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Este fanzine é uma edição extraordinária produzido para a cadeira de Fanzines e HQtrônicas, com a intenção de instigar nos alunos a vontade de expressar sem pudor o pensamento particular de cada um, através dessa ferramenta única que é o FANZINE! Neste biograficzine, pretendo mostrar um pouco das coisas que eu curto e da minha pequena, mas válida, trajetória estudantil-profissional.

Nesta edição: 3. Através do espelho 4. Sente o som! 6. Nas telas 8. Foco e Luz 9. Designeando

N° 1 Maio de 2012

Editor: Matheus Lucena de Medeiros. Rua Nelson Roberto de Amorim, 287. João Pessoa, PB. 58050-630. matheus_medeiros93@hotmail.com Esta edição é uma atividade da cadeira de Fanzines e HQtrônicas do Curso de Comunicação em Mídias Digitais da Universidade Federal da Paraíba. Os textos não assinados são de autoria do editor. As colaborações são de propriedade e responsabilidade dos autores.

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Através do espelho Como de praxe, melhor começar me apresentando: Matheus Lucena de Medeiros, 18 anos, estudante de Comunicação em Mídias Digitais na Universidade Federal da Paraíba, natural de Patos-PB. Formalidades à parte, vou lhes contar um pouco de minha trajetória em relação ao meu curso e compartilhar meus pensamentos e gostos pessoais. A parte mais difícil de fazer um biograficzine - fanzine biográfico - é conseguir descrever-se e expressarse sem pudor e eufemismos. É inevitável que surjam dúvidas em sua cabeça quando lhe fazem perguntas, como por exemplo: Quem é você? Do que você mais gosta? Pelo que realmente você preza? Diante tantos questionamentos, só lhe resta buscar as respostas no mais profundo de suas experiências e escrever, escrever, escrever... O gosto pela arte sempre me moveu, desde sempre curti desenhar, pintar sobre tela, tocar instrumentos musicais e como toda criança conectada de alguns anos atrás, jogos no Windows 98 e bate papos em scripts não podiam faltar. Os hobbys foram apurando-se e que sorte a minha que eles resolveram se unir na minha formação acadêmica.

Antes da criação do curso de Mídias Digitais, outras opções tentavam, sem sucesso, encaixar-se no meu gosto profissional, entre esses: Jornalismo, pelo lado da comunicação que sempre me agradou; Arquitetura, pelos desenhos e pela criação e Computação, pela minha paixão pela tecnologia. Fera de Mídias Digitais, malas prontas, rumo à capital. Em janeiro de 2011 inciciava-se a mais nova e instigante etapa da minha vida. Morar fora de casa, como todas as coisas, tem seu lado bom e o nem tão feliz. Estar longe dos meus pais me fez amadurecer muito como pessoa e como profissional, correr atrás de realizar planos aos quais se almeja, sem depender da colher de chá de ninguém pra isso é melhor que qualquer escola. As novas pessoas que venho conhecendo, as situações novas pelas quais estou passando dia após dia fazem com que eu perceba que crescer é algo necessário na vida de qualquer pessoa e o desejo pela independência que todo jovem tem só começa a se tornar concreto quando se tenta verdadeiramente caminhar com seus próprios pés. 3


Sente o som! A música inevitavelmente foi e ainda é uma influência muito grande pra mim, como já dizia o filósofo Aristóteles: “A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição”. Desde pequeno sempre fui metido a moleque cantor, participava de festivais da escola, homenagem ao dia das mães, dia dos pais, aniversário da família, tudo que era data comemorativa. Já participei de corais da igreja e do ministério de música da Comunidade Católica Shalom em Patos, e esses foram tempos realmente memoráveis. Um fato curioso e que de alguma forma me faz orgulhoso de mim é que os instrumentos musicais que hoje eu sei tocar, violão e teclado, eu aprendi a manipulá-los por conta própria, folheava apostilas e revistinhas compradas na banca, cheguei até a me aventurar no violino autodidata, mas as obrigações de pré-vestibulando me fizeram deixálo de lado. Minha preferência de estilo musical sempre foi música mais tranquila, como MPB, um pop internacional mais “cool” e como um bom nordestino, forró pé-de-serra não 44

poderia faltar. O fato de gostar de músicas assim foi um pouco estranho quando criança, aos 8 anos na 2ª série que cantei “Sozinho” de Caetano Veloso num concurso de A Mais Bela Voz da escola enquanto as outras crianças cantavam Sandy e Junior e Rouge. Atualmente, um dos cantores que ouço mais frequentemente é Jason Mraz (foto). Suas músicas trazem versões mais acústicas, com voz e violão, coisas de que sempre fui fã. Jason Thomas Mraz, 34 anos, é cantor, violonista e compositor nascido e criado em Mechanicsville, Virginia. O seu primeiro projeto musical foi “A Jason Mraz Demonstration”, em 1999, um álbum gravado de forma independente e contendo 8 faixas da sua própria autoria. Depois deste vieram mais quatro EPs. Apenas em 2002, ele assinou pela Elektra Records e gravou seu álbum de lançamento, “Waiting for My Rocket to Come”. Depois desse, vieram mais 5 discos e atualmente está para ser lançado o 6° que já está emplacando músicas no cenário mundial. Minha música preferida do cantor é “Live High”, tanto pela letra que diz uma mensagem que precisamos


ouvir nos dias que a rotina e as coisas diárias nos estressam, como pela melodia que faz com que quem a escute já relaxe sem ao menos entender o que diz a música: “Somente pegue leve / E celebre a realidade maleável / Nada é o que parece / Esta vida é um sonho”. Sua música que mais fez sucesso no Brasil e foi trilha sonora de novela da Globo é “I’m Yours”, essa canção como várias do cantor tem alto astral, fala de coisas boas e com certeza ajuda a quem ouve a ter um dia melhor. “Acho que estamos entediados de ouvir sobre a crise climática e a luta econômica, e estamos cansados de continuar ouvindo sobre guerra e fome e

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toda a escuridão que satura os noticiários. É bom ligar o rádio e, oh, sim, também existe luz e amor florescendo no mundo, e eu acho que “I’m Yours” de certa forma alimenta isso.” disse Jason.

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Nas telas! Apesar de nunca ter sido um aficionado pelos quadrinhos e desenhos animados de super heróis, isso sempre me encantou. Recentemente uma obra de audiovisual me chamou bastante atenção tanto pela história envolvida quanto pelo humor e entretenimento. Os Vingadores The Avengers, da Marvel, é um filme norte americano que conta a saga de um grupo de super heróis, historia que foi contada em quadrinhos e em desenhos animados há um bom tempo. Para começar, o filme traz a equipe de super-heróis definitiva,

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reunindo os heróis icônicos da Marvel: Homem de Ferro, O Incrível Hulk, Thor, Capitão América, Gavião Arqueiro e Viúva Negra. O time é recrutado por Nick Fury, diretor da Agência Internacional de Preservação da Paz, conhecida como S.H.I.E.L.D., para evitar uma ameaça de proporções desastrosas. A única esperança da humanidade é a intervenção dessa equipe sem precedentes, sinopse de filme básico de aventura de heróis.


Mas o filme vai um pouco além, toda a mitologia do filme foi construída com base nos outros filmes de cada um desses heróis. Eu nunca tinha visto uma trama tão complexa que possui cada um sua história, sua essência, 5 filmes trabalhando juntos pra formar o considerado por muitos e por mim o melhor filme de heróis dos últimos anos. Esse filme além de tudo traz efeitos especiais

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espetaculares, o que faz com que qualquer aluno de Mídias Digitais não deixe de curtí-lo. Cada vez que assisto um filme desse tipo, só aumenta mais a minha vontade de trabalhar nessa área de audiovisual e nesse mundo fascinante dos heróis que querendo ou não nos devolve o sentimento e a fantasia da época de criança.

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Foco e Luz A fotografia nos permite eternizar frações de segundo de nossas vidas. Fotografar é poder reviver cada sentimento da história como se fosse a primeira vez quantas vezes quiser, é ter paixão por aquilo que será impresso no papel, não é apenas clicar, é também sujar os joelhos no chão só para conseguir o melhor ponto de vista da recordação. Minha paixão pela fotografia começou aos 13 anos mais ou menos, eu ficava contando os dias para uma prima minha, Yanna Karla, chegar de Brasília nas férias com a câmera profissional dela. Moleque metido que eu era, já pedia a câmera pra sair fotografando por aí, mesmo não sabendo mexer nas configurações e fotografando no modo automático. O contato maior que tive com

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essa arte foi na cadeira de Fotografia do Professor Saint Clair, no curso de Mídias Digitais e eram as aulas pelas quais eu mais esperava antes de entrar no curso, ainda mais pelas 20 câmeras que a gente tinha a nossa disposição. O que aumentava mais minha ansiedade é que nas aulas nós aprendíamos a teoria da fotografia sem ao menos tocar nas câmeras, o jeito era brincar com a compacta que tínhamos em casa. Teoria dada, câmera na mão pra fotografar onde quisesse, não teve sensação melhor! Resolvi fazer minhas fotos em lugares perto da minha casa, e me impressiona como é diferente passar pelo mesmo caminho todos os dias e não perceber os detalhes que eu percebi ao fotografar. A fotografia definitivamentente desperta seu lado artístico e sensível mais profundo. “Fotografia nada mais é do que um calculo onde as variáveis de soma são luz e criatividade, elevadas à paixão daquele momento” (Lucas Barbosa)


Designeando... Ao passar no vestibular para o curso de Comunicação em Mídias Digitais, tive 6 meses de férias enquanto esperava o início das aulas no mês de agosto. Além de descansar muito e aproveitar as longas e quase intermináveis férias, decidi começar a aprender a produzir algumas peças de design gráfico com os softwares que eu usaria nas aulas da graduação, foi aí meu primeiro contato com Corel Draw e Photoshop basicamente. O cobaia da situação foi meu irmão que havia acabado de se formar em Educação Física e precisava de um logotipo e cartão de visita pro seu serviço de personal trainer.

Não demorou muito, logo começaram a aparecer alguns serviços dos amigos do meu irmão que tinham se formado com ele e que também estavam precisando do material gráfico pra iniciar seus serviços. Daí em diante os trabalhos de freelancer começaram a andar e até hoje o maior número de clientes é da área da saúde, pela influência. Trabalhar como designer gráfico freelancer já me ajudou muito, como todo jovem que busca ter suas coisas independentemente da ajuda de seus pais, essa foi a saída que eu encontrei pra financiar as saídas do fim de semana e também juntar uma grana e comprar algumas coisas que eu sempre quis e não tinha possibilidades. Uma dessas coisas foi minha câmera fotográfica profissional que por muito tempo foi meu sonho de consumo. Agora já estou segurando as economias para futuramente poder fazer um intercâmbio. Como diria meu pai: “Quem quer, dá um jeito, quem não quer, arranja desculpas”. Só espero crescer cada vez mais nesse ramo e conseguir alcançar minhas metas. 9


Aqui está uma parte da minha produção como designer gráfico.

Caricatura de Chico Anysio produzido com a técnica ensinada na cadeira de Imagens Digitais II

Logotipo produzido para o Lassè Cyber Café

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Panfleto de divulgação dos serviços da escola de dança Movere


Logotipo produzido para o Projeto Brasil Verde

Pasta produzida para o Nutricionista Esportivo Darlan Chacon

Logotipo desenvolvido para o Pet Queen Pet Shop

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FunZine  

Trabalho escrito e diagramado por Matheus Medeiros

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