Page 1

Exclusivo: Nenhum de Nós lança revista que cobre sua tragetória

O LIDER DA BANDA ENGENHEIROS DO HAWAII

HUMBERTO GESSINGER

REVISTA

Ex-integrantes celebram 30 anos do Titãs com 60 minutos de música e abraços

ROCK-BRASIL

NOVO SHOW SOLO DE UM DOS MELHORES CANTOR E INSTRUMENTISTA DO BRASIL

Humberto Gessinger (lider dos Engenheiros do Hawaii) Carlos Maltz (ex-baterista dos Engenheiros do Hawaii)

Nº 000265 Preço: R$ 19,90

Entrevistas:


REVISTA

ROCK-BRASIL

Pรกgina 02

Ediรงao 27 - Ano 06


SUMÁRIO: 01 - Editorial

(pag. 02)

02- Entrevista com Humberto Gessiger

(pag. 05)

03- Entrevista com carlos Maltz

(pag. 05)

04- O lider da Banda Engenheiros do Hawaii (pag. 06) 05- Titãns, 30 anos de sucesso

(pag. 07)

06- Nenhum de Nós e sua trajetória

(pag. 07)

Ediçao 27 - Ano 06

Página 03

REVISTA

ROCK-BRASIL


REVISTA

ROCK-BRASIL

Pรกgina 04

Ediรงao 27 - Ano 06


Entrevista com Humberto Gessinger

Você era estudante de arquitetura quando surgiu a banda. Como decidiu ser músico? Eu toco e componho desde que me conheço por gente, mas nunca tinha mostrado o trabalho para ninguém. Conheci uns caras que tocavam, me convidaram para fazer um show, era para ser por uma noite só, mas seguimos tocando, mesmo sem muita pretensão. Eu tinha uns quatro discos gravados e ainda me assustava de me reconhecer como músico. A transição da arquitetura para a música foi muito espontânea. A escolha do nome foi uma brincadeira com o pessoal que estudava engenharia e frequentava o bar da arquitetura, usavam umas roupas de surfistas e aqui não tinha mar. Mas se eu soubesse que ia precisar explicar tantas vezes esse nome até poderíamos ter escolhido outro nome. Quando viu que a banda estava virando uma coisa séria e estava dando certo? Na prática foi quando comecei a não conseguir mais acompanhar as matérias, comecei a ter que pedir muito favor para professor por não poder ir nas aulas, mas a música sempre continuou sendo uma diEdiçao 27 - Ano 06

versão. Acho que nunca pode achar que está estabelecido, tem que ter um coração de iniciante.

Maltz, está no link http://carlosmaltz.blogspace.net/historia.htm , do site oficial).

Que bandas inspiraram o som dos Engenheiros? Eu sou de uma geração de bandas influenciadas pelos Beatles. Ouvi mais o rock progressivo inglês dos anos 70. Pink Floyd, Yes, além da MPB clássica dos anos 70. Essa mistura improvável acho que faz parte do meu som. É uma geração de bandas que foram influenciadas pelos Beatles. Mas claro que essas bandas Beatles, Stones acabam sempre aparecendo de alguma forma no trabalho de todo mundo.

Afinal o que é essa Casa de Pedra que se fala no encarte? É um estúdio? Sim, o antigo “Rock House”, dos amigões Fabio Tabach e Rodrigo Custer. Caras que estão investindo na minha musica há anos….

Entrevista com Carlos Maltz

Os Engenheiros passaram por milhares de fases diferentes, marcadas por diferentes relações com a crítica, mudanças na formação, etc. O que deu para aprender sobre o mercado musical do Brasil após esses anos todos atrás da bateria do grupo? Nunca estive muito interessado nisso. Sou artista, e não picareta de carro, ou publicitário, sei lá. Acho que se dá muita importância a esse tal de mercado… tô nem ai…

Como vai a promoção do disco solo? Você tem feito shows? Minha gravadora sou eu mesmo… hehe…faço alguns shows por ai, mas não é nada de turnê organizada , essas coisas… ainda…

Mudando de assunto, e sua antiga banda, Irmandade? Como foi aquele período? Engraçado… Uma banda legal, cheia de ingenuidade e gente boa….Coisa que não é lá muito facil de encontrar por ai…

Como você foi parar na Astrologia? É uma paixão recente ou você sempre estudou isso? Estudo há uns 12 anos… A estória toda está contada no meu site: www.carlosmaltz.com.br , não conto de novo aqui porque é meio longa…. (no site, Maltz diz que entrou em contato com a astrologia aos 30 anos, após ganhar de presente um livro sobre o assunto. A história toda, bem como a bio detalhada de Página 05

Rolou de você ir procurar alguma gravadora, ou você já quis logo partir para o independente? Mandei o “Farinha” para todas as gravadoras, mas ninguém quis.

Voltando a sua carreira solo, fala um pouco sobre os músicos que estão tocando com você agora. Como essa formação se juntou? Bão, tem uma galera lá de São Paulo, são pessoas ligadas ao “momento musical”, da Igreja Messiânica Mundial do Brasil, da qual eu sou integrante.

REVISTA

ROCK-BRASIL


Humberto Gessinger - O eterno Engenheiros do Hawaii desafia o tempo (de carreira) e avisa: “quero desmistificar os anos 80” tegralmente ao projeto Pouca Vogal, que divide com o gaúcho Duca Leindecker, integrante da banda Cidadão Quem. Em junho sai o DVD da dupla, que o velho frasista definiu, por e-mail, para um jornal local, como “a menor banda do roque gaúcho”. As cenas que se sucederam na longa entrevista/ bate-papo que tivemos revelam um homem que continua facilitando a vida dos editores com dezenas de frases de efeito, não faz questão de desmentir fatos ou remediar opiniões controversas,gosta de alfinetar a crítica e insinuou claramente que o Engenheiros do Hawaii acabou. Paradoxalmente à sua aversão pelo hype, o novo mundo pós-napster parece dialogar forteO homem-banda engenheiros do mente com artistas como ele. Essa Hawaii passeia pelos paradoxos do highway chamada cultura pop tem pop há quase três décadas destilando trocadilhos tão infames quanto eficientes e colecionando fãs e detratores pelos mesmos motivos, algo entre a sinceridade, a ironia (não exatamente fina) e o ceticismo. O cabeludo quarentão está sentado à minha frente, na sala de estar da bela cobertura onde mora com a mulher e a filha, em um bairro nobre de Porto Alegre, onde nasceu e para onde voltou em 1999, depois de viver muitos anos no Rio de Janeiro, por necessidade profissional. mesmo infinitas possibilidades. Ele dorme até o meio dia, joga tênis eventualmente e passa o resto do Em casa você costuma ficar comtempo tocando e ouvindo progra- pondo ou tocando outras músicas? mas de futebol no rádio, sempre li- Não sei tocar chonga nenhuma... As gado nas emissoras que têm menos pessoas pensam que talento musical ibope. “Minha medida de tempo é um bloco, mas são subdivisões. Eu não é o dia, é o ano. Meu cronômet- tenho a maior inveja de um grupo ro não é manhã, tarde ou noite, eu meio discriminado, o pessoal que só faço música, nada mais me pren- toca em banda cover. É um talento de a nada”, diz Gessinger, que re- que não tenho. Às vezes umas destas solveu interromper as atividades do bandas abrem nossos shows e tocam Engenheiros do Hawaii por tempo de Pink Floyd a Luiz Gonzaga com indeterminado e agora se dedica in- o mesmo equipamento, simulando REVISTA

ROCK-BRASIL

Página 06

o som de todos. Eu tenho inveja! Outra coisa que as pessoas têm preconceito é do pessoal que faz jingle, que consegue compor de propósito. Eu nunca consegui compor uma música do início ao fim que tivesse uma direção. Eu vou correndo atrás da música. Me considero mais compositor, mas minha paixão mesmo é tocar um instrumento. A corrente que te leva até os fãs tem muitos elos sobre os quais tu não tem poder. As pessoas perguntam porque o Engenheiros deu este tempo agora, depois das duas turnês mais bem-sucedidas da carreira. Tem épocas em que tua distância eserá que o ambiente não está dizendo o oposto de maneira mais alta? Nós emitimos algumas coisas, mas não temos muito controle do que é feito com aquilo. Por isso eu nunca esquentei a cabeça com crítica. Tu me dá qualquer disco e eu sou capaz de escrever dez coisas a favor e outras dez contra, em 20 páginas maravilhosas. É mais uma questão da maneira de como se joga a luz. Mas quando tu começa a tocar para pessoas que têm a idade da tua filha, isso começa a bater diferente.

por POR MARCELO FERLA Ediçao 27 - Ano 06


Ex-integrantes celebram 30 anos do Titãs com 60 minutos de música e abraços

O anúncio da aparição dos ex-integrantes dos Titãs no show de 30 anos da banda, ontem, no Espaço das Américas, em São Paulo, poderia deixar a dúvida de que talvez fossem simples participações especiais para dar uma força aos quatro músicos responsáveis pela sobrevivência do grupo. Ao contrário, a volta da formação quase original fez crescer o clima de celebração. Os sete surgiram abraçados e permaneceram no palco durante uma hora. O show foi dividido em dois. A formação atual, com Paulo Miklos, Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Bellotto, tocou durante 50 minutos músicas como “Diversão”, “Aluga-se” (sucesso de Raul Seixas) e “Televisão”. O primeiro tributo aos 30 anos da banda aconteceu logo no início, quando Britto anunciou “Epitáfio” como uma homenagem a Marcelo Fromer, ex-guitarrista do Titãs, que morreu atropelado em 2001. Pouco depois, Paulo Miklos pediu ao público - jovens que aparentavam ter de 25 a 30 anos, misturados a homens e mulheres de cabelo grisalho - que vote de forma consciente, hoje, e bradou contra a corrupção. “Não tem esse papo de que os meus ladrões são melhores que os seus”, falou, antes de “Vossa Excelência”. Britto foi à frente do palco e “ensaiou” versos de “Polícia” com a platéia, antes que Gavin desse a introdução. Sérgio cantou parte desta música abraçado a Nando Ediçao 27 - Ano 06

e Arnaldo. O clima de celebração continuou com “Cabeça Dinossauro” tocada com dois baixos e duas guitarras. Antunes ganhou uma espécie de momento solo em que lembrou a performance cênica que exibia quando integrava o grupo, em “O Pulso” e “Lugar Nenhum”. Mas para os fãs antigos do grupo, o mais emocionante veio logo depois. Nando, novamente no baixo e nos vocais, mandou “Marvin”, cantada em coro pelo público que encheu a casa. “Sonífera Ilha”, primeiro sucesso do Titãs, colocou a platéia para dançar e era a canção prevista para encerrar a noite, mas a banda ainda voltou para um segundo bis, com “Porrada” e a reprise de “Bichos Escrotos”, desta vez com os sete no palco, e Nando e Branco formando uma dobradinha de baixos. O tom histórico do show já era previsto, mas é interessante notar como uma banda com 30 anos tem – como outras de sua geração - letras que se encaixariam na situação sócio-política do país ainda que fossem escritas hoje. Apesar disso, a banda voltou a chamar a atenção justamente por performances comemorativas: o show em que tocou, na íntegra, o álbum “Cabeça Dinossauro”, de 1986, e agora este, celebrando as três décadas de carreira. Ao menos fica claro que não há necessidade de se deixar levar por arranjos mais “maduros” para envelhecer junto com seu público.

“deTitãns 30 anos puro sucesso. Página 07

Nenhum de Nós lança revista que cobre sua tragetória

A banda Nenhum de Nós lançou nesta semana a “Nenhum de Nós Magazine”, uma revista que serve de canal de comunicação entre o quinteto e gaúcho e seus fãs. Idealizada pelo empresário da banda, Antonio Meira, a publicação tem distribuição comercial em bancas de revistas, na loja virtual Stereophonica e também pode ser comprada durante os shows. A edição será anual, fato este que possibilita uma ampla atualização e cobertura em torno dos fatos marcantes envolvendo a carreira do grupo e seus projetos. Neste primeiro exemplar, os leitores encontrarão um histórico do início da banda, então como um trio, e os seus primeiros passos rumo a conquista de um espaço no cenário do rock brasileiro do final dos anos 80. O Nenhum de Nós surgiu em 1986, na cidade de Porto Alegre e no início era formado por Carlos Stein (guitarra), Sady Hömrich (bateria) e Thedy Corrêa (baixo/voz). Ao longo da década de 90, Veco Marques (guitarra) e João Vicenti (teclados, acordeon e piano) foram adicionados ao grupo e desde então nenhum componente saiu do elenco. São 25 anos de estrada, 14 discos e mais de 1650 apresentações, inclusive no exterior, em países como Uruguai, Argentina e China. REVISTA

ROCK-BRASIL


Um dos festivais mais adorados do mundo, Lollapalooza, revelou recentemente as atrações de sua edição em Chicago, que acontecerá neste ano nos dias 1º, 2 e 3 de Agosto, no tradicional Grant Park. Os britânicos do Arctic Monkeys, o rapper Eminem, os DJs Skrillex e Calvin Harris, a banda Kings of Leon e a dupla Outkast serão os nomes principais do evento. Além de Lorde, Portugal. the Man, AFI e Cage The Elephant, também escalados para a edição brasileira do festival neste ano, nomes como Warpaint, Meg Myers, Broken Bells, Interpol, Lykke Li, CHVRCHES, Zedd, Phosphorescent, The 1975, Phantogram, Jagwar Ma, Chromeo, Manchester Orchestra, The Kooks, Kate Nash, Bombay Bicycle Club, Foster the People, Cut Copy e London Grammar foram anunciados para a versão de Chicago.

LOLLAPALOOZA BRASIL 2014 Neste ano, a edição brasileira do festival ocorrerá no Autódramo de Interlagos, em São Paulo, nos dias 5 e 6 de Abril. Ainda há ingressos disponíveis à venda. Para conferir como garantir o seu ingresso e ler os nomes que irão se apresentar no Brasil.

ROCK-BRASIL REVISTA

Revista rock brasil  

Rock

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you