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O ÚLTIMO ROMANCE de Michel Laub, Diário da Queda, lançado em 2011 pela Companhia das Letras, foi uma surpresa da literatura nacional, tanto pelo conteúdo quanto pelo estilo. O personagem principal narra sua história a partir de um acidente com um de seus colegas de sala quando tinham treze anos e vai mostrando como esse episódio teve consequências em sua vida ao longo de décadas. Escrito na forma de um diário em pequenos parágrafos numerados, o protagonista também explora a relação de seu pai, que sofre do Mal de Alzheimer, com seu avô, que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, e sua própria relação com esses outros dois homens. O livro, como dito em sua orelha, é: “uma viagem pela memória de um homem no momento em que ele precisa fazer a escolha de sua vida e tentar explicar como alguém se torna aquilo que é”. Em uma conversa rápida com o autor matei minha curiosidade em relação à criação e ao desenvolvimento dos personagens, o crescimento do personagem principal durante a narrativa e a diante da obra e como, particularmente em Diário da Queda, isso tudo contribuiu para que o livro representasse uma grata surpresa e um outro olhar sobre a narrativa com o uso da língua portuguesa. Michel Laub acabou de ser incluído na edição de Os melhores jovens escritores brasileiros da revista britânica Granta. Nasceu em Porto Alegre, em 1973, é escritor e jornalista e já trabalhou na revista Bravo e no Instituto Moreira Salles. Publicou cinco romances, todos pela Companhia das Letras: Música Anterior (2001);

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Rubato  

Revista com espaço total dedicado à Literatura.

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