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GRU PO

O que muitos questionam na nova literatura e consequentemente na nova poesia brasileira é a falta de interação entre os autores. Se os tradicionais poetas andavam sempre em grupo e participando de movimentos e criações literárias, hoje percebemos que tanto a distancia física, temática e a falta de vanguardas poéticas acabam levando cada autor a um caminho onde quase sempre se está só. Há uma pluralidade de vozes que torna difícil qualquer periodização, qualquer enquadramento dentro de um modelo teórico. “Não me sinto pertencente a nenhum grupo específico que eu possa identificar. Mas só o fato de várias pessoas estarem escrevendo ao mesmo tempo já as insere numa certa fase, mesmo que ela não seja definível. Ou seja, pertenço ao “grupo de pessoas que estão escrevendo em português brasileiro em 2012”, o que já significa muita coisa”, ressalta Rafael Mantovani. Já Angélica Freitas completa: “Não sei se pertenço a alguma fasee não consigo me incluir em nenhum grupo ou fase por vontade própria. Edito uma revista de poesia com três outros poetas, mas somos três pessoas com projetos de escrita diferentes, não somos um grupo. Sempre fui muito solitária, e prefiro continuar assim. Mas tenho amigos poetas, que leem minhas coisas e opinam”. “Poesia é o estado da palavra que mais me interessa. É o estado onde as palavras estão no lugar exato onde elas deveriam estar. A palavra na poesia tem um brilho, uma textura, uma visibilidade muito superior ao que elas têm na linguagem ou na prosa. Poesia o lugar onde eu tento chegar com as palavras. Poesia é a coisa mais importante da minha vida”. — fabrício corsaletti

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Rubato  

Revista com espaço total dedicado à Literatura.

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