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Série B | Nº 260 | 12.500 exemplares

Boletim Informativo da Diocese de União da Vitória | Setembro de 2020

CÁRITAS É IMPLANTADA na Diocese de União da Vitória

Reunidos na Casa de Formação Cristã, Santa Rosa de Lima, em União da Vitória, no dia 29 de agosto, um grupo de 26 pessoas, representando várias paróquias, fizeram parte de um momento histórico para a Diocese de União da Vitória. Com Órgãos constituídos, Membros eleitos e Estatuto aprovado, a implantação da Cáritas foi oficializada na Diocese. Uma conquista que para alguns foi esperada por dez anos. Matéria completa nas páginas 08 e 09

VOCAÇÃO

Seminaristas recebem Ministérios de Leitor e Acólito. Pg. 04

ESPIRITUALIDADE E CULTURA

Devoção a Czestochowa foi destaque em agosto. Pg. 14 e 15


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Estrela Matutina - Editorial - Setembro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

Editorial

Palavra do Bispo

Prezado fiel, leitor(a) do Estrela Matutina

Cultura e Espiritualidade foi um dos assuntos trazidos pelo Estrela Matutina deste mês na matéria sobre a devoção à Nossa Senhora de Czestochowa, ou Nossa Senhora do Monte Claro (Monte Luminoso), se referindo ao local onde foi deixado o quadro da Virgem Maria de cor negra, uma das pinturas mais antigas de Nossa Senhora, preservada na tradição da Igreja. Descendentes de outros povos somos muitos, mas são poucos, e em algumas realidades bem poucos os que conservam e vivem os costumes. É bonito de se ver algumas colônias, famílias, comunidades que preservam as tradições. Nessas práticas estão inseridas mais do que simplesmente utensílios, culinária, danças, orações, língua. Em tudo isso está a vida, a história das lutas, perdas e conquistas de um povo, uma raça, uma nação. Assim, quando se pratica algo de uma cultura, está se remetendo, se fazendo menção, valorizando e dando vida à história daquele povo lembrado. Como elemento de uma cultura está a espiritualidade, a fé de pessoas que em meio a alegrias e tristezas, se apega em quem acredite estar acima de suas dificuldades; e se agarra naquilo que crê. Essas expressões de fé são o reconhecimento de que o povo deseja construir sua história e nela descobrir o sentido de sua existência, mas na confiança de “alguém” que é maior, que dá sentido à sua vida, à trajetória percorrida pelas pessoas.

nianos, Caboclos, e outros tantos povos. Na cultura atual que vivemos, da agilidade, dos desejos imediatos e resultados numéricos; na era das tecnologias e das comunidades digitais, como é possível para a nova geração que aí vem vindo, e até para aqueles que vivem a mescla de gerações, ter a atenção e valorização àquilo que precisou de anos e de muitas lutas para ser conquistado? Preservar uma cultura exige sensibilidade, exige reverência ao passado, exige perceber e sentir em si as marcas dessas histórias passadas, e por elas viver. O que somos, tem referenciais do passado: nossos pais, avós, bisavós, e a mistura de povos. Reverenciar o passado é valorizar nossa própria identidade e ser grato ao que temos e onde estamos como história na atualidade. Sábia e Mestra nesta tarefa, a Igreja sempre trouxe para o presente sua história, experiências e ensinamentos do passado, mostrando às gerações de cada época que é preciso ter a humildade de reconhecer os valores e as contribuições da tradição dos antigos. Parabéns aos pais que ensinam seus filhos a manterem as tradições; parabéns aos religiosos, aos educadores, e a todos aqueles que repassam, cultivam e ensinam os valores que as culturas carregam em si. Não percebemos muito na atualidade a construção de identidades sólidas, bem definidas, com objetivos claros, nem a perseguição de utopias e ideias que valham a pena se perder a vida. A cultura e a fé em muito carregam e promovem isso.

Nisto, o que encanta na prática de fé desses povos que cultivam sua espiritualidade é a simplicidade, a abertura e a entrega total do coração e das vidas a quem rogam e pedem auxílio. Assim é o exemplo dos poloneses, que na Diocese de União da Vitória têm forte presença, assim como se vê também na preservação de elementos de outras culturas; en- Marcelo S. de Lara tre nós: os Italianos, Alemães, Ucra- Editor-Chefe

EXPEDIENTE

Capelas, Mini-Paróquias ou uma Rede de Comunidades?

Proprietária Mitra da Diocese de União da Vitória Rua Manoel Estevão, 275 União da Vitória, PR Contato: estrela@dioceseunivitoria.org.br (42) 3522 3595 Diretor Dom Walter Jorge Pinto Editor-Chefe Francisco Marcelo S. de Lara

Há alguns anos atrás, a Igreja no Brasil promoveu um grande estudo e também um grande debate sobre as comunidades das milhares de paróquias existentes em nosso país, gerando um importante documento a respeito denominado: “Paróquia, rede de comunidades” (Documento 100, CNBB). O que se pretendia era ajudar os católicos a avançar numa compreensão que mais ajudasse a entender o lugar e o papel das comunidades paroquiais no funcionamento e na organização de uma paróquia. Há muito se questionava o modelo que identificava a paróquia apenas com a sua igreja matriz, relegando ao segundo plano as capelas das comunidades. Da mesma forma, a comunidade ao redor da igreja matriz era tida como a mais importante e para onde deveria se dirigir a maior parte dos esforços do pároco e de toda a paróquia, ao passo que as comunidades ao redor das capelas ficavam com a atenção suficiente apenas para um funcionamento mínimo. Assim foi se desenvolvendo a concepção das paróquias como verdadeiras redes de comunidades, onde todas as comunidades são tão importantes quanto aquela onde se situa a igreja matriz. Obviamente fica fácil compreender o papel da igreja matriz na unificação paroquial, sendo a igreja-mãe que congrega todas as demais e para onde se direcionam os eventos que ajudam a fortalecer a ideia da unidade paroquial, dentro do espírito de comunhão e participação, que é o modo próprio de ser da nossa Igreja Católica. A igreja matriz é também aquela referência paroquial para a identidade de toda a paróquia, pois traz o título do padroeiro paroquial como uma espécie de selo paroquial, o qual deve ser amado e festejado por todos os paroquianos. Coisa bonita no desenvolvimento da ideia da “rede de comunidades” é ver que as comunidades onde estão as igrejas digamos “filiais” ou capelas, não se sentem inferiores à comunidade da igreja matriz e nem a comunidade da igreja matriz se sente superior àquelas, pois todos os paroquianos sabem e sentem que estão na mesma paróquia, estando-se na igreja matriz ou naquela capela talvez afastada muitos quilômetros da mesma. O sentido de pertença paroquial, o amor fraterno que une os irmãos paroquianos é de fato tão sentido por todos, que todos se sentem paroquianos da

Redatores Dom Walter Jorge Pinto Dom Walter Michael Ebejer Pe. Mário Fernando Glaab Alisson Marlon de Moura Célio Reginaldo Calikoski Gustavo Santana Francisco Marcelo S. de Lara Diagramação e Arte Final Agatha Przybysz

mesma paróquia. Coisa bonita também é ver que todas as comunidades conhecem os padroeiros das comunidades e sentem alegria em festejá-los com os irmãos paroquianos daquela comunidade, marcando presença na novena ou no tríduo preparatório e, principalmente, no dia da festa do padroeiro daquela comunidade. O espírito de “rede de comunidades” leva também a muitas atitudes importantes para o pleno desenvolvimento de uma paróquia, pois nenhuma comunidade se sente ou se comporta como se fosse uma mini paróquia, com vida inteiramente autônoma e independente do resto do corpo paroquial, mas se sente corresponsável por toda a paróquia, sobretudo com aqueles mecanismos dos quais dependem toda a paróquia. Assim, a manutenção da secretaria paroquial, por exemplo, não é vista como responsabilidade somente da comunidade da matriz, mas todas as comunidades; a manutenção do padre e da casa paroquial, do salão paroquial, do centro de pastoral principal, entre outros, também se sabe, exige a participação responsável de todas as comunidades. Não se trata de oferecer um mínimo e lavar as mãos, dizendo ter cumprido a obrigação, mas de verdadeiro compromisso paroquial, amparado por uma compreensão de corresponsabilidade cristã. Também neste sentido, quando uma comunidade com menos recursos precisa realizar uma obra mais dispendiosa, todas as comunidades se sentem corresponsáveis, guiadas por aquele espírito fraterno que nos lembra o livro dos Atos dos Apóstolos, onde se afirma que ninguém entre eles passava necessidade e que, o povo, ao ver a fraternidade entre eles ia se convertendo pela força de um testemunho que fala mais do que palavras (Cf. At 2,37-47).

Dom Walter Jorge Bispo Diocesano

Tiragem 12.500 exemplares Revisão Pe. Abel Zastawny Francisco Marcelo S. de Lara Impressão Gráfica Grafinorte - Apucarana, PR (41) 9 9926 1113 Fundada em 15 de maio de 1958, por Dr. Mário José Mayer e Ulysses Sebben.


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Estrela Matutina - Caderno 1 - Setembro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

Comunidade em Formação

Artigo - Santo do Mês - Comentário Popular

O Amor na Visão Cristã Muito se fala, se escreve e se canta sobre o amor, mas pouco se reflete sobre o que se entende por amor na visão cristã.

EVANGELHO DE JESUS Necessariamente, ao se falar de uma característica cristã de amor, é preciso ter presente a pessoa de Jesus Cristo, o Homem de Nazaré. Afinal, o que Jesus veio anunciar sobre amor? A própria palavra “evangelho”, traduzida para nossa língua, quer dizer boa notícia. Ao nos referir ao Evangelho de Jesus Cristo, referimo-nos a algo de bom que ele veio anunciar. O que, e a quem? Aí está a questão central. Jesus, com sua pregação e seu modo de ser e de agir, não trouxe um ensinamento novo, uma nova doutrina ou nova moral, mas ele revelou Deus. E a partir daí se estabelece doutrina e moral. Ele anunciou e mostrou aos seus ouvintes e observantes quem é Deus. Resumiu tudo na palavra “Pai”. Contudo, passou a sua vida explicando e mostrando o que isso significava. E completou esta obra quando aceitou a morte de cruz. Dessa forma ele revelou que este Pai é só amor. Ama incondicionalmente a todos. A Ressurreição foi a confirmação da obra de Jesus por parte do Pai. Jesus mostrou que Deus não pode não amar. Isto vai ao encontro do que o ser humano tem no mais profundo de sua consciência, pois a luz que habita no mais íntimo de cada um de nós nos diz: ninguém foi criado para o mal, porém todos existem

para o bem, a partir do Deus Criador. Aí vemos que Jesus Cristo e o coração humano dizem a mesma coisa. Jesus nos revela o que está no mais profundo de nosso coração. A revelação de Jesus é para todos, no entanto, ele se lança de corpo e alma para levar esta boa notícia aos que mais precisam dela para viver com dignidade: os pobres, os pecadores, os desvalidos da sociedade, e para todos os que sofrem injustiças. Para estes ele repete: “Felizes, vós os pobres” porque sois amados por Deus. E promete-lhes justiça. Sem dúvida, esta revelação leva para uma realidade que transcende a nossa história, mas está bem fixada no aqui e no agora. A partir do que Jesus falou e fez, dá para concluir tranquilamente que a justiça de Deus não é neutra: ele olha sempre para baixo, tem caráter de proteção e de defesa para o inocente injustamente tratado. Aliás, foi justamente por causa disso que condenaram Jesus à morte. Pois isto incomodou os de cima, os privilegiados, os que viviam às custas dos pobres. Eliminaramno para poderem continuar sua vida, explorando, matando e condenando. A vida de Jesus, então, não pode ser acusada de ideológica já que se situou até o fundo ao lado dos abandonados, sem jamais deixar de apontar para o céu, e pode dizer aos pobres, aos pecadores, aos explorados, marginalizados, com autenticidade assinada com seu sangue: “Bem-

aventurados, vós os pobres”.

IGREJA DE JESUS Para a Igreja ser verdadeiramente “Igreja de Jesus”, precisa estar na mesma linha dele. Não deve se preocupar com ensinamentos bonitos, bem elaborados; mas, muito mais em estar em sintonia com o que Jesus revelou: que Deus é só amor e, que se volta com seu rosto paterno para seus filhos menores; que vê o caído à beira do caminho. Enquanto a Igreja estiver preocupada, em primeiro lugar, com ensinamentos espirituais e morais, deixando de lado este núcleo originário, ela não está sendo fiel ao seu fundador. Sua pregação deve sempre partir do Deus que ama a todos e quer que todos se salvem, fazendo-se Boa Nova para os que a sociedade considera à sua margem, e assim recuperá-los. Há críticas sobre os destinatários da pregação da Igreja, para estes ou para aqueles. Na verdade, ela deve pregar a todos, pobres e ricos. Porém, a forma como ela o faz, há de ser prudente. Deve evitar a tentação de justificar as riquezas como bênçãos de Deus, quando na verdade podem ser frutos de negociações injustas, de trabalhos mal pagos etc. Há de procurar conscientizar aos ricos quanto à sua pobreza por confiarem nos bens que passam e não aceitarem o verdadeiro amor em suas vidas. Diante da acusação de certas pregações desfocadas, um grande teólogo de nosso tempo escreve: “O grande erro da Igreja não foi tanto pregar aos ricos, mas o fato de essa

pregação ter se transformado em uma confirmação da posição de classe deles” (González Faus). É necessário repetir sempre de novo que a Igreja não pode excluir os ricos do anúncio da salvação, mas deve adverti-los, em nome do Deus-Amor, de que eles correm o risco de se auto excluírem; e por isso devem também fazer a experiência do Deus que os ama, não por serem ricos (e podem ajudar com seus bens), mas por que necessitam de libertação. Concluindo, assim como Deus ama indistintamente a todos – como Jesus ensinou e fez -, não mais os pobres porque são melhores, ou os ricos porque têm bens para dar, mas porque ele é Amor, e só amor; assim também a Igreja, na sua missão de anunciar e realizar o amor de Deus no mundo – dando continuidade à missão de Jesus -, deve também amar e anunciar a todos, tanto aos pobres como aos ricos, que são amados por Deus e, que ele quer libertar a cada um. A Igreja deve estar à disposição da Verdade que é Cristo que se fez pobre para estar com os pobres, e, nunca ceder à tentação das riquezas que prendem e matam.

Pe. Mário Glaab marioglaab.blogspot.com


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Estrela Matutina - Notícias - Setembro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

Seminaristas recebem Ministérios de Leitor e Acólito A Celebração que aconteceu na capela N. Sra. da Boa Morte, do Seminário Diocesano, foi presidida por Dom Walter Jorge, bispo diocesano, e concelebrada pelos padres, Evaldo Karpinski, reitor do Seminário, e Ronaldo Rodrigues, Diretor Espiritual. Devido a pandemia do Novo Corona Vírus, somente familiares e alguns amigos participaram da celebração. Na ocasião, Dom Walter Jorge lembrou que nas primeiras comunidades cristãs eram assim. “Nas primeiras comunidades as celebrações também tinham um número pequeno de pessoas, mas eram vibrantes na fé. Em meio a perseguição se reuniam por amor a Jesus Cristo. Hoje nós continuamos a caminhada rezando uns pelos outros”, disse o bispo.

Da esquerda para a Direita Douglas, Alisson, Dom Walter Jorge, Cristian, Diego. Atrás, padre Evaldo e padre Ronaldo.

Se dirigindo aos novos Leitores e Acólitos, Dom Walter Jorge falou que todo serviço na Igreja deve ir além de uma mera função. Ele deve ser motivado pelo amor. “Vocês devem proclamar e anunciar a Palavra de Deus às pessoas com amor. Assim também é o serviço ao altar, que a partir de agora servirão mais de perto. Esse profundo amor é essencial para quem quer seguir Jesus Cristo e ser um futuro padre”, exortou o bispo.

O domingo, 30 de agosto, foi de grande alegria para a vida do Seminário Diocesano Rainha das Missões, de União da Vitória. Quatro seminaristas receberam os Ministérios de Leitor e Acólito, uma das etapas dentro da formação a caminho do sacerdócio. Aquele que recebe o Leitorado é instituído para ler a Palavra de Deus, as Leituras, nas celebrações litúrgicas, com exceção do Evangelho. O Acólito é instituído para o serviço ao altar, auxiliando o Diácono e o padre nas celebrações, sobretudo na missa, além de distribuir, como Ministro Extraordinário, a Comunhão Eucarística. Os seminaristas que receberam os Ministérios de Leitor foram Cristian Boniatti e Diego Oliveira, ambos do 3° ano de Teologia. Os seminaristas Alisson Moura, que está como estagiário na paróquia São Carlos Borromeu, em Paula Freitas, e Douglas Ribasz, do 4° ano de Teologia, receberam o Ministério de Acólito. Para Cristian Boniatti, o recebimento do Ministério de Leitor é um convite e um estímulo para criar uma maior intimidade com a Palavra de Deus. “Em questões práticas, ainda que o Ministério de Leitor não tenha tanta representatividade, ele nos leva à uma vivência de maior intimidade com a Palavra de Deus, vivendo-a e podendo anunciá-la”, destacou o seminarista. Participando da mesma alegria na celebração, Douglas Ribasz, que recebeu o Acolitato, tem uma caminhada na Igreja desde os sete anos de idade, quando ingressou como coroinha. Desde lá vem alimentando um desejo maior de servir à Igreja. E, ao receber o Ministério de Acólito sente cada vez mais próximo a concretização de seu sonho. “Pelo Ministério de Acólito se concretiza de forma mais explícita no meu itinerário vocacional, o sonho de servir ao altar de Cristo, ajudar os padres e os diáconos. É com alegria e amor que me dedicarei a este Ministério”, comenta o Acólito Douglas.

Nas fotos acima, do lado esquerdo, Seminrista Cristian, e ao lado direito, Seminarista Diego Oliveira, recebendo o Ministério de Leitor, acolhendo das mãos do Bispo a Sagrada Escritura

Dom Walter Jorge exorta aos que receberam o Minisstério a exercerem com Amor e por amor à Igreja.

Ao final da celebração, padre Evaldo Karpinski agradeceu aos amigos e benfeitores do Seminário por toda ajuda prestada, e pediu para continuarem a rezar pelas vocações. Atualmente o Seminário Diocesano conta com 14 seminaristas. Uma ação de acompanhamento aos novos vocacionados está sendo planeja para este tempo de Pandemia, quando os Retiros Vocacionais não estão sendo realizados.

Nas fotos acima, do lado esquerdo, Seminrista Alisson, e ao lado direito, Seminarista Douglas, recebendo o Ministério de Acólito, acolhendo das mãos do Bispo a patena com a Hóstia


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Estrela Matutina - Caderno 2 - Setembro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

Orando com os Salmos Salmo 118, 33-56 Meditação sobre a Palavra de Deus na Lei 33.”Mostrai-me, Senhor, o caminho de vossas leis, para que eu nele permaneça com fidelidade. 34.Ensinai-me a observar a vossa Lei e a guardá-la de todo o coração. 35.Conduzi-me pelas sendas de vossas leis, porque nelas estão minhas delícias. 36.Inclinai-me o coração às vossas ordens e não para a avareza. 37.Não permitais que meus olhos vejam a vaidade, fazei-me viver em vossos caminhos. 38.Cumpri a promessa para com vosso servo, que fizestes àqueles que vos temem. 39.Afastai de mim a vergonha que receio, pois são agradáveis os vossos decretos. 40.Anseio pelos vossos preceitos; dai-me que viva segundo vossa justiça. 41.Desçam a mim as vossas

misericórdias, Senhor, e a vossa salvação, conforme vossa promessa. 42.Saberei o que responder aos que me ultrajam, porque tenho confiança em vossa palavra. 43.Não me tireis jamais da boca a palavra da verdade, porque tenho confiança em vossos decretos. 44.Guardarei constantemente a vossa Lei, para sempre e pelos séculos dos séculos. 45.Andarei por um caminho seguro, porque procuro os vossos preceitos. 46.Diante dos reis falarei de vossas prescrições, e não me envergonharei. 47.Encontrarei minhas delícias em vossos mandamentos, porque os amo. 48.Erguerei as mãos para executar vossos mandamentos, e meditarei em vossas leis.

Tomada de Posse do Pe. Fr. Jesus sa das 19h30. Após uma carreata que sairá às 19h da Capela do Bairro São Francisco, a missa na Matriz Nossa Senhora da Dores será presidida por Dom Walter Jorge, bispo diocesano. O início do Novenário em honra à padroeira começará no dia 11, às 19h, encerrando todas as festividades no dia 20 de setembro, com carreata saindo da Capela São José, às 8h30, até a Matriz, seguindo a Santa Missa. Padre Frei José de Jesus, transferido da paróquia São Sebastião, em União da Vitória, está atuando desde março na paróquia Nossa Senhora das Dores, no bairro Limeira, em União da Vitória. Devido ao início da pandemia naquele mês não foi possível sua posse canônica na nova paróquia. Marcada para o mês de setembro, Frei Jesus tomará posse no dia 15, na Mis-

49.Lembrai-vos da palavra empenhada ao vosso servo, na qual me fizestes encontrar esperança. 50.O único consolo em minha aflição é que vossa palavra me dá vida. 51.De sarcasmos cumulam-me os soberbos, mas de vossa Lei não me afasto. 52.Lembro-me de vossos juízos de outrora, e isso me consola. 53.Revolto-me à vista dos pecadores, que abandonam a vossa Lei. 54.Vossas leis são objeto de meus cantares no lugar de meu exílio. 55.De noite, lembro-me, Senhor, de vosso nome; guardarei a vossa Lei. 56.Escolhi, como parte que me toca, observar vossos preceitos. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo Como era no princípio, agora e sempre. Amém!

Comentário do Salmo 118, 33-56 Viver em Deus e para Deus. É a experiência do autor transmitida nesses versículos do Salmo 118. Perceba que o Salmista sente a alegria e o desejo de estar sempre ligado, sintonizado com as leis divinas. Isto para ele não é motivo de peso, mas sim de alegria, pois sabe que as Leis de Deus visam o bem do ser humano e não o seu mal. Se olhamos para as leis divinas como peso e fugimos delas, estamos fugindo da verdadeira felicidade que nos realizaria neste mundo e que Deus deseja que vivamos. Faça essa experiência; reflita esse Salmo.

Marcelo S. de Lara Editor-Chefe

Romaria Diocesana A Pandemia do Novo Corona Vírus neste ano impediu as programações da Romaria no Santuário Diocesano, em Rio Claro do Sul, programadas sempre para o mês de outubro. Padre Nelson José Kovalski, novo pároco e reitor do Santuário, disse que haverá apenas um Tríduo celebrativo na Matriz, em honra à Padroeira Nossa

Senhora do Rosário. “Começaremos no domingo, dia 4, com a Missa às 9h. Na segunda-feira, dia 05 e na terça-feira, dia 06, a missa será às 19h. E na quarta-feira, dia 7 de outubro, Dia de Nossa Senhora do Rosário, nossa celebração será às 9h”, repassou o pároco.

*No dia 19, a partir das 15h, haverá venda e entrega de pastéis feitos na paróquia.

Matriz Nossa Senhora das Dores

Santuário Diocesano Nossa Senhora do Rosário, em Rio Claro do Sul


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Estrela Matutina - Liturgia - Setembro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

Liturgia da Palavra “É Cristo quem fala conosco” “Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus!” (Mt 4,4) ESCUTAR A PALAVRA COMO DISCÍPULO A Liturgia é a celebração da paixão, morte e ressurreição, isto é, do Mistério Pascal de Cristo. Toda ação litúrgica, especialmente a celebração da Santa Missa e dos sacramentos, é um encontro entre Cristo e a Igreja, num diálogo entre duas pessoas: Deus e seu povo, Jesus e sua comunidade reunida no Espírito Santo. Cristo nos reúne para escutar, ouvir e ser alimentados para formar comunidade a partir da Palavra de Deus. Quando nos reunimos para celebrar a Eucaristia somos convidados a escutar a Palavra do Pai que está presente e nos fala. Assim, o lugar privilegiado onde ressoa a Palavra de Deus é a Liturgia. O discípulo de Jesus é aquele obediente à voz do Pai para escutar o seu Filho (Lc 9,35). Escutar a Palavra de Deus é viver o compromisso de discípulos diante da família, dos colegas de trabalho, do grupo de amigos, da sociedade de hoje. Na Liturgia é de grande importância a Sagrada Escritura. Dela são tirados os textos explicados na homilia. Dela surgem as preces, as orações e os hinos cantados.

sidade de despertar em nós o hábito de ouvir as leituras não somente com os ouvidos, mas com o coração, pois, é Cristo quem fala conosco. O próprio Papa Francisco nos chama a atenção para termos uma intimidade com Deus por meio de sua Palavra. A leitura da Palavra de Deus deve ser acompanhada pela oração, a fim de que haja um íntimo diálogo entre Deus e o homem. Por isso, façamos da Palavra escutada na Liturgia um estilo de vida, comprometendo-se pessoalmente e comunitariamente com Jesus. Referências: - Catecismo da Igreja Católica. - Exortação Apostólica Alegria do Evangelho, Papa Francisco. - Documento de Aparecida. Alisson Marlon de Moura Estagiário em Paula Freitas

DOIS GRANDES MOMENTOS A Liturgia da Palavra: Leituras; homilia; e a Oração dos Fiéis. A Liturgia Eucarística: Apresentação do pão e do vinho; Ação de graças; Consagração, e comunhão. Juntas, formam um só e mesmo ato de culto. Na Liturgia da Palavra encontramos os escritos do Antigo e do Novo Testamento; a homilia; e as preces da assembleia como intercessão por todos os homens e mulheres. Para valorizar a Palavra de Deus, a Sagrada Escritura é depositada em uma mesa própria: o “ambão”, que mostra a sua dignidade e favorece seu anúncio. Palavra de Salvação: A Palavra de Deus é a Palavra da salvação. Seu anúncio não se limita a um ensinamento, mas suscita uma resposta da fé, como aceitação e compromisso. A Liturgia da Palavra não é somente ouvir falar de Jesus ou escutar leituras que falam Dele. Sua Palavra nos cura, nos converte e nos transforma. Daí a neces-

‘COMIDI’ realiza formação Missionária por Live No dia 22 de agosto, o Conselho Missionário Diocesano, COMIDI, promoveu uma formação missionária por Live, tendo como tema “Missões em tempos de Pandemia. O encontro contou com a presença do Padre Ricardo Ternovski, padre da Igreja Católica Ucraniana, da paróquia Santíssima Trindade, de União da Vitória, e do padre Joviano José Salvatti, assessor da Dimensão Missionária na Diocese. A formação foi mediada por Eduardo Barbosa Araújo, Missionário da Equipe Diocesana, junto com uma equipe de apoio. “A Live Missionária foi um meio encontrado para aproximar os missionários que não puderam exercer algumas atividades pensadas e programadas em nossa agenda”, comentou um dos participantes. Contribuição: Agatha Przybysz


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Estrela Matutina - Caderno 3 - Setembro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

Catequese

Subsídio Catequético - Calendário - Estrelinha

A Negação de Deus “Deus não existe! Deus é apenas uma invenção.” Você já deve ter ouvido essa frase muitas vezes. Por que será que muitas pessoas negam a existência de Deus? Por que será que muita gente não quer saber nada sobre Deus?

mais um dia fazer o bem nesse mundo. Quando entendemos e conseguimos ver essa presença de Deus, nós encontramos nossa Fé. A Fé me leva a falar com Deus e colocar minha vida em suas mãos. Quando reconhecemos e aceitamos a Deus, quando acreditamos n’Ele e Lhe abrimos o nosso coração, descobrimos a Oração.

Não é fácil responder essas questões, são ideias que estão cada vez mais em moda nos dias atuais. Uma das respostas é que para acreditar na existência de Deus é preciso uma mudança radical de vida; é necessário olhar para o outro com os olhos de compaixão (não olhos de pena ou dó), com os olhos de Cristo; é por em prática os ensinamentos de Cristo, é amar o seu inimigo, é não cometer adultério, é não enganar os outros. Muitos se dizem ateus porque não querem compromissos com a comunidade onde estão inseridos, dizem que precisam pensar em sua família e não dá tempo de pensar no próximo que está sofrendo. Mas existem pessoas que são diferentes do que está descrito acima e mesmo assim não acreditam em Deus, ou dizem que acreditam, mas não se comprometem. A justificativa que elas dão é “Eu não encontro Deus, não O descubro em parte nenhuma. ” E como mostrar Deus a essas pessoas? Esse é um trabalho árduo para nós catequistas e evangelizadores, mas aqui vai algumas dicas: - Tudo aquilo que existe tem uma origem, eu existo porque meus pais me geraram. Então tudo que existe no mundo, inclusive o Universo, existe porque alguém o gerou. - Tudo que existe tem uma razão da existência, a razão da existência do Universo, no seu todo, tem de ser algo que transcenda tudo o que nele existe. - Tem que haver alguém que disse um

Para complemento desse texto sugiro a leitura do Livro do Gênesis, onde Deus se revela pela primeira vez ao ser humano. Encerro com uma oração: Representação do Big Bang – Teoria do surgimento do Universo

grande “sim” para que “exista alguma coisa em vez do nada”. - Nós, cristãos católicos, chamamos Deus a esse “alguém” que criou o Universo a partir do Nada. E afirmamos: Deus é o Criador do mundo.

Mas afinal, quem é Deus? De que forma Ele se apresenta a nós? Será que Deus é cruel ou Ele é cheio de amor? Muitos filósofos já tentaram responder essas questões. Podemos saber da existência de Deus e quem Ele é através da Revelação. Para entendermos o que é Revelação vou dar um pequeno exemplo: quando nos apaixonamos, não sabemos nada sobre o (a) jovem dos nossos sonhos, até que acontece um clique e dizemos para o amado (a): “Estou completamente apaixonado por

você” e aos poucos vamos nos revelando um ao outro (a), até chegar à seguinte conclusão: “Toda a minha vida esperei pelo seu amor e não consigo mais viver sem ti. ” Deus se revelou e se revela a nós de várias maneiras, algumas vezes de forma poderosa: nas manifestações da natureza, nos destinos de um povo; outras vezes de forma mais ligeira, em que Deus faz estremecer nosso coração: quando vemos um necessitado, no nascer de um novo dia, na oportunidade de acordar e ter a chance de

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Meu Deus e meu Senhor, você está aí, agradeço-lhe do fundo do meu coração pela tua revelação, eu acredito em Ti e peço-lhe, pelo seu infinito amor por nós, que guie e dirijas o meus passos, abençoa a minha vida e a de todas as pessoas. Amém!

Célio R. Calikoski Coordenador da Pastoral Catequética

ANIVERSARIANTES DE SETEMBRO Diác. Carlos Roberto Strohmayer, Ordenação; Diác. Clarito de Nirvado Barbosa, Ordenação; Diác. Fr. Alberto Manoel de Castro, Ordenação; Pe. Marcelo Antonio Rosa, Nascimento; Diác. Luiz Francisco Huk, Ordenação; Pe. Anderson Spegiorin, Ordenação; Diác. José Laurindo, Ordenação; Pe. Ronaldo Adriano Rodrigues, Nascimento; Pe. Mateus Lau Nurak, Ordenação.


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Estrela Matutina - Notícias - Setembro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

Cáritas é implantada na Diocese de União da Vitória Com Órgãos constituídos, Membros eleitos e Estatuto aprovado, a Cáritas é oficializada na Diocese. Reunidos na Casa de Formação Cristã, Santa Rosa de Lima, em União da Vitória, um grupo de 26 pessoas, representando várias paróquias, fizeram parte de um momento histórico para a Diocese de União da Vitória, a criação e implantação da Cáritas. Nascida no Brasil em 12 de novembro de 1956, a Cáritas é um Organismo ligado a CNBB que promove e realiza trabalhos que visam valorizar a dignidade da vida humana em todos os seus aspectos e fazes. “Desde a sua fundação, a Cáritas tem a prática de ouvir respeitosamente o sofrimento dos empobrecidos e dos que estão em situação de vulnerabilidade e favorecer ferramentas para transformar suas vidas”, expressa o Site da Cáritas Brasileira, no Menu - Missão. (www.caritas.org.br). Sua origem está na ação mobilizadora de Dom Helder Câmara, que na época era Secretário-Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Participantes da reunião de implantação da Cáritas Diocesana, reunidos na sala de palestras da Casa de Formação, em União da Vitória.

Internacionalmente a Cáritas está presente nos cinco continentes e tem sua sede em Roma, de onde coordena operações de emergência e propõe políticas para corrigir as desigualdades.

As orientações do Concílio Vaticano II, que se deu de 1962-1965, marcaram a ação da Cáritas que, desde então, vive sob os valores da pastoralidade transformadora. A Cáritas possui uma rede com 187 entidades-membro, 12 regionais e 5 articulações. “Testemunhar e anunciar o Evangelho de Jesus Cristo, defendendo e promovendo toda forma de vida e participando da construção solidária da sociedade do Bem Viver, sinal do Reino de Deus, junto com as pessoas em situação de vulnerabilidade e exclusão social é a missão da Cáritas Brasileira”, comunica o Site da Cáritas Brasileira.

Em pé: Dom Walter Jorge. Atrás, sentado, Pe. José Carlos – vice- presidente

Na Diocese de União da Vitória a implantação aconteceu no dia 29 de agosto. A reunião que se deu das 14h30 às 17h, aprovou o Estatuto da Cáritas Diocesana, elegeu e deu posse à sua Presidência, Diretoria e Conselhos, sendo aprovados de modo unânime por aclamação. Além de leigos envolvidos em diversas Pastorais e Movimentos, alguns padres, religiosas e seminaristas da Diocese se fizeram presentes, contando ainda com a presença de Dom Walter Jorge, bispo diocesano e presidente nato da Cáritas, segundo rege o Estatuto. Para dar assessoria jurídica ao Organismo implantado, um dos convidados para compor a Cáritas foi o doutor Maurício Flávio Magnani, advogado e ex-professor, residente em União da Vitória. Segundo ele, sendo uma Instituição que visa promover o bem social, junto às pessoas mais desprovidas de recursos que lhe garantam maior dignidade, a Cáritas sendo uma Instituição Jurídica tem maior condições de receber recursos para realizar seus projetos. “A Cáritas dá mais flexibilidade ao trabalho social. Por se tratar de uma Instituição Jurídica, pode fazer parceria com outras instituições privadas, com órgãos públicos; e buscar recursos próprios ou externos para que possa promover ações em prol da comunidade e das pessoas que precisam de um apoio, que não conseguem prover seus principais problemas”, explica o Advogado, e assessor Jurídico da Cáritas Diocesana. Segundo explicou Dom Walter Jorge, bispo diocesano, e presidente da Cáritas na Diocese, a CNBB pede que a Cáritas diocesana seja um órgão de personalidade jurídica própria, mas que pode se filiar como membro associado à Cáritas Brasileira, devendo estar unida à sua missão comum. “As Cáritas Diocesanas são entidades criadas pe-


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diz o padre Zezinho, ele deixa em nós uma paz inquieta. A um tempo me senti inquieta olhando para essas necessidades de nosso povo, que vivem situações tão difíceis e que as vezes não tem o necessário para o seu sustento”, partilha a Diretora eleita. O próximo passo após a reunião de implantação e eleição dos membros ficou para que a equipe procedesse ao registro do Estatuto. A sede da Cáritas Diocesana será na própria Cúria da Diocese, na Rua Manoel Estêvão, 275, em União da Vitória – PR.

MEMBROS ELEITOS

Pe. João Francisco, assessor da Ação Evangelizadora na diocese, junto com Dom Walter Jorge, bispo diocesano.

las dioceses com organização própria, com Estatuto. Como instituição diocesana, podem filiar-se à Caritas Brasileiras como membros associados, no entanto sua ligação mais forte deve estar na identidade comum expressa na missão, na mística, na espiritualidade, na metodologia participativa”, esclareceu o bispo diocesano. Situada no bairro São Cristóvão, em União da Vitória, a paróquia São Cristóvão e Nossa Senhora da Salette, vem tendo uma experiência de dez anos com a Cáritas, realizando muitos projetos de acompanhamento e suporte a necessidade de famílias e jovens. Participante ativa da Cáritas na paróquia, Lindamir de Fátima Varela relata essa experiência. “Trabalhamos com a Cáritas desde 2010 em nossa paróquia. Fizemos a diferença na vida de muitas pessoas na questão de trabalho e geração de renda. Temos um Projeto carro chefe que se chama ‘Pão de Cada Dia’, com o qual atendemos famílias necessitadas, dando formação e tentando inseri-las no mercado de trabalho buscando parcerias com empresas”, disse Lindamir, agora vice-tesoureira da Cáritas Diocesana. Ainda segundo ela, graças à sensibilidade do atual bispo diocesano, foi uma alegria imensa ver o início da Cáritas à nível diocesano. “Vivemos um momento de muita alegria. Graças a sensibilidade de Dom Walter Jorge teremos a Cáritas à nível diocesano. Foi uma espera de dez anos. ”, partilha ela contente com o momento. Eleita Diretora da Cáritas, Ivone Magnani Pasquali, de São Mateus do Sul, disse que a próxima etapa agora será marcar uma reunião para definir um planejamento dos trabalhos. “Vamos marcar uma reunião com o Conselho diretor para costurar um planejamento para pôr em prática já no começo do ano. No início por Setor até chegar nas paróquias. A intenção, o desejo é fazer chegar àqueles que mais necessitam, o apoio não só moral, espiritual, mas também material da Igreja, aos mais necessitados”, relata ela. Participante da Renovação Carismática Católica, Ivone diz que sendo convidada por Dom Walter Jorge para compor a equipe da Cáritas, o que a motivou foi a Mensagem do Evangelho, a qual alimenta diariamente em sua espiritualidade pela RCC. “O Evangelho como

A Administração Diocesana da Cáritas, para a gestão de três anos, ficou assim constituída: - Presidente: Dom Walter Jorge Pinto - Vice-Presidente: Padre José Carlos Emanuel dos Santos - Diretora: Ivone Magnani Pasquali - Vice-Diretor: Diácono Clarito Nivardo Barbosa - Tesoureiro: Diácono Luis Francisco Huk - Vice-Tesoureira: Lindamir de Fátima Varela - Secretária: Liselote Terezinha Majolo Boniatti - Vice - Secretária: Idalci Burzinski dos Santos - Conselho Fiscal: Célia Mara Bhorer Martins - Conselho Fiscal: Diácono Carlos Roberto Strohmayer - Conselho Fiscal: Izabel Zortea - Suplente – Conselho Fiscal: Marilúcia Flenik - Suplente – Conselho Fiscal: Diácono Jalsi Levis - Suplente – Conselho Fiscal: Irmã Vera Alice dos Santos - Assessor Jurídico: Dr. Maurício Flávio Magnani

MEMBROS ASSOCIADOS

Os demais participantes da reunião ficaram com membros Associados: Padre João Francisco Siecklicki; padre Silvano Surmacz; padre Mário Fernando Glaab; Irmã Mbimbi Rose; Reni Beatriz Aparecida Scharnoski; Roseli Maria de Oliveira Silva; Neusa Maria Dolinski Denalselski; Francisco Marcelo S. de Lara; Elielton Miguel Stefaniak, Glauco Masiero; Carlos Eduardo de Paula.

Equipe da Cáritas Diocesana: Membros da Presidência, da Diretoria, do Conselho Fiscal e membros associados, no pátio da Casa de Formação.


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Espaço da Estrelinha

Colaboração: Catequista Jozeane Zbitkowski

Circule as frases que você acha correto:

EU LEIO A BÍBLIA PARA... Meditar!

Aprender a brigar! Aprender a viver! Estudar para a prova!

Para ser feliz!

Para amar o próximo! Para conhecer Jesus!

Para rezar!

Para me tornar uma pessoa malvada! Para ser uma boa pessoa!

NO DIA 29 DE SETEMBRO COMEMORAMOS A FESTA DOS TRÊS ARCANJOS:

VOCÊ GOSTA DA SUA IGREJA? Estas crianças sim! Eles desenharam a Paróquia São Carlos Borromeu, de Paula Freitas. Gostou? Desenhe, contorne e pinte a foto da sua paróquia também, e envie para o WhatsApp 42 98817-9909. Assim, vamos conhecer todas as paróquias da nossa diocese!

Miguel, Gabriel e Rafael. A Igreja Católica, guiada pelo Espírito Santo, herdou do Antigo Testamento a devoção a estes amigos, protetores e intercessores que do céu vêm em nosso socorro. A palavra “arcanjo” significa Anjo Principal, e a palavra “anjo” significa mensageiro. Crie um acróstico com a palavra abaixo, em honra aos arcanjos!

A

Parabens Isabelle! ->

R C A N J <- Parabens Alcir Lucas!

O S


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Rosário Vocacional

23º ENCONTRO: 4º MISTÉRIO GLORIOSO

ASSUNÇÃO E COROAÇÃO DE NOSSA SENHORA 1.APERITIVOS 1.1. ACOLHIDA Canto de entrada Dir.: Sejam todos bem-vindos para esse encontro. Hoje meditaremos sobre a Assunção e Coroação de Nossa Senhora. Normalmente, eles são separados, mas nós os unimos por serem partes da glória de Maria e para encerrarmos essas celebrações, no próximo encontro, com a Vinda Gloriosa de Jesus e o Juízo Final. Iniciemos no nome das Três Pessoas Divinas da Santíssima Trindade: Todos: Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. Dir.: Recordando a Assunção e Coroação de Nossa Senhora, queremos rezar por todos os Vocacionados que, pela doação que fazem de suas vidas, merecem ser elevados e coroados, por Deus e por nós. Mas, se alguém tiver outras intenções, pode colocá-las também. (Podem-se apresentar em voz alta outras intenções. Em seguida faz-se um momento de silêncio) 1.2. INVOCAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO (em dois coros) Dir.: Vinde, Espírito de Sabedoria! Todos: Iluminai meu coração para que eu possa olhar para o mundo e a vida como Vós olhais. Dir.: Vinde, Espírito de Entendimento! Todos: Iluminai a minha mente para que entenda e abrace todos os mistérios da Fé e mereça alcançar um pleno conhecimento vosso, do Pai e do Filho. Dir.: Vinde, Espírito de Ciência!

Todos: Faz-me ver a vaidade de todos os bens caducos deste mundo, para que não use deles senão para a vossa maior glória e minha salvação.

virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial.” Todos: Amém.

Dir.: Vinde, Espírito de Fortaleza! Todos: Fortalecei-me em todas as perturbações e dificuldades, e dai-me a força necessária para resistir a todos os inimigos.

2.2. REFLEXÃO

Dir.: Vinde, Espírito de Conselho! Todos: Assisti-me em todos os negócios desta vida instável, tornai-me dócil às vossas inspirações e guiai-me sempre pelo Vosso caminho. Dir.: Vinde, Espírito de Piedade! Todos: Fazei que eu me sinta como Filho de Deus, e viva como tal. Dir.: Vinde, Espírito de Temor de Deus! Todos: Que eu tenha sempre a Deus presente e evite tudo o que possa ofender a quem tanto me ama. 2. PRATO PRINCIPAL 2.1. ENSINAMENTO DA IGREJA Canto de Aclamação L.1: Leitura da Proclamação do Dogma da Assunção de Maria, do papa Pio XII “Depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos s. Pedro e s. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre

L.2: Há quem só aceite o que está na Bíblia, mas, pensar assim, é condenar Deus ao silêncio, é proibir que Ele continue falando depois que o último livro foi escrito. É claro que, se algo vai contra uma verdade revelada na Bíblia, isso é sinal de que não vem de Deus, mas a própria Bíblia admite que não contém tudo. Essa é a missão do Magistério da Igreja, de modo especial do Papa: extrair tesouros ainda não percebidos da inesgotável riqueza bíblica, e filtrar aquilo que, mesmo se baseando nela, não corresponde à Revelação Divina. Em grau menor, e ligado a isso, os Padres, Diáconos, Religiosos, Religiosas, Catequistas, M.E.C.E.s fazem a mesma coisa nas comunidades, mostrando como um texto escrito há tantos séculos, num mundo tão diferente do nosso, continua sendo relevante, continua inspirando e iluminando. Todos: Fala Senhor, teus servos, escutam L.3: Jesus disse que “aquele que se exaltar, será humilhado, e aquele se humilhar será exaltado”. Ora, depois dEle, ninguém foi mais humilde que Nossa Senhora, tanto em relação a Deus, cumprindo sempre a Sua Vontade, quanto em relação ao próximo, se colocando ao serviço dos irmãos. Por isso, é justo que ela tenha sido elevada acima de todos e coroada como Rainha do Céu e da Terra. Nossa Senhora é um elo de ligação entre Jesus e nós, pois foi por ela que Ele veio. Assim, o que já aconteceu com Ele e um dia acontecerá conosco, se realizou, de modo intermediário, nela. Se Jesus é a Cabeça e nós somos o Corpo, podemos

comparar Nossa Senhora ao Pescoço, que liga os dois, e que, quando se sobe, eleva-se depois da cabeça, mas antes do resto do corpo. Embora fosse amada e respeitada pelos Apóstolos, tudo leva a crer que a glória de Maria não era reconhecida plenamente em vida. Da mesma forma, vemos que muitas pessoas, mesmo dentro da Igreja, não valorizam as Irmãs, tanto de vida Ativa quanto Contemplativa. Por trás da reivindicação do Sacerdócio Feminino às vezes se esconde um Clericalismo, que não dá importância a quem tanto se dedica pela Igreja. Não sabemos se um dia teremos a ordenação de mulheres, mas o que é urgente é valorizar a vocação religiosa feminina como ela é, sem necessidade de acréscimos, pois, fazendo assim, estaremos em sintonia com o Senhor, que nunca deixou de valorizar, elevar e coroar essas heroínas. Todos: Elevemos as que se inclinam, coroemos as que nos servem. 2.3. PRECES Dir.: Inspirados por esse apresentemos nossas preces:

texto,

L.1: Perdão, Senhor, pelas vezes que fomos ingratos, e não coroamos, com palavras e atitudes, as rainhas que caminham entre nós; Todos: Senhor, tende piedade de nós L.2: Nós Vos agradecemos, Senhor, pela poderosa intercessão de Maria Santíssima, que tantas graças nos trouxe, traz e continuará trazendo; Todos: Obrigado, Senhor L.3: Nós Vos pedimos, Senhor, pelas Freiras e Monjas, para que nunca lhes faltem vocações e tenham o seu trabalho reconhecido e valorizado; Todos: Senhor, escutai a nossa prece L.1: Nós Vos louvamos, Senhor, porque


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sois sumamente Justo. Todos: Louvado sejais para sempre

Todos: Salve Misericórdia...

(Outras orações espontâneas, às quais se responde dizendo “Senhor, atendei a nossa prece”)

Dir.: Rezemos ainda um Santo Anjo pelos que trabalham na Pastoral Vocacional, Movimento Serra e por todos os que rezam, apoiam e incentivam as Vocações, para que continuem sendo Anjos para os futuros Padres, Diáconos, Bispos, Religiosos e Religiosas: Todos: Santo Anjo do Senhor...

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2.4. DEZENA DO TERÇO Dir.: Rezemos o Creio Apostólico e o Pai nosso por todas as nossas intenções pessoais... Dir.: Creio em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra; 1) E em Jesus Cristo, Seu único Filho, nosso Senhor 2) Que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria; 1) Padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu à mansão dos mortos, 2) Ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso; 1) Donde há de vir a julgar os vivos e os mortos; 2) Creio no Espírito Santo, 1) Na Santa Igreja Católica; 2) Na comunhão dos santos, 1) Na remissão dos pecados 2) Na ressurreição da carne, 1) Na vida eterna. Amém Pai nosso... Dir.: Rezemos uma Ave Maria por todo o Clero: pelo Papa, pelos Bispos, Padres e Diáconos: Todos: Ave Maria, cheia de graça... Dir.: Rezemos uma Ave Maria por todos os Religiosos e Religiosas, de Vida Ativa e Contemplativa: Todos: Ave Maria, cheia de graça... Dir.: Rezemos uma Ave Maria por todos os Leigos, de modo especial pelos que servem a comunidade: Todos: Ave Maria, cheia de graça... Dir.: Nas intenções que apresentamos, rezemos uma dezena do Terço. Pai nosso... Ave Maria... Dir.: Pelos que estão a caminho da realização de suas vocações, Seminaristas, Noviços e Noviças, Noivos, etc, rezemos uma Salve Rainha:

Rainha,

Mãe

de

2.5. LADAINHA DE NOSSA SENHORA I Senhor, tende piedade de nós Senhor, tende piedade de nós Cristo, tende piedade de nós Cristo, tende piedade de nós Senhor, tende piedade de nós Senhor, tende piedade de nós Cristo, ouvi-nos, Cristo, ouvi-nos Cristo, atendei-nos, Cristo, atendei-nos Deus Pai do céu, tende piedade de nós Deus Filho Redentor do mundo, tende piedade de nós Deus Espírito Santo, tende piedade de nós Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós Santa Maria, rogai por nós. Santa Mãe de Deus, rogai por nós. Santa Virgem das virgens, rogai por nós. Mãe de Cristo, rogai por nós. Mãe da Igreja, rogai por nós. Mãe da divina graça, rogai por nós. Mãe puríssima, rogai por nós. Mãe castíssima, rogai por nós. Mãe sempre virgem, rogai por nós. Mãe imaculada, rogai por nós. Mãe digna de amor, rogai por nós. Mãe admirável, rogai por nós. Mãe do bom conselho, rogai por nós. Mãe do Criador, rogai por nós. Mãe do Salvador, rogai por nós. Virgem prudentíssima, rogai por nós. Virgem venerável, rogai por nós. Virgem louvável, rogai por nós. Virgem poderosa, rogai por nós. Virgem clemente, rogai por nós. Virgem fiel, rogai por nós. Espelho de perfeição, rogai por nós. Sede da Sabedoria, rogai por nós. Fonte de nossa alegria, rogai por nós. Vaso espiritual, rogai por nós. Tabernáculo da eterna glória, rogai por nós. Moradia consagrada a Deus, rogai por

nós. Rosa mística, rogai por nós. Torre de Davi, rogai por nós. Torre de marfim, rogai por nós. Casa de ouro, rogai por nós. Arca da aliança, rogai por nós. Porta do céu, rogai por nós. Estrela da manhã, rogai por nós. Saúde dos enfermos, rogai por nós. Refúgio dos pecadores, rogai por nós. Consoladora dos aflitos, rogai por nós. Auxílio dos cristãos, rogai por nós. Rainha dos Anjos, rogai por nós. Rainha dos Patriarcas, rogai por nós. Rainha dos Profetas, rogai por nós. Rainha dos Apóstolos, rogai por nós. Rainha dos Mártires, rogai por nós. Rainha dos confessores da fé, rogai por nós. Rainha das Virgens, rogai por nós. Rainha de todos os Santos, rogai por nós. Rainha concebida sem pecado original, rogai por nós. Rainha assunta ao céu, rogai por nós. Rainha do santo Rosário, rogai por nós. Rainha da paz. rogai por nós. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, Perdoai-nos, Senhor. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, Ouvi-nos, Senhor. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, Tende piedade de nós. Rogai por nós, santa Mãe de Deus. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo 3. SOBREMESAS 3.1. SALMO 44 (45) Todos: À vossa direita se encontra a rainha, Com veste esplendente de ouro de Ofir. L.3: Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: “Esquecei vosso povo e a casa paterna! Que o Rei se encante com vossa beleza! Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor! L.3: Majestosa, a princesa real vem chegando Vestida de ricos brocados de ouro. Em vestes vistosas, ao Rei se dirige,

E as virgens amigas lhe formam cortejo. L.3: Entre cantos de festa e com grande alegria Ingressam, então, no palácio real.” Deixareis vossos pais, mas tereis muitos filhos; Fareis deles os reis soberanos da Terra. 3.2. ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES Todos: Senhor da Messe, Pastor do Rebanho, / faze ressoar em nossos ouvidos / Teu forte e suave convite: / “Vem e segue-me!” / Derrama sobre nós o Teu Espírito, / que Ele nos dê sabedoria para ver o caminho, / e generosidade para seguir Tua voz! / Senhor, que a messe não se perca por falta de operários! / Desperta nossas comunidades para a Missão! / Ensina nossa vida a ser serviço! / Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino / na vida consagrada e religiosa! / Senhor, que o Rebanho não pereça por falta de Pastores! / Sustenta a fidelidade de nossos bispos, padres, diáconos e ministros! / Dá perseverança a nossos seminaristas! / Desperta o coração de nossos jovens / para o ministério pastoral em Tua Igreja! / Senhor da Messe e Pastor do Rebanho, / chamanos para o serviço de teu povo. / Maria, Mãe da Igreja, / modelo dos servidores do Evangelho, / ajuda-nos a responder: “SIM”. / Amém“. 3.3. GESTO CONCRETO Dir.: Como gesto concreto, cada um vai rezar um Pai nosso e uma Ave Maria por dia por todos os Irmãos, Irmãs, Monges e Monjas, até o próximo encontro. Todos: Assim faremos. Dir.: O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal, e nos conduza à Vida Eterna. Todos: Amém. Canto Mariano

Pe. Emílio Bortolini Neto Paróquia São Miguel Arcanjo - Porto Vitória


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Série: Comentário Popular nº73

Constituição Dogmática “Lumen Gentiun”, Parágrafo 50/134ss

Capítulo VII O Culto e a Devoção dos Santos A esta altura, o Concílio afirma que é uma doutrina e praxe tradicional a veneração e culto dos Santos, dos mártires ou de pessoas que reproduziram em alto grau as virtudes e obras do fundador e Salvador Nosso Senhor Jesus Cristo, nisto vive-se um especial relacionamento entre a Igreja terrestre e a celeste, com sua prática de pedir a misericórdia de Deus para o perdão dos pecados dos vivos e dos mortos. Ainda a Igreja sempre acreditou e apelou pela intercessão dos Santos em seu favor e de seus irmãos falecidos. Portanto, acreditou no caridoso intercambio de bens espirituais eficazes, conforme seus respectivos estados existenciais entre nós, ainda peregrinos, as almas em estado de purificação/no purgatório e os bem-aventurados na visão beatifica.

O INTERCÂMBIO NO CULTO DOS SANTOS Na L.G. (subpar. 50/135), se afirma que a devoção e culto dos Santos, com a imitação de suas virtudes, conforme os ensinamentos e exemplos de Jesus, e com o valor de sua intercessão em favor dos ainda na terra, ajudam, na caridade de Cristo, a seus irmãos ainda labutando na cidade dos homens. Através das graças assim alcançadas, os mortais clamam pelo perdão de seus pecados, tentam alcançar maior elevada santidade, pela imitação da vida modelar do próprio Jesus. Isto é possível porque os membros da Igreja, na terra ou no céu de fato, são membros do mesmo Corpo Místico de Cristo, com intercâmbio livre interno entre suas partes, no mesmo Espírito de Cristo que une e vivifica a todos os crentes.

TUDO DESABROCHA NA LITURGIA CELESTIAL Na L.G. (subpar. 50/135). Daqui a exposição conciliar passa para o ponto mais elevado e nobre desse relacionamento entre as três dimensões ou estados de vida da Igreja: o Céu, o Purgatório, e o mundo dos homens, quando encaixou de “modo nobilíssimo”, sobretudo na Sagrada Liturgia, através dos sinais sacramentais dinamizados pela graça da comunicação do Espirito de Cristo, encontrando seu ponto mais alto, nobre e expressivos na celebração do sacrifício eucarístico o qual “certamente nos unimos mais estreitamente ao culto da Igreja celeste” (50/137. Por isso que falamos de uma Liturgia Celestial, para unificar tudo ao redor do trono de Deus Uno e Trino, e seus santos. DESÍGNIOS ENTRE ADORAÇÃO E VENERAÇÃO O texto conciliar, terminada a exposição detalhada, chama nossa atenção para evitarmos certos excessos em nossas devoções aos santos, para não atrapalharmos a glória que é devida a Deus, tendo, sim, em conta a profunda distinção entre o culto aos santos e o culto da adoração (latria) devido a Deus. “Quando, pois, Cristo aparecer e se der a gloriosa ressurreição dos mortos, a claridade de Deus iluminará a Cidade celeste e o Cordeiro será sua luz” (Apoc. 21,24). Doutrina pormenorizada, mas que não apresenta dificuldades especiais de interpretação.

Dom Walter Michael Ebejer, O.P. Bispo Emérito de União da Vitória

Contudo, este intercâmbio entre os três grupos de fiéis, na terra, em estado de purificação (no purgatório) e na beatitude sem fim no céu, pertencem a uma só realidade, o Corpo Místico de Cristo, cuja fonte e Cabeça é Jesus Cristo, em sua vida humana e divina.

A COMPLEXIDADE NO CORPO DE CRISTO Estas considerações formam mais compreensíveis a aparente complexidade do relacionamento interno da Igreja. De fato, também o corpo humano, após desvendarmos suas múltiplas complexidades, se torna compreensível visto sob o aspecto da individualidade do conjunto. A vida de Cristo e em Cristo dá Igreja sua unidade perfeita e compreensível. De tal modo, que quando falamos das diversas graças, virtudes, dons, carismas, etc. estamos falando das diversas palpitações do Coração de Jesus e seu Espirito soprando, na Igreja o sopro vital entre os diversos membros. Assim, o exército dos santos é como que “a coroa de todos os Santos” em Cristo!


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Santo do Mês

19 de Setembro: São Januário A Igreja vivia tempos de paz, pois a perseguição aos cristãos havia cessado há alguns anos. Isso permitia ao bispo Januário dedicar-se ainda mais ao cuidado dos mais necessitados. Mas esse cenário pacífico mudaria com a perseguição aos cristãos, autorizada pelo imperador Diocleciano.

O nome de São Januário seria este por causa do mês de janeiro, mas pouco se sabe com precisão de seus primeiros anos de vida. Teria nascido em meados do século III, na Itália e seu martírio teria acontecido por volta do ano 305. São Januário nasceu em Nápoles e foi bispo de Benevento. Destacou-se pela grande dedicação aos pobres, mesmo para com os pagãos, o que o fez ser por estes também muito admirado e amado.

Alguns cristãos napolitanos foram presos e o bispo mandava cartas exortando-os a permanecerem firmes na fé. Quando preso, São Januário foi convidado a fazer sacrifício aos deuses pagãos do Império, mas disse aos soldados que jamais honraria deuses falsos depois de ter servido o Verdadeiro Deus. A pretensão do procônsul romano era colocar os cristãos aprisionados na arena com os leões, para dar espetáculo ao povo. Mas percebeu que muitos cidadãos romanos simpatizavam com o bispo, e poderia acontecer um grande tumulto. A sentença então foi a decapitação. São Januário continuou encorajando

seus companheiros até que chegasse a sua vez. Teve a cabeça separada de seu corpo, mas não se separou da Cabeça de quem fazia parte do Corpo, Cristo e a Igreja. Assim, Januário testemunhou fielmente a Cristo até o derramamento de sangue, que aconteceu no dia 19 de setembro do ano de 305. Uma mulher de nome Eusébia recolheu um pouco do sangue do bispo mártir num pequeno recipiente, antes da comunidade dar aos mártires um sepultamento digno. As relíquias do santo hoje estão na Igreja de Nápoles, cidade que o santo é padroeiro. Um fenômeno curioso e inexplicável que ocorre é a liquefação do sangue de São Januário que se repete todo ano perto do aniversário de seu martírio.

algozes, até a morte. Sou capaz de me declarar por Cristo e a Ele permanecer fiel? Consigo testemunhar minha fé, independentemente de pessoas, lugar, consequências? Que possamos almejar alcançar o convívio com os santos no céu. ORAÇÃO Ó Deus, Pai de Bondade, São Januário derramou o seu sangue em nome de Jesus. Dai aos cristãos, por sua interseção, a fortaleza no testemunho da fé e a caridade para com os mais necessitados. Por Nosso senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Amém.

REFLEXÃO Jesus disse: “todo aquele que se declarar por mim diante dos homens, também eu me declararei por ele diante do meu Pai que está nos céus” (Mt 10,32). Foi exatamente o que fez São Januário Gustavo Santana ao se declarar por Cristo diante de seus 3º ano de Filosofia

Nossa Senhora de Czestochowa é celebrada com fervor em São Mateus do Sul Uma das devoções marcantes celebradas no mês de agosto, foi Nossa Senhora de Czestochowa, conhecida também por Nossa Senhora do Monte Claro, fazendo referência à Montanha onde foi guardado o quadro e construído um mosteiro, na Polônia. A devoção é marcante dentro da cultura polonesa, sendo trazida pelos imigrantes poloneses ao Brasil. No dia 26 de agosto, data que se comemora Nossa Senhora de Czestochowa, uma das paróquias da Diocese, paróquia Nossa Senhora Aparecida e Czestochowa, da Vila Nepomuceno, em São Mateus do Sul, realizou um tríduo festivo em honra à sua padroeira.

Além de fiéis descendentes do povo polaco que residem na comunidade, fiéis da comunidade da Água Branca, capela centenária, também descendentes de imigrantes poloneses, pertencente à paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, participaram da celebração, trazendo o quadro de Nossa Senhora Czestochowa em carreata. O quadro que foi trazido quarta-feira, 26 de agosto, ficou na Matriz até no domingo, 30 de agosto. Padre João Henrique Lunkes, que é descendente de alemão, e celebrou a missa e a novena no primeiro dia do Tríduo acolhendo o quadro, organizou os outros dias fazendo questão que padres descendentes poloneses viessem rezar com o povo e fortalecer a cultura e a fé do povo polaco.

Padre Nelson Kovalski, na missa polonesa - 4º Dia do Tríduo.

À esquerda Roseli, da Comunidade da Água Branca e um jovem da Matriz Czestochowa, trazendo o quadro no 1º dia do Tríduo.

“Hoje dia 26, iniciamos o primeiro dia do tríduo recebendo o quadro vindo da Água Branca. Na quinta-feira, padre Evaldo Karpinski, reitor do Seminário vem para rezar conosco. Na sexta-feira teremos missa e novena por todas as famílias,


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celebrada pelo padre João Francisco Sieklicki, de nossa paróquia vizinha. E no sábado, teremos uma missa em língua polonesa rezada pelo padre Nelson Kovalski, reitor do Santuário Diocesano, de Rio Claro do Sul, que também trará a relíquia de São João Paulo II”, explicou o pároco, padre João Henrique. Em anos anteriores, por ocasião da Festa Litúrgica, o quadro percorria as comunidades do interior, mas devido a Pandemia, neste ano foi organizado apenas o tríduo na matriz para que a padroeira fosse venerada pelos devotos. A imagem de Nossa Senhora Czestochowa é uma Relíquia de São João Paulo II trazida para o Tríduo. A das mais antigas imagens relíquia traz um pedaço de tecido com o sangue de São João Paulo II. da Mãe Deus, pintada num quadro milagroso, conservado hoje no Santuário de Jasna Gòra (Monte Claro), na Polônia. Nossa Senhora do Monte Claro foi coroada Rainha da Polônia em 1925, pelo Papa Pio XI. A devoção à Virgem Negra no Brasil é muito vivida pelos poloneses desde quando trouxeram quadros da Polônia, na ocasião em que vieram como imigrantes, se situando fortemente na Região Sul, com presença marcante no Paraná e Rio Grande do Sul. Pela grande presença de poloneses em São Mateus do Sul, a devoção à Virgem do Monte Claro também se instalou no município. “Em nossa paróquia temos dois títulos. Nossa Senhora Aparecida pela própria cultura do povo brasileiro e Nossa Senhora do Monte Claro, mais presente entre os poloneses. Contudo, de todas as formas tentamos colocar essa devoção para que à medida que vão conhecendo, tenham um amor maior à Nossa Senhora”, comentou o pároco. A devoção na cidade de São Mateus do Sul ganhou destaque este ano, sendo noticiada inclusive no site de notícias do Vaticano - Vatican News. O Site entrevistou José Carlos Janowski que naquela data comemorava 72 anos de idade, sendo ele grande propagador da devoção à Czestochowa, junto com outras pessoas da comunidade.

Padre João Henrique Lunkes - 1º Dia do Tríduo.

O quadro de Nossa Senhora de Czestochowa, incensado na imagem acima, pelo padre João Henrique Lunkes, pároco da paróquia Nossa Senhora Aparecida e Czestochowa, em São Mateus do Sul, e trazido para a celebração por fiéis da comunidade da Água Branca, é um dos apenas 20 quadros no mundo. Foi entregue à Capela Centenária da Água Branca, em 1991, sendo um dos objetos da bagagem dos avós do senhor Francisco Toporowicz (in memoriam), imigrantes poloneses que cruzaram o oceano vindo para o Brasil, em meados de 1890. Em 1997 se iniciou a peregrinação da imagem por comunidades do município de São Mateus do Sul e por outras cidades vizinhas.

A História do Quadro de Czestochowa

O quadro milagroso da Madona Polonesa, pintado em madeira, é considerado uma das mais antigas imagens da Mãe de Deus. Segundo a lenda, ele foi pintado em Jerusalém por São Lucas, quando Maria ainda vivia, no tampo de uma mesa feita por São José. Contam os historiadores que a sagrada efígie foi encontrada por Santa Helena, que a deu de presente a seu filho, o imperador Constantino e que esta relíquia permaneceu no palácio imperial de Constantinopla até o ano de 431. Alguns especialistas acreditam que a imagem polonesa seja apenas uma cópia, feita no século V, do famoso quadro de São Lucas, <Hodegetria>, que existia na capital do Império Bizantino e foi destruído pelos turcos.

José Carlos Janovski, devoto e propagador da devoção à Chestochowa, em notícia no Vatican News.

“A gente visita quatro paróquias: em cada paróquia tem uma média de 20 capelas. O pessoal constrói tapetes, faz faixas, tem cavalgada, motoqueiros, carroças tipicamente enfeitadas para essa grande procissão que é feita aqui em São Mateus do Sul. Assim, pensando para que essa fé se espalhe mais, fizemos essas peregrinações para que o povo sinta de perto a força de Nossa Senhora de Częstochowa, que salvou a Polônia de tantas guerras e tantas invasões. E, se você for lá na Polônia, no Santuário de Częstochowa, vai ver que o santuário é o céu na terra”, comentou o devoto, em entrevista ao Site do Vatican News. A paróquia Nossa Senhora Aparecida e Czestochowa, completou em junho deste ano, quatorze anos de sua fundação.

O certo, contudo, é que a sagrada imagem, após passar por vários donos, foi parar nas mãos do príncipe Ladislau Opocayk, o qual, entregando-se à proteção da Virgem Maria, venceu os tártaros e os lituanos. Após estas grandes vitórias, Ladislau desejou levar a santa milagrosa para suas propriedades, porém os cavalos em cuja carroça estava a imagem, pararam perto da aldeia de Czestochowa e não houve força humana que os fizesse caminhar. No entanto, assim que retiraram o quadro da viatura, os animais, no mesmo instante, puseram-se em movimento. Vendo nisso a vontade da Mãe de Deus, o príncipe polonês resolveu que a imagem permaneceria naquele local, junto ao Jasna Góra (Monte Claro) e mandou construir um mosteiro e uma igreja, que se tornou a morada da sagrada pintura em 1382, e continuou sendo, através dos séculos, o trono da Virgem Maria.

Matka Boska Częstochowska - módl się za nami Nossa Senhora de Czestochowa – Rogai por nós!


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Estrela Matutina - Política - Setembro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

Eleições e Responsabilidade Cristã Estamos nos aproximando das eleições municipais, onde serão eleitos o prefeito e os vereadores de cada cidade. Como sabemos, cabe aos prefeitos o poder executivo, ou seja, aquele poder de executar as medidas administrativas necessárias ao bem da população de sua cidade, favorecendo a vida de todos, devotando especial atenção no cuidado dos menos favorecidos, por dependerem mais do poder público dos que aqueles que possuem maiores recursos. Cabe também aos prefeitos levar adiante o desenvolvimento de seus municípios, dando sequência, se necessário, aos trabalhos realizados pelos prefeitos anteriores, seja de qual partido forem visando acima de tudo o bem da cidade. As obras que realizam devem ir a fundo nos problemas que atingem a população em vistas à sua solução permanente, ainda que, num primeiro momento, tais obras não sejam aquelas que mais atraiam votos. Pelo cargo que ocupam, os prefeitos precisam ser verdadeiramente interessados na vida dos seus cidadãos e possuir o testemunho de uma vida coerente, não sendo comprometidos senão com o bem da população, homens ou mulheres fortes, que não se deixem manipular pelos interesses sombrios daqueles que não amam o povo, mas se utilizam dele em benefício próprio. Portanto, é necessário que os prefeitos sejam verdadeiros estadistas e busquem deixar seus nomes na história dos municípios por uma conduta marcada pela

eleitos os melhores candidatos. Para os cristãos, o envolvimento nas eleições é dever sagrado, uma vez que defender a vida com todos os meios à sua disposição é ponto central do Cristianismo. Cabe ao seguidor e imitador de Jesus Cristo lutar com todos os meios à sua disposição pela vida em abundância para todos e a política, por meio das eleições, é um importante caminho para isso. Os cristãos não podem, sem pecar por omissão, renunciar a participar e dar sua contribuição consciente. Com o Papa Francisco, afirmamos ainda que “a política é uma das formas mais altas de caridade”.

ética, pela gestão positiva e a prática da verdadeira política. Os vereadores, por sua vez, são aqueles ou aquelas que compõem o Poder Legislativo dos municípios, ocupando uma cadeira na Câmara Municipal, os quais são eleitos para legislar, ou seja, criar leis favoráveis aos cidadãos e zelar pelo cumprimento das mesmas. Deverão apresentar projetos de políticas públicas que favoreçam o bem comum, procurando, para isso, conhecer os desafios dos seus municípios. Precisam ser pessoas capazes, interessadas e habilidosas em relação às leis que regem a vida pública e à elaboração de projetos; pessoas que sejam amigas do seu povo e próximas a ele todo o tempo e não apenas na época de pedir votos, presentes sobretudo naquelas situa-

As eleições municipais deste ano, que ocorreriam em 4 de outubro (1º turno) e 25 de outubro (2º Turno), tiveram as datas modificadas para 15 de novembro, (1º Turno) e 29 de novembro, (2º Turno), pela promulgação da Emenda Constitucional nº 107/2020, devido o agravamento da pandemia do novo coronavírus. Os eleitores escolherão prefeitos, vice-prefeitos e vereadores nos 5.568 municípios do país. As convenções partidárias para a escolha dos candidatos deverão ocorrer entre 31 de agosto e 16 de setembro. Após 26 de setembro, inicia-se a propaganda eleitoral, inclusive na internet. A propaganda gratuita em rádio e televisão iniciará em 9 de outubro. Segundo a lei eleitoral em vigor, o sistema de dois turnos - caso o candidato mais votado recebesse menos de 50% +1 dos votos - está disponível apenas em cidades com mais de 200 mil eleitores.

CARTILHA POLÍTICA A Igreja Católica do Brasil incentiva aos fiéis leigos para que se envolvam no processo político, e ao clero para que promovam a consciência política, colaborando para que a política seja, como expressou o Papa Francisco, um dos caminhos mais sublimes para o exercício da caridade cristã. Para colaborar na formação da consciência política,

ções que requerem conhecimento profundo da realidade e que tenham habilidade para fiscalizar o bom emprego das verbas públicas em favor da vida das pessoas, especialmente dos grupos humanos mais vulneráveis. Deverão legislar para todos e não apenas para alguns, sendo, pois, necessário, tratar-se de pessoas íntegras, de princípios e valores bem arraigados, que não se deixem corromper pelo poder ou por ofertas de vantagens em troca de favores.

Visando ajudar a todos os cristãos e pessoas de boa vontade a se instruírem melhor para as eleições 2020, a CNBB Regional Sul 2 lançou a Cartilha de Orientações Políticas “O Cristão e as eleições”. Esperamos que a mesma tenha uma grande aceitação em nosso meio e dela faça uso o maior número possível de pessoas, a fim de atingirmos os objetivos desejados para estas eleições, qual seja, ter excelentes políticos guiando os destinos de nossas cidades e exercendo “a boa política a serviço da paz”.

Tão grande é a importância dos prefeitos e vereadores para o bem da população que podemos concluir, pelo exposto, o quanto são decisivas as eleições municipais. Por isso, é dever de todos os eleitores e mesmo de todos os cidadãos, empenhar-se para que sejam

Dom Walter Jorge Bispo Diocesano

pautada nos valores do Evangelho, o Regional Sul 2 da CNBB produziu para toda a Igreja do Brasil, com a participação de especialistas também da área do Direito, uma Cartilha de Orientação Política. Procure em sua paróquia ou faça seu pedido pelo site: https://cnbbs2.org.br/produtos/pedidos/

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Estrela Matutina - Edição Sembro 2020  

Boletim Informativo da Diocese de União da Vitória – Paraná – Brasil

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