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Dez entre dez críticos citam Angélica como exemplo da nova geração de poetas brasileiros e elogiam seu trabalho de personalidade. Seus livros Rilke Shake e o novíssimo Um útero é do tamanho de um punho, juntamente com seu blog Tome uma xicara de chá, já viraram referências. “Comecei a escrever meus próprios poemas com 9 anos de idade. Era uma coisa que eu fazia naturalmente e me dava muita alegria. Logo todo mundo ficou sabendo. Sempre fui a poeta da turma. Mas tudo isso era muito normal, era como ser a desenhista da turma, ou alguém que jogasse vôlei bem (o que nunca foi o meu caso)”. Influenciada por poetas como Whitman, Ginsberg, Williams, Rimbaud e Baudelaire, Angélica, 39 anos, mora atualmente em Pelotas (RS) e gosta de ler autores que façam coisas bem diferentes das que ela escreve. Pequenas aventuras pessoais, universo feminista e feminino e versos seguros, fortes e confessionais são facilmente encontrados em seu trabalho.

E NCON T R A R

“Nada mais chato do que ouvir aquele “gosta de teatro?” na Av. Paulista. Ou, bem, sim, há coisas piores: ouvir “gosta de poesia?” de alguém tentando vender um livro de poemas na fila do cinema. Não sei se dá pra convencer alguém a gostar de poesia. “É uma inclinação da pessoa, um gosto, uma sensibilidade”, ressalta Angélica. Mas como nos inclinamos à poesia? Como criamos gosto ou sensibilidade? Como ela é apresentada a nós?

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Rubato  

Revista com espaço total dedicado à Literatura.

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