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Biografia e Qualificações

Hotel no Porto FAUP | Projecto Académico do 4º ano | Arquitecto Nuno Brandão Costa Habitação Colectiva FAUP | Projecto Académico do 3º ano | Arquitecto Luís Viegas Projecto Urbano FAUP | Projecto Académico do 5º ano | Arquitecto Luís Pedro Silva

Dissertação de Mestrado FAUP | Arquitecta Graça Correia

História da Arquitectura Portuguesa FAUP | Análise da Evolução Urbana de Azurara e Caderno de Viagens | Professora Carla Garrido Desenhos FAUP | aulas de desenho, dois anos | Artista Armando Ferraz Fotografia de Arquitectura


Matheus Osório

02.07.1988 (Rio de Janeiro) Rua de Gondarém, 275, 2º andar Foz do Douro | 4150-376 Porto + 351 927074467 math_jlp@hotmail.com Linkedin: Matheus Osório Formação 2011-2013 | Mestrado na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP) com a dissertação ‘Lucio Costa, o Projecto Moderno’ orientada pela arquitecta Graça Correia (trabalhou diversas vezes com Eduardo Souto Moura) aprovada com Excelente por unanimidade do juri. 2009-2012 | Graduação em Arquitectura na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), com distinção, 16 de 20 (escala portuguesa), A de acordo com o sistema europeu de notas, ECTS. 2008-2009 | Programa Erasmus na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP) 2006-2008 | Início da graduação na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal do Rio de Janeiro (FAU-UFRJ) Experiência Profissional 2008 | Colaborador no Atelier Universitário da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FAU-UFRJ) por 6 meses, participação na expansão do CCS (Centro de Ciências da Saúde da UFRJ) Habilidades Informáticas Autodesk Autocad 2D, Revit Architecture (inclui 3Ds), Adobe Photoshop, Adobe Indesign, Windows, Microsoft Office (MS Word, Power Point, Excel), CorelDraw, SketchUp Línguas materna | Português avançado | Inglês básico | Espanhol, Francês


Hotel no Porto Projecto de hotel 5 estrelas localizado nas margens do rio Douro no Porto. As melhores vistas, direcção sul e poente, foram definitivas para o posicionamento dos quartos e da torre. O andar térreo do hotel contém todo o programa público e procura recuperar a relação com o terreno original descaracterizado pela ocupação industrial do século passado. A forma final do edifício procura atingir uma expressão anónima, evitando impor a vontade do arquitecto em detrimento do contexto. Donald Judd, artista americano que trabalhou com formas simples e anónimas, foi a principal referência. Suas esculturas enfatizam frequentemente a repetição e a materialidade do objecto com uma expressão abstracta. Este pensamento norteou o projecto, especialmente da torre, cuja simplicidade contrasta com o entorno natural recuperado e com a paisagem.


Esquissos e planta de situação

0

5

10m


Donald Judd, trabalhos de 1980 e torre do hotel


Maquete e vistas do pรกtio da piscina e da รกrea administrativa


Planta do tĂŠrreo


Cobertura

13º andar

12º andar

8º ao 11º andares

0

0

5

10m

2

5m

1º ao 7º andares


1

1 cobertura com folhas de zinco sobre manta geotêxtil

5

2

6

3

2 roofmate 8cm sobre manta e argamassa 3

4

3 betão leve 4 laje de betão 30cm

7

9

5 cobertura com folhas de zinco sobre manta Delta ‘MS Dorken’

10

6 roofmate 6cm sobre argamassa

8

7 duto de ar condicionado central 8 sistema de tecto falso 11

12

9 tela e persiana 13

10 janela Vitrocsa

3

11 soalho de madeira suspenso sobre manta acústica 12 pintura branca 13 poliestireno extrudido 6cm sobre manta 14 porta de aço 15 cantoneira de aço 16 arremate de granito 17 pavimento suspenso em granito 18 suporte regulável 19 calha 20 soleira em granito 21 pavimento de betão polido 0

22 tout-venant

2.5

5m

23 manta geotêxtil

14

24 camada de cascalho 25 dreno 26 camada de enchimento

16

27 fundação em betão

17 15

18 19

20

21 22

23

3

24 25 26

0

27 Pormenor da fachada

0

10

20cm

2.5

5m


Fachada sul

Fachada norte


Habitação Colectiva


Maquetes e esquissos da torre e da intervenção urbana


Elevação sul

Elevação norte

Planta de situação

0

10

20m


Fachada norte

0

2

4m

Fachada sul


0

Plantas do tĂŠrreo e andar tipo e pormenor da fachada

2

4m


1 2

1 rufo

3

4

5

6

7 8

2 brita

9

3 poliestireno extrudido 6cm 4 argamassa hidrófuga 5 betão leve 6 perfil U

10 11 12

7 laje de betão 30cm 8 parafuso para fixação dos perfis 9 reboco

13

10 placas de alumínio

14

11 poliestireno extrudido 6cm 12 janela Vitrocsa 13 soalho de madeira suspenso sobre manta acústica 14 betão leve

15

15 sistema de tecto falso 16 pavimentação em granito 17 mármore 18 argamassa 19 suporte regulável 20 cantoneira de aço 21 manta geotêxtil 22 camada de cascalho 23 dreno 24 tout-venant 25 brita

17

16 19

18

20

21

22 23 0

10

20cm

24

25


Projecto Urbano


p o r to

Mosteiro de Leça do Balio e entorno da área de intervenção (perspectiva e vista aérea) Localização da área de intervenção em Matosinhos, Norte de Portugal (azul, trabalho de grupo; vermelho, individual) Terreno em vista aérea da direcção norte


Análise

trabalho de grupo

comércio local armazéns e indústrias

baixa e média densidade habitacional alta densidade habitacional

comércio grossista indústria transformadora

área agrícola coberto vegetal rasteiro

via capilar via local via nacional via arterial

maciço arbóreo espaço público equipamento cultural


síntese

modelo estratégico

LEGENDA DO MAPA DE SÍNTESE zona de motivação económica

espaço público previsto em plano

permeabilidade potencial

grande indústria

espaço público existente

sem ligação

interesse cultural e simbólico

coberto vegetal / uso agrícola

percurso de autocarros

área isolada e sem programa

área residencial isolada

interesse potencial

urbanização consolidada

barreira

descontinuidade

urbanização prevista em plano

eixo estruturante

sem ligação à malha existente

A análise urbana teve como objectivo abordar todos os aspectos físicos e sociais desta parte do rio Leça. Os diferentes usos do território foram identificados e relacionados à infra-estrutura, ao meio ambiente, à paisagem e à topografia. O mapa de síntese é o resumo e a clarificação das contradições entre as diversas entidades em questão. O modelo estratégico funcionou como guia de acção propondo soluções e diretrizes a serem seguidas nos trabalhos individuais.


Intervenção trabalho individual

A diversidade encontrada na área de intervenção foi fundamental na construção da solução de projecto. Muitas fraturas são visíveis no território devido a grandes movimentações de terra. Nestas áreas de intersecção - entre tecidos urbanos novos e antigos, pequena e grande escala, usos residenciais e industriais - a vegetação foi recuperada disfarçando as fraturas existentes com o intuito de reforçar as qualidades paisagísticas do sítio. A zona de parque foi projectada como principal ponte entre os diversos tecidos, isolados ao longo do tempo, recuperando o ambiente natural em torno do afluente do rio Leça. A nova rua leste-oeste viabiliza a descongestão da saturada malha antiga, especialmente o eixo de deslocação norte-sul, e reorganiza a estrutura urbana local. A rua define a fronteira entre a cidade e o parque e cria uma nova centralidade no encontro com o outro eixo.

uso misto (habitação e comércio) escritórios comércio habitação unifamiliar habitação colectiva centro de aprendizado agrícola edifícios existentes área agrícola parque e área de vegetação

Elevação da nova rua leste-oeste, esquisso da praça, imagem actual do terreno (Google) e planta geral


0

20

40m


o projecto moderno

Lucio Costa A proposta do trabalho foi analisar três obras do

de arquitectura é aquele que reduz a arbitrariedade,

arquitecto

enquanto

imposição

sintetizando os aspectos principais de sua trajetória

a

da

através

da

numa

de

o bom arquitecto não é aquele que impõe a sua

a

lógica num determinado sítio, mas aquele capaz

crítica sua

brasileiro de

Lucio

especulações

arquitectónica

atitude

Costa

em

projectual

e

(1902-1998)

no

busca das

âmbito da

essência

inquietações

que

favor

resposta

relação

uma a

harmoniosa

com

colectivas contexto;

e que

deste

carreira, naturais a todos os arquitectos, são claros

que se está a projectar. A partir deste ponto de

os

formal,

vista, buscou-se na obra de Costa a racionalidade

forma

e o percurso que desencadearam uma trajectória

aliados eficaz de

à e

Lucio

organização

capacidade rigorosa Costa

na um

de

espacial concretizar

construção, arquitecto

e de

que de

fizeram

referência.

A dissertação pretende averiguar que o bom projecto

de com

erudição a

diversos

o

de

meio,

os

demandas

individual,

que, apesar de algumas mudanças ao longo da sua de

com

vontade

orientaram. O presente estudo ambiciona mostrar

critérios

lidar

de

introduzindo

arquitectónica

sociedade

para

constrangimentos

qualidade

e a

de qual

ao

edifício

compromisso projectou.


Maria Elisa Costa entrevista* “Quando Costa precisava definir alguma coisa no projeto, era o desenho que permitia essa busca. Só o desenho permite a hesitação, a busca.” “Existe uma tendência de pensar que a diversidade surge de propósito. Em muitas cidades antigas ela é uma consequência do terreno, não foi criada.” “Todas as plantas do concurso de Brasília foram apresentadas com o norte na vertical, as propostas ficaram todas inclinadas. Costa foi o único que olhou para o terreno, ele não estava preso à abstração.”

*Maria Elisa Costa nasceu no Rio em 1934, filha de Lucio Costa. Em 1958 se formou em arquitectura na Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil (hoje UFRJ). Atualmente é directora da Associação Casa de Lucio Costa, onde o trabalho de Costa é divulgado e preservado.


PERÍODO COLONIAL O período colonial é o ponto de início da carreira de Costa. É quando o arquitecto aprende os princípios de composição clássicos numa trajetória que se assemelha à de Mies van der Rohe e Le Corbusier. O estilo neocolonial, o mais usado no Brasil da época, foi o que Costa fez a maior parte do seu 1922_Rio de Janeiro CASA RODOLPHO CHAMBELLAN

1924_Rio de Janeiro CASA RAUL E OLGA PEDROSA

1927_Rio de Janeiro EMBAIXADA DO PERU

1928_Correias, RJ CASA MODESTO GUIMARÃES

1929_Rio de Janeiro CASA SOUZA DE CARVALHO

1930_Rio de Janeiro CASA ERNESTO FONTES (COLONIAL)

trabalho entre 1922-1930. Compreendia em geral casas e pequenos edifícios institucionais.


PERÍODO MODERNO Conforme Costa entra em contacto com as cidades coloniais e com o trabalho de arquitectos modernos, percebe que o neocolonial era um estilo artificial. O arquitecto passa a acreditar que a arquitectura moderna é o único caminho para construção de edifícios

1930_Rio de Janeiro CASA ERNESTO FONTES (MODERNA)

autênticos do seu tempo. A maior parte do seu trabalho neste período é profundamente influenciado por Corbusier e demonstra uma directa relação com as referências.

1931 CASA SEM DONO 1

1932-1933_Rio de Janeiro CASA ALFREDO SCHWARTZ

1934_Monlevade, MG CONJUNTO DE MONLEVADE

1932_Rio de Janeiro VILA PROLETÁRIA DA GAMBOA

1936/1937-42_Rio de Janeiro MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E SAÚDE


MATURIDADE Depois de projectar o Ministério da Educação e Saúde, com grande reconhecimento no Brasil e no mundo, Costa se dá conta de que a arquitectura moderna já era uma 1937_São Miguel, RS MUSEU DAS MISSÕES

realidade. Suas preocupações a partir de então, e ao longo de toda a carreira, se concentram na criação de uma arquitectura moderna especificamente brasileira usando elementos da história. A grande contradição e qualidade da sua obra surge a partir deste dilema. Costa desenvolve uma obra original e madura que tenta responder

1938_Nova Iorque PAVILHÃO BRASILEIRO

questões atemporais na história da arquitectura: a dualidade entre presente e passado, local e universal, individual e colectivo.

1942_Rio de Janeiro CASA HUNGRIA MACHADO

1943/1948-54_Rio de Janeiro EDIFÍCIOS NO PARQUE GUINLE


1944_Araruama, RJ CASA PAES DE CARVALHO

1944-5_Nova Friburgo, RJ PARK HOTEL


1984-5_Rio de Janeiro JOCKEY CLUB

1957_Brasilia, DF PLANO PILOTO DE BRASÍLIA

1959_Rio de Janeiro RAMPAS DO OUTEIRO DA GLÓRIA

1973_Rio de Janeiro MONUMENTO A ESTÁCIO DE SÁ


Entrevista


Eduardo Souto Moura “Costa era um ético enquanto Niemeyer era um esteta. Não é uma crítica ao Lucio Costa, um grande intelectual, mas vem com grande afecto e admiração pelo Niemeyer.” “As pessoas que vivem em Brasília, inclusive os arquitectos, disseram-me que gostam de viver lá. Fui à escola de arquitectura e não vi ninguém desconfortável.” “Depois de estar feita, acho que é injusto agora fazerem-se muitas críticas a Brasília. Algumas com razão mas muitos problemas surgem pela falta de tempo. É preciso tempo. As pessoas têm que se sentir ligadas. Não há cidades novas em que as pessoas gostem de viver. É como os sapatos, ninguém gosta de sapatos novos! Doem nos pés.” “A grande crítica a Brasília é contundente no apogeu do pós-modernismo em que se divulga e publicita a cidade histórica e se propõem cidades artificialmente construídas a imitar a história. Mas eu queria ver um pós-modernista a fazer o Palácio do Planalto. Isso é que eu gostava de ver...”


História da Arquitectura Portuguesa

Análise Urbana de Azurara

A proposta do estudo foi analisar o desenvolvimento urbano de Azurara ao longo dos séculos. A investigação considerou a informação histórica disponível para especular sobre o desenvolvimento urbano através de desenhos e levantamentos no local. No século XVI, Azurara era mais desenvolvida que sua vizinha a norte, Vila do Conde, devido à localização favorável para os estaleiros na Era dos Descobrimentos. Com o fim dos Descobrimentos, as novas divisões territoriais e o enriquecimento da elite clériga de Vila do Conde em detrimento da de Azurara, a cidade foi perdendo sua supremacia e teve crescimento mais contido.


Topografia

Século XVI

Século XVIII

Século XIX


Igreja Matriz de Azurara A análise comparativa entre as igrejas matriz de Azurara e Vila do Conde reflecte a evolução urbana das duas cidades. As semelhanças justificam-se pela proximidade territorial e temporal entre as duas. Ambas começaram a ser construídas no início do século XV. Técnicas, materiais e regras de composição também se repetem. No entanto, a igreja de Vila do Conde sofre mais acrescentos e torna-se mais complexa, especialmente depois de uma visita do rei, atestando o maior interesse e investimentos na vizinha do lado norte do rio.


P la n t a d a s igr e ja s d e A zur a r a ( c ast an ho) e V i l a do C on de ( c i nz a) ; Fac hadas nor t e, su l e planta de Az u rara


Levantamento

parte sul


parte norte

O levantamento dos edifícios mais antigos da rua Velha de Azurara evidenciaram uma relação entre suas medidas e o loteamento, correspondendo cada um dos lotes a um determinado número de módulos. A sobreposição destes módulos na malha de edifícios mais recentes sugere que quase todo o loteamento da rua se deve aos tempos mais antigos. A tecnologia e a construção da época, que condicionou a dimensão dos vãos das portas e janelas e o ritmo das fachadas, acabou por se transpôr também para a dimensão dos lotes e para o ritmo de grande parte da rua actual.


1

2

Caderno de Viagens

3

4


5

1 Igr e ja d e S ã o S e b a s tiã o d a s C ar v al h ei r as , B r ag a 3 Igre j a d e S ã o Fr a n cis co , Po r t o

6

2 I g r ej a de C edof ei t a, Por t o

4 M os t ei r o dos J er óni m os, Li s boa

6 Mo s te ir o d a Ba ta lh a

7 I g r ej a de São Pau l o, B r ag a

7

5 I g r ej a de V i l a do C on de 8 Sé do Por t o

8


Aulas de Desenho


Fotografia de Arquitectura


C asa das H i st 贸r i as , C asc ai s, E du ar do S ou to M ou ra


Fac u l dade de A r qu i t ec t u r a do Por t o, SA A L da B ou ç a, P is c ina da Q u i nt a da C on c eiç ão, ��lv aro S iz a H abi t aç ão e esc r i t ór i os na A v enida da B oav is ta, Por t o, E du ardo S ou to M ou ra


C as a do B r asi l , C i t ĂŠ U ni v er si t ai r e de Paris , Le C orbu s ie r


H a b i ta รง รฃo na Rue de s S ui sse s , Pa r is , He r zo g & De Me ur o n


Pa v i lh達 o Barce l ona, M i e s va n d e r R o h e


Ed i f Ă­ cio Bu rg o, Porto, Ed uardo S o ut o Mo ur a


Portfolio Matheus Osório (versão em português)