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adeus, armários mofados adeus, armários mofados meus olhos porejando no deserto imaginário nunca tive ligações com esse ninho de traças sou do podre do quintal vivo a margem como vive a margem também o sol teu corpo lençol de sal a que vai mais um adues nem sempre procuro a morte mas sempre corro algum risco

O nome de Corsaletti, 39, é referência corriqueira quando se fala da nova geração de poetas brasileiros. Esquimó, um de seus quatro livros publicados, trouxe a ele reconhecimento, visibilidade e até o prêmio Bravo! 2010. Foi aos 15 anos e com a ajuda da professora Cidinha que Fabrício, hoje também um professor, iniciou suas desventuras poéticas. Bandeira e Drummond, seus preferidos, influenciaram o autor que hoje cria poesias contemporâneas, belas e marcantes. “A poesia tem o seu lugar. Acredito que hoje o lugar dela é mais evidente e estável, antes ela era mais seria e fechada, hoje em dia isso mudou”. Com importante contribuição para essa mudança, Fabrício desenvolve um trabalho que atrai pela simplicidade, sonoridade e um sentimentalismo que funciona.

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fabrício corsaletti adeus, armários mofados

Rubato  

Revista com espaço total dedicado à Literatura.

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