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me chamam pela capa ou pelo cheiro, ah o cheiro! Um fator importantíssimo! Quando pego o livro logo abro no meio e cheiro. Esse ritual me faz sentir como se estivesse abraçando o autor ou a obra e perguntando para o meu coração se posso criar aquela relação. Foi lendo e lendo, foi nas noites em claro ou nos ônibus lotados que decidi que queria fazer parte ou tentar fazer parte desse universo. Decidir que queria escrever, queria contar histórias, mostrá-las e fazer as pessoas se apaixonarem por elas assim como eu me apaixonava por aquelas que lia. Foi estudando jornalismo, nas aulas de leitura de ficção, um livro toda semana, autores consagrados, grandes clássicos e uma professora inspiradora ou nas especialização em jornalismo literário que de repente a literatura me chamou, gritou e implorou que daquela água eu bebesse e que daquela causa eu fosse atrás. Flip, listas e pesquisas depois fizeram com que eu resolvesse usar esse sopro de vontade e transformá-lo em um projeto de conclusão de curso. A possibilidade de falar de literatura e linguagem e usá-la de forma experimental e literária me envolveu e me realizou. A Rubato foi se transformando e saindo da cachola. Fui roubando um pouquinho daqui e dali, fazendo como aqueles autores que eu admiro que tentei criar um espaço para a literatura desfilar, além de discutir, fazer pensar ou ser aquilo que é ou, talvez, o que não é também.

Laíssa Barros

Rubato  

Revista com espaço total dedicado à Literatura.

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