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EMPREENDEDORISMO EM “GIGANTES DA INDUSTRIA: ENCONTRANDO PETRÓLEO”

Mauricio Souza Calheiro

“Gigantes da Indústria” é uma excelente breve série de televisão que foi lançada em 2012 e, desde então, vem sendo reapresentada. A série foi dirigida por Patrick Reams, em parceria com Ruán Magan, e exibida no canal “The History Channel” (O Canal da História, tradução livre para o português). O título original da série “The Men Who Built America”, Os homens que construiram a América (mais especificamente os Estados Unidos), é autoexplicativo, pois a é sobre cinco magnatas da época que foram muito importantes para o desenvolvimento dos Estados Unidos: Cornelius Vanderbilt, John D. Rockefeller, Andrew Carnegie, J.P. Morgan e Henry Ford. Estes cinco personagens ajudaram seu país, mesmo que involuntariamente, a deixar de ser uma nação democrata praticamente falida e se tornar uma potência mundial. Em 2013, a série foi indicada, sem sucesso, a três prêmios: Visual Effects Society, Realscreen e Premios BANFF, todos por melhor programa de história e biografia. Dentre os oito episódios, escolhi o segundo, que retrata como John D. Rockefeller aplicou seu aguçado senso de empreendedorismo e competitividade. Filho de um grande charlatão, Rockefeller largou os estudos e trabalhou desde cedo para sustentar sua mãe e irmãos. Ele não era ingênuo e sabia que seu primeiro emprego não lhe daria futuro algum, e assim decidiu buscar uma nova ideia e arriscar abrir um negócio a partir dela. Rockefeller tinha crenças religiosas e, um dia, durante uma cerimônia em sua igreja, tudo tremeu e as pessoas saíram curiosas para ver o que acontecia: haviam encontrado petróleo em Ohio. Rockefeller viu potêncial no petróleo e não hesitaria em investir. Ele queria mostrar que poderia ficar rico com o petróleo e, para isso, utilizaria seu senso de eficiência. Rockefeller sabia dos riscos de se envolver com esta substância, pois os perfuradores desperdiçavam muito para encontrar a materia prima e, quando a encontravam, boa parte era desperdiçada. Mesmo com os riscos, ele conseguiu uma maneira eficiente e, ainda cedo, se tornou o melhor empreendedor do país. Utilizando seu senso de eficiência, ele busca uma maneira de melhorar o processo para fazê-lo mais seguro e evitar os desperdícios e acidentes. Ele descobriu que era possível obter querosene de qualidade e quase sem desperdícios refinando o petróleo. Sabendo como melhorar o processo de produção e estando um passo a frente de seus concorrentes, ele investiu o pouco que tinha em sua primeira refinaria. Após abrir seu próprio negócio, ele lutou muito para obter espaço no mercado, até que Cornelius Vanderbilt, o homem mais poderoso no país, fecha um negócio com ele, possibilitando que seu produto seja distribuido para todo o território nacional. Rockefeller prometeu mais que o dobro que poderia produzir para poder encher os vagões de trem de Valderbilt, mas contornou o problema conseguindo investidores para sua nova empresa: a Standard Oil. Ele produzia o melhor e mais seguro querosone do país. Ele gostava da perfeição. A coisa mais interessante que aprendi com esse capítulo da série foi que, para ser um bom empreendedor, vale à pena se arriscar. Rockefeller, ao refinar o petróleo para adquirir querosene puro e estável ensinou que, aperfeiçoando um processo já criado, pode-se obter muito mais lucros que os outros empresários. Não precisamos fazer algo totalmente novo para obtermos sucesso com um produto, basta achar um meio de produção eficiente que resulte num produto de qualidade, e não devemos ter medo de investir em algo que pode dar certo. Outra coisa que se aprende com Rockefeller é que a concorrência não é bem-vinda e que ser maquiavélico não é uma opcão descartável. Acredito que essa é a coisa ruim que ele pode nos ensinar. John D. Rockefeller tornou-se o homem mais rico dos Estados Unidos, mas para isso utilizou métodos não muito bem-vindos, como o monopólio na indústria petrolífera. Ele comprava todos os concorrentes falhidos por quase nada e sempre buscava eliminar seus adversários. Ele via os negócios como um jogo e, como um bom jogador, sua intenção era sempre vencer.


Para uma organização ser bem sucedida, ela precisa atingir seus objetivos e, para isso, é necessário competência. Rockefeller nos ensina como ser competitivo e vencer os oponentes no mundo dos negócios. Ele aplica seu senso de eficiencia a seu favor e busca aprimorar os processos para obter um produto melhor e mais barato, ficando à frente de seus concorrentes. Ser exatamente como Rockefeller, hoje em dia, não daria muito certo, pois o monopólio não é bem-vindo nos dias atuais e eliminar a concorrência já é praticamente impossível a nível global. Não se pode ter medo das outras empresas do ramo, nem de lançar engenhocas novas: se sua empresa produz celulares, tente elaborar um celular melhor que o dos outros. Com toda certeza, seu produto venderá muito, sua empresa será bem vista e bem comentada e seus lucros crescerão bastante.


EMPREENDEDORISMO EM “GIGANTES DA INDUSTRIA: ENCONTRANDO PETRÓLEO”