o nosso sol é Jesus”, comentava o seminarista Gabriel, com as crianças. A noite foi a vez de reunir a juventude em um momento de adoração ao Santíssimo e falar da importância de cada jovem no serviço da Igreja. O coroamento das Missões se deu no domingo, 21. Missionários e fiéis de toda a paróquia se reuniram na Matriz para o encerramento. Alegres e com o coração repleto do Espírito Santo, os fiéis das 18 Comunidades vinham em carreata, sendo acolhidos pelos Missionários que atuaram na Matriz.

A missa foi presidida pelo padre Emerson de Toledo, assessor das Missões. “Foi uma alegria retomarmos as Missões Populares, inspirados ainda pelo Ano Jubilar Missionário e a Campanha Missionária 2022 com o tema: A Igreja é missão, inspirado no texto de At 1,8, que diz: “Sereis minhas testemunhas”. Toda a Paróquia nos acolheu com abertura de coFiéis de Comunidades viveram intensamente as Missões ração e foi possível notar a necessidade e urgência da Igreja sair ao çou o padre Emerson. encontro das famílias, visitar escolas, e encontrar aqueles que afastaram-se da No encerramento da Missão foi tamcomunidade”, refletia o assessor na cebém apresentada a nova Equipe Diolebração. cesana Missionária, que ficou formada com os seguintes membros: Assessor: Segundo o padre, a missionariedade é Pe. Emerson Gonçalves de Toledo; Coda natureza da Igreja, além de ser uma ordenador: Cristian Amaral Ferreira; forte experiência de fé e de crescimenVice Coordenador: César Bissolatti; to para a equipe Diocesana de missão e Tesoureiro 1: Tadeu Rafael Cordeiro; para a comunidade que acolhe a MisTesoureiro 2: Janete Kruchewlski; Sesão. “Quando acontecem as missões a fé cretário: Seminarista Gustavo; Repree a esperança se renovam; as comunidasentantes religiosos: Irmã Mari e Irmã des se alegram, despertam para o comEva; Comunicação: Emilaine Moreira; promisso com o Reino, além da própria Música: Clarice. comunidade continuar o trabalho, por exemplo, com o COMIPA (Conselho MisTexto e fotos: Emilaine Moreira sionário Paroquial) que vai dinamizando Comunicação do COMID com o padre o trabalho missionário na paróquia fazendo a Comunidades viver em estado permanente de missão”, refor-


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São Mateus do Sul celebram ‘Mês Polonês’ com devoção à Nossa Senhora de Czestochowa De forte presença na comunidade sãomateuense, que a faz ser a Capital Polonesa do Paraná, a comunidade polonesa carrega historicamente uma saga de luta, conquistas e valorização da espiritualidade, fé e devoção popular. No contexto do mês polonês vivido em agosto, que teve abertura no dia 30 de julho, com carreata e eventos em frente a Prefeitura Municipal, além de festividades civis que foram programadas para o mês de agosto, celebrações de fé também tiveram grande destaque no Mês Polonês. Entre elas destacou-se a peregrinação do Ícone de Nossa Senhora de Czestochowa, padroeira da Polônia, celebrada no dia 26 de agosto. O ícone que fica na Capela Centenária da Água Branca, comunidade a 15km de São Mateus do Sul, sentido São João do Triunfo, percorreu comunidades de São Mateus do Sul e São João do Triunfo desde o dia 17 de julho. Um dos últimos locais por onde chegou o Ícone foi na Matriz do Perpétuo Socorro, no dia 22 de agosto, antes de retornar à Capela da Água Branca. A acolhida na Matriz Perpétuo Socorro se deu com uma Celebração da Palavra, conduzida pela Ministra Extraordinária da Eucaristia da Matriz, Marta. Recebido por um corredor de pétalas de flores, jogadas por crianças e pré-adolescentes vestidas de anjo, o Ícone que chegou em uma carreata trazida pela Comunidade da Vila Americana, pertencente à paróquia Nossa Senhora Aparecida e Czestochowa, da Vila Nepomuceno, entrou em um andor carregado por homens da Comunidade. Uma das Ministras na Celebração lembrou o Dia de Nossa Senhora Rainha, celebrada naquele dia, comentando que Maria deve reinar em nossos corações, e o significado do nome Czestochowa nos ajuda a pensar também nos caminhos claros que devemos percorrer. “Esse título Czestochowa significa Monte Claro, e Maria quer nos conduzir por caminhos claros, caminhos de luz, na força do Espírito Santo. Ela é também a Mãe das Vocações que celebramos neste mês e devemos pedir a ela mais vocações”, refle-

O Ícone da Czestochowa fica na Capela da Água Branca, em São Mateus do Sul.

tia a Ministra Solange Darós Staniszewski. Após as homenagens ao ícone e orações em polonês, ao final da celebração o senhor Amauri Toporowicz, que tinha o ícone em sua família até 1991, deixado por seu bisavô João Toporowicz e que depois foi doado para a igreja da Água Branca, dirigiu palavras de agradecimento a todos que ajudam na divulgação à devoção a Nossa Senhora de Czestochowa, e que valorizam as tradições polonesas. “Obrigado a todos por esse espaço, essa abertura e aceitação à nossa cultura que valoriza e vive com amor a fé. Agradecemos às pessoas de outras culturas que também nos apoiam; e obrigado à essa comunidade que nos recebeu”, agradeceu ele. Ao encerrar pediu uma salva de palmas para a comunidade e para Nossa Senhora de Czestochowa, que estava rodeada de flores no presbitério da Matriz. O Ícone ficou na Matriz do Perpétuo Socorro até o dia 28 de agosto pela manhã, quando saiu para a igreja da Água Branca, encerrando assim sua peregrinação. Texto e Fotos: Pascom Par. Perpétuo Socorro

Relíquia de São Francisco de Assis passa pela Diocese Uma relíquia de São Francisco de Assis, vinda da cidade de Assis, na Itália, e que está em peregrinação pelo Brasil passou pela Diocese no final de agosto, permanecendo por três dias. A Iniciativa da peregrinação foi da Ordem Franciscana Secular internacional de Assis, formada por leigos, casais, viúvos e jovens que, mesmo levando a vida do dia a dia, vivem e se inspiram no Carisma Franciscano. O objetivo é festejar em fraternidade os 800 anos do início da Ordem fundada por São Francisco, e celebrar a fé e a devoção do Carisma Franciscano vivido pelas Ordens Terceiras no mundo. A relíquia está no Brasil desde 2015, com início das peregrinações em São Paulo nas Fraternidades da Ordem Franciscana Secular e segue pelos Estados visitando essas Ordens até abril de 2023, quando retorna para a Itália. Uma relíquia é algo pessoal de um Santo, algo precioso, autorizado pela Santa Sé, pelo Papa, e que fica em poder da

Instituição que tem aquele Santo ou Santa como patrono. A relíquia de São Francisco que chegou a União da Vitória no dia 28 de agosto, é um pequeno fragmento da parte do osso do fêmur de São Francisco, que dentro de uma Capelinha veio acompanhada da imagem mais antiga de São Francisco de Assis. Havendo na Diocese de União da Vitória, o Instituto Franciscano Servos Missionários do Espírito Santo, que atendem a Paróquia Nossa Senhora das Dores, no Bairro Limeira, em União da Vitória, e as ACARDI’s I e II; as Irmãs Franciscanas Servas Missionárias da Restauração Divina, do Abrigo Santa Clara, no Bairro São Sebastião, e também as Irmãs Franciscanas da Sagrada Família de Maria, que atuam nas cidades de Bituruna, Rio Azul, Rebouças e São João do Triunfo, a Diocese foi também contemplada com a peregrinação. Na programação, a relíquia chegou no dia 28 na Acardi I - Abrigo São Francis-

co, com missa às 16h; depois visitou a igreja Catedral, com missa às 19h, e seguiu para o Abrigo e Convento Santa Clara, às 20h. No dia 29, às 13h visitou as Casas de Acolhimento: ARES e Lar de Nazaré; e às 17h30 o Seminário Diocesano, com a Santa Missa. O encerramento se deu no dia 30, visitando às 8h30 a Casa de Acolhimento APADEFIC, em Porto Vitória; e às 11h, retornou para União da Vitória, indo para o Abrigo Frei Manuel, no Bairro São Cristóvão, concluindo com a Santa Missa.


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Liturgia

Santo do Mês

Santa Teresa de Calcutá 05 de setembro Batizada com o nome de Inês Gonxha, nasceu em 1910 na Albânia, Madre Teresa de Calcutá, nome assumido nos votos religiosos, em homenagem à Santa Teresinha do Menino Jesus.

Dessa vez quem bem a orientou foi o arcebispo, que lhe aconselhou a dar tempo para amadurecer e confirmar esse desejo. Quando obteve autorização do arcebispo revelou à sua superiora o desejo, a qual permitiu que Teresa seguisse o caminho. Depois de deixar o convento, ao qual manteve-se ainda ligada, fez um curso de enfermagem para ter noção de como auxiliar os enfermos. Em 1948 a religiosa, sozinha, dava início ao trabalho de atendimento aos pobres, enfermos, necessitados; também ensinava crianças que não iam à escola. Seu exemplo motivava as pessoas a ajudá-la em sua missão e atraia outras a trilhar o nobre caminho de serviço a Deus nos irmãos pobres mais pobres, a começar por uma antiga aluna. Antes de admitir alguma coisa, Teresa dava um tempo para certificar-se que se tratava de uma autêntica vocação, pois tal caminho não poderia ser trilhado apenas por vontade própria. O carisma da crescente comunidade era o de servir os necessitados como se estivesse fazendo aquilo ao próprio Jesus, como Ele mesmo dissera (Mt 25,40). Enfrentou oposição de alguns budistas, mas estes verificaram que sua missão era de ajudar e não necessa-

Chamado, pelo batismo e pela confirmação, para participar e celebrar ativamente da eucaristia, o cristão cresce no fortalecimento de sua fé graças à força do Espírito Santo que faz morada em cada um de nós e nos mantém unidos a Jesus. Nesta vida nova conhecemos também fracassos e quedas. Por isso, somos chamados à conversão diária para termos consciência de nossas misérias, nos renovarmos e nos conformarmos com os sentimentos do Senhor.

Desde os 12 anos sentia uma inquietação interior sobre seu caminho nesse mundo e, orientada por um padre jesuíta, aos 18 anos foi aceita na congregação das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto. Fez o noviciado na Índia e em 1937 professou os votos perpétuos em Calcutá, onde dava aulas no colégio da sua Ordem. Diante da dura realidade indiana, irmã Teresa sentiu nova inquietação, e cresceu em seu interior o desejo de entregar-se ao serviço dos pobres, ao observar numerosos nas ruas e becos de Calcutá.

A Alegria na Reconciliação

Ele realiza isto em nós pelo Sacramento da Reconciliação, que faz parte dos sinais da fé que a Igreja recebeu do seu Senhor. Dons de amor infinito. SINAL DE RENOVAÇÃO De muitas maneiras praticamos esta contínua reconciliação e renovação, a fim de tornar o mundo todo um sinal da conversão a Deus.

riamente de converter os moribundos, muitos dos quais abraçavam a fé por livre vontade. O trabalho das chamadas Missionárias da Caridade se expandia alcançando mais de cem países em poucos anos. Por seu trabalho humanitário e cristão, Santa Teresa de Calcutá ganhou diversos prêmios, dentre os quais se destaca o Nobel da Paz em 1979. Foi recebida pelo papa Paulo VI no Vaticano e recebeu o Papa João Paulo II em Calcutá, amizades surgidas pela caridade de Cristo. Depois de uma vida de intensa dedicação aos mais pobres dos pobres, vencendo tribulações humanas e espirituais, faleceu no dia 5 de setembro de 1997 tendo já sua santidade reconhecida em todo o mundo. ORAÇÃO Ó Deus que suscitastes Santa Teresa de Calcutá para relembrar a humanidade a importância do cuidado com os mais necessitados, fazei com que, por sua intercessão, estejamos sempre atentos às necessidades do próximo e sejamos generosos em ajudá-los, na certeza de que fazemos isso ao próprio Jesus, que Convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Gustavo Santana Seminário Diocesano 2º ano de Teologia

A Igreja o celebra em sua liturgia quando os fiéis se reconhecem como pecadores e imploram o perdão de Deus e dos irmãos, como acontece nas celebrações penitenciais, na proclamação da Palavra, na oração e nos elementos penitenciais da celebração eucarística. Da mesma forma pelo ato penitencial das Completas, na Liturgia das Horas, na Quaresma e na pregação do profeta e precursor João Batista no tempo do Advento, e também nas vigílias das solenidades que possuem um sentido penitencial. O RITO Exame de consciência – a atitude de examinar a vida sob o olhar do Pai, primeiro em nossa relação com Ele, com o próximo e, por fim, consigo mesmo. Arrependimento – é preciso mudar a orientação da vida, é preciso melhorar, ser mais santo, mais justo. Deste arrependimento depende a autenticidade da penitência. Ele começa pelo pensar, julgar e dispor sua vida levado pela santidade e amor do Senhor.

Confissão – deve ser feito sob à luz da misericórdia de Deus. Exige a abertura de coração ao ministro de Deus e, da parte deste, a misericórdia, a compaixão e a paciência. Penitência – é o remédio contra o mal cometido. A verdadeira conversão se completa pela satisfação das culpas e pela mudança de vida. O penitente volta a unidade do mistério da salvação continuando sua caminhada rumo ao céu. Absolvição – é o sinal visível do perdão de Deus. O Pai acolhe o seu filho que volta aos seus braços; Jesus coloca sobre os ombros a ovelha perdida e o Espírito Santo passa a fazer morada novamente em seu templo. REFLETINDO... “Se Deus é o protagonista da penitência, tudo se torna belo e a confissão se torna o Sacramento da alegria. Sim, da alegria: não do medo e do julgamento, mas da alegria. [...] Alguém poderia dizer: ‘Eu não consigo me perdoar, e acredito que nem mesmo Deus pode fazê-lo porque eu sempre cairei nos mesmos pecados’: Quando Deus se ofende? Quando você vai pedir-lhe perdão? Não, nunca. Deus sofre quando pensamos que Ele não pode nos perdoar, porque é como dizer a Ele: ‘Você é fraco no amor’. Mas Deus se regozija em nos perdoar, toda vez. Quando ele nos levanta, ele acredita em nós como fez da primeira vez, não se desanima. Somos nós que nos desanimamos, Ele não. Ele não vê pecadores para rotular, mas filhos para amar. Ele não vê pessoas erradas, mas filhos amados; talvez feridos, e então Ele tem ainda mais compaixão e ternura”, (Papa Francisco). Referências: Catecismo da Igreja Católica Ritual da Penitência

Pe. Alisson M. de Moura Seminário Propedêutico


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08 DE SETEMBRO NASCIMENTO DA MÃE DE JESUS Dia 08 de setembro lembramos a Natividade de Nossa Senhora. Deus quis que Maria fosse a Mãe de Jesus, Aquele quem traria a Salvação da humanidade. Assim, Maria também colaborou com a nossa Salvação, aceitando ser a Mãe do Salvador. QUE TAL FAZER UMA FESTA PARA NOSSA SENHORA NESSE DIA? Faça um bolo, cole cartaz ou o DEZENHO DE MARIA AO LADO, convide a família, seus amiguinhos para rezar e para festejar. Dê um abraço e um beijo também em sua mãe, ou em quem cuida de você. HORA DE COLORIR O DESENHO DA MÃE DE JESUS


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Setembro Amarelo: Superar o Preconceito

Sobre esse assunto, todos temos algum tipo de entendimento que nos vem pelo senso comum. Também conhecemos casos de suicídio, talvez em nossa família ou de pessoas de nossa comunidade. É uma situação que se faz presente, e não queremos olhar e muito menos refletir sobre ele. É um tema tabu, ainda mais, cercado de preconceito. Os preconceitos em torno do suicídio são dos mais variados, englobam tanto crenças pessoais, sociais e religiosas, que não nos permitem aproximar do tema, assumi-lo e debatê-lo, gerando fecundas reflexões, superando os estigmas e preconceitos. Ao nos depararmos com uma situação fatídica, a pessoa sofre, a família sofre, a igreja sofre, enfim, a sociedade sofre. Pois como disse Santa Terezinha de Lisieux: “Quando uma alma sofre, todas as outras sofrem juntas; quando uma alma se alegra, todas se alegram juntas” (adaptação do autor).

Não estamos no mundo sozinhos, afetamos e somos afetados pela humanidade. Carl Gustav Jung, eminente psicoterapeuta, criador da Psicologia Analítica, chama isso de Inconsciente Coletivo, ou seja, são aspectos que nos tornam humanos e nos ligam intimamente a todos os seres humanos. Conjugamos o verbo sofrer juntos, nas “duas primeiras pessoas”: “Eu sofro, nós sofremos”.

pessoa? ” ou “Nossa, parecia que ela estava bem!” Essa pessoa pode ser você, que está sofrendo sozinho e calado; essa pessoa pode estar morando na sua casa; essa pessoa pode estar trabalhando no mesmo local que o seu; basta olhar... Que tipo de olhar?

“Por que não

dei mais atenção para essa pessoa?

Tendo em mente essa constatação, o “Setembro Amarelo” tem como finalidade desmistificar e desmitificar o tema do Suicídio, principalmente no viés da valorização da maior dádiva que recebemos, que é a vida. Não queremos aqui, discorrer sobre as multifacetadas causas que levam alguém a atentar contra sua própria existência, mas pensarmos em formas de acolhimento, sem julgamentos, preconceitos, as pessoas que estão em situação de intenso sofrimento e com ideações suicidas. Quantas vezes, ficamos pensativos depois de um fato assim; nossa consciência nos cobra: “Por que não dei mais atenção para essa

O olhar humano, carregado de empatia, com disponibilidade de ouvir e de estar junto. O desespero bate à porta quando a pessoa se vê sozinha, isolada de si mesma, do mundo, das pessoas, da religião...

Caro leitor e leitora... Neste mês temos uma importante campanha que é conhecida como “Setembro Amarelo”, que visa a valorização da vida humana em todas as suas instâncias, com ênfase na prevenção ao suicídio.

Depois dessas linhas escritas, a pergunta que não quer calar: “O que fazer numa situação dessas? ”

sas situações são o Médico Psiquiatra e o Psicólogo. Cada caso será analisado e, geralmente as intervenções são medicamentosas (atribuição exclusiva do Médico Psiquiatra) e com terapia psicológica (atribuição exclusiva da Psicologia). Não esperemos o pior acontecer! Busquemos ajuda, pois ela existe! Em nossa região existem excelentes profissionais dispostos e, principalmente, aptos a fazer uma intervenção humana e acolhedora, despida de preconceitos e julgamentos! Setembro Amarelo é uma campanha de valorização da vida! Olhemos para Jesus, que sempre nos ensina a valorizar nossa existência: “Eu sou o caminho, a verdade e a Vida” (Jo 14,6).

Primeiramente, acolher a pessoa em sofrimento, assim como Jesus acolhia todos os que buscavam refresco para a alma. Segundo, encaminhar para ajuda profissional. A dor que gera a ideação suicida, não é frescura, não é falta de fé ou religião. Os profissionais aptos a atuar nes-

Sérgio Gelchaki Psicólogo e Professor CRP 08/31323

As Leis da Igreja e na Igreja

Do Batismo Refletiremos nesta edição, sobre o sacramento do batismo, contido no livro IV, do Código de Direito Canônico que do Múnus de Santificar da Igreja. O batismo é a porta dos sacramentos, pois é o primeiro que recebemos. Você sabia que o batismo é necessário para a salvação? Necessário em realidade, quando os pais levam seu filho até a igreja para ser batizado pelo ministro ordenado (diácono, padre, bispo ou alguém com a devida autorização) ou em desejo, quando os pais não têm a possibilidade ou o tempo suficiente para levar o filho afim de ser batizado; por exemplo, no caso de morte prematura da criança. Basta o desejo dos pais para que o batismo seja válido. Nunca se batiza alguém que já faleceu! Pelo batismo, liberta-se de todos os pecados e somente pode ser recebido uma vez na vida, porque imprime uma marca divina, que jamais se apagará. Aqui temos algo muito importante a dizer no que diz respeito ao batismo em casa. No passado existia essa prática por alguns motivos: a falta de ministros ordenados; a presença de doenças desconhecidas que vitimavam recém-nascidos, etc. Hoje, porém, já não é mais necessária esta prática, visto que temos ministros ordenados suficientes para atender as pessoas, pelo avanço da medicina, a disposição de hospitais e locais adequados para o nascimento de crianças. Contudo, é permitido, somente em casos extremos – risco de morte – a qualquer pessoa batizar, movida por reta intenção, em lugares que não sejam a igreja: em casa ou no hospital. Portanto, o batismo não pode ser ministrado por superstição ou por um costume familiar em lugares impróprios e de qualquer forma, usando meios ou matérias inadequadas. Existe uma só fórmula e uma só matéria para batizar validamente alguém. Porém aqui surge uma curiosidade: algumas Igrejas, não católicas – protestantes – batizam validamente, ou seja, o batismo realizado nestas Igrejas é considerado válido pela Igreja Católica, assim sendo, não se pode rebatizar; outras, porém, batizam invalidamente, como nos apresenta o comentário do Cânon 869 do Código de Direito Canônico.

Vamos ver quais são elas. Igrejas que batizam validamente, dependendo sempre da intenção de seus ministros e da fórmula trinitária: Igrejas Orientais (Ortodoxas) que não estejam em plena comunhão com a Igreja Católica Apostólica Romana; Igreja Anglicana; Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB); Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB); Igreja Metodista; Igrejas Presbiterianas; Igrejas Batistas; Igrejas Congregacionais; Igrejas Adventistas; a maioria das Igrejas Pentecostais. Há Igrejas que se pode duvidar prudentemente da validade do batismo e assim requer-se a administração de um novo batismo, sob condição: quando se batiza somente “em nome do Senhor Jesus”; Igrejas Brasileiras, quanto a estas, levanta-se a dúvida no que diz respeito a intenção de seus ministros, não, porém à matéria e a fórmula. Com certeza batizam invalidamente: Mórmons; Testemunhas de Jeová; Ciência Cristã e certos grupos não cristãos como a Umbanda. Critérios para ser padrinho/madrinha de batismo: ter intenção de assumir a missão; ser católico (se for pertencente à outra comunidade eclesial só seja admitido junto com um padrinho/madrinha católicos, e apenas como testemunha do batismo), batizado, crismado, ter recebido a Eucaristia e levar uma vida de acordo com a fé (casado na Igreja ou solteiro), jamais estar amasiado e que participe da vida de sua comunidade (Cân. 874). Fontes: Os Sacramentos da Igreja na sua Dimensão Canônico-Pastoral - Jesus Hortal, S. J. Direito Eclesial: Instrumento da Justiça do Reino - Roberto Natali Starlino Pe. João Henrique Código de Direito Canônico - Edições Lunkes Loyola Mestrando em Direito Canônico


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No 51º aniversário do Mês da Bíblia, o Livro proposto é de Josué Estimado (a) leitor (a) do EM. Há 51 anos o mês da bíblia é celebrado no Brasil em setembro, e serve para nós como um excelente caminho de aproximação da Palavra de Deus escrita, a Sagrada Escritura. É um convite especial para estudar, conhecer, interagir e aprofundar na palavra de Deus. É também uma oportunidade a mais para aprendermos a nos encontrar com o Senhor através da Palavra! Setembro foi escolhido pelos bispos do Brasil como o mês da bíblia pelo fato de neste mês ser celebrada no dia 30 a memória de São Jerônimo. Ele foi o encarregado pelo Papa Dâmaso I no ano 382 de traduzir a Sagrada Escritura para o latim. Essa versão latina recebeu o nome de Vulgata, que significa “popular” em latim. POR QUE CELEBRAR O MÊS DA BÍBLIA? A bíblia contém o que Deus quer comunicar aos povos em relação ao seu plano de salvação para a humanidade. Ao celebrar o mês da Bíblia, a Igreja nos convida a aprofundar o conhecimento em relação a esse plano e a centralidade de

nossa fé: Jesus Cristo. Neste ano, o livro bíblico escolhido para o nosso aprofundamento durante o mês da Bíblia é o Livro de Josué, com a inspiração: “O Senhor, teu Deus, estará contigo por onde quer que vás” (Js 1,9). O texto-base que a CNBB nos oferece para orientar a reflexão e a vivência do mês da Bíblia nos ajuda a nos aproximar da jornada de Josué pela posse da terra prometida. Também nós, portanto, somos chamados a estudar o livro de Josué, que nos leva a perceber que Deus nunca deixa sem respostas as pessoas e comunidades que a Ele se confiam. O texto-base traz uma visão panorâmica do livro de Josué e, na sequência, uma reflexão sobre quatro textos específicos do Livro. Estes capítulos são os que contém mais densidade e afinidade temática e ajudam a animar a fé dos homens e mulheres que hoje contam com a palavra para crer que Deus sempre esteve próximo. Ao ler o texto base e o livro de Josué, temos a certeza de que Deus nunca deixa sem resposta quem a Ele se confia. O LIVRO DE JOSUÉ O esforço das tribos israelitas na conquista e ocupação das terras é tema principal do Livro. O personagem principal de todo o livro é Josué, nome em hebraico que significa “o Senhor salva”. Todo o sucesso dos grupos liderados por ele na conquista e posse da terra está condicionado a realizar a palavra do seu Deus, sem submeter-se aos cultos estrangeiros. Um dos trechos do texto base diz que o Livro é uma catequese para impulsionar o povo na conquista da terra. O Livro é um testemunho de que Deus realiza a promessa feita ao seu povo. Da escravidão para a posse da terra prometida. MÊS DA BÍBLIA E LEITURA ORANTE DA PALAVRA DE DEUS Durante o mês de setembro, começa a chegar em nossas mãos um pequeno subsídio, em formato de marca página, com uma explicação do que é a Leitura Orante da Palavra de Deus e como fazê-la, através dos seus 4 passos, conforme publicamos em edições anteriores do Estrela. Fazemos votos que este pequeno material seja amplamente distribuído e utilizado para uma frutuosa leitura e oração com a Palavra de Deus. Como sugestão para começarmos a exercitar a Leitura Orante, oferecemos o Livro de Josué proposto pela Igreja do Brasil para este mês da Bíblia. No último domingo de setembro será celebrado o Domingo da Palavra. O Papa Francisco instituiu esta celebração para o 3° Domingo do Tempo Comum, contudo, a CNBB pediu autorização à Santa Sé e solicitou que no Brasil fosse celebrado no último domingo de setembro, por ser o Mês da Bíblia!

Pe. Joviano José Salvatti Assessor da ABP