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Série B | Nº 263 | 12.500 exemplares

Boletim Informativo da Diocese de União da Vitória | Dezembro de 2020

Natal é vida em Família

“Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da virgem era Maria. [...]. 30 O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. [...]. 38Maria, então, disse: ‘Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra! ’ E o anjo retirou-se”. (Lc.1,26-27;30-31.38)

Plano da Ação Evangelizadora começa a ser implantado em 2021. Págs. 08 e 09

5º CFE

Seminário Diocesano: Jovens que concluem e jovens que ingressam. Págs. 12 e 13

Vibração Jovem animou a fé da juventude. Pág. 11

Diálogo e Unidade serão o foco da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021. Pg. 16


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Estrela Matutina - Editorial - Dezembro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

Editorial

Palavra do Bispo

Prezado fiel, leitor(a) do Estrela Matutina

“A esperança não decepciona. Nós nos gloriamos também nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a perseverança” (Rm. 5,3-5). Estas são palavras do Apóstolo Paulo, na Carta escrita aos cristãos da comunidade de Roma na época, quando transmitia o louvor, a gratidão pela Salvação dada a nós, por meio de Jesus Cristo. O Tempo de Natal que estamos vivendo traz essa áurea de esperança, esse espírito de força e coragem que habita em nós, pela força do Espírito de Deus que nos foi dado no Batismo e na Crisma, mas que por vezes deixamos adormecido ou se mostrando tímido em meio ao medos e inseguranças que o mundo nos coloca e nos colocou neste ano. Mas como diz São Paulo, “Nós nos gloriamos também nas tribulações...” Ou quando diz à comunidade de Corinto: “Pois quando sou franco, então é que sou forte” (2Cor. 12,10). O Espírito do Senhor age sobre nós, mas é preciso que nos desarmemos, mostremos nossa fraqueza humana, para que o Senhor manifeste sua força divina em nós. Ser fraco não significa desistir da vida, mas aqui traz o sentido de nos desarmarmos da prepotência de acreditarmos que apenas com nossa capacidade podemos tudo. A Pandemia em 2020 mostrou o quanto somos vulneráveis, o quanto sozinhos, contando com nossas próprias capacidade da racionalidade podemos nos desestabilizar chegando à beira do caos ou do desespero. Contudo, aquele que se coloca frágil, humilde e deposita sua força no Senhor, este não perde a esperança, e ainda que venham as crises, permanece em pé.

Deus. E é sendo fortes e fiéis à esta esperança, que podemos olhar para 2021 desejosos de vivermos os projetos que para ele planejamos. Por isso, esta última edição de 2020, do Jornal Diocesano Estrela Matutina, narra e registra para a história alguns dos acontecimentos no último mês, como motivo de júbilo, de glória para a Igreja Particular de União da Vitória, mas também anuncia projetos, ações e iniciativas em prol da construção do Reino para 2021. Isto porque a esperança está viva em nós. Para o cristão e a cristã, esta esperança não está presa apenas aos acontecimentos humanos históricos, seja a própria vida contingente, passageira, e aos afazeres do cotidiano. Mas toda esta realidade transcende. Ou seja, o que fazemos, vivemos, planejamos aqui, carrega uma força, um ideal, um objetivo além do terreno. Do contrário, se nosso foco, nossa visão e atenção ficarem apenas nesta vida, todos os esforços, as lutas, os ideais perdem seu sentido, pois a morte nos causaria tal frustração, decepção e falta de sentido. Mas é a esperança na continuidade da vida, que ultrapassa essa realidade, que alimenta os esforços, as lutas e a vida aqui vivida. Sim...experimentamos e vivemos já aqui, em meio às tribulações, a alegria da vida futura, que dá sentido e nos faz olharmos para nossa existência, sem medo, sem desespero, mas fortes e alegres na esperança, pois como também disse São Paulo aos cristãos de Filipos: “Nós, porém, somos cidadãos do céu...” (Fl. 3,20). Alimentemos nossa fé, e vivamos intensamente nossa vida, alegres nessa esperança.

Tempo de Natal; fim de ano; é momento propício para renovarmos nossa esperança. A própria Liturgia da Igreja, com suas celebrações e devoções, como as Novenas de Natal, nos transmite essa verdade da esperança que está em nós pela força do Espírito de

EXPEDIENTE

2021: Fé, esperança e aprendizado

Marcelo S. de Lara Editor-Chefe

Proprietária Mitra da Diocese de União da Vitória Rua Manoel Estevão, 275 União da Vitória, PR Contato: estrela@dioceseunivitoria.org.br (42) 3522 3595 Diretor Dom Walter Jorge Pinto Editor-Chefe Francisco Marcelo S. de Lara

Chega ao final o difícil ano de 2020. A humanidade se encontra esgotada e perplexa. Fomos atingidos por uma peste em pleno século XXI. Um duro golpe às nossas pretensões de controle da vida e do mundo. Por pouco não foram ainda mais duras as consequências de tudo isso. Mas crises podem significar ricas oportunidades para importantes avanços e, acredito, este pensamento deve ser o ponto de partida que a humanidade deve ter diante da atual pandemia, pois do contrário, tanto sofrimento terá sido inútil. As crises sinalizam que as coisas não estavam indo bem e que é preciso mudar os rumos, aproveitando os processos de purificação a que elas conduzem. A atual crise sinaliza claramente que o modo pelo qual estamos tratando o planeta não está bom, pois a destruição das florestas, entre as muitas consequências que pode ter, revelou desta vez que vamos trazer para perto de nós perigosos microrganismos que antes viviam em equilíbrio e que possuem o potencial para exterminar a vida humana sobre a terra. Então, uma importante lição é que não se pode querer transformar em dinheiro coisas que depois trarão consequências que o dinheiro não poderá resolver. Deste difícil 2020 também tiramos a duríssima lição de onde podem nos conduzir as polarizações, as tristes divisões entre nós, fazendo-nos comprar brigas que não são nossas, levando-nos a defender bandeiras que nos foram atiradas ao colo, sem nos trazer qualquer benefício e nos fazendo lutar por gente que só deseja o seu próprio bem, sem se importar com o bem do povo ou da nação. Acredito também que para o ano de 2021 teremos que levar reflexões mais amadurecidas sobre o modo como tratamos o ser humano por causa da cor de sua pele, do gênero a que pertence (tantos feminicídios e todo tipo de violência contra as mulheres que vimos este ano), da religião que professa, dos limites que apresenta. Já é tempo de a humanidade acordar para o quanto

Redatores Dom Walter Jorge Pinto Dom Walter Michael Ebejer Pe. Mário Fernando Glaab Pe. Sidnei José Reitz Alisson Marlon de Moura Gustavo Santana Francisco Marcelo S. de Lara Diagramação e Arte Final Agatha Przybysz

tudo isto é desumano e detestável. No novo ano que desponta, precisamos entrar como pessoas um pouco melhores, mais crescidas, mais capazes de defender o bom, o belo, o justo e o verdadeiro; mais capazes de nos posicionarmos a favor de toda a vida, e em especial da vida humana mais fragilizada. E como haverá necessidade deste posicionamento, uma vez que as projeções para os desdobramentos econômicos da pandemia da Covid-19 não são nada favoráveis, especialmente para os que já são os mais sofredores entre nós! Finalmente, para 2021 será preciso levar um forte desejo de renovação: renovação da alma, da espiritualidade, do comprometimento mais sincero, da esperança, do desejo de promover a vida sobre a terra. O ano de 2020 nos fez ver o quanto estavam fracas nossas bases espirituais, o quanto estávamos fugindo do essencial, correndo atrás de emoções passageiras e ilusórias, num ritmo frenético de diversões, de palavras infundadas, de verdades precárias, sem lastro com a ética e com o bem comunitário. Não poderemos arrastar para o novo ano “carcaças” que não servem mais para nada. Caminhemos, pois, para 2021, cheios de um novo e poderoso alento, uma vez que foi gerado da difícil respiração que nos permitiu 2020. Que o Natal do Salvador, Senhor que conduz sempre a história, não permitindo que caminhe ao sabor casual dos acontecimentos, torne-se para nós certeza cada vez mais firme de um amor que cuida sempre de todos os seres humanos que nele esperam, nele confiam e a ele se entregam. Feliz Natal a todos! Abençoado Ano Novo!

Dom Walter Jorge Bispo Diocesano

Tiragem 12.500 exemplares Revisão Pe. Abel Zastawny Francisco Marcelo S. de Lara Impressão Gráfica Grafinorte - Apucarana, PR (41) 9 9926 1113 Fundado em 15 de maio de 1958, por Dr. Mário José Mayer e Ulysses Sebben.


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Estrela Matutina - Caderno 1 - Dezembro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

Comunidade em Formação

Artigo - Santo do Mês - Comentário Popular

Ano Novo, Vida Nova - Perdoar e recomeçar todas as suas consequências. Muito sofrimento, dor, separações, mortes etc. Isto se refletiu nos relacionamentos familiares, laborais, eclesiais e, em toda a sociedade. Imagem: freestocks.org

O fim do ano está aí; um novo ano se anuncia. Sabemos muito bem que numerar os anos é uma conveniência. O tempo sempre continua, ou melhor, nós continuamos no tempo. E na verdade, somos nós que dizemos que 31 de dezembro é o último dia do ano velho e 1º de janeiro é o primeiro dia de um novo ano. As coisas continuam no seu ritmo, sem levar em conta se é fim ou início de ano. No entanto, para nós que estamos no tempo, é ao menos oportuno fazer uma reflexão sobre o tempo que passou, o tempo que se chama hoje e, o tempo que virá (esperamos que para todos nós!). OLHANDO PARA TRÁS Não temos dúvida de que este ano que está se findando foi atípico. Trouxe muitos desafios e dificuldades para praticamente todos nós. Tivemos a surpresa assustadora da pandemia com

Não podemos esquecer que a nível mundial aumentou o número de refugiados e de pobres em muitos países. Humilhações de todos os tipos; até as atitudes racistas cresceram. Em nosso Brasil, ao invés de se buscar convivência pacífica, o ódio, a violência, a mentira, a corrupção (até em ambientes religiosos) o descalabro com o meio-ambiente e com os grupos minoritários cresceram demais! Se por um lado nos sentimos obrigados a agradecer por estarmos bem, ou ao menos estarmos aqui, podendo viver e aguardar um novo ano; por outro lado precisamos tomar consciência dos nossos erros, pedir perdão e tentar perdoar. Este é o tempo que chamamos “hoje”. É hoje que olhamos para trás e para frente, mas com os pés no chão; uma vez que o passado já se foi, o futuro ainda não veio, mas o presente está aqui. Olhar para o futuro com esperança faz bem, e é necessário ter confiança

em Deus e nas pessoas de boa vontade. Porém de nada vale tudo isso, se no presente não tivermos a coragem de corrigir o que no passado não deu certo, o que não foi bom. PERDÃO É muito difícil pedir perdão, e mais ainda, perdoar. Na verdade, somente quem ama de fato sabe fazer isto; ao ponto de se afirmar que perdoar é divino. Nós cristãos aprendemos que o amor é uma virtude infusa por Deus (teologal) em nossos corações quando nos tornamos filhos dEle no dia de nosso batismo. Em sua nova Encíclica, Fratelli Tutti, o Papa Francisco ensina que “se o perdão é gratuito, então pode-se perdoar até a quem tem dificuldade de se arrepender e é incapaz de pedir perdão” (FT 250). Sábias palavras! Isto é possível somente para quem sabe ser pecador e, que se humilha diante de Deus com o coração contrito, acolhe gratuitamente Seu perdão. Sabe que não o merece, mas que é por pura graça do amor sem medida do Deus Amor. A partir dessa experiência – possível somente na caridade – é que se pode perdoar a quem nos ofendeu; mesmo, como diz o Papa, se ele tem dificuldade de se arrepender. Portanto, façamos hoje o esforço para nos abrir à experiência do amor misericordioso de Deus, e, a partir dele, pedir perdão a todos, também à natureza, ao meio ambiente, por todo bem que deixamos de fazer, por toda ofensa que fizemos; imbuídos do amor de Deus, perdoar a tudo, aos que nos ofenderam, mas também aos acontecimentos que

não nos agradaram. Assim poderemos nos programar para um novo tempo, para o que desejamos a nós e aos outros no novo ano. RECOMEÇAR Nada melhor para recomeçar é ter presente o que já se foi, o que se vive hoje, para planejar o amanhã. O amanhã a Deus pertence, mas quem está nas mãos de Deus pode e deve sonhar com um amanhã sempre melhor. Quanto mais nós nos abrirmos ao amor de Deus, tanto melhor será o nosso futuro. Isto se faz num contínuo diálogo com Deus, com as pessoas e com o mundo que nos cerca. Todos devem ter o seu lugar e merecer o devido respeito. Sem diálogo sincero e respeitoso nada se faz e nada se consegue. Em um mundo tão violento e disseminador de ódio, onde se coloca a confiança nas armas que matam, termino com mais uma citação do Papa Francisco: “Armemos os nossos filhos com as armas do diálogo! Vamos ensinar-lhes o bom combate do encontro! ”. (FT 217). Não podemos esquecer que a violência (armas) gera violência, mas o amor (diálogo) cura e salva.

Pe. Mário Glaab marioglaab.blogspot.com


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Estrela Matutina - Notícias - Dezembro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

Igreja do Paraná e na Diocese celebram Nossa Senhora do Rocio “O trabalho é uma realidade preciosa e importante para o ser humano. Foi Deus quem deu a lei do trabalho, para ser uma fonte de sustento da vida, mas também uma fonte de realização. Apesar das suas exigências, o trabalho deve ser fonte de alegria e não de sofrimento. Roguemos à Mãe do Rocio que interceda pelos desempregados, que aumentaram nesse tempo de Pandemia, e que o coração de todos nós se abra à uma maior solidariedade”, exortou o bispo. Devido a Pandemia, o Santuário contou apenas com 50% da capacidade de pessoas, com todas usando máscaras de proteção e álcool em gel. Os horários de celebrações foram ampliados, passando de três para oito celebrações diárias, sendo três delas transmitidas pelas redes sociais do Santuário. As transmissões de todas as celebrações ultrapassaram na semana da novena o número de um milhão de visualizações. No dia 15, data da Festa, a Missa Solene foi às 10 horas, e a procissão se deu apenas em forma de carreata até a Catedral da cidade.

Dom Walter Jorge com a imagem de Nossa Senhora do Rocio

NA DIOCESE DE UNIÃO DA VITÓRIA

(Foto: PASCOM Santuário de Nossa Senhora do Rocio)

No dia 15 de novembro, a Igreja celebrou Nossa Senhora do Rocio, Festa que tem grande devoção e louvor no Estado do Paraná, sendo ela a padroeira do Estado, declarada em 1977. Apontada entre as três maiores manifestações da fé católica no Brasil, sua devoção teve início no século 17, logo após a elevação do pelourinho, em Paranaguá, em 1648.

Dom Walter Jorge, ao centro, Pe. Fr. Balbino, pároco da Paróquia Nossa Senhora do Rocio junto com membros dos Servos Missionários do Senhor (Foto: Paróquia)

Uma das paróquias da Diocese, situada na cidade de União da Vitória, também é dedicada à Nossa Senhora do Rocio. Atendida pelos Frades Servos Missionários do Senhor, a paróquia organizou uma programação especial em todo o mês de novembro com celebrações e novenário.

Pe. Dirson Gonçalves, reitor do Santuário junto com Dom Walter Jorge (Foto: PASCOM Santuário de Nossa Senhora do Rocio)

Neste ano, com o Santuário de Paranaguá completando 100 anos de existência, uma programação toda especial foi organizada, com novenas, peregrinações da imagem em diversos locais, e missas com bispos de todo o Paraná, transmitidas ao vivo pelas redes sociais do Santuário. No dia 14 de novembro, véspera da Festa Litúrgica de Nossa Senhora do Rocio, e último dia da novena, Dom Walter Jorge, bispo da Diocese de União da Vitória, presidiu a missa das 19h, com a celebração transmitida pelas redes sociais do Santuário e da Diocese de União da Vitória. O tema da missa foi “Mãe do Rocio, intercedei pelos trabalhadores”. Participando pela primeira vez da Festa do Rocio, Dom Walter Jorge partilhou em sua homilia o cuidado pelos trabalhadores.

Segundo o padre Frei José Balbino dos Santos Filho (MsS), pároco, o tema do novenário deste ano destacou a Obediência de Maria a Deus, na intenção de motivar as famílias a viverem essa dimensão na realidade de suas vidas, tendo Maria como Modelo. “Escolhemos como temática este ano: ‘Com Maria, Mãe da Obediência, queremos ser modelos para as famílias cristãs’. Que a cada novo dia as famílias possam crescer na obediência e no amor a Deus”, comentou o pároco. O novenário teve início no sábado, 07 de novembro, com a missa também presidida por Dom Walter Jorge, bispo diocesano.

Imagem de Nossa Senhora do Rocio (Foto: Paróquia)


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Estrela Matutina - Caderno 2 - Dezembro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

Orando com os Salmos Salmo 118, 89-104 Meditação sobre a Palavra de Deus na Lei “Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amei” (cf. Jo 13,34) É eterna, ó Senhor, vossa palavra, ela é tão firme e estável como o céu. 90 De geração em geração, vossa verdade permanece como a terra que firmastes. 89

Porque mandastes, tudo existe até agora; todas as coisas, ó Senhor, vos obedecem! 92 Se não fosse a vossa lei minhas delícias, eu já teria perecido na aflição! 91

Eu jamais esquecerei vossos preceitos, por meio deles conservais a minha vida. 94 Vinde salvar-me, ó Senhor, eu vos pertenço! Porque sempre procurei vossa vontade. 93

Espreitam-me os maus para perderme, mas continuo sempre atento à vossa lei. 96 Vi que toda a perfeição tem seu limite, e só a vossa Aliança é infinita.

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Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei! Permaneço o dia inteiro a meditála. 97

Vossa lei me faz mais sábio que os rivais, porque ela me acompanha eternamente. 98

Fiquei mais sábio do que todos os meus mestres, porque medito sem cessar vossa Aliança. 100 Sou mais prudente que os próprios anciãos, porque cumpro, ó Senhor, vossos preceitos. 99

De todo mau caminho afasto os passos, para que eu siga fielmente as vossas ordens. 102 De vossos julgamentos não me afasto, porque vós mesmo me ensinastes vossas leis. 101

Como é doce ao paladar vossa palavra, muito mais doce do que o mel na minha boca! 104 De vossa lei eu recebi inteligência, por isso odeio os caminhos da mentira. 103

Glória ao Pai, ao Filho, e ao Espírito Santo Como era no princípio, agora, e sempre, Amém!

Comentário do Salmo 118, 89-104 Percebemos neste Salmo, uma pessoa caminhante na Lei de Deus. O Salmista vai descrevendo seus sentimentos de como se sente ao viver nos caminhos de Deus. Usa de comparações dizendo que a Palavra de Deus é doce, mais doce do que o mel, demostrando o quanto se deleita, o quanto gosta de viver nos caminhos do Senhor.

próprio Salmista testemunha.

Por sentir essa união, essa intimidade, ele confia na proteção do Senhor e pede que o afaste do mal e dos caminhos da mentira. Sente segurança em Javé.

Busque a Deus diariamente. Faça a experiência feita e degustada pelo autor do Salmo, pessoa de fé que deixou para nós seu testemunho.

O versículo 92 é muito interessante ser meditado. Vivemos conflitos diários, todos os dias, carregando ou enfrentando algum desafio ou sofrimento, e a fé em Deus é quem nos sustenta. Se não fosse ela, muitos de nós quem sabe já teríamos caído no desespero. Mas a Palavra de Deus, por ser eterna e durável para sempre, nos fortalece, como o

Se você está distante de Deus, Ele o espera a qualquer momento, não o culpa, não o discrimina, mas o acolhe. Não deixe a oportunidade passar enquanto vive. O tempo, os dias, os anos passam, e a cada dia longe e distante de Deus nos tornamos menos felizes.

Marcelo S. de Lara Editor-Chefe

Coordenadores de Grupos da RCC se reúnem para partilha de experiências Coordenadores de Grupos de Oração, coordenadores de Ministérios e Núcleo Diocesano da RCC se reuniram no dia 07 de novembro, na Casa de Formação Cristã Santa Rosa de Lima, em União da Vitória. O objetivo do encontro foi realizar momentos de oração, reflexão da Palavra de Deus, partilhar experiências vividas em seus grupos, além de pensarem as atividades para 2021. O encontro contou com a presença do padre João Francisco Sieklicki, assessor eclesiástico da RCC na Diocese, que destacou a importância do reencontro presencial entre os membros do Movimento. “Como este ano foi bem atípico, foi importante esse momento de encontro presencial para estarmos juntos, pedindo que o Espírito Santo renove a vida do Movimento da Renovação em nossa Diocese”, partilhou o assessor.

Coordenadores de Grupos de Oração da RCC (Foto: Cristiane Ferraz)

Para Vanderlei Openkovski, coordenador diocesano da RCC, o fato

dos membros do Movimento estarem juntos fortalece a caminhada de cada um, sendo importante também a presença do assessor, que dá segurança e norte na caminhada com a Igreja. “É uma alegria imensa estarmos juntos. Rezar juntos fortalece à cada um que levará esta força ao seu grupo de oração. E estar com nosso Vanderlei, coordenador diocesano da RCC e Pe. João assessor traz também Francisco, com o microfone, assessor. (Foto: Cristiane Ferraz) muita segurança de estarmos unidos caminhando com a Igreja. O encontro encerrou-se com a celebração da Santa Missa, presidida pelo padre João Francisco. Informações: Cristiane B. Ferraz Ministério de Comunicação Social RCC


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Estrela Matutina - Liturgia - Dezembro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

Tempo Litúrgico Celebração dos Mistérios da Salvação O ANO EM SEUS TEMPOS O Ano Litúrgico é uma caminhada pelos principais acontecimentos da vida de Cristo. Inicia-se com o 1º Domingo do Advento e termina com a Festa de Cristo Rei. No decorrer de cada ano, para santificá-lo a cada dia, a Igreja celebra as diversas etapas da obra de Salvação de Jesus. É realmente “o ano da graça do Senhor” (cf. Lc 4, 19). Iniciando-se com o Advento, passa-se ao Tempo de Natal; Vida pública de Jesus, no Tempo Comum; Quaresma; Tempo Pascal; volta-se ao Tempo Comum, e chega-se novamente ao Advento. AS GRAÇAS DO ANO LITÚRGICO Quando celebramos na Liturgia, cada etapa, cada fato da vida de Jesus, comunica aos fiéis a Sua graça própria: o seu Natal, a sua Epifania, a sua apresentação no templo, a fuga para o Egito, o seu Batismo, a tentação no deserto, os milagres, as perseguições que sofreu, toda a sua Paixão e Morte, Ressurreição e Ascensão, tudo é celebrado no Ano Litúrgico porque cada acontecimento da vida de Jesus traz em si uma Graça própria que, na celebração, é transmitida a nós para a nossa santificação. Por isso o Ano Litúrgico se repete continuamente. As ações de Cristo são humanas e divinas, não se perdem e não se enfraquecem no tempo. O Ano Litúrgico é o próprio Senhor Jesus que vive na sua Igreja, como nos diz o Papa São Pio XII. VENERAÇÃO A MARIA E AOS SANTOS NO TEMPO LITÚRGICO Ao celebrar anualmente os Mistérios de Cristo, a Igreja também venera com grande amor a Mãe de Deus, Maria, que de modo especial e permanente está unida à obra da salvação da humanidade (SC 103). E quando a Igreja celebra a memória dos mártires e dos outros santos, “proclama o mistério pascal” naqueles e naquelas que “[...] sofreram com Cristo e estão glorificados com Ele, e propõe seu exemplo aos fiéis para que atraia todos ao Pai por Cristo e, por seus méritos, impetra os benefícios de Deus” (SC 104; 108 e 111).

NATAL - TEMPO DA MANIFESTAÇÃO DO SENHOR O CRONOGRAMA LITÚRGICO É a festa mais importante depois da Páscoa. Começa com a oração da tarde do dia 24 de dezembro, chamada na liturgia de Vésperas. Neste Tempo canta-se o Glória e a Cor Litúrgica usada é o branco. O tempo de Natal vai até o domingo depois da Epifania, ou seja, até o domingo que cai após o dia 6 de janeiro, que é a Festa do Batismo de Jesus. No domingo, logo após a Solenidade do Natal, celebramos a Sagrada Família. No ano em que falta esse domingo, tal Festa é celebrada no dia 30 de dezembro. No dia 1º de

janeiro a Igreja celebra a Solenidade de Maria, Mãe de Deus. É o dia mundial da Paz.

Verbo se fez carne e habitou entre nós e nós vimos a sua glória” (Jo 1,14).

A ESPIRITUALIDADE DO NATAL

A vinda de Cristo à nossa humanidade, é sem dúvida, o ponto central de toda a nossa história, o evento verdadeiramente único para cada pessoa, para cada família ou comunidade reunida em nome de Jesus: “Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18,20). Deus que se faz Homem, que vem até nós, semelhante a nós em tudo, exceto no pecado.

A espiritualidade do Natal, em primeiro plano, é caracterizada pelas celebrações das três missas natalinas: - a Missa da Noite; - a Missa da Aurora; - a Missa do Dia. “Quando, porém, chegou à plenitude do tempo, enviou Deus o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sob a Lei, para remir os que estavam sob a Lei, a fim de que recebêssemos a adoção filial” (Gl 4,4-5). O núcleo de toda mensagem natalina é este: “O

É tempo de festa e alegria indescritível. O nosso Deus vem nos salvar e trazer a salvação para todos os povos. Deus nasce na mais completa miséria, no meio dos pobres. Os corações orgulhosos são derrubados de seus tronos e os humildes elevados (Lc. 1,51-52). Os pobres, os desprezados, os sofredores e marginalizados encontram neste Menino o conforto, o alento e a esperança, pois a salvação chegou, e o Natal é Jesus. Para refletir: Como você está se preparando para celebrar o Natal deste ano? Como sua família está vivendo a reconciliação que o Natal nos pede? Que gestos de partilha e solidariedade você e/ou sua comunidade pode fazer? Neste tempo em que vivemos de pandemia, quais são os sinais de esperança por um mundo mais justo e cristão que o Natal nos traz? Para Meditação: Lucas 1,5-25: - Anúncio do nascimento de João Batista. Lucas 1,26-56: Anúncio do nascimento de Jesus: visita de Maria a Isabel e o canto do Magnificat. Mateus 2,1-23: O nascimento de Jesus; a visita dos magos e a fuga para o Egito.

Alisson Marlon de Moura Estagiário em Paula Freitas


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Estrela Matutina - Caderno 3 - Dezembro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

Catequese

Subsídio Catequético - Calendário - Estrelinha

A Catequese nos desafios do nosso tempo Queremos aqui conversar sobre a importância extrema que a catequese tem, embora não só ela, neste novo cenário da evangelização, que tem na iniciação à vida cristã a sua inspiração primordial: “fazer da Igreja, uma casa da Iniciação à vida Cristã é um caminho necessário para a evangelização no contexto atual” (cf. Papa Francisco. Iniciação à vida cristã: itinerário para formar discípulos missionários). Doc. 107, n. 61 2017.

UM NOVO MODELO DE EVANGELIZAÇÃO É NECESSÁRIO “Em 2013, o Papa Francisco, fazendo eco ao Sínodo sobre a Nova Evangelização para a Transmissão da Fé Cristã, afirmou que nos encontramos em uma nova etapa da evangelização que deve ser marcada pela alegria e deve indicar rumos novos para a Igreja. Disse mais, é urgente a revisão de nosso processo de transmissão da fé” (Ibid, n. 1). Depois de um início de história da Igreja assinalado pela conversão e pela busca pessoal para tornar-se cristão, passou-se à família a função de iniciar seus filhos na fé. A Igreja passou a atribuir aos pais e padrinhos a formação da fé e o aprendizado da vida cristã, conforme os compromissos batismais. Com o passar do tempo, a sociedade toda respirando ares cristãos e sociologicamente unida à Igreja, desempenhava de modo espontâneo a função do chamado catecumenato social que integrava todos num mesmo horizonte de compreensão e de sentido. Por fim, nos últimos tempos, influenciados secularmente pela era do catecismo à partir do Século 16, delega-se aos

chamados “catequistas” a função de instruir e educar na fé, tarefa esta, não obstante toda boa vontade existente, muitas vezes insuficiente e de pouca eficácia para a formação do fiel adulto e maduro na fé cristã. Em nossos dias, contudo, onde a família, juntamente com a Igreja e a escola, são instituições que já não dão conta de comunicar suas vivências e saberes para as novas gerações, haja vista, a concorrência “desleal” até, de tantos meios mais versáteis em termos de comunicação e que tanto influenciam e alimentam as pessoas com uma pluralidade de informações que de modo relativista são simplesmente colocados na rede, encontramo-nos numa encruzilhada onde novas opções precisam ser assumidas se queremos ser uma Igreja que ainda dê conta de sua missão.

“CRISTÃO NÃO NASCE, TORNA-SE” (TERTULIANO) Hoje não é possível pensar em uma iniciação à vida cristã, realizada de modo espontâneo. A nova situação social e cultural apresenta perfis de forte secularização que determina, em muitos casos, o enfraquecimento e até o abandono da fé. Situação que leva muitos membros da igreja a ter consciência de diáspora a respeito do mundo e aos pastores a necessidade de impulsionar ação pastoral missionária, que mova os batizados à conversão e a adesão consciente e responsável a Deus. Estamos diante de um quadro onde temos muitas pessoas sacramentalizadas e poucas evangelizadas, ou seja, os

sacramentos continuam sendo recebidos, mas a expressão viva do que eles significam não é sentida no cotidiano da vida. E é exatamente aqui que um novo jeito de fazer catequese precisa ser vivenciado de modo urgente. A Igreja sente a necessidade urgente de revisar em profundidade o seu jeito de evangelizar.

NOSSA PRÁTICA CATEQUÉTICA FAVORECE O PROCESSO DE INICIAR NA VIDA DE CRISTO? Nossa catequese, precisa encaminhar-se com urgência para uma prática que se distancie do excesso de doutrinação, mas que conduza para uma vivência, um estilo ou um modo de ser. Precisamos responder: a minha prática catequética favorece o processo de incorporação a Cristo na Igreja para que alguém se torne concretamente cristão, outro Cristo? O que a comunidade eclesial precisa fazer para constituir o cristão e configurar a sua personalidade como tal? “Iniciação à vida cristã! Ser iniciado

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na vida de Cristo, no modo de viver de Cristo. Conhecer e seguir seus passos...Um caminho de pertencimento... Conformar-se a Cristo, uma vida em conformidade com Ele...Uma vida toda para ser revestido de Cristo, até Ele se tornar tudo em todos...A vida cristã é um novo viver”...(Ibid. p. 11 e 12). O desafio está lançado, e as oportunidades que se vislumbram são muitas. O que não podemos é permanecer imóveis e temerosos. Precisamos avançar para a outra margem como Jesus muitas vezes o fez. Vamos juntos fazer esse itinerário, assumindo a iniciação à vida cristã como compromisso de vida pessoal e eclesial.

Pe. Sidnei Reitz Assessor Diocesano da Catequese

ANIVERSARIANTES DE DEZEMBRO Pe. João Ribeiro de Souza, Ordenação; Pe. José Chipanski, Ordenação; Pe. Ermildo Vicente Krasovski, Ordenação; Pe. Silvano Surmacz, Ordenação; Pe. José Levi Godoy, Ordenação; Pe. José Chipanski, Nascimento; Pe. Fabiano Bulkovski, Nascimento; Pe. Renildo Vieira, Ordenação; Pe. Ivo Jablonski, Ordenação; Pe. Alfredo Celestrino dos Santos, Nascimento; Pe. Clorálio Caimi, Ordenação; Pe. Emílio Bortolini Neto, Nascimento; Pe. Emílio Bortolini Neto, Ordenação.


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Estrela Matutina - Notícias - Dezembro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

Com aprovação pelo CDAE e pelo Clero, Plano Diocesano da Ação Evangelizadora começa a ser implantado em 2021 Um grupo de vinte e oito pessoas, composto por leigos e leigas coordenadores de Pastorais, Movimentos e Organismos da Diocese, formando o Conselho Diocesano da Ação Evangelizadora (CDAE), juntamente com o padre João Francisco Sieklicki, coordenador da Ação Evangelizadora, e Dom Walter Jorge, bispo diocesano, se reuniram no dia 21 de novembro, na Casa de Formação Cristã Santa Rosa de Lima, em União da Vitória. O objetivo do encontro foi apresentar a redação final do Plano Diocesano da Ação Evangelizadora para 2021-2024, que veio sendo construído durante o ano, partindo da escolha da prioridade na 15ª Assembleia Diocesana, que foi a Família, e definir estratégias de ação para que o Plano seja conhecido e colocado em prática em toda a Diocese. O Plano da Ação Evangelizadora carrega como tema: “Famílias Evangelizadas e testemunhando sua fé”. O encontro teve início com uma oração da dezena do ‘Terço’ e um momento de reflexão individual motivada por seminaristas diocesanos, que se basearam em um texto das Obras de Santo Antonio Maria Claret: “O amor de Cristo nos impele”.

“Que o que realizamos na Igreja o façamos de modo a arder o nosso coração. Por isso peço que vocês encarem com amor este instrumento de evangelização que está saindo desta reunião”, motivou Dom Walter. No contexto do ‘Dia Nacional do Laicato’, celebrado no dia 22 de novembro, Dom Walter Jorge motivou os leigos a assumirem seu papel na Igreja. “Vocês são a maioria do povo de Deus e devem ser protagonistas na evangelização, participando da missão do Cristo e não como auxiliares do clero. Vocês são sujeitos de ação na Igreja. As diferenças não fazem mal na Igreja, mas são os extremos que fazem mal. As diferenças fazem nosso pensamento se tornar mais amplo, e mais perto da Verdade”, afirmou o bispo diocesano. Explanado pelo padre João Francisco, o Plano Diocesano foi apresentado no encontro depois de ter passado por correções e contribuições no “Texto Mártir”, construído em outras reuniões que se deram para a sua elaboração.

Lembrando da oração feita pelos seminaristas, Dom Walter Jorge motivou os participantes a realizarem com amor as ações e serviços na Diocese.

Dom Walter Jorge durante fala sobre o Dia do Laicato. (Foto: Marcelo S. de Lara)

Coordenadores e representantes das Pastorais, Movimentos e Organismos da Diocese durante apreciação do texto do Plano. (Foto: Marcelo S. de Lara)

Inspirado nas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil, Documento 109 da CNBB, o Plano Diocesano seguirá a Metodologia do: Contemplar (1º Capítulo); Discernir, (2º Capítulo); e, Propor (3º Capítulo).


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Estrela Matutina - Notícias - Dezembro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

O Plano estará sustentado sobre quatro Pilares de ação, que serão desenvolvidos a cada ano, contudo, não perdendo a unidade e sintonia com os demais Pilares. Em 2021, o Pilar da Palavra – Ações na Iniciação à Vida Cristã, e na Animação Bíblica Catequética. Em 2022, o Pilar do Pão – Ações na Liturgia e na Espiritualidade. Em 2023, o Pilar da Caridade – Ações para Serviço à Vida Plena. Em 2024, o Pilar da Missão – Ações para o serviço de Missão na Igreja.

porão as Equipes Setoriais. O encontro será das 14h às 18h30. Também com datas pré-definidas para 2021, as reuniões do Conselho Diocesano de Pastoral (CDAE) serão realizadas a cada dois meses. A primeira data está marcada para 13 de março, das 13 às 17h. Junto com os participantes, Dom Walter Jorge e o padre João Francisco também pensaram em uma celebração na qual fosse possível fazer o lançamento oficial do Plano Diocesano no próximo ano para toda a Diocese, questão que o bispo também partilhou com o clero no dia 26 de novembro. Contudo, devido a Pandemia, talvez ela aconteça somente via online. “A data de um lançamento oficial para toda a Diocese poderia acontecer em uma celebração com a participação de um bonito número de fiéis de nossa diocese, em um espaço amplo, um estádio, algo assim, reunindo também toda a imprensa para darmos visibilidade ao nosso projeto, mas devido a pandemia não sei se poderemos realizar isso. Quem sabe o façamos de modo online mesmo”, comentou Dom Walter Jorge.

Pe. João Francisco explanando o Plano Diocesano ao Clero da Diocese (Foto: Marcelo S. de Lara)

Uma semana depois da apresentação do Plano às lideranças leigas, o momento foi de apresentação ao clero da diocese, que esteve reunido no dia 26 de novembro, também na Casa de Formação. A explanação do Plano foi feita novamente pelo padre João Francisco, coordenador da Ação Evangelizadora, que abordou o conteúdo, os fundamentos, a metodologia, a espiritualidade e pistas de ação. Dom Walter Jorge motivou que todo o clero assuma com responsabilidade e amor o Projeto de Pastoral para que os leigos possam se sentir apoiados nas ações. “Estivemos reunidos com as lideranças na semana passada e os leigos saíram entusiasmados para colocar em ação nosso Plano, mas é preciso que os senhores estejam junto com eles nessa missão. Só assim poderemos colher os frutos deste projeto que veio sendo pensado durante todo esse ano”, exortou o bispo, se dirigindo aos padres e diáconos na reunião. Sobre as estratégias de ação, o primeiro passo, segundo o bispo diocesano, é formar equipes que recebam formação sobre o Plano e possam repassar às paróquias. A Equipe Diocesana será formada pela Equipe de Redação e por representantes de cada Setor da Diocese. Após receberem a formação, as Equipes Setoriais levarão a formação aos leigos das paróquias de seu respectivo Setor. “Depois de formada pela Equipe Diocesana, as Equipes Setoriais terão uma importância muito grande, pois serão elas quem levarão à cada paróquia a formação sobre o Plano, para que os leigos daquela comunidade, junto com seu padre, pensem estratégias de ação. Durante quatro anos queremos ver nossa diocese pulsando na ação Pastoral”, desejou o bispo. Dom Walter Jorge ainda comentou a necessidade de que alguns membros do clero, responsáveis por alguns serviços na Diocese façam parte das equipes que serão formadas. “Temos que pensar formas de alguns padres também estarem juntos na formação destas equipes. O Vigário Geral, o Coordenador da Ação Evangelizadora, e os representantes dos Setores, são peças chaves para estarem juntos acompanhando essa caminhada”, complementou. Ainda na reunião do CDAE, no dia 21 de novembro, foi fixada a data do dia 27 de fevereiro para o primeiro encontro da Equipe Diocesana do Plano Pastoral, que será formada pela equipe de redação e lideranças que com-

Pe. João Francisco durante apreciação do texto do Plano Diocesano (Foto: Marcelo S. de Lara)

Uma das sugestões de datas para o lançamento oficial foi o dia 06 de março, dia em que a Diocese completará 44 anos de existência. “Se assim fosse, no dia 07 de março, um domingo, o lançamento poderia acontecer em cada paróquia com uma celebração previamente preparada e motivada com toda a comunidade”, sugeriu o bispo. Com a aprovação do Plano pelos leigos, leigas, religiosos, religiosas, e o clero da Diocese, em dezembro o texto segue para a gráfica. A distribuição segundo a equipe de redação se dará em fevereiro, para que as lideranças tendo o Documento em mãos possam acompanhar as primeiras formações, viabilizando as ações de evangelização. O primeiro Pilar a ser trabalhado será o Pilar da Palavra, definido para 2021, com ações voltadas para a Iniciação à Vida Cristã (nos Sacramentos do Batismo, Eucaristia e Crisma), e, na Animação Bíblica Catequética, com ações que promovam aos fiéis um encontro com Jesus por meio de sua Palavra, de modo a transformar suas vidas. Texto: Marcelo S. de Lara


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Estrela Matutina - Estrelinha - Dezembro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

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Estrela Matutina - Caderno 2 - Dezembro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

‘Vibração Jovem in Live’ anima a fé da juventude diocesana Alusivo ao maior encontro de jovens da Diocese, no sábado, 07 de novembro, em torno de 40 jovens participaram do “Vibração Jovem In Live”, evento que aconteceu na igreja Catedral, em União da Vitória, e foi transmitido pelas redes sociais do ‘Vibração Jovem’, da igreja Catedral e da Diocese.

jovem no mundo e na Igreja, o encontro se inspirou em uma das passagens do Evangelho de Lucas: “Jovem, eu te digo, levanta-te”, e trouxe conteúdos que inspirassem a juventude, por meio de uma conversa descontraída entre o psicólogo e professor Sérgio Gelchaki e Paulo Zanetti, conhecido como Tio Dan, do Movimento Mini TLC. Também esteve presente, o c o o rd e n a d o r da Ação Evangelizadora na Diocese, padre João Francisco, o qual incentivou os jovens a serem anunciadores do Evangelho em suas famílias.

Jovens, em distanciamento social, participando presencialmente do Vibração Jovem In Live na Catedral. (Foto: Maria Eduarda Zimny)

Realizado todo ano, o ‘Vibração’ reuniu mais de mil pessoas nas suas últimas edições. O evento que neste ano teria como sede a cidade de Bituruna, precisou ser adiado devido às restrições sanitárias por conta da Covid-19. Entretanto, a coordenação do Setor Jovem da Diocese, organizadora do evento, optou por fazer uma live na véspera do dia marcado para o encontro que aconteceria do domingo, 08 de novembro. “Se nos outros anos reuníamos mais de mil jovens, hoje vamos alcançar um número muito maior de pessoas através desta live”, comentou padre Ronaldo A. Rodrigues, assessor da juventude diocesana, na abertura do evento. Ao som da música ‘Peregrino do Amor’, a qual canta sobre a vida de São João Paulo II, os jovens acolheram a cruz peregrina, que é carregada na tradicional caminhada do Evento como lembrança do amor de Jesus pela humanidade, e a imagem do padroeiro escolhido para este ano, São João Paulo II. Visando o protagonismo do

Prof. Sérgio, do lado esquerdo, e Tio Dan, do lado direito, durante conversa no encontro. (Foto: Maria Eduardo Zimny)

Uma das participantes no evento e que ajudou na animação foi Clairy Luara Rocha Eidam, jovem da paróquia São Mateus, de São Mateus do Sul. Para ela, o ‘Vibração’ é um evento que dinamiza a fé e faz os jovens e as famílias perceberem que viver a fé não significa carregar um rosto triste, mas ser animado. “Esse calor jovem que tem em todos os Vibrações, levamos para as casas, falando para todos se animarem e se motivarem. As falas foram muito boas também e nos ajudaram a entender esse tempo que vivemos. No grupo que participo muitos tem receio de que o encontro é somente rezar o Terço, ficar quieto, mas não. Aqui você também canta, dança, reflete sobre sua vida. Assim todo mundo percebe que você se transforma estando na Igreja e participando desses Movimentos”, testemunhou ela. A resposta ao padre Ronaldo pelo desejo que mais pessoas pudessem ser alcançadas pela Live, veio ao final do Evento, quando as transmissões mostraram um alcance de mais de 6 mil pessoas através do Facebook. Contudo, sentindo que os encontros presenciais são sempre melhores, esperando ser possível a realização no próximo ano, ficou confirmado o ‘Vibração’ de 2021, na cidade de Bituruna.

Entrada da imagem de São João Paulo II, padroeiro deste ano. (Foto: Maria Eduarda Zimny)

Informações: Agatha Przybysz

Parte da Coordenação do Setor Jovem da Diocese. (Foto: Maria Eduarda Zimny)


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Estrela Matutina - Caderno 2 - Dezembro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

Seminaristas concluem o ano letivo com apresentação de TCC Com o ano letivo encerrado no dia 30 de novembro, seminaristas do Curso de Teologia, que estudam no Instituto de Filosofia e Teologia Santo Alberto Magno (IFTESAM), anexo ao Seminário Diocesano Rainha da Missões, em União da Vitória, apresentaram o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), na manhã do dia 01 de dezembro. A apresentação se deu no salão do Seminário Diocesano e contou com a presença de outros seminaristas acadêmicos do Curso de Filosofia e de Teologia, alguns padres professores, sacerdotes de algumas paróquias da Diocese além de professores Orientadores do trabalho na Banca Examinadora, e a equipe formativa do Seminário junto com Dom Walter Jorge, bispo diocesano. Por motivos da distância e da Pandemia, alguns professores Orientadores, que são de outras cidades, realizaram o exame por vídeo conferência. Os três seminaristas que concluíram o Curso de Teologia foram: Diego Ronaldo Nakalski, Douglas Ribazs e Frei Paulo Roberto Rodrigues Cardoso, frade franciscano do Instituto Servos Missionários do Espírito Santo. Para o seu Trabalho de Conclusão, o seminarista Diego Nakalski escolheu a área da Escatologia como linha de pesquisa. A área da Escatologia é uma parte da Teologia e Filosofia que trata dos últimos eventos na história do mundo ou do destino final do gênero humano, e a realidade da morte está contemplada nesse estudo. Orientado pelo professor mestre Diogo M. Pessotto, Diego abordou o tema: Morte e Páscoa Eterna. Uma teologia da morte à luz da escatologia Paulina em Romanos 6, 4-9. “Quis com esta pesquisa contribuir com a nossa Igreja quando falamos de morte, de luto, sobre o fim do Homem, esses momentos difíceis que passamos com o momento da morte”, comentou Diego Nakalski. Outro seminarista a apresentar o TCC foi o acadêmico Douglas Ribasz, que tendo adquirido grande afeição pela área da Catequese, atuando também como catequista na igreja Catedral, em União da Vitória, com turmas preparatórias para a Crisma, escolheu como tema: O Sacramento da Confirmação como fonte para missão. “Uma das coisas que eu mais gosto na Igreja é a Catequese, como expressa o título do meu trabalho. Desses sete anos que estou no

padre Mário agradeceu aos colaboradores e benfeitores que ajudam a Diocese na formação dos novos sacerdotes. “Queremos agradecer a todos os benfeitores de nosso Seminário e Instituto, que rezam e colaboram com a sua ajuda para que tudo funcione. Parabéns a eles, aos acadêmicos, parabéns ao nosso Seminário e ao nosso Instituto”, concluiu o diretor.

Da esquerda para a direita: Dom Walter Jorge, bispo diocesano, Douglas, Diego e Frei Paulo, seminaristas que apresentaram o TCC e Pe. Mário, diretor de estudos do Seminário Diocesano.

Seminário, os sete ajudei na catequese crismal, na Catedral de nossa Diocese. É um momento de coroação com esse trabalho. Para todos nós que somos confirmados, recebermos o Sacramento da Confirmação significa fazer um grande acordo com Deus. O Pentecostes faz com que sejamos missionários e testemunhas do amor de Deus no mundo”, comentou o estudante. Douglas teve como orientador o padre e professor mestre Sidnei José Reitz, pároco da paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em São Mateus do Sul. Orientado pelo professor Rafael de Mesquita Diehl, formado em História da Igreja, o terceiro concluinte do Curso de Teologia em 2020 foi Frei Paulo Roberto Rodrigues Cardoso, frade Franciscano que atua como seminarista na paróquia Nossa Senhora das Dores, no bairro Limeira, em União da Vitória. Frei Paulo escolheu como tema: Vida Consagrada: Renovação e desafios, a partir do Vaticano II até a exortação apostólica Vita Consecrata do Papa João Paulo II. “Quis em meu trabalho desenvolver as renovações ocorridas na Vida Consagrada a partir do Vaticano II e as soluções para os problemas da Vida Religiosa Consagrada depois do Vaticano II com as propostas apontadas na exortação apostólica Vita Consecrata”, comentou o Frei. Entre os participantes nas apresentações dos TCCs, membro da equipe formativa do Seminário Diocesano, junto com o padre Evaldo Karpinski, reitor, e padre Ronaldo Rodrigues, diretor espiritual, estava o padre Mário Fernando

Glaab, diretor do IFTESAM. Segundo o padre as apresentações foram feitas com grande entusiasmo e aprofundamento, algo que enriquece as atividades do Instituto. “Para o nosso Instituto é muito importante celebrar a formatura dos estudantes e este ano tivemos três que terminaram o curso de Teologia. Cada um apresentou com grande entusiasmo e aprofundamento. Saudamos esses novos formados em nosso Instituto e esperamos que eles encontrem grande apoio onde forem desenvolver o seu Estágio Pastoral. Esperamos também tê-los no futuro entre nossos presbíteros no serviço da Igreja”, desejou o formador. Em nome do Seminário e do Instituto,

Após a conclusão dos estudos no Seminário, os dois seminaristas diocesanos, Douglas e Diego farão a partir de 2021 um tempo de Estágio Pastoral em uma paróquia, onde auxiliarão os padres em algumas atividades por um tempo de aproximadamente um ano. Durante o tempo do Estágio Pastoral, com aprovação do Conselho Presbiteral e do bispo diocesano é marcada a ordenação diaconal. Atuando como diácono em alguma das paróquias da Diocese, pelo menos por um período de seis meses, é marcada então a Ordenação Sacerdotal, quando é ordenado padre. Com a conclusão do ano acadêmico no dia 30 de novembro, os seminaristas ainda permaneceram no Seminário por mais alguns dias para espaços de confraternização entre eles, além de auxiliarem no Encontro Vocacional que acolheu jovens acima de 17 anos que fizeram um encontro de dois dias com palestras e acompanhamentos voltadas ao discernimento vocacional. Alguns dos jovens participantes poderão ingressar no Seminário no ano seguinte.

Seminário Diocesano Rainha das Missões, em União da Vitória.


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Estrela Matutina - Caderno 1 - Dezembro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

Encontro no Seminário reúne jovens para discernimento vocacional O Seminário Diocesano Rainha das Missões, de União da Vitória, realizou nos dias 05 e 06 de dezembro, um encontro vocacional para jovens acima de 17 anos. Todo ano o Seminário promove dois encontros vocacionais, que reúnem adolescentes e jovens das paróquias, que manifestam interesse pelo caminho da vocação sacerdotal. Organizado em uma dinâmica com palestras, momentos de orações, lazer, conversa com seminaristas e a equipe formativa, espaços de reflexão pessoal e celebrações, os encontros têm por finalidade ajudar os encontristas a conhecerem melhor a vida sacerdotal e discernirem se este é o caminho ao qual Deus os chama. Devido a Pandemia da Covid-19, o número de participantes precisou ser restrito, e os que participaram precisaram manter todos os cuidados exigidos para a prevenção contra o Novo Coronavírus. O Encontro que teve início no sábado, 05, ao meio dia, e terminou no domingo, 06, com o almoço, reuniu cinco jovens, sendo eles: Gian Rafael Novicki Przybysz, da cidade de Paulo Frontim; Mateus Nestor, da cidade de Bituruna; Gabriel Martins, do município de General Carneiro; Pedro Zanetti, de União da Vitória, e Vinícius Wendt, do bairro São Cristóvão, também de União da Vitória. Conduzido pela temática, “Fala Senhor que teu servo escuta! ” (1Sm 3, 10), o encontro conDom Walter Jorge, bispo diocesano, em conversa com os vocacionados. templou uma

palestra vocacional com o tema: Vocação: Surpreender-se com Deus, ministrada pelo padre Ronaldo Rodrigues, diretor Espiritual do Seminário, uma palestra sobre A Devoção Mariana e a vida prática no Seminário, feita pelo padre Evaldo Karpinski, reitor do Seminário, Ao fundo, do lado esquerdo, Pe. Evaldo, reitor do Seminário e Pe. e um momento Ronaldo, diretor espiritual, junto com os vocacionados. de conversa com Dom Walter Jorge, bispo diocesano, que partilhou seu testemunho de vida quando passou pelo Seminário. Dom Walter Jorge incentivou que os jovens busquem o discernimento vocacional com fé e maturidade. Segundo o reitor, padre Evaldo, dos cinco jovens que participaram do retiro, três deles se manifestaram interessados em ingressar no Seminário no próximo ano. “Teremos ainda no mês de janeiro outro encontro que chamamos de Estágio Vocacional. Nesse encontro esses jovens poderão também participar, e ali se define com mais certeza aqueles que irão ingressar no Seminário”, comentou o reitor. O Estágio Vocacional no próximo ano está marcado para os dias 23 e 24 de janeiro. Texto: Marcelo S. de Lara Fotos: Seminarista Douglas

Série: Comentário Popular nº76

Constituição Dogmática “Lumen Gentiun”, Parágrafo 60/148ss

Capítulo VIII A Bem-Aventurada Virgem e a Igreja Em LG. 60/148 – Após o texto conciliar esclarecer como a participação intercessora de Maria, não obscurece nem atrapalha a ação única mediadora de Cristo; ao contrário, ela se encaixa, e conforme os designíos supremos de Deus, ela rende esta mediação mais populosa, porque “a interna missão de Maria a favor dos homens de modo algum obscurece nem diminui esta mediação única de Cristo, mas até ostenta sua potência”., “porque proveniente não de alguma necessidade ou compulsão da parte de Deus, mas do divino Sanplácito. Toda a edificação de intercessão de Maria promana da primeira fonte, dela promana e recebe sua eficácia, seu valor. Portanto, não somente não chega a obscurecer e obstaculizar a mediação de Cristo, mas favorece e facilita. Ora

esta explicação é de uma importância vital para resolver as objeções contrárias na falsa suposição de a mediação subalterna de Maria impedir de algum modo a mediação suprema e única de Jesus Cristo. Podemos então afirmar com palavras populares que a mediação intercessora de Maria faz parte e é assumida no dinamismo da mediação do único Salvador. Em LG. 60/148 – com os olhos da fé, admitimos que a maternidade divina de Maria foi decisão de predestinação, fazendo-a cooperadora em toda a obra da Salvação até o pé da cruz do Crucificado, cooperando e apoiando seu filho até sua morte de crucificado, destarte cooperando na obra da salvação, de modo muito íntimo. “Por tal motivo ela se tornou para nós, Mãe na ordem da graça”.

Foi neste contexto que os Padres Conciliares fizeram uma afirmação fundamental para toda a mariologia: “está maternidade de Maria na economia da gra-ça perdura interruptamente a partir do consentimento que ele fielmente prestou na Assunção que sob a Cruz resolutamente, até a perpétua consumação de todos os eleitos” missão que a Igreja ensina que tal missão continua sua atividade também de junto da glória de Deus, merecendo-lhe ser invocada sob os títulos honrosos de Advogada, Auxiliadora, medianeira e outros, sem estas honorificências nada acrescentara, nem irrogarem do título e da realidade que Jesus Cristo é o único Mediador.

ministerial (Papa, Bispos, Presbíteros, e diáconos e o universal (dos leigos, etc.) realidades em suas múltiplas categorias, assim também há arcas e participações diversas da universal vocação e tarefa de evangelização e intercessão, “incita nas criaturas uma variegada cooperação que participa de uma única fonte”. A Igreja encoraja esta devoção a Mãe de Deus Maria, porque fomenta uma maior adesão e amor ao Cristo, o Mediador e Salvador. (62/152).

Dom Walter Michael

A explicação é dada em 60/151. Como Ebejer, O.P. há vários níveis de participação do Bispo Emérito de único e supremo sacerdócio de Cristo, União da Vitória


14 Santo do Mês

Estrela Matutina - Caderno 1 - Dezembro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

10 de dezembro: Santa Joana Francisca de Chantal marido e aos filhos e tratava muito bem todos os empregados do castelo. Ainda assim encontrava tempo para ajudar os pobres e os doentes, através da visita e da caridade. Mas isso mudou quando seu marido faleceu num incidente de caça, quando ela tinha 28 anos. Foi morar com o sogro, que era bastante rígido e autoritário, o que dificultou as visitas de Joana aos mais necessitados.

Filha de Margarida e Benigno Freymont, Joana nasceu a 23 de janeiro de 1572. Na crisma, a piedosa menina de família nobre e católica acrescentou Francisca ao nome. Tendo perdido a mãe aos dois anos de idade, coube ao pai acompanhar e educar Joana. Ainda jovem, consentiu em contrair matrimônio com Cristóvão, barão de Chantal, em Bourbilly. Foi um casamento feliz e fecundo, abençoado com seis filhos, mesmo dois tendo morrido ainda pequenos. Joana Francisca dedicava-se muito ao

Ela se submeteu obedientemente, mas recusou propostas para um novo matrimônio porque queria dedicar-se a Deus. Na quaresma de 1604 encontrou-se com um mensageiro de Deus, que muito lhe ajudaria: São Francisco de Sales. O santo bispo tornou-se grande amigo e conselheiro de Joana Francisca. Ele a guiou pelos corretos caminhos da vida cristã fazendo-a progredir muito espiritualmente. Conseguiu com o tempo até amansar o rude sogro, seguindo o conselho do santo sobre a docilidade: “se prendem mais moscas com uma gota de mel do que com um barril de vinagre.” Com os filhos já crescidos, a santa pretendia ingressar num convento, mas Francisco de Sales lhe propôs a criação de uma ordem religiosa feminina que

unisse a vida ativa à contemplativa, trocando a clausura pelas ruas e casas. Em 1610, juntamente com outras mulheres e sob a orientação de São Francisco de Sales, Joana fundou a Congregação da Visitação de Santa Maria, as visitandinas, que acolheria mulheres viúvas e solteiras desejosas de servir o próximo. Ao passar dos anos aumentou o número de vocações o que levou a fundação de novas casas das visitandinas na França e na Itália. Mas em obediência ao arcebispo de Milão elas passaram a ser apenas contemplativas e a seguir a regra agostiniana. Joana Francisca percorria as casas da congregação e o bispo de Sales as instruía por meio de cartas. Francisco, vendo aproximar-se sua morte, indicou a madre Joana que aceitasse São Vicente da Paulo por conselheiro. Este tornou-se um grande apoio para ela, que já vivia seu martírio de amor. Despediu-se de Vicente em Paris e, doente, precisou parar no mosteiro de Moulins, onde expirou entre os braços de suas filhas visitandinas em 13 de dezembro de 1641. Deixou o amigo Vicente para reencontrar-se com o amigo Francisco na eterna alegria do Céu.

REFLEXÃO Um ponto que muito se destaca na vida de Santa Joana Francisca de Chantal é a obediência. Obedeceu ao marido durante o casamento, ao sogro quando viúva, à São Francisco de Sales enquanto diretor espiritual e, por fim, ao arcebispo de Milão. Obedeceu na certeza de estar cumprindo a vontade de Deus. E nós, será que temos conseguido obedecer ao que Deus nos pede, mesmo que contrarie nossa vontade? ORAÇÃO Ó Deus, que ornastes de grandes méritos a Santa Joana Francisca de Chantal nos diversos estados de vida, concedei-nos, por suas preces, corresponder fielmente à nossa vocação e ser em todas as circunstâncias um exemplo para todos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Gustavo Santana Seminário Diocesano 3º ano de Filosofia

Até quando você vai me deixar esperando por você? Ontem você foi na praça, era domingo, e lá dentro da Igreja eu dizia mais uma vez: “Tomai e comei, isto é o meu Corpo... fazei isto em memória de mim! ”. E, embora lá de onde você estava desse para ver até o interior da igreja, você não entrou. Mais uma vez você não veio ouvir minhas palavras, não veio cear comigo. Outro dia aproximei-me do seu coração e lhe convidei a rezar, a se retirar um pouco ao seu quarto para estar a sós comigo, mas, uma vez mais havia um filme para assistir, e não houve tempo. Filmes e séries intermináveis a tomar

Foto: cathopic.com

todo o seu tempo livre, imagens e ideias que vão povoando cada vez mais a sua mente que, cada vez mais vai se esquecendo de mim, deixando-me como uma vaga e opaca lembrança de um Deus de sua infância. No meio da semana eu vi você chorando e quis falar ao seu coração palavras que Eu, só Eu poderia dizer, entrar no mais íntimo do seu ser e fazer você conhecer segredos que fariam sua dor amenizar, mas havia o celular, e tantos amigos. Você preferiu partilhar com eles, acolhendo mensagens nem sempre saudáveis. Embora Eu conheça você até mais do que você mesmo se conhece, quase nunca você vem me escutar. Um dia desses, seu coração estava pesado, e você s a b i a

que tinha feito o que não devia. Entre culpas e remorsos, entre angústias e feridas que causou, você não veio beber da fonte do meu perdão, do perdão que somente Eu posso te dar por meio da minha Igreja, perdão que restaura e converte, para que o mal não vá dominando cada dia mais a sua liberdade. No entanto, uma vez mais você se esquivou, cheio de argumentos puramente racionais, desprovidos de qualquer traço de fé e preferiu se afastar, supostamente justificado por um deus que você mesmo criou. Mais uma vez Eu não pude restaurar, vestir você com a roupa nova do perdão, colocar o anel no seu dedo, colocar nos seus pés as sandálias novas para você voltar a caminhar seguro. Entre tantas idas e vindas, Eu ainda pude ver você, no seu dia-a-dia, levando a sua vida tão distraidamente, mas correndo atrás do seu futuro, tentando salvar seus relacionamentos, se virando como pode para conseguir dar conta. E Eu te seguia, no amor apaixonado que tenho por você, admirando-me com suas lutas, sorrindo ao seu lado, chorando com suas dores. Ah! se você soubesse como eu te quero bem! Se soubesse como desejaria participar de sua vida muito mais do que você me

permite... Até quando você viverá assim? Até quando você tratará aquilo que é essencial como secundário e colocará o secundário como primordial? Como disse uma vez, chorando, há quase dois mil anos, quando contemplava Jerusalém, que não me recebeu, embora eu estivesse ali, andando em suas ruas, pregando em suas praças: “Se soubesses quem te pode dar a paz. Mas isto agora está escondido de ti”, mais uma vez, me vejo a ter que dizer o mesmo. Termino esta mensagem que hoje dirijo a você lembrando que o tempo para viver é tão breve e que a vida é uma história que só é vivida uma vez; ninguém voltará para refazê-la. Por favor, não queira mais continua-la sem a minha companhia, não continue a escrever o livro da história única da sua vida tão distante assim de Mim.

Dom Walter Jorge Bispo Diocesano


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Estrela Matutina - Notícias - Dezembro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

Novenas de Natal: um instrumento de unidade na fé O Tempo de Natal celebrado pela Igreja visa alimentar nos corações humanos a chama do amor de Deus por cada pessoa. Com o Natal, a Igreja recorda aos fiéis que Deus é fiel à sua promessa de amor. Ao criar o ser humano selou uma aliança de amor, mas, com o pecado de Adão, o gênero humano rompe esta aliança. Deus então, por sua misericórdia, por seu amor, toma a iniciativa de vir ao nosso encontro e nos socorrer. Por isso, envia o seu Filho, que nasce de Maria, para ser aquele que irá assumir nosso pecado da separação, e pela sua Morte e Ressurreição nos unir novamente a Deus. O ser humano na sua livre vontade se separa de Deus, e Deus, na sua livre vontade vem nos

convidar novamente para participarmos de seu amor. Com as Novenas de Natal, a Igreja dá às famílias a oportunidade de celebrarem esse amor, unidas pelos laços familiares, de amizade, e pelo laço da fé. É verdade que a Pandemia ocasionou um afastamento entre as pessoas, até entre as famílias. E por amor à vida de cada um é uma atitude importante; dolorosa, mas necessária. Contudo, o afastamento físico não deve gerar em nós um afastamento, um isolamento e um esfriamento da fé, da vida de comunidade, da vida de comunhão, de fraternidade. É característica dos cristãos e cristãs viverem a fé em comunidade. As Novenas de Natal, não puderam este ano ser celebradas com a reunião de várias famílias nas casas, como acontecia em anos anteriores. A Igreja propôs que fossem celebradas somente entre os membros da família ou na Igreja, onde os espaços são maiores, to-

mando as precauções exigidas para evitar o contágio da Covid-19. Neste clima atípico que estamos vivendo, os que celebram as Novenas neste ano relatam que a Pandemia pode ajuComunidade reunida na Matriz São Mateus (Foto: Marcelo S. de Lara) dar as pessoas a valorizarem da Instituição Familiar. Deus é comualgo que se estava perdendo, o conví- nidade, porque é Pai, Filho e Espírito vio familiar. Contagiados pela menta- Santo, uma comunhão de amor, e partilidade do consumo que se volta mais lha esse amor à humanidade mostranpara as compras, as viagens, as festas, do a importância da vida em comum o sentido da experiência da vida em fa- que experimenta o dom da partilha. mília vem se desgastando e não sendo percebido seu valor. É na vivência da fé, alimentada também pelas Novenas de Natal que exAinda em outro aspecto, se o tempo perimentamos a força e a importância atual nos coloca em uma dinâmica de da vida em comunidade, em família. Se vida individual, a Pandemia restrin- ficarmos apenas na vivência individugindo nossos espaços de viagens e cir- al, como a mentalidade do mundo nos culação, pode nos fazer vivenciar um propõe, nunca sentiremos a experiênNatal mais em família, onde a presença cia do amor, que na sua essência se do amor de Deus se manifesta de modo mostra partilha, comunhão e doação. mais próximo à nós. Que neste ano, o verdadeiro Natal seja vivido por cada pessoa, por cada famíDeus é família e seu Filho nasce em lia, por cada comunidade. uma família, para nos mostrar o valor

Mensagens das Pastorais, Movimentos e Organismos pelo Natal 2020

Que o Menino Deus, comunicador do Amor do Pai, revele a todos a verdadeira Paz que só vem de Deus, e que todos nós comuniquemos com a vida, a alegria pelo nascimento do nosso Senhor PASCOM

As Irmãs Mensageiras do Amor Divino e o Retiro do Amor Divino, desejam a todos um Feliz e Santo Natal. Que as alegrias do Menino Deus fortaleça a todos, e que 2021 seja repleto das bênçãos de Deus! - MAD

O Movimento Diocesano do Mini T.LC, deseja a todos um Natal repleto de amor nos corações. É tempo de união, paz e reflexão... É tempo de acreditar e transformar o mundo num lugar onde todos os nossos sonhos se tornem realidade - Mini TLC

A Catequese Diocesana deseja que o Menino Jesus ilumine o caminho de todos os catequizandos e catequistas - Past. Catequética

Que o sim de Maria seja o sim da nossa juventude. Que o nascimento do Menino Jesus traga a cada um de nós a renovação da esperança que dias melhores virão. Feliz Natal! - Setor Jovem

Neste Natal, a Cáritas diocesana, deseja a todos um encontro pessoal com o Menino Jesus! Que Seu amor contagie nossos corações para estarem sempre abertos a Caridade cristã para com os mais necessitados CÁRITAS

A Pastoral da criança deseja que neste Natal, guiados pela Estrela de Belém, levemos vida plena às famílias, crianças e às gestantes - Past. da Criança

A Renovação Carismática Católica reza para que, impelidos pelo Espírito Santo, encontremos o Menino Jesus, o melhor presente que podemos receber no Natal. Que Ele nasça em cada coração - RCC Celebrar o Natal é ter Deus em primeiro lugar e, por causa Dele, amar de forma comprometida, transformando a fé em obras, promovendo a dignidade humana e a vida plena Past. da Sobriedade

Que o Espírito Natalino traga aos nossos corações a fé inabalável dos que acreditam em um novo tempo de paz e amor - Sementes da Alegria

Melhor do que todos os presentes embaixo da árvore de Natal é a presença de Deus em nossas Famílias. Que o Menino Jesus esteja sempre presente em nossos lares, e que tenhamos todos um abençoado e Santo Natal - ECC

O Movimento de Cursilho de Cristandade deseja que todos os ambientes sejam evangelizados e iluminados pela luz do Menino de Belém MCC


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Estrela Matutina - Notícias - Dezembro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

Reunião online sobre a CFE 2021 reúne membros de várias Igrejas Cristãs Na noite de 18 de novembro, um encontro online para fazer o estudo do Texto Base da Campanha da Fraternidade 2021, reuniu cerca de 200 lideranças leigas, padres e consagrados de todas as dioceses do Paraná, além de pastores, pastoras e demais membros de diversas Igrejas Cristãs.

no acompanhamento da ação prática da C.F, disse que a Campanha é oportunidade de se ingressar nos espaços públicos de diálogo. Acredito que é o trabalho mesmo de formiguinha, sendo fermento na massa. A Campanha nos ajuda também a ocupar espaços de diálogo e de efetivação dos direitos humanos na sociedade”, respondeu ele. O encontro da quarta-feira, 18 terminou com uma Oração motivada pela Pastora Paula Trein. Em 2021 a Campanha da Fraternidade terá início no dia 17 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas, início da Quaresma. E a Coleta da Campanha será no dia 28 de março, Domingo de Ramos.

Organizado para duas noites, dia 18 e dia 19, o encontro foi elaborado pelo Centro de Estudos Bíblicos (CEBI – PR), e contou com os seguintes conferencistas: Irmã Raquel Fátima Colet (ICAR), Pe. Patricky Samuel Batista (ICAR), Ms. Sr. José Edmilson Schinelo (ICAR), Pra. Romi Márcia Bencke (IECLB), Pr. Eliel Batista (Igreja Betesda). Da diocese de União da Vitória, motivado pelo padre João Francisco Sieklicki, coordenador da Ação Evangelizadora na Diocese, participaram Ivone Pasqualli, Marcelo S. de Lara, e os seminaristas Daniel da Rosa e Douglas Ribasz, do Seminário Diocesano A Campanha da Fraternidade Ecumê 2021 traz o tema “Cristo é a nossa paz”: Do que era dividido fez uma unidade (Ef,2.14.a). E como Lema: “Fraternidade e Diálogo: Compromisso de amor”. Comentando sobre o texto de Efésios, o Pastor Eliel, da Igreja Betesda, de Marajoara – São Paulo, colaborador na redação do Texto Base da Campanha, disse que a metodologia para fazer a leitura do texto bíblico que inspirou o tema foi o olhar pastoral. “Tem-se vários modos de se ler a Bíblia, nós optamos por uma leitura de cuidado, de pastoral. Olharmos para o texto e fazer ele gerar esperança em nós. Como olhar a nossa fé no tempo atual, e como anunciar a boa nova são os questionamentos que o texto nos impõe”, disse o Pastor. Secretária do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do (CONIC), a Pastora Romi, comentou no encontro que existe uma grande caminhada ecumênica na história e com ótimos resultados. “O fato de termos um Conselho formado por seis Igrejas, ainda que não represente todas as variedades, mostra que o diálogo é possível, e o próprio desenho do cartaz, a ciranda aberta, mostra que estamos abertos para que outras expressões possam entrar conosco, para promovermos o diálogo”, partilhou a pastora. Respondendo a uma das perguntas dos participantes de como as Igrejas podem intervir mais na sociedade, padre Patrikcy Samuel, que também tem experiência

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Estrela Matutina - Edição Dezembro de 2020  

Boletim Informativo da Diocese de União da Vitória – Paraná – Brasil

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