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ano

Série B | Nº 272 | 12.500 exemplares

Boletim Informativo da Diocese de União da Vitória | Outubro de 2021

OUTUBRO: MARCADO PELA DEVOÇÃO AO

Santo Rosário

Além da referência à Dimensão Missionária da Igreja, um dos importantes títulos dados à Mãe de Jesus é celebrado em outubro: Nossa Senhora do Rosário. Instituída pelo Papa Pio V, em 1571, sua Festa Litúrgica é no dia 07 de outubro, em dedicação a vitória dos cristãos na batalha naval de Lepanto, onde em meio à Oração do Rosário, venceram os turcos otomanos. Um pouco da história da récita do Rosário trazemos nas páginas desta edição. E a Diocese de União da Vitória tem a alegria de ter uma de suas paróquias, sendo inclusive Santuário Diocesano, dedicada a este belo título dado à Maria. Rezar o Terço ou o Rosário é oferecer rosas em forma de oração àquela que junto à Jesus intercede por nós, também seus filhos. (Saiba mais na página 05)

Foto: José Nader

CONFIRA TAMBÉM IMIGRAÇÃO, CULTURA E FÉ Poloneses celebram 150 anos no Paraná (Pág. 09)

Foto: Ciro Ivatiuk

SÍNODO 2023 1º fase do Sínodo inicia-se em outubro (Pág. 11)

ASSEMBLEIA DO POVO DE DEUS Dioceses do Paraná participaram de modo híbrido (Pág. 06)


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Estrela Matutina - Editorial - Outubro de 2021 www.dioceseunivitoria.org.br

Tempo de missão na Igreja é todo tempo, pois na sua própria essência a Igreja é Missionária, e tem por missão comunicar o Cristo. Mas o mês de outubro é um tempo especial onde a Igreja dá um destaque à sua Dimensão Missionária. E nesta edição do Estrela Matutina, por meio dos conteúdos, fatos registrados no último mês, nosso (a) prezado(a) leitor (a) encontrará as diversas formas com que a Igreja exerce seu papel Missionário. Na própria Diocese de União da Vitória, a participação de nossas lideranças na 41ª Assembleia do Povo de Deus foi um momento importante, mostrando a sintonia com que as Igrejas Particulares têm na caminhada evangelizadora com o Regional e com as Diretrizes Nacionais. Depois, indo além de sua atuação no espaço eclesial, a Igreja tem sua missão no mundo, como aquela que deve ajudar a sociedade a bem caminhar. O 1º Encontro entre bispos do Brasil e Parlamentares Católicos, foi um momento histórico e de Graça para a Igreja e para a própria ação política de nosso país. Na matéria publicada nesta edição, o leitor poderá ver o que a Igreja espera dos Políticos Católicos e o que os Parlamentares Católicos esperam da Igreja no campo político e social como um todo. A ação missionária da Igreja é algo que acontece no impulso do Espírito, como cremos, contando com a atuação dos homens, que de geração em geração repassam os ensinamentos do Magistério da Igreja. Valorizando o repasse de gerações deste ensinamento, o Estrela Matutina traz em suas páginas a celebração dos 150 anos da presença dos Poloneses no Estado do Paraná, os quais com sua cultura e com os costumes religiosos, externaram e marcaram muito a presença da Igreja na vida em sociedade. Presentes em uma expressiva parcela da população paranaense uma das cidades da Diocese de União da Vitória recebeu inclusive no último mês, o título de Capital Polonesa do Paraná. Na Diocese, o mês de outubro começa com uma nova coordenação na Equipe do Conselho Missionário Diocesano (COMIDI), e o padre Joviano, que estava como assessor até o momento nos faz, no artigo ao lado, um relato da ação missionária na Diocese. Com o lançamento ainda do Plano Diocesano de Pastoral, nossa caminhada diocesana e missionária quer dar novos e fortalecidos passos na missão evangelizadora. Queremos ainda, contribuir com reflexões ao Sínodo dos Bispos, convocado pelo Papa para 2023, e que se inicia já neste mês com consultas nas Dioceses, para que, como pede Francisco, ouvindo a ‘Voz do Espírito’, caminhemos unidos com toda a Igreja, em uma verdadeira Sinodalidade. Trazemos aqui em nossas páginas uma contextualização sobre este Sínodo aos nossos leitores. Com outros conteúdos aqui dispostos, assim também nós como Igreja Particular comunicamos, anunciamos o Reino, mantendo com alegria a missão de evangelizar e anunciar o Cristo. Que o Mês Missionário seja frutuoso em cada comunidade diocesana. Marcelo S. de Lara Editor-Chefe

Em Destaque Padre Joviano, ex-assessor do COMIDI, fala das atividades Missionárias na Diocese e da mudança na assessoria Caro (a) leitor (a)! Estamos mais uma vez vivendo o mês de outubro, tradicionalmente vivenciado pela Igreja como mês missionário, dedicado à reflexão e conscientização sobre a vocação missionária da Igreja e de cada batizado (a) através da campanha missionária, que neste ano tem como tema: “Jesus Cristo é missão” e como lema: “Não podemos deixar de falar sobre o que vimos e ouvimos (At 4,20)”.

Missionários em atividade, antes da pandemia, em 2019

A propósito deste assunto, fazemos aqui um breve apanhado sobre as atividades missionárias já desenvolvidas pela nossa Diocese e projetamos também a continuidade das mesmas no pós-pandemia. Há 17 anos, era implantada em nossa diocese, na Paróquia São Judas Tadeu, o primeiro grupo da IAM – Infância e Adolescência Missionária – Pontifícia Obra Missionária (obra missionária do Papa) que tem por finalidade despertar o espírito e o protagonismo missionário nas crianças e adolescentes. Com o tempo esta obra missionária foi se expandindo, novos grupos foram sendo formados, bem como uma coordenação diocesana. Hoje, possuímos grupos da IAM implantados nas paróquias: S. João Batista – S. João do Triunfo, S. Coração de Jesus – Rio Azul; S. Joaquim e Sant’Ana – P. Frontin; S. Carlos Borromeu – P. Freitas; Sant’Ana – Santana-C. Machado; S. Bárbara – Bituruna; S. Judas Tadeu – UVA e N. Sra. de Fátima – UVA. Em 2008, através do incentivo do nosso segundo bispo diocesano – D. João Bosco Barbosa de Souza-OFM, foi implantado na Diocese o COMIDI – Conselho Missionário Diocesano, que tem por finalidade fomentar o espírito missionário nas diversas atividades da Igreja, dinamizar e acompanhar os organismos missionários presentes na diocese. O principal meio de semear o espírito missionário empregado pelo COMIDI tem sido as SMPD – Santas Missões Populares Diocesanas, que desde 2009 aconteceram em todas as nossas paróquias, algumas duas vezes, inclusive. Nos últimos anos, com a realização das SMPD, foram implantados em várias paróquias os COMIPAS – Conselhos |Missionários Paroquiais, organismos responsáveis por despertar e manter vivo o espírito missionário nas atividades das paróquias. Atualmente temos COMIPAs implantados nas seguintes paró-

EXPEDIENTE

Editorial

Proprietária Mitra da Diocese de União da Vitória Rua Manoel Estevão, 275 União da Vitória, PR Contato: estrela@dioceseunivitoria.org.br (42) 3522 3595 Diretor Dom Walter Jorge Pinto Editor-Chefe Francisco Marcelo S. de Lara

quias: S. José – Antônio Olinto, S. Coração de Jesus – Rio Azul; S. João Batista – S. João do Triunfo; S. Mateus – S. Mateus do Sul; N. Sra. do Perpétuo Socorro – S. Mateus do Sul; N. Sra. do rosário – Rio Claro do Sul; N. Sra. Aparecida e Czestochowa – S. Mateus do Sul; S. Joaquim e Sant’Ana – P. Frontin; Sant’Ana – Santana-C. Machado; S. Sebastião Mártir – UVA; S. Miguel Arcanjo – P. Vitória e Sr. Bom Jesus – Rebouças.

Em 2015, com o incentivo do COMIDI, foi implantado no Seminário Diocesano o COMISE – Conselho Missionário de Seminaristas, que tem por finalidade despertar o espírito missionário nos seminaristas durante o processo de formação, para que, ao se tornarem padres, possam exercer o ministério com espírito e empenho missionário. Em 2020, com a chegada da Pandemia, as atividades da dimensão missionária precisaram ser paralisadas. Foram mantidas apenas algumas reuniões e eventos no formato online. Porém, para o pós-pandemia, a expectativa é que os trabalhos missionários sejam retomados ainda com mais vigor e empenho, uma vez que se espera um maior campo de missão, em função de tudo o que a pandemia causou entre nós. A novidade é que esta retomada se dará com o acompanhamento de nova assessoria no COMIDI. Texto: Pe. Joviano José Salvatti Par. Santo Antonio MUDANÇA NA ASSESSORIA DO COMIDI *Assessor do COMIDI desde 2013, padre Joviano José Salvatti, da Paróquia S. Antônio – Santo Antônio do Iratim – Bituruna – assumiu em setembro deste ano a tarefa da implantação da ABP – Animação Bíblica da Pastoral e da implementação do Pilar da Palavra, do Plano Diocesano de Ação Evangelizadora. O novo assessor do COMIDI, que guiará as atividades missionárias juntamente com a implementação do pilar da Missão do Plano Diocesano, a partir deste mês de outubro é Padre Emerson Gonçalves de Toledo, da Paróquia S. José, de Antônio Olinto.

Redatores Dom Walter Jorge Pinto Pe. Emílio Bortolini Neto Pe. Sidnei José Reitz Pe. Joviano José Salvatti Diác. Alisson M. de Moura Gustavo Santana Francisco Marcelo S. de Lara Diagramação e Arte Final Agatha Przybysz

Tiragem 12.500 exemplares Revisão Pe. Abel Zastawny Francisco Marcelo S. de Lara Impressão Gráfica Grafinorte - Apucarana, PR (41) 9 9926 1113 Fundado em 15 de maio de 1958, por Dr. Mário José Mayer e Ulysses Sebben.


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Estrela Matutina - Caderno 1 - Outubro de 2021 www.dioceseunivitoria.org.br

Palavra do Bispo O RIO IGUAÇU E O NOSSO LIXO Quando cheguei à Diocese de União da Vitória, e em especial à cidade de União da Vitória, fui logo impactado pela beleza e majestade do Rio Iguaçu. Estava, afinal, conhecendo o rio das famosas Cataratas do Iguaçu. À medida que o tempo foi passando nesta nova terra que me adotou e que também adotei como minha, mais fui me encantando com este lindo rio, um dos seus maiores tesouros. Quando posso, faço caminhadas pela manhã e, várias vezes vou margeando o Rio Iguaçu, por vezes pela BR 476 em direção à Ponte do Arco ou o cruzo pela ponte Domício Scaramella. Deste modo posso ir contemplando esse rio tão importante para a manutenção da vida de todo o Paraná, e que tanto contribui com a economia deste Estado, inclusive sendo um dos responsáveis pela produção da eletricidade que muitos e muitos consomem.

lizmente, também aqui o Rio Iguaçu não recebe a atenção que deveríamos dar a ele, pois nossos esgotos, muitas vezes, são arremetidos dentro de seu leito sem qualquer forma de tratamento, além de metais pesados e muito, muito lixo. Assim, o presente maravilhoso que recebemos de Deus para nos alegrar, mas para também cuidar, vai perdendo, pouco a pouco sua beleza, e corre o risco de se tornar um dia, inviável.

Diante dos gritos de socorro emitidos pela Terra, a casa de toda a comunidade humana e também de todas as espécies que nela vivem; diante da imensa crise hídrica que vem se agravando, gerando também a crise energética; diante da responVista aérea das cidades de União da Vitória - PR sabilidade que nós, os que vivemos e Porto União - SC, circundadas pelo Rio Iguaçu no hoje da história desse rio milenar, temos para com ele, não está na hora de nos perguntarmos, todos, sem exceção, o que podemos e devemos fazer para a manutenção da vida do Rio Iguaçu? Acontece que, ao longo do meu percurso, não constato somente as belezas do querido Iguaçu, mas me deparo Sei que já existem os que lutam por também com uma triste ação do ser ele e que promovem ações em sua humano que, aos poucos vai acaban- defesa, mas penso que está na hora do com a vida do nosso rio: o volu- de toda a nossa Diocese (e não só me imenso de lixo jogado em todos União da Vitória), se unir para cuios percursos que faço, seja na beira dar melhor daquilo que é um dos das estradas próximas a ele, seja já nossos mais importantes patrimôem ambas as margens. Garrafas de nios naturais. Sei que certas ações plástico ou de vidro, copos de plás- dependem de maior vontade político ou de isopor, pratos de iguais tica, mas sei também que podemos materiais, sacos plásticos e uma in- começar promovendo maior consfinidade de outras sujeiras que sim- ciência, por meio de campanhas plesmente são ali jogadas e que, mais diversas; que podemos promover cedo ou mais tarde vão parar dentro ações simples como mutirões podo rio, depois de todo o dano que já pulares de coleta do lixo nas marcausaram para a vida que existe nas gens do rio e tantas outras. suas margens. Mesmo o Parque Ambiental, um dos lugares mais bonitos O que não podemos é permitir que, em (embora nem sempre bem cuidado) grande parte por culpa do nosso temde União da Vitória, fica tomado pelo lixo após muitos que ali estiveram, usu- po, o Rio Iguaçu não possa ser usufruído pelas gerações futuras. fruindo dele e depois indo embora. Dom Walter Jorge

não podemos “ O que é permitir que, em grande parte por culpa do nosso tempo, o Rio Iguaçu não possa ser usufruído pelas gerações futuras.

... não constato somente as belezas do querido Iguaçu, mas me deparo também com uma triste ação do ser humano que, aos poucos vai acabando com a vida do nosso rio ...

Todos sabemos que muita contaminação já vem de outras cidades, mas, infe-

Bispo Diocesano


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Orando com os Salmos

Cântico dos Degraus Salmo 125 (126)

Alegria e esperança em Deus “A paz para o Israel de Deus” (cf. Gl 6,16) Quando o Senhor reconduziu nossos cativos, parecíamos sonhar; 2 encheu-se de sorriso nossa boca, nossos lábios, de canções. Entre os gentios se dizia: Maravilhas fez com eles o Senhor!’ 1

Sim, maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria! 4 Mudai a nossa sorte, ó Senhor, como torrentes no deserto.

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Os que lançam as sementes entre lágrimas, ceifarão com alegria. 6 Chorando de tristeza sairão, espalhando suas sementes; cantando de alegria voltarão, carregando os seus feixes!

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Glória ao Pai, ao Filho, e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém!

Comentário do Salmo O Salmo 125 tem duas partes muito claras: a primeira, é ação de graças pela “mudança de sorte”, e a segunda é um pedido para que essa mudança se complete, ou se repita. O salmo diz que foi uma mudança “incrível”, um “sonho”, e parece referir-se à volta da Babilônia, supondo a situação do desterro e a repatriação. Depois, o salmo fica disponível para outras situações de retorno e outras mudanças transcendentais. No versículo 1, tão grande é o gozo, que aos orantes parece sonho. Mas o “sonho” é realidade, e seu autor é o Senhor: foi Ele quem mudou a sorte de Sião! Num território inóspito como o Neguev, ao sul do mar Morto, uma chuva breve mas intensa pode encher de torrentes providenciais os leitos secos, que de repente se tornam férteis e reverdecem, numa mudança maravilhosa. No versículo 5 se vê que não há outra maneira de colher, senão semeando. Só se desfruta com gozo o que se realiza com fadiga. Entretanto, há sempre o risco de a colheita ser

magra: por isso, o anseio de que se possa colher com alegria! Comentários: Pe. Ney Brasil Pereira. Fonte: https://bit.ly/3gNahho REFLEXÃO Como é bom sentir e saber da presença do Senhor em nossa vida. A fé que nos faz crer em sua ação, nos impulsiona a o buscarmos, a nos relacionarmos com Ele. Assim como o Salmista e o povo nesse ‘cântico da subida’, que é o Salmo 125, queremos que o Senhor mude a nossa sorte, que o que semeamos entre lágrimas, colhamos com alegria, para que sejamos sinais da ação de Deus a outros e também digamos “Sim, maravilhas fez conosco o Senhor. Exultemos de Alegria’, como disse o povo, no versículo 3 desse Salmo.

Marcelo S. de Lara PASCOM

Catequese

CATECUMENTO 2ª ETAPA: Rito da eleição O segundo tempo do Catecumenato, denominado especificamente como Catecumenato, compreendeu aquele período maior de preparação teórica e prática do catecúmeno, a fim de que ele possa ser ou não eleito como aquele que esteja sendo considerado apto a receber os sacramentos da iniciação à vida cristã. Chega-se assim à segunda etapa do caminho catecumenal através do Rito de Eleição do catecúmeno. “Já introduzido na fé e estando a terminar o catecumenato, o catecúmeno é admitido a uma preparação mais intensiva para os sacramentos (....) O segundo tempo que é dedicado à catequese e aos ritos anexos, termina no dia da eleição” (cf. Ritual da Iniciação Cristã de Adultos (RICA), n. 6 e 7). ELEGER O ELEITO DE DEUS Essa segunda etapa elege o catecúmeno como aquele que está se aproximando para preparar-se mais intensamente para o coroamento de seu itinerário catecumenal que se dará com a purificação e a iluminação sacramental. Essa etapa denomina-se “eleição” porque a Igreja admite o catecúmeno no rol dos eleitos baseando-se na eleição de Deus, em cujo nome ela age (cf. RICA, n. 22). Em outras palavras: Deus escolheu, chamou, vocacionou...e a Igreja confirma a eleição divina. Essa passagem de etapa é das mais importantes e centrais do percurso a ser trilhado por aquele ou aquela que está se encaminhando para tornar-se cristão. Passar por esta etapa, manifesta que realmente a preparação foi bem feita e o catecúmeno deu amostras claras de sua conversão de mentalidade e que conhece suficientemente a doutrina cristã e suas consequências concretas. “Vê-se assim que a eleição, feita

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com tanta solenidade, é o ponto capital de todo o catecumenato” (RICA, n. 23). O CANDIDATO TORNA-SE ELEITO A partir do dia em que se celebra a eleição, aqueles que eram até então admitidos como candidatos na primeira etapa do catecumenato, são chamados agora como “Eleitos”. Foram escolhidos para entrarem na fila dos que serão revestidos de Cristo que lhes purificará e iluminará através da realização dos sacramentos. Inicia-se assim uma intensa preparação espiritual, mais relacionada à vida interior que à catequese, visando purificar os corações e iluminá-los por uma experiência ainda mais profunda com Cristo, nosso Salvador e ingressando, assim, no 3º tempo do catecumenato, denominado: Iluminação e Purificação, que veremos na próxima edição.

Pe. Sidnei Reitz Assessor Diocesano da Catequese

ANIVERSARIANTES DE OUTUBRO Pe. Ivo Jablonski, Nascimento; Pe. José Carlos Emanoel dos Santos, Ordenação; Pe. Iomar Otto, Nascimento; Diác. José Laurindo, Nascimento; Pe. José Carlos Emanoel dos Santos, Nascimento; Pe. Francisco Adamczyk, Nascimento; Pe. Renildo Vieira, Nascimento; Diác. Amandio Paulino de Lima, Nascimento; Diác. Luiz Francisco Huk, Nascimento; Diác. Clarito de Nivardo Barbosa, Nascimento.


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Estrela Matutina - Caderno 2 - Outubro de 2021 www.dioceseunivitoria.org.br

O ROSÁRIO história, significado e seus frutos AMOR QUE PERMANECE O Rosário é uma das melhores formas de oração, porque nos liga a Deus, ao próximo e a nós mesmos através da vida de Jesus e da devoção a Maria. Rezar o rosário é olhar para a vida de Cristo com os olhos de Maria, e ver nossa própria vida refletida nos olhos dEle! O nome “Rosário” significa, “coroa de rosas”, porque cada oração é como se fosse uma rosa oferecida a Nossa Senhora. De fato, a rosa é considerada a rainha das flores, digna de ser oferecida à Rainha do Céu e da Terra, e também expressão de amor, pois sua combinação de beleza, perfume e espinhos é uma imagem perfeita para esse sentimento tão belo e forte! Há quem ache essa oração monótona e

repetitiva. Monótona não é, pois, embora as orações se repitam, cada dezena lembra um momento diferente da vida de Cristo. Quem medita os mistérios, jamais vai achá-la monótona. Repetitiva até é, mas quem disse que isso é ruim? Quantas vezes você já disse “bom dia”? E, se um dia, uma pessoa não lhe responde, como você se sente? Se ela disser “você já disse isso ontem, anteontem, semana passada, para que ficar repetindo de novo? ” Não será ridículo? Quantas vezes você repetiu a sua esposa, marido, pais, filhos, amigos que os ama? E isso é ruim? De forma alguma! Cada vez que alguém diz “eu te amo” é diferente, é única, porque o tempo passa, as situações mudam, os estados de ânimo não são os mesmos, mas, no meio de todas as mudanças, a repetição mostra que o amor se sustenta e permanece. Assim, quando repetimos a Ave Maria mostramos a constância do nosso amor para com nossa mãe. Foi desse amor constante, que permanece através de todas as mudanças, que nasceu o Rosário. DESENVOLVIMENTO Logo no início do Cristianismo surgiram pessoas que queriam se dedicar exclusivamente à Oração, chamados de “Monges”, que rezavam todos os 150 Salmos todos os dias! Os que não eram alfabetizados, rezavam 150 Pai-nosso no lugar dos 150 Salmos. Por trás disso estava uma intuição de que a Oração do Senhor é como que um resumo de toda a Bíblia. Mais tarde, surgiu o costume de rezar 150 Ave Marias, fazendo como que um “Saltério Mariano”.

Imagem: cathopic.com

Na Idade Média, o surgimento das Ordens Cisterciense (1098) Franciscana e Dominicana (século 13) deu um grande impulso à devoção mariana. E é exatamente ao fundador dos Dominicanos, S. Domingos de Gusmão, que se atribui a criação do Rosário, quando, em 1214, desanimado com os poucos frutos de sua pregação contra os hereges, teve uma visão de Nossa Senhora, na qual ela lhe dava um Rosário, apontando assim a oração como fonte da eficácia da pregação. Mas foi somente 150 anos mais tarde, no ano 1365, que o Monge Cartuxo Henrique de Halkar, separou as 150 Ave Marias em quinze dezenas, com um Pai Nosso entre elas. Percebendo o grande valor dessa oração, muitos papas incentivaram-na, não só em homilias e mensagens, mas até escrevendo encíclicas inteiras sobre ela. De todas, essas, a mais importante é a “Rosarium Virginis Mariae” de João Paulo II, de 2002, que acrescentou os Mistérios Luminosos. Vemos, portanto, que o Rosário não surgiu por acaso, mas foi sendo construído ao longo dos séculos, brotando da experiência espiritual dos monges, da devoção do povo simples, das reflexões de grandes teólogos e santos, e apoiado pelo Magistério da Igreja. A CAPA DO QUEBRA-CABEÇA Quando falamos em “mistérios”, referimo-nos a acontecimentos da vida de Jesus. Não significa que não possamos saber nada sobre eles, mas que, como tudo o que se refere a Deus, eles superam nossa compreensão. E isso é bom, porque garante que nunca vamos enjoar deles, sempre haverá algo novo a ser descoberto. É como tomar água. Não precisamos secar a fonte (ou o rio ou a caixa d’água) para nos sentirmos saciados, mas ficamos felizes por não

sermos capazes de fazê-lo, pois, quando tivermos sede de novo, haverá mais água para saciar-nos. Por meio dos mistérios, recordamos toda a vida de Jesus. Os “Gozosos” nos recordam os primeiros acontecimentos, a infância; os “Luminosos” tratam da vida pública; os “Dolorosos” apresentam o sofrimento, e os “Gloriosos” a Vitória Final de Cristo. Conhecer a vida de Jesus é essencial para compreendermos a nossa própria vida. Se você já montou um quebra-cabeças, sabe que a melhor maneira de o fazer é olhando para a capa, pois ali a cena está inteira, enquanto que nas peças ela está dividida em muitos pedaços. A nossa vida é como se fosse um quebra-cabeças, que, cada dia traz peças novas. Quando não entendemos o porquê de uma determinada situação, é porque faltam as peças ao seu redor, que completam a figura. Para achar o lugar delas, olhamos para a vida de Jesus, que, por estar completa, é como a capa, que nos orienta a encontrar o lugar certo de cada peça, e a olhar a vida com outros olhos. Os Mistérios do Rosário, portanto, são uma Escada e uma Ponte. Escada, porque nos conduzem a Deus, elevam a Ele toda a nossa vida. Ponte, porque nos conectam ao nosso íntimo e a nossos irmãos, criando laços de amor. Rezemos sempre o Rosário. Não necessariamente inteiro todos os dias, mas, mesmo que seja alguns mistérios por dia, certamente fará muito bem. E aproveitemos o mês de outubro para fazer um “intensivo”.

Pe. Emílio Bortolini Neto Paróquia Santa Bárbara Bituruna


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EM FORMATO HÍBRIDO, DIOCESE PARTICIPA DA 41ª ASSEMBLEIA DO POVO DE DEUS Realizada pela primeira vez de forma híbrida, com as dioceses reunidas presencialmente e, ao mesmo tempo, conectadas de modo online com as demais dioceses do Regional Sul 2, nos dias 24 e 25 de setembro, a 41ª Assembleia do Povo de Deus reuniu mais de 450 participantes entre bispos, padres, religiosos e religiosas, coordenadores de Pastorais e Movimentos, e convidados.

Todas as Dioceses do Paraná, cada uma em sua localidade, participando em formato híbrido, da Assembleia do Povo de Deus.

A assessoria foi por conta de Dom Ricardo Hoepers, bispo de Diocese de Rio Grande – RS e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Vida e Família da CNBB, que abordou o tema “Iniciação à Vida Cristã, Amoris Laetitia e Ano de São José”, propondo a metodologia “Escutar. Discernir. Propor”, usada na Campanha da Fraternidade 2022.

Em um primeiro momento, Dom Ricardo fez uma abordagem geral de escuta sobre o Doc. 107 da CNBB, que trata sobre a Iniciação à Vida Cristã, e as exortações do Papa Francisco Amoris Laetitia, que fala sobre o amor em família e Patris Corde, sobre São José. Em uma segunda fala o bispo fez uma abordagem de discernimento sobre a atual realidade, tratando de assuntos como a sociedade do cansaço, crise de paternidade, acontecimentos históricos, revoluções e a tecnologia. “Nosso intuito é propor um caminho focado no presente, e não no passado ou futuro e muito menos na aparência e desempenho. Incentivo a olhar e contemplar os processos, observando a realidade e personalizando esse itinerário”, explicava Dom Ricardo. O primeiro dia de Assembleia, se concluiu com a Santa Missa, e após a celebração, os 15 participantes da Diocese de União da Vitória, partilharam sobre a riqueza das falas de Dom Ricardo e os aspectos que mais lhes chamaram a atenção, aprovando ainda por unanimidade o formato híbrido para o evento.

Ivone, presidente da Cáritas Diocesana, representando a Diocese diante do Regional Sul II, durante a síntese.

vejo”, afirmou o arcebispo. No sábado, segundo dia de assembleia, após o momento da oração, junto com as demais dioceses do Regional, os participantes ouviram uma síntese orgânica e integradora de Dom Ricardo, sobre os temas abordados, com vista a ação evangelizadora no Paraná. Três perguntas foram enviadas às dioceses sobre os temas abordados. As ricas contribuições sobre as ações que podem ser tomadas para uma ação mais eficaz em cada realidade foram apresentadas no período da tarde. Para Dom Walter, bispo da Diocese de União da Vitória, a Assembleia foi frutuosa e mostrou que os caminhos da evangelização da Diocese estão corretos. “Lançamos nosso Plano Diocesano da Ação Evangelizadora que contempla a família e também a Iniciação à Vida Cristã. Estes são itinerários para o acolhimento dos fiéis”, expressou Dom Walter Jorge. Em entrevista ao Estrela Matutina, Pe. João Francisco Sieklicki, coordenador da Ação Evangelizadora, falou que a Assembleia do Povo de Deus veio reforçar a caminhada que a Diocese de União da Vitória iniciou neste ano com o lançamento do Plano Diocesano. “A Assembleia é sempre uma oportunidade de encontro e reflexão acerca de algum determinado tema, refletindo sobre a vivência e a caminhada das famílias nas dioceses. A 41ª Assembleia do Povo de Deus, organizada pelo Regional Sul II vem de encontro também ao nosso Plano Diocesano, que escolheu a família como prioridade”, declarou o padre coordenador.

Também Dom Peruzzo, arcebispo de Curitiba e vice-presidente do Regional, em entrevista ao Regional, falou da riqueza de participação que o formato híbrido favoreceu, reunindo 6 vezes mais participantes do que quando feita presencialmente. “Sem dúvida, se trata de uma experiência de muita relevância. Se, por um lado, esse tipo de assembleia não substitui os encontros presenciais, por outro, podemos criar experiências de partilha, superando distâncias. Estou gostando do que

A Celebração da Eucaristia e os momentos de oração, foram espaços onde se deram Graças pela caminhada da Diocese, em comunhão com o projeto evangelizador de toda a Igreja do Brasil e do Paraná.

Entre os integrantes na Assembleia, Padre João Francisco, Coordenador de Pastoral (atrás da bíblia), e Dom Walter Jorge, ao lado da imagem do Sagrado Coração.

A assembleia foi concluída com a Santa Missa, com cada Diocese celebrando em seu espaço de encontro, dando Graças por mais um passo dado na ação evangelizadora da Igreja do Paraná. Matéria e fotos: Agatha Przybysz


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CNBB promove 1º Encontro com Parlamentares Católicos A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promoveu nos dias 16 e 17 de setembro, o I Encontro de Parlamentares Católicos a serviço do Povo Brasileiro. Na abertura do evento, foi destacada a busca pelo diálogo e pela “política melhor” apontada pelo Papa Francisco na carta encíclica Fratelli Tutti. Em sua fala, o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, destacou que a Igreja apoia e investe em tudo o que pode promover e garantir a ‘política melhor’, como acentuou o Papa no capítulo V do documento sobre a Fraternidade humana e a amizade social. O encontro contou com a participação de cerca de 80 parlamentares, entre vereadores, deputados estaduais e federas e senadores. Na abertura, discursaram o presidente da CNBB; o núncio apostólico no Brasil, dom Giambattista Diquattro; e o presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco. Para o presidente do Senado, vislumbrando o processo eleitoral de 2022 como oportunidade para a “necessária depuração política na substância e na forma” que o Papa descreve, Pacheco espera “o reencontro do Brasil com alguma normalidade política”. “Às vésperas dos 200 anos da independência nacional, com calma e serenidade, o Brasil há de superar a crise multifacetada que ora enfrentamos”, animou Pacheco. PERGUNTAS ALTERNADAS ENTRE BISPOS E PARLAMENTARES No segundo dia do Encontro, de forma intercalada, nove políticos previamente escolhidos apresentaram ‘O que o parlamentares católicos esperam da Igreja no exercício de sua missão? ’. E nove bispos e arcebispos responderam à pergunta: “O que a Igreja espera dos parlamentares católicos no exercício de sua missão? ”. Dentre as nove respostas de bispos e parlamentares, destacaremos aqui três de cada um. O que a Igreja espera dos parlamentares católicos no exercício de sua missão? O bispo de Lages (SC) e presidente do Grupo de Trabalho Pacto pela Vida e Pelo Brasil da CNBB, dom Guilherme Werlang disse que é urgente neste momento de crise pelo qual o Brasil atravessa, que as lideranças católicas sejam bússolas éticas para superar os desafios. “Os parlamentares católicos devem pautar sua atuação na defesa da democracia, no diálogo, na defesa de nossos ecossistemas e biomas. Devemos buscar construir um Pacto pela Vida e pelo Brasil com políticas públicas para mitigar o sofrimento do povo brasileiro”. Em referência ao Papa Francisco, dom Guilherme, disse aos parlamentares católicos que a vida precisa estar acima da economia. O bispo de Cametá (PA), dom José Altevir da Silva (PA) disse que sobretudo o povo da região Norte, as comunidades tradicionais e povos indígenas, encontram-se ainda excluídos da possibilidade de uma vida digna. Segundo ele, o bio-

Tela com representantes político católicos e com religiosos.

ma Amazônico está sendo destruído pelos grandes projetos e empreendimentos econômicos. “Aqui nesta região existe um povo com uma história, com valores e uma cultura. O Brasil assinou tratados internacionais e este povo não está sendo ouvido e nem consultado sobre estes projetos”, disse. O arcebispo de Manaus (AM), dom Leonardo Steiner enalteceu a atuação de parlamentares a partir os valores do Evangelho. Os políticos católicos, destacou o arcebispo, devem ser os primeiros a ser os frequentadores da Palavra de Deus, do magistério da Igreja e sua Doutrina Social, do magistério dos Papas e dos vários documentos da CNBB. Estas referências, para dom Leonardo, oferecem valores para o modo de ser e atuar dos parlamentares católicos na esfera política. O arcebispo disse ainda ser necessário que os parlamentares busquem aprovar políticas públicas que atendam aos interesses dos empobrecidos, a partir da escuta dos clamores das comunidades e minorias além de pautar sua atuação pela ética, defesa da democracia e busca do bem comum. O que os parlamentares esperam da Igreja no exercício de sua missão? O deputado federal Francisco Júnior (PSD-GO) partilhou suas dores e expectativas como parlamentar. Segundo ele, antes de entrar na política era visto como “bom moço”, mas hoje é como se tivesse um carimbo de “suspeito” na testa. Ele disse entender a política como missão e vocação e espera que a Igreja seja como uma mãe e pastora capaz de apontar os caminhos e referências para a sua atuação baseadas na Doutrina Social mas também de acompanhar os mandatos e chamar a atenção quando está errado mas também incentivar quando há acertos. Ele disse ser importante que a Igreja não fique refém de pessoas e ideologias, mas seja um espaço aberto a acolher a todos. A vereadora de Itacoatiara (AM), Maria Francelizia da Silva, Itacoatiara (PT), disse compreender que o mandato é uma extensão da atuação pastoral do cristão no espaço político. Contudo, ela apontou que sente falta de formação mais efetiva, por meio de escolas de formação política, dos parlamentares e também para despertar nos leigos o desejo de atuação no espaço político. Também cobrou mais acompanhamento da atuação parlamentar. A deputada federal Carmem Zanotto (Cidadania/SC) disse esperar da Igreja um diálogo mais próximo dos parlamentares no exercício de sua missão, mesmo em torno de pautas não convergentes. Ela ressentiu-se do distanciamento mesmo entre os parlamentares católicos e disse sentir falta das missas no Congresso Nacional, espaço no qual as homilias tinham um papel central de orientar a atuação parlamentar. Disse ser importante continuar realizando encontros como este para refletir como os parlamentares podem estar mais próximos em torno da atuação a partir dos temas e projetos que unem os católicos. Fonte: Site CNBB Nacional

Na tela: Dom Walmor - presidente da CNBB, Dom Giambattista - Núncio Apostólico, e Senador Rodrigo Pacheco - Presidente do Senado.


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Estrela Matutina - Caderno 2 - Outubro de 2021 www.dioceseunivitoria.org.br

Santo do Mês

12/10 Beato Carlo Acutis No dia 10 de outubro de 2020 em missa celebrada em Assis, na Itália, o jovem Carlo Acutis, falecido aos 15 anos de idade, foi beatificado. O milagre realizado por sua intercessão que fez ser aprovada sua beatificação ocorreu no Brasil, que foi a cura de uma criança de 3 anos de idade, que sofria com pâncreas anular. Carlo Acutis nasceu em Londres em 3 de maio de 1991, onde seus pais estavam a trabalho, mas logo a família Acutis retornou para Milão, na Itália. Era uma família católica, mas não muito praticante, tinham boas condições econômicas, mas nem tantas espirituais. Foi o menino Carlo, com seu interesse crescente pelas verdades da fé, quem levou seus pais a se tornarem mais fervorosos. Desde pequeno, era perceptível algo de diferente no garotinho simpático e sorridente. Tinha muita empatia com as pessoas, desde o mordomo, os moradores de rua que gostava de alimentar o corpo e alma com uma boa comida e uma boa conversa, até os colegas de sala de aula, a quem muito falava sobre a vivência da fé. Não se deve pensar que ele era um estudante incomum no início dos anos dois mil. Em certos aspectos, era igual um jovem da sua idade: jogava videogame, praticava esportes, viajava com a família. Mas conseguia ir além disso. Tinha grande vida espiritual, indo à missa e rezando o terço diariamente e se confessando semanalmente. Sua vida normal transmitia sinais fortes da presença de Deus. Era perceptível algo de divino, de sobrenatural em sua vida. Mostrou grande talento com informática e programação de computadores. Os destinos de suas viagens eram sempre religiosos, como santuários marianos e lugares em que ocorreram milagres eucarísticos. Fotografava tudo para usar posteriormente. Usou seus conhecimentos em informática para evangelizar, realizando uma exposição sobre os milagres eucarísticos na internet. Por esse motivo é chamado de ciber-apóstolo da internet e padroeiro da internet. Vale destacar sua intensa vida euca-

rística, com missa e adoração diária, em pleno século 21, com tantas distrações e desculpas para não se ir à igreja. Carlo Acutis não perdeu de vista aquilo que era mais importante: a vivência da fé. Dizia que “a Eucaristia é a minha autoestrada para o céu”, tão profunda e autêntica era sua fé. Também profetizou sua morte, pois em um vídeo gravado por ele mesmo, diz “eu estou destinado a morrer”. Pouco tempo depois, em outubro de 2006 foi diagnosticado com uma leucemia fulminante. Pouco podia ser feito além de esperar a morte, o que Carlo fez de forma admirável, sem jamais se queixar dos sofrimentos, mas oferecendo-os pelo papa e pela Igreja. Faleceu em 12 de outubro de 2006, jovem de idade, mas com maturidade espiritual. O funeral ficou lotado de pessoas que ele havia ajudado e cativado. Foi sepultado em Assis, terra de São Francisco, do qual Carlo era devoto. “Estar sempre unido a Jesus, este é o meu projeto de vida”, dizia. De fato, tanto esteve unido a Jesus que seu corpo exumado foi encontrado incorrupto, o que evidência sua pureza de vida. Que esse anjo da juventude sirva de exemplo para todos os jovens de hoje, que em pleno século 21 é sim possível ser santo. ORAÇÃO pedindo a canonização do Beato Carlo Acutis Ó Pai, que nos destes o testemunho apaixonado do jovem Beato Carlo Acutis, que fez da Eucaristia o centro da sua vida e a força de seu empenho diário para que também os outros vos amassem acima de todas as coisas, fazei com que possa ser em breve contado entre os santos da vossa Igreja. Por sua intercessão concedei-me também a graça que vos peço (fazer o pedido). Assim seja.

Gustavo Santana Seminário Diocesano 1º ano de Teologia

Liturgia

Liturgia é Comunicação! A evangelização é comunicação! A comunicação deve ser levada em conta em todos os aspectos da transmissão da Boa Nova. Ela se dá especialmente na dimensão fundamental da Igreja, que é a comunicação do Mistério. A “Liturgia” é ação de Deus em favor do povo e é celebração da vida, paixão, morte, ressurreição, ascensão de Jesus e do envio do Espírito Santo. A “Comunicação”, entre outras definições mais técnicas, pode ser entendida como comunhão entre duas pessoas, interação e diálogo. Desta forma, a Liturgia é a ação de Deus e do ser humano, num encontro de comunhão e de comunicação por meio de palavras, gestos, expressões e atitudes. A COMUNICAÇÃO NA LITURGIA Comunicar é entrar em sintonia! É saber que quando nos reunimos em comunidade temos um centro, que é Cristo, que está envolto pelo espaço sagrado - que nos inspira a oração pela equipe de celebração e por toda a assembleia dos fiéis. Por esta razão, a comunicação na liturgia contém três elementos: gestos, atitudes e voz. Quando falamos de comunicação na Liturgia, caímos na tentação de notar apenas a comunicação falada: leituras, salmos e cânticos, esquecendo dos gestos que são sinais enriquecedores no rito litúrgico. Sentados favorecemos a catequese. Esta posição é boa para ouvir as leituras, a homilia e meditar. Ao ficar em pé para ouvir, expressamos atenção e respeito. Ajoelhados, expressamos humildade, fazendo oração e súplica. Essa posição é comum diante do Santíssimo Sacramento e durante a consagração do pão e do vinho. A genuflexão é o gesto de adoração a Jesus na eucaristia. Fazemos quando entramos na Igreja e dela saímos.

A inclinação é também sinal de comunicação, expressando adoração diante do Santíssimo Sacramento ou quando vamos receber a bênção. As procissões simbolizam a peregrinação do Povo de Deus para a casa do Pai. Somos uma Igreja “peregrina”. PARA REFLETIR! Os gestos, as palavras e as nossas ações são o veículo para que possamos expressar nossa fé e dar frutos bons. A comunicação se dá também por meio das artes sacras e piedosas: imagens, pinturas nas paredes, as quais muitas expressam nossa cultura, mosaicos e vitrais. São expressões de nossa fé, de nosso respeito e adoração a Deus, que nos fazem estar em sua presença. Outro momento importante de comunicação é o silêncio. Na Liturgia é Deus mesmo quem nos fala. Mas nem sempre sabemos fazer o devido silêncio, que nos é roubado por pensamentos e preocupações indevidas. Para que atendamos ao propósito de nos aproximarmos e permanecermos no Senhor, temos na Liturgia o auxílio do Espírito Santo, que nos ajuda nessa ação. O comunicador cristão não fala por si mesmo, mas anuncia aquilo que ouviu do Mestre; é seu porta-voz e da Igreja. Esta atitude é nosso desejo de evangelizar, pois comunica e evangeliza. E “evangelizar é preciso”. Nossa comunicação também é evangelização e desperta outros para a missão. Referências: - Bíblia de Jerusalém; - Instrução Geral do Missal Romano.

Diác. Alisson M. de Moura Par. São Mateus


Estrela Matutina - Caderno 1 - Outubro de 2021 www.dioceseunivitoria.org.br

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150 anos dos Poloneses no Paraná: Marcas da religiosidade Lembrando a chegada das 32 famílias em Curitiba, no bairro Pilarzinho, em 1871, o estado do Paraná celebra neste ano os 150 anos da imigração polonesa, que formou também a cultura do Estado, mantendo suas tradições culturais e religiosas. Depois da Colônia Pilarzinho, em Curitiba, surgiram ainda as Colônias Abranches, Santa Cândida, Lamenha, Araucária, Orleans e outras mais. Foi no bairro de Abranches que os poloneses ergueram sua primeira igreja, sendo ela, a Paróquia de Sant’Ana. Inaugurado em 1980, também em Curitiba há o famoso Bosque do Paróquia Sant’Ana, no Bairro Abranches, em Curitiba. Primeira Papa João Paulo Igreja construída pelos poloneses no Paraná. II, papa polonês (Karol Wojtyla). No Bosque, além de vários objetos, museu e Casas em estilo Polonês, há também a capela Nossa Senhora de Czestochowa, padroeira da Polônia. No Estado do Paraná, São Mateus do Sul, cidade pertencente à Diocese de União da Vitória, é a cidade Capital Polonesa do Paraná, oficializada neste ano, por meio de Lei Estadual 20.655/2021, de autoria do deputado estadual Emerson Bacil, em parceria com o deputado Evandro Araújo. A notícia foi anunciada oficialmente durante a 2ª Feira Gastronômica Polskie Smaki que aconteceu no dia 28 de agosto. Com o título, São Mateus do Sul tem o objetivo de valorizar a cultura polonesa local, fortalecer o turismo e receber mais visitantes, sendo que cerca de 80% da população é formada por descendentes desta etnia.

município ganhou o quadro em 1992, vindo diretamente da Polônia, e fica posto para veneração na comunidade de Água Branca, a 15 km da cidade. A igreja é tombada como patrimônio Histórico do Estado, sendo ela o maior ícone da religiosidade polonesa no município. Ainda uma paróquia na cidade, situada na Vila Nepomuceno, saída para União da Vitória, leva também o título da padroeira da Polônia, junto com a padroeira do Brasil, sendo a paróquia Nossa Senhora Aparecida e Czestochowa. Em União da Vitória, missas em língua polonesa são celebradas uma vez ao mês na igreja Catedral. No mês de setembro, a celebração que é organizada pela Associação Cultural Polska - Braziliana Karol Wojtyla, foi presidida pelo padre Anderson Spegiorin, religioso da Congregação Sociedade de Cristo para os Imigrantes Poloneses no Brasil, que atua como pároco na paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Cruz Machado. Nos eventos comemoQuadro de Nossa Senhora de Czestochowa, conhecida rativos aos 150 anos da também como Nossa Senhora do Monte Claro Imigração Polonesa, São Mateus do Sul e a cidade vizinha de Irati estiveram em sintonia comemorando a festividade. Padre Anderson Spegiorin, que é natural da cidade de Irati, foi um dos convidados para ministrar uma das conferências ‘Memórias da Selva Brasileira’, organizada pela Prefeitura de Irati, sua Secretaria de Cultura e outros Órgãos ligados à preservação da Cultura Polaca. A palestra do padre foi transmitida ao vivo no Youtube, no dia 01 de setembro, a qual pode ser encontrada com o Título: 150 Anos da Imigração Polonesa no Paraná.

O título foi recebido com Apresentações em São Mateus do Sul (Imagem de Ciro Ivatiuki - Portal Jornal Hoje Centro Sul - Iratí - PR) festividade em São Mateus do Sul, que carrega também o título de Capital da Erva Mate no Estado do Paraná, e reuniu são-mateuenses na II Polskie Smaki, (sabores poloneses) evento realizado pelo Grupo Folclórico Polonês Karolinka, Rotary Club, com apoio da Prefeitura de São Mateus do Sul, CODESAMAS, CDL e Associação Comercial. No dia do II Polskie Smaki houve desfile de cavaleiros, carros antigos, representantes do Grupo Karolinka e de comunidades rurais. Uma Feira Gastronômica com o melhor da comida Polonesa foi organizada na Rua do Mathe, a qual leva o nome de um dos padres da Diocese de União da Vitória, Padre Silvano Surmacz, pela Lei de nº 2.988 de 22 de abril de 2021. Padre Silvano Surmacz, que também era descendente de Poloneses e Ucranianos, faleceu no dia 24 de março deste ano, vítima da Covid-19.

Pe. Anderson durante a palestra sobre a Imigração Polonesa

A fé e piedade popular do Povo Polaco é algo que está sendo muito bem valorizado neste ano.

Com a lei 20.655/2021, que colocou São Mateus do Sul como a Capital Polonesa do Paraná, foi também inserido no Calendário Oficial de Eventos no Estado a Festa Tradyejie Polskie, a ser realizada anualmente, sempre no último sábado do mês de agosto.

Ainda em São Mateus do Sul, na semana da II Polskie Smaki, o quadro de Nossa Senhora de Czestochowa, padroeira da Polônia, percorreu algumas paróquias, capelas do interior e locais na cidade. A Santa é venerada no dia 26 de agosto. O

Que Nossa Senhora de Czestochowa (Nossa Senhora do Monte Claro), interceda por todos os Poloneses, vivos e falecidos, em especial aos que colonizaram essas terras Paranaenses e brasileiras.


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Estrela Matutina - Caderno I - Outubro de 2021 www.dioceseunivitoria.org.br

Pasconeiros da Diocese realizam Leitura Orante em encontro Online pela Pascom Nacional Na noite de 21 de setembro, Festa de São Mateus, Apóstolo e Evangelista, mais de 150 pasconeiros e pasconeiras de norte a sul do Brasil participaram de um dos encontros de formação promovidos pela Pastoral da Comunicação Nacional. Da Diocese de União da Vitória um grupo de aproximadamente dez pasconeiros estiveram conectados. A vez foi do Grupo de Espiritualidade da Pascom proporcionar a formação. Em sintonia com a proposta da CNBB, para que no mês de setembro, Mês da Bíblia, se fizesse a reflexão da Carta aos Gálatas, o GT Nacional realizou com os pasconeiros uma Leitura Orante do Cap. 3, Vs. 26-29 da Carta aos Gálatas. “[...] vós todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus, pois todos vós, que fostes batizados em Cristo, vos vestistes de Cristo. Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher; pois todos vós sois um só

em Cristo Jesus. E se vos sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa”. O Encontro que se realizou das 20h às 21h, contou com presença de Dom Neri José Tondello, bispo da Diocese de Juína, e membro da Comissão Episcopal para a Comunicação, e de Marcus Tullius, coordenador nacional da Pastoral da Comunicação. Após momentos de silêncio, meditação e contemplação na Live, retomando o texto da Leitura Orante, Dom Neri lembrou do valor da diversidade existente na Igreja, que não expressa contradições, mas sim uma riqueza, pois a diversidade provém também de Deus, dos Carisma do Espírito. “O mesmo que fez a Unidade fez a Diversidade. A comunidade cristã é formada de muitos e diversos dons, e esta comunidade, Igreja Batismal, coloca todos no cami-

nho do serviço com esses dons e carismas, não importando o lugar eclesial onde nos encontramos. A comunhão nos leva longe”, refletiu o bispo. Ao final da Live, Marcus Tullius Na segunda janela, Marcelo de Lara, coordenador lembrou aos diocesano da PASCOM pasconeiros das próximas será transmitida pelo YouTube e pelo formações a serem realizadas no mês Facebook da Pascom Nacional. de outubro, entre elas a organizada pelo GT Formação. Três dias de for- Pelo Regional Sul 2 da CNBB, a OUTRA mação, 05,06 e 07 de outubro, das 20h formação aos Pasconeiros se deu no às 21h30 serão focados na Lei Geral dia 30 de setembro, com Dom Mário de Proteção de Dados (LGPD) direcio- Spaki, bispo referencial para a comunina especialmente para o trabalho da cação, no Regional Sul 2, com o tema: Pastoral da Comunicação. A Formação Captação de Recursos para a Pascom.

Papa Francisco anuncia o tema do 56º ‘Dia Mundial das Comunicações Sociais’, em 2022 “Escutai!” é o tema da mensagem do Papa Francisco para o 56° Dia Mundial das Comunicações Sociais, divulgado pela Sala da Imprensa do Vaticano, no dia 29 de setembro, Festa de São Miguel, São Gabriel e São Rafael. Segundo a nota da Sala de Imprensa da Santa Sé, “depois da mensagem de 2021, focalizada no ir e ver, em sua nova mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2022, o Papa Francisco pede ao mundo da comunicação que reaprenda a ouvir”. “A pandemia afetou e feriu a todos, e todos precisam ser ouvidos e consolados. Ouvir é fundamental para uma boa informação. A busca da verdade começa com a escuta. O mesmo acontece com o testemunho através dos meios de comunicação social. Todo diálogo, toda relação começa com a escuta. Por isso, para crescer, mesmo profissionalmente, como comunicadores, é preciso reaprender a ouvir muito.” “O próprio Jesus”, ressalta ainda a nota, “nos pede que prestemos atenção em como ouvimos. Para ouvir realmente é preciso coragem, é preciso um coração livre e aberto, sem preconceitos”. “Neste tempo em que toda a Igreja é convidada a ouvir para aprender a ser uma Igreja sinodal, todos nós somos convidados a redescobrir a escuta como essencial para uma boa comunicação”, conclui. NO BRASIL Para o coordenador geral da Pascom Brasil, Marcus Tullius, o tema proposto pelo Papa Francisco é inspirador e se insere dentro de uma proposta mais ampla de recuperar a comunicação pelos sentidos. “De certa forma, o Papa já havia nos antecipado a importância da escuta quando propôs o contar histórias, em 2020. Não tem como narrar sem a capacidade de escuta verdadeira, que implica abertura a Deus e ao outro. Aguardo com

certa ansiedade a mensagem, que geralmente é divulgada em 24 de janeiro, pois o tema já é instigante por diversas razões. É um verbo, ou seja, expressa ação. Está no imperativo, é uma determinação, não é uma simples escolha. E um outro ponto que acho mais interessante: escutar! Escutar é mais do que ouvir… este é apenas algo mecânico, aquele é a atitude interior, uma predisposição. É um desafio recuperar a primazia da escuta, uma dimensão tão importante do processo comunicacional. Então, só pela divulgação do tema, já podemos esperar uma celebração intensa do Dia Mundial das Comunicações Sociais em 2022”, afirmou o coordenador Nacional da Pascom. HISTÓRICO DAS MENSAGENS A publicação da Mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, se dá todo ano, no dia 24 de janeiro, memória de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas, escritores e comunicadores. A Mensagem serve como norte para todos os comunicadores cristãos e pessoas de boa vontade. A data celebrativa na Igreja, do ‘Dia Mundial das Comunicações Sociais’ se dá no Tempo Pascal, sempre no domingo da Ascensão do Senhor, domingo que antecede a Festa de Pentecostes. O ‘Dia Mundial das Comunicações Sociais’ é a única data celebrativa estipulada pelo Concílio Vaticano II, definida pelo Decreto Inter Mirifica – Sobre os Meios de Comunicação Social – no páragrafo 18/1491, promulgado pelo Papa Paulo VI, em 04 de dezembro de 1963. Neste ano, o ’55º Dia Mundial das Comunicações Sociais’ foi celebrado no dia 16 de maio, e teve com o tema: “Vem e Verás” (Jo. 1,46). ‘Comunicar encontrando as pessoas onde estão e como são’. No contexto do Mês Missionário, lembramos que comunicar é também uma missão.


Estrela Matutina - Sínodo - Outubro de 2021 www.dioceseunivitoria.org.br

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Dioceses se preparam para o Sínodo convocado pelo Papa Convocado para outubro de 2023, o Sínodo dos Bispos a ser realizado em Roma é um pedido do Papa Francisco, que começa a ter início em outubro deste ano, com a 1ª Fase do Sínodo, ouvindo a ‘Voz’ da Igreja, nas Igreja Particulares (Dioceses) de todo o mundo.

so sinodal e a participação; sobre as fases diocesana e continental, com o papel das Conferências Episcopais e a assembleia em si; sobre como “percorrer o caminho sinodal nas dioceses”, como indicações para a organização diocesana e sugestões de roteiros; e sobre os recursos para organizar o processo sinodal. O Vademecum ainda conta com apêndices que tratam de indicações práticas para a organização diocesana no sínodo, os quais tratam da pessoa ou equipe diocesana de contato; do guia sugerido para organizar uma reunião de consulta sinodal; da Reunião Diocesana Pré-Sinodal; e da preparação da Síntese Diocesana

Papa Francisco e Dom Walter Jorge, durante Visita Ad Limina, em 2020 (Foto: Karina de Carvalho - CNBB Sul II)

A 2ª Fase se dará à nível Continental, pelas Conferências Continentais, que recolherão de suas respectivas Dioceses as respostas do questionário do Sínodo e também darão sua contribuição à 3º Fase (Universal) que se dará em Roma, em outubro de 2023. A abertura do Sínodo na sua 1ª Fase, nas Dioceses de todo o mundo, a partir do dia 17 de outubro deste ano, com a proposta de Missa de Abertura; Lives, Momentos de Estudo e elaboração de material de divulgação. Para a realização da 1ª Fase, cada bispo deverá nomear um responsável que será o ponto de referência com a Conferência Episcopal, ou equipe que irá acompanhar a consulta dentro da própria Diocese. A consulta do Povo de Deus em cada Igreja Particular se concluirá́ com uma Reunião pré-sinodal, momento culminante do discernimento diocesano.

A ideia é que as dioceses extraiam ideias úteis do guia, mas também tenham suas próprias circunstâncias locais como ponto de partida. Podem ser encontrados caminhos novos e criativos para trabalhar juntos entre paróquias e dioceses, a fim de levar o Processo Sinodal à fruição.

ENTENDA A SINODALIDADE – OUVIR O ESPÍRITO O tema da Sinodalidade propõe a todo povo de Deus refletir sobre a forma de se compreender como Igreja. A participação e o caminhar juntos indicam a compartilhada missão evangelizadora que cada batizado deve assumir. O Papa tem afirmado que o “caminho da sinodalidade é o caminho que Deus espera da Igreja do Terceiro Milênio”. O Sínodo diz respeito aos bispos, no seu serviço de presidir as Igrejas particulares mas implica os demais sujeitos eclesiais, de modo a valorizar a participação de todo o Povo de Deus, numa dinâmica participativa que promove a corresponsabilidade de todos e valoriza os carismas do povo de Deus

Após o encerramento da fase diocesana, no Brasil cada Diocese enviará suas contribuições à Conferência Episcopal até 25 de março de 2022, último dia para envio das contribuições diocesanas à CNBB. Nos dias 09 e 10 de outubro acontece a abertura da 1ª Fase, em Roma, e no dia 14 de outubro, no Brasil, a CNBB fará uma Live pelas redes sociais para apresentação da proposta do Sínodo, pedido pelo Papa.

DOCUMENTOS PREPARATÓRIOS – VADEMECUM No dia 20 de setembro, a Secretaria Geral do Sínodo divulgou o documento preparatório e o Vademecum da Assembleia sinodal de 2023, cujo tema é “Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. O vade-mécum acompanha o Documento Preparatório e oferece apoio prático às pessoas ou à equipe diocesana de contato, designadas pelo bispo para preparar e reunir o Povo de Deus de modo que torne possível a contribuição com sua experiência na Igreja local.

Foto do último sínodo dos bispos, realizado em outubro de 2014.

Em um evento da diocese de Roma realizado no dia 18 de setembro, Francisco disse que “a sinodalidade expressa a natureza da Igreja, sua forma, seu estilo, sua missão”. Francisco recordou o tema sustentado em três pilares: “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão” e as três fases que ocorrerão de outubro deste ano até outubro de 2023. “Este itinerário foi concebido como um dinamismo de escuta mútua, Quero sublinhar: um dinamismo de escuta recíproca, realizado em todos os níveis da Igreja, envolvendo todo o povo de Deus”, disse o Papa.

Imagem ilustrativa do Vademacum

Com 5 Capítulos e estruturado em tópicos, o material explica sobre o objetivo do Sínodo e os elementos a partir das palavras-chave do tema; sobre o proces-

Assim, Francisco faz uma indicação para o caminho sinodal: “Se não houver Espírito, será um parlamento diocesano, mas não um Sínodo. Não estamos a fazer um parlamento diocesano, não estamos a estudar isto ou aquilo, não: estamos a percorrer um caminho de escuta e escuta do Espírito Santo, de discussão e também de discussão com o Espírito Santo, que é uma forma de orar”. Uma Igreja sinodal é sacramento da promessa de que o Espírito Santo estará com ela, “cultivando a intimidade com o Espírito e com o mundo vindouro”.


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Estrela Matutina - Estrelinha - Outubro de 2021 www.dioceseunivitoria.org.br

OLÁ CRIANÇAS E LEITORES! OUTUBRO É O MÊS DO ROSÁRIO, DAS MISSÕES, CELEBRAMOS TAMBÉM NOSSA SENHORA APARECIDA, A PADROEIRA DO BRASIL.

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Estrela Matutina - Edição Outubro de 2021  

Boletim Informativo da Diocese de União da Vitória – Paraná – Brasil

Estrela Matutina - Edição Outubro de 2021  

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