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PortuguĂŞs ano lectivo 2013/1014 14

Professora Fernanda Lamy

Trabalho realizado por: Mathias Fernandes Daniel Guerreiro


Índice Introdução- Pág.2

Breve Biografia- Pág.3

Fotobiografia-Pág. 4 e 5

Seleção de poemas do ortónimo e heterónimos-Pág.6 a 11

Escolha de um poema do heterónimo de Fernando PessoaPág.12

Texto poético criado por nós-Pág.13

Conclusão-Pág.13

Webgrafia-Pág.14

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Introdução

Neste trabalho que nos foi atribuído na disciplina de português tem como tema Fernando Pessoa, a época em que viveu e as suas obras. Pretendemos aprender mais acerca deste grande poeta português e acerca dos seus poemas para tal iremos desenvolver os seguintes temas:    

A sua biografia A sua Fotobiografia Os seus heterónimos Os seus poemas

Pessoa foi um grande poeta e uma das personalidades mais complexas e representativas da literatura europeia do séc. XX Foi capaz de criar várias personagens sendo assim um poeta único, os seus heterónimos em que cada um deles tinha uma forma específica de escrever os seus poemas retratando os sentimentos e disposição espiritual. Os seus principais heterónimos foram Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis.

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Breve biografia

Fernando António Nogueira Pessoa nasceu em Lisboa a 13 de junho de 1888, foi poeta e escritor português que começou a escrever desde os seus 6 anos, quando foi para África onde aprendeu a falar inglês o que permitiu publicar 3 das suas 4 obras em que estas são em inglês. Trabalhou como correspondente de línguas, empresário, editor, jornalista e comentador político. Faleceu com 47 anos em Lisboa a 30 de Novembro de 1935, deixando uma das obras mais heteronimicamente mais complexas a nível mundial sendo até hoje alvo de estudos por parte de muitos linguistas.

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Fotobiografia

Fernando Pessoa bébé ao colo de sua mãe Retrato de Fernando Pessoa em bébé

Fernando Pessoa em criança Fernando Pessoa na adolescência

Fernando Pessoa ainda jovem

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Fernando Pessoa jogando Xadrez no cafĂŠ

Fernando Pessoa jĂĄ adulto

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Seleção de poemas do ortónimo e heterónimos Poemas de Fernando Pessoa (Ortónimo): O menino da sua mãe No plaino abandonado Que a morna brisa aquece, De balas trespassadoDuas, de lado a lado-, Jaz morto, e arrefece. Raia-lhe a farda o sangue. De braços estendidos, Alvo, louro, exangue, Fita com olhar langue E cego os céus perdidos. Tão jovem! Que jovem era! (agora que idade tem?) Filho único, a mãe lhe dera Um nome e o mantivera: «O menino de sua mãe.» Caiu-lhe da algibeira A cigarreira breve. Dera-lhe a mãe. Está inteira E boa a cigarreira. Ele é que já não serve. De outra algibeira, alada Ponta a roçar o solo, A brancura embainhada De um lenço… deu-lho a criada Velha que o trouxe ao colo. Lá longe, em casa, há a prece: “Que volte cedo, e bem!” (Malhas que o Império tece!) Jaz morto e apodrece O menino da sua mãe Fernando Pessoa

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Tabacaria Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo. Janelas do meu quarto, Do meu quarto de um dos milhões do mundo. que ninguém sabe quem é ( E se soubessem quem é, o que saberiam?), Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente, Para uma rua inacessível a todos os pensamentos, Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa, Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres, Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens, Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada. Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade. Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer, E não tivesse mais irmandade com as coisas Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada De dentro da minha cabeça, E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida. Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu. Estou hoje dividido entre a lealdade que devo À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora, E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro. Falhei em tudo. Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada. A aprendizagem que me deram, Desci dela pela janela das traseiras da casa.

Autopsicografia O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente.

E assim nas calhas de roda Gira, a entreter a razão, Esse comboio de corda Que se chama coração.

E os que leem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm.

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Poemas de Álvaro de campos (heterónimo) Todas as Cartas de Amor são Ridículas Todas as cartas de amor são Ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor, Como as outras, Ridículas. As cartas de amor, se há amor, Têm de ser Ridículas. Mas, afinal, Só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor É que são Ridículas. Quem me dera no tempo em que escrevia Sem dar por isso Cartas de amor Ridículas. A verdade é que hoje As minhas memórias Dessas cartas de amor É que são Ridículas.

Sim, sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo, Espécie de acessório ou sobressalente próprio, Arredores irregulares da minha emoção sincera, Sou eu aqui em mim, sou eu. Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou. Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma. Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim.

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Começo a conhecer-me Não existo. Começo a conhecer-me. Não existo. Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram, ou metade desse intervalo, porque também há vida ... Sou isso, enfim ... Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor. Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo. É um universo barato.

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Poemas de Alberto Caeiro (heterónimo) Como uma Criança Como uma criança antes de a ensinarem a ser grande, Fui verdadeiro e leal ao que vi e ouvi.

Esqueço do Quanto me Ensinaram Deito-me ao comprido na erva. E esqueço do quanto me ensinaram. O que me ensinaram nunca me deu mais calor nem mais frio, O que me disseram que havia nunca me alterou a forma de uma coisa. O que me aprenderam a ver nunca tocou nos meus olhos. O que me apontaram nunca estava ali: estava ali só o que ali estava.

Falaram-me os Homens em Humanidade Falaram-me os homens em humanidade, Mas eu nunca vi homens nem vi humanidade. Vi vários homens assombrosamente diferentes entre si. Cada um separado do outro por um espaço sem homens.

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Poemas de Ricardo Reis (heterónimos) Amo o que Vejo Amo o que vejo porque deixarei Qualquer dia de o ver. Amo-o também porque é. No plácido intervalo em que me sinto, Do amar, mais que ser, Amo o haver tudo e a mim. Melhor me não dariam, se voltassem, Os primitivos deuses, Que também, nada sabem.

Da Verdade não Quero Mais que a Vida Sob a leve tutela De deuses descuidosos, Quero gastar as concedidas horas Desta fadada vida. Nada podendo contra O ser que me fizeram, Desejo ao menos que me haja o Fado Dado a paz por destino. Da verdade não quero Mais que a vida; que os deuses Dão vida e não verdade, nem talvez Saibam qual a verdade.

Cada Um Cada um cumpre o destino que lhe cumpre, E deseja o destino que deseja; Nem cumpre o que deseja, Nem deseja o que cumpre.

Não tenhamos melhor conhecimento Do que nos coube que de que nos coube. Cumpramos o que somos. Nada mais nos é dado.

Como as pedras na orla dos canteiros O Fado nos dispõe, e ali ficamos; Que a Sorte nos fez postos Onde houvemos de sê-lo.

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Escolha de um poema do heterónimo de Fernando Pessoa Poema de Alberto Caeiro

A Manhã Raia A manhã raia. Não: a manhã não raia. A manhã é uma coisa abstrata, está, não é uma coisa. Começamos a ver o sol, a esta hora, aqui. Se o sol matutino dando nas árvores é belo, É tão belo se chamarmos à manhã «Começarmos a ver o sol» Como o é se lhe chamarmos a manhã, Por isso se não há vantagem em por nomes errados às coisas, Devemos nunca lhes por nomes alguns.

Escolhemos este poema porque representa a natureza simplista existente na poesia de Alberto Caeiro, assim como a temática de rejeição da componente filosófica do ser humano.

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Texto poético criado por nós Aos sentimentos Devemos nunca lhes por nomes alguns Pois batizar algo que não se conhece É desprovido de razão.

Claro que pensamos conhece-los Mas pensar conhecer Algo que não se compreende É desprovido de razão

E por isso para o homem os sentimentos são Como seu nome Desprovidos de razão.

Conclusão Com a realização deste trabalho conclui-mos que Fernando Pessoa foi um dos grandes poetas do séc.XX, destancando-se desde novo quando foi para África com 6 anos e que começou a dar os seus primeiros passos na poesia que hoje faz dele um poeta bastante reconhecido pelas suas magníficas obras. Pessoa era também possuidor de uma alta imaginação pois criou 3 heterónimos e consegui escrever poemas totalmente distintos acerca de diferentes temas, em diferentes estados de espírito que se faziam parecer através dos poemas. Ferando Pessoa é também um dos poetas mais estudados pelos especialistas, pois despertava uma grande curiosidade na sua forma de escrever.

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Leitura Expressiva de um poema

A manh達 raia

Webgrafia http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Pessoa http://pensador.uol.com.br/poemas_de_fernando_pessoa/ http://www.citador.pt/poemas/a/fernando-pessoa http://www.prof2000.pt/users/Secjeste/Recortes/Literatura/Imagens/Pessoa01.jpg http://img100.imageshack.us/img100/1138/scanpes.jpg http://4.bp.blogspot.com/-W2LD89B66_o/TfIvsQjW4EI/AAAAAAAAFM4/PN2w7k1qUo/s320/fernando-pessoa-5.jpg http://1.bp.blogspot.com/-X4Weq4tGZTU/ThfeVB8oa8I/AAAAAAAAC3o/h_u2fCjKro/s1600/Fernando-Pessoa.png http://multipessoa.net/media/labirinto/passos-imagens/158.png http://4.bp.blogspot.com/_B85rQTUOuB0/S8bJANpfiKI/AAAAAAAAASw/NNpkhvmzcuM/s400/ Fernando+Pessoa+Aleister+Crowley+em+Sintra+a+jogarem+xadrez.jpg

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Dossier temático fernando pessoa